Cafés de Budapeste

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Buda fica de um lado do Rio Danúbio e Peste, do outro. Em magiar, do qual originou-se o idioma húngaro, Buda significa água e Peste, forno.Tudo a ver com culinária? Só na minha imaginação. Buda tem este nome por causa das fontes termais e Peste devido aos antigos fornos de cal. Budapeste, fundada em 1873 com a unificação de Buda, de Peste e de Óbuda, é famosa por seus cafés, que ficam do lado de Peste. Aqui destacamos dois, um por ser o que tem as melhores sobremesas e outro porque é o café mais chic do mundo!

O Café Gerbeaud fica bem no centro da área turística com ruas fechadas para pedestres. É uma delícia passear na área da Váci para tomar um café depois do almoço e ver as lojas de marcas famosas. Era neste café que a Sissi, a bela imperatriz do império austro-húngaro, ia tomar sorvete de violetas! Hoje não o servem mais, porém você pode escolher umas destas opções:

O New York Café fica na Erzébet perto da Kossuth Rákóczi. Foi uma caminhada de quinze minutos em boa marcha até lá, que serviu para não deixar-me com remorso pela gula. Esperava um esplendor e ainda fiquei boquiaberta! Já tinha ido a outros café luxuosos pelo mundo afora, porém, perto deste, ficam todos tão pobrinhos, coitados…

Vejam que maravilha!

 

 

Bacalhau fresco da Bica do Sapato

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Ontem à noite jantei no Bica do Sapato aqui em Lisboa, restaurante frequentado por jovens descolados e executivos do mundo todo. Fica no Cais da Pedra, em um armazém em frente ao porto, surpreendentemente bem decorado por dentro. Eu, que sou arquiteta, aprecio quando se consegue fazer uma decoração clean, refinada e agradável sem gastar muito, como foi o caso. Adorei o recurso visual de se projetar antigos pratos de desenhos tradicionais portugueses na parede, cujo desenho se desfaz para formar o seguinte. Porto tem surpresas e ontem havia um imenso navio no cais,  colado na varando do resturante.

 

Bem que eu gostaria de ter conversado com o chef, mas a casa estava cheia e o moço muito ocupado, mas fui muito bem servida pelos simpáticos atendentes da casa. Pedi a sugestão da casa e fiquei feliz quando me recomedaram um bacalhau fresco, justo o que eu queria comer! Pelo cardápio vi que servem uma boa variedade de peixes e frutos do mar, carnes de novilho, pato, codorna e porco.

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Como entrada, escolhi um carpaccio de pato. Veio rapidinho, o que é surpreendente para um restaurante quase lotado. Ponto para eles! Deve ser bem difícil preparar um pato para carpaccio, pois é um carne dura e veio tenra e deliciosa. Sabe-se que para cortar fatias tão finas é necessário que a carne esteja quase gelada, para estar na consistência que se possa cortar, de modo que o preparo já mostrou a arte da cozinha. O carpaccio veio temperado com uma redução de vinagre de vinho tinto, com cebolinhas cortadas bem miudinho, coberto com alfaces frescas e bem crocantes e acompanhado de fatias de pão com frutas secas, o que deu um toque adocicado contrastante. Amei!

DSCN0237Depois de um tempinho apreciando um vinho branco seco do Alentejo, veio o prato principal. Bacalhau, claro! Nada como um bacalhau fresco e este chegou branquinho,tenro, perfumado pelo azeite, derretendo na boca. A técnica é fazê-lo escalfado, ou seja, cozido lentamente em banho maria em uma mistura de azeite virgem de oliva e água. A releitura do bacalhau a Brás foi feita com a base de batatas. Na minha interpretação, ralaram a batata e a fritaram rapidamente com azeite, sal e um pouco de clara batida com gema só para dar liga. O toque interessante foi dado com uma emulsão de azeitonas pretas servido à borda do prato. Com não podia deixar de ser, bem regado à um excelente e levíssimo azeite de oliva. Gosto de comida como esta (imagino que as demais do cardápio seguem a mesma linha) preparadas com excelentes ingredientes e feitas na hora, com a necessária e tão difícil simplicidade que só os realmente bons sabem ter.

Para completar a noite, pedi a versão local da famosa Pavlova. Veio um suspirão recheado com sorbet de amoras e couli de frutas vermelhas. Você pode tentar fazê-lo batendo claras em neve e colocando açucar aos poucos até a massa adquirir uma boa consistência. Coloque o suspirão no forno pré-aquecido e não deixe corar. O sorbet pode ser comprado na Alessa, lá tem o perfeito para esta receita. Quanto ao couli, já demos a receita aqui no blog.

Escrevo para vocês tomando o meu chá da manhã no Starbucks da Praça Restauradores, tendo como vista o Castelo de São Jorge. Uma pena não ter mais noites aqui em Lisboa. Fica a sugestão de outros restaurantes daqui indicados por amigos portugueses que amam uma boa gastronomia: o Papa Açorda, dos mesmos donos do Bica do Sapato, que tem mais de 30 anos de tradição; o Solar dos Presuntos, o A Travessia e o famoso Eleven, estrelado pelo Michelin.

Ah, não posso me esquecer dos famosos pastéis de Belém, hoje servidos por toda parte mas originários da famosa pastelaria bem pertinho do Mosteiro dos Jerônimos. Ontem estava lotada de brasileiros, alemães e franceses.

 

 

 

 

Torta de Limão

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Para seguir a feijoada que preparamos em um domingo desses (aguarde receita no blog) estava em busca de uma sobremesa leve, refrescante e que agradasse à todos. Foi então que lembrei que minha cunhada Lu havia me contado sobre a torta de limão que ela faz e é deliciosa. Nesta torta, temos a combinação perfeita do doce com um azedinho no fundo de seu recheio macio sobre uma massa fininha e leve.

A receita é tão simples que ela sabia de cabeça e já começou a recitar na mesma hora e eu corri para anotar. Agora que descobrimos que é tão simples, o perigo é querer fazer todo final de semana. Então vamos à

Torta de Limão da Lu

Você vai precisar de: um pacote de biscoito maizena, cerca de 200gr de manteiga, três latas de leite condensado, 5 limões, 4 claras de ovo, cerca de 1 xícara de açúcar refinado e raspas de limão. É melhor que os ingredientes estejam em temperatura ambiente: a manteiga fica mais fácil de misturar e as claras ficarão em neve perfeita! Além disto, uma forma de torta com aro removível (a minha tinha 26cm de diâmetro), batedeira, liquidificador e ralador.

Começe preparando a massa de biscoito, triturando os biscoitos maizena no liquidificador. Transfira para um vasilhame e misture a manteiga com os dedos aos poucos até formar uma massa compacta, mas que ainda esfarele. Guarde um pouco da manteiga e unte a forma. Reserve.

Bata na batedeira o leite condensado com o suco dos limões. Vá adicionando o limão aos poucos para testar o azedume perfeito. Está na hora de pré-aquecer o forno.

Agora espalhe a massa de biscoito na forma aos poucos, com muito capricho. Para a forma de 26cm a quantidade de massa foi exata para fazer uma massa super fina, mas que não quebre ao servir. Confesso que dá mesmo medo de não conseguir cobrir tudo, mas ajeita daqui, ajeita dali e no fim dá certo. A dica é colocar uma camada fina nas laterais até a altura desejada (de 4 a 6 cm). Depois, com o que sobrou espalhe sobre o fundo igualmente. Atenção: a tendência é acumular massa na junção na lateral com o fundo. Cuidado para que isto não aconteça, distribuindo os excessos igualmente. Depois despeje o recheio branco de leite condensado e reserve.

Bata as claras em neve na batedeira, ou à mão se preferir. Só depois que a neve estiver formada, acrescente açúcar refinado aos poucos e com cuidado. Não coloque açucar demais senão as claras em neve ficam pesadas e caem. Sem perder tempo, usando uma colherinha, vá tirando o suspiro e colocando-o às colheradas sobre o recheio, decorando como mostra a foto. Rapidamente, raspe o limão por cima e coloque a torta no forno, já aquecido a 200°C. Deixe no forno só a conta de corar por cima, cerca de 20 minutos. 

Coloque a torta na geladeira e deixe para desenformar quando for servir. Dica da Lu: É melhor fazer de véspera porque no dia seguinte fica muito mais gostosa. Eu segui e não me arrependi. Difícil é esperar o dia seguinte para comer.

Mais uma dica da Lu: você pode substituir o suco de limão por suco de maracujá! Pode usar o suco concentrado tipo Maguari ou natural. Guarde as sementes e coloque por cima para enfeitar. Já estamos doidas pra testar!

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Sal com alho viaja – Lisboa!

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Cá estamos, na terrinha de nossos avós para um passeio gastronômico. Desci para o Chiado e de lá para o Cais Sodré a caminho de tomar o carril ( bonde) para a esplanada do Mosteiro dos Jerônimos, um dos meus locais prediletos aqui, que nunca deixo de visitar quando venho a Lisboa. Desta vez meu destino era ver uma exposição da Coleção Beraldo ( Museu de Arte Moderna e Contemporânea) que valeu a viagem. No caminho dei com um mercadinho que vende bacalhau e achei muita graça no que vi. No Brasil não tem a piada que ninguém nunca viu cabeça de bacalhau? Pois aqui, além de se vender a cabeça, se vende sacos, rabos e linguas! Olhe aí nas fotos para ver que não estou mentindo!

