Robalo assado – receita rápida e fácil

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Esta receita pode ser feita com qualquer peixe. Escolhemos o robalo, um peixe de mar, por ser bastante saboroso. É um jeito muito fácil e rápido de preparar um peixe, ideal para quem tem pouco tempo para cozinhar e de última hora quer fazer um jantarzinho especial. A ideia é você chegar em casa e ir logo temperando o peixe, ligando o forno e colocando um vinho branco pra gelar. Dá uma voltinha, arruma a casa, põe a mesa. Termina o preparo e põe o peixe no forno. Enquanto toma um banho rápido o jantar fica pronto!

Robalo com tomatinhos cereja e cebolas baby.

Considerando um jantar para 2 pessoas, antes de sair de casa verifique se tem os seguintes ingredientes: 1 filé de robalo de 500 a 600 gramas, 10 tomatinhos cereja, 6 cebolinhas baby ou 1 cebola grande (partida em 6 gomos), azeite. Temperos: sal e limão. Para um sabor especial: coentro, alecrim, cominho, pimenta do reino branca. Para o acompanhamento separe 6 batatinhas baby ou 2 batatas inglesas.

Espalhe o suco de 1/4 de limão sobre o peixe já limpo e seco e tempere ( passando o tempero com a mão de todos os lados) com 1 colher de café cheia da seguinte misturinha: sal ( metade da porção) e mais um pouquinho de pimenta branca, alecrim, coentro e cominho. Reserve.

Despele ( eu prefiro com a pele) as batatas e cozinhe-as por 5 a 10 minutos ou até conseguir enfiar um garfo.

Aqueça o forno a 200 graus.

Após cerca de 30 minutos, aqueça a frigideira e sele o filé em 2 colheres de azeite ( passe ligeiramente de um lado e de outro com cuidado para não partir). Aproveite a frigideira, verta mais azeite e coloque as cebolas para dourar. Junte os tomatinhos e retire quando estiverem começando a amolecer. Coloque as cebolas e os tomatinhos com o azeite na assadeira e o filé por cima. Leve ao forno por 25 minutos ou até verificar que o filé está cozido e os tomatinhos estão desidratados (ficam murchos e enrugados).

Coloque em outra assadeira as batatinhas (ou as batatas cortadas em 4). Salpique sal e alecrim. Leve ao forno pelo mesmo tempo que o peixe ou até quando observar que as batatas estão macias e coradas.

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Mingau de milho verde

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No interior de Minas Gerais o mingau de milho verde é também chamado de Curau. Quando o inverno se aproxima e as bancas de mercado se enchem de espigas de milho verde com um precinho bem convidativo chega finalmente a época da gente fazer esta sobremesa tão típica de nossa cultura e tão gostosa! Aliás, não existe festa junina se não tiver um curau!

Hoje há muitas opções de alimentação infantil mas antigamente as crianças cresciam fortes e saudáveis à base de mingau. Se este mingau é feito mais ralinho pode ser servido morno como jantar. Experimente juntar cubinhos de queijo minas ainda na panela para que derretam ligeiramente e veja que delícia! Nessa consistência rala pode-se adicionar banana fatiada e torna-se uma excelente opção de café da manhã ou merenda. Na minha versão predileta – no ponto de partir com colher e salpicado de canela – é um alimento que serve como lanche ou sobremesa. Em suma, qualquer  desculpa serve para comer mingau o dia todo!

Mingau de milho verde

Para 2 espigas de milho verde separe 1 xícara de chá cheia de leite e 1 xícara de café de açúcar cristal (pode ser mais ou menos). Se quiser o mingau mais cremoso, use 1/2 xícara de leite e 1/2 de leite condensado – neste caso, diminua o açúcar. Se for intolerante a leite de vaca, use produtos sem lactose ou substitua o leite por leite de côco ( esta é a versão que prefiro e que faço para mim em casa).

Primeiro passe a faca na espiga retirando todo o milho. Bata o milho no liquidificador com 1/2 litro de água. Passe numa peneira média. Leve este caldo grosso ao fogo mexendo todo o tempo com uma colher de pau até que comece a borbulhar. Desligue, junte o leite e o açúcar e uma pitadinha à toa de sal. Prove. Leve ao fogo novamente para acabar de cozinhar e dar o ponto desejado. Lembre-se  que depois que esfria engrossa bastante. Se gostar, polvilhe com canela.

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Massa fresca caseira- pappardelle de ragú de ossobuco

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Esta receita é uma variação da que já apresentamos aqui para a lasagna com ragú de cordeiro, porém desta vez resolvemos fazer uma pasta mais “ao dente”, pois iremos cortá-la na forma de pappardelle (tiras grossas). As proporções dos ingredientes continuam as mesmas, a diferença é que usamos uma farinha de grano duro.

Para o preparo de uma quantidade de pasta que serve de 4 a 6 pessoas separe:
200 gr. farinha de trigo de grano duro, 200 gr. de farinha de trigo comum, 4 ovos, 1 colher de sopa de azeite e 1 colher de chá de sal.

Se tiver prática no preparo de pastas faça-a diretamente na bancada da cozinha montando o “vulcãozinho” como ensinamos da primeira vez. Caso contrário, prepare a massa da pasta em uma tigela, como na foto.

 

Comece colocando sobre a superfície de preparo as duas farinhas* e misturando-as. Quando a mistura estiver homogênea, faça um buraco no meio e despeje os ovos inteiros. Misture-os levemente com um garfo e adicione o sal e o azeite. Continue mexendo com o garfo, agora incorporando a farinha ao líquido, aos poucos. Não deu mais para misturar com o garfo? Chegou a hora de botar a mão na massa! ( Lembre-se de tirar os anéis).

Misture bem até obter uma massa lisa e homogênea. ( Em um determinado ponto será mais fácil virar a massa na bancada e usar a força das mãos para que a mistura incorpore toda a farinha e fique uniforme). Faça uma grande bola e envolva-a com papel filme. Deixe-a descansar por, no mínimo, 30 minutos (máximo até uma hora). Se a temperatura do dia estiver muito quente, deixe a massa na geladeira. Porém não se esqueça de retirá-la dentro de meia hora, pois na geladeira perde a umidade e poderá ficar seca.

Passado o tempo de repouso, vamos abrir a massa.

Se for usar a máquina de cortar pasta, corte a massa em fatias de mais ou menos 3 dedos e trabalhe uma fatia de cada vez, deixando as demais envoltas em papel filme. Nesse caso, amasse a fatia com a mão e verifique sua umidade: se estiver seca demais irá quebra ao passar na máquina, se molhada demais, irá grudar. Para regular o ponto certo, acrescente aos poucos farinha ou água, conforme o caso, sempre com a ponta dos dedos para não passar da dose correta. Agora é só seguir as instruções da sua máquina, passando cada parte de massa uma vez em cada número de espessura dos rolos. Obs.: antes de começar, passe por três vezes a fatia amassada no número zero para abri-la e acertar não só o ponto certo de umidade como também a forma retangular para passar no rolo – veja as fotos.

Caso não tenha a máquina ou prefira usar o rolo, parta a bola de massa em fatias de tamanho maiores para que possa abrir a massa de acordo com o tamanho da sua bancada.

Aberta a massa está na hora de cortá-la no formato que desejar. Na massa que preparamos dispensamos os cortadores da máquina e cortamos, com uma boa faca, as tiras de mais ou menos 2,5 cm, pois escolhemos fazer um pappardelle. Após cortar é necessário deixar a pasta secar – cada tira separadamente para não grudar. O ideal é ter um varal de secar pasta como o da foto. Para cozinhar a pasta veja a dica aqui.

Para o molho, usamos um ossobuco já pronto. Para fazer um bom ragú basta desfiar a carne, levá-la ao fogo e ir acrescentando água quente pelas beiradas. Se desejar, adicione molho de tomates caseiro.

Na hora de servir, rale por cima do molho um bom queijo parmesão, grana padana ou pecorino.

*Peneire as farinhas em uma peneira fina antes de usá-las. Como é necessário fazer a massa com  a quantidade exata de farinha é preciso pesar a quantidade certa em uma balança de cozinha depois de peneirada.

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Consommé aux champignon

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Aproveitando que a cultura de cogumelos comestíveis vem se popularizando no Brasil, vamos a mais uma receita com estes fungos gigantes de cores e formatos curiosos e de grande valor nutritivo. Esta é uma receita da tradicional culinária francesa e como na França e nos países vizinhos os cogumelos tem um preço muito acessível é uma boa pedida quando se quer tomar algo leve, de fácil digestão, que sustenta e ainda esquenta o corpo no inverno. Estamos em maio e à noite já faz um friozinho gostoso aqui nas montanhas de Minas Gerais. Experimente este caldo, é muito bom!

Caldo de cogumelos (tradução)

O consommé é um caldo feito à base de carne que pode ser tomado puro mas é muito melhor quando é usado como base para sopas como esta de cogumelos, ou para a sopa de cebolas e também para um brodo (caldo)  italiano (aquela que tem capeletti).

Um caldo simples é feito com carne de segunda – prefiro músculo pois dá um caldo suculento – mas pode ser qualquer apara de carne ( melhor ainda se tiver osso). Corte a carne em cubinhos e tempere com sal e pimenta do reino. Se usar 500 gr. de carne vai dar caldo suficiente para 6 pessoas. Frite a carne em um pouco de óleo até que fique bem moreninha e deixe uma borra escura no fundo da panela. Despeje 1,5 litros de água fervendo e deixe cozinhar por meia hora. Coe e reserve apenas o caldo.

 

Lave e corte os cogumelos – os de sua escolha. Afervente-os em um pouco de caldo até que fiquem ao dente. Despeje o resto do caldo, tempere com sal, um pouquinho de molho inglês e pimenta do reino a gosto. Prove, se o caldo estiver com gosto muito forte de carne, coloque mais água e deixe ferver.

Sirva bem quente acompanhado de torradas amanteigadas.

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Bacalhau bem brasileiro

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Fazendo as contas, o bacalhau pescado nos mares do Norte europeu e salgado nas costas de Portugal tem 516 anos de Brasil, pois certamente Pedro Álvares Cabral trouxe este saudável alimento a bordo das naus que aportaram na Bahia. Passado tanto tempo ainda continuamos a fazer as receitas portuguesas que, pelo menos aqui em Minas Gerais, tem uma razão de ser: nossa descendência direta de portugueses vindos em contínuo fluxo de imigração até as primeiras décadas do século passado. Na atual onda de brasilidade, resolvi inventar uma receita de bacalhau verde e amarelo! Além de bonita ficou deliciosa! Experimente, é muito fácil de fazer.

