Santiago de Compostela – Polvo a Galega

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Foi do alto do Monte do Gozo, tendo por companhia o grupo mineiro das Caminhantes da Estrada Real e mais dois peregrinos gigantes de bronze que, finalmente, no décimo dia de nossa viagem, avistamos Santiago de Compostela. Do monte caminhamos juntas, cantando o nosso hino, ao tão ansiado encontro de todos os peregrinos na imensa praça no centro histórico de Compostela. Por toda a minha vida, sempre que lembrar-me deste momento, vou arrepiar da cabeça aos pés! A emoção da chegada é indescritível, sinto muito. Você só entenderá se um dia lá for. Eufóricas, diante da majestosa catedral de São Tiago Maior, abraçamos e beijamos amigos e desconhecidos, choramos e rimos juntos sob um magnífico céu sem nuvens, do azul mais intenso que se possa imaginar. É tocante presenciarmos casais se beijando e perceber em seus semblantes a renovação do amor após o esforço da longa caminhada. Grupos de amigos se abraçando, chorando e cantando juntos. Peregrinos esticados nas pedras do chão, aproveitando o merecido descanso. Pessoas de joelhos, rezando e agradecendo – louvada seja a fé que nos levou a todos até lá! Um momento simplesmente mágico!

Dentro do casco histórico de Santiago reina uma grande festa de confraternização a qualquer hora de todos os dias do ano. Fomos comemorar no antigo mercado que existe no mesmo lugar há mais de mil anos. Caminhada e emoções nos deixaram com muita fome! O mercado é famoso pelos frutos do mar típicos da região pois Compostela está a menos de uma hora do mar. Há uma grande variedade deles: à parte dos peixes, camarões de todos os tamanhos, lagostins e lagostas, polvos, ostras, vieiras, mexilhões e os mais diversos e estranhos mariscos das costas marítimas do Norte da Espanha como almejôas, percebes e navarras. A tradição  é comprar frutos do mar no quilo e levar ao balcão dos muitos bares que lá existem para serem preparados na hora.

Desta forma – ao vivo- aprendi a fazer o prato mais famoso da Galícia:

 

Polvo à Galega

Antigamente havia que se bater no polvo para quebrar suas fibras. Hoje, não mais. O processo de congelar faz este serviço para nós! Bem, então descongele o polvo. Em uma panela grande, de preferência de aço inox, esquente água com sal, alho e ervas. Estando  no ponto de fervura, coloque o polvo totalmente imerso para cozinhar até que fique ao dente – firme mas que dê para enfiar o garfo e ver que já amaciou. Retire da água, escorra. Corte rodelas de 2 a 3 cm com uma tesoura. Prepare a tábua de madeira regando-a com azeite extra virgem, Disponha o polvo em tronquinhos. Tempere a gosto com sal grosso e páprica – doce ou picante. Torne a dar uma boa regada com o azeite. Sirva quente e à palito acompanhado de uma cerveja gelada- experimente e Estrella Galicia!

Em tempo: antes da chegada a Compostela fizemos um piquenique no Monte do Gozo com as famosas empanadas da Galícia: de bacalhau, de bonito ( peixe tipo atum) e de zamburiña ( tipo de marisco). Uma delícia! Vou testar em casa e depois passo a receita.

Percorri mais de 100 km a pé e cheguei mesmo até Santiago de Compostela, olha a prova:

 

O Cebreiro – comida típica do peregrino

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Saindo de Ponferrada, que deve seu nome à antiquíssima e ainda perfeita ponte construída pelos romanos, seguimos de ônibus até o pé da serra para enfrentarmos o trecho que iria requerer todo o nosso esforço. Foram 8 km. de subida íngreme em trilha, pisando em pedras  e cascalho, porém respirar o ar puro e fresco de altitude nos encheu de energia. Só a vista que se tem lá de cima vale muito mais esforço – é belíssima!

O Cebreiro é o local mais visitado de todo o roteiro jacobeu de Compostela.  É parada obrigatória de todo peregrino porque no alto do morro, na igreja de pedra do século IX – Santa Maria de la Real – está o cálice do Santo Graal. Segundo a tradição e a lenda local, este é o verdadeiro cálice que recolheu o sangue de Cristo. O gracioso vilarejo ainda conserva o casario de pedra bruta com cobertura de palha, característica que vem do povo celta que ali habitou em tempos imemoriais. Apesar do caráter sagrado do lugar, atestado pelo grande número de peregrinos religiosos, o ambiente é de total descontração, com turmas de amigos – a maioria ciclistas – espalhadas aqui e ali à sombra das frondosas árvores,  a fim de descansar, conversar e trocar experiências.

A comida servida em todos os restaurantes é, por tradição, praticamente igual e é chamada propriamente de “comida de peregrino”. Consta de três fartos pratos e mais sobremesa. Primeiro servem uma substancial sopa de legumes conhecida por Caldo Gallego. É daquelas “levanta defunto”, feita com couve rasgada, cenoura, batata e ervilha fervidas no caldo em que se cozinhou aparas de carnes de porco com osso. Em seguida, não pode faltar a tortilha de ovos e batata – o prato típico por excelência da Espanha. Como prato principal escolhe-se entre chuleta, costeleta ou lombo de porco servidas com uma caprichada porção de batatas fritas, que por aqui são absolutamente deliciosas – não se consegue parar de come-las! De sobremesa, servem a característica marmelada da região, feita como a nossa goiabada mineira: quatro horas mexendo a polpa da fruta em um grande tacho de cobre sobre o fogão de lenha. Também não pode faltar o famoso “queixo” do Cebreiro*, queijo fresco de massa mais mole feito com  leite de vaca ( pode entrar também leite de cabra e/ou ovelha) Para coroar a lauta refeição, a tradicionalíssima Torta de Santiago, feita com ovos, açúcar e pasta de amêndoas. Esta torta farei para vocês neste mês de dezembro. Aguardem a receita!

  • interessante acessar o site para conhecer o galego ( idioma falado e escrito da Galícia, entre o espanhol e o português)

Vinícola Palacio de Canedo

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Iniciamos o trecho mais cansativo – e mais bonito – do Caminho de Santiago com uma longa caminhada morro acima até o ponto mais alto do caminho francês, onde fica a emblemática Cruz de Ferro. Chegamos bastante cansadas mas a recompensa que veio a seguir valeu o dia: entramos na Galícia! A paisagem de montanha é linda! O verde claro brilhante das pastagens contrastando com o verde escuro das matas, o ondulado das serras de cor azul arroxeada ao longe e a amplidão do céu de um azul claro, puro e diáfano. Lembra Minas Gerais! Entendi então porque tantos galegos colonizaram a nossa terra mineira – acharam do lado de lá do Atlântico uma terra parecida com a deles.

Ao meio dia nos apresentamos para a esperada visita à vinícola mais famosa do Norte da Espanha. Contam que Prada a Tope, até então um jovem playboy milionário comprou, em 1987, o Palácio de Canedo e as terras vizinhas, que já produziam vinhos desde 1730, mas a esta época em franco declínio. Pois o rapaz se revelou um grande empreendedor – reformou o palácio transformando-o em um amplo restaurante e uma luxuosa pousada e revolucionou o plantio das uvas, trazendo para a região o conceito de agricultura orgânica. Hoje produz vinhos – região de El Bierzo – reconhecidos e premiados internacionalmente e o famoso espumante Xamprada, produzido pelo método champanoise ou cava, como se diz na Espanha. Além de diversas uvas, cultiva e vende produtos fabricados na fazenda como as conservas e geleias de pimentão, de marmelo, de castanhas e de figo. Além disto, a Fundação Prada a Tope tem uma reserva onde planta árvores de várias espécies e desenvolve um trabalho didático com os jovens da região. Fiquei encantada com tudo. Visite o site http://www.pradaatope.es.

Nosso grupo de peregrinas, formado por 25 mulheres integrantes das Caminhantes da Estrada Real (hoje somos 76) , foi recebido por Flor, a simpática e bonita esposa de Prada, que nos encaminhou a um salão de belíssima decoração do século XVIII para a degustação. Para acompanhar os vinhos – um branco e um tinto – foram servidos mini grissinis e um fantástico tira-gosto de cecina (carne de vaca maturada) recheada com foie gras e geleia de marmelo. Adorei!

Em um dos salões do luxuoso restaurante fomos anfitrionadas pelo famoso Prada a Tope – um homem alegre, afável e divertido. Uma equipe muito atenciosa e simpática serviu-nos preciosos vinhos e várias entradas, entre as quais queijo de cabra com geleia de pimentão, foie gras com geleias de marmelo e de figo, carpaccio de cecina e lacón com pimentões assados ( foto principal)

Como prato principal foi servido o famoso Cocido Maragato da região. E de sobremesa, peras ao vinho. Note que todos os produtos servidos foram produzidos na fazenda.

Após o inesquecível almoço, seguimos para uma didática e demorada visita à vinícola, à fábrica de produtos alimentícios e aos vinhedos e pomares. Ao anoitecer, antes de seguirmos para Ponferrada (a 30 minutos de carro) , não resisti e comprei vinhos, conservas e geleias para toda a família na atrativa loja da vinícola.

Castrillo – Cocido Maragato

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A começar do farto e variado café da manhã no Parador San Marco em León, hoje foi um dia de muitas andanças e comilanças. Ainda bem que a primeira compensa a segunda, caso contrário só hoje teria engordado um quilo. Pé na estrada pelo Caminho de Santiago. No meio da manhã paramos em Astorga. Imagine uma cidadezinha cuja rua principal é composta de uma loja de doce ao lado da outra com todo o tipo de guloseimas, balas, chocolates e os famosos biscoitos Mantecados. Minhas amigas se esbaldaram! Como não posso comer nada com farinha nem manteiga fui a ver vitrais na famosa Catedral gótica. Belíssimos!

 

Lá pelas duas da tarde, após uma boa caminhada em ligeiro aclive, chegamos a um dos povoados mais lindos e românticos que já vi na vida: Castrillo de los Polvazares. Juro que se casasse de novo iria passar a lua-de-mel neste lugar encantador. As vielas tem calçamento de pedra rústica,o casario é todo antigo e construído em alvenaria de pedras e argamassa da cor de terra, as janelas são pintadas de verde e de azul e há muitas flores por todo canto. Apaixonei. Bem, paramos neste lugarejo porque lá se faz o melhor Cocido Maragato da Espanha. Trata-se de uma das comidas típicas desta região do Norte e é de se comer de joelhos. O restaurante Entrepiedras é super charmoso, a começar pela divertida coleção de quadros. Veja:

Quanto à receita, à princípio a dona do restaurante fez ouvidos de surda. Aí tive a ideia de apresentar-me com um cartão do salcomalho  e mostrar o nosso blog. Pois ela ficou tão encantada que se desdobrou: chamou a cozinheira e esta me explicou tudo! Vamos lá:

Cocido Maragado (veja foto acima)

O prato principal é constituído de carnes que são cozidas no fogão de lenha por muitas horas. Entra carne de boi ( pode colocar um pedaço de maçã de peito), joelho e costelinha de porco ( com bastante carne e gordura), chorizo ( pode colocar linguiça defumada e calabresa), coxa de pato ou frango. Depois de tudo bem cozido, retire as carnes do caldo do cozimento. Apure o caldo e reserve-o. Frite, já na panela que vai para a mesa, um bom pedaço de toucinho de barriga e assim que derreter, frite as carnes. À parte, fazem bolinhos de peixe fritos ( tipo bolinho de bacalhau) misturando farinha, batata e peixe desfiado que são adicionados na panela na hora de servir. Este prato é acompanhado de grão-de-bico e repolho, que são cozidos separadamente no caldo da carne. Pode incluir batatas.

