Mercado de Veneza

Standard

Quem ama culinária não resiste a um passeio em mercados e feiras de alimentação. Ainda mais quando se trata do milenar e famoso Mercado de Rialto, em Veneza. Querendo tirar do centro histórico o odor de peixe e a desordem natural de um mercado, a prefeitura local baixou uma lei transferindo o mercado para longe. Pois feirantes, fregueses e turistas se revoltaram e o mercado continua no mesmo lugar. Tem até um cartaz com o leão símbolo da cidade: “Rialto não se toca”.

Dei uma passada geral pelas bancas e minha boca encheu d’água imaginando o que poderia fazer com aqueles ingredientes da melhor qualidade. Aqui no blog temos mais de quarenta receitas tendo o tomate como elemento principal. Experimente algumas, como molho de tomates com manjericão para pastas, creme de tomates e brusquettas.

 

As bancas de peixe são um caso à parte. Veja os nomes e compare com os do Brasil ( sai amanhã no blog).

Depois de comprar guloseimas para a viagem como frutas desidratadas e castanhas, fui encontrar com as amigas na Piazza San Marco para um fim de tarde inesquecível!

Spritz- o famoso coquetel de Bari

Standard

Há viagens que trazem surpresas agradáveis – esta tem tido várias. Uma delas foi a surpreendente Alberobello, com sua arquitetura inusitada. Pois eis que, no mesmo dia, me encanto com Bari, porto do Adriático ao sul da Itália. Recordou-me a Copacabana sossegada dos anos 1960/80, no Rio de Janeiro, onde passava férias na minha infância e adolescência. Que lugar lindo! Tarde gostosa a admirar o mar e as pequenas embarcações no porto, sentindo o calorzinho do sol na pele, observando os aposentados a jogar damas nas calçadas, as crianças a brincarem com seus cães – a vida escorrendo plácida, suave, alegre e despreocupada, sem medo da violência urbana das metrópolis de hoje. Que delícia!

Fomos passear na parte velha da cidade. Adorei andar pelas ruazinhas simpáticas – o retrato da Itália meridional, com as roupas dependuradas nas sacadas e a vidinha sem pressa do sul. Resolvemos comemorar a vida e a amizade no barzinho mais conhecido do pedaço. Fomos atendidas por uma mulher grandona, vestida à marinheira, tatuada, muito estranha mas super simpática. Pedimos o famoso coquetel Spritz. Colorido, vibrante, cor de laranja. Caiu bem no fim de tarde a apreciar a beleza do céu de um azul profundo com nuvens rajadas de laranja e rosa forte. Perfeito!

Perguntei sobre os ingredientes do tal coquetel, a mulher deu de ombros. Então procurei a proprietária do estabelecimento, dei-lhe o cartão verdinho do Sal&Alho  e apresentei-me como blogueira. Sob os olhares de profundo e magoado ciúme da garçonete grandalhona, a senhora passou-me a receita, passo-a-passo, como gosto. Porém, disse-me que não poderia me dizer qual marca de bebidas usava ( já mostrou as porções servidas) pois era o segredo da casa. Não insisti, mas dei uma voltinha e vi-as na prateleira. Depois, fui ao supermercado, procurei e comprei-as. Adquiri também os demais ingredientes. Pronto! Agora posso fazer quantos coquetéis  quiser, pela décima parte do preço cobrado no bar!

 

Vejam aqui a receita:

Coquetel Spritz

Para cada pessoa, misture na coqueteleira 3 partes de um bom Prosecco italiano ( 150 ml), 2 partes de Aperol Spritz ( a melhor é da marca Cinzano) e 1 parte de soda ( 50 ml). Bata e coloque em uma taça larga e alta. Junte de 4 a 6 cubos de gelo e enfeite com uma fatia de laranja e metade de um morango. Delicioso para se tomar em um fim de tarde como aperitivo.

A ida ao supermercado gourmet foi  um problema grave. Eu queria comprar tudo! Pensei seriamente em abandonar a viagem, alugar um apartamento à beira-mar e passar uma semana experimentando receitinhas novas com aqueles ingredientes fantásticos! Como, à tempo, cai na real e percebi que não era possível, ao menos comprei comidinhas de aperitivo e lanche para o resto da viagem. Segui passando bem por mais 10 dias! Pena que acabou…

Reparem se não dá água na boca:

 

 

 

 

 

Alberobello – frutos do mar

Standard

Apaixonei-me por esta cidadezinha da província da Puglia, no extremo sul da Itália. Fica a uma hora ao sul de Bari – porto do mar Adriático – bem no início do “salto da bota” do território italiano. Pense em um lugar lindo, simpático e acolhedor e ainda totalmente diferente de tudo o que já se viu neste mundo – pois é lá! O pitoresco é que, além de ser uma cidade tombada pela Unesco por ter uma arquitetura única no mundo, conserva impecáveis as casinhas chamadas de “trullo” (uma só) ou “trulli ” ( plural) , cuja origem vem do século 15. A maioria delas ( embora reformadas) têm entre trezentos e seiscentos anos, imagine! São construções circulares com um teto piramidal feito com pedra calcária da região. Muitas ainda são casas particulares, mas há lojinhas de artesanato  e barzinhos.

Almocei em um restaurante lindo, destes de comida autoral, fantástica. Tentei tirar fotos do cardápio mas o gerente percebeu e colou em mim, que pena, daria tantas boas ideias para o blog…Assim, consegui apenas tirar uma foto do mural e do meu próprio prato.

 

Calamares da Costa Amalfitana

Standard

Costa Amalfitana – este pedacinho encantador do mundo, na costa Mediterrânea ao sul da Itália, merece uma estada de pelo menos uma semana curtindo a bela paisagem – tanto do mar azul profundo quanto das encostas cobertas de parreirais, limoeiros, laranjeiras, tomateiros, figueiras nativas e muitas flores.

As cidadezinhas são alegres e aconchegantes, cheias de gente bonita, restaurantes, bares e lojinhas de artesanato.

A especialidade são os frutos do mar e os sorvetes- estes de todos os sabores e cores, divinos!

 

 

Nápolis – Beringela à napolitana

Standard

Começamos nossa viagem pelo sul da Itália seguindo de Roma para Nápolis. Atravessamos, por terra, extensas áreas de plantio de vinhedos e produtos agrícolas, sobretudo tomate, frutas e hortaliças. Nápolis toma para si a invenção da pizza e da famosa marguerita. Realmente, esta pizza foi apresentada pela primeira vez pelo pizzaiolo Rafaelle Esposito para homenagear a rainha Margherita di Savoia quando visitou a cidade em 1889. A pizza tem as cores da bandeira da Itália: o vermelho do pomodoro ( tomate), o branco da muzzarela di buffala e o verde do basilico (manjericão).

Como não sou pizzaiola, escolhi fazer outra receita napolitana que tive a felicidade de lá provar e que também leva as cores da bandeira da Itália.

Beringela à napolitana

Escolha uma beringela (ela é verde por dentro!), uma boa passata de tomate (o vermelho), um queijo que derreta bem ao forno ( o branco). Para o toque verde, escolha também algumas ervas. Vai precisar ainda de azeite, sal e alho.

Passe no ralo grosso o queijo ( escolhi o parmegiano embora seja originário do norte da Itália) e reserve. Faça um pesto misturando o azeite com alho picado, ervas ( escolhi salsinha, cebolinha e manjericão) e sal. Triture no socador. Reserve. Ligue o forno a 200 graus.

Corte a beringela – com a casca – em fatias finas.  Enquanto corta, vá colocando de molho na água para não escurecer. Quando terminar, escorra bem.

Tome uma travessa refratária e forre o fundo com azeite puro. Distribua as camadas: beringela, passata de tomate, queijo e pesto. Repita até terminarem os ingredientes. Leve ao forno a 180 graus até a beringela ficar macia.

Sirva como na Itália, acompanhada com pão e um bom vinho.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Tiramisú – a sobremesa italiana por excelência

Standard

De todas as sobremesas que comemos na Itália escolhi uma para fazer para vocês. Verdade que parece nome japonês mas o Tiramisú é uma das mais tradicionais sobremesas italianas – não há cardápio que não a tenha. Pois bem, por quatro vezes pedi esta interessante mistura que parece um de pavê com sorvete e de cada vez era feita de um jeito diferente! Pesquisei e achei duas receitas básicas: uma que leva mascarpone e outra feita com creme de leite e ricota. Como o marcarpone custa caro e é difícil de se achar no Brasil, resolvi experimentar a segunda opção. Fácil de fazer e ficou deliciosa!

Tiramisú

Para preparar uma quantidade que serve de 8 a 10 pessoas, separe: 1 caixa de biscoito champagne ( ou tipo inglês) que deve dar 200 gr. Meia ricota fresca (veja se dá 200 gr. ou 1 xícara de chá). 1 caixinha de creme de leite (que também deve dar uma xícara de chá). 1 xícara de chá de café preparado bem forte, 2 colheres de sopa de conhaque, 1/2 xícara de chá de açúcar, 6 ovos, 1 colher de sopa de essência de baunilha, 1 barra ou 200 gr. de chocolate meio-amargo.

Antes de começar, pré-aqueça o forno a 200 graus. Como os biscoitos precisam estar bem torradinhos, leve-os ao forno por 15 a 20 minutos. Tome uma travessa quadrada ou retangular tipo pirex, na qual irá servir a sobremesa e disponha a metade dos biscoitos já torrados no fundo, formando uma camada completa. Misture o café com o conhaque e, usando a metade do líquido, regue os biscoitos uniformemente.

Pique miudinho ou rale grosso o chocolate ( se estiver muito duro, derreta-o ligeiramente no micro-ondas e misture um pouquinho de creme de leite, formando um creme grosso).

