Sal & Alho no Egito!

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Por causa de Nefertiti fui conhecer Tutankhamon. Lembram quando estive em Berlim em abril de 2014? Fui ao Neues Museum e desde que vi o busto da rainha Nefertiti apaixonei-me pela história do Egito Antigo. Aí veio a pergunta fundamental: ela seria a mãe do faraó menino? Depois de revirar livros e internet resolvi eu mesma ir lá conferir. Fui ao Museu do Cairo e conheci a jóia mais preciosa que o ser humano já produziu. E olha que arte é um assunto que curto e rodo mundo para ver. A máscara de Tutankhamon é lindíssima. Fiquei deslumbrada, apaixonada! Valeria a viagem, porém, mais curiosa ainda, tomei um barco e desci o Rio Nilo para percorrer todos os passos da história, visitando o Vale dos Reis, Karnak e Luxor. De Amarna, infelizmente, não sobrou nada. Interessados na história? Aguardem, escrevo um romance sobre o assunto.

Nos quatro dias que passei no barco, conversei com os guias e a tripulação para coletar dados e saber a opinião deles. Contei sobre o blog, achando que, mesmo se conseguissem acessa-lo, não entenderiam nada, pois só lêem árabe. Para minha surpresa, o pessoal da cozinha veio me pedir detalhes de alguns pratos. Espertos, pois pelas fotos descobriram como fazer! Ficamos amigos e então resolveram preparar, no último dia 10 de março, um jantar surpresa com comida típica egípcia em minha homenagem!

Hoje passo para vocês os pratos deste jantar. Algumas receitas já temos no blog e as outras irei fazendo aos poucos. Os ingredientes que usam são comuns na culinária brasileira, e, como tempero, usam sal, alho, ervas, cebola e pimentões, porém a comida não é tão temperada como o mexicana ou a oriental.

O barco

As entradas

Veja receitas no blog: homus (pasta de grão de bico), babaganush (pasta de beringela) e pão branco

Pães e mais entradas

Os pratos quentes

As sobremesas

Observe, na última foto, os simpáticos chefs!

Tudo delicioso! Deixo aqui o meu muito obrigada!!!!

Maçãs caramelizadas

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Para quem gosta de um pernil ou um peru assado, um lombo de porco e outras carnes deste tipo, experimente fazer este acompanhamento com maçãs, de preparo simples, paladar sofisticado e belo visual. Pode ser feito com maçã ácida (verde) , mas eu prefiro prepará-lo com aquelas maçãzinhas pequenas e doces, como as que vêm do sul do Brasil.

Maçãs caramelizadas

Para 5 maçãs, separe 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1 a 2 pauzinhos de canela e 3 cravos da índia. Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Borrife-as com água e limão para não escurecerem enquanto prepara a calda de açúcar queimado.

Coloque 1 litro de água para ferver. Deite o açúcar em uma outra panela aquecida e mexa com uma colher de pau até ficar da cor de mel. Despeje 1/4 da água fervente – com cautela e aos poucos para não se queimar. Abaixe o fogo e mexa até formar uma calda. Junte o cravo e a canela. Acrescente as maçãs picadas e deixe que cozinhem até ficarem translúcidas e douradas. À medida que a calda for secando, vá colocando mais água, sempre quente, aos poucos.

Cuidado para que as maçãs não cozinhem demais, para não virarem uma papa. Se quiser que fiquem mais doces e brilhantes, coloque um pouco de mel ao final do cozimento.

Para acompanhar carnes, sirva quente.

É também uma compota de fruta muito gostosa que dura dias na geladeira. Ótima para passar no pão ou no bolo. Experimente servi-la quente com sorvete, é delicioso!

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Aperitivo de linguicinha com cidra

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A comida de bar ou, como se diz em Minas, a comida de buteco, prima por ser aquele aperitivo ideal para petiscar enquanto se toma uma bebida gelada, como uma cerveja artesanal mineira, uma caipirinha caprichada ou até mesmo um whisky. Pois este aperitivo, ligeiramente adocicado,  vai perfeitamente bem com qualquer destas bebidas. Se seus amigos chegarem na sua casa de repente e cada um pedir uma bebida diferente, nem pense duas vezes, dê uma fugidinha ali na cozinha, prepare a linguicinha com cidra e surpreenda a todos com este tira-gosto delicioso. 

Para não ser pego de surpresa, tenha sempre em casa um pacote de 500 gr. de linguicinha e uma garrafa de cidra.

Tome uma panela e deite ao fundo um fio de óleo. Deixe esquentar e passe rapidamente a linguiça, em bolinhas ou cortada em tronquinhos de 1,5 cm. de largura. Acrescente a cidra e espere que o álcool evapore. Abaixe o fogo. Mexa de vez em quando e espere até que a calda seque. Está pronto! Sirva acompanhada de torradinhas amanteigadas.

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Salada com muçarela artesanal

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Depois de publicar mais de 40 saladas, confesso que fiquei sem ideias. Tanto é fácil misturar legumes e verduras a esmo como é difícil criar novas saladas diferentes. Havia me esquecido desta, que criei para o cardápio típico das famosas “Sextas Mineiras” no hotel onde trabalhei como responsável (também) pelo setor de Alimentos & Bebidas. O ingrediente principal é um tipo de queijo muçarela artesanal vendido no Mercado Central e nas boas casas do ramo de Belo Horizonte. O queijo é apresentado em tronquinhos ou em trança e precisa estar bem fresco para esta salada. A marca que prefiro é a Caçulinha.

Salada mineirinha

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Além do queijo, você vai usar tomate cereja e brócolis, azeite e manjericão ou orégano desidratado.  Corte o queijo em pedaços de 5 cm e desfaça-o com a ponta dos dedos. Coloque as tirinhas imersas no azeite com a erva desidratada para ir tomando gosto.

Prepare o brócolis, separando os buquezinhos. Ponha um dedo de água numa panela e coloque o brócolis. Assim que a água ferver, desligue e tampe a panela. Daí a 5 minutos, tire o brócolis e escorra. Misture-os ao queijo e junte os tomatinhos inteiros. Está pronta!

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Escabeche de peixe

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Quando eu tinha vinte e poucos anos conhecia o tal de escabeche apenas de nome, mencionado vez por outra na literatura espanhola ou portuguesa. Até que, certo dia em viagem, vi o tal nome em um cardápio e resolvi pedir. Apaixonei de cara mas, por falta de hábito, acabei esquecendo-o quando retornei ao Brasil, onde é pouco conhecido. Onde moro, talvez os quinhentos quilômetros que nos separam do mar justifiquem o pouco costume do mineiro de comer peixe. Pois esta semana, preparando uma mesa de frios para um happy-hour na minha casa, lembrei-me deste prato. Procurando na internet, achei diversas receitas diferentes. Como saber qual receita é a melhor? Tal fato acontece com você, não é? Pois siga seu instinto e procure a receita que tenha ingredientes conhecidos dos quais você goste. Ou então, leia várias para ter uma boa base e recrie sua própria receita – do seu gosto. Foi o que fiz, deu certo e agora passo para vocês!

Escabeche de peixe

Escolha filés de peixe branco.Comprei tilápias. Para 6 filés, separe: 4 dentes de alho, sal, pimenta do reino, 1 xícara de chá de farinha de trigo, 2 cebolas grandes, 1/2 pimentão vermelho e 1/2 amarelo, 1 1/2 xícara de chá de vinagre de vinho branco, 1 xícara de café de azeite, 1 xícara de café de azeitonas pretas, 1 pitada de louro em pó, 4 ovos e 1 colher de chá de ervas aromáticas. Vai precisar de um escorredor, de papel toalha, de filtro plástico e de uma frigideira. Escolha uma travessa baixa e larga onde irá montar o prato, guardá-lo na geladeira e depois levar à mesa.

Preparo do peixe:

Misture 2 dentes de alho triturados com 1/2 colher de chá de sal e mais um tico de pimenta do reino em 3 colheres de vinagre e espalhe pelos filés de peixe. Deixe por meia hora nesta salmoura. Coloque os filés em um escorredor para tirar o excesso de vinagre. Tome o papel toalha e enxugue filé por filé. Passe-os ligeiramente, dos dois lados, na farinha de trigo colocada em uma assadeira, de modo que fiquem com uma camada fina de farinha.

Aqueça um filete de azeite na frigideira e grelhe os filés, de um lado e de outro, para ficarem corados. Retire, deixe esfriar e depois parta-os em pedaços grandes. Distribua-os em uma travessa baixa e larga – para formarem uma só camada – e coloque-a na geladeira.

Preparo do molho:

Quando não existia geladeira, colocava-se peixe fresco no vinagre para conservá-lo por mais tempo. Assim, o vinagre é o ingrediente principal do escabeche e portanto, escolha um vinagre de qualidade para o seu preparo.

Corte as cebolas em quatro e depois cada parte em três, de modo a obter gomos de 1 cm de largura. Pique 2 dentes de alho. Frite as cebolas e depois o alho, com pouco azeite, no fogo baixo, até amolecerem. Em seguida, coloque-as dentro de uma travessa funda com vinagre, 1 pitada de sal e outra de pimenta do reino. Deixe-as encobertas, marinando por 1/2 hora. Corte os pimentões em tiras e passe-os no azeite que fritou as cebolas, no fogo baixo, para amolecerem. Não deixe que corem. Junte-os às cebolas. Deixe marinando. Cozinhe 4 ovos na água por 20 minutos, espere que esfriem, descasque-os e corte em quatro. Tire o caroço das azeitonas e pique-as em rodelas. Distribua sobre o peixe o molho de cebolas e pimentões, os ovos e as azeitonas ( veja foto superior). Salpique sal ligeiramente apenas sobre os ovos cozidos. Prepare um tempero com 1/2 xícara de café de azeite de oliva, a mesma quantidade de vinagre, um tico de pimenta do reino, um tico de louro em pó e 1 colher de chá de ervas aromáticas desidratadas. Espalhe este tempero por cima, cubra com um filtro plástico e leve à geladeira por 24 horas antes de servir. 

