Durban 2 – Nino’s

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Turista que vai a Durban, cidade à beira mar do lado leste da África do Sul, tem de visitar o estádio Moses Mabhida, é ponto obrigatório. Além de ser uma bela construção (e olha que nós duas, as blogueiras do Sal & Alho, somos arquitetas e fomos a esta cidade para um congresso internacional de arquitetura) ainda tem no estádio um passeio sensacional para turistas. Pois devido à esta atração, o ano inteiro visita-se o lugar. Imagina que subimos em um bondinho até o topo do estádio e descemos em uma plataforma de onde se descortina o Oceano Índico, boa parte da cidade e o amplo parque esportivo em torno do estádio.

Demoramos mais do previsto no passeio e nos veio uma fome brutal. Não gosto de fast-food, tenho sempre a impressão que a comida pesa no estômago e engorda. Porém, numa terça feira às três da tarde só havia um único local aberto e a solução foi comer lá mesmo. Tivemos uma ótima surpresa, pois veio uma comida leve e deliciosa! Lição de hoje: nunca devemos ter pré-conceitos…

Almoço no Nino’s

Trata-se se uma cadeia de restaurantes que tem várias lojas no país. No cardápio encontra-se as tradicionais opções para café da manhã e refeições rápidas, tipo saladas, burguers e pastas. O que gostei é que oferece pratos completos com frango ou carne. Veja o que escolhi na foto do topo da página. Uma feliz combinação de peito de frango grelhado, molho hollandaise com aspargos, purê de abóbora, creme de espinafre,  fritas e uma saladinha básica. Todos estes já publicamos as receitas neste blog: basta clicar e achará cada uma delas. Só faltou:

Molho hollandaise

Este molho é feito à base de manteiga e gema de ovo. Derreta 1 colher de sopa de manteiga no microondas. Reserve. Junte em uma travessinha: 1 gema de ovo (sem a pele), 1 colherinha de café de suco de limão siciliano e 1 colher de sopa de água, sal e pimenta. Bata com o batedor de ovos. Leve esta mistura ao fogo baixo, continuando a mexer, por 2 minutos. Tire a panela do fogo. Misture a manteiga bem aos pouquinhos, sem parar de mexer, até o molho ficar bem cremoso. Mantenha o molho aquecido em banho maria até a hora de servir, mas , atenção, o molho não pode ferver senão talha. Na receita do Nino’s, aferventaram os aspargos e misturaram a este molho imediatamente antes de servir, uma delícia!

Viu? Se você estiver fazendo o dever de casa direitinho e preparando nossas receitas dia a dia, quando chegar a um restaurante como este poderá dizer: olha, gente! Sei fazer tudo o que está aqui no prato que escolhi!

 

Creme de feijão branco com gorgonzola

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O feijão branco e a fava são pouco valorizados e consumidos em Minas Gerais, talvez por falta de criatividade. Uma opção deliciosa é usar o feijão branco no Cassoulet de Pato (receita francesa) , outra é usar a fava na famosa Favada Asturiana (oba, lembrei desta receita espanhola, qualquer dia desses vamos fazê-la). Na culinária portuguesa é muito usado em saladas, uma boa dica é misturar os bagos de feijão branco, cozido e temperado, com bacalhau e cheiro verde. Para dar graça ao caldo de feijão branco é interessante acrescentar linguiça e bacon. Porém, hoje vamos a uma receita que tem um gostinho sofisticado:

Creme de feijão branco com gorgonzola

Para 4 pessoas, separe: 2 xícaras de chá de feijão branco, já cozido e sem caldo,1 xícara de café de cebola batidinha, 1 xícara de café de leite e outra de creme de leite, 1 colher de chá cheia de queijo gorgonzola ou roquefort. Para o tempero, irá usar: sal, alho, noz moscada e pimenta de reino branca.

O tempo de cozimento do feijão depende muito, se é novo, vai levar pouco tempo. Geralmente é suficiente cozinhar 10 minutos na panela de pressão (conte o tempo depois que começar a apitar). Enquanto o feijão cozinha, pique uma cebola pequena e prepare o creme de queijo: pique um pedaço de gorgonzola (ou roquefort) equivalente a uma colher de sopa bem cheia e amasse. Misture com o leite e leve ao fogo ou ao microondas para derreter.

