Dica – Frango desfiado pronto para mil receitas

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O maior macete para quem não tem tempo de ficar na cozinha todo dia é preparar toda semana, ou de 15 em 15 dias, um boa quantidade de frango com seu molho, desfiar e guardar na geladeira (ou em porções no congelador) em uma vasilha com tampa hermética. Assim você terá sempre à mão frango que é base para várias receitas e ingrediente principal de outras receitas com massa, cuscuz e saladas e ainda serve como recheio para panqueca, sanduiches e wraps.

Se quiser fazer o frango de panela no capricho, à mineira, siga a receita do frango básico. Estando o frango pronto, retire da panela e deixe esfriar. Separe com cuidado a carne dos ossos. Volte só com os ossos e as gorduras que ainda sobraram para a panela, acrescentando uma colher de molho de tomate. Despeje mais água e deixe por 15 minutos em fogo baixo. No final, prove o caldo; pode temperar com mais sal e pimenta a gosto; se quiser acrescente ½ colher de café de molho inglês ou shoyo – deve ficar bem temperadinho. Retire tudo da panela e coe este caldo numa peneira grossa; retorne com o caldo coado para a mesma panela. Desfie a carne que tirou dos ossos do frango em lascas menores. Tire um pouco do caldo da panela para uma xícara e misture bem com um pouco de farinha de trigo torrada. Despeje no caldo e misture até ferver. Coloque o frango desfiado na panela e deixe cozinhar mais 5 minutos. Deixe esfriar e guarde na geladeira, ou use imediatamente.

Se quiser fazer o frango no forno, também pode, porém fica mais seco e sem molho Siga a receita do frango assado. Depois de frio, retire a carne dos ossos e desfie em lascas maiores. É ideal para saladas, como a Caesar, para salpicar sobre massas, e também para recheio de sanduiches, omeletes e wraps.

Se quiser simplificar mesmo sua vida, faça o frango na panela de pressão. Perde um pouco no sabor mas ganha muito no tempo. Coloque o frango com osso na panela de pressão. Para 4 coxas, junte 1 cebola, 1 cenoura e 1 talo de aipo ou de alho poró, 2 dentes de alho e 1 ramo de salsinha e cebolinha e 3 folhas de louro. Acrescente água até tampar o frango e os ingredientes ou até 3/4 da panela. Tempere com 1 colher de sobremesa de sal e 1 pitada de pimenta do reino. Pode colocar ½ copo de vinho branco ou tinto, se tiver. Deixe cozinhar na pressão por cerca de 15 a 20 minutos ( depende do fogão) ou até verificar que a carne já está soltando dos ossos. Retire tudo para uma travessa, separe a carne e desfie como quiser. Coe o resto do caldo, legumes e ossos e aproveite este precioso caldo para suas receitas com frango, risotos, pastas, caldos e muitas outras.

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Vaca atolada

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Se você ou sua família é do interior de Minas já ouviu falar na vaca atolada. Quando eu era pequena, e desde que me entendo por gente invento histórias para mim mesma para justificar tudo, ficava imaginando (juro que de verdade!) que uma pobre vaca tinha atolado no barro e ali morrido. O fazendeiro então, para não dar a situação por perdida, vende a vaca para o açougue e fica com a parte pior, a costela. Na volta para casa passa pela roça e pega uma mandioca bem boa, daquelas amarelinhas. Quando chega em casa, pra consolo da família que perdeu a vaquinha querida que dava leite para as crianças, faz um cozido com a mandioca e a costela e a família vai dormir feliz de barriga cheia. Como aqui na cidade é difícil conseguir costela de vaca, a gente faz o caldo de mandioca com carne de panela desfiada. Porém, se conseguir a tal costela, o sabor não tem comparação. Aqui vão as duas versões.

Vaca atolada da roça ou

Caldo de mandioca com carne de panela

Receita para 6 pessoas

Para a Vaca atolada você vai usar 1 kg de costela (peça para cortar) e, se for para o caldo, vai precisar de 300 gr. de carne tipo patinho, chã ou músculo. Tempere com sal e alho. Na panela de pressão, frite a costela ou a carne picada em cubos no óleo quente até corar. Junte ½ cebola ralada, frite mais, depois vá pingando água quente e deixando a água secar até a carne ficar bem corada. Deite água fervendo até cobrir a carne e ponha na pressão para cozinhar de 20 a 30 minutos ou até a carne ficar escura e desmanchando de tão cozida. Para ficar mais gostoso, coloque uma cenoura inteira e um raminho de salsinha e cebolinha para cozinhar junto e no final, retire e despreze. Tire a carne e reserve o caldo.

Enquanto isto, cozinhe os pedaços de 1 mandioca (300 gr.) em outra panela ( se tiver duas de pressão, vai mais rápido).

Estando com a costela ou a carne e a mandioca cozidas, tome uma das panelas, deite uma colher de óleo, frite ½ cebola batidinha, junte 1 colher de molho de tomate, frite a mandioca e acrescente aos poucos o caldo da carne. Se ficar muito temperado, dose com água fervendo ao invés de só o caldo. Misture, prove o tempero, acrescente sal e pimenta a gosto, se necessário.

Para a Vaca atolada, junte a costela e o prato está pronto.

Para o caldo, bata a mandioca com o caldo no liquidificador, volte para a panela e junte a carne cozida desfiada.

Na hora de servir, enfeite, se quiser, com cheiro verde picadinho.

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Salada de broto de feijão, cogumelos e tomates – 50 calorias! – 3

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Salada 3

Broto de feijão, cogumelos-de-paris in natura, tomates cereja e molho oriental

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 50

Quantidade de gramas desta salada: 189

O broto de feijão é um alimento leve, rico em minerais como fósforo, magnésio, zinco e cálcio, de alto teor nutritivo e de fácil digestão, por ter um baixo teor de gordura. Contém ainda os chamados compostos fenólicos que representam um importante papel no combate e no controle dos radicais livres, ajudando assim a retardar o processo de envelhecimento do corpo humano.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Broto de feijão 1 xícara de chá In natura 30 11
Cogumelos 4 un. médio Fatiado 55 15
Tomate cereja 6 un. pequeno Metades 96 14
Molho shoyo 1 colher de sopa 2 1
Aceto balsâmico 1 colher de sopa 2
Mel 1 colher de sobremesa 3 9
Gergelim preto 1 colher de café 1

Fatie os cogumelos-de-paris, de preferência frescos ( pode ser conserva). Pode usar shitake também. Tome uma frigideira antiaderente, coloque os cogumelos, no caso, frescos, com ½ xícara de café de água para ferver. Deixe cozinhar até a água secar. Acrescente o broto de feijão in natura. Misture à parte o molho shoyo (de soja) de preferência picante, com o aceto balsâmico e o mel. Despeje na panela e misture. Abaixe o fogo , tampe a panela e deixe 1 minuto. Na hora de servir, coloque esta mistura por baixo, os tomatinhos por cima e salpique o gergelim. Acompanha, à parte, salada de rúcula ou agrião.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Dica – cortes de legumes para saladas

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Se você, como muita gente, escolhe sempre os mesmos legumes para a sua salada e não aguenta mais ver a mesma coisa na frente todos os dias, varie o corte dos legumes. É surpreendente como o nosso cérebro fica entusiasmado com a simples mudança de forma e nos responde com uma vontade inovada de provar o que pensa que mudou. Acompanhe as saladas light que estamos publicando todas as semanas e veja também como poderá dispor os legumes e verduras no prato de forma diferente, dando uma renovada geral nas suas saladas de todo dia. Veja nas fotos cortes de alguns legumes mais comuns e use sua imaginação para experimentar estes cortes sugeridos com outros legumes e também novos cortes.

Se hoje não vai dar para mudar o corte ou a cor do cabelo, estrear uma roupa ou um sapato novo, fazer uma maquiagem exótica, invente! Renove na salada!

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Suflê de alho poró

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Perto dos suflês do Taste Vin, restaurante de BH famoso por seus inigualáveis “souflets”, este suflezinho é um pobre coitado que nem merece este nome. Mas, fazer o quê ? Se o sabor e o aroma dos deliciosos suflês, que comi durante anos ficaram na memória? O jeito é me consolar com este, sem glúten e sem lactose, que posso comer à vontade.

Suflê de alho poró

Você vai precisar de 1 colher de sopa rasa de óleo (no lugar da manteiga), sal com alho, ½ xícara de chá alho poró fatiado fininho, ½ xícara de café de cebola fatiada, 3 ovos, 3 colheres de farinha mista sem glúten*, ½ xícara de leite zero lactose, noz moscada, pimenta do reino branca, 1 colher de café de fermento em pó. Separe a batedeira, uma espátula e uma travessa refratária.