Escolha uma tigela de fundo arredondado, coloque as 6 gemas e bata (com a pá da batedeira) até espumar. Junte o açúcar aos poucos e continue batendo com uma colher de pau até obter um creme claro e leve.

Bata a ricota e o creme de leite juntos no liquidificador. Junte este creme à mistura de gemas e açúcar, acrescente a baunilha. Não bata mais, simplesmente misture os ingredientes com a espátula, incorporando-os com movimentos de baixo para cima e de fora para dentro.

Bata as 6 claras em neve na batedeira. Misture-as ao creme, sem bater, delicadamente, fazendo movimentos com a espátula da mesma forma. Espalhe metade deste creme sobre os biscoitos que já estão na travessa. Sobre esta camada, coloque metade do chocolate. Disponha outra camada de biscoito, regue com a mistura de café e conhaque, espalhe o restante do creme e, por último, salpique o chocolate.

Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira por 4 horas.

Da próxima vez, farei a receita que leva mascarpone para verificar qual será a mais gostosa!

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

 

 

Sanduíches italianos em Roma

Standard

em RomaDeixando a cozinha de nossa filial em Bruxelas, hoje iniciamos novas postagens do Sal & Alho Viaja. Vamos passear por Roma, seguindo pelo sul da Itália, atravessando o mar Adriático, dando uma volta pela Croácia e Eslovênia e seguindo para o norte até chegarmos a Veneza!

Além de dar uma olhada geral nos cardápios para inspirar novas receitas, irei mostrar aqui no blog o que for vendo de diferente. Em Roma, por exemplo, perto da Piazza de Espanha, encantei-me com uma vitrine de sanduíches. Logo lembrei que temos postado poucas alternativas para lanches e almoços rápido na seção Marmita Business – MB- do blog. Pois hoje saldo a dívida!

Aqui estão diversas opções de sanduíches deliciosos ( provei e amei!) originais, naturais, com poucas calorias e bem fáceis de fazer.

Siga as fotos e as dicas de como fazer os sanduíches:

Sanduíches de atum

Para quem gosta de atum, compre atum ralado em conserva no azeite ou no óleo – em lata e de uma boa marca. Para fazer a pasta de atum, bata no liquidificador atum e ricota – sendo esta última na proporção de 1/3 da quantidade de atum e junte um pouco de água quente – a conta para facilitar de bater. Tempere com sal, limão, pimenta do reino branca e ervas. Acrescente um toque de maionese ( se quiser) e ketchup ( só um pouquinho, se gostar).

Para dar mais sabor, acrescente picles (foto 3). Você tanto pode comprar a conserva como fazê-la em casa. Pique miudinho cenoura aferventada, nabo, pepino, azeitonas preta e verde, pimentão – o que for de seu agrado. Faça uma mistura de azeite e vinagre temperada com sal e pimenta. Coloque tudo em um vidro. Tampe e leve à geladeira por 3 dias. Escorra antes de colocar no sanduíche.

Monte seu sanduíche à gosto, inspirando-se nas fotos!

Sanduíches de muçarela de búfala 

Eu adoro essa muçarela cremosa, me dá água na boca só de olhar. A opção 4 é como se fosse uma salada Caprese no pão, então tempere com azeite e manjericão. Na opção 5, com cogumelos, recomendo aferventá-los antes e temperá-los com um pouquinho de molho de soja. Para a opção 6 veja o preparo do espinafre: lave as folhas e coloque-as em uma panela com um pouquinho de água. Assim que a água ferver, desligue e tampe. Depois de 3 a 5 minutos, escorra bem a água, apertando as folhas com as mãos. Coloque-as sobre uma tábua e bata com uma faca até ficar miudinho. Deite azeite na panela, frite uma pontinha de sal com alho e passe rapidamente o espinafre. Aperte para sair o caldo e coloque-o no sanduíche às colheradas, entremeando a muçarela.

Sanduíche com frios 

Para um sanduíche que sustente por mais tempo, use frios como mortadela, presuntos e embutidos como copa ou salaminho. A opção 7 foi feita com pães feitos à base de  suco de cenoura ( laranja) e com espinafre( verde) e os outros com pão integral com grãos e pão ciabata. Varie também os queijos.

Sanduíches com frutos do mar

Experimente estas três opções que misturam frutos do mar – peixe branco ou kani ou camarão e picles misturado com creamcheese (pode substituir por maionese ou queijo cottage). Use folhas para dar frescura e crocância.

Invente!

Penne ao bechamel, alcachofras e presunto

Standard

Continuando com a série das receitas feitas em nossa filial Bruxelas, nos supermercados europeus encontramos coração de alcachofra e presunto cru a ótimo preço. No Brasil, costumamos chamar este tipo de presunto de cru ou de presunto de Parma. Na verdade, não é cru – é salgado e passa pelo processo de cura, ou seja, fica dependurado secando ao ar livre por meses. Parma é só o proveniente desta cidade italiana. Há o similar espanhol, o famoso Pata negra e o francês, chamado por aqui de Bayonne.

Esta receita foi feita com penne sem glúten, ou seja, feito com farinha de arroz. Certamente ficará muito melhor se feita com o penne tradicional à base de farinha de trigo, pois o de arroz é seco e quebradiço.

Dica: Para cozinhar o penne à base de arroz, que é sem gosto, aconselho colocar bastante sal na água. Deixe que ferva e só então coloque a pasta. Assim que der para partir o penne com o garfo, retire e já escorra debaixo do jato de água fria, do contrário irá ficar mole e quebrar. Sempre sirva este tipo de pasta com um molho – à base de bechamel ou tomate, este bem consistente – que a envolva completamente, para que absorva o gosto do molho.

Penne ao molho bechamel com alcachofras e presunto tipo Parma

Para 2 pessoas calcule 2 pratos de sopa de penne, pois a pasta de arroz não aumenta de tamanho ao ser cozida. Faça o equivalente a 1 xícara de chá de molho bechamel, separe 2 corações de alcachofra e 6 tiras de presunto.

Para o molho bechamel: 1 colher de sopa de manteiga, meia cebola pequena ralada, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa cheia de farinha de trigo, 3/4 de xícara de chá de leite . Se preferir (fica mais gostoso), substitua metade do leite por creme de leite. Torre a farinha em separado sem deixar amorenar. Separe. Em outra panela, derreta a manteiga, frite ligeiramente a cebola e o sal com alho, sem deixar dourar. Junte a farinha torrada e misture bem com a colher de pau ou espátula até formar uma massa lisinha. Junte o leite, mexa bem para não encaroçar. Se acontecer isto, junte mais um pouco de leite, deixe ferver e depois passe numa peneira. Por último, já na hora de misturar com a pasta, junte o creme de leite e mexa, deixando esquentar sem ferver. Prove o sal, tempere com noz moscada e pimenta do reino branca. Está pronto!

Ponha a pasta para cozinhar, conforme explicado acima. Enquanto isto, termine o molho bechamel, corte as alcachofras em pedaços grandes e misture-as ao molho pronto. Desfie o presunto em pedaço médios.

Assim que a pasta escorrer, jogue-a na panela do molho e  dê uma revirada – cuidado para não quebrar o penne. Coloque a pasta com molho no prato que vai servir e entremeie o presunto.

Se quiser, salpique queijo tipo pecorinho ralado.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Vieiras sobre creme de espinafre

Standard

Há receitas minimalistas por excelência, onde o menos é mais e não aceitam nada além de um simples e esplêndido dueto. É o caso das vieiras, que têm um sabor tão delicado que são sempre apresentadas em pratos sofisticados porém simples.

Nos restaurantes finos do Brasil, as vieiras costumam aparecer nos menus invariavelmente como as chiquérrimas, caríssimas e deliciosas “ Coquilles Saint Jacques”. Uma vez na vida, se gasta para comer-se bem uma única vieirazinha em uma conchinha, pois é bem assim que vem, perdida no meio de um enorme prato. Acostumada com esta triste realidade, tive um surto de alegria quando vi no supermercado aqui em Bruxelas um pacote de robustas vieiras por 6,79 euros! Ok, não são assim baratíssimas, mas hoje é o meu dia de comer vieiras! Três para cada uma!

A meu ver, vieiras combinariam divinamente com um creme de espinafre à base do bechamel. Faça esta receita e certamente irá me dar razão!

Vieiras sobre creme de espinafre

Além das vieiras, tenha um maço de espinafre e, para o creme bechamel, manteiga, cebola ralada, sal com alho, farinha de trigo, leite e 1 gema.

Passe as vieiras na água quente e tempere-as com sal e gotinhas de limão. Reserve.

O espinafre europeu tem as folhas tenras e sem nenhum amargo. Retire as folhas dos galhos, lave-as e coloque-as em uma panelinha com um pouco de água, quase a conta de cobri-las. Deixe que a água ferva e então desligue. Tampe a panela e deixe que as folhas amoleçam. Escorra a água toda e coloque o espinafre sobre uma tábua. Bata com a faca até picá-lo miudinho. Reserve.

Prepare um molho bechamel derretendo, em uma frigideira, 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, dourando ¼ de cebola ralada, 1 ponta de colher de sal com alho, misturando bem 1 colher de café de farinha de trigo e juntando leite, aos poucos, até dar ponto de creme. Tire do fogo, junte uma gema de ovo sem a pele, misture bem, volte ao fogo até começar a dar bolhas. Desligue.

Junte o espinafre batido ao creme e volte ao fogo para obter um creme homogêneo.

