Paleta de cordeiro ao forno

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Preparar uma paleta de cordeiro ao forno é uma garantia de sucesso, pois a carne ficará macia e suculenta. Tem outras vantagens: não enfumaça a cozinha, você não fica cheirando a cordeiro e pode deixar pronto antes dos seus convidados chegarem. Assim pode ficar tranquilamente batendo papo com eles.

Tem um detalhe fundamental: deixar a carne marinando com antecedência.

Na foto, o cordeiro vem acompanhado de arroz com grão-de-bico, nossa próxima receita.

Paleta de cordeiro

Marinada

Ingredientes para uma paleta: 2 xícaras de vinho tinto, 1 cebola grande ralada, 1 colher de chá bem cheia de sal com alho bem triturado, ervas frescas. No caso, colhi da minha horta: salsinha, cebolinha, manjericão e hortelã, e ainda acrescentei tomilho desidratado e herbes de Provence. Pimenta do reino moída na hora à gosto.

Misture tudo e regue os dois lados da paleta. Coloque-a dentro de um saco de plástico junto com a marinada e deixe por 24 horas na geladeira. Vá virando de lado para pegar tempero uniformemente.

Pré-aqueça o forno a 280 graus. Escorra a marinada e limpe o excesso de ervas, pois se ficarem aderidas à carne ficarão pretas ao assar. Unte um tabuleiro com banha de porco ou óleo e coloque a paleta.

Abaixe a temperatura do forno para 250 graus, coloque a paleta para assar e vigie até que fique corada.

Retire do forno, vire para ver se corou igual dos dois lados. Abaixe a temperatura para 200 graus, cubra bem a carne com papel alumínio e volte ao forno. O total do cozimento deve dar em torno de 1h 30’.

Retire e verifique com um garfo se a carne está macia. Estando pronta, retire do forno e deixe-a embrulhada em papel alumínio, enrolada em pano de prato, até a hora de servir.

Se for servir muito tempo depois (e já estiver fria), volte ao forno a 150 graus ainda embrulhada no papel alumínio.

Ragú de carne de javali

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A maioria das pessoas estranha quando se fala em carne de javali. Porém, hoje há uma tendência mundial a voltar a servir caças, pois a carne é muito mais saborosa. Carnes de caça costumam ser duras, por isso recomendamos que use esse tipo de carne, como a do javali, para preparar um ragú. Fica delicioso para acompanhar massas. Nesta receita usamos uma pasta (ou massa) fresca de nossa fabricação (clique aqui para ver nossa receita de massa fresca).

Pappardelle al sugo de cinghiale (nome em italiano)

Ingredientes (para 2 pessoas): 200 gr de pappardelle, 500 gr de carne de javali, 1 lata de tomates sem pele e sem semente (passe na peneira), 200 ml de caldo de legumes aquecido, um punhado de salsinha, sálvia e alecrim, 1 colher de chá de zimbro, 3 dentes de alho, 1/2 xícara de vinho tinto; sal e pimenta do reino à gosto, azeite.

Para a marinada:1 colher de sobremesa de salsinha picadinha, 1/2 xícara de chá de salsão picado, 1/2 xícara de chá de cenoura picada, 1 xícara de chá de cebola picada, 1 xícara de vinho tinto, sal e pimenta-do-reino à gosto.

Prepare a marinada colocando em um saco plástico a carne cortada em pedaços médios e o ingredientes citados acima. Obs.: não exagere no sal e na pimenta, pois ainda irá acertar o tempero na panela. Deixe o saco, bem fechado, na geladeira por 24 hs, virando de vez em quando para o líquido envolver toda a carne.

Retire a carne do saco, coe o líquido da marinada e reserve-o. Limpe e sele a carne em uma panela de ferro, já aquecida com um pouco de azeite. Retire a carne e reserve.

Na mesma panela, refogue os legumes até que a cebola fique translúcida. Acrescente o alho e as ervas. Despeje o vinho e aguarde até que o álcool evapore para adicionar os tomates. Acrescente o líquido da marinada e o caldo de legumes, mexendo até incorporar. Junte o zimbro e tempere a gosto com sal e pimenta-do-reino.

Retire o excesso de carne dos ossos e coloque tudo na panela (os ossos também).

Cozinhe por, no mínimo, 1h 30′ ou até verificar que os ossos se soltaram do restinho de carne que antes estava grudada neles.

Retire os pedaços de carne (desprezando os ossos) e, em uma vasilha de vidro. Processe o caldo com um mixer (ou use o liquidificador). Adicione a metade da carne para bater também e ficar bem moída.