Sirva o escabeche frio, acompanhado de pão tipo italiano fresco em fatias.

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Ravioli de lombo

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Receba seus amigos em casa preparando uma pasta caseira com um delicioso recheio. A sugestão de hoje é aproveitar que você já aprendeu a fazer a receita da massa fresca de lasagna caseira ( clique aqui para ver o passo-a-passo) e experimentar novos formatos com a mesma receita. Se você preferir comprar a massa fresca de lasagna pronta, não terá o mesmo efeito mas, certamente, é bem mais fácil.

Como recheio, misture, por exemplo, carne desfiada com parmesão ralado. É interessante juntar-se passas, pinhole ou castanhas trituradas. Se quiser um recheio sem carne, pode prepará-lo com  pasta de ricota e folhas de espinafre ou buquês de brócolis ligeiramente aferventados e macerados. A pasta de ricota é feita batendo no processador a ricota com ovos, na proporção de 1 ovo inteiro para cada 200 gr de ricota fresca. Invente sua receita!

Ravioli de lombo com ameixa preta

Preparo do recheio: aproveite o lombo de panela ( clique aqui para ver a receita do Lombo de porco à mineira – a mais acessada do blog!) que sobrou do almoço e desfie-o em pedacinhos pequenos. Misture queijo parmesão ralado, de modo a obter uma massa consistente que dê para formar, sem dificuldade, bolinhas de 2 a 3 cm de diâmetro. A proporção é de um saquinho de queijo ralado de 50 gr. para cada 10 bolinhas de recheio. Pique ameixas pretas secas e misture-as ao recheio. Faça as bolinhas, achate-as e reserve.

Preparo da cobertura: faça um molho branco bem saboroso ( clique para ver a receita).

Preparo dos raviolis: espalhe farinha de trigo sobre uma superfície limpa e seca. Estenda a fita larga da pasta de lasagna recém-preparada. Coloque as bolinhas a intervalos regulares, como mostra a foto. Venha com outra fita de pasta e cubra a primeira. Pressione ao redor de cada bolinha de recheio, usando clara de ovo para colar as bordas e fechando-as completamente com a ponta dos dedos. Passe a carretilha fazendo quadrados e formando os raviolis. Certifique que estão bem fechados. Polvilhe-os com farinha de trigo. Reserve.

Cozimento dos raviolis: coloque bastante água para ferver em uma panela funda. Salgue a água com um punhado de sal. Vá colocando os raviolis de 3 em 3 até ver que mudaram de cor, ou seja, por cerca de 3 a 4 minutos. Retire-os com uma escumadeira e deixe-os secar em um escorredor.

Preparo final: coloque os raviolis em um prato, se for servir individualmente, ou em uma travessa, lado a lado. Se os raviolis e o molho estiverem quentes, você está de parabéns, preparou-os com rapidez! Se já tiverem esfriado, cubra os raviolis com o molho e esquente por segundos no micro-ondas ou no forno convencional. Salpique queijo pecorino ou parmesão ralado e ervas aromáticas e sirva bem quente.

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Pão da vovó Lana

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Da linha Marmita Business, mais uma receitinha ótima para você fazer de véspera e levar para o seu trabalho. Nutritiva e bem refrescante para estes dias de verão. Faça-a também para o lanche do fim de tarde ou para o final de semana. E tem cara de piquenique, concorda?

Quando eu era criança adorava ajudar minha avó quando ela fazia este pão, por isto na minha família esta receita se chama Pão da vovó Lana.  Cada dia fazíamos o pão diferente, variando as cores e os sabores – para mim era como se fosse uma caixa de lápis de cor comestível! A receita de hoje leva recheio de espinafre, de tomate e de queijo ( os preferidos da vovó). Você pode variar recheando com outros ingredientes. Use vegetais ralados e cozidos (e deixados escorrer na peneira) como beterraba e cenoura, ou cru, como abobrinha ralada – desta forma é ideal para as crianças fazerem, pois não tem nada que vá ao fogo. Pode experimentar fazer com outros cremes – como de abóbora, de milho ou de cogumelos. Pode também rechear com frango desfiado, atum, patê de presunto. Use sua imaginação e tenha, a cada dia, um lanche diferente!

Pão da vovó Lana

Compre pão de forma cortado na horizontal, se achar em uma boa padaria ou supermercado. Na falta deste, faça com o pão de forma de sua preferência. Se for fazer só para uma ou duas pessoas, use a quantidade de fatias necessária para os recheios escolhidos, por exemplo, se for 3 recheios, vai precisar de 7 fatias. Se for fazer para a família toda, use o pão de forma inteiro, colocando 3 carreiras de fatias, como mostra a foto. Esta receita é para um pão inteiro.

Se for fazer recheios com cremes, faça primeiro o molho branco básico, torrando a farinha de trigo e depois acrescentando manteiga, cebola ralada, sal com alho e leite, nesta ordem. Veja a receita completa aqui. O molho deve dar o equivalente a 4 xícaras de chá cheias.

Para o creme de espinafre: lave as folhas de um molho inteiro e coloque-as com um tiquinho de água em uma panela. Deixe que a água ferva e desligue, tampando a panela. Tire o espinafre, escorra-o na peneira para secar a água e pique-o miudinho com a faca sobre uma tábua. Junte ao creme branco, aos poucos, até dar uma consistência de creme grosso. Leve ao fogo por 3 minutos. Tempere a gosto.

Para o creme de tomate: Torre 2 colheres de sopa de farinha de trigo e depois junte o molho de tomates caseiro ou pomodoro pelatti batido. Acrescente aos poucos o creme branco até obter uma consistência encorpada. Prove o tempero. Se gostar, coloque um pouco de pimenta do reino e molho inglês. Quando ferver e começar a estourar bolhas, está pronto.

Para o creme de queijo: Misture na panela o molho branco com 2 gemas e 1 xícara e meia de queijo ralado ( pode misturar os que tiver em casa, eu prefiro o minas e o parmesão em partes iguais). Prove o tempero. Gosto de acrescentar pimenta do reino branca e noz moscada. Misture com uma colher de pau até começar a soltar das laterais da panela.

Agora vamos armar o pão: coloque sobre uma travessa ou assadeira o papel alumínio aberto como mostra a foto. Distribua a 1a. camada de pão. Passe o 1o. recheio, cubra, passe o 2o. recheio, cubra, passe o 3o. recheio, cubra. Repita a operação, sempre passando os cremes com cuidado para o pão não desmoronar. Assim que terminar, faça um pacote. Leve à geladeira por, no mínimo, 12 horas antes de servir.

Se preparou o pão para a sua marmita ( a terça parte desta receita com uma pilha apenas de pão) embrulhe no papel alumínio separadamente a quantidade que for levar, conserve frio e só desembrulhe na hora de comer.

Se for servir como lanche, parta as fatias e acrescente a salada de sua preferência, como na foto do topo.

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Saladas para acompanhar churrasco

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Não só para acompanhar carnes feitas na brasa ou carnes frias – em que vem a ser uma excelente combinação – como também para uma salada mais picante para variar o seu dia-a-dia, veja como fazer estas saladas que têm como destaque a cebola marinada. Primeiro veja como preparar cebola marinada.  Prepare o vinagrete. Para cada cebola grande a medida é:  uma colher de sobremesa de azeite, uma colher de chá de vinagre, uma colher de café de suco de limão, uma pitadinha de sal, 1/2 dente de alho inteiro, 1 colher de café de ervas (salsinha e cebolinha). Pode ter um pouquinho de alecrim e de sálvia e também de pimenta tipo biquinho, malagueta ou dedo-de-moça, se gostar ( cuidado, pouquinha). Misture tudo e reserve. Pique ou fatie as cebolas descascadas como quiser. Coloque o vinagrete em uma tigela de vidro ( ou pote com tampa) e junte as cebolas. O vinagrete deve ficar acima do nível das cebolas. Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira de um dia para o outro. Três preparos:

1- Pique cebolas brancas e roxas e misture-as ao vinagrete. Capriche nas ervas, como, por exemplo, no alecrim. Deixe por, no mínimo, 24 horas na geladeira antes de servir. Opção: eu prefiro dar uma amaciada nas cebolas junto com o alho no azeite antes de misturá-las ao vinagrete. Neste caso, não coloque azeite nem mais alho no vinagrete. 2- Cozinhe feijão branco ou favas até os bagos ficarem ao dente (cozidos mas bem firmes). Misture com o vinagrete, feito com azeite, vinagre, sal, alho, salsinha e cebolinha. Fica interessante se feito com coentro no lugar da salsinha. Nesta receita, pique miudinho a cebola roxa e junte azeitonas verdes picadas ao final. 3 – Faça o vinagrete com cebolinhas baby. Depois de pronto e curtido, já na hora de servir, misture-o com tomates cereja cortados e azeitonas pretas. Ideal para servir com carnes frias, tipo lagarto. 

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Mousse de manga

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Nada melhor para os dias quentes de verão do que uma mousse leve e refrescante. Aproveite as frutas da temporada para fazer mousses e suflês de sobremesa. Se for fruta que tenha suco e que você corta às lascas – como manga, pêssego, damasco, ameixa, goiaba, morango – você pode usar a polpa da fruta madura batida com o mínimo de água possível e levada ao fogo com açúcar, a gosto, para fazer um creme da consistência de uma calda grossa.  Se for fruta como limão, laranja ou maracujá, use o suco da fruta natural e dobre a quantidade de gelatina. Como ontem haviam 2 mangas Palmer madurinhas no cesto de frutas pedindo atenção, resolvi fazer esta mousse de manga, que serve de exemplo para você fazer a mousse com a  fruta de sua preferência. A receita é tão fácil que uma criança poderá fazê-la. Veja também a receita da mousse de limão já publicada.