Em uma panelinha, passe no óleo uma ponta de colher de café de sal com alho, a cebola e o alho poró. Assim que amolecerem, desligue e deixe esfriar. Coloque na batedeira estes ingredientes, a farinha, o leite e as gemas. Bata até obter uma massa lisa. Acrescente um tico de noz moscada e de pimenta do reino branca, se gostar. À parte, em outro recipiente, bata as claras em neve até que fiquem como uma espuma bem leve. Com uma espátula, junte as claras à mistura, bem de leve. Junte o fermento e misture, de leve, sem deixar que o volume diminua. Despeje a massa em uma travessa refratária que possa ir à mesa. Asse em forno pré-aquecido a 200 graus até que a massa suba e core por cima. Desligue, tire do forno e leve imediatamente à mesa.

* a melhor é o mix de farinha da Aminna que tem farinha de arroz, fécula de milho e de mandioca.

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Salada de bócolis, palmito, manga e kani – 2

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Salada 2

Brócolis, palmito, manga e kani com molho de iogurte e manga

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 140

Quantidade de gramas desta salada: 278 + molho

O brócolis é considerado um super alimento, pois é uma excelente fonte de vitamina C, vitamina A e minerais como cálcio, selênio, potássio e ferro. Por essa riqueza de micronutrientes tem propriedades que auxiliam contra a baixa imunidade, as infecções, doenças cardiovasculares e anemias. Com alto teor de fibras, regula o trânsito intestinal.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Brócolis 1 buquê Separar os buquês 30 8
Palmito 2 talos Fatias de 1 cm. 100 8
Manga ½ banda Lascas médias 100 51
Kani 3 unidades Cortar em 4 partes 48 47
Iogurte 1 colher de sobremesa 9 4
Suco de manga 1 colher de sopa 10 5
Azeite 1 colher de café 2 17
Vinagre 1 colher de café 2
Cebolinha 1 talo picadinha 5
Limão raspas 1

 

Retire do molho de brócolis uma porção equivalente ao tamanho da palma de sua mão. Coloque a porção em uma peneira de metal sobre um caneco com água para ferver, de modo que o brócolis cozinhe no vapor até ficar “ao dente”, pois assim não perderá seus nutrientes. Depois de cozido, separe os buquês, deve dar o equivalente a uma xícara de chá mal cheia. Corte os talos do palmito em fatias de 1 cm. de largura.

Ponha a manga na geladeira com antecedência para conseguir cortá-la sem despedaçar. Corte uma banda da manga, do caroço para fora, ainda com a casca. Tire a casca e corte em lascas. Corte cada pedaço de kani em 3 ou 4 partes. Disponha tudo intercalado em um prato, como na foto.

Molho: esprema uma parte da manga para obter uma colher de sopa de suco. Junte 1 colher de sobremesa de iogurte, 1 colher de café de azeite, a mesma quantidade de vinagre, cebolinha picada bem miudinha e raspas de limão. Misture tudo e sirva o molho à parte.

Acompanhe com salada de alface.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Caldo de Feijão

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Tem coisa mais mineira do que caldo de feijão? Começou um friozinho, a gente já põe mais feijão pra cozinhar e logo à noitinha vem aquele cheirinho bom lá do fogão anunciando que o caldo está quase pronto! Não existe Festa Junina sem ele. Qualquer bar ou boteco que se preze serve um excelente caldo de feijão no fim da noite. A principal serventia é curar a ressaca da cachaça e também mata a fome com gosto, pro cara ir pra casa feliz e sossegado.

Caldo de feijão

O melhor feijão para o caldo é o jalo ou carioca, pois é mais macio e a casca some no cozimento. Além do feijão, vai precisar de óleo, sal com alho, cebola, bacon e cebolinha verde. Se nunca fez feijão na vida, veja primeiro a receita já publicada no blog em 28/11/2013.

Coloque o feijão de molho na água desde a véspera (cubra o feijão e deixe mais um dedo de água), para gastar menos gás e cozinhar mais rápido. Despeje o feijão e a água em que ficou de molho na panela e cozinhe na pressão. O tempo de cozimento vai depender do feijão. Deixe que os bagos cozinhem bem, mas sem arrebentar a casca. Preste atenção, pois é preciso que sobre caldo do cozimento do feijão. Se a água secou, despeje água fervente e deixe cozinhar mais, no fogo baixo, fora da pressão, para o caldo ficar encorpado.

Pique o bacon, a cebola, e a cebolinha. Em outra panela, deite um pouco de óleo e frite o bacon. Retire-o da panela com uma escumadeira, ponha para secar sobre papel absorvente e reserve. Doure o sal com alho e a cebola picadinha bem miúdo na gordura do bacon. Assim que corar, vá colocando na panela, com a ajuda da escumadeira, os bagos do feijão bem escorrido e mexendo o tempo todo com uma colher de pau. Mexa até que forme um purê. À parte, esquente o caldo do cozimento do feijão e vá despejando-o na panela aos poucos até que adquira a consistência de caldo. Se não estiver lisinho, pode bater o caldo no liquidificador para facilitar. Volte com o caldo para a panela; se ficar muito grosso, despeje mais caldo ou água fervente e continue mexendo até adquirir a consistência ideal de caldo. Se estiver ralo, deixe que o caldo seque , no fogo baixo, mexendo sempre. Agora tempere com molho de pimenta malagueta e um pouquinho de louro em pó. Verifique o sal. Se não for servir em seguida, deixe o caldo mais ralo, pois ao esfriar e esquentar de novo, engrossa bastante. Por favor, jamais coloque farinha de qualquer tipo no caldo de feijão!

Ao servir, coloque no prato, por cima do caldo, o bacon e a cebolinha verde. Há quem sirva o caldo de feijão acompanhado de linguiça de porco frita e torresmo.

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Salada de tomate, pepino, cenoura e rúcula – 19 calorias! – 1

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Salada 1

Tomate maçã, pepino, cenoura e rúcula

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 19

Quantidade de gramas desta salada: 120

O tomate é um alimento muito rico em licopeno, substância que dá a cor vermelha ao alimento. Excelente antioxidante, auxilia a manter-nos jovens, pois atua protegendo o nosso organismo contra os radicais livres. Previne o câncer de próstata. Ao contrário da maioria dos micronutrientes, o licopeno se torna mais biodisponível depois de aquecido, não perdendo suas propriedades. Portanto, o tomate não perde suas propriedades quando vai ao fogo. O tomate também é rico em fólico, potássio e cálcio.

 

Ingredientes Quantidade* Corte Gramas Calorias
Tomate maçã ½ Fatiado rodela 65 10
Pepino 1 xícara chá rasa Ralado 30 3
Cenoura 1 xícara chá rasa Ralada 17 5
Rúcula 5 folhas Inteiras sem cabinho 8 1

* Obs: são considerados alimentos de tamanho médio. Veja foto abaixo como referência.

Raspe a pele de 1 cenoura média e rale a quarta parte – deve dar uma xícara de chá mal cheia (sem apertar). Rale a sexta parte de um pepino com a casca, de forma a obter a mesma quantidade. Corte a metade de um tomate maçã em rodelas finas. Escolha 5 folhas de rúcula. Monte a salada como na foto.

Se você acrescentar apenas 1 colher de café de azeite de oliva como tempero, vai somar mais 17 calorias. Se preferir aceto balsâmico, este não tem calorias! Evite sal na salada.

 

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Creme de palmito

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Esta é a sopinha perfeita para quando você chega em casa à noite com fome, quer comer algo leve e que não leve mais de 10 minutos para ser feito.

 Creme de palmito

Tire do vidro de conserva 2 talos de palmito.Pique 1/2 cebola pequena. Em uma frigideira, frite uma pontinha de sal com alho batido e a cebola em 1 colher de café de manteiga ou azeite. Junte 1/2 xícara (de café) de leite* e misture. Bata no liquidificador com 1/2 xícara de café de água. Volte para uma panelinha limpa. Para aproveitar o resto que ficou no liquidificador coloque mais 1/2 xícara de água, Dê uma rodada e junte ao creme da panela. Misture, salpique noz moscada, pimenta do treino branca e sal. Misture 1/2 xícara (de café) de creme de leite*, mexa e prove o tempero. Na hora de servir, decore com cenoura cozida picadinha e um ramo de salsinha. Dá para 1 pessoa.

* para quem tem intolerância à lactose, use azeite, leite e creme de leite zero lactose.

