Salada de bacalhau

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Minha mãe é craque nesta salada de bacalhau e não há quem a faça como ela. Outro dia ela chegou para o almoço de domingo trazendo-nos de presente esta salada. Foi um sucesso, todo mundo adorou! O segredo? Ingredientes de primeira qualidade e muito carinho no preparo. Ela conhece bacalhau como poucos, sabe diferenciar as diversas espécies e procedências.

Acho que todos já sabem, mas não custa recontar. O melhor bacalhau é o norueguês, pescado nas águas geladas do Mar do Norte. Antigamente, para secar e salgar o peixe, desciam a pesca em grandes barcaças até as costas do Norte de Portugal, na região da cidade do Porto, onde havia sal natural e sol forte em boa parte do ano. Por isto, o peixe ficou conhecido como bacalhau do Porto. Minha mãe prefere a espécie Morhua, que apresenta um lombo alto e claro, da cor da palha seca de milho. Quando este tipo de bacalhau é aferventado, as postas se desfazem em lascas grandes e macias. É muito importante também escolher um azeite extra virgem, espesso e com um aroma ligeiramente adocicado. A batata deve ser a do tipo inglesa, bem firme e lustrosa.

Salada de bacalhau

Para 6 pessoas compre cerca de 600 gr. de bacalhau. Separe: 1 xícara de chá de azeite, 3 a 4 batatas grandes, 2 cebolas grandes, 1/2 pimentão vermelho, 1/2 amarelo e 1/2 verde, azeitonas portuguesas bem saborosas e macias, sem o caroço, 4 dentes de alho e ervas aromáticas.

Prepare o bacalhau dessalgando-o na ante-véspera e depois aferventando-o. Tire os ossos, espinhas, pele e gorduras esbranquiçadas. Escorra e separe as postas. Veja aqui dica de como prepará-lo corretamente. Despele e corte as batatas ao meio, e depois em fatias regulares com meio centímetro de espessura. Coloque-as para cozinhar com água e sal e vigie para que fiquem ao dente ( macias mas firmes). Corte as cebolas em lascas regulares. Corte os pimentões em tiras. Repare os tamanhos de corte na foto. Pique o alho bem miudinho.

Para armar a salada, escolha a saladeira em que irá servi-la. Misture as ervas secas e o alho triturado com o azeite. Coloque a primeira camada de batatas, depois entremeie todos os ingredientes, espalhando-os por igual. Por último, regue com o restante do azeite. O ideal é preparar a salada de véspera e deixar na geladeira curtindo, para que o sabor do bacalhau passe para a batata e o azeite. Sirva fria.

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Brochette de almôndegas com legumes

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Mais uma receita ótima para a nossa linha Marmita Businees – receitas que você faz rapidinho à noite e leva para o trabalho no dia seguinte. Eis uma receita leve e completa. Provei e achei ótima para se comer fria, mas, se preferir, basta esquentar.

Brochette de carne, beringela, pimentões, cebola e tomate

Preparo das almôndegas:

Você tem duas opções de como fazer almôndegas aqui no blog – a polpetta italiana ou a kafta árabe. Para ambas, se for cozinhar só para você, vai precisar de 150 gr. de carne de boi moída (patinho ou chã de dentro).  Esta nova receita é de forno, portanto, veja a seguir a maneira de fazê-la.

Para a almôndega tradicional, que é a adaptação brasileira da polpetta, separe: 1/2 xícara de café de cebola picadinha, 1 colher de sopa de farinha de rosca ou farinha de trigo, 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha picadinhas. 1 ovo. Tempere a carne com as ervas e 1 pontinha de colher de café de sal com alho. Junte a cebola e a farinha. Se gostar, coloque uma pitadinha de pimenta. Quebre um ovo, misture a clara com a gema; tome metade desta mistura e junte à massa, misturando bem. Forme as bolinhas e passe-as na farinha de rosca. Reserve.

Para a almôndega de inspiração árabe, faça a receita do kafta. Separe: 1/2 xícara de café de cebola picadinha, 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha picadinhas, a mesma quantidade de hortelã picadinha, 1/2 tomate maduro mas bem firme picadinho. Tempere a carne com as ervas, 1 colher de café de suco de limão,1 pontinha de colher de café de sal com alho e 1 pitada de pimenta síria. Para encorpar e conseguir enrolar as bolinhas, acrescente 1 colher de sopa de farinha de rosca. Forme as bolinhas e passe-as na farinha de rosca. Reserve.

Separe folhinhas de hortelã para salpicar por cima.

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Preparo da brochette: 

Separe 1/4 de beringela, 1 tomate, 1 cebola, 1/4 de pimentão vermelho e do amarelo. Corte o tomate e a cebola em quatro e depois corte cada pedaço ao meio, corte a beringela em cubos grandes e os pimentões em quadros de 3×3 cm ou então, picadinhos para espalhar por cima.Tome um espeto de bambu grande.

Monte o espetinho conforme mostra a foto:

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Tome uma travessa refratária que caiba o espeto e passe um fio de óleo ao fundo. Pré-aqueça o forno a 200 graus.

Coloque o espeto para assar por cerca de 30 minutos ou até que a carne esteja macia e corada. Deixe esfriar. Retire tudo do espeto se for levar na marmita e embrulhe em papel alumínio, retirando-o quando for comer.

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Coelho belga para inaugurar filial européia

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O Blog Sal com Alho está se tornando internacional de verdade! Nada mais natural ter uma segunda sede para um blog que, hoje, é acessado em mais de 90 países e curtido por quase 150 mil pessoas. Além do nosso espaço gourmet em Belo Horizonte, no Brasil, de agora em diante teremos outra cozinha experimental na Europa, em Bruxelas, capital da Bélgica. A blogueira filha mudou-se para cá e será a nossa correspondente na Europa, experimentando e postando receitas da cozinha européia, notadamente a francesa – ponto fortíssimo aqui nesta terra onde os belgas adoram cozinhar – sempre com o perfil de receitas práticas e rápidas para 1 ou 2 pessoas. Como ela prefere levar sua refeição preparada em casa para a universidade, vamos ter muitas receitas para a nossa seção MB – Marmita Business.

No início do mês de fevereiro, as blogueiras mãe e filha estiveram juntas em Bruxelas, vivendo a experiência de morar em um flat ao lado do centro histórico da cidade. Aproveitamos para mostrar, aos que nos seguem, que é possível preparar deliciosos jantarzinhos em uma mini cozinha. Veja as receitas postadas entre 4 e 9 de fevereiro.

Logo depois, já bem instaladas em um apartamento com uma bela vista da cidade, resolvemos inaugurar nossa cozinha européia com uma receita típica belga, que comemos em um ótimo restaurante dia destes e que agora experimentamos, aprovamos com louvor e passamos para vocês.

Coelho belga ao molho de legumes e cerveja

Para 2 pessoas, compre 2 coxas de coelho. Separe: ½ alho poró, ½ cenoura já aferventada, 1 tomate fresco + 1 tomate pelado bem maduro (destes de lata italianos que vendem no Brasil) ou 3 colheres de molho de tomate concentrado, 1 dente de alho, sal, pimenta do reino, molho inglês, 2 colheres de sopa de azeite. Aqui na Bélgica usamos a cerveja Leffe brune para esta receita.

Tempere a carne do coelho com sal e pimenta do reino e deixe por 1 hora no tempero.Pique o alho poró, a cenoura, o tomate fresco e o alho. Esquente 1 colher de azeite na panela, doure o alho, o alho poró, a cenoura e o tomate. Em outra panela, esquente a outra colher de azeite e doure, de um e outro lado, as coxas de coelho até ficaram coradas.

Abaixe o fogo e acrescente ½ garrafinha de 330 ml de cerveja escura. Deixe o álcool evaporar. Junte o refogado de legumes e acrescente ½ xícara de café de água fervendo. Junte o tomate pelado ou o concentrado de tomate, misture até dissolver. Tempere com 1 colher de café de molho inglês e uma pitada de pimenta do reino. Prove o sal. Assim que ferver, tampe a panela e deixe cozinhar no fogo baixo até verificar que a carne está bem macia.

Se precisar, acrescente água fervendo, aos poucos. A carne de coelho leva um pouco mais de tempo que a de frango para cozinhar e fica rosada quando pronta.

Para acompanhar, escolhemos batatinhas baby e couve de bruxelas. Ambas devem ser aferventadas em separado e depois passadas no azeite com um pouco de sal e ervas aromáticas.

Valeu a experiência, pois o coelho ficou delicioso!

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Frango à Creole

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A culinária Creole é típica do estado da Louisiana, ao sul dos Estados Unidos. Trata-se de uma mistura das heranças francesa e africana dos imigrantes que vieram, no século 18, das colônias francesas de Antilhas, Martinica e Haiti. A base dos temperos é sempre o sal, o alho, a cebola, a páprica; ervas de origem européia como o tomilho e a sálvia, e as diversas pimentas locais, como a caiena, a verde e a jamaica. Como é uma região de pântanos e mangues, a alimentação é rica em peixes e mariscos; há ainda muitas receitas tradicionais com carne de porco e frango.

Dentre as muitas receitas da culinária creole, cajun e caribenha que tive a oportunidade de conhecer e provar no cruzeiro que fiz ao Caribe, em agosto de 2014, a bordo do Norwegian Gateway (do qual apresentei uma série de coquetéis) escolhi este preparo de frango para testar em casa – sem ter a receita, baseando-me na experiência visual, no aroma e no paladar. Ficou delicioso e fará, doravante, parte das receitas de minha casa. Confesso que o sabor ficou diferente, pois reduzi drasticamente as pimentas e especiarias, porém tornei-o mais palatável ao nosso gosto. Se quiser fazer a receita à legítima maneira creole, é só colocar muita pimenta caiena e abusar da páprica e do tomilho.

