Pato ao tucupi

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Com uma das minhas filhas, que contribuem com este blog, morando em Marabá, a segunda maior cidade do Estado do Pará, no Norte do Brasil, teremos aqui receitas genuínas da maravilhosa culinária paraense. Hoje começamos com a mais tradicional e famosa das receitas dessa tão elogiada gastronomia. E, desde que consiga obter os ingredientes, é bem fácil de ser feita. A receita é preparada com dois produtos típicos do Pará: o tucupi, um suco fermentado de mandioca, e o jambu, uma folhagem verde escura que formiga na boca, dando uma sensação picante semelhante a uma leve anestesia.

Pato ao tucupi

Para 4 pessoas vai precisar de um pato inteiro (ou quatro coxas grandes), 1 molho (ou amarrado de folhas de jambu), 2 a 3 tomates e 2 cebolas. Sal, alho e pimenta.

Compre um pato inteiro, já depenado e limpo. Corte-o como um frango: primeiro corte fora o pescoço e os pés, depois quebre as juntas e retire as sobrecoxas junto com as coxas. Abra, por cima, a carcaça ao meio e corte os peitos, um de cada lado, rente ao osso. Retire o excesso de pele e gordura das peças e tente retirar o restante da carne dos ossos, em pedaços grandes. Passe os pedaços na água quente com vinagre e escorra bem. Tempere com sal, alho e pimenta. Deixe no tempero por 1 1/2 hora.

Ponha o frango para cozinhar na pressão por 30 a 50 minutos, dependendo da idade e do tamanho do pato. Enquanto isto, ferva 1 litro de tucupi por 15 minutos. Pique os tomates e a cebola.

Separe as folhas do jambu, lave-as e coloque-as dentro de uma panela com um pouco de água quente, a conta de cobri-las pela metade. Tampe para abafá-las, por 10 minutos.

Em uma panela grande, doure a cebola picadinha no óleo ou azeite e junte o tomate picado. Regue com o caldo de tucupi para fazer o caldo. Coloque as partes do pato já macio e cubra com as folhas de jambu. Prove o caldo e retifique o tempero, colocando pimenta malagueta ou dedo de moça, à gosto. Assim que ferver, está pronto. Sirva acompanhado de arroz branco.

 

Jantar à Nova York dos anos 1960

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Nestes tempos difíceis, com o mundo cada dia mais complicado, dá vontade de brincar de reviver épocas gloriosas do passado, só para curtir uma noite descontraída com os amigos, ao som de Frank Sinatra. Imagine-se em uma festa na Nova York dos anos sessenta! No Waldorf-Astoria Hotel, na Park Avenue: chics & famosos vestidos a caráter, servindo-se do coquetel Manhattan que jorra de uma fonte dourada no meio do grande salão repleto de lustres de cristal! Vamos montar um cardápio com pratos clássicos que fizeram sucesso nessa época e continuam a ser copiados até hoje? Não pode faltar a salada que leva o nome do hotel. Como prato principal, Surf n’Turf, outra receita criada para a grã-finagem de NY. Dessert? Cheesecake, minha receita americana predileta.

 

Salada Waldorf

Ingredientes: 2 maçãs verdes e aipo picados, em partes iguais; nozes picadas. Molho supremo: 1 xic. de café de creme de leite, a mesma quantidade de maionese; 1 col. de sopa de vinagre de maçã, a mesma quantidade de azeite; pitadas de açúcar e de sal, gotas de suco de limão, uma poeira de pimenta do reino branca.

Modo de fazer: misture tudo e sirva fria em taças individuais.

 

Surf n’Turf

Este nome denomina receitas feitas com partes nobres de carne de boi e frutos do mar. A receita tradicional é feita com T-Bone Steak e calda de lagosta.

Ingredientes: 1 peça de carne por pessoa, sal e pimenta do reino; 1 calda de lagosta, com a casca, cortada ao meio no sentido longitudinal, para cada 2 pessoas, sal e limão para temperar; ervas finas.

Modo de fazer: Tempere com meia hora de antecedência. Escolha uma frigideira antiaderente, pincele com azeite para cocção e deixe aquecer. Coloque as peças de carne (no máximo três por vez) e aperte-as de modo a ter certeza que toda a peça está em contato com o fundo da panela. Deixe emergirem gotículas de sangue na parte superior da carne. Confira na lateral da peça se ela está corada até a metade. Vire e repita o procedimento. A carne deve ficar bronzeada por fora e vermelha por dentro sem, no entanto, apresentar-se crua. Ao mesmo tempo, em outra frigideira, aqueça a manteiga. Doure as caldas de lagosta, regando-as com a manteiga. Montagem do prato individual: Disponha a peça de carne com a lagosta por cima. Salteie rapidamente as ervas na manteiga e imediatamente cubra a lagosta e a carne. Gosto de servi-lo com batatinhas douradas com ervas finas e mix de cogumelos salteados na manteiga.

 

Cheesecake

Base:

Ingredientes: 160. gr. de biscoito maisena, 75 gr. de manteiga derretida, 1 col. de café de canela.

Modo de fazer: Bata no processador, pincele com manteiga uma forma 24 que solte o fundo, forre o fundo com a massa e nivele.

Creme:

Ingredientes: 600 gr. de cream cheese Philadelphia, 1 xic. de chá de açúcar refinado, 1 col. de sopa de baunilha, 1 col. de sopa de creme de leite + 1 col. de sopa de leite, 3 gemas e raspinhas de casca de limão; 3 claras.

Modo de fazer: Bata na batedeira o cream cheese com o açúcar. Junte os demais ingredientes. À parte, bata as 3 claras até ficarem brancas. Junte tudo delicadamente, despeje na forma, asse a 150O por 30 min. ou até corar. Depois de fria, coloque na geladeira por 4 horas.

Cobertura:

Ingredientes: coulis de frutas vermelhas

Modo de fazer: espalhe o coulis sobre a torta fria. Sirva em um prato de bolo alto. Se preferir, faça tortinhas individuais, com a da foto.

Caldo de tomate à portuguesa

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Existem receitas que ficam em nossa memória afetiva para sempre. Quando, na aula de culinária, fiz esta receita para os meus alunos, muitos deles se lembraram da infância, do caldo de tomate com ovos que a avó fazia. E este foi exatamente o meu caso! Poucos dias antes, alguém me perguntou o que eram ovos escalfados e eu me lembrei da sopa da vovó Lana que, aliás, não só preparava para nós esta deliciosa sopa como muitas outras receitas de família, de origem portuguesa. Então, primeiro, aprenda a fazer um ovo escalfado ou, se preferir a tradução francesa, um ovo poché. Veja aqui a dica de como fazê-lo.

Caldo de tomate com ovos escalfados

Primeiro faça um molho de tomates. Se não quiser fazê-lo, pode substitui-lo por tomate pelati italiano em lata (até o item 4)

  1. Compre tomates tipo italiano maduros e perfeitos. Se possível, deixe que acabem de amadurecer ao sol. Costumo fazer o molho com 2 ou 3 kg de tomates.
  2. Lave-os bem e faça em cada um deles um corte superficial em formato de cruz. Em uma panela com água fervente, vá colocando-os em imersão e retirando-os assim que a pele começar a se soltar. Leve-os sob água fria e termine de despelá-los. Corte-os em quatro e retire as sementes e partes brancas.
  3. Coloque os tomates despelados e cortados em uma panela grande. Deixe que desmanchem, sem acrescentar água, até formar uma pasta “pedaçuda”.
  4. Corte bem miúdo uma cebola grande para cada quilo de tomate. Separe uma colher de café de sal com alho por quilo de tomate (vai ficar suavemente temperado). Corte também salsinha e cebolinha verde bem miúdo, na quantidade de uma colher de sobremesa por quilo de tomate.
  5. Em outra panela, deite uma colher de sobremesa de azeite por quilo de tomate e deixe amolecer a cebola. Frite o sal com alho e junte as ervas. Acrescente os tomates já quase cozidos (como vêm na lata de tomate pelati – neste caso, acrescente 1/2 colher de café de açúcar para cada lata, para tirar a acidez). Mexa bem e deixe o molho terminar de cozinhar, acrescentando água fervente, se necessário, até o ponto de molho.