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Bolo de milho

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Em certas regiões de Minas Gerais, este bolo é também conhecido como broa de milho. Para quem não pode ingerir alimentos com glúten e com lactose, segue esta receita que faz um bolo fofo e delicioso. Para quem não tem problema de intolerância a glúten pode substituir a farinha mista por farinha de trigo comum. Quem não tem intolerância a leite, pode escolher se substitui ou não o suco de laranja por leite. Para dar um toque especial, coloque quadrinhos de queijo minas na massa do bolo antes de colocá-lo no forno. Como se diz por aqui, fica um bolo dos deuses!

Bolo de milho

Veja se tem em casa estes ingredientes: 3 xícaras de chá de farinha sem glúten*, 1 xícara de chá de açúcar cristal, ½ xícara de chá de óleo, 3 ovos, 1 lata de milho verde, suco de 2 laranjas, 1 colher de sobremesa de fermento em pó, 1 pitada de sal.

Vai usar: liquidificador, batedeira, espátula e tabuleiro. Pré aqueça o forno a 250 graus.

Inicie o bolo separando as claras das gemas, pois as claras entram batidas só no final, para dar leveza ao bolo. Bata no liquidificador o milho escorrido e as gemas. Junte o açúcar, o suco de laranja, o óleo e o sal. Coloque o creme batido na batedeira e junte a farinha. Bata em maior velocidade para obter uma massa homogênea e depois bata em velocidade menor mais um pouquinho até a massa ficar perfeita.

Lave as pás da batedeira e em outra vasilha bata as claras em neve. Junte imediatamente e movimentos leves as claras à massa, usando a espátula e, por último, misture de leve o fermento em toda a massa. Unte a assadeira com óleo e despeje a massa. Baixe a temperatura do forno para 200 graus. Asse o bolo por 30 minutos, em média. Assim que sentir o cheiro do bolo, veja se já corou. Se quiser, teste com um palito, se sair limpo é porque o bolo está pronto. Então desligue, retire o bolo do forno imediatamente e cubra a assadeira com um pano. Corte em quadrados depois de frio, como mostra a foto. Se quiser, pode polvilhar o bolo com açúcar, como se usa no interior de Minas.

* o melhor substituto da farinha de trigo para bolos é o mix de farinha da Aminna que leva farinha de arroz e féculas de milho e de mandioca.

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Creme de inhame com linguiça

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O inhame, ou cará (embora sejam um pouco diferentes), é um tubérculo comestível com o qual se pode fazer cremes, sopas, purês e bolos. Traz muitos benefícios para a saúde e ajuda no controle de peso, pois, ao ser ingerido, dá uma sensação de saciedade. Saiba mais em http://www.saude.pdw.com.br/2013/03/beneficios-do-inhame.html.

Hoje trazemos para você o creme de inhame feito com um toque mineiro. Para as noites mais frias, alimenta e é muito gostoso.

Creme de inhame com linguiça

Para 2 pessoas basta 1 inhame médio ou 2 pequenos, pois rende muito. Você vai usar ½ cebola, 1 ponta de colher de sal com alho, 1 colher de sopa de óleo, 1 palmo de linguiça de lombo fresca e temperada e ½ xícara de cheiro verde picadinho.

Descasque o inhame e pique em pedaços. Corte cebola, na medida de ¼ da quantidade de inhame. Ponha água para ferver à parte. Doure a cebola e o sal com alho no óleo, acrescente o inhame. Mexa. Assim que tiver mudado de cor e começar a secar, despeja água quente, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar até ficar macio.

Enquanto cozinha, coloque a linguiça inteira em um frigideira com pouca água e deixe que ferva. Espete a linguiça para ver se está cozida. Agora deixe a água secar ou escorra. Deite um pingo de óleo na frigideira e frite a linguiça de todos os lados. Assim que esfriar, corte-a com uma faquinha afiada ao comprido, para retirar a pele e os pedacinhos de lombo. Descarte as partes brancas, que são gordura pura. Reserve.

Desligue o fogo da panela com o inhame assim que estiver cozido, espere esfriar um pouquinho e bata no liquidificador. Volte com o creme para a panela, regule a espessura do creme, colocando mais água quente se estiver grosso ou deixando secar um pouquinho se estiver muito ralo. A consistência é de creme ralo, pois ao esfriar e depois esquentar para servir, vai engrossar. Prove o tempero; se gostar, acrescente pimenta do reino branca.

Pique a salsinha e a cebolinha verde miudinho e reserve.

Na hora de servir, coloque por cima do creme o cheiro verde e os pedacinhos da linguiça, como na foto.

Bolo Formigueiro

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Iniciamos nossas receitas sem glúten e sem lactose com um bolo tradicional e muito apreciado, pois bolo é um produto difícil de se achar para comprar fofo, macio e saboroso. É uma delícia recém saído do forno e se conserva por até 10 dias se guardado na geladeira.

Bolo Formigueiro

Veja a listinha de ingredientes: 2 xícaras de chá de farinha sem glúten*, 1 ½ xícara de chá de açúcar cristal, ¾ de xícara de chá de óleo, 3 ovos, 2 maçãs, 1 xícara de café de chocolate granulado zero lactose, 1 xícara de café de iogurte ou leite zero lactose, 1 colher de sobremesa de fermento em pó, 1 colher de café de extrato de baunilha.Vai precisar de liquidificador, batedeira, espátula e forma de assar bolo. Pré aqueça o forno a 250 graus.

Comece separando as claras das gemas dos 3 ovos. Bata no liquidificador: gemas, óleo e 1 maçã descascada. Despeje este creme batido na vasilha própria da batedeira. Com ½ copo d’água limpe o resto do creme que ficou no fundo do liquidificador, junte e bata. Agora acrescente a este creme o açúcar e a farinha. Bata em maior velocidade para obter uma massa homogênea e depois bata mais um pouco em velocidade mais baixa para a massa ficar bem lisinha.

Fora da batedeira, junte à massa, misturando de leve com a espátula, o chocolate granulado e a outra maçã picada na hora.

Sem demora e com as pás da batedeira limpas, bata em separado as claras em neve. Junte as claras à massa e, por último, misture o fermento, de leve, até que se incorpore à toda a massa. Unte a assadeira escolhida com óleo e despeje a massa. Diminua a temperatura do forno para 200 graus e asse o bolo por 30 a 40 minutos. Quando exalar um aroma delicioso, verifique se o bolo está corado por cima. Então desligue, retire o bolo do forno imediatamente e cubra a assadeira com um pano até que esfrie. Só desenforme o bolo depois de quase frio.

Olhe como ficou fofo e macio:

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* o melhor substituto da farinha de trigo para bolos é o mix de farinha da Aminna que leva farinha de arroz e féculas de milho e de mandioca.

Se você não tem alergia nem intolerância à glúten e/ou lactose faça a receita com farinha de trigo, leite ou iogurte e chocolate granulado normais.

Cardápio da 4a. semana

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Cardápio da 4a. semana

Aqui estão novas sugestões para o seu 4o. cardápio do mês com receitas que já postamos no blog. Publicamos em 3 de janeiro o cardápio da 1a. semana, em 10 de março o cardápio da 2a. semana e em 21 de março o cardápio da 3a. semana. Se você almoça e janta em casa todos os dias já tem receitas, sem repetir, para um mês inteiro! Se só faz uma refeição, poderá preparar receitas diferentes durante dois meses!

Para completar o seu cardápio, escolha alguma salada – entre as mais de vinte que já postamos – para anteceder os pratos principais. Há também petiscos, sopas e cremes e ainda sobremesas no blog para você.

 

Segunda-feira

Almoço: Peito de frango ao molho de cogumelos e lentilhas ao pesto

Jantar: Panqueca de carne

 

Terça-feira

Almoço: Tiras de lombo flambadas na cachaça, arroz e feijão tropeiro

Jantar: Polenta com frango ao molho de vinho

 

Quarta-feira

Almoço: Filé de surubim ao molho de camarão e arroz

Jantar: Tagliatelli ao molho branco

 

Quinta-feira

Almoço: Bife à parmegiana

Jantar: Frango assado com mostarda e mel, creme de espinafre

 

Sexta-feira

Almoço: Kenga

Jantar: Goulash

 

Fim-de-semana

Bobó de camarão com arroz

Risotto de pato

Clique aqui para baixar o PDF, imprimir todas estas receitas e montar o seu álbum personalizado*. Presente para você: uma lista de compras da semana, para 2 pessoas, acompanha este cardápio. Clique aqui para imprimí-la. Escolha o que vai cozinhar e para quantas pessoas e personalize-a!