Frango à Creole

Esta receita foi feita para 4 pessoas, tomando, portanto, 8 partes de coxas, sobrecoxas e sobrepeitos de frango. Separe: 2 cebolas grandes, 2 tomates maduros e grandes, 1 lata de milho verde, a mesma quantidade de favas, 1/2 xícara de café de ketchup, a mesma quantidade de molho de tomate, 2 colheres de óleo. Na falta da sálvia, coloquei um ramo de salsinha. Prepare o tempero do frango: 1 colher de sobremesa rasa de sal, 3 dentes de alho triturados, 1 pitada de páprica, outra de tomilho em pó, outra de pimenta caiena. Misture estes temperos em 1/2 xícara de rum ou de vinho branco e espalhe uniformemente pelas partes do frango. Deixe descansar no tempero por meia hora. Antes de colocar o frango na panela, passe-o no ketchup.

Pique a cebola em gomos, primeiro em 4 e depois em 12 partes. Pique o tomate em 8 e depois cada parte ao meio (veja a foto). Bata metade do milho no liquidificador. Reserve.

Antes de começar o preparo do frango, coloque água para ferver a fim de fazer um caldo de legumes. Dentro da água, coloque 1 cenoura, 1 cebola e 1 talo de aipo picados.

Se quiser fazer a base do frango à legítima maneira creole, inicie fazendo o tradicional “roux”: coloque na panela 2 colheres de farinha de trigo e mexa com uma colher de pau até adquirir um tom bege. Junte 2 colheres de manteiga e misture bem. Nesta mistura, antes que escureça, passe as partes do frango. No entanto, é preciso prática para, logo de cara, não queimar a comida. Se preferir um jeito mais fácil de fazer, deite 2 colheres de óleo ao fundo da panela e frite o frango junto com metade da cebola. Assim que for fritando, vá pingando, pelas bordas da panela, o caldo de legumes até que este atinja a metade da altura do frango (veja a primeira foto acima). Acrescente o molho de tomate, o milho batido e as ervas. Misture. Prove o tempero. Acrescente sal, páprica e pimentas à gosto. Baixe o fogo, tampe a panela e deixe o frango cozinhar. À medida que for secando, vá completando com o caldo quente, de modo a manter o frango semi submerso.

 

Quando espetar o garfo e verificar que o frango já está quase macio, junte o restante da cebola e o tomate picados. Misture e deixe cozinhar mais um pouco. Ao final do cozimento, junte o milho e as favas. Misture e prove o tempero novamente.

Sirva quente, acompanhado de arroz branco.

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Salmão com risotto siciliano

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Havia algum tempo que eu andava afastada do salmão, sem nenhuma vontade de comer este peixe das águas frias do litoral do Pacífico, hoje de consumo tão popular no nosso país. Das últimas vezes que pedi salmão em restaurantes aqui no Brasil, o sabor não me agradou e já estava quase concordando com os argumentos de certas pessoas que detestam salmão. Mas resolvi ensinar a preparar salmão em uma das minhas aulas de culinária e aí o compromisso de fazê-lo bem feito ficou sério. Fui então ao Mercado Central e lá comprei um peixe inteiro bem bonito, com cara de fresco ( bem, na verdade, descongelado, pois moro em Belo Horizonte, a quilômetros de um mar ou rio de água fria). Na aula, preparei um Salmão à Belle Meunière ( para ver a receita neste blog clique aqui) com 2/3 do peixe.  As alunas adoraram! Guardei o restante para fazer no domingo para a família. Fiz um salmão assado ao mel e mostarda acompanhado de risotto ao limão siciliano. Ficou delicioso, merecendo ser colocado nesta seção Gourmet, embora o preparo seja bastante fácil. Mesmo que você não tenha muita experiência em cozinha, pode arriscar-se a prepará-lo para os seus convidados, pois estou certa de que fará sucesso!

Salmão crocante ao mel e mostarda

Preparo do peixe:

Compre, de véspera, um peixe inteiro e peça para limpá-lo bem, raspando a pele e cortando-o ao meio no sentido horizontal, retirando a espinha. Pode deixar a cabeça e a ponta do rabo na peixaria e levar para casa o peixe já aberto. Prepare, em uma bacia, uma salmoura, usando, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de sal, suco de 1/4 de limão siciliano, 1 colher de sobremesa de vinagre de vinho branco e 1 xícara de café de espumante rosé (pode ser vinho branco, se não tiver). Passe o peixe pelo lado da pele na salmoura e depois assente-o, pelo lado da carne, sobre a salmoura. Tampe a bacia com um plástico grosso e leve-o à geladeira de um dia para o outro.

Meia hora antes de servir o almoço ou jantar, ligue o forno a 250 graus. Unte uma assadeira com óleo e coloque o peixe com a pele para baixo. Leve ao forno até que o peixe fique corado ( dependendo do forno, pode levar de 20 a 30 minutos). Teste com um garfo se a carne está macia. Tire o peixe do forno e coloque-o tampado em um local fechado.

Preparo do molho:

Separe, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de manteiga, a mesma quantidade de mel e uma colher de café de mostarda de Dijon em grãos. Quando o peixe dourar, tome uma frigideira e derreta a manteiga no fogo médio. Junte o mel e depois a mostarda. Misture bem e pincele sobre o peixe ainda quente. Volte ao forno por 3 minutos só para tostar.

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Risotto ao limão siciliano

Primeiro, antes de colocar o salmão no forno, prepare um bom caldo de legumes. Ponha para cozinhar em 1,5 lt. de água: 1 cenoura, 2 caules de aipo (ou salsão), 1 cebola, 1 cabeça de alho, 1 buquê de salsa e cebolinha, 1 xícara de café de repolho cortadinho. Deixe fervendo.

Assim que colocar o salmão no forno, inicie o preparo do arroz.

Para 6 pessoas você irá precisar de: 2 xícaras de chá de arroz carnaroli ou arbóreo, 1/2 xícara de café de azeite, 1 xícara de café de cebola ralada, 1 xícara de chá de espumante brut ( pode ser vinho branco), 1 limão siciliano, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa de sal, 100 gr. ou 1 xícara de café de queijo pecorino ralado grosso.

Passe o limão no ralador e reserve as raspinhas.

Tome uma panela média, coloque metade do azeite e frite a cebola até começar a dourar. Frite o sal com alho, acrescente o restante do azeite e depois o arroz. Mexa com uma colher de pau. Quando o arroz mudar de cor (fica translúcido), junte o espumante e deixe que o álcool evapore. A esta altura, coe o caldo de legumes. Acrescente-o ao arroz até cobri-lo. Abaixe o fogo. Mexa, de tanto em tanto, para que não agarre no fundo da panela e vá acrescentando o caldo quente até verificar que o arroz está começando a amolecer. Acrescente então o suco de 1 limão siciliano. Tempere com sal, um pouquinho de pimenta do reino branco e um tico de açafrão. Prove o tempero. Deixe que a água do arroz diminua até que os grãos fiquem de al dente para menos e comecem a formar uma pasta. Neste ponto, ainda com o arroz molhado, jogue o queijo e dê a última misturada.Desligue e tampe a panela. Se não for servir imediatamente, deixe o arroz ainda com algum caldo, que irá secar sozinho. Ao servir, salpique as raspinhas do limão.

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Enforme sua salada para sofisticar

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Vamos variar daquela saladinha igual de todo dia? Acredite em seus dotes culinários e artísticos!

Veja como montamos esta salada:

Rale cenoura e abobrinha. Pode acrescentar couve-flor aferventada, alho poró passado no azeite, batata palha, frango desfiado, pimentões picadinhos – o que tiver na cozinha e seu paladar achar que combina. Faça um temperinho passando as ervas, como salsinha e cebolinha, no processador ou picando miudinho com a ponta da faca. Junte pouco azeite e sal. Misture tudo.

Para enformar, coloque a mistura dentro de um recipiente tipo tigela que tenha o fundo arredondado. Aperte bem. Deixe na geladeira até a hora que for servir. Coloque então o prato onde for servir a salada sobre a tigela. Segure cada uma com uma das mãos. Vire ao contrário rapidamente. Pronto, desenformou. Veja como ficou!

Enfeite com folhas, tomatinhos, azeitonas, rabanetes, o que achar que fica bonito! Viu como você é artista?

 

Minestrone – a sopa internacional

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Uma das sopas mais comuns da cultura ocidental é o caldo de carne com legumes, feito com frango, carne de boi ou embutido de porco e uma seleção de legumes frescos. Na Itália é um prato tradicional muito popular, conhecido como minestrone. Aqui na Europa, a maior parte dos restaurantes oferece no cardápio um caldo deste tipo, como primeiro prato, tanto no almoço quanto no jantar, geralmente com o nome de “sopa do dia”. Na brasserie onde almoçamos em Leuven, tomei uma deliciosa sopa de tomate com legumes e linguiça branca. Na volta a Bruxelas, comprei os ingredientes e repeti a receita na mini-cozinha do flat onde estamos hospedadas. A única diferença é que usei, no lugar da linguiça, um mini salami ( igual ao salaminho italiano só que bem pequeno)- na verdade, com a troca ficou melhor!

Minestrone

Para 2 pessoas separe 4 tomates maduros, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 1/2 cenoura já despelada e aferventada, azeite, molho inglês, sal e ervas ( usei cebolinha). Passe os legumes separadamente no processador ( aqui, sem recursos, tive que picar tudo na ponta da faca). À parte, ferva 1 litro de água.

Em uma panela, esquente 2 colheres de sopa de azeite e frite, nesta ordem: primeiro a cebola e o alho poró, o mini salami ( ou linguiça calabresa ou a carne de sua preferência), a cenoura, os tomates e as ervas. Mexa até formar um purê e querer agarrar no fundo da panela. Despeje a água quente e abaixe a chama. Salgue e tempere com o molho inglês. Prove o tempero. Tampe a panela e deixe cozinhar até que tudo esteja macio. Sirva acompanhado de pão quentinho.

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Frango ao molho rosado com maçãs

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O desafio continua aqui em Bruxelas. Lá fora a sensação térmica é de menos 10 graus, acabamos de voltar da rua, são sete da noite e nem penso em sair. O frigobar já está quase vazio e temos feito nossos jantarzinhos com pouco mais de meia dúzia de variedade de ingredientes. Compramos maçãs, mas com este frio só se tem vontade de comer comida quente – estão esquecidas, coitadas. Tenho uma caixinha de creme de leite (sem lactose) e uma porção de frango, arroz e cebola. Ainda tem cogumelos-de-paris. Preciso inventar o cardápio de hoje usando o que temos.