Para nós mineiros que amamos um queijo, observe que variedade se acha em um simples mercadinho:

DSCN0203E para adoçar a boca, depois do sal dos queijos, olhe só o tamanho dos morangos. E que delícia, dulcíssimos!

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Só para ter ideia do tamanho dos morangos gigantes, compare com o cartão Sal & Alho que tem 5×5 cm.

Já fiz reserva no Restaurante Bica do Sapato. Aguardem!

 

 

 

 

 

Tagliatelle com brócolis

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Aqui quem vos escreve é a bloqueira-filha, pois a blogueira-mãe cansou da nossa cozinha e saiu viajando por aí.  Logo logo ela deve dar notícias por aqui. Sabe aquela história de que quando os gatos saem os ratos fazem a festa. Pois é isto que faremos por aqui, sem a nossa supervisora.

Então vamos lá:

Tem dias que dá vontade de cuidar da gente e isto para nós significa, dentre outros, fazer a própria comida. Ter um jantarzinho pronto nos esperando na cozinha é um conforto indiscutível, mas preparar o próprio alimento também tem seu gostinho especial, como de quem toma as rédeas do próprio destino. Mas como esta vontade vem quase sempre sem nenhum planejamento e às vezes também com uma pontinha de preguiça, vamos à um prato bem simples, daqueles feitos com o que achamos na geladeira. Foi o que me ocorreu neste dia:

Tagliatelle ao brócolis e funghi

Você vai precisar de uma panela grande (ou aquela de pastas, com furinhos) um escorredor, uma frigideira grande, uma colher grande, uma faca pequena.

 

Separe os ingredientes: tagliatelle para um (dois a três rolos), brócolis, cogumelos frescos, azeite de oliva.

Coloque a água para ferver e, cozinhe o tagliatelle como de costume. Se o brócolis já estiver cozido, beleza. Se não, coloque em uma panela com um pouco de sal e água até cobrí-los e espere que fiquem macios.

Lave bem os cogumelos e corte-os em fatias finas ou como preferir. Jogue um fio de azeite na frigideira e despeje o cogumelo. Mexa-os com cuidado até que fiquem macios e escuros, soltando um pouco de água. Quando a água dos cogumelos começar a secar, acrescente os brócolis já cozidos e macios e mexa mais um pouco, de maneira que todos os sabores se misturem. Tempere com um pouco de sal e pimenta do reino a gosto. Se a pasta ainda não estiver pronta, desligue. Se você acertou no tempo, escorra a pasta e despeje-a sobre a frigideira, misturando tudo com muito cuidado para que os fios da pasta não se quebrem. Está pronto!

Aproveite e celebre com uma taça de vinho branco.

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Goulash húngaro

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No fundo, a culinária de diferentes países cada vez se torna mais semelhante, por uma razão óbvia- comemos carnes de animais que domesticamos, verduras, legumes e frutas que variam conforme o solo e o clima mas que hoje encontramos em locais muito distantes de sua origem, inclusive à nossa disposição no supermercado da esquina. O melhor exemplo que lembro é o da batata, originária do Peru, mas que até o final do século 18 era pouco conhecida e consumida no resto do mundo. Esta receita, de nome e origem húngara, é uma carne cozida em molho de tomate e pimentão. Fica deliciosa se feita como deve ser – com os ingredientes certos e com tempo e paciência para deixar a carne bem cozida.

Goulash

Para 2 pessoas compre 300 a 400 gr. de carne para cozinhar, que pode ser patinho, chã ou miolo de alcatra. Limpe e corte em cubos de 3×3 cm. Para temperá-la vai precisar de sal com alho, cebola batidinha e páprica. Este último é o tempero que dá sabor ao prato, pode usar ½ colherinha de café rasa para esta quantidade de carne. Se tiver vinho tinto aberto, pode por também. Misture o tempero (1 colher de café cheia é suficiente) e passe na carne. Reserve por ½ hora.

É importante ter 1 litro de caldo de carne já pronto, se não tiver, prepare-o com as aparas de carne.

Corte 1 tomate maduro sem as sementes em cubos, 1 cebola branca em quatro e ½ pimentão vermelho em tiras largas de 3×2 cm, de modo a obter ½ xícara de chá de cada. Separe um raminho de salsinha e 2 talos de cebolinha verde.

Para cozinhar mais rápido, use a panela de pressão. Na própria panela, bem aquecida, doure bem a carne em um pouco de óleo até que fique preta. Isto mesmo, preta. Acrescente o caldo de carne de modo que cubra a carne completamente. Coloque na pressão e deixe cozinhar até ficar macia. O tempo de cozimento vai depender do fogão e o tipo de carne, mas pode considerar em torno de 40 minutos a uma hora. Estando a carne já macia, coloque a cebola, o tomate, o pimentão e o cheiro verde. Agora deixe cozinhar fora da pressão, até que a carne fique desmanchando de tão macia. Não deixe que o caldo seque, vá pingando água quente até que fique pronto. Deixe com bastante caldo, como se fosse uma sopa de carne. Prove o sal e acrescente pimenta do reino, se gostar. Tradicionalmente é acompanhado por pão tipo francês.

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Salpicão de frango

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Tem comida com gosto de infância, outras com sabor de adolescência, outras nos lembram pessoas, situações, viagens. Sim, elas fazem parte de nossa memória de vida, contam nossa história. Pense…o que gostava de comer quando era criança? Qual o primeiro prato que preparou? Lembra um que deu errado e que você jurou que não dava para o negócio de cozinhar? E aquele que por acaso ficou ótimo e todo mundo adorou? Pois este salpicão me lembra quando comecei, ainda criança, a ajudar minha mãe a preparar o almoço de domingo. Era o prato da moda! Com o frango e a batata já prontos eu fui capaz de preparar um dos primeiros pratos de que me lembro fazendo!

Salpicão de frango

Vamos ao preparo para 4 pessoas. Aproveite o frango já pronto, de preferência refogado ou assado, pois são as maneiras de preparo que fica mais saboroso. Desfie 1 ou 2 pedaços de frango. Faça a batata palha, usando 2 batatas pequenas. Vai precisar de ½ cenoura, 1/3 de lata de milho, 1 maçã pequena, salsinha, cebolinha, sal e maionese. Despele e rale a cenoura bem fina. Escorra o milho da lata. Corte a maçã em cubinhos. Pique cebolinha verde e salsinha. Agora misture 1 xícara de cada: frango e batata palha. Misture ½ xícara de cada: cenoura, maçã e milho. Misture 1 colher se sopa de cheiro verde e 1 a 2 colheres de maionese – misture aos poucos, a conta de ligar todos os ingredientes. Prove o sal. Sirva como prato frio, acompanhando salada de folhas.

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Sal & Alho Viaja! Argentina

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Em Foz do Iguaçu temos a tríplice fronteira Brasil/ Paraguai/ Argentina. Com já havíamos visitado o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu no dia 27/03, visitamos no dia seguinte a usina Itaipú Binacional ( Brasil / Paraguai) e no dia 29 fomos para o lado argentino ver a impressionante força das águas na famosa e belíssima Garganta do Diabo. Na volta, entramos na chamada “selva” argentina, que na verdade é uma mata, para conhecer um spa hotel maravilhoso em estilo japonês – o Lou Suites. O local é maravilhoso! Um buffet farto e bem decorado esperava por nós! O forte do buffet deste hotel são as saladas e, por coincidência, lá estavam as tradicionais Salada Caesar e a Salada Niçoise, que já saíram no blog. A salada mexicana era parecida com a nossa, mas sem as pimentas e os nachos. Na salada de batatas, trocaram o salaminho por linguiça e não colocaram mostarda no molho.Agora veja o que mais gostamos:

Legumes grelhados – olha que bonita a disposição no prato!

Veja como armaram esta Tábua de frios. Copie!

Agora experimente em sua casa alguns pratos com as receitas tal qual fazemos:

Faço uma salada bem parecida com esta primeira, que batizei de Salada Oriental. Misturo: tomatinho cereja cortado ao meio, broto de feijão e cogumelos-de-paris frescos fatiados. Tempero com azeite, molho de soja e gergelim, um tico de sal e outro de açúcar.

Palmito com crosta de queijo. Experimente fazê-lo: primeiro passe o palmito cortado em claras batidas, em seguida passe rapidamente na farinha de trigo e depois no queijo ralado. Leve ao forno já quente só para dar uma tostada rápida.

Achei este Tomate recheado, que fazia há muito tempo. Prepare a pasta do recheio com atum de lata desmanchado, arroz pronto, cebola branca picada bem miudo, salsinha e cebolinha picadinha. Misture creme de leite (como no buffet) ou então ricota, requeijão de copo ou cheese cream (mais gostoso). Tempere com sal e gotas de limão. Corte a tampa dos tomates, retire a polpa, recheie e enfeite com folhinha de manjericão. 