Depois de servidos estes pratos, trouxeram uma terrina de fideos ( pasta bem fininha) cozido no caldo da carne qua já cozinhou o repolho. Dizem que é digestivo (?). A refeição é acompanhada de pão caseiro ( tipo italiano) e vinho tinto.

Como sobremesa, serviram um creme (um mingau grosso de amido de milho e gema de ovo) com biscoito Maria e calda caramelada. É bem típico da região.

Veja abaixo o cardápio que nos foi servido e também outras opções do Restaurante Entrepiedras. Vale a pena ir até lá. Recomendo!

Depois de uma refeição pesada dessas, tomamos um bom café e retornamos à estrada para nova caminhada até o entardecer. Fim do dia em um lugarejo pitoresco e emblemático – Rabanal del Camino – que tem um bom hotel, três pousadinhas e apenas 60 habitantes. É parada obrigatória dos peregrinos para assistir-se à missa em canto gregoriano dos frades beneditinos. Um momento de reflexão, muita emoção e fé!

León – Vamos de tapas?

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O ponto alto do caminho francês de Compostela, no que tange à história e cultura é, sem dúvida, a cidade de León, fundada no século I com o nome de Legio, tendo sido um acampamento militar fortificado para defender as minas de ouro da região. Cresceu em riqueza e importância estratégica tornando-se, na Idade Média, objeto de disputa entre os cristãos residentes e invasores visigodos e posteriormente, muçulmanos. Foi a rica capital do Reino de León e hoje é a maior cidade (136 mil habitantes) da Comunidade Autônoma de Castilla y León. Sede de destacadas universidades, é um bela e elegante cidade histórica, sempre alegre e movimentada, repleta de jovens e de turistas.

Se você pensa em estudar espanhol, León é uma excelente opção.  Para quem ama história e arquitetura, a cidade é uma festa para os olhos, com destaques para a belíssima catedral gótica, o imponente edifício do parador San Marcos (onde hospedamos) e a Casa de Botines – uma interessante obra da fase inicial de Gaudi. Eu, que sou arquiteta, apaixonei-me pela cidade, pois além de tudo, é um museu de estilos arquitetônicos a céu aberto, de muralhas romanas a igrejas românicas, góticas e renascentistas, de edifícios art-nouveau e art-decô a perfeitos exemplos de pós-guerra, anos 70 e pós-moderno e até um dos museus mais modernos do mundo – o Musac.

Como sempre, tenho a sorte de chegar nos lugares justamente em dia de festa. A Feira de San Froilán atrai gente de toda a região e há o setor judeu, o árabe, o de produtos artesanais – desde alimentos até roupas e semi-joias, a feira de flores, barracas vendendo todo tipo de comidas regionais, enfim, muita coisa interessante. Os bares e restaurantes, com mesas espalhadas nas ruas de todo o centro histórico, ficam lotadas de gente que “vai de tapas”: paga-se por uma bebida (muita cerveja mas também excelentes espumantes e vinhos; whisky e coquetéis)  e, como cortesia da casa, são servidos três tira-gostos. O costume é começar ao pôr do sol e seguir até a madrugada, indo de bar em bar para se provar de todos os tapas. Topamos a experiência e lá fomos nós. Só teve um problema: talvez devido à efervescência do lugar todas as fotos que tirei dos tapas saíram desfocadas, exceto a primeira (foto principal) e depois, no dia seguinte… bem, esqueci-me do que havia comido, embaralhei tudo! Desafio: vá lá em León, passe a noite de bar em bar, beba e coma de tudo e tente depois me contar!

Calzadilla – a tortilla perfeita

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Continuando nossa caminhada pelo Caminho de Compostela, saímos bem cedinho de Sahagún para alcançar Calzadilla de la Cueza na hora do almoço. O espanhol típico começa a trabalhar por volta de oito/nove horas da manhã e segue até o meio dia / uma da tarde. Então fecha o seu estabelecimento – mesmo que este seja um restaurante ou lanchonete! – e vai para casa almoçar. Depois, vem a sagrada “siesta” e só voltam a abrir o comércio e os escritórios depois das quatro da tarde, para fechar às sete horas. Depois deste horário permanecem abertos somente os restaurantes. Pois em Calzadilla fomos fazer um lanche – que na verdade foi um almoço – quase às três da tarde! Talvez porque nossa fome era muita achamos tudo uma maravilha!

 

Os destaques foram os pães caseiros, o fantástico queijo de cabra da região e os diversos embutidos – jamon ibérico (presunto defumado de porco), cecina (defumado de carne de vaca famoso desta região), chorizo (tipo copa) e um outro do tipo do salaminho italiano. Como já nos aproximávamos da Galícia, apareceram a maionese de atum e o bolinho de bacalhau, iguais aos que minha avó materna fazia ( seus avós eram portugueses do Norte, já perto da Galícia) e tão comuns em Minas Gerais. Os ingredientes da maionese são: ovos cozidos, batatas, azeitonas verdes, atum desfiado e a própria maionese ( bate-se o ovo com o azeite no liquidificador em baixa velocidade).

Porém, o sucesso do dia foi a tortilla mais linda e mais gostosa que já comi. E olha que já provei tortilla pelos quatro cantos da Espanha! Bem grande – uns 30 cm. de diâmetro e bem alta – uns 7 cm de altura e muito, muito fofa. Perguntamos ao simpático dono do restaurante a receita – claro que a princípio não quis nos dar. Mas fizemos tantos elogios e insistimos tanto que ele acabou por chamar o cozinheiro para explicar como fazer. Surpresa: era um brasileiro!  Eis como ele nos passou a receita: bate os ovos, junta com as batatas cortadas na frigideira, tempera com sal. Espera corar e vira do outro lado. Parece fácil, não é? Porém, tem detalhes…

Receita da famosa Tortilla de Calzadilla (por minha conta) 

É necessário que se tenha uma panela especial – ou melhor, são duas frigideiras que se encaixam – como estas omeleteiras, só que tamanho gigante ( espiei e vi-as na cozinha!) Cortam-se as batatas em lascas finas (ele não disse mas eu sei que há de se enxugá-las envolvendo-as e apertando-as com um pano). Batem-se os ovos ( também sei que bate-se primeiro as claras até dar volume e depois vai-se juntando as gemas). Unta-se a frigideira ( já ligeiramente aquecida com azeite, a conta de formar uma fina camada em todo o interior). Deita-se a terça parte dos ovos batidos, salpica-se o sal, coloca-se a metade das batatas sem sobrepô-las, mais um salzinho. Repete com a camada de ovos, sal , batatas, sal. Finaliza com os ovos. Isto tem que ser feito muito, muito rápido. Aí está o segredo! A esta altura a tortilla já está corada no fundo, então se emborca a outra frigideira e vira as duas juntas para corar do outro lado (haja força nos punhos!) Experimente fazendo uma pequena, mas se não ficar tão bonita como a da foto, console-se – é necessário muita prática! Vai treinando…

De sobremesa, veio uma tortinha deliciosa – massa feita com farinha de trigo, amêndoas, leite, açúcar e manteiga. Como recheio, maçãs. Você pode usar outras frutas ou geléias. É uma receita bem comum na Europa e fica para outro dia.

 

Sahagún – Paella de legumes

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Chegamos ao fim do dia a esta cidade histórica – muito rica e importante na época medieval – depois de uma boa caminhada morro acima entre campos de girassóis. Pena que, a esta época do ano, as flores que não foram colhidas já estão secas, sem o esplendor amarelo-dourado. Porém, me dei por muito feliz com as alfazemas lilases e de intenso aroma que margeiam o caminho. Colhi muitas flores e as minhas mãos ficaram impregnadas com seu delicioso perfume característico por dias. Fiz vários pacotinhos de sachês mas tive de deixá-los em Bruxelas, na casa da filha, pois é proibido trazer produtos vegetais para o Brasil. Queria tanto aquele perfume no meu armário…

Sahagún ainda guarda imponentes ruinas dos tempos medievais ( Abadia beneditina de Cluny) e muitas igrejas românicas ( sec. IX a XII) bem originais e conservadas, pois o gótico não passou por aqui. O estilo arquitetônico de suas casas lembrou-me o casario das cidadezinhas das Astúrias, exatamente no rumo norte. Assim que cheguei disparei pelas ruas abaixo e fui imediatamente atacada de paixão por esta cidade dourada ao por do sol. O lugar é considerado o meio do caminho francês de Santiago e tem muitos lugares a visitar – merece uma estadia de dia inteiro.

O ponto alto da visita foi uma belíssima e emocionante apresentação que tive a sorte de assistir ( acontece muito comigo de estar nos lugares certos nas horas certas, por mero acaso) no Santuário da Peregrina. Orquestra, coral e recital – tudo muito bem conduzido pelos habitantes da cidade, apresentando convidados especiais. Nós, peregrinos e turistas, somos sempre muitíssimos bem recebidos por toda parte na Espanha e ainda nos convidam a participar de tudo! Amei!

Vamos ao jantar. Nem é preciso dizer que eu estava absolutamente faminta depois de caminhar muitos e muitos quilômetros o dia inteiro. No restaurante “San Facundo” ( padroeiro da cidade) nos aguardava um jantar delicioso, composto de entradas – salada e pastel de aspargos, seguida de uma paella de legumes divina, entrecôt de boi ou peixe grelhado e postres ( sobremesas tradicionais). O peixe branco e saboroso – parece com nossa tilápia – foi servido grelhado na brasa, com a pele crocante e acompanhado de um molho de coentro com cebola e pimentão vermelho fatiados e também grelhados no azeite. Foi a primeira vez que comi uma paella só com legumes e estava tão maravilhosa que decidi tê-la por primeira receita a experimentar em casa, para passá-la já testada a vocês.

Paella de legumes

Resolvi fazer a paella em casa com os legumes que tinha na geladeira: cenoura, aspargos verdes, abobrinha, pimentões vermelho e amarelo e ainda cogumelos.

Você pode fazer com os legumes que mais gostar, mas não ponha batata ( a paella vai virar uma papa!) e se for acrescentar tomate, que seja pouco e ao finalzinho do cozimento, caso contrário o tomate toma o gosto de tudo. Sempre os legumes mais duros entrarão na panela antes do arroz e os mais moles, depois que fritar o arroz.

Quantidades para 10 pessoas: 4 xícaras de chá de arroz, 1 xícara de café de azeite, 1 colher de café de sal com alho, 2 xícaras de chá de cebola, 1 xícara de chá de cada um destes legumes picados: cenoura, aspargos verdes, pimentões (vermelho e amarelo junto) e abobrinha, 1 xícara de café de cogumelos, 1 colher de chá de sal, ½ colher de café de colorau. É muito importante ter 1 litro de um bom caldo de legumes caseiro já pronto e aquecido. À parte, coloque outro litro de água para ferver.

Tome uma panela grande. Aqueça o azeite no fogo alto e doure a cebola. Assim que amarelar, doure o sal com alho. Acrescente os legumes duros: cenoura e aspargos verdes. Mexa bem e deixe fritar por 5 a 8 minutos. Junte o arroz, mexa bem até misturar com os legumes. Baixe o fogo e despeje o caldo de legumes quente até cobrir o arroz. Coloque os pimentões e deixe os legumes mais macios para depois. Tampe parcialmente a panela e deixe cozinhando por mais 10 minutos.

