Frango Ricoleta

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Esta é uma variação do strogonoff de frango, que todos nós amamos mas que já está bastante batido. E, quer saber? Mais gostoso! Além disto é perfeito para convidar os amigos para um jantar gastando pouco, pois tem um ar sofisticado. Ainda mais se você servi-lo em uma louça bem bonita e acompanhar a refeição com um bom vinho servido em taças altas. Coloque ainda souplats sob os pratos e arranje os guardanapos com porta guardanapos. Certamente irá impressionar os seus convidados!

Ricoleta é o bairro mais descolado de Buenos Aires. Eu amo dançar tango e sempre que dá tempo e sobram umas milhas vou à capital portenha dançar e assistir aos belíssimos espetáculos. Porém quem sugeriu este nome foi uma grande amiga minha casada com um argentino, pois esta receita leva maçãs argentinas e tem a cor da Casa Rosada.

Neste dia servi o frango acompanhado de suflê de espinafre com parmesão.

Frango Ricoleta ou frango rosado

Esta receita serve 4 pessoas, calculando 150 gr. de frango já sem o osso por pessoa, ou seja, 600 gr. Separe: 1/2 xícara de café de cebola ralada, 1/2 xícara de café de molho de tomate caseiro ( ou pomodoro pelati ou o molho de sua preferência), 1/2 xícara de café de vinho rosé, 2 maçãs grandes e 5 colheres de sopa de requeijão cremoso.

Limpe o frango e passe-o na água fervente. Pique em cubos grandes, tempere com sal com alho e pimenta do reino ( 1 colher de sobremesa rasa). Deixe de meia hora a hora e meia no tempero.

Rale a cebola ou triture-a no processador. Coloque 1 litro de água para ferver*. Deite 2 colheres rasas de manteiga ou 3 de azeite em uma panela funda e doure a cebola. Junte o frango e deixe corar. Vá acrescentando a água quente*, aos poucos, pelas beiradas, nunca passando do nível do frango até que este esteja macio.

Junte o molho de tomates, despeje, se necessário, mais água quente* até o nível do frango. Acrescente o vinho e deixe que o aroma de álcool exale. Prove e retifique o sal. Abaixe o fogo.

Corte as maçãs em cubos e junte ao caldo. Vigie para que cozinhem só até ficarem ao dente.  Por último, já quase na hora de servir, acrescente o requeijão. Sirva acompanhado de arroz, risotto, batatas cozidas ou suflê.

*Dica: perceberam como na 3a. foto da primeira fileira o caldo do frango, mesmo antes de colocar o molho de tomates, está colorido? Dica: ao retirar os ossos do frango, não jogue fora. Coloque-os numa panela à parte junto com 1/2 cebola, 1 dente de alho e um raminho de salsinha e cebolinha . Complete com 1 litro de água, tampe a panela parcialmente e deixe ferver até obter um bom caldo. Coe e reserve. Acrescente este caldo ao frango (ao invés da água quente) depois que este estiver corado.

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Sopa de beterraba deliciosa

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Aqui na Europa* a beterraba é uma alimento muito usado e apreciado. No século XIX foi muito valorizada pois era dela que se extraia ( e ainda hoje se extrai) o açúcar. Na Roma antiga era tida como fruto afrodisíaco. Verdade! Hoje se sabe que contém alta concentração de boro, um mineral importante para a produção de hormônios. A cor roxa se deve à betacianina, um poderoso antioxidante essencial na defesa de nosso sistema imunológico e na prevenção e cura do câncer. Muitos atletas fazem largo uso de suco de beterraba porque melhora a oxigenação muscular e consequentemente o desempenho, regula a pressão arterial, previne a osteoporose e melhora as funções cerebrais. Impressionante, não é? Anote na sua lista de compras e passe a comprar beterraba toda semana.

Assim, na maior das boas intenções, comprei uma beterraba a fim de ter uma dieta mais saudável e colorida. Porém não sabia o que preparar pois não gosto dela crua e as outras receitas mais gostosas que pensei eram gnocchi e risotto – incompatíveis com a dieta em dia útil. Vasculhei a geladeira para ver o que mais tinha por lá e trocando ideias com a irmã resolvi incluir batata doce para ficar ainda mais fitness! O resultado foi uma sopa cremosa linda e deliciosa!  Vai a receita:

Sopa de beterraba com batata doce

Ingredientes: 1/2 beterraba grande, 1 batata doce (a daqui é cor de salmão), 3 dentes de alho, 4 cebolinhas baby ou uma cebola pequena cortada em 4. Temperos: pimenta branca, sal, noz moscada e um pouquinho de páprica doce.

Coloque tudo, exceto os temperos, na panela de pressão com água até cobrir e cozinhe por 20 minutos na pressão (depois que a panela começar a apitar). 

Bata com um mixer na própria panela ou no liquidificador. Tempere a gosto e está pronta!

Obs.: pode precisar colocar mais sal do que o normal, pois os ingredientes são naturalmente doces. Para balancear o doce, por último, esprema o suco de um limão tahiti pequeno e misture. 

Para contrastar com o vermelho, faça um spaghetti de abobrinha crua ( usei um instrumento próprio). 

Sirva fria, é bastante refrescante para o verão. 

  • Hoje quem escreve é a filha solteira que estuda e mora em Bruxelas, na Bélgica.

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Bolo de limão siciliano e côco

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Inspirada em uma foto de bolo de limão resolvi tentar fazê-lo pela primeira vez*. Eu já tinha feito mousses e tortas, mas bolo de limão, nunca. Como adoro limão siciliano achei que este bolo poderia ficar bom. Farinha de trigo e ovo já faz tempo que substituí-los por farinha de arroz e por linhaça, por intolerância a esses alimentos e pela busca de uma vida mais saudável. Mas será que poderia substituir o leite de vaca pelo leite de coco?

Na cozinha, ao elaborarmos uma nova receita, às vezes temos que buscar na memória o paladar de cada um dos ingredientes e quase que senti-los juntos para depois nos arriscarmos à novas alquimias. Pois nesta receita tudo deu certo e o bolo ficou perfeito!

Vou passar a receita como a fiz, mas se quiser substitua a farinha, o açúcar, o leite e a linhaça pelos ingredientes tradicionais.

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Misture os ingredientes: primeiro os secos – 2 xícaras de chá de farinha de arroz (ou de trigo), meia xícara de chá de açúcar demerara (ou comum). Depois misture o resto: 1 xícara de chá de leite de côco (ou de vaca), 3 colheres de sopa de linhaça hidratada com 6 colheres de sopa de água (ou 3 ovos), meia xícara de óleo de côco (ou outro óleo qualquer).

Raspe por cima somente a casca de 2 limões sicilianos (pequenos), com cuidado para não atingir a parte branca (senão amarga). Corte o menor deles e despeje seu suco junto ao restante dos ingredientes. Misture tudo, acrescente 1 colher de sopa de fermento químico e pronto!

Unte a forma antes de colocar a massa e leve ao forno por 30 minutos ou até que, ao espetar um palito este saia limpo. Espere esfriar para poder servi-lo. Prometo que é de comer de joelhos!

* Esta é uma receita da blogueira filha casada que ama comidas fit

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Arroz de pato

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Um dos artigos mais acessados  deste blog é a dica de como cozinhar pato. A maioria das pessoas acha que pato é semelhante a frango e quer fazer com que as receitas que faz com frango dêem certo com pato. Só que o pato tem a carne dura e demora muito mais tempo para cozinhar. Resultado: como a carne do pato fica dura e sem gosto – pois sua carne é mais difícil de absorver o tempero – dizem que detestam comer pato. Depois que aprendem como preparar o pato aí percebem como sua carne é saborosa. Pensei: se tanta gente acessa a dica, o que devem estar fazendo com o pato? Então hoje teremos mais uma receita de pato, originária da Península Ibérica, muito popular tanto  em Portugal como na Espanha. É ideal para ser servida como prato único naqueles almoços tardios de fim de semana ou como jantar, pois apesar de leve, sustenta.

Arroz de pato

Esta receita dá para 4 pessoas, considerando 1/2 coxa de pato por pessoa. Além das 2 coxas de pato ( é a parte melhor para se fazer esta receita) você vai precisar de alguns legumes como ingredientes para dar sabor e maciez à carne do pato no processo de cozimento: 1/2 cenoura, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 2 dentes de alho, 1 raminho de cebolinha, de salsinha e de hortelã, 1 colher de sobremesa de sal, pimenta do reino a gosto, 2 folhas de louro e mais 1/2 xícara de café de vinho tinto. Não precisa colocar óleo ou similar porque o pato já vem com muita gordura, também não coloque vinagre pois já está colocando o vinho.

Tome uma panela de pressão e coloque dentro as coxas de pato e os ingredientes acima citados. Complete com água até cobrir o pato e sobrar mais 2 dedos de água, não ultrapassando 2/3 da altura da panela de pressão. Cozinhe por aproximadamente 40 minutos depois que a panela começar a apitar – dependendo da chama do fogão pode demorar mais. O importante é ter a carne macia ao final do cozimento.

Tire as coxas da panela e separe a carne dos ossos, peles e excesso de gorduras. Desfaça a carne do pato em lascas grandes. Coe o caldo e reserve. À parte, coloque um caneco com 1 litro de água para ferver. Agora vai precisar dos seguinte ingredientes: 1 colher de sopa de óleo ou de azeite, 1 colher de chá  de sal com alho, 1 xícara de chá de arroz, 1 cebola cortada em quatro, 1 cenoura cortada em cubinhos e 1 palmo de linguiça defumada tipo portuguesa ou calabresa.

