Bacalhau para um

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Está só em casa? Mora só, está temporariamente só… ou alguém que você esperava para jantar não vem mais?

Convivo diariamente com uma das duas primeiras hipóteses e às vezes, infelizmente, com a terceira. Porém, saber viver bem é aproveitar cada momento e, de preferência, dando a você mesmo(a) pequenos mimos que lhe deixem feliz! Comer bem é um deles e vou lhe mostrar aqui como pode ser fácil. Prepare um bonito prato, abra uma garrafa de um bom vinho e curta a sua noite! Aproveite a sua companhia!

Desde algumas receitas atrás dei um bom conselho: ter sempre no congelador aquele bacalhau que você comprou, dessalgou e deixou prontinho para consumo. Ou, se mora na Europa do Norte, pode ter bacalhau fresco à disposição.

 Bacalhau rápido para uma pessoa 

Corte pimentões vermelho e amarelo em tiras largas. Corte cebola em lascas grandes. Cozinhe 1 batata e corte-a em rodelas. Pique salsinha e cebolinha verde miudinhas e ainda 1 dente de alho pequeno.

Tome uma travessinha refratária e pincele-a com azeite. Coloque as postas de bacalhau ao fundo, depois as lascas de cebola e o alho picadinho. Salpique sal , pimenta do reino e ervas. Passe um fio de azeite. Coloque as batatas fatiadas e por cima, as fatias de pimentão. Torne a salpicar o sal, a pimenta e as ervas e outro fio de azeite.

Se gostar, pode acrescentar (junto com o pimentão) tomatinho cereja ou tomate italiano cortado em tiras e também azeitonas.

Leve ao forno pré-aquecido a 220 graus até perceber que os pimentões coraram.

Sirva quente ou frio.

Recomendo acompanhar com uma boa fatia de um pão bem especial. E não se esqueça do vinho…é indispensável!

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Sopa de feijão branco

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Nada como uma sopinha para esquentar o corpo em uma noite de chuva fria! O problema é que, na volta para casa fugindo da chuva, não compramos nada para o jantar. Estamos famintas e o estoque de legumes do supermercado já acabou. Bem, achei uma lata de feijão branco no armário. Na geladeira tem um restinho de linguicinha. Descobri também uma última cebola. Pois daqui a 10 minutos teremos uma sopa deliciosa!

Se acontecer a mesma coisa com você – chegar em casa com fome e achar que não tem nada para comer – não fique triste, tudo tem solução. Mantenha na despensa alimentos enlatados (milho, grão-de-bico, feijão branco, lentilha, tomate pelado) e na geladeira bacon e linguiça, que têm longo prazo de validade. Cebola e alho também duram bastante e – maior dica- tenha uma pequena horta em casa, nem que seja em um vasinho.

Sopa de feijão branco com linguiça

Vamos preparar a sopa logo:

Corte a cebola e frite-a no azeite ou na manteiga. À parte, afervente e linguicinha. Esquente água em um caneco. Junte a linguicinha – ou a linguiça picada em tronquinhos – à cebola e frite junto o sal com alho.

Acrescente o feijão branco – que já está cozido – e misture. Amasse um pouco do feijão com uma colher de pau, para engrossar o caldo que veio na lata. Despeje água fervente, a conta de formar o caldo de sopa ralo. Prove o tempero, salpique sal, se necessário e uma pitada de pimenta do reino. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar mais 5 minutos ou mais, para o caldo dar uma secada. Se tiver em casa ( temos sempre nos vasinhos que ficam na janela da cozinha) pique e jogue por cima um pouco de cebolinha verde. Está pronta!

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Vieiras sobre creme de espinafre

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Há receitas minimalistas por excelência, onde o menos é mais e não aceitam nada além de um simples e esplêndido dueto. É o caso das vieiras, que têm um sabor tão delicado que são sempre apresentadas em pratos sofisticados porém simples.

Nos restaurantes finos do Brasil, as vieiras costumam aparecer nos menus invariavelmente como as chiquérrimas, caríssimas e deliciosas “ Coquilles Saint Jacques”. Uma vez na vida, se gasta para comer-se bem uma única vieirazinha em uma conchinha, pois é bem assim que vem, perdida no meio de um enorme prato. Acostumada com esta triste realidade, tive um surto de alegria quando vi no supermercado aqui em Bruxelas um pacote de robustas vieiras por 6,79 euros! Ok, não são assim baratíssimas, mas hoje é o meu dia de comer vieiras! Três para cada uma!

A meu ver, vieiras combinariam divinamente com um creme de espinafre à base do bechamel. Faça esta receita e certamente irá me dar razão!

Vieiras sobre creme de espinafre

Além das vieiras, tenha um maço de espinafre e, para o creme bechamel, manteiga, cebola ralada, sal com alho, farinha de trigo, leite e 1 gema.

Passe as vieiras na água quente e tempere-as com sal e gotinhas de limão. Reserve.

O espinafre europeu tem as folhas tenras e sem nenhum amargo. Retire as folhas dos galhos, lave-as e coloque-as em uma panelinha com um pouco de água, quase a conta de cobri-las. Deixe que a água ferva e então desligue. Tampe a panela e deixe que as folhas amoleçam. Escorra a água toda e coloque o espinafre sobre uma tábua. Bata com a faca até picá-lo miudinho. Reserve.

Prepare um molho bechamel derretendo, em uma frigideira, 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, dourando ¼ de cebola ralada, 1 ponta de colher de sal com alho, misturando bem 1 colher de café de farinha de trigo e juntando leite, aos poucos, até dar ponto de creme. Tire do fogo, junte uma gema de ovo sem a pele, misture bem, volte ao fogo até começar a dar bolhas. Desligue.

Junte o espinafre batido ao creme e volte ao fogo para obter um creme homogêneo.

Ao mesmo tempo, deite 1 colher de manteiga em uma frigideira e deixe que as vieiras fritem ligeiramente, de um e outro lado, adquirindo a cor de vinho branco. Enquanto isto, espalhe o creme de espinafre no prato formando uma caminha. Retire as vieiras da frigideira e coloque-as cobre o creme de espinafre. Sirva imediatamente.

Acompanhe com um champagne brut!

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Galeto na cerveja

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Na minha cidade, Belo Horizonte, se você quiser comer um galeto, há duas opções: procura-se um restaurante de shopping (porém, há muitos anos não vejo galeto no menu) ou uma “televisão de cachorro” da padaria de bairro ( raramente tem e são, na verdade, frangos). Aqui nos supermercados europeus é fácil achar galetinhos tenros. Se em Minas há tantos avicultores, porque não vendem galetos? Não entendo…Bem, vou aproveitar que estou em Bruxelas e preparar um galetinho especial para o jantar!

Galeto na cerveja Kriek

A melhor forma de se temperar uma carne inteira é por imersão no tempero. Primeiro prepare o tempero. Vai precisar de vinagre branco e água em partes iguais – deve dar 1 xícara de chá, 2 colheres de sobremesa de azeite, 1 colherinha de café rasa de sal, 1 colher de sobremesa de ervas (salsinha e cebolinha), 1 dente de alho e 1 cebola pequena. Pique tudo miudinho e misture. Passe o galeto na água fervente e retire a pele, se houver. Fure-o todo com um grafo e coloque-o dentro de um saco plástico grosso. Despeje o tempero de modo a envolver toda a carne. Feche o saco bem apertado e ponha-o na geladeira marinando por cerca de 1 a 2 horas.

Corte 2 cebolas roxas em 8 partes cada (pode ser cebolinhas baby) e escolha batatinhas baby pequeninas. Se não tiver, corte batatas pequenas em cubos, mas sempre deixe-as com a casca.

Experimentei fazer esta receita com a famosa cerveja belga feita com cereja , que tem o nome de Kriek e é rosada. Foi um acerto e tanto! Se não tiver, faça com cerveja preta ou a comum mesmo.

Tome uma assadeira alta e coloque o galeto ao centro, as cebolas e batatas em volta e regue com uma garrafinha de cerveja ( 300 ml.). Coloque para assar no forno pré-aquecido a 200 graus. Quando o frango corar, retire a assadeira e vire-o. Volte ao forno e deixe corar do outro lado. Se o caldo secar, entorne água quente pelas bordas. Quando corar de novo, está pronto!