Frango ao molho rosado com maçãs

Veja o que dispomos para 2 pessoas: 200 gr. de frango cortado em cubos, vinho, sal, alho e molho inglês para temperá-lo. Azeite, pesto de tomate ( pasta de tomate com pecorino e ervas), creme de leite. Cogumelos e cebola. Arroz. Uma maçã.

Prepare o tempero do frango com 1/2 colher de café de sal com alho, 1 colher de chá de molho inglês, 2 colheres de vinho. Salpique pimenta do reino branca. Coloque o frango cortado em cubos dentro do tempero e deixe por meia hora.

Escorra e frite o frango em 2 colheres de sopa de azeite. Deixe ficar bem coradinho. Despeje água fervendo até quase tapar o frango, reduza a chama e deixe cozinhar até ficar macio. Deve sobrar cerca de 2 a 3 colheres de sopa do caldo. Junte o pesto ( ou molho concentrado) de tomate, misture, junte o creme de leite até a quantidade necessária para envolver o frango em um molho consistente. Acrescente os cubinhos de maçã( acabada de ser descascada e picada). Deixe cozinhar mais um pouquinho e desligue. A maçã deve ficar crocante.

Enquanto preparava o frango, fiz um arroz e um salteado de cogumelos.

Salteado de cogumelos-de-paris

Pique os cogumelos e a cebola em fatias. Calcule de 4 a 6 cogumelos por pessoa (depois de cozido o cogumelo se reduz à metade do volume). Corte 1/2 cebola pequena por pessoa. Deite 1 colher de sopa de azeite na panela, frite a cebola e depois os cogumelos. Junte um pouco menos de 1/2 xícara de café de água fervendo, tempere com sal e pimenta do reino.  Deixe cozinhar até o caldo secar.

Sirva o frango com o arroz e, ao lado, o cogumelo acebolado.

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Caldo de frango com arroz e legumes

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De volta das compras em Bruxelas! Adquiri vários livros excelentes de receitas e alguns apetrechos para cozinhar. Aqui tem lojas incríveis de artigos lindos e práticos para mesa e cozinha. Facilmente a  gente se distrai e passa horas em cada loja!

Nada melhor do que uma sopa bem quentinha quando se chega da rua tiritando de frio, apesar das várias camadas de roupa debaixo de um casaco pesado, botas, cachecol, tapa orelha e gorro de pele. Para ter mais consistência e matar a fome, decidi fazer um caldo encorpado com frango, arroz e aquele aspargos peruano maravilhoso que sobrou de ontem. Vamos lá, coragem, uma sopa assim dá pouco trabalho e é de rápido preparo. Pelo menos não preciso enfrentar este frio abaixo de zero grau para comer na rua.

Caldo de frango com arroz e aspargos

Saudade da canja de galinha de casa! Dá para fazer algo parecido com o que compramos no supermercado da esquina e já temos aqui no flat. Basta uma panelinha e uma trempe de fogão. Siga a receita se quiser, como nós, comer uma deliciosa sopinha.

Separe, para 2 pessoas, cerca de 200 gr. de peito de frango desossado, 1 xícara de chá de arroz, 4 talos de aspargos, 1 tomate, 1/2 cebola, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de café de molho inglês, 1/2 xícara de café de vinho branco, 2 colheres de azeite (ou manteiga), 1 colher de sopa de pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino) ou então 1 colher de sopa de molho de tomates, ervas aromáticas ou salsinha e cebolinha picadinhas.

Corte o frango em cubinhos. Prepare o tempero misturando o vinho branco, o sal com alho e o molho inglês. Coloque o frango neste molho e deixe, ao menos, por quinze minutos. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Escorra bem o frango e frite-o no azeite ou na manteiga até mudar de cor e corar. Acrescente a cebola, deixe dourar e depois junte o tomate e os aspargos. Misture e junte o arroz cru. Despeje a água fervente até tapar tudo e ainda sobrar 2 dedos. Misture o pesto ou o molho de tomate e as ervas. Prove o tempero.

Deixe cozinhar no fogo baixo até verificar que tudo está macio. Se precisar, vá acrescentando água, sempre quente, até o completo cozimento.

Ficou delicioso, só senti falta de não ter posto meia cenoura picadinha. Daria mais cor e mais sabor. Experimente!

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Risotto de camarão com aspasgos

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Chegamos ao flat onde estamos hospedadas cansadas de tanto passear pelo centro histórico de Bruxelas. Pensávamos, mãe e filha blogueiras, em descansar um pouco antes de sair para jantar. Porém o ambiente estava tão aconchegante e quentinho que decidimos ficar. Lá fora a sensação térmica é de -6 graus! Melhor ficar por aqui e fazer nosso jantarzinho. Temos no frigobar um pacote de camarão fresco, um molho de aspargos peruano, o riso arbóreo que abrimos ontem e os temperos que compramos. Decidi fazer outro risotto e uma saladinha.

Risotto de camarão com aspargos verdes

Veja os ingredientes para 2 pessoas: 300 gr. de camarão fresco e limpo ( compramos já sem tripa!), limão e sal, 4 talos de aspargos, 1 cebola pequena, 2 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de pesto de tomate, 1 xícara de chá de riso arbóreo.

Tempere o camarão com sal e limão. Corte os talos de aspargos e pique a cebola. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Deite o azeite na panela, em temperatura alta (ou fogo forte) e deixe ficar quente. Escorra bem e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Na borra que ficou na panela, frite a cebola e depois o arroz. Junte os aspargos, frite mais um pouquinho e despeje a água fervendo até tapar o arroz. Abaixe a temperatura, mexa bem até desgrudar a borra do fundo da panela. Acrescente o pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino), sal a gosto e prove o tempero. Deixe o risotto cozinhar em baixa temperatura (ou no fogo baixo). Vá acrescentando água quente à medida do necessário, até que o arroz fique ao dente.

Ao final, junte os camarões. Misture com cuidado, deixe o caldo quase secar e está pronto! Obs.: Quando se termina um risotto, precisa restar um pouco de caldo grosso no fundo da panela, que será naturalmente absorvido pelo arroz até que o prato seja servido.

Enquanto o risotto cozinhava, aproveitei e fiz uma saladinha com tomate, ervilhas de folha (coloquei previamente para dar uma ligeira amolecida com um pouquinho de água), azeite e salpiquei sal e castanha do pará brasileira ( aqui tem nos melhores supermercados) picadinha para dar uma crocância.

Em meia hora fizemos nosso jantarzinho! E ficou delicioso!

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Peixe com risotto rápido

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Aqui estamos, em Bruxelas, hospedadas em um flat que dispõe de uma mini cozinha: um fogão vitrocerâmico com 2 bocas, 1 micro-ondas, 1 frigobar e 1 bancada com pia. No armário há três panelas, pratos e talheres. Suficientes para se preparar um jantar? Sim, claro, pois lá fora a neve cai de leve e a temperatura está em torno de zero grau! Como já prevíamos o mau tempo, demos uma passada rápida no supermercado e fizemos algumas comprinhas básicas de suprimentos, uma vez que ficaremos uma semana na cidade. O que temos no frigobar? Compramos alguns alimentos que foram de nosso agrado à primeira vista, sem pensar previamente em qualquer cardápio. Coloquei em cima da bancada o que tinha: 1 filé de bacalhau norueguês fresco, 1 bandeja de ervilhas de folha do Kênia, 1 pacote de tâmaras da Algéria, 1 bandeja de champignons-de-paris frescos, 1 pacote de riso arbóreo italiano, tomates, cebola, sal, alho em pó e azeite italiano. Desafio: transformar estes ingredientes em um jantar! Veja o que preparei:

Filé de bacalhau fresco e tomate recheado com cogumelos e tâmaras acompanhado de risotto de ervilhas de folha

Comece salgando o filé de bacalhau.

Tomate recheado: Para 2 pessoas, separe 2 tomates tipo caqui, 6 cogumelos, 4 tâmaras e 1/2 cebola roxa. Corte uma tampa nos tomates e retire o miolo com uma colherzinha. Reserve. Pique os cogumelos, as tâmaras e a cebola. Coloque os cogumelos em uma panelinha com um pouquinho de água e deixe ferver. Junte a cebola e espere a água secar. Coloque uma pitada de sal e outra de alho em pó. Se tiver um vinho sobrando, acrescente 1 colher de sopa e deixe que evapore. Coloque uma colher de sobremesa de azeite, deixe fritar, junte as tâmaras. Prove o tempero. Assim que o azeite começar a secar, está pronto. Recheie os tomates e reserve.

Risotto: Calcule 1 xícara de café de arroz para risotto por pessoa. Esquente água à parte. Corte um punhado de ervilhas de folha. Deite 1 colher de sopa de azeite na panela, deixe esquentar. Junte o arroz e 1/2 de uma cebola picada bem miudinha. Mexa até o arroz ficar transparente. Adicione a água fervente até tapar o arroz. Junte as ervilhas picadas, sal e alho. Prove o caldo. Obs.: como achei que estava sem graça, adicionei 1 colher de chá de  bouquet garni Coeur de Bouillon que havia comprado e 1 colher de sobremesa de suco de limão siciliano. Provei o caldo, ficou ótimo! Deixe o arroz cozinhando e vá adicionando água à medida do necessário até ficar ao dente.

Bacalhau: deite azeite na frigideira e coloque as postas. Frite de um lado e depois do outro.

Enquanto isto, coloque os tomates por 2 minutos ou pouco mais no micro-ondas.

Aproveite o azeite da frigideira e coloque algumas ervilhas de folha para fritar.

Se tiver queijo pecorino ou parmesão ralado, adiciono ao risotto quando estiver começando a querer agarrar na panela. Mexa ligeiramente e desligue.

Monte os pratos com um tomate recheado, uma posta de bacalhau, uma porção de risotto e algumas ervilhas de folha.

Acompanhe com um bom vinho tinto.

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Pãozinho sem glúten e sem lactose!!!!

