Purê de banana da terra

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Este purê é ideal para acompanhar qualquer tipo de carne – seja de boi, porco, cordeiro, frango ou peixe. O importante é ser feito com banana-da-terra bem madura; também é necessário que a banana cozinhe até quase desmanchar.

Até alguns anos atrás, este purê era considerado comida de roça, de gente simples. Há uns dez anos os chefs começaram a valorizar a culinária regional brasileira e assim este purê virou prato gourmet. Hoje pode ser degustado nos melhores restaurantes, em receitas assinadas por chefs famosos. Mas não tem mistério não! Como este blog conta tudo, aqui vamos ensinar como se faz.

Purê de banana-da-terra

Separe 3 bananas-da-terra grandes e bem maduras, 1 colher de sopa de açúcar mascavo, 1 colher de sopa de manteiga, sal e pimenta a gosto.

Cozinhe as bananas em panela de pressão por aproximadamente 40 minutos após pegar pressão.

Resfrie e descasque-as.

Em outra panela, derreta a manteiga, junte o açúcar*, misture e imediatamente acrescente as bananas. Mexa bem com uma colher de pau, em fogo médio, para que as bananas se desmanchem. Cozinhe, mexendo para não agarrar no fundo da panela, até secar o excesso de líquido que irá de formando. Acerte o ponto do sal e da pimenta (a gosto) para que o purê não fique completamente doce. Sirva quente.

Obs.: * a coloração do purê dependerá do quão madura está a banana. Caso esteja bastante madura, é normal o purê ficar mais escuro e mais doce. Neste caso, acrescente o açúcar aos poucos, para que possa dosar a quantidade.

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Robalo com crosta de pistache

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Esta receita pode ser feita com qualquer peixe branco do qual se possa retirar filés ou meia postas, como badejo, linguado, namorado, pescada e outros. Escolhemos robalo por ser um dos que mais apreciamos. Da mesma forma, a crosta de pistache pode ser substituída por crosta de amêndoa, de pinole, de castanhas do pará ou de cajú e até um mix de castanhas. Assim você pode variar o preparo de peixes.

Robalo com crosta de pistache

Para 2 pessoas, compre 600 gr. de filé de robalo. Para o tempero, basta sal, limão e pimenta do reino branca. Vai precisar de azeite extra virgem. Para a crosta, conte 20 pistaches.

Seque bem o peixe e tempere-o com uma misturinha de sal e pimenta – 1 colherinha de café é suficiente – mais 1 colher de sobremesa de suco de limão tahiti. Espalhe igualmente por toda a superfície e deixe pegando tempero por meia hora.

Deixe os pistaches de molho na água para facilitar a retirada da casca e do excesso de sal.

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Aqueça a frigideira, deite 1 colher de sopa de azeite e sele os filés dos dois lados, com cuidado.  Use uma espátula para não quebrar os filés. Se começar a agarrar, coloque mais azeite. Antes que comecem a corar, transfira-os para uma assadeira untada com azeite e leve ao forno por 15 minutos. A selagem é feita para evitar que o peixe dê água, fique borrachudo, custe a cozinhar e a dourar.

Dica: se você não tiver alergia a glúten, pode passar o filé na farinha de trigo antes de levá-lo à frigideira mas, atenção: o filé precisa estar bem seco e a camada de farinha tem que ser bem fina. Para isto, depois de empaná-lo, dê uns tapinhas para tirar o excesso da farinha. Isto é bom para o peixe não quebrar, se o filé for muito fino.

Enquanto isto, descasque os pistaches e pique-os grosseiramente. Coloque-os sobre os filés, ainda dentro do forno, assim que começar a corar, para que dourem juntos.

Para acompanhar o peixe, sugerimos um purê de banana da terra. Aguarde a próxima receita!

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Torta de chocolate com biscoito Oreo

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Esta é uma das sobremesas de chocolate preferidas de minha família. Você pode variá-la fazendo o contorno da torta com outros biscoitos, como Bis e Kit-Kat e também variar o recheio, colocando chocolate branco e misturando ligeiramente para que o recheio fique mesclado.

Torta de chocolate com biscoito Oreo

Separe estes ingredientes: ½ pacote (ou 100 gr.)de biscoito maizena e 1 colher de sopa de manteiga para a base da torta. Para montar o contorno da torta: 1 pacote de biscoito Oreo. Para o recheio: 1 lata de leite condensado, ½ caixa de creme de leite, ½ sachê de gelatina em pó (ou 1 colher de chá cheia), 1 barra (ou 150 gr.) de chocolate.

Veja se tem este material: 1 forma de fundo desmontável com 18 cm de diâmetro, papel manteiga, caneta e tesoura.

Primeiro vamos preparar a base da torta. Tire o fundo da forma, coloque-o sobre uma folha de papel manteiga, risque a circunferência com uma caneta e recorte o círculo. Forre o fundo da forma com o papel recortado e feche-a.

Ligue o forno a 180 graus. Bata no processador o biscoito maizena com a manteiga derretida (no forno micro ondas). Despeje a mistura na forma e nivele-a. Disponha os biscoitos nas laterais da forma, fazendo uma coroa completa. Afunde-os um pouco para que encostem no fundo da forma. Leve ao forno por 15 minutos ou até que a massa fique da cor de caramelo. Dica: para não queimar no fundo, ponha a forma desmontável na prateleira de cima do forno e na prateleira de baixo ponha uma assadeira de alumínio vazia. Depois da base assada, deixe a forma esfriar completamente.

Agora vamos ao recheio: Bata no processador o leite condensado (385 gr.) com 100 gr. de creme de leite. Misture o pó de gelatina em ½ xícara de café de água. Leve ao micro ondas por 30 seg para derreter e depois coloque na geladeira. Tome uma travessa, pique metade do chocolate em barra e leve ao micro ondas por 1 min. para derreter. Junte o chocolate derretido à mistura e torne a bater. Se tiver sobrado biscoito pode misturar na massa. Bata até ficar bem misturado. Acrescente a gelatina e bata no modo pulsar só para misturar rapidamente.

Despeje o recheio dentro da forma e leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas antes de servir. Para enfeitar, tire lascas do chocolate que sobrou e coloque-as sobre a torta.

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Receitas de bacalhau 

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Reza a tradição brasileira que Sexta-feira da Paixão de Cristo é dia de comer bacalhau. Se for fazer jejum, faça o bacalhau no Domingo de Páscoa!

Aqui no blog já publicamos mais de 20 receitas de bacalhau, tanto as tradicionais portuguesas e suas adaptações mineiras como algumas inspiradas em pratos que comemos e gostamos ao redor do mundo. Também há outras, criadas por nós – a família da mãe e das duas filhas blogueiras.

Um dos artigos muito acessados neste blog são as nossas dicas de como escolher e preparar o bacalhau para as receitas. Clique aqui e dê uma olhadinha, sempre ajuda.

Veja a lista de receitas consagradas que escolhemos para você preparar para a sua família e amigos. Escolha uma delas, com o passo-a-passo que ensinamos será muito fácil fazê-la. Experimente e garantimos o sucesso! Clique para ver a receita e imprimi-la.

Bolinho de bacalhau

Salada de Bacalhau 

Salada de Bacalhau com feijão fradinho

Torta de Bacalhau da mamãe

Bacalhoada

Bacalhau a Brás

Bacalhau com natas

Bacalhau a lagareiro

Bacalhau a Vera-Cruz

Bacalhau com crosta de broa

Bacalhau à francesa

Bacalhau à Isabela

Bacalhau do Alcimar

Bacalhau fresco ao creme de três batatas

Bacalhau com abobrinhas

Bacalhau com grão-de-bico

Tortinha de bacalhau com feijão preto

Bacalhau a Gomes de Sá

 

Mesmo se estiver com pouco tempo , não desista, veja esta receita:

Bacalhau assado em 15 minutos 

 

E se estiver só, cozinhe para você!

Bacalhau para um 

 

Mousse de chocolate francesa

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Esta é a antiga e tradicional receita de mousse de chocolate francesa, do tempo em que não existiam leite condensado e creme de leite industrializados para facilitar a nossa vida. Hoje se faz uma “falsa” mousse misturando-se esses ingredientes (ou um deles) ao chocolate (ou a algum suco de frutas), um espessante como a gelatina em pó e as claras de ovos batidas, sem as quais não se obtém a consistência de espuma leve das mousses. Porém não custa aprender e experimentar a receita tradicional, muito simples de se fazer e deliciosa. Esta mousse tem a consistência ideal para rechear bombons e, no caso de hoje, ovos de Páscoa.

Mousse de chocolate francesa tradicional 

Dos chocolates à venda no Brasil, o melhor para o preparo desta mousse pode ser comprado em lojas especializadas: vai precisar de 350 gr. de pó para massa de suflair. Se não consegui-la, derreta a mesma quantidade de chocolate Suflair em barra ou então misture 250 gr. de outro chocolate (ao leite, meio-amargo) e 100 gr. de açúcar refinado. Serão necessários 60 gr. de manteiga ( compre em barra e calcule) e 4 ovos.

A manteiga e os ovos precisam estar em temperatura ambiente, portanto tire-os da geladeira no mínimo uma hora antes do preparo. Prepare o banho-maria: escolha uma panela média e uma travessa de vidro refratária que encaixe dentro na panela de modo a ficar metade para fora. Coloque na travessa o chocolate e a manteiga e leve ao fogo brando para derreter, mexendo sempre com uma colher de pau. Obs.: Se for usar chocolate mais açúcar, coloque-o junto. Quando obtiver uma massa bem lisa e homogênea, desligue, vire em uma travessa funda e deixe esfriar.

Separe as claras das gemas. Misture somente as gemas  ( retire apela antes*) à massa de chocolate e misture bem. Na batedeira, em velocidade alta ( ou à mão com um fuê) bata as claras em neve bem firme. Aos poucos, junte as claras em neve à massa de chocolate, misturando de fora para dentro e de baixo para cima com carinho para as claras não perderem o volume. Deixe na geladeira por, no mínimo, 3 horas antes de servir.

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Recheando os ovos de Páscoa:

Dica de como tirar a pele de gemas:

* se não tirar a pele da gema a sobremesa ficará com gosto e cheiro de ovo. Como fazer? Aprenda: quebre o ovo ao meio na quina da pia, deixando clara e gema na metade da casca que ficar em sua mão direita. Sobre um recipiente para aparar as claras, despeje-as na sua mão esquerda em concha, deixando que a clara escorra entre os seus dedos até ficar só com a gema sobre os dedos. Sobre outro recipiente para aparar as gemas e com os dedos polegar e indicador da mão direita fazendo uma pinça, dê um beliscão na gema e puxe a pele inteira, depositando a gema sem pele no recipiente. Se for canhoto(a) faça tudo ao contrário.

Carne de panela com cerveja preta e especiarias

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Minha filha mais velha, nossa ≠colaboradoracasada, nos convidou para jantar uma noite dessas. Ela inventa as receitas conforme o que lhe dá vontade de comer e esta ficou deliciosa e bastante diferente, portanto, passo a receita para vocês. Além de fácil de fazer ainda é bem econômica! Ela brilhou!

Ingredientes para 8 pessoas: 1,6kg de músculo bovino, 1  1/2 cebola picada em cubinhos, 10 cebolinhas baby , 3 dentes de alho amassados, 1 lata de cerveja preta, 1 lata de pomodorini pelati ( tomate sem pele e sem semente), 1 colher de sopa de ras el hanout* . Opcional: 10 cogumelos Paris fatiados e 1 colher de sopa de mel

*Ras-el-hanout é o nome dado à uma mistura de especiarias feita no Marrocos que normalmente contém, entre outras: gengibre, cardamomo, canela, coentro, cúrcuma, páprica, cominho, noz-moscada, cravo, pimentas e sal. Se não achá-lo para comprar, tente fazer seu próprio tempero com os ingredientes que conseguir.

Dica: Esta receita foi feita no tagine, que é ótimo para fazer carnes cozidas. Se não tiver esta panela especial, faça em alguma outra que seja funda, de preferência de ferro, pois fica no mínimo 3 horas no fogo baixo.

Primeiro separe os ingredientes. Descasque os dentes de alho e as cebolas. Pique a cebola branca em cubinhos bem pequenos para que sumam no molho ao cozinhar. As cebolas baby, deixe inteiras. Amasse os dentes de alho, deixando-os inteiros. Aqueça 1 litro de água.

Esquente a panela e deite azeite para fritar a carne. Retire-a e reserve em um recipiente a parte.  Acrescente a cebola picadinha e deixe que absorva a borra da carne que ficou na panela; se precisar verta um pouco de água quente e mexa até formar um caldo. Coloque os alhos amassados mas inteiros e misture o ras el hanout. Agora acrescente a cerveja e espere que o álcool evapore. Volte com a carne para a panela, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 2hs. Verifique sempre o nível do molho: se secar, vá acrescentando, aos poucos, água quente pelas beiradas (nunca em cima da carne!)

Após 2:30hs de cozimento, acrescente os tomates pelados. Aproveite o molho precioso da lata misturando um pouco de água quente e então despeje-o na panela. Junte as cebolinhas baby inteiras.

Quando completar 3hs de cozimento, caso queira, acrescente os cogumelos fatiados e o mel. Deixe cozinhar por mais 30 minutos e está pronto!

Sirva com gnocchi de mandioquinha e um bom vinho francês.

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carne cozida Mariana

Ovos mexidos

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Quem sabe fazer ovos mexidos sobrevive em qualquer lugar do mundo, salvo, talvez, na terra dos esquimós (será que comem ovos de pinguim?) Ao mesmo tempo que é uma tarefa muito fácil também pode ser uma obra de arte – você pode variar as cores e os sabores, inclusive pode se tornar um artista especializado em ovos mexidos! Tem mais, é um alimento saudável, nutritivo, rico em proteínas e perfeito para quem faz dieta.  Pode ser feito para o café da manhã, para qualquer hora do dia e ainda quando chega faminto em casa de madrugada e deseja preparar algo para comer que dê pouco trabalho e previna a ressaca do dia seguinte.

Basicamente vai precisar, por pessoa (em nível normal de fome):  2 ovos, 1 colher de sopa de manteiga (pode ser azeite) e sal. A partir daí começa o gosto pessoal e a sofisticação. O mais simples pode ficar delicioso se juntar 1 colher de chá de queijo minas ou parmesão ralado e salpicar cheiro verde (salsinha e cebolinha) picado na hora. Vamos à receita de hoje:

Ovos mexidos com presunto cru e aspargos

Separe dois ovos, 2 fatias de presunto e 2 talos de aspargos, azeite e sal. Pique os aspargos e coloque os tronquinhos em uma frigideira com um pouco de água ( 1/2 xícara de chá). Leve ao fogo e deixe a água secar, verificando se os aspargos estão macios. Rasgue as fatias de presunto em tamanhos que caibam na boca sem precisar partir. Enquanto isto, quebre os ovos sobre um prato fundo e bata-os com um fuê ou com 2 garfos juntos até que fique espumoso. Coloque sal (se quiser junte uma pitada de pimenta do reino).

Coloque de volta a frigideira limpa e seca no fogo e deixe que derreta 1 colher de sopa de manteiga ou azeite. Despeje os ovos assim que batê-los, de forma a ocupar toda a superfície da panela. Baixe o fogo. Espere que o ovo comece a endurecer nas bordas. É a hora de espalhar, rapidamente, os ingredientes escolhidos -no caso os aspargos e o presunto cru. Agora corte o ovo em pedaços grandes e vire-os ao contrário para tostarem levemente. Mexa tudo e sirva imediatamente. O acompanhamento perfeito são torradas acabadas de sair da tostadeira.

Use sua imaginação e bom gosto para variar os ingredientes, mas aconselho nunca usar mais de dois, a não ser que o terceiro seja queijo ou ervas:

1- use qualquer tipo de queijo, ralado ou cortado em fatias finas ou cubinhos.

2- cebola branca ou roxa cortada em fatias grossas: antes de juntar, frite-as à parte.

3- tomate: corte em fatias finas ou cubinhos e junte ao final.

4- legumes, como brócolis, cenoura, abobrinha: precisam ser aferventados à parte antes de misturar.

5- cogumelos: afervente-os antes e pique em fatias finas.

6- linguiça ( aferventar e fritar antes  no micro ondas) , salaminho ou carne desfiada picados.

7 – ervas frescas picadinhas ou ervas secas.

8- jiló ou quiabo: precisam ser fritos e escorridos à parte.

9 – alcaparras, alcachofras ou azeitonas: só retirar do vidro, escorrer e picar.

Se estiver com muita preguiça, veja o que tem de resto de salada ou carne na geladeira.

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Camarão jamaicano

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Na oportunidade de visitar Orlando, na Flórida, Estados Unidos, não deixe de reservar parte da tarde e a noite para passear na Universal Citywalk , um centro de entretenimento com cinemas, lojas, restaurantes, discotecas e outras atrações. Há muitos restaurantes com decoração e cardápios internacionais e torna-se difícil escolher o que comer, tal a variedade. Como estive ano passado no Caribe e adoro reggae e mojito (bebida com rum e hortelã), escolhemos jantar em um restaurante típico – que é a cópia da casa de Bob Marley – a fim de experimentar a culinária jamaicana. O cardápio oferece variações em torno de frutos do mar e decidi-me por um camarão com legumes. Provei, delicioso. Comi tudo! Sentindo o aroma e o paladar achei que era possível reproduzir a receita em casa. Pois fiz com tanto capricho que ficou mais gostoso que o original. Assim mostro a foto do prato e do cardápio do restaurante e, em seguida, passo a receita feita por mim.

Camarão com quiabo e coco à moda da Jamaica

Escolha camarões médios (pode ser tamanho 71/90) e calcule, por pessoa, cerca de 100 gr. de camarão já descascado e limpo. Considerando uma porção para 4 pessoas, separe quiabos, 2 tomates tipo italiano grandes e maduros, sem pele e sem sementes, 2 cebolas, 2 dentes de alho, 1 espiga de milho verde, ½ garrafinha ou 100 ml. de leite de coco, 1 xícara de café de coco natural ralado grosso, 1 limão thaiti, sal, azeite, pimentas tabasco e malagueta a gosto, 1 colherinha de café de curry*. Calcule o equivalente a 3 xícaras de chá cheias dos seguintes legumes: 1/3 de uma abobrinha mineira ou italiana (verde) , 1/3 de abóbora paulista ( rajada por fora e laranja por dentro), a mesma quantidade de pimentão vermelho (pode colocar amarelo e/ou verde) .

Lave, tire as tripas e tempere o camarão com sal e limão. Deixe pegando tempero por 15 minutos. Enquanto isto, pique os legumes – o quiabo em tronquinhos, o tomate em cubinhos, a cebola em fatias bem finas, o alho bem miudinho, as abobrinhas e os pimentões em tiras médias do mesmo tamanho. Rale a espiga de milho crua e reserve.

Ponha água para ferver à parte. Tome uma panela funda, derrame 2 colheres de azeite e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Acrescente mais uma colher de azeite, frite a cebola até ficar amolecida , junte o alho e, estando frito, acrescente os tomates e o milho ralado. Misture tudo e assim que começar a grudar na panela, acrescente 3 xícaras de água quente. Abaixe o fogo e junte o leite de coco e os camarões, deixando que cozinhem mais 5 minutos ou até os camarões estarem cozidos e o caldo ligeiramente encorpado. Prove o tempero e acrescente as pimentas e o curry. Misture bem. Desligue. À parte, frite o quiabo no óleo e escorra na peneira o excesso de gordura.

Vinte minutos antes de servir, coloque os pimentões cortados em um refratário, regue fartamente com azeite e leve-os ao forno quente até encolherem. Reserve. Enquanto assam, pegue uma panelinha, coloque as abobrinhas, cubra com água e deixe que cozinhem, sem deixar amolecer. Escorra a água e reserve. Tempere os legumes com uma misturinha de azeite, sal e pimentas. Disponha em um prato.

Pouco antes de servir, acrescente o quiabo ao molho com camarões já aquecido. Retifique o tempero, se necessário.

Sirva o camarão separado dos legumes (abobrinhas e pimentões) pois estes são servidos como guarnição para adornar o prato. O coco também é servido à parte e distribuído sobre o camarão e o arroz. Acompanhe com arroz branco. Veja a montagem final do prato na foto principal.

  • no restaurante o gosto de curry prevalecia sobre o camarão e o molho. Por minha conta, reduzi a quantidade pela metade ou até menos. Achei que ficou mais delicado e saboroso.

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Risotto rápido com camarões, cogumelos e aspargos

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A vantagem de se hospedar em um flat  é poder comer bem e barato. A cadeia americana Westgate, assim como muitas outras, oferece excelentes apartamentos com uma cozinha equipada onde se pode cozinhar de tudo! Próximo ao Westgate Resort de Orlando, Flórida, onde nos hospedamos nas últimas férias, estão situados ótimos hipermercados, como o Target, onde se compra comida fresca e semipronta. Como adoro um mercado e/ou supermercado fora do Brasil – para sentir de perto os hábitos e costumes da alimentação do país que visito – logo no primeiro dia enchi o carrinho de compras, com a intenção de cozinhar todos os dias. Depois de um dia inteiro de andanças é menos cansativo preparar rapidamente um prato único do que ter de pegar carro, dirigir por mais de meia hora, procurar estacionamento, passar pelo menos duas horas em um restaurante (entre ser atendido, comer e pagar a conta) e depois fazer todo o percurso de volta. Ao final da viagem fiz as contas e verifiquei que, preparando  as refeições no flat, se gasta a quinta parte do que se pagaria em restaurantes por uma comida equivalente. Em sua próxima viagem, leve algumas receitas práticas deste blog e divirta-se cozinhando! Esta que  segue foi feita em quinze minutos.

Risotto com camarões, cogumelos e aspargos

Para 4 pessoas, anote o que coloquei no carrinho: 1 pacote pequeno de arroz para risotto ou arroz comum, 1 pacote de 200 gr. de camarão pré-cozido, 1 molho de aspargos, 1 caixinha de cogumelos, 1 limão, 1 vidro de molho do tomates tipo ragu ( que já vem temperado com cebola, alho e sal), manteiga, queijo ralado ( grana padano, pecorino ou parmesão) e sal.

Tempere o camarão com sal e limão. Corte os aspargos e os cogumelos (veja na foto). Coloque água para ferver. Deite duas colheres de sopa de manteiga ( ou azeite, se for intolerante) na frigideira e, no fogo alto, frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Na mesma panela, junte mais 1 colher de manteiga e frite ligeiramente o arroz. Se for servir como prato único calcule 1 xícara de café de arroz para 2 pessoas. Abaixe o fogo. Junte 2 colheres de sopa do ragu de tomates, misture, acrescente os aspargos e os cogumelos. Vá colocando mais água, se necessário e sempre aos poucos, e continue mexendo- só para não agarrar no fundo da frigideira – até que os aspargos estejam ao dente (quando oferecem um pouco de resistência ao se enfiar um garfo).

Dê uma última revirada, prove o tempero e se o arroz também está ao dente. Distribua os camarões e deixe que o arroz termine de cozinhar – atenção: não deixe que vire uma papa. O que dá a consistência cremosa ao risotto é a finalização com manteiga e queijo. Ao final do cozimento, distribua mais 1 colher rasa de manteiga e o queijo ralado ( 2 colheres de sopa são suficiente) e misture rapidamente. Observação: nunca acrescente creme de leite, para os italianos isto é uma heresia!

Sirva quente acompanhado de um bom vinho branco seco. Bom apetite!

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Peixada com molho de camarão a jato

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Moqueca é o nome que se dá a este prato lá na Bahia, onde o temperam com leite de côco, dendê e bastante pimenta. Em Minas Gerais a receita é a mesma, porém pode-se ou não acrescentar o leite de côco – pouco, só pra dar um gostinho – e nunca se usa dendê. A pimenta fica ao gosto do freguês e pode ser a malvada da malagueta (forte) , a dedo de moça ou a biquinho inteira, que enfeita e não arde. Nos vales dos rios São Francisco e Doce, este prato, típico de beira de rio, feito com peixe, cebola, tomate, cheiro verde e, conforme a região, também pimentões é conhecido como peixada. É sempre acompanhado de pirão, feito com o caldo do molho misturado com farinha de mandioca até ficar pastoso.

A receita que se segue é o meu jeito de fazer peixada ou moqueca. Faço o molho separado e só depois junto o peixe e o camarão (opcional). Desta forma, não só é feita com muito mais rapidez como se tem melhor condição de controlar o ponto certo do cozimento do peixe e do camarão. Quando se coloca tudo cru na panela, como é a receita tradicional, até que os ingredientes do molho fiquem bem cozidos e com o gosto misturado, o peixe já se desfez e o camarão, por excesso de tempo de cozimento, já ficou borrachudo. Vai por mim, pode fazer do meu jeito que dá certo!

Peixada com molho de camarão

Dica 1: use uma panela de barro, de pedra ou de ferro para fazer o prato. Ou, no caso de você ser um gourmet sofisticado, use a panela Le Creuset. Tenho todas e prefiro a de barro, fica mais típico.

Dica 2: é sempre melhor usar o peixe fresco, que pode ser de rio ou de mar. Se mora em uma grande cidade longe de rio e de mar, compre o peixe fresco mas resfriado e peça ao peixeiro para cortar postas com 2 a 3 cm de espessura. Peixe congelado, sinto muito, mas não presta para esta receita. Quanto ao camarão pode ser congelado mas deixe-o descongelando ao natural, lave bem, retire as tripas e deixe escorrendo por um bom tempo.

Calcule 1 posta grande de peixe ou 2 pequenas por pessoa. Se for colocar camarão, pode ser de 50 a 80 gr. por pessoa ou conte as unidades de acordo com a vontade de comer camarão (eu sozinha como dez!). Tempere com sal e suco de limão e deixe pegando tempero por 15 minutos. Para o molho: para cada 2 pessoas calcule 1 tomate tipo italiano grande bem maduro, 1 cebola, 1 dente de alho, 1 xícara de café mal cheia de pimentões picados, 1 colher de sobremesa de cheiro verde ( salsinha, cebolinha e centro), 1/2 xícara de molho de tomate pronto, 1/2 xícara de café de leite de côco (opcional). Azeite a gosto. Pique todos os ingredientes do molho e reserve.

Vamos ao preparo do molho: em uma panela de alumínio, no fogo alto, deite azeite até formar uma camada fina no fundo. Frite a cebola e em seguida o alho; junte o tomate e os pimentões. Vá mexendo até que tudo frite por igual. Assim que os legumes começarem a amaciar, junte o molho de tomate e misture. Tempere com sal e pimenta a gosto. Desligue o fogo. Enquanto frita, esquente a panela de barro (ou a que escolher) com uma camada fina de azeite ao fundo. Passe então metade do molho para a panela de barro. Espalhe as postas de peixe e o camarão por cima. Cubra com o restante do molho*. Jogue por cima o cheiro verde e o leite de côco. Dê uma boa regada com o azeite. Tampe a panela, reduza o fogo e deixe cozinhar até verificar que o peixe está cozido mas firme. No meio do cozimento, torne a provar o tempero e coloque mais sal e pimenta se necessário. * Se perceber que a quantidade de peixe não irá caber em uma camada, divida em duas. O molho, então, terá que ser dividido em três partes – uma para o fundo, outra para o meio e outra para a cobertura.

Para o pirão: assim que terminar o cozimento retire parte do caldo e passe para outra panela. Vá adicionando farinha de mandioca aos poucos até formar uma pasta homogênea e cremosa.

Dica 3 : termine a peixada meia hora antes de servi-la. Retire a panela do fogão, envolva-a em jornal e faça um embrulho com uma toalha de mesa velha. Deixe a peixada descansando – ficará muito mais saborosa porque o  caldo irá entranhar no peixe e nos camarões. Usando uma panela como as indicadas esta conservará o calor e não deverá esquentar  a peixada para o caldo não secar.

Sirva com arroz branco.

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Polvo à galega

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Quando estive na Espanha, no ano passado, percorrendo parte do Caminho de Santiago com as Caminhantes da Estrada Real de Minas Gerais, postei, entre 4 de novembro e 8 de dezembro (2015), uma série sobre a maravilhosa gastronomia local (acessem o blog pela data e confiram). Entre as diversas receitas postadas, um amigo meu viu um artigo sobre o famoso polvo que é servido no antigo e tradicional mercado de Santiago de Compostela e decidiu tentar fazer a receita. Nem é preciso dizer que ele adora polvo, pois nunca cozinha nada e desta vez meteu-se corajosamente a fazê-lo. E contou-me que o polvo foi um sucesso! Pois a feliz experiência serve de incentivo a vocês, homens que sempre deixam para as mulheres o prazer de cozinhar. Não custa, de vez em quando, escolher uma receita por aqui e agradar a quem o ano inteiro cozinha pra vocês. Arrisquem-se!

Ao contrário do que se pensa a carne do polvo não é dura e esta história de ter que bater no polvo para amaciá-lo – na verdade, quebrar as fibras – é coisa do passado. Sabem porquê? Hoje, pelo processo quase obrigatório de congelamento e posterior descongelamento do polvo, as fibras são naturalmente quebradas! Outra lenda: mergulhar o polvo, para quebrar as tais fibras, alternadamente na água quente e na bacia de gelo – quem me ensinou este truque foi o chef Daniel Santamaria, de Oviedo, nas Astúrias, Espanha, há muitos anos (se o polvo estiver recém tirado do mar pode fazer isto). Porém o rapazinho goiano naturalizado espanhol (acreditem!) que nos preparou um polvo divino no mercado de Compostela garante que este gesto hoje é coisa de chef que gosta de fazer cena. Pois já preparei o polvo à maneira galega – como o rapaz ensinou-me – três vezes depois que voltei da Espanha em novembro último e ficou perfeito. Vamos então à receita, passo-a-passo, para que mesmo quem nunca entrou em uma cozinha possa fazê-lo à perfeição!

Polvo à galega

Coloque para ferver uma boa quantidade de água. Salgue a água e, se quiser, junte ervas frescas e dentes de alho (não exagere na quantidade). Enquanto isto, lave bem o polvo. Quando a água estiver em ebulição coloque o polvo dentro ( precisa ficar coberto com a água) e espere que cozinhe por cerca de 10 minutos, dependendo da espessura – observe o ponto em que o dente de um garfo entre na carne com alguma facilidade – mas não deixe o polvo amolecer pois o bom é ser servido ao dente. Assim que cozido, retire e corte imediatamente – usando uma tesoura e com o auxílio de um garfo para segurar -pedaços de 2 a 3 cm de espessura. Tome uma tábua e deite azeite extra virgem. Salpique sal grosso e páprica (doce ou picante, à gosto).  Ajeite por cima os pedaços do polvo. Torne a salpicar sal grosso e páprica e termine com uma boa regada do azeite. Viu como é fácil?

Sirva à palito imediatamente (se esfria fica borrachudo). Excelente para acompanhar cerveja ou whisky.

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Stinco de cordeiro

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Esta receita é inspirada nas cozinhas turca e grega, que têm muita coisa em comum. Foi em uma viagem a esses países que comi um prato como este e desde então não sosseguei até fazê-lo eu mesma*. Valeu a pena, pois ficou delicioso!

O ‘stinco’ de cordeiro é o corte da panturrilha deste animal – a ponta da paleta (pata dianteira). Dica: para dar um efeito bonito ao prato, peça ao  açougueiro para cortar de forma a deixar o osso como pode ser visto na foto.

Obs: Como nesta receita a carne fica por muito tempo cozinhando no molho – a fim de tornar-se macia e suculenta – não achei necessário mariná-la de véspera. Porém, se quiser fazê-lo, junte à carne crua legumes picados, ervas e vinho e deixe-a por 12 horas na geladeira, bem fechada dentro de um saco plástico.

Veja os ingredientes para servir bem 2 pessoas: 2 peças de ponta de paleta de cordeiro,1/2 cenoura, 1/2 talo de salsão,1/2 cebola, alecrim e tomilho à gosto, 200 ml de vinho tinto seco e 1 lata de tomate sem pele.

Tempere as peças de carne com sal e pimenta do reino moída na hora. Aqueça uma panela funda e grossa (se for de ferro, tanto melhor) com um fio de azeite, sele a carne de todos os lados. Reserve.

Diminua o fogo e aproveite a borra que se formou na panela para refogar os legumes já picados, acrescentando mais azeite, as ervas e o vinho (para quem optou pela marinada, aproveite o caldo do tempero). Espere que o álcool evapore e junte os tomares e mais o molho da lata de tomate sem pele já coado (para retirar as sementes). Misture tudo. Volte com as peças de carne para a mesma panela, cobrindo-as com o molho. Tampe e deixe no fogo baixo por 3hs. Se a panela for de ferro pode cozinhar no forno a 160 graus. Não se esqueça de colocar um papel alumínio na panela, abaixo da tampa).

Verifique o cozimento de vez em quando e, se preciso, pingue água quente pelas beiradas.

Sirva o stinco de cordeiro acompanhado de polenta ou risoni (chamado na Grécia de Kritharáki) como mostra a foto principal.

  • Nota: esta receita foi preparada pela blogueira filha casada.

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Pão saudável na omeleteira

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Ganhei uma omeleteira bem na época quando descobri minha intolerância a ovos. Então deixei-a guardada, esperando um dia poder fazer uso dela. Pois, fazendo experiências, descobri um jeito de usá-la e ainda fazer um pão saudável de maneira super rápida! Mas mesmo se você não tiver intolerância a ovo é uma ótima opção para quem tem intolerância a glúten e também a lactose. Ou quer um pão feito em casa muito saudável.  Em minha casa estamos tentando diminuir o consumo de pão de forma industrializado e esta receita é uma opção bem gostosa.

Misture bem: 1 colher de sopa de farinha de arroz, 1 colher de sopa de amaranto, 1 colher de sopa de polvilho doce, 1 colher de sopa de linhaça dourada em pó, hidratada em 2 colheres de sopa de água (ou 1 ovo). 1/2 colher de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de água, sal a gosto e por último 1/2 colher de chá de fermento.

Coloque a mistura na omeleteira e leve-a ao fogo baixo. Verifique o ponto de virar: o pão vai corar um pouquinho e soltar sozinho. Vire e core o outro lado também. Está pronto!

Nota: receita feita pela blogueira filha

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Penne com salmão, cogumelos e alcaparras

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Comida na mesa à jato! Esta receita é perfeita para aquele prato bem apresentado e delicioso que você quer oferecer no jantar ou no final de semana mas não terá tempo para cozinhar. Pois bem, prepare tudo com antecedência e deixe apenas a pasta para cozinhar 15 minutos antes de servir!

O primeiro passo é preparar o salmão, que pode ficar pronto na geladeira de véspera ou até antes ( pode até usar o salmão que sobrou de outro preparo e que você congelou). O molho gasta de 5 a 10 minutos para ser feito- enquanto a pasta cozinha – mas pode também ser deixado pronto de véspera.

Escolha um filé de salmão, calculando 100 gr. por pessoa. Vai precisar de azeite e sal. Para o molho: 1 vidro de alcaparra (calcule 1 colher de sobremesa para cada 2 pessoas), de 1 a 2 tomates ( 1/2 tomate por pessoa), 1 vidro de cogumelo em conserva ( ou de 2 a 4 cogumelos-de-paris in natura por pessoa), azeite e sal.

Preparo do salmão

Tome o filé já limpo e conserve a pele. Tempere-o somente com sal, passando uma leve camada sobre toda a superfície. Ligue o forno a 250 graus. Depois de 15 minutos, unte uma forma de alumínio com azeite e coloque o peixe com a pele virada para baixo. Cubra com papel alumínio e leve ao forno a 200 graus até verificar que a carne está macia (cerca de 30 minutos). Tire o papel alumínio e deixe corar. Retire do forno, espere que esfrie e corte-o em pedaço grandes mas que possam ser colocados na boca sem precisar partir.

Preparo do molho

Se preferir os cogumelos in natura,lave-os e corte-os em fatias. Coloque em uma panela para cozinharem com pouca água por 10 minutos. Escorra. Pique os tomates em cubos pequenos. Escorra a alcaparra. Misture os cogumelos fatiados, o tomate em cubos e as alcaparras em parte iguais. Escorra bem a água. Junte azeite e tempere com sal.

Um pouco antes de servir – cerca de 15 minutos, cozinhe a pasta dentro de uma panela com bastante água fervente e salgada pelo tempo indicado na embalagem. À parte esquente o salmão, tomando cuidado para não quebrar os pedaços do peixe. Esquente o molho em outra panela. Escorra a pasta e imediatamente misture o salmão e regue com o molho. Se for do seu agrado, sirva, já no prato, queijo parmesão ou grana padano ralado.

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Torta de Chocolate com brigadeiro de pistache – sem glúten e sem lactose

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Nós, as três blogueiras – mãe e filhas – morando em casas distintas no Brasil e na Europa, trocamos mensagens todos os dias do ano, sendo boa parte sobre as receitas que fazemos para publicar aqui no blog. Porém não há nada igual ao contato pessoal. É bom demais quando chegam as férias e podemos finalmente nos encontrar e aproveitar para cozinhar juntas! Nessas ocasiões aproveitamos para trocar ideias e inventar novas receitas. Vamos as três juntas para a cozinha, pois tudo o que servimos e comemos é feito em casa: das entradas, acompanhadas de pão quentinho saído do forno, até a sobremesa!

Esta sobremesa foi a que preparamos para a última Ceia de Natal. Para que pudéssemos comer à vontade esta receita foi feita com produtos sem glúten e sem lactose! O bolo ficou tão fofinho e delicioso que nem é preciso dizer que não sobrou nem farelo!

A receita é feita em três partes: o bolo de chocolate, o recheio e a cobertura.

Dica: você pode fazer sempre o bolo de chocolate simples e ainda inventar outros recheios e coberturas.

Bolo de Chocolate: 

Ingredientes:  3 ovos, 1 ½ xícara de açúcar refinado** (ou 300gr). 2 ½ xícaras ( ou 260 gr.) de farinha sem gluten*, 3/4 xícara de cacau em pó (ou 50gr). 2 colheres de sopa de creme de arroz ( ou creme de leite vegetal ou sem lactose), 1/2 xícara de leite de côco, 1 colher de sopa de fermento químico.

Escolha uma forma de bolo redonda de aro desmontável, com cerca de 24 cm de diâmetro. Tire o fundo, coloque-o sobre um pedaço de papel manteiga, risque em volta com uma caneta e corte na marca. Coloque o papel cortado dentro da forma. Não é preciso untar a forma na lateral. Ligue o forno a 200 graus.

Comece batendo os ovos inteiros na batedeira até obter o dobro do volume inicial. Peneire o açúcar. Acrescente-o aos ovos batidos e deixe bater até ficar esbranquiçado e com bastante volume (a técnica se chama “blanchir” que significa “branquear” os ovos”, ficando de uma cor amarelo claro, quando se usa açúcar branco). Cuidado para não bater muito, senão murcha.

Enquanto bate, misture os pós – a farinha e o cacau – em outra vasilha. Reserve.

Acrescente aos ovos o creme de arroz e o leite de côco já misturados. Desligue a batedeira, peneire os pós por cima da mistura líquida, aos poucos. Com uma espátula faça movimentos de cima para baixo e de fora para dentro, misturando com cuidado para não diminuir o volume. Por último, acrescente o fermento e misture com cuidado.

Sem perder tempo, despeje a massa sobre a forma, nivele e coloque para assar de 20 a 40 minutos, a depender da potência do forno e da altura da forma (quanto mais alto o bolo, mais demora).

Enquanto o bolo assa, prepare o recheio e a cobertura:

Creme de chocolate para a cobertura

Ingredientes: 300 ml de leite de amêndoas ou de castanhas, 3 gemas,  40gr de açúcar refinado, 1 colher de sopa de amido de milho,  1 colher de sopa de mel,  200 gr de chocolate amargo (sem leite)

Coloque o leite de amêndoas para aquecer, sem deixar ferver. Enquanto isso, bata bem as gemas e o açúcar, até formar uma gemada. Coloque uma concha do leite aquecido e misture rapidamente (o choque térmico evita que os ovos cozinhem e deixem a impressão de ter ‘talhado’). Coloque essa mistura na panela com o restante do leite, em fogo baixo. Acrescente o amido de milho, misturando bem para não empelotar. Acrescente o mel e mexa até engrossar. Desligue. Coloque o chocolate cortado em cubos ou raspado e mexa até derreter. Leve à geladeira para espessar.

Recheio de brigadeiro de pistache: 

Ingredientes: 1 lata ou caixa de leite condensado sem lactose. 1 xícara de chá de pistache bem picado. Leve o leite condensado ao fogo e mexa até engrossar. Acrescente o pistache. Mexa e desligue. Deixe esfriar.

Calda para o recheio:

Essa calda é importante para o bolo ficar molhadinho, já que a tendência do mix de farinha sem glúten é deixar o bolo seco.

Faça uma calda rala com 100ml de água, 100gr de açúcar e 25gr de chocolate amargo (sem leite). Mexa até ferver e desligue.

Montagem: 

Quando o bolo já tiver esfriado, corte-o em duas ou três camadas, a depender da altura do bolo. A cada camada colocada no prato que irá servir o bolo, fure-o com um garfo, molhe com a calda e recheie com o brigadeiro de pistache. Reserve um pouco do brigadeiro para a cobertura.

Ao final, cubra o bolo com o creme de chocolate e decore com pistache.

bolo por dentro

bolo por dentro

* Preferimos a FSG da Amina

**Se quiser uma opção mais saudável, pode usar açúcar demerara, batendo no liquidificador até ficar bem fininho.

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Canoinha de beringela

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Esta receita é ideal para aquele prato único que você deixa semi-pronto para a noite. Pode ser preparada com antecedência e levada ao forno quando for servir. Varie o recheio, por exemplo, retirando a carne ou trocando a carne de boi moída por carne cozida desfiada, carne de porco desfiada, carne seca ou linguiça picadinha. Esta versão que apresento em seguida é a favorita da família.

Canoinha de beringela

Ingredientes: 1 beringela grande, 2 colheres de sopa de cada: cebola ralada, pimentão vermelho e pimentão amarelo cortados bem miudinho, molho de tomates, queijo parmesão* ralado. 1 xícara de chá de carne moída duas vezes ( prefiro chã-de-dentro, aparas de miolo de alcatra ou patinho). 1 colher de sopa de óleo e 1 colher de café de sal com alho.

Tome uma panela, esquente o óleo, doure a cebola e o sal com alho, junte a carne. Mexa até que mude de cor. Deixe corar ligeiramente. Reserve.

Prepare a beringela: corte-a ao meio no sentido do comprimento e retire o miolo com a ajuda de uma colher. Pique-o.

Junte o molho de tomate, os pimentões e a beringela picada à carne. Acenda o fogo novamente e misture tudo. Recheie as canoinhas. Cubra com o queijo ralado. Leve ao forno a 180 graus para derreter o queijo. Se for comer mais tarde, leve ao forno apenas quando for servir (o queijo endurece se levado ao forno por duas vezes).

Acompanhe com arroz branco e salada ou legumes cozidos.

  • substitua o parmesão por queijo minas sem lactose se tiver intolerância à lactose.Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Doce de abóbora com coco

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Monte Verde é um encantador vilarejo turístico situado ao Sul de Minas, a hora e meia de distância da cidade de São Paulo, que conta com ótimo parque hoteleiro e bons restaurantes. A diversão é caminhar pela lojinhas de artesanato da rua principal e comprar artigos de inverno e produtos da região. Todas as vezes que lá vou, não resisto- volto carregada de doces, biscoitos, chocolates, queijos, frios, licores e ainda renovo o meu guarda-roupa. Da última vez, o que mais fez sucesso em casa foi o famoso doce de abóbora moranga com coco. Fiquei triste o dia que comi o último pedacinho e então resolvi faze-lo em casa. Ficou bom demais, como diz o mineiro.

Doce de abóbora moranga com coco

Escolha uma abóbora moranga daquelas que têm o interior de cor laranja bem forte. É preciso estar madura, para que esteja doce. Para 1/2 abóbora média, compre um coco maduro. Separe uma xícara de chá de açúcar cristal.

DICA: Para partir o coco, coloque-o diretamente sobre a chama do fogão até sapecar os pelinhos da casca de todos os lados.  Como parto o coco? Do mesmo modo que fazia quando criança – vou até o quintal e jogo-o com toda a força no chão de pedra! Retiro a noz da casca dura e pico o coco em pedaços pequenos (não retiro a pele marrom). Se for fazer alguma sobremesa cremosa descasque a pele marrom com uma faquinha.

Descasque a moranga e pique-a em cubos. Tome uma panela funda e coloque o açúcar. Espere que derreta e junte a moranga. Deixe no fogo fraco, mexendo de vez em quando até formar uma pasta homogênea. Mexa com uma colher de pau até começar a desgrudar da panela. Acrescente o coco e misture. Deixe esfriar.

Dica: se quiser o doce no ponto de comer de colher, o ponto na panela é o de geleia. Se quiser o ponto de partir com faca, deixe mais tempo, até ficar escuro e difícil de não grudar no fundo da panela.

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Frango Ricoleta

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Esta é uma variação do strogonoff de frango, que todos nós amamos mas que já está bastante batido. E, quer saber? Mais gostoso! Além disto é perfeito para convidar os amigos para um jantar gastando pouco, pois tem um ar sofisticado. Ainda mais se você servi-lo em uma louça bem bonita e acompanhar a refeição com um bom vinho servido em taças altas. Coloque ainda souplats sob os pratos e arranje os guardanapos com porta guardanapos. Certamente irá impressionar os seus convidados!

Ricoleta é o bairro mais descolado de Buenos Aires. Eu amo dançar tango e sempre que dá tempo e sobram umas milhas vou à capital portenha dançar e assistir aos belíssimos espetáculos. Porém quem sugeriu este nome foi uma grande amiga minha casada com um argentino, pois esta receita leva maçãs argentinas e tem a cor da Casa Rosada.

Neste dia servi o frango acompanhado de suflê de espinafre com parmesão.

Frango Ricoleta ou frango rosado

Esta receita serve 4 pessoas, calculando 150 gr. de frango já sem o osso por pessoa, ou seja, 600 gr. Separe: 1/2 xícara de café de cebola ralada, 1/2 xícara de café de molho de tomate caseiro ( ou pomodoro pelati ou o molho de sua preferência), 1/2 xícara de café de vinho rosé, 2 maçãs grandes e 5 colheres de sopa de requeijão cremoso.

Limpe o frango e passe-o na água fervente. Pique em cubos grandes, tempere com sal com alho e pimenta do reino ( 1 colher de sobremesa rasa). Deixe de meia hora a hora e meia no tempero.

Rale a cebola ou triture-a no processador. Coloque 1 litro de água para ferver*. Deite 2 colheres rasas de manteiga ou 3 de azeite em uma panela funda e doure a cebola. Junte o frango e deixe corar. Vá acrescentando a água quente*, aos poucos, pelas beiradas, nunca passando do nível do frango até que este esteja macio.

Junte o molho de tomates, despeje, se necessário, mais água quente* até o nível do frango. Acrescente o vinho e deixe que o aroma de álcool exale. Prove e retifique o sal. Abaixe o fogo.

Corte as maçãs em cubos e junte ao caldo. Vigie para que cozinhem só até ficarem ao dente.  Por último, já quase na hora de servir, acrescente o requeijão. Sirva acompanhado de arroz, risotto, batatas cozidas ou suflê.

*Dica: perceberam como na 3a. foto da primeira fileira o caldo do frango, mesmo antes de colocar o molho de tomates, está colorido? Dica: ao retirar os ossos do frango, não jogue fora. Coloque-os numa panela à parte junto com 1/2 cebola, 1 dente de alho e um raminho de salsinha e cebolinha . Complete com 1 litro de água, tampe a panela parcialmente e deixe ferver até obter um bom caldo. Coe e reserve. Acrescente este caldo ao frango (ao invés da água quente) depois que este estiver corado.

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Salmão com amêndoas e purê de batatas com caramelizado de cebolas

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O salmão é um dos peixes preferidos da mesa do brasileiro que mora nas grandes cidades. Não só pela facilidade de ser encontrado nas peixarias como pela praticidade do preparo. Sempre prefiro comprar o peixe inteiro ou parte dele ( se o peixeiro deixa) pois assim tenho a garantia de que é mesmo salmão. Pois o que mais acontece são outros peixes sendo vendidos como salmão, como a truta salmonada e peixes brancos que sofrem um processo de tingimento da carne por ingestão de ração colorida. Ai tem gente que diz que não gosta de salmão – claro, ou nem é salmão ou não sabe prepara-lo. Gosto de comprar o peixe inteiro, peço ao peixeiro para retirar a cabeça e o rabo, abri-lo até quase atingir a pele do outro lado e limpa-lo. Se vou servir para mais de 12 pessoas deixo-o inteiro, se vou servir menos gente, peço para cortar em 2 ou 3 partes e congelo em casa o que não vou usar. Importante, na véspera do preparo, é deixa-lo descongelar na temperatura natural ( nunca coloque no micro ondas). Outra coisa importante: só tempero com sal, não uso limão jamais – acho que não combina.

Esta é uma receita preparada pela minha filha para um jantar com o marido. Nada melhor para manter um casal apaixonado do que cozinhar e jantar juntos, a sós, uma vez por semana. Eles têm seguido isso à risca, ela cozinha e ele cuida de escolher e servir o vinho. Perfeito! Também pode ser o contrário – nós mulheres achamos o máximo do máximo um homem preparar um jantar para nós- garantia de paixão eterna!

Uma das maneiras mais fáceis de preparar o salmão é assa-lo. Para tal, unte a assadeira com azeite, coloque o salmão (espalhe sal sobre a superfície uma hora antes), regue-o com azeite e leve-o ao forno pré aquecido a 200 graus ( para filés altos) até que a carne fique bem colorida e macia. Enquanto assa, prepare o molho de sua preferência, como o imbatível Belle Meunière. No caso de servir menos pessoas – tratando-se de filés menores e mais fáceis de manusear, você pode sela-lo na frigideira antes de levá-lo ao forno – fica pronto mais rápido. Veja como minha filha fez a deliciosa receita de hoje:

Salmão com crosta de amêndoas acompanhado de purê de 2 batatas coberto com cebolas caramelizadas

Ingredientes para 2 pessoas: 400 gramas de salmão sem pele, 1 batata inglesa, 1 batata doce  (sendo as duas equivalentes em peso),  1/2 vidro de leite de côco, 3 colheres de sopa de manteiga ( ou azeite), 1/2 xícara de chá de amêndoas em lasca, 1 fatia de pão dormido, 1/2 cebola branca, 1/2 xícara de café de aceto balsâmico, 1 colher de sobremesa de açúcar mascavo. Sal, pimenta branca e gengibre

Antes de tudo tempere o salmão com sal e pimenta do reino branca (deixe no mínimo 30 minutos). Coloque as batatas para cozinhar na panela de pressão, com casca e tudo. Conte 20 minutos após o início de pressão (quando começar a apitar) e então desligue o fogo. Dica: para abrir a panela sem risco, coloque uma colher sob a tampinha para retirar a pressão ou então coloque a panela debaixo d’água. Retire a pressão com cuidado, abra e espere esfriar para retirar o conteúdo. Deixe as batatas esfriando.

Pique o pão em pedaços pequenos e coloque-os em um processador de alimentos com as amêndoas em lascas. Quando estiverem bem picadinhos (mas não em farelos), misture uma colher de manteiga e faça uma massa uniforme para a crosta.

Corte a cebola em fatias bem finas e coloque-as para dourar na manteiga com azeite. Quando estiverem translúcidas, acrescente o açúcar mascavo e mexa bem para colori-las por completo. No fogo baixo, acrescente o aceto balsâmico e deixe que reduza. Tempere a gosto e reserve.

Numa frigideira, coloque azeite para esquentar e sele o salmão de ambos os lados, deixando o seu centro cor de rosa claro.Transfira-o para um refratário untado com azeite e passe a crosta de pão e amêndoas por cima do peixe. Coloque-o no forno pré-aquecido a 200 graus (deve levar uns 30 minutos para chegar no ponto, mas observe até a crosta ficar dourada).

Retire a casca das batatas com a ajuda de uma faca (não as coloque na água fria) e transfira-as para uma panela funda. Amasse-as com a ajuda de uma espátula de silicone, acrescente uma colher de manteiga e o leite de côco aos poucos até obter um purê lisinho. Tempere a gosto com sal e um tico de gengibre ralado.

Agora é só montar o prato! Retire o salmão do forno, decore-o com lascas de amêndoas tostadas na frigideira e sirva ao  lado o purê de batata e a cebola caramelada por cima.

Experimente acompanhar com um chardonnay francês e terá um jantar dos deuses!

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Bolinho de frutas secas sem gluten e sem lactose

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Na família das blogueiras, enquanto a mãe inventa e cozinha um pouco de tudo, as duas filhas estão se tornando verdadeiras mestras confeiteiras e padeiras, criando a cada dia novas receitas de bolos e pães. Enquanto uma adora inventar receitas fit a outra está ficando tão especializada em pães que criou o seu próprio processo de fermentação natural. Aqui neste blog gostamos de usar os produtos da forma mais natural possível!

Esta nova receita de bolo é o que se pode chamar de receita genérica pois se adapta muito bem à diversas variações de sabores. O mais importante é ter sido criada especialmente para pessoas com restrição a glúten, lactose, açúcar e ovo, pois usa seus respectivos substitutos.

Além disso, é ideal para quem quer levar um lanchinho saudável para o trabalho ou variar o café da manhã. É muito fácil de fazer e todos os ingredientes estão dentro da linha fit ou super saudável.

Bolinhos de nozes e bolinhos de mirtilos ( que também pode ser de qualquer outro tipo de castanha ou fruta seca)

Esta receita rende 12 bolinhos. Fizemos 6 de cada sabor. Separe os ingredientes: 2 xícaras de chá de farinha sem glúten* (pode ser 1 xícara de farinha de arroz e outra de fécula de batata), 1 xícara de chá de açúcar demerara, 1 xícara de café de óleo de côco ( ou o de sua preferência), 1 xícara de leite de arroz, 3 ovos ou, como substituto dos ovos, use 3 colheres de sopa de linhaça dourada + 6 colheres de sopa de água (misture e deixe crescer antes de juntar aos outros ingredientes). Para o bolinho de nozes separe 1 xícara de café de nozes picadas à mão. Para o de mirtilos, 1 xícara de café das frutinhas inteiras.

Misture todos os ingredientes na ordem em que foram citados. Sempre que for fazer um bolo, misture primeiro os ingredientes sólidos (ou em pó, no caso) e depois junte os líquidos, sendo os ovos por último. Acrescente o sabor a gosto: nesta receita usamos 1 colher de extrato de baunilha e fizemos variações com nozes picadas**e mirtilos secos***.

**Pode variar com macadâmia, nozes pecãs, castanha do pará, castanha de cajú, amêndoas ou avelãs.

** Varie com passas, damascos, tâmaras, figos, cranberries ou outro tipo de frutas secas.

Por fim, acrescente 1 colher de sopa de fermento.  Misture gentilmente. Escolha a forma (ou formas individuais) que for usar e unte-a, pincelando óleo e passando uma fina camada de farinha. Coloque a massa do bolo na forma às colheradas. Coloque para assar no forno pré aquecido a 200 graus. Deve assar por aproximadamente 30 minutos. Faça o teste do palito: enfie-o em um bolinho – se sair limpo é porque está assado e no ponto!

* A melhor é a FSG de Amina

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Bacalhau a Vera Cruz

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Quem é de Belo Horizonte e frequentava restaurantes na década de 1980/90 deve se lembrar do Portugália, um pequeno restaurante com jeito de bistrô que funcionava em uma casa na Rua Donato da Fonseca, no Luxemburgo. Servia os mais fantásticos pratos da culinária portuguesa cuja proprietária os preparava pessoalmente para uma clientela seleta, sob reserva antecipada.  A especialidade da casa era o bacalhau, sem esquecer das deliciosas sobremesas. A casa abria para atender grupos de altos executivos no meio da semana e aos domingos, para as famílias. Fomos frequentadores assíduos e nos tornamos amigos da Lúcia, mineira casada com português.  Como a maioria dos chefs, ela nunca passava a receita (claro!) mas eu, sempre curiosa, observava bem o que comia e depois repetia em casa. Foi lá que “aprendi” algumas das excelentes receitas que já postei neste blog, como o Bacalhau a Lagareiro, que era a estrela da casa. Hoje lembrei-me desta receita de bacalhau que lhes passo em seguida, à qual dou o nome que constava do cardápio do Portugália. É muito fácil de fazer e deliciosa.

Bacalhau a Vera Cruz

Esta receita necessita ser feita com o lombo do bacalhau. Eu nunca compro bacalhau já dessalgado (daquele que vem na caixa) pois não tem sabor e quando você faz a receita sente o gosto só dos outros ingredientes – o do bacalhau some. Compre 1/2 banda de bacalhau ou o lombo salgado já semipronto para o preparo e veja em na Dica- Bacalhau como dessalgá-lo. Para 6 pessoas calcule de 900 a 1200 gr. de lombo de bacalhau. Separe os outros ingredientes: batatas, cebolas, tomates, alho e azeite.

Dessalgue o bacalhau e reserve. Cozinhe batatas grandes, ao dente, calculando que uma batata ao lado da outra (eliminando as pontas) dêem o mesmo comprimento do lombo. Calcule a mesma quantidade de tomate e de cebola, ou seja, tudo entra em partes iguais. Corte as batatas em fatias de 1 centímetro. Corte os tomates e as cebolas cruas também em fatias de 1 cm. Pré aqueça o forno na temperatura de 250 graus.

Tome uma travessa refratária – a mesma que irá servir à mesa – e deite azeite no fundo. Monte os ingredientes entremeados, como na foto. Pique o alho miudinho e salpique por cima. Salpique também pimenta-do-reino a gosto. Se o bacalhau não estiver muito salgado, espalhe – aqui e ali – umas pedrinhas de sal grosso. Obs: não ponha espeto de churrasco nem palito, apenas comprima as fatias de modo a se sustentarem. Cubra fartamente com azeite e leve ao forno coberto com papel alumínio por 20 minutos. Retire o alumínio e deixe corar.

Sirva acompanhado de arroz branco e de vinho verde português ou um branco seco.

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Caldinho de moranga com camarão

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Nos fins de tarde quentes do verão e ainda mais se for na temporada de comemorações de fim de ano, nada melhor do que chamar os amigos para bebericar um espumante refrescante em casa. E para acompanhar, ofereça tira-gostos feitos por você! Veja algumas das receitinhas deliciosas que já publicamos no blog que combinam divinamente: damasco com gorgonzola, canapé de alho poró com queijo brie, cevicheisca de frango com gergelim, e outras. Hoje vamos acrescentar mais uma receita a esta lista que foi o maior sucesso na reunião com amigos que fizemos esta semana.

Caldinho de moranga com camarão

Para 15 pessoas vai precisar de meia abóbora moranga média, uma cebola, uma colher de café de sal com alho, 1 colher de sopa de óleo, 1/2 limão, 1 colher de café de sal, 200 gr. de camarão, 1 colher de sopa de azeite, 1 colher de sopa de whisky ou conhaque.

Limpe os camarões e tempere-os com 1/2 limão e uma colher de café cheia de sal.

Coloque água para ferver em um caneco de 1 litro. Descasque, tire as sementes e corte a moranga em cubos. Pique a cebola. Em uma frigideira, esquente o óleo, coloque a cebola picada, o sal com alho e a moranga. Misture bem e deixe corar. Acrescente água até cobrir completamente. Deixe que a moranga cozinhe até ficar bem macia. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador até obter um caldo na consistência de um suco grosso. Ponha o caldo para esfriar na geladeira.

Enquanto a moranga cozinha, esquente azeite em uma panela e doure os camarões até ficarem vermelhos. Agora proceda à flambagem: coloque a bebida dentro de uma concha e leve para esquentar diretamente sobre a chama do fogão. Assim que começar a evaporar, deite-a ligeiramente para que a bebida pegue fogo e verta imediatamente sobre os camarões. Muito cuidado para não deixar nada perto do fogo- muito menos você! Espere o fogo apagar sozinho e desligue. Reserve os camarões.

Escolha aqueles copinho de servir cachaça ou conhaque e coloque o caldinho dentro deles faltando um centímetro para chegar na borda. coloque um camarão na borda de cada copinho. Sirva frio.

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Sopa de beterraba deliciosa

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Aqui na Europa* a beterraba é uma alimento muito usado e apreciado. No século XIX foi muito valorizada pois era dela que se extraia ( e ainda hoje se extrai) o açúcar. Na Roma antiga era tida como fruto afrodisíaco. Verdade! Hoje se sabe que contém alta concentração de boro, um mineral importante para a produção de hormônios. A cor roxa se deve à betacianina, um poderoso antioxidante essencial na defesa de nosso sistema imunológico e na prevenção e cura do câncer. Muitos atletas fazem largo uso de suco de beterraba porque melhora a oxigenação muscular e consequentemente o desempenho, regula a pressão arterial, previne a osteoporose e melhora as funções cerebrais. Impressionante, não é? Anote na sua lista de compras e passe a comprar beterraba toda semana.

Assim, na maior das boas intenções, comprei uma beterraba a fim de ter uma dieta mais saudável e colorida. Porém não sabia o que preparar pois não gosto dela crua e as outras receitas mais gostosas que pensei eram gnocchi e risotto – incompatíveis com a dieta em dia útil. Vasculhei a geladeira para ver o que mais tinha por lá e trocando ideias com a irmã resolvi incluir batata doce para ficar ainda mais fitness! O resultado foi uma sopa cremosa linda e deliciosa!  Vai a receita:

Sopa de beterraba com batata doce

Ingredientes: 1/2 beterraba grande, 1 batata doce (a daqui é cor de salmão), 3 dentes de alho, 4 cebolinhas baby ou uma cebola pequena cortada em 4. Temperos: pimenta branca, sal, noz moscada e um pouquinho de páprica doce.

Coloque tudo, exceto os temperos, na panela de pressão com água até cobrir e cozinhe por 20 minutos na pressão (depois que a panela começar a apitar). 

Bata com um mixer na própria panela ou no liquidificador. Tempere a gosto e está pronta!

Obs.: pode precisar colocar mais sal do que o normal, pois os ingredientes são naturalmente doces. Para balancear o doce, por último, esprema o suco de um limão tahiti pequeno e misture. 

Para contrastar com o vermelho, faça um spaghetti de abobrinha crua ( usei um instrumento próprio). 

Sirva fria, é bastante refrescante para o verão. 

  • Hoje quem escreve é a filha solteira que estuda e mora em Bruxelas, na Bélgica.

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Bolo de limão siciliano e côco

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Inspirada em uma foto de bolo de limão resolvi tentar fazê-lo pela primeira vez*. Eu já tinha feito mousses e tortas, mas bolo de limão, nunca. Como adoro limão siciliano achei que este bolo poderia ficar bom. Farinha de trigo e ovo já faz tempo que substituí-los por farinha de arroz e por linhaça, por intolerância a esses alimentos e pela busca de uma vida mais saudável. Mas será que poderia substituir o leite de vaca pelo leite de coco?

Na cozinha, ao elaborarmos uma nova receita, às vezes temos que buscar na memória o paladar de cada um dos ingredientes e quase que senti-los juntos para depois nos arriscarmos à novas alquimias. Pois nesta receita tudo deu certo e o bolo ficou perfeito!

Vou passar a receita como a fiz, mas se quiser substitua a farinha, o açúcar, o leite e a linhaça pelos ingredientes tradicionais.

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Misture os ingredientes: primeiro os secos – 2 xícaras de chá de farinha de arroz (ou de trigo), meia xícara de chá de açúcar demerara (ou comum). Depois misture o resto: 1 xícara de chá de leite de côco (ou de vaca), 3 colheres de sopa de linhaça hidratada com 6 colheres de sopa de água (ou 3 ovos), meia xícara de óleo de côco (ou outro óleo qualquer).

Raspe por cima somente a casca de 2 limões sicilianos (pequenos), com cuidado para não atingir a parte branca (senão amarga). Corte o menor deles e despeje seu suco junto ao restante dos ingredientes. Misture tudo, acrescente 1 colher de sopa de fermento químico e pronto!

Unte a forma antes de colocar a massa e leve ao forno por 30 minutos ou até que, ao espetar um palito este saia limpo. Espere esfriar para poder servi-lo. Prometo que é de comer de joelhos!

* Esta é uma receita da blogueira filha casada que ama comidas fit

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Arroz de pato

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Um dos artigos mais acessados  deste blog é a dica de como cozinhar pato. A maioria das pessoas acha que pato é semelhante a frango e quer fazer com que as receitas que faz com frango dêem certo com pato. Só que o pato tem a carne dura e demora muito mais tempo para cozinhar. Resultado: como a carne do pato fica dura e sem gosto – pois sua carne é mais difícil de absorver o tempero – dizem que detestam comer pato. Depois que aprendem como preparar o pato aí percebem como sua carne é saborosa. Pensei: se tanta gente acessa a dica, o que devem estar fazendo com o pato? Então hoje teremos mais uma receita de pato, originária da Península Ibérica, muito popular tanto  em Portugal como na Espanha. É ideal para ser servida como prato único naqueles almoços tardios de fim de semana ou como jantar, pois apesar de leve, sustenta.

Arroz de pato

Esta receita dá para 4 pessoas, considerando 1/2 coxa de pato por pessoa. Além das 2 coxas de pato ( é a parte melhor para se fazer esta receita) você vai precisar de alguns legumes como ingredientes para dar sabor e maciez à carne do pato no processo de cozimento: 1/2 cenoura, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 2 dentes de alho, 1 raminho de cebolinha, de salsinha e de hortelã, 1 colher de sobremesa de sal, pimenta do reino a gosto, 2 folhas de louro e mais 1/2 xícara de café de vinho tinto. Não precisa colocar óleo ou similar porque o pato já vem com muita gordura, também não coloque vinagre pois já está colocando o vinho.

Tome uma panela de pressão e coloque dentro as coxas de pato e os ingredientes acima citados. Complete com água até cobrir o pato e sobrar mais 2 dedos de água, não ultrapassando 2/3 da altura da panela de pressão. Cozinhe por aproximadamente 40 minutos depois que a panela começar a apitar – dependendo da chama do fogão pode demorar mais. O importante é ter a carne macia ao final do cozimento.

Tire as coxas da panela e separe a carne dos ossos, peles e excesso de gorduras. Desfaça a carne do pato em lascas grandes. Coe o caldo e reserve. À parte, coloque um caneco com 1 litro de água para ferver. Agora vai precisar dos seguinte ingredientes: 1 colher de sopa de óleo ou de azeite, 1 colher de chá  de sal com alho, 1 xícara de chá de arroz, 1 cebola cortada em quatro, 1 cenoura cortada em cubinhos e 1 palmo de linguiça defumada tipo portuguesa ou calabresa.

 

Pique a linguiça em rodelas com 2 cm de espessura e coloque-as numa frigideira com 1/2 xícara de chá de água. Deixe que cozinhe nesta água até amaciar. Escorra e reserve. Tome uma panela larga e frite a linguiça no óleo.  Junte a cebola e o sal com alho. Não deixe que nenhum desses ingrediente escureça. Assim que estiverem fritos, acrescente o arroz e a cenoura em cubinhos e mexa até que o arroz fique translúcido. Acrescente o pato desfiado em pedaço grandes. Misture delicadamente. Abaixe o fogo e despeje o caldo de pato até tampar o arroz e sobrar 1 dedo. Tampe a panela ( deixando uma fresta) e vigie até que o caldo abaixe e apareça o arroz. Então despeje a água fervendo até o nível do arroz, cobrindo-o ligeiramente. Deixe cozinhar até o arroz ficar no ponto – bem cozido mas sem amolecer. Se precisar, vá pingando água até o completo cozimento.

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Castrillo – Cocido Maragato

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A começar do farto e variado café da manhã no Parador San Marco em León, hoje foi um dia de muitas andanças e comilanças. Ainda bem que a primeira compensa a segunda, caso contrário só hoje teria engordado um quilo. Pé na estrada pelo Caminho de Santiago. No meio da manhã paramos em Astorga. Imagine uma cidadezinha cuja rua principal é composta de uma loja de doce ao lado da outra com todo o tipo de guloseimas, balas, chocolates e os famosos biscoitos Mantecados. Minhas amigas se esbaldaram! Como não posso comer nada com farinha nem manteiga fui a ver vitrais na famosa Catedral gótica. Belíssimos!

 

Lá pelas duas da tarde, após uma boa caminhada em ligeiro aclive, chegamos a um dos povoados mais lindos e românticos que já vi na vida: Castrillo de los Polvazares. Juro que se casasse de novo iria passar a lua-de-mel neste lugar encantador. As vielas tem calçamento de pedra rústica,o casario é todo antigo e construído em alvenaria de pedras e argamassa da cor de terra, as janelas são pintadas de verde e de azul e há muitas flores por todo canto. Apaixonei. Bem, paramos neste lugarejo porque lá se faz o melhor Cocido Maragato da Espanha. Trata-se de uma das comidas típicas desta região do Norte e é de se comer de joelhos. O restaurante Entrepiedras é super charmoso, a começar pela divertida coleção de quadros. Veja:

Quanto à receita, à princípio a dona do restaurante fez ouvidos de surda. Aí tive a ideia de apresentar-me com um cartão do salcomalho  e mostrar o nosso blog. Pois ela ficou tão encantada que se desdobrou: chamou a cozinheira e esta me explicou tudo! Vamos lá:

Cocido Maragado (veja foto acima)

O prato principal é constituído de carnes que são cozidas no fogão de lenha por muitas horas. Entra carne de boi ( pode colocar um pedaço de maçã de peito), joelho e costelinha de porco ( com bastante carne e gordura), chorizo ( pode colocar linguiça defumada e calabresa), coxa de pato ou frango. Depois de tudo bem cozido, retire as carnes do caldo do cozimento. Apure o caldo e reserve-o. Frite, já na panela que vai para a mesa, um bom pedaço de toucinho de barriga e assim que derreter, frite as carnes. À parte, fazem bolinhos de peixe fritos ( tipo bolinho de bacalhau) misturando farinha, batata e peixe desfiado que são adicionados na panela na hora de servir. Este prato é acompanhado de grão-de-bico e repolho, que são cozidos separadamente no caldo da carne. Pode incluir batatas.

Depois de servidos estes pratos, trouxeram uma terrina de fideos ( pasta bem fininha) cozido no caldo da carne qua já cozinhou o repolho. Dizem que é digestivo (?). A refeição é acompanhada de pão caseiro ( tipo italiano) e vinho tinto.

Como sobremesa, serviram um creme (um mingau grosso de amido de milho e gema de ovo) com biscoito Maria e calda caramelada. É bem típico da região.

Veja abaixo o cardápio que nos foi servido e também outras opções do Restaurante Entrepiedras. Vale a pena ir até lá. Recomendo!

Depois de uma refeição pesada dessas, tomamos um bom café e retornamos à estrada para nova caminhada até o entardecer. Fim do dia em um lugarejo pitoresco e emblemático – Rabanal del Camino – que tem um bom hotel, três pousadinhas e apenas 60 habitantes. É parada obrigatória dos peregrinos para assistir-se à missa em canto gregoriano dos frades beneditinos. Um momento de reflexão, muita emoção e fé!

Sahagún – Paella de legumes

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Chegamos ao fim do dia a esta cidade histórica – muito rica e importante na época medieval – depois de uma boa caminhada morro acima entre campos de girassóis. Pena que, a esta época do ano, as flores que não foram colhidas já estão secas, sem o esplendor amarelo-dourado. Porém, me dei por muito feliz com as alfazemas lilases e de intenso aroma que margeiam o caminho. Colhi muitas flores e as minhas mãos ficaram impregnadas com seu delicioso perfume característico por dias. Fiz vários pacotinhos de sachês mas tive de deixá-los em Bruxelas, na casa da filha, pois é proibido trazer produtos vegetais para o Brasil. Queria tanto aquele perfume no meu armário…

Sahagún ainda guarda imponentes ruinas dos tempos medievais ( Abadia beneditina de Cluny) e muitas igrejas românicas ( sec. IX a XII) bem originais e conservadas, pois o gótico não passou por aqui. O estilo arquitetônico de suas casas lembrou-me o casario das cidadezinhas das Astúrias, exatamente no rumo norte. Assim que cheguei disparei pelas ruas abaixo e fui imediatamente atacada de paixão por esta cidade dourada ao por do sol. O lugar é considerado o meio do caminho francês de Santiago e tem muitos lugares a visitar – merece uma estadia de dia inteiro.

O ponto alto da visita foi uma belíssima e emocionante apresentação que tive a sorte de assistir ( acontece muito comigo de estar nos lugares certos nas horas certas, por mero acaso) no Santuário da Peregrina. Orquestra, coral e recital – tudo muito bem conduzido pelos habitantes da cidade, apresentando convidados especiais. Nós, peregrinos e turistas, somos sempre muitíssimos bem recebidos por toda parte na Espanha e ainda nos convidam a participar de tudo! Amei!

Vamos ao jantar. Nem é preciso dizer que eu estava absolutamente faminta depois de caminhar muitos e muitos quilômetros o dia inteiro. No restaurante “San Facundo” ( padroeiro da cidade) nos aguardava um jantar delicioso, composto de entradas – salada e pastel de aspargos, seguida de uma paella de legumes divina, entrecôt de boi ou peixe grelhado e postres ( sobremesas tradicionais). O peixe branco e saboroso – parece com nossa tilápia – foi servido grelhado na brasa, com a pele crocante e acompanhado de um molho de coentro com cebola e pimentão vermelho fatiados e também grelhados no azeite. Foi a primeira vez que comi uma paella só com legumes e estava tão maravilhosa que decidi tê-la por primeira receita a experimentar em casa, para passá-la já testada a vocês.

Paella de legumes

Resolvi fazer a paella em casa com os legumes que tinha na geladeira: cenoura, aspargos verdes, abobrinha, pimentões vermelho e amarelo e ainda cogumelos.

Você pode fazer com os legumes que mais gostar, mas não ponha batata ( a paella vai virar uma papa!) e se for acrescentar tomate, que seja pouco e ao finalzinho do cozimento, caso contrário o tomate toma o gosto de tudo. Sempre os legumes mais duros entrarão na panela antes do arroz e os mais moles, depois que fritar o arroz.

Quantidades para 10 pessoas: 4 xícaras de chá de arroz, 1 xícara de café de azeite, 1 colher de café de sal com alho, 2 xícaras de chá de cebola, 1 xícara de chá de cada um destes legumes picados: cenoura, aspargos verdes, pimentões (vermelho e amarelo junto) e abobrinha, 1 xícara de café de cogumelos, 1 colher de chá de sal, ½ colher de café de colorau. É muito importante ter 1 litro de um bom caldo de legumes caseiro já pronto e aquecido. À parte, coloque outro litro de água para ferver.

Tome uma panela grande. Aqueça o azeite no fogo alto e doure a cebola. Assim que amarelar, doure o sal com alho. Acrescente os legumes duros: cenoura e aspargos verdes. Mexa bem e deixe fritar por 5 a 8 minutos. Junte o arroz, mexa bem até misturar com os legumes. Baixe o fogo e despeje o caldo de legumes quente até cobrir o arroz. Coloque os pimentões e deixe os legumes mais macios para depois. Tampe parcialmente a panela e deixe cozinhando por mais 10 minutos.

Agora junte a abobrinha e os cogumelos, que são bem macios. Coloque o restante do caldo já misturado com o colorau. Misture e deixe mais 5 minutos. Prove o sal e acrescente o necessário. Mexa tudo de tanto em tanto só para não grudar no fundo. Se for preciso, vá acrescentando água quente até o cozimento de todos os legumes e do arroz. Atenção: o ponto, tanto do arroz quanto dos legumes é ao dente, não deixe que sua paella vire uma papa! E, por favor, nunca acrescente queijo, manteiga ou qualquer creme a uma paella, pois esta é uma receita espanhola (deixe estes ingredientes para as receitas italianas e francesas).

Foi o maior sucesso! A panela estava bem cheia e não sobrou nem um grãozinho!

Peito de pato com tâmaras

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Esta receita que hoje apresentamos é a uma maneira diferente de se fazer o famoso magret de canard – em português, peito de pato. À francesa, na receita tradicional da maioria dos restaurantes, a carne é temperada com sal e pimenta do reino e selada ( frita) direto na frigideira já aquecida, no fogo alto.  Primeiro coloca-se o peito com a pele para baixo até corar (cerca de 7 minutos), vira-se e cora-se do outro lado (cerca de 4 minutos). Depois é só fatiá-lo e servir – sempre mal passado – com o molho ou acompanhamentos de sua preferência. Dica: para a carne não sangrar e perder o suco ao ser fatiada, assim que corar dos dois lados deixe-a descansando por 3 minutos enrolada em papel alumínio, dentro do forno pré aquecido a 100 graus para não esfriar. Depois pode fatiar que ela se manterá firme.

No entanto, em nossa casa, preferimos o sabor da carne de pato cozida e depois assada, seguindo um modo de fazer também à francesa, porém caseiro e centenário. Demora mais tempo para ser feita, mas acho que o resultado vale muito à pena – fica macia, suculenta e deliciosa!

Peito de pato acompanhado de tâmaras e purê de maçãs

Da mesma maneira que preparamos o pato para ser usado na tradicional receita de Cassoulet à moda de Carcassone (sul da França),  primeiro procedemos ao cozimento da carne no fogão à lenha ou na panela de pressão ( modernamente) com legumes, para se fazer um bom caldo e dar sabor à própria carne. Além do pato ( 2 a 4 peitos) , coloque na panela: 1 cenoura, 1 talo de alho poró, 3 talos de salsão, 1 cebola – tudo em pedaços grandes – e mais 3 dentes de alho inteiros e um ramo de bouquet garni ( ervas, como salsinha e cebolinha). Cubra com água, adicione 1 xícara de café de vinho tinto e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos.

Retire o pato da panela com cuidado e reserve o caldo. Tome uma assadeira e disponha os peitos com a pele para baixo. Com uma concha, retire o caldo da panela trazendo junto um pouco da cebola e do alho poró desmanchados no caldo. Acrescente ao pato na assadeira. Coloque as tâmaras, já retirados os caroços. Leve ao forno, já aquecido a 220 graus, apenas para corar o pato, virando-o daí a cerca de 10 minutos para deixar a pele por cima. Assim que corar, retire-o do forno. A esta altura, o purê de maçãs já deve estar pronto.

Obs: coe e guarde o delicioso caldo do pato para outros usos, como um risotto ou uma sopa.

Purê de maçãs

Para ter uma boa consistência, o purê feito com maçãs – verdes ou vermelhas, a gosto – deve ter uma parte de batatas. Sempre calculo a quantidade de batatas como sendo a metade da quantidade de maçãs. Vamos às quantidades para 4 pessoas: 2 maçãs grandes e 3 a 4 batatinhas, 2 colheres de sobremesa de manteiga e 1 xícara de leite.

Primeiro descasque as batatas, corte-as em cubos e cozinhe-os em pouca água até ficarem macios. Enquanto a batata cozinha, corte as maçãs e junte-as às batatas já quase desmanchando. A água já deve estar secando, se não estiver, escorra-a. Junte a manteiga e dê uma ligeira fritada. Acrescente o leite até cobrir. Deixe cozinhar mais 3 minutos, desligue o forno e deixe esfriar um pouquinho. Bata tudo no liquidificador ou use o mixer. Volte para a panela mexendo com uma colher de pau ou espátula até dar consistência de purê, tempere com sal e uma pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Se gostar, ponha um cheirinho de canela.

Para servir individualmente, coloque no prato o peito do pato, uma colher do molho de alho poró e cebola que ficou na assadeira e sobreponha as tâmaras. Ao lado, arranje o purê de maçãs.

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Pasta sem gluten ao molho de camarões

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Para quem tem alergia a glúten e ama pasta como eu, é sempre uma tentação ver alguém comendo não só pasta como pizza, pão, bolos, tortas e salgadinhos ( ou seja, boa parte do que é muito gostoso) e ficar ali do lado só olhando, com a boca cheia d’água. Não se lastime, nunca – pois sempre há uma alternativa. Provavelmente, se não fosse essa minha alergia a glúten e às proteínas de qualquer leite ( o que inclui todos os produtos lácteos, seus derivados) este blog nem existiria! Foi justamente pela minha dificuldade de comer fora de casa foi que animei a cozinhar em casa e passar as receitas para vocês. Viu? Tudo tem seu lado positivo!

Hoje temos uma boa variedade de pastas feitas com farinha de arroz ( e também de milho) no mercado, que são a melhor opção alternativa para os alérgicos. Dica: a pasta não tem sabor e é quebradiça, então sempre há que ser envolvida em um molho suculento – seja à base de tomate ou um bom molho bechamel ou branco ( se não tover alergia à lactose ou às outras proteínas do leite). Aqui no blog há uma grande variedade de receitas com penne, spaguetti, tagliatelli e outras pastas.

Spaguetti ao molho de tomates com camarão, alcaparras e alho poró

Considerando uma receita para 2 pessoas, separe 2 porções de pasta –  para penne considere 2 pratos de sopa; para tagliatelli e semelhantes pode ser de 2 a 3 ninhos por pessoa e para spaguetti e outras pastas do tipo a porção por pessoa é um feixe da largura de um polegar. Para o molho: 300 gr. de camarão, 2 a 3 corações de alcachofras, 1/3 de talo de alho poró, 6 tomatinhos cereja, 1 xícara de café de pomodoro pelati ( que vem em lata), molho de tomate ou spremutta de tomate (que vem na garrafa), 1 colher de sopa de ervas picadinhas  (salsinha e cebolinha), 1/2 limão para temperar o camarão, azeite, sal e pimenta.

Retire as tripas, lave e escorra os camarões. Tempere-os com 1 colher de café de sal e 1/2 limão. Deixe por 15 minutos. Enquanto isto, corte os legumes como na foto. Coloque 1/2 litro de água para esquentar à parte. Deite 1 colher de sobremesa de azeite na frigideira e espere esquentar. Frite primeiro os camarões até ficarem vermelhos. Junte o alho poró, frite os dois juntos. Acrescente a alcachofra e os tomatinhos. Misture. Despeje a água quente aos poucos, pelas beiradas, até quase cobrir os ingredientes. Junte o molho de tomates. Prove o sal, salpique as ervas. Tempere à gosto com sal e pimenta.

Faltando 20 minutos para servir a refeição, coloque bastante água para ferver em  uma panela alta ( cerca de litro e meio) . Assim que ferver, junte um punhado de sal. Logo que começar a borbulhar, coloque a pasta para cozinhar. Observe o tempo recomendado na embalagem. Para testar se já está no ponto, tente partir a pasta com um garfo – se partir oferecendo alguma resistência, está no ponto certo. Escorra-a bem dentro de uma peneira e coloque-a sobre o molho fervente. Salpique as ervas. Envolva-a com o molho e desligue o fogo. Está pronta! Sirva imediatamente. Já com o prato servido, salpique queijo ralado – parmesão, grana padano ou pecorino ( queijo de cabra para quem tem alergia a leite de vaca).

Acompanhe pastas sempre com um bom vinho tinto.

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Costeleta de cordeiro grelhada ao molho de vinho

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O costume de se comer carne de cordeiro começa a se popularizar no Brasil, por influência de nossos vizinhos do Sul – Argentina e Uruguai – como também dos gaúchos, que sabem apreciar uma boa carne. Em Minas Gerais, como há poucos criadores, a carne é considerada artigo de luxo, pois o preço é bem superior ao da carne de boi. Quem de vocês leitores tem fazenda? Anima aí, gente! Aposto que criar cordeiro deve ser um ótimo negócio. De nossa parte, contribuiremos com as receitas!

Aqui na Europa, acentuadamente em países como a Bélgica, onde faz frio boa parte do ano e o território é exíguo para a criação de gado, a criação de cordeiro (e também a importação da carne) é bastante comum. Aproveitei as belas costeletas que compramos na feira do Midi, em Bruxelas, para preparar um prato rápido e saborosíssimo!

Costeletas de cordeiro ao molho de vinho e marmelos

Considere de 2 a 3 costeletas por pessoa, dependendo do tamanho. Para o tempero: sal e pimenta do reino. Para o molho: o suco do cordeiro, um pouquinho do vinho que você abriu para acompanhar o prato e uma fatia de uma boa marmelada.

Passe as costeletas rapidamente na água fervente só para limpá-las. Seque-as e tempere apenas com sal e pimenta do reino, passando-os diretamente na carne. Deixe por 15 minutos. Aqueça água à parte.

Deite uma colher de sopa de azeite em uma frigideira antiaderente e deixe que fique bem quente.  Espalhe o azeite. Grelhe as costeletas (não coloque mais de 2 ou 3 de cada vez!) desta forma: ponha as costeletas encostadas no fundo da frigideira e deixe-as fritando até começar a sair gotículas de sangue do lado de cima. Verifique se o lado de baixo já está corado e vire-as. Deixe corar desse lado. Conserve todo o suco da carne na frigideira, retire as costeletas e coloque-as numa travessa refratária e guarde-as dentro do forno ( desligado) só para não esfriarem enquanto você prepara o molho. Se for fazer mais de 3 costeletas, assim que terminar de grelhar, vire e reserve o suco da carne em um recipiente. Passe um papel absorvente na frigideira e recomece novamente o mesmo processo até que todas as costeletas estejam grelhadas. Enquanto isto, vá guardando-as no forno.

Aqueça o suco da carne e raspe o fundo da frigideira (onde grelhou a carne) com uma colher de pau até obter um caldo ralo e homogêneo. Abaixe o fogo. Despeje cerca de 1/2 de xícara de café de vinho para cada 2 a 3 costeletas que fritou (nunca deve passar da metade da quantidade do caldo – veja a foto). Misture e deixe que o álcool evapore. Junte uma fatia – equivalente a uma colher de sopa cheia – de marmelada já amassada e mexa até que dissolva completamente. Prove o sal e a pimenta.

Volte com as costeletas para a frigideira e regue-as com o molho quente. Pronto! Sirva imediatamente.

Como acompanhamento – uma vez que estamos na Bélgica – cozinhamos no vapor algumas couves de bruxelas e preparamos chips de batata doce. Sim, aqui tem uma batata doce laranja-rosada deliciosa!

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Aguarde, em breve ensinaremos o passo-a-passo de como fazer chips no micro-ondas!