Mousse de manga

Você vai precisar de uma xícara de chá do creme feito com a fruta, a mesma quantidade de creme de leite e a mesma quantidade de leite condensado. Para esta medida, vai usar de 3 a 4 ovos e 1/2 pacotinho, ou 10 a 15 gr.,  de gelatina em pó incolor.

Bata o suco de 2 mangas no processador com o mínimo de água possível. Leve ao fogo até formar um creme da consistência de uma geleia mole. Adoce a gosto.

Bata este creme com o leite condensado e o creme de leite sem soro. Reserve.

Coloque o pó de gelatina dentro de uma xícara de café com 1 colher de sopa de água e deixe descansar por 5 minutos, levando depois ao micro-ondas por cerca de 15 segundos para aquecer. Bata as claras em neve e misture a gelatina. Junte, com delicadeza, o creme batido até obter uma mistura homogênea. Coloque na travessa que for servir e leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas. Sirva fria.

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Cordeiro marroquino no tagine

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Desde que chegou do Marrocos, minha filha queria estrear a panela de barro trazida de Safi. A panela tem um prato fundo embaixo, uma tampa em formato de cone com um furo superior (para sair o vapor) e se chama tagine. Ela queria fazer uma receita de cordeiro igual à que comeu (e adorou) em um dos restaurantes que frequentou mas, apesar de lembrar-se do visual e do sabor da iguaria, não sabia como prepará-la. Pois a menina pesquisou várias receitas e até me pediu para traduzir uma do francês para o português. Analisou todas e depois de juntar uma ideia daqui e outra dali, resolveu testar à sua maneira. Novamente a família blogueira se reuniu. Não só o cordeiro ficou quase igual ao prato original como nos surpreendeu pelo delicioso sabor e aroma. Mais uma excelente receita para o nosso repertório!

Tagine de cordeiro com ameixas e tâmaras

Para 4 pessoas considere 800 gr. de pernil de cordeiro em cubos, sal, pimenta do reino, 3 colheres de sopa de azeite, 1 cebola, 2 dentes de alho amassados, 1 colher de sopa cheia de ras-el-hanout*, 2 colheres de sopa de mel, 1 pauzinho de canela, 12 ameixas e 12 tâmaras.

Para o molho, separe os ingredientes usuais de um bom caldo de carne: 1 colher de azeite, 1 cebola, 3 talos de salsão, 1 cenoura e 1 bouquet garni.

Preparo da carne: se comprar o pernil inteiro, congelado e com osso, deve pesar aproximadamente 1,5 quilos. Deixe descongelar na geladeira e retire o osso cuidadosamente: com a ponta da faca faça um corte longitudinal até encontrar o osso e a partir daí, vá cortando ao redor e abrindo a peça. Guarde o osso e as aparas da carne para o caldo. Corte a carne que retirou dos ossos em cubos e tempere-a com 1 colher de chá cheia de sal e 1 uma boa pitada de pimenta-do-reino, deixando descansar por, pelo menos, 1/2 hora.

Preparo do caldo: coloque a panela de pressão aberta no fogo e quando estiver quente, deite 1 colher de azeite e frite as aparas da carne com o osso. Quando estiverem coradinhas, frite a cebola e acrescente os talos de salsão e a cenoura. Cubra com água pré-aquecida, acrescente o buque garni e tampe a panela. Conte uns 20 minutos depois que começar a apitar para desligar o fogo. Coe o caldo, desprezando os restos. Coloque o caldo de carne coado para aquecer em um caneco.

Na tagine, ou em uma panela comum, deite 3 colheres de azeite. Deixe esquentar e frite a carne até corar, no fogo forte, sem deixar dar água (se precisar passe-a aos poucos). Retire a carne e reserve, deixando a borra com o caldo da carne na tagine.

Pique a cebola em pedacinhos e amasse os dentes de alho grosseiramente. Frite a cebola e depois o alho na borra da carne. Acrescente o mel e o ras-el-hanout e mexa bem.

Agora volte com a carne já corada para a tagine e despeje um pouco do caldo quente pelas beiradas até que a carne fique semi-coberta. Tampe e deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos ou até verificar que a carne está macia (na panela normal deve demorar um pouco mais, neste caso, vá pingando o caldo aos poucos).

Quando a carne estiver quase no ponto, coloque as ameixas e tâmaras (sem os caroços) de modo que fiquem entremeadas com a carne. Acrescente mais caldo quente pelas beiradas se necessário. Coloque também o pauzinho de canela e feche novamente a tampa. Deixe que as frutas amoleçam e cozinhem junto com a carne por mais uns 10 minutos. Quando a canela começar a perfumar o ambiente é hora de tirar o pauzinho. Prove o sal e veja se é necessário acrescentar mais tempero. Está pronto!

Sirva o cordeiro acompanhado de cuscuz marroquino.

Preparo do cuscuz:

Aproveite o caldo da carne que você preparou e misture-o no preparo do cuscuz: coloque em uma panela funda 1 copo de cuscuz, 1 copo de água e 1 copo do caldo de carne. Cubra com um pano limpo e espere que absorva o líquido. Depois é só esquentar e salgar a gosto.

*Ras-el-hanout é o nome dado à uma mistura de especiarias feita no Marrocos que normalmente contém, entre outras: gengibre, cardamomo, canela, coentro, cúrcuma, páprica, cominho, noz-moscada, cravo, pimentas e sal. Se não achá-lo para comprar, tente fazer seu próprio tempero com os ingredientes que conseguir.

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Suflês sem glúten e sem lactose!

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Há algum tempo, fiz algumas tentativas para adaptar o suflê tradicional – que sempre leva leite e queijo, além de farinha de trigo, em algumas receitas – para os alérgicos a lactose e a glúten, como eu. Pois afinal a receita deu certo e já a repeti muitas vezes, preparando suflês de cenoura, de chuchu, de abobrinha ou de alho poró. O preparo é rápido, o sabor é muito bom e, se sobrar, conserva-se na geladeira por muitos dias, sem alteração. Até frio é gostoso!

Suflê de cenoura

Para uma travessa refratária de tamanho médio, cuja quantidade serve de 4 a 6 pessoas, separe: 1 cenoura média, 1/2 cebola, 2 ovos, 1 xícara de café mal cheia de farinha especial*, 2 colheres de azeite, 1 colher de chá de sal com alho, 1 colher de café de fermento em pó, 1 pitada de pimenta do reino.

Despele e rale a cenoura ( ou a abobrinha ou o chuchu ou corte o alho poró em fatias finas). Pique a cebola miudinho. Tome uma frigideira, deite o azeite, doure a cebola e o sal com alho. Junte a cenoura, a pimenta e misture. Retire do fogo. Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Bata as 2 gemas. No mesmo recipiente, misture, com a espátula, a farinha e o fermento. Junte a cenoura passada no azeite. Misture e reserve.

À parte, bata as 2 claras em neve. Acrescente e misture tudo, levemente. Coloque em uma travessa refratária. Leve ao forno, já aquecido, na prateleira de cima, por cerca de 25 minutos ou até corar. Retire do forno e sirva em seguida.

* Use farinha mista de milho, arroz e mandioca. A FSG da Amina é muito boa.

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Salada de bacalhau

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Minha mãe é craque nesta salada de bacalhau e não há quem a faça como ela. Outro dia ela chegou para o almoço de domingo trazendo-nos de presente esta salada. Foi um sucesso, todo mundo adorou! O segredo? Ingredientes de primeira qualidade e muito carinho no preparo. Ela conhece bacalhau como poucos, sabe diferenciar as diversas espécies e procedências.

Acho que todos já sabem, mas não custa recontar. O melhor bacalhau é o norueguês, pescado nas águas geladas do Mar do Norte. Antigamente, para secar e salgar o peixe, desciam a pesca em grandes barcaças até as costas do Norte de Portugal, na região da cidade do Porto, onde havia sal natural e sol forte em boa parte do ano. Por isto, o peixe ficou conhecido como bacalhau do Porto. Minha mãe prefere a espécie Morhua, que apresenta um lombo alto e claro, da cor da palha seca de milho. Quando este tipo de bacalhau é aferventado, as postas se desfazem em lascas grandes e macias. É muito importante também escolher um azeite extra virgem, espesso e com um aroma ligeiramente adocicado. A batata deve ser a do tipo inglesa, bem firme e lustrosa.

Salada de bacalhau

Para 6 pessoas compre cerca de 600 gr. de bacalhau. Separe: 1 xícara de chá de azeite, 3 a 4 batatas grandes, 2 cebolas grandes, 1/2 pimentão vermelho, 1/2 amarelo e 1/2 verde, azeitonas portuguesas bem saborosas e macias, sem o caroço, 4 dentes de alho e ervas aromáticas.

Prepare o bacalhau dessalgando-o na ante-véspera e depois aferventando-o. Tire os ossos, espinhas, pele e gorduras esbranquiçadas. Escorra e separe as postas. Veja aqui dica de como prepará-lo corretamente. Despele e corte as batatas ao meio, e depois em fatias regulares com meio centímetro de espessura. Coloque-as para cozinhar com água e sal e vigie para que fiquem ao dente ( macias mas firmes). Corte as cebolas em lascas regulares. Corte os pimentões em tiras. Repare os tamanhos de corte na foto. Pique o alho bem miudinho.

Para armar a salada, escolha a saladeira em que irá servi-la. Misture as ervas secas e o alho triturado com o azeite. Coloque a primeira camada de batatas, depois entremeie todos os ingredientes, espalhando-os por igual. Por último, regue com o restante do azeite. O ideal é preparar a salada de véspera e deixar na geladeira curtindo, para que o sabor do bacalhau passe para a batata e o azeite. Sirva fria.