Agora, o Caldo de tomates: 

Para cada pessoa, separe 2 xícaras de molho de tomate e 1/2 batata inglesa já cortada em cubos e cozida ao dente. Leve o molho ao fogo e junte os cubos de batata. Deixe ficar bem quente e então acrescente um pouco de amido de milho misturado com água para obter a consistência de caldo. Mexa bem. Prove o tempero, colocando mais sal e também pimenta, caso queira.

À parte, corte um pedaço de linguiça tipo calabresa* em cubinhos ( o equivalente a 1/2 xícara de café por pessoa), coloque-os para ferver em pouca água e deixe a água secar completamente, de modo que os cubinhos sejam fritos na própria gordura da linguiça.

Corte cebolinha verde (o equivalente a 1/4 de xícara de café por pessoa).

Com o caldo já aquecido e a linguiça e a cebolinha verde já prontas para irem à mesa, em vasilhames separados, faça os ovos escalfados – um para cada pessoa.

Sirva o caldo imediatamente, bem quente, em cumbucas ou pratos fundos, da seguinte maneira: coloque em cada recipiente um ovo, derrame o caldo por cima e enfeite com os cubinhos de linguiça e a cebolinha verde. Sirva acompanhado de pão.

  • Há receitas em que se usa bacon ao invés de linguiça

Ovo poché

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Esta maneira de se cozinhar um ovo é bastante saudável pois não se usa qualquer tipo de gordura, seja óleo, azeite ou manteiga. Na França é muito popular comer-se ovos beneditinos no brunch de domingo ou no pequeno almoço. A receita clássica, também comum nos Estados Unidos, é servir ovos pochés sobre uma fatia de pão coberta com fatias finas de presunto cru ou salmão defumado. Por cima dos ovos, vem uma boa colherada de creme holandês ( feito à base de gemas, manteiga, limão e sal).

Dica de como fazer um ovo poché perfeito:

Separe um ovo, uma panela com cerca de 20 a 25 cm. de diâmetro, uma xícara, um fouet ( batedor de ovos manual com espiral ), uma escumadeira e um pratinho coberto com um guardanapo.

Encha a panela de água até a metade e leve-a ao fogo alto até que a água comece a borbulhar. Quebre o ovo dentro da xícara. Bata energicamente a água com o fouet na posição vertical, rodando-o no sentido horário até formar um redemoinho. Assim que notar um buraco no meio da água, coloque ali o ovo, delicadamente, para não romper a pele da gema. Abaixe o fogo para  a temperatura média e deixe que o ovo cozinhe até o ponto desejado. Retire-o cuidadosamente com a escumadeira e coloque-o sobre o guardanapo para retirar o excesso de água. Sirva imediatamente.

Brownie

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Um brownie é um sonho e um pesadelo. É tão, mas tão gostoso que só de pensar em comer um pedaço desse bolinho de chocolate quentinho junto com sorvete de creme parece que estamos sonhando no paraíso. Mas assim que começamos a comer vira um pesadelo porque queremos comer até o último pedacinho! Mas para tudo tem solução: chame sua família e seus amigos para saboreá-los juntos. Assim cada um come o suficiente para não ficar com a consciência pesada e todos ficarão felizes!

Brownie

Sinto muito, mas não dá para fazer esta receita só com as nossas medidas comuns aqui no blog: xícaras e colheres. Para ficar perfeito tem mesmo que pesar alguns ingredientes. Vamos lá: 200 gr. de manteiga, 
170 gr. de chocolate meio amargo, 
3 ovos, 
1 1/2 xícara de chá de açúcar; 
2 xícaras de chá de farinha de trigo, 
3 colheres de chá de fermento em pó
e 170 gr.  de nozes picadas. 
Manteiga e farinha da trigo para untar e polvilhar.

Primeiro pré aqueça o forno a 180°C (temperatura média). Unte uma assadeira média com manteiga e polvilhe com farinha de trigo.
 Reserve.

Tome uma travessa e uma peneira larga e passe a farinha e o fermento em pó da peneira para a tigela. Misture e reserve.

Para derreter o chocolate amargo em banho-maria, escolha uma tigela de vidro (ou de inox) que se encaixe sobre uma panela. Pique o chocolate. Transfira os pedaços para a tigela e junte a manteiga.
 Sobre a água em fervura, no fogo baixo, vá misturando o chocolate com a manteiga, com uma espátula, até que derreta. Reserve.

Em uma batedeira, junte o açúcar e os ovos. Bata em velocidade alta até que a mistura fique esbranquiçada. Desligue a batedeira e, aos poucos, misture com uma espátula o chocolate derretido.

Adicione, aos poucos, a mistura de farinha e fermento com a massa de chocolate. Acrescente as nozes picadas, mexendo delicadamente. Transfira a massa para a assadeira untada.

Leve ao forno por cerca de 20 minutos. Depois do bolo assado (faça o teste do palito), corte-o em quadrados de aproximadamente 5 cm. de lado. Polvilhe com açúcar e canela ( ou chocolate em pó).  Sirva ainda quente com sorvete de creme ou de menta.

Se quiser fazer brownies recheados, corte-os ao meio depois de prontos e recheie com doce de leite, mousse de chocolate ou o sabor de sua preferência. Se fizer brownies de vários sabores pode pincelar por cima, para diferenciá-los, com um toque do recheio.

Peixe a cinco ervas

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Além de ser muito fácil e rápida de se fazer, esta receita de peixe inteiro assado tem uma bela apresentação. Outra vantagem é que não precisa ser feita imediatamente antes de servir: o peixe já assado aguenta ficar no forno, já desligado, por até 1 hora para depois ser aquecido na hora de servir. Assim você pode receber os seus convidados sem ficar de castigo na cozinha tomando conta da comida.

 Peixe assado recheado e temperado com cinco ervas

Escolha um peixe fresco inteiro de tamanho médio – entre 1,5 e 2,5 quilos. Calcule 200 gr. por pessoa. Peça ao peixeiro para passar uma faca no couro para retirar as escamas e para abri-lo apenas por baixo e limpá-lo bem, retirando os ossos da coluna dorsal e as vísceras. Ao chegar em casa, lave-o bem e seque-o com um pano. Guarde-o em um saco plástico. Se puder prepará-lo sem ter que ir à geladeira, muito melhor. Mas se for usar no dia seguinte, ou ainda depois, congele-o tomando cuidado para que não deforme. Antes do preparo, deixe o peixe descongelar naturalmente, o que pode levar de 4 a 6 horas.

Recheio do peixe: dentes de alho cortados ao meio; cebolas brancas, alho poró e tomates maçã cortados em fatias finas.

Meia hora antes de colocar o peixe no forno, escolha uma assadeira grande (que caiba o peixe todo) e forre-a com uma folha grande de papel alumínio – o suficiente para envolver todo o peixe. Ponha-o sobre a folha de alumínio ( com o lado brilhante para cima) e passe uma camada de sal por fora e por dentro.

Abra o peixe e regue o interior todo com azeite. Recheie com a cebola, o alho poró, o tomate e por cima, o alho, dispondo-os apenas na parte inferior do peixe. Pique as cinco ervas: salsinha, cebolinha, coentro, hortelã e manjericão. Distribua-as sobre a camada já feita. Feche bem o peixe, regue-o com azeite por fora e envolva-o com o papel alumínio, fechando bem as bordas.

Pré-aqueça o forno a 250 graus e ponha o peixe para assar. Depois de 30 a 40 minutos verifique se está assado: a carne deve estar completamente branca e macia. Antes de servir, retire a pele raspando-a com uma faca. Despreze a pele e o papel alumínio e transfira o peixe para uma travessa com a ajuda de uma tábua fina de polipropileno. Sirva imediatamente.

Salada de camarões no abacaxi

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Quando quiser uma salada de efeito para impressionar seus convidados em um almoço ou jantar de verão, ofereça esta salada servida dentro do abacaxi. Querendo sofisticar, reserve as coroas dos abacaxis para decorar, inclusive colocando as metades dos abacaxis sobre folhas de palmeira, entre strelitzas ou outras flores tropicais. Imagine como ficará lindo!