Bacalhau com abobrinhas

Dessalgue e prepare o bacalhau. Veja a dica aqui. Corte postas altas de 150 a 200 gr. por pessoa. Para cada 2 pessoas separe ½ abobrinha mineira (a verdinha, também chamada de italiana) e ½ abobrinha paulista (aquela que tem a casca rajada de verde e amarelo ouro (veja na foto abaixo). Vai precisar de 1 cebola grande, ½ a 1 talo de alho poró, 2 a 3 dentes de alho, 1 xícara de café de azeite, sal com alho e pimenta do reino.

Primeiro corte ou rale as abobrinhas de modo a formar tiras finas e longas. O ideal é usar um aparelhinho (veja foto) que as corta como spaguetti. Os dois tipos entram na receita em partes iguais. Corte, em partes iguais, a cebola e o alho poró. Pique o alho. Salteie as abobrinhas passando-as rapidamente no azeite temperado com uma pitada de sal com alho. Separadamente, faça o mesmo com a cebola e o alho poró. Reserve.

Pré-aqueça o forno a 250 graus. Esquente azeite em uma frigideira e sele (frite ligeiramente, sem deixar corar) as postas de bacalhau, com cuidado para não se desfazerem. Tome uma travessa refratária e forre-a com as abobrinhas, coloque por cima o bacalhau e cubra com a mistura de cebola e alho poró. Salpique o alho picadinho e regue com azeite. Leve ao forno por cerca de 15 minutos antes de servir.

Dica para montar os pratos em serviço individual: misture arroz branco já pronto com ovos batidos ( 1 ovo pequeno para cada 2 xícaras de chá de arroz), acrescente bastante salsinha e cebolinha picadinhas. Para cada pessoa, tome uma forma de alumínio com aro de 10 cm. ou um ramakin de louça. Pincele com azeite e distribua a pasta de arroz. Amasse bem e leve ao forno junto com o bacalhau. Quando for montar o prato, vire e ajeite a “caminha” de arroz, coloque por cima as abobrinhas ( que devem estar ao dente, ou seja, crocantes), a posta de bacalhau e cubra com a cebola e o alho poró ( que devem estar bem macios, aveludados). Se necessário, regue com um pouco de azeite. Sirva imediatamente.

Não esqueça de acompanhar o prato com um bom vinho verde português ou um   Sauvignon Blanc do Sul do Brasil.

Veja o bacalhau assado antes de servir os pratos:

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Peixe assado recheado – Tambaqui da Amazônia

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Para quem mora nas montanhas, longe do mar e de rios caudalosos onde a pesca é farta, achar um peixe fresco que não seja de criatório é uma sorte. Pois vi um peixe diferente na banca com uma ótima aparência e perguntei: Moço, que peixe é este? O rapaz pegou o peixe pelo rabo e veio me apresentar: É um tambaqui da Amazônia! Lembrei-me de quando saboreei com gosto este peixe em Manaus e decidi: É este mesmo que vou levar! Por favor, limpe-o bem e faça um corte por dentro de cabeça a rabo pois vou recheá-lo. E enquanto o moço cuidava do peixe fui procurar os ingredientes para o recheio.

Tambaqui recheado e assado

Para rechear um peixe médio (dá para 4 pessoas), compre: 2 cebolas, 1 a 2 alhos-porós, salsinha e cebolinha e mais azeitonas verdes.

Pique as cebolas e os alhos-porós em lâminas finas, o equivalente a 1 xícara de café cheia de salsinha e cebolinha picadas bem miudinho e 1/3 de xícara de café de azeitonas verdes picadas. Para temperar junte o suco de 1/2 limão, 1 colher de café rasa de sal, 1/2 xícara de café de vinho branco e uma boa pitada de pimenta do reino branca. Deixe marinar por 10 minutos. Ligue o forno a 250 graus.

Enquanto isto, fure o peixe com a ponta fina de uma faca e esfregue sal e limão misturados. Abra o peixe por baixo, pela barriga, e coloque dentro todo o recheio. Feche.

Escolha uma assadeira grande que caiba o peixe todo, unte-a com uma camada farta de azeite e deite o peixe. Leve ao forno a 200 graus e deixe assar até que a pele do peixe fique bem corada. Antes de retirar do forno, teste com um garfo se está macio.

O tambaqui tem um sabor delicioso e uma carne rosada, leve e delicada. Para melhor servi-lo retire a pele afastando-a com cuidado e deixando a carne exposta (foto 3). Com o garfão chato e largo de servir peixe retire a carne da parte superior e sirva-a. Depois retire as espinhas e coloque-as à parte. Sirva a parte inferior deixando a pele no prato.

Sirva o peixe acompanhado de purê de banana da terra e arroz branco.

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Pão australiano

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Almoço de domingo em família – tradição da qual não abro mão. O dia passa preguiçoso, com as mulheres inventando moda na cozinha, os homens apreciando as novas receitas e as crianças fazendo bagunça. Quase sempre o almoço é em minha casa mas domingo passado a filha casada nos convidou para almoçar na casa dela – a desculpa foi a estreia da louça nova comprada em Itaipava, a aconchegante cidadezinha turística no Estado do Rio de Janeiro. Ela sempre prepara alguma surpresa e desta vez foi uma receita feita especialmente para mim. Minha filha sabe que amo pão australiano e testando e modificando receitas conseguiu fazer um pão sem glúten e sem lactose! Servido com patês e chutneys ficou perfeito como aperitivo do almoço.

Pão australiano sem glúten e sem lactose

Anote o que vai gastar: 2 colheres de sopa de mel, 10 g de fermento biológico seco, 100 ml de água morna.

Ingredientes secos:  1 xícara de chá (bem cheia) de farinha de arroz,
3/4 xícara de polvilho doce, 2 colheres de sopa de farinha de linhaça dourada,
1 colher de sobremesa (rasa) de cacau, 1 colher de sopa de açúcar mascavo,
1/2 colher de chá de canela em pó,1 colher de chá de bicarbonato de sódio
e sal a gosto (usei 1/2 colher de chá).

Mais: 2 ovos*, 3 colheres de sopa de óleo de coco, 1 colher de chá de vinagre (maçã ou vinho branco) e 1 colher de chá de essência de baunilha.

Antes de começar, prepare a pré-fermentação em um recipiente à parte: dissolva o mel e o fermento biológico seco na água morna. Reserve e espere que cresça (vai virar uma espuma bem volumosa).

Misture os ingredientes secos em um recipiente grande, tipo bacia. Em outro, bata os ovos com o óleo e o vinagre e acrescente a essência.

Unte uma forma retangular com óleo de coco.

No recipiente que reservou os ingredientes secos, junte os demais: a mistura com os ovos e o líquido da fermentação. Misture até incorporar tudo.

Despeje a mistura na forma já untada e deixe descansar por 20 minutos.

Enquanto isso, pré-aqueça o forno a 180 graus.

Passados os 20 minutos, coloque a forma no forno e asse por 30 minutos.

*caso queira fazer a receita sem ovos, substitua os 2 ovos por uma mistura de 2 colheres de farinha de linhaça dourada e 4 colheres de água. Aguarde até que se forme uma geleia e acrescente aos demais ingredientes (vinagre e essência). Se a consistência da mistura final (já com os secos e a água da pré-fermentação) não estiver líquida o suficiente, acrescente mais uma colher de água.

OBS: este pão fica levemente adocicado. Caso prefira menos doce, diminua o açúcar mascavo da receita para 1 colher de sobremesa.

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Cogumelos salteados

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Se tiver um cogumelo, seja tipo paris, portobello ou shitake na geladeira, nunca que irá passar aperto se precisar servir um aperitivo de última hora. O ideal é acompanha-lo com fatias de baguete francesa ou ciabatta. Também é ótimo para se misturar à uma pasta tipo spaguetti, penne ou tagliatelli. Neste caso, pode ser misturado a um pouquinho de molho de tomate ou de creme de leite.

Cogumelos salteados

Lave e pique os cogumelos em fatias finas e torne a cortá-las se os cogumelos forem grandes. Coloque em uma frigideira e complete com água até que o nível fique na metade da altura dos cogumelos. Deixe cozinharem até ficarem quase macios – o ideal é que fiquem ao dente. Escorra bem.

Esquente um fio de azeite na frigideira e jogue os cogumelos. Mexa para que peguem o azeite por igual. Tempere à gosto com um pouquinho de cada um destes ingredientes: shoyo, molho inglês ( 1/3 da quantidade de shoyo) e mel. Não coloque sal. Pique salsinha e cebolinha verde e jogue por cima assim que desligar o fogo ( se for misturar creme de leite melhor não usar ervas)

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Picanha de cordeiro na brasa

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Até há pouco tempo só casas especializadas – açougues e supermercados tipo gourmet – vendiam carne de cordeiro. Agora, pelo menos aqui na minha cidade – Belo Horizonte-, alguns supermercados, tipo Carrefour Extra, já começam a comercializá-la a um preço bastante razoável. Aproveitando disso, passamos a introduzir o cordeiro nas nossas refeições de fim de semana ou nos jantarzinhos de sexta-feira à noite, deixando de ser um prato para ocasiões especiais. Assim , vamos aumentar a quantidade de receitas com esta carne deliciosa aqui no blog, começando de uma bem fácil para quem ainda não tem o costume de comer carne de cordeiro e pensa que é difícil prepará-la.

Picanha de cordeiro feita na churrasqueira

A picanha que comprei já veio temperada, mas se for temperá-la considere a seguinte mistura para 300 gr.de carne: 1 colher de café de sal, 1/2 dente de alho (opcional), 1 colher de café de cebola ralada, a mesma quantidade de ervas secas ou salsinha e cebolinha picadinhas, 1 pitada de pimenta do reino e 1 colher de chá de vinho ou vinagre de vinho tinto. Obs: os gaúchos temperam só com sal e na hora de colocar sobre a brasa. Passe a mistura de tempero na peça de carne e coloque-a dentro de um saco plástico, deixando na geladeira por algumas horas. Tire da geladeira uma hora antes da cocção e retire o excesso de ervas, de alho e cebola( queimam na brasa).

Acenda a churrasqueira (se for à gás) ou prepare o carvão certificando se o calor está alto. Coloque sobre a grelha a peça de carne. Quando notar que começam a brotar gotículas de sangue na parte superior da carne, vire-a. Deixe corar a  parte de baixo e está pronta!

Sirva imediatamente acompanhada de uma ou mais destas opções: salada, cebolas e batatas assadas, farofa, banana assada na grelha, purê de banana-da-terra, arroz com brócolis, etc.

