Tortilla de batata

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Esta semana fechamos as aulas de culinária do ano com um cardápio de comida espanhola. Neste ano de 2016 escolhemos como tema dos nossos jantares a gastronomia internacional, ensinando a fazer pratos da comida típica de doze países. Em nosso jantar espanhol tivemos tapaspan com tomate com coberturas variadas), tortilla e papas bravas servidas com sangria. O prato principal foi a Paella valenciana e, como sobremesa, servimos a Torta Santiago. Nos próximos posts daremos as receitas das papas bravas e da torta.

Um dos pratos mais tradicionais da culinária espanhola é a tortilla ( diga tortilha) de batata. A melhor que já comi na Espanha foi em Calzadilla de la Cuenca, no Caminho de Santiago. A receita abaixo é a mais comum, feita com batata, cebola e ovos, mas pode ser feita incluindo como ingredientes cheiro verde ( salsinha e cebolinha) , ou embutidos (como linguiça e salames).

Tortilla de batata

Para 8 pessoas separe 6 batatas grandes, 3 cebolas grandes, 6 ovos, sal e pimenta do reino.

Cozinhe as batatas com a casca, deixando-as ainda um pouco duras. Despele-as e corte-as em fatias finas. Corte a cebola em fatias finas.

Tome uma frigideira antiaderente grande e comece passando as cebolas em um fio de azeite, a conta de amaciá-las, sem deixar corar. Tempere com um pouquinho de sal e pimenta. Retire da panela.

Bata as claras com um fuê até que espumem e vá juntando as gemas aos poucos. Tempere com sal e pimenta do reino.

Passe outro fio de azeite na mesma frigideira e espalhe. Coloque a primeira camada de batatas gastando 1/3 da quantidade. Salpique sal e pimenta.

Coloque a segunda camada de cebolas gastando 1/2 da quantidade. Despeje, espalhando pela panela toda, metade dos ovos batidos. Repita as camadas: 1/3 da batatas ( salpique sal e pimenta), a outra metade da cebola, o restante dos ovos. Cubra com a última parte das batatas, salpique sal e pimenta. Aperte e acomode para uniformizar.

Observe o cozimento dos ovos – quando estiver amarelo nas beiradas ( como omelete), abaixe o fogo e prepare-se para virar a tortilla.

Tampe a frigideira com uma forma redonda de pizza. Coloque por cima um pano de prato dobrado ( para não queimar). Agora firme bem a forma com uma mão espalmada e com a outra vire a frigideira de cabeça pra baixo. Levante e retire a frigideira com cuidado para não partir a tortilla. Recoloque a forma sobre o fogo baixo para que termine de cozinhar por baixo. Retire a tortilla da forma e passe-a para o prato que irá servir, escorregando-a devagar, com a ajuda de uma espátula. Sirva imediatamente.

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Lomo saltado do Restaurante Incanto – Cuzco

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Em nosso primeiro dia em Cuzco fomos dar uma volta na Plaza de Armas. Na hora do almoço, escolhendo dentre uma grande variedade de restaurantes, passamos em frente ao Incanto, que fica ao fundo da praça, do lado direito da Catedral. Um senhor italiano muito simpático estava à porta e nos convidou para entrar, como se fosse na casa dele. Ficamos tão honradas com o gentil convite e o restaurante era tão bonito, chique e aconchegante, que não tivemos dúvida! Este senhor nos explicou que o restaurante faz parte de um grupo com outros seis ( http://www.cuscorestaurants.com), cada um com uma proposta gastronômica diferente entre as variedades e influências da gastronomia peruana.  O Incanto oferece um cardápio de comida típica peruana, especialidades italianas e uma comida ítalo-peruana que agrada a todos. Como queríamos provar da comida do interior do Peru escolhemos o Cuy  ( porquinho da índia), cuja carne é deliciosa, e ainda o mais famoso dos pratos peruanos com carne – o Lomo Saltado (foto principal).

Como já sabem, assim que voltei para casa fui experimentar as novas receitas e – sem dúvida – o Lomo Saltado foi o mais apreciado pela minha família. Passo a receita testada e aprovada para vocês:

Lomo saltado

No idioma espanhol lomo é carne de boi tipo filé mignon (não confundir com lombo).