Desfie a outra metade da carne e junte tudo novamente na panela de ferro. Deixe descansar, com o fogo desligado.

Agora é só cozinhar a massa e aquecer o ragú. Acrescente a massa já cozida à panela com o ragu, aos poucos, para que a massa incorpore todo o molho.

Sirva com queijo ralado, se gostar, de preferência pecorino.

Conserva de tomatinhos

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Sabe quando os tomatinhos cereja que estão na sua geladeira começam a querer murchar e ficam com a casca ligeiramente enrugada? Não jogue fora! Aproveite para fazer uma conserva para dar um sabor especial à sua salada ou servir sobre pão torrado. É ótima para acompanhar qualquer massa cozida e passada no alho e óleo e para finalizar um risoto. Ou seja, mil e uma utilidades se você usar a sua imaginação! Aqui em casa sempre temos um potinho de conserva de tomatinhos na geladeira!

Conserva de tomatinhos cereja

Ligue o forno a 180 graus. Tome uma travessa refratária, forre o fundo com azeite e ervas finas desidratadas. Pode acrescentar pedacinhos de alho e até cebola em lascas finas, se gostar. Salpique sal. Misture os tomatinhos.

Leve ao forno até notar que os tomatinhos começam a explodir ou ficarem corados,como na foto. Eles irão ficar enrugadinhos.

Se quiser, salpique manjericão fresco, misture, leve ao forno por 1 minuto. Deixe esfriar e coloque os tomatinhos, com o molho, em um pote previamente limpo com álcool.

Se a conserva, na geladeira, ficar com uma borra de azeite no fundo do potinho, esquente-a no microondas antes de usar.

Ovos de Páscoa

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Hoje passamos para vocês duas receitas deliciosas de ovos de Páscoa- daqueles de comer o recheio com colher. Corra pra comprar os ingredientes e surpreender a família no próximo domingo! As receitas são criação de minha filha mais velha.

Aliás, minhas dedicadas filhas a cada dia superam todas as minhas expectativas no preparo de receitas novas e deliciosas. Uma, a mais velha, está se tornando uma expert em preparos sofisticados de carnes e de massas, e a outra, a caçula, insuperável nos pães artesanais ( a diferença de idade entre elas é de apenas dois anos). Durante a semana trocamos ideias para os pratos de domingo e, nesse dia, juntamos as três na cozinha para resgatar antigas receitas ou inventar novas para o almoço em família. E depois passamos tudo para vocês!

Segue a receita da filha também doceira de mão-cheia:

Continuando com o costume de passar o ano imaginando os recheios dos próximos ovos de Páscoa de comer de colher, pensei em duas preparações deliciosas para este ano:

Ovos de Páscoa com recheios de palha italiana e de mousse de chocolate com caramelo com flor de sal*

Ingredientes (para 2 ovos de 250gr cada):

Para as cascas:

2 barras de chocolate 70%

Para a palha italiana: 1 lata de leite condensado, 1 caixinha de 200 ml. de creme de leite, 2 colheres de sopa de chocolate em pó (do fradinho), 1/3 do pacote de biscoito Maizena, açúcar refinado para decorar.

Para a mousse com caramelo:

Mousse: 1 barra de chocolate 70%, 50 gr de manteiga, 50 gr de açúcar refinado, 2 ovos, 2 folhas de gelatina, 1/3 de xícara de chá de leite,

Caramelo: 1/2 xícara de chá de açúcar demerara, 30 ml de água, 35 ml de creme de leite, 1/2 colher de café de extrato de baunilha, flor de sal a gosto. Mais 2 chocolates Twix para decorar

Para começar, de véspera, derreta o chocolate em banho-maria e siga o passo-a-passo para o preparo das cascas dos ovos (clique aqui).

Dicas:

  1. Para fazer uma casca mais grossa, espere o chocolate endurecer e repita a operação.
  2. Para um chocolate mais brilhante, derreta-o em banho-maria.
  3. Para que não derreta após refrigerado, faça a técnica da temperagem: derreta 2/3 do chocolate a 45º. Após o derretimento, adicione o restante do chocolate sem derreter, mexendo sempre até o chocolate adicionado derreter por completo. Continue mexendo até que o chocolate atinja a temperatura de 29º a 30º C para o chocolate amargo, 28º a 29º C para chocolate ao leite e blend, e 27 a 28º C para o chocolate branco. Vale despejar o chocolate no mármore frio ou colocar a vasilha em cima de outra com água gelada para acelerar o choque térmico.