* Se quiser uma capa especial, temos uma capa dura personalizada do Sal&Alho para você montar um álbum tipo fichário com folhas plásticas para colocar suas receitas prediletas, ou todas elas ( já são mais de160!!!) . Entre em contato conosco pelo salcomalho@gmail.com. Podemos enviar-lhe o arquivo e o endereço de onde mandar confeccioná-la.

DIA DAS MÃES

Este álbum SAL&ALHO, com todas as receitas ou as suas prediletas impressas,  é uma excelente sugestão de presente:

1- Se a sua mãe faz parte da geração “sempre detestei cozinhar e não sei nem fritar ovo” ( gente entre 40 e 70 anos), só que agora está pensando em encarar um fogão porque mandou a empregada embora, diga a ela que cozinhar pode tornar o dia-a-dia ou, pelo menos, o fim de semana, divertido e delicioso para a família toda.  É muito fácil seguir as nossas receitas. Muita gente que nunca passou perto de um fogão agora está adorando cozinhar!

2- Se a sua mãe curte cozinhar ( há exceções honrosas na nossa geração), vai adorar colecionar as receitas Sal&Alho! Ela vai gostar de ler as historinhas que precedem as receitas, irá se lembrar de receitas antigas que já tinha esquecido e melhor de tudo – vai empolgar e fazer comidinhas gostosas para a família toda! Peça a ela para mandar suas receitas de família e suas dicas para nós pelo email salcomalho@gmail.com. Vamos adorar publicar novas receitas ( com ou sem o nome da autora, à escolha)

fichariosalcomalho

 

 

Comida gostosa sem glúten e sem lactose

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Hoje iniciamos a nossa seção de comida especial para quem tem alergia ou intolerância a glúten e/ou lactose e também para os que querem ter uma vida longa e saudável evitando o consumo excessivo de alimentos com estas proteínas. Muitas das vezes, alimentos que contem glúten e lactose são os responsáveis por sintomas de má digestão, dores abdominais, inchaço, ganho de peso e também por alergias respiratórias e dermatológicas. Se a pessoa tem alergia a estas proteínas e não evitá-las, pode prejudicar seriamente o seu sistema imunológico e ficar sujeito a desenvolver doenças graves.

O glúten é encontrado nos alimentos e bebidas com trigo, aveia, cevada e centeio. Leia mais sobre o assunto em http://www.significados.com.br/gluten/

A lactose está presente no leite e seus derivados. Veja informações em http://www.minhavida.com.br/saude/temas/intolerancia-a-lactose.

Tenho que fazer uma confissão para vocês. A vida inteira me dei mal com leite e seus derivados e também com pães, biscoitos, cerveja, ou seja, alimentos e bebidas que contem glúten e lactose. Sempre penei com alergia respiratória e dermatológica. Perto dos cinquenta anos comecei a piorar, sentindo também fortes dores abdominais, inchaço, diarreia e desânimo. Fui fazer exames e descobri que era alérgica a glúten, lactose e mais um punhado de proteínas. No início fiquei arrasada! Como me privaria de pão, de queijo, de chocolate e de pastas, que amo de paixão? Mas eu não estava nada bem e resolvi cortar o mal pela raiz, abolindo tudo o que me fazia mal. Passaram-se quatro anos desde que comecei a restringir glúten e lactose e hoje estou ótima de saúde e comendo muito bem. A prova disto é que…bem, com esta você não contava! Todas as receitas deste blog (com algumas exceções de pães e quitutes) nós preparamos, fotografamos, escrevemos o passo-a-passo e eu comi! Você vai querer voltar nas receitas e conferir se têm farinha de trigo, leite, etc, estes veneninhos (para mim). Pode voltar e conferir, até que têm, mas eu substituí!

A notícia boa para quem quer evitar glúten e lactose é esta – podem fazer todas as receitas do blog fazendo as seguintes substituições:

Manteiga> azeite ou óleo. Quando for fazer massa ( tipo para empada) substitua por banha hidrogenada, para dar liga.

Queijos> existem produtos sem lactose: cottage, queijo minas padrão, muçarela e requeijão. Prefiro os da marca LacFree da Verde Campo.

Leite e creme de leite> existem várias marcas com zero lactose. Prefiro os produtos da Piracanjuba. Existe também leite de soja e creme de leite de soja, mas têm gosto diferente, nem sempre fica bom. Prefiro substituir o creme de leite por um bom molho branco caseiro, feito com azeite e leite zero lactose.

Farinha de trigo > Farinha sem glúten ( mix de farinha de arroz, fécula de batata e fécula de mandioca). A melhor de todas é da Aminna, que tem toda uma linha de produtos sem glúten. Substitui perfeitamente e as massas ficam mais leves. Para engrossar caldos e molhos, substitua a farinha de trigo pela fécula de batata ( maizena) bastando dissolvê-la com um pouquinho de água antes de levar à panela.

Pastas em geral (spaguetti, tagliatelli, etc) > existem pastas de arroz, as melhores são as italianas, tem também as da marca Schar, alemã.

Nos bolos e quitutes, substitua o leite, ou parte, por suco de laranja ou maçã ( a fruta) ou então use leite zero lactose. Existe chocolate em pó puro cacau, que é aquele da Nestlé com os fradinhos. Há outros produtos também, como chocolate granulado sem lactose da Mr. Oetker. Aos poucos, a indústria nacional vai lançando no mercado novos produtos para nós, alérgicos e intolerantes.

Na verdade, todas as fotos que vocês viram no blog foram de receitas feitas com os ingredientes substitutos. E, devem ter notado, em casa damos preferência a saladas e carnes magras, evitando pastas, sobremesas e quitutes. Assim, nos mantemos bonitas, magras e saudáveis, comendo muito bem!

 

Bife rolê!

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Finalizamos o cardápio de um mês inteiro, almoço e jantar para 20 dias e mais 8 pratos mais elaborados para os fins de semana. Já estamos preparando os pdfs e em breve publicaremos o cardápio da 4a. semana para fechar este ciclo. Tem também mais de 20 saladas para preceder os pratos do cardápio. Esta semana começamos com as sopas para enriquecer suas refeições. Também teremos a linha light e a seção para alérgicos e intolerantes a glúten e lactose. Um blog completo!

O único dia que repetimos uma receita foi na 4a. feira da 3a. semana, que fizemos repeteco do bife. Pois aqui vai uma variação que todo mundo adora e que é muito fácil de fazer.

Bife rolê

Compre carne para bife – filé ou miolo de alcatra são as melhores. Calcule de 150 a 200 gr. por pessoa. Tire os bifes no sentido vertical, sem atravessar o fio da carne. Veja em Dicas de como cortar carne. Bata os bifes e tempere com sal, alho, cebola batidinha e pimenta do reino a gosto. Corte uma cenoura em tiras compridas e a mesma quantidade de bacon, também em tirinhas. Pique tomate e cebola na mesma proporção. Pique também o cheiro verde para finalizar. Veja foto.

Dentro de cada bife coloque cenoura e bacon. Enrole e prenda com um palito. Deite um pouco de óleo em uma panela e deixe esquentar. Coloque água para ferver em um caneco. Quando o óleo já estiver aquecido, frite a cebola, o tomate e o que sobrar da cenoura e do bacon cortados. Junte os bifes enrolados e continue fritando até que a carne mude de cor e core.

Agora despeja água fervente, pelas beiradas, aos poucos. Não jogue sobre a carne, senão vai lavar o tempero. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar até que os bifes estejam macios. Deixe que o caldo seque até ficar um molho de boa consistência. Jogue salsinha e cebolinha verde picadinhas por cima e está pronto para servir. Fica ótimo com arroz , purê de batatas ou polenta para acompanhar.

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Caldo de baroa ou mandioquinha

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Há regiões do Brasil em que este legume que escolhemos para a nossa sopinha do jantar leva o nome de batata baroa ou simplesmente baroa. Em outras, é chamado de mandioquinha. Por muito tempo era apenas um ingrediente nutritivo de sopa de criança, mas hoje está na cozinha dos melhores chefs, no preparo de purês e cremes sofisticados. Como o purê feito só com a baroa costuma ficar liguento, gosto de misturá-la a outros ingredientes, o mais usual é a batata inglesa.