 

Pique a linguiça em rodelas com 2 cm de espessura e coloque-as numa frigideira com 1/2 xícara de chá de água. Deixe que cozinhe nesta água até amaciar. Escorra e reserve. Tome uma panela larga e frite a linguiça no óleo.  Junte a cebola e o sal com alho. Não deixe que nenhum desses ingrediente escureça. Assim que estiverem fritos, acrescente o arroz e a cenoura em cubinhos e mexa até que o arroz fique translúcido. Acrescente o pato desfiado em pedaço grandes. Misture delicadamente. Abaixe o fogo e despeje o caldo de pato até tampar o arroz e sobrar 1 dedo. Tampe a panela ( deixando uma fresta) e vigie até que o caldo abaixe e apareça o arroz. Então despeje a água fervendo até o nível do arroz, cobrindo-o ligeiramente. Deixe cozinhar até o arroz ficar no ponto – bem cozido mas sem amolecer. Se precisar, vá pingando água até o completo cozimento.

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Calzadilla – a tortilla perfeita

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Continuando nossa caminhada pelo Caminho de Compostela, saímos bem cedinho de Sahagún para alcançar Calzadilla de la Cueza na hora do almoço. O espanhol típico começa a trabalhar por volta de oito/nove horas da manhã e segue até o meio dia / uma da tarde. Então fecha o seu estabelecimento – mesmo que este seja um restaurante ou lanchonete! – e vai para casa almoçar. Depois, vem a sagrada “siesta” e só voltam a abrir o comércio e os escritórios depois das quatro da tarde, para fechar às sete horas. Depois deste horário permanecem abertos somente os restaurantes. Pois em Calzadilla fomos fazer um lanche – que na verdade foi um almoço – quase às três da tarde! Talvez porque nossa fome era muita achamos tudo uma maravilha!

 

Os destaques foram os pães caseiros, o fantástico queijo de cabra da região e os diversos embutidos – jamon ibérico (presunto defumado de porco), cecina (defumado de carne de vaca famoso desta região), chorizo (tipo copa) e um outro do tipo do salaminho italiano. Como já nos aproximávamos da Galícia, apareceram a maionese de atum e o bolinho de bacalhau, iguais aos que minha avó materna fazia ( seus avós eram portugueses do Norte, já perto da Galícia) e tão comuns em Minas Gerais. Os ingredientes da maionese são: ovos cozidos, batatas, azeitonas verdes, atum desfiado e a própria maionese ( bate-se o ovo com o azeite no liquidificador em baixa velocidade).

Porém, o sucesso do dia foi a tortilla mais linda e mais gostosa que já comi. E olha que já provei tortilla pelos quatro cantos da Espanha! Bem grande – uns 30 cm. de diâmetro e bem alta – uns 7 cm de altura e muito, muito fofa. Perguntamos ao simpático dono do restaurante a receita – claro que a princípio não quis nos dar. Mas fizemos tantos elogios e insistimos tanto que ele acabou por chamar o cozinheiro para explicar como fazer. Surpresa: era um brasileiro!  Eis como ele nos passou a receita: bate os ovos, junta com as batatas cortadas na frigideira, tempera com sal. Espera corar e vira do outro lado. Parece fácil, não é? Porém, tem detalhes…

Receita da famosa Tortilla de Calzadilla (por minha conta) 

É necessário que se tenha uma panela especial – ou melhor, são duas frigideiras que se encaixam – como estas omeleteiras, só que tamanho gigante ( espiei e vi-as na cozinha!) Cortam-se as batatas em lascas finas (ele não disse mas eu sei que há de se enxugá-las envolvendo-as e apertando-as com um pano). Batem-se os ovos ( também sei que bate-se primeiro as claras até dar volume e depois vai-se juntando as gemas). Unta-se a frigideira ( já ligeiramente aquecida com azeite, a conta de formar uma fina camada em todo o interior). Deita-se a terça parte dos ovos batidos, salpica-se o sal, coloca-se a metade das batatas sem sobrepô-las, mais um salzinho. Repete com a camada de ovos, sal , batatas, sal. Finaliza com os ovos. Isto tem que ser feito muito, muito rápido. Aí está o segredo! A esta altura a tortilla já está corada no fundo, então se emborca a outra frigideira e vira as duas juntas para corar do outro lado (haja força nos punhos!) Experimente fazendo uma pequena, mas se não ficar tão bonita como a da foto, console-se – é necessário muita prática! Vai treinando…

De sobremesa, veio uma tortinha deliciosa – massa feita com farinha de trigo, amêndoas, leite, açúcar e manteiga. Como recheio, maçãs. Você pode usar outras frutas ou geléias. É uma receita bem comum na Europa e fica para outro dia.

 

Sahagún – Paella de legumes

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Chegamos ao fim do dia a esta cidade histórica – muito rica e importante na época medieval – depois de uma boa caminhada morro acima entre campos de girassóis. Pena que, a esta época do ano, as flores que não foram colhidas já estão secas, sem o esplendor amarelo-dourado. Porém, me dei por muito feliz com as alfazemas lilases e de intenso aroma que margeiam o caminho. Colhi muitas flores e as minhas mãos ficaram impregnadas com seu delicioso perfume característico por dias. Fiz vários pacotinhos de sachês mas tive de deixá-los em Bruxelas, na casa da filha, pois é proibido trazer produtos vegetais para o Brasil. Queria tanto aquele perfume no meu armário…

Sahagún ainda guarda imponentes ruinas dos tempos medievais ( Abadia beneditina de Cluny) e muitas igrejas românicas ( sec. IX a XII) bem originais e conservadas, pois o gótico não passou por aqui. O estilo arquitetônico de suas casas lembrou-me o casario das cidadezinhas das Astúrias, exatamente no rumo norte. Assim que cheguei disparei pelas ruas abaixo e fui imediatamente atacada de paixão por esta cidade dourada ao por do sol. O lugar é considerado o meio do caminho francês de Santiago e tem muitos lugares a visitar – merece uma estadia de dia inteiro.

O ponto alto da visita foi uma belíssima e emocionante apresentação que tive a sorte de assistir ( acontece muito comigo de estar nos lugares certos nas horas certas, por mero acaso) no Santuário da Peregrina. Orquestra, coral e recital – tudo muito bem conduzido pelos habitantes da cidade, apresentando convidados especiais. Nós, peregrinos e turistas, somos sempre muitíssimos bem recebidos por toda parte na Espanha e ainda nos convidam a participar de tudo! Amei!

Vamos ao jantar. Nem é preciso dizer que eu estava absolutamente faminta depois de caminhar muitos e muitos quilômetros o dia inteiro. No restaurante “San Facundo” ( padroeiro da cidade) nos aguardava um jantar delicioso, composto de entradas – salada e pastel de aspargos, seguida de uma paella de legumes divina, entrecôt de boi ou peixe grelhado e postres ( sobremesas tradicionais). O peixe branco e saboroso – parece com nossa tilápia – foi servido grelhado na brasa, com a pele crocante e acompanhado de um molho de coentro com cebola e pimentão vermelho fatiados e também grelhados no azeite. Foi a primeira vez que comi uma paella só com legumes e estava tão maravilhosa que decidi tê-la por primeira receita a experimentar em casa, para passá-la já testada a vocês.

Paella de legumes

Resolvi fazer a paella em casa com os legumes que tinha na geladeira: cenoura, aspargos verdes, abobrinha, pimentões vermelho e amarelo e ainda cogumelos.

Você pode fazer com os legumes que mais gostar, mas não ponha batata ( a paella vai virar uma papa!) e se for acrescentar tomate, que seja pouco e ao finalzinho do cozimento, caso contrário o tomate toma o gosto de tudo. Sempre os legumes mais duros entrarão na panela antes do arroz e os mais moles, depois que fritar o arroz.

Quantidades para 10 pessoas: 4 xícaras de chá de arroz, 1 xícara de café de azeite, 1 colher de café de sal com alho, 2 xícaras de chá de cebola, 1 xícara de chá de cada um destes legumes picados: cenoura, aspargos verdes, pimentões (vermelho e amarelo junto) e abobrinha, 1 xícara de café de cogumelos, 1 colher de chá de sal, ½ colher de café de colorau. É muito importante ter 1 litro de um bom caldo de legumes caseiro já pronto e aquecido. À parte, coloque outro litro de água para ferver.

Tome uma panela grande. Aqueça o azeite no fogo alto e doure a cebola. Assim que amarelar, doure o sal com alho. Acrescente os legumes duros: cenoura e aspargos verdes. Mexa bem e deixe fritar por 5 a 8 minutos. Junte o arroz, mexa bem até misturar com os legumes. Baixe o fogo e despeje o caldo de legumes quente até cobrir o arroz. Coloque os pimentões e deixe os legumes mais macios para depois. Tampe parcialmente a panela e deixe cozinhando por mais 10 minutos.

Agora junte a abobrinha e os cogumelos, que são bem macios. Coloque o restante do caldo já misturado com o colorau. Misture e deixe mais 5 minutos. Prove o sal e acrescente o necessário. Mexa tudo de tanto em tanto só para não grudar no fundo. Se for preciso, vá acrescentando água quente até o cozimento de todos os legumes e do arroz. Atenção: o ponto, tanto do arroz quanto dos legumes é ao dente, não deixe que sua paella vire uma papa! E, por favor, nunca acrescente queijo, manteiga ou qualquer creme a uma paella, pois esta é uma receita espanhola (deixe estes ingredientes para as receitas italianas e francesas).

Foi o maior sucesso! A panela estava bem cheia e não sobrou nem um grãozinho!

Pasta sem gluten ao molho de camarões

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Para quem tem alergia a glúten e ama pasta como eu, é sempre uma tentação ver alguém comendo não só pasta como pizza, pão, bolos, tortas e salgadinhos ( ou seja, boa parte do que é muito gostoso) e ficar ali do lado só olhando, com a boca cheia d’água. Não se lastime, nunca – pois sempre há uma alternativa. Provavelmente, se não fosse essa minha alergia a glúten e às proteínas de qualquer leite ( o que inclui todos os produtos lácteos, seus derivados) este blog nem existiria! Foi justamente pela minha dificuldade de comer fora de casa foi que animei a cozinhar em casa e passar as receitas para vocês. Viu? Tudo tem seu lado positivo!