Ao mesmo tempo, deite 1 colher de manteiga em uma frigideira e deixe que as vieiras fritem ligeiramente, de um e outro lado, adquirindo a cor de vinho branco. Enquanto isto, espalhe o creme de espinafre no prato formando uma caminha. Retire as vieiras da frigideira e coloque-as cobre o creme de espinafre. Sirva imediatamente.

Acompanhe com um champagne brut!

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar  o PDF e imprimi-lo.

Tagliatelli ao pomodoro com camarões

Standard

Esta receita é imbatível – muita gente a considera a melhor receita italiana que já comeu. Eu concordo. Amo de paixão! E tem uma vantagem: rápida e fácil de fazer.

Nesta versão, usei apenas camarões, mas pode-se fazer um tagliatelli ai frutti di mare fritando, junto com os camarões, lulas, lagostins, vôngoles, vieiras ou mexilhões (devidamente preparados). Escolha de 2 a 4 desses frutos do mar e faça esta mesma receita.

Dica: o tomate tipo italiano, maduro e firme, é fundamental, como também um suculento molho de tomates preparado em casa ou um bom pesto, como se acha aqui na Europa. Pode-se incrementar a receita com algum legume verde (um só) – para dar cor – como vagem, brócoli, abobrinha ou couve-de-bruxelas. Prefiro a vagem por ser mais firme.

Tagliatelli ao pomodoro com camarões

Notinha: por favor, pronuncie “talhiateli”, nada de “gli”- lembre-se de talharim!

Vamos à receita para 2 pessoas:

Considere 100 gr. de camarão rosinha limpo por pessoa. Separe ½ limão, sal, 2 a 4 tomates( dependendo do tamanho) picados em cubinhos, 1 cebola bem picadinha ou triturada, 1 dente de alho picadinho, 1 colher de sopa cheia de manteiga ou 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1 colher de sopa cheia de pesto ou 2 colheres de molho de tomates e 1 punhado de vagens cortadas em 3 partes.

Tempere o camarão limpo com sal e limão e deixe por 15 minutos a meia hora.Escorra. Frite o camarão na manteiga ou no azeite até ficar vermelho. Retire e reserve. Na mesma frigideira, doure a cebola e depois o alho. Junte o pesto ou molho de tomates, depois a vagem e por último, o tomate fresco. Mexa para não agarrar no fundo. Assim que a vagem e o tomate amaciarem, junte os camarões e deixe acabar de cozinhar. Nunca ponha água.

Enquanto faz o molho, ponha água com sal para ferver em um caneco alto e assim que estiver fervendo, coloque a pasta. Siga o tempo de cozimento recomendado ou faça o teste do garfo – se partir a pasta, está no ponto, ou seja, ao dente. Escorra a água e imediatamente misture a pasta ao molho. Sirva bem quente.

Recomenda-se ralar um bom parmesão ou grana padano por cima do prato já servido.

Perfeito com um bom vinho tinto italiano! E, depois, uma cama para dormir…

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

 

 

 

Risotto de alcachofras com linguicinha

Standard

Adoro preparar um risotto porque é um prato rápido e simples de fazer.  Este foi preparado com alguns produtos comprados no supermercado de conveniência da esquina e usando uma única panela.

Gosto também de fazer risotto porque nos dá a oportunidade de criar, de inventar a cada dia uma receita nova. Tem só que seguir umas regrinhas básicas. Vejamos:

1- Use um bom arroz dos tipos que se vende para risottos, como carnaroli, arbório, etc. Nunca lave o arroz!

2- Há de se obedecer a ordem de colocação dos ingredientes – primeiro os mais firmes, depois os mais moles, sendo que alguns, como carnes, merecem ser preparados ou semi-cozidos antes.

3- É preciso que se tenha um bom caldo de legumes (ou de carne) já preparado ou então, use legumes, como cebola, cenoura, alho poró e bouquet garni (amarrado com ervas frescas) na preparação.

4- Se for colocar vinho, lembre-se que o tinto colore o arroz. O vinho tem que ser colocado depois da primeira água secar e precisa deixar evaporar o álcool.

5- Finalize, se quiser, com queijo tipo grana padano, parmesão ou pecorino, mas nunca use- jamais- creme de leite (caso de assassinato ao risotto para qualquer italiano) .

Este risotto que escolhemos para o nosso jantar de hoje é um bom exemplo de como seguir estas regrinhas. Acompanhe o passo-a-passo.

Risotto de alcachofras com linguicinha

Separe: arroz para risotto (1 xícara de chá para 2 pessoas, se for prato único), ½ cenoura picada , ½ cebola grande picada , 2 corações de alcachofras grandes, 10 mini-linguiças tipo italianas, 1 colher de café de sal, 1 dente de alho (ou 1 ponta de colher de alho em pó), 1 colher de sopa de cebolinha verde picadinha, ½ a ¾ de xícara de café de azeite de oliva, 1 xícara de café de vinho tinto, 1 colher de sobremesa de pesto ou molho de tomate.

Cozinhe a linguiça à parte com um pouco de água e reserve. Coloque cerca de 1 litro de água para ferver.

Esquente metade do azeite em uma panela. Frite primeiro a cenoura, depois doure a cebola e frite o sal com alho. Junte o restante do azeite e o arroz. Mexa, com uma colher de pau, até que os bagos fiquem translúcidos. Abaixe o fogo e acrescente água fervendo até tampar o arroz. Misture o pesto de tomate e a cebolinha verde. Prove o tempero e acrescente, se for o caso, sal a gosto.

Deixe a panela aberta e vá mexendo o arroz, de vez em quando, só para não agarrar no fundo. Assim que esta água quase secar, junte o vinho, misture e deixe que o álcool evapore. Mexa e acrescente mais água, até quase cobrir o arroz. Junte as alcachofras e as linguicinhas ( que já devem estar cozidas). Vá acrescentando água quente aos poucos até que o arroz fique ao dente- ou seja, cozido mas com alguma resistência ao ser mastigado.

Se quiser, finalize com 2 colheres de sopa rasas de queijo, mexendo ligeiramente.

Sirva bem quente.

Quer esta receita impressa? Clique aqui pra baixar o PDF e imprimi-lo.

 

Pesto de azeitonas pretas para saladas

Standard

Varie do pesto de ervas – como o de manjericão – e sirva sua salada com este pesto de azeitonas, muito fácil de se fazer, delicioso e de bonito efeito.

Como se sabe, a azeitona preta é a fruta que fica no pé até amadurecer completamente, ao contrário da verde, colhida desta cor. Assim, naturalmente é mais adocicada, desde que muito bem curtida. As mais comercializadas no Brasil são as que vêm da Califórnia e do Chile. Há também as pretinhas miúdas portuguesas, muito saborosas. Para esta receita, eu prefiro a Azapa chilena, por ser mais carnuda.

Salada de tomate maçã com pesto de azeitonas pretas.

Prepare o pesto com muitas horas de antecedência ou de véspera. Retire o caroço das azeitonas pretas e passe-as no processador. Misture a pasta com azeite virgem de boa qualidade e deixe curtindo na geladeira.

Para a salada da foto, corte os tomates tipo maçã em fatias finas e regue-os fartamente com o pesto, um pouco antes de servir.

Maçãs caramelizadas

Standard

Para quem gosta de um pernil ou um peru assado, um lombo de porco e outras carnes deste tipo, experimente fazer este acompanhamento com maçãs, de preparo simples, paladar sofisticado e belo visual. Pode ser feito com maçã ácida (verde) , mas eu prefiro prepará-lo com aquelas maçãzinhas pequenas e doces, como as que vêm do sul do Brasil.

Maçãs caramelizadas

Para 5 maçãs, separe 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1 a 2 pauzinhos de canela e 3 cravos da índia. Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Borrife-as com água e limão para não escurecerem enquanto prepara a calda de açúcar queimado.

Coloque 1 litro de água para ferver. Deite o açúcar em uma outra panela aquecida e mexa com uma colher de pau até ficar da cor de mel. Despeje 1/4 da água fervente – com cautela e aos poucos para não se queimar. Abaixe o fogo e mexa até formar uma calda. Junte o cravo e a canela. Acrescente as maçãs picadas e deixe que cozinhem até ficarem translúcidas e douradas. À medida que a calda for secando, vá colocando mais água, sempre quente, aos poucos.

Cuidado para que as maçãs não cozinhem demais, para não virarem uma papa. Se quiser que fiquem mais doces e brilhantes, coloque um pouco de mel ao final do cozimento.

Para acompanhar carnes, sirva quente.

É também uma compota de fruta muito gostosa que dura dias na geladeira. Ótima para passar no pão ou no bolo. Experimente servi-la quente com sorvete, é delicioso!

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Ravioli de lombo

Standard

Receba seus amigos em casa preparando uma pasta caseira com um delicioso recheio. A sugestão de hoje é aproveitar que você já aprendeu a fazer a receita da massa fresca de lasagna caseira ( clique aqui para ver o passo-a-passo) e experimentar novos formatos com a mesma receita. Se você preferir comprar a massa fresca de lasagna pronta, não terá o mesmo efeito mas, certamente, é bem mais fácil.

Como recheio, misture, por exemplo, carne desfiada com parmesão ralado. É interessante juntar-se passas, pinhole ou castanhas trituradas. Se quiser um recheio sem carne, pode prepará-lo com  pasta de ricota e folhas de espinafre ou buquês de brócolis ligeiramente aferventados e macerados. A pasta de ricota é feita batendo no processador a ricota com ovos, na proporção de 1 ovo inteiro para cada 200 gr de ricota fresca. Invente sua receita!

