Nápolis – Beringela à napolitana

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Começamos nossa viagem pelo sul da Itália seguindo de Roma para Nápolis. Atravessamos, por terra, extensas áreas de plantio de vinhedos e produtos agrícolas, sobretudo tomate, frutas e hortaliças. Nápolis toma para si a invenção da pizza e da famosa marguerita. Realmente, esta pizza foi apresentada pela primeira vez pelo pizzaiolo Rafaelle Esposito para homenagear a rainha Margherita di Savoia quando visitou a cidade em 1889. A pizza tem as cores da bandeira da Itália: o vermelho do pomodoro ( tomate), o branco da muzzarela di buffala e o verde do basilico (manjericão).

Como não sou pizzaiola, escolhi fazer outra receita napolitana que tive a felicidade de lá provar e que também leva as cores da bandeira da Itália.

Beringela à napolitana

Escolha uma beringela (ela é verde por dentro!), uma boa passata de tomate (o vermelho), um queijo que derreta bem ao forno ( o branco). Para o toque verde, escolha também algumas ervas. Vai precisar ainda de azeite, sal e alho.

Passe no ralo grosso o queijo ( escolhi o parmegiano embora seja originário do norte da Itália) e reserve. Faça um pesto misturando o azeite com alho picado, ervas ( escolhi salsinha, cebolinha e manjericão) e sal. Triture no socador. Reserve. Ligue o forno a 200 graus.

Corte a beringela – com a casca – em fatias finas.  Enquanto corta, vá colocando de molho na água para não escurecer. Quando terminar, escorra bem.

Tome uma travessa refratária e forre o fundo com azeite puro. Distribua as camadas: beringela, passata de tomate, queijo e pesto. Repita até terminarem os ingredientes. Leve ao forno a 180 graus até a beringela ficar macia.

Sirva como na Itália, acompanhada com pão e um bom vinho.

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Feira de Vinhos

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Acontecendo em Belo Horizonte, desde a semana passada, a Feira de Vinhos Supernosso no Espaço Meet, ao lado do restaurante Porcão, na Av. Raja Gabaglia.

Excelente oportunidade para fazer cursos e degustar vinhos das melhores marcas nacionais e da fina seleção de vinhos estrangeiros.

Não deixe de ir, você ainda tem hoje e amanhã para fazer ótimas compras. E aproveitar das degustações e shows musicais!

Tiramisú – a sobremesa italiana por excelência

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De todas as sobremesas que comemos na Itália escolhi uma para fazer para vocês. Verdade que parece nome japonês mas o Tiramisú é uma das mais tradicionais sobremesas italianas – não há cardápio que não a tenha. Pois bem, por quatro vezes pedi esta interessante mistura que parece um de pavê com sorvete e de cada vez era feita de um jeito diferente! Pesquisei e achei duas receitas básicas: uma que leva mascarpone e outra feita com creme de leite e ricota. Como o marcarpone custa caro e é difícil de se achar no Brasil, resolvi experimentar a segunda opção. Fácil de fazer e ficou deliciosa!

Tiramisú

Para preparar uma quantidade que serve de 8 a 10 pessoas, separe: 1 caixa de biscoito champagne ( ou tipo inglês) que deve dar 200 gr. Meia ricota fresca (veja se dá 200 gr. ou 1 xícara de chá). 1 caixinha de creme de leite (que também deve dar uma xícara de chá). 1 xícara de chá de café preparado bem forte, 2 colheres de sopa de conhaque, 1/2 xícara de chá de açúcar, 6 ovos, 1 colher de sopa de essência de baunilha, 1 barra ou 200 gr. de chocolate meio-amargo.

Antes de começar, pré-aqueça o forno a 200 graus. Como os biscoitos precisam estar bem torradinhos, leve-os ao forno por 15 a 20 minutos. Tome uma travessa quadrada ou retangular tipo pirex, na qual irá servir a sobremesa e disponha a metade dos biscoitos já torrados no fundo, formando uma camada completa. Misture o café com o conhaque e, usando a metade do líquido, regue os biscoitos uniformemente.

Pique miudinho ou rale grosso o chocolate ( se estiver muito duro, derreta-o ligeiramente no micro-ondas e misture um pouquinho de creme de leite, formando um creme grosso).

Escolha uma tigela de fundo arredondado, coloque as 6 gemas e bata (com a pá da batedeira) até espumar. Junte o açúcar aos poucos e continue batendo com uma colher de pau até obter um creme claro e leve.