Hoje temos uma boa variedade de pastas feitas com farinha de arroz ( e também de milho) no mercado, que são a melhor opção alternativa para os alérgicos. Dica: a pasta não tem sabor e é quebradiça, então sempre há que ser envolvida em um molho suculento – seja à base de tomate ou um bom molho bechamel ou branco ( se não tover alergia à lactose ou às outras proteínas do leite). Aqui no blog há uma grande variedade de receitas com penne, spaguetti, tagliatelli e outras pastas.

Spaguetti ao molho de tomates com camarão, alcaparras e alho poró

Considerando uma receita para 2 pessoas, separe 2 porções de pasta –  para penne considere 2 pratos de sopa; para tagliatelli e semelhantes pode ser de 2 a 3 ninhos por pessoa e para spaguetti e outras pastas do tipo a porção por pessoa é um feixe da largura de um polegar. Para o molho: 300 gr. de camarão, 2 a 3 corações de alcachofras, 1/3 de talo de alho poró, 6 tomatinhos cereja, 1 xícara de café de pomodoro pelati ( que vem em lata), molho de tomate ou spremutta de tomate (que vem na garrafa), 1 colher de sopa de ervas picadinhas  (salsinha e cebolinha), 1/2 limão para temperar o camarão, azeite, sal e pimenta.

Retire as tripas, lave e escorra os camarões. Tempere-os com 1 colher de café de sal e 1/2 limão. Deixe por 15 minutos. Enquanto isto, corte os legumes como na foto. Coloque 1/2 litro de água para esquentar à parte. Deite 1 colher de sobremesa de azeite na frigideira e espere esquentar. Frite primeiro os camarões até ficarem vermelhos. Junte o alho poró, frite os dois juntos. Acrescente a alcachofra e os tomatinhos. Misture. Despeje a água quente aos poucos, pelas beiradas, até quase cobrir os ingredientes. Junte o molho de tomates. Prove o sal, salpique as ervas. Tempere à gosto com sal e pimenta.

Faltando 20 minutos para servir a refeição, coloque bastante água para ferver em  uma panela alta ( cerca de litro e meio) . Assim que ferver, junte um punhado de sal. Logo que começar a borbulhar, coloque a pasta para cozinhar. Observe o tempo recomendado na embalagem. Para testar se já está no ponto, tente partir a pasta com um garfo – se partir oferecendo alguma resistência, está no ponto certo. Escorra-a bem dentro de uma peneira e coloque-a sobre o molho fervente. Salpique as ervas. Envolva-a com o molho e desligue o fogo. Está pronta! Sirva imediatamente. Já com o prato servido, salpique queijo ralado – parmesão, grana padano ou pecorino ( queijo de cabra para quem tem alergia a leite de vaca).

Acompanhe pastas sempre com um bom vinho tinto.

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Risotto de cogumelos

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Já chego em Bruxelas, nossa filial europeia, ansiosa para ir à Feira de Midi no domingo e comprar todos os tipos de cogumelos que achar. É possível comprar cogumelos diferentes, deliciosos e – o melhor da história: por um preço excelente! Espero chegar perto da uma da tarde, quando estão liquidando tudo na pressa de desmontar a barraca, e compro bem baratinho!

Há várias qualidades de cogumelos. Os mais comuns são os chamados cogumelos-de-paris – aquele redondinho que parece um guarda-chuvinha gordinho, que pode ser branquinho ou castanho e varia também no tamanho. Tem também o shimeji,o shitake, o portobelo, o porcini, o cantharellis e outros tantos. Veja esta foto do site confrariadoschefs.com:

Cogumelos- confraria dos chefs

 

Adoro cogumelos – aqui champignons ( em francês) – pois são muito versáteis. Dá para fazer um caldo ou creme de champignons sofisticado e delicioso, risottos variados como o risotto negro ou o risotto ai funghi, entrar como ingrediente em canapés, entradas, saladas, molhos para pastas, em um suculento preparo ou molho para carne ou frango, em um empadão de frango e muitos outros usos. Tenha sempre algum cogumelo em sua geladeira – dá pra fazer muita receita boa de última hora( clique nos links para ver as receitas do blog). Hoje resolvi preparar um bom caldo ( mas no meio do caminho achei que um risotto seria melhor; como a base de um bom risotto é sempre um bom caldo, você pode começar o preparo do risotto pelo caldo!

Risotto de cogumelos

Antes de tudo, lave os cogumelos e deixe escorrer o excesso de água. Calcule duas mãos cheias por pessoa, pois eles reduzem bem depois de cozidos. Para cada pessoa, separe um cebola e uma xícara de café de arroz para risotto, como o arbóreo ou o carnaroli. Para finalizar o risotto aconselho usar queijo pecorino ou grana padano ralado grosso ( 1/2 xícara de café por pessoa). Para temperar o caldo irá usar sal, pimenta do reino, nós moscada e um pouquinho de molho inglês. Pique os cogumelos e a cebola em fatias. Comece fritando a cebola na manteiga ou no azeite até dourar.

Junte os cogumelos, e deixe que fritem um pouco. Adicione água quente e deixe aferventar. Tempere o caldo e prove. Quando todos os cogumelos estiverem macios, o caldo está pronto!

Para fazer o risotto, acrescente o arroz e mexa. De tanto em tanto mexa de novo, só para não agarrar no fundo. Mantenha água aquecida ao lado do fogão, pois pode precisar. O risotto estará quase pronto quando o arroz estiver ao dente – dá para mastigar mas ainda estará ligeiramente duro.

Dica: Se for servir imediatamente (que é o melhor), junte o queijo e dê uma misturada rápida. Se for servir um tempo depois, deixe o caldo mal cobrindo o arroz, pois ao ficar na panela o arroz irá absorver o caldo e depois, ao ser reaquecido, irá ficar duro e pastoso (se estiver sem caldo). Junte o queijo só na hora de servir, nunca antes.

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Galeto afogado na cerveja

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Galeto é o nome que damos em português para o franguinho abatido com menos de um mês de vida. Esta receita pode ser feita também com um frango inteiro ou com partes do frango e ainda com outras aves de pequeno porte, como codornas – o que, hoje em dia, é muito difícil de se achar para comprar. Seu preparo é básico, fácil e simples, ideal para os iniciantes na cozinha. O segredo é assar o galeto ou frango na cerveja, de preferência uma bem forte, espessa e escura. Aqui neste preparo usamos uma cerveja belga bem tradicional – a Chimay rótulo azul, produzida na Abadia de Scourmont.

Galeto temperado com ervas, assado na cerveja e acompanhado de batatas e cebolas

Para 2 pessoas compre 1 galeto, 2 a 3 cebolas e 6 a 10 batatas baby, dependendo do tamanho. Escolha um cerveja de 330 ml e as ervas verdes frescas para tempero: salsinha, cebolinha, podendo acrescentar um pouquinho de sálvia ou de alecrim. Para o tempero, misture em 1/2 xícara de chá de água: 1 colher de chá de sal, 1 a 2 dentes de alho triturados e 2 colheres de sopa cheias das ervas picadinhas. Reserve outro tanto igual de ervas picadas para finalizar. Passe o galeto na água fervente para limpá-lo bem. Despeje o tempero dentro de um saco plástico e coloque o galeto dentro. Vire de um lado e outro até certificar-se que o galeto está todo envolto no tempero. Deixe dentro do saco por 1 hora ( se estiver fazendo calor coloque-o na geladeira).

Pré-aqueça o forno a 250 graus. Tome uma assadeira e coloque nela o frango com o tempero, escorrendo a água. Despeje toda a cerveja. Leve ao forno a 200 graus até que a cerveja reduza à metade e o frango comece a amaciar. Retire, vire o galeto do lado contrário ao que estava, coloque as batatas, salpique sal sobre elas, cubra com as rodelas de cebola e torne e colocar sal. Regue tudo com a cerveja e o restante das ervas e volte ao forno.

Vigie o assado até que tudo esteja macio e corado. O tempo total de cozimento pode variar de 20 a 30 minutos. Então já estará pronto para servir! Acompanhe com salada de rúcula, fica perfeito!

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Peixe fresco com cogumelos, tomates e alcaparras

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Sabe quando estamos com muito pouco tempo para cozinhar e além da vontade de querer saborear um prato bem gostoso ainda desejamos uma bela apresentação? Esta receita é perfeita! Aqui usamos bacalhau fresco, encontrado com facilidade nos supermercados de Bruxelas e do norte da Europa. Porém, você pode fazer a mesma receita com filé de peixe tipo robalo, linguado ou tilápia, peixes comuns no Brasil.

Bacalhau assado com cogumelos, alcaparras e tomates cereja

Para 2 pessoas, compre uma posta de bacalhau com 400 gr. Compre também cogumelos frescos tipo champignon de Paris, tomates cereja e alcaparras. Separe, por pessoa: de 3 a 4 cogumelos, 6 tomatinhos, 1 colher de sopa cheia de alcaparras, sal, limão, 1 colher de salsinha e cebolinha picadinhas e azeite. Tempere o peixe espalhando em sua superfície uma camada bem fina de sal. Se gostar, salpique gotas de limão. Deixe por 10 a 15 minutos.

Pode usar bacalhau seco, mas tem de estar bem dessalgado. Veja aqui dica de como prepara-lo. Neste caso, não use tempero.

Enquanto o peixe pega tempero, corte os cogumelos em fatias finas. Tome uma assadeira ou forma refratária. Espalhe uma fina camada de azeite no fundo, coloque a posta ou o filé de peixe no meio e os cogumelos em volta. Regue com o azeite. Leve ao forno a 180 graus por 15 minutos ou o suficiente para o peixe ficar macio.