Ravioli de lombo com ameixa preta

Preparo do recheio: aproveite o lombo de panela ( clique aqui para ver a receita do Lombo de porco à mineira – a mais acessada do blog!) que sobrou do almoço e desfie-o em pedacinhos pequenos. Misture queijo parmesão ralado, de modo a obter uma massa consistente que dê para formar, sem dificuldade, bolinhas de 2 a 3 cm de diâmetro. A proporção é de um saquinho de queijo ralado de 50 gr. para cada 10 bolinhas de recheio. Pique ameixas pretas secas e misture-as ao recheio. Faça as bolinhas, achate-as e reserve.

Preparo da cobertura: faça um molho branco bem saboroso ( clique para ver a receita).

Preparo dos raviolis: espalhe farinha de trigo sobre uma superfície limpa e seca. Estenda a fita larga da pasta de lasagna recém-preparada. Coloque as bolinhas a intervalos regulares, como mostra a foto. Venha com outra fita de pasta e cubra a primeira. Pressione ao redor de cada bolinha de recheio, usando clara de ovo para colar as bordas e fechando-as completamente com a ponta dos dedos. Passe a carretilha fazendo quadrados e formando os raviolis. Certifique que estão bem fechados. Polvilhe-os com farinha de trigo. Reserve.

Cozimento dos raviolis: coloque bastante água para ferver em uma panela funda. Salgue a água com um punhado de sal. Vá colocando os raviolis de 3 em 3 até ver que mudaram de cor, ou seja, por cerca de 3 a 4 minutos. Retire-os com uma escumadeira e deixe-os secar em um escorredor.

Preparo final: coloque os raviolis em um prato, se for servir individualmente, ou em uma travessa, lado a lado. Se os raviolis e o molho estiverem quentes, você está de parabéns, preparou-os com rapidez! Se já tiverem esfriado, cubra os raviolis com o molho e esquente por segundos no micro-ondas ou no forno convencional. Salpique queijo pecorino ou parmesão ralado e ervas aromáticas e sirva bem quente.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

 

Saladas para acompanhar churrasco

Standard

Não só para acompanhar carnes feitas na brasa ou carnes frias – em que vem a ser uma excelente combinação – como também para uma salada mais picante para variar o seu dia-a-dia, veja como fazer estas saladas que têm como destaque a cebola marinada. Primeiro veja como preparar cebola marinada.  Prepare o vinagrete. Para cada cebola grande a medida é:  uma colher de sobremesa de azeite, uma colher de chá de vinagre, uma colher de café de suco de limão, uma pitadinha de sal, 1/2 dente de alho inteiro, 1 colher de café de ervas (salsinha e cebolinha). Pode ter um pouquinho de alecrim e de sálvia e também de pimenta tipo biquinho, malagueta ou dedo-de-moça, se gostar ( cuidado, pouquinha). Misture tudo e reserve. Pique ou fatie as cebolas descascadas como quiser. Coloque o vinagrete em uma tigela de vidro ( ou pote com tampa) e junte as cebolas. O vinagrete deve ficar acima do nível das cebolas. Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira de um dia para o outro. Três preparos:

1- Pique cebolas brancas e roxas e misture-as ao vinagrete. Capriche nas ervas, como, por exemplo, no alecrim. Deixe por, no mínimo, 24 horas na geladeira antes de servir. Opção: eu prefiro dar uma amaciada nas cebolas junto com o alho no azeite antes de misturá-las ao vinagrete. Neste caso, não coloque azeite nem mais alho no vinagrete. 2- Cozinhe feijão branco ou favas até os bagos ficarem ao dente (cozidos mas bem firmes). Misture com o vinagrete, feito com azeite, vinagre, sal, alho, salsinha e cebolinha. Fica interessante se feito com coentro no lugar da salsinha. Nesta receita, pique miudinho a cebola roxa e junte azeitonas verdes picadas ao final. 3 – Faça o vinagrete com cebolinhas baby. Depois de pronto e curtido, já na hora de servir, misture-o com tomates cereja cortados e azeitonas pretas. Ideal para servir com carnes frias, tipo lagarto. 

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Salmão com risotto siciliano

Standard

Havia algum tempo que eu andava afastada do salmão, sem nenhuma vontade de comer este peixe das águas frias do litoral do Pacífico, hoje de consumo tão popular no nosso país. Das últimas vezes que pedi salmão em restaurantes aqui no Brasil, o sabor não me agradou e já estava quase concordando com os argumentos de certas pessoas que detestam salmão. Mas resolvi ensinar a preparar salmão em uma das minhas aulas de culinária e aí o compromisso de fazê-lo bem feito ficou sério. Fui então ao Mercado Central e lá comprei um peixe inteiro bem bonito, com cara de fresco ( bem, na verdade, descongelado, pois moro em Belo Horizonte, a quilômetros de um mar ou rio de água fria). Na aula, preparei um Salmão à Belle Meunière ( para ver a receita neste blog clique aqui) com 2/3 do peixe.  As alunas adoraram! Guardei o restante para fazer no domingo para a família. Fiz um salmão assado ao mel e mostarda acompanhado de risotto ao limão siciliano. Ficou delicioso, merecendo ser colocado nesta seção Gourmet, embora o preparo seja bastante fácil. Mesmo que você não tenha muita experiência em cozinha, pode arriscar-se a prepará-lo para os seus convidados, pois estou certa de que fará sucesso!

Salmão crocante ao mel e mostarda

Preparo do peixe:

Compre, de véspera, um peixe inteiro e peça para limpá-lo bem, raspando a pele e cortando-o ao meio no sentido horizontal, retirando a espinha. Pode deixar a cabeça e a ponta do rabo na peixaria e levar para casa o peixe já aberto. Prepare, em uma bacia, uma salmoura, usando, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de sal, suco de 1/4 de limão siciliano, 1 colher de sobremesa de vinagre de vinho branco e 1 xícara de café de espumante rosé (pode ser vinho branco, se não tiver). Passe o peixe pelo lado da pele na salmoura e depois assente-o, pelo lado da carne, sobre a salmoura. Tampe a bacia com um plástico grosso e leve-o à geladeira de um dia para o outro.

Meia hora antes de servir o almoço ou jantar, ligue o forno a 250 graus. Unte uma assadeira com óleo e coloque o peixe com a pele para baixo. Leve ao forno até que o peixe fique corado ( dependendo do forno, pode levar de 20 a 30 minutos). Teste com um garfo se a carne está macia. Tire o peixe do forno e coloque-o tampado em um local fechado.

Preparo do molho:

Separe, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de manteiga, a mesma quantidade de mel e uma colher de café de mostarda de Dijon em grãos. Quando o peixe dourar, tome uma frigideira e derreta a manteiga no fogo médio. Junte o mel e depois a mostarda. Misture bem e pincele sobre o peixe ainda quente. Volte ao forno por 3 minutos só para tostar.

DSCN2868

 

Risotto ao limão siciliano

Primeiro, antes de colocar o salmão no forno, prepare um bom caldo de legumes. Ponha para cozinhar em 1,5 lt. de água: 1 cenoura, 2 caules de aipo (ou salsão), 1 cebola, 1 cabeça de alho, 1 buquê de salsa e cebolinha, 1 xícara de café de repolho cortadinho. Deixe fervendo.

Assim que colocar o salmão no forno, inicie o preparo do arroz.

Para 6 pessoas você irá precisar de: 2 xícaras de chá de arroz carnaroli ou arbóreo, 1/2 xícara de café de azeite, 1 xícara de café de cebola ralada, 1 xícara de chá de espumante brut ( pode ser vinho branco), 1 limão siciliano, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa de sal, 100 gr. ou 1 xícara de café de queijo pecorino ralado grosso.

Passe o limão no ralador e reserve as raspinhas.

Tome uma panela média, coloque metade do azeite e frite a cebola até começar a dourar. Frite o sal com alho, acrescente o restante do azeite e depois o arroz. Mexa com uma colher de pau. Quando o arroz mudar de cor (fica translúcido), junte o espumante e deixe que o álcool evapore. A esta altura, coe o caldo de legumes. Acrescente-o ao arroz até cobri-lo. Abaixe o fogo. Mexa, de tanto em tanto, para que não agarre no fundo da panela e vá acrescentando o caldo quente até verificar que o arroz está começando a amolecer. Acrescente então o suco de 1 limão siciliano. Tempere com sal, um pouquinho de pimenta do reino branco e um tico de açafrão. Prove o tempero. Deixe que a água do arroz diminua até que os grãos fiquem de al dente para menos e comecem a formar uma pasta. Neste ponto, ainda com o arroz molhado, jogue o queijo e dê a última misturada.Desligue e tampe a panela. Se não for servir imediatamente, deixe o arroz ainda com algum caldo, que irá secar sozinho. Ao servir, salpique as raspinhas do limão.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Spaguetti a Salermitana

Standard

Aproveitando a pasta caseira que fizemos para a lasagna, tornamos a colocar a fita larga de pasta na máquina e cortamos para um talho bem fino. Se quiser fazer a pasta em casa clique aqui para ver a receita passo-a-passo. Como no Brasil não temos um tagliatelli tão fino, você pode fazer esta receita com um spaguetti ou com qualquer corte de pasta que preferir. Fica muito bom com penne.

DSCN2968

O molho à Salermitana, um tradicional molho italiano que leva este nome em homenagem à cidade de Salerno, é feito à base de beringela, tomate, cebola e alho.

Para 2 pessoas, separe: 1/3 de uma beringela grande, 1 tomate italiano maduro, 1 cebola média, 1/2 xícara de café de molho de tomate caseiro ou polpa de tomate italiano, 2 dentes de alho, 1 colherinha de café de sal e outra de orégano ou manjericão, 2 folhas de louro e 2 colheres de sopa de azeite.

Pique primeiro o tomate e a cebola em cubinhos e depois o alho miudinho. Corte a beringela em cubos, como mostra a foto.