Batatas e cebolas assadas

Escolha batatinhas bolinha e cebolas baby. Se não tiver, corte as maiores em quatro. Lave as batatinhas e deixe-as com a casca. Cozinhe as batatas na pressão por 10 minutos (bolinha) ou 20 minutos (batatas grandes). Enquanto isto, despele as cebolas e corte-as ao meio ou em quatro, dependendo do tamanho. Reserve.

Coloque as batatas semi-cozidas e as cebolas cruas em uma assadeira, regue com azeite, salpique sal grosso e ervas secas ( tipo ervas finas ou de Provence). Leve ao forno a 180 graus até verificar que estão completamente cozidas, macias e coradas.

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Purê de banana da terra

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Este purê é ideal para acompanhar qualquer tipo de carne – seja de boi, porco, cordeiro, frango ou peixe. O importante é ser feito com banana-da-terra bem madura; também é necessário que a banana cozinhe até quase desmanchar.

Até alguns anos atrás, este purê era considerado comida de roça, de gente simples. Há uns dez anos os chefs começaram a valorizar a culinária regional brasileira e assim este purê virou prato gourmet. Hoje pode ser degustado nos melhores restaurantes, em receitas assinadas por chefs famosos. Mas não tem mistério não! Como este blog conta tudo, aqui vamos ensinar como se faz.

Purê de banana-da-terra

Separe 3 bananas-da-terra grandes e bem maduras, 1 colher de sopa de açúcar mascavo, 1 colher de sopa de manteiga, sal e pimenta a gosto.

Cozinhe as bananas em panela de pressão por aproximadamente 40 minutos após pegar pressão.

Resfrie e descasque-as.

Em outra panela, derreta a manteiga, junte o açúcar*, misture e imediatamente acrescente as bananas. Mexa bem com uma colher de pau, em fogo médio, para que as bananas se desmanchem. Cozinhe, mexendo para não agarrar no fundo da panela, até secar o excesso de líquido que irá de formando. Acerte o ponto do sal e da pimenta (a gosto) para que o purê não fique completamente doce. Sirva quente.

Obs.: * a coloração do purê dependerá do quão madura está a banana. Caso esteja bastante madura, é normal o purê ficar mais escuro e mais doce. Neste caso, acrescente o açúcar aos poucos, para que possa dosar a quantidade.

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Robalo com crosta de pistache

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Esta receita pode ser feita com qualquer peixe branco do qual se possa retirar filés ou meia postas, como badejo, linguado, namorado, pescada e outros. Escolhemos robalo por ser um dos que mais apreciamos. Da mesma forma, a crosta de pistache pode ser substituída por crosta de amêndoa, de pinole, de castanhas do pará ou de cajú e até um mix de castanhas. Assim você pode variar o preparo de peixes.

Robalo com crosta de pistache

Para 2 pessoas, compre 600 gr. de filé de robalo. Para o tempero, basta sal, limão e pimenta do reino branca. Vai precisar de azeite extra virgem. Para a crosta, conte 20 pistaches.

Seque bem o peixe e tempere-o com uma misturinha de sal e pimenta – 1 colherinha de café é suficiente – mais 1 colher de sobremesa de suco de limão tahiti. Espalhe igualmente por toda a superfície e deixe pegando tempero por meia hora.

Deixe os pistaches de molho na água para facilitar a retirada da casca e do excesso de sal.

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Aqueça a frigideira, deite 1 colher de sopa de azeite e sele os filés dos dois lados, com cuidado.  Use uma espátula para não quebrar os filés. Se começar a agarrar, coloque mais azeite. Antes que comecem a corar, transfira-os para uma assadeira untada com azeite e leve ao forno por 15 minutos. A selagem é feita para evitar que o peixe dê água, fique borrachudo, custe a cozinhar e a dourar.

Dica: se você não tiver alergia a glúten, pode passar o filé na farinha de trigo antes de levá-lo à frigideira mas, atenção: o filé precisa estar bem seco e a camada de farinha tem que ser bem fina. Para isto, depois de empaná-lo, dê uns tapinhas para tirar o excesso da farinha. Isto é bom para o peixe não quebrar, se o filé for muito fino.

Enquanto isto, descasque os pistaches e pique-os grosseiramente. Coloque-os sobre os filés, ainda dentro do forno, assim que começar a corar, para que dourem juntos.

Para acompanhar o peixe, sugerimos um purê de banana da terra. Aguarde a próxima receita!

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Torta de chocolate com biscoito Oreo

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Esta é uma das sobremesas de chocolate preferidas de minha família. Você pode variá-la fazendo o contorno da torta com outros biscoitos, como Bis e Kit-Kat e também variar o recheio, colocando chocolate branco e misturando ligeiramente para que o recheio fique mesclado.

Torta de chocolate com biscoito Oreo

Separe estes ingredientes: ½ pacote (ou 100 gr.)de biscoito maizena e 1 colher de sopa de manteiga para a base da torta. Para montar o contorno da torta: 1 pacote de biscoito Oreo. Para o recheio: 1 lata de leite condensado, ½ caixa de creme de leite, ½ sachê de gelatina em pó (ou 1 colher de chá cheia), 1 barra (ou 150 gr.) de chocolate.

Veja se tem este material: 1 forma de fundo desmontável com 18 cm de diâmetro, papel manteiga, caneta e tesoura.

Primeiro vamos preparar a base da torta. Tire o fundo da forma, coloque-o sobre uma folha de papel manteiga, risque a circunferência com uma caneta e recorte o círculo. Forre o fundo da forma com o papel recortado e feche-a.

Ligue o forno a 180 graus. Bata no processador o biscoito maizena com a manteiga derretida (no forno micro ondas). Despeje a mistura na forma e nivele-a. Disponha os biscoitos nas laterais da forma, fazendo uma coroa completa. Afunde-os um pouco para que encostem no fundo da forma. Leve ao forno por 15 minutos ou até que a massa fique da cor de caramelo. Dica: para não queimar no fundo, ponha a forma desmontável na prateleira de cima do forno e na prateleira de baixo ponha uma assadeira de alumínio vazia. Depois da base assada, deixe a forma esfriar completamente.

Agora vamos ao recheio: Bata no processador o leite condensado (385 gr.) com 100 gr. de creme de leite. Misture o pó de gelatina em ½ xícara de café de água. Leve ao micro ondas por 30 seg para derreter e depois coloque na geladeira. Tome uma travessa, pique metade do chocolate em barra e leve ao micro ondas por 1 min. para derreter. Junte o chocolate derretido à mistura e torne a bater. Se tiver sobrado biscoito pode misturar na massa. Bata até ficar bem misturado. Acrescente a gelatina e bata no modo pulsar só para misturar rapidamente.

Despeje o recheio dentro da forma e leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas antes de servir. Para enfeitar, tire lascas do chocolate que sobrou e coloque-as sobre a torta.

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Bife Wellington

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Esta receita inglesa clássica de filé ficou famosa depois que foi escolhida para a prova de eliminação do Masterchef 2015. O desafio era conseguir uma carne rosada por dentro e a massa crocante por fora. A carne precisa estar no ponto certo de cozimento e não pode umedecer a massa folhada que a envolve, sob pena de desmanchá-la. No programa, segundo os jurados, nenhum dos concorrentes conseguiu que saísse perfeita. Pois em nossa última aula de culinária conseguimos fazer a receita certinho e aqui vamos contar o segredinho.

Beef Wellington

Esta receita serve 6 pessoas.

Separe os seguintes ingredientes: 1 peça de filé mignon limpa e aparada com cerca de 20 cm de comprimento (a parte do meio), 2 bandejas de cogumelos Paris ou Portobello, 1 bandeja de presunto serrano espanhol ou presunto de Parma italiano (8 fatias, no mínimo),1 pacote da massa folhada em lâmina da Arosa. Para temperar o filé: sal e pimenta do reino ( como boa brasileira eu uso um pouquinho de sal com alho). Para o preparo da pasta de cogumelos: 1 colher de sopa de azeite, 1 cebola pequena, 1 colher de sopa de manteiga, 1 colher de chá cheia de tomilho, sal com alho, pimenta do reino. Ainda: azeite, manteiga, farinha de trigo, 2 gemas e plástico filme.

Todas as dicas de como preparar esta receita são direcionadas a um único objetivo: não umedecer a massa, que deve estar sequinha e crocante ao final. Além disso o filé deve ser assado de modo a permanecer com seu interior rosado.

Preparo do filé:

O primeiro passo é temperar o filé com sal (com alho) e pimenta do reino. Enrole a peça 3 vezes em papel de plástico filme, apertando bem para que fique roliça. Deixe pegando tempero por 1 hora a hora e meia (fora da geladeira). Não feche o filme nas beiradas para deixar o suco da carne escorrer.

O segundo passo é selar a carne de todos os lados em uma frigideira quente com um pouco de azeite. Se gostar da carne mal passada, passe somente até dourar de todos os lados por igual. Se preferir mais bem passada, sele mais um pouco, deixando-a bem moreninha. Tire do fogo. Em seguida, seque bem a carne com papel toalha e deixe-a na geladeira desembrulhada por, no mínimo, 1 hora (preferencialmente mais – se for fazer para um almoço, deixe passar a noite).

Preparo da pasta de cogumelos:

Poderá ser feita de véspera ou até 2 horas antes do preparo da receita.

Pique os cogumelos e a cebola. Separadamente, ponha cada um em uma frigideira e vá mexendo até que sequem o suco natural, sem deixar que agarrem no fundo. Reserve. Na frigideira limpa, aqueça 1 colher de sopa rasa de manteiga, frite junto 1 colherinha de sal com alho, a cebola e os cogumelos. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Junte o tomilho. Não acrescente água em hipótese nenhuma. Espere esfriar um pouco e bata no processador no modo pulsar para obter uma pasta grossa. Volte para a panela e cozinhe em fogo alto até começar a querer agarrar no fundo.

A pasta deve ficar bem seca pois sua função é impermeabilizar o filé de modo que o seu suco não molhe a massa na hora do cozimento no forno. Deixe na geladeira de véspera ou por, no mínimo, 1h.

Preparo do embrulho de massa folhada:

1) Passado o tempo de geladeira da carne e da pasta de cogumelos, limpe e seque bem a bancada que irá trabalhar. Abra o plástico filme num tamanho que seja o dobro do suficiente para enrolar o filé, deixando um espaço nas laterais (veja a foto). Coloque as fatias de presunto sobre o filme plástico de modo a ficarem metade superpostas. Por cima, espalhe uma camada bem fina da pasta de cogumelos com a ajuda de uma espátula. Cubra com a outra metade do plástico filme e passe gentilmente os dedos para uniformizar a pasta. Retire o plástico de cima, coloque o filé no centro da peça e enrole-o cuidadosamente. Volte a deixar na geladeira por mais 30 minutos.

