Carne de panela com cerveja preta e especiarias

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Minha filha mais velha, nossa ≠colaboradoracasada, nos convidou para jantar uma noite dessas. Ela inventa as receitas conforme o que lhe dá vontade de comer e esta ficou deliciosa e bastante diferente, portanto, passo a receita para vocês. Além de fácil de fazer ainda é bem econômica! Ela brilhou!

Ingredientes para 8 pessoas: 1,6kg de músculo bovino, 1  1/2 cebola picada em cubinhos, 10 cebolinhas baby , 3 dentes de alho amassados, 1 lata de cerveja preta, 1 lata de pomodorini pelati ( tomate sem pele e sem semente), 1 colher de sopa de ras el hanout* . Opcional: 10 cogumelos Paris fatiados e 1 colher de sopa de mel

*Ras-el-hanout é o nome dado à uma mistura de especiarias feita no Marrocos que normalmente contém, entre outras: gengibre, cardamomo, canela, coentro, cúrcuma, páprica, cominho, noz-moscada, cravo, pimentas e sal. Se não achá-lo para comprar, tente fazer seu próprio tempero com os ingredientes que conseguir.

Dica: Esta receita foi feita no tagine, que é ótimo para fazer carnes cozidas. Se não tiver esta panela especial, faça em alguma outra que seja funda, de preferência de ferro, pois fica no mínimo 3 horas no fogo baixo.

Primeiro separe os ingredientes. Descasque os dentes de alho e as cebolas. Pique a cebola branca em cubinhos bem pequenos para que sumam no molho ao cozinhar. As cebolas baby, deixe inteiras. Amasse os dentes de alho, deixando-os inteiros. Aqueça 1 litro de água.

Esquente a panela e deite azeite para fritar a carne. Retire-a e reserve em um recipiente a parte.  Acrescente a cebola picadinha e deixe que absorva a borra da carne que ficou na panela; se precisar verta um pouco de água quente e mexa até formar um caldo. Coloque os alhos amassados mas inteiros e misture o ras el hanout. Agora acrescente a cerveja e espere que o álcool evapore. Volte com a carne para a panela, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 2hs. Verifique sempre o nível do molho: se secar, vá acrescentando, aos poucos, água quente pelas beiradas (nunca em cima da carne!)

Após 2:30hs de cozimento, acrescente os tomates pelados. Aproveite o molho precioso da lata misturando um pouco de água quente e então despeje-o na panela. Junte as cebolinhas baby inteiras.

Quando completar 3hs de cozimento, caso queira, acrescente os cogumelos fatiados e o mel. Deixe cozinhar por mais 30 minutos e está pronto!

Sirva com gnocchi de mandioquinha e um bom vinho francês.

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carne cozida Mariana

Ovos mexidos

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Quem sabe fazer ovos mexidos sobrevive em qualquer lugar do mundo, salvo, talvez, na terra dos esquimós (será que comem ovos de pinguim?) Ao mesmo tempo que é uma tarefa muito fácil também pode ser uma obra de arte – você pode variar as cores e os sabores, inclusive pode se tornar um artista especializado em ovos mexidos! Tem mais, é um alimento saudável, nutritivo, rico em proteínas e perfeito para quem faz dieta.  Pode ser feito para o café da manhã, para qualquer hora do dia e ainda quando chega faminto em casa de madrugada e deseja preparar algo para comer que dê pouco trabalho e previna a ressaca do dia seguinte.

Basicamente vai precisar, por pessoa (em nível normal de fome):  2 ovos, 1 colher de sopa de manteiga (pode ser azeite) e sal. A partir daí começa o gosto pessoal e a sofisticação. O mais simples pode ficar delicioso se juntar 1 colher de chá de queijo minas ou parmesão ralado e salpicar cheiro verde (salsinha e cebolinha) picado na hora. Vamos à receita de hoje:

Ovos mexidos com presunto cru e aspargos

Separe dois ovos, 2 fatias de presunto e 2 talos de aspargos, azeite e sal. Pique os aspargos e coloque os tronquinhos em uma frigideira com um pouco de água ( 1/2 xícara de chá). Leve ao fogo e deixe a água secar, verificando se os aspargos estão macios. Rasgue as fatias de presunto em tamanhos que caibam na boca sem precisar partir. Enquanto isto, quebre os ovos sobre um prato fundo e bata-os com um fuê ou com 2 garfos juntos até que fique espumoso. Coloque sal (se quiser junte uma pitada de pimenta do reino).

Coloque de volta a frigideira limpa e seca no fogo e deixe que derreta 1 colher de sopa de manteiga ou azeite. Despeje os ovos assim que batê-los, de forma a ocupar toda a superfície da panela. Baixe o fogo. Espere que o ovo comece a endurecer nas bordas. É a hora de espalhar, rapidamente, os ingredientes escolhidos -no caso os aspargos e o presunto cru. Agora corte o ovo em pedaços grandes e vire-os ao contrário para tostarem levemente. Mexa tudo e sirva imediatamente. O acompanhamento perfeito são torradas acabadas de sair da tostadeira.

Use sua imaginação e bom gosto para variar os ingredientes, mas aconselho nunca usar mais de dois, a não ser que o terceiro seja queijo ou ervas:

1- use qualquer tipo de queijo, ralado ou cortado em fatias finas ou cubinhos.

2- cebola branca ou roxa cortada em fatias grossas: antes de juntar, frite-as à parte.

3- tomate: corte em fatias finas ou cubinhos e junte ao final.

4- legumes, como brócolis, cenoura, abobrinha: precisam ser aferventados à parte antes de misturar.

5- cogumelos: afervente-os antes e pique em fatias finas.

6- linguiça ( aferventar e fritar antes  no micro ondas) , salaminho ou carne desfiada picados.

7 – ervas frescas picadinhas ou ervas secas.

8- jiló ou quiabo: precisam ser fritos e escorridos à parte.

9 – alcaparras, alcachofras ou azeitonas: só retirar do vidro, escorrer e picar.

Se estiver com muita preguiça, veja o que tem de resto de salada ou carne na geladeira.

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Torta de mel e chocolate perfeita

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Amo bolo de mel e, sabendo de minha predileção, minhas filhas presentearam-me, no meu aniversário, com uma deliciosa torta feita com bolo de mel recheado de doce de leite e coberto com calda de chocolate e castanhas caramelizadas. E o melhor de tudo: comi à vontade pois, especialmente para mim que sou alérgica, a torta foi feita sem nenhum vestígio de glúten ou de lactose! Mágica? Há como substituir a farinha de trigo e o leite condensado por outros produtos. Veja a receita que elas inventaram:

A receita é feita em cinco partes: o bolo de mel, a calda para molhá-lo, o recheio de doce de leite, a cobertura de chocolate e as castanhas caramelizadas. Trabalhoso? Um pouco, mas garanto que vale a pena! Então vamos por partes:

Se você não tem problema com glúten e lactose, basta usar farinha de trigo e os produtos lácteos normais.

 

Doce de leite para o recheio

Existe à venda no mercado leite condensado sem lactose. Compre uma lata. Encha uma panela de pressão com ¾ de água e coloque a lata para cozinhar na pressão por 20 minutos. Veja aqui dica de usar a panela. Depois, muito cuidado: espere a lata esfriar completamente para abri-la.

 

Bolo de mel e chocolate

Tome nota dos ingredientes: 2  xícaras de farinha sem glúten*, 2 xícaras de açúcar mascavo **(batido no liquidificador), 1/2 xícara de cacau em pó*** , 4 ovos, 1/4 de creme de arroz (creme de leite vegetal),  1/2 xícara de mel, 1 colher de chá de cravo em pó e outra de canela, 1 pitada de noz moscada,1 xícara grande (caneca) de chá preto forte e 1 colher de sobremesa de fermento químico.

Antes de tudo, ligue o forno a 200 graus. Escolha uma assadeira redonda desmontável (diâmetro de 23 cm) e forre somente o fundo com papel manteiga. Dica: tire o fundo, coloque-o sobre o papel manteiga, faça o desenho com uma caneta e recorte na marca. Coloque-o dentro da forma. Não precisa untar a lateral.

Comece batendo os ovos na batedeira. Depois que os ovos clarearem, acrescente o açúcar aos poucos e deixe bater até misturar completamente. Acrescente, aos poucos, o creme de arroz, o mel e o chá. Bata mais um pouco, somente para incorporar. Enquanto bate, misture, à parte, os outros pós: a farinha, o cacau e os temperos. Desligue a batedeira, peneire os pós por cima do creme, um pouco de cada vez, em duas ou três vezes. Faça movimentos de cima para baixo, de fora para dentro, misturando com cuidado para não baixar o volume. Por último, acrescente o fermento e misture com cuidado.

Sem perda de tempo, despeje a mistura sobre a forma, nivele e coloque para assar, de 20 a 40 minutos, a depender do forno. Assim que crescer e corar por cima deve estar pronto. Para saber se está assado, faça o teste do palito: se sair da massa limpo, o bolo está pronto!

 

 Calda para molhar o bolo

Esta calda é importante para o bolo ficar molhadinho, já que a tendência do mix de farinha sem glúten é deixar o bolo seco.

Faça uma calda rala com 1 xícara de café de água (100 ml) , 4 colheres de sopa cheias (100gr) de açúcar refinado, 25gr de chocolate 52% sem leite e ainda 2 colheres de whisky. Misture primeiro, depois leve ao fogo baixo, mexa até ferver e desligue.

 

Calda de chocolate para a cobertura

Ingredientes: 1 ½ xícara (300 ml) de leite de amêndoas, 3 gemas, 2 colheres de sobremesa cheias (40 gr) de açúcar refinado,1 colher de sobremesa de amido de milho, 1 colher de sobremesa de mel, 200 gr de chocolate 52% (sem leite) .

Coloque o leite para aquecer, sem deixar ferver. Enquanto isso, em uma travessa redonda, bata bem as gemas e o açúcar, até formar uma gemada. Despeje uma concha do leite aquecido na travessa e misture rapidamente (o choque térmico evita que os ovos cozinhem e deixem a impressão de ter ‘talhado’) e, em seguida, verta essa mistura na panela com o leite. Acrescente o amido de milho, misturando bem para não empelotar. Junte o mel e mexa até engrossar. Desligue. Coloque o chocolate picado e misture até derreter. Leve à geladeira para acabar de engrossar.

 

Castanhas caramelizadas

Para decorar, faça um caramelo de açúcar, usando um pouco de leite de amêndoas. Dica: à parte, coloque 1 xícara de água para ferver. Em uma frigideira, coloque 3 colheres de sopa de açúcar cristal e vá mexendo com uma colher de pau até que o açúcar derreta completamente e forme uma calda cor de caramelo. Despeje a água fervendo , aos poucos, pelas beiradas e deixe que misture com o açúcar queimado até formar uma calda rala e homogênea. Deixe engrossar ligeiramente e despeje ½ xícara de café de leite de amêndoas para que fique aveludada. Neste ponto, coloque as castanhas picadas rapidamente, sem deixar que a calda endureça. Se acontecer, pingue mais leite até o ponto adequado.