Se estiver usando o bacalhau, retire-o da forma e desfolhe-o, retirando a cartilagem branca e os ossos, se ainda tiver. Volte com o bacalhau para a assadeira entremeando-o com os tomates e as ervas já misturadas ao azeite.

Se for filé de peixe, vire-o para o outro lado, deixe-o inteiro e coloque os tomatinhos por cima.

Espalhe as alcaparras por cima e salpique o azeite misturado com as ervas. Leve ao forno novamente, a conta de amaciar os tomates.

Sirva acompanhado de arroz branco ou arroz de brócolis, com  batatas douradas ou  suflê de espinafre. 

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Arroz de carreteiro

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Fazeres populares como o arroz de carreteiro têm variações conforme a região do país. Até na casa da gente variamos conforme os ingredientes disponíveis. A base é sempre arroz, muita cebola e alho acrescida de carne seca ou de sol, charque ou linguiça ou até um pouco de cada. Pimenta? Sempre, na medida do gosto de cada um. Goianos metidos têm a coragem de achar que este arroz é invenção deles, mas nós mineiros fomos quem povoamos as terras de Goiás e a receita veio de Minas, uai. Se nos tempos antigos veio da Bahia? Provavelmente, pois parte da colonização do estado veio do Norte e este costume de colocar carne seca na comida é coisa de nordestino e mais – pimenta certamente é coisa de baiano.

Arroz de carreteiro

Quando estou com paciência de torrar bem o arroz até ficar bem moreninho, este preparo de arroz toma uma bonita tonalidade de dourada a marrom. Mas se você estiver com muita fome, perdôo, pode sair clarinho mesmo, é sempre muito gostoso.

Como ingredientes temos: óleo, bacon – que no interior de Minas tem o nome de toucinho defumado (quando eu era criança chamava de toucinho perfumado!), bastante cebola picada em rodelas, alho picadinho, carne seca ou de sol ou então charque já preparado. Pode por linguiça frita picada também.  E arroz, lógico!

Para esta receita que serve 2 pessoas usei 1 xícara de arroz, 2 colheres de óleo, 3 cebolas grandes, 2 dentes de alho, 1 tomate bem maduro sem semente cortado em cubinhos e  250 gr. de carne seca já pronta, da marca Vazda.

Antes de tudo, coloque 1 litro de água para ferver. Se quiser o arroz bem moreninho como o da foto você precisa usar uma panela de ferro. Se não tiver, vai outra qualquer. Prepare a carne: coloque 1 colher de óleo na panela, doure 1/4 da quantidade de cebola picada, junte o tomate em cubinhos. Assim que a cebola e o tomate tiverem amolecido, junte a carne já pronta e desfiada. Revire e está pronta. Tire da panela e reserve.

Na mesma panela, coloque mais óleo, espere esquentar, doure o restante da cebola e junte o alho. Acrescente o arroz e com uma colher de pau continue mexendo até que arroz e cebola fiquem marrons. Abaixe o fogo. Verta a água fervendo até cobrir o arroz, cerca de 1 1/2 cm. acima do nível do arroz. Prove o sal e acrescente pimenta. Confira se está bem temperadinho. Tampe a panela parcialmente e deixe o arroz cozinhar. Assim que a água baixar para o nível do arroz, junte a carne refogada e misture. Se necessário vá pingando água quente até que o arroz fique cozidinho. Sirva o prato salpicado de cheiro verde ( salsinha e cebolinha) picadinho, acompanhado de ovo frito e pimentas biquinho.

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Sopa de lentilhas

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É costume servir-se sopa de lentilhas no Natal. Dizem as famílias árabes que traz dinheiro o ano todo. Tudo bem, estamos em setembro, mas não custa fazer esta sopa mais vezes por ano para ajudar a carteira a ficar mais gordinha! Com ou sem superstição, é uma sopa muito fácil de fazer, nutritiva e deliciosa!

Sopa de lentilhas com bacon e linguiça defumada

Cozinhe a lentilha ao dente – calculo uma xícara de café para cada pessoa. Para 2 pessoas separe 1 cebola média picadinha, 1 colher de sopa cheia de bacon picadinho, 1 palmo de linguiça defumada, 1 colher de sopa de azeite e sal com alho.14

Coloque um pouco mais de 1/2 litro de água para ferver. Em outra panela, afervente a linguiça. Retire-a da panela e pique-a em rodelas.

Esquente o azeite, frite o bacon. Doure a cebola e depois o sal com alho. Junte a linguiça, misture. Junte a lentilha e a água fervendo. Prove o sal. Se quiser, coloque um tiquinho de pimenta síria ou pimenta do reino branca. Abaixe o fogo e deixe cozinhar mais um pouquinho. Sirva bem quente, acompanhada de pão.

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Conchiglione recheado

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No inverno, servir uma pasta fumegante é sempre uma ótima opção de prato único para o jantar. Para nós brasileiros que gostamos de acompanhar carnes com pastas no mesmo prato ( que nos perdoem os italianos por esta deliciosa ousadia) também é uma boa pedida para qualquer refeição. A receita que apresentamos hoje é feita usando um tipo de pasta em forma de concha. Fica um prato muito bem apresentado.

Conchiglione gratinado recheado com creme bechamel, queijo e ervas

Para servir bem a 4 pessoas, calcule 6 conchas por pessoa. Para rechear esta quantidade de conchas, prepare 3 xícaras de chá cheias de recheio.

A base para o recheio é o conhecido molho bechamel. Separe: 2 xícaras de chá de leite, 2 colheres de sopa de manteiga, 2 colheres de sopa bem cheias de farinha de trigo, 1 cebola média ralada, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino branca para temperar. Além destes ingredientes irá precisar também de 1 xícara de café cheia de creme de leite e 1 xícara de chá de queijo ralado.

Derreta a manteiga em uma frigideira antiaderente. Frite a cebola ralada e escorrida, junto com o sal com alho, sem deixar que amarele. Acrescente aos poucos a farinha de trigo, já ligeiramente torrada em outra frigideira e, com a ajuda de uma espátula, incorpore-a à manteiga até formar uma massa lisa e homogênea.

Verta o leite previamente aquecido, aos poucos; continue mexendo com uma colher de pau até obter um creme liso. Prove o sal e tempere. O creme deve ficar de consistência firme, para poder ser colocado dentro das conchas às colheradas. Se ainda estiver líquido, coloque mais farinha de trigo. Separe 1/3 deste creme e misture-o bem com uma xícara de café de creme de leite. Com este creme você irá forrar a travessa e cobrir as conchas recheadas. Reserve os restantes 2/3 do creme para rechear as conchas.

Para o recheio: Passe no ralo grosso o queijo de sua preferência ou aquele(s) que tiver em casa – pode ser parmesão, queijo minas curado, grana padano, provolone, muçarela, etc. Pode também misturar de dois a quatro queijos diferentes. Misture 1/2 xícara de chá do queijo ralado ( pode ser mais) com o creme bechamel já pronto. Pique bem miudinho as ervas que gostar – para esta receita eu pico salsinha e cebolinha pois têm sabores mais suaves que não se sobressaem ao queijo. Misture 1 colher de sopa cheia de ervas ao creme. Agora seu recheio está pronto.

Hora de cuidar da pasta: coloque 2 litros de água para ferver. Assim que borbulhar, coloque um punhado de sal. Quando voltar a ferver, coloque as conchas para cozinhar, seguindo o tempo de cozimento recomendado na embalagem. Atenção: não deixe que as conchas se partam. Assim que começarem a amolecer, retire-as da água quente, escorra a água e coloque-as sobre um jato suave de água fria para interromper o cozimento – do contrário podem partir.

Escolha uma forma refratária de tamanho médio e passe no fundo uma camada fina do creme bechamel diluído com o creme de leite. Com a ajuda de uma colher de chá vá recheado as conchas uma a uma e colocando-as na travessa. Estando todas assentadas, cubra-as com o restante do creme bechamel misturado com o creme de leite e, por cima, espalhe o restante do queijo ralado.

Quinze minutos antes de servir, coloque a travessa no forno a 220 graus para esquentar a pasta por 10 minutos e depois passe o forno para o grill a fim de gratinar o queijo. Assim que começar a corar, retire e sirva bem quente.

Não esqueça de um bom vinho tinto!

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Abóbora moranga com carne seca

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Um dos mais tradicionais pratos mineiros, muito servido no inverno, é o purê de abóbora moranga com carne seca. Eu gosto de servi-lo dentro da própria moranga – acho que dá um charme danado. A carne seca pode ser comprada lá no Mercado Central de Belo Horizonte ( ou no da sua cidade) e cozida na água com sal até ficar macia. Outro jeito bem prático é comprar a carne já cozida e desfiada – tem uma ótima, da marca Vapza que você encontra nos melhores supermercados.  Compre também a abóbora moranga no Mercado e peça ao feirante para abri-la, fazendo uma tampa na parte superior.

Abóbora moranga com carne seca

Escolha uma abóbora bonita, bem alaranjada, do tamanho proporcional ao número de pessoas as quais vai servir. Compre a carne seca e prepare-a cortando em tiras e cozinhando na água com sal. Ou então, compre-a pronta. Separe tomate, cebola, alho, salsinha e cebolinha. Se gostar, pode usar também pimentão vermelho, picado bem miúdo.

Para 6 pessoas vai gastar, além da abóbora moranga, 500 gr. de carne, 3 cebolas, 1 tomate, 2 dentes de alho, sal a gosto e pimenta. Gosto de acrescentar requeijão de copo ao purê de abóbora.

