Lagostins à tailandesa

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No restaurante que comemos no Asiatique – o centro de lazer com restaurantes e lojas para turistas em Bangkok – a versão original desde bonito prato (foto principal) tem lagostins, mexilhões, vieiras, muita pimenta vermelha bastante picante e um tipo de folha verde, servidos ao molho de ostras. O sabor é delicioso mas a pimenta é tão, mas tão forte que precisei beber a água de três cocos, um em seguida do outro, para conseguir voltar a respirar normalmente! Reproduzindo o prato em casa, substituí a tal pimenta vermelha (que nem tem no Brasil) por pimentão vermelho e por pimenta dedo-de-moça. Se quiser dar sabor mas sem arder, use a pimenta biquinho. Mas se gostar de pimenta, use a malagueta, a jalapeño ou a de sua preferência. Quanto à folha, usei  espinafre, pois é a mais parecida em sabor com a original tailandesa. Pode também ser feito com rúcula. Como não consegui nem mexilhões nem vieiras grandes ( moramos a 450 km do mar), usei lulas. Escolha os frutos do mar que preferir e faça a sua própria receita!

Lagostins e lulas ao molho de ostras – inspiração tailandesa

Ingredientes por pessoa: 150 gr. de lagostins limpos e 150 gr. de anéis de lula. Tempero da marinada: 1 colher de chá de molho de ostra*, suco de ½ limão tahiti, 1 colher de café de lemongrass em pó (capim limão)** e 1 colher de café de gengibre cru ralado. Para saltear: 1 colher de sopa de óleo de coco.

Ingredientes para o molho: ½ cebola fatiada, 1/3 de pimentão vermelho fatiado, 5 pimentas biquinho ou 3 pimentas dedo-de-moça in natura ou suavemente curtidas, 10 folhas de espinafre. Tempero do molho: a marinada em que temperou os lagostins e as lulas, 1 colher de café de gengibre ralado, 1 colher de sopa de molho de soja, ½ colher de café de sal, 1 colher de café de açúcar demerara ou cristal, 1 colher de chá de amido de milho dissolvido em um pouco d’água.

Primeiro prepare a marinada e deixe os lagostins limpos e as lulas limpas e cortadas em tiras grossas pegando tempero por 15 minutos.

Tome uma wok (ou uma panela larga), esquente e salteie os lagostins e as lulas. Tire da wok e reserve.

Na mesma panela, sem lavá-la, salteie bem a cebola e os pimentões já cortados, até ficarem corados. Acrescente o shoyo ( molho de soja) e o açúcar para caramelar. Misture até o açúcar dissolver completamente. Junte as pimentas picadas e os demais ingredientes do molho. Vá pingando água quente até formar um molho de boa consistência. Para dar o aspecto vidrado, engrosse-o com o amido misturado em um pouquinho de água fria. Junte os lagostins e a lula, verifique o cozimento e retifique o tempero do molho, se necessário.

Por último, pouco antes de servir, acrescente as folhas de espinafre, salpique água sobre elas, tampe e deixe amolecerem. Sirva imediatamente.

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Veja abaixo a foto desta receita. Ficou bem diferente do prato que comemos no Asiatique mas bastante semelhante a outros pratos que tivemos oportunidade de comer em várias cidades do Sudeste Asiático, onde esta receita (com pimentões) é bastante tradicional.

*o molho de ostras é encontrado nos bons supermercados ou mercearias de comida oriental.

** dispensável, se não encontrar.

Camarão jamaicano

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Na oportunidade de visitar Orlando, na Flórida, Estados Unidos, não deixe de reservar parte da tarde e a noite para passear na Universal Citywalk , um centro de entretenimento com cinemas, lojas, restaurantes, discotecas e outras atrações. Há muitos restaurantes com decoração e cardápios internacionais e torna-se difícil escolher o que comer, tal a variedade. Como estive ano passado no Caribe e adoro reggae e mojito (bebida com rum e hortelã), escolhemos jantar em um restaurante típico – que é a cópia da casa de Bob Marley – a fim de experimentar a culinária jamaicana. O cardápio oferece variações em torno de frutos do mar e decidi-me por um camarão com legumes. Provei, delicioso. Comi tudo! Sentindo o aroma e o paladar achei que era possível reproduzir a receita em casa. Pois fiz com tanto capricho que ficou mais gostoso que o original. Assim mostro a foto do prato e do cardápio do restaurante e, em seguida, passo a receita feita por mim.