Ingredientes para 2 pessoas: 300 a 400 gr. de filé mignon cortado em cubos ( também comi na versão com bife alto), sal e alho, pimenta a gosto. Para o molho: 1 cebola (pode ser branca ou roxa), 1 tomate, 2 colheres de sobremesa de molho de soja. Pode temperar com coentro e ají amarelo. Como não temos ají no Brasil pode trocar por pimenta dedo-de-moça. Na receita que fiz em casa usei a pasta de ají amarelo que trouxe do Peru.

Corte e tempere o filé mignon com uma hora de antecedência.

Corte a cebola e o tomate em fatias finas (veja foto). Leve-os ao fogo em uma frigideira antiaderente e salteie ( balance a frigideira sobre a chama forte pra frente e pra trás, movimentando-a em círculo). Dessa forma consegue-se dourar os alimentos sem amassá-los. Tempere com o molho de soja e misture. Se gostar, junte o coentro (pode ser cebolinha ou salsinha) e o ají amarelo (pode ser a pasta, ou pimenta dedo-de-moça ou pimentão vermelho ou amarelo picadinho – nesse caso salteie-o junto com a cebola e o tomate).

Enquanto isto prepare a carne. Coloque um pouco d’água para ferver à parte. Esquente bem um fio de óleo em uma frigideira antiaderente. Coloque a carne, sele os pedaços ou filés de um lado e depois do outro. Deixe que fiquem bem bronzeados, por igual. Retire a carne e mantenha-a em um lugar aquecido. Rapidamente, despeje um pouquinho de água fervente na frigideira e dissolva a borra da carne, formando um caldo. Volte com a carne, junte o molho, misture com cuidado e deixe que fique bem quente.

Sirva imediatamente, acompanhado de arroz branco e batatas, que podem ser fritas, assadas ou cozidas.

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Caldo de fubá com frango e milho verde

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Para quem é do interior de Minas Gerais este caldo tem sabor de infância. Toda fazenda tem uns franguinhos ciscando no quintal e um milharal, nem que seja só pra alimentá-los. Início de inverno é tempo de milho verde e época de preparar as comidas típicas de festa junina (e julhina, porque são tantas festas que não cabem no calendário de Junho).  Além do curau, ou mingau doce de milho verde, experimente fazer esse caldo. A receita é fácil e simples.

Caldo de fubá com frango e milho verde

Para 4 pessoas basta 1 peito de frango ( ou qualquer parte do frango com carne), 2 colheres de óleo de milho, 1/2 cebola, 2 colheres de café de sal com alho, 1/2 xícara de chá de fubá, 1 espiga de milho verde (ou 1 lata de milho escorrido) e 1/2 xícara de chá de salsinha e cebolinha picadinhas.

Passe a carne do frango em água fervente, pique em cubinhos e tempere com 1 colher de café de sal com alho. Deixe pegando tempero de 15 a 30 minutos. Enquanto isto, tome a espiga de milho e passe a faca para retirar os bagos de milho do sabugo. Pique a cebola e o cheiro verde. Ponha 1 litro de água para ferver.

Esquente o óleo e frite o frango. Assim que mudar de cor, junte a cebola e o sal com alho. Quando o frango estiver bem corado, junte um pouquinho de água quente e raspe a borra do fundo da panela com uma colher de pau. Acrescente e misture o milho verde.

À parte, misture bem o fubá com 1 xícara de chá de água quente. Junte ao frango  e vá mexendo e acrescentando água quente até formar um caldo ralo e homogêneo. Prove o tempero. Pode acrescentar, se gostar, uma pitada de pimenta do reino e outra de cominho. Se quiser o caldo mais colorido pode acrescentar 1 colher de sopa de molho de tomate. Deixe o caldo engrossar até a consistência desejada. Na hora de servir, ponha por cima a salsinha e a cebolinha picadinhas.

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Torta de maçã ao leite condensado

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Maçã é um fruta que temos o ano inteiro e que aguenta bem uma semana de geladeira, então passa a ser, como dizem os jogadores profissionais ou os mágicos, uma “carta na manga”. Leite condensado, leite e ovos também é fácil de se ter à mão. Aprenda a fazer esta sobremesa pois se der uma vontade repentina de comer uma sobremesa muito gostosa ou se quiser agradar à alguém, em meia horinha estará pronta!