Certo dia, no hotel onde trabalhava, sendo a responsável pelo setor de gastronomia, precisei fazer um cardápio especial para um grupo de franceses. Queria fazer uma comida genuinamente brasileira, com ingredientes que ainda não conheciam, mas que, ao mesmo tempo, não fugisse do paladar ao qual estavam acostumados. Inventei então este creme. Na falta de palavra para traduzir baroa, coloquei “Crème au carotte jaune” ( creme de cenoura amarela). Fez um sucesso danado e permanece no cardápio internacional do hotel desde muitos anos.

Caldo de baroa com alho poró e cebola

O nome já diz os ingredientes. A proporção que uso é : 1/2 de baroa, 1/4 de alho poró e 1/4 de cebola. Temperos: sal com alho, pimenta do reino branca, noz moscada, cebolinha verde. Se gostar, uma pitadinha de nada de curry faz a diferença.

Deite óleo, manteiga ou azeite em uma panela e frite a cebola e o sal com alho. Junte o alho poró e a baroa. Frite bem, junte água fervente até cobrir os legumes, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar. Quando espetar o garfo na baroa e perceber que está macia, retire todo o conteúdo da panela e bata no liquidificador. Se o creme estiver muito grosso, junte um pouco de água e bata mais. Volte para a panela e tempere a gosto. Deixe ferver. O creme deve ficar com a consistência de um caldo grosso. Na hora de servir, junte creme de leite ( para a proporção de legumes que viu na foto, use 1 xícara de café) .Retire do forno antes que ferva. Sirva com cebolinha verde para colocar individualmente nos pratos. Acompanhe com torradas amanteigadas.

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Novidades!

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Ao pé da Serra do Curral del Rei, em Belo Horizonte, o termômetro do meu carro marcou 13 graus hoje as 9 da manhã, com dia ensolarado. Pensei: dia bom para começar o nosso prometido Festivas de sopas, cremes e caldos!

Em Minas, temos uma larga tradição destes pratos para esquentar as noites de inverno; este, ao que parece, começou bem mais cedo este ano. Eu adoro sopas e por isto, tenho mais de 20 receitas deliciosas e fáceis de fazer que vamos passar para vocês. Até hoje só publicamos uma – Creme de tomates. Veja algumas das quais me lembro agora: Creme de baroa, Vaca Atolada, Caldo de Feijão, Maneco sem jaleco, Caldo verde, Sopa de legumes da vovó, Sopa francesa de cebolas, Consommé à la reine, Creme de aspargos, Canja de galinha…hum! só delícias! Verei agora o que temos de ingredientes em casa e logo mais farei uma sopa. Amanhã passo a receita .

Pretendemos postar 1 ou 2 por semana, pois, além disto, vamos também dar início à Linha Light,  trazendo receitas balanceadas, com valores nutritivos e quantidade de calorias, devidamente assessoradas por uma nutricionista! Aguardem as novidades!

 

Frango ao molho de cogumelos

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Sabe porque sempre temos peito de frango no almoço da segunda-feira? Praticidade. Você compra o peito de frango no supermercado já desossado e guarda no congelador. Se lembrar, tira na segunda antes de ir para o trabalho e deixa descongelando na geladeira. Se esquecer, descongela no microondas na hora que chegar, corta e tempera. Vai fazer outras coisas, depois grelha, faz um caldo gostoso e está pronto! Hoje sugerimos mais um destes molhos que se faz rapidamente com ingrediente que sempre tem na despensa. Um peito de frango com molho é muito mais gostoso, fica suculento, macio e a gente come com prazer.

Peito de frango ao molho de cogumelos

Limpe o peito de frango, passe na água fervente e depois corte na horizontal para tirar os bifes. Tempere com sal e alho e deixe pegar tempero por 15 minutos a uma hora.

Deite um fio de óleo na frigideira e grelhe os bifes até ficarem bem coradinhos. Retire e reserve. Rale 1/2 cebola pequena, coloque um pouquinho de manteiga ou azeite na mesma frigideira e doure a cebola, misturando com uma espátula para aderir toda a borra da fritura do frango. Torre, à parte, 1 colher de sobremesa rasa de farinha de trigo e depois misture na cebola, fazendo uma pasta. Despeje água fervente aos poucos até formar um caldo de boa consistência. Volte com os bifes para o caldo, acrescente os cogumelos-de-paris fatiados, misture, prove o sal, junte gotas de molho inglês e um tico de pimenta do reino e está pronto para servir.

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Camarão na moranga

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Domingo é dia de receber a família e os amigos para o almoço. No sábado, o conselho familiar discute o cardápio e no domingo vou sempre ao mercado comprar o que falta. Às vezes, dependendo do que acho, tenho alguma ideia e passo WhatsApp com foto para as filhas perguntando opinião. Pois hoje mudamos o cardápio de feijoada para camarão! Ok, sei que tem muita gente esperando a receita da feijoada que prometi para quando o tempo refrescasse. Já esfriou um pouquinho mas reservei a feijoada para inaugurar uma nova seção do blog, a dos almoços ou jantares com  cardápio completo: aperitivos, entrada, prato principal com seus acompanhamentos e sobremesa. Aguardem, em breve vai começar! Vamos então à receita do que comemos no nosso almoço de hoje:

Camarão na moranga

Como sempre, passo a receita para 6 pessoas. Compre 1 abóbora moranga de tamanho de médio para grande e 1 kg de camarão. Vai precisar ainda de 2 a 3 tomates maduros, 2 cebolas, 1 pedaço de pimentão amarelo e a mesma quantidade de pimentão vermelho, 1 ramo de coentro, 3 talos de cebolinha verde, azeite ou manteiga, sal, alho, limão, pimenta malagueta e ainda 1/2 copo de requeijão.

Pré aqueça o forno a 180 graus. Coloque a moranga inteira sobre uma assadeira rasa com um pouquinho de água e deixe no forno por 45 minutos. Enquanto isto, limpe os camarões ( tire as tripas) e tempere com 1/2 limão e uma colher de sobremesa cheia de sal. Pique os tomates, as cebolas e os pimentões. Em uma panela, frite primeiro, no azeite ou na manteiga, os camarões escorridos até que fiquem vermelhos. Retire da panela e reserve. Coloque mais um pouco de azeite ou manteiga e frite primeiro a cebola picadinha, depois o sal com alho ( 1 colher de sobremesa cheia), acrescente os pimentões e por último os tomates. Frite tudo até começar a amolecer e então coloque 1 xícara de chá de água fervente, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar. Acrescente sal e pimenta malagueta a gosto.

Retire a moranga do forno. Corte, com uma faca bem afiada e da lâmina comprida e fina, uma tampa com 8 cm de diâmetro. Pelo buraco, retire a polpa cavando por dentro com uma colher. Deixe a casca da moranga com 2 cm de espessura. Junte ao molho 3 a 4 colheres de sopa bem cheias da polpa da moranga sem as sementes. Misture, deixe cozinhar até formar uma sopa cremosa. Retire da panela e bata no liquidificador para obter um creme no ponto de purê mole.

Volte para a panela, prove o sal e a pimenta. Junte os camarões e deixe que o creme fique bem quente. Desligue o fogo e acrescente o coentro e a cebolinha picados bem miúdo. Coloque o creme com os camarões dentro da moranga e acrescente o requeijão. Misture e leve ao forno à temperatura de 280 graus até ver que a moranga está fumegando. Sirva bem quente acompanhada de arroz branco.

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Frango macio e suculento

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Há certas receitas que fazemos um belo dia por mero acaso – ou com os ingredientes que achou na sua frente – e ficam tão deliciosas que se tornam prediletas. Quando é fácil de preparar então se torna perfeita! Esta só tem um defeito: como é de forno leva quase duas horas para ficar mesmo especial. Mas…qual o problema? Faça assim: tempere o frango de véspera ou na hora que for em casa almoçar e deixe na geladeira.  Quando chegar em casa ao fim da tarde é só colocar no forno. Aí você vai tomar um banho, ver Tv, cuidar da sua vida e… Oh! o frango já deve estar pronto!

Frango assado com mostarda e mel

Para 2 pessoas, compre 2 coxas. Veja se tem em casa: cebola, mostarda ( pode ser aquela amarela cremosa comum ou a tipo Dijon, que vem com os grãozinhos em uma pasta). Separe cada coxa em duas partes ( coxa e sobre-coxa) e passe na água fervente. Prepare um tempero com sal e alho, cebola batidinha e mostarda. Passe no frango e deixe no tempero por, no mínimo, meia hora. Pré- aqueça o forno a 180 graus. Vai precisar de um pedaço de papel alumínio. Pegue uma assadeira e unte o fundo com 2 fios de óleo. Coloque as coxas, tampe com o papel alumínio e leve ao forno por uma hora e meia a duas. Mantenha um caneco com água quente no fogão, pois caso notar que o frango está secando, não deixe! Pingue água quente. Se for fazer outras coisas, já ponha um pouco de água na assadeira assim que a carne mudar de cor. Quando o frango estiver corado e macio ( espete o garfão para verificar) , retire do forno. Esquente o mel no microondas para que ele fique bem líquido e misture com um pouco de mostarda – aí é melhor você misturar a mostarda Dijon. Espalhe a mistura sobre o frango, vire as peças do lado contrário ao que estava e volte para o forno, sem o papel alumínio, para terminar de corar.