Agora junte a abobrinha e os cogumelos, que são bem macios. Coloque o restante do caldo já misturado com o colorau. Misture e deixe mais 5 minutos. Prove o sal e acrescente o necessário. Mexa tudo de tanto em tanto só para não grudar no fundo. Se for preciso, vá acrescentando água quente até o cozimento de todos os legumes e do arroz. Atenção: o ponto, tanto do arroz quanto dos legumes é ao dente, não deixe que sua paella vire uma papa! E, por favor, nunca acrescente queijo, manteiga ou qualquer creme a uma paella, pois esta é uma receita espanhola (deixe estes ingredientes para as receitas italianas e francesas).

Foi o maior sucesso! A panela estava bem cheia e não sobrou nem um grãozinho!

Frómista – Lechazo ou cordeiro de leite assado

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Hoje iniciamos o primeiro trecho de nossa peregrinação pelo Caminho de Santiago. Na verdade, confesso, não me sinto uma peregrina, sou apenas uma caminhante, apesar de carregar comigo o cajado e a concha -os símbolos do Caminho – e de seguir, com bastante disposição e coragem, as setas amarelas que nos conduzirão ao destino final.

Seguindo pelo “Caminho francês”, de Burgos a Frómista são ao todo 85 km. Destes, percorremos a pé, durante a manhã, o trecho final entre Boadilla del Camino e Frómista, margeando o Canal de Castilla. A caminhada é muito agradável. O terreno é plano, a ampla vista dos verdejantes campos agrícolas contrastando com o descampado do céu profundamente azul é belíssima. A proximidade da água torna parte do caminho fresco e sombreado. Respira-se ar puro, um suave aroma de mato purifica nossos pulmões e o incessante e festeiro chilreio dos pássaros enche nossa alma de alegria.

Após duas horas de caminhada paramos para apreciar a vista, beber água límpida de poço e saborear deliciosas maçãs colhidas no pé – achei incrível! Mais adiante, outra parada para nos refrescarmos sob as frondosas árvores que cercam o dique e reunir coragem para avançar colina acima até Frómista, pensando na recompensa do delicioso almoço a nos aguardar!

Frómista é pequena e muito simpática.  Tem um casario antigo pintado em cores ocres, uma bela igreja românica – a igreja de San Martin, que neste estilo é a mais original e bem conservada de toda a Espanha – e outras construções milenares, erguidas sobre ruínas dos tempos dos romanos. Se gostar de um lugarzinho bem pacato, vá morar lá, é perfeito!

No restaurante Villa de Frómista nos aguardavam surpresas maravilhosas. Para começar, um bom vinho branco refrescante servido com morcilla ( embutido de carne, gordura e sangue de porco, de cor bem escura) . Como primeiro prato, salada e langostinos ( camarões gigantes) grelhados na brasa e servido ao ajo & aceite (alho e azeite de oliva)

O prato típico da região é o lechazo, o cordeirinho de leite ( ainda não desmamado ao ser abatido) assado no forno a lenha, como aqueles de tijolos em formato de semicírculo que se usa para assar pizza.  A carne é muito macia e saborosa. Batatas fritas são o acompanhamento tradicional. Com estas há de se tomar cuidado pois, crocantes por fora e derretendo na boca ao serem mordidas, dá vontade de nunca parar de comê-las. De sobremesa, arroz com leche ( igual ao nosso arroz doce mineiro) e flan de huevos ( pudim de leite com ovos). Comemos bastante, sem arrependimento – afinal havíamos gasto muitas calorias com a caminhada da manhã!

 

 

Burgos – Beringela ao melaço com queijo de cabra

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Iniciamos o percurso do Caminho de Compostela em Burgos, na província de Castela e Leão, situada ao centro norte da Espanha. Esta aprazível cidade, fundada em 884,  é famosa pela belíssima e imponente catedral gótica que domina o horizonte. Ao seu redor está o Centro Histórico, uma área de pedestres cheia de cafés, restaurantes e lojinhas para turistas. Passear por suas ruas antigas, a pé ou de bondinho, revigora a alma e nos presenteia com um banho de cultura.

O tradicional e elegante restaurante El 24 de la Paloma foi o escolhido para o nosso primeiro jantar – um sofisticado menu acompanhado de excelentes vinhos. Veja o cardápio feito especialmente para o nosso grupo:

Entradas: camarão crocante ( envolto em fios, como os de doces árabes), cecina de Leon ( é como se fosse presunto cru, na Espanha chamado de jamon, só que é de carne de boi ao invés de porco) ao aroma de arbequina e lâmina de beringela com queijo de cabra ao molho de melaço de cana.

Segundo e terceiro pratos: Peixe branco (um tipo de bacalhau lá chamado de merluza) ao molho verde (coentro) e berberecho galego ( um tipo de marisco).  Entrecot de vaca com as famosas pimentas verdes Padrón ao azeite de enebro ( zimbro).

Sobremesa: Torta e sorvete de maçã.

Escolhemos uma receita simples e deliciosa – a combinação entre os três sabores é perfeita – que você pode fazer com ingredientes encontrados no Brasil:

Lâmina de beringela com queijo de cabra ao molho de melaço de cana (foto principal)

O queijo de cabra é uma especialidade desta região da Espanha, sendo encontrado em várias versões, conforme o tempo de cura e os ingredientes que lhe são acrescidos, como ervas.

Para conseguir que as lâminas de beringela fiquem tão clarinhas a dica é tirar, na ponta da faca, a casca da beringela e imediatamente colocá-la imersa em uma bacia com água. Usando de uma mandolina ou de sua habilidade, corte a beringela – sem retirá-la de dentro da água – em lâminas bem finas. Troque a água, sempre fria, por três vezes para tirar qualquer amargor.  À parte, esquente água em uma panela funda, acrescente sal e um pequeno buquê garni ( amarrado de ervas frescas). Coloque as lâminas e deixe aferventar por 2 a 3 minutos. Teste se estão macias, retire-as e deixe-as secar sobre um pano seco. Enrole-as e reserve.

Para fazer o melaço, o mais fácil é comprar uma rapadura de cana de boa procedência. Derreta um pedaço, ao fogo,  em um pouco de água  até obter a consistência de calda. Retire a calda da cor de caramelo, deixando um pouco na frigideira para, apurando o ponto, conseguir um tom amarronzado – cuidado para não queimar! Esta calda mais escura servirá para dar o toque final.

Arme os pratos (refratários) individualmente – veja a foto. Um pouco antes de servir, leve-os ao forno a 180 graus só para gratinar. Assim que o queijo começar a derreter, está pronto!

 

 

Gastronomia no Caminho de Compostela

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Hoje damos início a uma série especial de reportagens sobre a gastronomia do Norte da Espanha. Percorreremos o Caminho de Santiago de Compostela, um dos três caminhos de peregrinação mais importantes do mundo (os outros são Roma e Meca), trilhando a parte final do chamado “Caminho francês”. Iniciaremos nossa caminhada em Burgos, na região de Castilla-Leon, no centro-norte da Espanha,  prosseguindo até a cidade de Santiago de Compostela, na Galícia ( são 690 km.) Nesta belíssima cidade estão os restos mortais de Tiago Maior, um dos doze discípulos de Jesus, motivo de peregrinação de milhares de pessoas desde o século IX.

Na Idade Média, o terror da peste afugentou os peregrinos e a região caiu em relativo esquecimento. A partir da década de 1980, com o crescente interesse mundial pelo turismo em terras espanholas, o caminho reviveu. Hoje é procurado por milhares de pessoas – e não só por motivos religiosos. Tornou-de uma das rotas turísticas preferidas por quem deseja desafiar-se – no mínimo, vencer, a pé ou de bicicleta, os últimos cem quilômetros do caminho (só assim se recebe o certificado). O ritmo dos caminhantes é percorrer de 20 a 25 km. por dia. Haja preparo físico e fôlego!

Para compensar o esforço, a recompensa é excelente. Belas, charmosas, acolhedoras e alegres cidades e vilas nos esperam ao longo do caminho – cheias de gente bonita, saudável e feliz; bares de tapas originais e restaurantes onde a comida é generosa e o vinho abundante; bons hotéis, albergues e pousadas onde se faz novas amizades com pessoas do mundo inteiro. E o melhor de tudo: um tour gastronômico de primeiríssima! Venha, recomendo! Pode-se comer e beber à vontade – juro que não engordará nem meio quilo, pois  irá apenas recompor as muitas calorias que gastou na caminhada! Enquanto planeja a sua viagem, venha conosco pelo Caminho, siga-nos!

Nota: viajei com 25 mulheres integrantes do grupo Caminhantes da Estrada Real, de Minas Gerais, Brasil. Agradeço aos excelentes guias turísticos Antonio Jimenez e Mariella Miranda ( Zênithe Travelclub/ Belo Horizonte) , que tão bem souberam escolher os melhores lugares para apreciarmos ainda mais esta inesquecível viagem.

Veja aqui algumas fotos de lugares e comidas que apresentaremos nos próximos posts:

 

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Peito de pato com tâmaras

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Esta receita que hoje apresentamos é a uma maneira diferente de se fazer o famoso magret de canard – em português, peito de pato. À francesa, na receita tradicional da maioria dos restaurantes, a carne é temperada com sal e pimenta do reino e selada ( frita) direto na frigideira já aquecida, no fogo alto.  Primeiro coloca-se o peito com a pele para baixo até corar (cerca de 7 minutos), vira-se e cora-se do outro lado (cerca de 4 minutos). Depois é só fatiá-lo e servir – sempre mal passado – com o molho ou acompanhamentos de sua preferência. Dica: para a carne não sangrar e perder o suco ao ser fatiada, assim que corar dos dois lados deixe-a descansando por 3 minutos enrolada em papel alumínio, dentro do forno pré aquecido a 100 graus para não esfriar. Depois pode fatiar que ela se manterá firme.

No entanto, em nossa casa, preferimos o sabor da carne de pato cozida e depois assada, seguindo um modo de fazer também à francesa, porém caseiro e centenário. Demora mais tempo para ser feita, mas acho que o resultado vale muito à pena – fica macia, suculenta e deliciosa!

Peito de pato acompanhado de tâmaras e purê de maçãs

Da mesma maneira que preparamos o pato para ser usado na tradicional receita de Cassoulet à moda de Carcassone (sul da França),  primeiro procedemos ao cozimento da carne no fogão à lenha ou na panela de pressão ( modernamente) com legumes, para se fazer um bom caldo e dar sabor à própria carne. Além do pato ( 2 a 4 peitos) , coloque na panela: 1 cenoura, 1 talo de alho poró, 3 talos de salsão, 1 cebola – tudo em pedaços grandes – e mais 3 dentes de alho inteiros e um ramo de bouquet garni ( ervas, como salsinha e cebolinha). Cubra com água, adicione 1 xícara de café de vinho tinto e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos.

Retire o pato da panela com cuidado e reserve o caldo. Tome uma assadeira e disponha os peitos com a pele para baixo. Com uma concha, retire o caldo da panela trazendo junto um pouco da cebola e do alho poró desmanchados no caldo. Acrescente ao pato na assadeira. Coloque as tâmaras, já retirados os caroços. Leve ao forno, já aquecido a 220 graus, apenas para corar o pato, virando-o daí a cerca de 10 minutos para deixar a pele por cima. Assim que corar, retire-o do forno. A esta altura, o purê de maçãs já deve estar pronto.