Bata a ricota e o creme de leite juntos no liquidificador. Junte este creme à mistura de gemas e açúcar, acrescente a baunilha. Não bata mais, simplesmente misture os ingredientes com a espátula, incorporando-os com movimentos de baixo para cima e de fora para dentro.

Bata as 6 claras em neve na batedeira. Misture-as ao creme, sem bater, delicadamente, fazendo movimentos com a espátula da mesma forma. Espalhe metade deste creme sobre os biscoitos que já estão na travessa. Sobre esta camada, coloque metade do chocolate. Disponha outra camada de biscoito, regue com a mistura de café e conhaque, espalhe o restante do creme e, por último, salpique o chocolate.

Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira por 4 horas.

Da próxima vez, farei a receita que leva mascarpone para verificar qual será a mais gostosa!

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Sanduíches italianos em Roma

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em RomaDeixando a cozinha de nossa filial em Bruxelas, hoje iniciamos novas postagens do Sal & Alho Viaja. Vamos passear por Roma, seguindo pelo sul da Itália, atravessando o mar Adriático, dando uma volta pela Croácia e Eslovênia e seguindo para o norte até chegarmos a Veneza!

Além de dar uma olhada geral nos cardápios para inspirar novas receitas, irei mostrar aqui no blog o que for vendo de diferente. Em Roma, por exemplo, perto da Piazza de Espanha, encantei-me com uma vitrine de sanduíches. Logo lembrei que temos postado poucas alternativas para lanches e almoços rápido na seção Marmita Business – MB- do blog. Pois hoje saldo a dívida!

Aqui estão diversas opções de sanduíches deliciosos ( provei e amei!) originais, naturais, com poucas calorias e bem fáceis de fazer.

Siga as fotos e as dicas de como fazer os sanduíches:

Sanduíches de atum

Para quem gosta de atum, compre atum ralado em conserva no azeite ou no óleo – em lata e de uma boa marca. Para fazer a pasta de atum, bata no liquidificador atum e ricota – sendo esta última na proporção de 1/3 da quantidade de atum e junte um pouco de água quente – a conta para facilitar de bater. Tempere com sal, limão, pimenta do reino branca e ervas. Acrescente um toque de maionese ( se quiser) e ketchup ( só um pouquinho, se gostar).

Para dar mais sabor, acrescente picles (foto 3). Você tanto pode comprar a conserva como fazê-la em casa. Pique miudinho cenoura aferventada, nabo, pepino, azeitonas preta e verde, pimentão – o que for de seu agrado. Faça uma mistura de azeite e vinagre temperada com sal e pimenta. Coloque tudo em um vidro. Tampe e leve à geladeira por 3 dias. Escorra antes de colocar no sanduíche.

Monte seu sanduíche à gosto, inspirando-se nas fotos!

Sanduíches de muçarela de búfala 

Eu adoro essa muçarela cremosa, me dá água na boca só de olhar. A opção 4 é como se fosse uma salada Caprese no pão, então tempere com azeite e manjericão. Na opção 5, com cogumelos, recomendo aferventá-los antes e temperá-los com um pouquinho de molho de soja. Para a opção 6 veja o preparo do espinafre: lave as folhas e coloque-as em uma panela com um pouquinho de água. Assim que a água ferver, desligue e tampe. Depois de 3 a 5 minutos, escorra bem a água, apertando as folhas com as mãos. Coloque-as sobre uma tábua e bata com uma faca até ficar miudinho. Deite azeite na panela, frite uma pontinha de sal com alho e passe rapidamente o espinafre. Aperte para sair o caldo e coloque-o no sanduíche às colheradas, entremeando a muçarela.

Sanduíche com frios 

Para um sanduíche que sustente por mais tempo, use frios como mortadela, presuntos e embutidos como copa ou salaminho. A opção 7 foi feita com pães feitos à base de  suco de cenoura ( laranja) e com espinafre( verde) e os outros com pão integral com grãos e pão ciabata. Varie também os queijos.

Sanduíches com frutos do mar

Experimente estas três opções que misturam frutos do mar – peixe branco ou kani ou camarão e picles misturado com creamcheese (pode substituir por maionese ou queijo cottage). Use folhas para dar frescura e crocância.

Invente!