Se quiser fazer um prato único, coloque na assadeira um ou dois destes ingredientes: batata crua cortada em quatro, cebola cortada em quatro ou cebola baby inteira ou tomate maduro cortado em quatro ( sendo que o tomate e a cebola você vai colocar só na última meia hora de cozimento e a batata desde o princípio).

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Bife à parmegiana

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No Brasil, instituiu-se que “parmegiana” significa algum alimento que foi empanado, ou seja, passado no ovo e depois na farinha de pão ou de trigo torrada. Esta receita era feita em minha casa desde quando eu era menina e a maior parte de vocês deve conhecê-la.

No hotel onde trabalhei por 9 anos, fui, entre outras funções, Gerente de Alimentos e Bebidas, ou seja, a chefe do Chef, entre 2002 e 2011. Quando comecei nesta função eu já cozinhava quase de tudo, mas dentro do que se pode chamar de comida caseira – exatamente a que estamos passando as receitas para vocês desde que o blog começou, com algumas exceções. Desde que me iniciei nesta função, precisei ser autodidata porque não tinha tempo para fazer um curso especial de culinária para restaurante, se é que existe um. Então comprei muitos livros, nacionais e importados, e me dispus a estudar e experimentar e adaptar o que achava bom. A consequencia foi que montei um cardápio bem sofisticado para servir aos hóspedes, tanto nos eventos em que se serviam coquetéis e jantares, quanto no cardápio à la carte e até no buffet, que chegou a servir uma média de 200 pessoas por dia no almoço. Os cardápios precisavam ser mudados a cada seis meses e, passados alguns anos, eu não tinha mais o que inventar. Pois um dia resolvi começar a fazer as receitas caseiras da minha infância e coloquei este bife à parmegiana no cardápio do buffet. O Chef ( bem metido) ficou indignado como eu poderia colocar uma comida tão caseira no cardápio! Pois foi o maior sucesso! A ponto de clientes habituais sempre perguntarem que dia teria de novo aquele bife tão gostoso. Tornou-se então um dos pratos preferidos dos nossos clientes homens ( não sei porquê).

Bife à parmegiana

Para 2 pessoas considere 300 a 400 gr. de carne para bife ( filé ou miolo de alcatra), separe 4 fatias de presunto e 4 de queijo muçarela, 3/4 de xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de farinha de pão torrado e 1 ovo. Corte os bifes com 1 cm. de espessura e bata-os ligeiramente. Tempere com sal e alho e deixe por 15 minutos.

Quebre um ovo, misture a clara com a gema, passe os bifes rapidamente no ovo e depois na farinha. Aqueça a frigideira e passe os bifes de um lado e outro, sem esfregar até que corem. Tome uma travessa refratária, passe um pouco de molho no fundo e assente os filés empanados. Cubra com outra camada de molho de tomates. Distribua as fatias de presento e depois da muçarela. Espalhe por cima a terceira camada de molho.

Pré-aqueça o forno a 180 graus e leve ao forno a conta do queijo derreter. Sirva, individualmente, sobre uma camada de arroz misturado com molho de tomate ou de purê de batata.

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Páscoa em Berlim

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Para encerrar o passeio do Sal & Alho pela Europa Central, fomos à grande feira que é montada todos os anos atrás da famosa Porta de Brandemburgo, em Berlim, no feriado de Páscoa, que lá vai de 6a. a 2a. feira, inclusive. Além de feira de comida e bebida, apresentaram este ano variados shows diários com artistas de 23 países diferentes.  No meio da ampla avenida ao centro do parque Tiergarten foi montado um imenso parque de diversões para crianças, com todos os brinquedos e barraquinhas que você possa imaginar. Haviam milhares de pessoas, a maioria famílias alemãs trazendo suas crianças e aproveitando o ensolarado feriado de temperatura amena.

Como não podia deixa de ser, o ponto alto são as tendas das cervejarias. Algumas até montam uma mini fábrica. Outra mania são os Bretzel gigantes servidos doces e salgados, com muitas variedades e formas. Tradição que não pode faltar são as castanhas carameladas vendidas em cartuchos coloridos. Para acompanhar a cerveja, tomada em canecas de até 1 litro, são oferecidos pães e preparados com carnes. Os principais são: boulettes ( hamburger) , knakauer ( salsicha branca), bratwurst ( pão com salsicha) e nakensteak ( steak) 

Hoje os turcos somam uma parcela considerável da população de Berlim. Com suas grandes famílias participavam da festa agregados em grandes mesas comunitárias. O que mais comem é um sanduiche de pão árabe grosso e gigante, recheado com salada de alface e tomate bem temperada e uma almôndega achatada. Para acompanhar, tomam o tradicional café turco, servido em copinhos de vidro.

 

Lentilha o ano todo

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Para muitos, a lentilha remete ao Reveillón que, segundo a tradição nos traz boa sorte para o Ano Novo. Mas a lentilha pode e deve ser comida o ano todo, trazendo variedade ao nosso cardápio, além de vitaminas, mineirais e fibras (veja mais informações nutricionais no final do texto). Da mesma maneira como aqui no Brasil a base da refeição é o arroz e o feijão, no Oriente Médio a lentilha é o coringa na mesa. Um alimento barato e popular que, mais ainda do que o nosso feijão, pode ser preparada de mil e uma maneiras, uma para cada noite. Insha’Allah! (em árabe, significa ‘se Deus quiser’)

Então apresentamos a:

Lentilha ao pesto de hortelã com cebolas caramelizadas

Para 1/2 quilo de lentilhas (rende muitas porções) você vai precisar de uma cebola, um molho de hortelã, 1/2 xícara de chá de castanha de caju triturada ou pinoli, 1/2 xícara de chá de azeite, 100 gr de queijo pecorino ralado, 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1/2 xícara de café de vinho tinto e uma pitada de molho shoyo.

Separe: uma panela grande, uma colher grande, um pilão.

Comece cozinhando as lentilhas por cerca de 20 a 30 minutos ou até que estejam ‘al dente’. Para cada medida de lentilha, use o triplo de medida de água. Quando estiver cozida, desligue, escorra e reserve.

Agora vamos ao preparo do pesto. Usando um pilão de madeira ou de pedra amasse as folhas de hortelã junto ao azeite até que forme uma pasta. Acrescente as castanhas e bata mais. Por último, coloque o queijo, a gosto, e misture bem. Reserve.

Corte a cebola em fatias médias. Jogue um fio de azeite na panela e em seguida a cebola. Quando já estiver  macia e amarelada, afaste-as para as bordas da panela e coloque cerca de 2 colheres bem cheias de sopa de açúcar cristal no centro. Deixe que o açúcar fique marrom e comece a caramelizar e então misture tudo rapidamente. Despeje o vinho e espere que o álcool evapore (você vai sentir o cheiro do álcool evaporando). Tempere com molho shoyo, que já contém sal. Quando as cebolas já estiverem coradas, macias e saborosas, acrescente as lentilhas e misture tudo por 5 minutos. Desligue.

Na hora de servir, junte o pesto.

Segundo nossa nutricionista de plantão Letícia Menicucci, a lentilha tem as seguintes características:

– Fonte de vitaminas e minerais fundamentais para a saúde do organismo: ácido fólico, B6, magnésio, ferro e triptofano (aminoácido essencial).
– Rica em fibras solúveis que diminuem a absorção do colesterol dos alimentos;
– Contém carboidratos complexos que ajudam na diminuição do açúcar no sangue
– Baixa concentração de gordura, quase toda insaturada.
As vantagens da lentilha sobre o feijão são:
– Menos calórica;
– Possui maior quantidade de fibras;
– Possui maior quantidade de ferro.

 

Estamos preparando uma edição especial em parceria com nossa nutricionista, aguardem!

Salada de Frutas Cremosa

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Este ano o calor está custando a ir embora! Que delícia que o verão esse ano veio esticado. Então para refrescar e também recuperar das comilanças de Páscoa, nada melhor do que uma salada de frutas.