Obs: coe e guarde o delicioso caldo do pato para outros usos, como um risotto ou uma sopa.

Purê de maçãs

Para ter uma boa consistência, o purê feito com maçãs – verdes ou vermelhas, a gosto – deve ter uma parte de batatas. Sempre calculo a quantidade de batatas como sendo a metade da quantidade de maçãs. Vamos às quantidades para 4 pessoas: 2 maçãs grandes e 3 a 4 batatinhas, 2 colheres de sobremesa de manteiga e 1 xícara de leite.

Primeiro descasque as batatas, corte-as em cubos e cozinhe-os em pouca água até ficarem macios. Enquanto a batata cozinha, corte as maçãs e junte-as às batatas já quase desmanchando. A água já deve estar secando, se não estiver, escorra-a. Junte a manteiga e dê uma ligeira fritada. Acrescente o leite até cobrir. Deixe cozinhar mais 3 minutos, desligue o forno e deixe esfriar um pouquinho. Bata tudo no liquidificador ou use o mixer. Volte para a panela mexendo com uma colher de pau ou espátula até dar consistência de purê, tempere com sal e uma pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Se gostar, ponha um cheirinho de canela.

Para servir individualmente, coloque no prato o peito do pato, uma colher do molho de alho poró e cebola que ficou na assadeira e sobreponha as tâmaras. Ao lado, arranje o purê de maçãs.

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Pasta sem gluten ao molho de camarões

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Para quem tem alergia a glúten e ama pasta como eu, é sempre uma tentação ver alguém comendo não só pasta como pizza, pão, bolos, tortas e salgadinhos ( ou seja, boa parte do que é muito gostoso) e ficar ali do lado só olhando, com a boca cheia d’água. Não se lastime, nunca – pois sempre há uma alternativa. Provavelmente, se não fosse essa minha alergia a glúten e às proteínas de qualquer leite ( o que inclui todos os produtos lácteos, seus derivados) este blog nem existiria! Foi justamente pela minha dificuldade de comer fora de casa foi que animei a cozinhar em casa e passar as receitas para vocês. Viu? Tudo tem seu lado positivo!

Hoje temos uma boa variedade de pastas feitas com farinha de arroz ( e também de milho) no mercado, que são a melhor opção alternativa para os alérgicos. Dica: a pasta não tem sabor e é quebradiça, então sempre há que ser envolvida em um molho suculento – seja à base de tomate ou um bom molho bechamel ou branco ( se não tover alergia à lactose ou às outras proteínas do leite). Aqui no blog há uma grande variedade de receitas com penne, spaguetti, tagliatelli e outras pastas.

Spaguetti ao molho de tomates com camarão, alcaparras e alho poró

Considerando uma receita para 2 pessoas, separe 2 porções de pasta –  para penne considere 2 pratos de sopa; para tagliatelli e semelhantes pode ser de 2 a 3 ninhos por pessoa e para spaguetti e outras pastas do tipo a porção por pessoa é um feixe da largura de um polegar. Para o molho: 300 gr. de camarão, 2 a 3 corações de alcachofras, 1/3 de talo de alho poró, 6 tomatinhos cereja, 1 xícara de café de pomodoro pelati ( que vem em lata), molho de tomate ou spremutta de tomate (que vem na garrafa), 1 colher de sopa de ervas picadinhas  (salsinha e cebolinha), 1/2 limão para temperar o camarão, azeite, sal e pimenta.

Retire as tripas, lave e escorra os camarões. Tempere-os com 1 colher de café de sal e 1/2 limão. Deixe por 15 minutos. Enquanto isto, corte os legumes como na foto. Coloque 1/2 litro de água para esquentar à parte. Deite 1 colher de sobremesa de azeite na frigideira e espere esquentar. Frite primeiro os camarões até ficarem vermelhos. Junte o alho poró, frite os dois juntos. Acrescente a alcachofra e os tomatinhos. Misture. Despeje a água quente aos poucos, pelas beiradas, até quase cobrir os ingredientes. Junte o molho de tomates. Prove o sal, salpique as ervas. Tempere à gosto com sal e pimenta.

Faltando 20 minutos para servir a refeição, coloque bastante água para ferver em  uma panela alta ( cerca de litro e meio) . Assim que ferver, junte um punhado de sal. Logo que começar a borbulhar, coloque a pasta para cozinhar. Observe o tempo recomendado na embalagem. Para testar se já está no ponto, tente partir a pasta com um garfo – se partir oferecendo alguma resistência, está no ponto certo. Escorra-a bem dentro de uma peneira e coloque-a sobre o molho fervente. Salpique as ervas. Envolva-a com o molho e desligue o fogo. Está pronta! Sirva imediatamente. Já com o prato servido, salpique queijo ralado – parmesão, grana padano ou pecorino ( queijo de cabra para quem tem alergia a leite de vaca).

Acompanhe pastas sempre com um bom vinho tinto.

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Costeleta de cordeiro grelhada ao molho de vinho

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O costume de se comer carne de cordeiro começa a se popularizar no Brasil, por influência de nossos vizinhos do Sul – Argentina e Uruguai – como também dos gaúchos, que sabem apreciar uma boa carne. Em Minas Gerais, como há poucos criadores, a carne é considerada artigo de luxo, pois o preço é bem superior ao da carne de boi. Quem de vocês leitores tem fazenda? Anima aí, gente! Aposto que criar cordeiro deve ser um ótimo negócio. De nossa parte, contribuiremos com as receitas!

Aqui na Europa, acentuadamente em países como a Bélgica, onde faz frio boa parte do ano e o território é exíguo para a criação de gado, a criação de cordeiro (e também a importação da carne) é bastante comum. Aproveitei as belas costeletas que compramos na feira do Midi, em Bruxelas, para preparar um prato rápido e saborosíssimo!

Costeletas de cordeiro ao molho de vinho e marmelos

Considere de 2 a 3 costeletas por pessoa, dependendo do tamanho. Para o tempero: sal e pimenta do reino. Para o molho: o suco do cordeiro, um pouquinho do vinho que você abriu para acompanhar o prato e uma fatia de uma boa marmelada.

Passe as costeletas rapidamente na água fervente só para limpá-las. Seque-as e tempere apenas com sal e pimenta do reino, passando-os diretamente na carne. Deixe por 15 minutos. Aqueça água à parte.

Deite uma colher de sopa de azeite em uma frigideira antiaderente e deixe que fique bem quente.  Espalhe o azeite. Grelhe as costeletas (não coloque mais de 2 ou 3 de cada vez!) desta forma: ponha as costeletas encostadas no fundo da frigideira e deixe-as fritando até começar a sair gotículas de sangue do lado de cima. Verifique se o lado de baixo já está corado e vire-as. Deixe corar desse lado. Conserve todo o suco da carne na frigideira, retire as costeletas e coloque-as numa travessa refratária e guarde-as dentro do forno ( desligado) só para não esfriarem enquanto você prepara o molho. Se for fazer mais de 3 costeletas, assim que terminar de grelhar, vire e reserve o suco da carne em um recipiente. Passe um papel absorvente na frigideira e recomece novamente o mesmo processo até que todas as costeletas estejam grelhadas. Enquanto isto, vá guardando-as no forno.

Aqueça o suco da carne e raspe o fundo da frigideira (onde grelhou a carne) com uma colher de pau até obter um caldo ralo e homogêneo. Abaixe o fogo. Despeje cerca de 1/2 de xícara de café de vinho para cada 2 a 3 costeletas que fritou (nunca deve passar da metade da quantidade do caldo – veja a foto). Misture e deixe que o álcool evapore. Junte uma fatia – equivalente a uma colher de sopa cheia – de marmelada já amassada e mexa até que dissolva completamente. Prove o sal e a pimenta.

Volte com as costeletas para a frigideira e regue-as com o molho quente. Pronto! Sirva imediatamente.

Como acompanhamento – uma vez que estamos na Bélgica – cozinhamos no vapor algumas couves de bruxelas e preparamos chips de batata doce. Sim, aqui tem uma batata doce laranja-rosada deliciosa!

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Aguarde, em breve ensinaremos o passo-a-passo de como fazer chips no micro-ondas!

 

Risotto de cogumelos

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Já chego em Bruxelas, nossa filial europeia, ansiosa para ir à Feira de Midi no domingo e comprar todos os tipos de cogumelos que achar. É possível comprar cogumelos diferentes, deliciosos e – o melhor da história: por um preço excelente! Espero chegar perto da uma da tarde, quando estão liquidando tudo na pressa de desmontar a barraca, e compro bem baratinho!

Há várias qualidades de cogumelos. Os mais comuns são os chamados cogumelos-de-paris – aquele redondinho que parece um guarda-chuvinha gordinho, que pode ser branquinho ou castanho e varia também no tamanho. Tem também o shimeji,o shitake, o portobelo, o porcini, o cantharellis e outros tantos. Veja esta foto do site confrariadoschefs.com:

Cogumelos- confraria dos chefs

 

Adoro cogumelos – aqui champignons ( em francês) – pois são muito versáteis. Dá para fazer um caldo ou creme de champignons sofisticado e delicioso, risottos variados como o risotto negro ou o risotto ai funghi, entrar como ingrediente em canapés, entradas, saladas, molhos para pastas, em um suculento preparo ou molho para carne ou frango, em um empadão de frango e muitos outros usos. Tenha sempre algum cogumelo em sua geladeira – dá pra fazer muita receita boa de última hora( clique nos links para ver as receitas do blog). Hoje resolvi preparar um bom caldo ( mas no meio do caminho achei que um risotto seria melhor; como a base de um bom risotto é sempre um bom caldo, você pode começar o preparo do risotto pelo caldo!

Risotto de cogumelos

Antes de tudo, lave os cogumelos e deixe escorrer o excesso de água. Calcule duas mãos cheias por pessoa, pois eles reduzem bem depois de cozidos. Para cada pessoa, separe um cebola e uma xícara de café de arroz para risotto, como o arbóreo ou o carnaroli. Para finalizar o risotto aconselho usar queijo pecorino ou grana padano ralado grosso ( 1/2 xícara de café por pessoa). Para temperar o caldo irá usar sal, pimenta do reino, nós moscada e um pouquinho de molho inglês. Pique os cogumelos e a cebola em fatias. Comece fritando a cebola na manteiga ou no azeite até dourar.

Junte os cogumelos, e deixe que fritem um pouco. Adicione água quente e deixe aferventar. Tempere o caldo e prove. Quando todos os cogumelos estiverem macios, o caldo está pronto!

Para fazer o risotto, acrescente o arroz e mexa. De tanto em tanto mexa de novo, só para não agarrar no fundo. Mantenha água aquecida ao lado do fogão, pois pode precisar. O risotto estará quase pronto quando o arroz estiver ao dente – dá para mastigar mas ainda estará ligeiramente duro.

Dica: Se for servir imediatamente (que é o melhor), junte o queijo e dê uma misturada rápida. Se for servir um tempo depois, deixe o caldo mal cobrindo o arroz, pois ao ficar na panela o arroz irá absorver o caldo e depois, ao ser reaquecido, irá ficar duro e pastoso (se estiver sem caldo). Junte o queijo só na hora de servir, nunca antes.

