Shitake salteado

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Aperitivo ou guarnição, esta receita de cogumelos salteados é rapidíssima de fazer e muito saborosa, pois conserva toda a suculência do shitake. Também pode ser preparada com champignon-de-paris ou cogumelo portobello.

Limpe os cogumelos com um guardanapo. Tire o talo e corte em lâminas. Coloque um pouco de água em uma frigideira e leve ao fogo com os cogumelos. Assim que a água ferver, deixe por mais três a cinco minutos e então escorra a água.

Misture em uma xícara: 1 colher de sobremesa de azeite de oliva + 1 colher de sobremesa de shoyo ( molho de soja) + 1 colher de café de mel ( para uma bandeja média de cogumelos). Pique cebolinha que dê 1 colher de sobremesa.

Salteie os cogumelos com a mistura de temperos. Salpique a cebolinha cortada e sirva imediatamente.

 

 

Carne desfiada para tira-gosto

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Deu vontade de comer comidinha de bar em casa? Ponha a cerveja para gelar e, já tendo uma carne pronta na geladeira, em cinco minutos você prepara esta receita.

Desfie a carne assada já pronta (veja aqui a receita) e incremente com um molho de pimentões e azeitonas para servir de aperitivo para acompanhar cervejas e caipis. É muito fácil, rápido e vai fazer sucesso!

Para o molho: pimentões, cebola (branca, roxa ou das duas), azeitonas, passas, azeite, alho, sal, açúcar, louro em pó, pimenta do reino moída.

Desfie a carne.

Corte os pimentões e as cebolas em fatias finas. Pique as azeitonas e o alho. Coloque as passas dentro de uma xícara com rum ( pode ser vinho ou suco de uva) para hidratarem.

Aqueça um pouco de azeite em uma frigideira, doure o alho, a cebola e os pimentões. Assim que estiverem macios, junte as passas escorridas e as azeitonas. Tempere com uma pitada de sal, outra de açúcar, pimenta do reino e louro. Misture tudo. Adicione mais azeite e misture a carne. Mexa até que tudo esteja bem misturado.

Sirva fria acompanhada de pão.

Ceviche tropical

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Todo mundo sabe que o ceviche mais famoso do mundo é da Cevicheria La Mar, em Lima, no Peru, de propriedade do não menos famoso Gastón Acurio. Veja aqui a receita. É delicioso, mas não tem jeito de fazer em casa porque não temos no Brasil nem o milho gigante, nem a camota (tipo de batata doce) nem o ají (pimenta) peruanos. Então a gente inventa! Resolvi fazer uma receita abrasileirada e ficou ótima! Experimente!

Ceviche tropical 

Veja os ingredientes: peixe ( escolhi peixe branco e salmão) e camarão médio. Para ficar colorido: cenoura baby, pimenta biquinho e coentro (pode ser salsinha). Para dar acidez, cebola roxa e para dar sabor e um toque brasileiro: abacaxi. Para a salmoura: limão tahiti e sal.

Corte os peixes (deixe ficarem quase congelados para facilitar o corte) em cubos pequenos de 1,5×1,5 cm. Limpe os camarões. Coloque-os juntos em uma travessa com suco de limão suficiente para cobri-los e tempere com um pouco de sal. Deixe na salmoura por uma hora ( máximo hora e meia até servir).

Retire a casca do abacaxi e corte rodelas de 1 cm para depois cortar os cubinhos, eliminando a parte dura do centro. Coloque-os para escorrer numa peneira e depois misture o caldo do abacaxi ao suco de limão da salmoura. Pique as cenourinhas bem miudinho. Corte as pimentas biquinho ao meio e retire as sementes. Pique bem o coentro e/ou a salsinha. Pique a cebola roxa em fatias finíssimas. Reserve.

Um pouco antes de servir, escorra o peixe e o camarão da salmoura e misture tudo delicadamente. Coloque e sirva em taças, de preferência daquelas de formato triangular a boca larga de servir marguerita ou de sorvete. Pode enfeitar com uma folhinha de salsa.

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Papas bravas

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Sabe o que quer dizer “ir de tapas”? O espanhol típico sai do trabalho para ir em casa almoçar e aproveita pra tirar uma soneca, ou seja, faz a sesta. Daí volta, trabalha mais um pouquinho até o fim da tarde e então sai, de bar em bar, bebendo umas antes de retornar à casa para a ceia, que sempre é bem tarde. É costume os bares oferecerem alguns petiscos grátis – os tapas – acompanhando o primeiro pedido de bebida. Então os espanhóis combinam de sair com a turma de amigos, se encontram no primeiro bar, tomam só uma rodada de bebida – cerveja, vinho ou espumante – e de lá seguem para outros bares. E assim, de bar em bar, só pagam a bebida!