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Finalmente, depois de várias experiências, temos o prazer de apresentar a vocês a nossa exclusivíssima receita de pãozinho SEM GLÚTEN E SEM LACTOSE. Especialmente para mim, alérgica tanto à glúten quanto à lactose, foi uma realização e tanto! Já sei, vocês, nossos seguidores, não vão acreditar que, tendo já feito, provado, fotografado e escrito mais de 300 receitas para o blog, eu venha agora com esta história de alergia. Pura verdade! Praticamente comi de tudo o que fizemos, substituindo a farinha de trigo por outras farinhas à base de arroz, milho e mandioca e os produtos lácteos por produtos sem lactose, hoje cada dia mais presentes nos melhores supermercados. Uma ou outra receita não pude provar, mas pedi às filhas que provassem e confio inteiramente na análise e nos palpites delas.  Mas voltemos à história do pão. Hoje, enfim, bem no dia do meu aniversário ( 29/01), passo a receita, depois de termos feito – e acertado – muitas variações. É o meu presente para os alérgicos como eu.

Pãozinho rápido e fácil de fazer sem glúten e sem lactose 

Para 12 pãezinhos separe: – 2 xícaras de chá de batata doce cozida e amassada ( pode variar com a mesma quantidade de: mandioca, inhame ou cará, baroa ou batata inglesa); – 2 xícaras de chá de farinha sem glúten* ( pode ser 1 xícara desta farinha e mais 1 xícara de amido de milho ou maizena – o pão fica com a massa mais leve) – 1 xícara de chá de leite sem lactose, 1 xícara de café de óleo ou azeite, 2 ovos, 2 colheres de sobremesa de fermento biológico seco instantâneo Fleischmann, 1 colher de café cheia de sal e a mesma quantidade de açúcar. Obs: na foto estão os ingredientes para 6 pãezinhos

Esquente o leite e misture o fermento. Tome uma bacia ou tigela e coloque a batata, a farinha, o leite com o fermento, o óleo, os ovos inteiros, o sal e o açúcar. Misture tudo com as mãos até obter uma massa bem homogênea. coloque na palma da mão uma colher de sopa cheia da massa e amasse-a para dar a forma de pão chato – veja a foto. Coloque os pãezinhos em uma assadeira untada com pouco óleo. atenção: deixe descansar por meia hora. Pré-aqueça o forno a 180 graus e coloque os pãezinhos para assar por aproximadamente 20 minutos ou até corarem.

Depois daremos as receitas de outras variações , com o pãozinho de alho poró para aperitivo e o pãozinho de maçã com canela para servir com café. Deliciosos! Aguarde.

* uso a FSG da Amina

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Farofa de banana

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Tem hora que um picadinho de carne, um churrasco, um franguinho ensopado ou assado ou até mesmo um peixe frito pede uma farofa como acompanhamento. Esta farofa de banana da terra é deliciosa, fácil e rápida de fazer e trata-se de uma excelente opção. Você pode fazê-la com outros tipos de banana, com abacaxi e também usar farinha de bijú de milho ao invés de farinha de mandioca. Pode também incrementá-la com cebola ralada, azeitonas verdes, salsinha e cebolinha. Porém, prefiro mesmo é a que segue a receita.

Farofa de banana da terra

Calcule, para cada 2 pessoas: 1 banana bem madura, 2 colheres de sopa de manteiga, 1/2 colher de café de sal com alho e 1 xícara de café mal cheia de farinha de mandioca.

Você vai precisar de 2 frigideiras – sem preguiça de lavá-las depois. Corte a banana e frite-a em uma frigideira, com 1 colher de manteiga, até que fique dourada. Enquanto a banana frita, na outra frigideira torre ligeiramente a farinha. Assim que ficar bege, afaste a farinha para as beiradas e coloque no meio da frigideira 1 colher de manteiga e o sal com alho, misturando estes dois. Em seguida, misture com toda a farinha, no fogo baixo, usando uma colher de pau. Assim que a mistura estiver homogênea, junte a banana frita e misture cuidadosamente.

Se for fazer a farofa com mais ingredientes, frite a cebola na manteiga e depois acrescente os verdes. Por último, acrescente a banana. Sirva quente.

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Filé à moda oriental

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Este é um prato bastante prático, pois você usa uma única panela, além de ser muito fácil e rápido de ser preparado. A melhor carne para se usar é o filé, mas pode ser outra carne de boi, como alcatra, ou até mesmo frango ou carne de porco. Pode ser servido acompanhado de arroz ou de alguma pasta tipo oriental, o conhecido miojo ou a pasta de arroz. Também, podemos internacionalizar:  vai bem com um spaghetti ou tagliatelli. Faça a sua escolha!

Iscas de carne com ervilhas, cogumelos e broto de feijão

Para 4 pessoas, vai precisar de 250 gr. de carne, 1 cebola grande, 15 vagens de ervilha de folha, 15 cogumelos de paris grandes, 2 xícaras de chá cheias de broto de feijão, 1/2 xícara de café de óleo, 2 colheres de sopa de molho de soja, 1 colher de sobremesa de mel e uma pitada de pimenta do reino.

Corte a carne de sua preferência em tiras ( clique aqui para ver como cortar o peito de frango ou aqui para ver como se corta um filé em tiras da maneira correta). Tempere com 1 colher de café cheia de sal com alho e deixe por meia hora. Enquanto isto, pique a cebola em rodelas, corte as ervilhas de folha ao meio e fatie os cogumelos. Se gostar de um toque amarguinho na comida, acrescente talos de almeirão (ao final do cozimento).

Tome uma panela funda e fina, de preferência uma WOK. Deite o óleo, deixe esquentar e doure a carne até que mude de cor. Empurre para as beiradas e coloque a cebola, deixando que amoleça. Misture a cebola com o filé e afaste-os, deixando o centro da panela livre para colocar as folhas de ervilha. Assim que começarem a fritar, jogue-as para cima da carne e ponha a metade dos cogumelos e, em seguida, o broto de feijão. Logo que começarem a amaciar, pingue o molho de soja ( shoyo) no centro da panela e nas beiradas, sem deixar que tinja as ervilhas. Misture tudo, mexendo com uma espátula (se for na wok) para não agarrar no fundo. Deixe que tudo amacie e então jogue por cima o restante dos cogumelos. Acrescente o mel e salpique a pimenta do reino. Misture. Prove se o tempero está do seu agrado. Deixe cozinhar no fogo fraco mais uns 5 minutos, no máximo, ou até que a carne esteja macia. Abafe até a hora de servir.

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Bolo do Dia de Reis

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Nos países de cultura espanhola e portuguesa, como no Brasil, comemora-se o Dia de Reis em 6 de janeiro de cada ano. Na Espanha, as crianças não recebem presentes no dia de Natal. É costume colocarem seus sapatinhos na janela à espera que os Reis Magos lhe tragam presentes, como os deram ao Menino Jesus.  Ontem, comemoramos o Dia de Reis em família, como fazemos todos os anos, relembrando e passando aos mais novos as nossas tradições. O Bolo de Reis e a simpatia das romãs fazem parte da comemoração.

Quem sabe da história? Pois vou contá-la a quem não sabe, tal qual a conheço desde criança, transmitida há centenas de anos de uma geração a outra.

Há mais de dois mil anos, em diferentes partes do Oriente Médio, três reis sábios, que como magos eram também astrólogos, perceberam no céu uma estrela cadente de brilho espetacular. Estudaram o evento e chegaram à conclusão que a passagem deste cometa marcava um fato extraordinário: nasceria uma criança predestinada a guiar os homens.

Seguindo o caminho que indicava a estrela, o jovem Rei Gaspar, que teria cerca de 20 anos, partiu da Pérsia, às margens do Mar Cáspio, levando como oferenda, à criança que nasceria, o incenso, uma resina vegetal valiosíssima e usada, há milênios, para louvar os deuses e reis. O ato de louvar é sinal do mais elevado amor, respeito e consideração.

Pelo caminho, encontrou-se com o velho Rei Melquior, já com cerca de 70 anos. Havia partido de Ur da Caldéia, o berço da civilização, avisado pela mesma estrela. Este rei trazia ouro como oferenda, simbolizando seu desejo de trazer riqueza de espírito à criança que viria ao mundo.

Mais à frente, as duas caravanas encontraram-se com uma terceira, a do rei mouro Baltazar, que contaria 40 anos, vindo do Golfo Pérsico. Este rei trazia, como presente à criança, a mirra, uma planta medicinal de muito valor, que curava todos os males e era usada há milênios para embalsamar as múmias egípcias. Significava a esperança da vida eterna.

Os três reis magos prosseguiram viagem juntos, sempre guiados pela estrela. Chegando à Palestina, foram recebidos pelo Rei Herodes. Perguntaram ao rei onde havia nascido o menino mas este, assustado com a notícia, nada soube dizer. Desanimados, retiraram-se de Jerusalém mas eis que, ao anoitecer, a estrela volta a brilhar no firmamento, a indicar-lhes o caminho até Belém. Lá chegando, os reis encontraram, para sua grande surpresa, um bebezinho recém-nascido em uma manjedoura, tendo ao seu redor o pai, José, a mãe, Maria, alguns pastores e seus animais. Porém, apesar do nascimento humilde, não tiveram dificuldade em reconhecer o nascimento de um filho de Deus, pois a estrela brilhava intensamente sobre a choupana, iluminando a face do Menino Jesus. Depositaram então a seus pés, os presentes trazidos de muito longe: o incenso, o ouro e a mirra. Rememoramos este evento, a cada ano, fazendo uma oração aos Reis Magos e ao Menino Jesus.

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A romã é uma fruta originária do Oriente Médio e desde milênios considerada uma fruta sagrada, associada ao amor, à fertilidade e à riqueza e de conhecidos benefícios à saúde. Assim fazemos a simpatia da romã: toma-se nove sementes na palma da mão; três são jogadas para trás, deixando no passado e no esquecimento o desamor, a penúria e as doenças; três são mastigadas e engolidas, para estar em nosso íntimo o amor a Deus e ao próximo, a riqueza e a saúde; as três últimas são guardadas para conservar conosco a lembrança de fazermos sempre o bem e o melhor que possamos em todas as situações. Costumamos guardar as três sementes enroladas em uma nota de dinheiro. Todo ano, jogamos na terra as sementinhas secas do ano anterior e guardamos as novas no mesmo lugar, conservando esta tradição. Faço isto desde pequena e da vida não posso me queixar, muito pelo contrário, só tenho a agradecer!