Salmão com brócolis e aspargos, combinação perfeita

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Temporada de pratos rápidos aqui no blog. Aproveitando meus últimos dias na Bélgica, passeando com a filha (que estuda em Leuven) por Bruxelas, Leuven, Gant e Bruges, mal temos tempo para comer. Mas nada como chegar em casa cansadas e prepararmos uma refeição bem gostosa para terminar o dia. Hoje vamos mostrar uma receita tripla, para você fazer tudo ao mesmo tempo e rapidinho.

Salmão com mostarda Dijon, aspargos e tomates na manteiga de ervas e arroz de brócolis

Para 2 pessoas separe: 2 postas de salmão de 150 gr.,1 colher de café rasa de sal, 1 colher de sobremesa rasa de pasta de mostarda Dijon (em grãos) e 1 colher de sopa de manteiga. Legumes: 4 talos de aspargos brancos, 1 tomate tipo italiano bem maduro, 1 colher de chá de ervas picadinhas mais 1 colher de sobremesa de manteiga. Arroz de brócolis: 2 xícaras de chá de buques de brócolis, 1 colher de sobremesa de cebola ralada, 4 alhos picadinhos, 1 xícara de chá de arroz cru, 1 colher de sopa de azeite.

Lave as postas do salmão, seque-as com um pano e espalhe ligeiramente o sal. Reserve.

Lave os aspargos. Corte o tomate em quatro e tire as sementes. Pique as ervas ( salsinha e cebolinha) e o alho. Passe 1/2 cebola no processador.

Coloque água para ferver. Lave e pique o brócolis. Bata metade do brócolis no liquidificador com um pouco de água quente. Tome uma panela, deite o azeite e doure a cebola e o alho. Coloque o arroz e frite-o até os bagos ficarem translúcidos. Despeje o brócolis batido e complete com água quente até 1 dedo acima do nível do arroz. Prove o sal. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe a água secar. Quando o nível da água estiver abaixo do arroz, misture os buquês de brócolis com delicadeza, ponha mais água se o arroz ainda estiver duro e deixe que acabe de cozinhar. Finalize salpicando e misturando levemente metade das ervas.

Enquanto o arroz cozinha, coloque 2 frigideiras sobre o fogão. Na primeira, deite 1 colher de sopa de manteiga e a mostarda misturadas. Coloque o salmão com a pele virada para baixo. Vá banhando a parte de cima com a manteiga até que o salmão fique corado. Espete o garfo para ver se já está macio e desligue. Se começar a queimar por baixo, abaixe o fogo.

Ao mesmo tempo, na segunda frigideira, deite 1 colher de sobremesa de manteiga e coloque os aspargos e o tomate, um de cada lado. No fogo baixo, vire-os de um lado e outro até amaciarem. Salpique o restante das ervas.

Sirva o prato colocando o salmão, o arroz de brócolis , os aspargos e o tomate como na foto. Ficou bonito! Bom apetite!

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Suflê de espinafre e parmesão

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Suflê é uma dessas delícias que todo mundo adora! Em Belo Horizonte, minha cidade, há um restaurante famoso – o Taste VIn – funcionando há mais de 30 anos, onde o prato de sustentação são os suflês. Come-se muito bem neste lugar, mas garanto que as pessoas vão lá porque sentem, de repente, um desejo incontrolável de comer os suflês da casa. Há de vários sabores e as receitas são guardadas a 7 chaves pelo chef Rodrigo, proprietário do restaurante. O meu suflê predileto é o de espinafre. Para mim, o segredo é o manejo do forno. O suflê que faço fica até com o sabor semelhante mas, para a minha eterna tristeza, sempre murcha quando sai do forno! Se você tem o segredo de conseguir tirá-lo do forno e levá-lo à mesa bem alto e fofo, por favor, nos escreva contando o segredo!

Suflê de espinafre e parmesão

A primeira coisa a fazer é ligar o forno a 250 graus.

Para 4 pessoas separe: 1 maço de espinafre de bom tamanho. Para o creme bechamel:  1 colher de sopa de manteiga, ½ xícara de café de cebola ralada, 1 colher de café de sal com alho, 3 colheres de sopa rasas de farinha de trigo, 1 ½ xícara de chá de leite. Ainda: 3 gemas, 6 claras em neve, 1 colher de chá de fermento e 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado.

Cuide primeiro do espinafre: separe só as folhas, lave-as, escorra-as em uma peneira e aperte bem para tirar o excesso de água. Deixe escorrendo.

