Sopa de feijão branco

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Nada como uma sopinha para esquentar o corpo em uma noite de chuva fria! O problema é que, na volta para casa fugindo da chuva, não compramos nada para o jantar. Estamos famintas e o estoque de legumes do supermercado já acabou. Bem, achei uma lata de feijão branco no armário. Na geladeira tem um restinho de linguicinha. Descobri também uma última cebola. Pois daqui a 10 minutos teremos uma sopa deliciosa!

Se acontecer a mesma coisa com você – chegar em casa com fome e achar que não tem nada para comer – não fique triste, tudo tem solução. Mantenha na despensa alimentos enlatados (milho, grão-de-bico, feijão branco, lentilha, tomate pelado) e na geladeira bacon e linguiça, que têm longo prazo de validade. Cebola e alho também duram bastante e – maior dica- tenha uma pequena horta em casa, nem que seja em um vasinho.

Sopa de feijão branco com linguiça

Vamos preparar a sopa logo:

Corte a cebola e frite-a no azeite ou na manteiga. À parte, afervente e linguicinha. Esquente água em um caneco. Junte a linguicinha – ou a linguiça picada em tronquinhos – à cebola e frite junto o sal com alho.

Acrescente o feijão branco – que já está cozido – e misture. Amasse um pouco do feijão com uma colher de pau, para engrossar o caldo que veio na lata. Despeje água fervente, a conta de formar o caldo de sopa ralo. Prove o tempero, salpique sal, se necessário e uma pitada de pimenta do reino. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar mais 5 minutos ou mais, para o caldo dar uma secada. Se tiver em casa ( temos sempre nos vasinhos que ficam na janela da cozinha) pique e jogue por cima um pouco de cebolinha verde. Está pronta!

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Vieiras sobre creme de espinafre

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Há receitas minimalistas por excelência, onde o menos é mais e não aceitam nada além de um simples e esplêndido dueto. É o caso das vieiras, que têm um sabor tão delicado que são sempre apresentadas em pratos sofisticados porém simples.

Nos restaurantes finos do Brasil, as vieiras costumam aparecer nos menus invariavelmente como as chiquérrimas, caríssimas e deliciosas “ Coquilles Saint Jacques”. Uma vez na vida, se gasta para comer-se bem uma única vieirazinha em uma conchinha, pois é bem assim que vem, perdida no meio de um enorme prato. Acostumada com esta triste realidade, tive um surto de alegria quando vi no supermercado aqui em Bruxelas um pacote de robustas vieiras por 6,79 euros! Ok, não são assim baratíssimas, mas hoje é o meu dia de comer vieiras! Três para cada uma!

A meu ver, vieiras combinariam divinamente com um creme de espinafre à base do bechamel. Faça esta receita e certamente irá me dar razão!

Vieiras sobre creme de espinafre

Além das vieiras, tenha um maço de espinafre e, para o creme bechamel, manteiga, cebola ralada, sal com alho, farinha de trigo, leite e 1 gema.

Passe as vieiras na água quente e tempere-as com sal e gotinhas de limão. Reserve.

O espinafre europeu tem as folhas tenras e sem nenhum amargo. Retire as folhas dos galhos, lave-as e coloque-as em uma panelinha com um pouco de água, quase a conta de cobri-las. Deixe que a água ferva e então desligue. Tampe a panela e deixe que as folhas amoleçam. Escorra a água toda e coloque o espinafre sobre uma tábua. Bata com a faca até picá-lo miudinho. Reserve.

Prepare um molho bechamel derretendo, em uma frigideira, 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, dourando ¼ de cebola ralada, 1 ponta de colher de sal com alho, misturando bem 1 colher de café de farinha de trigo e juntando leite, aos poucos, até dar ponto de creme. Tire do fogo, junte uma gema de ovo sem a pele, misture bem, volte ao fogo até começar a dar bolhas. Desligue.

Junte o espinafre batido ao creme e volte ao fogo para obter um creme homogêneo.

Ao mesmo tempo, deite 1 colher de manteiga em uma frigideira e deixe que as vieiras fritem ligeiramente, de um e outro lado, adquirindo a cor de vinho branco. Enquanto isto, espalhe o creme de espinafre no prato formando uma caminha. Retire as vieiras da frigideira e coloque-as cobre o creme de espinafre. Sirva imediatamente.