Montagem: 

Quando o bolo já estiver esfriado, corte-o cuidadosamente em duas ou três camadas, a depender da altura do bolo. Coloque a primeira parte do bolo no prato que for servir a torta, fure-o com um garfo e molhe com a calda. Recheie com o doce de leite. Repita a operação com a(s) outra(s) fatia(s) de bolo. Ao final, cubra com o creme de chocolate e as castanhas caramelizadas. Conserve em local bem fresco ou na geladeira até a hora de servir.

 

* Preferimos a FSG da Amina

** Pode substitui por açúcar demerara, mais saudável. Bata no liquidificador.

*** Preferimos o chocolate dos fradinhos, da Nestlé

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Camarão jamaicano

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Na oportunidade de visitar Orlando, na Flórida, Estados Unidos, não deixe de reservar parte da tarde e a noite para passear na Universal Citywalk , um centro de entretenimento com cinemas, lojas, restaurantes, discotecas e outras atrações. Há muitos restaurantes com decoração e cardápios internacionais e torna-se difícil escolher o que comer, tal a variedade. Como estive ano passado no Caribe e adoro reggae e mojito (bebida com rum e hortelã), escolhemos jantar em um restaurante típico – que é a cópia da casa de Bob Marley – a fim de experimentar a culinária jamaicana. O cardápio oferece variações em torno de frutos do mar e decidi-me por um camarão com legumes. Provei, delicioso. Comi tudo! Sentindo o aroma e o paladar achei que era possível reproduzir a receita em casa. Pois fiz com tanto capricho que ficou mais gostoso que o original. Assim mostro a foto do prato e do cardápio do restaurante e, em seguida, passo a receita feita por mim.

Camarão com quiabo e coco à moda da Jamaica

Escolha camarões médios (pode ser tamanho 71/90) e calcule, por pessoa, cerca de 100 gr. de camarão já descascado e limpo. Considerando uma porção para 4 pessoas, separe quiabos, 2 tomates tipo italiano grandes e maduros, sem pele e sem sementes, 2 cebolas, 2 dentes de alho, 1 espiga de milho verde, ½ garrafinha ou 100 ml. de leite de coco, 1 xícara de café de coco natural ralado grosso, 1 limão thaiti, sal, azeite, pimentas tabasco e malagueta a gosto, 1 colherinha de café de curry*. Calcule o equivalente a 3 xícaras de chá cheias dos seguintes legumes: 1/3 de uma abobrinha mineira ou italiana (verde) , 1/3 de abóbora paulista ( rajada por fora e laranja por dentro), a mesma quantidade de pimentão vermelho (pode colocar amarelo e/ou verde) .

Lave, tire as tripas e tempere o camarão com sal e limão. Deixe pegando tempero por 15 minutos. Enquanto isto, pique os legumes – o quiabo em tronquinhos, o tomate em cubinhos, a cebola em fatias bem finas, o alho bem miudinho, as abobrinhas e os pimentões em tiras médias do mesmo tamanho. Rale a espiga de milho crua e reserve.

Ponha água para ferver à parte. Tome uma panela funda, derrame 2 colheres de azeite e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Acrescente mais uma colher de azeite, frite a cebola até ficar amolecida , junte o alho e, estando frito, acrescente os tomates e o milho ralado. Misture tudo e assim que começar a grudar na panela, acrescente 3 xícaras de água quente. Abaixe o fogo e junte o leite de coco e os camarões, deixando que cozinhem mais 5 minutos ou até os camarões estarem cozidos e o caldo ligeiramente encorpado. Prove o tempero e acrescente as pimentas e o curry. Misture bem. Desligue. À parte, frite o quiabo no óleo e escorra na peneira o excesso de gordura.

Vinte minutos antes de servir, coloque os pimentões cortados em um refratário, regue fartamente com azeite e leve-os ao forno quente até encolherem. Reserve. Enquanto assam, pegue uma panelinha, coloque as abobrinhas, cubra com água e deixe que cozinhem, sem deixar amolecer. Escorra a água e reserve. Tempere os legumes com uma misturinha de azeite, sal e pimentas. Disponha em um prato.

Pouco antes de servir, acrescente o quiabo ao molho com camarões já aquecido. Retifique o tempero, se necessário.

Sirva o camarão separado dos legumes (abobrinhas e pimentões) pois estes são servidos como guarnição para adornar o prato. O coco também é servido à parte e distribuído sobre o camarão e o arroz. Acompanhe com arroz branco. Veja a montagem final do prato na foto principal.

  • no restaurante o gosto de curry prevalecia sobre o camarão e o molho. Por minha conta, reduzi a quantidade pela metade ou até menos. Achei que ficou mais delicado e saboroso.

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Risotto rápido com camarões, cogumelos e aspargos

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A vantagem de se hospedar em um flat  é poder comer bem e barato. A cadeia americana Westgate, assim como muitas outras, oferece excelentes apartamentos com uma cozinha equipada onde se pode cozinhar de tudo! Próximo ao Westgate Resort de Orlando, Flórida, onde nos hospedamos nas últimas férias, estão situados ótimos hipermercados, como o Target, onde se compra comida fresca e semipronta. Como adoro um mercado e/ou supermercado fora do Brasil – para sentir de perto os hábitos e costumes da alimentação do país que visito – logo no primeiro dia enchi o carrinho de compras, com a intenção de cozinhar todos os dias. Depois de um dia inteiro de andanças é menos cansativo preparar rapidamente um prato único do que ter de pegar carro, dirigir por mais de meia hora, procurar estacionamento, passar pelo menos duas horas em um restaurante (entre ser atendido, comer e pagar a conta) e depois fazer todo o percurso de volta. Ao final da viagem fiz as contas e verifiquei que, preparando  as refeições no flat, se gasta a quinta parte do que se pagaria em restaurantes por uma comida equivalente. Em sua próxima viagem, leve algumas receitas práticas deste blog e divirta-se cozinhando! Esta que  segue foi feita em quinze minutos.

Risotto com camarões, cogumelos e aspargos

Para 4 pessoas, anote o que coloquei no carrinho: 1 pacote pequeno de arroz para risotto ou arroz comum, 1 pacote de 200 gr. de camarão pré-cozido, 1 molho de aspargos, 1 caixinha de cogumelos, 1 limão, 1 vidro de molho do tomates tipo ragu ( que já vem temperado com cebola, alho e sal), manteiga, queijo ralado ( grana padano, pecorino ou parmesão) e sal.

Tempere o camarão com sal e limão. Corte os aspargos e os cogumelos (veja na foto). Coloque água para ferver. Deite duas colheres de sopa de manteiga ( ou azeite, se for intolerante) na frigideira e, no fogo alto, frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Na mesma panela, junte mais 1 colher de manteiga e frite ligeiramente o arroz. Se for servir como prato único calcule 1 xícara de café de arroz para 2 pessoas. Abaixe o fogo. Junte 2 colheres de sopa do ragu de tomates, misture, acrescente os aspargos e os cogumelos. Vá colocando mais água, se necessário e sempre aos poucos, e continue mexendo- só para não agarrar no fundo da frigideira – até que os aspargos estejam ao dente (quando oferecem um pouco de resistência ao se enfiar um garfo).

Dê uma última revirada, prove o tempero e se o arroz também está ao dente. Distribua os camarões e deixe que o arroz termine de cozinhar – atenção: não deixe que vire uma papa. O que dá a consistência cremosa ao risotto é a finalização com manteiga e queijo. Ao final do cozimento, distribua mais 1 colher rasa de manteiga e o queijo ralado ( 2 colheres de sopa são suficiente) e misture rapidamente. Observação: nunca acrescente creme de leite, para os italianos isto é uma heresia!

Sirva quente acompanhado de um bom vinho branco seco. Bom apetite!

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Peixada com molho de camarão a jato

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Moqueca é o nome que se dá a este prato lá na Bahia, onde o temperam com leite de côco, dendê e bastante pimenta. Em Minas Gerais a receita é a mesma, porém pode-se ou não acrescentar o leite de côco – pouco, só pra dar um gostinho – e nunca se usa dendê. A pimenta fica ao gosto do freguês e pode ser a malvada da malagueta (forte) , a dedo de moça ou a biquinho inteira, que enfeita e não arde. Nos vales dos rios São Francisco e Doce, este prato, típico de beira de rio, feito com peixe, cebola, tomate, cheiro verde e, conforme a região, também pimentões é conhecido como peixada. É sempre acompanhado de pirão, feito com o caldo do molho misturado com farinha de mandioca até ficar pastoso.

A receita que se segue é o meu jeito de fazer peixada ou moqueca. Faço o molho separado e só depois junto o peixe e o camarão (opcional). Desta forma, não só é feita com muito mais rapidez como se tem melhor condição de controlar o ponto certo do cozimento do peixe e do camarão. Quando se coloca tudo cru na panela, como é a receita tradicional, até que os ingredientes do molho fiquem bem cozidos e com o gosto misturado, o peixe já se desfez e o camarão, por excesso de tempo de cozimento, já ficou borrachudo. Vai por mim, pode fazer do meu jeito que dá certo!

Peixada com molho de camarão

Dica 1: use uma panela de barro, de pedra ou de ferro para fazer o prato. Ou, no caso de você ser um gourmet sofisticado, use a panela Le Creuset. Tenho todas e prefiro a de barro, fica mais típico.

Dica 2: é sempre melhor usar o peixe fresco, que pode ser de rio ou de mar. Se mora em uma grande cidade longe de rio e de mar, compre o peixe fresco mas resfriado e peça ao peixeiro para cortar postas com 2 a 3 cm de espessura. Peixe congelado, sinto muito, mas não presta para esta receita. Quanto ao camarão pode ser congelado mas deixe-o descongelando ao natural, lave bem, retire as tripas e deixe escorrendo por um bom tempo.

Calcule 1 posta grande de peixe ou 2 pequenas por pessoa. Se for colocar camarão, pode ser de 50 a 80 gr. por pessoa ou conte as unidades de acordo com a vontade de comer camarão (eu sozinha como dez!). Tempere com sal e suco de limão e deixe pegando tempero por 15 minutos. Para o molho: para cada 2 pessoas calcule 1 tomate tipo italiano grande bem maduro, 1 cebola, 1 dente de alho, 1 xícara de café mal cheia de pimentões picados, 1 colher de sobremesa de cheiro verde ( salsinha, cebolinha e centro), 1/2 xícara de molho de tomate pronto, 1/2 xícara de café de leite de côco (opcional). Azeite a gosto. Pique todos os ingredientes do molho e reserve.