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Galeto afogado na cerveja

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Galeto é o nome que damos em português para o franguinho abatido com menos de um mês de vida. Esta receita pode ser feita também com um frango inteiro ou com partes do frango e ainda com outras aves de pequeno porte, como codornas – o que, hoje em dia, é muito difícil de se achar para comprar. Seu preparo é básico, fácil e simples, ideal para os iniciantes na cozinha. O segredo é assar o galeto ou frango na cerveja, de preferência uma bem forte, espessa e escura. Aqui neste preparo usamos uma cerveja belga bem tradicional – a Chimay rótulo azul, produzida na Abadia de Scourmont.

Galeto temperado com ervas, assado na cerveja e acompanhado de batatas e cebolas

Para 2 pessoas compre 1 galeto, 2 a 3 cebolas e 6 a 10 batatas baby, dependendo do tamanho. Escolha um cerveja de 330 ml e as ervas verdes frescas para tempero: salsinha, cebolinha, podendo acrescentar um pouquinho de sálvia ou de alecrim. Para o tempero, misture em 1/2 xícara de chá de água: 1 colher de chá de sal, 1 a 2 dentes de alho triturados e 2 colheres de sopa cheias das ervas picadinhas. Reserve outro tanto igual de ervas picadas para finalizar. Passe o galeto na água fervente para limpá-lo bem. Despeje o tempero dentro de um saco plástico e coloque o galeto dentro. Vire de um lado e outro até certificar-se que o galeto está todo envolto no tempero. Deixe dentro do saco por 1 hora ( se estiver fazendo calor coloque-o na geladeira).

Pré-aqueça o forno a 250 graus. Tome uma assadeira e coloque nela o frango com o tempero, escorrendo a água. Despeje toda a cerveja. Leve ao forno a 200 graus até que a cerveja reduza à metade e o frango comece a amaciar. Retire, vire o galeto do lado contrário ao que estava, coloque as batatas, salpique sal sobre elas, cubra com as rodelas de cebola e torne e colocar sal. Regue tudo com a cerveja e o restante das ervas e volte ao forno.

Vigie o assado até que tudo esteja macio e corado. O tempo total de cozimento pode variar de 20 a 30 minutos. Então já estará pronto para servir! Acompanhe com salada de rúcula, fica perfeito!

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De volta à Bélgica, nossa filial européia!

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Com muita alegria estou de volta à Bélgica para visitar a filha que faz doutorado na famosa e conceituada  Universidade de Leuven (ou Louvain), cujo campus dista cerca de meia hora de Bruxelas e que tem nada menos que 520 anos de idade! A moça também é a “filha blogueira solteira” – nossa colaboradora aqui no blog e no Instagram @salcomalho nas deliciosas e muito práticas receitas de pratos únicos – rápidos e fáceis de preparar. Juntas, aproveitamos os ingredientes – que por aqui são comuns e encontrados com qualidade e a bom preço – para preparar jantarzinhos especiais que curtimos conversando e degustando um bom vinho.

Logo no dia seguinte ao da minha chegada fomos à famosa Feira de Midi – feira de alimentos, flores, roupas e quinquilharia que acontece aos domingos, há mais de mil anos, na região onde há tempos fica a principal estação ferroviária e de metrô de Bruxelas. Lá compramos pato, cordeiro, camarão, galeto, cogumelos, verduras e legumes, frutas, queijos, presuntos e patês deliciosos e outros tantos ingredientes para prepararmos, saborearmos e passarmos as receitas – inventadas na hora – para vocês.

Siga-nos e veja, nas próximas postagens, o festival belga de pratos que preparamos para que reproduza em sua cozinha, sirva e faça bonito para sua família e  amigos.

E, em seguida, vamos ao festival de comida espanhola do famoso Caminho de Compostela!

Pudim de chocolate com frutas secas

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Pudim de chocolate , assim como mousse, tem várias receitas. Esta é preparada com um ingredientes muito tradicional de nome Maria Mole. Lembro que, desde criança, eu já preparava sobremesas usando este pó da marca Dr. Oetker, que dá consistência às sobremesas como se fosse uma gelatina. Existe Maria Mole sem sabor, sabor côco e o de chocolate, que usei nesta receita.

Pudim de chocolate, nutella e côco com Maria Mole

Além de 1 pacote de Maria Mole sabor chocolate, separe: 1 caixa de leite condensado e outra de creme de leite, 1 garrafinha de leite de côco e 2 colheres de sopa cheias de Nutella com avelãs. Via precisar também de manteiga.

Dissolva a Maria Mole na água conforme as indicações contidas na caixinha. Misture, na batedeira ou no liquidificador, o leite condensado, o creme de leite, a Nutella, o leite de côco e a Maria Mole já preparada.

Tome uma forma de pudim e pincele-a com manteiga sem sal, de preferência.Despeje o creme e leve à geladeira por 6 horas.

 

Calda de chocolate com frutas secas

Para a calda separe: 1/2 xícara de chá de cada um desses ingredientes: achocolatado, açúcar e leite. Mais: 1 colher de sopa rasa de manteiga e 1 colher de mel. Misture tudo e leve ao fogo baixo até obter uma mistura homogênea e da consistência de calda. Separe o equivalente a 2 xícaras de chá com frutas secas picadas. Nesta receita usei damascos, figos, ameixas pretas, passas pretas e brancas, amêndoas e nozes. Junte a calda de chocolate às frutas secas e reserve.

Na hora de servir:

Para desenformar o pudim sem quebra-lo a dica é colocar a forma por segundos sobre uma panela de água fervendo (veja na foto acima). Mas atenção: não é para colocar a forma dentro da água, é só para esquenta-la um pouquinho, a conta do pudim desagarrar da forma. Tome um prato grande e raso, coloque sobre a forma e vire os dois juntos de cabeça para baixo. Na hora de servir, esquente e calda ligeiramente e vire-a sobre o pudim.

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Peixe fresco com cogumelos, tomates e alcaparras

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Sabe quando estamos com muito pouco tempo para cozinhar e além da vontade de querer saborear um prato bem gostoso ainda desejamos uma bela apresentação? Esta receita é perfeita! Aqui usamos bacalhau fresco, encontrado com facilidade nos supermercados de Bruxelas e do norte da Europa. Porém, você pode fazer a mesma receita com filé de peixe tipo robalo, linguado ou tilápia, peixes comuns no Brasil.

Bacalhau assado com cogumelos, alcaparras e tomates cereja

Para 2 pessoas, compre uma posta de bacalhau com 400 gr. Compre também cogumelos frescos tipo champignon de Paris, tomates cereja e alcaparras. Separe, por pessoa: de 3 a 4 cogumelos, 6 tomatinhos, 1 colher de sopa cheia de alcaparras, sal, limão, 1 colher de salsinha e cebolinha picadinhas e azeite. Tempere o peixe espalhando em sua superfície uma camada bem fina de sal. Se gostar, salpique gotas de limão. Deixe por 10 a 15 minutos.

Pode usar bacalhau seco, mas tem de estar bem dessalgado. Veja aqui dica de como prepara-lo. Neste caso, não use tempero.

Enquanto o peixe pega tempero, corte os cogumelos em fatias finas. Tome uma assadeira ou forma refratária. Espalhe uma fina camada de azeite no fundo, coloque a posta ou o filé de peixe no meio e os cogumelos em volta. Regue com o azeite. Leve ao forno a 180 graus por 15 minutos ou o suficiente para o peixe ficar macio.

Se estiver usando o bacalhau, retire-o da forma e desfolhe-o, retirando a cartilagem branca e os ossos, se ainda tiver. Volte com o bacalhau para a assadeira entremeando-o com os tomates e as ervas já misturadas ao azeite.

Se for filé de peixe, vire-o para o outro lado, deixe-o inteiro e coloque os tomatinhos por cima.

Espalhe as alcaparras por cima e salpique o azeite misturado com as ervas. Leve ao forno novamente, a conta de amaciar os tomates.

Sirva acompanhado de arroz branco ou arroz de brócolis, com  batatas douradas ou  suflê de espinafre. 

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Fondues em Monte Verde

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Monte Verde é um encantador vilarejo encravado nos altos da Serra da Mantiqueira ao Sul de Minas Gerais. Fica a seis horas de viagem de carro pela Rodovia Fernão Dias, partindo de Belo Horizonte e apenas a hora e meia de São Paulo. Sua rede hoteleira é excelente e conta com muitos restaurantes e lojas com maravilhosos produtos artesanais mineiros: doces, queijos, chocolates, biscoitos, embutidos e bebidas. Tudo delicioso!!! Também tem lojinhas com um lindo artesanato como bordados e cerâmica. Boa oportunidade para se comprar roupas de confecção mineira e ainda do Sul do Brasil , principalmente malharia e artigos de inverno. Importante: preços ótimos! Veja aqui o site da cidade de anime-se a passar um final de semana ou feriado por lá! Ficamos hospedadas no Hotel Saint Michel, onde servem um excelente fondue.

Fondue de queijo 

Os fondues de Monte Verde são famosos e deliciosos por uma simples razão: são feitos com os queijos do Sul de Minas, sabidamente de excelente qualidade. As fotos de fondue que ilustram este artigo são do folder do Hotel Saint Michel / Saint Fondue. Porém, é claro que não nos forneceram a receita. Porém, eu tenho uma receita excelente que faço em casa, a cada inverno, há mais de vinte anos. É a receita mais tradicional de fondue de queijo – não tem erro – quem faz fondue bem feito segue sempre esta receita.

Vamos começar pelo trio precioso de queijos: Gouda, Estepe e Gruyère. Porque vem escrito “tipo”? Porque o nome original só pode ser usado na França!

Receita do fondue

Ingredientes: 1 dente de alho, 950 gr. de queijo, sendo 400 gr. de estepe, 300 gr. de gruyère e 250 de gouda. Mais: 180 ml de vinho branco seco e 60 ml. de Kirsh ( aguardente de cereja) obs: se não achar para comprar deste aguardente, pode usar só vinho. Ainda: 1 colher de sobremesa de fécula de batata, 1/2 colher de chá de noz moscada e uma pitada de pimenta do reino branca.

Rale no ralo grosso os três queijos e misture-os. Reserve. Tome uma frigideira e passe o alho em seu interior. No fogo baixo, derreta os queijos misturados com o vinho e o aguardente. Tempere. Passe imediatamente os queijos fundidos para a panelinha especial para fondue onde for servi-lo e acenda o fogo do aparelho de fondue. Atenção: é fundamental saber regular a chama, pois o fondue deve permanecer quente mas, em hipótese nenhuma, pode começar a ferver estourando bolhas na superfície. Se começar a fazer isto, abaixe o fogo.

Tradicionalmente, o fondue da receita acima é servido com pedaços de pão francês tipo baguete, comprados na véspera e deixados dentro do saco de um dia para o outro.

No Saint Fondue serviram os fondues de queijo com sabores diferentes. Eu prefiro o tradicional mas você pode variar misturando, separadamente: ervas trituradas ( verde), molho de tomate bem concentrado (rosado) mais pedacinhos de tomate ou acrescentando na receita outros tipos de queijo, como provolone ou parmesão (não se esqueça de manter sempre a quantidade total de queijo em 950 gr). Também pode servir o fondue acompanhado de bolinhos, linguiça e outros tipos de pães. Se quiser sofisticar, sirva também chutneys ( veja aqui nossas receitas do de manga e o de beterraba), geleias de ameixa ou de jaboticaba, geleia de pimenta, molho agridoce, mel, etc.

