Pudim de claras

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Esta é mais uma das deliciosas receitas de sobremesa tradicional mineira cuja origem é portuguesa. Tem um detalhe interessante – diferente do Quindim, do Papo de anjo, dos Pastéis de Belém e de Santa Clara, dos Ovos moles e de tantas outras sobremesas feitas com gemas, este pudim é feito só com claras. Contam que em Portugal as freiras dos conventos engomavam com claras de ovos seus hábitos, as roupas dos padres e dos bispos e ainda as toalhas usadas nas liturgias da igreja. Como sobravam muitas gemas, inventaram muitos doces para aproveita-las. Só que um dia pode ser que não tinha mais roupa para engomar e resolveram usar as claras para fazer pudim! Tem outra peculiaridade interessante: para o pudim crescer é melhor que seja feito na semana da lua cheia! A receita é muito fácil mas tem de ser bem feita.

Pudim de claras

Para o pudim vai precisar de 10 claras e de 2 xícaras de chá cheias de açúcar refinado. Tem gente que junta às claras um tico de sal. Na minha receita particular eu gosto de misturar ao merengue as raspas de 1 limão tahiti para quebrar um pouco o sabor muito doce. Para a calda vai usar 1 xícara de chá de açúcar e 1/2 xícara de água fervente.

É necessária uma boa batedeira (eu uso a Planetária da Arno) ou um pulso muito forte! Bata na velocidade 5 as claras em neve, bem firmes. Baixe para a velocidade 3 e vá acrescentando o açúcar até obter um merengue denso e perfeito. Misture as raspas de limão com uma espátula, levemente.

Ligue o forno a 180 graus e esquente 1 litro de água para o cozimento do pudim no forno, no processo chamado de banho maria. Separe uma forma de número 22, daquelas de furo no meio e uma assadeira alta que caiba a forma.

Faça a calda de açúcar. Coloque o açúcar em uma panela e mexa sem parar com uma colher até que o açúcar derreta por igual e tome a cor de caramelo. Despeje a água quente (cerca de 1/2 xícara de chá) pelas beiradas, com cuidado, e deixe que incorpore ao açúcar até obter uma calda líquida e cristalina. Desligue. Imediatamente, tome a forma e deite a calda dentro dela, de modo a deixa-la forrada com uma camada de calda nas laterais e no fundo. Use um pincel grosso para espalhar bem. Despeje o merengue, bata nas laterais para a massa se acomodar e nivele. Coloque a forma na assadeira e esta no forno. Despeja a água quente na assadeira até 1 dedo abaixo da borda. Deixe assar por cerca de 25 minutos ou até ver que o pudim ficou levemente corado, de cor rosada. Retire do forno e coloque a forma sobre o fogão ou em uma superfície que não seja fria. Deixe esfriar. 

Coloque a forma na geladeira coberta por filtro plástico até pouco antes de servir. Então passe uma faca molhada (sem água escorrendo!) nas bordas externas e internas para soltar o pudim. Escolha um prato de bolo e coloque-o sobre a forma. Vire o conjunto. Se a calda ficar no fundo da forma, esquente-a ligeiramente e derrame-a sobre o pudim. Se não for servir imediatamente, volte para a geladeira.

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Rabanadas deliciosas da nossa infância

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Acredita que esta receita tem mais de quatrocentos anos? Ora, pois, pois! Faz parte da tradição portuguesa de Natal e também das festividades natalinas de outras terras, como Espanha e México.

Agora que você vai saber fazer esta receita rápida e deliciosa, que aproveita pão dormido e outros ingredientes básicos que sempre temos em casa, estreie na manhã do dia 25 de dezembro mas…pode continuar fazendo o ano inteiro!

 Separe quatro pratos fundos, uma frigideira baixa e larga e uma espátula.

Vai precisar de pão dormido, leite, açúcar, canela, ovo, manteiga e papel para retirar o excesso de gordura.

Corte o pão de trigo comum – pãozinho de sal ou francês – em fatias de 1 cm; pode cortar atravessado para as fatias ficarem maiores.

Para uma porção de 6 a 8 fatias:

Em cada um dos pratos coloque: 1o. – uma xícara de leite, 2o. – um ovo inteiro batido, 3o. – uma colher de sopa de açúcar refinado (pode ser meia a meia com açúcar mascavo) e uma colher de café de canela , 4a. – papel toalha.

Esquente a frigideira com uma colher de sopa de manteiga. Passe cada fatia de pão dos dois lados, primeiro, ligeiramente no leite só para umidecer, depois rapidamente no ovo batido, tirando o excesso com os dedos. Disponha na frigideira de modo a ficar uma ao lado da outra. Deixe fritar até dourar o lado de baixo, vire com a espátula e deixe corar do outro lado. Retire e passe para o  papel toalha. Vire de um e do outro lado e imediatamente passe na mistura de açúcar com canela.  Frite em conjunto de seis a oito fatias ( ou o que couber na frigideira em uma única camada). Entre uma e outra fritada, retire a panela do fogo para esfriar um pouquinho e renove a manteiga.

O segredo é fazer bem rápido para que consiga levar à mesa todas quentes. Bom demais para comer com café!

 Quando meus filhos eram pequenos eu fazia com eles uma linha de produção: uma no leite, outra no ovo,  eu na frigideira e o mais velho no papel e no açúcar.  Era uma diversão e tanto! Lembranças gostosas que não esqueceremos nunca!

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