Homus

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Homus 

Esta é a famosa pasta de grão-de-bico da culinária árabe, que é servida com o pão árabe. Pronuncia-se “Rumes”, com o r arranhando a garganta, como rr. Ideal para aperitivo, como entrada ou para lanche.

Para servir 8 pessoas, você vai precisar de 200 gr. de grão-de-bico cru, pasta de gergelim*, limão, sal com alho e pimenta síria.

O pacote de grão-de-bico vem com 500 gr, então retire 2/5 do pacote. Coloque os grãos de molho de véspera para que cozinhem mais depressa. Para cozinhar na panela de pressão, despeje os grãos na panela e cubra-os com água fria. Depois que a panela começar a apitar, conte o tempo: deve cozinhar cerca de 30 minutos ou até que os grãos estejam desmanchando de tão macios. Escorra os grãos, jogando fora a água do cozimento. Se não tem costume de usar panela de pressão, veja a dica aqui.

Bata no liquidificador o grão-de-bico ainda quente com 2 colheres de sopa de pasta de gergelim*, um pouco de água fria filtrada – o suficiente para que consiga bater os grãos até formar uma pasta da consistência de patê. Tempere a gosto com o suco de 1 limão e 1 colherinha de café rasa de sal e um tico de pimenta síria.

* a pasta de gergelim mais comum de encontrar-se à venda é a Tahine da tradicional marca Istambul, vendida em uma lata amarela e verde. É um produto muito rico em proteínas. Dica: pode ser guardado na geladeira para uso futuro, dentro da própria lata e envolto com filtro plástico.

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Tabule

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O tabule é uma receita da culinária árabe muito apreciada, pois é uma salada leve e refrescante encorpada com trigo, perfeita para servir como entrada ou refeição ligeira. Os vegetarianos adoram! A proporção da mistura dos ingredientes é o ponto fundamental. E a grande dica é servir junto com alface romana bem fresquinha.

A receita seguinte é para 8 pessoas.

O primeiro passo é colocar o trigo para kibe de molho em água fria por 1 hora. Para 1 xícara de café de trigo coloque 3 xícaras de água. Para esta quantidade de trigo – que depois de hidratado deve dar 1 xícara de chá quase cheia – você vai usar 3 tomates tipo italiano bem maduros, 2 cebolas grandes, 2 maços de salsinha, 1 de cebolinha e outro de hortelã.

Enquanto o trigo está de molho, corte o tomate em quatro, retire o miolo e as sementes, torne a cortar cada parte em quadrinhos bem pequenos (clique aqui para ver dica de como cortar o tomate). Pique a cebola bem miudinha no processador. Deve dar 2 xícaras de chá de cada. Pique a salsinha, a cebolinha e a hortelã o mais miudinho que conseguir. Verifique se completa 1 xícara de chá da salsinha picada, a mesma quantidade da cebolinha e 1 xícara de café de hortelã.

Esprema o trigo com as mãos par tirar o excesso de água. Misture o trigo com os demais ingredientes já picados. Salpique um pouquinho de pimenta síria e um tantinho de sal. Tempere com limão e azeite. Prove o tempero.

Para servir o tabule à maneira libanesa, coloque 1 colher de sobremesa do tabule pronto no meio de uma folha de alface, deite um fio de azeite e enrole como uma trouxinha.

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Babaganush

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O babaganush é aquela pasta de beringela deliciosa da culinária árabe que é degustada com o pão árabe. Ideal para servir como aperitivo ou para um lanche. Pronuncia-se “babarranush”.

Segredinho especial que passamos para você: como obter aquele gostinho de berinjela defumada que faz toda a diferença! A escolha e o preparo da berinjela são muito importantes. Prefira berinjelas pequenas e gordinhas. Defumar não é nenhum mistério – você poderá fazer este processo no seu próprio fogão a gás.

Para uma porção que serve 8 pessoas: 3 berinjelas pequenas, pasta de gergelim, pimenta síria, 1 a 2 dentes de alho, 2 limões tahiti e sal.

O segredinho: asse as 3 berinjelas direto da trempe do fogão até sentir uma delicioso aroma de berinjela defumada se espalhando por toda a cozinha. Durante o cozimento, vire-as, com cuidado para não se queimar, de modo que assem por igual. Deixe que esfriem e retire com cuidado a casca das berinjelas tirando toda a pele, com os dedos, sob o jato de água corrente.

Coloque no liquidificador os ingredientes na ordem a seguir e bata-os na função pulsar (ou seja, bater para picar mas sem deixar liquefazer): 1 dente de alho, 2 colheres de sopa de pasta de gergelim*, suco de 2 limões, 1 colherinha de café rasa de sal , um tico de pimenta síria e as berinjelas. Coloque a pasta batida em uma travessa, deite um fio de azeite caprichado e enfeite com folhinhas de ervas.