Fondue de carne (o nome fondue é bastante inapropriado,mas é usual)

Para este fondue eu prefiro usar pedaços de filé mignon. Veja aqui a dica de como cortar o filé. No caso, você irá corta-lo em cubos de aproximadamente 3×3 cm – lembre-se que o filé reduz de tamanho ao ser frito e que o pedaço deve caber na boca sem precisar de ser partido. Também, se cortar muito pequeno ele vai cair do trinchante (garfinho de cabo longo) e perder-se na panela!

IMG_0486Como molhos, pode servir patês de ervas, de tomate seco, homus ( pasta de grão-de-bico), babaganush( pasta de beringela), geleias, vinagrete ( mistura de cebola, tomate, salsinha e cebolinha picadinhos bem miúdo mais azeite e vinagre), molho tártaro ( mistura de maionese com picles) e outros.

O filé é frito dentro de uma panelinha de fondue cheia pela metade com óleo de primeira qualidade ou azeite. Muito cuidado com a chama: se o fogo ficar alto e o óleo muito quente, na hora de colocar o filé dentro da panelinha pode espirrar óleo quente pra todo lado! Ao contrário, se o óleo ficar morno, o filé não frita, começa a dar água e o fondue vai por água abaixo. Se acontecer isto, não desanime: troque o óleo!

Fondue de chocolate

Ai, este é o coroamento da seção de fondue, então não abuse dos anteriores! Mas nunca deixe de degusta-lo. Se vai engordar? Sem problema, caminhe muito no dia seguinte – em Monte Verde já passeios maravilhosos subindo a serra no meio da mata!

IMG_0488Este fondue é muito simples: é só misturar 1 barra de chocolate de boa qualidade ( o que mais tem em Monte Verde) com 1 potinho de creme chantilly. Rale o chocolate, coloque-o na panelinha que for servir. Misture 2 a 3 colheres de chantilly – precisa estar bem cremoso, se não estiver, bate-o na batedeira até dar consistência. Leve ao fogo baixo para derreter e, se precisar, vá adicionando chantilly até o ponto de calda. Quando colocado sobre a chama há de se ter cuidado com o calor: a calda não pode ferver, pois fica muito grossa e vira um grude, também não pode esfriar.

Para passar na calda de chocolate: morangos, uvas, pedaços de maçã, de pera, de kiwi, de banana e de abacaxi. Biscoitos tipo waffle. Damascos e figos secos!

Indispensável servir-se os fondues acompanhados de um bom vinho- prefiro os Malbec, Pinot noir ou Bordeaux – que vão combinar com os três tipos de fondue.

Obs: O preparo dos fondues de queijo e de chocolate parecem fáceis – mas não são.  Se não animar de testar e se errar, tentar de novo até aprender, compre as misturas prontas nos melhores supermercados. Dica: saber regular o fogo é o grande segredo!

Quer as receitas dos três tipos de fondue impressas? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Torta Sesimbra de laranja

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Aprendi a fazer esta receita com o Chef Nuno, nascido em Macau e criado em Portugal. Em 2002 o jovem chef veio do Hotel Alfa de Lisboa para comandar o festival de comida portuguesa que promovi no hotel onde trabalhava em Belo Horizonte. Foram dez dias de trocas de receitas, quando tive a oportunidade de aprender com um craque as manhas e artimanhas da culinária portuguesa. Dentre os diversos doces, como Papo de anjo, Aletria, Pudim à abade de Priscus, Ovos nevados, pasteis de nata e de Santa Clara, arroz doce, bom-bocados, tortas e pudins, teve um pelo qual confesso minha paixão – esta torta que na verdade é um rocambole feito com ovos, açúcar e laranja.

Torta Sesimbra de laranja

Passo aqui a receita original que serve a 12 pessoas em média. Se quiser, pode fazer meia receita, usando um tabuleiro menor. Separe 12 ovos, exatos 500 gr. de açúcar (tem mesmo de colocar no medidor tipo copo ou na balança), 1 colher de sopa de manteiga ( já amolecida e na temperatura natural) e 1 laranja (pode ser pera carioca, mas tem de estar bem suculenta e doce). Você vai precisar de um tabuleiro médio e de papel manteiga. Separe outra laranja para raspar a casca.

 

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Prepare o tabuleiro. Forre-o com um pedaço de papel manteiga de modo a cobrir fundo e laterais até a borda. Pincele o papel por dentro com manteiga. Reserve.

Raspe a casca de laranja para obter raspinhas bem finas. Reserve. Quebre os ovos e coloque-os um a um em uma travessa. Vire-os na batedeira e bata para misturar a clara com a gema. Vá acrescentando o açúcar de pouco em pouco e continue batendo em velocidade média (na Planetária da Arno bato na velocidade 4) até a mistura ficar amarelo bem clarinho. Junte a manteiga já derretida e na temperatura natural e bata até que misture completamente. Corte a laranja, esprema-a e coe o suco. Junte-o ao creme na batedeira e bata mais um pouquinho, para misturar bem. Verta o creme imediatamente dentro do tabuleiro e coloque para assar a 180 graus por aproximadamente 30 minutos.

Quando o creme dourar por cima e começar a ficar da cor de caramelo, deve estar cozido. Faça o teste do palito- se enfiá-lo na massa e sair limpo, está pronto!

Deixe esfriar. Forre a bancada com um pano branco limpo e salpique açúcar de confeiteiro. Vire a assadeira sobre o pano – coragem: de uma vez só.

Tire a assadeira e vá puxando o papel manteiga com cuidado para não arrancar pedaço da torta. Assim que terminar, com a ajuda do próprio papel, pois agarra nos dedos, enrole a massa tal qual um rocambole.

Se quiser sofisticar: faça uma calda rala de açúcar caramelado, acrescente um pouco de suco de laranja coado e deixe reduzir até dar novamente consistência de calda rala, junte um pouquinho de manteiga e flambe com licor Grand Marnier. Um pouco antes de servir, regue o rocambole. Salpique as raspas de laranja. Sirva acompanhada de uma bola de sorvete de creme ou de chocolate com pauzinho de canela espetado. Fica divina!

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Arroz de carreteiro

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Fazeres populares como o arroz de carreteiro têm variações conforme a região do país. Até na casa da gente variamos conforme os ingredientes disponíveis. A base é sempre arroz, muita cebola e alho acrescida de carne seca ou de sol, charque ou linguiça ou até um pouco de cada. Pimenta? Sempre, na medida do gosto de cada um. Goianos metidos têm a coragem de achar que este arroz é invenção deles, mas nós mineiros fomos quem povoamos as terras de Goiás e a receita veio de Minas, uai. Se nos tempos antigos veio da Bahia? Provavelmente, pois parte da colonização do estado veio do Norte e este costume de colocar carne seca na comida é coisa de nordestino e mais – pimenta certamente é coisa de baiano.

Arroz de carreteiro

Quando estou com paciência de torrar bem o arroz até ficar bem moreninho, este preparo de arroz toma uma bonita tonalidade de dourada a marrom. Mas se você estiver com muita fome, perdôo, pode sair clarinho mesmo, é sempre muito gostoso.

Como ingredientes temos: óleo, bacon – que no interior de Minas tem o nome de toucinho defumado (quando eu era criança chamava de toucinho perfumado!), bastante cebola picada em rodelas, alho picadinho, carne seca ou de sol ou então charque já preparado. Pode por linguiça frita picada também.  E arroz, lógico!

Para esta receita que serve 2 pessoas usei 1 xícara de arroz, 2 colheres de óleo, 3 cebolas grandes, 2 dentes de alho, 1 tomate bem maduro sem semente cortado em cubinhos e  250 gr. de carne seca já pronta, da marca Vazda.

Antes de tudo, coloque 1 litro de água para ferver. Se quiser o arroz bem moreninho como o da foto você precisa usar uma panela de ferro. Se não tiver, vai outra qualquer. Prepare a carne: coloque 1 colher de óleo na panela, doure 1/4 da quantidade de cebola picada, junte o tomate em cubinhos. Assim que a cebola e o tomate tiverem amolecido, junte a carne já pronta e desfiada. Revire e está pronta. Tire da panela e reserve.

Na mesma panela, coloque mais óleo, espere esquentar, doure o restante da cebola e junte o alho. Acrescente o arroz e com uma colher de pau continue mexendo até que arroz e cebola fiquem marrons. Abaixe o fogo. Verta a água fervendo até cobrir o arroz, cerca de 1 1/2 cm. acima do nível do arroz. Prove o sal e acrescente pimenta. Confira se está bem temperadinho. Tampe a panela parcialmente e deixe o arroz cozinhar. Assim que a água baixar para o nível do arroz, junte a carne refogada e misture. Se necessário vá pingando água quente até que o arroz fique cozidinho. Sirva o prato salpicado de cheiro verde ( salsinha e cebolinha) picadinho, acompanhado de ovo frito e pimentas biquinho.

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Mousse cookies ‘n cream

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Mousse – palavra francesa que significa espuma – é uma das sobremesas mais fáceis de se fazer, pois é só misturar os ingredientes e por para gelar. Esta receita de hoje surgiu do improviso e fez tanto sucesso que se incorporou à nossa lista de sobremesas prediletas. Um dia resolvi fazer uma mousse de chocolate quando vi que faltava justamente a barra de chocolate. Como não tinha tempo de sair para comprar uma, fui procurar na gaveta da mesa do meu filho, onde sempre tinha algum chocolate.  Achei só uma barra de chocolate branco com cookies. Resolvi adaptar a receita e deu certo. Na verdade, as mousses mais simples que faço têm sempre uma base de leite condensado, creme de leite, claras e gelatina. Fora isto, você pode misturar outros ingredientes, como chocolates, nutela, pastas ou sucos de frutas. Experimente inventar uma!

Mousse cookies n’ cream

Este nome é o do chocolate branco com pedaço de cookies fabricado pela Hershey’s – veja a foto. Esta barra tem 130 gr. Você pode também usar outros tipos de chocolate, por exemplo, o chocolate branco e misturar pedacinhos de cookies ou de biscoito de chocolate. O chocolate ou a mistura deste com biscoitos não deve ultrapassar 150 gr. Anote os outros ingredientes: 1 caixa de leite condensado, 1 caixa de creme de leite, 3 claras de ovos, 12 gr. ou 1/2 pacotinho de gelatina em pó.

Parta a barra de chocolate em pedacinhos. Misture o leite condensado com o creme de leite. Junte tudo. Bata as 3 claras de ovos na batedeira ( na Planetária pode ser na velocidade 4.5). Enquanto isto, coloque o pó da gelatina em uma xícara e acrescente 2 colheres de sopa de água. Leve ao micro-ondas por 15 segundos para derreter. Junte este líquido às claras de ovos em neve, ainda na batedeira. Agora, retire da batedeira e misture os cremes, com a ajuda de uma espátula, fazendo leves movimentos de fora para dentro e de baixo para cima até que a espuma das claras fique homogênea. Leve para gelar por 4 horas, no mínimo.

Fica bonito e delicioso se você servir a mousse acompanhada de um coulis de frutas vermelhas.

Aprenda a enfeitar suas sobremesas com um fio de chocolate. Faça uma calda rala misturando 1 colher de sopa de achocolatado com 1 colher de sobremesa de açúcar refinado, 1 colher de chá de manteiga e 1/2 xícara de café de leite. Misture e leve ao fogo baixo para derreter e dar ponto de calda rala. Compre um destes tubos com bico (do tipo que coloca mostarda em carrinho de cachorro-quente). Despeje a calda dentro e use-a na quantidade que desejar. Faça um belo desenho! Veja a foto no topo da página.

