Filé em iscas com cogumelos e tomatinhos

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Saber fazer um molho suculento tendo como base o filé cortado em iscas é fundamental para quem se aventura na cozinha como principiante ou mesmo para quem já se considera experiente. Este molho básico pode ser incrementado com ingredientes como cogumelos, creme de leite, queijo gorgonzola, pimenta zimbro e outros. Tanto é ótimo para servir como aperitivo acompanhado de pão, quanto para comer com uma pasta ou guarnecido de arroz e batatas. Veja nesta receita a técnica de como prepará-lo e use sua imaginação para variar seu cardápio!

Filé em iscas no molho de cogumelos e tomatinhos servido com pasta de arroz

O corte: o mais importante é saber cortar o filé corretamente para que fique bem macio. Considere de 150 a 250 gr. de filé por pessoa, dependendo se for servir outros pratos ou se este será o prato único. Tome uma peça de filé inteira (ou parte) e corte fatias paralelas de 1 cm. de espessura. Atenção: sem atravessar – nunca corte o filé na diagonal! Deite cada fatia e, no sentido maior, corte-as em filetes finos e compridos.

Tempere a carne usando uma mistura de sal com alho e pimenta do reino ( ½ colher de café rasa para cada 200 gr. de carne). Deixe descansar por 15 a 30 minutos.

Obs.: Se for usar o filé para outro molho que não seja este da receita, siga as instruções abaixo ignorando o acréscimo do cogumelo e dos tomates e substituindo-os (ou não) pelo ingrediente escolhido.

Para 4 pessoas considere 800 gr. de filé, 12 champignon-de-paris médios e 16 tomatinhos.

Enquanto a carne pega tempero, lave e corte os cogumelos em fatias finas. Lave e corte os tomatinhos ao meio, retirando as sementes. Coloque ½ litro de água para esquentar e afervente nela os cogumelos até amaciarem (5 minutos). Retire-os, escorra-os bem numa peneira e mantenha o caldo do cozimento no fogo baixo.

Tome uma frigideira larga antiaderente e aqueça nela 2 colheres de sopa de óleo até ficar bem quente. Distribua as iscas de filé e deixe que mudem de cor. Vire-as do outro lado para corar por igual. Certamente vai dar caldo. Retire esse caldo e guarde-o em uma travessa. Espere até que as iscas fiquem bem coradas e sequinhas. Nesse ponto volte com caldo que retirou, ainda quente. Terminado esse, vá acrescentado a água na qual cozinhou os cogumelos (ou água quente, se não usou cogumelos) derramando-a aos poucos, pelas beiradas, sem jogar água diretamente na carne. A quantidade de caldo deve ficar na altura da metade da carne quando o filé já estiver bem macio.

Acrescente os cogumelos e misture. Prove o tempero e junte sal e pimenta se necessário. Pode também juntar uma colher de chá de molho inglês, se quiser servi-lo mais temperado como aperitivo. Se quiser dar um toque oriental coloque a mesma quantidade de molho de soja (só se não for misturar creme de leite ou queijo)

Dica: para o molho ficar encorpado, retire ½ xícara de café do caldo e acrescente 1 colher de sobremesa de amido de milho. Misture bem dentro da xícara. Afaste o filé para as beiradas de modo a juntar o caldo no centro da panela. Acrescente a mistura e mexa sem parar até dissolver e engrossar. Misture com o restante do molho.

Querendo acrescentar os tomates, coloque-os ao final, um pouco antes de servir, para que não desmanchem. Se quiser trocar o tomate por creme de leite ou um creme feito com gorgonzola e leite é neste momento que irá juntar, neste caso, torne a provar o tempero.

Aqueça uma boa quantidade de água para cozinhar a pasta. Se for usar pasta de arroz ( tipo Bifum japones) lembre-se que cozinha muito rápido, quase a conta de colocá-la na água fervente e retirá-la para o escorredor.

Misture rapidamente o molho na pasta e sirva bem quente.