Acompanhe com um champagne brut!

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Ossobuco alla Cremolata

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Outro dia me envolvi numa discussão séria: o ossobuco perfeito seria feito com ou sem tomates? Os argumentos eram variados mas envolviam os acompanhamentos. Enquanto o ossobuco preparado com tomate combina perfeitamente com uma polenta, o mesmo não vale para um risotto de açafrão. E por que limitar as opções de acompanhamento em um prato tão gostoso?
Depois de pensar muito no assunto e pesquisar várias receitas diferentes na web, reuni os ingredientes que tinha em casa e preparei uma versão deliciosa, sem tomates, que mostro agora a vocês.
Para 4 pessoas você vai precisar de: 4 peças de ossobuco, 4 colheres de sopa de azeite, 3 colheres de sopa de farinha (de trigo ou sem glúten), 1 colher de sopa de manteiga (pode usar azeite), 1 cebola, 1 cenoura média, 1 talo médio de alho poró, 1 dente de alho inteiro, 200 ml vinho branco e 300 ml de caldo de carne pronto.
Para o molho Cremolata você vai usar: 1 dente de alho picadinho, 1 colher de chá de raspas de limão siciliano, 1 colher de chá de salsinha picadinha.
Pique os legumes e tempere a carne com sal e pimenta do reino. Passe ligeiramente a farinha nas peças de carne e reserve.
Numa panela quente (precisa ter o fundo grosso), deite o azeite e em fogo alto, sele as peças de carne dos dois lados até que se forme uma crosta dourada. Retire.
Acrescente a manteiga (ou mais azeite) e doure a cebola. Quando esta estiver macia, coloque a cenoura, o alho poró, o dente de alho inteiro descascado e uma pitada de sal (não exagere, lembre-se que sua carne já está temperada). Abaixe o fogo para deixar que amoleçam, se necessário acrescente água quente sem deixar que os legumes queimem.
Aumente o fogo, acrescente o vinho branco, deixe que o álcool evapore e o molho reduza. Neste ponto, abaixe o fogo novamente e coloque as peças de carne por cima dos legumes. Coloque o caldo de carne amornado, pelas beiradas, e cubra a panela (jamais jogue água ou caldo por cima da carne). Deixe cozinhando entre uma hora e meia a duas horas, conferindo a carne para ver se está coberta pelo caldo. Caso não esteja, vire os pedaços de meia em meia hora.
 Quando a carne já estiver macia, aqueça o forno a 180 graus.
Coloque-a sobre um tabuleiro e leve ao forno para mantê-la aquecida enquanto prepara o molho. Você pode engrossar o molho que ficou na panela, coando-o, e deitar sobre a carne, ou incrementar esse molho como nós fizemos. Veja como:
Adicione o alho picadinho, as raspas de limão siciliano e a salsinha. Mexa bem. Deixe que o molho reduza e, se necessário, acrescente amido de milho para engrossá-lo. A dica para não formar “grumos” é retirar um pouco do caldo, colocar em uma xícara, misturar o amido de milho e depois retornar para a panela. Prove o tempero e coe o molho numa peneira.
Está pronto, agora é só deitar o molho sobre a carne e deixar no forno por mais 5 minutos ou o tempo suficiente para que a carne o absorva bem.
Sirva com um risotto de açafrão e receba elogios!
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Galeto na cerveja

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Na minha cidade, Belo Horizonte, se você quiser comer um galeto, há duas opções: procura-se um restaurante de shopping (porém, há muitos anos não vejo galeto no menu) ou uma “televisão de cachorro” da padaria de bairro ( raramente tem e são, na verdade, frangos). Aqui nos supermercados europeus é fácil achar galetinhos tenros. Se em Minas há tantos avicultores, porque não vendem galetos? Não entendo…Bem, vou aproveitar que estou em Bruxelas e preparar um galetinho especial para o jantar!

Galeto na cerveja Kriek

A melhor forma de se temperar uma carne inteira é por imersão no tempero. Primeiro prepare o tempero. Vai precisar de vinagre branco e água em partes iguais – deve dar 1 xícara de chá, 2 colheres de sobremesa de azeite, 1 colherinha de café rasa de sal, 1 colher de sobremesa de ervas (salsinha e cebolinha), 1 dente de alho e 1 cebola pequena. Pique tudo miudinho e misture. Passe o galeto na água fervente e retire a pele, se houver. Fure-o todo com um grafo e coloque-o dentro de um saco plástico grosso. Despeje o tempero de modo a envolver toda a carne. Feche o saco bem apertado e ponha-o na geladeira marinando por cerca de 1 a 2 horas.