Preparo da palha italiana: quebre o biscoito Maizena em pedaços bem pequenos. Leve os demais ingredientes ao fogo baixo e só pare de mexer quando der o ponto de brigadeiro (veja a foto). Adicione o biscoito e mexa até incorporar. Espere esfriar para rechear duas metades das cascas de chocolate (não retire da forma). Se quiser decorar como na foto final, é só separar o suficiente para cortar em quadradinhos e envolver em açúcar refinado.

Preparo da mousse de chocolate com recheio de caramelo com flor de sal:

Derreta a manteiga e 80 gr do chocolate partido em pedacinhos em banho-maria, mexendo de vez em quando. Desligue o fogo quando estiver derretido e misture para que fique uniforme.

Enquanto isso, coloque as folhas de gelatina em água fria durante 3 minutos (não mais, senão derrete!). Despeje o leite numa panelinha para aquecer. Esprema as folhas de gelatina e junte-as ao leite. Mexa bem para que dissolva e desligue o fogo.

Ponha o açúcar numa tigela grande que possa ser acoplada na batedeira (se sua batedeira for portátil, escolha uma bem funda). Separe outra tigela para colocar as claras.

Quebre os ovos e separe as gemas das claras. As gemas vão ser misturadas ao açúcar e as claras na outra tigela à parte.

Bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Junte o chocolate aos poucos, mexendo bem até verificar que a mistura começou a descolar da tigela. Acrescente o leite (com a gelatina) e bata mais um pouco.

Bata as claras separadamente até o ponto de neve e junte-as ao chocolate aos poucos, mexendo devagar e com cuidado com uma espátula de silicone.

Recheie as outras cascas de ovo até a metade da forma – veja a foto acima (reserve o restante fora da geladeira).

Leve as cascas novamente à geladeira e espere firmar para acrescentar o caramelo.

Para o caramelo, misture levemente o açúcar, o extrato de baunilha e a água em fogo baixo até que fique na cor âmbar – veja as fotos abaixo (cuidado para não caramelizar). Desligue o fogo e adicione o creme de leite, misturando com um foeut. Acrescente a flor de sal aos poucos, provando para temperar a seu gosto. Espere esfriar.

 

Despeje o caramelo nas cascas de ovo semi cheias de mousse de chocolate ( veja a foto acima) e volte-os para a geladeira. Quando firmarem, cubra com o restante da mousse que sobrou e volte para a geladeira para endurecer.

Para retirar os ovos da forma, vire-a de cabeça para baixo e pressione levemente com a ponta dos dedos. Elas se soltarão facilmente. Depois, decore como nas fotos.

 

Observação: *Muito usado na finalização de sobremesas, a flor de sal não deixa o caramelo salgado, mas sim realça o doce. Cuidado na hora de comprar: flor de sal não é flor do sal! Verifique a procedência (a flor de sal é um aglomerado de cristais que se forma à superfície da água do mar e são recolhidos artesanalmente – não é o mesmo que sal grosso moído).

Tortinha de bacalhau com caldo de feijão preto e patê de pimentão

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Bacalhau é um dos pratos favoritos e dos mais tradicionais servido no Domingo de Páscoa em Minas Gerais, costume herdado de nossos antepassados portugueses. Verifiquei quantas receitas de bacalhau existem neste blog: são dezoito! (veja links abaixo). Procurei por uma receita nova em meus livros portugueses – inclusive um com 100 receitas de bacalhau. Nenhuma novidade, as mesmas receitas de sempre, variando em torno dos mesmos ingredientes. Daí resolvi inventar algo novo. Pois não é que deu certo e o sabor ficou simplesmente divino? E ainda é bem fácil de fazer!

Tortinha de bacalhau com feijão preto e patê de pimentão

Faça a receita em três partes, separadamente, e só ao final disponha a tortinha, o caldo de feijão e o patê de pimentões nos pratos individuais a serem servidos. Se tem experiência em cozinha, faça tudo ao mesmo tempo.

 

Patê de pimentão vermelho

Ingredientes: 1 pimentão vermelho, 2 cebolas pequenas, 4 a 6 dentes de alho, 4 colheres de sopa de azeite.

Coloque em uma travessinha refratária o azeite, o pimentão cortado e o alho picado e leve ao forno a 180 graus até o pimentão amolecer. Junte a cebola cortada e volte ao forno até a cebola dourar. Retire, espere esfriar um pouco e bata no processador, sem o azeite, para obter um patê. Tempere com sal e páprica. Reserve. Guarde o azeite para servir com pão.