Salada de camarões servida no abacaxi

Preparo dos abacaxis: escolha os pequenos para não ter que servir uma porção exagerada de salada para cada pessoa. Retire a coroa fazendo um corte reto para que depois possa colocá-la em pé para decorar. Parta o abacaxi ao meio e retire a polpa. Cada abacaxi dá para 2 pessoas. Deixe a polpa no freezer por 15 minutos para ficar mais fácil de cortar. Retire a parte central mais dura e corte em cubos de 1,5 cm. de lado. Deixe-os escorrendo em uma peneira.

Outros ingredientes – para cada 4 pessoas, ou 2 abacaxis, separe: 2 talos de aipo (ou salsão), 2 maçãs verdes, ¼ de cenoura, folhas de hortelã. Mais 4 a 6 camarões por pessoa, dependendo do tamanho. Para o molho: 2 colheres de sopa de maionese, a mesma quantidade de creme de leite sem soro, 1 pitada de açúcar e outra de sal.

Corte os talos de aipo em cubinhos de 1 cm. de lado. Raspe e corte as cenouras em cubinhos bem pequenos, de ½ cm. de lado. Prepare o molho misturando os ingredientes. Junte o aipo, a cenoura e o abacaxi escorrido. Misture com cuidado.

Descasque e corte as maçãs em cubinhos de 1 cm. de lado e vá juntando à salada a medida que for cortando, para não escurecer. Por último, junte as folhinhas de hortelã rasgadas. Misture e coloque dentro dos abacaxis. Deixe na geladeira até a hora de servir.

Limpe os camarões e deixe a cauda. Afervente-os ligeiramente na água com sal, de modo a deixá-los ao dente. Antes de servir, distribua os camarões, ainda mornos, sobre as metades dos abacaxis com a salada já fria.

Fettuccine na tinta de lulas com molho de camarões

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Certamente você já viu em fotos de revistas ou comeu em algum restaurante sofisticado massa (ou pasta) feita com tinta de lulas. É aquela bem escura, quase preta. Na Itália e na Croácia é mais comum de ser encontrada pela facilidade do mar próximo, onde a lula é abundante. Mas no Brasil? Aqui a lula é cara!

Foi a primeira vez que o trio do blog salcomalho.com fez essa massa pois foi o meu pedido de jantar de aniversário para as duas filhas gourmets. Depois de termos provado a maravilha ( com o sabor muito diferente das que já comi) pensei bem e cheguei à conclusão que todas as massas com tinta de lula que já comprei provavelmente eram apenas tingidas para ficarem escuras. Sabem porque? Uma lula grande só dá para tingir aproximadamente 60 gr. de massa, ou seja, são quase 2 lulas por pessoa. Imagine o preço de um pacote de 500 gr.! E também não haveria lulas suficientes nos mares para tingir a quantidade de massa à base de tinta de lula que tem à venda!

Fettuccine na tinta de lulas com molho de camarões

Primeiro limpe as lulas e retire a tinta. Veja aqui como fazer.

Preparo da massa caseira

A receita da massa é a mesma que utilizamos sempre* – veja aqui a receita básica-, com uma pequena alteração: misture a tinta de lula com os ovos antes de adicionar ao restante dos ingredientes.

Misture tudo até ficar uniforme (mãos na massa) e forme uma bola. Enrole-a em plástico filme e deixe descansar por meia hora. Depois é só abrir com a máquina ou um rolo e cortar no formato de fettuccini (abra a massa em lâminas longas de mais ou menos dois milímetros de espessura e, com uma faca, corte-as em tiras com pouco mais de um centímetro de largura). Deixe as tiras de massa secando por 1 hora, de preferência em um varal. Esfarinhe-a depois de seca. Obs: Você pode guardar a massa pronta dentro de um saco plástico, em local fresco e seco, para usá-la depois, dentro da mesma semana.

*Nesta receita usamos: 200 gr. de farinha de trigo de grano duro, 200 gr. de farinha de trigo comum, 4 ovos, 1 colher de sopa de azeite e 1 colher de chá de sal. O total dá aproximadamente 500 gr. de massa, suficiente para 6 pessoas.

Preparo do molho

Como o molho gasta 10 minutos para ficar pronto (depois de ter deixado o camarão no tempero por 15 minutos), prepare-o pouco antes de servir.

Ingredientes para 6 pessoas: 1 quilo de camarões limpos, 600 gr. de vôngoles limpos (fora das conchinhas), sal e limão, 2 colheres de sopa de azeite, 1 talo grande de alho poró, ½ colherinha de café de sal com alho, 1 pitada de pimenta branca.

Tempere os camarões e os vôngoles, separadamente, com sal e limão. Deixe por 15 minutos. Corte o alho poró em fatias finas.

Em uma frigideira, frite os camarões em um fio de azeite quente até ficarem vermelhos. Coloque mais um pouquinho de azeite no centro da panela, frite o sal com alho e, em seguida, o alho poró, até que amoleça. Coloque os vôngoles na panela, misture tudo e deixe o vôngole dourar. Regue com o restante do azeite. Tempere.

Finalização:

Meia hora antes de servir esquente água em uma panela grande. Assim que ferver, jogue um punhado de sal. Quando levantar fervura de novo, coloque toda a massa e deixe cozinhar até ficar ao dente. Atençao: massa fresca cozinha bem depressa! Escorra e misture imediatamente com o molho já pronto.

Ao servir à mesa, cubra o prato com uma leve camada de queijo pecorino ou parmesão ralado.

Na Itália, é costume servir a pasta acompanhada de pão para que você possa raspar o prato até o último vestígio do molho!

Dica: Limpeza de lulas e preparo da tinta

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Se você quiser tingir uma pasta (ou massa) com tinta de lula, saiba que é um processo trabalhoso, mas o resultado vale muito a pena! A massa irá adquirir uma cor bem escura e, quanto ao sabor, nem se compara com a pasta comprada pronta. É simplesmente deliciosa!

Limpeza da lula e preparo da tinta:

Para tingir 500 gr. de pasta (que dá para 6 pessoas), compre 8 lulas grandes inteiras. Peça ao peixeiro que manuseie com cuidado para não estourar os sacos de tinta por acidente.

Primeiro lave-as bem. Para limpar a lula, use luvas de borracha para não tingir as mãos caso algum saco de tinta estoure. Coloque-as dentro de uma bacia e siga o passo-a-passo abaixo com cada uma delas, com cuidado:

– Identifique onde está a cabeça e puxe-a delicadamente, separando-a do corpo. Os órgãos internos devem sair com ela. Reserve a cabeça para extrair a tinta.

– Separe os tentáculos da cabeça cortando-os abaixo dos olhos (na culinária gourmet tentáculos valem ouro, portanto separe-os e congele para serem aproveitados em outra receita, como um risoto).

– Note que na cabeça, entre outras partes, tem um saco prateado com um líquido escuro dentro. Essa é a tinta (e tinge mesmo – cuidado com a roupa!) Esprema, com cuidado, em um recipiente à parte. Reserve.

– Descarte a cabeça e as vísceras.

– Na parte interna do corpo, existe uma estrutura de cartilagem transparente (parecendo plástico). Puxe-a, enfiando os dedos dentro do corpo. Certifique que não ficou nenhum outro pedaço (se precisar vire do avesso).

– Despele a lula. Raspe a superfície externa com a ponta da faca para retirar as manchas. A carne é branca e escorregadia. Lave-a novamente e congele para usar em outra receita.

 

Obs.: É possível adquirir a tinta de lula em empórios ou supermercados gourmet, e até pela internet (caso só encontre a lula já congelada ou não consiga extrair a tinta). Costuma ser vendida em saquinhos de 10 gramas, suficiente para 300 gr. de massa.

 

Torta de Nutella e cream cheese

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Sabe aquela torta que a gente come revirando os olhos e diz: Nossa, que torta dos deuses? Pois é essa! Só de escrever a receita já fico com água na boca! E a grande vantagem é que não dá trabalho pra fazer! Muito fácil. A torta tem uma base feita com biscoito, um creme leve no meio e cobertura de chocolate. Experimente logo!

Torta de Nutella e creamcheese

Para a base vai precisar de: 160 gr. de biscoito maisena ( ¾ de um pacote), 75 gr. de manteiga sem sal, 1 colher de sobremesa de avelã triturada e 1 colher de chá de mel.

Para o creme: 250 gr. de Nutella e 250 gr. de cream cheese.