O costume de servir tapas vem de longe. Antigamente, os espanhóis paravam nas estalagens de beira de estrada pra descansar, bebiam demais e aconteciam muitos acidentes nas estradas ( com cavalos e carroças!). Então o governo baixou uma lei obrigando os estalageiros a colocar um pratinho com petiscos sobre o copo de bebida e o viajante só podia beber depois de comer. E só se pagava a bebida! Os tapas mais tradicionais são pan com tomate e papas ( batatas), por serem mais baratos. Hoje os bares da moda disputam quem serve os tapas melhores, mais sofisticados e originais. Servem três porções mínimas de petiscos, já incluídos no preço da primeira bebida, e logo oferecem o cardápio. E como já nos conquistaram pelo paladar, a gente fica no bar e pede outros e outros petiscos ( pagando, claro!)

Papas bravas

 Um tradução razoável seria: batatas rústicas. A característica delas é que sempre vêm cortadas em cubos, são servidas com a casca, parecem amassadas ( ou murchas), e sempre estão crocantes por fora e macias por dentro. Deliciosas e perfeitas para acompanhar bebidas, como aperitivo ou carnes de qualquer tipo, como guarnição. São muito populares na Europa, principalmente na Espanha, onde se chamam papas bravas. Nos bares e restaurantes são preparadas em chapas ou fornos industriais que não temos em casa. Por isto, eu nunca conseguia fazê-las! Mas tanto tentei que um dia descobri como fazê-las em casa de modo a ficarem perfeitas! Vou passar o segredo:

Primeiro, é indispensável comprar daquela batata que vem envolta em terra, porque, ao cozinhar, retém menos água. Vai precisar de óleo, sal e ervas desidratadas – a versão mais tradicional é com herbes de Provence, ervas finas ou alecrim. Pode também colocar cheiro verde ( salsinha e cebolinha picadinhas).

 

Lave e enxugue as batatas. Cozinhe-as ligeiramente, inteiras, a conta de perceber que, ao cortá-las, ainda oferecem resistência mas não estão cruas por dentro. Retire da água e enxugue-as. Mantenha a pele, cortando-as em cubos com cuidado para não danificá-las.

Em uma panela alta, despeje bastante óleo e deixe esquentar. Coloque os cubos de batata em uma peneira e esta dentro da panela, de modo que as batatas possam ficar dentro do óleo quente. Espere que fritem, sem corar. Retire e deixe descansar. Pode fazer isto com antecedência.

Antes de servir, aqueça o forno a 150 graus e quando estiver bem quente coloque os cubos de batata espalhados – uma só camada – numa assadeira e leve-os ao forno. Vigie até que corem – vai notar que murcham, por perder água. Assim que estiverem bem corados, retire-os do forno, salpique o sal e as ervas.

Opções para variar: há quem coloque por cima das batatas um molho bem temperado de tomate ou então molho de mostarda. Pode também regá-las com azeite. Também pode acrescentar queijo parmesão ralado e levar ao forno novamente só para derreter o queijo.

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Filé em iscas com cogumelos e tomatinhos

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Saber fazer um molho suculento tendo como base o filé cortado em iscas é fundamental para quem se aventura na cozinha como principiante ou mesmo para quem já se considera experiente. Este molho básico pode ser incrementado com ingredientes como cogumelos, creme de leite, queijo gorgonzola, pimenta zimbro e outros. Tanto é ótimo para servir como aperitivo acompanhado de pão, quanto para comer com uma pasta ou guarnecido de arroz e batatas. Veja nesta receita a técnica de como prepará-lo e use sua imaginação para variar seu cardápio!

Filé em iscas no molho de cogumelos e tomatinhos servido com pasta de arroz

O corte: o mais importante é saber cortar o filé corretamente para que fique bem macio. Considere de 150 a 250 gr. de filé por pessoa, dependendo se for servir outros pratos ou se este será o prato único. Tome uma peça de filé inteira (ou parte) e corte fatias paralelas de 1 cm. de espessura. Atenção: sem atravessar – nunca corte o filé na diagonal! Deite cada fatia e, no sentido maior, corte-as em filetes finos e compridos.

Tempere a carne usando uma mistura de sal com alho e pimenta do reino ( ½ colher de café rasa para cada 200 gr. de carne). Deixe descansar por 15 a 30 minutos.

Obs.: Se for usar o filé para outro molho que não seja este da receita, siga as instruções abaixo ignorando o acréscimo do cogumelo e dos tomates e substituindo-os (ou não) pelo ingrediente escolhido.

Para 4 pessoas considere 800 gr. de filé, 12 champignon-de-paris médios e 16 tomatinhos.

Enquanto a carne pega tempero, lave e corte os cogumelos em fatias finas. Lave e corte os tomatinhos ao meio, retirando as sementes. Coloque ½ litro de água para esquentar e afervente nela os cogumelos até amaciarem (5 minutos). Retire-os, escorra-os bem numa peneira e mantenha o caldo do cozimento no fogo baixo.

Tome uma frigideira larga antiaderente e aqueça nela 2 colheres de sopa de óleo até ficar bem quente. Distribua as iscas de filé e deixe que mudem de cor. Vire-as do outro lado para corar por igual. Certamente vai dar caldo. Retire esse caldo e guarde-o em uma travessa. Espere até que as iscas fiquem bem coradas e sequinhas. Nesse ponto volte com caldo que retirou, ainda quente. Terminado esse, vá acrescentado a água na qual cozinhou os cogumelos (ou água quente, se não usou cogumelos) derramando-a aos poucos, pelas beiradas, sem jogar água diretamente na carne. A quantidade de caldo deve ficar na altura da metade da carne quando o filé já estiver bem macio.