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Brochette de almôndegas com legumes

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Mais uma receita ótima para a nossa linha Marmita Businees – receitas que você faz rapidinho à noite e leva para o trabalho no dia seguinte. Eis uma receita leve e completa. Provei e achei ótima para se comer fria, mas, se preferir, basta esquentar.

Brochette de carne, beringela, pimentões, cebola e tomate

Preparo das almôndegas:

Você tem duas opções de como fazer almôndegas aqui no blog – a polpetta italiana ou a kafta árabe. Para ambas, se for cozinhar só para você, vai precisar de 150 gr. de carne de boi moída (patinho ou chã de dentro).  Esta nova receita é de forno, portanto, veja a seguir a maneira de fazê-la.

Para a almôndega tradicional, que é a adaptação brasileira da polpetta, separe: 1/2 xícara de café de cebola picadinha, 1 colher de sopa de farinha de rosca ou farinha de trigo, 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha picadinhas. 1 ovo. Tempere a carne com as ervas e 1 pontinha de colher de café de sal com alho. Junte a cebola e a farinha. Se gostar, coloque uma pitadinha de pimenta. Quebre um ovo, misture a clara com a gema; tome metade desta mistura e junte à massa, misturando bem. Forme as bolinhas e passe-as na farinha de rosca. Reserve.

Para a almôndega de inspiração árabe, faça a receita do kafta. Separe: 1/2 xícara de café de cebola picadinha, 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha picadinhas, a mesma quantidade de hortelã picadinha, 1/2 tomate maduro mas bem firme picadinho. Tempere a carne com as ervas, 1 colher de café de suco de limão,1 pontinha de colher de café de sal com alho e 1 pitada de pimenta síria. Para encorpar e conseguir enrolar as bolinhas, acrescente 1 colher de sopa de farinha de rosca. Forme as bolinhas e passe-as na farinha de rosca. Reserve.

Separe folhinhas de hortelã para salpicar por cima.

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Preparo da brochette: 

Separe 1/4 de beringela, 1 tomate, 1 cebola, 1/4 de pimentão vermelho e do amarelo. Corte o tomate e a cebola em quatro e depois corte cada pedaço ao meio, corte a beringela em cubos grandes e os pimentões em quadros de 3×3 cm ou então, picadinhos para espalhar por cima.Tome um espeto de bambu grande.

Monte o espetinho conforme mostra a foto:

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Tome uma travessa refratária que caiba o espeto e passe um fio de óleo ao fundo. Pré-aqueça o forno a 200 graus.

Coloque o espeto para assar por cerca de 30 minutos ou até que a carne esteja macia e corada. Deixe esfriar. Retire tudo do espeto se for levar na marmita e embrulhe em papel alumínio, retirando-o quando for comer.

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Coelho belga para inaugurar filial européia

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O Blog Sal com Alho está se tornando internacional de verdade! Nada mais natural ter uma segunda sede para um blog que, hoje, é acessado em mais de 90 países e curtido por quase 150 mil pessoas. Além do nosso espaço gourmet em Belo Horizonte, no Brasil, de agora em diante teremos outra cozinha experimental na Europa, em Bruxelas, capital da Bélgica. A blogueira filha mudou-se para cá e será a nossa correspondente na Europa, experimentando e postando receitas da cozinha européia, notadamente a francesa – ponto fortíssimo aqui nesta terra onde os belgas adoram cozinhar – sempre com o perfil de receitas práticas e rápidas para 1 ou 2 pessoas. Como ela prefere levar sua refeição preparada em casa para a universidade, vamos ter muitas receitas para a nossa seção MB – Marmita Business.

No início do mês de fevereiro, as blogueiras mãe e filha estiveram juntas em Bruxelas, vivendo a experiência de morar em um flat ao lado do centro histórico da cidade. Aproveitamos para mostrar, aos que nos seguem, que é possível preparar deliciosos jantarzinhos em uma mini cozinha. Veja as receitas postadas entre 4 e 9 de fevereiro.

Logo depois, já bem instaladas em um apartamento com uma bela vista da cidade, resolvemos inaugurar nossa cozinha européia com uma receita típica belga, que comemos em um ótimo restaurante dia destes e que agora experimentamos, aprovamos com louvor e passamos para vocês.

Coelho belga ao molho de legumes e cerveja

Para 2 pessoas, compre 2 coxas de coelho. Separe: ½ alho poró, ½ cenoura já aferventada, 1 tomate fresco + 1 tomate pelado bem maduro (destes de lata italianos que vendem no Brasil) ou 3 colheres de molho de tomate concentrado, 1 dente de alho, sal, pimenta do reino, molho inglês, 2 colheres de sopa de azeite. Aqui na Bélgica usamos a cerveja Leffe brune para esta receita.

Tempere a carne do coelho com sal e pimenta do reino e deixe por 1 hora no tempero.Pique o alho poró, a cenoura, o tomate fresco e o alho. Esquente 1 colher de azeite na panela, doure o alho, o alho poró, a cenoura e o tomate. Em outra panela, esquente a outra colher de azeite e doure, de um e outro lado, as coxas de coelho até ficaram coradas.

Abaixe o fogo e acrescente ½ garrafinha de 330 ml de cerveja escura. Deixe o álcool evaporar. Junte o refogado de legumes e acrescente ½ xícara de café de água fervendo. Junte o tomate pelado ou o concentrado de tomate, misture até dissolver. Tempere com 1 colher de café de molho inglês e uma pitada de pimenta do reino. Prove o sal. Assim que ferver, tampe a panela e deixe cozinhar no fogo baixo até verificar que a carne está bem macia.

Se precisar, acrescente água fervendo, aos poucos. A carne de coelho leva um pouco mais de tempo que a de frango para cozinhar e fica rosada quando pronta.

Para acompanhar, escolhemos batatinhas baby e couve de bruxelas. Ambas devem ser aferventadas em separado e depois passadas no azeite com um pouco de sal e ervas aromáticas.

Valeu a experiência, pois o coelho ficou delicioso!

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Frango à Creole

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A culinária Creole é típica do estado da Louisiana, ao sul dos Estados Unidos. Trata-se de uma mistura das heranças francesa e africana dos imigrantes que vieram, no século 18, das colônias francesas de Antilhas, Martinica e Haiti. A base dos temperos é sempre o sal, o alho, a cebola, a páprica; ervas de origem européia como o tomilho e a sálvia, e as diversas pimentas locais, como a caiena, a verde e a jamaica. Como é uma região de pântanos e mangues, a alimentação é rica em peixes e mariscos; há ainda muitas receitas tradicionais com carne de porco e frango.

Dentre as muitas receitas da culinária creole, cajun e caribenha que tive a oportunidade de conhecer e provar no cruzeiro que fiz ao Caribe, em agosto de 2014, a bordo do Norwegian Gateway (do qual apresentei uma série de coquetéis) escolhi este preparo de frango para testar em casa – sem ter a receita, baseando-me na experiência visual, no aroma e no paladar. Ficou delicioso e fará, doravante, parte das receitas de minha casa. Confesso que o sabor ficou diferente, pois reduzi drasticamente as pimentas e especiarias, porém tornei-o mais palatável ao nosso gosto. Se quiser fazer a receita à legítima maneira creole, é só colocar muita pimenta caiena e abusar da páprica e do tomilho.

Frango à Creole

Esta receita foi feita para 4 pessoas, tomando, portanto, 8 partes de coxas, sobrecoxas e sobrepeitos de frango. Separe: 2 cebolas grandes, 2 tomates maduros e grandes, 1 lata de milho verde, a mesma quantidade de favas, 1/2 xícara de café de ketchup, a mesma quantidade de molho de tomate, 2 colheres de óleo. Na falta da sálvia, coloquei um ramo de salsinha. Prepare o tempero do frango: 1 colher de sobremesa rasa de sal, 3 dentes de alho triturados, 1 pitada de páprica, outra de tomilho em pó, outra de pimenta caiena. Misture estes temperos em 1/2 xícara de rum ou de vinho branco e espalhe uniformemente pelas partes do frango. Deixe descansar no tempero por meia hora. Antes de colocar o frango na panela, passe-o no ketchup.

Pique a cebola em gomos, primeiro em 4 e depois em 12 partes. Pique o tomate em 8 e depois cada parte ao meio (veja a foto). Bata metade do milho no liquidificador. Reserve.

Antes de começar o preparo do frango, coloque água para ferver a fim de fazer um caldo de legumes. Dentro da água, coloque 1 cenoura, 1 cebola e 1 talo de aipo picados.

Se quiser fazer a base do frango à legítima maneira creole, inicie fazendo o tradicional “roux”: coloque na panela 2 colheres de farinha de trigo e mexa com uma colher de pau até adquirir um tom bege. Junte 2 colheres de manteiga e misture bem. Nesta mistura, antes que escureça, passe as partes do frango. No entanto, é preciso prática para, logo de cara, não queimar a comida. Se preferir um jeito mais fácil de fazer, deite 2 colheres de óleo ao fundo da panela e frite o frango junto com metade da cebola. Assim que for fritando, vá pingando, pelas bordas da panela, o caldo de legumes até que este atinja a metade da altura do frango (veja a primeira foto acima). Acrescente o molho de tomate, o milho batido e as ervas. Misture. Prove o tempero. Acrescente sal, páprica e pimentas à gosto. Baixe o fogo, tampe a panela e deixe o frango cozinhar. À medida que for secando, vá completando com o caldo quente, de modo a manter o frango semi submerso.