Camarão com quiabo e coco à moda da Jamaica

Escolha camarões médios (pode ser tamanho 71/90) e calcule, por pessoa, cerca de 100 gr. de camarão já descascado e limpo. Considerando uma porção para 4 pessoas, separe quiabos, 2 tomates tipo italiano grandes e maduros, sem pele e sem sementes, 2 cebolas, 2 dentes de alho, 1 espiga de milho verde, ½ garrafinha ou 100 ml. de leite de coco, 1 xícara de café de coco natural ralado grosso, 1 limão thaiti, sal, azeite, pimentas tabasco e malagueta a gosto, 1 colherinha de café de curry*. Calcule o equivalente a 3 xícaras de chá cheias dos seguintes legumes: 1/3 de uma abobrinha mineira ou italiana (verde) , 1/3 de abóbora paulista ( rajada por fora e laranja por dentro), a mesma quantidade de pimentão vermelho (pode colocar amarelo e/ou verde) .

Lave, tire as tripas e tempere o camarão com sal e limão. Deixe pegando tempero por 15 minutos. Enquanto isto, pique os legumes – o quiabo em tronquinhos, o tomate em cubinhos, a cebola em fatias bem finas, o alho bem miudinho, as abobrinhas e os pimentões em tiras médias do mesmo tamanho. Rale a espiga de milho crua e reserve.

Ponha água para ferver à parte. Tome uma panela funda, derrame 2 colheres de azeite e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Acrescente mais uma colher de azeite, frite a cebola até ficar amolecida , junte o alho e, estando frito, acrescente os tomates e o milho ralado. Misture tudo e assim que começar a grudar na panela, acrescente 3 xícaras de água quente. Abaixe o fogo e junte o leite de coco e os camarões, deixando que cozinhem mais 5 minutos ou até os camarões estarem cozidos e o caldo ligeiramente encorpado. Prove o tempero e acrescente as pimentas e o curry. Misture bem. Desligue. À parte, frite o quiabo no óleo e escorra na peneira o excesso de gordura.

Vinte minutos antes de servir, coloque os pimentões cortados em um refratário, regue fartamente com azeite e leve-os ao forno quente até encolherem. Reserve. Enquanto assam, pegue uma panelinha, coloque as abobrinhas, cubra com água e deixe que cozinhem, sem deixar amolecer. Escorra a água e reserve. Tempere os legumes com uma misturinha de azeite, sal e pimentas. Disponha em um prato.

Pouco antes de servir, acrescente o quiabo ao molho com camarões já aquecido. Retifique o tempero, se necessário.

Sirva o camarão separado dos legumes (abobrinhas e pimentões) pois estes são servidos como guarnição para adornar o prato. O coco também é servido à parte e distribuído sobre o camarão e o arroz. Acompanhe com arroz branco. Veja a montagem final do prato na foto principal.

  • no restaurante o gosto de curry prevalecia sobre o camarão e o molho. Por minha conta, reduzi a quantidade pela metade ou até menos. Achei que ficou mais delicado e saboroso.

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Finisterra – Frutos do mar incríveis

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Fim da terra – Finisterra ! Este foi o nome dado pelos romanos a esta península no ponto mais ocidental de toda a superfície terrestre então conhecida. Mais além, do lado que o sol se punha sobre a linha plana do horizonte, havia, segundo acreditavam , apenas o oceano sem fim, povoado por monstros terríveis que engoliam as embarcações que se aventuravam pelos mares bravios.

Despedidas, promessas de novas aventuras e novos encontros! Última noite das Caminhantes no Caminho de Compostela que, na verdade, termina em Finisterra. Comemoração a altura, na famosa marisqueria Dom Percebe, onde tradicionalmente os peregrinos se congregam para celebrar o final da longa jornada.

Um verdadeiro festival de frutos do mar! Para iniciar,as apreciadas almenjôas, servidas no molho de azeite com limão siciliano. Em seguida, as estranhíssimas e deliciosas percebes – uma raridade das costas a norte da Espanha que parecem patinhas de dragão ( vi no mercado de Santiago a 109 euros o quilo!) Depois vieram as navajas – assim chamadas porque parecem cabo de navalha. De lamber os dedos!

O cardápio oferece muitas opções – mais de 15 tipos diferentes de frutos do mar, incluindo ostras, mexilhões e camarões gigantes – e ainda uma boa variedade de peixes. O prato de peixes grelhados vem com cinco qualidades do Atlântico. Há também as opções de lagosta grelhada e de bacalhau com batatas.

Olhem as fotos e vejam se não é para voltar triste para casa – no meio das montanhas de Minas Gerais a 450 km de distância do mar – me perguntando porque uma mineira gosta tanto dessas coisas!

Veja a última pontinha de terra que avança pelo Oceano Atlântico e o marco final oficial do Caminho de Compostela. Fim da jornada!