Faça a receita por partes:

1) Corte uma tampa na abóbora, retire com faca e colher todo o recheio, deite fora as sementes e as partes muito fibrosas. A abóbora ficará oca por dentro ,como uma panela. Coloque-a para assar no forno brando, dentro de uma forma de pizza alta para que ela não “esborrache”. Deixe-a cozida, mas ainda firme e dura. Reserve.

2) Faça um purê com a abóbora. Esquente água à parte. Rale de 1/2 a 1 cebola e frite-a no óleo. Acrescente o sal com alho e pasta de abóbora crua. Desmanche-a com uma colher de pau a acrescente água quente. Deixe que a massa cozinhe. Prove o tempero. Reserve.

3) Pique 1 tomate miudinho, 1 cebola e 1 dente de alho. Se quiser, 1/4 de pimentão vermelho. Frite a cebola e o sal com alho, acrescente o tomate, deixe fritar bem, junte a carne seca e deixe os temperos incorporarem. Reserve.

4) Pouco antes de servir, misture o requeijão de copo ao purê de abóbora até “quebrar” o adocicado. Junte a carne seca já refogada. Misture e prove o tempero. Se gosta de pimenta, a malagueta combina bastante. Coloque o recheio dentro da abóbora e leve-a ao forno até verificar que o recheio está quente. Salpique salsinha e cebolinha picadinhas. Sirva acompanhada de arroz branco e batata palha. Ou então, substitua-os por pão.

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Molho para carnes

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A maneira mais fácil de se fazer um molho para carnes é aproveitando o suco da própria carne. De duas maneiras:

1) Quando você tira a carne do tempero, sempre escorre uma salmoura. Não jogue fora, reserve, pois ali está o suco e o tempero da carne.

2) Quando você sela a carne na frigideira (ou seja, passa no óleo quente deixando que doure de todos os lados por igual) sempre fica uma borra na frigideira. Sempre tome cuidado – regulando a quantidade de óleo e a altura da chama do fogão – para esta borra não queimar. Retire a carne já corada e reserve esta borra.

Para o preparo do molho:

3) Antes de selar a carne, esquente água à parte.

4) Tome uma frigideira ( de preferência anti-aderente) e coloque farinha de trigo – cerca de 1 colher de sobremesa para cada porção de carne ( 150 a 200 gr.). Torre a farinha, mexendo com uma espátula até que comece desprender cheiro ou que adquira uma tonalidade bege claro. Se quiser um molho escuro, deixe que a farinha adquira um tom bege escuro. Cuidado para não deixar queimar. Desligue e retire a farinha da frigideira para não queimar na panela quente. Reserve.

5) Na borra que sobrou da selagem da carne, no fogo baixo, deite manteiga em pouca quantidade e vá desmanchando a borra até obter um creme homogêneo.  Junte então a farinha de trigo já torrada e continue incorporando-a com a espátula até formar um creme grosso e liso. Vá pingando a água quente aos poucos até formar um caldo espesso e homogêneo. Prove. Se estiver sem gosto, junte a salmoura do tempero da carne, aos poucos. Veja se o paladar está do seu agrado; pode temperar com molho inglês (cuidado porque salga) e pimenta do reino.

6) Se quiser fazer um molho ao vinho, está na hora de deitar um pouco da bebida (sempre use vinho tinto para carnes) sobre o caldo. Nunca passe a quantidade de vinho de 1/3 da quantidade de caldo que já está na frigideira. Deixe que o vinho evapore- perceba que sai todo o odor de álcool. Retifique o tempero. Se ficou granulado, pode passar em uma peneira.

Sirva quente sobre a carne ou à parte, em uma molheira.

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Sopa de feijão branco bem nutritiva

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Aproveite o final do inverno para experimentar esta sopa gostosa além de muito rápida e fácil de fazer. Com feijão, legumes e frango ela sustenta bastante e vale por um jantar.

Para 2 pessoas, separe 1 xícara de chá cheia de feijão branco já cozido mas ainda bem firme, 1 xícara de chá de cogumelos de paris frescos já cortados e 1 xícara de chá de cubinhos de peito de frango já temperados com sal e alho (1 colher de café).Pique 1 cebola pequena de modo a dar 1/2 xícara de chá, corte em cubinhos a mesma quantidade de cenoura, mais salsinha e cebolinha que dêem 1 colher de sopa cheia.

Coloque água para ferver. Despeje 2 colheres de óleo numa outra panela e frite o frango até que comece a corar. Junte a cebola triturada, a cenoura e mais 1 colher de café de sal com alho. Frite-os até a cebola ficar translúcida. Junte o feijão, misture bem.  Acrescente a água quente até passar de 2 dedos a altura dos ingredientes. Junte o cogumelo. Diminua o fogo, tampe a panela deixando uma fresta e espere que o caldo reduza.

Prove o tempero e verifique se todos os ingredientes estão macios. Se necessário, acrescente mais água quente até o completo cozimento. Volte a provar o sal. Finalize com salsinha e cebolinha e sirva quente acompanhada de pão.

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Leite de amêndoas caseiro, já pensou?

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Já pensou em fazer o seu próprio leite vegetal em casa? É possível! Fica uma delícia, é uma ótima alternativa aos de supermercado, muito mais saudável, muito mais nutritivo e, no meu caso aqui na filial Bruxelas, mais barato. (O litro sai a 1,60E enquanto no supermercado custa 2,20E)

Tive a ideia quando uma amiga me contou de um amigo que tem uma super máquina em casa que faz tudo sozinha em 20 minutos, com qualquer castanha. Fiquei maravilhada com a ideia e quase saí correndo para comprar a tal máquina, mas ela não é tão baratinha assim. Pensei duas vezes, achei algumas receitas na internet e resolvi fazer eu mesma, manualmente. E não é que é fácil? Fiz uns ensaios e passo minha experiência para vocês.

A proporção que mais gostei foram 50gr de amêndoas para 600ml de água ou 1 xícara de amêndoa para 4 xícaras mal cheias de água. A medida não precisa ser super exata, pois você pode preferir mais diluído ou mais grossinho. O meu fica um pouco encorpado, ideal para comer com cereais no café da manhã.

Não posso dizer que seja um substituto para o leite de vaca em absolutamente tudo, ainda não testei com comida salgada, mas posso afirmar que fica excelente para o preparo de bolos, doces, caldas de chocolate e vitaminas.

O preparo é super simples:

Deixe as amêndoas de molho em água filtrada por, no mínimo, 4 horas, de preferência da noite para o dia, até cerca de 8 horas. No dia seguinte, coloque uma água nova para ferver. Escorra as amêndoas e quando a água estiver fervendo, coloque-as na panela e deixe por 1 minuto em água fervendo – não mais do que isso. Escorra e lave com água fria. Essa fervura não é necessária para o leite, mas para retirar a casca vai ficar um milhão de vezes mais fácil. Basta dar um ‘apertinho’ que ela logo pula. Faça isso com todas as amêndoas, colocando-as depois no liquidificador.

No liquidificador, despeje 1 xícara de água e bata por cerca de 30 segundos. Coloque o restante da água e bata por mais 3 minutos no mínimo. Se desejar, pode acrescentar açúcar, baunilha, canela, chocolate, o que quiser.

Coloque um filtro de pano próprio (se não achar, use um pedaço de linho branco) sobre uma tigela. Se não estiver muito seguro, coloque o pano sobre uma peneira e esta sobre a tigela. Eu já faço sem, menos uma louça para lavar.

Derrame o leite, feche as pontas do pano e amasse bem com as mãos para retirar todo o líquido. Está pronto!

Como por aqui não gostamos de desperdiçar nada, pode guardar o resíduo para usar para bolos e biscoitos, ou até mesmo fazer uma farinha torrada para usar em crostas doces ou salgadas. Andei fazendo uns testes de bolo e fica uma delícia, depois posto por aqui.

Atenção: como o leite é natural e sem conservantes, ele dura somente 4 a 5 dias na geladeira e depois começa a azedar. Então não faça grandes quantidades se não for usar logo.

Agora que já aprendeu, pode também experimentar fazer o de castanha de caju, o de castanha do pará, o tradicional de soja e até o de arroz. Quem se anima?

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Frango assado na cerveja de cereja

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Com a chegada da primavera, a seção de frutas e verduras do supermercado da Filial Bruxelas logo mudou de cara. Vi esses tomatinhos coloridos e não resisti! Eu já tinha ouvido falar de tomates verdes, ou dos famosos “tomates verdes fritos” mas amarelo eu nunca tinha visto. Andei perguntando por aí e parece que é uma especialidade belga. E então não perdi tempo e quis logo experimentar.

Provei o amarelo e o laranja – e que delícia! São bem docinhos e suaves, bem a cara do verão. Achei que o sabor suave com leve acidez ia combinar com a cerveja Kriek de cereja, que já usamos por aqui em outras receitas. Combinei também com o frango ao molho de mostarda, que também já passou por aqui, pois frango preparado no forno é o meu prato predileto quando tenho outros afazeres em casa – domésticos ou no computador – e quero deixar a comida no forno e (quase) esquecê-la.

Então vamos aos preparos, tudo bem simples e rápido.

Frango com tomatinhos assado na cerveja Kriek

Separe uma assadeira, tempere 4 peças de frango (2 coxas e 2 sobrecoxas) com 1 colher de sobremesa cheia de sal com alho e mais 1 colher de chá de mostarda. Reserve.

Enquanto o frango absorve o tempero, lave 1 xícara de café de tomatinhos (se não achar os coloridos, vá de tomate cereja mesmo) e descasque 2 ou 3 cebolas baby.

Depois de meia hora no tempero, coloque as peças de frango na assadeira e despeje a cerveja até cobrir o frango pela metade. Leve ao forno a 180 graus.

Quando o frango já estiver branco por fora – a meio cozimento – retire do forno, escorra o caldo da cerveja que sobrou e reserve-o para depois. Espalhe as cebolas e os tomatinhos ao redor e volte para o forno.