 

Quando espetar o garfo e verificar que o frango já está quase macio, junte o restante da cebola e o tomate picados. Misture e deixe cozinhar mais um pouco. Ao final do cozimento, junte o milho e as favas. Misture e prove o tempero novamente.

Sirva quente, acompanhado de arroz branco.

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Salmão com risotto siciliano

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Havia algum tempo que eu andava afastada do salmão, sem nenhuma vontade de comer este peixe das águas frias do litoral do Pacífico, hoje de consumo tão popular no nosso país. Das últimas vezes que pedi salmão em restaurantes aqui no Brasil, o sabor não me agradou e já estava quase concordando com os argumentos de certas pessoas que detestam salmão. Mas resolvi ensinar a preparar salmão em uma das minhas aulas de culinária e aí o compromisso de fazê-lo bem feito ficou sério. Fui então ao Mercado Central e lá comprei um peixe inteiro bem bonito, com cara de fresco ( bem, na verdade, descongelado, pois moro em Belo Horizonte, a quilômetros de um mar ou rio de água fria). Na aula, preparei um Salmão à Belle Meunière ( para ver a receita neste blog clique aqui) com 2/3 do peixe.  As alunas adoraram! Guardei o restante para fazer no domingo para a família. Fiz um salmão assado ao mel e mostarda acompanhado de risotto ao limão siciliano. Ficou delicioso, merecendo ser colocado nesta seção Gourmet, embora o preparo seja bastante fácil. Mesmo que você não tenha muita experiência em cozinha, pode arriscar-se a prepará-lo para os seus convidados, pois estou certa de que fará sucesso!

Salmão crocante ao mel e mostarda

Preparo do peixe:

Compre, de véspera, um peixe inteiro e peça para limpá-lo bem, raspando a pele e cortando-o ao meio no sentido horizontal, retirando a espinha. Pode deixar a cabeça e a ponta do rabo na peixaria e levar para casa o peixe já aberto. Prepare, em uma bacia, uma salmoura, usando, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de sal, suco de 1/4 de limão siciliano, 1 colher de sobremesa de vinagre de vinho branco e 1 xícara de café de espumante rosé (pode ser vinho branco, se não tiver). Passe o peixe pelo lado da pele na salmoura e depois assente-o, pelo lado da carne, sobre a salmoura. Tampe a bacia com um plástico grosso e leve-o à geladeira de um dia para o outro.

Meia hora antes de servir o almoço ou jantar, ligue o forno a 250 graus. Unte uma assadeira com óleo e coloque o peixe com a pele para baixo. Leve ao forno até que o peixe fique corado ( dependendo do forno, pode levar de 20 a 30 minutos). Teste com um garfo se a carne está macia. Tire o peixe do forno e coloque-o tampado em um local fechado.

Preparo do molho:

Separe, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de manteiga, a mesma quantidade de mel e uma colher de café de mostarda de Dijon em grãos. Quando o peixe dourar, tome uma frigideira e derreta a manteiga no fogo médio. Junte o mel e depois a mostarda. Misture bem e pincele sobre o peixe ainda quente. Volte ao forno por 3 minutos só para tostar.

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Risotto ao limão siciliano

Primeiro, antes de colocar o salmão no forno, prepare um bom caldo de legumes. Ponha para cozinhar em 1,5 lt. de água: 1 cenoura, 2 caules de aipo (ou salsão), 1 cebola, 1 cabeça de alho, 1 buquê de salsa e cebolinha, 1 xícara de café de repolho cortadinho. Deixe fervendo.

Assim que colocar o salmão no forno, inicie o preparo do arroz.

Para 6 pessoas você irá precisar de: 2 xícaras de chá de arroz carnaroli ou arbóreo, 1/2 xícara de café de azeite, 1 xícara de café de cebola ralada, 1 xícara de chá de espumante brut ( pode ser vinho branco), 1 limão siciliano, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa de sal, 100 gr. ou 1 xícara de café de queijo pecorino ralado grosso.

Passe o limão no ralador e reserve as raspinhas.

Tome uma panela média, coloque metade do azeite e frite a cebola até começar a dourar. Frite o sal com alho, acrescente o restante do azeite e depois o arroz. Mexa com uma colher de pau. Quando o arroz mudar de cor (fica translúcido), junte o espumante e deixe que o álcool evapore. A esta altura, coe o caldo de legumes. Acrescente-o ao arroz até cobri-lo. Abaixe o fogo. Mexa, de tanto em tanto, para que não agarre no fundo da panela e vá acrescentando o caldo quente até verificar que o arroz está começando a amolecer. Acrescente então o suco de 1 limão siciliano. Tempere com sal, um pouquinho de pimenta do reino branco e um tico de açafrão. Prove o tempero. Deixe que a água do arroz diminua até que os grãos fiquem de al dente para menos e comecem a formar uma pasta. Neste ponto, ainda com o arroz molhado, jogue o queijo e dê a última misturada.Desligue e tampe a panela. Se não for servir imediatamente, deixe o arroz ainda com algum caldo, que irá secar sozinho. Ao servir, salpique as raspinhas do limão.

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Enforme sua salada para sofisticar

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Vamos variar daquela saladinha igual de todo dia? Acredite em seus dotes culinários e artísticos!

Veja como montamos esta salada:

Rale cenoura e abobrinha. Pode acrescentar couve-flor aferventada, alho poró passado no azeite, batata palha, frango desfiado, pimentões picadinhos – o que tiver na cozinha e seu paladar achar que combina. Faça um temperinho passando as ervas, como salsinha e cebolinha, no processador ou picando miudinho com a ponta da faca. Junte pouco azeite e sal. Misture tudo.

Para enformar, coloque a mistura dentro de um recipiente tipo tigela que tenha o fundo arredondado. Aperte bem. Deixe na geladeira até a hora que for servir. Coloque então o prato onde for servir a salada sobre a tigela. Segure cada uma com uma das mãos. Vire ao contrário rapidamente. Pronto, desenformou. Veja como ficou!

Enfeite com folhas, tomatinhos, azeitonas, rabanetes, o que achar que fica bonito! Viu como você é artista?

 

Spaguetti a Salermitana

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Aproveitando a pasta caseira que fizemos para a lasagna, tornamos a colocar a fita larga de pasta na máquina e cortamos para um talho bem fino. Se quiser fazer a pasta em casa clique aqui para ver a receita passo-a-passo. Como no Brasil não temos um tagliatelli tão fino, você pode fazer esta receita com um spaguetti ou com qualquer corte de pasta que preferir. Fica muito bom com penne.

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O molho à Salermitana, um tradicional molho italiano que leva este nome em homenagem à cidade de Salerno, é feito à base de beringela, tomate, cebola e alho.

Para 2 pessoas, separe: 1/3 de uma beringela grande, 1 tomate italiano maduro, 1 cebola média, 1/2 xícara de café de molho de tomate caseiro ou polpa de tomate italiano, 2 dentes de alho, 1 colherinha de café de sal e outra de orégano ou manjericão, 2 folhas de louro e 2 colheres de sopa de azeite.

Pique primeiro o tomate e a cebola em cubinhos e depois o alho miudinho. Corte a beringela em cubos, como mostra a foto.

Deite 1 colher de azeite numa frigideira e frite a beringela. Quando corar, afaste-a para os lados e frite a cebola e depois o sal com alho. Junte a outra colher de azeite. Acrescente o tomate fresco, o molho de tomates e a folha de louro. Por último, junte a erva de sua preferência. Prove o sal. Retire as folhas de louro.

Enquanto isto, você já deve ter cozido a pasta. Veja aqui como fazer. Junte a pasta cozida já escorrida ao molho e sirva imediatamente. Já no prato, acrescente o queijo pecorino ralado.

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Minestrone – a sopa internacional

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Uma das sopas mais comuns da cultura ocidental é o caldo de carne com legumes, feito com frango, carne de boi ou embutido de porco e uma seleção de legumes frescos. Na Itália é um prato tradicional muito popular, conhecido como minestrone. Aqui na Europa, a maior parte dos restaurantes oferece no cardápio um caldo deste tipo, como primeiro prato, tanto no almoço quanto no jantar, geralmente com o nome de “sopa do dia”. Na brasserie onde almoçamos em Leuven, tomei uma deliciosa sopa de tomate com legumes e linguiça branca. Na volta a Bruxelas, comprei os ingredientes e repeti a receita na mini-cozinha do flat onde estamos hospedadas. A única diferença é que usei, no lugar da linguiça, um mini salami ( igual ao salaminho italiano só que bem pequeno)- na verdade, com a troca ficou melhor!

Minestrone

Para 2 pessoas separe 4 tomates maduros, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 1/2 cenoura já despelada e aferventada, azeite, molho inglês, sal e ervas ( usei cebolinha). Passe os legumes separadamente no processador ( aqui, sem recursos, tive que picar tudo na ponta da faca). À parte, ferva 1 litro de água.

Em uma panela, esquente 2 colheres de sopa de azeite e frite, nesta ordem: primeiro a cebola e o alho poró, o mini salami ( ou linguiça calabresa ou a carne de sua preferência), a cenoura, os tomates e as ervas. Mexa até formar um purê e querer agarrar no fundo da panela. Despeje a água quente e abaixe a chama. Salgue e tempere com o molho inglês. Prove o tempero. Tampe a panela e deixe cozinhar até que tudo esteja macio. Sirva acompanhado de pão quentinho.

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Frango ao molho rosado com maçãs

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O desafio continua aqui em Bruxelas. Lá fora a sensação térmica é de menos 10 graus, acabamos de voltar da rua, são sete da noite e nem penso em sair. O frigobar já está quase vazio e temos feito nossos jantarzinhos com pouco mais de meia dúzia de variedade de ingredientes. Compramos maçãs, mas com este frio só se tem vontade de comer comida quente – estão esquecidas, coitadas. Tenho uma caixinha de creme de leite (sem lactose) e uma porção de frango, arroz e cebola. Ainda tem cogumelos-de-paris. Preciso inventar o cardápio de hoje usando o que temos.