2) Esfarinhe a bancada e abra a folha de massa totalmente. Aplique a mistura das gemas com 1 colherinha de água sobre a massa com um pincel. Coloque o filé em um dos cantos para enrolá-lo junto com a massa, de maneira que essa o envolva por completo. Feche as pontas como se embrulha um presente, deixando o excesso de massa para baixo. Pincele por fora com a mistura de gemas e água e deixe na geladeira por mais 30 minutos.

Enquanto isto, aqueça o forno a 200 graus.

Cozimento no forno:

Pincele novamente o filé embrulhado com a mistura de gemas e água e coloque-o sobre uma assadeira levemente esfarinhada para não grudar (nesse momento a manta de silicone ajuda bastante). Faça cortes superficiais na massa, em forma de cruz, para a ventilação do vapor (e decoração também). Asse por 20 minutos ou até que a massa fique corada.

Retire e aguarde 10 minutos para servir.
Parta o filé em fatias grossas com uma faca bem afiada e sirva com risoto de açafrão ou uma simples salada.

Veja como o filé ficou rosado e a massa sequinha e crocante:

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Receitas de bacalhau 

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Reza a tradição brasileira que Sexta-feira da Paixão de Cristo é dia de comer bacalhau. Se for fazer jejum, faça o bacalhau no Domingo de Páscoa!

Aqui no blog já publicamos mais de 20 receitas de bacalhau, tanto as tradicionais portuguesas e suas adaptações mineiras como algumas inspiradas em pratos que comemos e gostamos ao redor do mundo. Também há outras, criadas por nós – a família da mãe e das duas filhas blogueiras.

Um dos artigos muito acessados neste blog são as nossas dicas de como escolher e preparar o bacalhau para as receitas. Clique aqui e dê uma olhadinha, sempre ajuda.

Veja a lista de receitas consagradas que escolhemos para você preparar para a sua família e amigos. Escolha uma delas, com o passo-a-passo que ensinamos será muito fácil fazê-la. Experimente e garantimos o sucesso! Clique para ver a receita e imprimi-la.

Bolinho de bacalhau

Salada de Bacalhau 

Salada de Bacalhau com feijão fradinho

Torta de Bacalhau da mamãe

Bacalhoada

Bacalhau a Brás

Bacalhau com natas

Bacalhau a lagareiro

Bacalhau a Vera-Cruz

Bacalhau com crosta de broa

Bacalhau à francesa

Bacalhau à Isabela

Bacalhau do Alcimar

Bacalhau fresco ao creme de três batatas

Bacalhau com abobrinhas

Bacalhau com grão-de-bico

Tortinha de bacalhau com feijão preto

Bacalhau a Gomes de Sá

 

Mesmo se estiver com pouco tempo , não desista, veja esta receita:

Bacalhau assado em 15 minutos 

 

E se estiver só, cozinhe para você!

Bacalhau para um 

 

Mousse de chocolate francesa

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Esta é a antiga e tradicional receita de mousse de chocolate francesa, do tempo em que não existiam leite condensado e creme de leite industrializados para facilitar a nossa vida. Hoje se faz uma “falsa” mousse misturando-se esses ingredientes (ou um deles) ao chocolate (ou a algum suco de frutas), um espessante como a gelatina em pó e as claras de ovos batidas, sem as quais não se obtém a consistência de espuma leve das mousses. Porém não custa aprender e experimentar a receita tradicional, muito simples de se fazer e deliciosa. Esta mousse tem a consistência ideal para rechear bombons e, no caso de hoje, ovos de Páscoa.

Mousse de chocolate francesa tradicional 

Dos chocolates à venda no Brasil, o melhor para o preparo desta mousse pode ser comprado em lojas especializadas: vai precisar de 350 gr. de pó para massa de suflair. Se não consegui-la, derreta a mesma quantidade de chocolate Suflair em barra ou então misture 250 gr. de outro chocolate (ao leite, meio-amargo) e 100 gr. de açúcar refinado. Serão necessários 60 gr. de manteiga ( compre em barra e calcule) e 4 ovos.

A manteiga e os ovos precisam estar em temperatura ambiente, portanto tire-os da geladeira no mínimo uma hora antes do preparo. Prepare o banho-maria: escolha uma panela média e uma travessa de vidro refratária que encaixe dentro na panela de modo a ficar metade para fora. Coloque na travessa o chocolate e a manteiga e leve ao fogo brando para derreter, mexendo sempre com uma colher de pau. Obs.: Se for usar chocolate mais açúcar, coloque-o junto. Quando obtiver uma massa bem lisa e homogênea, desligue, vire em uma travessa funda e deixe esfriar.

Separe as claras das gemas. Misture somente as gemas  ( retire apela antes*) à massa de chocolate e misture bem. Na batedeira, em velocidade alta ( ou à mão com um fuê) bata as claras em neve bem firme. Aos poucos, junte as claras em neve à massa de chocolate, misturando de fora para dentro e de baixo para cima com carinho para as claras não perderem o volume. Deixe na geladeira por, no mínimo, 3 horas antes de servir.

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Recheando os ovos de Páscoa:

Dica de como tirar a pele de gemas:

* se não tirar a pele da gema a sobremesa ficará com gosto e cheiro de ovo. Como fazer? Aprenda: quebre o ovo ao meio na quina da pia, deixando clara e gema na metade da casca que ficar em sua mão direita. Sobre um recipiente para aparar as claras, despeje-as na sua mão esquerda em concha, deixando que a clara escorra entre os seus dedos até ficar só com a gema sobre os dedos. Sobre outro recipiente para aparar as gemas e com os dedos polegar e indicador da mão direita fazendo uma pinça, dê um beliscão na gema e puxe a pele inteira, depositando a gema sem pele no recipiente. Se for canhoto(a) faça tudo ao contrário.

Ovos de Páscoa

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Esta semana publicamos a receita de marshmallow que sugerimos como um recheio de ovos de Páscoa bem original. Agora vamos ensinar como fazer os ovos de chocolate, ou seja, a casca. Amanhã iremos publicar a receita de recheio de mousse de chocolate.

É necessário comprar uma forma em uma loja especializada.  Cada forma (veja foto) dá para 6 ovos abertos, de 150gr cada.  A receita a seguir dá para fazer 12 cascas de ovo – considerando cada casca uma metade de ovo.
– Para as cascas do “ovo”, coloque 400 gr. de chocolate em barra picado em uma travessa refratária e derreta-o em banho-maria.Escolhemos o chocolate tipo “blend”, que já se vende pronto e é uma mistura de chocolate ao leite e meio-amargo.

1a. dica- Para derreter chocolate em banho-maria nunca deixe o chocolate em contato com a água quente. Chocolate odeia água e odeia ser queimado também! Coloque a água para ferver numa panela grande e por cima da água coloque um daqueles silicones com furinhos de cozinhar legumes. Por cima deste, ponha a travessa de vidro refratária com o chocolate dentro. Assim também estará segura e não se queimará. (se não tiver paciência ponha a travessa com o chocolate picado no micro-ondas, por cerca de 1 minuto – cuidado para não deixar queimar).

2a. dica- Misture o chocolate enquanto derrete, para dar brilho

3a. dica – Quando o chocolate estiver derretido, coloque a travessa de vidro quente em cima de uma superfície fria (sua bancada de pia, por exemplo). Este choque térmico impedirá que o “ovo” derreta com facilidade depois de pronto.


– Agora é só seguir as instruções da forminha: ela é composta de duas partes sobrepostas, uma mais rígida e outra mais mole. Coloque o chocolate derretido ainda quente até pouco mais da metade da marquinha indicada (na forma mais rígida) e sobreponha com a outra, apertando o centro da cavidade levemente com um dos dedos, o suficiente para o chocolate subir pelas laterais. Vire o conjunto de forminhas de cabeça pra baixo e gentilmente passe os dedos pelas laterais para que o chocolate preencha o restante da cavidade. Coloque na geladeira nesta posição até ficar completamente endurecido (melhor se for de um dia para o outro).

No dia seguinte, com muito cuidado, retire a forma superior. Suas metades de ovos estão prontas. Agora é só rechear!

Você já aprendeu a fazer o recheio com marshmallow. Amanhã daremos a receita da mousse de chocolate para outra opção de recheio.

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Carne de panela com cerveja preta e especiarias

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Minha filha mais velha, nossa ≠colaboradoracasada, nos convidou para jantar uma noite dessas. Ela inventa as receitas conforme o que lhe dá vontade de comer e esta ficou deliciosa e bastante diferente, portanto, passo a receita para vocês. Além de fácil de fazer ainda é bem econômica! Ela brilhou!

Ingredientes para 8 pessoas: 1,6kg de músculo bovino, 1  1/2 cebola picada em cubinhos, 10 cebolinhas baby , 3 dentes de alho amassados, 1 lata de cerveja preta, 1 lata de pomodorini pelati ( tomate sem pele e sem semente), 1 colher de sopa de ras el hanout* . Opcional: 10 cogumelos Paris fatiados e 1 colher de sopa de mel

*Ras-el-hanout é o nome dado à uma mistura de especiarias feita no Marrocos que normalmente contém, entre outras: gengibre, cardamomo, canela, coentro, cúrcuma, páprica, cominho, noz-moscada, cravo, pimentas e sal. Se não achá-lo para comprar, tente fazer seu próprio tempero com os ingredientes que conseguir.

Dica: Esta receita foi feita no tagine, que é ótimo para fazer carnes cozidas. Se não tiver esta panela especial, faça em alguma outra que seja funda, de preferência de ferro, pois fica no mínimo 3 horas no fogo baixo.

Primeiro separe os ingredientes. Descasque os dentes de alho e as cebolas. Pique a cebola branca em cubinhos bem pequenos para que sumam no molho ao cozinhar. As cebolas baby, deixe inteiras. Amasse os dentes de alho, deixando-os inteiros. Aqueça 1 litro de água.

Esquente a panela e deite azeite para fritar a carne. Retire-a e reserve em um recipiente a parte.  Acrescente a cebola picadinha e deixe que absorva a borra da carne que ficou na panela; se precisar verta um pouco de água quente e mexa até formar um caldo. Coloque os alhos amassados mas inteiros e misture o ras el hanout. Agora acrescente a cerveja e espere que o álcool evapore. Volte com a carne para a panela, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 2hs. Verifique sempre o nível do molho: se secar, vá acrescentando, aos poucos, água quente pelas beiradas (nunca em cima da carne!)