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Pão de frigideira

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Este pão é baseado no pão Naan indiano que é um pão chato, parecido com o pão sírio e muitos dos pães mediterrâneos. São normalmente servidos como entrada ou acompanham o prato principal, sendo o acompanhamento perfeito para pastas e molhos típicos desta região. O indiano é levemente adocicado, para contrapor aos temperos fortes desta culinária. Tradicionalmente são assados em fornos de pedra ou cerâmica e são muito rápidos de preparar. Dependendo do forno, gasta-se até segundos para assar e ele já sai cheiroso e delicioso do forno para a boca! Como não temos um desses fornos em casa, podemos fazer na frigideira, rapidinho, sem ficar esperando na frente do forno!

Listinha dos ingredientes: 3/4 de xícara de chá de água fervida, 1 colher de sopa de mel, 7 gramas de fermento biológico instantâneo (ou uma colher de sobremesa rasa), 2 xícaras de chá bem cheias de farinha de trigo, 1/2 xícara (ou 100gr) de chá de iogurte grego tradicional, 2 colheres de sopa de óleo de canola, 1 colher de sobremesa cheia de sal.

Misture o mel e o fermento à água quente e deixe descansar por 10 minutos até formar uma espuminha. Misture então o líquido do ferment, levemente, para que o fermento que ficou no fundo suba. Despeje em uma tigela grande de vidro e acrescente a farinha, o iogurte, o óleo e o sal. Mexa até formar uma massa. Usando as mãos, sove a massa até ficar macia, por cerca de 5 minutos. Comece no próprio recipiente e quando tomar forma, passe para uma superfície lisa e limpa, polvilhada com farinha de trigo. A massa não deve grudar nas mãos mas deve ficar ainda úmida. Se precisar, acrescente mais farinha. Dica: se a massa continuar grudando (na verdade grudando na massa que está na suas mãos) lave-as bem, seque e volte a amassar. Verifique o ponto.

Volte com a massa para a travessa de vidro, ainda suja de farinha de trigo e cubra-a com um pano molhado. Deixe descansando até dobrar de tamanho, por cerca de uma hora.

Transfira a massa para uma superfície lisa e divida-a em 10 pedaços. Polvilhe a superfície com farinha de trigo e, com um rolo, também polvilhado na farinha, abra um pedaço de cada vez, em círculos de cerca de 20 cm de diâmetro.

Esquente uma frigideira anti-aderente. Coloque um círculo de massa de cada vez, deixando por 2 a 3 minutos de cada lado. Quando começar a formar bolhas, está na hora de virar.

Sirva ainda quente, molhando o pão no azeite, na pasta ou no molho de sua preferência.

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Frango recheado

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Se você se cansou do frango de sempre e hoje acordou com paciência para fazer um prato um pouquinho mais elaborado, aproveite para experimentar como valorizar um simples peito de frango. Dá até pra fazer um jantarzinho para os amigos gastando pouco e apresentando um prato bonito, com pinta de gourmet.

O recheio pode variar. Por exemplo, pode-se usar: ovo de codorna cozido, cenoura ligeiramente aferventada e cortada  em tiras, bacon cru, ameixa preta sem caroço, cogumelos fatiados, palmito, fatias de presunto, fatias de muçarela, etc. Gosto de usar sempre 3 variedades, de cores diferentes. Hoje abri a geladeira e achei tomate seco, abobrinha e queijo minas. Vamos ver como ficou:

Peito de frango recheado

Se ainda não tentou, está na hora de aprender a desdobrar um peito de frango para que possa recheá-lo. Limpe e coloque o peito de frango deitado sobre uma tábua de plástico. Faça o primeiro corte no peito deitado, pela frente, passando a faca na altura da primeira terça parte, da direita para a esquerda, sem deixar o corte ir até o fundo. Desdobre. Vire. Do lado contrário, faça outro corte no mesmo sentido, no meio da altura. Torne a desdobrar. Se achou difícil, escolha um peito de frango grande e simplesmente corte-o ao meio, como se corta pão francês para sanduíche. Bata o peito aberto com uma batedor de carne até obter um filé grande, liso e todo da mesma altura. Cuidado para não furar. Tempere com sal e alho e deixe por 15 minutos.