Para a cobertura: 150 gr. de chocolate meio amargo e 1 xícara de café de creme de leite

Pré aqueça o forno a 180 graus.

Para preparar a base, triture o biscoito no processador e misture com a avelã, a manteiga e o mel. Reserve. Escolha uma forma, dessas que soltam o fundo, com diâmetro de 24 cm. ou então pode fazer tortinhas em formas menores. Pincele manteiga derretida no fundo e nas laterais da(s) forma(s). Forre com a mistura de biscoito e nivele com uma colher. Limpe as bordas.

Leve ao forno por 10 minutos ou até verificar que a massa está dourada. Retire e deixe esfriar dentro da forma.

Para fazer o creme, misture o cream cheese com a nutella até obter uma mistura uniforme.

Despeje o creme sobre a base que já está na forma. Nivele. Leve à geladeira, coberta com filtro plástico, por 4 horas para endurecer.

Enquanto isso, retire lascas da barra de chocolate meio amargo com a ajuda de uma faca (veja a foto).

Derreta o restante do chocolate no micro ondas ( coloque por 2 minutos em uma tigela e se não for suficiente, por mais 1 minuto – cuidado para não queimar). Retire e misture o creme de leite. Despeje esse creme sobre a torta e nivele. Decore com as raspas de chocolate e leve novamente à geladeira até a hora de servir.

 

Brócolis e tomate no papelote

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Brócolis e tomates são tão comuns na salada do dia a dia… Porém se você já estiver usando o forno para fazer um peixe, por exemplo, aproveite para fazer o mesmo brócoli e o mesmo tomate de todo dia mas de uma forma que irão ficar muito mais gostosos e ainda com cara de comida de chef gourmet! Ideal para acompanhar um salmão ou uma truta assados. Veja aqui para ver receitas de peixes ao forno.

 

Brócolis e tomate assados no papelote

Ligue o forno a 200 graus. Escolha tomatinhos cereja e buquês de brócolis bem bonitos. Coloque-os dentro de uma folha de papel manteiga sobre uma assadeira. Feche a folha de papel como se fosse um embrulho, apertando as pontas para o vapor não sair. Pode ficar no forno por volta de 10 minutos.

Depois de assados, abra e deite um fio de azeite, sal e ervas aromáticas.

Sirva junto com o peixe.

Petit gateau de pistache e amêndoas

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Este doce de paladar exótico e delicado é inspirado na culinária indiana, de onde vem os ricos sabores do pistache e da amêndoa mesclado aos temperos locais – cardamomo e açafrão. O resultado é delicioso e bonito pois depois de assado adquire uma tonalidade dourada.  Uma boa escolha para um jantar sofisticado!

Petit gateau de pistache e amêndoas

Ingredientes para 6 porções:

Para o creme: 1/2 litro de leite, 12 gr. de cardamomo inteiro, 50 gr. de açúcar, 125 ml. de creme de leite fresco, 2 gotas de essência de baunilha, 50 gr. de pistache sem sal descascado e inteiro, 50 gr. de amêndoa inteira sem sal e 1 pitada de açafrão.*

* os intolerantes podem substituir o leite de vaca por leite nolac ou de leite de amêndoas e o creme de leite por iogurte de kefir (ou um creme nolac que seja mais espesso).
Separe também: 150 gr. de manteiga extra sem sal, 4 ovos, 80 gr. de açúcar refinado (6 colheres de sobremesa) e 54 gr. de farinha de trigo (5 colheres de sobremesa).

Primeiro leve uma panela ao fogo com o leite e o cardamomo. Cozinhe até reduzir à metade, sem parar de mexer. Atenção pois não pode ferver. Junte o açúcar e o creme de leite e cozinhe em fogo baixo por mais 10 minutos. Adicione a baunilha e deixe reduzir. Retire os cardamomos. Acrescente os pistaches, as amêndoas e o açafrão. Mexa bem. Retire do fogo e espere amornar.

Misture então o creme com a manteiga e as gemas. Em outra vasilha, misture as claras e o açúcar.
Misture os dois cremes, aos poucos, intercalando com a farinha. Bata bem com o fouet, até que o creme esteja liso e homogêneo. Cubra a tigela com plástico filme e deixe gelar por 3 horas, no mínimo.

Unte bem as 6 forminhas com a mesma manteiga sem sal e polvilhe-as com farinha até que fiquem esbranquiçadas. Preencha cada uma delas com o creme gelado, nivelando a altura e deixando um espaço para que cresça, sem entornar, ao assar. Se quiser congelar algumas, essa é a hora. Depois é só descongelar em temperatura ambiente e retomar a receita desse ponto.

Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por 6 minutos ou até verificar que as bordas estão firmes e o centro um pouco mole.

Sirva imediatamente com sorvete de chocolate!

Abóbora assada em fatias

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A abóbora é um ótimo acompanhamento para carnes como as preparadas para churrasco, carnes de porco assadas como pernil e joelho, carnes de boi cozidas e as carnes secas, de sol ou charque. O sabor levemente adocicado dará um toque especial ao prato.

A melhor abóbora para assar é a abóbora jerimum ( denominação no Norte/ Nordeste) ou moranga ( como é chamada no Sul/ Sudeste). Nesta receita para 2 pessoas usamos ½ abóbora ,mel, azeite, pimenta branca e sal.

Corte a abóbora em lascas largas e separe as sementes. Não as jogue fora pois as sementes tostadas dão uma crocancia gostosa às saladas e sopas cremosas e são um alimento muito saudável, apreciado nas dietas fit.

Asse as lascas de abóbora enroladas em papel alumínio até que amaciem o suficiente para serem cortadas, sem deixar amolecer. Aproveite o forno para tostar as sementes mas vigie de perto pois tostam bem rápido.

Corte as lascas em fatias finas e disponha-as sobre uma assadeira. Passe em cada fatia um fio de azeite, um fio de mel, salpique com sal e pimenta branca. Vire-as e repita o processo do outro lado.

Asse por aproximadamente 20 minutos de cada lado ou até que comecem a caramelizar. Sirva quente.

Bolo de cacau e iogurte

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Esta receita é uma opção de bolo leve e saboroso para intolerantes ao glúten e ao leite de vaca se preparado com iogurte de kefir e mix de farinha sem glúten. Mas é claro que pode ser preparado com iogurte comum e farinha de trigo. A opção é sua.

Hoje muita gente conectada com uma vida saudável cultiva kefir de leite ou de água em casa ( como nós!). O kefir é um pro-biótico natural passado de uma pessoa à outra desde milênios. Regulariza a função intestinal e, entre outros benefícios, faz com que você obtenha um perfeito funcionamento do seu intestino e ainda uma pele perfeita! Veja informações na internet, se interessar.

Bolo de cacau e iogurte

Ingredientes: 150 gr. de farinha de trigo (ou mix de farinha sem glúten), 35 gr. de fécula de batata, 20 gr. de cacau em pó, 3 ovos, 200 gr. de iogurte (usamos o iogurte de kefir), 150 gr. de açúcar (pode usar o demerara se quiser um bolo light), 70 ml. de óleo vegetal, 1 pitada de sal (1/3 colher de chá), 1 colher de chá de extrato de baunilha, 1 colher de sopa de fermento químico.

Aqueça o forno a 180 graus e unte uma forma de bolo.

Bata em uma batedeira potente os ovos com o açúcar até que espume. Adicione o sal e o extrato de baunilha. Bata para misturar.

Em outra vasilha, misture a farinha, a fécula de batata e o cacau em pó.Acrescente o óleo aos ovos batidos e bata um pouco mais. Aos poucos, adicione a mistura de farinha e o iogurte, de forma alternada, até obter uma massa fina e homogênea.

Vire a massa na forma e asse no forno por, no mínimo, 45 minutos. Confira se está assado fazendo o teste do palito no centro do bolo (e não nas laterais).

Espere esfriar para desenformar. Sirva com uma calda de cacau, se desejar (na foto, decoramos com amêndoa triturada).

 

Para a calda de cacau: 1 colher de sopa de cacau em pó, 3/4 de xícara de açúcar ( pode ser demerara), 1/4 de xícara de água, 1 colher de sopa de manteiga (pode usar ghee se for intolerante à lactose).

Misture todos os ingredientes em fogo baixo e mexa até começar a ferver e a mistura engrossar. Cubra o bolo com a calda ainda morna.