Corte 2 cebolas roxas em 8 partes cada (pode ser cebolinhas baby) e escolha batatinhas baby pequeninas. Se não tiver, corte batatas pequenas em cubos, mas sempre deixe-as com a casca.

Experimentei fazer esta receita com a famosa cerveja belga feita com cereja , que tem o nome de Kriek e é rosada. Foi um acerto e tanto! Se não tiver, faça com cerveja preta ou a comum mesmo.

Tome uma assadeira alta e coloque o galeto ao centro, as cebolas e batatas em volta e regue com uma garrafinha de cerveja ( 300 ml.). Coloque para assar no forno pré-aquecido a 200 graus. Quando o frango corar, retire a assadeira e vire-o. Volte ao forno e deixe corar do outro lado. Se o caldo secar, entorne água quente pelas bordas. Quando corar de novo, está pronto!

Se quiser apressar o cozimento e deixar o galeto ainda mais macio, cubra-o com laminado até ficar macio e depois retire-o para deixar o galeto corar.

Acompanhe com arroz, cuscuz ou um risotto simples.

Se estiver em Minas, faça uma farofa com manteiga, ovos e bijú de milho, hum… não há igual!

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Tagliatelli ao pomodoro com camarões

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Esta receita é imbatível – muita gente a considera a melhor receita italiana que já comeu. Eu concordo. Amo de paixão! E tem uma vantagem: rápida e fácil de fazer.

Nesta versão, usei apenas camarões, mas pode-se fazer um tagliatelli ai frutti di mare fritando, junto com os camarões, lulas, lagostins, vôngoles, vieiras ou mexilhões (devidamente preparados). Escolha de 2 a 4 desses frutos do mar e faça esta mesma receita.

Dica: o tomate tipo italiano, maduro e firme, é fundamental, como também um suculento molho de tomates preparado em casa ou um bom pesto, como se acha aqui na Europa. Pode-se incrementar a receita com algum legume verde (um só) – para dar cor – como vagem, brócoli, abobrinha ou couve-de-bruxelas. Prefiro a vagem por ser mais firme.

Tagliatelli ao pomodoro com camarões

Notinha: por favor, pronuncie “talhiateli”, nada de “gli”- lembre-se de talharim!

Vamos à receita para 2 pessoas:

Considere 100 gr. de camarão rosinha limpo por pessoa. Separe ½ limão, sal, 2 a 4 tomates( dependendo do tamanho) picados em cubinhos, 1 cebola bem picadinha ou triturada, 1 dente de alho picadinho, 1 colher de sopa cheia de manteiga ou 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1 colher de sopa cheia de pesto ou 2 colheres de molho de tomates e 1 punhado de vagens cortadas em 3 partes.

Tempere o camarão limpo com sal e limão e deixe por 15 minutos a meia hora.Escorra. Frite o camarão na manteiga ou no azeite até ficar vermelho. Retire e reserve. Na mesma frigideira, doure a cebola e depois o alho. Junte o pesto ou molho de tomates, depois a vagem e por último, o tomate fresco. Mexa para não agarrar no fundo. Assim que a vagem e o tomate amaciarem, junte os camarões e deixe acabar de cozinhar. Nunca ponha água.

Enquanto faz o molho, ponha água com sal para ferver em um caneco alto e assim que estiver fervendo, coloque a pasta. Siga o tempo de cozimento recomendado ou faça o teste do garfo – se partir a pasta, está no ponto, ou seja, ao dente. Escorra a água e imediatamente misture a pasta ao molho. Sirva bem quente.

Recomenda-se ralar um bom parmesão ou grana padano por cima do prato já servido.