Quando o frango estiver corado, os tomates enrugados e a cebola transparente, despeje o caldo reservado, volte para o forno e deixe até que reduza, sem deixar queimar!

Para servir, coloque o frango sobre purê de batatas ou purê de mandioquinha e os acompanhamentos nos espaços vazios. Com cuidado, retire o caldo que sobrou na assadeira com uma colher e despeje sobre tudo.

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Caldo verde

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Abro um espaço entre os posts do Sal& Alho viaja – série Itália e Croácia para postar a receita do Caldo Verde português que fiquei devendo às minhas alunas desde antes desta viagem. Com atraso, aqui segue.

Caldo Verde 

Esta deliciosa sopa é perfeita para o frio que está fazendo aí nas Minas Gerais neste início de julho. Faz parte do elenco dos mais tradicionais pratos de origem portuguesa da culinária mineira.

Para 4 pessoas escolha 4 batatas médias, 1/2 linguiça cozida e defumada tipo portuguesa (calcule 20 cm.), 2 folhas grandes de couve, 1/2 cebola pequena ralada, 1 colher de sobremesa cheia de azeite ou manteiga, 1/2 colherinha de café de sal com alho e 1 pitadinha de pimenta do reino branca.

Corte as batatas em cubos e a linguiça em rodelas. Pique a couve bem fininha (veja aqui dica de como cortar) e passe a cebola no triturador de modo a ficar como ralada. Lave e afervente ligeiramente a linguiça.

Em uma panela, doure no azeite ou na manteiga a cebola e o sal com alho, sem deixar escurecer. Junte a linguiça  e a batata dando uma fritadinha. Acrescente água fervente, abaixe o fogo e deixe cozinhar. Assim que a batata estiver macia, deixe na panela a linguiça e o equivalente a uma batata e bata o restante das batatas no liquidificador com a água do cozimento. Junte mais água morna, se necessário, de modo a obter um caldo ralo.

Volte com o caldo para a panela e deixe engrossar até obter o ponto de sopa. Prove o tempero, acrescentando pimenta e sal, se necessário. Por último, antes de servir, junte a couve, mexa por 2 minutos e desligue.

Sirva em cumbuca ou prato fundo, acompanhada de  pão ou de torradas amanteigadas.

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Nápolis – Beringela à napolitana

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Começamos nossa viagem pelo sul da Itália seguindo de Roma para Nápolis. Atravessamos, por terra, extensas áreas de plantio de vinhedos e produtos agrícolas, sobretudo tomate, frutas e hortaliças. Nápolis toma para si a invenção da pizza e da famosa marguerita. Realmente, esta pizza foi apresentada pela primeira vez pelo pizzaiolo Rafaelle Esposito para homenagear a rainha Margherita di Savoia quando visitou a cidade em 1889. A pizza tem as cores da bandeira da Itália: o vermelho do pomodoro ( tomate), o branco da muzzarela di buffala e o verde do basilico (manjericão).

Como não sou pizzaiola, escolhi fazer outra receita napolitana que tive a felicidade de lá provar e que também leva as cores da bandeira da Itália.

Beringela à napolitana

Escolha uma beringela (ela é verde por dentro!), uma boa passata de tomate (o vermelho), um queijo que derreta bem ao forno ( o branco). Para o toque verde, escolha também algumas ervas. Vai precisar ainda de azeite, sal e alho.

Passe no ralo grosso o queijo ( escolhi o parmegiano embora seja originário do norte da Itália) e reserve. Faça um pesto misturando o azeite com alho picado, ervas ( escolhi salsinha, cebolinha e manjericão) e sal. Triture no socador. Reserve. Ligue o forno a 200 graus.

Corte a beringela – com a casca – em fatias finas.  Enquanto corta, vá colocando de molho na água para não escurecer. Quando terminar, escorra bem.

Tome uma travessa refratária e forre o fundo com azeite puro. Distribua as camadas: beringela, passata de tomate, queijo e pesto. Repita até terminarem os ingredientes. Leve ao forno a 180 graus até a beringela ficar macia.

Sirva como na Itália, acompanhada com pão e um bom vinho.

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Sanduíches italianos em Roma

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em RomaDeixando a cozinha de nossa filial em Bruxelas, hoje iniciamos novas postagens do Sal & Alho Viaja. Vamos passear por Roma, seguindo pelo sul da Itália, atravessando o mar Adriático, dando uma volta pela Croácia e Eslovênia e seguindo para o norte até chegarmos a Veneza!

Além de dar uma olhada geral nos cardápios para inspirar novas receitas, irei mostrar aqui no blog o que for vendo de diferente. Em Roma, por exemplo, perto da Piazza de Espanha, encantei-me com uma vitrine de sanduíches. Logo lembrei que temos postado poucas alternativas para lanches e almoços rápido na seção Marmita Business – MB- do blog. Pois hoje saldo a dívida!

Aqui estão diversas opções de sanduíches deliciosos ( provei e amei!) originais, naturais, com poucas calorias e bem fáceis de fazer.

Siga as fotos e as dicas de como fazer os sanduíches:

Sanduíches de atum

Para quem gosta de atum, compre atum ralado em conserva no azeite ou no óleo – em lata e de uma boa marca. Para fazer a pasta de atum, bata no liquidificador atum e ricota – sendo esta última na proporção de 1/3 da quantidade de atum e junte um pouco de água quente – a conta para facilitar de bater. Tempere com sal, limão, pimenta do reino branca e ervas. Acrescente um toque de maionese ( se quiser) e ketchup ( só um pouquinho, se gostar).

Para dar mais sabor, acrescente picles (foto 3). Você tanto pode comprar a conserva como fazê-la em casa. Pique miudinho cenoura aferventada, nabo, pepino, azeitonas preta e verde, pimentão – o que for de seu agrado. Faça uma mistura de azeite e vinagre temperada com sal e pimenta. Coloque tudo em um vidro. Tampe e leve à geladeira por 3 dias. Escorra antes de colocar no sanduíche.

Monte seu sanduíche à gosto, inspirando-se nas fotos!

Sanduíches de muçarela de búfala 

Eu adoro essa muçarela cremosa, me dá água na boca só de olhar. A opção 4 é como se fosse uma salada Caprese no pão, então tempere com azeite e manjericão. Na opção 5, com cogumelos, recomendo aferventá-los antes e temperá-los com um pouquinho de molho de soja. Para a opção 6 veja o preparo do espinafre: lave as folhas e coloque-as em uma panela com um pouquinho de água. Assim que a água ferver, desligue e tampe. Depois de 3 a 5 minutos, escorra bem a água, apertando as folhas com as mãos. Coloque-as sobre uma tábua e bata com uma faca até ficar miudinho. Deite azeite na panela, frite uma pontinha de sal com alho e passe rapidamente o espinafre. Aperte para sair o caldo e coloque-o no sanduíche às colheradas, entremeando a muçarela.

Sanduíche com frios 

Para um sanduíche que sustente por mais tempo, use frios como mortadela, presuntos e embutidos como copa ou salaminho. A opção 7 foi feita com pães feitos à base de  suco de cenoura ( laranja) e com espinafre( verde) e os outros com pão integral com grãos e pão ciabata. Varie também os queijos.

Sanduíches com frutos do mar

Experimente estas três opções que misturam frutos do mar – peixe branco ou kani ou camarão e picles misturado com creamcheese (pode substituir por maionese ou queijo cottage). Use folhas para dar frescura e crocância.

Invente!

Salmão com brócolis e aspargos, combinação perfeita

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Temporada de pratos rápidos aqui no blog. Aproveitando meus últimos dias na Bélgica, passeando com a filha (que estuda em Leuven) por Bruxelas, Leuven, Gant e Bruges, mal temos tempo para comer. Mas nada como chegar em casa cansadas e prepararmos uma refeição bem gostosa para terminar o dia. Hoje vamos mostrar uma receita tripla, para você fazer tudo ao mesmo tempo e rapidinho.

Salmão com mostarda Dijon, aspargos e tomates na manteiga de ervas e arroz de brócolis

Para 2 pessoas separe: 2 postas de salmão de 150 gr.,1 colher de café rasa de sal, 1 colher de sobremesa rasa de pasta de mostarda Dijon (em grãos) e 1 colher de sopa de manteiga. Legumes: 4 talos de aspargos brancos, 1 tomate tipo italiano bem maduro, 1 colher de chá de ervas picadinhas mais 1 colher de sobremesa de manteiga. Arroz de brócolis: 2 xícaras de chá de buques de brócolis, 1 colher de sobremesa de cebola ralada, 4 alhos picadinhos, 1 xícara de chá de arroz cru, 1 colher de sopa de azeite.

Lave as postas do salmão, seque-as com um pano e espalhe ligeiramente o sal. Reserve.

Lave os aspargos. Corte o tomate em quatro e tire as sementes. Pique as ervas ( salsinha e cebolinha) e o alho. Passe 1/2 cebola no processador.

Coloque água para ferver. Lave e pique o brócolis. Bata metade do brócolis no liquidificador com um pouco de água quente. Tome uma panela, deite o azeite e doure a cebola e o alho. Coloque o arroz e frite-o até os bagos ficarem translúcidos. Despeje o brócolis batido e complete com água quente até 1 dedo acima do nível do arroz. Prove o sal. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe a água secar. Quando o nível da água estiver abaixo do arroz, misture os buquês de brócolis com delicadeza, ponha mais água se o arroz ainda estiver duro e deixe que acabe de cozinhar. Finalize salpicando e misturando levemente metade das ervas.

Enquanto o arroz cozinha, coloque 2 frigideiras sobre o fogão. Na primeira, deite 1 colher de sopa de manteiga e a mostarda misturadas. Coloque o salmão com a pele virada para baixo. Vá banhando a parte de cima com a manteiga até que o salmão fique corado. Espete o garfo para ver se já está macio e desligue. Se começar a queimar por baixo, abaixe o fogo.