Para a salada que costumo preparar, escolho as frutas mais cremosas e suculentas, bem brasileiras. Portanto, nada de melão nem de pedaços de laranja. O que também diferencia esta salada é o suco que tem um toque especial que dá corpo e sabor à salada.

Pique as frutas que mais gostar em pedaços pequenos e de tamanho semelhante. As que escolhi foram: 1 banana, 1 mamão papaya, 1/2 manga, 1 maça, 2 pêras pequenas e 6 morangos. Desta vez não tinha em casa, mas às vezes coloco também lascas de ameixa, que vão muito bem.

Separe uma parte do mamão (mais ou menos 1/4 de mamão papaya) e bata com 1 copo de suco de laranja. Se aumentar a quantidade das frutas, aumente também a quantidade de suco. Acrescente à mistura 1/2 pacote de gelatina em pó dissolvida (sem sabor ou de morango) em 1/2 copo de água morna.

Agora junte o suco às frutas e misture tudo. Gosto tanto desta salada que até dispenso a sobremesa de chocolate!

Ovos de Páscoa

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Prometi contar a história dos ovos de Páscoa da região da antiga Hungria, que mais tarde se tornou parte do Império Austro-Húngaro e que então abrangia largas extensões de terras que hoje são de outros países, como a Eslováquia e a República Tcheca.

Agora que estamos na Semana Santa, vi ovos de Páscoa à venda nas feiras de rua, desde Budapeste, passando por Bratislava, Viena e Praga. Vi alguns simplesmente pintados de uma única cor como azul, vermelho e verde.

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Pela aparência, desconfiei que eram ovos verdadeiros de galinha, e eram mesmo! Daí comecei a ver ovos finamente pintados com lindos desenhos em todas as cores. Pela preciosidade dos motivos e variedade de cores julguei não ser possível que alguém pintasse ovos de galinha com tanto capricho. Pois fui perguntar e fiquei admirada por saber que eram todos ovos de verdade! Pensei: porque alguém se dá ao trabalho de pintar um ovo que depois de alguns dias apodrece? Perguntei de novo e fiquei sabendo da antiga tradição de se presentear ovos no Domingo de Páscoa. A história antiga é a seguinte:

Na manhã do dia da Páscoa, os homens acordavam cedinho, iam até o poço mais próximo e retiravam um balde de água, que a esta época do ano está a cerca de 8 graus de temperatura. Voltavam às suas casas e acordavam as mulheres da família, a esposa e as filhas, se houvessem, jogando água fria em cima delas. Como era considerado um gesto de agrado, pois a água é sinal de vida e representa renovação, as mulheres não podiam reclamar. Ao contrário, a esposa dava de presente ao marido um ovo pintado por ela. Quanto mais prendada, ou rica e de boa família, mais bonito tinha que ser o ovo, que representa a fertilidade, mostrando assim o seu desejo da família crescer e prosperar. Antecipadamente, as mulheres se reuniam no sábado para pintar os seus ovos. Prosseguindo, no domingo de Páscoa, depois que tomavam o café da manhã, os homens das aldeias se reuniam e iam de casa em casa, jogando água nos cabelos das mulheres e recebendo em troca um ovo pintado e um agrado em forma de bebida alcoolica, um tipo de cachaça doce feita a partir da fermentação de frutas como ameixa, cereja ou pera. Hoje o costume continua na região da atual Hungria, só que os homens jogam perfume em aerosol no cabelo das mulheres ao invés de água. As mulheres continuam retribuindo com ovos e bebida. Como passam o dia visitando as casas dos vizinhos, amigos e familiares, ao final do dia os homens estão totalmente bêbados. Segunda-feira então ficou sendo feriado, pois é o dia de curtir uma tremenda ressaca!

Dica: você pode tentar tingir o ovo de um tom avermelhado deixando que cozinhe na água com casca de cebola!

Pastelaria tradicional da Europa Central

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Hoje vamos dar destaque para os pães e biscoitos ( seria nossa tradução) mais populares nos países da Europa Central, como Hungria, Eslováquia, República Tcheca, Áustria e Alemanha, por onde o blog Sal & Alho está dando uma voltinha por estes dias. No próximo domingo será a Páscoa e as ruas e praças estão cheias de turistas e famílias locais aproveitando os dias de feriado. Estas fotos foram tiradas em Praga, na famosa praça do relógio astronômico no centro histórico. Com alguma dificuldade, pois é difícil conseguir alguém que fale inglês e que ainda tenha tempo e paciência para conversar com turista blogueira e curiosa, obtive alguma informação.

Trdelnik

Este nome me intrigou, pois não consegui pronunciá-lo! Trata-se de um biscoitão fofo, em forma de anel, oco por dentro. Tem gosto bem próximo ao nosso conhecido “sonho” ou “biscoito de chuva”. É originário da cidadezinha de Skalica, hoje situada em território da República Tcheca mas que já foi húngara. O nome tem a ver com estaca de madeira. Faz-se a massa ( que a mulher não quis me dar a receita) e com ela são feitos rolos ( igual gnocchi) que são enrolados em torno de um pedaço de pau. Leva-se a uma grelha igual de churrasqueira para assar, enquanto gira-se de um lado e outro. Depois polvilha-se com açucar. Pode-se misturar farelo de nozes ao açucar. Por mais o equivalente a 1 euro é possível pedir para passar nutella ou outro creme na parte de dentro. Delicioso, mas faz uma melança para comer!

Alpenbrod, ou pão dos Alpes

É muito tradicional e comum este tipo de pão em toda a região, porém é proveniente dos Alpes, do qual leva o nome. Segundo a minha guia local, que me passou a receita, é muito fácil de ser feito. Só tem um segredo: é preciso ser bem guardado, em uma lata, por exemplo, para não endurecer. Tente fazer: para 1/2 quilo de farinha, junte 250 gr. de manteiga e a mesma quantidade de açucar. Misture, acrescente 2 ovos e 1 colher de café de fermento biológico seco. Misture tudo em um processador. Tire e sove a massa até dar consistencia de enrolar. Deixe a massa descansar por meia hora. Aqueça o forno a 180 graus. Forre uma assadeira com papel manteiga. Faça 6 rolinhos com a massa e coloque-os de comprido na forma. Asse por 10 a 15 minutos, até corar. Ainda quente, polvilhe com açucar e corte na diagonal de 2 em 2 cm.

 Pretzel

Sua origem data da Idade Média, dizem que foi inventado por um monge que os dava de presente às crianças que aprendiam as orações. Há várias versões da história mas sempre ligada às tradições religiosas. Pretzel não equivale a uma determinada receita, é a forma do pão ou do biscoito. No formato original, tem a forma de um coração em que as linhas que fazem o “V” descem cruzando e enlaçam as laterais, dando a forma de um coração que abraça. Bonito, não é? Conforme a região é feito de outras formas, como a da foto, que tem um enrolado no meio. É tradição oferecer pretzel no café da manhã no dia da Páscoa.

Outra tradição de Páscoa, principalmente entre namorados e de pais para filhos é oferecer um coração de chocolate com o nome da pessoa amada.

No próximo post vou contar a história húngara dos ovos de Páscoa. Bem divertida, aguarde!

 

 

 

 

Tortas vienenses

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Viena é famosa pela qualidade de sua “pasticérie” e tudo começou, por mero acaso, no ano de 1832. Hóspedes importantes iriam jantar em um conhecido hotel e, justo neste dia, o chef de cozinha adoece e falta ao serviço. Seu jovem aprendiz, Franz Sacher ( pronuncia-se sárrah), prepara como sobremesa uma torta de chocolate de sua invenção, que foi muito elogiada. Passam, desde então, a ser fornecedores oficiais da Casa Real, inclusive da Imperatriz Elizabeth (a Sissi). A Torta Sacher torna-se famosa em todo o Império Austro-Húngaro. Vem gente de todo o mundo saboreá-la e hoje a torta é um importante produto de exportação da Áustria.

O segredo da receita da Torta Sacher, que é feita em 36 passos, é guardado a sete chaves. Só o mestre confeiteiro tem acesso à tal receita, que exige uma perfeita harmonia na mistura dos ingredientes e uma determinada temperatura e humidade do ambiente onde é preparada. Usualmente pede-se um café para depois da torta.

Outras tortas e sobremesas são servidas. Viena também é conhecida pela qualidade de seus chocolates.