Perfeito com um bom vinho tinto italiano! E, depois, uma cama para dormir…

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Bolo de Cenoura para Intolerantes

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Esta receita de bolo foi feita especialmente para os intolerantes ao glúten e à lactose (ou ao leite) mas, ainda que você não tenha restrições, experimente substituir a farinha de trigo por outras farinhas mais saudáveis no seu dia-a-dia. A rotatividade alimentar é muito importante para evitar intolerâncias futuras.
Separe uma forma de cupcakes ou muffin, uma espátula de silicone, uma tigela grande e o liquidificador.
Você vai precisar de: 2 cenouras médias, 1  xícara de óleo vegetal, 3 ovos*, 1 xícara e meia de açúcar demerara, 1 xícara de mix de farinha sem glúten,
1 xícara de fécula de batata, 1 pitada de sal, 2 colheres de sopa de fermento em pó (sem glúten).
*Substituimos os ovos pela linhaça mas você pode fazer como quiser (para cada ovo misture a parte 1 colher de sopa de linhaça moida e 2 colheres de sopa de água).
Antes de tudo, pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte a forma que irá usar com óleo ou spray desmoldante e polvilhe com farinha para não grudar.
Rale a cenoura e bata no liquidificador com os ovos** (ou a linhaça misturada com água) o óleo e o açúcar. Passe a mistura para uma tigela, junte as farinhas e uma pitada de sal misturando tudo. Ao final, junte o fermento.
Agora é só despejar a massa na forma e colocar para assar. Deixe no forno por cerca de 20 minutos ou até passar no teste do palito – insira um palito de madeira no bolo, se sair limpo está pronto.
Apesar de não ter glúten esse bolo cresce bastante, mas ficam aqui duas dicas preciosas para deixar qualquer bolo mais fofinho:
** – se usar ovos, misture as gemas com os ingredientes secos e acrescente as claras batidas em neve à parte aos poucos, no final de tudo.
– misture 1/2 maçã batidinha à massa para um bolo mais fofinho e úmido (ajuda também a fazer crescer a massa pois bolos sem glúten tendem a ficar ressecados).
-se o seu forno não for de convecção (que faz circular o ar por dentro), coloque uma assadeira maior embaixo no andar de baixo do forno, abaixo da forma do bolo na hora de assar pois isso impedirá que o bolo queime por baixo e nas laterais antes de dourar por cima.
Faça na forma de cupcakes e use para o lanche das crianças! Apesar de não ser criança levo na marmita para o meu trabalho. Com um chá gelado tenho um lanche saudável no meio da tarde!
Uma contribuição da #colaboradoracasada

 

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Sopa de legumes com cogumelos

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Em qualquer bom supermercado na Bélgica ou na França acha-se, pelo menos, 6 tipos de cogumelos diferentes, como o cogumelo-de-paris (destes há vários tamanhos e tonalidades, desde o branco até o marrom escuro), o portobello em diferentes tamanhos, o shimeji, o shitake e os diferentes tipos de cogumelos do bosque.

Uma boa dica: cogumelos não devem ser lavados sob jato de água fria nem deixados de molho em água. Devem ser limpos com um papel macio e absorvente. Há também escovinhas macias próprias para limpá-los. Só lave-os se for prepará-los em seguida, desde que a receita exija que sejam aferventados.

Os cogumelos são muito versáteis, pois servem para se preparar um bom caldo, uma sopa cremosa, risottos, podem ser acrescentados a um molho bechamel para acompanhar pastas, são ótimos para recheio ( de tomate, por exemplo), enfim, são ingredientes para muitas receitas. Experimente acrescentá-lo a uma sopa de legumes e veja como acrescenta um sabor especial:

Caldo de carne com legumes e cogumelos-de-paris

Corte os cogumelos já limpos. Escolha os legumes que vai usar – no caldo de hoje, escolhi alho poró e cenoura. Limpe-os e corte-os em pedaços pequenos. Tome um pedaço de carne que sobrou de outro preparo* e corte-o em cubinhos.

Ponha água para ferver à parte. Coloque um pouquinho de azeite ou manteiga em uma frigideira e doure os cubinhos de carne. Assim que estiverem corados, junte os legumes e por último, o cogumelo. Mexa bem , deixe que fritem um pouquinho, tomando cuidado para não escurecerem. Abaixe o fogo e despeje a água quente até tapar os legumes e ainda sobrar 2 dedos. Tempere o caldo com sal, uma pitada de pimenta do reino e de molho inglês. Deixe cozinhar até todos os legumes estarem macios, no caso, a cenoura, que é a mais dura. Sirva quente, acompanhado de pão.

*Dica: quando for preparar alguma receita com carne de boi e sobrarem algumas pontas com gordura e nervos, não jogue fora – guarde-as para um bom caldo.

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