Frango ao molho rosado com maçãs

Veja o que dispomos para 2 pessoas: 200 gr. de frango cortado em cubos, vinho, sal, alho e molho inglês para temperá-lo. Azeite, pesto de tomate ( pasta de tomate com pecorino e ervas), creme de leite. Cogumelos e cebola. Arroz. Uma maçã.

Prepare o tempero do frango com 1/2 colher de café de sal com alho, 1 colher de chá de molho inglês, 2 colheres de vinho. Salpique pimenta do reino branca. Coloque o frango cortado em cubos dentro do tempero e deixe por meia hora.

Escorra e frite o frango em 2 colheres de sopa de azeite. Deixe ficar bem coradinho. Despeje água fervendo até quase tapar o frango, reduza a chama e deixe cozinhar até ficar macio. Deve sobrar cerca de 2 a 3 colheres de sopa do caldo. Junte o pesto ( ou molho concentrado) de tomate, misture, junte o creme de leite até a quantidade necessária para envolver o frango em um molho consistente. Acrescente os cubinhos de maçã( acabada de ser descascada e picada). Deixe cozinhar mais um pouquinho e desligue. A maçã deve ficar crocante.

Enquanto preparava o frango, fiz um arroz e um salteado de cogumelos.

Salteado de cogumelos-de-paris

Pique os cogumelos e a cebola em fatias. Calcule de 4 a 6 cogumelos por pessoa (depois de cozido o cogumelo se reduz à metade do volume). Corte 1/2 cebola pequena por pessoa. Deite 1 colher de sopa de azeite na panela, frite a cebola e depois os cogumelos. Junte um pouco menos de 1/2 xícara de café de água fervendo, tempere com sal e pimenta do reino.  Deixe cozinhar até o caldo secar.

Sirva o frango com o arroz e, ao lado, o cogumelo acebolado.

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Penne ao molho de carne e alcachofras

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Hoje fomos a Leuven, uma bela cidade vizinha a Bruxelas, sede da famosa universidade que conta 520 anos de existência. Esta cidade é conhecida como a capital da cerveja, pois é ali que se fabrica, entre outras, a conhecida cerveja Stella Artois. Almoçamos, como todos os dias, em uma brasserie – onde anotei a terceira receita belga que irei experimentar em casa e passar para vocês depois. Céu cinza azulado com um sol tímido e uma neve fina se revezaram durante todo o dia.

 

O passeio estava maravilhoso mas no meio da tarde, quase congelando, resolvemos voltar para o nosso flat em Bruxelas. Aqui, enfiei-me debaixo do edredon e, depois de uma cochilada, custei a tomar coragem para dar 5 passos até a mini cozinha para preparar um chá bem quente. Valeu a pena, pois perto do fogão parei de sentir frio. Sair para jantar com uma temperatura abaixo de zero? Nem pensar! Ainda bem que posso me divertir cozinhando. Separei uma porção de carne, penne sem glúten (sou alérgica, como sabem), uma lata de coração de alcachofra prometendo delícias, tomate e cebola. Hoje tenho tempo de sobra e então vou preparar uma receita de pasta com um suculento molho de carne!

Penne ao molho vermelho de carne com alcachofras

Molho de carne e alcachofra: Para 2 pessoas calcule 200 gr. de carne de boi ( se fosse no Brasil eu escolheria chã de dentro ou patinho), 2 a 3 tomates maduros, 1 cebola, 3 a 4 corações de alcachofra, 2 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de molho inglês, sal e alho, pimenta do reino, ervas aromáticas, 1 cálice de vinho tinto. Se eu tivesse, usaria ainda 1/2 cenoura e 1/2 talo de salsão ou de alho poró.

Corte a carne em cubos. Prepare um tempero com a metade do vinho, o molho inglês, 1 colher de café de sal com alho, 1 pitada de pimenta do reino. Ponha a carne imersa neste tempero e deixe, no mínimo, por meia hora.

Corte a cebola e os tomates. Coloque água para ferver à parte. Em uma panela, deite o azeite e frite a carne, bem escorrida do molho, até ficar corada. Entorne o restante do vinho e deixe que o álcool evapore. Junte a cebola e deixe ficar bem moreninha. Acrescente o tomate ( a cenoura e o aipo picadinhos também) e vá misturando tudo até que desmanchem. Junte a água quente até tapar a carne e o molho. Prove o tempero, junte as ervas. Abaixe o fogo e deixe cozinhar até que a carne fique bem macia e o molho se transforme em um purê. Antes que o caldo seque, acrescente as alcachofras cortadas em quatro e deixe que amaciem. Está pronto!

Coloque água para ferver e cozinhe o penne, ou a pasta de sua preferência. Veja dica de como cozinhar pasta aqui. Escorra o penne e misture-o rapidamente ao molho fervendo.  Sirva bem quente com queijo pecorino ou parmesão ralado por cima.

Indispensável acompanhar a refeição com um vinho tinto!

Obs: como não estamos em casa e sim em um flat, com uma mini cozinha e poucos recursos, o nosso cenário tem sido o mesmo todos os dias.

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Caldo de frango com arroz e legumes

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De volta das compras em Bruxelas! Adquiri vários livros excelentes de receitas e alguns apetrechos para cozinhar. Aqui tem lojas incríveis de artigos lindos e práticos para mesa e cozinha. Facilmente a  gente se distrai e passa horas em cada loja!

Nada melhor do que uma sopa bem quentinha quando se chega da rua tiritando de frio, apesar das várias camadas de roupa debaixo de um casaco pesado, botas, cachecol, tapa orelha e gorro de pele. Para ter mais consistência e matar a fome, decidi fazer um caldo encorpado com frango, arroz e aquele aspargos peruano maravilhoso que sobrou de ontem. Vamos lá, coragem, uma sopa assim dá pouco trabalho e é de rápido preparo. Pelo menos não preciso enfrentar este frio abaixo de zero grau para comer na rua.

Caldo de frango com arroz e aspargos

Saudade da canja de galinha de casa! Dá para fazer algo parecido com o que compramos no supermercado da esquina e já temos aqui no flat. Basta uma panelinha e uma trempe de fogão. Siga a receita se quiser, como nós, comer uma deliciosa sopinha.

Separe, para 2 pessoas, cerca de 200 gr. de peito de frango desossado, 1 xícara de chá de arroz, 4 talos de aspargos, 1 tomate, 1/2 cebola, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de café de molho inglês, 1/2 xícara de café de vinho branco, 2 colheres de azeite (ou manteiga), 1 colher de sopa de pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino) ou então 1 colher de sopa de molho de tomates, ervas aromáticas ou salsinha e cebolinha picadinhas.

Corte o frango em cubinhos. Prepare o tempero misturando o vinho branco, o sal com alho e o molho inglês. Coloque o frango neste molho e deixe, ao menos, por quinze minutos. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Escorra bem o frango e frite-o no azeite ou na manteiga até mudar de cor e corar. Acrescente a cebola, deixe dourar e depois junte o tomate e os aspargos. Misture e junte o arroz cru. Despeje a água fervente até tapar tudo e ainda sobrar 2 dedos. Misture o pesto ou o molho de tomate e as ervas. Prove o tempero.

Deixe cozinhar no fogo baixo até verificar que tudo está macio. Se precisar, vá acrescentando água, sempre quente, até o completo cozimento.

Ficou delicioso, só senti falta de não ter posto meia cenoura picadinha. Daria mais cor e mais sabor. Experimente!

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Risotto de camarão com aspasgos

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Chegamos ao flat onde estamos hospedadas cansadas de tanto passear pelo centro histórico de Bruxelas. Pensávamos, mãe e filha blogueiras, em descansar um pouco antes de sair para jantar. Porém o ambiente estava tão aconchegante e quentinho que decidimos ficar. Lá fora a sensação térmica é de -6 graus! Melhor ficar por aqui e fazer nosso jantarzinho. Temos no frigobar um pacote de camarão fresco, um molho de aspargos peruano, o riso arbóreo que abrimos ontem e os temperos que compramos. Decidi fazer outro risotto e uma saladinha.

Risotto de camarão com aspargos verdes

Veja os ingredientes para 2 pessoas: 300 gr. de camarão fresco e limpo ( compramos já sem tripa!), limão e sal, 4 talos de aspargos, 1 cebola pequena, 2 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de pesto de tomate, 1 xícara de chá de riso arbóreo.

Tempere o camarão com sal e limão. Corte os talos de aspargos e pique a cebola. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Deite o azeite na panela, em temperatura alta (ou fogo forte) e deixe ficar quente. Escorra bem e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Na borra que ficou na panela, frite a cebola e depois o arroz. Junte os aspargos, frite mais um pouquinho e despeje a água fervendo até tapar o arroz. Abaixe a temperatura, mexa bem até desgrudar a borra do fundo da panela. Acrescente o pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino), sal a gosto e prove o tempero. Deixe o risotto cozinhar em baixa temperatura (ou no fogo baixo). Vá acrescentando água quente à medida do necessário, até que o arroz fique ao dente.

Ao final, junte os camarões. Misture com cuidado, deixe o caldo quase secar e está pronto! Obs.: Quando se termina um risotto, precisa restar um pouco de caldo grosso no fundo da panela, que será naturalmente absorvido pelo arroz até que o prato seja servido.

Enquanto o risotto cozinhava, aproveitei e fiz uma saladinha com tomate, ervilhas de folha (coloquei previamente para dar uma ligeira amolecida com um pouquinho de água), azeite e salpiquei sal e castanha do pará brasileira ( aqui tem nos melhores supermercados) picadinha para dar uma crocância.

