Damasco com gorgonzola

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Há paladares que se combinam maravilhosamente bem. Um trio perfeito: espumante bem gelado e damasco recheado com gorgonzola.

Ingredientes: 200 gr. de damasco, 150 gr. de queijo gorgonzola, leite, amido de milho, creme de leite (mantenha sempre uma caixinha na geladeira para o creme ter uma consistência firme quando for acrescentá-lo às receitas). Opcional: gergelim preto.

Escolha damascos claros e macios. Parta-os ao meio sem separar as duas metades, como se corta pão para sanduiche. Reserve.

Para a pasta de gorgonzola: amasse o queijo na temperatura natural com um garfinho. Leve-o ao fogo brando já misturado com ½ xícara de café de leite. Continue juntando leite aos pouquinhos, até formar um creme ralo (como sopa) e homogêneo. Misture 1 colher de chá de amido de milho (maizena) com ½ xícara de café de água fria e acrescente ao creme, mexendo sem parar com uma colher de pau até adquirir uma consistência de purê. Junte o creme de leite gelado na proporção de metade do creme de gorgonzola. Não deixe ferver. Prove o sal; acrescente, se quiser, uma pitadinha de pimenta do reino branca e outra de noz moscada. O ponto final da pasta deve ser firme o suficiente para recheio. Coloque a pasta na geladeira com 2 horas de antecedência. Perto da hora de servir, recheie os damascos.

Enfeite com gergelim preto torrado ligeiramente em uma frigideira.

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Lasagna de carne com molho bechamel

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Agora que já aprendeu a fazer pasta caseira para lasagna, como primeira receita experimente esta lasagna tradicional de carne e molho bechamel.

Faça um molho de carne moída, veja aqui como fazê-lo.

Para o molho bechamel, faça um molho branco ( clique para ver detalhes) fritando cebola batidinha e sal com alho na manteiga ou azeite. Assim que dourar, junte farinha de trigo já torrada à parte. Acrescente leite aos poucos até desmanchar a farinha e obter um molho liso e de boa consistência. Verifique o sal e adicione uma pitada de noz moscada. Se não ficar liso, pode bater no liquidificador ou passar na peneira. Chama-se molho bechamel quando se junta gemas de ovos ao molho branco. Para tal, espere o molho esfriar um pouco e misture a gema sem pele, na proporção de 1 gema para cada xícara de chá de molho. Misture bem e leve ao fogo até começar a ferver.

Montagem: Forre o fundo da travessa com um pouco do caldo do molho. Comece com uma camada de massa, sendo que uma lâmina não deve sobrepor-se à outra. É preciso um bom planejamento das peças, como um quebra-cabeças. Guarde as mais bonitas para a última camada e, se for preciso, corte os pedaços. Em seguida à primeira camada de pasta, coloque uma camada de molho de carne, depois uma camada do molho bechamel. Repita até encher a travessa, terminando com o molho bechamel. Finalize com uma camada de queijo ralado e, por ultimo, pulverize farinha de rosca bem fina e leve ao forno até formar uma cobertura crocante e dourada.

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Pasta caseira – Lasagna

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Coragem, você é capaz! Não se impressione achando que fazer uma pasta em casa é coisa de italiano e especialista, pois você pode fazê-la perfeitamente bem. Só tem um problema: é tão divertido e relaxante que vai ficar viciado! Tem outro porém: vai ter de ficar zen o tempo todo, claro, é para divertir e não para se estressar. O tempo de preparo é em torno de duas horas e meia. Colocar uma boa música de fundo e um cálice de vinho do lado torna tudo mais prazeroso. Outra ajuda boa é ter uma maquininha para abrir a pasta – a não ser que queira aproveitar para fazer musculação nos braços. Juro, é um excelente exercício. Não pense no trabalho que vai dar, concentre-se na recompensa pois hoje vai comer muito bem! Agora, mãos à obra. Siga as etapas pelas fotos.

Pasta caseira – corte para lasagna

A medida padrão é: para cada ovo,100 gr. de farinha de trigo. Para um pirex grande de uma receita pronta, que dá para 12 a 15 pessoas, vamos usar: 6 ovos e 600 gr. de farinha de trigo, mais 2 colheres de sopa de azeite e 2 colheres de chá de sal.