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Peixes e frutos do mar 

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Valeu a pena uma visita ao Mercado de Peixes de Rialto, em Veneza, para ter aqui no blog um catálogo para vocês consultarem quando tiverem dúvida sobre as diferenças entre diversos peixes e frutos do mar –  crustáceos, moluscos, lulas, polvos e outros – principalmente aqueles consumidos no sul da Europa, provenientes do mares Mediterrâneo, Adriático, Atlântico e mar do Norte. Muitos deles são exportados para o Brasil ou temos semelhantes.

Experimente receitas que temos aqui no blog de peixe, camarão e frutos do mar, como Risotto ai frutti di mare, Risotto de camarão com aspargos verdes, Camarão à pomme d’or, Escabeche de peixe, Filé de peixe à provençal.

Veja também Dicas:

1) filé de peixe: grelhar, fritar ou assar

2) como limpar frutos do mar. 

 

 

Alberobello – frutos do mar

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Apaixonei-me por esta cidadezinha da província da Puglia, no extremo sul da Itália. Fica a uma hora ao sul de Bari – porto do mar Adriático – bem no início do “salto da bota” do território italiano. Pense em um lugar lindo, simpático e acolhedor e ainda totalmente diferente de tudo o que já se viu neste mundo – pois é lá! O pitoresco é que, além de ser uma cidade tombada pela Unesco por ter uma arquitetura única no mundo, conserva impecáveis as casinhas chamadas de “trullo” (uma só) ou “trulli ” ( plural) , cuja origem vem do século 15. A maioria delas ( embora reformadas) têm entre trezentos e seiscentos anos, imagine! São construções circulares com um teto piramidal feito com pedra calcária da região. Muitas ainda são casas particulares, mas há lojinhas de artesanato  e barzinhos.

Almocei em um restaurante lindo, destes de comida autoral, fantástica. Tentei tirar fotos do cardápio mas o gerente percebeu e colou em mim, que pena, daria tantas boas ideias para o blog…Assim, consegui apenas tirar uma foto do mural e do meu próprio prato.

 

Calamares da Costa Amalfitana

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Costa Amalfitana – este pedacinho encantador do mundo, na costa Mediterrânea ao sul da Itália, merece uma estada de pelo menos uma semana curtindo a bela paisagem – tanto do mar azul profundo quanto das encostas cobertas de parreirais, limoeiros, laranjeiras, tomateiros, figueiras nativas e muitas flores.

As cidadezinhas são alegres e aconchegantes, cheias de gente bonita, restaurantes, bares e lojinhas de artesanato.

A especialidade são os frutos do mar e os sorvetes- estes de todos os sabores e cores, divinos!

 

 

Durban 1 – Cargo Hold com tubarões

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Imagine-se jantando no porão de um velho galeão tendo à sua volta imensos tubarões! Pois isto é possível em Durban. No extremo sul das praias da cidade, próximo ao centro, em uma ponta de terra entre a praia e o porto, fica um interessante ponto turístico com diversas atrações, como o uShaka Marine World, um parque temático dedicado às maravilhas marítimas, lojas e restaurantes. É um lugar muito agradável de se passear a qualquer hora do dia, inclusive à noite, pois é bastante seguro. Entre as diversos opções gastronômicas escolhemos o restaurante que fica dentro do antigo barco, não somente por ser pitoresco jantar na companhia de tubarões, arraias e outros peixes incríveis como já sabíamos que a comida era bem feita, farta e oferecida a um bom preço. Pelo cardápio constatamos que a especialidade da casa é mesmo os frutos do mar, que oferecem em diversas combinações. Confira:

 

Frutos do mar grelhados

Meu olho cresceu quando vi o prato de lagostas, camarões, mexilhões e mariscos que serviram aos nossos amigos que já estavam na mesa do restaurante Cargo Hold quando chegamos. Sorte nossa encontrá-los ali, pois a fila de espera era grande. Gentilmente dividiram conosco este primeiro super farto prato bonito e aromático e depois dividimos com eles o que pedimos em seguida. Assim comemos, fizemos um intervalo e comemos de novo! Foi uma ótima experiência, pois enquanto esperávamos calmamente o recomeço, degustamos um excelente Sauvignon Blanc, evidentemente sul-africano e nos serviram (sem cobra nada!) deliciosos petiscos com sabor de mar.

 

Gulosa? Sim, confesso que sou. Aprecio tanto cozinhar como também comer bem. Porém mantenho o mesmo peso ideal a vida toda. O segredo é um só: mesmo que tenha vontade de devorar algo delicioso, mantenha o controle: coma sempre pouco! A gente acostuma…