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Sopa de lentilhas

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É costume servir-se sopa de lentilhas no Natal. Dizem as famílias árabes que traz dinheiro o ano todo. Tudo bem, estamos em setembro, mas não custa fazer esta sopa mais vezes por ano para ajudar a carteira a ficar mais gordinha! Com ou sem superstição, é uma sopa muito fácil de fazer, nutritiva e deliciosa!

Sopa de lentilhas com bacon e linguiça defumada

Cozinhe a lentilha ao dente – calculo uma xícara de café para cada pessoa. Para 2 pessoas separe 1 cebola média picadinha, 1 colher de sopa cheia de bacon picadinho, 1 palmo de linguiça defumada, 1 colher de sopa de azeite e sal com alho.14

Coloque um pouco mais de 1/2 litro de água para ferver. Em outra panela, afervente a linguiça. Retire-a da panela e pique-a em rodelas.

Esquente o azeite, frite o bacon. Doure a cebola e depois o sal com alho. Junte a linguiça, misture. Junte a lentilha e a água fervendo. Prove o sal. Se quiser, coloque um tiquinho de pimenta síria ou pimenta do reino branca. Abaixe o fogo e deixe cozinhar mais um pouquinho. Sirva bem quente, acompanhada de pão.

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Pudim de claras

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Esta é mais uma das deliciosas receitas de sobremesa tradicional mineira cuja origem é portuguesa. Tem um detalhe interessante – diferente do Quindim, do Papo de anjo, dos Pastéis de Belém e de Santa Clara, dos Ovos moles e de tantas outras sobremesas feitas com gemas, este pudim é feito só com claras. Contam que em Portugal as freiras dos conventos engomavam com claras de ovos seus hábitos, as roupas dos padres e dos bispos e ainda as toalhas usadas nas liturgias da igreja. Como sobravam muitas gemas, inventaram muitos doces para aproveita-las. Só que um dia pode ser que não tinha mais roupa para engomar e resolveram usar as claras para fazer pudim! Tem outra peculiaridade interessante: para o pudim crescer é melhor que seja feito na semana da lua cheia! A receita é muito fácil mas tem de ser bem feita.

Pudim de claras

Para o pudim vai precisar de 10 claras e de 2 xícaras de chá cheias de açúcar refinado. Tem gente que junta às claras um tico de sal. Na minha receita particular eu gosto de misturar ao merengue as raspas de 1 limão tahiti para quebrar um pouco o sabor muito doce. Para a calda vai usar 1 xícara de chá de açúcar e 1/2 xícara de água fervente.

É necessária uma boa batedeira (eu uso a Planetária da Arno) ou um pulso muito forte! Bata na velocidade 5 as claras em neve, bem firmes. Baixe para a velocidade 3 e vá acrescentando o açúcar até obter um merengue denso e perfeito. Misture as raspas de limão com uma espátula, levemente.

Ligue o forno a 180 graus e esquente 1 litro de água para o cozimento do pudim no forno, no processo chamado de banho maria. Separe uma forma de número 22, daquelas de furo no meio e uma assadeira alta que caiba a forma.

Faça a calda de açúcar. Coloque o açúcar em uma panela e mexa sem parar com uma colher até que o açúcar derreta por igual e tome a cor de caramelo. Despeje a água quente (cerca de 1/2 xícara de chá) pelas beiradas, com cuidado, e deixe que incorpore ao açúcar até obter uma calda líquida e cristalina. Desligue. Imediatamente, tome a forma e deite a calda dentro dela, de modo a deixa-la forrada com uma camada de calda nas laterais e no fundo. Use um pincel grosso para espalhar bem. Despeje o merengue, bata nas laterais para a massa se acomodar e nivele. Coloque a forma na assadeira e esta no forno. Despeja a água quente na assadeira até 1 dedo abaixo da borda. Deixe assar por cerca de 25 minutos ou até ver que o pudim ficou levemente corado, de cor rosada. Retire do forno e coloque a forma sobre o fogão ou em uma superfície que não seja fria. Deixe esfriar. 

Coloque a forma na geladeira coberta por filtro plástico até pouco antes de servir. Então passe uma faca molhada (sem água escorrendo!) nas bordas externas e internas para soltar o pudim. Escolha um prato de bolo e coloque-o sobre a forma. Vire o conjunto. Se a calda ficar no fundo da forma, esquente-a ligeiramente e derrame-a sobre o pudim. Se não for servir imediatamente, volte para a geladeira.

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Conchiglione recheado

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No inverno, servir uma pasta fumegante é sempre uma ótima opção de prato único para o jantar. Para nós brasileiros que gostamos de acompanhar carnes com pastas no mesmo prato ( que nos perdoem os italianos por esta deliciosa ousadia) também é uma boa pedida para qualquer refeição. A receita que apresentamos hoje é feita usando um tipo de pasta em forma de concha. Fica um prato muito bem apresentado.

Conchiglione gratinado recheado com creme bechamel, queijo e ervas

Para servir bem a 4 pessoas, calcule 6 conchas por pessoa. Para rechear esta quantidade de conchas, prepare 3 xícaras de chá cheias de recheio.

A base para o recheio é o conhecido molho bechamel. Separe: 2 xícaras de chá de leite, 2 colheres de sopa de manteiga, 2 colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo, 1 cebola média ralada, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino branca para temperar. Além destes ingredientes irá precisar também de 1 xícara de café cheia de creme de leite e 1 xícara de chá de queijo ralado.

Derreta a manteiga em uma frigideira antiaderente. Frite a cebola ralada e escorrida, junto com o sal com alho, sem deixar que amarele. Acrescente aos poucos a farinha de trigo, já ligeiramente torrada em outra frigideira e, com a ajuda de uma espátula, incorpore-a à manteiga até formar uma massa lisa e homogênea.

Verta o leite previamente aquecido, aos poucos; continue mexendo com uma colher de pau até obter um creme liso. Prove o sal e tempere. O creme deve ficar de consistência firme, para poder ser colocado dentro das conchas às colheradas. Se ainda estiver líquido, coloque mais farinha de trigo. Separe 1/3 deste creme e misture-o bem com uma xícara de café de creme de leite. Com este creme você irá forrar a travessa e cobrir as conchas recheadas. Reserve os restantes 2/3 do creme para rechear as conchas.

Para o recheio: Passe no ralo grosso o queijo de sua preferência ou aquele(s) que tiver em casa – pode ser parmesão, queijo minas curado, grana padano, provolone, muçarela, etc. Pode também misturar de dois a quatro queijos diferentes. Misture 1/2 xícara de chá do queijo ralado ( pode ser mais) com o creme bechamel já pronto. Pique bem miudinho as ervas que gostar – para esta receita eu pico salsinha e cebolinha pois têm sabores mais suaves que não se sobressaem ao queijo. Misture 1 colher de sopa cheia de ervas ao creme. Agora seu recheio está pronto.

Hora de cuidar da pasta: coloque 2 litros de água para ferver. Assim que borbulhar, coloque um punhado de sal. Quando voltar a ferver, coloque as conchas para cozinhar, seguindo o tempo de cozimento recomendado na embalagem. Atenção: não deixe que as conchas se partam. Assim que começarem a amolecer, retire-as da água quente, escorra a água e coloque-as sobre um jato suave de água fria para interromper o cozimento – do contrário podem partir.

Escolha uma forma refratária de tamanho médio e passe no fundo uma camada fina do creme bechamel diluído com o creme de leite. Com a ajuda de uma colher de chá vá recheado as conchas uma a uma e colocando-as na travessa. Estando todas assentadas, cubra-as com o restante do creme bechamel misturado com o creme de leite e, por cima, espalhe o restante do queijo ralado.

Quinze minutos antes de servir, coloque a travessa no forno a 220 graus para esquentar a pasta por 10 minutos e depois passe o forno para o grill a fim de gratinar o queijo. Assim que começar a corar, retire e sirva bem quente.

Não esqueça de um bom vinho tinto!

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Cordeiro com favas, figos e amêndoas

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No último final de semana, a minha filha mais velha recebeu a irmã blogueira para um jantar ousado: queria reproduzir um prato que havia comido em Istambul, na Turquia.  Não achando a receita em lugar algum, guiou-se pela lembrança do prato e dos truques de sempre para reinventá-la. Soube que ficou divino! Vamos à receita – que me foi passada por minha filha – feita para 4 a 6 pessoas. 

Anote os ingredientes para a marinada, ou seja, o preparo, na véspera, da carne com o tempero: 1 kg de pernil de cordeiro cortado em cubos, sal e pimenta do reino, 2 cebolas médias cortadas em quatro, 2 dentes de alho, o suco de 1 limão siciliano, 1 xícara de chá de azeite, 1 xícara de chá de vinho branco seco e 1 colher de sopa rasa de alecrim fresco. 

Para o preparo da receita:   2 xícaras de chá mal cheias de caldo de carne (feito na véspera com o osso do pernil), 20 unidades de cebolinhas baby, 1 colher de sopa cheia de bacon picado, 2 xícaras de favas brancas já cozidas, 1 colher de sopa de bacon picadinho, 100 gr de figos secos e 50 gr de amêndoas com casca.

Na véspera, separe a carne do osso do pernil, corte-a em cubos e tempere com sal e pimenta do reino. Corte as cebolas, amasse um pouco os dentes de alho e misture-os à carne em um recipiente (gosto de usar a assadeira para a marinada). Deite por cima o suco de limão, o azeite e o vinho e distribua o alecrim de forma igual. Misture e espalhe tudo com as mãos pois a marinada deve envolver toda a carne. Cubra com filtro plástico e deixe na geladeira por, no mínimo, doze horas, virando a carne na metade do tempo para que toda ela absorva o tempero.

Aproveite o osso (e a carne grudada à ele) para fazer um bom caldo de carne. Você vai precisar dele para o  preparo do prato no dia seguinte, mas veja a dica: faça o caldo usando pouca cebola ou restará com gosto demasiado forte para esta receita. Depois de pronto, guarde-o na geladeira. 

Também de véspera deixe as favas de molho. Facilitará o seu cozimento no dia seguinte.

O preparo deve começar pelo menos três horas antes de seus convidados chegarem. Tire a marinada da geladeira e deixe a carne alcançar a temperatura ambiente. Separe-a do tempero e reserve.

Cozinhe as favas na água quente até ficarem ao dente. Retire da panela e reserve ( favas e caldo). Enquanto isso, descasque as cebolas baby e esquente o caldo de carne feito na véspera.

Prepare a carne: aqueça bem uma panela para selar a carne. (Dica: usei um tagine pelas vantagens no cozimento deste tipo de receita, mas você pode fazer a receita em outra panela qualquer – se for de ferro, tanto melhor. Apenas lembre-se que deve ter tampa). Para dourar a carne, deite um pouco de óleo e acrescente os cubos de carne aos poucos, a fim de não dar água. Se necessário, retire os pedaços já corados e reserve-os à parte. Quando terminar, retire toda a carne da panela e reserve. Aproveite a borra da panela para dourar as cebolas baby, acrescentando mais um pouco de óleo. Retire as cebolas já douradas e reserve-as. Volte com a carne toda para a panela. Acrescente o caldo já quente. Tampe a panela com um alumínio e por cima coloque a tampa. Abaixe o fogo. O cozimento da carne se dará, no mínimo, em duas horas.

Faça o ensopado de favas: pique ligeiramente a metade das cebolas já douradas na borra da carne e reserve um dente de alho da marinada. Deite um pouco de óleo em outra panela, esquente-o e frite o bacon e o alho. Em seguida, acrescente as cebolas e junte as favas com o caldo do seu cozimento. Deixe em fogo baixo até que as favas amoleçam e incorporem o caldo. Reserve. 