 

Limpe a superfície da bancada e coloque  a farinha de trigo pesada – 600 gr. Faça um monte como se fosse um vulcão e coloque os 6 ovos inteiros dentro da cavidade central. Com um garfo, bata ligeiramente os ovos, incorporando as gemas às claras, com cuidado para não romper as laterais do “vulcão”. Neste ponto, acrescente o azeite e o sal. Misture. Continue batendo com o garfo e aos poucos, com a outra mão, traga um pouco dessa farinha para o centro, misturando-a com os ovos, até formar uma massa homogênea. Quando a massa começar a tomar forma, largue o garfo e coloque as mãos na massa, literalmente. Faça uma bola com a massa e deixe-a descansando por cerca de uma hora, coberta com um pano.

Se tiver uma máquina de preparar massa, molde a massa em formato de bisnaga, com uma espessura que preencha a palma da mão. Com uma faca grande e afiada, corte-a, sobre a bancada, em pedaços de dois dedos de largura, como quem parte um pão. Deite cada pedaço e achate-os com a palma da mão, preparando-os para passar no cilindro. Se a massa não estiver seca, polvilhe-a com farinha de trigo antes de passá-la no cilindro. Isto é muito importante, pois se a massa estiver úmida, vai grudar na máquina e danificá-la. Agora chame um assistente, pois esta parte requer quatro mãos – duas para controlar a máquina e duas para controlar a massa. Comece pela medida mais larga da máquina. Insira a massa na parte de cima e recolha a massa espichada por baixo, com cuidado para mantê-la esticada. Para obter uma massa mais homogênea, dobre-a em três partes, no sentido do comprimento e passe-a novamente na mesma medida de cilindro, por três vezes. Atenção: a massa a ser inserida não deve ser mais larga do que a máquina, sobrando de um a dois dedos de cada lado. Prossiga diminuindo a espessura, repassando a massa uma vez em cada número, até obter uma massa fina e bem comprida. Reserve uma superfície grande e seca, polvilhada com farinha de trigo para descansar a massa. Ao repousá-la, polvilhe também um pouco de farinha por cima. Repita o mesmo procedimento com todos os pedaços. Ao terminar, recorte as fatias nas laterais, para um melhor acabamento. Observe a travessa em que vai montar e tente recortar suas grandes lâminas em pedaços que se encaixem na mesma.

Se não tiver a máquina, abra a massa com o bom e antigo rolo de massa, sempre com o cuidado de polvilhar a bancada e também o rolo sempre que necessário. Neste caso, o objetivo é obter lâminas de massa aproximadamente da mesma espessura. Corte em retângulos ou quadrados que se encaixem na sua travessa.

Para cozinhar as lâminas da massa: ponha água para esquentar em uma panela grande. Quando a água ferver, coloque 4 lâminas de cada vez e deixe por cerca de 3 minutos ou até que fiquem esbranquiçadas e se partam com o garfo. Durante o cozimento, mexa com um garfão para não agarrarem umas nas outras. Quando estiverem ao dente (oferecendo ligeira resistência ao corte), retire-as separadamente usando o garfão e disponha-as abertas sobre um pano de prato. Esta é a parte mais difícil: é importante abrí-las por completo, mesmo muito quentes, usando a ponta dos dedos, de pouco em pouco. Agora sua massa está pronta e você poderá usá-la imediatamente, tal como usa as compradas prontas.

Se, por acaso, achar que tem mais massa do que vai precisar, separe-as antes do cozimento, embrulhe bem com plástico filme e guarde por até três dias em ambiente seco ou até uma semana na geladeira.

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Pudim Brigadeiro

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Este pudim é um aperfeiçoamento do brigadeiro, como se isto fosse possível!

Quem sabe fazer brigadeiro? Todo brasileiro acima de 5 anos de idade. Quem sabe a história de como surgiu o brigadeiro? Pois vou contar. No sul do Brasil existia um docinho feito com açúcar, leite, manteiga e chocolate que tinha o nome de negrinho. Em 1946, no Rio de Janeiro, uma turma de senhoras dos correligionários da campanha para presidente do Brigadeiro Eduardo Gomes, começou a fazer estes docinhos para vender nos comícios, a fim de arrecadar fundos para a campanha. Estas reuniões da UDN eram muito populares e as pessoas compravam o tal docinho do brigadeiro. Fez sucesso! Daí veio o nome. Em nossa casa, há muitos anos fazemos este pudim e não tenho a menor ideia de onde veio a receita.

Pudim Brigadeiro

Você vai usar: 2 latas ou caixas (790 gr.) de leite condensado, 1 xícara de chá de leite, 6 gemas, 3 colheres de sopa de chocolate em pó (aquele dos fradinhos, da Nestlé), 1 colher de sopa de mel e a mesma medida de manteiga. Para a cobertura vai precisar de um saquinho de chocolate granulado.

Primeiro pré aqueça o forno a 200 graus.