Em meia hora fizemos nosso jantarzinho! E ficou delicioso!

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Peixe com risotto rápido

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Aqui estamos, em Bruxelas, hospedadas em um flat que dispõe de uma mini cozinha: um fogão vitrocerâmico com 2 bocas, 1 micro-ondas, 1 frigobar e 1 bancada com pia. No armário há três panelas, pratos e talheres. Suficientes para se preparar um jantar? Sim, claro, pois lá fora a neve cai de leve e a temperatura está em torno de zero grau! Como já prevíamos o mau tempo, demos uma passada rápida no supermercado e fizemos algumas comprinhas básicas de suprimentos, uma vez que ficaremos uma semana na cidade. O que temos no frigobar? Compramos alguns alimentos que foram de nosso agrado à primeira vista, sem pensar previamente em qualquer cardápio. Coloquei em cima da bancada o que tinha: 1 filé de bacalhau norueguês fresco, 1 bandeja de ervilhas de folha do Kênia, 1 pacote de tâmaras da Algéria, 1 bandeja de champignons-de-paris frescos, 1 pacote de riso arbóreo italiano, tomates, cebola, sal, alho em pó e azeite italiano. Desafio: transformar estes ingredientes em um jantar! Veja o que preparei:

Filé de bacalhau fresco e tomate recheado com cogumelos e tâmaras acompanhado de risotto de ervilhas de folha

Comece salgando o filé de bacalhau.

Tomate recheado: Para 2 pessoas, separe 2 tomates tipo caqui, 6 cogumelos, 4 tâmaras e 1/2 cebola roxa. Corte uma tampa nos tomates e retire o miolo com uma colherzinha. Reserve. Pique os cogumelos, as tâmaras e a cebola. Coloque os cogumelos em uma panelinha com um pouquinho de água e deixe ferver. Junte a cebola e espere a água secar. Coloque uma pitada de sal e outra de alho em pó. Se tiver um vinho sobrando, acrescente 1 colher de sopa e deixe que evapore. Coloque uma colher de sobremesa de azeite, deixe fritar, junte as tâmaras. Prove o tempero. Assim que o azeite começar a secar, está pronto. Recheie os tomates e reserve.

Risotto: Calcule 1 xícara de café de arroz para risotto por pessoa. Esquente água à parte. Corte um punhado de ervilhas de folha. Deite 1 colher de sopa de azeite na panela, deixe esquentar. Junte o arroz e 1/2 de uma cebola picada bem miudinha. Mexa até o arroz ficar transparente. Adicione a água fervente até tapar o arroz. Junte as ervilhas picadas, sal e alho. Prove o caldo. Obs.: como achei que estava sem graça, adicionei 1 colher de chá de  bouquet garni Coeur de Bouillon que havia comprado e 1 colher de sobremesa de suco de limão siciliano. Provei o caldo, ficou ótimo! Deixe o arroz cozinhando e vá adicionando água à medida do necessário até ficar ao dente.

Bacalhau: deite azeite na frigideira e coloque as postas. Frite de um lado e depois do outro.

Enquanto isto, coloque os tomates por 2 minutos ou pouco mais no micro-ondas.

Aproveite o azeite da frigideira e coloque algumas ervilhas de folha para fritar.

Se tiver queijo pecorino ou parmesão ralado, adiciono ao risotto quando estiver começando a querer agarrar na panela. Mexa ligeiramente e desligue.

Monte os pratos com um tomate recheado, uma posta de bacalhau, uma porção de risotto e algumas ervilhas de folha.

Acompanhe com um bom vinho tinto.

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Os deliciosos suflês de frutas

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O primeiro suflê doce que inventamos foi o suflê de goiaba. Para nós, imbatível, é verdade, talvez porque mineiro é louco por goiabada. Depois experimentamos fazer a mesma receita variando, ao invés de calda de goiabada, com damasco seco, manga, pêssego em compota ou suco de maracujá.  Para os três primeiros, é necessário fazer uma geleia com os pedaços da fruta seca, fresca ou em compota, sem a calda. A geleia se faz simplesmente cozinhando a fruta com água até o ponto de calda grossa.  Adicione açúcar a gosto. Para o suflê de maracujá, faça-o com o caldo natural da fruta reduzido (com açúcar se quiser) ao ponto de calda grossa. Todos estes suflês são muito fáceis de fazer e deliciosos, servidos quentes com os sorvetes apropriados: creme, flocos ou chocolate. Vamos mostrar como fizemos o suflê com damasco.

Suflê de damasco com sorvete crocante

Preparo do sorvete

Compre um sorvete de creme ou de flocos, sendo 1 bola por pessoa.  Deixe que quase derreta. Enquanto isto, prepare o pralinê. Para cada pessoa, calcule uma colher rasa de acúcar cristal. Coloque água para ferver. Deite o açúcar em uma outra panela e mexa sem parar, com uma colher de pau, até que fique da cor de caramelo. Junte, com cuidado porque espirra, a água quente – aproximadamente 1 xícara de café para cada colher de açúcar. Continue mexendo até formar uma calda grossa da cor de chocolate. Unte a pedra da bancada com manteiga e despeje a calda. Espere esfriar e, com a ponta da faca, corte-a em pedacinhos. Coloque-os dentro de um pano de prato e quebre-os, com um batedor de bife, até que fiquem como grãos de areia. Junte ao sorvete quase derretido, misture bem e volta ao congelador para que endureça.

Preparo do suflê

Separe 6 a 8 damascos secos e 1 ovo grande para cada 2 pessoas. Pique os damascos e coloque-os para cozinhar em uma panela com água quente (ao nível de cobri-los, mais 2 dedos de água) até que fiquem bem macios. Prove, se achar sem graça, junte açúcar a gosto. Bata-os em um processador para que forme uma calda grossa, do exato ponto que, se você colocar em uma colher e virar, a calda vai cair formando um fio grosso e contínuo. Reserve.

Ligue o forno a 180 graus. Bata as claras em neve até que fiquem bem duras. Aos poucos, vá juntando a calda de damasco, com a batedeira em velocidade bem baixa, até misturar tudo. Distribua nas tigelinhas – pelo meio –  e leve para assar até que a pontinha de cima do suflê fique corada. Desligue e retire imediatamente.

Sirva o suflê acabado de sair do forno com o sorvete gelado.

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Pãozinho sem glúten e sem lactose!!!!

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Finalmente, depois de várias experiências, temos o prazer de apresentar a vocês a nossa exclusivíssima receita de pãozinho SEM GLÚTEN E SEM LACTOSE. Especialmente para mim, alérgica tanto à glúten quanto à lactose, foi uma realização e tanto! Já sei, vocês, nossos seguidores, não vão acreditar que, tendo já feito, provado, fotografado e escrito mais de 300 receitas para o blog, eu venha agora com esta história de alergia. Pura verdade! Praticamente comi de tudo o que fizemos, substituindo a farinha de trigo por outras farinhas à base de arroz, milho e mandioca e os produtos lácteos por produtos sem lactose, hoje cada dia mais presentes nos melhores supermercados. Uma ou outra receita não pude provar, mas pedi às filhas que provassem e confio inteiramente na análise e nos palpites delas.  Mas voltemos à história do pão. Hoje, enfim, bem no dia do meu aniversário ( 29/01), passo a receita, depois de termos feito – e acertado – muitas variações. É o meu presente para os alérgicos como eu.

Pãozinho rápido e fácil de fazer sem glúten e sem lactose 

Para 12 pãezinhos separe: – 2 xícaras de chá de batata doce cozida e amassada ( pode variar com a mesma quantidade de: mandioca, inhame ou cará, baroa ou batata inglesa); – 2 xícaras de chá de farinha sem glúten* ( pode ser 1 xícara desta farinha e mais 1 xícara de amido de milho ou maizena – o pão fica com a massa mais leve) – 1 xícara de chá de leite sem lactose, 1 xícara de café de óleo ou azeite, 2 ovos, 2 colheres de sobremesa de fermento biológico seco instantâneo Fleischmann, 1 colher de café cheia de sal e a mesma quantidade de açúcar. Obs: na foto estão os ingredientes para 6 pãezinhos

Esquente o leite e misture o fermento. Tome uma bacia ou tigela e coloque a batata, a farinha, o leite com o fermento, o óleo, os ovos inteiros, o sal e o açúcar. Misture tudo com as mãos até obter uma massa bem homogênea. coloque na palma da mão uma colher de sopa cheia da massa e amasse-a para dar a forma de pão chato – veja a foto. Coloque os pãezinhos em uma assadeira untada com pouco óleo. atenção: deixe descansar por meia hora. Pré-aqueça o forno a 180 graus e coloque os pãezinhos para assar por aproximadamente 20 minutos ou até corarem.

Depois daremos as receitas de outras variações , com o pãozinho de alho poró para aperitivo e o pãozinho de maçã com canela para servir com café. Deliciosos! Aguarde.

* uso a FSG da Amina

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Provincia di Salerno 3

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Com tantos pratos deliciosos servidos no buffet da festa de aniversário do Chef Remo Peluso, proprietário do restaurante Provincia di Salerno, já visto nos posts anteriores, estava bem difícil escolher qual receita publicar no blog. Meu amigo Remo, gentilmente havia se disponibilizado a passar qualquer receita que eu escolhesse. Sabem o que fiz? Uma votação! Pedi aos nosso amigos que escolhessem. Ganhou a fantástica guarnição de frutas que acompanhava o pernil assado. Aqui vai a receita, inédita!