Vamos ao preparo do molho: em uma panela de alumínio, no fogo alto, deite azeite até formar uma camada fina no fundo. Frite a cebola e em seguida o alho; junte o tomate e os pimentões. Vá mexendo até que tudo frite por igual. Assim que os legumes começarem a amaciar, junte o molho de tomate e misture. Tempere com sal e pimenta a gosto. Desligue o fogo. Enquanto frita, esquente a panela de barro (ou a que escolher) com uma camada fina de azeite ao fundo. Passe então metade do molho para a panela de barro. Espalhe as postas de peixe e o camarão por cima. Cubra com o restante do molho*. Jogue por cima o cheiro verde e o leite de côco. Dê uma boa regada com o azeite. Tampe a panela, reduza o fogo e deixe cozinhar até verificar que o peixe está cozido mas firme. No meio do cozimento, torne a provar o tempero e coloque mais sal e pimenta se necessário. * Se perceber que a quantidade de peixe não irá caber em uma camada, divida em duas. O molho, então, terá que ser dividido em três partes – uma para o fundo, outra para o meio e outra para a cobertura.

Para o pirão: assim que terminar o cozimento retire parte do caldo e passe para outra panela. Vá adicionando farinha de mandioca aos poucos até formar uma pasta homogênea e cremosa.

Dica 3 : termine a peixada meia hora antes de servi-la. Retire a panela do fogão, envolva-a em jornal e faça um embrulho com uma toalha de mesa velha. Deixe a peixada descansando – ficará muito mais saborosa porque o  caldo irá entranhar no peixe e nos camarões. Usando uma panela como as indicadas esta conservará o calor e não deverá esquentar  a peixada para o caldo não secar.

Sirva com arroz branco.

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Dica: como despelar tomates

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Muitas vezes ficamos na dúvida se tiramos ou não a pele dos tomates para uma determinada receita. Eu tenho um critério básico: sempre que possível – dependendo do tipo de alimento ou da receita – prefiro consumi-los com pele, pois é nessas que se concentram as propriedades da fruta ou do legume. No caso do tomate, depende da receita. Se quer um molho mais fino é necessário tirar a pele, pois ela não se dissolve no cozimento e seria necessário bater o molho no liquidificador em alguma etapa do preparo. Prefiro despelar o tomate em casa do que consumir tomate enlatado*, embora este seja perfeito para molhos encorpados e ragus.

Veja então, pela sequencia de fotos, como retirar a pele de um tomate:

1 – Esquente água em uma panela pequena, mas funda, até ferver. Enquanto isso lave bem os tomates.
2- Corte somente a pele em cruz, como na foto (leve a faca gentilmente até o outro lado, sem picar o tomate – veja a foto).
3- Abaixe o fogo e coloque o tomate na água até verificar que a pele se soltou, abrindo uma pequena fissura entre os lados da cruz. Está na hora de tirar!
4- Puxe as pontas de pele com os dedos assim que esfriar um pouco, com cuidado para não se queimar.
Voilá! Está pronto!

*apesar de algumas marcas brasileiras terem adotado o nome ‘tomate pelado’ a correta tradução para o original italiano ‘pomodori pelati’ seria ‘tomates despelados’ ou tomates sem pele.

 

Polvo à galega

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Quando estive na Espanha, no ano passado, percorrendo parte do Caminho de Santiago com as Caminhantes da Estrada Real de Minas Gerais, postei, entre 4 de novembro e 8 de dezembro (2015), uma série sobre a maravilhosa gastronomia local (acessem o blog pela data e confiram). Entre as diversas receitas postadas, um amigo meu viu um artigo sobre o famoso polvo que é servido no antigo e tradicional mercado de Santiago de Compostela e decidiu tentar fazer a receita. Nem é preciso dizer que ele adora polvo, pois nunca cozinha nada e desta vez meteu-se corajosamente a fazê-lo. E contou-me que o polvo foi um sucesso! Pois a feliz experiência serve de incentivo a vocês, homens que sempre deixam para as mulheres o prazer de cozinhar. Não custa, de vez em quando, escolher uma receita por aqui e agradar a quem o ano inteiro cozinha pra vocês. Arrisquem-se!

Ao contrário do que se pensa a carne do polvo não é dura e esta história de ter que bater no polvo para amaciá-lo – na verdade, quebrar as fibras – é coisa do passado. Sabem porquê? Hoje, pelo processo quase obrigatório de congelamento e posterior descongelamento do polvo, as fibras são naturalmente quebradas! Outra lenda: mergulhar o polvo, para quebrar as tais fibras, alternadamente na água quente e na bacia de gelo – quem me ensinou este truque foi o chef Daniel Santamaria, de Oviedo, nas Astúrias, Espanha, há muitos anos (se o polvo estiver recém tirado do mar pode fazer isto). Porém o rapazinho goiano naturalizado espanhol (acreditem!) que nos preparou um polvo divino no mercado de Compostela garante que este gesto hoje é coisa de chef que gosta de fazer cena. Pois já preparei o polvo à maneira galega – como o rapaz ensinou-me – três vezes depois que voltei da Espanha em novembro último e ficou perfeito. Vamos então à receita, passo-a-passo, para que mesmo quem nunca entrou em uma cozinha possa fazê-lo à perfeição!

Polvo à galega

Coloque para ferver uma boa quantidade de água. Salgue a água e, se quiser, junte ervas frescas e dentes de alho (não exagere na quantidade). Enquanto isto, lave bem o polvo. Quando a água estiver em ebulição coloque o polvo dentro ( precisa ficar coberto com a água) e espere que cozinhe por cerca de 10 minutos, dependendo da espessura – observe o ponto em que o dente de um garfo entre na carne com alguma facilidade – mas não deixe o polvo amolecer pois o bom é ser servido ao dente. Assim que cozido, retire e corte imediatamente – usando uma tesoura e com o auxílio de um garfo para segurar -pedaços de 2 a 3 cm de espessura. Tome uma tábua e deite azeite extra virgem. Salpique sal grosso e páprica (doce ou picante, à gosto).  Ajeite por cima os pedaços do polvo. Torne a salpicar sal grosso e páprica e termine com uma boa regada do azeite. Viu como é fácil?

Sirva à palito imediatamente (se esfria fica borrachudo). Excelente para acompanhar cerveja ou whisky.

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Stinco de cordeiro

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Esta receita é inspirada nas cozinhas turca e grega, que têm muita coisa em comum. Foi em uma viagem a esses países que comi um prato como este e desde então não sosseguei até fazê-lo eu mesma*. Valeu a pena, pois ficou delicioso!

O ‘stinco’ de cordeiro é o corte da panturrilha deste animal – a ponta da paleta (pata dianteira). Dica: para dar um efeito bonito ao prato, peça ao  açougueiro para cortar de forma a deixar o osso como pode ser visto na foto.

Obs: Como nesta receita a carne fica por muito tempo cozinhando no molho – a fim de tornar-se macia e suculenta – não achei necessário mariná-la de véspera. Porém, se quiser fazê-lo, junte à carne crua legumes picados, ervas e vinho e deixe-a por 12 horas na geladeira, bem fechada dentro de um saco plástico.

Veja os ingredientes para servir bem 2 pessoas: 2 peças de ponta de paleta de cordeiro,1/2 cenoura, 1/2 talo de salsão,1/2 cebola, alecrim e tomilho à gosto, 200 ml de vinho tinto seco e 1 lata de tomate sem pele.

Tempere as peças de carne com sal e pimenta do reino moída na hora. Aqueça uma panela funda e grossa (se for de ferro, tanto melhor) com um fio de azeite, sele a carne de todos os lados. Reserve.

Diminua o fogo e aproveite a borra que se formou na panela para refogar os legumes já picados, acrescentando mais azeite, as ervas e o vinho (para quem optou pela marinada, aproveite o caldo do tempero). Espere que o álcool evapore e junte os tomares e mais o molho da lata de tomate sem pele já coado (para retirar as sementes). Misture tudo. Volte com as peças de carne para a mesma panela, cobrindo-as com o molho. Tampe e deixe no fogo baixo por 3hs. Se a panela for de ferro pode cozinhar no forno a 160 graus. Não se esqueça de colocar um papel alumínio na panela, abaixo da tampa).

Verifique o cozimento de vez em quando e, se preciso, pingue água quente pelas beiradas.

Sirva o stinco de cordeiro acompanhado de polenta ou risoni (chamado na Grécia de Kritharáki) como mostra a foto principal.

  • Nota: esta receita foi preparada pela blogueira filha casada.

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Pão saudável na omeleteira

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Ganhei uma omeleteira bem na época quando descobri minha intolerância a ovos. Então deixei-a guardada, esperando um dia poder fazer uso dela. Pois, fazendo experiências, descobri um jeito de usá-la e ainda fazer um pão saudável de maneira super rápida! Mas mesmo se você não tiver intolerância a ovo é uma ótima opção para quem tem intolerância a glúten e também a lactose. Ou quer um pão feito em casa muito saudável.  Em minha casa estamos tentando diminuir o consumo de pão de forma industrializado e esta receita é uma opção bem gostosa.

Misture bem: 1 colher de sopa de farinha de arroz, 1 colher de sopa de amaranto, 1 colher de sopa de polvilho doce, 1 colher de sopa de linhaça dourada em pó, hidratada em 2 colheres de sopa de água (ou 1 ovo). 1/2 colher de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de água, sal a gosto e por último 1/2 colher de chá de fermento.

Coloque a mistura na omeleteira e leve-a ao fogo baixo. Verifique o ponto de virar: o pão vai corar um pouquinho e soltar sozinho. Vire e core o outro lado também. Está pronto!

Nota: receita feita pela blogueira filha

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Penne com salmão, cogumelos e alcaparras

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Comida na mesa à jato! Esta receita é perfeita para aquele prato bem apresentado e delicioso que você quer oferecer no jantar ou no final de semana mas não terá tempo para cozinhar. Pois bem, prepare tudo com antecedência e deixe apenas a pasta para cozinhar 15 minutos antes de servir!

O primeiro passo é preparar o salmão, que pode ficar pronto na geladeira de véspera ou até antes ( pode até usar o salmão que sobrou de outro preparo e que você congelou). O molho gasta de 5 a 10 minutos para ser feito- enquanto a pasta cozinha – mas pode também ser deixado pronto de véspera.

Escolha um filé de salmão, calculando 100 gr. por pessoa. Vai precisar de azeite e sal. Para o molho: 1 vidro de alcaparra (calcule 1 colher de sobremesa para cada 2 pessoas), de 1 a 2 tomates ( 1/2 tomate por pessoa), 1 vidro de cogumelo em conserva ( ou de 2 a 4 cogumelos-de-paris in natura por pessoa), azeite e sal.

Preparo do salmão

Tome o filé já limpo e conserve a pele. Tempere-o somente com sal, passando uma leve camada sobre toda a superfície. Ligue o forno a 250 graus. Depois de 15 minutos, unte uma forma de alumínio com azeite e coloque o peixe com a pele virada para baixo. Cubra com papel alumínio e leve ao forno a 200 graus até verificar que a carne está macia (cerca de 30 minutos). Tire o papel alumínio e deixe corar. Retire do forno, espere que esfrie e corte-o em pedaço grandes mas que possam ser colocados na boca sem precisar partir.