Despeje uma colher de chá de óleo ou manteiga na panela, frite a cebola e o sal com alho até dourar. Acrescente os bagos do feijão, sem o caldo e frite-os. Reserve a terça parte do feijão cozido na panela e bata o restante no liquidificador junto com o creme de queijo. Volte com o creme batido para a panela e prove o tempero. Acrescentando uma pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Deixe cozinhar mais alguns minutinhos. O ponto deve ser de creme grosso, se precisar ralear, uso o caldo do feijão e se precisar engrossar, deixe cozinhar mais, sempre mexendo com uma espátula de silicone ou colher de pau para não agarrar no fundo da panela. Um pouco antes de servir, junte 1 xícara de café de creme de leite, de preferência fresco (o creme de leite pode ser substituído por leite). Decore o creme já servido nos pratos ou cumbucas com pimenta rosa em grãos – além de ficar bonito dá um sabor especial.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Durban 1 – Cargo Hold com tubarões

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Imagine-se jantando no porão de um velho galeão tendo à sua volta imensos tubarões! Pois isto é possível em Durban. No extremo sul das praias da cidade, próximo ao centro, em uma ponta de terra entre a praia e o porto, fica um interessante ponto turístico com diversas atrações, como o uShaka Marine World, um parque temático dedicado às maravilhas marítimas, lojas e restaurantes. É um lugar muito agradável de se passear a qualquer hora do dia, inclusive à noite, pois é bastante seguro. Entre as diversos opções gastronômicas escolhemos o restaurante que fica dentro do antigo barco, não somente por ser pitoresco jantar na companhia de tubarões, arraias e outros peixes incríveis como já sabíamos que a comida era bem feita, farta e oferecida a um bom preço. Pelo cardápio constatamos que a especialidade da casa é mesmo os frutos do mar, que oferecem em diversas combinações. Confira:

 

Frutos do mar grelhados

Meu olho cresceu quando vi o prato de lagostas, camarões, mexilhões e mariscos que serviram aos nossos amigos que já estavam na mesa do restaurante Cargo Hold quando chegamos. Sorte nossa encontrá-los ali, pois a fila de espera era grande. Gentilmente dividiram conosco este primeiro super farto prato bonito e aromático e depois dividimos com eles o que pedimos em seguida. Assim comemos, fizemos um intervalo e comemos de novo! Foi uma ótima experiência, pois enquanto esperávamos calmamente o recomeço, degustamos um excelente Sauvignon Blanc, evidentemente sul-africano e nos serviram (sem cobra nada!) deliciosos petiscos com sabor de mar.

 

Gulosa? Sim, confesso que sou. Aprecio tanto cozinhar como também comer bem. Porém mantenho o mesmo peso ideal a vida toda. O segredo é um só: mesmo que tenha vontade de devorar algo delicioso, mantenha o controle: coma sempre pouco! A gente acostuma…

Safari no Tala Reserve

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Durban é uma bela cidade turística da África do Sul, com um movimentado porto e quilômetros de excelentes praias à beira do Oceano Índico. Tendo ótima estrutura viária, hoteleira, esportiva e de lazer, o ano inteiro sedia eventos de todo tipo. É vizinha ao Vale das Mil Montanhas e do território PheZulu, onde tivemos um contato próximo com os zulus, suas tradições e artesanato. Ao lado de Durban ficam algumas das conhecidas reservas que fazem parte dos Parques Nacionais, onde tivemos oportunidade de ver, no seu habitat natural – e de bem pertinho – leões, hipopótamos, rinocerontes, zebras, girafas, impalas, búfalos, avestruzes, macacos, crocodilos e muitos outros.

Escolhemos visitar o Tala Private Game Reserve, a menos de 45 minutos do centro de Durban. Além da facilidade para se ver os animais à solta em uma imensa área de natureza preservada, o restaurante e os chalés para hospedagem são de um bom gosto arquitetônico e decorativo de impressionar pelo perfeito entrosamento com a natureza e o belíssimo trabalho artesanal.

Antes de sairmos numa 4×4 com um bem informado e simpático guia, encomendamos o nosso almoço. Às três da tarde, uma deliciosa refeição nos aguardava. Veja o que comemos:

Costeleta de cordeiro com fritas

As costeletas de cordeiro servidas na África do Sul tem bem mais carne e menos gordura do que as que se comem no nosso país. No prato que escolhi (ver foto no topo da página) a costeleta veio envolvida em um suculento molho barbecue de sabor apimentado, com tudo o que se come na África. Comi com as mãos, como a muito tempo não fazia. Uma experiência deliciosa!