Ao mesmo tempo, na segunda frigideira, deite 1 colher de sobremesa de manteiga e coloque os aspargos e o tomate, um de cada lado. No fogo baixo, vire-os de um lado e outro até amaciarem. Salpique o restante das ervas.

Sirva o prato colocando o salmão, o arroz de brócolis , os aspargos e o tomate como na foto. Ficou bonito! Bom apetite!

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Suflê de espinafre e parmesão

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Suflê é uma dessas delícias que todo mundo adora! Em Belo Horizonte, minha cidade, há um restaurante famoso – o Taste VIn – funcionando há mais de 30 anos, onde o prato de sustentação são os suflês. Come-se muito bem neste lugar, mas garanto que as pessoas vão lá porque sentem, de repente, um desejo incontrolável de comer os suflês da casa. Há de vários sabores e as receitas são guardadas a 7 chaves pelo chef Rodrigo, proprietário do restaurante. O meu suflê predileto é o de espinafre. Para mim, o segredo é o manejo do forno. O suflê que faço fica até com o sabor semelhante mas, para a minha eterna tristeza, sempre murcha quando sai do forno! Se você tem o segredo de conseguir tirá-lo do forno e levá-lo à mesa bem alto e fofo, por favor, nos escreva contando o segredo!

Suflê de espinafre e parmesão

A primeira coisa a fazer é ligar o forno a 250 graus.

Para 4 pessoas separe: 1 maço de espinafre de bom tamanho. Para o creme bechamel:  1 colher de sopa de manteiga, ½ xícara de café de cebola ralada, 1 colher de café de sal com alho, 3 colheres de sopa rasas de farinha de trigo, 1 ½ xícara de chá de leite. Ainda: 3 gemas, 6 claras em neve, 1 colher de chá de fermento e 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado.

Cuide primeiro do espinafre: separe só as folhas, lave-as, escorra-as em uma peneira e aperte bem para tirar o excesso de água. Deixe escorrendo.

Prepare o molho bechamel. Torre a farinha em separado sem deixar amorenar. Separe. Em outra panela, derreta a manteiga, frite ligeiramente a cebola e o sal com alho, sem deixar dourar. Junte a farinha torrada e misture bem com a colher de pau ou espátula até formar uma massa lisinha. Junte o leite, mexa bem. Prove o sal, tempere com noz moscada e pimenta do reino branca. Retire o creme do fogo e bata à mão para esfriar. Junte as 3 gemas e continue batendo. Leve de volta ao fogo baixo até levantar fervura. Desligue e reserve.

Coloque o espinafre escorrido sobre uma tábua e bata-o com a faca até ficar picado bem miudinho. Junte-o ao creme fora do fogo. Prove o tempero.

Bata as claras em neve (ou seja, até que, virando o recipiente de cabeça para baixo, as claras nem se mexam). Junte, aos poucos, o creme com o espinafre e misture, fazendo movimentos leves de baixo para cima e de fora para dentro. Não demore para que as claras não percam volume. Salpique 1 colher de chá de fermento e o queijo parmesão e incorpore-os à massa, misturando de leve.

Coloque a massa rapidamente na travessa que vai ser levada à mesa e coloque no forno a 200 graus.

Assim que o suflê crescer, corar em cima e estiver a ponto de explodir, retire do forno e leve-o imediatamente à mesa, sem tampar.

Boa sorte!!!

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Penne ao bechamel, alcachofras e presunto

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Continuando com a série das receitas feitas em nossa filial Bruxelas, nos supermercados europeus encontramos coração de alcachofra e presunto cru a ótimo preço. No Brasil, costumamos chamar este tipo de presunto de cru ou de presunto de Parma. Na verdade, não é cru – é salgado e passa pelo processo de cura, ou seja, fica dependurado secando ao ar livre por meses. Parma é só o proveniente desta cidade italiana. Há o similar espanhol, o famoso Pata negra e o francês, chamado por aqui de Bayonne.

Esta receita foi feita com penne sem glúten, ou seja, feito com farinha de arroz. Certamente ficará muito melhor se feita com o penne tradicional à base de farinha de trigo, pois o de arroz é seco e quebradiço.

Dica: Para cozinhar o penne à base de arroz, que é sem gosto, aconselho colocar bastante sal na água. Deixe que ferva e só então coloque a pasta. Assim que der para partir o penne com o garfo, retire e já escorra debaixo do jato de água fria, do contrário irá ficar mole e quebrar. Sempre sirva este tipo de pasta com um molho – à base de bechamel ou tomate, este bem consistente – que a envolva completamente, para que absorva o gosto do molho.

Penne ao molho bechamel com alcachofras e presunto tipo Parma

Para 2 pessoas calcule 2 pratos de sopa de penne, pois a pasta de arroz não aumenta de tamanho ao ser cozida. Faça o equivalente a 1 xícara de chá de molho bechamel, separe 2 corações de alcachofra e 6 tiras de presunto.

Para o molho bechamel: 1 colher de sopa de manteiga, meia cebola pequena ralada, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa cheia de farinha de trigo, 3/4 de xícara de chá de leite . Se preferir (fica mais gostoso), substitua metade do leite por creme de leite. Torre a farinha em separado sem deixar amorenar. Separe. Em outra panela, derreta a manteiga, frite ligeiramente a cebola e o sal com alho, sem deixar dourar. Junte a farinha torrada e misture bem com a colher de pau ou espátula até formar uma massa lisinha. Junte o leite, mexa bem para não encaroçar. Se acontecer isto, junte mais um pouco de leite, deixe ferver e depois passe numa peneira. Por último, já na hora de misturar com a pasta, junte o creme de leite e mexa, deixando esquentar sem ferver. Prove o sal, tempere com noz moscada e pimenta do reino branca. Está pronto!

Ponha a pasta para cozinhar, conforme explicado acima. Enquanto isto, termine o molho bechamel, corte as alcachofras em pedaços grandes e misture-as ao molho pronto. Desfie o presunto em pedaço médios.

Assim que a pasta escorrer, jogue-a na panela do molho e  dê uma revirada – cuidado para não quebrar o penne. Coloque a pasta com molho no prato que vai servir e entremeie o presunto.

Se quiser, salpique queijo tipo pecorinho ralado.

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Carbonade Flamande 

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O pais à noroeste da Europa hoje conhecido como Bélgica, é vizinho da França, da Alemanha e da Holanda.  Na antiguidade, foi habitado por povos celtas e germânicos – cuja tribo dos francos invadiu a região e a colonizou. É uma federação composta por três regiões políticas distintas – ao sul fica a Valônia ( habitada pelos belgas de língua francesa), ao norte a região de Flanders ( habitada pelos flamencos) e, inserida nesta última como um enclave bilingue, a terceira – a região metropolitana da capital  Bruxelas. Hoje a cidade conta com imigrantes de todo o mundo, tendo sido escolhida como sede da Comunidade Europeia. Composta por 19 comunas, tem uma população urbana de pouco mais de 1 milhão de habitantes, formando, junto com sua periferia, uma grande mancha urbana com cerca de 1,8 milhão de pessoas.

Naturalmente, sua gastronomia sofre profunda influência francesa e também algo da culinária alemã, não esquecendo a popularidade da culinária italiana e, mais recentemente, a influência do fast-food americano e das comidas típicas de seu vasto contingente de imigrantes, sobretudo marroquinos e paquistaneses. Pois neste caldeirão gastronômico, resolvemos pesquisar qual poderia ser eleito o prato típico do país. Tarefa difícil, mas nos chamou a atenção a frequencia com que um prato de nome Carbonade Flamande estava presente na maioria dos cardápios dos restaurantes de comida que poderia ser chamada de belga. Traduzindo, é uma preparação de carne de origem flamenca antigamente feita sobre carvão, ou seja, cozida. Pedi o prato em três restaurantes diferentes e em cada um foi apresentada de um jeito diferente. Recorri aos livros tradicionais de receitas e, enfim, cheguei ao que pode ser o mais perto possível da receita tradicional. Testamos com todo o empenho e carinho e, sem falsa modéstia, ficou muito mais gostoso que nos restaurantes. Aqui vai a receita:

Carbonade Flamande

Para 4 pessoas compre ou separe os seguintes ingredientes: 400 gr. de carne de boi para cozinhar (no Brasil, escolha patinho ou chã-de-dentro). Para temperar a carne:  1 colher de sobremesa rasa de sal com alho, 1 pitada de pimenta do reino e 2 a 3 folhas de louro. Para o cozimento da carne: 3 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa cheia de bacon picadinho, 1 a 2 cebolas, 1 a 2 cenouras, 2 colheres de sopa de molho de tomate (ou passata), 1 colher de sopa de mostarda Dijon em grão (já preparada), 1 colher de sobremesa de molho inglês, 1 garrafinha de 330 ml de cerveja artesanal loura de dupla fermentação – aqui na Bélgica eu usei a Leffe.

Corte a carne em cubos e tempere-a de véspera.

Em uma panela funda, deixe o azeite esquentar e frite a carne (no fogo alto) até ficar bem coradinha. À parte, ponha água para esquentar.

Junte o bacon e deixe fritar junto com a carne. Abaixe o fogo. Acrescente a cebola picada em fatias finas. Deixe dourar. Se precisar, para não queimar a cebola, pingue um pouquinho de água quente. Junte a cenoura cortada em juliana (lascas finas e regulares). Acrescente imediatamente água fervente, pelas laterais da panela – sem deixar cair sobre a carne – até a cobrir parcialmente. Tempere o caldo com o molho de tomate, a mostarda em grão, o molho inglês e a pimenta do reino. Prove o sal.