Cordeiro indiano com damascos

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Esta receita tem por base um prato da legítima culinária indiana. Foi feita com temperos importados* porém usados em menor quantidade, ou seja, adaptada ao paladar brasileiro porque a comida indiana é muito picante. Depois de uma viagem de quase um mês pela Índia, minha filha nos ofereceu um delicioso jantar típico na casa dela com a mesa decorada com peças trazidas da Índia. O prato principal foi esse cordeiro.

Cordeiro indiano com damascos

Ingredientes para 4 pessoas: 500 gr. de pernil de cordeiro sem osso cortado em cubos, 100 gr. de damasco seco, 1 colher de sopa de vinagre de maçã, 2 colheres de sopa de azeite, 2 cebolas picadas miúdo, 1 dente de alho amassado, 10 gr. de gengibre picado em lascas finas, 1 pedaço de canela em pau, 6 cardamomos, 3 tomates maduros picados, 1/2 litro de caldo de carne e 1 colher de café de açúcar.

Temperos: 1 1/2 colher de café de pimenta malagueta em pó (ou 4 pimentas inteiras), 1/2 colher de café de cominho em pó, 3/4 de colher de café de garam masala, 1/4 de colher de café de pimenta-do-reino, sal a gosto.

Coloque os damascos e o vinagre de maçã em uma vasilha e deixe marinar por 3 horas.

Aqueça uma colher de azeite em uma panela e sele (passe de um e outro lado até perderem a cor vermelha e adquirirem um tom bronzeado) os cubos de carne. Reserve-os em uma tigela.

Aqueça o caldo feito com o osso e as aparas do pernil ( veja aqui como fazer um caldo de carne básico).

Deite mais azeite na panela e doure as cebolas no fogo baixo. Quando estiverem translúcidas e macias junte o alho e o gengibre picados. Misture tudo, deixando cozinhar por 3 minutos. Acrescente a canela, os cardamomos e os tomates. Refogue por mais 10 minutos e então acrescente os cubos de cordeiro, a pimenta-malagueta, o cominho, o garam masala e a pimenta-do-reino. Acerte o sal e cubra os ingredientes com o caldo de carne quente.

Tampe a panela e cozinhe em fogo baixo por, ao menos, 40 minutos ou até verificar que a carne está bem macia. Neste ponto, adicione os damascos marinados e o açúcar.

Cozinhe tudo junto por mais 5 minutos e sirva quente.

* com exceção do cardamomo e do garam marsala, os demais temperos são fáceis de se encontrar no Brasil.

Haddock ao forno com batatas

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Esta receita fica ótima feita com salmão ou truta defumada e também com bacalhau. É muito fácil e rápida de fazer. Tanto pode vir servida na travessa quanto em porções individuais.

Gosto de fazer o haddock desta maneira pois realça sua textura e o sabor levemente adocicado. Esse peixe nobre de água salgada é proveniente do Atlântico Norte ou mares adjacentes e é aparentado com o bacalhau. Costuma chegar ao Brasil já defumado, com uma bonita cor avermelhada e um aroma bem característico.

Haddock ao forno com batatas e cebolas

Considere para cada pessoa: 150 gr. de filé do peixe defumado, 2 batatas inglesas, 1 cebola, 2 dentes de alho e azeite.

Como o peixe é defumado, dispensa qualquer tempero. Observação : o peixe já vem pronto na embalagem.

Cozinhe as batatas ao dente e fatie o mais fino que conseguir. Fatie também a cebola bem fina. Pique o alho.

Espalhe as rodelas de batatas na travessa refratária em que irá servir o prato.

Em uma frigideira untada com azeite passe a cebola fatiada até amolecer. Disponha-a sobre a camada de batatas. Na mesma frigideira, doure o alho. Espalhe-o na travessa.

Ainda a mesma frigideira, na sequência, salteie os filés de peixe( passe de um e outro lado em pouco azeite). Arranje-os sobre a camada de batatas, cebola e alho. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por 10 minutos ou até as batatas corarem. Sirva quente.

Sugiro como acompanhamento aspargos passados no azeite. Sobre os peixes coloque uma colherada de queijo de kefir ou coalhada síria temperada. Pode também servi-lo com queijo tipo camembert.

 

 

Ossobuco com calabresa

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Este preparo de carne de boi, antes relegado à comida caseira de interior, vem ganhando destaque em restaurantes da moda, preparado por chefs conhecidos. Na Itália, o ossobuco sempre foi muito valorizado e servido nos melhores restaurantes. A influência vem ganhando admiradores por aqui. O importante é prepará-la no tempo devido – que é longo. A receita de hoje é bem típica da região central da Itália. Nota: a panela perfeita para preparar essa receita é a Le Creuset.

Ossobuco com calabresa

Ingredientes (para 4 pessoas): 4 pedaços de ossobuco (para rabada, use 1,2 kg), azeite, sal a gosto, 1 cebola branca grande picadinha, 5 dentes de alhos amassados, 1/2 xícara de linguiça calabresa picadinha (ou bacon), 1 copo de vinho tinto seco e encorpado, 2 latas de tomati pelati sem as sementes, 1/2 xícara de tomates secos (sem o óleo), 1 colher de chá de orégano desidratado, 1/2 colher de chá de alecrim, 4 fatias de presunto parma desfiadas.

Tempere as peças de ossobuco com sal e deixe por 15 minutos a meia hora. Aqueça uma panela de fundo grosso (de preferência que possa ir ao forno; nesse caso, pré-aqueça o forno a 180 graus). Deite azeite e sele as peças de ossobuco, de um lado e de outro. Reserve-as em um recipiente à parte.

Doure a cebola picadinha e acrescente os dentes de alho. Quando estiverem amolecidos, junte a linguiça e deixe que doure um pouco, soltando a gordura. Acrescente o vinho tinto e deixe que o álcool evapore. Adicione os tomates (os despelados da lata com o suco e os tomates secos) e os temperos e volte com a carne para a panela, cuidando para que fique submersa no molho.

Se sua panela puder ir ao forno, cubra-a com papel alumínio e sua tampa e deixe cozinhar por 1 e 1/2 hora. Se não puder, deixe-a no fogão, no fogo mais baixo que conseguir, pelo mesmo tempo. Confira, de tempos em tempos, se o molho começa a secar. Nesse caso, pingue água quente aos poucos (deixe uma panelinha com água a ferver ao lado).

Após esse tempo, acrescente as fatias de presunto parma desfiadas e confira o nível do molho e a maciez da carne. Devolva a panela para o forno (ou deixe no fogo baixo do fogão) por mais 1 hora ou até verificar que a carne está soltando do osso.

Sirva com polenta, risoto ou batatas ao murro (o acompanhamento deve ser capaz de absorver o suculento molho que se formou).

Para harmonizar, sugerimos um Merlot de bom corpo (recomendamos o da Vinícula Pizzato, da Serra Gaúcha).

Obs 1: Para quem gosta, adicione azeitonas pretas ao preparo (faltando 30 minutos para o término do cozimento).

Obs 2: Se o jantar for para dois, aproveite o que sobrar para preparar um ragu sensacional. É só desfiar a carne, desprezar os ossos e guardá-la com o molho no freezer para um outro jantar (nesse caso, retire as azeitonas e as substitua por outras frescas ao reaquecer o ragú). O molho fica ainda muito mais saboroso quando reaquecido. Sirva-o com uma boa massa.

Cogumelos assados

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Tendo na geladeira cogumelos tipo cogumelo-de-paris ( do grande), shitake ou portobello você nunca passará aperto se tiver que preparar um agrado para alguém que chegar de repente. Preparado em cinco minutos, além de ser um tira-gosto ótimo para acompanhar qualquer bebida, é um excelente acompanhamento para carnes – leve e nutritivo – como opção se você não quiser comer carboidratos à noite.

Portobello assado com shoyo, mel e cheiro verde

Limpe os cogumelos com um guardanapo e retire os cabinhos ( não molhe!). Faça uma misturinha de molho de soja ( shoyo) e mel e pincele os cogumelos. Acomode-os dentro de uma folha de papel alumínio, dobre e feche as bordas fazendo um pacote. Leve ao forno pré-aquecido a 150/180 graus  por 5 a 10 minutos ) conforme o tipo e tamanho dos cogumelos). Abra o pacote e salpique cebolinha verde bem picadinha. Sirva imediatamente, ainda quente, acompanhado de fatias de pão.