Pernil assado com frutas

O pernil tem história! Quem é de Belo Horizonte sabe que, na Avenida do Contorno com Avenida dos Andradas existiu um grande frigorífico da família italiana de sobrenome Perrella, primos e vizinhos da família Peluso. Hoje ainda é uma grande empresa, em outro endereço. Pois o pernil de nossa receita veio do Perrella, já temperado por um processo original alemão de injeção de temperos que dá aquele sabor inigualável de carne defumada. A parte boa da história é que podemos encomendá-lo! Um pernil gasta de 5 a 6 horas para ser assado em um forno industrial, desses de restaurante ou de padaria. Durante o processo, o pernil deve ser regado com vinho branco. No meio do processo, precisa ser virado de lado e, ao final do cozimento, espalha-se ervas aromáticas sobre a carne. Quando ficar bronzeado, está pronto!

 Guarnição com frutas caramelizadas

Separe estes ingredientes:  2 xícaras de chá de açúcar mascavo, 1 quilo de mini cebolas, 2 xícaras de chá de vinagre de maçã ou de vinho branco,  200 gr de uva passa branca, 200 gr de uva passa preta, 200 gr de amendoim torrado sem a pele, 200 gr de damasco picado,  200 gr de nozes picadas, 100 gr de pinole e 200 gr de castanha de cajú triturada.

Descasque as cebolas e deixe-as de molho na água fria.  Leve o açúcar ao fogo médio, espere derreter e faça uma calda rala.  Acrescente as cebolas e em seguida, o vinagre, fervendo em fogo alto. Junte os demais ingredientes e deixe cozinhar por cerca de 40 minutos. Sirva quente ou frio,  acompanhando o pernil.  Enfeite com cebolinhas aferventadas, se quiser.

Quer conhecer o restaurante Provincia di Salerno, em Belo Horizonte? Clique aqui e vá até o site.

Provincia di Salerno 2

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Hoje vou mostrar – e fazer inveja a vocês – os pratos deliciosos do buffet de aniversário de Remo Peluso, proprietário e chef do conhecido restaurante Provincia di Salerno. Neste dia especial, o chef Peluso prepara receitas tradicionais de sua família, bem diferentes do cardápio do restaurante, algumas destas muito requisitadas nos banquetes de festas que o restaurante prepara sob encomenda.

O restaurante, cujo cardápio* é inspirado na típica cozinha da região do Ciliento, onde estão Sicili e Pisciotta, terras de origem da família Peluso, tem um variado e convidativo menu à la carte. Porém, no dia da festa, é impossível servir a mais de cem pessoas ao mesmo tempo! Diga-se, é uma festa para os nossos olhos e paladar apreciar a beleza e a delícia do buffet, ornamentado com frutas, legumes e flores. Vejam as fotos, cada uma tem sua própria legenda. Clique na foto para ampliá-la.

 

Buffet de frios, saladas e tortas

 

Buffet de pratos quentes

 

Algumas das sobremesas

Faltaram as tortas de chocolate e de nozes. Distrai-me conversando e, quando vi, já haviam comido a metade! Depois consigo as receitas e vamos fazê-las para vocês!

 

O cardápio especial da festa:

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* Quer conhecer o cardápio do restaurante Provincia di Salerno? Clique aqui.

Provincia di Salerno 1

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Todos os anos, no mês de janeiro, nosso querido Remo Peluso recebe os amigos para comemorar o seu aniversário no Provincia di Salerno, o famoso restaurante no tradicional bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte.  Dizer que Remo é um dos mais tradicionais chefs da cidade é pouco, dizer que é o feliz proprietário de um dos melhores restaurantes da tradicional culinária italiana na cidade também é pouco. Remo é uma das figuras mais simpáticas que conheço, sempre um perfeito anfitrião, recebendo com um sorriso e um abraço seus inúmeros clientes, muitos deles diletos amigos de longa data.

Remo herdou o gosto pela gastronomia da família italiana, originária da região de Sicili, na Provincia di Salerno, Sul da Itália. Na casa da mamma Anella a disputa por quem cozinha melhor sempre foi acirrada, tanto que, dos nove irmãos, quatro têm (ou já tiveram) seus próprios restaurantes. No entanto, foi o primo, Marco Antonio Anastasia Cardoso, quem o convenceu a abrir o primeiro restaurante da família, já conhecida, desde a pátria mãe, no ramo de padaria e pastifício.

Frequento o restaurante desde a inauguração, há 32 anos, no seu primeiro endereço, no charmoso porão da antiga Casa Amarela da Rua Pernambuco. Quem se lembra? Era um ambiente de teto baixo, pequeno, pitoresco e muito acolhedor, onde comia-se uma pasta simplesmente divina. Um pedacinho da Itália no tradicional bairro dos Funcionários ( hoje chamado de Savassi), cujos 30 lugares eram sempre disputadíssimos.

Um belo dia, o proprietário da velha casa pediu o imóvel. Foi a nossa sorte, pois Remo decidiu abrir um restaurante muito maior, em um imóvel de sua propriedade que reformou completamente, na esquina de Avenida do Contorno com Rua Maranhão, bem no meio da colônia italiana da cidade. Na época, os restaurantes se concentravam entre o Centro e a Praça da Savassi e disseram que nosso amigo estava louco. Na verdade, foi um precursor, pois hoje a região é famosa por seus inúmeros restaurantes, muitos deles de descendentes das antigas famílias italianas do bairro.

Pergunto a Remo onde busca inspiração para tantas receitas deliciosas. Muitas são antigas receitas de família, resgatadas na região do Ciliento. Apaixonado por gastronomia, Remo está sempre estudando e pesquisando na Itália, onde já fez diversos cursos e recebeu, há 7 anos, do então Ministro da Gastronomia Nicko Cremaglia, um importante prêmio por ser um dos melhores restaurantes do mundo na divulgação da cultura italiana.

Na verdade, quem conhece a casa pode dizer: não é só a qualidade e variedade dos pratos que nos encanta – a decoração, recheada de peças antigas e originais da Itália é um museu interessantíssimo. Sempre me encanto com os afrescos das paredes, os móveis antigos, a rica pinacoteca, as peças trabalhadas em prata e metal, os cristais, a colorida faiança representando a pungente vida italiana – o teatro, a música e a dança. Divirto-me com os provérbios e troças escritas em peças de cerâmica – confesso que me despertaram e incentivaram-me no estudo do idioma italiano e suas variações regionais.

Há mais tempo – Remo conta-me – havia dificuldade em se conseguir ingredientes de qualidade. Hoje, sua casa importa diretamente o legítimo tomate italiano in natura, o azeite, os diferentes queijos. Com os melhores ingredientes, nosso dedicado chef tem tentado inovar o cardápio – o que, confessa-me, tem sido difícil. Compreendo, os frequentadores habituais – muitos dos quais chegam de diferentes partes do Brasil e do mundo – fazem questão de saborear os mesmos pratos que comiam há vinte anos! Muitos fazem parte de histórias das famílias dos clientes, como tirá-los do cardápio?

Bem, nem preciso dizer que adoro ir na Província tanto à noite, no fim de semana, como nos almoços de sábado ou domingo. Não é privilégio meu sentir-me em casa! Com um perfeito anfitrião sempre presente e sua atenciosa equipe sempre disponível, você certamente passará momentos inesquecíveis em uma vera casa italiana!

Quer conhecer o cardápio do restaurante? Clique aqui.

Amanhã continuo – vou mostrar o banquete do aniversário!

 

 

Chutney de beterraba

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Quando estivemos na vinícola Vrede en Lust, na região norte de Capetown, na África do Sul, nos foi servido um delicioso aperitivo de beterraba semelhante a um chutney. Este tipo de preparação, proveniente da Índia, usa legumes ou frutas cozidos no açúcar (branco ou mascavo) e temperados para que se tornem uma conserva. Normalmente usa-se para temperar: sal, alho, cebola, vinagre, mel, gengibre, canela e ervas aromáticas. Como gostamos muito e achamos bem diferente, resolvemos reproduzir em casa. Reunimos o comitê oficial, ou seja, a mãe blogueira e as duas filhas e nos aventuramos na recriação da receita tendo, como orientação, nossa lembrança do visual e do paladar. Pois deu muito certo e vamos repetir sempre! É fácil de preparar e muito original para você oferecer aos seus convidados como aperitivo antes de um jantar.

Chutney de beterraba

Escolha uma beterraba bem firme e brilhante. Selecionamos para temperar: aceto balsâmico, vinagre de vinho tinto, mel, canela e gengibre fresco. Preferimos usar o açúcar branco (cristal)  ao invés do mascavo porque achamos que este último certamente escureceria a bela cor natural da beterraba.

Rale ou processe a beterraba para ficar como na foto. Coloque meio litro de água para esquentar. Tome uma frigideira e deite 2 colheres de sopa cheias de açúcar cristal. Mexa com uma colher de pau. Quando estiver da cor de mel, acrescente a água quente. Coloque a beterraba ralada para cozinhar até que a água quase seque. Mexa de vez em quando para cozinhar por igual.

Rale um pedacinho de gengibre de modo a dar 1 colher de sobremesa e acrescente à beterraba. Misture e coloque os temperos nesta ordem: 1 colher de sopa de aceto balsâmico, a mesma quantidade de vinagre de vinho tinto e a mesma quantidade de mel e ainda 1 colherinha de café rasa de sal.  Coloque um pauzinho de canela ou 1 pontinha de colher de café de canela em pó.  Misture bem prove se está do seu gosto. Deixe secar completamente, mexendo com a colher de pau até adquirir consistência de geleia. Sirva frio.

Para acompanhar, a filha blogueira fez um pão simplesmente fantástico!

Veja o que nos foi servido na vinícola:

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Observe que há também um chutney de manga. Para fazê-lo, proceda da mesma maneira, usando a manga madura cortada em cubos pequenos, cozinhando-a na calda de açúcar mascavo e temperando a gosto. Sofisticado e delicioso, não é? Para acompanhar, nos foi servido um excelente vinho Sauvignon Blanc da Vrede en Lust. Inesquecível!

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