Agora veja bem a vista do restaurante para uma das piscinas! Quando estiver afim de sumir do mundo e ir para um lugar relaxante e lindo, vai pra lá!

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Sal & Alho viaja! Restaurante Porto Canoas

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Nosso blog Sal & Alho cansou da cozinha de nossa casa e resolveu viajar para conhecer outros fazeres e sabores. Convidamos algumas seguidoras e voamos para Foz do Iguaçu. No primeiro dia de viagem ( 27/03/2014) fomos ver de perto as Cataratas do lado brasileiro. Belíssimo passeio! Realmente constatamos que faz justiça a ter sido escolhida como uma das sete maravilhas do mundo. Depois de muito caminhar, ficamos com bastante fome. Nossa sorte é que bem defronte à parte mais linda das cataratas descobrimos o Restaurante Porto Canoas. Gostamos tanto da comida de lá que resolvemos mostrar para vocês alguns dos pratos que saboreamos. Quando for à Foz, reserve um tempo para o almoço neste restaurante. Recomendamos!

Lá preparam uma costela suína ao molho barbecue que é de se comer de joelhos! Como acompanhamento, escolhi um delicioso bolo de mandioca. Pareceu-me ter sido feita uma massa à base de leite, ovos e mandioca que foi assada e depois cortada em cubos e salteada com ervas. Vamos tentar fazer e se ficar ótimo passaremos para vocês.

Outro prato que gostei muito foi um frango assado com creme de milho verde. Este você já pode copiar. É só seguir as duas receitas que já publicamos: frango assado e creme de milho e depois misturar.

 

Sensacional estava a picanha grelhada ( imagina a qualidade da carne da fronteira!) servida com um molho de ervas e gergelim branco. Devem ter aproveitado o suco que escorre da picanha ao ser grelhada e nele fritado cebola, engrossado com farinha de trigo torrada e temperado com ervas e gergelim.

Estes foram apenas alguns dos pratos de um buffet bem variado. Se for comer lá, não exagere pois ainda oferecem um cardápio de sobremesas fantásticas! O restaurante tem capacidade para 500 pessoas e fica dentro do Parque das Cataratas, no final do percurso.

Vista do Restaurante Porto Canoas

Vista do Restaurante Porto Canoas

Pad Thai tailandês

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Quando você está viajando pelo exterior, principalmente se for pelo Sudeste Asiático, onde a comida é bizarra, se tem a sorte de descobrir algo comível, agradeça! Mas se descobre algo realmente bom de se comer, milagre! Em ocasiões diferentes, minhas duas filhas que participam deste blog, uma  responsável pelas fotos e produção visual e a outra por muitas das receitas sofisticadas e mais trabalhosas, estiveram na Tailândia e adoraram este prato típico. Da mesma forma que existe, por exemplo, o risotto (à base de arroz) na Itália e o mexido (à base de arroz) no Brasil, lá eles fazem esta comida com o básico – que é a pasta de arroz –  misturada com outros produtos comuns da alimentação local. O importante, como sempre, é o tempero e a maneira de fazer, de modo que é  essencial você ver um nativo fazendo a comida para aprender. Ok, não somos tailandesas, mas aprendemos a fazer com eles! Gostamos  tanto que sempre fazemos em casa. É um prato leve e que alimenta, bom para se comer no fim de noite.

Pad Thai

É importante comprar dois produtos importados para que a receita seja feita corretamente: a pasta de arroz (tipo talharim branco) e o tempero para pad thai que é à base de tamarindo e que já vem pronto. Os demais ingredientes são fáceis de achar: frango, carne de porco, camarão, broto de feijão, ovos, amendoim, cebola e temperos.

Fizemos a receita baseada em 1 pacote de pasta, que tem 200 gr. – deu para 6 pessoas comerem. Então anote o que precisa: 1 peito de frango, 200 gr. de lombo, 300 gr. de camarãozinho rosa, 3 ovos, 120 gr. de broto de feijão, ½ cebola, 1 dente de alho, 50 gr de amendoim torrado e moído, ½ vidro de molho para pad thai, 1 colherinha de café de coentro em pó, pimenta do reino, sal, salsinha e cebolinha.

Se tiver uma panela WOK, maravilha, se não tiver, desta vez pode fazer na panela normal, mas compre uma wok na primeira oportunidade porque é excelente!

Vamos começar: limpe e tempere o camarão com sal. Corte o lombo e o peito de frango em cubinhos de 2×2 cm e tempere com sal e alho. Triture o dente de alho e fatie a cebola fininha. Lave e escorra os brotos de feijão, pique a salsinha e a cebolinha. Esquente água em um caneco para fazer as carnes. Veja as instruções de cozimento da pasta no pacote e siga-as.

Na wok, salteie o alho triturado com a cebola e o camarão. Reserve. Em outras duas panelas, frite o lombo e o frango separadamente em um pouco de óleo até corar. Vá pingando água quente até que  a carne fique macia, deixando que fique no fundo da panela um pouco do caldo. Reserve. Volte para a wok, empurre o camarão para a lateral e despeje os 3 ovos. Assim que ficar branco e amarelo mexa os ovos e misture com o camarão, o frango e o lombo. Acrescente o broto de feijão, a salsinha e a cebolinha, mexendo sempre. Junte o tempero de pad thai, o coentro, a pimenta do reino.  A esta altura a pasta de arroz já deve estar cozida e recém escorrida. Acrescente a pasta à wok e mexa tudo com um garfão, tomando cuidado para não partir os fios da pasta. Finalize distribuindo o amendoim  igualmente sobre o prato.

Obs: se não achar para comprar o molho para pad thai pronto , misture 1 colher de sopa de molho de tamarindo, a mesma quantidade de molho de peixe e 1 colher de açúcar.

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Cardápio da 3a. semana

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Cardápio da 3a. semana

Apresentamos sugestões para o seu cardápio da terceira semana do mês com novas receitas que já publicamos no blog. Se você faz em casa apenas uma refeição por dia, já terá agora um cardápio para um mês e meio! Publicamos em 3 de janeiro o cardápio da 1a. semana e em 10 de março o cardápio da 2a. semana. Aqui estão os pratos principais, que poderão ser precedidos pelas saladas que já publicamos em 2 festivais, em janeiro e fevereiro– são mais de 20 opções.

 

Segunda-feira

Almoço: Peito de frango ao molho gorgonzola  e purê de abóbora

Jantar: Escondidinho

 

Terça-feira

Almoço: Escalope de filé ao molho de mostarda e arroz com brócolis

Jantar: Lagarto frio para sanduíche

 

Quarta-feira

Almoço:  Peixe assado ao molho de maracu e bolinho de arroz

Jantar: Penne ao molho de vodka e camarão

 

Quinta-feira

Almoço: Bife acebolado e tortilha de batata

Jantar: Frango assado com batatas e cebolas baby

 

Sexta-feira

Almoço: Coq au vin com purê de batata

Jantar: Conchiglione com ragu

 

Fim-de-semana

Lombo a mineira com tutu de feijão, couve e farofa

Strogonoff de filé com batatas douradas e arroz

 

Clique aqui para baixar o PDF do cardápio.

 

Se quiser uma capa especial, temos uma capa dura personalizada do Sal&Alho para você montar um álbum tipo fichário com folhas plásticas para colocar suas receitas prediletas, ou todas elas ( já são mais de130!!!) . Entre em contato conosco pelo salcomalho@gmail.com Podemos enviar-lhe o arquivo e o endereço de onde mandar confeccioná-la.

 

fichariosalcomalho 

Presente para você: uma lista de compras da semana, para 2 pessoas, acompanha este cardápio. Escolha o que vai cozinhar e para quantas pessoas e personalize-a! Clique aqui para baixá-la.

Escalope de filé

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Ao corte de filé médio, ideal para preparar e servir com molhos, dá-se o nome de escalope. Veja em Rosbife para todos os gostos e em Dicas- Preparo e cortes de filé mignon como cortar o filé para escalope. Você pode prepará-lo com vários molhos. Um campeão é o clássico molho francês feito com vinho e cogumelos. Não há quem não goste.

Filé ao molho de cogumelos

Além do filé (calcule de 150 a 200 gr. por pessoa) você vai precisar de ½ cebola e 1 xícara de café de cogumelos-de-paris fatiados.

Corte o filé em escalopes, normalmente se serve 3 escalopes por pessoa. Vamos ao preparo para 2 pessoas:

Tempero – 1 colher de sobremesa rasa de sal com alho triturado e uma pitada de pimenta do reino, dissolvidos em 1 xícara de café de vinho e água. Passe o tempero nos filés de um a um e deixe-os juntos no tempero por 15 minutos a ½ hora.

Cocção – Escolha uma panela grande para preparar a carne. Coloque água para ferver à parte. Despeje uma colher de óleo na panela colocada no fogo forte e deixe esquentar bem. Frite os bifes, já escorridos do tempero. Passe-os de um lado primeiro e depois do outro. Atenção: nunca esfregue-os na panela pois ficarão secos e sem sabor. Se gostar de carne mal passada, retire-os da panela assim que mudarem de cor. Se gostar de carne bem passada, deixe que fiquem bem morenos e depois vá pingando água quente, pelas beiradas da panela, até que os escalopes fiquem bem macios.