Após 2:30hs de cozimento, acrescente os tomates pelados. Aproveite o molho precioso da lata misturando um pouco de água quente e então despeje-o na panela. Junte as cebolinhas baby inteiras.

Quando completar 3hs de cozimento, caso queira, acrescente os cogumelos fatiados e o mel. Deixe cozinhar por mais 30 minutos e está pronto!

Sirva com gnocchi de mandioquinha e um bom vinho francês.

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carne cozida Mariana

Ovos mexidos

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Quem sabe fazer ovos mexidos sobrevive em qualquer lugar do mundo, salvo, talvez, na terra dos esquimós (será que comem ovos de pinguim?) Ao mesmo tempo que é uma tarefa muito fácil também pode ser uma obra de arte – você pode variar as cores e os sabores, inclusive pode se tornar um artista especializado em ovos mexidos! Tem mais, é um alimento saudável, nutritivo, rico em proteínas e perfeito para quem faz dieta.  Pode ser feito para o café da manhã, para qualquer hora do dia e ainda quando chega faminto em casa de madrugada e deseja preparar algo para comer que dê pouco trabalho e previna a ressaca do dia seguinte.

Basicamente vai precisar, por pessoa (em nível normal de fome):  2 ovos, 1 colher de sopa de manteiga (pode ser azeite) e sal. A partir daí começa o gosto pessoal e a sofisticação. O mais simples pode ficar delicioso se juntar 1 colher de chá de queijo minas ou parmesão ralado e salpicar cheiro verde (salsinha e cebolinha) picado na hora. Vamos à receita de hoje:

Ovos mexidos com presunto cru e aspargos

Separe dois ovos, 2 fatias de presunto e 2 talos de aspargos, azeite e sal. Pique os aspargos e coloque os tronquinhos em uma frigideira com um pouco de água ( 1/2 xícara de chá). Leve ao fogo e deixe a água secar, verificando se os aspargos estão macios. Rasgue as fatias de presunto em tamanhos que caibam na boca sem precisar partir. Enquanto isto, quebre os ovos sobre um prato fundo e bata-os com um fuê ou com 2 garfos juntos até que fique espumoso. Coloque sal (se quiser junte uma pitada de pimenta do reino).

Coloque de volta a frigideira limpa e seca no fogo e deixe que derreta 1 colher de sopa de manteiga ou azeite. Despeje os ovos assim que batê-los, de forma a ocupar toda a superfície da panela. Baixe o fogo. Espere que o ovo comece a endurecer nas bordas. É a hora de espalhar, rapidamente, os ingredientes escolhidos -no caso os aspargos e o presunto cru. Agora corte o ovo em pedaços grandes e vire-os ao contrário para tostarem levemente. Mexa tudo e sirva imediatamente. O acompanhamento perfeito são torradas acabadas de sair da tostadeira.

Use sua imaginação e bom gosto para variar os ingredientes, mas aconselho nunca usar mais de dois, a não ser que o terceiro seja queijo ou ervas:

1- use qualquer tipo de queijo, ralado ou cortado em fatias finas ou cubinhos.

2- cebola branca ou roxa cortada em fatias grossas: antes de juntar, frite-as à parte.

3- tomate: corte em fatias finas ou cubinhos e junte ao final.

4- legumes, como brócolis, cenoura, abobrinha: precisam ser aferventados à parte antes de misturar.

5- cogumelos: afervente-os antes e pique em fatias finas.

6- linguiça ( aferventar e fritar antes  no micro ondas) , salaminho ou carne desfiada picados.

7 – ervas frescas picadinhas ou ervas secas.

8- jiló ou quiabo: precisam ser fritos e escorridos à parte.

9 – alcaparras, alcachofras ou azeitonas: só retirar do vidro, escorrer e picar.

Se estiver com muita preguiça, veja o que tem de resto de salada ou carne na geladeira.

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Torta de mel e chocolate perfeita

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Amo bolo de mel e, sabendo de minha predileção, minhas filhas presentearam-me, no meu aniversário, com uma deliciosa torta feita com bolo de mel recheado de doce de leite e coberto com calda de chocolate e castanhas caramelizadas. E o melhor de tudo: comi à vontade pois, especialmente para mim que sou alérgica, a torta foi feita sem nenhum vestígio de glúten ou de lactose! Mágica? Há como substituir a farinha de trigo e o leite condensado por outros produtos. Veja a receita que elas inventaram:

A receita é feita em cinco partes: o bolo de mel, a calda para molhá-lo, o recheio de doce de leite, a cobertura de chocolate e as castanhas caramelizadas. Trabalhoso? Um pouco, mas garanto que vale a pena! Então vamos por partes:

Se você não tem problema com glúten e lactose, basta usar farinha de trigo e os produtos lácteos normais.

 

Doce de leite para o recheio

Existe à venda no mercado leite condensado sem lactose. Compre uma lata. Encha uma panela de pressão com ¾ de água e coloque a lata para cozinhar na pressão por 20 minutos. Veja aqui dica de usar a panela. Depois, muito cuidado: espere a lata esfriar completamente para abri-la.

 

Bolo de mel e chocolate

Tome nota dos ingredientes: 2  xícaras de farinha sem glúten*, 2 xícaras de açúcar mascavo **(batido no liquidificador), 1/2 xícara de cacau em pó*** , 4 ovos, 1/4 de creme de arroz (creme de leite vegetal),  1/2 xícara de mel, 1 colher de chá de cravo em pó e outra de canela, 1 pitada de noz moscada,1 xícara grande (caneca) de chá preto forte e 1 colher de sobremesa de fermento químico.

Antes de tudo, ligue o forno a 200 graus. Escolha uma assadeira redonda desmontável (diâmetro de 23 cm) e forre somente o fundo com papel manteiga. Dica: tire o fundo, coloque-o sobre o papel manteiga, faça o desenho com uma caneta e recorte na marca. Coloque-o dentro da forma. Não precisa untar a lateral.

Comece batendo os ovos na batedeira. Depois que os ovos clarearem, acrescente o açúcar aos poucos e deixe bater até misturar completamente. Acrescente, aos poucos, o creme de arroz, o mel e o chá. Bata mais um pouco, somente para incorporar. Enquanto bate, misture, à parte, os outros pós: a farinha, o cacau e os temperos. Desligue a batedeira, peneire os pós por cima do creme, um pouco de cada vez, em duas ou três vezes. Faça movimentos de cima para baixo, de fora para dentro, misturando com cuidado para não baixar o volume. Por último, acrescente o fermento e misture com cuidado.

Sem perda de tempo, despeje a mistura sobre a forma, nivele e coloque para assar, de 20 a 40 minutos, a depender do forno. Assim que crescer e corar por cima deve estar pronto. Para saber se está assado, faça o teste do palito: se sair da massa limpo, o bolo está pronto!

 

 Calda para molhar o bolo

Esta calda é importante para o bolo ficar molhadinho, já que a tendência do mix de farinha sem glúten é deixar o bolo seco.

Faça uma calda rala com 1 xícara de café de água (100 ml) , 4 colheres de sopa cheias (100gr) de açúcar refinado, 25gr de chocolate 52% sem leite e ainda 2 colheres de whisky. Misture primeiro, depois leve ao fogo baixo, mexa até ferver e desligue.

 

Calda de chocolate para a cobertura

Ingredientes: 1 ½ xícara (300 ml) de leite de amêndoas, 3 gemas, 2 colheres de sobremesa cheias (40 gr) de açúcar refinado,1 colher de sobremesa de amido de milho, 1 colher de sobremesa de mel, 200 gr de chocolate 52% (sem leite) .

Coloque o leite para aquecer, sem deixar ferver. Enquanto isso, em uma travessa redonda, bata bem as gemas e o açúcar, até formar uma gemada. Despeje uma concha do leite aquecido na travessa e misture rapidamente (o choque térmico evita que os ovos cozinhem e deixem a impressão de ter ‘talhado’) e, em seguida, verta essa mistura na panela com o leite. Acrescente o amido de milho, misturando bem para não empelotar. Junte o mel e mexa até engrossar. Desligue. Coloque o chocolate picado e misture até derreter. Leve à geladeira para acabar de engrossar.

 

Castanhas caramelizadas

Para decorar, faça um caramelo de açúcar, usando um pouco de leite de amêndoas. Dica: à parte, coloque 1 xícara de água para ferver. Em uma frigideira, coloque 3 colheres de sopa de açúcar cristal e vá mexendo com uma colher de pau até que o açúcar derreta completamente e forme uma calda cor de caramelo. Despeje a água fervendo , aos poucos, pelas beiradas e deixe que misture com o açúcar queimado até formar uma calda rala e homogênea. Deixe engrossar ligeiramente e despeje ½ xícara de café de leite de amêndoas para que fique aveludada. Neste ponto, coloque as castanhas picadas rapidamente, sem deixar que a calda endureça. Se acontecer, pingue mais leite até o ponto adequado.

Montagem: 

Quando o bolo já estiver esfriado, corte-o cuidadosamente em duas ou três camadas, a depender da altura do bolo. Coloque a primeira parte do bolo no prato que for servir a torta, fure-o com um garfo e molhe com a calda. Recheie com o doce de leite. Repita a operação com a(s) outra(s) fatia(s) de bolo. Ao final, cubra com o creme de chocolate e as castanhas caramelizadas. Conserve em local bem fresco ou na geladeira até a hora de servir.

 

* Preferimos a FSG da Amina

** Pode substitui por açúcar demerara, mais saudável. Bata no liquidificador.

*** Preferimos o chocolate dos fradinhos, da Nestlé

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Camarão jamaicano

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Na oportunidade de visitar Orlando, na Flórida, Estados Unidos, não deixe de reservar parte da tarde e a noite para passear na Universal Citywalk , um centro de entretenimento com cinemas, lojas, restaurantes, discotecas e outras atrações. Há muitos restaurantes com decoração e cardápios internacionais e torna-se difícil escolher o que comer, tal a variedade. Como estive ano passado no Caribe e adoro reggae e mojito (bebida com rum e hortelã), escolhemos jantar em um restaurante típico – que é a cópia da casa de Bob Marley – a fim de experimentar a culinária jamaicana. O cardápio oferece variações em torno de frutos do mar e decidi-me por um camarão com legumes. Provei, delicioso. Comi tudo! Sentindo o aroma e o paladar achei que era possível reproduzir a receita em casa. Pois fiz com tanto capricho que ficou mais gostoso que o original. Assim mostro a foto do prato e do cardápio do restaurante e, em seguida, passo a receita feita por mim.