* a pasta de gergelim mais comum de encontrar-se à venda é a Tahine da tradicional marca Istambul, vendida em uma lata amarela e verde. É um produto muito rico em proteínas. Dica: pode ser guardado na geladeira para uso futuro, dentro da própria lata e envolto com filtro plástico.

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Kibe

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Kibe é hoje uma das delícias da culinária árabe mais consumidas nos bares e casas de lanche de Belo Horizonte. Herança da imigração sírio libanesa, com certeza! Lembro-me de quando era criança e ia com minha mãe ao centro da cidade. Se eu ficasse boazinha, sem sair correndo sozinha pela rua, ela me levava para comer kibe na Rua dos Caetés. Sempre quis aprender a fazer comida árabe, porém só agora, por causa do blog, achei uma amiga, libanesa de pai e mãe e exímia cozinheira, que se dispôs a me ensinar. Depois de pronto, juro, nunca comi um kibe tão bom na minha vida! Passo a receita em primeira mão:

Kibe cru

Deixe de lado a cisma de não comer carne crua. Você come carpaccio, não é? E, afinal, a carne, seja crua ou cozida, é o mesmíssimo alimento. Abra-se a novas experiências gustativas. Não custa nada provar. Você mesmo irá fazer a receita, sabe bem da procedência da carne e cuidou pessoalmente de sua preservação e preparo. Experimente e irá adorar!

A porção por pessoa é de 100 gr. de carne e 50 gr. de trigo. Peça ao seu amigo açougueiro para moer 2 vezes o miolo de uma carne de boi que tem o nome de patinho. Pese 1 quilo da carne moída. Vai precisar também de 500 gr. de trigo para kibe e 1 maço de hortelã picadinha.

 

Ponha o trigo de molho na água fria por 1 hora. A proporção é de 1 parte de trigo para 3 de água. Escorra o excesso de água e esprema o trigo com as mãos. Misture-o com a carne moída. Dica: molhe suas mãos em água gelada para poder misturar bem a massa; desta forma não grudará nos dedos e facilitará seu serviço. Tempere com 1 colher de chá de sal com alho e a mesma quantidade de pimenta síria. Misture bem. Se você tiver um moedor de carne ou um processador, passe nele esta massa para obter uma pasta fina, pois ficará muito melhor. Veja na foto do topo como servir: deite um fio de azeite por cima da pasta e enfeite o prato com hortelã, que dá um indispensável sabor refrescante. Servido como aperitivo ou entrada, a receita dá para 10 pessoas.

Kibe assado 

Para preparar esta apreciada e famosa receita árabe você vai seguir o mesmo procedimento da receita do kibe cru, com a diferença de que a hortelã será misturada à pasta de trigo e carne. Além dos ingredientes acima citados, vai precisar também de mais ½ quilo da mesma carne moída, 1 cebola pequena, sal com alho e pimenta síria. Enquanto prepara a pasta de carne, trigo e hortelã, pré aqueça o forno, ligado em 200 graus. Reserve a pasta pronta.

Em uma panela, coloque um fio de óleo, doure 1 colher de café de sal com alho e 1 cebola média picadinha. Junte a carne moída. Misture. Continue mexendo até a carne mudar de cor. Assim que corar, desligue. Prove o sal e tempere com um 1 colher de chá de pimenta síria. Reserve.

Tome uma assadeira grande e funda. Unte o fundo e as laterais com um pouco de azeite. Coloque metade da massa de kibe cru. Espalhe bem com os dedos para formar uma camada toda da mesma altura. Por cima, coloque toda a carne moída que preparou na panela. Espalhe igualmente. Cubra com o restante do kibe cru. Espalhe por toda a superfície de forma igual. Passe a faca, cortando em quadrados ou losangos. Leve ao forno por cerca de 1 hora ou até verificar que a carne está corada por cima. Na hora de servir, regue com azeite. Esta receita serve 15 pessoas.

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Kafta

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Kafta 

Esta receita da culinária árabe é preparada à base de carne, cebola e cheiro verde e é ideal para uma refeição leve. Vai muito bem servida com salada, arroz ou pão árabe. Como pode ser servida quente ou fria e dura bastante na geladeira, selecionamos esta receita para a nossa linha Marmita Business, pois você poderá faze-la de véspera ou no final de semana e levar para o trabalho no meio da semana. A receita a seguir serve 8 pessoas, desde que não seja prato único.

Você vai precisar de 1 quilo de carne moída de primeira qualidade. Peça ao seu amigo açougueiro para moer 2 vezes o miolo de uma carne de boi que tem o nome de patinho.

Pique 1 a 2 cebolas em quadrinhos bem miudinhos. Pique 2 molhos de salsinha e 1 de cebolinha o mais miudinho que conseguir. Esta é a receita tradicional mas, se quiser, pode acrescentar 2 a 3 tomates picados bem miudinho. Eu fiz das duas maneiras e gostei mais da que leva tomate.Veja aqui dica de como cortar o tomate.