Molho – Retire os  escalopes da panela antes que a borra do fundo fique preta. Acrescente 1 colher cheia de manteiga ou azeite. Junte 1 colher de sobremesa de cebola ralada e deixe que comece a fritar. Agora acrescente uma colher de chá de farinha de trigo já torrada, espalhe e misture bem com a espátula até obter uma massa bem lisa. Obs.: Se quiser um molho ao vinho, acrescente ½ xícara de café de vinho tinto ou tipo madeira, deixe que o álcool evapore e então coloque água quente, aos poucos, até obter a quantidade suficiente de molho para regar a carne. Se não quiser usar vinho, coloque só água quente. Prove o caldo e acrescente sal e pimenta à gosto. Assim que o caldo estiver pronto, liso e de boa consistência, acrescente os cogumelos fatiados e deixe ferver por 5 minutos em fogo baixo. Seu molho está pronto para servir sobre a carne.

Sugestão: faça bonito servindo o  Escalope ao molho de cogumelos sobre a tortilha de batatas

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Camarão sofisticado e fácil de fazer

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Crevette à pomme d’or. Chic, não é? Há pratos que fazem parte de nossa memória afetiva, lembranças de momentos especiais. Imagine a cena: jantar romântico à luz de velas, com flores e um bom vinho, no restaurante alinhadérrimo do famoso hotel de Copacabana. O chef  preparando o pedido à nossa frente, fazendo a maior encenação. De repente, uma fogueira que quase põe fogo na mesa! Que susto! Talvez para impressionar, o chef havia flambado o camarão com um tanto a mais de whisky. Valeu, pois estava divino! Como sempre, reproduzi o preparo do prato em casa, que passou a ser mais um na coleção dos que amamos. Com o tempo a gente adapta e aprimora as receitas e agora passo para vocês como eu faço:

Camarão à pomme d’or ( traduzindo: maçã de ouro)

Vamos ao preparo para 4 pessoas. O principal: 800 gr. de camarão, 1 colher de sobremesa rasa de sal, ½ limão e 2 maçãs vermelhas. Para o molho: 2 colheres de sopa de azeite ou 1 de manteiga; 1 a 2 de tomates, 1 a 2 cebolas, 1/4 de pimentão vermelho e a mesma quantidade do amarelo e ainda salsinha e cebolinha. Para flambar: ½ xícara de café de whisky. Para finalizar: 1 xícara de chá de creme de leite fresco.

Limpe os camarões e tempere com sal e limão. Deixe de 15 minutos a ½ hora no tempero. Enquanto isto, pique o tomate, a cebola e os pimentões, de modo a dar 1 xícara de café cheia de cada. Pique a salsinha e a cebolinha para dar ½ xícara de café. Deixe as maçãs inteiras por enquanto.

Em uma frigideira, frite os camarões em 2 colheres de sopa de azeite ou 1 colher de manteiga. Assim que estiverem vermelhos, esquente à parte o whisky, colocado o líquido dentro de uma concha, diretamente sobre a chama. Vire a concha um pouquinho para que o whisky pegue fogo e verta-o imediatamente sobre os camarões. O processo de flambagem é delicado, tenha cuidado. Assim que o fogo apagar sozinho, retire os camarões e reserve-os.

Na mesma panela, pingue um pouco d’água de modo a fazer uma papa com a borra do camarão. Coloque mais um pouco de azeite ou manteiga e doure a cebola. Em seguida, junte os tomates e os pimentões. Acrescente a cebolinha e a salsinha. Se começar a secar antes de amolecer, pingue água quente. Quando tudo estiver cozido, bata no liquidificador para obter um caldo grosso. Coe o caldo e volte para outra panela. Descasque e corte as maçãs em cubos de 2×2 cm. Se você tiver o boleador próprio, faça bolinhas de maçã – o prato fica lindo! Coloque os pedaços ou as bolinhas de maçã para cozinhar imersas no caldo coado. Junte os camarões em seguida, deixando que maçã e camarão terminem de cozinhar juntos. Antes de servir, acrescente o creme de leite fresco, misture, verifique o sal e desligue antes que comece a ferver. Sirva com arroz branco.

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Frango assado bem original

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Esta é mais uma receita de frango assado que, como você já experimentou, dá muito menos trabalho, pois fica lá no forno cozinhando e você ganha tempo para fazer outras coisas. Porém, se não tiver um molho, fica ressecado. Pois não é que inventamos um molho e acompanhamento juntos, também feitos no forno? Muito prático!

Para assar, prefiro usar coxa e sobrecoxa, pois a carne é mais saborosa que a do peito, por estar perto do osso. Se for usar peito, deixe com o osso e corte em 3 ou 4 partes.

Frango assado  com batatas e cebolinhas baby

São duas preparações feitas em assadeiras diferentes, que você junta no final. Frango para 2 pessoas: 2 coxas (vem com a coxa e a sobrecoxa, que devem ser separadas), sal, alho, pimenta do reino moída, molho inglês.

Lave o frango e deixe de molho na água fervente por 5 minutos. Escorra e tempere. Deixe no tempero por 15 minutos, se estiver com tempo. Passe óleo no fundo de uma assadeira, coloque as partes do frango picadas e cubra com papel alumínio. Leva ao forno preaquecido a 280 graus  por 30 minutos. Quando fincar o garfo e a carne estiver macia, tire o papel alumínio e deixe corar.

Para as batatinhas e cebolinhas: separe as pequenininhas. Tire as cascas. Coloque-as em uma assadeira  de borda alta. Despeje 200 ml de Coca-cola  e uma colher de sobremesa de molho de soja. Salpique sal grosso, se tiver em casa. Misture tudo e coloque para assar com papel alumínio aproveitando o forno.

Quando as batatinhas estiverem macias, retire do forno. Assim que o frango estiver pronto, despeje as batatas, as cebolas e o resto do caldo sobre o frango e sirva.

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Lagarto frio, ótima opção para sanduiche

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Esta receita pode, e deve, ser preparada com antecedência e dura uma semana na geladeira em perfeito estado. É uma ótima opção de carne fria para o verão e como recheio de sanduiche vale por uma refeição. Também é bem fácil de fazer.

Lagarto

Além da carne, você vai precisar de sal, alho, temperos, vinho, azeite, vinagre, cheiro verde, cebola, tomate e azeitonas verdes.

Normalmente, você pode pedir no açougue ou comprar no supermercado a quantidade de lagarto que quiser, isto facilita bem.

Prepare uma porção para 6 pessoas, ou seja, considerando 200 gr. por pessoa, pois o lagarto encolhe, você pode comprar 1,2 kg de carne.

Para temperar, pique, soque e misture: 1 colher de sobremesa cheia de sal, 2 a 4 dentes de alho, 2 a 4 folhas de louro, 1 cebola cortada, 1 ramo de salsinha e cebolinha, 1 xícara de café de vinho e outra de azeite ou óleo, 1 colher de café de grãos de pimenta do reino. Fure a carne inteira com um garfo, espalhe com as mãos o tempero em todo o pedaço da carne e deixe-a dentro de um saco plástico na geladeira por uma noite.

Cozimento: coloque a carne e os temperos dentro de uma panela de pressão, cubra com água até ultrapassar 2 dedos a altura da carne e leve ao fogo por cerca de 40 minutos a 1 hora – vai depender da panela e do fogão. Também pode ser feita na panela normal, primeiro fritando a carne e depois pingando água de tanto em tanto. Quando espetar com o garfo e verificar que a carne está macia, deixe a panela aberta por mais uns 10 minutos para o caldo secar um pouco. Retire a carne e deixe esfriar. Reserve este caldo. Despois de fria, fatie a carne o mais fino que conseguir.

Molho tipo vinagrete

Coe o caldo que ficou na panela. Acrescente 1 xícara de café cheia de salsinha, cebolinha e manjericão (ou hortelã) picados miudinho. Pique 1 a 2 tomates bem miudinho, 1 cebola também bem miudinho. Corte a azeitona em fatias ou rodelas.  Misture tudo no caldo. Acrescente ½ xícara de café de azeite e a mesma quantidade – ou menos – de vinagre de vinho branco. Misture.

Escolha uma travessa e faça camadas alternadas da carne fatiada e do molho, terminando com o molho. Deixe na geladeira por  pelo menos, 4 horas antes de servir. Acompanha pão tipo baguete francesa.

Opcão – acrescente pimentão das 3 cores ao molho, picados bem miudinho.

Sal com Alho

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Mousse de goiabada

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Boa esta de misturar ingredientes de Minas Gerais com inspiração francesa. Dá certo demais! A última que inventamos – justo porque eu tinha esquecido de comprar a barra de chocolate – foi esta mousse. Já tinha iniciado a mousse quando…cadê o chocolate? Ixa…não tem nenhum. Procura um substituto! Qual o mineiro que não tem uma barra de goiabada em casa? Pois foi a dita cuja que foi parar na panela e deu nesta gostosura!