Torta de leite condensado com maçãs

Para 6 a 8 pessoas vai precisar de 1 lata ou caixa de leite condensado, a mesma quantidade de leite, 4 ovos inteiros e de 4 a 6 maçãs (dependendo do tamanho).

Primeiro faça uma calda rala: em uma panelinha derreta ½ xícara de café de açúcar cristal. Quando estiver derretido e da cor de caramelo, acrescente ¾ de xícara de café de água fervendo. Deixe que derreta de novo e mexa com uma colher de pau até obter a consistência de mel ralo. Desligue o fogo e reserve.

Bata no liquidificador os ovos inteiros, o leite condensado e o leite. Reserve.

Ligue o forno a 220 graus e coloque dentro dele uma assadeira alta e grande com água pela metade. Deixe a água esquentando para assar a sobremesa em banho-maria.

Tome uma travessa refratária, a mesma que for servir a torta, e pincele o fundo e as laterais com a calda. Despeje o creme batido.

Descasque e corte as maçãs em fatias finas. À medida que for cortando, vá colocando-as dentro da travessa. Coloque a travessa no forno, dentro da água quente, com cuidado. Deixe assar até ficar corada por cima. Para ver se está assada, faça o teste do palito: se ao furar a massa o palito sair limpo, a torta está pronta.

Se tiver um maçarico de culinária, salpique açúcar cristal e canela por cima da torta e queime-a. Dá um saborzinho especial e fica mais bonita! ( a mesma técnica do crème brûllé)

Sirva a torta morna com sorvete ou leve-a à geladeira por 2 horas para servi-la gelada.

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Peixada com molho de camarão a jato

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Moqueca é o nome que se dá a este prato lá na Bahia, onde o temperam com leite de côco, dendê e bastante pimenta. Em Minas Gerais a receita é a mesma, porém pode-se ou não acrescentar o leite de côco – pouco, só pra dar um gostinho – e nunca se usa dendê. A pimenta fica ao gosto do freguês e pode ser a malvada da malagueta (forte) , a dedo de moça ou a biquinho inteira, que enfeita e não arde. Nos vales dos rios São Francisco e Doce, este prato, típico de beira de rio, feito com peixe, cebola, tomate, cheiro verde e, conforme a região, também pimentões é conhecido como peixada. É sempre acompanhado de pirão, feito com o caldo do molho misturado com farinha de mandioca até ficar pastoso.

A receita que se segue é o meu jeito de fazer peixada ou moqueca. Faço o molho separado e só depois junto o peixe e o camarão (opcional). Desta forma, não só é feita com muito mais rapidez como se tem melhor condição de controlar o ponto certo do cozimento do peixe e do camarão. Quando se coloca tudo cru na panela, como é a receita tradicional, até que os ingredientes do molho fiquem bem cozidos e com o gosto misturado, o peixe já se desfez e o camarão, por excesso de tempo de cozimento, já ficou borrachudo. Vai por mim, pode fazer do meu jeito que dá certo!

Peixada com molho de camarão

Dica 1: use uma panela de barro, de pedra ou de ferro para fazer o prato. Ou, no caso de você ser um gourmet sofisticado, use a panela Le Creuset. Tenho todas e prefiro a de barro, fica mais típico.

Dica 2: é sempre melhor usar o peixe fresco, que pode ser de rio ou de mar. Se mora em uma grande cidade longe de rio e de mar, compre o peixe fresco mas resfriado e peça ao peixeiro para cortar postas com 2 a 3 cm de espessura. Peixe congelado, sinto muito, mas não presta para esta receita. Quanto ao camarão pode ser congelado mas deixe-o descongelando ao natural, lave bem, retire as tripas e deixe escorrendo por um bom tempo.

Calcule 1 posta grande de peixe ou 2 pequenas por pessoa. Se for colocar camarão, pode ser de 50 a 80 gr. por pessoa ou conte as unidades de acordo com a vontade de comer camarão (eu sozinha como dez!). Tempere com sal e suco de limão e deixe pegando tempero por 15 minutos. Para o molho: para cada 2 pessoas calcule 1 tomate tipo italiano grande bem maduro, 1 cebola, 1 dente de alho, 1 xícara de café mal cheia de pimentões picados, 1 colher de sobremesa de cheiro verde ( salsinha, cebolinha e centro), 1/2 xícara de molho de tomate pronto, 1/2 xícara de café de leite de côco (opcional). Azeite a gosto. Pique todos os ingredientes do molho e reserve.