Deite 1 colher de azeite numa frigideira e frite a beringela. Quando corar, afaste-a para os lados e frite a cebola e depois o sal com alho. Junte a outra colher de azeite. Acrescente o tomate fresco, o molho de tomates e a folha de louro. Por último, junte a erva de sua preferência. Prove o sal. Retire as folhas de louro.

Enquanto isto, você já deve ter cozido a pasta. Veja aqui como fazer. Junte a pasta cozida já escorrida ao molho e sirva imediatamente. Já no prato, acrescente o queijo pecorino ralado.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

DSCN3028

Minestrone – a sopa internacional

Standard

Uma das sopas mais comuns da cultura ocidental é o caldo de carne com legumes, feito com frango, carne de boi ou embutido de porco e uma seleção de legumes frescos. Na Itália é um prato tradicional muito popular, conhecido como minestrone. Aqui na Europa, a maior parte dos restaurantes oferece no cardápio um caldo deste tipo, como primeiro prato, tanto no almoço quanto no jantar, geralmente com o nome de “sopa do dia”. Na brasserie onde almoçamos em Leuven, tomei uma deliciosa sopa de tomate com legumes e linguiça branca. Na volta a Bruxelas, comprei os ingredientes e repeti a receita na mini-cozinha do flat onde estamos hospedadas. A única diferença é que usei, no lugar da linguiça, um mini salami ( igual ao salaminho italiano só que bem pequeno)- na verdade, com a troca ficou melhor!

Minestrone

Para 2 pessoas separe 4 tomates maduros, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 1/2 cenoura já despelada e aferventada, azeite, molho inglês, sal e ervas ( usei cebolinha). Passe os legumes separadamente no processador ( aqui, sem recursos, tive que picar tudo na ponta da faca). À parte, ferva 1 litro de água.

Em uma panela, esquente 2 colheres de sopa de azeite e frite, nesta ordem: primeiro a cebola e o alho poró, o mini salami ( ou linguiça calabresa ou a carne de sua preferência), a cenoura, os tomates e as ervas. Mexa até formar um purê e querer agarrar no fundo da panela. Despeje a água quente e abaixe a chama. Salgue e tempere com o molho inglês. Prove o tempero. Tampe a panela e deixe cozinhar até que tudo esteja macio. Sirva acompanhado de pão quentinho.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Penne ao molho de carne e alcachofras

Standard

Hoje fomos a Leuven, uma bela cidade vizinha a Bruxelas, sede da famosa universidade que conta 520 anos de existência. Esta cidade é conhecida como a capital da cerveja, pois é ali que se fabrica, entre outras, a conhecida cerveja Stella Artois. Almoçamos, como todos os dias, em uma brasserie – onde anotei a terceira receita belga que irei experimentar em casa e passar para vocês depois. Céu cinza azulado com um sol tímido e uma neve fina se revezaram durante todo o dia.

 

O passeio estava maravilhoso mas no meio da tarde, quase congelando, resolvemos voltar para o nosso flat em Bruxelas. Aqui, enfiei-me debaixo do edredon e, depois de uma cochilada, custei a tomar coragem para dar 5 passos até a mini cozinha para preparar um chá bem quente. Valeu a pena, pois perto do fogão parei de sentir frio. Sair para jantar com uma temperatura abaixo de zero? Nem pensar! Ainda bem que posso me divertir cozinhando. Separei uma porção de carne, penne sem glúten (sou alérgica, como sabem), uma lata de coração de alcachofra prometendo delícias, tomate e cebola. Hoje tenho tempo de sobra e então vou preparar uma receita de pasta com um suculento molho de carne!

Penne ao molho vermelho de carne com alcachofras

Molho de carne e alcachofra: Para 2 pessoas calcule 200 gr. de carne de boi ( se fosse no Brasil eu escolheria chã de dentro ou patinho), 2 a 3 tomates maduros, 1 cebola, 3 a 4 corações de alcachofra, 2 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de molho inglês, sal e alho, pimenta do reino, ervas aromáticas, 1 cálice de vinho tinto. Se eu tivesse, usaria ainda 1/2 cenoura e 1/2 talo de salsão ou de alho poró.

Corte a carne em cubos. Prepare um tempero com a metade do vinho, o molho inglês, 1 colher de café de sal com alho, 1 pitada de pimenta do reino. Ponha a carne imersa neste tempero e deixe, no mínimo, por meia hora.

Corte a cebola e os tomates. Coloque água para ferver à parte. Em uma panela, deite o azeite e frite a carne, bem escorrida do molho, até ficar corada. Entorne o restante do vinho e deixe que o álcool evapore. Junte a cebola e deixe ficar bem moreninha. Acrescente o tomate ( a cenoura e o aipo picadinhos também) e vá misturando tudo até que desmanchem. Junte a água quente até tapar a carne e o molho. Prove o tempero, junte as ervas. Abaixe o fogo e deixe cozinhar até que a carne fique bem macia e o molho se transforme em um purê. Antes que o caldo seque, acrescente as alcachofras cortadas em quatro e deixe que amaciem. Está pronto!

Coloque água para ferver e cozinhe o penne, ou a pasta de sua preferência. Veja dica de como cozinhar pasta aqui. Escorra o penne e misture-o rapidamente ao molho fervendo.  Sirva bem quente com queijo pecorino ou parmesão ralado por cima.

Indispensável acompanhar a refeição com um vinho tinto!

Obs: como não estamos em casa e sim em um flat, com uma mini cozinha e poucos recursos, o nosso cenário tem sido o mesmo todos os dias.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo

Risotto de camarão com aspasgos

Standard

Chegamos ao flat onde estamos hospedadas cansadas de tanto passear pelo centro histórico de Bruxelas. Pensávamos, mãe e filha blogueiras, em descansar um pouco antes de sair para jantar. Porém o ambiente estava tão aconchegante e quentinho que decidimos ficar. Lá fora a sensação térmica é de -6 graus! Melhor ficar por aqui e fazer nosso jantarzinho. Temos no frigobar um pacote de camarão fresco, um molho de aspargos peruano, o riso arbóreo que abrimos ontem e os temperos que compramos. Decidi fazer outro risotto e uma saladinha.

Risotto de camarão com aspargos verdes

Veja os ingredientes para 2 pessoas: 300 gr. de camarão fresco e limpo ( compramos já sem tripa!), limão e sal, 4 talos de aspargos, 1 cebola pequena, 2 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de pesto de tomate, 1 xícara de chá de riso arbóreo.

Tempere o camarão com sal e limão. Corte os talos de aspargos e pique a cebola. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Deite o azeite na panela, em temperatura alta (ou fogo forte) e deixe ficar quente. Escorra bem e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Na borra que ficou na panela, frite a cebola e depois o arroz. Junte os aspargos, frite mais um pouquinho e despeje a água fervendo até tapar o arroz. Abaixe a temperatura, mexa bem até desgrudar a borra do fundo da panela. Acrescente o pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino), sal a gosto e prove o tempero. Deixe o risotto cozinhar em baixa temperatura (ou no fogo baixo). Vá acrescentando água quente à medida do necessário, até que o arroz fique ao dente.

Ao final, junte os camarões. Misture com cuidado, deixe o caldo quase secar e está pronto! Obs.: Quando se termina um risotto, precisa restar um pouco de caldo grosso no fundo da panela, que será naturalmente absorvido pelo arroz até que o prato seja servido.

Enquanto o risotto cozinhava, aproveitei e fiz uma saladinha com tomate, ervilhas de folha (coloquei previamente para dar uma ligeira amolecida com um pouquinho de água), azeite e salpiquei sal e castanha do pará brasileira ( aqui tem nos melhores supermercados) picadinha para dar uma crocância.

Em meia hora fizemos nosso jantarzinho! E ficou delicioso!

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Peixe com risotto rápido

Standard

Aqui estamos, em Bruxelas, hospedadas em um flat que dispõe de uma mini cozinha: um fogão vitrocerâmico com 2 bocas, 1 micro-ondas, 1 frigobar e 1 bancada com pia. No armário há três panelas, pratos e talheres. Suficientes para se preparar um jantar? Sim, claro, pois lá fora a neve cai de leve e a temperatura está em torno de zero grau! Como já prevíamos o mau tempo, demos uma passada rápida no supermercado e fizemos algumas comprinhas básicas de suprimentos, uma vez que ficaremos uma semana na cidade. O que temos no frigobar? Compramos alguns alimentos que foram de nosso agrado à primeira vista, sem pensar previamente em qualquer cardápio. Coloquei em cima da bancada o que tinha: 1 filé de bacalhau norueguês fresco, 1 bandeja de ervilhas de folha do Kênia, 1 pacote de tâmaras da Algéria, 1 bandeja de champignons-de-paris frescos, 1 pacote de riso arbóreo italiano, tomates, cebola, sal, alho em pó e azeite italiano. Desafio: transformar estes ingredientes em um jantar! Veja o que preparei:

Filé de bacalhau fresco e tomate recheado com cogumelos e tâmaras acompanhado de risotto de ervilhas de folha

Comece salgando o filé de bacalhau.

Tomate recheado: Para 2 pessoas, separe 2 tomates tipo caqui, 6 cogumelos, 4 tâmaras e 1/2 cebola roxa. Corte uma tampa nos tomates e retire o miolo com uma colherzinha. Reserve. Pique os cogumelos, as tâmaras e a cebola. Coloque os cogumelos em uma panelinha com um pouquinho de água e deixe ferver. Junte a cebola e espere a água secar. Coloque uma pitada de sal e outra de alho em pó. Se tiver um vinho sobrando, acrescente 1 colher de sopa e deixe que evapore. Coloque uma colher de sobremesa de azeite, deixe fritar, junte as tâmaras. Prove o tempero. Assim que o azeite começar a secar, está pronto. Recheie os tomates e reserve.