Se quiser apressar o cozimento e deixar o galeto ainda mais macio, cubra-o com laminado até ficar macio e depois retire-o para deixar o galeto corar.

Acompanhe com arroz, cuscuz ou um risotto simples.

Se estiver em Minas, faça uma farofa com manteiga, ovos e bijú de milho, hum… não há igual!

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Tagliatelli ao pomodoro com camarões

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Esta receita é imbatível – muita gente a considera a melhor receita italiana que já comeu. Eu concordo. Amo de paixão! E tem uma vantagem: rápida e fácil de fazer.

Nesta versão, usei apenas camarões, mas pode-se fazer um tagliatelli ai frutti di mare fritando, junto com os camarões, lulas, lagostins, vôngoles, vieiras ou mexilhões (devidamente preparados). Escolha de 2 a 4 desses frutos do mar e faça esta mesma receita.

Dica: o tomate tipo italiano, maduro e firme, é fundamental, como também um suculento molho de tomates preparado em casa ou um bom pesto, como se acha aqui na Europa. Pode-se incrementar a receita com algum legume verde (um só) – para dar cor – como vagem, brócoli, abobrinha ou couve-de-bruxelas. Prefiro a vagem por ser mais firme.

Tagliatelli ao pomodoro com camarões

Notinha: por favor, pronuncie “talhiateli”, nada de “gli”- lembre-se de talharim!

Vamos à receita para 2 pessoas:

Considere 100 gr. de camarão rosinha limpo por pessoa. Separe ½ limão, sal, 2 a 4 tomates( dependendo do tamanho) picados em cubinhos, 1 cebola bem picadinha ou triturada, 1 dente de alho picadinho, 1 colher de sopa cheia de manteiga ou 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1 colher de sopa cheia de pesto ou 2 colheres de molho de tomates e 1 punhado de vagens cortadas em 3 partes.

Tempere o camarão limpo com sal e limão e deixe por 15 minutos a meia hora.Escorra. Frite o camarão na manteiga ou no azeite até ficar vermelho. Retire e reserve. Na mesma frigideira, doure a cebola e depois o alho. Junte o pesto ou molho de tomates, depois a vagem e por último, o tomate fresco. Mexa para não agarrar no fundo. Assim que a vagem e o tomate amaciarem, junte os camarões e deixe acabar de cozinhar. Nunca ponha água.

Enquanto faz o molho, ponha água com sal para ferver em um caneco alto e assim que estiver fervendo, coloque a pasta. Siga o tempo de cozimento recomendado ou faça o teste do garfo – se partir a pasta, está no ponto, ou seja, ao dente. Escorra a água e imediatamente misture a pasta ao molho. Sirva bem quente.

Recomenda-se ralar um bom parmesão ou grana padano por cima do prato já servido.

Perfeito com um bom vinho tinto italiano! E, depois, uma cama para dormir…

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Sopa de legumes com cogumelos

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Em qualquer bom supermercado na Bélgica ou na França acha-se, pelo menos, 6 tipos de cogumelos diferentes, como o cogumelo-de-paris (destes há vários tamanhos e tonalidades, desde o branco até o marrom escuro), o portobello em diferentes tamanhos, o shimeji, o shitake e os diferentes tipos de cogumelos do bosque.

Uma boa dica: cogumelos não devem ser lavados sob jato de água fria nem deixados de molho em água. Devem ser limpos com um papel macio e absorvente. Há também escovinhas macias próprias para limpá-los. Só lave-os se for prepará-los em seguida, desde que a receita exija que sejam aferventados.

Os cogumelos são muito versáteis, pois servem para se preparar um bom caldo, uma sopa cremosa, risottos, podem ser acrescentados a um molho bechamel para acompanhar pastas, são ótimos para recheio ( de tomate, por exemplo), enfim, são ingredientes para muitas receitas. Experimente acrescentá-lo a uma sopa de legumes e veja como acrescenta um sabor especial:

Caldo de carne com legumes e cogumelos-de-paris

Corte os cogumelos já limpos. Escolha os legumes que vai usar – no caldo de hoje, escolhi alho poró e cenoura. Limpe-os e corte-os em pedaços pequenos. Tome um pedaço de carne que sobrou de outro preparo* e corte-o em cubinhos.

Ponha água para ferver à parte. Coloque um pouquinho de azeite ou manteiga em uma frigideira e doure os cubinhos de carne. Assim que estiverem corados, junte os legumes e por último, o cogumelo. Mexa bem , deixe que fritem um pouquinho, tomando cuidado para não escurecerem. Abaixe o fogo e despeje a água quente até tapar os legumes e ainda sobrar 2 dedos. Tempere o caldo com sal, uma pitada de pimenta do reino e de molho inglês. Deixe cozinhar até todos os legumes estarem macios, no caso, a cenoura, que é a mais dura. Sirva quente, acompanhado de pão.

*Dica: quando for preparar alguma receita com carne de boi e sobrarem algumas pontas com gordura e nervos, não jogue fora – guarde-as para um bom caldo.

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Bacalhau assado em 15 minutos

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Aqui na Europa do Norte, o filé de bacalhau tipo Morua é encontrado fresco a ótimo preço. Pode ser preparado tanto grelhado na frigideira quanto assado no forno, porém exige cuidado no manuseio, pois se desfaz com facilidade. Para temperá-lo, basta espalhar sal em sua superfície e esperar 10 minutos.

Enquanto isto, lave, corte e afervente um punhado de brócolis. Descasque e cozinhe na água com sal algumas batatas baby, deixando-as ainda um pouco duras. Lave alguns tomatinhos cereja e deixe-os secando.

Espalhe 2 colheres de azeite no fundo de uma assadeira, coloque o filé de bacalhau no meio, disponha em volta as batatas e os tomatinhos. Leve ao forno a 200 graus até o bacalhau corar. Retire, distribua os buquês de brócolis e volte ao forno para esquentá-los.

Sirva com arroz branco aromatizado com ervas. Para prepará-lo desta maneira, pique as ervas e acrescente-as quando for colocar a segunda água do cozimento do arroz.

 Se você só encontra para comprar o bacalhau salgado:

Aproveite quando achá-lo a bom preço, como depois da Páscoa, dessalgue-o e guarde as postas no congelador para usar quando quiser.

Para dessalgar, deixe o peixe de molho na água fria por 48 horas, trocando a água 5 vezes por dia. Em seguida, corte as postas da parte mais alta – o filé do bacalhau – em pedaços de aproximadamente 6×6 cm. Coloque estas partes cortadas dentro de uma panela grande e deixe a água começar a ferver. Desligue, deixe esfriar e então retire, com cuidado para não estragar as postas, os ossos, a pele e as gorduras brancas. Use-o em seguida. Para guardar, embrulhe bem cada posta separadamente com plástico filme.

Se comprou meia banda ou o peixe inteiro e sobrou a parte fina, não coloque-a para ferver. Puxe a pele, e desfie a carne grosseiramente. Esta parte é a ideal para fazer receitas com bacalhau desfiado, como Bacalhau a Brás e bolinho de bacalhau. Se for guardar para uso futuro, coloque para secar e depois embale no filtro plástico.

Coloque os pacotinhos dentro de uma caixa plástica com boa vedação e guarde no congelador por meses.

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Risotto de alcachofras com linguicinha

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Adoro preparar um risotto porque é um prato rápido e simples de fazer.  Este foi preparado com alguns produtos comprados no supermercado de conveniência da esquina e usando uma única panela.

Gosto também de fazer risotto porque nos dá a oportunidade de criar, de inventar a cada dia uma receita nova. Tem só que seguir umas regrinhas básicas. Vejamos:

1- Use um bom arroz dos tipos que se vende para risottos, como carnaroli, arbório, etc. Nunca lave o arroz!

2- Há de se obedecer a ordem de colocação dos ingredientes – primeiro os mais firmes, depois os mais moles, sendo que alguns, como carnes, merecem ser preparados ou semi-cozidos antes.

3- É preciso que se tenha um bom caldo de legumes (ou de carne) já preparado ou então, use legumes, como cebola, cenoura, alho poró e bouquet garni (amarrado com ervas frescas) na preparação.

4- Se for colocar vinho, lembre-se que o tinto colore o arroz. O vinho tem que ser colocado depois da primeira água secar e precisa deixar evaporar o álcool.

5- Finalize, se quiser, com queijo tipo grana padano, parmesão ou pecorino, mas nunca use- jamais- creme de leite (caso de assassinato ao risotto para qualquer italiano) .