Camarão com quiabo e coco à moda da Jamaica

Escolha camarões médios (pode ser tamanho 71/90) e calcule, por pessoa, cerca de 100 gr. de camarão já descascado e limpo. Considerando uma porção para 4 pessoas, separe quiabos, 2 tomates tipo italiano grandes e maduros, sem pele e sem sementes, 2 cebolas, 2 dentes de alho, 1 espiga de milho verde, ½ garrafinha ou 100 ml. de leite de coco, 1 xícara de café de coco natural ralado grosso, 1 limão thaiti, sal, azeite, pimentas tabasco e malagueta a gosto, 1 colherinha de café de curry*. Calcule o equivalente a 3 xícaras de chá cheias dos seguintes legumes: 1/3 de uma abobrinha mineira ou italiana (verde) , 1/3 de abóbora paulista ( rajada por fora e laranja por dentro), a mesma quantidade de pimentão vermelho (pode colocar amarelo e/ou verde) .

Lave, tire as tripas e tempere o camarão com sal e limão. Deixe pegando tempero por 15 minutos. Enquanto isto, pique os legumes – o quiabo em tronquinhos, o tomate em cubinhos, a cebola em fatias bem finas, o alho bem miudinho, as abobrinhas e os pimentões em tiras médias do mesmo tamanho. Rale a espiga de milho crua e reserve.

Ponha água para ferver à parte. Tome uma panela funda, derrame 2 colheres de azeite e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Acrescente mais uma colher de azeite, frite a cebola até ficar amolecida , junte o alho e, estando frito, acrescente os tomates e o milho ralado. Misture tudo e assim que começar a grudar na panela, acrescente 3 xícaras de água quente. Abaixe o fogo e junte o leite de coco e os camarões, deixando que cozinhem mais 5 minutos ou até os camarões estarem cozidos e o caldo ligeiramente encorpado. Prove o tempero e acrescente as pimentas e o curry. Misture bem. Desligue. À parte, frite o quiabo no óleo e escorra na peneira o excesso de gordura.

Vinte minutos antes de servir, coloque os pimentões cortados em um refratário, regue fartamente com azeite e leve-os ao forno quente até encolherem. Reserve. Enquanto assam, pegue uma panelinha, coloque as abobrinhas, cubra com água e deixe que cozinhem, sem deixar amolecer. Escorra a água e reserve. Tempere os legumes com uma misturinha de azeite, sal e pimentas. Disponha em um prato.

Pouco antes de servir, acrescente o quiabo ao molho com camarões já aquecido. Retifique o tempero, se necessário.

Sirva o camarão separado dos legumes (abobrinhas e pimentões) pois estes são servidos como guarnição para adornar o prato. O coco também é servido à parte e distribuído sobre o camarão e o arroz. Acompanhe com arroz branco. Veja a montagem final do prato na foto principal.

  • no restaurante o gosto de curry prevalecia sobre o camarão e o molho. Por minha conta, reduzi a quantidade pela metade ou até menos. Achei que ficou mais delicado e saboroso.

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Risotto rápido com camarões, cogumelos e aspargos

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A vantagem de se hospedar em um flat  é poder comer bem e barato. A cadeia americana Westgate, assim como muitas outras, oferece excelentes apartamentos com uma cozinha equipada onde se pode cozinhar de tudo! Próximo ao Westgate Resort de Orlando, Flórida, onde nos hospedamos nas últimas férias, estão situados ótimos hipermercados, como o Target, onde se compra comida fresca e semipronta. Como adoro um mercado e/ou supermercado fora do Brasil – para sentir de perto os hábitos e costumes da alimentação do país que visito – logo no primeiro dia enchi o carrinho de compras, com a intenção de cozinhar todos os dias. Depois de um dia inteiro de andanças é menos cansativo preparar rapidamente um prato único do que ter de pegar carro, dirigir por mais de meia hora, procurar estacionamento, passar pelo menos duas horas em um restaurante (entre ser atendido, comer e pagar a conta) e depois fazer todo o percurso de volta. Ao final da viagem fiz as contas e verifiquei que, preparando  as refeições no flat, se gasta a quinta parte do que se pagaria em restaurantes por uma comida equivalente. Em sua próxima viagem, leve algumas receitas práticas deste blog e divirta-se cozinhando! Esta que  segue foi feita em quinze minutos.

Risotto com camarões, cogumelos e aspargos

Para 4 pessoas, anote o que coloquei no carrinho: 1 pacote pequeno de arroz para risotto ou arroz comum, 1 pacote de 200 gr. de camarão pré-cozido, 1 molho de aspargos, 1 caixinha de cogumelos, 1 limão, 1 vidro de molho do tomates tipo ragu ( que já vem temperado com cebola, alho e sal), manteiga, queijo ralado ( grana padano, pecorino ou parmesão) e sal.

Tempere o camarão com sal e limão. Corte os aspargos e os cogumelos (veja na foto). Coloque água para ferver. Deite duas colheres de sopa de manteiga ( ou azeite, se for intolerante) na frigideira e, no fogo alto, frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Na mesma panela, junte mais 1 colher de manteiga e frite ligeiramente o arroz. Se for servir como prato único calcule 1 xícara de café de arroz para 2 pessoas. Abaixe o fogo. Junte 2 colheres de sopa do ragu de tomates, misture, acrescente os aspargos e os cogumelos. Vá colocando mais água, se necessário e sempre aos poucos, e continue mexendo- só para não agarrar no fundo da frigideira – até que os aspargos estejam ao dente (quando oferecem um pouco de resistência ao se enfiar um garfo).

Dê uma última revirada, prove o tempero e se o arroz também está ao dente. Distribua os camarões e deixe que o arroz termine de cozinhar – atenção: não deixe que vire uma papa. O que dá a consistência cremosa ao risotto é a finalização com manteiga e queijo. Ao final do cozimento, distribua mais 1 colher rasa de manteiga e o queijo ralado ( 2 colheres de sopa são suficiente) e misture rapidamente. Observação: nunca acrescente creme de leite, para os italianos isto é uma heresia!

Sirva quente acompanhado de um bom vinho branco seco. Bom apetite!

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Peixada com molho de camarão a jato

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Moqueca é o nome que se dá a este prato lá na Bahia, onde o temperam com leite de côco, dendê e bastante pimenta. Em Minas Gerais a receita é a mesma, porém pode-se ou não acrescentar o leite de côco – pouco, só pra dar um gostinho – e nunca se usa dendê. A pimenta fica ao gosto do freguês e pode ser a malvada da malagueta (forte) , a dedo de moça ou a biquinho inteira, que enfeita e não arde. Nos vales dos rios São Francisco e Doce, este prato, típico de beira de rio, feito com peixe, cebola, tomate, cheiro verde e, conforme a região, também pimentões é conhecido como peixada. É sempre acompanhado de pirão, feito com o caldo do molho misturado com farinha de mandioca até ficar pastoso.

A receita que se segue é o meu jeito de fazer peixada ou moqueca. Faço o molho separado e só depois junto o peixe e o camarão (opcional). Desta forma, não só é feita com muito mais rapidez como se tem melhor condição de controlar o ponto certo do cozimento do peixe e do camarão. Quando se coloca tudo cru na panela, como é a receita tradicional, até que os ingredientes do molho fiquem bem cozidos e com o gosto misturado, o peixe já se desfez e o camarão, por excesso de tempo de cozimento, já ficou borrachudo. Vai por mim, pode fazer do meu jeito que dá certo!

Peixada com molho de camarão

Dica 1: use uma panela de barro, de pedra ou de ferro para fazer o prato. Ou, no caso de você ser um gourmet sofisticado, use a panela Le Creuset. Tenho todas e prefiro a de barro, fica mais típico.

Dica 2: é sempre melhor usar o peixe fresco, que pode ser de rio ou de mar. Se mora em uma grande cidade longe de rio e de mar, compre o peixe fresco mas resfriado e peça ao peixeiro para cortar postas com 2 a 3 cm de espessura. Peixe congelado, sinto muito, mas não presta para esta receita. Quanto ao camarão pode ser congelado mas deixe-o descongelando ao natural, lave bem, retire as tripas e deixe escorrendo por um bom tempo.

Calcule 1 posta grande de peixe ou 2 pequenas por pessoa. Se for colocar camarão, pode ser de 50 a 80 gr. por pessoa ou conte as unidades de acordo com a vontade de comer camarão (eu sozinha como dez!). Tempere com sal e suco de limão e deixe pegando tempero por 15 minutos. Para o molho: para cada 2 pessoas calcule 1 tomate tipo italiano grande bem maduro, 1 cebola, 1 dente de alho, 1 xícara de café mal cheia de pimentões picados, 1 colher de sobremesa de cheiro verde ( salsinha, cebolinha e centro), 1/2 xícara de molho de tomate pronto, 1/2 xícara de café de leite de côco (opcional). Azeite a gosto. Pique todos os ingredientes do molho e reserve.

Vamos ao preparo do molho: em uma panela de alumínio, no fogo alto, deite azeite até formar uma camada fina no fundo. Frite a cebola e em seguida o alho; junte o tomate e os pimentões. Vá mexendo até que tudo frite por igual. Assim que os legumes começarem a amaciar, junte o molho de tomate e misture. Tempere com sal e pimenta a gosto. Desligue o fogo. Enquanto frita, esquente a panela de barro (ou a que escolher) com uma camada fina de azeite ao fundo. Passe então metade do molho para a panela de barro. Espalhe as postas de peixe e o camarão por cima. Cubra com o restante do molho*. Jogue por cima o cheiro verde e o leite de côco. Dê uma boa regada com o azeite. Tampe a panela, reduza o fogo e deixe cozinhar até verificar que o peixe está cozido mas firme. No meio do cozimento, torne a provar o tempero e coloque mais sal e pimenta se necessário. * Se perceber que a quantidade de peixe não irá caber em uma camada, divida em duas. O molho, então, terá que ser dividido em três partes – uma para o fundo, outra para o meio e outra para a cobertura.

Para o pirão: assim que terminar o cozimento retire parte do caldo e passe para outra panela. Vá adicionando farinha de mandioca aos poucos até formar uma pasta homogênea e cremosa.

Dica 3 : termine a peixada meia hora antes de servi-la. Retire a panela do fogão, envolva-a em jornal e faça um embrulho com uma toalha de mesa velha. Deixe a peixada descansando – ficará muito mais saborosa porque o  caldo irá entranhar no peixe e nos camarões. Usando uma panela como as indicadas esta conservará o calor e não deverá esquentar  a peixada para o caldo não secar.

Sirva com arroz branco.