Arroz de bacalhau

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Acho graça quando vejo “risoto de bacalhau” nos cardápios de restaurantes mineiros. É a maior ofensa para um português! Risotto é um prato tradicional italiano e o bacalhau seco é característico da cozinha portuguesa e aí misturam os dois! Na minha opinião fica uma gororoba incomível. Para quem quer comer um legítimo e delicioso arroz de bacalhau, aqui vai a receita.

Arroz de bacalhau

Como prato principal são 150 gr. de bacalhau por pessoa. Você pode usar o bacalhau seco já desfiado vendido nas bandejinhas. O importante é dessalgá-lo, deixando-o de molho na água por, no mínimo, 48 horas: assim a carne voltará a ficar macia.

Para 4 pessoas são 600 gr. de bacalhau desfiado, 2 xícaras de chá de arroz comum, 1 cebola roxa (ou branca) picada, 1 xícara de chá mal cheia de lentilhas já cozidas, 2 a 3 dentes de alho picados, azeite, salsinha e cebolinha verde picadinhas. Há outros preparos, por exemplo, pode acrescentar linguiça tipo calabresa cozida e picada.

Tome uma panela e frite, em duas colheres de azeite, a cebola e em seguida o alho. Assim que amolecerem, junte o bacalhau e deixe dourar sem escurecer. Acrescente as lentilhas (e a linguiça, se for o caso). Junte o arroz já pronto e misture bem.

É aconselhável preparar 2 horas antes para que o arroz pegue o gosto do bacalhau. Um pouco antes de servir, acrescente um pouco d’água e um fio de azeite. Deixe que o arroz fique bem quente e junte, por último, o cheiro verde.

Pode variar da lentilha substituindo-a por grão-de-bico. Há quem acrescente ovos cozidos picados e azeitonas pretas.

Costelinha de porco com purê de banana-da-terra

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A carne de porco é bastante apreciada em Minas Gerais. Quem mora ou já morou no interior adora uma costelinha de porco cheia de carninha pra se comer com as mãos. Sim, não há outra forma de aproveitar as partes mais gostosas da costelinha e esta é uma prática usada no mundo todo, até os chefs famosos se permitem comer com as mãos. E nada melhor para acompanhá-la do que um purê de banana-da-terra. Chame os amigos e faça um almoço mineiro! Complete o cardápio com feijão tropeiro e couve. E suflê de goiabada com sorvete de queijo! Fechou!

Esta receita é mais sofisticada do que a costelinha frita tradicional mas é mais gostosa e muito prática de se fazer. Além disso, fica tão macia que solta dos ossos, não sendo necessários comer-se com as mãos.

Costelinha de porco com purê de banana-da-terra

Para 4 pessoas, anote os ingredientes. Para a costelinha: 1kg de costelinha de porco com os ossinhos, 2 xícaras de caldo de frango caseiro aquecido. Para a marinada: 1 xícara de vinho branco, 4 folhas de louro, 1 colher de chá de mostarda em pó, 1/2 colher de chá de cominho,

1 colher de sopa de páprica picante, 1 cebola grande, 4 dentes de alho amassados, sal e pimenta-do-reino a gosto (1 colher de chá de cada é suficiente).

Ingredientes para o purê: 1/4 de cebola batidinha, 4 bananas-da-terra maduras,1 colher de manteiga em temperatura ambiente, 1/2 xícara de leite, sal e  pimenta branca a gosto.

Prepare a marinada misturando os temperos e o vinho branco e despeje-a sobre a carne dentro de um saco plástico. Faça com que toda a carne tenha contato com o líquido. Coloque o saco fechado sobre uma assadeira na geladeira por 12 a 24hs (quanto mais, melhor). Vire o saco de lado na metade do tempo.

Coloque as bananas no freezer. Lembre de retirá-las a tempo de descongelarem para fazer o purê.

Retire a carne da geladeira no mínimo 30 minutos antes de ir ao forno. Ela não pode sofrer um choque térmico quando for assar.

Pré-aqueça o forno a 200 graus e transfira a carne e a sua marinada para uma assadeira limpa (pode ser o refratário que irá servi-la). Despeje o caldo de frango já aquecido. Tampe com um papel alumínio e leve ao forno por no mínimo uma hora e meia ou até verificar que a carne está soltando dos ossos (se espetar um palito entre os ossos verá que ele afunda facilmente).

Enquanto isso prepare o purê. Esquente uma panela funda com azeite e doure a cebola já batidinha (ou cortada o menor que puder). Retire a polpa das bananas de dentro da casca e leve-as à panela. Junte o leite e a manteiga. Amasse as bananas enquanto mexe a massa em fogo baixo, até que fique com uma consistência quase lisa. Se quiser um purê menos rústico, bata-o no liquidificador antes de servir.

Passado o tempo do cozimento da costelinha no forno, aqueça uma frigideira e verta um pouco de azeite. Retire a carne do forno e, com a ajuda de um pegador, transfira-a para uma frigideira para que grelhe e fique bem bonita (só de um dos lados, escolha o que não tem os ossos aparecendo). Volte com a carne para o refratário ou monte os pratos, aproveitando o molho e os pedaços de cebola e alho, se quiser.

Sirva com o purê de banana-da-terra.

Para os amantes do vinho, sugerimos um tinto espanhol, Tempranillo, Crianza da região de Rioja. Uma harmonização perfeita!

Torta Oreo

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Esta delícia é para quem ama o biscoito Oreo e quer aproveitar a moda de introduzi-lo às mais variadas receitas de sobremesas com chocolates em barra. Além de ser uma receita super fácil de se fazer, a torta é dessas gostosuras que não conseguimos parar de comer!

Torta de biscoito Oreo com ganaches

Ingredientes (para 4 pessoas): 1 barra de chocolate ao leite com Oreo (180gr), 1 barra de chocolate branco com Oreo (use 135gr), 90 ml de creme de leite, 50 gr. de manteiga derretida e mais 18 biscoitos Oreo + 2 para decoração.

Comece separando os biscoitos de seu recheio com a ajuda de uma faca. Reserve o recheio e coloque os biscoitos no processador de alimentos.

Aqueça o forno a 180 graus.

Adicione a manteiga derretida aos biscoitos e triture-os até formar uma pasta. Coloque essa pasta sobre uma forma (dessas redondas com aro de abrir) já untada e leve ao forno por 15 min. Deixe esfriar.

Enquanto isso, prepare as ganaches. Derreta cada barra de chocolate em vasilhas separadas em banho-maria ou, se não estiver com tempo, ponha-as no micro ondas, separadamente, por 1 minuto a 1 ½ minutos, mas cuidado para não cozinhar – retire antes de fazer bolhas. Misture 45 ml. de creme de leite a cada vasilha de chocolate.

Quando a massa da torta já estiver esfriado um pouco, coloque o recheio dos biscoitos sobre ela e acomode-o com a colher para que forme uma camada uniforme. Adicione a ganache de chocolate branco e faça o mesmo: a camada deve ficar bem plana para receber a próxima. Leve à geladeira por alguns minutos apenas para firmar. Adicione então a ganache de chocolate ao leite: assim elas não irão se misturar. Leve à geladeira novamente para que endureça um pouco: a conta de colocar os biscoitos para decorar sem que escorreguem do lugar.

Volte com a forma para a geladeira por mais 4 horas. Depois é só desenformar e sua sobremesa estará pronta!

 

Camarão ao molho de coco e pimentões

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Com forte influência da Índia, uma vez que sua raiz cultural e étnica é também indiana, a culinária do Sudeste Asiático, em particular da área costeira da Tailândia é bastante rica em sabores e cores. Os produtos mais usados, além dos peixes e frutos do mar, são as especiarias, como o curry e as pimentas, o coco e frutas ácidas como maracujá, limão e abacaxi. Na adaptação deste prato – que na receita original tailandesa é bastante apimentado para o nosso paladar brasileiro-, troque a pimenta pelo pimentão.