Este risotto que escolhemos para o nosso jantar de hoje é um bom exemplo de como seguir estas regrinhas. Acompanhe o passo-a-passo.

Risotto de alcachofras com linguicinha

Separe: arroz para risotto (1 xícara de chá para 2 pessoas, se for prato único), ½ cenoura picada , ½ cebola grande picada , 2 corações de alcachofras grandes, 10 mini-linguiças tipo italianas, 1 colher de café de sal, 1 dente de alho (ou 1 ponta de colher de alho em pó), 1 colher de sopa de cebolinha verde picadinha, ½ a ¾ de xícara de café de azeite de oliva, 1 xícara de café de vinho tinto, 1 colher de sobremesa de pesto ou molho de tomate.

Cozinhe a linguiça à parte com um pouco de água e reserve. Coloque cerca de 1 litro de água para ferver.

Esquente metade do azeite em uma panela. Frite primeiro a cenoura, depois doure a cebola e frite o sal com alho. Junte o restante do azeite e o arroz. Mexa, com uma colher de pau, até que os bagos fiquem translúcidos. Abaixe o fogo e acrescente água fervendo até tampar o arroz. Misture o pesto de tomate e a cebolinha verde. Prove o tempero e acrescente, se for o caso, sal a gosto.

Deixe a panela aberta e vá mexendo o arroz, de vez em quando, só para não agarrar no fundo. Assim que esta água quase secar, junte o vinho, misture e deixe que o álcool evapore. Mexa e acrescente mais água, até quase cobrir o arroz. Junte as alcachofras e as linguicinhas ( que já devem estar cozidas). Vá acrescentando água quente aos poucos até que o arroz fique ao dente- ou seja, cozido mas com alguma resistência ao ser mastigado.

Se quiser, finalize com 2 colheres de sopa rasas de queijo, mexendo ligeiramente.

Sirva bem quente.

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Cogumelos Portobello recheados

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Sempre quando viajo para fora do Brasil, mesmo com pouco tempo disponível, vou a um supermercado. É ali que, observando, tento perceber a alma e a essência do povo, das pessoas comuns – gente de todo tipo – vivendo o seu dia-a-dia. Adoro passear ao longo das prateleiras analisando o que comem e consomem, vendo o que há de diferente do que temos no Brasil. Há tempos atrás existia uma diferença enorme, na oferta de produtos alimentícios, entre países de continentes e culturas diferentes. Hoje o mundo praticamente se uniformizou. Sempre cresço o olho quando vejo produtos que gosto com preço ótimos, mas, hospedada em hotéis, só posso comprar produtos prontos para consumo.

Agora, aqui em Bruxelas, com nossa cozinha à disposição, estou felicíssima! Podemos comprar a matéria prima e experimentar receitas! Entusiasmei logo no primeiro dia e enchi o carrinho de compras. Para minha surpresa paguei muito menos que o esperado! (Como o Brasil está caro!)

Na Bélgica, a oferta de cogumelos é vasta, há mais de dez tipos diferentes e o preço é muito mais em conta. Escolhi para hoje cogumelos Portobello, enormes! Tive a ideia de recheá-los e para isto comprei um belo maço de espinafre. O daqui tem as folhas menores e tenras, nada de amargo e até ligeiramente adocicadas. Para dar contraste de cor, escolhi um galho de tomatinhos bem vermelhos, parecendo mini caquis.

Lave 2 cogumelos (os que preparei têm cerca de 8 cm de diâmetro) e faça neles um orifício, onde irá colocar o creme de espinafre como recheio. Separe e lave as folhas de ½ maço de espinafre. Coloque-as em uma panelinha com um pouco de água, quase a conta de cobri-las. Deixe que a água ferva e então desligue. Tampe a panela e deixe que as folhas amoleçam. Escorra a água toda e coloque o espinafre sobre uma tábua. Bata com a faca até picá-lo miudinho.

Prepare um molho bechamel derretendo, em uma frigideira, 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, dourando ¼ de cebola ralada, 1 ponta de colher de sal com alho, misturando bem 1 colher de café de farinha de trigo e juntando leite, aos poucos, até dar ponto de creme. Tire do fogo, junte uma gema de ovo sem a pele, misture bem, volte ao fogo até começar a dar bolhas. Desligue.

Junte o espinafre ao creme e volte ao fogo para obter um creme homogêneo.

Recheie os cogumelos e leve-os ao forno, a 180 graus. Quando começarem a amaciar, coloque um tomatinho bem no meio e regue-os com um fio de azeite. Deixe que o tomate amoleça e sirva quente.

Pode ser servido com torradas amanteigadas ou acompanhando uma carne.

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Frango recheado rápido

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Diretamente de Bruxelas, nossa filial européia, vindo quentinho da cozinha da blogueira filha solteira:

Tem dias que, apesar de chegar em casa para jantar faminta e cansada, me bate uma vontade de inovar na cozinha! Porém, hoje não me preparei para fazer algo diferente e o supermercado já fechou. Além disso, tento manter a linha saudável nos dias de semana.

Abri a geladeira para ver o que tinha: um filé de peito de frango já cortado, tomates e queijo de cabra. Além disso, lentilha verde e cebola roxa.  O pezinho de manjericão que cultivo na cozinha sempre quebra meu galho! Então resolvi fazer um frango recheado, bem saudável e de preparo rápido!

O primeiro passo é temperar o peito de frango com 1/2  colher de café de sal com alho.

Em seguida, coloque a lentilha para cozinhar em água quente. Não precisa ser na pressão (é melhor que não seja), pois é preciso controlar o ponto do cozimento. A lentilha, quando passa do ponto, despedaça e não fica bonita. O tempo de cozimento depende do tipo de grão, mas geralmente é em torno de 20 minutos depois que a água já está quente. Para uma pessoa, 1/2 xícara de chá basta. Quando a lentilha estiver ao dente, escorra e reserve.

Corte 1/2 cebola roxa em fatias bem finas e reserve.

Depois de 20 minutos que temperou o frango, prepare-se para rechea-lo. Para cada filé de peito, separe 2 pequenas fatias de queijo de cabra e corte 1/4 de tomate em tiras finas . Lave algumas folhinhas de manjericão.  Separe uma colher de chá de bacon, já cortado em cubinhos. Comece recheando com o bacon, pois em contato com o frango vai dar um gostinho especial. Coloque os outros ingredientes bem no meio do filé: o queijo, depois o tomate e por cima, o manjericão. Feche dobrando as duas abas laterais em direção ao centro, usando palitos de madeira para fechar bem, inclusive as laterais.  Use folhas de manjericão para fechar as aberturas laterais.

Esquente o azeite em uma frigideira e coloque a trouxinha de frango para corar de todos os lados, ajustando a posição dos palitos quando necessário. Sele primeiro as partes mais largas e, quando a carne já estiver mais firme, as laterais abertas. Quando já estiver bem coradinho, despeje um pouco de água quente, derramando devagar pela lateral da frigideira e nunca sobre a carne. Tampe parcialmente a frigideira e deixe a trouxinha amaciar por alguns minutos.

Em uma panelinha à parte, refogue a cebola no azeite e depois acrescente as lentilhas, temperando com sal e pimenta a gosto.

Para a montagem do prato, faça uma ‘cama’ com as lentilhas e, por cima, disponha a trouxinha de frango, inteira ou cortada ao meio – como preferir.

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Manjar de côco com calda de ameixa

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Quem já leu histórias do tempo do Brasil Colônia deve ter encontrado alguma descrição das sobremesas famosas nesta época.

Alguns ingredientes eram abundantes por aqui, como o açúcar, o leite, o côco, o milho e diversas frutas nativas. Desde o século 16, a economia brasileira tinha o açúcar como principal produto de exportação. O costume de se beber leite e usá-lo na preparação de alimentos veio com os portugueses colonizadores que importaram gado leiteiro para o Brasil. O côco veio das costas d’África, junto com os escravos. A palmeira ou coqueiro se aclimatou tão bem no país que em pouco tempo já fazia parte da paisagem de nossas praias como se nativo fosse.

Uma destas sobremesas, bem popular, era o manjar feito com leite e açúcar, posto a secar por horas, em tacho de cobre no fogão a lenha. Depois que encorpava, acrescentava-se o leite de côco e o amido de milho (nativo do Brasil) para engrossar. Como calda, fazia-se uma compota de ameixas, fruta muito comum no país.