Recheie com o que quiser, observando os tamanhos compatíveis. O recheio deve ocupar o meio do bife, de modo que dê para dobrá-lo, fechando. Não coloque recheio até as pontas, para não sair fora na hora de fechar. Dobre um lado e depois o outro, feche nas pontas. Passe um barbante e amarre.Dobre as pontas para dentro e prenda com o barbante.

Doure o rolinho de um lado e outro, despeja água fervente pelas bordas e deixe cozinhar com pouco caldo até ficar macio. Deixe que sobre um pouco de caldo para regar a carne. Se preferir, leve ao forno a 180 graus, com papel laminado cobrindo, até ficar macio. Retire o laminado e deixe corar. Coloque um pouco de água fervente na assadeira para formar o caldo.

Corte e desenrole o barbante. Fatie o rolinho com cuidado para não arrebentar. Depois de fatiado, regue com o caldo do cozimento para não ficar seco.

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Dica – Frango desfiado pronto para mil receitas

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O maior macete para quem não tem tempo de ficar na cozinha todo dia é preparar toda semana, ou de 15 em 15 dias, um boa quantidade de frango com seu molho, desfiar e guardar na geladeira (ou em porções no congelador) em uma vasilha com tampa hermética. Assim você terá sempre à mão frango que é base para várias receitas e ingrediente principal de outras receitas com massa, cuscuz e saladas e ainda serve como recheio para panqueca, sanduiches e wraps.

Se quiser fazer o frango de panela no capricho, à mineira, siga a receita do frango básico. Estando o frango pronto, retire da panela e deixe esfriar. Separe com cuidado a carne dos ossos. Volte só com os ossos e as gorduras que ainda sobraram para a panela, acrescentando uma colher de molho de tomate. Despeje mais água e deixe por 15 minutos em fogo baixo. No final, prove o caldo; pode temperar com mais sal e pimenta a gosto; se quiser acrescente ½ colher de café de molho inglês ou shoyo – deve ficar bem temperadinho. Retire tudo da panela e coe este caldo numa peneira grossa; retorne com o caldo coado para a mesma panela. Desfie a carne que tirou dos ossos do frango em lascas menores. Tire um pouco do caldo da panela para uma xícara e misture bem com um pouco de farinha de trigo torrada. Despeje no caldo e misture até ferver. Coloque o frango desfiado na panela e deixe cozinhar mais 5 minutos. Deixe esfriar e guarde na geladeira, ou use imediatamente.

Se quiser fazer o frango no forno, também pode, porém fica mais seco e sem molho Siga a receita do frango assado. Depois de frio, retire a carne dos ossos e desfie em lascas maiores. É ideal para saladas, como a Caesar, para salpicar sobre massas, e também para recheio de sanduiches, omeletes e wraps.

Se quiser simplificar mesmo sua vida, faça o frango na panela de pressão. Perde um pouco no sabor mas ganha muito no tempo. Coloque o frango com osso na panela de pressão. Para 4 coxas, junte 1 cebola, 1 cenoura e 1 talo de aipo ou de alho poró, 2 dentes de alho e 1 ramo de salsinha e cebolinha e 3 folhas de louro. Acrescente água até tampar o frango e os ingredientes ou até 3/4 da panela. Tempere com 1 colher de sobremesa de sal e 1 pitada de pimenta do reino. Pode colocar ½ copo de vinho branco ou tinto, se tiver. Deixe cozinhar na pressão por cerca de 15 a 20 minutos ( depende do fogão) ou até verificar que a carne já está soltando dos ossos. Retire tudo para uma travessa, separe a carne e desfie como quiser. Coe o resto do caldo, legumes e ossos e aproveite este precioso caldo para suas receitas com frango, risotos, pastas, caldos e muitas outras.