Risotto: Calcule 1 xícara de café de arroz para risotto por pessoa. Esquente água à parte. Corte um punhado de ervilhas de folha. Deite 1 colher de sopa de azeite na panela, deixe esquentar. Junte o arroz e 1/2 de uma cebola picada bem miudinha. Mexa até o arroz ficar transparente. Adicione a água fervente até tapar o arroz. Junte as ervilhas picadas, sal e alho. Prove o caldo. Obs.: como achei que estava sem graça, adicionei 1 colher de chá de  bouquet garni Coeur de Bouillon que havia comprado e 1 colher de sobremesa de suco de limão siciliano. Provei o caldo, ficou ótimo! Deixe o arroz cozinhando e vá adicionando água à medida do necessário até ficar ao dente.

Bacalhau: deite azeite na frigideira e coloque as postas. Frite de um lado e depois do outro.

Enquanto isto, coloque os tomates por 2 minutos ou pouco mais no micro-ondas.

Aproveite o azeite da frigideira e coloque algumas ervilhas de folha para fritar.

Se tiver queijo pecorino ou parmesão ralado, adiciono ao risotto quando estiver começando a querer agarrar na panela. Mexa ligeiramente e desligue.

Monte os pratos com um tomate recheado, uma posta de bacalhau, uma porção de risotto e algumas ervilhas de folha.

Acompanhe com um bom vinho tinto.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

 

 

Provincia di Salerno 2

Standard

Hoje vou mostrar – e fazer inveja a vocês – os pratos deliciosos do buffet de aniversário de Remo Peluso, proprietário e chef do conhecido restaurante Provincia di Salerno. Neste dia especial, o chef Peluso prepara receitas tradicionais de sua família, bem diferentes do cardápio do restaurante, algumas destas muito requisitadas nos banquetes de festas que o restaurante prepara sob encomenda.

O restaurante, cujo cardápio* é inspirado na típica cozinha da região do Ciliento, onde estão Sicili e Pisciotta, terras de origem da família Peluso, tem um variado e convidativo menu à la carte. Porém, no dia da festa, é impossível servir a mais de cem pessoas ao mesmo tempo! Diga-se, é uma festa para os nossos olhos e paladar apreciar a beleza e a delícia do buffet, ornamentado com frutas, legumes e flores. Vejam as fotos, cada uma tem sua própria legenda. Clique na foto para ampliá-la.

 

Buffet de frios, saladas e tortas

 

Buffet de pratos quentes

 

Algumas das sobremesas

Faltaram as tortas de chocolate e de nozes. Distrai-me conversando e, quando vi, já haviam comido a metade! Depois consigo as receitas e vamos fazê-las para vocês!

 

O cardápio especial da festa:

DSCN3069

 

* Quer conhecer o cardápio do restaurante Provincia di Salerno? Clique aqui.

Provincia di Salerno 1

Standard

Todos os anos, no mês de janeiro, nosso querido Remo Peluso recebe os amigos para comemorar o seu aniversário no Provincia di Salerno, o famoso restaurante no tradicional bairro de Santa Efigênia, em Belo Horizonte.  Dizer que Remo é um dos mais tradicionais chefs da cidade é pouco, dizer que é o feliz proprietário de um dos melhores restaurantes da tradicional culinária italiana na cidade também é pouco. Remo é uma das figuras mais simpáticas que conheço, sempre um perfeito anfitrião, recebendo com um sorriso e um abraço seus inúmeros clientes, muitos deles diletos amigos de longa data.

Remo herdou o gosto pela gastronomia da família italiana, originária da região de Sicili, na Provincia di Salerno, Sul da Itália. Na casa da mamma Anella a disputa por quem cozinha melhor sempre foi acirrada, tanto que, dos nove irmãos, quatro têm (ou já tiveram) seus próprios restaurantes. No entanto, foi o primo, Marco Antonio Anastasia Cardoso, quem o convenceu a abrir o primeiro restaurante da família, já conhecida, desde a pátria mãe, no ramo de padaria e pastifício.

Frequento o restaurante desde a inauguração, há 32 anos, no seu primeiro endereço, no charmoso porão da antiga Casa Amarela da Rua Pernambuco. Quem se lembra? Era um ambiente de teto baixo, pequeno, pitoresco e muito acolhedor, onde comia-se uma pasta simplesmente divina. Um pedacinho da Itália no tradicional bairro dos Funcionários ( hoje chamado de Savassi), cujos 30 lugares eram sempre disputadíssimos.

Um belo dia, o proprietário da velha casa pediu o imóvel. Foi a nossa sorte, pois Remo decidiu abrir um restaurante muito maior, em um imóvel de sua propriedade que reformou completamente, na esquina de Avenida do Contorno com Rua Maranhão, bem no meio da colônia italiana da cidade. Na época, os restaurantes se concentravam entre o Centro e a Praça da Savassi e disseram que nosso amigo estava louco. Na verdade, foi um precursor, pois hoje a região é famosa por seus inúmeros restaurantes, muitos deles de descendentes das antigas famílias italianas do bairro.

Pergunto a Remo onde busca inspiração para tantas receitas deliciosas. Muitas são antigas receitas de família, resgatadas na região do Ciliento. Apaixonado por gastronomia, Remo está sempre estudando e pesquisando na Itália, onde já fez diversos cursos e recebeu, há 7 anos, do então Ministro da Gastronomia Nicko Cremaglia, um importante prêmio por ser um dos melhores restaurantes do mundo na divulgação da cultura italiana.

Na verdade, quem conhece a casa pode dizer: não é só a qualidade e variedade dos pratos que nos encanta – a decoração, recheada de peças antigas e originais da Itália é um museu interessantíssimo. Sempre me encanto com os afrescos das paredes, os móveis antigos, a rica pinacoteca, as peças trabalhadas em prata e metal, os cristais, a colorida faiança representando a pungente vida italiana – o teatro, a música e a dança. Divirto-me com os provérbios e troças escritas em peças de cerâmica – confesso que me despertaram e incentivaram-me no estudo do idioma italiano e suas variações regionais.

Há mais tempo – Remo conta-me – havia dificuldade em se conseguir ingredientes de qualidade. Hoje, sua casa importa diretamente o legítimo tomate italiano in natura, o azeite, os diferentes queijos. Com os melhores ingredientes, nosso dedicado chef tem tentado inovar o cardápio – o que, confessa-me, tem sido difícil. Compreendo, os frequentadores habituais – muitos dos quais chegam de diferentes partes do Brasil e do mundo – fazem questão de saborear os mesmos pratos que comiam há vinte anos! Muitos fazem parte de histórias das famílias dos clientes, como tirá-los do cardápio?

Bem, nem preciso dizer que adoro ir na Província tanto à noite, no fim de semana, como nos almoços de sábado ou domingo. Não é privilégio meu sentir-me em casa! Com um perfeito anfitrião sempre presente e sua atenciosa equipe sempre disponível, você certamente passará momentos inesquecíveis em uma vera casa italiana!

Quer conhecer o cardápio do restaurante? Clique aqui.

Amanhã continuo – vou mostrar o banquete do aniversário!

 

 

Nhoque da Peppa

Standard

Quem tem criança pequena em casa vai entender o apelido carinhoso que colocamos neste preparo de nhoque. Tudo agora é da Peppa, a porquinha simpática que faz o maior sucesso na TV. Minha netinha de 2 anos só quer saber da Peppa e ficou tão fascinada com o nhoque cor-de-rosa que a tia fez que rapou o prato e pediu mais! A criança que há na sua casa ( mesmo que seja você) vai adorar brincar de colocar a mão na massa, enrolar e cortar os nhoquinhos. Depois vai precisar da ajuda de um adulto para cozinhá-los. Vamos lá, diversão para a família inteira!

O que vai precisar: 1 beterraba, 3 batatas, 1 xícara de chá bem cheia de farinha de trigo, 1 ovo e 1 colher de café de sal. Um pouco mais de farinha e também de sal. Vejamos:

Cozinhe 1 beterraba dentro da água e bata-a no liquidificador – sem água- para fazer um creme grosso. Precisa dar 1 xícara de café cheia deste creme. Olhe na foto.

Cozinhe as 3 batatas até começarem a desmanchar, tire a pele e amasse-as até virarem um purê.

Ponha a farinha dentro de uma bacia de plástico junto com a batata amassada. Misture bem as duas e depois junte o creme de beterraba. Misture tudo. Faça um buraco no meio da massa e coloque o ovo – clara e gema- e o sal. Misture bem, com ajuda das mãos, até formar uma bola de massa toda igual e que não grude nas suas mãos. Se estiver grudando, vá juntando, aos pouquinhos, mais farinha.

Espalhe uma camada fina de farinha de trigo sobre a bancada limpa e seca da cozinha. Transforme, com a palma das mãos, a bola de massa em um rolo grosso. Corte este rolo em pedaço com 4 dedos de largura. Role estes pedaços sobre a bancada até conseguir rolos finos e certinhos, da largura de um dedo polegar de um adulto. Corte estes rolos em pedaços de 2 dedinhos de largura cada um.

Pegue um garfo e amasse um pouquinho cada nhoque. Estão prontos para serem cozidos!

Encha uma panela de água e deixe ferver- esta parte precisa ser feita por um adulto. Jogue um punhado de sal. Assim que a água começar a ferver de novo, vá colocando, aos poucos e com a ajuda de uma escumadeira, uma porção de nhoques de cada vez. Primeiro os nhoques afundam e quando subirem para a superfície, retire-os. Repita até que todos os nhoques tenham “tomado banho” na água quente. À medida que for retirando os nhoques, coloque-os num escorredor de massa e depois, já secos, em um pirex.

Na hora que for servir, coloque um pouco de azeite em uma frigideira e passe os nhoques junto com sálvia picada. Acrescente sal, se precisar. Sirva quente, com bastante queijo ralado por cima.

Pode também fazer um molho branco, colocar os nhoques, salpicar queijo ralado por cima e levar ao forno. Uma delícia!

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixa o PDF e imprimi-lo.

Rondelli aos quatro queijos

Standard

Outro dia fiz um jantar para 45 convidados em minha casa. Eu queria fazer uma pasta com uma bela apresentação e que, além disto, agradasse (e sustentasse) aos possíveis vegetarianos como opção única de prato quente. Lembrei-me então dos cardápios de jantar que oferecíamos no hotel onde trabalhei por muitos anos e fui também responsável pela gastronomia. Escolhi fazer um rondelli de queijo ao molho bechamel. Quem não gosta?

Como decidi fazer tudo em casa, resolvi que compraria os pães e a pasta, pois estes são deveras trabalhosos. Comprei um pasta fresca de lasagna preparada artesanalmente por netos de italianos, de uma lojinha minha velha conhecida. Excelente, por sinal. Como queijos, escolhi o queijo minas da Serra da Canastra mais fresco que encontrei, queijo tipo gouda e parmesão. Comprei creme de leite fresco que vem na garrafinha ( 500 ml.), papel alumínio e os ingredientes para o molho bechamel. As ervas? Aa minha linda horta, claro!

Vamos aqui considerar o preparo deste rondelli para 12 a 15 pessoas ( para ser servido como primeiro prato) –  o que dá um pirex grande.

Comece preparando um bom molho bechamel. Para esta quantidade, separe: 1 xícara de café cheia de farinha de trigo, 1 colher de sopa de manteiga,1 cebola grande ralada, 2 xícaras de chá ou pouco menos de leite, sal, noz moscada e pimenta do reino branca. Em uma frigideira aberta, torre a farinha de trigo, mexendo sem parar com uma colher de pau ou espátula, até começar a ficar rosada. Abaixe o fogo, junte a manteiga e dissolva a farinha de trigo. Acrescente a cebola ralada, continue dissolvendo. Deixe a cebola começar a corar. Se precisar, coloque mais manteiga. Estando tudo bem homogêneo, acrescente o leite aos poucos e continue mexendo até formar um creme liso de boa consistência. Tempere. Se tiver encaroçado, use o mixer. O creme precisa ficar encorpado e bem temperado, pois será misturado – mais tarde – ao creme de leite fresco, que não tem tempero.

Prepare a massa com os queijos. Usei 1/2 queijo minas ( aproximadamente 550 gr.) e 300 gr. de queijo gouda. Passe-os no ralo grosso, dentro de um recipiente, na proporção de 2/3 de queijo minas para 1/3 de queijo gouda. Misture bem e acrescente as ervas frescas picadas bem miudinho. No caso, coloquei salsinha, cebolinha verde e um tiquinho de alecrim e de sálvia. Não precisa acrescentar tempero. Se quiser, acrescente outros queijos, como o gorgonzola, o queijo fundido ou a muçarela ou então faça a massa com os queijos que gostar.

Compre 500 gr. de pasta fresca, dessas que vem com uma folha de plástico separando cada lâmina de pasta. Conte uma lâmina da pasta por pessoa e corte pedaços de papel alumínio um pouco maiores no sentido da largura. Forre a bancada com um plástico, pois facilita para fazer os rolinhos. Enrole-os com a massa de queijo como recheio, como mostra a sequência de fotos, deixando 2 cm. sem queijo na parte superior para poder fechar, colando a extremidade da lâmina. Cada rolinho gasta aproximadamente 5 colheres de queijo. Enrole cada rolinho separadamente no papel alumínio e feche as pontas. Coloque-os numa forma e leve ao congelador por 2 horas. Retire, desenrole do papel alumínio e corte cada rolinho em 4 partes.

Misture o creme bechamel frio com o creme de leite fresco. Prove o tempero.

Separe um pirex ou travessa refratária grande – a que vai ser levada à mesa. Forre o fundo com a terça parte do creme misturado. Disponha os rolinhos como mostra a foto. Cubra com o restante do creme. Rale queijo parmesão por cima.

Cerca de 20 minutos antes de servir, leve o pirex ao forno a 250 graus para gratinar, ou seja, até ver que o creme está fervendo e o parmesão, ligeiramente corado.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Aperitivos light – fácil e rápido

Standard

Depois da comelança do Natal, você resolveu convidar alguns amigos para um aperitivo de fim de tarde. Todo mundo de consciência pesada! E este calor? Fazer o quê? Ora, vamos comemorar o final de ano com uma bebida gelada e alguns tira-gostos bem lights. Veja aqui algumas ideias:

Espetinho de tomate e beringela

Corte tomatinhos cereja ao meio ou tomate italiano em rodelas grossas e depois, cada rodela em quatro partes. Pique a beringela, com a casca, em cubos do mesmo tamanho. Tome um palito e entremeie estes ingredientes. Leve ao forno fraco por 10 a 15 minutos com um fio de azeite. Coloque em um pratinho, salpique sal a gosto e enfeite com folhinhas de manjericão. Sirva frio.

Enroladinho de abobrinha com cream cheese

Corte a abobrinha em lâminas, no sentido do comprimento. Pode usar um daqueles fatiadores de queijo. Passe-as rapidamente em uma frigideira com um pingo de azeite para grelhar. Deixe esfriarem. Se o creme estiver muito mole, encorpe-o acrescentando um pouco de queijo gorgonzola ou minas amassado. Tempere o creme com ervas. Coloque uma colherzinha do creme de queijo dentro de cada fatia de abobrinha já grelhada e enrole. Coloque um palito para fechar e amarre com um talinho de cebolinha verde. Leve à geladeira para endurecer antes de servir.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Rocambole colorido

Standard

A consagrada combinação de muçarela, tomate seco e rúcula se faz presente neste vistoso aperitivo, fácil de fazer e de bom rendimento. O toque especial é dado pelo creme hollandaise, perfeito para realçar o sabor e dar um toque de cor e brilho.

Procure nas boas lojas de alimentação, tipo delikatessen, o queijo muçarela vendido em manta. Separe 2 mantas para esta receita. Escolha 2 molhos de rúcula com as folhas bem bonitas. Compre 200 gr. de tomate seco. Para o molho irá precisar de manteiga, 2 gemas de ovos e 1 limão siciliano. Estas quantidades são para 2 rolos.

Comece pelo creme hollandaise. Esta é uma maneira adaptada do original, mais fácil e prática de fazer. Derreta 2 colheres de sopa de manteiga no microondas. Reserve. Junte em uma travessinha: 2 gemas de ovos (sem a pele), 1 colher de chá de suco de limão siciliano e 2 colheres de sopa de água, mais sal e pimenta a gosto. Bata com o batedor de ovos, fazendo um 8. Leve esta mistura ao fogo baixo, continuando a mexer, da mesma forma, por 2 minutos. Tire a panela do fogo. Misture a manteiga bem aos pouquinhos, sem parar de mexer, até ficar bem cremoso.

Fica bem mais fácil trabalhar com os tomates secos para recheio se você picá-los e levá-los ao fogo médio com um pouco de água, a fim de formar uma pasta.

Lave os molhos de rúcula e retire as folhinhas. Reserve.

Abra a manta de queijo. Espalhe a pasta de tomate seco. Distribua as folhinhas de rúcula de maneira contínua e uniforme. Regue com o molho hollandaise. Agora enrole bem apertado e passe um barbante em volta do rolo, apertando para tomar a forma circular. Leve à geladeira de véspera. Um pouco antes de servir, retire o barbante e corte em fatias de 1 cm. de espessura. Conserve em geladeira até a hora de servir.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Linguicinha ao vinho

Standard

Este é um aperitivo delicioso, bom para acompanhar vinho. É bem fácil de fazer.

Compre a linguicinha especial para aperitivo. Lave e fure cada uma fazendo um pequeno corte com uma faquinha. Coloque-as no micro-ondas para assar por 5 minutos ( atenção: se você não furar a linguiça ela estoura!)

Veja como fazer o molho: misture 1 xícara de café de aceto balsâmico com a mesma quantidade de vinho tinto. Leve ao fogo baixo em uma panelinha. Deixe evaporar o álcool e então misture 1 colher de sobremesa de maisena, previamente diluída em um pouco de água. Cozinhe em fogo baixo por uns 2 minutos e junte a linguiça, cozinhando por mais 5 minutos. Sirva imediatamente, pois à medida que esfria o caldo pode engrossar.

Acompanhe com pão francês ou baguette, natural ou ligeiramente torrado.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Lasagna com ragu de cordeiro e pesto de hortelã

Standard

Esta é uma receita muito especial criada pelas minhas filhas. A mamãe fica toda orgulhosa de ver como elas estão se desenvolvendo na cozinha desde que iniciamos este blog. Também temos influenciado muitas amigas e muita gente pelo mundo inteiro. O blog já gerou o nosso álbum Sal & Alho – que virou mania de colecionar receitas – e até o nosso curso de culinária que está o maior sucesso!

A filha caçula blogueira faz uma pasta caseira fantástica, que já publicamos no dia 27/09. A filha casada faz um ragu de carne maravilhoso que publicamos no último 23/10. Pois a filha casada teve a feliz ideia de juntar tudo e inventou esta receita. Fomos as três juntas para a cozinha prepará-la. Ficou divina!

Lasagna com ragu de cordeiro e pesto de hortelã

A receita é feita em quatro partes: o preparo da pasta, o preparo do ragu, o preparo do pesto e a montagem e cozimento da lasagna.

Veja os ingredientes por parte.

Parte I – Preparo da pasta caseira de lasagna:

A medida padrão é: para cada ovo,100 gr. de farinha de trigo. Para um pirex grande de uma receita pronta, que dá para 12 a 15 pessoas, vamos usar: 6 ovos e 600 gr. de farinha de trigo, mais 2 colheres de sopa de azeite e 2 colheres de chá de sal.

Limpe a superfície da bancada e coloque  a farinha de trigo pesada – 600 gr. Faça um monte como se fosse um vulcão e coloque os 6 ovos inteiros dentro da cavidade central. Com um garfo, bata ligeiramente os ovos, incorporando as gemas às claras, com cuidado para não romper as laterais do “vulcão”. Neste ponto, acrescente o azeite e o sal. Misture. Continue batendo com o garfo e aos poucos, com a outra mão, traga um pouco dessa farinha para o centro, misturando-a com os ovos, até formar uma massa homogênea. Quando a massa começar a tomar forma, largue o garfo e coloque as mãos na massa, literalmente. Faça uma bola com a massa e deixe-a descansando por cerca de uma hora, coberta com um pano.

Se tiver uma máquina de preparar massa, molde a massa em formato de bisnaga, com uma espessura que preencha a palma da mão. Com uma faca grande e afiada, corte-a, sobre a bancada, em pedaços de dois dedos de largura, como quem parte um pão. Deite cada pedaço e achate-os com a palma da mão, preparando-os para passar no cilindro. Se a massa não estiver seca, polvilhe-a com farinha de trigo antes de passá-la no cilindro. Isto é muito importante, pois se a massa estiver úmida, vai grudar na máquina e danificá-la. Agora chame um assistente, pois esta parte requer quatro mãos – duas para controlar a máquina e duas para controlar a massa. Comece pela medida mais larga da máquina. Insira a massa na parte de cima e recolha a massa espichada por baixo, com cuidado para mantê-la esticada. Para obter uma massa mais homogênea, dobre-a em três partes, no sentido do comprimento e passe-a novamente na mesma medida de cilindro, por três vezes. Atenção: a massa a ser inserida não deve ser mais larga do que a máquina, sobrando de um a dois dedos de cada lado. Prossiga diminuindo a espessura, repassando a massa uma vez em cada número, até obter uma massa fina e bem comprida. Reserve uma superfície grande e seca, polvilhada com farinha de trigo para descansar a massa. Ao repousá-la, polvilhe também um pouco de farinha por cima. Repita o mesmo procedimento com todos os pedaços. Ao terminar, recorte as fatias nas laterais, para um melhor acabamento. Observe a travessa em que vai montar e tente recortar suas grandes lâminas em pedaços que se encaixem na mesma.

Se não tiver a máquina, abra a massa com o bom e antigo rolo de massa, sempre com o cuidado de polvilhar a bancada e também o rolo sempre que necessário. Neste caso, o objetivo é obter lâminas de massa aproximadamente da mesma espessura. Corte em retângulos ou quadrados que se encaixem na sua travessa.

Para cozinhar as lâminas da massa: ponha água para esquentar em uma panela grande. Quando a água ferver, coloque 4 lâminas de cada vez e deixe por cerca de 3 minutos ou até que fiquem esbranquiçadas e se partam com o garfo. Durante o cozimento, mexa com um garfão para não agarrarem umas nas outras. Quando estiverem ao dente (oferecendo ligeira resistência ao corte), retire-as separadamente usando o garfão e disponha-as abertas sobre um pano de prato. Esta é a parte mais difícil: é importante abrí-las por completo, mesmo muito quentes, usando a ponta dos dedos, de pouco em pouco. Agora sua massa está pronta e você poderá usá-la imediatamente, tal como usa as compradas prontas.

Se quiser ver mais fotos do preparo da pasta veja a receita publicada no dia 27 de setembro.

 

Parte II – Preparo do ragu de cordeiro

Para o recheio desta lasagna de hoje, considere: 1,5 kg. de pernil de cordeiro desossado, já temperado, cortado em cubos. Separe: 1 colher de sopa de azeite, ½ xícara de chá de bacon picadinho,1 cebola, 2 cenouras, 2 dentes de alho,1/2 xícara de chá de vinho tinto, 2 latas de pomodori pelati (ou 6 tomates sem semente picadinhos) , 2 xícaras de chá de caldo de carne (400 ml) e um bouquet garni. 
Sal, a gosto. Vai precisar de uma panela grande com tampa e uma colher de pau.

Frite o bacon no azeite. Assim que começar a soltar a gordura, acrescente os cubos de carne e frite-os até corar. Tire a carne da panela e reserve. À parte, cozinhe as cenouras até começarem a amolecer.

Na mesma panela, frite bem a cebola picadinha, o alho e a cenoura picadinha. Quando começar a agarrar, junte o vinho, misture e deixe evaporar. Acrescente um pouco do caldo de carne previamente aquecido e raspe o fundo com uma colher de pau para formar o primeiro caldo. Deixe reduzir e junte os tomates da lata (ou os tomates picadinhos) e aí volte com a carne para a panela. Junte o caldo de carne quente e o bouquet garni. Prove o sal e tampe a panela. Deixe cozinhar no fogo baixo por, pelo menos, 2 horas. Se, ao final do cozimento, a carne não estiver desmanchando, termine de desfiá-la e misture-a novamente ao molho. Deixe em fogo baixo ainda por uns 20 minutos para que a carne desfiada fique bem incorporada ao molho. Não se esqueça de retirar o bouquet garni e os dentes de alho, se ainda estiverem inteiros.

Se quiser ver mais fotos do ragu veja a receita publicada dia 23 de outubro.

 

Parte III – Preparo do pesto de hortelã

Você vai precisar de: 1 molho de hortelã, 30 gramas de queijo pecorino, 8 pinolis, sal com alho e azeite. Junte tudo e soque com o pilão até que as folhas fiquem bem miudinhas e o azeite verdinho. Misture tudo e verifique o sal.

 

Parte IV – Montagem da lasagna e cozimento

Além da pasta, do ragu e do pesto, você vai usar 10 fatias de muçarela, para uma camada de queijo.

Escolha uma travessa tipo pirex de tamanho médio. Unte o fundo da travessa com um pouco do molho (sem a carne). Disponha as camadas: 1a. lasagna cortada de modo a preencher toda a superfície, sem sobrepor; 2a. 1/3 do ragu; 3a. lasagna; 4a 1/3 do ragu, 5a. lasagna, 6a. o restante do ragu, 7a. lasagna, 8a. muçarela, 9a. pesto.

Pré aqueça o forno a 200 graus. Leve a pirex ao forno para assar até verificar que o queijo derreteu e o molho já está quase borbulhando. Retire e sirva bem quente.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Para a receita da Parte I, a pasta caseira para lasagna, clique aqui.

O legítimo Ragu

Standard

O ragu tradicional, de receita italiana, é feito à base de carne cozida e legumes. Os italianos dizem que deixam a carne cozinhar por um dia inteiro. Exagero à parte, é mesmo necessário que a carne cozinhe até ficar super macia e escura. Dizem que um ragu feito bem lentamente, na panela de ferro, no fogão à lenha é de se comer de joelhos. Como ninguém aqui quer fazer penitência, vamos ao legítimo ragu italiano preparado na panela e no fogão tradicionais.

Ragu de carne à moda italiana

Para 6 pessoas considere:1,5 kg de carne sem osso, cortada em cubos (a carne deve ser mais dura, tipo alcatra ou coxão mole). A carne pode ser de boi, de cordeiro ou de porco.

Separe: 1 colher de sopa de azeite, ½ xícara de chá de bacon picadinho,1 cebola, 2 cenouras,1 colher de sobremesa de sal com alho,1/2 xícara de café de vinho tinto, 6 tomates sem semente picadinhos (ou 2 latas de pomodori pelati), 2 xícaras de chá de caldo de carne (400 ml) e um bouquet garni. 
Sal, a gosto.

Vai precisar de uma panela grande com tampa e uma colher de pau.

Frite o bacon no azeite. Assim que começar a soltar a gordura, acrescente os cubos de carne e frite-os até corar. Tire a carne da panela e reserve.

À parte, cozinhe as cenouras até começarem a amolecer.

Na mesma panela, frite bem a cebola picadinha, o sal com alho e a cenoura picadinha. Quando começar a agarrar, junte o vinho, misture e deixe evaporar. Acrescente um pouco do caldo de carne previamente aquecido e raspe o fundo com uma colher de pau para formar o primeiro caldo. Deixe reduzir e aí volte com a carne para a panela. Junte o molho de tomates (ou os tomates da lata), o caldo de carne quente e o bouquet garni. Prove o sal e tampe a panela. Deixe cozinhar no fogo baixo por, pelo menos, 2 horas. Se, ao final do cozimento, a carne não estiver desmanchando, termine de desfiá-la e misture-a novamente ao molho. Deixe em fogo baixo ainda por uns 20 minutos para que a carne desfiada fique bem incorporada ao molho.

Se fizer de véspera fica muito mais gostoso – deixe passar a noite na geladeira.

Dica: Se não tiver todo esse tempo disponível para fazer o ragu da forma tradicional, apresse o processo na panela de pressão. Comece a fritura nesta panela desde o início e após acrescentar a carne e o caldo feche a panela. Após 40 minutos, retire a pressão e veja o ponto da carne. Desfie-a e volte com a carne e o molho para a panela sem pressão para terminar o cozimento (sem a tampa) por mais uns 30 minutos.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.