Preparo do molho

Se preferir os cogumelos in natura,lave-os e corte-os em fatias. Coloque em uma panela para cozinharem com pouca água por 10 minutos. Escorra. Pique os tomates em cubos pequenos. Escorra a alcaparra. Misture os cogumelos fatiados, o tomate em cubos e as alcaparras em parte iguais. Escorra bem a água. Junte azeite e tempere com sal.

Um pouco antes de servir – cerca de 15 minutos, cozinhe a pasta dentro de uma panela com bastante água fervente e salgada pelo tempo indicado na embalagem. À parte esquente o salmão, tomando cuidado para não quebrar os pedaços do peixe. Esquente o molho em outra panela. Escorra a pasta e imediatamente misture o salmão e regue com o molho. Se for do seu agrado, sirva, já no prato, queijo parmesão ou grana padano ralado.

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Torta de Chocolate com brigadeiro de pistache – sem glúten e sem lactose

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Nós, as três blogueiras – mãe e filhas – morando em casas distintas no Brasil e na Europa, trocamos mensagens todos os dias do ano, sendo boa parte sobre as receitas que fazemos para publicar aqui no blog. Porém não há nada igual ao contato pessoal. É bom demais quando chegam as férias e podemos finalmente nos encontrar e aproveitar para cozinhar juntas! Nessas ocasiões aproveitamos para trocar ideias e inventar novas receitas. Vamos as três juntas para a cozinha, pois tudo o que servimos e comemos é feito em casa: das entradas, acompanhadas de pão quentinho saído do forno, até a sobremesa!

Esta sobremesa foi a que preparamos para a última Ceia de Natal. Para que pudéssemos comer à vontade esta receita foi feita com produtos sem glúten e sem lactose! O bolo ficou tão fofinho e delicioso que nem é preciso dizer que não sobrou nem farelo!

A receita é feita em três partes: o bolo de chocolate, o recheio e a cobertura.

Dica: você pode fazer sempre o bolo de chocolate simples e ainda inventar outros recheios e coberturas.

Bolo de Chocolate: 

Ingredientes:  3 ovos, 1 ½ xícara de açúcar refinado** (ou 300gr). 2 ½ xícaras ( ou 260 gr.) de farinha sem gluten*, 3/4 xícara de cacau em pó (ou 50gr). 2 colheres de sopa de creme de arroz ( ou creme de leite vegetal ou sem lactose), 1/2 xícara de leite de côco, 1 colher de sopa de fermento químico.

Escolha uma forma de bolo redonda de aro desmontável, com cerca de 24 cm de diâmetro. Tire o fundo, coloque-o sobre um pedaço de papel manteiga, risque em volta com uma caneta e corte na marca. Coloque o papel cortado dentro da forma. Não é preciso untar a forma na lateral. Ligue o forno a 200 graus.

Comece batendo os ovos inteiros na batedeira até obter o dobro do volume inicial. Peneire o açúcar. Acrescente-o aos ovos batidos e deixe bater até ficar esbranquiçado e com bastante volume (a técnica se chama “blanchir” que significa “branquear” os ovos”, ficando de uma cor amarelo claro, quando se usa açúcar branco). Cuidado para não bater muito, senão murcha.

Enquanto bate, misture os pós – a farinha e o cacau – em outra vasilha. Reserve.

Acrescente aos ovos o creme de arroz e o leite de côco já misturados. Desligue a batedeira, peneire os pós por cima da mistura líquida, aos poucos. Com uma espátula faça movimentos de cima para baixo e de fora para dentro, misturando com cuidado para não diminuir o volume. Por último, acrescente o fermento e misture com cuidado.

Sem perder tempo, despeje a massa sobre a forma, nivele e coloque para assar de 20 a 40 minutos, a depender da potência do forno e da altura da forma (quanto mais alto o bolo, mais demora).

Enquanto o bolo assa, prepare o recheio e a cobertura:

Creme de chocolate para a cobertura

Ingredientes: 300 ml de leite de amêndoas ou de castanhas, 3 gemas,  40gr de açúcar refinado, 1 colher de sopa de amido de milho,  1 colher de sopa de mel,  200 gr de chocolate amargo (sem leite)

Coloque o leite de amêndoas para aquecer, sem deixar ferver. Enquanto isso, bata bem as gemas e o açúcar, até formar uma gemada. Coloque uma concha do leite aquecido e misture rapidamente (o choque térmico evita que os ovos cozinhem e deixem a impressão de ter ‘talhado’). Coloque essa mistura na panela com o restante do leite, em fogo baixo. Acrescente o amido de milho, misturando bem para não empelotar. Acrescente o mel e mexa até engrossar. Desligue. Coloque o chocolate cortado em cubos ou raspado e mexa até derreter. Leve à geladeira para espessar.

Recheio de brigadeiro de pistache: 

Ingredientes: 1 lata ou caixa de leite condensado sem lactose. 1 xícara de chá de pistache bem picado. Leve o leite condensado ao fogo e mexa até engrossar. Acrescente o pistache. Mexa e desligue. Deixe esfriar.

Calda para o recheio:

Essa calda é importante para o bolo ficar molhadinho, já que a tendência do mix de farinha sem glúten é deixar o bolo seco.

Faça uma calda rala com 100ml de água, 100gr de açúcar e 25gr de chocolate amargo (sem leite). Mexa até ferver e desligue.

Montagem: 

Quando o bolo já tiver esfriado, corte-o em duas ou três camadas, a depender da altura do bolo. A cada camada colocada no prato que irá servir o bolo, fure-o com um garfo, molhe com a calda e recheie com o brigadeiro de pistache. Reserve um pouco do brigadeiro para a cobertura.

Ao final, cubra o bolo com o creme de chocolate e decore com pistache.

bolo por dentro

bolo por dentro

* Preferimos a FSG da Amina

**Se quiser uma opção mais saudável, pode usar açúcar demerara, batendo no liquidificador até ficar bem fininho.

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Filé recheado com pasta de grão de bico

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Esta receita foi criada pela filha casada para um jantar com o marido. Ele adorou e então ela me enviou para postar aqui. A moça é perita no tempero e preparo de carnes e é autora de outras receitas de filé, inclusive recheados, aqui do blog. No meu curso de culinária, uma das aulas mais requisitadas pelas minhas alunas é justamente como abrir um filé para recheá-lo. Clique aqui para ver como se faz. Se achar difícil, peça ao açougueiro para abrir o filé em manta e preste atenção como fazer.

Nesta receita, usamos a pasta de grão-de-bico tradicional da culinária árabe- a homus. Prepare-a antes de iniciar esta receita. Clique aqui para ver como é feita, é muito fácil. O que sobrar do preparo do filé pode ser guardado na geladeira por uma semana; sirva como pasta para passar no pão.

Filé recheado com homus e presunto de Parma

O mais importante desta receita é ter a manta de filé bem aberta. Tenha também a pasta de grão-de-bico pronta. Compre um bom presunto de parma, de preferência o original italiano. Se não achar em sua cidade, pode substituir por um presunto cozido de qualidade.

Prepare o tempero do filé: para 1 kg de carne coloque em uma xícara: 1 colher de sobremesa cheia de sal com alho, considerando que tenha usado 1 a 2 dentes de alho para fazer a pasta. Acrescente 1 pitada de pimenta do reino, 1 colher de chá de molho inglês e 1/2 xícara de café de vinho tinto. Misture bem e passe dos dois lados da manta de filé. Enrole-a e deixe pegando tempero por meia hora.

Coloque o filé aberto sobre uma tábua de cozinha. Distribua as fatias de presunto de modo a ficarem juntas, sem buraco e a 2 centímetros das bordas. Passe o homus com uma colher, obedecendo a mesma distância das bordas. Enrole o filé, dobrando-o sobre si mesmo. Se sobrar recheio para fora, retire-o e feche bem as bordas. Se necessário, no caso de uma peça de filé grande, prenda as bordas com palitos e enrole o filé com um barbante. O filé fechado deve ficar como um rocambole, bem redondinho.

Pré- aqueça o forno a 250 graus. Tome uma frigideira, deite 2 colheres de manteiga ( ou de óleo) e leve ao fogo alto para aquecer. Quando estiver bem quente, coloque o filé e doure-o de todos os lados. Coloque o filé em um refratário e leve ao forno para terminar de assar e corar. Deve levar uns 10 minutos, se quiser a carne ao ponto para mal passada.  Se quiser mais bem passada, vigie para a carne não ressecar. Retire do forno e deixe esfriar um pouco antes de cortar a peça em fatias de 2 cm. de espessura com ajuda de uma boa faca e com cuidado para não abrir o filé.

Se quiser fazer um molho para regar a carne, proceda da seguinte maneira: depois que tirar a carne da frigideira, acrescente à borra 1/2 xícara de café de água fervente e mexa com uma colher de pau para agregar toda a borra. Reserve. Assim que terminar de assar o filé, junte o caldo que ficou no refratário ao caldo que está na frigideira, reacenda o fogo e mexa bem. Acrescente 1/2 xícara de café de vinho tinto e espere até que o aroma do álcool exale. Retire um pouco do caldo e misture à parte, em uma xícara, com 1 colher de café de amido de milho. Junte ao caldo, aos poucos, abaixe o fogo e misture até obter um molho liso e de boa consistência. Se precisar, coe-o. Use-o para humedecer a carne depois de cortada.

Sirva o filé com um risotto. Acesse aqui para ver a receita do risotto de abobrinha, de aspargos ou de limão siciliano. Ou então sirva junto com um arroz de brócolis e batatas coradas. 

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Canoinha de beringela

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Esta receita é ideal para aquele prato único que você deixa semi-pronto para a noite. Pode ser preparada com antecedência e levada ao forno quando for servir. Varie o recheio, por exemplo, retirando a carne ou trocando a carne de boi moída por carne cozida desfiada, carne de porco desfiada, carne seca ou linguiça picadinha. Esta versão que apresento em seguida é a favorita da família.

Canoinha de beringela

Ingredientes: 1 beringela grande, 2 colheres de sopa de cada: cebola ralada, pimentão vermelho e pimentão amarelo cortados bem miudinho, molho de tomates, queijo parmesão* ralado. 1 xícara de chá de carne moída duas vezes ( prefiro chã-de-dentro, aparas de miolo de alcatra ou patinho). 1 colher de sopa de óleo e 1 colher de café de sal com alho.

Tome uma panela, esquente o óleo, doure a cebola e o sal com alho, junte a carne. Mexa até que mude de cor. Deixe corar ligeiramente. Reserve.

Prepare a beringela: corte-a ao meio no sentido do comprimento e retire o miolo com a ajuda de uma colher. Pique-o.

Junte o molho de tomate, os pimentões e a beringela picada à carne. Acenda o fogo novamente e misture tudo. Recheie as canoinhas. Cubra com o queijo ralado. Leve ao forno a 180 graus para derreter o queijo. Se for comer mais tarde, leve ao forno apenas quando for servir (o queijo endurece se levado ao forno por duas vezes).