Cordeiro cozido com molho barbecue, menta e beterraba

Difícil interpretar o molho que veio sobre os cubos de cordeiro cozido pois os temperos que usam na típica culinária sul-africana são bem diferentes dos nossos. Parece-me ter sido feito da seguinte maneira: aproveitou-se a borra do cozimento da carne para fritar a cebola roxa cortada em fatias finas. Juntou-se açúcar mascavo para caramelizá-la. Um molho barbecue básico foi acrescentado e finalizou-se com folhas de menta fresca picadas bem miudinho. Na decoração do prato usaram rodelas de pepino em conserva.

Capetown 5 – Vinícolas

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Vale a pena ficar mais um dia em Capetown só para visitar as vinícolas. Se estiver com pouco tempo, há uma pequena região ao sul da Table Montain distante apenas vinte a trinta minutos de Waterfront. Se for passear no Cabo da Boa Esperança, saia da cidade por volta das onze horas, tome a direção de Constantia e escolha uma das vinícolas que servem almoço. Depois da refeição, prossiga o passeio, dá tempo de ir ao Cabo ver o por do sol e retornar à cidade.

Como já havíamos previsto um dia inteiro dedicado à degustação de vinhos, saímos cedo, tomamos a N1 para o noroeste e, pouco antes de chegar a Paarl, dobramos à direita na R45, tendo como objetivo ir até Franschhoek. Esta é uma graciosa cidadezinha de origem francesa, fundada pelos huguenotes obrigados a deixar a França em 1685 por causa da perseguição religiosa. Ali fundaram uma comunidade que veio a produzir os primeiros vinhos do sul da África. Hoje é um famoso reduto de eno-gastronomia de influência francesa, com lojinhas, pequenos hotéis, cafés e restaurantes charmosíssimos. A região tem uma rota de vinhos bem organizada que conta com mais de cinquenta vinícolas.

Felizmente fomos com uma lista de vinícolas indicadas pela filha casada que lá esteve no ano passado com o marido gaúcho, apreciador de bons vinhos, com bastante tempo para conhecerem a região. Visitamos quatro vinícolas, e escolhemos duas delas para apresentarmos a vocês.

Vrede en Lust

Logo à entrada há um bar restaurante. Pelo horário, ainda cedo para o almoço, pedimos uma tábua de frios para acompanhar a degustação dos vinhos da casa. Além de ser uma vinícola famosa, ainda produzem um pão maravilhoso na padaria ao lado do restaurante. Veio uma cesta de pães recém assados e uma tábua cujo destaque foi a excelente qualidade do presunto cru. Três tops: manteiga da fábrica ao lado, um chutney de figos com pinoles e outro de beterrabas. Para se fazer um chutney prepara-se uma calda de vinagre de vinho tinto ou branco e açúcar mascavo, temperada com gengibre e outras especiarias, como cravo e canela, por exemplo. Então mistura-se a fruta cortada em lasquinhas ou ralada e deixa-se apurar (secar a calda) até o ponto de geleia. Como ambos tinham o paladar bem suave, percebi que na receita não tinha cebola, alho e pimenta, como levam os chutneys indianos. Vamos tentar reproduzir a receita e repassar para vocês. Repare nos figos, como os nossos, misturados ao presunto e à copa (semelhante ao nosso salaminho).

Tábua de frios

Tábua de frios

 

Delaire – Graff Estate

 

Chegamos à esta chiquérrima vinícola ao final da tarde e ficamos a ver o magnífico por do sol até escurecer por completo. Da sede fazem parte: o salão de degustação, dois restaurantes – o Indochine especializado em culinária asiática e o Delaire Graff, um bistro-chic – a adega de vinhos especiais e ainda um spa e área de hospedagem com apenas dez exclusivíssimos lodges. Ambientes do mais fino gosto e sofisticação. A vista para o vale e as montanhas é deslumbrante. Tanto nos ambientes internos quanto nos externos pode-se apreciar obras de arte singulares. Amei tudo!

Pelas fotos vocês podem ter uma ligeira ideia do lugar. Para lua-de-mel é perfeito! Acesse www.delaire.co.za e me dê razão.

Mousse de chocolate rápida

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Tenho colecionado durante a vida diversas receitas de mousses de chocolate, pois é uma sobremesa que a minha família adora.  A que passo hoje para vocês é a mais simples de fazer. Todas as vezes que a fazemos em casa, a travessa volta da mesa raspada até o último vestígio de chocolate. Veja como é simples:

Mousse de chocolate

A mousse fica muito mais gostosa se feita com chocolate em barra. Prefiro o meio-amargo da Nestlé – são 150 gr. que você irá gastar. Vai usar também: 1 lata de leite condensado (395 gr.),1 lata ou caixa de creme de leite (250gr.), 3 claras de ovos ( 4 claras se o ovo for pequeno) e 1/2 sachê de gelatina em pó incolor.