Camarão ao molho de coco e pimentões

Para 4 pessoas: 20 camarões VG, 1 cebola média ( ou 1 xícara de café da cebola picadinha), 1 colher de chá cheia de sal e 1 limão tahiti. 2 colheres de óleo de coco. 1/3 de pimentão vermelho e a mesma quantidade de pimentão amarelo ( de forma que picadinhos completem juntos 1 xícara de café ), ½ xícara de café de salsinha e cebolinha verde picadinhas. Pimenta vermelha crua a gosto, se tiver coragem. Mais: ½ xícara de café de suco natural de 1 maracujá doce (reserve a polpa e as sementes) e ½ xícara de chá de leite de coco. Detalhe importante: pasta de curry verde tailandesa*, que dá um sabor muito especial e faz toda a diferença.

Limpe, escorra e tempere os camarões com sal e limão. Deixe por 15 minutos. Corte a cebola, os pimentões e o cheiro verde bem miudinho (como na foto).

Frite os camarões no óleo de coco até ficarem vermelhos. Retire-os e na mesma frigideira frite a cebola e os pimentões picadinhos até amaciarem ( se precisar junte mais um pouco de óleo de coco). Em um canto da panela, coloque a polpa do maracujá e deixe secar até torrar as sementes, mexendo para não agarrar. Despeje o leite de coco, misture tudo raspando o fundo da frigideira e deixe começar a ferver.

Prove o sal e junte a pimenta ( pode ser o molho de pimenta malagueta) e mais 1 colher de sobremesa da pasta de curry verde. Importante: como a intensidade do sabor dessa pasta pode variar muito conforme o fabricante, é aconselhável colocá-la aos pouquinhos e ir provando. Tempere de acordo com o seu gosto e tolerância à pimenta e temperos fortes. Junte os camarões e deixe ferver por mais 5 minutos.

Dica: faça o prato uns 15 minutos antes de servir, deixando o caldo ralo e os camarões submersos nesse caldo. Na hora de servir é só esquentar, considerando que o caldo irá reduzir. Acompanhe com arroz branco.

* ingredientes da pasta que você encontra no Brasil: curry, limão, capim-limão, gengibre, cheiro verde e leite de coco.

Bolo de mandioca e coco sem glúten

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Mandioca e coco são produtos que nos remetem aos tempos do Brasil Colônia, quando a corte de D. João VI ainda não havia chegado ao Brasil e introduzido a farinha de trigo na nossa alimentação. Até então, os bolos e quitutes eram feitos com mandioca e milho, produtos nativos da terra brasileira. O coco foi introduzido no país logo quando aqui chegaram os primeiros negros vindos da África, junto com a cultura da cana-de-açúcar, e se espalhou rapidamente pela costa brasileira. São alimentos que fazem parte da nossa cultura genuína.

Esta receita, inspirada nesses ingredientes, se encaixa na linha fitness de comida saudável, sendo um excelente substituto – sem glúten- para os bolos tradicionais que levam farinha de trigo.

Bolo de mandioca e coco sem glúten

Veja os ingredientes que vai usar: 2 xícaras de mix de farinha sem glúten *(ou 1 de farinha de arroz + 1 de fécula de batata), 2 colheres de linhaça, ½ xícara de óleo de coco, ½ a 1 xícara de açúcar demerara ( pode ser açúcar cristal),
1 xícara de mandioca cozida e amassada**, ¾ xícara de coco ralado, 1 xícara de leite nolac (pode ser de leite de amêndoa) e, por último, 1 colher de sopa de fermento químico. (obs: todas as medidas são de xícara de chá).

Pré-aqueça o forno a 200 graus.

Misture todos os ingredientes, com exceção do fermento. Se necessário, acrescente água aos poucos até a massa ficar em ponto de massa de bolo e dar liga. Depois de bem misturada, junte o fermento e misture.

Unte a forma com óleo comum e despeje a massa.

Leve ao forno por 30 minutos ou até verificar que o bolo está dourado nas laterais e cozido por dentro (faça o teste do palito perto do centro).
Está pronto!

* gosto do mix da FSG e da Beladri.
**cozinhe a mandioca no vapor e retire o excesso de água, desprezando as fibras ao amassar (veja na foto)

Sagu

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No Brasil, esta receita é muito apreciada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. É uma das receitas de sobremesa mais populares do Peru, onde costuma vir como cobertura do arroz-doce.

O sagu brasileiro é feito a partir da mandioca. Em outros países é feito tradicionalmente com alguma tipo de fécula.

Ingredientes para uma porção que serve 8 pessoas: 1 xícara de chá de sagu, 3 xícaras de chá de vinho tinto suave*, 3/4 de xícara de chá de água, 3/4 de xícara de chá de açúcar, 1/3 de pau de canela em rama e 3 cravos-da-índia

Em uma tigela, coloque o sagu, cubra com água filtrada e deixe descansar por uma hora.

Faltando 15 minutos para completar o tempo, coloque numa panela a água, o vinho, a canela, o cravo e o açúcar. Leve ao fogo alto e junte o sagu assim que ferver. Mexa todo o tempo para que não grude no fundo até que as bolinhas fiquem transparentes. Se começar a secar, acrescente um pouco de água fervente, de modo a que o sagu fique imerso em uma calda como a das compotas.

Desligue o fogo e deixe esfriar por 30 minutos em temperatura ambiente.

Transfira para a tigela que irá servir e, assim que esfriar, cubra com plástico filme e leve à geladeira por 30 minutos. Se preferir o sagu mais pastoso, leve-o imediatamente à geladeira para firmar.

Sirva gelado acompanhado do creme inglês. Veja aqui a receita.

*o vinho tipo suave deixa a sobremesa mais doce

Polenta assada com ragu de cordeiro

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Esta combinação divina de cordeiro com polenta de milho é ideal para vir servida no fim da noite arrematando a rodada de petiscos. Como entrada, em pequena quantidade, pode anteceder um prato consistente (como ossobuco), servido como prato principal. E, claro, pode ser o prato principal da noite, apresentada em grande estilo e acompanhada de um vinho encorpado.

Prepare um  ragu de cordeiro. Veja aqui a receita. Adapte a quantidade conforme for servir como petisco (uma colher de sobremesa para cada disco) ou prato principal (150 gr. por pessoa).

Polenta assada

Ingredientes para 6 pessoas : 2 xícaras de água + 1 xícara de caldo de legumes caseiro (veja aqui), 1 colher de sopa de manteiga (ou ghee) e 1 xícara de fubá de milho (ou polenta instantânea). Sal a gosto (um pouquinho de pimenta do reino branca vai bem) e um ramo de hortelã para decorar.

Em uma panela média, ferva a água e o caldo juntos. Misture a manteiga (ou ghee). Quando tornar a ferver, vá misturando o fubá, aos poucos, mexendo todo o tempo para não empelotar. Prove o tempero e verifique se o fubá está cozido. A consistência é mediana – não pode ser nem muito dura, nem muito líquida (a polenta instantânea fica pronta mais rápido).

Se for servir em panelinhas ou como prato principal – em ponto de purê -, está pronta!

Caso sirva como petisco, faça discos pequenos e firmes.
Unte uma forma tipo assadeira e despeje a polenta. Leve à geladeira por, ao menos, 4 horas, coberta com um filtro plástico, para firmar.

Depois desse tempo, use um cortador de massa (ou um copo pequeno), para fazer os disquinhos de polenta (foto). Polvilhe fubá dos dois lados e reserve.

Tome uma assadeira untada e distribua os disquinhos. Leve-os ao forno pré-aquecido a 200 graus por 10 minutos ou até dourar. Retire-os com cuidado e vire-os para dourar do outro lado.

Retire novamente do forno e coloque uma colherada de ragu no centro, deixando um espaço nas bordas. Enfeite com um raminho de hortelã ou alecrim. Um pouco antes de servir, leve ao forno por mais 10 minutos só para aquecer.

 

Atum grelhado com crosta de gergelim

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O atum é um dos peixes mais nobres e conceituados da gastronomia internacional. Em seu preparo, o que o difere dos outros peixes – e isto é muito importante – é o ponto de cozimento: quase cru, no máximo, rosado. Portanto, se você não gosta de peixe cru, desista do atum. Mas se é um bom gourmet, com paladar sofisticado, experimente esta receita. Vai adorar e querer comer sempre o peixe suculento e tenro!