Ao entardecer, ao surgir a primeira estrela no céu, rezamos diante das pequenas imagens do Reis Magos e fizemos, junto à família e amigos a simpatia da romã. Brindamos com um bom vinho e distribuímos entre nós as fatias do Bolo de Reis, preparado com muito carinho pela filha blogueira. Aqui segue a receita para vocês também comemorarem conosco as nossas tradições. Ainda é tempo!

Bolo de Reis

Separe 3 tigelas, uma forma de pizza de 30cm e as prendas*

Ingredientes: 5 xícaras de chá de farinha de trigo, 2 tabletes de fermento biológico fresco, 1 xícara de chá de açúcar (branco ou mascavo), 1/2 xícara de café de leite, 5 ovos, 3 colheres de sopa de vinho do Porto, 2 colheres de sopa de raspas de laranja, 1 xícara de café de azeite. Use essa mesma medida de xícara de café para: nozes picadas, amêndoas picadas e uvas passas pretas e finalmente 1 xícara de café de frutas cristalizadas. 

Na primeira tigela misture o fermento com 3 colheres do açúcar e amasse com uma colher até formar uma pasta. Junte o leite morno e 4 colheres de sopa da farinha de trigo. Cubra com plástico filme e deixe descansar em lugar aquecido ( perto do fogão, por exemplo) por 15 minutos. Enquanto isso, peneire 4 xícaras da farinha de trigo na segunda tigela tigela. Na terceira tigela, misture 4 ovos, o vinho e as raspas de laranja e bata rapidamente com um fouet (nome chique do batedor de claras). 

Depois de passados os 15 minutos, coloque a farinha peneirada, sobre uma superfície lisa e limpa, fazendo um montinho. Abra uma cavidade no meio, como um vulcão, e coloque 3/4 do azeite e o açúcar. Aos poucos, jogue a farinha das bordas para o meio e vá misturando tudo até ficar uma massa homogênea.  Junte então a mistura do fermento e depois acrescente a mistura de ovos, aos poucos. Sove bem a massa. Para sovar, deve esticar a massa, dobrar ao meio, esticar de novo com o punho ou os nós dos dedos, e dobrar novamente, repetidamente. É um ótimo exercício. Adicione as passas, nozes, amêndoas e metade das frutas cristalizadas, até ficar bem distribuído. Se a massa continuar grudando na mão, acrescente um pouco de farinha, aos poucos, até fa massa ficar sólida, mas ainda úmida. Volte com a massa para uma das tigelas, cubra com um pano limpo e deixe crescer por cerca de 1 hora e meia, até que dobre de tamanho.

Depois da massa crescida, amasse-a mais pouco na bancada e separe-a em três partes iguais. Se ainda estiver grudando, unte as mãos e a bancada com um pouco de azeite. Faça um rolo de mais ou menos 30 cm de comprimento com cada uma das partes. Faça uma trança, trazendo uma parte ao centro de cada vez, alternadamente. Deixe o início solto, para que trance junto ao fim, formando um círculo. Ajeite e junte bem as pontas, formando uma coroa perfeita. 

* Agora é hora de inserir as prendas no interior da massa, tomando o cuidado de depois fechar bem, com os dedos. Na tradição portuguesa, coloca-se uma fava. Quem achá-la, sinal de sorte e será também a pessoa responsável  por fazer o bolo no ano seguinte. Ouvi falar também que pode-se colocar um anel, que indicará casamento, uma moeda, para trazer dinheiro, um dedal para não faltar trabalho. Só não se pode esquecer de contar aos convidados o que se pôs dentro do bolo, senão vai ter gente correndo para o dentista!

Por fim, distribua o restante das frutas cristalizadas sobre a massa, pressionando ligeiramente com os dedos para que não escapem. As frutas secas e coloridas representam as pedrarias das coroas dos Reis, portanto, capriche no visual! Bata o ovo restante e pincele-o sobre todo o bolo. Assim, ficará brilhante, com uma cor dourada! Transfira o bolo, com cuidado, para a forma de pizza, untada com o restante do azeite. 

Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 40 minutos, ou até que esteja corado e assado por dentro. 

Sirva ainda morno.  Se quiser, faça como os espanhóis e enfeite-o com uma coroa de papel colorida!

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Pão árabe rápido de fazer

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Devem haver milhares de receitas de pães árabes. Esta é uma que sempre faço para comermos como aperitivo no domingo. Enquanto, na cozinha, converso com minha mãe e minha irmã, preparando o almoço, rapidamente faço os pães e os sirvo quentinhos. Uma delícia, que basta chegar à mesa para acabar em cinco minutos.

Aqui vai uma receita básica, que dá para 3 pães com diâmetro em torno de 17 cm. Dobre, triplique, conforme o número de pessoas.

Separe 3/4 de xícara de chá de farinha de trigo e reserve mais um pouco para polvilhar. Mais 1 colher de chá de açúcar, a mesma quantidade de fermento biológico em pó, 2 colheres de sobremesa de azeite, 2 colheres de sopa de água morna (ou mais um pouco de água até dar o ponto).

 

Coloque o fermento na água morna, misture e deixe descansar por 5 minutos. Misture os outros ingredientes em uma tigela de vidro: farinha, açúcar, sal e azeite. Por último, acrescente a água com fermento.  Comece a misturar com uma espátula, depois, ponha a mão na massa e aperte com vontade. Vá pingando água até conseguir o ponto certo da massa: deve ficar uniforme, sem esfarinhar, levemente úmida, mas sem grudar nas mãos. Se por acidente (acontece) colocar muita água, pode polvilhar mais farinha, mas cuidado para não exagerar na dose!

 

Faça uma bola com a massa e conserve-a na própria tigela esfarinhada. Cubra com um pano e deixe no lugar mais quentinho da casa para descansar por, no mínimo, 30 minutos, ou até que dobre de tamanho.

 

Volte lá e veja como o seu filho cresceu – eu morro de orgulho! Separe a massa em três partes, polvilhe uma superfície lisa e limpa com farinha de trigo e prepare o rolo de abrir massa. Antes de usá-lo, passe farinha em toda a sua superfície. Passe a bolinha de massa ligeiramente na farinha de todos os lados, abrindo de leve com a palma da mão. Depois comece a abrir com o rolo. Passe primeiro em um sentido, depois vire 90 graus e passe de novo. Continue assim para que ela fique sempre redonda, ou mais ou menos redonda, até que fique bem fininha, do tamanho da sua frigideira.

 

Aqueça a frigideira e, sem untar, coloque o pão. Quando formarem bolhas e começar a ficar corado do outro lado, vire. Quando estiver corado e crocante dos dois lados, pode retirar.

 

Sirva quentinho, acompanhado de homus, babaganush, berinjela, o que preferir. Seus convidados vão babar!

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Salada morna como entrada

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Para variar da linha de 20 saladas lights, das saladas consagradas internacionalmente e de outras que inventamos e todas já publicadas, criamos agora esta composição de legumes de visual bonito e paladar apurado.

Veja se tem em casa: beringela, tomatinho cereja, brócolis, cenoura, abobrinha e alho poró. Para temperar: azeite, sal, alho e alecrim.

As beringelinhas que encontrei no mercado são deliciosas e também se prestam perfeitamente para servir como aperitivo. Corte-as ao meio e coloque-as numa travessa refratária. Salpique alho picado, alecrim ( e/ ou outras ervas) e sal, regue com azeite. Leve ao forno até ver que as beringelas coraram e começam a encolher.

Faça o mesmo procedimento com os tomatinhos, mas separadamente, pois este ficam muito menos tempo no forno.

Enquanto estes dois preparos estiverem assando, cuide do brócolis: coloque os buquês em uma panela com o fundo coberto com água ( cerca de 1cm.). Tampe a panela. Assim que a água ferver, desligue e deixe os brócolis dentro da panela bem tampada por 5 minutos ou até que fiquem macios. Se quiser que fiquem mais gostosos, esquente um tico de azeite com bacon em uma frigideira, torre um pouquinho de sal com alho e salteie os buquês de brócolis já amaciados.

Rale a cenoura e a abobrinha no ralo grosso, em partes iguais. Pique em rodelas o talo de alho poró, na mesma proporção. Esquente um pouquinho de azeite na frigideira, coloque uma pontinha de colher de sal com alho, misture. Passe os legumes: primeiro o alho poró até murchar e querer começar a fritar, em seguida a cenoura, a conta de amolecer e então junte a abobrinha, misture, dê uma revirada e desligue.

Disponha os legumes em uma travessa e leve-os à mesa ainda quentes.

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Pão de queijo de Minas para o mundo

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Aprendi a fazer pão de queijo um pouco antes de ir morar fora do país, no intuito de levar um pouquinho de Minas comigo. Por lá, logo encontrei uma lojinha com produtos brasileiros onde eu achava o polvilho doce. Para o queijo, na falta do mineiro, adotei o queijo holandês tipo Gouda, que acrescentou um sabor maravilhoso ao nosso pão de queijo – que tornou-se um “mineirolandês”. 

Em pouco tempo, o pão de queijo que eu fazia tornou-se conhecido por todos os meus amigos e ainda pelos amigos dos amigos. A notícia correu sobre os “cheese balls” – como eram chamados, diante da incapacidade gringa de pronunciar o “ão” e o “eijo”. Comecei então a preparar e levar para todas as festas e piqueniques para os quais era convidada. Quando não os levava, era a maior decepção! 

Passo aqui a receita do pão de queijo mineiro, o tradicional, feito com o legítimo queijo minas. Para quem não mora em Minas Gerais, pode-se substituir parte do queijo, ou todo ele, por queijo parmesão, porém em menores quantidades, pois este tem sabor muito mais forte. 

A receita é fácil de memorizar: para 600 gr de polvilho doce, 300 ml de leite, 150 ml de óleo (metade da metade da metade). Além disso, 500 gr de queijo minas padrão ou 400 gr de parmesão, 3 ou 4 ovos, a depender do tamanho, e uma colher de sopa rasa de sal. 

Coloque o leite e o óleo em uma leiteira no fogo e deixe até ferver. Enquanto ferve, passe o queijo no ralo grosso e reserve. Misture o polvilho e o sal em uma bacia grande. Quando o leite levantar fervura, desligue. Despeje a mistura líquida ainda quente na mistura seca de polvilho, o que chamamos de “escaldar a massa”.  