Mousse de goiabada

Antes de começar a receita, veja se tem: goiabada, claro; 1 sachê de gelatina em pó, 4 ovos, 1 lata de leite condensado e 1 de creme de leite.

Primeiro, se a goiabada for de barra, corte ¼ da barra e derreta, levando os pedaços com um pouco d’água ao fogo baixo. Se já for de goiabada de colher, faça o mesmo, só para ralear. Deve dar uma xícara de chá quase cheia de calda de goiabada em ponto mole.

Dissolva ½ sachezinho de gelatina em pó em 1 xícara de café de água e leve ao forno micro ondas por 30 segundos. Reserve. Bata 4 claras em neve, ou seja, até ficar uma espuma branca espessa. Misture a gelatina já fria às claras e reserve. Separado, misture o leite condensado com o creme de leite e a goiabada. Junte este creme, aos poucos, às claras batidas e misture tudo bem de leve. Coloque a mousse em uma travessa de vidro, a que vai servir. Leve à geladeira por cerca de 4 horas ou até verificar que endureceu.

Em tempo: se for o contrário, ou seja, não tem goiabada em casa mas tem uma barra de chocolate meio amargo de 170 gr. , aproveite e faça a famosa mousse de chocolate. Derreta o chocolate com um pouco de leite e no resto, a receita é a mesma!

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Bacalhau fresco – experimente!

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Para nós, brasileiros e portugueses, falou-se em bacalhau já sabemos que se trata do peixe seco e salgado. Esta tradição de salgar o peixe originário dos mares gelados do Norte, sobretudo da Escandinávia, passa de milenar. Como na época da pesca havia muita fartura de peixe fresco e o sal e o sol nas costas de Portugal eram certeiros e quase de graça, lá despejavam toneladas de peixe para secar e salgar, a fim de serem comercializados posteriormente, durante todo o ano. Havia – e há – peixes de vários tipos, mas ficaram conhecidos sob o nome genérico de bacalhau. Por muitos anos, até recentemente, peixe seco era comida de pobre. Na nossa geração, o bacalhau chegou a tal valor que tornou-se prato de luxo, preparado no Natal e na Páscoa. Quanto a isto, eu, que amo bacalhau, acho que nasci na época errada!

Dia destes, uma amiga de minha filha ganhou um bacalhau fresco e não sabia o que fazer. Como já tínhamos o blog, pediu-nos uma receita. Sabe o que fizemos? Oferecemo-nos para preparar o peixe! Foi uma noite muito agradável, pois fora o papo na cozinha, todo mundo comeu, adorou e ainda levaram para casa! Vai aí a receita para prepararem junto com os seus amigos.

Bacalhau fresco ao creme de três batatas

Calcule de 200 a 250 gr. de bacalhau por pessoa. Para 1 quilo de peixe separe para o molho: 3 pimentões, um de cada cor: vermelho, verde e amarelo; 3 cebolas pequenas (se forem da roxa, melhor), azeitonas verdes e pretas sem caroço e fatiadas, a gosto.  1 colher de molho de tomates bem encorpado,  1 xícara de café de vinho tinto. Para o creme: 1 a 2 batatas inglesas, a mesma quantidade de baroa e a mesma quantidade de batata doce.

Preparo do bacalhau: lave e seque o peixe, fatie-o em postas grandes, se der, de uns 6 por 6 cm. Tempere apenas com sal. Reserve.

Preparo do molho: corte os pimentões e as cebolas em fatias bem finas. Despeje um fio de azeite sobre uma frigideira e frite tudo. Assim que estiverem fritos, misture o molho de tomates. Coloque sal e gotas de molho inglês e prove. Despeje o vinho e deixe ferver por 5 minutos. Acrescente as azeitonas. Retire do fogo e reserve.

Preparo do purê: cozinhe as batatas na panela de pressão até ficarem bem macias (deve contar 15 minutos depois que começar a apitar). Retire as peles e amasse-as com um garfo até formarem um creme liso e homogêneo. Em uma panela, despeje  3 colheres de azeite e passe a mistura de batatas, mexendo bem, com uma colher de pau, sempre no mesmo sentido, até que comece a soltar das laterais. Junte aos poucos 1 xícara de leite e continue mexendo até dar ponto de purê. Tempere com sal e pimenta do reino branca. Misture bem. Retire do fogo e reserve.

Deite o bacalhau sobre o purê

Deite o bacalhau sobre o purê

Cocção: Escolha uma travessa refratária que vá caber tudo. Coloque todo o purê no fundo da travessa. Disponha sobre o purê as postas do bacalhau (que ainda está cru).  Leve ao forno pré-aquecido a 250o. Assim que o bacalhau ficar branco, retire do forno e cubra com o molho. Volte para o forno até certificar-se que está tudo quente.

Sirva com arroz branco à parte.

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Purê de abóbora

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Bem mineirinho, perfeito para acompanhar uma carne cozida ou um frango assado. Se ainda colocar uma couve do lado, hum! A receita é a mesma do purê de batatas, que certamente você já fez. Vamos a ela:

Purê de abóbora moranga

Para 2 pessoas: um pedaço de abóbora, uma colher de sobremesa rasa de manteiga ou 2 colheres de óleo, ½ xícara de cebola bem raladinha, ½ xícara de leite.

Tire a casca da abóbora, corte-a em cubos pequenos e cozinhe bem, na água fervente. Pode por na pressão, conte uns dez minutos depois que a panela começar a apitar. Amasse a abóbora com um batedor de bife até que a massa fique lisinha. Aqueça ligeiramente a panela, coloque a manteiga ou o óleo, frite o sal com alho e a cebola sem deixar que core. Coloque a massa de abóbora e misture com a colher de pau até soltar da panela. Acrescente leite e misture até dar consistência de creme.

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Frango ao molho gorgonzola

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Então? Experimentou fazer o peito de frango grelhado ao molho de laranja?  Viu que delícia são os molhos de maracujá e de limão? Já tivemos notícia de gente que adorou e incorporou ao menu. Hoje vamos sugerir praticamente a mesma receita, porém com um molho diferente!

Peito de frango ao molho gorgonzola 

Vamos novamente ao preparo do peito de frango: comece com aquela receita que você já sabe fazer, publicada anteriormente. Relembrando:

Precisa de uma frigideira  anti-aderente, uma espátula  (de silicone para não estragar o fundo da panela) e um garfo.

Preparo: tire a pele e o excesso de pelanca do peito do frango. Esfregue o peito inteiro com água e vinagre e enxague em água corrente.  Corte os filés com uma faca bem amolada, aproveitando a parte mais carnuda e tirando os bifes atravessados de forma que fiquem os maiores possíveis. Tempere com sal e alho. O ideal é deixar meia hora pra pegar bem o tempero.

Torre, numa frigideira à parte, 1 colher de sopa de farinha de trigo até que fique bege (pode torrar maior quantidade e guardar já torrada).

Cocção do filé de frango: coloque na frigideira uma colher de óleo. Frite os filés finos, em fogo médio, friccionando-o levemente contra o fundo da panela e virando-os, para que corem por igual. ( Se preferir filé mais alto,  pode ser preciso baixar o fogo e colocar água quente aos pouquinhos até que a carne do frango cozinhe, mantendo a panela tampada. Espete o garfo para ter certeza que está macia). Retire os filés e reserve-os em um recipiente tampado.

Para o molho  gorgonzola: Misture uma pequena fatia de queijo gorgonzola com um pouco de leite, de modo a dar ½ xícara de café. Reserve. No fogo médio, sobre a borra que ficou na panela da fritura do frango, coloque 1 colher de sobremesa rasa de manteiga (ou mais um pouco de óleo) e frite 1 colher de sobremesa cheia de cebola ralada. Coloque um pouco de água quente e misture com a espátula, até o fundo da panela ficar limpo. Despeje então o creme feito com o queijo e o leite. Prove o sal.  Tempere, se quiser com um toque de pimenta do reino branca e noz moscada. Beleza, seu molho está pronto para colocar sobre o frango e servir.

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Escalope de filé

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Ao corte de filé médio, ideal para preparar e servir com molhos, dá-se o nome de escalope. Veja em Rosbife para todos os gostos e em Dicas de como preparar um filé como cortar o filé para escalope. Você pode prepará-lo com vários molhos. Um campeão é o clássico molho francês feito com mostarda de Dijon. Não há quem não goste.

Filé ao molho de mostarda

Além do filé (calcule de 150 a 200 gr. por pessoa) você vai precisar de ½ cebola e 1 colher de sobremesa de molho de mostarda. A melhor é a mostarda de Dijon em grãos. Na falta desta, pode usar aquele molho amarelo de mostarda que tem em qualquer supermercado.

Corte o filé em escalopes, normalmente se serve 3 escalopes por pessoa. Vamos ao preparo para 2 pessoas:

Tempero – 1 colher de sobremesa rasa de sal com alho triturado e uma pitada de pimenta do reino, dissolvidos em 1 xícara de café de vinho e água. Passe o tempero nos filés de um a um e deixe-os juntos no tempero por 15 minutos a ½ hora.

Cocção – Escolha uma panela grande para preparar a carne. Coloque água para ferver à parte. Despeje uma colher de óleo na panela colocada no fogo forte e deixe esquentar bem. Frite os bifes, já escorridos do tempero. Passe-os de um lado primeiro e depois do outro. Atenção: nunca esfregue-os na panela pois ficarão secos e sem sabor. Se gostar de carne mal passada, retire-os da panela assim que mudarem de cor. Se gostar de carne bem passada, deixe que fiquem bem morenos e depois vá pingando água quente, pelas beiradas da panela, até que os escalopes fiquem bem macios. 

Molho – Retire os  escalopes da panela antes que a borra do fundo fique preta. Acrescente 1 colher de manteiga ou azeite. Junte 1 colher de sobremesa de cebola ralada e deixe que comece a fritar. Agora acrescente uma colher de chá de farinha de trigo já torrada, espalhe e misture bem com a espátula até obter uma massa bem lisa. Acrescente água quente, tipo 1/2 xícara de chá. Misture e deixe ferver em fogo baixo. Junte a mostarda. Prove o caldo e acrescente sal e pimenta à gosto. Seu molho está pronto para servir sobre a carne.

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Kenga, que diabo é isto?

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Antigamente, no interior, lá pros lados da Bahia, quenga era nome de mulher de vida fácil (será?) que vivia na zona. Domingo era dia de folga das moças e cozinhavam um franguinho do quintal, preparado com quiabo e milho verde. Alguns moços solteiros apareciam para o almoço e tudo acabava em cantoria e festa. Porém, a receita é kenga com k. Será que tem a ver? Não importa, é um prato delicioso e, para quem já gosta de frango com quiabo, vai amar.

Kenga

Para 4 pessoas: 8 partes de frango, que podem ser de 4 coxas com contra-coxa, ou de 2 a 4 peitos de frango cortados e deixado com o osso, dependendo do tamanho – escolha sempre os menores. Se for fazer para mais gente, use dos dois cortes, ou até um frango inteiro. Separe 10 talos de quiabo ou 2 xícaras de chá bem cheias do quiabo já picado, 2 cebolas, 2 tomates maduros, 2 espigas de milho verde (ou uma lata de milho). Tempero: vinagre, sal, alho, cheiro verde, uma pimentinha, gotas de molho inglês e gotas de limão, se gostar. Calcule uma colher de café de tempero seco por pedaço de frango.

Separe uma panela larga, uma pequena e um caneco, uma colher de pau e um garfo.

Lave o frango com água fervente e tire a pele e o excesso de gordura. Passe o tempero nas partes do frango e deixe por ½ hora. Corte o quiabo e o tomate em quadrinhos e pique a cebola miudinha. Se for usar espiga de milho verde – que é muito melhor – corte os grãos rente ao sabugo. Bata metade do milho no liquidificador com um pouco d’água. Se for milho de lata,  bata com  a água da lata.

Coloque água para ferver em uma caneco. Na panela maior, esquente 4 colheres de óleo. Frite as partes do frango por igual, mexendo sempre. Retire o frango da panela, coloque um pouco mais de óleo ou manteiga e frite a cebola picadinha na borra do frango e depois frite a metade do tomate e os bagos de milho.

Despeje um pouquinho de água fervente e mexa com a colher de pau ou uma espátula até que a borra se incorpore à água formando o primeiro caldo. Acrescente o milho batido. Deixe ferver até formar um caldo homogêneo. Agora coloque o frango de volta na panela e acrescente mais água ( não jogue água em cima do frango),  numa quantidade que cubra os pedaços de frango pela metade. Baixe o fogo e tampe a panela.

Em outra panela, coloque óleo suficiente para fritar o quiabo ( 1 xícara de chá ou mais). Escorra numa peneira o quiabo já frito e coloque-o sobre guardanapo de papel para retirar o excesso de óleo. Quando o caldo já estiver reduzido pela metade, teste com um garfo se o frango já está cozido e macio. Acrescente o restante do tomate. Deixe ferver até que amoleçam. Junte então o quiabo e deixe cozinhar por mais 5 minutos.

Sirva quente acompanhada de arroz branco.

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Abobrinha verdinha de todo dia

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Não é à toa que abobrinha é um dos legumes mais consumidos pelos brasileiros. Tem gente que diz que não tem gosto de nada. É porque não sabe como prepará-la. Um jeito fácil e super saudável é este:

Abobrinha grelhada com molho de azeite e ervas

Lave, seque e corte a abobrinha em fatias finas. Coloque as fatias sobre a chapa da grelha de modo que não fiquem umas sobre as outras. Assim que corar por baixo (dá aquela marquinha marrom) vire do outro lado. Retire e deixe à parte.

Prepare o molho: azeite, um tico de vinagre de vinho branco e ervas picadinhas bem miúdo, que pode ser salsinha e cebolinha mais hortelã ou manjericão- um dos dois. Coloque sal a gosto. Tome a tigela que vai à mesa e entremeie camadas de abobrinha com o molho de azeite. Uma variação é acrescentar iogurte ou coalhada e suco de limão ao molho.

Você pode fazer a mesma receita com berinjelas. No entanto, a berinjela precisa ficar de molho na água com sal por uns minutos e depois secada antes de ir para a grelha. Caso contrário, ela escurece.

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Escondidinho

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Antes o escondidinho era chamado de comida de pobre. Para não dizer que servia apenas um purê de batata ou mandioca como prato principal, colocava-se um tantinho de carne escondidinha por baixo. Na hora de comer vinha um Oh! Que delícia, tem uma carninha escondida! E, com a surpresa, estava salva a refeição! Só que exatamente estes pratos simples, quando preparados com gosto e amor são deliciosos. Daí, os chefs inovadores resolveram servir uma cumbiquinha de escondidinho nas festas chiques de casamento. Pois não é que fazem o maior sucesso? Vai para você esta receita bem fácil, que para mim, é a melhor de todas:

Escondidinho de carne cozida com purê de duas batatas

Prepare com capricho aquela carne de panela da receita que já saiu neste blog, deixando um bom caldo, bem grossinho. Depois que esfriar, tire a carne e desfie em lascas pequenas. Volte com a carne desfiada para a panela e misture com o caldo.

Faça um purê de batatas, sendo que você vai fazê-lo usando ¾ de batata inglesa e ¼ de batata baroa.

Escolha uma travessa refratária e coloque uma camada de carne. Cubra com o purê. Se quiser, coloque uma camada fininha de queijo ralado por cima. Leve ao forno. Sirva quente.

Uai! Onde está a foto do preparo? Escondidinho, oras!

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Surubim com camarão

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O surubim é um peixe grande de água doce, dos mais populares do Brasil, sendo encontrado em todas as suas bacias hidrográficas. A carne é consistente e muito saborosa, merecendo um molho rico em sabor.  Com a posta do surubim, gosto de preparar moqueca, e como o filé,  prefiro de prepará-lo na brasa ou assado. Uma boa receita para o fim de semana ou mesmo o dia a dia, pela facilidade do preparo é esta:

Filé de surubim ao molho de camarões com côco

Calcule 200 gr. de filé por pessoa. Lave, seque e tempere com sal e limão. Ligue o forno a 200o C. Coloque os filés em uma assadeira untada com óleo, jogue um pouco de ervas desidratadas por cima e leve ao forno até corar, por cerca de 20 minutos a meia hora.

Molho para 4 pessoas:

Separe:  800 gr. de camarãozinho rosa, 1 tomate italiano grande bem maduro, 1 cebola, ¼ de pimentão vermelho e a mesma quantidade do amarelo, 1 xícara de café de molho de tomate, a mesma quantidade de leite de côco, 1 a 2 dentes de alho triturados,  ¾ de litro de caldo de peixe e ½ xícara de café de azeite.

Limpe os camarões e tempere-os com 1 colher de sobremesa rasa de sal e 1 limão. Pique miudinho todos os demais ingredientes. Em uma panela média, coloque o azeite e frite o camarão até que fique vermelho. Junte a cebola e o alho e deixe fritar até corar. Acrescente os tomates e os pimentões e frite bem, sem deixar agarrar. Prepare, em outra panela, o caldo de peixe e junte o molho de tomates. Assim que os ingredientes estiverem fritos, junte o caldo. Deixe ferver. Prove o sal e acrescente pimenta malagueta. Quando o molho já estiver de boa consistência, ajunte o leite de côco e deixe ferver em fogo baixo por mais 10 minutos.

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Retire o peixe do forno, disponha os filés em um a travessa e cubra-os com o molho de camarões. Acompanha arroz branco e ou purê de batatas.

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Carne de panela das antigas

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Fazer uma boa carne cozida é considerada coisa de chef experiente. Pode parecer difícil conseguir fazer no nosso fogão comum, com panela de alumínio comum, aquela carne cozida que fica de uma cor marrom arroxeada por dentro, que desmancha na boca, saborosíssima! Realmente, é simples de ser feita, mas precisa ter tempo e paciência. Agora, se você tem o privilégio de ter um fogão de lenha e uma panela de ferro, seria um sacrilégio dizer-me que não faz uma carne cozida deliciosa!

Carne de panela

Para fazer uma boa carne cozida é só você saber algumas coisinhas de cor. Tão fácil que, depois que a fizer pela primeira vez, nunca mais irá se esquecer. Existem algumas leis para fazer uma carne de panela que não podem ser esquecidas:

1- Carne precisa ser temperada com antecedência.

Quanto maior o pedaço, maior o tempo que precisa ficar no tempero. Se quer abreviar o tempo, corte a carne em pedaços menores.

2- A quantidade de tempero por quilo de carne de boi é uma colher de sobremesa de tempero sólido e 1 xícara de chá de tempero líquido.

Para o tempero sólido misture 2 cabeças de alho trituradas com sal, acrescente se quiser, pimenta do reino e louro em pó. Para o líquido coloque ½ xícara de água, ½ xícara de vinho tinto e 1 colher de café de molho inglês. Se quiser acrescente ainda 1 cebola picadinha, um raminho de salsa e cebolinha. Para um quilo de carne é preciso que fique pelo menos 2 horas no tempero.

3- A carne precisa ficar imersa no tempero. Coloque-a em uma bacia pequena ou então dentro de um saco plástico grosso e amarre. Se ficar pegando tempero só de um lado, na metade do tempo tem que virar a carne de lado.  Se for deixar no tempero por mais de 2 horas, coloque-a na geladeira.

5 – A carne só vai para a panela depois que você a escorre do tempero líquido e limpa o excesso de tempero sólido.

4- É absolutamente indispensável manter uma caneca com água quente do lado da panela que for fazer a carne, para ir regando-a de tanto em tanto.

5- Toda carne tem que ser frita antes de ser cozida, portanto, a primeira coisa a fazer é colocar um pouco de óleo na panela e fritar bem a carne. Só depois de frita é que você começa o processo de ir pingando água na carne, que só termina quando a carne estiver macia.

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6 – Carne odeia tomar banho. Quando for colocar água no cozimento da carne, despeje-a sempre pelas beiradas. Se despejar água sobre a carne você vai lavar o tempero! Carne também odeia ficar afogada, o nível da água nunca deve passar da metade do nível da carne.

7 – Para ficar macia, a carne precisa ser frita no fogo alto e cozida no fogo baixo.

8- Carne seca não dá para comer, portanto, quando a carne já estiver macia, coloque a última água e esfregue o fundo da panela com uma colher de pau para soltar o resto da borra da fritura. Deixe que sobre caldo suficiente para a carne ficar molhadinha.

9 – Para fazer um caldo suplementar, retire a carne da panela e frite cebola picadinha. Para um molho mais espesso, misture um pouco de farinha de trigo torrada e mexa até formar uma massa homogênea. Junte um pouco d’água e dissolva até dar um caldo de boa consistência. Se quiser, acrescente um pouco de vinho tinto – o mesmo que usou no tempero – e deixe ferver. Pode acrescente também um pouco de molho de tomate já pronto. Prove o sal e a pimenta. Se quiser um molho mais fino, passe na peneira ou bata no liquidificador.

10 – Para guardar a carne cozida para outras receitas, deixe-a sempre dentro de uma quantidade boa de seu próprio molho para que não resseque.

Obs.: em caso de desespero, ou total falta de paciência para o pinga-pinga d’água, você pode fazer uma carne cozida na pressão. De toda forma é preciso fritar a carne na própria panela de pressão antes de começar a cozinhá-la na dita pressão. Depois de bem frita, acrescente toda a salmoura do tempero e cubra a carne com água quente, deixando o nível da água de 2 a 3 dedos  acima do nível da carne. Depois que a carne estiver quase cozida, destampe e deixe que o caldo engrosse enquanto a carne termina de amaciar.

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Arroz com brócolis

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Acabou de fazer uma carne, peixe ou frango e está pensando qual o acompanhamento? Pois esta receita é boa para acompanhar tudo. Basta ter brócolis em casa, pois arroz, cebola e sal com alho sempre tem. Para os vegetarianos é um prato que basta por si só.

Arroz com brócolis

Cozinhe o arroz normalmente, deixando-o ainda um pouco duro. Enquanto isto, corte, lave e seque o brócolis. Numa panela à parte, doure o alho cortado em finas lâminas em um pouco de óleo e frite um pouquinho de cebola, batida miudinho ou ralada. Acrescente o brócolis e misture. Pingue água quente e sal. Abafe (tampe a panela) por uns 2 minutos e desligue. Em uma bacia, misture o arroz semipronto com o brócolis refogado. Volte com o arroz para o fogo, acrescente um pouco d’água quente e deixe que termine de cozinhar com a panela tampada.

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Lombo de porco à mineira

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Em um dos pratos mais tradicionais da culinária mineira, o lombo de porco é servido com arroz branco, tutu de feijão e couve. Muitas vezes vem acrescido de farofa de ovos ou  farofa de bijú de milho, outras vezes substitui-se o tutu pelo feijão tropeiro. Ótimos como acompanhamento podem ser também o abacaxi frito ou a banana da terra frita.

Lombo assado ou de panela?

Qual a diferença? O lombo assado é feito no forno e o de panela é feito na panela, óbvio! Fica especialíssimo se feito na panela de ferro ou na panela de pedra no fogão de lenha. Aí é mineiro mesmo, uai! Eu prefiro fazer na panela, acho que fica mais macio e saboroso; o forno resseca qualquer carne. Mas, se você não está a fim de ficar na cozinha mais de uma hora pajeando o lombo, pois a água tem que ser colocada aos poucos, faça no forno mesmo. Assim poderá dar uma passeada fora da cozinha enquanto o forno faz o serviço.

Tanto para um como para o outro siga estes passos:

Separe uma faca afiada, xícara, bacia de temperar carne, panela grande, caneco de ferver água, assadeira (se for fazer no forno)e garfão. E mais um saco grande de plástico grosso.

Limpe o lombo sem tirar a  gordura e a capa que vem de um dos lados da peça. A carne precisa de gordura para que fique tenra. Para saber a quantidade de tempero, calcule uma colher de sobremesa cheia de tempero sólido para cada quilo de carne. Um lombo inteiro médio costuma ter  aproximadamente 2 quilos, mas preste atenção quanto a peça pesará na balança do açougue ou verifique o peso na embalagem.  Importante: toda peça grande de carne tem que ser temperada com 24 horas de antecedência.

Tempero: prepare o tempero sólido (para cada quilo de carne) em uma xícara: ½ colher rasa de sobremesa de sal, 2 dentes de alho  picadinhos, 1 folha grande de louro triturada ou uma pitada de louro em pó, uma pitada de pimenta do reino preta. Agora junte os líquidos:  1 colher de café de molho inglês e 2 colheres de sopa de vinho tinto. Complete a xícara até a borda com água e misture.

Coloque o lombo em uma bacia e espete-o com um garfo. Agora esfregue o tempero na carne. Pegue um saco plástico e coloque o lombo com todo o tempero dentro. Feche o saco e guarde na geladeira até uma hora antes da hora que for assar. O mínimo de tempo no tempero não pode ser menos de 12 horas, o ideal é 24 horas. No meio do tempo, vire o embrulho ao contrário, para que a carne tempere por igual.

Cozimento: Se for fazer no forno, pré-aqueça o forno na temperatura de 280 graus.  No dois casos, ponha água para ferver.  Em uma panela grande, despeje uma colher de óleo, deixe esquentar e então coloque o lombo. Frite-o de todos os lados até que a carne mude de cor. Use um garfão para virar a carne. Quando a carne começar a agarrar na panela, despeje água fervente até a metade da peça. Raspe o fundo da panela com uma colher de pau para a borra formar um caldo. Tampe a panela e deixe por 15 minutos ou até que o caldo reduza pela metade. Vire a peça, coloque mais água fervente e deixe mais 15 minutos.  O caldo que fica na panela deve dar uma xícara cheia.

Se for continuar a fazer o lombo na panela,  prossiga com o cozimento no fogo baixo, sempre  pingando a água quente, aos poucos, de modo a manter a mesma quantidade de caldo. Vá virando o lombo de um lado para o outro até que a carne fique bem macia.

Se for fazer no forno, pegue uma assadeira grande e unte-a com óleo. Coloque o lombo de comprido no meio da assadeira com a capa de gordura por cima e despeje o caldo do cozimento. Leve ao forno por aproximadamente 20 minutos, então retire e vire a peça. Volte para o forno mais 20 minutos. Não deixe o lombo ficar sem caldo, se necessário, coloque água quente pelas bordas da assadeira. Ao fim deste tempo, verifique com a ajuda de um garfão longo, se a carne está toda macia. Se ainda não estiver, asse mais um pouco. Retire do forno.

Molho do lombo:

É sempre bom fazer caldo a mais na panela enquanto estiver fritando o lombo para que possa fazer um molho para cobrir o lombo quando for servir. Lombo seco é péssimo! Para qualquer molho, você tem que tirar o lombo da panela em que foi feito e aproveitar a borra que fica no fundo e nas laterais da panela. O caldo que fica na assadeira não presta para nada.

1- O molho básico é o que você só raspa a borra da panela e acrescenta água quente, deixando que a água evapore até o ponto que o molho fique de boa consistência. Se quiser, acrescente um pouquinho de molho de tomate para dar cor e mais consistência. Prove o tempero, acrescentando pimenta do reino, se quiser.

2 – Para enriquecer o molho basta colocar um pouco de vinho tinto misturado com um pingo de água logo que desfizer a borra e deixar ferver por 5 minutos antes de colocar mais água.

3 – Para um molho mais saboroso, frite cebola ralada ou bem batidinha antes de juntar qualquer líquido à borra.

4 –  Para o molho de cebola caramelizada como o da foto, corte as cebolas em fatias finas e frite à parte, com um fio de azeite ou óleo. Assim que estiverem douradas, afaste-as para a borda e coloque açúcar cristal no meio da panela. Vá mexendo com uma colher de pau até que o açúcar forme uma calda marrom clara. Junte a cebola e misture.

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O feijão do tropeiro

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Duas preparações de feijão à mineira em seguida? Exato, pois são duas variações para acompanhar o lombo à mineira, que já está temperado e vai para o blog amanhã. Também fazem parte da mesma história!

Quando, no século 17, as Entradas e Bandeiras subiram as montanhas de Minas à procura de ouro, esmeraldas e diamantes, precisaram levar uma carga bem variada e pesada, que eram não só suas ferramentas de trabalho como barracas, cobertas, vestuário e mantimentos.  Quem fazia este serviço, comandando a tropa de escravos, conduzindo as mulas de carga e pequenos animais como galinhas e porcos eram os chamados tropeiros. Em geral, estes homens mestiços de confiança do patrão bandeirante eram quem conduzia e dava ordens à tropa.

Os primeiros bandeirantes exploravam o ouro de aluvião, ou seja, o que era coletado com bateias nas águas rasas de riachos. Assim que as pepitas de ouro começavam a escassear em um determinado ponto, os homens desmontavam  tudo e subiam rio acima, ou então procuravam outro veios. Desta forma, ficavam de 2 a 4 meses em um mesmo local. Assim que escolhiam onde montar novo acampamento, plantavam vegetais como feijão, couve, cebola, alho e ervas, que podiam ser colhidos em pouco tempo e também montavam o cercado para criar galinhas e porcos. A mandioca era nativa e fácil de secar e socar para virar farinha e ser guardada. Assim, tinham sempre à mão feijão, farinha e ovos. Quando um porco era abatido, comiam a carne, faziam linguiça com as tripas e miúdos e guardavam o que restava em latas com banha.  A comida de sustança da tropa no domingo, que além do feijão diário tinha direito aos restos da carne de porco consumida pelos patrões, era chamado de feijão do tropeiro. Hoje, é um prato tradicional preparado maravilhosamente nos restaurantes das cidades históricas de Minas Gerais. Você pode fazê-lo em casa!

Feijão tropeiro

O melhor feijão para este prato é o roxinho, por ter os bagos mais firmes. Vai precisar de bacon, cebola, linguiça e/ou pedaços de carne de porco, farinha de mandioca, ovos e ervas, como salsinha e cebolinha. Há quem misture ou adorne com couve e torresmo. Uma boa pimentinha é indispensável.

Para 4 pessoas separe ½ kg ou 2 xícaras de chá bem cheias de feijão. Coloque de molho na água de véspera para facilitar o cozimento. Atenção: cuidado para não cozinhar demais o feijão, os bagos precisam ficar ainda um pouco duros.

Corte o bacon ( 1 colher de sopa), a cebola ( 2 colheres de sopa), os pedaços de linguiça e de carne, do tamanho que caibam na boca sem precisar partir no prato. Pique a salsinha e a cebolinha. Separe 2 a 3 ovos.

Muita gente faz este feijão misturando tudo na panela, afirmo que não vai prestar, pois vira uma maçaroca.  É preciso que seja feito em 3 panelas. Na primeira panela, frite o bacon, a cebola e o sal com alho. Escorra bem o feijão do caldo e frite os bagos com cuidado para não parti-los. Misture então 1 a 2 colheres de farinha de mandioca. Se ficar seco, ponha um fio de azeite ou um pouco de manteiga. Na segunda panela, esquente ou frite a linguiça e/ou a carne de porco. Na terceira panela, frite os ovos, já misturados ligeiramente, no óleo ou na manteiga, salpique o sal e assim que endurecer, corte-o em pedaços grandes. Agora misture as carnes e depois os ovos ao feijão, com cuidado para não ficar pastoso. Prove o sal e a pimenta, acrescente o cheiro verde e sirva quente.  Acompanha couve e arroz.

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Tutu de feijão, tradição que veio dos escravos

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Sabem que tutu é uma palavra africana? Desde os tempos das primeiras incursões bandeirantes ao interior das minas gerais este prato era feito pelos escravos, que aproveitavam o caldo que ficava no fundo do panelão de cozimento do feijão e engrossava-o com farinha de mandioca. O feijão era um alimento fundamental na vida dos primeiros exploradores dos riachos cujas pedrinhas em seus leitos eram pepitas de ouro e das rudimentares minas de ouro e pedras preciosas. Além de ser de fácil cultivo e crescer com rapidez nas terras férteis de beira-rio, o feijão é rico em ferro, fortalecendo os braços necessários ao árduo trabalho nas bateias para recolher o ouro de aluvião. Depois que subiu de status e foi parar na mesa do senhor branco, o tutu ganhou outros ingredientes. Veja como é preparado desde os tempos coloniais.

Tutu de feijão

Além do feijão, são indispensáveis o sal com alho, a cebola, o bacon(antigamente chamava toucinho defumado, como ainda se fala no interior) e a farinha de mandioca  peneirada e uma boa pimenta malagueta. Pode-se servir junto ao tutu, já pronto: um bom molho de tomates, molho de cebola, ovos cozidos e couve.

Para 4 pessoas costuma ser  ½ kg de feijão ou 2 xícaras de chá bem cheias. Ponha o feijão de molho numa bacia desde a véspera, assim irá economizar tempo e gás. Cozinhe o feijão (pode ser na pressão) até que os bagos fiquem quase desmanchando. Deixe que o caldo do cozimento sobre até quase tapar o feijão.

Coloque uma panela no fogo com um pouco de óleo e frite 1 colher de sobremesa cheia de bacon picadinho. Antes que comece a secar, frite 2 colheres de sopa de cebola batidinha e logo em seguida frite junto 1 colher de café de sal com alho. Agora refogue os bagos, ou seja, tire, com uma escumadeira, os bagos sem o caldo da panela em que foi cozido e frite-os bem, mexendo com uma colher de pau até formar uma maçaroca. Desligue, deixe esfriar um pouco, junte o caldo em que cozinhou o feijão e bata tudo no liquidificador. Volte com a pasta grossa para a panela e mexa bem, com a indispensável colher de pau, até que comece a soltar das laterais da panela.  Só então você vai acrescentar 1 colher de sopa rasa de farinha de mandioca, aos poucos. Misture bem até que o tutu dê a consistência de um creme. Prove o sal e a pimenta. Atenção: o tutu tem que sair da panela ainda mole, porque depois que é servido, esfria e endurece.

Para acompanhar, frite cebola fatiada à parte, na gordura do bacon ou na que ficou na panela da carne de porco que sobrou de outra preparação. Cozinhe os ovos em ponto de gema dura e fatie. Esquente o molho de tomates caseiro.

Prepare o prato em que irá servir o tutu: primeiro coloque o tutu, depois uma camada fina do molho de tomates, depois as cebolas e por último, as fatias de ovo cozido. Sirva com couve e arroz.

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Bolinho de arroz

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Quer coisa mais mineira do que um bolinho de arroz quentinho e crocante? Perfeito para acompanhar uma cerveja ou uma caipirinha, vai bem no almoço e no lanche da tarde. Só tem um detalhe: é uma delicia feito na hora, se guardar, pode até comer depois, mas perde a graça.

Bolinho de arroz

Basta ter 2 xícaras de chá de arroz ( que pode até ser aquele que está há dias na geladeira) e mais 1 ovo, óleo para fritura e temperos.

Bata no liquidificador 1 xícara de chá de arroz com 1 ovo, salsinha e cebolinha verde, sal e alho, pimenta do reino e um pouquinho d’água. Fora do liquidificador, em uma bacia de cozinha, junte esta massa batida com a outra xícara de arroz e misture bem.

Coloque óleo para esquentar em uma panela média, mais ou menos uns 2 dedos. Quando o óleo estiver quente, faça os bolinhos um a um, usando uma colher de sopa. Despeje-os no óleo, um a um, podendo colocar 6 bolinhos para fritar de cada vez. Vire-os de um lado e outro com uma escumadeira, para que fritem por igual até ficarem corados. Retire e deixe que sequem o excesso de óleo sobre um papel toalha. Sirva quente.

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