Compre na peixaria o filé de atum inteiro, que deve apresentar diâmetro e cor semelhantes a um lombo de porco de tamanho médio. Resfrie a carne no congelador para conseguir cortar os filés com perfeição – marque 2 dedos e corte reto, perpendicular ao sentido das fibras da carne ( como se corta um tornedor de filé mignon). Passe uma fina camada de sal de todos os lados de cada filé,  de 15 minutos a meia hora antes de prepará-lo para servir em seguida.

Torre o gergelim branco e o preto em quantidade suficiente para envolver todos os filés de atum.

Prepare um pesto com azeite extra-virgem, um macerado de ervas frescas ( salsinha e cebolinha verde/ pode por um pouquinho de hortelã) e uma pitadinha de sal.

No fogo alto, aqueça uma frigideira antiaderente. Assim que esquentar, coloque os filés de atum. Observe a lateral das peças: quando metade da altura tiver mudado de cor, vire os filés. Fique de olho: assim que observar gotículas sobre a carne, como se estivesse suando, a carne está no ponto certo, ou seja, semicrua por dentro. Neste ponto, os filés devem estar ligeiramente corados. Retire-os da frigideira, envolva-os primeiro no pesto e depois passe de um lado e outro no gergelim. Volte para a frigideira apenas para dar uma tostada rápida. Está pronto!

Sirva, de preferência, com uma salada de rúcula e alfaces, temperada com aceto balsâmico, shoyo e azeite. Pode acrescentar tomates confitados e cogumelos salteados.

Dica: para cortar os filés de atum de forma regular deixe-o no freezer até ficar duro. Corte reto no sentido transversal, marcando para cada filé cerca de de 3 cm ou 2 dedos.Veja o atum cru:

 

Tomates confitados

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Além de ser excelente e essencial para a saúde, tomates confitados são deliciosos para se comer com pão em qualquer ocasião. Tê-los já prontos na geladeira é um recurso que você pode usar para completar uma salada, fazer uma massa rápida como Penne ou Spaghetti à Primavera e ainda acompanhar um peixe grelhado. Para quem optou por levar uma marmita saudável para o trabalho é um coringa e tanto.

O melhor tomate para confitar é o do tipo italiano. É importante estarem maduros e perfeitos. Conserve sempre a pele por ser onde se concentra o licopeno que é anticancerígeno. Há quem faça a receita com as sementes, mas eu prefiro retirá-las para prevenir obstrução no apêndice.

A receita que se segue é a maneira de se fazer os tomates confitados no Sul da Itália. Lave bem os tomates, seque-os e corte-os ao comprido em cruz ou quatro partes. Retire as sementes. Coloque-os em uma forma, salpique uma fina camada de sal e de açúcar e coloque-os por um tarde inteira no sol (se possível). Depois de bem secos, passe-os para uma travessa refratária untada com azeite de oliva extra-virgem, de boa qualidade. Passe um fio de azeite sobre os tomates e leve-os para cozinhar no forno brando ( 100 graus no máximo) por 15 a 20 a minutos ou até que comecem a querer enrugar. Passe-os para uma travessa funda entremeando os tomates com alho picadinho e folhas de manjericão. Deixe por no mínimo 4 horas na geladeira antes de servir.

Se for  deixar na geladeira como conserva, coloque-os em um vidro de boca larga bem esterilizado e bem tampado. Ao servir, pode juntar azeitonas pretas tipo azapa, se for servir na salada ou como aperitivo.

Shitake salteado

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Aperitivo ou guarnição, esta receita de cogumelos salteados é rapidíssima de fazer e muito saborosa, pois conserva toda a suculência do shitake. Também pode ser preparada com champignon-de-paris ou cogumelo portobello.

Limpe os cogumelos com um guardanapo. Tire o talo e corte em lâminas. Coloque um pouco de água em uma frigideira e leve ao fogo com os cogumelos. Assim que a água ferver, deixe por mais três a cinco minutos e então escorra a água.

Misture em uma xícara: 1 colher de sobremesa de azeite de oliva + 1 colher de sobremesa de shoyo ( molho de soja) + 1 colher de café de mel ( para uma bandeja média de cogumelos). Pique cebolinha que dê 1 colher de sobremesa.

Salteie os cogumelos com a mistura de temperos. Salpique a cebolinha cortada e sirva imediatamente.

 

 

Carne desfiada para tira-gosto

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Deu vontade de comer comidinha de bar em casa? Ponha a cerveja para gelar e, já tendo uma carne pronta na geladeira, em cinco minutos você prepara esta receita.

Desfie a carne assada já pronta (veja aqui a receita) e incremente com um molho de pimentões e azeitonas para servir de aperitivo para acompanhar cervejas e caipis. É muito fácil, rápido e vai fazer sucesso!

Para o molho: pimentões, cebola (branca, roxa ou das duas), azeitonas, passas, azeite, alho, sal, açúcar, louro em pó, pimenta do reino moída.

Desfie a carne.

Corte os pimentões e as cebolas em fatias finas. Pique as azeitonas e o alho. Coloque as passas dentro de uma xícara com rum ( pode ser vinho ou suco de uva) para hidratarem.

Aqueça um pouco de azeite em uma frigideira, doure o alho, a cebola e os pimentões. Assim que estiverem macios, junte as passas escorridas e as azeitonas. Tempere com uma pitada de sal, outra de açúcar, pimenta do reino e louro. Misture tudo. Adicione mais azeite e misture a carne. Mexa até que tudo esteja bem misturado.

Sirva fria acompanhada de pão.

Pão com psyllium sem glúten 

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Para quem faz pão sem glúten em casa, oferecemos várias receitas como o pão de batata doce, o de aveia, o de linhaça e sementes e o australiano. Agora apresentamos mais uma nova receita na linha de pães saudáveis.

O Psyllium é uma fibra natural feita a partir das cascas de sementes das espécies Plantago ovata, Plantago arenaria e Plantago indica.  Por absorver umidade, o psyllium ajuda na textura e na elasticidade da massa – portanto imita a função do glúten tornando os pães sem glúten mais úmidos e macios.

Além disso, ao psyllium são atribuídos os seguintes benefícios: auxilia na desintoxicação; ajuda a diminuir o LDL (colesterol ruim) e aumentar o HDL (colesterol bom); regula o intestino aliviando prisão de ventre ou diarreia além de tratar a síndrome do intestino irritável e outros problemas intestinais. Também pode ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes.

Pão com psyllium sem glúten 

Ingredientes: 2 colheres de sopa de psyllium, 10 gr. de fermento biológico seco e 1 colher de sobremesa de açúcar demerara ou mascavo. Secos: 2 xícaras de chá de farinha de arroz + 1 xícara de chá de fécula de batata (ou 3 xícaras de mix de farinhas sem glúten*), 4 colheres de sopa de polvilho doce, 1 colher de chá de sal rosa. Molhados: 2 ovos, 50 ml. de azeite de oliva e 1 colher de chá de vinagre de maçã.

Em uma vasilha, coloque o psyllium para hidratar mergulhado em 1 ½ xícara de chá de água. Misture e deixe virar uma geleia.

Em outra vasilha, misture o fermento biológico seco com o açúcar demerara e dilua-os em 3/4 de xícara de água morna. Espere espumar para ativar.

Misture os ingredientes secos e acrescente os líquidos. Adicione a geleia de psyllium e o fermento já ativado. Misture bem até obter uma massa homogênea.

Se quiser, pode misturar sementes como gergelim, linhaça, sementes de abóbora e de girassol.

Unte uma forma de pão com um pouco de óleo e despeje a massa. Deixe descansar por 20 minutos. Pré-aqueça o forno a 180 graus.
Se quiser, antes de colocar no forno pode pincelar o pão com uma gema e decorá-lo com sementes.

Leve ao forno por 45 minutos ou até verificar que está bem assado. Deixe esfriar antes de partir.

* Para esta receita é recomendável usar o mix da Beladri ou da Amina

Obs: no pão da foto principal foram usadas sementes.

Dica: faça o pão na forma retangular para ficar no formato de pão de forma. Você pode enrolar inteiro (ou em parte) no filtro plástico, colocar no saco plástico, fechar e guardar no freezer por tempo indeterminado. Depois de descongelado, conserve-o na geladeira, esquentando as fatias na torradeira quando for consumir. Veja: