Involtini di muzzarela

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Esta receita é daquelas bem fáceis e práticas de se preparar quando for receber amigos em casa. Impressione-os com o sabor delicioso e a bela apresentação. E o melhor é ser uma ótima opção para quem não tem tempo para preparações elaboradas e ainda corre o risco de chegar em casa junto com os convidados.

Compre com antecedência no supermercado e guarde na geladeira: 1 manta de muçarela de búfala (se não encontrar, compre muçarela em fatias finas), 1 potinho de tomate seco com azeite e 1 molho de manjericão fresco (ou menor quantidade se encontrar na bandejinha).

O preparo leva, no máximo, 5 minutos.

Lave as folhinhas do manjericão e deixe-as secando. Bata o tomate seco no liquidificador ou no mini processador. Não deixe que vire líquido, deve batê-lo o suficiente para tornar-se uma pasta com pequenos pedaços.

Abra a manta de muçarela e com uma colher espalhe a pasta de tomate seco de maneira a cobri-la parcialmente (veja a foto). Em seguida, coloque as folhinhas de manjericão.

Corte a manta da espessura desejada e enrole delicadamente.

Para a decoração, espalhe o próprio azeite colorido de tomate que sair pelas beiradas e coloque um pedacinho de tomate seco por cima. Disponha folhinhas de manjericão para enfeitar e está pronto!

Nápolis – Beringela à napolitana

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Começamos nossa viagem pelo sul da Itália seguindo de Roma para Nápolis. Atravessamos, por terra, extensas áreas de plantio de vinhedos e produtos agrícolas, sobretudo tomate, frutas e hortaliças. Nápolis toma para si a invenção da pizza e da famosa marguerita. Realmente, esta pizza foi apresentada pela primeira vez pelo pizzaiolo Rafaelle Esposito para homenagear a rainha Margherita di Savoia quando visitou a cidade em 1889. A pizza tem as cores da bandeira da Itália: o vermelho do pomodoro ( tomate), o branco da muzzarela di buffala e o verde do basilico (manjericão).

Como não sou pizzaiola, escolhi fazer outra receita napolitana que tive a felicidade de lá provar e que também leva as cores da bandeira da Itália.

Beringela à napolitana

Escolha uma beringela (ela é verde por dentro!), uma boa passata de tomate (o vermelho), um queijo que derreta bem ao forno ( o branco). Para o toque verde, escolha também algumas ervas. Vai precisar ainda de azeite, sal e alho.

Passe no ralo grosso o queijo ( escolhi o parmegiano embora seja originário do norte da Itália) e reserve. Faça um pesto misturando o azeite com alho picado, ervas ( escolhi salsinha, cebolinha e manjericão) e sal. Triture no socador. Reserve. Ligue o forno a 200 graus.

Corte a beringela – com a casca – em fatias finas.  Enquanto corta, vá colocando de molho na água para não escurecer. Quando terminar, escorra bem.

Tome uma travessa refratária e forre o fundo com azeite puro. Distribua as camadas: beringela, passata de tomate, queijo e pesto. Repita até terminarem os ingredientes. Leve ao forno a 180 graus até a beringela ficar macia.

Sirva como na Itália, acompanhada com pão e um bom vinho.

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Padaria em Casa

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Me lembro que quando pequena, ao voltar da escola no fim de tarde, era sempre a hora de passar na padaria para comprar aquele pão de sal fresquinho. A cena era a mesma: fim do dia, já anoitecendo, o uniforme sujo, a mão também suja, mas eu não esperava nem chegar em casa e já devorava um pedaço de pão ali mesmo. Com a idade passei a comer menos pão, claro, pois não há metabolismo como o de criança. Mas nunca deixei de ser fã de um pão quentinho à mesa. Hoje o pão, mais elaborado do que pão francês, é degustado antes do almoço no final de semana acompanhado de patê, salada, em forma de bruschettas ou mesmo sozinho, como é o caso deste que já vem acompanhado.

Eu fazia uma ideia de que fazer pães era uma coisa um pouco incansável, coisa pra padeiro profissional lá no forno da padaria. Pois foi então que um belo dia estava passeando como quem nada quer na livraria e me deparei com o seguinte livro: “Pães 365”. Nem bem olhei o que havia dentro e já levei para o caixa animadíssima para começar a fazer meus próprios pães. E então experimentei aqui em casa e todos amam quando faço. Esse é um dos mais pedidos:

Enrolado de Pesto

Eu estava errada quando pensei que fazer pão em casa era impossível, mas realmente demanda paciência, ânimo e sobretudo força física. Eu gosto de amassar meus pães à mão.  Acho que assim tem-se um melhor controle do ponto. Fora que é uma delícia, malha o braço e alivia todas a tensões. Se você quiser usar aquela máquina de fazer pão para fazer este serviço por você, vai facilitar muito. Nessas máquinas, há a opção de só amassar o pão e crescer, sem assar. Se você também não gosta daquele formado quadrado que a máquina faz do pão, pode retirar depois do crescimento, dar a forma que desejar e assar em forno convencional.

Então vamos lá: mãos à massa! Prenda o cabelo, vista o avental e arregace as mangas.

Comece a preparar o pão cerca de 3 horas antes de servir. Separe: uma tigela grande, uma peneira fina, uma espátula, um copo medidor, 2 fôrmas de bolo inglês ou duas assadeiras.

Você vai precisar de: 700gr. de farinha de trigo, 2 colheres (chá) de sal, 1 colher (chá) de açucar, 2 colheres (chá) de fermento biológico instantâneo, – ou 1 colher de sopa cheia de fermendo biológico fresco, que você pode pedir o próprio da padaria – 50 ml de azeite, cerca de 400 ml de água morna, 6 colheres (sopa) de molho pesto, óleo para untar, mais farinha para polvilhar.

Peneire a farinha e o sal em uma tigela grande. Junte o açúcar e o fermento instantâneo e misture. Se for usar o fermento fresco, misture os ingredientes secos, depois abra um buraco no meio, dissolva o fermento fresco em parte da água (cerca de 100ml) e despeje. Depois adicione o azeite no buraco formado, depois a água e comece a misturar com a espátula.

Quando a mistura já estiver igualmente molhada, mas ainda sem consistência de massa, polvilhe uma superfície com farinha, despeje a massa sobre ela e comece a sovar. Amasse primeiro apertando com os dedos até ela se tornar uma só. Depois empurre com aquele osso entre mão e punho até esticar, dobre de volta na direção contrária e empurre de novo (veja video). Vá virando, dobrando, empurrando até obter uma massa lisa e elástica, normalmente por cerca de 15 a 20 minutos. Musculação pra que, não é mesmo?

Faça uma bola com a massa e volte com ela para a mesma tigela usada. Deve estar com farinha o suficiente para não grudar. Se não, unte. Cubra com um pano limpo e deixe em local aquecido e e sem vento até dobrar de tamanho, normalmente cerca de uma hora.

Volte e aprecie como o seu pão cresceu! Eu fico feliz como que fosse um filho! Agora sove a massa novamente, dessa vez só por alguns minutos. Divida a massa em duas partes. Agora abra cada porção com a ajuda de um rolo de massa. A dica é polvilhar tanto a bancada como o rolo com farinha, para não grudar. Abra em formato retangular, ou algo que se aproxime disso, de mais ou menos 30 x 20 cm (musculação parte 2). Espalhe o molho pesto regularmente sobre a massa, sem deixar que chegue nas bordas. Depois vá enrolando, como se fosse um rocambole, começando por uma ponta menor. Feche bem no final e nas pontas, pinçando a massa com os dedos de maneira a juntar as partes.

Ajuste o formato dos pães, se necessário, e coloque nas formas, ou sobre assadeiras, sempre untadas. Dica para untar: Pingue um pouco de óleo ou azeite e espalhe com um pincel. Depois jogue um pouco de farinha e vá sacudindo e batendo nas bordas até que a farinha se espalhe. Cubra e deixe crescer novamente até dobrar de tamanho, ou cerca de 30-40 minutos. Enquanto isso, ligue o forno para pré-aquecer a 220º C.

Antes de levar ao forno, faça cortes diagonais por cima dos pães, com cuidado para não cortar muito fundo, e polvilhe um pouco de farinha Asse os pães por 25-30 minutos ou até estarem dourados e crescidos.

Retire da forma e deixe esfriar. Fatie, de preferencia na frente de seus convidados para que sintam o cheiro inebriante e vejam a fumacinha que sai do pão. Afinal de contas, você precisa mostrar que foi realmente você quem fez!

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Salada Caprese – o par perfeito

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Nascidos um para o outro: o tomate e a muçarela. Reza a lenda que, no Monte Solaro, na ilha de Capri, no sul da Itália, vivia uma cabra que tinha a mania de comer tomates e manjericão da horta de uma cantina. Como a cabra dava muito leite, a dona da cantina fazia queijo muçarela com o excedente do leite. Um dia, sem ter o que servir a um viajante que chegou de repente, buscou um tomate e um raminho de manjericão na horta. Cortou o tomate e a muçarela em fatias e com o manjericão picado, azeite e um pouquinho de sal marinho fez um pesto (molho). O cliente disse que nunca tinha comido uma salada tão fresca e tão deliciosa! Daí, batizou a salada de Caprese e fez a maior propaganda. Por causa desta salada, a cantina  tornou-se um restaurante famoso.

Gosto de fazer esta salada com tomate maçã  cortado bem fino e muçarela de búfala – que é a que temos fresca no Brasil – cortada em fatias. Misturo manjericão fresco picadinho com azeite e um pouco de sal e coloco sobre os tomates e a muçarela já dispostos no prato. Pode acompanhar com salada de folhas.

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Bruschetta al pomodoro

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Sal com Alho

Aprendi com amigos na Itália a fazer este canapé que prima pela simplicidade, tanto na receita como no sabor genuíno. Com os italianos tenho aprendido que não precisa complicar nem usar muitos ingredientes para se fazer uma boa comida – o importante é que os ingredientes sejam excelentes.

Sempre temos em casa uma baguete ( pão de sal de formato fino e comprido) dormida (chamamos assim quando foi comprada no dia anterior e passou a noite “dormindo”), azeite, sal e alho. O melhor tomate para a brusquetta é o italiano, aquele em formato de ovo, bem vermelho e maduro. O manjericão você pode colher da sua hortinha, é muito fácil de cultivar até em um vasinho na janela.

Corte o pão em fatias de 1 a 1,5 cm de espessura. Um dica para as fatias de pão ficarem maiores é cortar a baguete na transversal. Se o pão ainda estiver macio, leve as fatias ao forno para que fiquem mais firmes, sem deixar corar.  Enquanto isto, corte os tomates em cubinhos pequenos e pique as folhinhas do manjericão. Numa frigideira, passe um fio de azeite, dê uma mexida rápida nos tomates, acrescente o sal e o manjericão; dê uma revirada e assim que os tomates ameaçarem se desfazer já está pronto. Se os tomates estiverem bem firmes e bem vermelhos, nem precisa ir ao fogo. Tire o pão do forno, disponha as fatias no prato que vai servir. Esfregue um dente de alho sobre cada fatia de pão. Em seguida, com uma colherzinha, coloque os tomates, ainda quentes, sobre as fatias de pão. Simples assim! Sirva  imediatamente. Se quiser deixar pré-preparado, é só dar uma esquentadinha no forno antes de servir.

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Molho de tomates

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Este molho é o maior quebra-galho que você pode ter na cozinha. Serve como base para muitas receitas, é o próprio molho  para um spaguetti al sugo, pode fazer um Bloody Mary fantástico e até uma deliciosa sopa creme de tomates.

O segredo são os tomates, que devem ser do tipo italiano e estarem absolutamente maduros. Para 10 tomates, junte uma cebola grande, ½ xícara de café de azeite, 3 dentes de alho, ½ xícara de café de ervas frescas: salsinha, cebolinha e manjericão. Não ponha sal nem açúcar.

Em uma panela grande, refogue tudo no azeite. Coloque água quente até tampar a mistura e deixe cozinhar no fogo baixo. Se o molho começar a secar, vá pingando água, sempre fervendo, até que os tomates fiquem cozidos. Espere esfriar e bata tudo no liquidificador.

Ponha no congelador em pequenos potes de plástico e vá passando para a geladeira à medida do uso.

O molho não tem tempero porque se você adicioná-lo a uma receita que já está temperada pode ficar muito salgado e lembre-se que sal e/ou tempero demais não tem jeito de tirar!

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Uma pasta leve depois da academia

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Spaghetti Primavera

Tem noites que a gente chega da academia varada de fome e quer comer algo rápido de preparar, leve e saudável. Pois vai aí uma receitinha maneira, conhecida internacionalmente por este nome:

Spaghetti Primavera

Dica: a quantidade de massa por pessoa varia entre 60 (se for o primeiro prato) e 100 gr. (se for prato único).

Segue a receita para 2 pessoas, baseada em 200 gr. de massa:

Separe: uma panela grande para cozinhar a massa, um escorredor de massa, uma panela rasa, uma colher grande, um garfão.

Spaghetti, 2 a 4 bolotas de muçarela de búfala, meia cebola média, uma xícara de chá de tomatinhos cereja cortados ao meio, uma colher de sobremesa rasa de manjericão picadinho, uma colher de sopa de azeite.

1. Coloque para ferver uma panela ¾ cheia de água.  Assim que a água começar a ferver, despeje uma mão cheia de sal. Misture. Depois, com a água já fervendo, despeje a massa de modo que forme um leque em torno da panela.

2. Na panela rasa, esquente levemente o azeite e frite a cebola até ficar amarelada. Acrescente os tomatinhos e mexa com cuidado até que a pele dos tomates comece a enrugar. Salpique o sal.

3. Observe o ponto da massa: deve estar cortando com o garfo ou, à boca, ao dente ( dá para comer mas ainda está um pouquinho dura) . Neste ponto, acrescente o manjericão picadinho e a muçarela cortada um cubos grandes na panela rasa. Conte até cinco mexendo com cuidado e então desligue o fogo.

4. Escorra bem a massa e despeje-a na panela rasa. Misture tudo rapidamente e sirva quente.

Dica: se o molho ficar pronto antes da massa, interrompa o procedimento e continue quando a massa estiver no ponto certo. Se for o contrário, isto é, a massa está cozida e o molho ainda não está pronto, escorra a massa e dê um banho rápido de água fria, no próprio escorredor, para interromper o cozimento.

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