Desde os anos 1950 o consumo de leite condensado popularizou-se, facilitando a nossa vida. Também tem-se o leite de côco já pronto, mas o manjar feito com o côco natural é muito mais gostoso. As ameixas também já são vendidas secas, basta colocá-las a cozinhar mais um pouquinho em uma calda de açúcar queimado.

Manjar de côco com calda de ameixas

Veja os ingredientes que vai usar: 1 lata de leite condensado, 2 latas de leite integral (use a mesma lata como medida), 1 xícara de chá de leite de côco natural* e 4 colheres de sopa cheias de amido de milho ( Maizena)

Bata tudo junto no liquidificador. Leve a mistura ao fogo médio, mexendo sempre com uma colher de pau até dar consistência de mingau grosso. Vai levar cerca de 20 minutos para cozinhar.

Escolha uma forma dessas de furo no meio e passe em seu interior um cubo de gelo. Escorra o excesso de água. Despeje o mingau, deixe esfriar e depois leve à geladeira por cerca de 4 horas.

Para o preparo da calda, tire o caroço de 15 ameixas pretas ( empurre o caroço para fora, sem cortar). Faça um calda rala de açúcar queimado e junte as ameixas, deixando que cozinhem mais um pouco.

Sabe fazer a calda de açúcar? Ponha água para esquentar em um caneco. Coloque em uma frigideira 5 colheres cheias de açúcar cristal e deixe que derreta, misturando sempre com uma colher de pau. Assim que ficar da cor de caramelo, abaixe o fogo e vá entornando a água quente devagar pelas bordas. Continue misturando até o açúcar derretido dissolver por completo e formar uma calda rala.

Dica- leite de côco caseiro

Compre um côco maduro, ou seja, já marrom e peludinho. Fure-o e retire a água. Quebre-o (eu acho mais fácil jogá-lo no piso de pedra, mesmo que seja da calçada!) Estando partido em dois ( ou mais) pedaços, coloque-os sobre a chama do fogão até chamuscar.Tire do fogo, deixe esfriar um pouco e com a ponta de uma faca solte a noz branca. Retire a pele marrom com uma faca. Corte o côco branco em fatias finas. Bata-as no liquidificador com água quente – o nível é a conta de cobrir o côco. Tome um pano de prato limpo e esterilizado – daquele tipo de pano de saco – e coloque o líquido dentro, como se fosse dentro de um saco. Esprema, ainda morno, sobre um caneco. Pronto! Você tem um leite de côco maravilhoso!

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Purê de 3 batatas e a história da batata

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Batata para todos

Batata é uma unanimidade – hoje é o quarto alimento mais consumido no mundo. Originária dos Andes sul-americanos, foi levada à Europa pelos colonizadores espanhóis. Porém, você pode imaginar que a batata já foi tida como alimento impróprio e impuro? Só porque crescia debaixo da terra, os europeus achavam que só servia para ser dada aos porcos! Sabe como se tornou popular? Vou contar a história:

Na segunda metade do século 18, os pobres passavam fome na França enquanto os nobres viviam no maior luxo. Reza a lenda que nos idos dos anos 1770 o rei Luiz XV ficou sabendo que uma horda de famintos planejava invadir o Palácio de Versailles. Junto com seus ministros e assessores, decidiu dar um grande banquete nos jardins do palácio a fim de aplacar a ira dos famigerados. Marcou a data. A notícia se espalhou. Os cozinheiros vieram dizer que, diante da multidão que era esperada, não haveria trigo suficiente para fazer pães.

Antoine Parmentier, chef da cozinha do palácio e também agrônomo, há algum tempo defendia veementemente o uso da batata como alimento próprio ao consumo humano, mas ninguém lhe dava ouvidos. Surgia a oportunidade de vencer as resistências. Como tinha uma padaria-escola, ensinou aos cozinheiros do palácio a fazer pães e outras receitas com batata. No dia do grande banquete as pessoas se fartaram de comer e elogiaram os quitutes. Um detalhe: só contaram que o ingrediente básico das receitas havia sido a batata no dia seguinte da festa, quando a multidão já enchera a barriga de batata sem saber o que comia! Daí Parmentier obteve a permissão do rei para ensinar o cultivo da batata aos agricultores.

Nas muitas guerras que se seguiram à esta época foi a batata que salvou a população europeia da fome.

Quem me contou esta história, quando eu tinha doze anos, foi Mère Colombier, freira francesa de nascimento e minha professora de história no colégio.

Hoje vou passar a receita de um purê delicioso que se faz com três tipos de batata: a batata inglesa, a batata doce e a batata baroa, também conhecida por mandioquinha.

Purê de três batatas

Considere que a quantidade de batata inglesa deve ser igual à das outras duas batatas juntas. A receita é a mesma do purê de batata: cozinhe as batatas sem pele na água com sal até ficarem bem macias. Esprema ou amasse. Misture as três massas.

 

Em uma panela, esquente manteiga (1 colher de sobremesa rasa para cada batata), doure o sal com alho e a cebola triturada ou ralada ( ¼ de cebola pequena para cada batata). Acrescente a massa das batatas e misture bem com uma colher de pau.  Vá juntando leite quente aos poucos e mexendo até formar um mingau grosso e homogêneo. Continue mexendo em círculo até que o purê comece a pular e a desgrudar das laterais da panela.

Dica: se não for servir na hora que terminar de fazer, deixe o purê um pouco mais mole, pois ao esfriar ele endurece. Se na hora de servir o purê estiver duro, junte mais leite quente e volte a mexer até ficar no ponto outra vez.

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A famosa caipirinha

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A caipirinha é uma embaixadora especial do nosso país, pois leva a alegria de viver do brasileiro para todos os cantos do mundo. Está entre os 10 coquetéis mais conhecidos e entre os 5 mais consumidos no mundo!

Como todo brasileiro sabe, este tradicional coquetel tem como base o destilado de cana-de-açúcar que, praticamente, nasceu junto como Brasil: a cachaça. Os outros ingredientes são o açúcar de cana e aquele limão pequeno e bem verdinho – o limão tahiti.

A cachaça artesanal de Minas Gerais é considerada a melhor do país (e do mundo) e a região produtora mais famosa é a de Salinas.

Caipirinha – aqui vai a receita original:

Os ingredientes: 1 limão tahiti, 1 dose ( 50 ml) de cachaça artesanal branca e cristalina, 2 colheres de chá de açúcar cristal branco, 1/2 copo de cubos de gelo. Vai precisar de uma faca, um pilãozinho de madeira e uma coqueteleira.

Como fazer: corte o limão em 8 partes. Coloque metade no pilão com 1 colher do açúcar. Esprema bem. Complete com o restante do limão e do açúcar e torne a espremer. Transfira a mistura para a coqueteleira, junte a cachaça e os cubos de gelo. Mexa. Coloque a mistura em um copo de boca larga. Acrescente mais gelo, se o dia estiver muito quente!

No Brasil, toda vez que comemos feijoada servimos antes a caipirinha. Também vai bem com carne de porco, feijão tropeiro e bolinhos típicos. Veja aqui algumas sugestões de receitas genuinamente brasileiras. Clique para ver a receita e imprimi-la:

Feijoada brasileira

Lombo de porco à mineira

Lombinho flambado na cachaça

Carne de panela das antigas

Picadinho de filé

Iscas de frango com gergelim 

Camarão na moranga

Arroz com suã

Feijão tropeiro

Caldo de feijão 

Mexido

Bolinho de arroz

Bolinho de bacalhau

Bolinho de boteco

Bolinho de mandioca

 

 

 

Salada Évora

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Quando crio novas saladas gosto de dar a elas nomes de lugares. Esta, por exemplo, tem ingredientes que os portugueses amam: pimentões, ovos, alcaparras e azeitonas pretas.
Então resolvi homenagear esta linda cidade ao sul de Portugal. Se não a conhece, acrescente na sua lista de lugares a visitar, principalmente porque lá se come muito bem.

Esta salada tem detalhes especiais. Primeiro: não gosto de pimentão cru, pois é indigesto – veja a seguir como prepará-lo para saladas. Segundo: ao invés de colocar ovos simplesmente cozidos, tempere-os, preparando um pesto para as claras e um molho com mostarda para as gemas. Quanta diferença faz!

Separe: 2 pimentões, azeite, 3 ovos, 1 colher de café de mostarda, sal, cheiro verde ( salsinha e cebolinha), algum tipo de nozes, pinhole ou castanha, queijo tipo parmesão ralado, alcaparras, azeitonas pretas e folhas de rúcula.

Prepare os pimentões:
Corte um pimentão vermelho e outro amarelo, no sentido do comprimento, em 4 partes. Tire as sementes. Pincele com azeite uma travessa refratária, esfregue os pimentões neste azeite, de um e outro, e leve-os ao forno a 180 graus para assarem – com a pele para cima. Quando a pele estiver enrugada e levemente escurecida nos cantos, retire-os e, ainda quentes, puxe a pele com uma faquinha. Corte-os em tiras finas. Reserve.

Prepare os ovos:
Cozinhe 3 ovos em água quente, tirando um com 5 minutos de fervura da água, para ficar com a gema mole, e os outros dois com 10 minutos, para ficarem duras. Corte os ovos, já frios, ao meio, no maior sentido ( veja foto). Amasse e misture as gemas com um garfo e tempere-as com sal, azeite e mostarda e, se gostar, um pouquinho de pimenta do reino. Pique as claras.

Prepare um pesto cortando miudinho o cheiro verde e macerando com azeite em um pilão até o azeite ficar verde. Junte as nozes picadinhas e o queijo ralado bem fininho. Reserve.

Monte o prato dispondo as folhas de rúcula embaixo e regando-as com um fio de azeite. Por cima, arranje com arte as fatias de pimentão assado, as alcaparras, as azeitonas pretas, as claras temperadas com o pesto e salpique o creme de gemas.

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Salmão bonito e rápido 

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Em um restaurante japonês é fácil identificar o salmão – servido fatiado, frio e cru, na forma de sushi ou sashimi – pela sua coloração característica. E na peixaria? Como varia muito de tamanho e aspecto e a coloração da carne vai do rosado claro até o quase vermelho, muitas vezes esse peixe, que tem pele cinza e escamas prateadas, pode deixar duvida se é mesmo um salmão. Pois saiba que esta variação é porque “salmão” é o nome genérico de várias espécies de peixe da família Salmonidae. Ele toma sua cor característica devido ao tipo de alimentação que consome, transformada em um pigmento de nome astaxantina. Seu consumo faz muito bem para a saúde pois é rico em Ômega 3.

 Salmão com crosta de gergelim

 Se você está com pouco tempo e deseja um prato com uma bonita apresentação, esta receita é ótima. Escolha uma posta de filé de salmão. Separe azeite, sal, gergelim branco e preto.

Tempere o peixe só com sal. Deixe no tempero de 15 minutos a meia hora.

Coloque os dois tipos de gergelim em um pratinho, em igual proporção e misture. Passe um pouco de azeite do lado superior do peixe – o que está sem a pele – e deite-o sobre o gergelim para que os grãos grudem por igual. Esquente 1 colher de sopa de azeite em uma frigideira anti-aderente e frite o salmão, primeiro com a crosta para baixo. Observe as laterais e quando o peixe mudar de cor até a metade da altura da posta, vire-o e deixe-o corar do outro lado. Retire da frigideira e coloque o peixe – desta vez com a crosta para cima – em uma assadeira untada com azeite e leve ao forno pré-aquecido (a 180 graus) para acabar de cozinhar. Quando espetar um garfo e este sair limpo, o peixe está pronto!

Sirva com salada, arroz ou risotto.  Como sugestão,  veja aqui a receita do risotto com limão siciliano. Acompanha bem um vinho branco tipo chardonnay.

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Bolinho de mandioca

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Entre os bolinhos que nós mineiros fazemos como tira-gosto para acompanhar caipirinha ou cerveja, ou de última hora reforçar um almoço fraquinho, o que mais gosto é o de mandioca. Geralmente preparo como vai nesta receita, mas se quiser arrasar, coloque recheios!

Bolinho de mandioca

Aprenda a fazer receitas, como se diz, “no olho”, ou seja, sem medir quantidades. Esta será a primeira para você treinar! Vamos lá, coragem , vai dar certo porque é muito fácil.

Cozinhe a mandioca- de preferência a de massa amarela, pois é melhor. Quando estiver bem macia, amasse-a ainda quente dentro de uma bacia de plástico ou tigela. Para dar liga na massa é preciso colocar gema de ovo. Para o equivalente a 2 xícaras de chá de massa de mandioca vai uma gema de ovo – isto só para você ter noção. Misture bem. Não precisa colocar farinha de trigo, mas se a massa estiver mole, pode acrescentar – para esta quantidade de massa de mandioca – uma colher de sopa. Ao contrário, se a massa estiver difícil de trabalhar, grossa, pingue leite. Eu não costumo colocar nem farinha nem leite. Junte sal e pimenta e prove. Acrescente salsinha e cebolinha picadinhas e misture tudo.

Coloque óleo para esquentar em uma panela média. Quando estiver quente, despeje uma colherada da massa. Assim que a colocar, o óleo tem que espumar, mostrando estar no ponto. Aos poucos, coloque mais colheradas da massa, de modo que um bolinho não encoste no outro. Quando ver que coraram por baixo, vire e deixe corarem do outro lado.

Assim que tirar da panela, escorra os bolinhos rapidamente em um coador de aço inox e ponha-os para secar sobre papel toalha, tampando-os para não esfriarem. Sirva quente.

Se quiser rechear- pode ser com carne seca desfiada, tirinha de queijo minas, linguiça já frita e desmanchada – coloque o recheio dentro do bolinho antes de fritar e feche-o bem.

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Chutney de manga

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Depois que fizemos e servimos um delicioso chutney de manga para convidados em casa, minhas amigas me pediram para colocar a receita aqui no blog, mesmo eu dizendo que já havia postado a do chutney de beterraba, que é quase igual. Clique e saiba o que é um chutney e sua procedência. Vamos lá:

Chutney de manga

Todo chutney começa a partir da calda de açúcar queimado, só que para o de manga eu preferi usar o açúcar mascavo. Usei 2 mangas palmer bem maduras. Para conseguir cortar os cubinhos regulares, deixe-a na geladeira antes de descascar e cortar. Separe estes temperos e coloque-os em uma xícara: 2 colheres de sopa de vinagre de vinho branco ou de maçã, 1 colher de sopa de aceto balsâmico, 2 colheres de sopa de mel, 1 colher de sobremesa de mostarda de Dijon em grão, 3 pimentas malaguetas amassadas ou 1 colher de café de molho de pimenta, 1 colher de sopa de gengibre ralado, 1/2 colher de café de canela em pó e a mesma quantidade de cravo em pó, 1 colher de café de sal. Misture tudo e reserve. Separe 1/2 xícara de café de passas e junte vinho rosé ou tinto até encobri-las. Reserve.

Ponha 1 litro de água para ferver. Faça a calda colocando 3/4 de xícara de chá de açúcar mascavo em uma panela e misturando com a colher de pau até ficar da cor de mel. Despeje metade da água fervendo e continue misturando até formar uma calda rala. Coloque todos os temperos e misture.

Acrescente a manga cortada em cubinhos à calda e deixe cozinhar em fogo baixo até que a manga amoleça. Vá pingando água quente à medida do necessário. Mexa de vez em quando para o chutney não agarrar no fundo da panela. No final, junte as passas maceradas no vinho e misture. Assim que o vinho evaporar, está pronto!

Sirva com pão, de preferência o  pão árabe caseiro.

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Ambrosia – o manjar dos deuses

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A palavra “ambrosia” significa divino e imortal. Segundo a mitologia grega, era o alimento dos deuses do Olimpo que os tornava imortais. Também teria poder de cura para o comum dos mortais que o provasse. Na tradição gastronômica portuguesa – e há séculos entre os doces tradicionais de Minas Gerais – é um doce feito com leite, açúcar e ovos. Era a sobremesa predileta de meu pai e aprendi a faze-la quando tive altura para alcançar um fogão.Existem várias versões, dependendo da quantidade de açúcar e ovos que se acrescenta o leite e do tempo de cozimento. Esta versão, como é feita na minha família há muitas gerações, é originária de descendentes de portugueses que se estabeleceram no oeste de Minas na segunda metade do século 18. Há muitos anos, quando eu costumava ir a uma fazendinha na roça, perto de Abaeté, cedinho pela manhã o vaqueiro já tirava o leite das vaquinhas, colhia os ovos no galinheiro e os deixava à beira do fogão de lenha para quando eu chegasse. Eu tomava um tacho de cobre e fazia o doce. Ficava realmente divino, encorpado, amarelinho e com um aroma delicioso. Que saudades eu tenho!

Hoje em dia, na falta do leite rico em gordura da roça, procure, nas melhores padarias, 2 litros de leite tipo A. Indispensável. Compre também ovos caipira. A receita original leva 3 ovos mas os ovos estão tão pequenos que já passei para 4. Vai precisar também de 5 colheres de sopa de açúcar cristal para adoçar.

Tome uma panela grande, com 28 a 30 cm de diâmetro e coloque o leite para secar. A dica para o leite não entornar é colocar dentro da panela um pires emborcado para baixo. Deixe ferver por cerca de uma hora e meia em fogo médio ou até o leite adquirir uma cor bege rosada clarinha. Coloque então as 5 colheres de açúcar e mexa com uma colher de pau. Deixe que volte a ferver. Bata os ovos, clara e gema juntas, com um batedor de ovos de arame, até que fique espumoso. Derrame leve e rapidamente sobre o leite, de modo a cobrir toda a superfície. Abaixe o fogo. Deixe a espuma de ovos cozinhar até que o leite comece a cobri-la. Com uma escumadeira, vá virando com carinho as partes que começam a submergir. Não deixe que o ovo endureça, assim que ficar amarelo clarinho, desligue. Deixe esfriar na panela e depois coloque em uma bonita travessa.
Sirva frio e,se gostar, polvilhado ligeiramente com canela.

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Desfiado de lombo com frutas secas

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Sabe quando sobra aquele lombo de porco ( clique aqui para ver a receita) que você fez na panela com todo o carinho? Pois não vá desprezá-lo e deixá-lo largado no fundo da geladeira. Transforme-o em um tira-gosto para comer com pão de queijo ou pão árabe delicioso! Uma dica importante: não jogue fora aquele caldo com borra que sobrou do cozimento da carne no fundo da panela. É com ele que você vai começar esta receita.

Desfiado de lombo com maçãs, ameixas e passas

Desfie a carne de lombo de porco. Pique ameixas secas e separe passas brancas e pretas, em uma proporção que, juntas, não passem de 1/5 da quantidade de carne. Prepare a receita de maçãs caramelizadas, na proporção, pronta, de 1/3 da quantidade de lombo.

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Veja como está a borra da carne: primeiro, enquanto fria, retire o excesso de gordura. Leve-a ao fogo, pingue água quente e raspe o fundo da panela para formar um caldo espesso. Retire as folhas de louro, pedacinhos de alho e cebola, se houverem, de modo a deixar o caldo limpo. Se precisar, coe. Assim que o caldo ferver, junte o lombo desfiado. Misture bem para incorporar todo o caldo. Retire da panela e deixe esfriar.

Coloque as passas para macerarem em um pouco de vinho. Depois que incharem, escorra o excesso de bebida e junte-as ao lombo com os pedacinhos de ameixa preta. Pode colocar também damasco picadinho. Ao final, quando for servir, junte as maçãs caramelizadas e misture-as com cuidado.

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Maçãs caramelizadas

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Para quem gosta de um pernil ou um peru assado, um lombo de porco e outras carnes deste tipo, experimente fazer este acompanhamento com maçãs, de preparo simples, paladar sofisticado e belo visual. Pode ser feito com maçã ácida (verde) , mas eu prefiro prepará-lo com aquelas maçãzinhas pequenas e doces, como as que vêm do sul do Brasil.

Maçãs caramelizadas

Para 5 maçãs, separe 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1 a 2 pauzinhos de canela e 3 cravos da índia. Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Borrife-as com água e limão para não escurecerem enquanto prepara a calda de açúcar queimado.

Coloque 1 litro de água para ferver. Deite o açúcar em uma outra panela aquecida e mexa com uma colher de pau até ficar da cor de mel. Despeje 1/4 da água fervente – com cautela e aos poucos para não se queimar. Abaixe o fogo e mexa até formar uma calda. Junte o cravo e a canela. Acrescente as maçãs picadas e deixe que cozinhem até ficarem translúcidas e douradas. À medida que a calda for secando, vá colocando mais água, sempre quente, aos poucos.

Cuidado para que as maçãs não cozinhem demais, para não virarem uma papa. Se quiser que fiquem mais doces e brilhantes, coloque um pouco de mel ao final do cozimento.

Para acompanhar carnes, sirva quente.

É também uma compota de fruta muito gostosa que dura dias na geladeira. Ótima para passar no pão ou no bolo. Experimente servi-la quente com sorvete, é delicioso!

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Aperitivo de linguicinha com cidra

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A comida de bar ou, como se diz em Minas, a comida de buteco, prima por ser aquele aperitivo ideal para petiscar enquanto se toma uma bebida gelada, como uma cerveja artesanal mineira, uma caipirinha caprichada ou até mesmo um whisky. Pois este aperitivo, ligeiramente adocicado,  vai perfeitamente bem com qualquer destas bebidas. Se seus amigos chegarem na sua casa de repente e cada um pedir uma bebida diferente, nem pense duas vezes, dê uma fugidinha ali na cozinha, prepare a linguicinha com cidra e surpreenda a todos com este tira-gosto delicioso. 

Para não ser pego de surpresa, tenha sempre em casa um pacote de 500 gr. de linguicinha e uma garrafa de cidra.

Tome uma panela e deite ao fundo um fio de óleo. Deixe esquentar e passe rapidamente a linguiça, em bolinhas ou cortada em tronquinhos de 1,5 cm. de largura. Acrescente a cidra e espere que o álcool evapore. Abaixe o fogo. Mexa de vez em quando e espere até que a calda seque. Está pronto! Sirva acompanhada de torradinhas amanteigadas.

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Pão da vovó Lana

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Da linha Marmita Business, mais uma receitinha ótima para você fazer de véspera e levar para o seu trabalho. Nutritiva e bem refrescante para estes dias de verão. Faça-a também para o lanche do fim de tarde ou para o final de semana. E tem cara de piquenique, concorda?

Quando eu era criança adorava ajudar minha avó quando ela fazia este pão, por isto na minha família esta receita se chama Pão da vovó Lana.  Cada dia fazíamos o pão diferente, variando as cores e os sabores – para mim era como se fosse uma caixa de lápis de cor comestível! A receita de hoje leva recheio de espinafre, de tomate e de queijo ( os preferidos da vovó). Você pode variar recheando com outros ingredientes. Use vegetais ralados e cozidos (e deixados escorrer na peneira) como beterraba e cenoura, ou cru, como abobrinha ralada – desta forma é ideal para as crianças fazerem, pois não tem nada que vá ao fogo. Pode experimentar fazer com outros cremes – como de abóbora, de milho ou de cogumelos. Pode também rechear com frango desfiado, atum, patê de presunto. Use sua imaginação e tenha, a cada dia, um lanche diferente!

Pão da vovó Lana

Compre pão de forma cortado na horizontal, se achar em uma boa padaria ou supermercado. Na falta deste, faça com o pão de forma de sua preferência. Se for fazer só para uma ou duas pessoas, use a quantidade de fatias necessária para os recheios escolhidos, por exemplo, se for 3 recheios, vai precisar de 7 fatias. Se for fazer para a família toda, use o pão de forma inteiro, colocando 3 carreiras de fatias, como mostra a foto. Esta receita é para um pão inteiro.

Se for fazer recheios com cremes, faça primeiro o molho branco básico, torrando a farinha de trigo e depois acrescentando manteiga, cebola ralada, sal com alho e leite, nesta ordem. Veja a receita completa aqui. O molho deve dar o equivalente a 4 xícaras de chá cheias.

Para o creme de espinafre: lave as folhas de um molho inteiro e coloque-as com um tiquinho de água em uma panela. Deixe que a água ferva e desligue, tampando a panela. Tire o espinafre, escorra-o na peneira para secar a água e pique-o miudinho com a faca sobre uma tábua. Junte ao creme branco, aos poucos, até dar uma consistência de creme grosso. Leve ao fogo por 3 minutos. Tempere a gosto.

Para o creme de tomate: Torre 2 colheres de sopa de farinha de trigo e depois junte o molho de tomates caseiro ou pomodoro pelatti batido. Acrescente aos poucos o creme branco até obter uma consistência encorpada. Prove o tempero. Se gostar, coloque um pouco de pimenta do reino e molho inglês. Quando ferver e começar a estourar bolhas, está pronto.

Para o creme de queijo: Misture na panela o molho branco com 2 gemas e 1 xícara e meia de queijo ralado ( pode misturar os que tiver em casa, eu prefiro o minas e o parmesão em partes iguais). Prove o tempero. Gosto de acrescentar pimenta do reino branca e noz moscada. Misture com uma colher de pau até começar a soltar das laterais da panela.

Agora vamos armar o pão: coloque sobre uma travessa ou assadeira o papel alumínio aberto como mostra a foto. Distribua a 1a. camada de pão. Passe o 1o. recheio, cubra, passe o 2o. recheio, cubra, passe o 3o. recheio, cubra. Repita a operação, sempre passando os cremes com cuidado para o pão não desmoronar. Assim que terminar, faça um pacote. Leve à geladeira por, no mínimo, 12 horas antes de servir.

Se preparou o pão para a sua marmita ( a terça parte desta receita com uma pilha apenas de pão) embrulhe no papel alumínio separadamente a quantidade que for levar, conserve frio e só desembrulhe na hora de comer.

Se for servir como lanche, parta as fatias e acrescente a salada de sua preferência, como na foto do topo.

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Saladas para acompanhar churrasco

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Não só para acompanhar carnes feitas na brasa ou carnes frias – em que vem a ser uma excelente combinação – como também para uma salada mais picante para variar o seu dia-a-dia, veja como fazer estas saladas que têm como destaque a cebola marinada. Primeiro veja como preparar cebola marinada.  Prepare o vinagrete. Para cada cebola grande a medida é:  uma colher de sobremesa de azeite, uma colher de chá de vinagre, uma colher de café de suco de limão, uma pitadinha de sal, 1/2 dente de alho inteiro, 1 colher de café de ervas (salsinha e cebolinha). Pode ter um pouquinho de alecrim e de sálvia e também de pimenta tipo biquinho, malagueta ou dedo-de-moça, se gostar ( cuidado, pouquinha). Misture tudo e reserve. Pique ou fatie as cebolas descascadas como quiser. Coloque o vinagrete em uma tigela de vidro ( ou pote com tampa) e junte as cebolas. O vinagrete deve ficar acima do nível das cebolas. Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira de um dia para o outro. Três preparos:

1- Pique cebolas brancas e roxas e misture-as ao vinagrete. Capriche nas ervas, como, por exemplo, no alecrim. Deixe por, no mínimo, 24 horas na geladeira antes de servir. Opção: eu prefiro dar uma amaciada nas cebolas junto com o alho no azeite antes de misturá-las ao vinagrete. Neste caso, não coloque azeite nem mais alho no vinagrete. 2- Cozinhe feijão branco ou favas até os bagos ficarem ao dente (cozidos mas bem firmes). Misture com o vinagrete, feito com azeite, vinagre, sal, alho, salsinha e cebolinha. Fica interessante se feito com coentro no lugar da salsinha. Nesta receita, pique miudinho a cebola roxa e junte azeitonas verdes picadas ao final. 3 – Faça o vinagrete com cebolinhas baby. Depois de pronto e curtido, já na hora de servir, misture-o com tomates cereja cortados e azeitonas pretas. Ideal para servir com carnes frias, tipo lagarto. 

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Mousse de manga

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Nada melhor para os dias quentes de verão do que uma mousse leve e refrescante. Aproveite as frutas da temporada para fazer mousses e suflês de sobremesa. Se for fruta que tenha suco e que você corta às lascas – como manga, pêssego, damasco, ameixa, goiaba, morango – você pode usar a polpa da fruta madura batida com o mínimo de água possível e levada ao fogo com açúcar, a gosto, para fazer um creme da consistência de uma calda grossa.  Se for fruta como limão, laranja ou maracujá, use o suco da fruta natural e dobre a quantidade de gelatina. Como ontem haviam 2 mangas Palmer madurinhas no cesto de frutas pedindo atenção, resolvi fazer esta mousse de manga, que serve de exemplo para você fazer a mousse com a  fruta de sua preferência. A receita é tão fácil que uma criança poderá fazê-la. Veja também a receita da mousse de limão já publicada.

Mousse de manga

Você vai precisar de uma xícara de chá do creme feito com a fruta, a mesma quantidade de creme de leite e a mesma quantidade de leite condensado. Para esta medida, vai usar de 3 a 4 ovos e 1/2 pacotinho, ou 10 a 15 gr.,  de gelatina em pó incolor.

Bata o suco de 2 mangas no processador com o mínimo de água possível. Leve ao fogo até formar um creme da consistência de uma geleia mole. Adoce a gosto.

Bata este creme com o leite condensado e o creme de leite sem soro. Reserve.

Coloque o pó de gelatina dentro de uma xícara de café com 1 colher de sopa de água e deixe descansar por 5 minutos, levando depois ao micro-ondas por cerca de 15 segundos para aquecer. Bata as claras em neve e misture a gelatina. Junte, com delicadeza, o creme batido até obter uma mistura homogênea. Coloque na travessa que for servir e leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas. Sirva fria.

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Suflês sem glúten e sem lactose!

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Há algum tempo, fiz algumas tentativas para adaptar o suflê tradicional – que sempre leva leite e queijo, além de farinha de trigo, em algumas receitas – para os alérgicos a lactose e a glúten, como eu. Pois afinal a receita deu certo e já a repeti muitas vezes, preparando suflês de cenoura, de chuchu, de abobrinha ou de alho poró. O preparo é rápido, o sabor é muito bom e, se sobrar, conserva-se na geladeira por muitos dias, sem alteração. Até frio é gostoso!

Suflê de cenoura

Para uma travessa refratária de tamanho médio, cuja quantidade serve de 4 a 6 pessoas, separe: 1 cenoura média, 1/2 cebola, 2 ovos, 1 xícara de café mal cheia de farinha especial*, 2 colheres de azeite, 1 colher de chá de sal com alho, 1 colher de café de fermento em pó, 1 pitada de pimenta do reino.

Despele e rale a cenoura ( ou a abobrinha ou o chuchu ou corte o alho poró em fatias finas). Pique a cebola miudinho. Tome uma frigideira, deite o azeite, doure a cebola e o sal com alho. Junte a cenoura, a pimenta e misture. Retire do fogo. Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Bata as 2 gemas. No mesmo recipiente, misture, com a espátula, a farinha e o fermento. Junte a cenoura passada no azeite. Misture e reserve.

À parte, bata as 2 claras em neve. Acrescente e misture tudo, levemente. Coloque em uma travessa refratária. Leve ao forno, já aquecido, na prateleira de cima, por cerca de 25 minutos ou até corar. Retire do forno e sirva em seguida.

* Use farinha mista de milho, arroz e mandioca. A FSG da Amina é muito boa.

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Salada de bacalhau

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Minha mãe é craque nesta salada de bacalhau e não há quem a faça como ela. Outro dia ela chegou para o almoço de domingo trazendo-nos de presente esta salada. Foi um sucesso, todo mundo adorou! O segredo? Ingredientes de primeira qualidade e muito carinho no preparo. Ela conhece bacalhau como poucos, sabe diferenciar as diversas espécies e procedências.

Acho que todos já sabem, mas não custa recontar. O melhor bacalhau é o norueguês, pescado nas águas geladas do Mar do Norte. Antigamente, para secar e salgar o peixe, desciam a pesca em grandes barcaças até as costas do Norte de Portugal, na região da cidade do Porto, onde havia sal natural e sol forte em boa parte do ano. Por isto, o peixe ficou conhecido como bacalhau do Porto. Minha mãe prefere a espécie Morhua, que apresenta um lombo alto e claro, da cor da palha seca de milho. Quando este tipo de bacalhau é aferventado, as postas se desfazem em lascas grandes e macias. É muito importante também escolher um azeite extra virgem, espesso e com um aroma ligeiramente adocicado. A batata deve ser a do tipo inglesa, bem firme e lustrosa.