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Polvo à galega

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Quando estive na Espanha, no ano passado, percorrendo parte do Caminho de Santiago com as Caminhantes da Estrada Real de Minas Gerais, postei, entre 4 de novembro e 8 de dezembro (2015), uma série sobre a maravilhosa gastronomia local (acessem o blog pela data e confiram). Entre as diversas receitas postadas, um amigo meu viu um artigo sobre o famoso polvo que é servido no antigo e tradicional mercado de Santiago de Compostela e decidiu tentar fazer a receita. Nem é preciso dizer que ele adora polvo, pois nunca cozinha nada e desta vez meteu-se corajosamente a fazê-lo. E contou-me que o polvo foi um sucesso! Pois a feliz experiência serve de incentivo a vocês, homens que sempre deixam para as mulheres o prazer de cozinhar. Não custa, de vez em quando, escolher uma receita por aqui e agradar a quem o ano inteiro cozinha pra vocês. Arrisquem-se!

Ao contrário do que se pensa a carne do polvo não é dura e esta história de ter que bater no polvo para amaciá-lo – na verdade, quebrar as fibras – é coisa do passado. Sabem porquê? Hoje, pelo processo quase obrigatório de congelamento e posterior descongelamento do polvo, as fibras são naturalmente quebradas! Outra lenda: mergulhar o polvo, para quebrar as tais fibras, alternadamente na água quente e na bacia de gelo – quem me ensinou este truque foi o chef Daniel Santamaria, de Oviedo, nas Astúrias, Espanha, há muitos anos (se o polvo estiver recém tirado do mar pode fazer isto). Porém o rapazinho goiano naturalizado espanhol (acreditem!) que nos preparou um polvo divino no mercado de Compostela garante que este gesto hoje é coisa de chef que gosta de fazer cena. Pois já preparei o polvo à maneira galega – como o rapaz ensinou-me – três vezes depois que voltei da Espanha em novembro último e ficou perfeito. Vamos então à receita, passo-a-passo, para que mesmo quem nunca entrou em uma cozinha possa fazê-lo à perfeição!

Polvo à galega

Coloque para ferver uma boa quantidade de água. Salgue a água e, se quiser, junte ervas frescas e dentes de alho (não exagere na quantidade). Enquanto isto, lave bem o polvo. Quando a água estiver em ebulição coloque o polvo dentro ( precisa ficar coberto com a água) e espere que cozinhe por cerca de 10 minutos, dependendo da espessura – observe o ponto em que o dente de um garfo entre na carne com alguma facilidade – mas não deixe o polvo amolecer pois o bom é ser servido ao dente. Assim que cozido, retire e corte imediatamente – usando uma tesoura e com o auxílio de um garfo para segurar -pedaços de 2 a 3 cm de espessura. Tome uma tábua e deite azeite extra virgem. Salpique sal grosso e páprica (doce ou picante, à gosto).  Ajeite por cima os pedaços do polvo. Torne a salpicar sal grosso e páprica e termine com uma boa regada do azeite. Viu como é fácil?

Sirva à palito imediatamente (se esfria fica borrachudo). Excelente para acompanhar cerveja ou whisky.

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Stinco de cordeiro

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Esta receita é inspirada nas cozinhas turca e grega, que têm muita coisa em comum. Foi em uma viagem a esses países que comi um prato como este e desde então não sosseguei até fazê-lo eu mesma*. Valeu a pena, pois ficou delicioso!

O ‘stinco’ de cordeiro é o corte da panturrilha deste animal – a ponta da paleta (pata dianteira). Dica: para dar um efeito bonito ao prato, peça ao  açougueiro para cortar de forma a deixar o osso como pode ser visto na foto.

Obs: Como nesta receita a carne fica por muito tempo cozinhando no molho – a fim de tornar-se macia e suculenta – não achei necessário mariná-la de véspera. Porém, se quiser fazê-lo, junte à carne crua legumes picados, ervas e vinho e deixe-a por 12 horas na geladeira, bem fechada dentro de um saco plástico.

Veja os ingredientes para servir bem 2 pessoas: 2 peças de ponta de paleta de cordeiro,1/2 cenoura, 1/2 talo de salsão,1/2 cebola, alecrim e tomilho à gosto, 200 ml de vinho tinto seco e 1 lata de tomate sem pele.

Tempere as peças de carne com sal e pimenta do reino moída na hora. Aqueça uma panela funda e grossa (se for de ferro, tanto melhor) com um fio de azeite, sele a carne de todos os lados. Reserve.

Diminua o fogo e aproveite a borra que se formou na panela para refogar os legumes já picados, acrescentando mais azeite, as ervas e o vinho (para quem optou pela marinada, aproveite o caldo do tempero). Espere que o álcool evapore e junte os tomares e mais o molho da lata de tomate sem pele já coado (para retirar as sementes). Misture tudo. Volte com as peças de carne para a mesma panela, cobrindo-as com o molho. Tampe e deixe no fogo baixo por 3hs. Se a panela for de ferro pode cozinhar no forno a 160 graus. Não se esqueça de colocar um papel alumínio na panela, abaixo da tampa).

Verifique o cozimento de vez em quando e, se preciso, pingue água quente pelas beiradas.

Sirva o stinco de cordeiro acompanhado de polenta ou risoni (chamado na Grécia de Kritharáki) como mostra a foto principal.

  • Nota: esta receita foi preparada pela blogueira filha casada.

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Pão saudável na omeleteira

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Ganhei uma omeleteira bem na época quando descobri minha intolerância a ovos. Então deixei-a guardada, esperando um dia poder fazer uso dela. Pois, fazendo experiências, descobri um jeito de usá-la e ainda fazer um pão saudável de maneira super rápida! Mas mesmo se você não tiver intolerância a ovo é uma ótima opção para quem tem intolerância a glúten e também a lactose. Ou quer um pão feito em casa muito saudável.  Em minha casa estamos tentando diminuir o consumo de pão de forma industrializado e esta receita é uma opção bem gostosa.

Misture bem: 1 colher de sopa de farinha de arroz, 1 colher de sopa de amaranto, 1 colher de sopa de polvilho doce, 1 colher de sopa de linhaça dourada em pó, hidratada em 2 colheres de sopa de água (ou 1 ovo). 1/2 colher de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de água, sal a gosto e por último 1/2 colher de chá de fermento.

Coloque a mistura na omeleteira e leve-a ao fogo baixo. Verifique o ponto de virar: o pão vai corar um pouquinho e soltar sozinho. Vire e core o outro lado também. Está pronto!

Nota: receita feita pela blogueira filha

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Penne com salmão, cogumelos e alcaparras

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Comida na mesa à jato! Esta receita é perfeita para aquele prato bem apresentado e delicioso que você quer oferecer no jantar ou no final de semana mas não terá tempo para cozinhar. Pois bem, prepare tudo com antecedência e deixe apenas a pasta para cozinhar 15 minutos antes de servir!

O primeiro passo é preparar o salmão, que pode ficar pronto na geladeira de véspera ou até antes ( pode até usar o salmão que sobrou de outro preparo e que você congelou). O molho gasta de 5 a 10 minutos para ser feito- enquanto a pasta cozinha – mas pode também ser deixado pronto de véspera.

Escolha um filé de salmão, calculando 100 gr. por pessoa. Vai precisar de azeite e sal. Para o molho: 1 vidro de alcaparra (calcule 1 colher de sobremesa para cada 2 pessoas), de 1 a 2 tomates ( 1/2 tomate por pessoa), 1 vidro de cogumelo em conserva ( ou de 2 a 4 cogumelos-de-paris in natura por pessoa), azeite e sal.

Preparo do salmão

Tome o filé já limpo e conserve a pele. Tempere-o somente com sal, passando uma leve camada sobre toda a superfície. Ligue o forno a 250 graus. Depois de 15 minutos, unte uma forma de alumínio com azeite e coloque o peixe com a pele virada para baixo. Cubra com papel alumínio e leve ao forno a 200 graus até verificar que a carne está macia (cerca de 30 minutos). Tire o papel alumínio e deixe corar. Retire do forno, espere que esfrie e corte-o em pedaço grandes mas que possam ser colocados na boca sem precisar partir.

Preparo do molho

Se preferir os cogumelos in natura,lave-os e corte-os em fatias. Coloque em uma panela para cozinharem com pouca água por 10 minutos. Escorra. Pique os tomates em cubos pequenos. Escorra a alcaparra. Misture os cogumelos fatiados, o tomate em cubos e as alcaparras em parte iguais. Escorra bem a água. Junte azeite e tempere com sal.

Um pouco antes de servir – cerca de 15 minutos, cozinhe a pasta dentro de uma panela com bastante água fervente e salgada pelo tempo indicado na embalagem. À parte esquente o salmão, tomando cuidado para não quebrar os pedaços do peixe. Esquente o molho em outra panela. Escorra a pasta e imediatamente misture o salmão e regue com o molho. Se for do seu agrado, sirva, já no prato, queijo parmesão ou grana padano ralado.

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Torta de Chocolate com brigadeiro de pistache – sem glúten e sem lactose

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Nós, as três blogueiras – mãe e filhas – morando em casas distintas no Brasil e na Europa, trocamos mensagens todos os dias do ano, sendo boa parte sobre as receitas que fazemos para publicar aqui no blog. Porém não há nada igual ao contato pessoal. É bom demais quando chegam as férias e podemos finalmente nos encontrar e aproveitar para cozinhar juntas! Nessas ocasiões aproveitamos para trocar ideias e inventar novas receitas. Vamos as três juntas para a cozinha, pois tudo o que servimos e comemos é feito em casa: das entradas, acompanhadas de pão quentinho saído do forno, até a sobremesa!

Esta sobremesa foi a que preparamos para a última Ceia de Natal. Para que pudéssemos comer à vontade esta receita foi feita com produtos sem glúten e sem lactose! O bolo ficou tão fofinho e delicioso que nem é preciso dizer que não sobrou nem farelo!

A receita é feita em três partes: o bolo de chocolate, o recheio e a cobertura.

Dica: você pode fazer sempre o bolo de chocolate simples e ainda inventar outros recheios e coberturas.

Bolo de Chocolate: 

Ingredientes:  3 ovos, 1 ½ xícara de açúcar refinado** (ou 300gr). 2 ½ xícaras ( ou 260 gr.) de farinha sem gluten*, 3/4 xícara de cacau em pó (ou 50gr). 2 colheres de sopa de creme de arroz ( ou creme de leite vegetal ou sem lactose), 1/2 xícara de leite de côco, 1 colher de sopa de fermento químico.

Escolha uma forma de bolo redonda de aro desmontável, com cerca de 24 cm de diâmetro. Tire o fundo, coloque-o sobre um pedaço de papel manteiga, risque em volta com uma caneta e corte na marca. Coloque o papel cortado dentro da forma. Não é preciso untar a forma na lateral. Ligue o forno a 200 graus.