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Dica – Filé de peixe – grelhar, fritar ou assar?

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1- Se você tiver uma grelha, de churrasqueira ou elétrica, pode colocar o filé direto sobre a mesma. Assim que um lado corar, vire e core do outro lado.

2- Peixe é muito delicado para colocar sobre aquelas chapas de ferro que você põe sobre a trempe do fogão. Mesmo se untar com óleo costuma queimar.

3- Se quiser fritar o peixe numa frigideira, primeiro você tem que passar os dois lados do filé na farinha de trigo ou de pão para que o peixe não desmanche na fritura. Frite no óleo ou azeite e se, quiser, coloque manteiga só no final.

4 – Para assar, esquente o forno a 180 graus. Coloque o peixe na travessa refratária que vai servir, pois se colocar em uma assadeira o filé pode partir ao ser transportado para outro recipiente.  Passe azeite no fundo formando uma camada fina. Assente o peixe no meio da travessa e leve ao forno. O tempo de cozimento é de aproximadamente 20 minutos. Se o filé for alto, ou quiser apressar o cozimento, cubra com um papel alumínio; se começar a dar água, retire o papel alumínio e deixe corar ligeiramente.

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Dica – Carne moída

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A recém-casada chega no açougue e pede carne moída. O atendente pergunta: Tem preferência de carne? Sem saber o que responder, a moça diz que não. Percebendo seu ar de perdida, o rapaz sugere: Patinho? Assustada, ela pensa que não sabia que já estavam moendo carne de pato, quem sabe carne de boi estaria muito cara? Faz que não. O açougueiro insiste: Então leva um músculo, madame! A moça estava voltando da academia e teve outra visão do que seria um músculo. Desiste e volta pra casa com o franguinho de sempre.

Um dos curingas da cozinha prática do dia-a-dia é ter sempre carne moída pronta na geladeira, porque serve de base para vários pratos. Para quem tem criança em casa é indispensável, pois é uma delícia misturada com arroz, feijão, banana e tomate picadinhos.
A carne ideal é patinho ou chã de dentro, que precisa ser limpa e moída duas vezes. Peça ao açougueiro com um sorriso que ele fará.
Prepare antes o sal com alho, a cebola batidinha e mais um pouco de molho de tomates.
Numa panela doure no óleo a cebola e o sal com alho. No fogo forte, frite a carne até mudar de cor. Deixe secar a água que a carne pode dar. Baixe o fogo, acrescente um pouco de molho de tomates misturado com água quente, na conta de dar uma molhadinha na carne. Deixe cozinhar só um pouquinho. Prove o sal. Acrescente, se quiser, molhos prontos, como de pimenta, de soja ou molho inglês – atenção: só uma pitada. Desligue o fogo, deixando a carne ligeiramente molhada no seu próprio caldo.

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Molho de tomates

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Este molho é o maior quebra-galho que você pode ter na cozinha. Serve como base para muitas receitas, é o próprio molho  para um spaguetti al sugo, pode fazer um Bloody Mary fantástico e até uma deliciosa sopa creme de tomates.

O segredo são os tomates, que devem ser do tipo italiano e estarem absolutamente maduros. Para 10 tomates, junte uma cebola grande, ½ xícara de café de azeite, 3 dentes de alho, ½ xícara de café de ervas frescas: salsinha, cebolinha e manjericão. Não ponha sal nem açúcar.

Em uma panela grande, refogue tudo no azeite. Coloque água quente até tampar a mistura e deixe cozinhar no fogo baixo. Se o molho começar a secar, vá pingando água, sempre fervendo, até que os tomates fiquem cozidos. Espere esfriar e bata tudo no liquidificador.

Ponha no congelador em pequenos potes de plástico e vá passando para a geladeira à medida do uso.

O molho não tem tempero porque se você adicioná-lo a uma receita que já está temperada pode ficar muito salgado e lembre-se que sal e/ou tempero demais não tem jeito de tirar!

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