 

Caldo de feijão preto

Ingredientes para 4 pessoas: 2 xícaras de chá de feijão preto já cozido e bem macio, 2 xícaras da água do cozimento do feijão, 1 colher de sopa de óleo, 1 colher de chá cheia de sal com alho.

Esquente o óleo em uma panela e doure o sal com alho. Misture só os bagos do feijão escorridos e frite-os bem, mexendo por 5 minutos com uma colher de pau. Junte a água do cozimento já aquecida e misture. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador (acrescente água se necessário). Volte para a panela passando o caldo por uma peneira fina. Prove o sal, acrescente um pouquinho de molho de pimenta malagueta. Um pouco antes de servir, leve ao fogo e acabe de chegar no ponto de caldo.

 

Tortinha de bacalhau

Ingredientes: 600 gr. de bacalhau desfiado ou em lascas já aferventado e bem escorrido, 4 batatas inglesas grandes, 4 cebolas médias, 4 dentes de alho, 4 colheres de sopa de azeite ou o que necessitar. 1 clara de ovo.

Corte as cebolas em lascas médias e regulares. Descasque as batatas cruas e corte-as no processador em fatias bem finas. Retire e, na tábua, corte as fatias para obter tiras finas (veja a foto). Pique o alho. Reserve.

Em uma panela larga, frite as cebolas e o alho no azeite. Junte a batata e misture até que fique translúcida. Prove se está ao dente. Acrescente o bacalhau, misture. Prove o sal, junte pimenta do reino em pó. Fora do fogo, acrescente uma clara de ovo crua e misture para dar liga.

Divida em quatro partes, enforme cada parte em uma forminha (de fundo removível com 10 cm. de diâmetro) forrada com filtro plástico. Aqueça uma frigideira antiaderente, retire a tortinha da forma e, cuidadosamente, sele-a de um e outro lado. Repita a operação para obter as quatro tortinhas. Enquanto vai fazendo, vá colocando-as em uma assadeira e conservando-as quentes no forno aquecido a 100 graus.

Enquanto isto, aqueça o caldo de feijão.

Transfira as tortinhas para os pratos, coloque em volta o caldo de feijão, finalize com o patê de pimentão e enfeite com verdinhos. Sirva imediatamente. Perfeitas para servir como prato de sustentação em coquetel ou como primeiro prato em um almoço ou jantar.

Receitas de bacalhau já publicadas no blog

Salada de bacalhau 

Salada de bacalhau com feijão fradinho

Bacalhau com grão-de-bico

Bacalhau bem brasileiro

Torta de bacalhau da mamãe

Bacalhau a Vera Cruz

Bacalhau do Alcimar

Bacalhau para um

Bacalhau assado em 15 minutos

Bacalhau com crosta de broa sobre tortinha de batatas

Bacalhau à francesa

Bacalhau com crosta de broa

Bacalhau a lagareiro

Bolinho de bacalhau

Bacalhau fresco da Bica do Sapato

Bacalhau fresco – experimente!

Bacalhau com natas

Bacalhau à Brás

 

Vermicelli com lombo agridoce

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Um dos pratos mais populares do Sudeste Asiático é constituído de uma base de pasta – pode ser a clássica pasta de arroz ou noodles de farinha de trigo – acrescido de algum tipo de carne – de boi, de porco, de frango ou frutos do mar como camarão, lulas ou vieiras – mais legumes (a cebola nunca falta) ou, excepcionalmente, alguma fruta que não desmanche quando acrescentada. Testei várias combinações e uma das que me agradou muito, pela praticidade, rapidez de ser feita e sabor agridoce, foi a receita que passo a seguir.

Vermicelli com lombo, coco, manga e molho de curry verde

Para esta receita, é melhor temperar e fritar a carne antes ou usar pernil e lombo de porco já preparados (assado ou de panela). Se quiser usar cebola caramelada previamente dá um saborzinho agridoce especial.

Para 2 pessoas: 100 gr. de carne picadinha (ou 1 xícara de chá quase cheia), 1 cebola, 1 colher de chá de óleo, 1 colher de chá de açúcar cristal, 1 colher de molho de tomate caseiro ou de polpa de tomate pelati, 1 colher de sobremesa de green curry*, pimenta a gosto, manga picada em cubos, raspas de coco seco. 100 gr. de vermicelli ( pasta de arroz tailandesa).