Prepare o molho bechamel. Torre a farinha em separado sem deixar amorenar. Separe. Em outra panela, derreta a manteiga, frite ligeiramente a cebola e o sal com alho, sem deixar dourar. Junte a farinha torrada e misture bem com a colher de pau ou espátula até formar uma massa lisinha. Junte o leite, mexa bem. Prove o sal, tempere com noz moscada e pimenta do reino branca. Retire o creme do fogo e bata à mão para esfriar. Junte as 3 gemas e continue batendo. Leve de volta ao fogo baixo até levantar fervura. Desligue e reserve.

Coloque o espinafre escorrido sobre uma tábua e bata-o com a faca até ficar picado bem miudinho. Junte-o ao creme fora do fogo. Prove o tempero.

Bata as claras em neve (ou seja, até que, virando o recipiente de cabeça para baixo, as claras nem se mexam). Junte, aos poucos, o creme com o espinafre e misture, fazendo movimentos leves de baixo para cima e de fora para dentro. Não demore para que as claras não percam volume. Salpique 1 colher de chá de fermento e o queijo parmesão e incorpore-os à massa, misturando de leve.

Coloque a massa rapidamente na travessa que vai ser levada à mesa e coloque no forno a 200 graus.

Assim que o suflê crescer, corar em cima e estiver a ponto de explodir, retire do forno e leve-o imediatamente à mesa, sem tampar.

Boa sorte!!!

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Penne ao bechamel, alcachofras e presunto

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Continuando com a série das receitas feitas em nossa filial Bruxelas, nos supermercados europeus encontramos coração de alcachofra e presunto cru a ótimo preço. No Brasil, costumamos chamar este tipo de presunto de cru ou de presunto de Parma. Na verdade, não é cru – é salgado e passa pelo processo de cura, ou seja, fica dependurado secando ao ar livre por meses. Parma é só o proveniente desta cidade italiana. Há o similar espanhol, o famoso Pata negra e o francês, chamado por aqui de Bayonne.

Esta receita foi feita com penne sem glúten, ou seja, feito com farinha de arroz. Certamente ficará muito melhor se feita com o penne tradicional à base de farinha de trigo, pois o de arroz é seco e quebradiço.

Dica: Para cozinhar o penne à base de arroz, que é sem gosto, aconselho colocar bastante sal na água. Deixe que ferva e só então coloque a pasta. Assim que der para partir o penne com o garfo, retire e já escorra debaixo do jato de água fria, do contrário irá ficar mole e quebrar. Sempre sirva este tipo de pasta com um molho – à base de bechamel ou tomate, este bem consistente – que a envolva completamente, para que absorva o gosto do molho.

Penne ao molho bechamel com alcachofras e presunto tipo Parma

Para 2 pessoas calcule 2 pratos de sopa de penne, pois a pasta de arroz não aumenta de tamanho ao ser cozida. Faça o equivalente a 1 xícara de chá de molho bechamel, separe 2 corações de alcachofra e 6 tiras de presunto.

Para o molho bechamel: 1 colher de sopa de manteiga, meia cebola pequena ralada, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa cheia de farinha de trigo, 3/4 de xícara de chá de leite . Se preferir (fica mais gostoso), substitua metade do leite por creme de leite. Torre a farinha em separado sem deixar amorenar. Separe. Em outra panela, derreta a manteiga, frite ligeiramente a cebola e o sal com alho, sem deixar dourar. Junte a farinha torrada e misture bem com a colher de pau ou espátula até formar uma massa lisinha. Junte o leite, mexa bem para não encaroçar. Se acontecer isto, junte mais um pouco de leite, deixe ferver e depois passe numa peneira. Por último, já na hora de misturar com a pasta, junte o creme de leite e mexa, deixando esquentar sem ferver. Prove o sal, tempere com noz moscada e pimenta do reino branca. Está pronto!

Ponha a pasta para cozinhar, conforme explicado acima. Enquanto isto, termine o molho bechamel, corte as alcachofras em pedaços grandes e misture-as ao molho pronto. Desfie o presunto em pedaço médios.

Assim que a pasta escorrer, jogue-a na panela do molho e  dê uma revirada – cuidado para não quebrar o penne. Coloque a pasta com molho no prato que vai servir e entremeie o presunto.

Se quiser, salpique queijo tipo pecorinho ralado.

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