Bata as gemas – sem pele – no liquidificador (para tirar o cheiro de ovo) e em seguida acrescente o leite. Junte, aos poucos, os outros ingredientes. Se for usar outro chocolate que não o indicado, gradue a quantidade de chocolate pela cor do creme – deve obter uma cor média de chocolate.

Unte a forma de pudim (tamanho 28) com uma fina camada de óleo. Despeje o creme batido, de modo a sobrar um centímetro para completar a altura da forma. Tome uma forma alta e coloque água quente dentro, já dentro do forno para não se queimar! Coloque dentro desta a forma de pudim – é o que se chama de cozimento à banho maria. Leve ao forno a 200 graus para cozinhar por cerca de 45 minutos ou até verificar que o pudim corou por cima. Espete um palito, se este sair limpo, o pudim está assado. Leve-o à geladeira dentro da forma que assou por, no mínimo, 6 horas – de preferência faça o pudim de véspera.

Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo, para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Dê uma ligeira sacudida e puxe a forma para cima devagar. Salpique o chocolate granulado com a ponta dos dedos para que fique distribuído por igual por toda a superfície do pudim. Hum… verá como é delicioso!

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Risotto negro de cogumelos

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Risotto é sempre uma carta na manga ou um ás na mão – expressões idiomáticas correntes no velho jargão de jogadores e que se tornaram ditos populares – pois é de preparo fácil e rápido e tanto serve como prato único, como primeiro prato (à moda italiana) ou até acompanhando carnes (à moda brasileira).

Há regrinhas básicas importantes, sendo a fundamental usar-se um bom caldo para ir cozinhando o arroz (sem lavar!) devagar, em fogo baixo e mexendo sempre com uma colher de pau ou espátula, sem nunca deixar o caldo secar completamente e sem tampar a panela. Outra é nunca usar creme de leite e usar queijo tipo pecorino ou parmesão, se quiser, apenas na finalização.

Risotto negro de cogumelos ao vinho

Na receita de hoje vamos variar usando dois tipos de arroz – o tradicional para risottos, que pode ser o arbóreo ou carnaroli, e o arroz negro. Escolhemos um bom caldo de pato (guardamos da receita do pato) e um vinho tinto, cebola roxa ao invés de branca e ainda o cogumelo Portobello (pode fazer a mesma receita com cogumelo-de-paris, cogumelo seco ou uma mistura deles).

Para 6 pessoas separe: 1 xícara de arroz branco e outra de arroz negro, 1 cebola roxa e 3 ou 4 cogumelos – estes dois ingredientes devem ser usados na mesma quantidade. Ainda vai precisar de ½ xícara de vinho tinto, 4 xícaras ou mais de caldo (de legumes, carne, frango ou pato – aqui escolhemos o último), 4 colheres de azeite e 1 colher de chá cheia de sal com alho.

Antes de começar o risoto, prepare o caldo (se não tiver um caldo pronto, coloque água para ferver com cenoura, aipo, alho poró, cebola, alho, ervas ou os restos de legumes e até mesmo de uma carne qualquer que tiver em casa junto com os legumes). O caldo deve dar em torno de 1 litro (4 xícaras de chá) e estar ralo, como se fosse uma água com sabor. Nunca ponha sal nem temperos no caldo.

Corte a cebola e o cogumelo como mostra a foto.

Em uma panela de tamanho médio, no fogo alto, deite a metade do azeite e frite a cebola e o sal com alho. Assim que o alho fritar, junte o arroz negro. Mexa bem até que fique soltinho. Abaixe o fogo. Junte um pouco do caldo, até um pouco acima do nível do arroz, e deixe cozinhar por 10 minutos (depende do arroz estar novo ou não), sempre mexendo com uma colher de pau para não agarrar no fundo.

Assim que o caldo quase secar, afaste o arroz negro para as beiradas da panela, derrame a outra metade do azeite ao centro, misture o arroz branco e o cogumelo. Frite tudo junto até que o cogumelo comece a amaciar. Coloque mais caldo, até o nível do arroz, e continue mexendo. Deixe que este caldo seque até ver que está no nível da metade do arroz. Despeje então o vinho e deixe que o cheiro de álcool evapore.

Continue acrescentando o caldo aos poucos e mexendo sempre até verificar que o arroz está ao dente, ou seja, ainda ligeiramente duro. antes que o último caldo seque, prove o sal. Então deixe o caldo secar, vigiando para o arroz não agarrar no fundo da panela.

Como este risoto já fica bem encorpado, acrescente queijo ralado apenas quando já estiver servido no prato individual, se a pessoa desejar.