O Café Sacher também serve pratos leves, como o Salmão marinado ao azeite balsâmico e ervas, que eu pedi e estava perfeito.DSCN0424

Chucrute à moda húngara

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A maneira de se fazer o chucrute aqui na Hungria é bem diferente da moda alemã. Parece ( ou será igual?) com o charuto da culinária árabe. Os húngaros são os únicos povos da Europa Central com etnia diferente da germânica e da eslava. São descendentes de povos nômades da Ásia, talvez venha daí parte de suas tradições culinárias. Minha nova amiga Timea, nascida e criada em Budapeste, foi quem me explicou como fazer o chucrute, que é, depois do goulash, uma das receitas mais populares e apreciadas por aqui. Vou passar para vocês a receita dela, porém vou fazer em casa logo que voltar. Se necessário for, retorno e dou mais uns toques.

Chucrute à moda húngara

A receita é feita com arroz, carne, repolho, sal, páprica e pimenta do reino. Calcule 2 a 3, digamos, trouxinhas, para cada pessoa e para cada uma considere 1 folha grande de repolho , uma colher de sobremesa de arroz cru e a mesma quantidade de carne moída, também crua. O arroz é misturado com a carne e temperado com uma pitadinha de sal, outra de páprica e outra de pimenta do reino preta. Amassando com as mãos, faça um bolinho com estes ingredientes e coloque-o no centro da folha de repolho, também crua. Enrole com firmeza e depois dobre as laterais para dentro, apertando e moldando a trouxinha. Agora corte o restante do repolho em tiras finas, como se corta couve. Corte também cebolas brancas em fatias, pique e reserve a cebolinha verde.

A maneira certa é colocar as trouxinhas, com o repolho e a cebola picados por cima, acrescentando um pouco de água, a conta de cobri-las, em uma panela grande, de preferência de barro, como é o tradicional na Hungria, e deixar que cozinhe por 2 horas, pingando água quente, sempre que necessário, até que as trouxinhas fiquem macias e cozidas. No final, salpique mais um pouco da cebola branca fatiada e, por último, a cebolinha verde. Por minha conta, se você não tiver paciência de ficar tomando conta de panela por 2 longas horas, experimente cozinhar no forno.

Como o recheio fica avermelhado, perguntei se a receita levava molho de tomate. Originalmente não leva, a cor ferrugem é devido à páprica.

 

Comida de rua em Budapeste

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Tarde de sábado de céu azul e temperatura fresca em Budapeste, capital da Hungria. Oba! Feira de comida na rua, barraquinhas, comidas e bebidas típicas a ótimos preços, feitas no maior capricho e deliciosas. Por todo lado, gente bonita e alegre aproveitando o início de primavera e tomando cerveja em canecos enormes! Saí fotografando tudo a fim de mostrar para vocês. Vamos lá, de 3 em 3 fotos. Clique nas fotos para ver o texto de cada uma.

A primeira receita seria a do Goulash, que aqui se chama sopa de Goulash ( pronuncia-se goyash). Esta já saiu no blog. Tem diferenças: a sopa tem muito mais caldo, vem temperada com muita páprica e leva batatas e cenouras. Fazem assim para render mais, pois carne aqui é muito cara e este é um prato bem popular.

A carne de porco é vista em todo lugar, na brasa assam pernil e joelho de porco ( primeira foto) e na chapa fritam embutidos (quinta foto), que apresentam muitas variedades; alguns, tipo salaminho, são comidos crus.

O Pato ao molho de laranja (segunda foto) é delicioso. Este você já pode fazer com receitas que já demos. Veja dica de como cozinhar pato e confira a receita do frango ao molho de laranja. Depois que o pato estiver cozido, siga a mesma receita do frango.

Esta maneira de se fazer batata (que está na terceira foto) é muito boa para acompanhar carnes assadas na brasa. Parece com a Salada de batatas quentes, só que é feita na chapa, por partes. Em uma chapa fritam a cebola cortada em quatro. Na outra, fritam as batatas cortadas e no final jogam por cima bastante cebolinha verde picada. Misturam as cebolas e as batatas com a linguiça, que por sua vez, também já foi frita em outra chapa. Em algumas barracas vi colocarem tomates cortados em quatro sem as sementes, que são fritos junto com as cebolas depois que estas já começaram a corar. Temperam com sal, páprica (sempre doce) em pó e pimenta do reino negra também em pó.

Nas barraquinhas vendem ainda queijos de muitas qualidades e procedências; pães, bolos e biscoitões; uma grande variedade de geléias e de temperinhos com ervas, mel natural, chocolates e outros produtos artesanais, como sabonetes. Já estamos às vésperas da Páscoa: vi lindos ovos, tanto os de verdade pintados à mãos quanto os de chocolate. Difícil resistir!

Torta Pasqualina

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Quem já foi à Italia ou mesmo à restaurantes italianos já percebeu que eles gostam de comer em várias etapas. Cada coisa tem a sua hora de vir. Nós brasileiros que gostamos de comer tudo ao mesmo tempo ficamos loucos ao ver esses cardápios com tudo muito bem dividido: Antipasti, Primo Piatto, Secondo Piatto, Contorni….. e por aí vai (em português Antepasto, Primeiro Prato, Segundo Prato, Acompanhamentos). Nessa, passam horas e horas na mesa sem a menor culpa ou pressa. As refeições são mais extensas e completas nos finais de semana ou quando se vai à um restaurante chique em ocasiões especiais. Mas no dia-a-dia em família não deixam de ter pelo menos duas etapas, nem que a primeira seja risotto e a segunda seja apenas presunto! Normalmente é assim: os antepastos variam conforme a estação sendo alguns clássicos o salame, o presunto e os legumes bem preparados. De primeiro prato temos sempre arroz (os risottos), gnocchi, pastas. Na segunda etapa vem as carnes acompanhadas de legumes e salada. O pão acompanha desde o antepasto, com uma pausa para as massas, ficando ali em cima da toalha de mesa, compartilhado por todos, sem prato, esfarelando tudo. Já se imaginou com 10 kg a mais nessa rotina? Pois os italianos cuidam de balancear tudo muito bem. O segredo é não exagerar nas quantidades, comendo um pouquinho de cada. Ah, e não vamos esquecer que depois de tudo isso ainda tem o doce e o café, que é bem curto e bem forte, pra arrematar de jeito. Outra mania interessante dos italianos, que não os deixam engordar é o tal do “due passi”. A expressão, que significa “dois passos”, quer dizer, literalmente, ir dar um passeio, dois passinhos só pra ajudar na digestão.

Pois vamos à receita de hoje que roubei de uma mamma bem tradicional. É uma torta de legumes, servida como Antepasto e normalmente preparada na Páscoa. Bem colorida, ela celebra a chegada da primavera no hemisfério norte e é tradicionalmente feita para levar ao Picnic, podendo ser comida fria.

Torta Pasqualina da Mamma

Esta versão foi ligeiramente alterada por mim, você também pode usar os legumes que quiser. Vai precisar de: um rolo de massa folhada (não vamos usá-lo inteiro), 250gr de queijo ricota, 2 ovos. Os legumes que usei foram: espinafre, brócolis, abobrinha, berinjela, pimentões vermelho e amarelo e tomatinhos cereja.

 

 

Antes de tudo você vai precisar de pré-preparar alguns legumes. Corte os pimentões pela metade, retire as sementes e coloque em uma travessa untada com azeite. Joque mais um pouco por cima e leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até que a pele comece a enrugar. Retire do forno e, depois de frios, retire a pele com os dedos delicadamente. Sem a pele, os pimentões ficam mais doces e macios. Cozinhe os brócolis em água quente com sal até ficarem macios. Refogue o espinafre com um fio de azeite até que amoleçam. Quanto à abobrinha e à berinjela, tempere com sal e grelhe, regando um pouco de azeite ao terminar.

Agora vamos à montagem. Coloque a massa folhada sobre a forma untada, ajeitando no fundo e nas bordas e corte o excesso nas bordas. Atenção, deixe um pouco de folga pois ela irá diminuir no forno. A dica da Mamma é: para que a massa não estufe no forno, com a subida do ar quente, faça furinhos com garfos e espalhe bagos de feijão, para fazer peso. Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 5 minutos apenas. Enquanto isso, bata a ricota com os ovos, fazendo um creme.

 

Retire os bagos de feijão e guarde para as próximas tortas. Coloque primeiro o espinafre, depois o brócolis. Despeje o creme de ricota e, por cima, enfeite com os outros legumes. Corte os tomatinhos ao meio e distribua-os com os demais legumes. Faça um desenho bem bonito e leve ao forno por cerca de 20 minutos a 180 graus. Sirva quente ou fria que também é uma delícia!

Essa foi a versão da Mamma:

IMG_20130727_200817.194Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.