Primeiro misture o pó da gelatina com 1 colher de sopa de água e leve por 30 segundos ao microondas para derreter. Reserve. Corte 150 gr. da barra de chocolate e leve ao microondas em uma travessa de louça ou pirex por 1 minuto. Misture, veja se está todo derretido e reserve.  Rale o equivalente a 3/4 de xícara de café de chocolate para a cobertura. Reserve. Tome o recipiente maior da batedeira e coloque o leite condensado com o creme de leite.  Bata em baixa velocidade. Junte o chocolate, torne a bater. Em outro recipiente, bata as claras em neve. Junte as claras batidas à mistura de cremes e chocolate e misture devagar e de leve. Por último, junte a gelatina e misture bem, de leve. Coloque na travessa que irá servir. Por cima, espalhe o chocolate ralado. Leve à geladeira por aproximadamente 5 horas antes de servir.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Capetown 4 – V&A shopping – Willoughby&Co.

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Retornamos ao Victoria & Albert Waterfront, desta vez ao shopping, para umas comprinhas, afinal…duas mulheres juntas, já viu, né? Quem resiste? Era a terceira vez que passávamos , em horários diferentes, pelo largo corredor que dá acesso à saída 9 para o estacionamento e notamos, mais uma vez, haver uma fila imensa para entrar no espaço fechado, cheio de mesas no meio deste corredor, em frente a uma mercearia – a Willoughby & Co. Bom sinal, pensei. A comida deve ser boa e barata. O ambiente estava animado, gente de todas as idades, conversando em vários idiomas. Espiamos dentro da mercearia, estava lotado, avaliei que haviam mais de cem pessoas às 18 horas. Voltamos às 20 horas, haviam só dez pessoas na fila. Ofereceram-nos uma taça de vinho e logo tomamos lugar numa das mesas coletivas da parte interna. Um tanto barulhenta, mas achei bom porque ficava entre as duas cozinhas – a japonesa e a de frutos do mar. Do nosso assento, pudemos acompanhar o intenso movimento dos sushimen japoneses de um lado e de três funcionários do outro lado, usando os tais chapéus de chef: um africano altíssimo de pele tão escura que chegava a ser azul, um branquelo de cabelo ruivo, também bem alto e uma moça oriental bem baixinha. Riam o tempo todo, enquanto conversavam e coordenavam com eficiência uma equipe de cozinheiros na cozinha adjacente e soltavam os pedidos para os garçons. Artistas.

 

O cardápio oferecia desde variedades surreais de comida japonêsa até todo tipo de frutos do mar e ainda carnes tradicionais e caças. Fui dar uma volta para ver o que as pessoas estavam comendo( sempre faço isto, despistadamente). A maioria delas, degustava sushis, sashimis, tempuras e yakisobas muito originais e lindos, veja alguns nas fotos abaixo:

A mercearia vende peixe fresco, que você escolhe e preparam na hora. O peixe é empanado e grelhado, vem com um molho de manteiga com ervas, acompanhado de batatas douradas. É preparado e vem direto à mesa em uma caçarola, servido individualmente – uma panela só para você! É o verdadeiro charme do restaurante!

 

Quase pedi o peixe do dia- Kinglip – mas não resisti a uma bacia de frutos do mar que vi passando. Perguntei o que era. Paella! ( veja foto do topo da página). Pedimos uma para duas pessoas- dava para quatro. Foi com muito, muito pesar, que fui obrigada a largar parte dos mariscos para trás. Fui ao balcão da cozinha ver como a preparavam. Diferente da Paella Valenciana que faço em casa e que já publicamos, lá fazem um arroz com açafrão que colocam no fundo da bacia. Por cima, colocam os frutos do mar. São feitos na grelha – uma enorme chapa de fogão industrial. À medida do cozimento, regam com azeite de ervas. Este você pode fazer misturando o azeite com ervas secas aromáticas.

À parte, ainda havia opções de sobremesa irresistíveis, ainda mais quando você as vê no prato do vizinho. Como desde criança acho que no estômago temos dois departamentos separados, um para salgados, outro para doces, atacamos as sobremesas. Já testamos a receita do bolo de chocolate vermelho (Red Velvet) e vamos fazê-lo para o blog qualquer dia desses. Quanto ao brownie, vamos pesquisar receitas, testá-las e escolher a melhor para o blog. Aguardem!

Uma boa surpresa nos esperava ao final: o preço precinho, a terça parte do que pagaríamos no litoral do Brasil. Indicamos!!!