Acompanhe com arroz branco e salada ou legumes cozidos.

  • substitua o parmesão por queijo minas sem lactose se tiver intolerância à lactose.Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Torta de bacalhau da mamãe

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Esta receita é uma das prediletas de minha família materna ( minha avó veio de Ouro Preto para Belo Horizonte na fundação da capital) e vem passando de geração em geração desde o século XIX, quando meus antepassados ainda viviam em Portugal. Esta versão foi escrita pela minha filha mais velha. Depois de ganhar essa torta de presente da avó, ela não sossegou enquanto não aprendeu com a própria avó como faze-la. É muito importante incentivar nos jovens o desejo de saber cozinhar para não se perder a nossa cultura e tradição culinárias.

Torta de bacalhau

Anote os ingredientes: 1 alho poró, 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de manteiga, 300 ml de leite (pode ser desnatado), 1 caixa de massa folhada pronta (gosto da Arosa), 250 ml de creme de leite fresco e 300 gr de bacalhau já dessalgado e desfiado (veja como prepara-lo aqui), azeite, noz moscada e sal a gosto.

Corte as folhas e a base do talo do alho poró e lave-o bem. Corte-o em rodelas e depois em pedacinhos bem pequenos. Passe-os numa panela com azeite já aquecido até que amoleçam. Reserve.

Numa panela funda, faça o roux: derreta a manteiga e imediatamente junte a farinha de trigo, mexendo sem parar. Quando formar uma pasta homogênea, acrescente o leite (em temperatura ambiente) aos poucos até obter um creme bem espesso (veja a primeira foto). Tempere com sal e um tico de noz moscada, a gosto (lembre que o bacalhau já está salgado e a noz moscada não pode roubar o gosto do alho poró). Reserve.

Numa frigideira antiaderente, deite o azeite e frite o bacalhau até que mude de cor. Não deixe que resseque, pois ainda vai ao forno.

Agora esquente o roux acrescentando o creme de leite fresco e em seguida junte o alho poró e o bacalhau. Misture tudo e desligue o fogo.

Desenrole a massa sobre um refratário já untado com um pouquinho de manteiga e pressione-a de forma a preencher toda a superfície. Sem cortá-la ainda, despeje o molho e feche com o restante da massa como um embrulho de presente. Corte os excessos e use-os para decorar.

Leve ao forno pré-aquecido a 200 graus até que a massa doure. Está pronta!

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Doce de abóbora com coco

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Monte Verde é um encantador vilarejo turístico situado ao Sul de Minas, a hora e meia de distância da cidade de São Paulo, que conta com ótimo parque hoteleiro e bons restaurantes. A diversão é caminhar pela lojinhas de artesanato da rua principal e comprar artigos de inverno e produtos da região. Todas as vezes que lá vou, não resisto- volto carregada de doces, biscoitos, chocolates, queijos, frios, licores e ainda renovo o meu guarda-roupa. Da última vez, o que mais fez sucesso em casa foi o famoso doce de abóbora moranga com coco. Fiquei triste o dia que comi o último pedacinho e então resolvi faze-lo em casa. Ficou bom demais, como diz o mineiro.

Doce de abóbora moranga com coco

Escolha uma abóbora moranga daquelas que têm o interior de cor laranja bem forte. É preciso estar madura, para que esteja doce. Para 1/2 abóbora média, compre um coco maduro. Separe uma xícara de chá de açúcar cristal.

DICA: Para partir o coco, coloque-o diretamente sobre a chama do fogão até sapecar os pelinhos da casca de todos os lados.  Como parto o coco? Do mesmo modo que fazia quando criança – vou até o quintal e jogo-o com toda a força no chão de pedra! Retiro a noz da casca dura e pico o coco em pedaços pequenos (não retiro a pele marrom). Se for fazer alguma sobremesa cremosa descasque a pele marrom com uma faquinha.

Descasque a moranga e pique-a em cubos. Tome uma panela funda e coloque o açúcar. Espere que derreta e junte a moranga. Deixe no fogo fraco, mexendo de vez em quando até formar uma pasta homogênea. Mexa com uma colher de pau até começar a desgrudar da panela. Acrescente o coco e misture. Deixe esfriar.

Dica: se quiser o doce no ponto de comer de colher, o ponto na panela é o de geleia. Se quiser o ponto de partir com faca, deixe mais tempo, até ficar escuro e difícil de não grudar no fundo da panela.

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Frango Ricoleta

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Esta é uma variação do strogonoff de frango, que todos nós amamos mas que já está bastante batido. E, quer saber? Mais gostoso! Além disto é perfeito para convidar os amigos para um jantar gastando pouco, pois tem um ar sofisticado. Ainda mais se você servi-lo em uma louça bem bonita e acompanhar a refeição com um bom vinho servido em taças altas. Coloque ainda souplats sob os pratos e arranje os guardanapos com porta guardanapos. Certamente irá impressionar os seus convidados!

Ricoleta é o bairro mais descolado de Buenos Aires. Eu amo dançar tango e sempre que dá tempo e sobram umas milhas vou à capital portenha dançar e assistir aos belíssimos espetáculos. Porém quem sugeriu este nome foi uma grande amiga minha casada com um argentino, pois esta receita leva maçãs argentinas e tem a cor da Casa Rosada.

Neste dia servi o frango acompanhado de suflê de espinafre com parmesão.

Frango Ricoleta ou frango rosado

Esta receita serve 4 pessoas, calculando 150 gr. de frango já sem o osso por pessoa, ou seja, 600 gr. Separe: 1/2 xícara de café de cebola ralada, 1/2 xícara de café de molho de tomate caseiro ( ou pomodoro pelati ou o molho de sua preferência), 1/2 xícara de café de vinho rosé, 2 maçãs grandes e 5 colheres de sopa de requeijão cremoso.

Limpe o frango e passe-o na água fervente. Pique em cubos grandes, tempere com sal com alho e pimenta do reino ( 1 colher de sobremesa rasa). Deixe de meia hora a hora e meia no tempero.

Rale a cebola ou triture-a no processador. Coloque 1 litro de água para ferver*. Deite 2 colheres rasas de manteiga ou 3 de azeite em uma panela funda e doure a cebola. Junte o frango e deixe corar. Vá acrescentando a água quente*, aos poucos, pelas beiradas, nunca passando do nível do frango até que este esteja macio.

Junte o molho de tomates, despeje, se necessário, mais água quente* até o nível do frango. Acrescente o vinho e deixe que o aroma de álcool exale. Prove e retifique o sal. Abaixe o fogo.

Corte as maçãs em cubos e junte ao caldo. Vigie para que cozinhem só até ficarem ao dente.  Por último, já quase na hora de servir, acrescente o requeijão. Sirva acompanhado de arroz, risotto, batatas cozidas ou suflê.

*Dica: perceberam como na 3a. foto da primeira fileira o caldo do frango, mesmo antes de colocar o molho de tomates, está colorido? Dica: ao retirar os ossos do frango, não jogue fora. Coloque-os numa panela à parte junto com 1/2 cebola, 1 dente de alho e um raminho de salsinha e cebolinha . Complete com 1 litro de água, tampe a panela parcialmente e deixe ferver até obter um bom caldo. Coe e reserve. Acrescente este caldo ao frango (ao invés da água quente) depois que este estiver corado.

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Molho de mostarda

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Quem nos acompanha aqui no blog já sabe: evitamos ao máximo o uso e consumo de alimentos processados e industrializados. Sem dúvida este hábito se revela em nossa saúde e salta aos olhos na perfeita textura de nossa pele.

É muito saudável preparar nossos próprios molhos e temperos. Te-los sempre à mão na geladeira facilita o preparo de receitas e dá novo sabor às saladas, que tão bem fazem à nossa saúde. Essa receita de molho de mostarda caseira é super fácil de fazer e você pode adaptá-la ao seu gosto, alterando a semente ou a intensidade do gosto. É perfeito para fazer receitas como frango assado com mostarda e mel*, salmão crocante ao mel e mostarda*. Também pode misturá-lo com maior quantidade de azeite e bate-lo no liquidificador, tornando-o mais liquefeito para usar na salada do dia-a-dia ou misturá-lo com gema de ovos para temperar saladas especiais, como a salada Évora ou na salada de batatas alemã. 

Molho de mostarda

Separe os ingredientes:

Para o 1o. passo:  2/3 de xícara de chá de vinagre de vinho branco de qualidade (de vinho ou maçã), 6 colheres de sopa de sementes de mostarda natural (pode usar a amarela, preta, pequena, grande ou misturá-las).

Para o 2o. passo: 3 a 4 colheres de sopa de mostarda inglesa em pó, 1/4 de xícara de vinagre de vinho branco, 2 colheres de sopa de mel e 2 colheres de chá de sal.

Preparo:

Passo 1: Coloque as sementes dentro de um pote que possa ser fechado hermeticamente e cubra com a primeira quantidade de vinagre. Misture, tampe, e deixe em temperatura ambiente por 3 a 5 dias. Quanto mais tempo você deixar, mais forte ficará o molho.

Passo 2: abra o pote e com o  socador de um pilão esmague as sementes no vinagre tanto quanto conseguir (as maiores são mais fáceis de socar que as pequenas). Junte a mostarda em pó aos poucos, misturando bem. Junte a segunda quantidade de vinagre, o mel e o sal, misture bem, tampe e conserve o molho na geladeira. Pode ser usado imediatamente.

  • tendo este molho preparado não precisa acrescentar mais mel à estas receitas.

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Salmão com amêndoas e purê de batatas com caramelizado de cebolas

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O salmão é um dos peixes preferidos da mesa do brasileiro que mora nas grandes cidades. Não só pela facilidade de ser encontrado nas peixarias como pela praticidade do preparo. Sempre prefiro comprar o peixe inteiro ou parte dele ( se o peixeiro deixa) pois assim tenho a garantia de que é mesmo salmão. Pois o que mais acontece são outros peixes sendo vendidos como salmão, como a truta salmonada e peixes brancos que sofrem um processo de tingimento da carne por ingestão de ração colorida. Ai tem gente que diz que não gosta de salmão – claro, ou nem é salmão ou não sabe prepara-lo. Gosto de comprar o peixe inteiro, peço ao peixeiro para retirar a cabeça e o rabo, abri-lo até quase atingir a pele do outro lado e limpa-lo. Se vou servir para mais de 12 pessoas deixo-o inteiro, se vou servir menos gente, peço para cortar em 2 ou 3 partes e congelo em casa o que não vou usar. Importante, na véspera do preparo, é deixa-lo descongelar na temperatura natural ( nunca coloque no micro ondas). Outra coisa importante: só tempero com sal, não uso limão jamais – acho que não combina.

Esta é uma receita preparada pela minha filha para um jantar com o marido. Nada melhor para manter um casal apaixonado do que cozinhar e jantar juntos, a sós, uma vez por semana. Eles têm seguido isso à risca, ela cozinha e ele cuida de escolher e servir o vinho. Perfeito! Também pode ser o contrário – nós mulheres achamos o máximo do máximo um homem preparar um jantar para nós- garantia de paixão eterna!