Vamos ao preparo do molho: em uma panela de alumínio, no fogo alto, deite azeite até formar uma camada fina no fundo. Frite a cebola e em seguida o alho; junte o tomate e os pimentões. Vá mexendo até que tudo frite por igual. Assim que os legumes começarem a amaciar, junte o molho de tomate e misture. Tempere com sal e pimenta a gosto. Desligue o fogo. Enquanto frita, esquente a panela de barro (ou a que escolher) com uma camada fina de azeite ao fundo. Passe então metade do molho para a panela de barro. Espalhe as postas de peixe e o camarão por cima. Cubra com o restante do molho*. Jogue por cima o cheiro verde e o leite de côco. Dê uma boa regada com o azeite. Tampe a panela, reduza o fogo e deixe cozinhar até verificar que o peixe está cozido mas firme. No meio do cozimento, torne a provar o tempero e coloque mais sal e pimenta se necessário. * Se perceber que a quantidade de peixe não irá caber em uma camada, divida em duas. O molho, então, terá que ser dividido em três partes – uma para o fundo, outra para o meio e outra para a cobertura.

Para o pirão: assim que terminar o cozimento retire parte do caldo e passe para outra panela. Vá adicionando farinha de mandioca aos poucos até formar uma pasta homogênea e cremosa.

Dica 3 : termine a peixada meia hora antes de servi-la. Retire a panela do fogão, envolva-a em jornal e faça um embrulho com uma toalha de mesa velha. Deixe a peixada descansando – ficará muito mais saborosa porque o  caldo irá entranhar no peixe e nos camarões. Usando uma panela como as indicadas esta conservará o calor e não deverá esquentar  a peixada para o caldo não secar.

Sirva com arroz branco.

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Pão saudável na omeleteira

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Ganhei uma omeleteira bem na época quando descobri minha intolerância a ovos. Então deixei-a guardada, esperando um dia poder fazer uso dela. Pois, fazendo experiências, descobri um jeito de usá-la e ainda fazer um pão saudável de maneira super rápida! Mas mesmo se você não tiver intolerância a ovo é uma ótima opção para quem tem intolerância a glúten e também a lactose. Ou quer um pão feito em casa muito saudável.  Em minha casa estamos tentando diminuir o consumo de pão de forma industrializado e esta receita é uma opção bem gostosa.

Misture bem: 1 colher de sopa de farinha de arroz, 1 colher de sopa de amaranto, 1 colher de sopa de polvilho doce, 1 colher de sopa de linhaça dourada em pó, hidratada em 2 colheres de sopa de água (ou 1 ovo). 1/2 colher de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de água, sal a gosto e por último 1/2 colher de chá de fermento.

Coloque a mistura na omeleteira e leve-a ao fogo baixo. Verifique o ponto de virar: o pão vai corar um pouquinho e soltar sozinho. Vire e core o outro lado também. Está pronto!

Nota: receita feita pela blogueira filha

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Pesto de azeitonas pretas para saladas

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Varie do pesto de ervas – como o de manjericão – e sirva sua salada com este pesto de azeitonas, muito fácil de se fazer, delicioso e de bonito efeito.

Como se sabe, a azeitona preta é a fruta que fica no pé até amadurecer completamente, ao contrário da verde, colhida desta cor. Assim, naturalmente é mais adocicada, desde que muito bem curtida. As mais comercializadas no Brasil são as que vêm da Califórnia e do Chile. Há também as pretinhas miúdas portuguesas, muito saborosas. Para esta receita, eu prefiro a Azapa chilena, por ser mais carnuda.

Salada de tomate maçã com pesto de azeitonas pretas.

Prepare o pesto com muitas horas de antecedência ou de véspera. Retire o caroço das azeitonas pretas e passe-as no processador. Misture a pasta com azeite virgem de boa qualidade e deixe curtindo na geladeira.

Para a salada da foto, corte os tomates tipo maçã em fatias finas e regue-os fartamente com o pesto, um pouco antes de servir.