Acrescente os cogumelos e misture. Prove o tempero e junte sal e pimenta se necessário. Pode também juntar uma colher de chá de molho inglês, se quiser servi-lo mais temperado como aperitivo. Se quiser dar um toque oriental coloque a mesma quantidade de molho de soja (só se não for misturar creme de leite ou queijo)

Dica: para o molho ficar encorpado, retire ½ xícara de café do caldo e acrescente 1 colher de sobremesa de amido de milho. Misture bem dentro da xícara. Afaste o filé para as beiradas de modo a juntar o caldo no centro da panela. Acrescente a mistura e mexa sem parar até dissolver e engrossar. Misture com o restante do molho.

Querendo acrescentar os tomates, coloque-os ao final, um pouco antes de servir, para que não desmanchem. Se quiser trocar o tomate por creme de leite ou um creme feito com gorgonzola e leite é neste momento que irá juntar, neste caso, torne a provar o tempero.

Aqueça uma boa quantidade de água para cozinhar a pasta. Se for usar pasta de arroz ( tipo Bifum japones) lembre-se que cozinha muito rápido, quase a conta de colocá-la na água fervente e retirá-la para o escorredor.

Misture rapidamente o molho na pasta e sirva bem quente.

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Ciabatta – um pão bem simples de fazer

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Preguiça de ir à padaria? Vontade de comer um pão crocante e quentinho? Quer surpreender alguém? Pois acabou de achar o que fazer!

Veja se tem estes ingredientes – bem básicos – em casa: 500 gr. de farinha de trigo, 10 gr. de fermento biológico instantâneo seco, 10 gr. de sal, 40 ml. de azeite e 400 ml. de água.

Sei que está acostumado(a) com as facilidades deste blog cujas medidas são sempre dadas em xícaras e colheres. Sinto muito…para se fazer um pão corretamente é necessário pesar os ingredientes. Então, além da balança é preciso que se tenha também uma batedeira Arno Planetária com gancho de bater massa. Tudo ok? Vamos começar!

Coloque na batedeira a farinha de trigo. De um lado coloque o sal e do outro o fermento. No meio coloque o azeite. Despeje 300 ml de água e bata em velocidade baixa (entre 3 e 4).  Quando a massa estiver toda aglutinada, junte o restante 100 ml. da água e bata por mais 5 minutos. Pincele uma assadeira com óleo. Despeje a massa e espalhe com uma espátula. Tampe com um pano e deixe a massa crescendo por 2 a 3 horas – nunca passe de  4 horas.

Pré-aqueça o forno a 220 graus. Polvilhe farinha de trigo em 2 assadeiras. Limpe a bancada da pia e espalhe farinha de trigo. Despeje aí a massa, com cuidado, para que não perca o ar que acumulou. Corte a massa em 4 tiras de comprido e transfira cada pedaço para as assadeiras. Dica: passe farinha em suas mãos para a massa não grudar. Molde o pão apertando levemente a massa, com a ponta dos dedos, a fim de formar retângulos. Deixe descansar por 15 minutos. Asse por 30 minutos ou até o pão corar.

Esfarinhe farinha sobre o pão para dar um toque artesanal.

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Desfiado de lombo com frutas secas

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Sabe quando sobra aquele lombo de porco ( clique aqui para ver a receita) que você fez na panela com todo o carinho? Pois não vá desprezá-lo e deixá-lo largado no fundo da geladeira. Transforme-o em um tira-gosto para comer com pão de queijo ou pão árabe delicioso! Uma dica importante: não jogue fora aquele caldo com borra que sobrou do cozimento da carne no fundo da panela. É com ele que você vai começar esta receita.

Desfiado de lombo com maçãs, ameixas e passas

Desfie a carne de lombo de porco. Pique ameixas secas e separe passas brancas e pretas, em uma proporção que, juntas, não passem de 1/5 da quantidade de carne. Prepare a receita de maçãs caramelizadas, na proporção, pronta, de 1/3 da quantidade de lombo.

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Veja como está a borra da carne: primeiro, enquanto fria, retire o excesso de gordura. Leve-a ao fogo, pingue água quente e raspe o fundo da panela para formar um caldo espesso. Retire as folhas de louro, pedacinhos de alho e cebola, se houverem, de modo a deixar o caldo limpo. Se precisar, coe. Assim que o caldo ferver, junte o lombo desfiado. Misture bem para incorporar todo o caldo. Retire da panela e deixe esfriar.

Coloque as passas para macerarem em um pouco de vinho. Depois que incharem, escorra o excesso de bebida e junte-as ao lombo com os pedacinhos de ameixa preta. Pode colocar também damasco picadinho. Ao final, quando for servir, junte as maçãs caramelizadas e misture-as com cuidado.

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