Uma das maneiras mais fáceis de preparar o salmão é assa-lo. Para tal, unte a assadeira com azeite, coloque o salmão (espalhe sal sobre a superfície uma hora antes), regue-o com azeite e leve-o ao forno pré aquecido a 200 graus ( para filés altos) até que a carne fique bem colorida e macia. Enquanto assa, prepare o molho de sua preferência, como o imbatível Belle Meunière. No caso de servir menos pessoas – tratando-se de filés menores e mais fáceis de manusear, você pode sela-lo na frigideira antes de levá-lo ao forno – fica pronto mais rápido. Veja como minha filha fez a deliciosa receita de hoje:

Salmão com crosta de amêndoas acompanhado de purê de 2 batatas coberto com cebolas caramelizadas

Ingredientes para 2 pessoas: 400 gramas de salmão sem pele, 1 batata inglesa, 1 batata doce  (sendo as duas equivalentes em peso),  1/2 vidro de leite de côco, 3 colheres de sopa de manteiga ( ou azeite), 1/2 xícara de chá de amêndoas em lasca, 1 fatia de pão dormido, 1/2 cebola branca, 1/2 xícara de café de aceto balsâmico, 1 colher de sobremesa de açúcar mascavo. Sal, pimenta branca e gengibre

Antes de tudo tempere o salmão com sal e pimenta do reino branca (deixe no mínimo 30 minutos). Coloque as batatas para cozinhar na panela de pressão, com casca e tudo. Conte 20 minutos após o início de pressão (quando começar a apitar) e então desligue o fogo. Dica: para abrir a panela sem risco, coloque uma colher sob a tampinha para retirar a pressão ou então coloque a panela debaixo d’água. Retire a pressão com cuidado, abra e espere esfriar para retirar o conteúdo. Deixe as batatas esfriando.

Pique o pão em pedaços pequenos e coloque-os em um processador de alimentos com as amêndoas em lascas. Quando estiverem bem picadinhos (mas não em farelos), misture uma colher de manteiga e faça uma massa uniforme para a crosta.

Corte a cebola em fatias bem finas e coloque-as para dourar na manteiga com azeite. Quando estiverem translúcidas, acrescente o açúcar mascavo e mexa bem para colori-las por completo. No fogo baixo, acrescente o aceto balsâmico e deixe que reduza. Tempere a gosto e reserve.

Numa frigideira, coloque azeite para esquentar e sele o salmão de ambos os lados, deixando o seu centro cor de rosa claro.Transfira-o para um refratário untado com azeite e passe a crosta de pão e amêndoas por cima do peixe. Coloque-o no forno pré-aquecido a 200 graus (deve levar uns 30 minutos para chegar no ponto, mas observe até a crosta ficar dourada).

Retire a casca das batatas com a ajuda de uma faca (não as coloque na água fria) e transfira-as para uma panela funda. Amasse-as com a ajuda de uma espátula de silicone, acrescente uma colher de manteiga e o leite de côco aos poucos até obter um purê lisinho. Tempere a gosto com sal e um tico de gengibre ralado.

Agora é só montar o prato! Retire o salmão do forno, decore-o com lascas de amêndoas tostadas na frigideira e sirva ao  lado o purê de batata e a cebola caramelada por cima.

Experimente acompanhar com um chardonnay francês e terá um jantar dos deuses!

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Chutney de damasco

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Depois do sucesso dos chutneys de manga, de beterraba e de cebola roxa que degustamos com pães – também feitos em casa – nas reuniões de amigos em nossa casa no mês de dezembro, minhas filhas me cobraram novas variações para as festas de fim de ano. Primeiro misturei o chutney de cebola roxa com geleia de jaboticaba – ficou delicioso. Depois fiz outro com beterraba, cebola roxa e a mesma geleia- ficou sensacional. Para o Reveillon, resolvi fazer um novo chutney de damasco. Além de ser ótimo para servir com pães como aperitivo, fica perfeito para acompanhar carnes como lombo de porco, cordeiro ou pato.

Chutney de damasco

O importante é escolher damascos de cor viva e macios. Compre 200 gr. Reserve: azeite, 1 cebola, 1 pedacinho de gengibre, 3 laranjas, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo, 2 colheres de sopa de mel, 5 castanhas-do-pará. Temperos: 5 pimentas biquinho amassadas e coadas para tirar a casca e as sementes, 3 anis estrelados, ½ colher de café de canela em pó e ½ de cravo em pó, 1 pitadinha de sal.

De véspera, ponha os damascos de molho na água quente para hidratá-los. Cerca de 8 a 12 horas depois, escorra bem a água e triture os damascos no modo pulsar do processador, de modo que fiquem em pedaços pequenos (não deixe liquefazer). Outra opção é usar geleia de damascos. Esprema as 3 laranjas , coe o caldo e reserve. Rale ou passe a cebola no processador. Rale o gengibre. Corte as castanhas com a ponta da faca em fatias bem finas.

Em uma frigideira, aqueça 1 colher de sopa de azeite, doure a cebola e o gengibre ralados. Acrescente a pasta de damascos (ou a geleia já pronta) e o suco de laranja. Junte os temperos: mel, suco das pimentas, anis, cravo e canela e um tico de sal. Misture bem com uma colher de pau e continue mexendo para não agarrar no fundo da panela. Quando estiver em ponto de purê, retire os anis e afaste a pasta para os lados, abrindo um buraco no meio da panela. Coloque aí o açúcar mascavo e deixe corar. Misture tudo e continue mexendo até que a pasta comece a pular. Desligue. Junte as castanhas. Deixe esfriar e ponha na geladeira até a hora de servir.

Nota: se quiser, pode acrescentar o sumo de capim cidreira, mas faz pouca diferença no sabor.

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Bolinho de frutas secas sem gluten e sem lactose

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Na família das blogueiras, enquanto a mãe inventa e cozinha um pouco de tudo, as duas filhas estão se tornando verdadeiras mestras confeiteiras e padeiras, criando a cada dia novas receitas de bolos e pães. Enquanto uma adora inventar receitas fit a outra está ficando tão especializada em pães que criou o seu próprio processo de fermentação natural. Aqui neste blog gostamos de usar os produtos da forma mais natural possível!

Esta nova receita de bolo é o que se pode chamar de receita genérica pois se adapta muito bem à diversas variações de sabores. O mais importante é ter sido criada especialmente para pessoas com restrição a glúten, lactose, açúcar e ovo, pois usa seus respectivos substitutos.

Além disso, é ideal para quem quer levar um lanchinho saudável para o trabalho ou variar o café da manhã. É muito fácil de fazer e todos os ingredientes estão dentro da linha fit ou super saudável.

Bolinhos de nozes e bolinhos de mirtilos ( que também pode ser de qualquer outro tipo de castanha ou fruta seca)

Esta receita rende 12 bolinhos. Fizemos 6 de cada sabor. Separe os ingredientes: 2 xícaras de chá de farinha sem glúten* (pode ser 1 xícara de farinha de arroz e outra de fécula de batata), 1 xícara de chá de açúcar demerara, 1 xícara de café de óleo de côco ( ou o de sua preferência), 1 xícara de leite de arroz, 3 ovos ou, como substituto dos ovos, use 3 colheres de sopa de linhaça dourada + 6 colheres de sopa de água (misture e deixe crescer antes de juntar aos outros ingredientes). Para o bolinho de nozes separe 1 xícara de café de nozes picadas à mão. Para o de mirtilos, 1 xícara de café das frutinhas inteiras.

Misture todos os ingredientes na ordem em que foram citados. Sempre que for fazer um bolo, misture primeiro os ingredientes sólidos (ou em pó, no caso) e depois junte os líquidos, sendo os ovos por último. Acrescente o sabor a gosto: nesta receita usamos 1 colher de extrato de baunilha e fizemos variações com nozes picadas**e mirtilos secos***.

**Pode variar com macadâmia, nozes pecãs, castanha do pará, castanha de cajú, amêndoas ou avelãs.

** Varie com passas, damascos, tâmaras, figos, cranberries ou outro tipo de frutas secas.

Por fim, acrescente 1 colher de sopa de fermento.  Misture gentilmente. Escolha a forma (ou formas individuais) que for usar e unte-a, pincelando óleo e passando uma fina camada de farinha. Coloque a massa do bolo na forma às colheradas. Coloque para assar no forno pré aquecido a 200 graus. Deve assar por aproximadamente 30 minutos. Faça o teste do palito: enfie-o em um bolinho – se sair limpo é porque está assado e no ponto!

* A melhor é a FSG de Amina

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Alimentação saudável para saúde perfeita

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Primeiro dia do ano! Completamos vinte e cinco meses de blog com mais de 450 artigos postados. Em 2015 tivemos 160 mil acessos! Em 2016 continuaremos juntos, com novas e deliciosas receitas, sempre saudáveis e fáceis de preparar.

Vocês, nossos seguidores, devem pensar que nesta família de cozinheiras que amam preparar e comer coisas gostosas e que todas as semanas apresentam aqui no blog pelo menos duas novas receitas, certamente passamos do peso corporal recomendável. Pois erraram! Tanto nós três ( mãe e filhas blogueiras) como os homens da família e ainda as crianças mantemos o peso ideal e esbanjamos saúde! Sabem porque? Seguimos algumas regrinhas simples! Veja como é fácil:

-Regra 1: comer sempre pouco, a conta de matar a fome e comer devagar, mastigando bem;

-Regra 2: comer alimentos saudáveis, frescos e naturais; evitar gorduras, frituras, açúcares e glúten; fugir dos enlatados e embutidos e ainda dos alimentos e temperos artificiais; evitar guloseimas;

-Regra 3: tentar comer em intervalos regulares, de preferência a cada três horas;

-Regra 4: beber muita água;

-Regra 5: manter o hábito de praticar exercícios físicos diariamente e dormir bem, em horário regular.

Quem nos segue regularmente já sabe que nunca usamos nas nossas receitas caldos em tabletes e temperos artificiais (têm muito sódio). Fazemos caldos e molhos caseiros, à base de carnes e legumes frescos. Também preferimos sempre os alimentos frescos aos enlatados.

Nota: apesar de muitas de nossas receitas terem farinha de trigo e leite de vaca como ingredientes, como sou alérgica a glúten e a lactose quase sempre usamos produtos alternativos. No lugar da farinha de trigo usamos farinha de arroz, de milho e/ou de mandioca. Substituímos o leite de vaca por outros produtos como leite de côco, de arroz, de amêndoa ou suco de maçã ou de laranja. Quando possível, usamos os produtos sem lactose existentes no mercado. Veja receitas na seção Sem glúten e sem lactose.

 

Copa de lombo com abacaxi festivo

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Esta receita foi preparada para a Ceia de Natal mas pode muito bem ser feita em qualquer ocasião. Além disso, é perfeita para ser servida tanto quente quanto fria. O copa lombo é um corte do porco muito saboroso pois a carne é marmorizada e a gordura entremeada, quando assada, deixa a carne molhada e suculenta.