Comece batendo os ovos inteiros na batedeira até obter o dobro do volume inicial. Peneire o açúcar. Acrescente-o aos ovos batidos e deixe bater até ficar esbranquiçado e com bastante volume (a técnica se chama “blanchir” que significa “branquear” os ovos”, ficando de uma cor amarelo claro, quando se usa açúcar branco). Cuidado para não bater muito, senão murcha.

Enquanto bate, misture os pós – a farinha e o cacau – em outra vasilha. Reserve.

Acrescente aos ovos o creme de arroz e o leite de côco já misturados. Desligue a batedeira, peneire os pós por cima da mistura líquida, aos poucos. Com uma espátula faça movimentos de cima para baixo e de fora para dentro, misturando com cuidado para não diminuir o volume. Por último, acrescente o fermento e misture com cuidado.

Sem perder tempo, despeje a massa sobre a forma, nivele e coloque para assar de 20 a 40 minutos, a depender da potência do forno e da altura da forma (quanto mais alto o bolo, mais demora).

Enquanto o bolo assa, prepare o recheio e a cobertura:

Creme de chocolate para a cobertura

Ingredientes: 300 ml de leite de amêndoas ou de castanhas, 3 gemas,  40gr de açúcar refinado, 1 colher de sopa de amido de milho,  1 colher de sopa de mel,  200 gr de chocolate amargo (sem leite)

Coloque o leite de amêndoas para aquecer, sem deixar ferver. Enquanto isso, bata bem as gemas e o açúcar, até formar uma gemada. Coloque uma concha do leite aquecido e misture rapidamente (o choque térmico evita que os ovos cozinhem e deixem a impressão de ter ‘talhado’). Coloque essa mistura na panela com o restante do leite, em fogo baixo. Acrescente o amido de milho, misturando bem para não empelotar. Acrescente o mel e mexa até engrossar. Desligue. Coloque o chocolate cortado em cubos ou raspado e mexa até derreter. Leve à geladeira para espessar.

Recheio de brigadeiro de pistache: 

Ingredientes: 1 lata ou caixa de leite condensado sem lactose. 1 xícara de chá de pistache bem picado. Leve o leite condensado ao fogo e mexa até engrossar. Acrescente o pistache. Mexa e desligue. Deixe esfriar.

Calda para o recheio:

Essa calda é importante para o bolo ficar molhadinho, já que a tendência do mix de farinha sem glúten é deixar o bolo seco.

Faça uma calda rala com 100ml de água, 100gr de açúcar e 25gr de chocolate amargo (sem leite). Mexa até ferver e desligue.

Montagem: 

Quando o bolo já tiver esfriado, corte-o em duas ou três camadas, a depender da altura do bolo. A cada camada colocada no prato que irá servir o bolo, fure-o com um garfo, molhe com a calda e recheie com o brigadeiro de pistache. Reserve um pouco do brigadeiro para a cobertura.

Ao final, cubra o bolo com o creme de chocolate e decore com pistache.

bolo por dentro

bolo por dentro

* Preferimos a FSG da Amina

**Se quiser uma opção mais saudável, pode usar açúcar demerara, batendo no liquidificador até ficar bem fininho.

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Filé recheado com pasta de grão de bico

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Esta receita foi criada pela filha casada para um jantar com o marido. Ele adorou e então ela me enviou para postar aqui. A moça é perita no tempero e preparo de carnes e é autora de outras receitas de filé, inclusive recheados, aqui do blog. No meu curso de culinária, uma das aulas mais requisitadas pelas minhas alunas é justamente como abrir um filé para recheá-lo. Clique aqui para ver como se faz. Se achar difícil, peça ao açougueiro para abrir o filé em manta e preste atenção como fazer.

Nesta receita, usamos a pasta de grão-de-bico tradicional da culinária árabe- a homus. Prepare-a antes de iniciar esta receita. Clique aqui para ver como é feita, é muito fácil. O que sobrar do preparo do filé pode ser guardado na geladeira por uma semana; sirva como pasta para passar no pão.

Filé recheado com homus e presunto de Parma

O mais importante desta receita é ter a manta de filé bem aberta. Tenha também a pasta de grão-de-bico pronta. Compre um bom presunto de parma, de preferência o original italiano. Se não achar em sua cidade, pode substituir por um presunto cozido de qualidade.

Prepare o tempero do filé: para 1 kg de carne coloque em uma xícara: 1 colher de sobremesa cheia de sal com alho, considerando que tenha usado 1 a 2 dentes de alho para fazer a pasta. Acrescente 1 pitada de pimenta do reino, 1 colher de chá de molho inglês e 1/2 xícara de café de vinho tinto. Misture bem e passe dos dois lados da manta de filé. Enrole-a e deixe pegando tempero por meia hora.

Coloque o filé aberto sobre uma tábua de cozinha. Distribua as fatias de presunto de modo a ficarem juntas, sem buraco e a 2 centímetros das bordas. Passe o homus com uma colher, obedecendo a mesma distância das bordas. Enrole o filé, dobrando-o sobre si mesmo. Se sobrar recheio para fora, retire-o e feche bem as bordas. Se necessário, no caso de uma peça de filé grande, prenda as bordas com palitos e enrole o filé com um barbante. O filé fechado deve ficar como um rocambole, bem redondinho.

Pré- aqueça o forno a 250 graus. Tome uma frigideira, deite 2 colheres de manteiga ( ou de óleo) e leve ao fogo alto para aquecer. Quando estiver bem quente, coloque o filé e doure-o de todos os lados. Coloque o filé em um refratário e leve ao forno para terminar de assar e corar. Deve levar uns 10 minutos, se quiser a carne ao ponto para mal passada.  Se quiser mais bem passada, vigie para a carne não ressecar. Retire do forno e deixe esfriar um pouco antes de cortar a peça em fatias de 2 cm. de espessura com ajuda de uma boa faca e com cuidado para não abrir o filé.

Se quiser fazer um molho para regar a carne, proceda da seguinte maneira: depois que tirar a carne da frigideira, acrescente à borra 1/2 xícara de café de água fervente e mexa com uma colher de pau para agregar toda a borra. Reserve. Assim que terminar de assar o filé, junte o caldo que ficou no refratário ao caldo que está na frigideira, reacenda o fogo e mexa bem. Acrescente 1/2 xícara de café de vinho tinto e espere até que o aroma do álcool exale. Retire um pouco do caldo e misture à parte, em uma xícara, com 1 colher de café de amido de milho. Junte ao caldo, aos poucos, abaixe o fogo e misture até obter um molho liso e de boa consistência. Se precisar, coe-o. Use-o para humedecer a carne depois de cortada.

Sirva o filé com um risotto. Acesse aqui para ver a receita do risotto de abobrinha, de aspargos ou de limão siciliano. Ou então sirva junto com um arroz de brócolis e batatas coradas. 

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Canoinha de beringela

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Esta receita é ideal para aquele prato único que você deixa semi-pronto para a noite. Pode ser preparada com antecedência e levada ao forno quando for servir. Varie o recheio, por exemplo, retirando a carne ou trocando a carne de boi moída por carne cozida desfiada, carne de porco desfiada, carne seca ou linguiça picadinha. Esta versão que apresento em seguida é a favorita da família.

Canoinha de beringela

Ingredientes: 1 beringela grande, 2 colheres de sopa de cada: cebola ralada, pimentão vermelho e pimentão amarelo cortados bem miudinho, molho de tomates, queijo parmesão* ralado. 1 xícara de chá de carne moída duas vezes ( prefiro chã-de-dentro, aparas de miolo de alcatra ou patinho). 1 colher de sopa de óleo e 1 colher de café de sal com alho.

Tome uma panela, esquente o óleo, doure a cebola e o sal com alho, junte a carne. Mexa até que mude de cor. Deixe corar ligeiramente. Reserve.

Prepare a beringela: corte-a ao meio no sentido do comprimento e retire o miolo com a ajuda de uma colher. Pique-o.

Junte o molho de tomate, os pimentões e a beringela picada à carne. Acenda o fogo novamente e misture tudo. Recheie as canoinhas. Cubra com o queijo ralado. Leve ao forno a 180 graus para derreter o queijo. Se for comer mais tarde, leve ao forno apenas quando for servir (o queijo endurece se levado ao forno por duas vezes).

Acompanhe com arroz branco e salada ou legumes cozidos.

  • substitua o parmesão por queijo minas sem lactose se tiver intolerância à lactose.Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Torta de bacalhau da mamãe

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Esta receita é uma das prediletas de minha família materna ( minha avó veio de Ouro Preto para Belo Horizonte na fundação da capital) e vem passando de geração em geração desde o século XIX, quando meus antepassados ainda viviam em Portugal. Esta versão foi escrita pela minha filha mais velha. Depois de ganhar essa torta de presente da avó, ela não sossegou enquanto não aprendeu com a própria avó como faze-la. É muito importante incentivar nos jovens o desejo de saber cozinhar para não se perder a nossa cultura e tradição culinárias.

Torta de bacalhau

Anote os ingredientes: 1 alho poró, 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de manteiga, 300 ml de leite (pode ser desnatado), 1 caixa de massa folhada pronta (gosto da Arosa), 250 ml de creme de leite fresco e 300 gr de bacalhau já dessalgado e desfiado (veja como prepara-lo aqui), azeite, noz moscada e sal a gosto.

Corte as folhas e a base do talo do alho poró e lave-o bem. Corte-o em rodelas e depois em pedacinhos bem pequenos. Passe-os numa panela com azeite já aquecido até que amoleçam. Reserve.

Numa panela funda, faça o roux: derreta a manteiga e imediatamente junte a farinha de trigo, mexendo sem parar. Quando formar uma pasta homogênea, acrescente o leite (em temperatura ambiente) aos poucos até obter um creme bem espesso (veja a primeira foto). Tempere com sal e um tico de noz moscada, a gosto (lembre que o bacalhau já está salgado e a noz moscada não pode roubar o gosto do alho poró). Reserve.

Numa frigideira antiaderente, deite o azeite e frite o bacalhau até que mude de cor. Não deixe que resseque, pois ainda vai ao forno.

Agora esquente o roux acrescentando o creme de leite fresco e em seguida junte o alho poró e o bacalhau. Misture tudo e desligue o fogo.

Desenrole a massa sobre um refratário já untado com um pouquinho de manteiga e pressione-a de forma a preencher toda a superfície. Sem cortá-la ainda, despeje o molho e feche com o restante da massa como um embrulho de presente. Corte os excessos e use-os para decorar.

Leve ao forno pré-aquecido a 200 graus até que a massa doure. Está pronta!

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