Comece a misturar com uma colher de pau e, logo que a temperatura permitir, amasse com as mãos. Cozinheira de verdade não sente a mão queimar, mas se você é iniciante, muito cuidado! Quando esta massa estiver quase uniforme, acrescente o queijo ralado. Se estiver geladinho, vai ser um alívio para as mãos! Por último, acrescente os ovos, um a um e vá amassando. A quantidade de ovos vai depender do tamanho deles, por isso verifique o ponto. A massa deve estar homogênea e úmida, mas ainda bem sólida. É importante amassar bem com os dedos, mergulhando a mão aberta na massa e apertando como se tivesse apertando uma bola nas mãos. 

Se você tiver tempo e paciência, deixe a bacia com a mistura na geladeira descansando por cerca de duas horas (ou mais) para que fique mais fácil de enrolar. Depois faça as bolinhas do tamanho que desejar, pequenas para lanche ou grandes para sanduíches. Usando como medida uma colher de sopa cheia, a receita rende cerca de 50 pães de queijo pequenos.

Chegou a hora de assá-los. Disponha as bolinhas na assadeira, com o espaço de, no mínimo, 2 cm entre elas, pois irão crescer. Asse-os por cerca de 20 minutos, ou até que fiquem dourados, em forno pré-aquecido a 180 graus. 

Para congelar, disponha-os na assadeira com um espacinho entre eles e deixe-os no congelador até que endureçam. Depois que estiverem durinhos, pode colocá-los em sacos plásticos. Eu gosto de separar em porções de 10 ou 12, assim já fica um saco para cada lanche. Na hora de assar, deixe fora do congelador por 15 a 20 minutos enquanto o forno pré-aquece e então asse normalmente. Nada melhor do que ter pão de queijo caseiro sempre à mão para receber aquela visita de última hora!

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Aperitivos light – fácil e rápido

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Depois da comelança do Natal, você resolveu convidar alguns amigos para um aperitivo de fim de tarde. Todo mundo de consciência pesada! E este calor? Fazer o quê? Ora, vamos comemorar o final de ano com uma bebida gelada e alguns tira-gostos bem lights. Veja aqui algumas ideias:

Espetinho de tomate e beringela

Corte tomatinhos cereja ao meio ou tomate italiano em rodelas grossas e depois, cada rodela em quatro partes. Pique a beringela, com a casca, em cubos do mesmo tamanho. Tome um palito e entremeie estes ingredientes. Leve ao forno fraco por 10 a 15 minutos com um fio de azeite. Coloque em um pratinho, salpique sal a gosto e enfeite com folhinhas de manjericão. Sirva frio.

Enroladinho de abobrinha com cream cheese

Corte a abobrinha em lâminas, no sentido do comprimento. Pode usar um daqueles fatiadores de queijo. Passe-as rapidamente em uma frigideira com um pingo de azeite para grelhar. Deixe esfriarem. Se o creme estiver muito mole, encorpe-o acrescentando um pouco de queijo gorgonzola ou minas amassado. Tempere o creme com ervas. Coloque uma colherzinha do creme de queijo dentro de cada fatia de abobrinha já grelhada e enrole. Coloque um palito para fechar e amarre com um talinho de cebolinha verde. Leve à geladeira para endurecer antes de servir.

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Mousse de limão, com afeto

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Com açúcar e com afeto, fiz seu doce predileto…”- quem se lembra dessa música? Pois foi com esta velha canção bailando na minha cabeça que preparei para alguém especial esta suave sobremesa, muito fácil de fazer e perfeita para o verão. Sempre tenha em casa leite condensado e creme de leite. Ovos e limão também sempre tem lá na porta da geladeira, verifique. Então junte tudo e vamos começar. Além disto, você vai precisar também de um pacotinho de gelatina em pó.

Coloque em uma xícara de café metade do pó de um pacotinho de gelatina de 15 gr, complete com uma colher de sopa de água e deixe por 5 minutos para hidratar. Em seguida, leve esta misturinha ao forno micro-ondas por 15 segundos, ou a conta de começar a querer ferver. Reserve. Bata no liquidificador 1 lata (ou caixinha) de leite condensado e 1 lata (ou caixinha) de creme de leite junto com o suco de 3 limões. Reserve. Bata, à parte, 3 claras até o ponto de neve bem durinha.

Raspe a casca de 1 limão. Reserve. Junte o creme batido no liquidificador com as claras em neve e mexa levemente (no sentido de baixo para cima e vice-versa) com a ajuda de uma espátula, sem ficar rodando o creme na tigela. Junte a gelatina dissolvida e a metade das raspas de limão, incorporando tudo delicadamente.

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Despeje a mousse em uma compoteira e leve-a para a geladeira. Quando já estiver consistente, espalhe o restante das raspas de limão para enfeitar.

Filé Wellington às avessas

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A receita original inglesa de Filé à Wellington é feita com a peça inteira de filé selado, depois envolto em pasta de cogumelos, fatias de presunto cru e massa folhada e assado. Se quiser fazer assim, veja a receita do filé embrulhado em massa folhada que já publicamos – é bem parecida. Porém, um belo dia, resolvi adaptar a receita original – pois não tinha massa folhada em casa – e eis que o filé ficou delicioso! Chamei-o de “às avessas” porque o cogumelo e o presunto passaram a ser recheio do filé ao invés de cobertura. Para inovar, incluí uma geléia de frutas vermelhas que havia terminado de fazer em casa. Veja como fazer:

Filé recheado com cogumelo, presunto e frutas vermelhas.

Verifique em Dica de como cortar carne a maneira de preparar o filé. Escolha a parte do meio de um filé de 2,2 a 2,5 kg ( cerca de 900 gr. a 1,2 kg) – deve dar para 6 pessoas. Observe os ingredientes que irá precisar: 2 xícaras de chá de cogumelo-de-paris fresco cortado em fatias finas, 1 xícara de chá de cebola picadinha, 1 xícara de geleia de frutas vermelhas e 6 fatias de presunto cozido ou 9 a 10 fatias de presunto cru, 1 xícara de café de vinho tinto e azeite. Temperos: sal, alho, molho inglês e pimenta do reino. Também será necessário o uso de um barbante.

Abra o filé da seguinte maneira: faça um corte de comprido – como se abrisse pão francês para um sanduiche, sem ir com o corte até o final – na primeira terça parte da carne, de cima para baixo. Vire a carne para o outro lado e faça outro corte igual na primeira terça parte de baixo. Cuidado para o corte não atravessar o filé. Pronto, abra e veja que tem um grande bife de filé. Com um batedor de carne, acerte a altura, de modo que esta manta de carne fique toda da mesma espessura. Faça um tempero com um pouco de vinho, sal, alho, molho inglês e pimenta do reino e espalhe ligeiramente pelos dois lados da manta. Reserve por 15 minutos ou mais.

Em uma panela, frite, em pouco azeite, metade da cebola. Assim que dourar, junte uma pontinha de colher de café de sal com alho. Junte 2/3 dos cogumelos e deixe fritar, mexendo sempre para não agarrar. Se precisar, acrescente aos poucos água fervendo, até verificar que os cogumelos estão bem macios. Prove o sal, acrescente uma pitadinha de pimenta do reino. Reserve.

 

Tome a manta de filé e disponha sobre ela as fatias de presunto. Por cima, espalhe a geleia e depois a pasta de cogumelos, bem no meio. Deixe as beiradas sem recheio. Dobre uma parte do filé e depois a outra, fechando as pontas. Enrole o barbante em volta do filé de modo que fique redondo e bem firme. Reserve a panela onde preparou a pasta de cogumelo.

Pré aqueça o forno a 250 graus. Coloque o filé em uma assadeira grande, sem dobrá-lo, untada com azeite. Quando o forno estiver quente, coloque o filé para assar. Deve demorar em torno de 40 minutos a uma hora. Na metade do tempo, vire-o, com cuidado. Não deixe que a assadeira fique escura, sinal que a carne está queimando. Se isto acontecer, coloque, aos poucos, água quente na assadeira. Quando o filé estive bem corado, teste com um garfo se está macio. Retire-o do forno. Passe o filé para a travessa onde será servido e guarde-o coberto ou em lugar fechado para não esfriar (não volte para o forno, senão a carne resseca).

Recolha a borra que ficou na assadeira, se precisar, despeje um pouco de água quente para aproveitá-la por completo. Passe-a para a panela onde preparou a pasta de cogumelo. Frite a outra metade da cebola e o restante dos cogumelos. Assim que corarem, misture uma colher de chá de açúcar e mexa até que fiquem dourados. Abaixe o fogo, despeja o vinho e deixe que evapore o cheiro de álcool. Prove se os cogumelos estão macios, se não estiverem, vá pingando água quente até que amoleçam. Deixe o excesso de caldo secar. Prove o tempero: sal e pimenta do reino.

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Sirva o filé com este último molho de cogumelos quente por cima. Sugiro, como guarnição, batata cozida com a casca e arroz com brócolis.

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Tilápia com crosta de macadâmia

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A tilápia é um peixe de criatório que tem um preço bom e, bem feita, pode se tornar um prato bem gostoso. Já pensou em servir um prato sofisticado com tilápia? Vai fazer bonito gastando pouco!

Tilápia com crosta de macadâmia

Escolha de 6 a 8 peixes (dá para 4 a 6 pessoas) grandes e firmes, bem rosados. Vai usar sal, 1 limão, azeite, 50 gr. de macadâmia, 1 ovo e 2 torradas. Separe dois pirex para assar o peixe.

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Lave e tempere os peixes com sal e limão. Deixe-os por 15 minutos a meia hora no tempero. Pré-aqueça o forno a 220 graus. Disponha-os no pirex untado com pouco azeite e leve ao forno para assar. Verifique se está assado espetando um garfo. Se começar a dar água, aumente a temperatura do forno para 250 graus.

Passe no processador 1 xícara de café cheia de macadâmia. Rale 2 torradas de pão de forma e misture.

Quebre um ovo e misture a clara com a gema. Pincele os peixes assados e passe-os na farinha de macadâmia e pão. Ponha-os no pirex e volte ao forno para dourar a crosta.