Ingredientes para o preparo da carne:  1,5 kg de copa lombo, 1 cebola roxa e 1 cenoura. Mais 1/3 talo de alho poró e 3 ramos de alecrim. Para temperar a carne: 1 colher de sopa de sal com alho, 1 colher de sobremesa de molho inglês, 1 colher de sopa de molho de soja, 2 colheres de sopa de vinho branco. 1 colher de sopa de salsinha picada, 1 colher de sopa de cebolinha picada e pimenta-do-reino moída na hora.

Ingredientes para o molho de abacaxi: 1 colher de sopa de manteiga (pode ser azeite), 1/2 cebola roxa e 1 dente de alho picadinhos. 1/3 de pimentão vermelho e 1/3 de pimentão amarelo (retire as sementes e as partes brancas) cortados bem miudinhos, 1 abacaxi descascado e cortado em cubinhos (retire o centro), 2 maçãs fuji sem casca e cortadas em cubinhos. 1/2 copo de vinho branco, 1/2 xícara  de açúcar mascavo, 1 limão siciliano, 1 colher de chá de gengibre, 1/2 colher de chá de curry. 3/4 de xícara de uva passa preta, 5 fatias de presunto parma.  Pimenta do reino branca a gosto.

Tempero da carne: na véspera, tempere a carne (de 12 a 24 hs antes do cozimento). Com um garfo espete a superfície da carne para que o tempero penetre e depois passe o sal com alho. Coloque a peça inteira dentro de um saco plástico e despeje estes temperos já misturados: molho inglês, molho de soja e vinho branco. Agora acrescente as ervas, espalhando-as. Triture sobre a carne um pouco de pimenta-do-reino. Feche o saco e verifique se o caldo está molhando toda a carne. Coloque o saco dentro de uma assadeira na geladeira. Vire-o de tempos em tempos para que a carne tempere por igual.

Preparo da carne: Passado o tempo suficiente para a carne pegar tempero, inicie o seu preparo, uma vez que leva cerca de 3 horas para assar. Preferencialmente, retire a carne da geladeira 2 horas antes para que não leve um choque térmico ao ir para o forno (isso endurece a carne!). Aqueça o forno a 180 graus. Retire o excesso de temperos e sele* a carne numa frigideira já quente com um fio de azeite. (* selar: dourar a carne no óleo bem quente). Assim que a carne estiver corada de todos os lados, coloque-a sobre uma assadeira com um pingo de azeite. Leve-a ao forno coberta com papel alumínio por 1 h30′.

Dica 1: depois que retirar a carne da frigideira onde a selou, aproveite a borra para fazer o caldo. No fogo baixo, despeje água quente e raspe o fundo com uma colher de pau para incorporar o caldo. Desligue e reserve, pois irá usá-lo para molhar a carne.

Dica 2: Enquanto a carne assa, faça o ‘mis en place’ para o molho de abacaxi: separe os ingredientes e pique-os, deixe-os prontos para o preparo.

Continuação após 1h 30’de forno: retire a assadeira do forno e coloque os cubos de cenoura e de cebola roxa nas laterais da carne. Despeje a metade do caldo que ficou na frigideira sobre ela e conte mais 1 hora de forno até o próximo passo (confira de vez em quando: se o caldo secar, acrescente água quente pelas beiradas).

Continuação após mais 1h de forno: lembra do alho poró? Está na hora de prepará-lo. Se fosse levado ao forno antes  já estaria torrado, então usamos um truque. Abra o forno, retire o papel alumínio e despeje o restante do caldo sobre a carne. Aproveite a panela suja para refogar o alho poró (fica com o gostinho do caldo). Esquente um fio de azeite e refogue o alho poró, já picado em rodelas finas, até dourar. Tire então a assadeira do forno e distribua o alho poró pelas laterais da carne (sobre a cebola e a cenoura que já estarão macias). Espalhe os ramos de alecrim. Volte com a carne para o forno e aumente a temperatura para 200 graus. Conte mais 1/2 hora e então desligue o forno. Volte a envolver a carne com o papel alumínio para que não resseque. 

Enquanto a carne está quase no final do cozimento…

Preparo de molho de abacaxi: fase 1- numa panela funda derreta a manteiga e doure a cebola e o alho. Acrescente o pimentão vermelho, o pimentão amarelo, o abacaxi e por último, as maçãs. Verta 1/2 copo de vinho branco, espere evaporar o álcool e acrescente o açúcar mascavo. Mexa bem e então misture o suco do limão siciliano já coado. Misture novamente, acrescente o gengibre e o curry e deixe que o molho cozinhe em fogo baixo, mexendo às vezes para não grudar no fundo da panela.

Fase 2: estando a maçã e o abacaxi cozidos, acrescente a uva passa; prove e acerte o tempero com sal e pimenta branca a gosto. Deixe apurando em fogo baixo até o caldo secar. Fase 3: pique o presunto parma e misture ao molho. Desligue imediatamente.

Um pouco antes de servir, retire a carne do forno para que resfrie, concentrando o caldo dentro dela.

Pronto! Agora é só fatiar a carne e montar o prato!

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Bacalhau a Vera Cruz

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Quem é de Belo Horizonte e frequentava restaurantes na década de 1980/90 deve se lembrar do Portugália, um pequeno restaurante com jeito de bistrô que funcionava em uma casa na Rua Donato da Fonseca, no Luxemburgo. Servia os mais fantásticos pratos da culinária portuguesa cuja proprietária os preparava pessoalmente para uma clientela seleta, sob reserva antecipada.  A especialidade da casa era o bacalhau, sem esquecer das deliciosas sobremesas. A casa abria para atender grupos de altos executivos no meio da semana e aos domingos, para as famílias. Fomos frequentadores assíduos e nos tornamos amigos da Lúcia, mineira casada com português.  Como a maioria dos chefs, ela nunca passava a receita (claro!) mas eu, sempre curiosa, observava bem o que comia e depois repetia em casa. Foi lá que “aprendi” algumas das excelentes receitas que já postei neste blog, como o Bacalhau a Lagareiro, que era a estrela da casa. Hoje lembrei-me desta receita de bacalhau que lhes passo em seguida, à qual dou o nome que constava do cardápio do Portugália. É muito fácil de fazer e deliciosa.

Bacalhau a Vera Cruz

Esta receita necessita ser feita com o lombo do bacalhau. Eu nunca compro bacalhau já dessalgado (daquele que vem na caixa) pois não tem sabor e quando você faz a receita sente o gosto só dos outros ingredientes – o do bacalhau some. Compre 1/2 banda de bacalhau ou o lombo salgado já semipronto para o preparo e veja em na Dica- Bacalhau como dessalgá-lo. Para 6 pessoas calcule de 900 a 1200 gr. de lombo de bacalhau. Separe os outros ingredientes: batatas, cebolas, tomates, alho e azeite.

Dessalgue o bacalhau e reserve. Cozinhe batatas grandes, ao dente, calculando que uma batata ao lado da outra (eliminando as pontas) dêem o mesmo comprimento do lombo. Calcule a mesma quantidade de tomate e de cebola, ou seja, tudo entra em partes iguais. Corte as batatas em fatias de 1 centímetro. Corte os tomates e as cebolas cruas também em fatias de 1 cm. Pré aqueça o forno na temperatura de 250 graus.

Tome uma travessa refratária – a mesma que irá servir à mesa – e deite azeite no fundo. Monte os ingredientes entremeados, como na foto. Pique o alho miudinho e salpique por cima. Salpique também pimenta-do-reino a gosto. Se o bacalhau não estiver muito salgado, espalhe – aqui e ali – umas pedrinhas de sal grosso. Obs: não ponha espeto de churrasco nem palito, apenas comprima as fatias de modo a se sustentarem. Cubra fartamente com azeite e leve ao forno coberto com papel alumínio por 20 minutos. Retire o alumínio e deixe corar.

Sirva acompanhado de arroz branco e de vinho verde português ou um branco seco.

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5 Cardápios com receitas para Natal e Reveillon

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Você sabia que este blog já tem mais de 450 receitas? Escolhemos algumas de nossas prediletas e montamos um cardápio para você não ter de ficar quebrando a cabeça a pensar as combinações de pratos para fazer na sua ceia de Natal ou Reveillon ( ou um jantar em outra data). São todas receitas fáceis de fazer, explicadas passo-a- passo e a maior parte delas pode ser feita com antecedência. Você pode substituir um ou outro prato por outras receitas que lhe agradem mais – é só procurar na “busca” (veja aí na coluna da esquerda) pelo nome do ingrediente principal. Por exemplo, se quiser trocar a receita de Bacalhau com natas por outra é só digitar no espaço de busca o nome bacalhau e terá mais 12 receitas à sua escolha!

Veja abaixo os cardápios que escolhemos. É só você clicar na linha verde e encontrará as receitas, uma a uma, explicadinhas! Na sequencia estão: entrada, primeiro prato com pasta, segundo prato com peixe, ave ou carne, acompanhamentos e a sobremesa.

Cardápio 1

Salada Caesar, Penne ao bechamel, alcachofras e presunto parma, Bacalhau com natas, arroz com brócolis. Cheesecake.

Sal com Alho

Sal com Alho

Cardápio 2

Caldinho de moranga com camarão, Conchiglione gratinado recheado com queijos e ervas, Pato a Marraquesh com maçãs e cuscuz de damasco. Torta de chocolate mesclado.

pato marraquesh

Cardápio 3

Salada de bacalhau, Tagliatelli ao pomodoro com camarões, Lombo recheado com queijo, presunto e abacaxi ao molho bechamel, batata palhaMousse cookies n’cream.

mousse-cookies-n-cream

Cardápio 4

Salada Waldorf, Ravioli de muçarela com creme de aspargos e camarões, Filé Wellington ( encapado com cogumelos, presunto de parma e massa crocante). Peras à Belle Hélène.

Sal com Alho

Sal com Alho

Cardápio 5

Salada de endívias, romãs e gorgonzola, Tagliatelli ao molho de limão siciliano, Pernil de cordeiro, Cuscuz marroquino (faça o cuscuz sem o frango e acrescente castanhas).Crème Brûlée com morangos e Amarula.

Sal com Alho

Sal com Alho

 

 

 

Caldinho de moranga com camarão

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Nos fins de tarde quentes do verão e ainda mais se for na temporada de comemorações de fim de ano, nada melhor do que chamar os amigos para bebericar um espumante refrescante em casa. E para acompanhar, ofereça tira-gostos feitos por você! Veja algumas das receitinhas deliciosas que já publicamos no blog que combinam divinamente: damasco com gorgonzola, canapé de alho poró com queijo brie, cevicheisca de frango com gergelim, e outras. Hoje vamos acrescentar mais uma receita a esta lista que foi o maior sucesso na reunião com amigos que fizemos esta semana.

Caldinho de moranga com camarão

Para 15 pessoas vai precisar de meia abóbora moranga média, uma cebola, uma colher de café de sal com alho, 1 colher de sopa de óleo, 1/2 limão, 1 colher de café de sal, 200 gr. de camarão, 1 colher de sopa de azeite, 1 colher de sopa de whisky ou conhaque.

Limpe os camarões e tempere-os com 1/2 limão e uma colher de café cheia de sal.

Coloque água para ferver em um caneco de 1 litro. Descasque, tire as sementes e corte a moranga em cubos. Pique a cebola. Em uma frigideira, esquente o óleo, coloque a cebola picada, o sal com alho e a moranga. Misture bem e deixe corar. Acrescente água até cobrir completamente. Deixe que a moranga cozinhe até ficar bem macia. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador até obter um caldo na consistência de um suco grosso. Ponha o caldo para esfriar na geladeira.

Enquanto a moranga cozinha, esquente azeite em uma panela e doure os camarões até ficarem vermelhos. Agora proceda à flambagem: coloque a bebida dentro de uma concha e leve para esquentar diretamente sobre a chama do fogão. Assim que começar a evaporar, deite-a ligeiramente para que a bebida pegue fogo e verta imediatamente sobre os camarões. Muito cuidado para não deixar nada perto do fogo- muito menos você! Espere o fogo apagar sozinho e desligue. Reserve os camarões.

Escolha aqueles copinho de servir cachaça ou conhaque e coloque o caldinho dentro deles faltando um centímetro para chegar na borda. coloque um camarão na borda de cada copinho. Sirva frio.

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Sopa de beterraba deliciosa

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Aqui na Europa* a beterraba é uma alimento muito usado e apreciado. No século XIX foi muito valorizada pois era dela que se extraia ( e ainda hoje se extrai) o açúcar. Na Roma antiga era tida como fruto afrodisíaco. Verdade! Hoje se sabe que contém alta concentração de boro, um mineral importante para a produção de hormônios. A cor roxa se deve à betacianina, um poderoso antioxidante essencial na defesa de nosso sistema imunológico e na prevenção e cura do câncer. Muitos atletas fazem largo uso de suco de beterraba porque melhora a oxigenação muscular e consequentemente o desempenho, regula a pressão arterial, previne a osteoporose e melhora as funções cerebrais. Impressionante, não é? Anote na sua lista de compras e passe a comprar beterraba toda semana.

Assim, na maior das boas intenções, comprei uma beterraba a fim de ter uma dieta mais saudável e colorida. Porém não sabia o que preparar pois não gosto dela crua e as outras receitas mais gostosas que pensei eram gnocchi e risotto – incompatíveis com a dieta em dia útil. Vasculhei a geladeira para ver o que mais tinha por lá e trocando ideias com a irmã resolvi incluir batata doce para ficar ainda mais fitness! O resultado foi uma sopa cremosa linda e deliciosa!  Vai a receita:

Sopa de beterraba com batata doce

Ingredientes: 1/2 beterraba grande, 1 batata doce (a daqui é cor de salmão), 3 dentes de alho, 4 cebolinhas baby ou uma cebola pequena cortada em 4. Temperos: pimenta branca, sal, noz moscada e um pouquinho de páprica doce.

Coloque tudo, exceto os temperos, na panela de pressão com água até cobrir e cozinhe por 20 minutos na pressão (depois que a panela começar a apitar). 

Bata com um mixer na própria panela ou no liquidificador. Tempere a gosto e está pronta!

Obs.: pode precisar colocar mais sal do que o normal, pois os ingredientes são naturalmente doces. Para balancear o doce, por último, esprema o suco de um limão tahiti pequeno e misture. 

Para contrastar com o vermelho, faça um spaghetti de abobrinha crua ( usei um instrumento próprio). 

Sirva fria, é bastante refrescante para o verão. 

  • Hoje quem escreve é a filha solteira que estuda e mora em Bruxelas, na Bélgica.

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Bolo de limão siciliano e côco

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Inspirada em uma foto de bolo de limão resolvi tentar fazê-lo pela primeira vez*. Eu já tinha feito mousses e tortas, mas bolo de limão, nunca. Como adoro limão siciliano achei que este bolo poderia ficar bom. Farinha de trigo e ovo já faz tempo que substituí-los por farinha de arroz e por linhaça, por intolerância a esses alimentos e pela busca de uma vida mais saudável. Mas será que poderia substituir o leite de vaca pelo leite de coco?

Na cozinha, ao elaborarmos uma nova receita, às vezes temos que buscar na memória o paladar de cada um dos ingredientes e quase que senti-los juntos para depois nos arriscarmos à novas alquimias. Pois nesta receita tudo deu certo e o bolo ficou perfeito!

Vou passar a receita como a fiz, mas se quiser substitua a farinha, o açúcar, o leite e a linhaça pelos ingredientes tradicionais.

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Misture os ingredientes: primeiro os secos – 2 xícaras de chá de farinha de arroz (ou de trigo), meia xícara de chá de açúcar demerara (ou comum). Depois misture o resto: 1 xícara de chá de leite de côco (ou de vaca), 3 colheres de sopa de linhaça hidratada com 6 colheres de sopa de água (ou 3 ovos), meia xícara de óleo de côco (ou outro óleo qualquer).

Raspe por cima somente a casca de 2 limões sicilianos (pequenos), com cuidado para não atingir a parte branca (senão amarga). Corte o menor deles e despeje seu suco junto ao restante dos ingredientes. Misture tudo, acrescente 1 colher de sopa de fermento químico e pronto!

Unte a forma antes de colocar a massa e leve ao forno por 30 minutos ou até que, ao espetar um palito este saia limpo. Espere esfriar para poder servi-lo. Prometo que é de comer de joelhos!

* Esta é uma receita da blogueira filha casada que ama comidas fit

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Arroz de pato

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Um dos artigos mais acessados  deste blog é a dica de como cozinhar pato. A maioria das pessoas acha que pato é semelhante a frango e quer fazer com que as receitas que faz com frango dêem certo com pato. Só que o pato tem a carne dura e demora muito mais tempo para cozinhar. Resultado: como a carne do pato fica dura e sem gosto – pois sua carne é mais difícil de absorver o tempero – dizem que detestam comer pato. Depois que aprendem como preparar o pato aí percebem como sua carne é saborosa. Pensei: se tanta gente acessa a dica, o que devem estar fazendo com o pato? Então hoje teremos mais uma receita de pato, originária da Península Ibérica, muito popular tanto  em Portugal como na Espanha. É ideal para ser servida como prato único naqueles almoços tardios de fim de semana ou como jantar, pois apesar de leve, sustenta.

Arroz de pato

Esta receita dá para 4 pessoas, considerando 1/2 coxa de pato por pessoa. Além das 2 coxas de pato ( é a parte melhor para se fazer esta receita) você vai precisar de alguns legumes como ingredientes para dar sabor e maciez à carne do pato no processo de cozimento: 1/2 cenoura, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 2 dentes de alho, 1 raminho de cebolinha, de salsinha e de hortelã, 1 colher de sobremesa de sal, pimenta do reino a gosto, 2 folhas de louro e mais 1/2 xícara de café de vinho tinto. Não precisa colocar óleo ou similar porque o pato já vem com muita gordura, também não coloque vinagre pois já está colocando o vinho.

Tome uma panela de pressão e coloque dentro as coxas de pato e os ingredientes acima citados. Complete com água até cobrir o pato e sobrar mais 2 dedos de água, não ultrapassando 2/3 da altura da panela de pressão. Cozinhe por aproximadamente 40 minutos depois que a panela começar a apitar – dependendo da chama do fogão pode demorar mais. O importante é ter a carne macia ao final do cozimento.

Tire as coxas da panela e separe a carne dos ossos, peles e excesso de gorduras. Desfaça a carne do pato em lascas grandes. Coe o caldo e reserve. À parte, coloque um caneco com 1 litro de água para ferver. Agora vai precisar dos seguinte ingredientes: 1 colher de sopa de óleo ou de azeite, 1 colher de chá  de sal com alho, 1 xícara de chá de arroz, 1 cebola cortada em quatro, 1 cenoura cortada em cubinhos e 1 palmo de linguiça defumada tipo portuguesa ou calabresa.

 

Pique a linguiça em rodelas com 2 cm de espessura e coloque-as numa frigideira com 1/2 xícara de chá de água. Deixe que cozinhe nesta água até amaciar. Escorra e reserve. Tome uma panela larga e frite a linguiça no óleo.  Junte a cebola e o sal com alho. Não deixe que nenhum desses ingrediente escureça. Assim que estiverem fritos, acrescente o arroz e a cenoura em cubinhos e mexa até que o arroz fique translúcido. Acrescente o pato desfiado em pedaço grandes. Misture delicadamente. Abaixe o fogo e despeje o caldo de pato até tampar o arroz e sobrar 1 dedo. Tampe a panela ( deixando uma fresta) e vigie até que o caldo abaixe e apareça o arroz. Então despeje a água fervendo até o nível do arroz, cobrindo-o ligeiramente. Deixe cozinhar até o arroz ficar no ponto – bem cozido mas sem amolecer. Se precisar, vá pingando água até o completo cozimento.

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Finisterra – Frutos do mar incríveis

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Fim da terra – Finisterra ! Este foi o nome dado pelos romanos a esta península no ponto mais ocidental de toda a superfície terrestre então conhecida. Mais além, do lado que o sol se punha sobre a linha plana do horizonte, havia, segundo acreditavam , apenas o oceano sem fim, povoado por monstros terríveis que engoliam as embarcações que se aventuravam pelos mares bravios.

Despedidas, promessas de novas aventuras e novos encontros! Última noite das Caminhantes no Caminho de Compostela que, na verdade, termina em Finisterra. Comemoração a altura, na famosa marisqueria Dom Percebe, onde tradicionalmente os peregrinos se congregam para celebrar o final da longa jornada.

Um verdadeiro festival de frutos do mar! Para iniciar,as apreciadas almenjôas, servidas no molho de azeite com limão siciliano. Em seguida, as estranhíssimas e deliciosas percebes – uma raridade das costas a norte da Espanha que parecem patinhas de dragão ( vi no mercado de Santiago a 109 euros o quilo!) Depois vieram as navajas – assim chamadas porque parecem cabo de navalha. De lamber os dedos!

O cardápio oferece muitas opções – mais de 15 tipos diferentes de frutos do mar, incluindo ostras, mexilhões e camarões gigantes – e ainda uma boa variedade de peixes. O prato de peixes grelhados vem com cinco qualidades do Atlântico. Há também as opções de lagosta grelhada e de bacalhau com batatas.

Olhem as fotos e vejam se não é para voltar triste para casa – no meio das montanhas de Minas Gerais a 450 km de distância do mar – me perguntando porque uma mineira gosta tanto dessas coisas!

Veja a última pontinha de terra que avança pelo Oceano Atlântico e o marco final oficial do Caminho de Compostela. Fim da jornada!

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