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Almoço mineiro em Tiradentes

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No último final de semana fomos à cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, para a inauguração do Museu de Sant’Ana. É mais um presente que Minas ganha do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, criado e presidido por sua dinâmica e dedicada filha Ângela Gutierrez. Em 1998, Ouro Preto ganhou o Museu do Oratório; em 2005, Belo Horizonte recebeu o Museu de Artes e Ofícios. Neste último 19 de setembro foi a vez de vermos a antiga Cadeia de Tiradentes transformada no esplêndido museu dedicado às 291 imagens de Sant’Ana, descobertas e trazidas pela colecionadora de vários estados do Brasil e agora doadas por esta extraordinária mulher ao Patrimônio Histórico para constituir este museu.

Vá conhecer os dois outros museus (se ainda não foi) e o novíssimo Museu de Sant’Ana, pois têm obras belíssimas e são muito interessantes.

Porém este é um blog de gastronomia! Aqui compartilhamos os deliciosos pratos e doces da tradicional culinária mineira servidos no almoço de sábado, após nossa visita ao museu.

O conhecido chef Cantídio Lanna preparou para esta ocasião especial – vejam por ordem das fotos:

1- Cuscuz com açafrão, linguiça defumada e feijão roxinho, acompanhado de crespinho de couve;

2- Galinhada (nesta sou craque, passarei a receita em breve);

3 – Lombo de pirarucu (peixe grande encontrado nos rios da Amazônia) com ora-pro-nobis ( folha de uma trepadeira do mato muito comum no interior) e purê de banana da terra ( este estava divino, vou tentar repetir e passarei a receita);

4- Jarré de porco com angu (preparado de fubá com água) e mostarda (trata-se de uma folha de horta um pouco amarga muito apreciada no interior de Minas).

Vejam a maravilha dos doces mineiros – nome nas fotos:

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Doces cristalizados: laranja, mamão verde, abóbora moranga, abacaxi e figo

Estes doces merecerão receitas feitas uma a uma: com tempo iremos preparando e publicando. Minha avó, nascida em Ouro Preto, fazia muitíssimo bem todos eles e tive a chance e a sorte de aprender com ela.

Festival de inverno – Cremes e caldos

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O inverno termina hoje, dia 20 de setembro, no hemisfério Sul. Certamente devem ter apreciado os nossos caldos, sopas e cremes que passamos as receitas desde maio. Publicamos 20 receitas para que vocês curtissem o inverno jantando pratos leves, nutritivos, deliciosos, pouco calóricos e muito fáceis de fazer.

Como nosso blog já é acessado em mais de 70 países, sendo que boa parte deles fica no hemisfério Norte, é tempo dos brasileiros morando fora do nosso país e das pessoas de outras nacionalidades que nos acompanham diariamente – como nossos seguidores portugueses – se interessarem por pratos leves e quentes, agora que o tempo começa a esfriar acima do Equador.

Sempre que pintar um friozinho ou uma chuvinha, é tempo para fazer e provar algumas dessas receitas que com todo o carinho fizemos passo-a-passo para vocês seguirem e animarem de cozinhar. Aproveitem!

Clique nos nomes abaixo para ver as receitas com fotos. Se quiser imprimi-las para o seu album Sal & Alho, acesse cada receita e baixe o pdf.

Cremes com legumes

1 – Creme de tomate 29/12

2 – Caldo de baroa com alho poró 30/04

3 – Creme de palmito 15/05

4 – Creme de espinafre 22/06

5 – Creme de ervilhas 19/09

6 – Caldo de batata doce com alho poró 5/07

7 – Creme de aspargos 14/07

8 – Creme de couve-flor 23/08

obs.: Cremes levam leite e/ou creme de leite na receita. Os caldos não.

Receitas tradicionais da cozinha mineira

9 –  Caldo de Inhame (ou cará) com linguiça 9/05

10 – Caldo de feijão 18/05

11 – Vaca atolada ( mandioca e carne) 23/05

12 – Canjiquinha com costelinha 29/05

13 – Maneco sem jaleco ( fubá, couve, linguiça) ou Caldo verde português 5/06

14 – Canja de galinha 14/06

15 – Caldo de abóbora com carne seca 17/08

 

Receitas de inspiração francesa

16 – Sopa de cebola à francesa 2/06

17 – Crème aux champignons 10/06

18 – Creme de queijo servido na panhoca ou pão italiano 5/08

19- Creme de feijão branco com roquefort (ou gorgonzola) 12/08

20 – Sopa de grão-de-bico à Provençal 15/09