Como acompanhamento, sugerimos fazer o arroz 7 grãos e servir com cenourinhas baby cozidas e passadas no azeite.

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Homus

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Homus 

Esta é a famosa pasta de grão-de-bico da culinária árabe, que é servida com o pão árabe. Pronuncia-se “Rumes”, com o r arranhando a garganta, como rr. Ideal para aperitivo, como entrada ou para lanche.

Para servir 8 pessoas, você vai precisar de 200 gr. de grão-de-bico cru, pasta de gergelim*, limão, sal com alho e pimenta síria.

O pacote de grão-de-bico vem com 500 gr, então retire 2/5 do pacote. Coloque os grãos de molho de véspera para que cozinhem mais depressa. Para cozinhar na panela de pressão, despeje os grãos na panela e cubra-os com água fria. Depois que a panela começar a apitar, conte o tempo: deve cozinhar cerca de 30 minutos ou até que os grãos estejam desmanchando de tão macios. Escorra os grãos, jogando fora a água do cozimento. Se não tem costume de usar panela de pressão, veja a dica aqui.

Bata no liquidificador o grão-de-bico ainda quente com 2 colheres de sopa de pasta de gergelim*, um pouco de água fria filtrada – o suficiente para que consiga bater os grãos até formar uma pasta da consistência de patê. Tempere a gosto com o suco de 1 limão e 1 colherinha de café rasa de sal e um tico de pimenta síria.

* a pasta de gergelim mais comum de encontrar-se à venda é a Tahine da tradicional marca Istambul, vendida em uma lata amarela e verde. É um produto muito rico em proteínas. Dica: pode ser guardado na geladeira para uso futuro, dentro da própria lata e envolto com filtro plástico.

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Linguicinha ao vinho

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Este é um aperitivo delicioso, bom para acompanhar vinho. É bem fácil de fazer.

Compre a linguicinha especial para aperitivo. Lave e fure cada uma fazendo um pequeno corte com uma faquinha. Coloque-as no micro-ondas para assar por 5 minutos ( atenção: se você não furar a linguiça ela estoura!)

Veja como fazer o molho: misture 1 xícara de café de aceto balsâmico com a mesma quantidade de vinho tinto. Leve ao fogo baixo em uma panelinha. Deixe evaporar o álcool e então misture 1 colher de sobremesa de maisena, previamente diluída em um pouco de água. Cozinhe em fogo baixo por uns 2 minutos e junte a linguiça, cozinhando por mais 5 minutos. Sirva imediatamente, pois à medida que esfria o caldo pode engrossar.

Acompanhe com pão francês ou baguette, natural ou ligeiramente torrado.

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Quindim

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A receita desta delícia rara que leva o nome de quindim perde-se no tempo, de tão antiga – talvez tenha cerca de quinhentos anos. Em Portugal tem um doce quase igual que se chama brisa-de-Liz, só que é feito com amêndoa. No Brasil, é feito com côco, trazido originalmente das costas d’África como lastro nos navios negreiros; por aqui as palmeiras e coqueiros se esparramaram como se fossem nativas. Daí se conclui que o quindim é uma adaptação brasileira do doce português, certamente com origem no Brasil Colonial. Lembro-me de referências aos “quindins de iaiá” nos romances de Machado de Assis e outros de seu tempo.

A receita que aqui vai é a da minha família, que me foi passada pela minha tia, perita na arte do quindim e de tortas deliciosas – ainda pego estas receitas com ela!

Quindim

Você vai precisar usar 20 forminhas de alumínio de tamanho médio se quiser fazer o docinho tradicional. Outra opção é fazer o quindão, usando aquela forma de bolo que tem um furo no meio.

Separe: 1 ovo inteiro mais 6 gemas. Tire a pele das gemas uma a uma, beliscando-as e puxando a pele para cima, deixando escorrer o líquido entre os dedos. Passe as gemas em uma peneira fina.

Vai usar: 1 colher de sopa rasa de manteiga, 1 xícara de chá de açucar refinado e igual quantidade de côco ralado. Se não quiser tomar o trabalho de esquentar o côco no fogo, quebrá-lo, retirar a noz e ralar, compre côco ralado congelado. Não presta fazer quindim com côco ralado seco de pacote.

Tome a batedeira e misture o ovo com as gemas. Acrescente o açúcar, depois a manteiga e o côco ralado. Unte as forminhas com pouca manteiga e polvilhe-as com açúcar. Misture novamente o creme e encha as forminhas até ¾ da altura. Deixe descansando até verificar que o côco subiu.

Pré aqueça o forno a 180 graus. Esquente água em um caneco. Coloque as forminhas em um tabuleiro grande e alto e coloque-o na prateleira do forno. Preencha o tabuleiro com água até a altura da metade das forminhas, no máximo.

Vigie o cozimento para não deixar corar. Teste se já estão cozidos enfiando um palito – se sair limpo, está pronto!

Coloque na geladeira, desenforme e sirva frio.

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Bacalhau com crosta de broa

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Minha filha casada voltou de Portugal com esta nova receita de bacalhau que comeu em um dos restaurantes famosos do país – o Buxa, que fica no Largo das Oliveiras, na encantadora cidade histórica de Guimarães. Quem já foi lá certamente encantou-se com esta cidadezinha com a qual a nossa Ouro Preto tanto se parece!

Tal qual a mãe, se saboreia um novo prato e aprova, passa para a segunda parte: observa o feitio e apura os sentidos para perceber sabores, aromas e formas. Pois minha filha registrou tudo e, tão logo chegou, veio testar a receita com a mãe e a irmã blogueiras. Por minha conta, contra a vontade dela que não queria mudar a receita original, coloquei um tomate só para dar cor no prato. Acertamos em cheio, mas também a receita é fácil. Experimente:

Bacalhau com crosta de broa

Para 2 pessoas, prepare 2 boas postas de bacalhau claras e altas. Clique aqui para ver em detalhes a maneira de preparar o bacalhau – dessalgar trocando água fria 3 a 4 vezes por dia por 48 horas, aferventar na água e retirar pele, gorduras e ossos com cuidado para não estragar a posta.

Compre 2 broas de fubá em uma boa padaria e deixe por 2 dias embrulhadas em papel de pão.

Separe 4 cebolas médias, 2 dentes de alho, 1 ovo e azeite. Para guarnição, escolha 1 tomate tipo italiano maduro. Corte as cebolas em quatro e pique o alho miudinho. Esfarele as broas de modo a obter uma farinha grossa.

Seque as postas de bacalhau. Derrame na frigideira 3 colheres de sopa de azeite. Frite ligeiramente as postas. Retire e deixe esfriar. Na mesma frigideira, passe ligeiramente a cebola e o alho, sem deixar dourar.

Pré aqueça o forno a 250 graus.

Misture a clara com a gema e pincele todos os lados das postas de bacalhau. Pouco ovo, é só para a crosta grudar. Passe as postas na farinha de broa. Tome uma travessa refratária que possa ir à mesa ( a não ser que vá servir empratado), unte com azeite e coloque uma camada de cebola no fundo. Coloque por cima as postas – no meio – e mais a cebola com o alho e o azeite nas laterais. Derrame mais 2 colheres de sopa de azeite. Acrescente mais farinha de broa. Leve ao forno a 220 graus para dourar a crosta (sem colocar papel alumínio). Aproveite o forno e coloque o tomate cortado em 4 para assar com azeite.

Sirva o bacalhau com as cebolas e o tomate assado. Uma boa pedida de guarnição é a batata ao murro.

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Tabule

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O tabule é uma receita da culinária árabe muito apreciada, pois é uma salada leve e refrescante encorpada com trigo, perfeita para servir como entrada ou refeição ligeira. Os vegetarianos adoram! A proporção da mistura dos ingredientes é o ponto fundamental. E a grande dica é servir junto com alface romana bem fresquinha.

A receita seguinte é para 8 pessoas.

O primeiro passo é colocar o trigo para kibe de molho em água fria por 1 hora. Para 1 xícara de café de trigo coloque 3 xícaras de água. Para esta quantidade de trigo – que depois de hidratado deve dar 1 xícara de chá quase cheia – você vai usar 3 tomates tipo italiano bem maduros, 2 cebolas grandes, 2 maços de salsinha, 1 de cebolinha e outro de hortelã.

Enquanto o trigo está de molho, corte o tomate em quatro, retire o miolo e as sementes, torne a cortar cada parte em quadrinhos bem pequenos (clique aqui para ver dica de como cortar o tomate). Pique a cebola bem miudinha no processador. Deve dar 2 xícaras de chá de cada. Pique a salsinha, a cebolinha e a hortelã o mais miudinho que conseguir. Verifique se completa 1 xícara de chá da salsinha picada, a mesma quantidade da cebolinha e 1 xícara de café de hortelã.

Esprema o trigo com as mãos par tirar o excesso de água. Misture o trigo com os demais ingredientes já picados. Salpique um pouquinho de pimenta síria e um tantinho de sal. Tempere com limão e azeite. Prove o tempero.

Para servir o tabule à maneira libanesa, coloque 1 colher de sobremesa do tabule pronto no meio de uma folha de alface, deite um fio de azeite e enrole como uma trouxinha.

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Canapé de alho poró com queijo brie

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Este canapé é ótimo para servir de entradinha acompanhando espumante, vinho ou whisky. A forminha ideal para o canapé é aquela de massa folhada que você compra pronta em pacotinhos – as da Arosa são excelentes. A receita a seguir é para 30 forminhas.

Você vai precisar de 1 talo de alho poró, 1 colher de sobremesa de azeite ou manteiga, 1 dente de alho pequeno socado com 1 colher de café de sal, 1 fatia de 100 gr. de queijo brie, ½ a 1 xícara de leite, 1 colher de sobremesa de farinha de trigo. Para a cobertura, 1 xícara de chá de queijo minas tipo canastra ralado.

Corte o queijo brie em lâminas finas. Em uma panelinha, torre a farinha de trigo, retire e guarde em uma xícara. Na mesma panela, no fogo fraco, despeje o leite e derreta o queijo. Junte a farinha e mexa até ferver. Acrescente mais leite, se necessário, até obter um creme bem liso da consistência de mingau. Reserve.