Junte tudo: na metade do cozimento da carne (cerca de 1 hora depois que abaixou o fogo), misture o ensopado de favas à carne. Acrescente os figos secos e as amêndoas. Cozinhe por mais, no mínimo, uma hora ou até que a carne esteja quase desfiando – tente parti-la com uma colher. Dica: o tempo irá variar de acordo com o seu fogão, a panela usada, etc. – então confira aos poucos se o caldo está secando e neste caso, vá acrescentando água quente, pelas beiradas, até o completo cozimento da carne. 

Quando tudo estiver cozido, desligue o fogo e deixe a panela tampada. Estará perfeito quando for servir aos seus convidados!

Como opções de entradas sugerimos: pão árabe com homus e salada de romã. O homus você já aprendeu como fazer aqui no blog, a salada ensinaremos em breve!

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Camarão Thai

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Sempre gostei de comida tailandesa, desde que consiga come-la, é claro, pois às vezes a quantidade de pimenta é de tal ordem que fico de língua de fora, bebendo litros d’água para aplacar o ardor. Falando em tempero em excesso (para nós), não só a comida mexicana e caribenha são super apimentadas como a turca, a indiana, a tailandesa, a chinesa, a coreana e as de muitas outras culturas orientais. Então é aquela história de pedir ao maître para colocar menos pimenta  na comida, mas nem sempre dá certo – tem o problema do idioma. Tenho cada história…Bem, uma vez comi um prato parecido com este que agora apresento a vocês. Felizmente o maître falava inglês e consegui saber quais eram os ingredientes. Logo que cheguei de viagem refiz a receita em casa, mas ficou diferente – acho que o cara me passou a receita errada, sempre fazem isto. Outro dia, folheando um livro de comida tailandesa, achei uma receita que acreditei ser a mesma. Dando os devidos descontos dos temperos e adaptando a receita para o nosso paladar, resultou em um prato delicioso!  Refiz para fotografar e agora passo para vocês:

Camarão Thai

Trata-se de um molho feito com camarão, leite de côco, pimentões, maçã e temperos, misturado com uma pasta de espessura bem fininha que vem enrolada em ninhos. A que usei, de origem chinesa, tem o nome de Hot Pot Noodles ( macarrão de hot pot) e é feita com farinha de trigo, água e sal. O pacote tem 320 gr. e usei-o todo para servir 6 pessoas.

É aconselhável ter uma panela wok, pois é antiaderente e seu formato e espessura permitem que a comida seja feita de forma rápida e eficiente, sem grudar no fundo. vai precisar também de outra panela para cozinhar a pasta.

Para o molho: 200 gr. de camarão VG limpo por pessoa – no caso, para esta receita que serve 6 pessoas separei 1,2 kg ( para tempera-los usei 1 colher de sobremesa cheia de sal e 1 limão. Mais: 1 xícara de café de azeite, 1 colher de café de sal, 2 dentes de alho, 1 xícara de chá de cebola picadinha, 1/2 pimentão vermelho e 1/2 amarelo, 1 colher de sobremesa de coentro picadinho e a mesma quantidade de gengibre. Se gostar de comida com tempero bem forte, pode dobrar a quantidade do coentro e do gengibre ( eu não arrisquei). Ainda: tomate pelati amassado que dê 1 xícara de café, 1 maçã verde, 1 e 1/2 garrafinha de leite de côco. Pimenta malagueta amassada ou molho de pimenta à vontade – eu coloquei 1 colher de chá.

Primeiro lave, deixe escorrer bem e depois tempere o camarão já limpo com sal e limão. Deixe por 1 hora. Enquanto isto, monte o mis-en-place, ou seja, deixe tudo posto no lugar como mostra a foto. Pique o que tiver de picar: pimentões em fatias finas, cebola, coentro e gengibre. Deixe a maçã para depois.

Deixe a wok esquentar um pouco e deite metade do azeite. Doure a cebola e depois o alho já batidinho com o sal. Retire-os da panela – deixando o azeite – e reserve. Deite o restante do azeite e frite os camarões até ficarem vermelhos. Volte com o cebola, junte os pimentões, o tomate macerado e o gengibre. Misture tudo e deixe amolecer. confira se o camarão está ao dente. Junte o coentro. Pique a maçã e jogue por cima.

Despeje o leite de côco e acrescente o molho de pimenta. Mexa com cuidado para não machucar os camarões e a maçã. Prove o tempero e acrescente o que o seu paladar pedir. Desligue e deixe descansar por 15 minutos. Enquanto isto, cozinhe a pasta – veja as instruções de tempo de cozimento no pacote.

Na hora de servir, verta a pasta bem escorrida sobre o molho de camarões já aquecido e misture cuidadosamente com um garfão ( cuidado para não riscar a wok) . Sirva bem quente e – atenção: nada de colocar queijo ralado por cima!

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Pavê de maçãs

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Esta é uma sobremesa tão fácil de fazer que se tiver criança na sua casa deixe por conta dela (dependendo da idade, colabore cortando as maçãs e ficando por conta do forno). Este pavê é feito com maçãs mas estas podem ser substituidas por outros ingredientes – como por um creme feito com chocolate derretido (ou nutella) e creme de leite, ou um creme de ameixas, ou pêssegos em calda escorridos, ou côco ralado, ou geleia de morangos. Prefiro com maçãs ou com bananas cortadas em fatias finas pois com estes outros ingredientes fica muito doce.

Pavê de maçãs

Compre 1 pacote de biscoito champagne ou tipo inglês, 1 lata de doce de leite e de 3 a 4 maçãs. Se o doce de leite for muito pastoso ou muito doce, pode misturá-lo com leite e um pouquinho de maisena e levar ao fogo até começar a soltar da panela. O importante é que fique saboroso e com a consistência firme.

Coloque leite em um prato fundo e molhe os biscoitos lentamente de um lado e de outro ( não mais que 1 minuto). Forre o fundo de uma travessa refratária com os biscoitos amolecidos. Espalhe por cima metade do doce de leite. Agora descasque as maçãs. Vá cortando as fatias e espalhando-as por cima do doce. Coloque outra camada de biscoitos, outra de doce de leite e finalize com a camada de maçãs. Polvilhe açúcar e canela.

Ligue o forno a 180 graus e assim que estiver aquecido coloque a travessa na prateleira de cima ( se tiver grill, melhor ainda) a fim de corar as maçãs.

Depois que esfriar, coloque o pavê na geladeira até a hora de servir.

No inverno, é muito gostoso servi-lo ainda quente com sorvete de creme.

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Abóbora moranga com carne seca

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Um dos mais tradicionais pratos mineiros, muito servido no inverno, é o purê de abóbora moranga com carne seca. Eu gosto de servi-lo dentro da própria moranga – acho que dá um charme danado. A carne seca pode ser comprada lá no Mercado Central de Belo Horizonte ( ou no da sua cidade) e cozida na água com sal até ficar macia. Outro jeito bem prático é comprar a carne já cozida e desfiada – tem uma ótima, da marca Vapza que você encontra nos melhores supermercados.  Compre também a abóbora moranga no Mercado e peça ao feirante para abri-la, fazendo uma tampa na parte superior.

Abóbora moranga com carne seca

Escolha uma abóbora bonita, bem alaranjada, do tamanho proporcional ao número de pessoas as quais vai servir. Compre a carne seca e prepare-a cortando em tiras e cozinhando na água com sal. Ou então, compre-a pronta. Separe tomate, cebola, alho, salsinha e cebolinha. Se gostar, pode usar também pimentão vermelho, picado bem miúdo.

Para 6 pessoas vai gastar, além da abóbora moranga, 500 gr. de carne, 3 cebolas, 1 tomate, 2 dentes de alho, sal a gosto e pimenta. Gosto de acrescentar requeijão de copo ao purê de abóbora.

Faça a receita por partes:

1) Corte uma tampa na abóbora, retire com faca e colher todo o recheio, deite fora as sementes e as partes muito fibrosas. A abóbora ficará oca por dentro ,como uma panela. Coloque-a para assar no forno brando, dentro de uma forma de pizza alta para que ela não “esborrache”. Deixe-a cozida, mas ainda firme e dura. Reserve.

2) Faça um purê com a abóbora. Esquente água à parte. Rale de 1/2 a 1 cebola e frite-a no óleo. Acrescente o sal com alho e pasta de abóbora crua. Desmanche-a com uma colher de pau a acrescente água quente. Deixe que a massa cozinhe. Prove o tempero. Reserve.

3) Pique 1 tomate miudinho, 1 cebola e 1 dente de alho. Se quiser, 1/4 de pimentão vermelho. Frite a cebola e o sal com alho, acrescente o tomate, deixe fritar bem, junte a carne seca e deixe os temperos incorporarem. Reserve.

4) Pouco antes de servir, misture o requeijão de copo ao purê de abóbora até “quebrar” o adocicado. Junte a carne seca já refogada. Misture e prove o tempero. Se gosta de pimenta, a malagueta combina bastante. Coloque o recheio dentro da abóbora e leve-a ao forno até verificar que o recheio está quente. Salpique salsinha e cebolinha picadinhas. Sirva acompanhada de arroz branco e batata palha. Ou então, substitua-os por pão.

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Molho para carnes

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A maneira mais fácil de se fazer um molho para carnes é aproveitando o suco da própria carne. De duas maneiras:

1) Quando você tira a carne do tempero, sempre escorre uma salmoura. Não jogue fora, reserve, pois ali está o suco e o tempero da carne.

2) Quando você sela a carne na frigideira (ou seja, passa no óleo quente deixando que doure de todos os lados por igual) sempre fica uma borra na frigideira. Sempre tome cuidado – regulando a quantidade de óleo e a altura da chama do fogão – para esta borra não queimar. Retire a carne já corada e reserve esta borra.

Para o preparo do molho:

3) Antes de selar a carne, esquente água à parte.

4) Tome uma frigideira ( de preferência anti-aderente) e coloque farinha de trigo – cerca de 1 colher de sobremesa para cada porção de carne ( 150 a 200 gr.). Torre a farinha, mexendo com uma espátula até que comece desprender cheiro ou que adquira uma tonalidade bege claro. Se quiser um molho escuro, deixe que a farinha adquira um tom bege escuro. Cuidado para não deixar queimar. Desligue e retire a farinha da frigideira para não queimar na panela quente. Reserve.

5) Na borra que sobrou da selagem da carne, no fogo baixo, deite manteiga em pouca quantidade e vá desmanchando a borra até obter um creme homogêneo.  Junte então a farinha de trigo já torrada e continue incorporando-a com a espátula até formar um creme grosso e liso. Vá pingando a água quente aos poucos até formar um caldo espesso e homogêneo. Prove. Se estiver sem gosto, junte a salmoura do tempero da carne, aos poucos. Veja se o paladar está do seu agrado; pode temperar com molho inglês (cuidado porque salga) e pimenta do reino.

6) Se quiser fazer um molho ao vinho, está na hora de deitar um pouco da bebida (sempre use vinho tinto para carnes) sobre o caldo. Nunca passe a quantidade de vinho de 1/3 da quantidade de caldo que já está na frigideira. Deixe que o vinho evapore- perceba que sai todo o odor de álcool. Retifique o tempero. Se ficou granulado, pode passar em uma peneira.

Sirva quente sobre a carne ou à parte, em uma molheira.

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