Pré aqueça o forno na temperatura de 200 graus.

Misture a carne moída com a cebola e o cheiro verde ( e o tomate, se for incluir). Tempere com o suco de 1 limão, 1 colher de chá de chá de sal com alho e a mesma quantidade de pimenta síria. Misture bem e prove.

Tome um pirex de tamanho médio e assente a massa de modo uniforme. Leve para assar por aproximadamente 1 hora ou até ver que a carne está corada.

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Culinária árabe

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Culinária árabe em Belo Horizonte

Nos anos 1910, quando Belo Horizonte, fundada no finalzinho do século 19, contava ainda com uma população que se conhecia pelo nome, chegaram os primeiros imigrantes libaneses e sírios fugindo das guerras e da instabilidade econômica de seus países de origem para tentar uma vida nova no Brasil. Sem domínio do idioma, iniciaram-se como mascates para logo abrirem seus estabelecimentos comerciais na região central, na Rua dos Caetés. Nova leva de imigrantes veio nos anos 1940. Esta gente amável e trabalhadora, que sempre deu importância à cultura e à tradição, progrediu rapidamente, integrando-se à hospitaleira sociedade local.

Para nossa felicidade, conservam com primor a sua tradição culinária. Hoje, o kibe e o pão árabe marcam presença constante nos bares e padarias da cidade.

Sempre amei o sabor da comida árabe e tive a grande sorte de contar com a delicadeza e a boa vontade de uma amiga, genuína descendente de libaneses, para ensinar-me a preparar diversos pratos da maneira autêntica e tradicional do Líbano. De hoje em diante vamos presentear nossos seguidores com uma série de receitas deliciosas, muito saudáveis e fáceis de preparar.

Veja as fotos de algumas das receitas que já testamos, aprovamos com louvor e vamos passar para vocês, de hoje em diante, a cada sábado. Siga-nos!

Lentilha o ano todo

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Para muitos, a lentilha remete ao Reveillón que, segundo a tradição nos traz boa sorte para o Ano Novo. Mas a lentilha pode e deve ser comida o ano todo, trazendo variedade ao nosso cardápio, além de vitaminas, mineirais e fibras (veja mais informações nutricionais no final do texto). Da mesma maneira como aqui no Brasil a base da refeição é o arroz e o feijão, no Oriente Médio a lentilha é o coringa na mesa. Um alimento barato e popular que, mais ainda do que o nosso feijão, pode ser preparada de mil e uma maneiras, uma para cada noite. Insha’Allah! (em árabe, significa ‘se Deus quiser’)

Então apresentamos a:

Lentilha ao pesto de hortelã com cebolas caramelizadas

Para 1/2 quilo de lentilhas (rende muitas porções) você vai precisar de uma cebola, um molho de hortelã, 1/2 xícara de chá de castanha de caju triturada ou pinoli, 1/2 xícara de chá de azeite, 100 gr de queijo pecorino ralado, 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1/2 xícara de café de vinho tinto e uma pitada de molho shoyo.

Separe: uma panela grande, uma colher grande, um pilão.

Comece cozinhando as lentilhas por cerca de 20 a 30 minutos ou até que estejam ‘al dente’. Para cada medida de lentilha, use o triplo de medida de água. Quando estiver cozida, desligue, escorra e reserve.

Agora vamos ao preparo do pesto. Usando um pilão de madeira ou de pedra amasse as folhas de hortelã junto ao azeite até que forme uma pasta. Acrescente as castanhas e bata mais. Por último, coloque o queijo, a gosto, e misture bem. Reserve.

Corte a cebola em fatias médias. Jogue um fio de azeite na panela e em seguida a cebola. Quando já estiver  macia e amarelada, afaste-as para as bordas da panela e coloque cerca de 2 colheres bem cheias de sopa de açúcar cristal no centro. Deixe que o açúcar fique marrom e comece a caramelizar e então misture tudo rapidamente. Despeje o vinho e espere que o álcool evapore (você vai sentir o cheiro do álcool evaporando). Tempere com molho shoyo, que já contém sal. Quando as cebolas já estiverem coradas, macias e saborosas, acrescente as lentilhas e misture tudo por 5 minutos. Desligue.

Na hora de servir, junte o pesto.

Segundo nossa nutricionista de plantão Letícia Menicucci, a lentilha tem as seguintes características:

– Fonte de vitaminas e minerais fundamentais para a saúde do organismo: ácido fólico, B6, magnésio, ferro e triptofano (aminoácido essencial).
– Rica em fibras solúveis que diminuem a absorção do colesterol dos alimentos;
– Contém carboidratos complexos que ajudam na diminuição do açúcar no sangue
– Baixa concentração de gordura, quase toda insaturada.
As vantagens da lentilha sobre o feijão são:
– Menos calórica;
– Possui maior quantidade de fibras;
– Possui maior quantidade de ferro.

 

Estamos preparando uma edição especial em parceria com nossa nutricionista, aguardem!