No fogo baixo, com a panela semi tampada, deixe que o caldo seque até a metade do nível da carne. Neste ponto, a carne já deve estar quase cozida. Se não estiver, junte mais água fervente e deixe a carne amaciar. Acrescente então a cerveja e deixe que a carne acabe de cozinhar. Se precisar, junte mais água, sempre quente. Prove, retifique o tempero. Se já tiver desaparecido o gosto de cerveja e a carne estiver bem macia, está pronto!

Sirva com batatas cozidas com casca e temperadas com uma pitada de sal e pimenta do reino – uma por pessoa.

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Guacamole mexicano

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Desde que visitei o México em outubro de 2014 fiquei devendo a receita da guacamole para vocês. Tantas receitas novas todos os dias que acabei esquecendo! Pois visitando a seção de frutas exóticas na famosa feira de Midi em Bruxelas – onde se acha frutas do mundo inteiro – vimos uns pequenos abacates tão simpáticos que deu vontade de comer guacamole! Aqui vai a receita, veja como é fácil e rápido de se preparar:

Guacamole

Confira o que vai precisar de ingredientes para servir 4 pessoas: 1 abacate pequeno, 1 a 2 tomates, 1/4 de cebola branca, suco de 1/2 limão, 1 pimentinha malagueta, 1 pitada de sal com alho.

 

Pique o abacate em cubos médios e tempere imediatamente com o limão e o sal com alho (para não escurecer). Pique o tomate em quadrinhos e a cebola em fatias fininhas. Pique também a pimentinha. Junte o tomate ao abacate e adicione a pimenta à gosto. Prove o sal.

Sirva sobre torradas ou como salada.

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Creme aveludado de batata doce 

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Aproveite o friozinho leve de junho para saborear caldos, sopas e cremes. Estes últimos sustentam tanto que podem ser servidos como prato único. Experimente fazê-los com batata inglesa – o famoso caldo verde português, batata doce, inhame (ou cará), mandioca, abóbora e baroa (ou mandioquinha) usando sempre um pouco de imaginação para variar o sabor. Clique e veja as receitas.

Outro dia vi no supermercado em Bruxelas um tipo de batata doce rosada. Curiosa, comprei-a e decidi experimentar um novo creme. Pois, além de revelar-se delicioso, a surpresa foi sua consistência aveludada. Para dar um toque diferente, incrementei o creme com um a pitada de cebola roxa caramelizada – uma combinação perfeita!

Creme de batata doce com cebola roxa caramelizada

Para 2 pessoas, tome 1 batata doce de tamanho médio e 1/2 cebola branca. Faça à parte uma misturinha com 1 colher de chá cheia de maisena e um pouquinho de água fria. Em uma chaleira, coloque água para ferver.

Numa panela funda, frite na manteiga ou no óleo (1 colher de sopa) a batata e a cebola picadas. Acrescente uma pitada de sal com alho. Frite. Junte água quente até cobrir, diminua o fogo, tampe a panela e deixe até que a batata esteja bem macia.

Bata no liquidificador e volte para a panela. Se o creme estiver grosso, raleie com um pouco de água fervente. Junte a maisena e misture, deixe ferver e desligue. Deve obter a consistência de um creme. Tempere com sal e pimenta do reino branca.

Veja aqui a receita de cebola roxa caramelizada. Na hora de servir, junte, para cada pessoa, 1 colher de sobremesa rasa da cebola.

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Veja abaixo a sopa refeita no Brasil com a nossa batata doce branca

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Cebola roxa caramelizada

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Bonita, gostosa e fácil. Não seja maldoso! Aqui neste blog tratamos apenas de culinária e esta é uma receitinha super prática. O nome chique é chutney de cebola roxa mas é apenas um mistura de cebola roxa com temperos que vai muito bem como aperitivo, passada sobre torradas ou batatinhas assadas, e também para dar um toque final sofisticado em alguns pratos. Pode ser feita e guardada como conserva na geladeira. Fica uma delícia para dar gosto e cor a um creme de batata doce e também como molho sobre carnes assadas de boi ou cordeiro.

Chutney de cebola roxa

Vai precisar de: 1 cebola roxa, 2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto ou de vinho tinto, 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1 colher de chá de aceto balsâmico, a mesma quantidade de molho de soja ( shoyo) e outra colher de chá de mel. Se quiser mais picante, acrescente raspinhas de gengibre (1 colher de café).

Corte a cebola em fatias regulares bem finas. coloque-as em uma frigideira antiaderente e deixe que sequem, mexendo todo o tempo com uma colher de pau, até ficarem escuras. Junte o vinho tinto ou o vinagre de vinho tinto – a conta de humedecer. Deixe evaporar e perder o aroma.

Afaste a cebola para as beiradas da frigideira e coloque o açúcar cristal. Deixe corar e então misture tudo.

Tempere com o aceto balsâmico, o molho shoyo e o mel. Se quiser, acrescente gengibre a gosto (pouquinho).

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Bolinho de maçã para intolerantes

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No mês passado nos inspiramos na campanha Food Revolution Day, organizada pelo famoso Jamie Oliver e seus amigos, que lutam contra a obesidade infantil e a favor da educação alimentar compulsória nas escolas. De acordo com o site, há hoje no mundo 42 milhões de crianças abaixo dos 5 anos de idade que estão acima do peso ou obesas. Esse número é assustador não é? Se você não assinou a petição ainda, clique aqui e assine, é muito importante e leva apenas alguns segundos.
Na França, a hora da merenda das crianças, quando chegam da escola, é chamada de Gôuter (que vem da palavra gôut, que significa gosto, sabor – então em português seria como a hora de saborear!). Esse lanche é tradicionalmente de comidas saudáveis porém doces, para agradar ao paladar infantil. No resto do dia, a alimentação corre bem saudável, com frutas e legumes; o doce vem só nessa hora do dia. Então é usual comer-se um bolinho, um croissant, um pain au chocolat, uma torrada com geléia de frutas ou chocolate – todas essas delícias francesas!
Por outro lado, as intolerâncias alimentares de toda a nossa família blogueira nos leva a constantemente buscar por receitas sem glúten, sem lactose e também com pouco açúcar e, portanto, naturalmente saudáveis.
Por estas duas boas razões, criamos uma receita de bolinho de maçã que vai muito bem no lanche das crianças ou dos adultos, e que também serve de sobremesa.
Separe: uma tigela, uma espátula, um fouet ou a batedeira, o liquidificador e forminhas de muffin ou cupcakes (gostamos de fazer nessas forminhas pois já saem porções para o dia-a-dia e também para servir com sorvete, como na foto)
Você vai precisar de: 2 xícaras de mix de farinha sem glúten, 1 xícara de açúcar demerara, 1 colher de sopa de canela em pó, 1 pitada de sal, 3 maçãs pequenas (ou duas grandes) descascadas e picadas em cubinhos, 3 ovos (ou 3 colheres de sopa de linhaça e o dobro desde volume de água), 1 xícara de óleo vegetal, 1 colher de sopa fermento em pó.
Antes de começar, pré-aqueça o forno a 180 graus e unte as forminhas com óleo ou spray desmoldante.
Se for usar ovos e quiser um bolo bem fofinho, separe as claras das gemas e coloque só as gemas na tigela. Depois acrescente o óleo e bata um pouco com o fouet ou espátula. Se não for usar ovo, misture a farinha de linhaça com a água em um pote separado e junte ao óleo. Depois acrescente a farinha, o sal e a canela e misture até formar uma massa semi-liquida homogênea. Despeje tudo no liquidificador e, por cima, jogue os pedaços de maçã, para que bata parcialmente mas ainda sobrem uns pedaços sólidos. Se precisar, acrescente um pouquinho de água. Volte com a mistura para uma tijela, acrescente o fermento e misture. Se estiver usando ovo, bata as claras em neve e adicione-as imediatamente à mistura, mexendo com muita delicadeza em movimentos circulares – você não quer perder todo o ar que entrou nas claras!
Despeje a massa nas forminhas e leve ao forno por 30 minutos ou até passar no teste do palito.
Para uma sobremesa light que agrade ao maridão, sirva com uma bola de sorvete e, se quiser abusar, calda de chocolate! Veja aqui como fazer.
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bolomaçã6 Esta é uma colaboração da #colaboradoracasada

Sopa de feijão branco

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Nada como uma sopinha para esquentar o corpo em uma noite de chuva fria! O problema é que, na volta para casa fugindo da chuva, não compramos nada para o jantar. Estamos famintas e o estoque de legumes do supermercado já acabou. Bem, achei uma lata de feijão branco no armário. Na geladeira tem um restinho de linguicinha. Descobri também uma última cebola. Pois daqui a 10 minutos teremos uma sopa deliciosa!

Se acontecer a mesma coisa com você – chegar em casa com fome e achar que não tem nada para comer – não fique triste, tudo tem solução. Mantenha na despensa alimentos enlatados (milho, grão-de-bico, feijão branco, lentilha, tomate pelado) e na geladeira bacon e linguiça, que têm longo prazo de validade. Cebola e alho também duram bastante e – maior dica- tenha uma pequena horta em casa, nem que seja em um vasinho.

Sopa de feijão branco com linguiça

Vamos preparar a sopa logo:

Corte a cebola e frite-a no azeite ou na manteiga. À parte, afervente e linguicinha. Esquente água em um caneco. Junte a linguicinha – ou a linguiça picada em tronquinhos – à cebola e frite junto o sal com alho.

Acrescente o feijão branco – que já está cozido – e misture. Amasse um pouco do feijão com uma colher de pau, para engrossar o caldo que veio na lata. Despeje água fervente, a conta de formar o caldo de sopa ralo. Prove o tempero, salpique sal, se necessário e uma pitada de pimenta do reino. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar mais 5 minutos ou mais, para o caldo dar uma secada. Se tiver em casa ( temos sempre nos vasinhos que ficam na janela da cozinha) pique e jogue por cima um pouco de cebolinha verde. Está pronta!

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