Salada de bacalhau

Para 6 pessoas compre cerca de 600 gr. de bacalhau. Separe: 1 xícara de chá de azeite, 3 a 4 batatas grandes, 2 cebolas grandes, 1/2 pimentão vermelho, 1/2 amarelo e 1/2 verde, azeitonas portuguesas bem saborosas e macias, sem o caroço, 4 dentes de alho e ervas aromáticas.

Prepare o bacalhau dessalgando-o na ante-véspera e depois aferventando-o. Tire os ossos, espinhas, pele e gorduras esbranquiçadas. Escorra e separe as postas. Veja aqui dica de como prepará-lo corretamente. Despele e corte as batatas ao meio, e depois em fatias regulares com meio centímetro de espessura. Coloque-as para cozinhar com água e sal e vigie para que fiquem ao dente ( macias mas firmes). Corte as cebolas em lascas regulares. Corte os pimentões em tiras. Repare os tamanhos de corte na foto. Pique o alho bem miudinho.

Para armar a salada, escolha a saladeira em que irá servi-la. Misture as ervas secas e o alho triturado com o azeite. Coloque a primeira camada de batatas, depois entremeie todos os ingredientes, espalhando-os por igual. Por último, regue com o restante do azeite. O ideal é preparar a salada de véspera e deixar na geladeira curtindo, para que o sabor do bacalhau passe para a batata e o azeite. Sirva fria.

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Brochette de almôndegas com legumes

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Mais uma receita ótima para a nossa linha Marmita Businees – receitas que você faz rapidinho à noite e leva para o trabalho no dia seguinte. Eis uma receita leve e completa. Provei e achei ótima para se comer fria, mas, se preferir, basta esquentar.

Brochette de carne, beringela, pimentões, cebola e tomate

Preparo das almôndegas:

Você tem duas opções de como fazer almôndegas aqui no blog – a polpetta italiana ou a kafta árabe. Para ambas, se for cozinhar só para você, vai precisar de 150 gr. de carne de boi moída (patinho ou chã de dentro).  Esta nova receita é de forno, portanto, veja a seguir a maneira de fazê-la.

Para a almôndega tradicional, que é a adaptação brasileira da polpetta, separe: 1/2 xícara de café de cebola picadinha, 1 colher de sopa de farinha de rosca ou farinha de trigo, 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha picadinhas. 1 ovo. Tempere a carne com as ervas e 1 pontinha de colher de café de sal com alho. Junte a cebola e a farinha. Se gostar, coloque uma pitadinha de pimenta. Quebre um ovo, misture a clara com a gema; tome metade desta mistura e junte à massa, misturando bem. Forme as bolinhas e passe-as na farinha de rosca. Reserve.

Para a almôndega de inspiração árabe, faça a receita do kafta. Separe: 1/2 xícara de café de cebola picadinha, 1 colher de sopa de salsinha e cebolinha picadinhas, a mesma quantidade de hortelã picadinha, 1/2 tomate maduro mas bem firme picadinho. Tempere a carne com as ervas, 1 colher de café de suco de limão,1 pontinha de colher de café de sal com alho e 1 pitada de pimenta síria. Para encorpar e conseguir enrolar as bolinhas, acrescente 1 colher de sopa de farinha de rosca. Forme as bolinhas e passe-as na farinha de rosca. Reserve.

Separe folhinhas de hortelã para salpicar por cima.

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Preparo da brochette: 

Separe 1/4 de beringela, 1 tomate, 1 cebola, 1/4 de pimentão vermelho e do amarelo. Corte o tomate e a cebola em quatro e depois corte cada pedaço ao meio, corte a beringela em cubos grandes e os pimentões em quadros de 3×3 cm ou então, picadinhos para espalhar por cima.Tome um espeto de bambu grande.

Monte o espetinho conforme mostra a foto:

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Tome uma travessa refratária que caiba o espeto e passe um fio de óleo ao fundo. Pré-aqueça o forno a 200 graus.

Coloque o espeto para assar por cerca de 30 minutos ou até que a carne esteja macia e corada. Deixe esfriar. Retire tudo do espeto se for levar na marmita e embrulhe em papel alumínio, retirando-o quando for comer.

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Enforme sua salada para sofisticar

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Vamos variar daquela saladinha igual de todo dia? Acredite em seus dotes culinários e artísticos!

Veja como montamos esta salada:

Rale cenoura e abobrinha. Pode acrescentar couve-flor aferventada, alho poró passado no azeite, batata palha, frango desfiado, pimentões picadinhos – o que tiver na cozinha e seu paladar achar que combina. Faça um temperinho passando as ervas, como salsinha e cebolinha, no processador ou picando miudinho com a ponta da faca. Junte pouco azeite e sal. Misture tudo.

Para enformar, coloque a mistura dentro de um recipiente tipo tigela que tenha o fundo arredondado. Aperte bem. Deixe na geladeira até a hora que for servir. Coloque então o prato onde for servir a salada sobre a tigela. Segure cada uma com uma das mãos. Vire ao contrário rapidamente. Pronto, desenformou. Veja como ficou!

Enfeite com folhas, tomatinhos, azeitonas, rabanetes, o que achar que fica bonito! Viu como você é artista?

 

Spaguetti a Salermitana

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Aproveitando a pasta caseira que fizemos para a lasagna, tornamos a colocar a fita larga de pasta na máquina e cortamos para um talho bem fino. Se quiser fazer a pasta em casa clique aqui para ver a receita passo-a-passo. Como no Brasil não temos um tagliatelli tão fino, você pode fazer esta receita com um spaguetti ou com qualquer corte de pasta que preferir. Fica muito bom com penne.

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O molho à Salermitana, um tradicional molho italiano que leva este nome em homenagem à cidade de Salerno, é feito à base de beringela, tomate, cebola e alho.

Para 2 pessoas, separe: 1/3 de uma beringela grande, 1 tomate italiano maduro, 1 cebola média, 1/2 xícara de café de molho de tomate caseiro ou polpa de tomate italiano, 2 dentes de alho, 1 colherinha de café de sal e outra de orégano ou manjericão, 2 folhas de louro e 2 colheres de sopa de azeite.

Pique primeiro o tomate e a cebola em cubinhos e depois o alho miudinho. Corte a beringela em cubos, como mostra a foto.

Deite 1 colher de azeite numa frigideira e frite a beringela. Quando corar, afaste-a para os lados e frite a cebola e depois o sal com alho. Junte a outra colher de azeite. Acrescente o tomate fresco, o molho de tomates e a folha de louro. Por último, junte a erva de sua preferência. Prove o sal. Retire as folhas de louro.

Enquanto isto, você já deve ter cozido a pasta. Veja aqui como fazer. Junte a pasta cozida já escorrida ao molho e sirva imediatamente. Já no prato, acrescente o queijo pecorino ralado.

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Minestrone – a sopa internacional

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Uma das sopas mais comuns da cultura ocidental é o caldo de carne com legumes, feito com frango, carne de boi ou embutido de porco e uma seleção de legumes frescos. Na Itália é um prato tradicional muito popular, conhecido como minestrone. Aqui na Europa, a maior parte dos restaurantes oferece no cardápio um caldo deste tipo, como primeiro prato, tanto no almoço quanto no jantar, geralmente com o nome de “sopa do dia”. Na brasserie onde almoçamos em Leuven, tomei uma deliciosa sopa de tomate com legumes e linguiça branca. Na volta a Bruxelas, comprei os ingredientes e repeti a receita na mini-cozinha do flat onde estamos hospedadas. A única diferença é que usei, no lugar da linguiça, um mini salami ( igual ao salaminho italiano só que bem pequeno)- na verdade, com a troca ficou melhor!

Minestrone

Para 2 pessoas separe 4 tomates maduros, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 1/2 cenoura já despelada e aferventada, azeite, molho inglês, sal e ervas ( usei cebolinha). Passe os legumes separadamente no processador ( aqui, sem recursos, tive que picar tudo na ponta da faca). À parte, ferva 1 litro de água.

Em uma panela, esquente 2 colheres de sopa de azeite e frite, nesta ordem: primeiro a cebola e o alho poró, o mini salami ( ou linguiça calabresa ou a carne de sua preferência), a cenoura, os tomates e as ervas. Mexa até formar um purê e querer agarrar no fundo da panela. Despeje a água quente e abaixe a chama. Salgue e tempere com o molho inglês. Prove o tempero. Tampe a panela e deixe cozinhar até que tudo esteja macio. Sirva acompanhado de pão quentinho.

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