Pique metade da cebola em fatias finas e a outra metade em fatias grossas.

Tome uma wok ou panela de fundo largo. Deite a cebola picada fina e deixe-a secar, mexendo sempre com uma espátula. Polvilhe açúcar cristal para caramelizá-las. Retire da panela assim que dourarem. Reserve. Acrescente mais um pouquinho de óleo e doure a cebola cortada grossa. Junte o molho de tomates, o molho de curry verde e a pimenta, à gosto. Misture e prove o sal.

À parte, esquente 1 litro de água e logo que ferver, coloque o vermicelli e espalhe-o com um garfo para separar os fios. Conte dois minutos, retire e escorra.

Enquanto cozinha a pasta, acrescente a carne já pronta, a manga e o coco ao molho que está na wok. Misture para incorporar.  Na hora de servir, junte a pasta. Misture usando dois garfos. Tudo tem que ser feito ao mesmo temo e com rapidez para que os ingredientes não esfriem. Sirva imediatamente.

Lagostins à tailandesa

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No restaurante que comemos no Asiatique – o centro de lazer com restaurantes e lojas para turistas em Bangkok – a versão original desde bonito prato (foto principal) tem lagostins, mexilhões, vieiras, muita pimenta vermelha bastante picante e um tipo de folha verde, servidos ao molho de ostras. O sabor é delicioso mas a pimenta é tão, mas tão forte que precisei beber a água de três cocos, um em seguida do outro, para conseguir voltar a respirar normalmente! Reproduzindo o prato em casa, substituí a tal pimenta vermelha (que nem tem no Brasil) por pimentão vermelho e por pimenta dedo-de-moça. Se quiser dar sabor mas sem arder, use a pimenta biquinho. Mas se gostar de pimenta, use a malagueta, a jalapeño ou a de sua preferência. Quanto à folha, usei  espinafre, pois é a mais parecida em sabor com a original tailandesa. Pode também ser feito com rúcula. Como não consegui nem mexilhões nem vieiras grandes ( moramos a 450 km do mar), usei lulas. Escolha os frutos do mar que preferir e faça a sua própria receita!

Lagostins e lulas ao molho de ostras – inspiração tailandesa

Ingredientes por pessoa: 150 gr. de lagostins limpos e 150 gr. de anéis de lula. Tempero da marinada: 1 colher de chá de molho de ostra*, suco de ½ limão tahiti, 1 colher de café de lemongrass em pó (capim limão)** e 1 colher de café de gengibre cru ralado. Para saltear: 1 colher de sopa de óleo de coco.

Ingredientes para o molho: ½ cebola fatiada, 1/3 de pimentão vermelho fatiado, 5 pimentas biquinho ou 3 pimentas dedo-de-moça in natura ou suavemente curtidas, 10 folhas de espinafre. Tempero do molho: a marinada em que temperou os lagostins e as lulas, 1 colher de café de gengibre ralado, 1 colher de sopa de molho de soja, ½ colher de café de sal, 1 colher de café de açúcar demerara ou cristal, 1 colher de chá de amido de milho dissolvido em um pouco d’água.

Primeiro prepare a marinada e deixe os lagostins limpos e as lulas limpas e cortadas em tiras grossas pegando tempero por 15 minutos.

Tome uma wok (ou uma panela larga), esquente e salteie os lagostins e as lulas. Tire da wok e reserve.

Na mesma panela, sem lavá-la, salteie bem a cebola e os pimentões já cortados, até ficarem corados. Acrescente o shoyo ( molho de soja) e o açúcar para caramelar. Misture até o açúcar dissolver completamente. Junte as pimentas picadas e os demais ingredientes do molho. Vá pingando água quente até formar um molho de boa consistência. Para dar o aspecto vidrado, engrosse-o com o amido misturado em um pouquinho de água fria. Junte os lagostins e a lula, verifique o cozimento e retifique o tempero do molho, se necessário.

Por último, pouco antes de servir, acrescente as folhas de espinafre, salpique água sobre elas, tampe e deixe amolecerem. Sirva imediatamente.

Veja abaixo a foto desta receita. Ficou bem diferente do prato que comemos no Asiatique mas bastante semelhante a outros pratos que tivemos oportunidade de comer em várias cidades do Sudeste Asiático, onde esta receita (com pimentões) é bastante tradicional.

*o molho de ostras é encontrado nos bons supermercados ou mercearias de comida oriental.

** dispensável, se não encontrar.