Em uma frigideira, doure o sal com alho na manteiga ou azeite e junte o alho poró. Mexa até que frite por igual. Junte o creme. Misture. Prove o tempero, pode acrescentar uma leve pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino. Verifique o ponto do creme: deve ter uma consistência média, fácil de colocar às colheradas nas forminhas.

Preencha as forminhas com a ajuda de uma colher de café, enchendo-as até ¾ do volume. Cubra com o queijo minas ralado.

Coloque as forminhas em um tabuleiro forrado com papel manteiga ou ligeiramente untado com óleo. Leve ao forno pré aquecido a 180 graus e asse até verificar que o queijo derreteu. Sirva quente.

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Lasagna com ragu de cordeiro e pesto de hortelã

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Esta é uma receita muito especial criada pelas minhas filhas. A mamãe fica toda orgulhosa de ver como elas estão se desenvolvendo na cozinha desde que iniciamos este blog. Também temos influenciado muitas amigas e muita gente pelo mundo inteiro. O blog já gerou o nosso álbum Sal & Alho – que virou mania de colecionar receitas – e até o nosso curso de culinária que está o maior sucesso!

A filha caçula blogueira faz uma pasta caseira fantástica, que já publicamos no dia 27/09. A filha casada faz um ragu de carne maravilhoso que publicamos no último 23/10. Pois a filha casada teve a feliz ideia de juntar tudo e inventou esta receita. Fomos as três juntas para a cozinha prepará-la. Ficou divina!

Lasagna com ragu de cordeiro e pesto de hortelã

A receita é feita em quatro partes: o preparo da pasta, o preparo do ragu, o preparo do pesto e a montagem e cozimento da lasagna.

Veja os ingredientes por parte.

Parte I – Preparo da pasta caseira de lasagna:

A medida padrão é: para cada ovo,100 gr. de farinha de trigo. Para um pirex grande de uma receita pronta, que dá para 12 a 15 pessoas, vamos usar: 6 ovos e 600 gr. de farinha de trigo, mais 2 colheres de sopa de azeite e 2 colheres de chá de sal.

Limpe a superfície da bancada e coloque  a farinha de trigo pesada – 600 gr. Faça um monte como se fosse um vulcão e coloque os 6 ovos inteiros dentro da cavidade central. Com um garfo, bata ligeiramente os ovos, incorporando as gemas às claras, com cuidado para não romper as laterais do “vulcão”. Neste ponto, acrescente o azeite e o sal. Misture. Continue batendo com o garfo e aos poucos, com a outra mão, traga um pouco dessa farinha para o centro, misturando-a com os ovos, até formar uma massa homogênea. Quando a massa começar a tomar forma, largue o garfo e coloque as mãos na massa, literalmente. Faça uma bola com a massa e deixe-a descansando por cerca de uma hora, coberta com um pano.

Se tiver uma máquina de preparar massa, molde a massa em formato de bisnaga, com uma espessura que preencha a palma da mão. Com uma faca grande e afiada, corte-a, sobre a bancada, em pedaços de dois dedos de largura, como quem parte um pão. Deite cada pedaço e achate-os com a palma da mão, preparando-os para passar no cilindro. Se a massa não estiver seca, polvilhe-a com farinha de trigo antes de passá-la no cilindro. Isto é muito importante, pois se a massa estiver úmida, vai grudar na máquina e danificá-la. Agora chame um assistente, pois esta parte requer quatro mãos – duas para controlar a máquina e duas para controlar a massa. Comece pela medida mais larga da máquina. Insira a massa na parte de cima e recolha a massa espichada por baixo, com cuidado para mantê-la esticada. Para obter uma massa mais homogênea, dobre-a em três partes, no sentido do comprimento e passe-a novamente na mesma medida de cilindro, por três vezes. Atenção: a massa a ser inserida não deve ser mais larga do que a máquina, sobrando de um a dois dedos de cada lado. Prossiga diminuindo a espessura, repassando a massa uma vez em cada número, até obter uma massa fina e bem comprida. Reserve uma superfície grande e seca, polvilhada com farinha de trigo para descansar a massa. Ao repousá-la, polvilhe também um pouco de farinha por cima. Repita o mesmo procedimento com todos os pedaços. Ao terminar, recorte as fatias nas laterais, para um melhor acabamento. Observe a travessa em que vai montar e tente recortar suas grandes lâminas em pedaços que se encaixem na mesma.

Se não tiver a máquina, abra a massa com o bom e antigo rolo de massa, sempre com o cuidado de polvilhar a bancada e também o rolo sempre que necessário. Neste caso, o objetivo é obter lâminas de massa aproximadamente da mesma espessura. Corte em retângulos ou quadrados que se encaixem na sua travessa.

Para cozinhar as lâminas da massa: ponha água para esquentar em uma panela grande. Quando a água ferver, coloque 4 lâminas de cada vez e deixe por cerca de 3 minutos ou até que fiquem esbranquiçadas e se partam com o garfo. Durante o cozimento, mexa com um garfão para não agarrarem umas nas outras. Quando estiverem ao dente (oferecendo ligeira resistência ao corte), retire-as separadamente usando o garfão e disponha-as abertas sobre um pano de prato. Esta é a parte mais difícil: é importante abrí-las por completo, mesmo muito quentes, usando a ponta dos dedos, de pouco em pouco. Agora sua massa está pronta e você poderá usá-la imediatamente, tal como usa as compradas prontas.

Se quiser ver mais fotos do preparo da pasta veja a receita publicada no dia 27 de setembro.

 

Parte II – Preparo do ragu de cordeiro

Para o recheio desta lasagna de hoje, considere: 1,5 kg. de pernil de cordeiro desossado, já temperado, cortado em cubos. Separe: 1 colher de sopa de azeite, ½ xícara de chá de bacon picadinho,1 cebola, 2 cenouras, 2 dentes de alho,1/2 xícara de chá de vinho tinto, 2 latas de pomodori pelati (ou 6 tomates sem semente picadinhos) , 2 xícaras de chá de caldo de carne (400 ml) e um bouquet garni. 
Sal, a gosto. Vai precisar de uma panela grande com tampa e uma colher de pau.

Frite o bacon no azeite. Assim que começar a soltar a gordura, acrescente os cubos de carne e frite-os até corar. Tire a carne da panela e reserve. À parte, cozinhe as cenouras até começarem a amolecer.

Na mesma panela, frite bem a cebola picadinha, o alho e a cenoura picadinha. Quando começar a agarrar, junte o vinho, misture e deixe evaporar. Acrescente um pouco do caldo de carne previamente aquecido e raspe o fundo com uma colher de pau para formar o primeiro caldo. Deixe reduzir e junte os tomates da lata (ou os tomates picadinhos) e aí volte com a carne para a panela. Junte o caldo de carne quente e o bouquet garni. Prove o sal e tampe a panela. Deixe cozinhar no fogo baixo por, pelo menos, 2 horas. Se, ao final do cozimento, a carne não estiver desmanchando, termine de desfiá-la e misture-a novamente ao molho. Deixe em fogo baixo ainda por uns 20 minutos para que a carne desfiada fique bem incorporada ao molho. Não se esqueça de retirar o bouquet garni e os dentes de alho, se ainda estiverem inteiros.

Se quiser ver mais fotos do ragu veja a receita publicada dia 23 de outubro.

 

Parte III – Preparo do pesto de hortelã

Você vai precisar de: 1 molho de hortelã, 30 gramas de queijo pecorino, 8 pinolis, sal com alho e azeite. Junte tudo e soque com o pilão até que as folhas fiquem bem miudinhas e o azeite verdinho. Misture tudo e verifique o sal.

 

Parte IV – Montagem da lasagna e cozimento

Além da pasta, do ragu e do pesto, você vai usar 10 fatias de muçarela, para uma camada de queijo.

Escolha uma travessa tipo pirex de tamanho médio. Unte o fundo da travessa com um pouco do molho (sem a carne). Disponha as camadas: 1a. lasagna cortada de modo a preencher toda a superfície, sem sobrepor; 2a. 1/3 do ragu; 3a. lasagna; 4a 1/3 do ragu, 5a. lasagna, 6a. o restante do ragu, 7a. lasagna, 8a. muçarela, 9a. pesto.

Pré aqueça o forno a 200 graus. Leve a pirex ao forno para assar até verificar que o queijo derreteu e o molho já está quase borbulhando. Retire e sirva bem quente.

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Para a receita da Parte I, a pasta caseira para lasagna, clique aqui.

Babaganush

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O babaganush é aquela pasta de beringela deliciosa da culinária árabe que é degustada com o pão árabe. Ideal para servir como aperitivo ou para um lanche. Pronuncia-se “babarranush”.

Segredinho especial que passamos para você: como obter aquele gostinho de berinjela defumada que faz toda a diferença! A escolha e o preparo da berinjela são muito importantes. Prefira berinjelas pequenas e gordinhas. Defumar não é nenhum mistério – você poderá fazer este processo no seu próprio fogão a gás.

Para uma porção que serve 8 pessoas: 3 berinjelas pequenas, pasta de gergelim, pimenta síria, 1 a 2 dentes de alho, 2 limões tahiti e sal.

O segredinho: asse as 3 berinjelas direto da trempe do fogão até sentir uma delicioso aroma de berinjela defumada se espalhando por toda a cozinha. Durante o cozimento, vire-as, com cuidado para não se queimar, de modo que assem por igual. Deixe que esfriem e retire com cuidado a casca das berinjelas tirando toda a pele, com os dedos, sob o jato de água corrente.

Coloque no liquidificador os ingredientes na ordem a seguir e bata-os na função pulsar (ou seja, bater para picar mas sem deixar liquefazer): 1 dente de alho, 2 colheres de sopa de pasta de gergelim*, suco de 2 limões, 1 colherinha de café rasa de sal , um tico de pimenta síria e as berinjelas. Coloque a pasta batida em uma travessa, deite um fio de azeite caprichado e enfeite com folhinhas de ervas.

* a pasta de gergelim mais comum de encontrar-se à venda é a Tahine da tradicional marca Istambul, vendida em uma lata amarela e verde. É um produto muito rico em proteínas. Dica: pode ser guardado na geladeira para uso futuro, dentro da própria lata e envolto com filtro plástico.

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