Chucrute à húngara

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Desde minha viagem a Budapeste (veja Sal & Alho viaja) fiquei devendo a receita do chucrute que comi e aprendi a fazer com a minha guia de turismo e amiga Timea, pessoa da maior simpatia e competência, nascida e criada em Budapeste. Mas neste blog, vocês já sabem, é diferente dos outros, pois aqui só publicamos o que nós mesmas escolhemos os ingredientes, fizemos, fotografamos, comemos, comentamos e escrevemos o passo-a-passo, nesta ordem. Ainda bem que tudo o que fizemos ficou uma delícia, está dando para publicar uma receita por dia desde o início do blog, em 26 de novembro, pois se assim não fosse, teríamos que repetir e vocês não teriam tantas receitas ( já são mais de 180!)

Timea me contou que quando era criança, nos anos negros da dominação comunista no seu país, havia extrema carência de gêneros alimentícios para a população. Comiam o que plantavam e o que conseguiam obter por meio de trocas. Repolho sempre foi um vegetal comum por aquelas bandas, arroz se conseguia um pouquinho, e quando se obtinha alguma carne, que por aqui neste imenso Brasil com o maior rebanho bovino do mundo chamamos de carne de terceira, era festa: fazia-se chucrute no domingo! Então vamos à receita, tal como ela me explicou e testamos. Na verdade, é um prato que se fazia na minha casa, com a diferença que, à húngara, tem muita, mas muita páprica mesmo. Aqui, diminuímos a quantidade deste tempero para adaptar a receita ao nosso paladar.

Chucrute à moda húngara

Para 2 pessoas: 6 folhas grandes de repolho, 1 cebola, 1 xicara de chá de arroz semicozido, a mesma quantidade de carne moída, 2 colheres de sopa de molho de tomate, sal e alho, pimenta e páprica doce.

Tome um repolho e desfolhe-o. Escolha 3 folhas grandes por pessoa. Lave e escorra. Leve ao fogo com pouquinha água só para amaciar a folha. Corte a parte dura e grossa do talo central. Corte com uma faca as beiradas das folhas para que fiquem retangulares. Pique em fatias finas estas sobras. Pique também, em rodelas, uma quantidade de cebola equivalente à metade do repolho cortado e misture. Moa a carne, ou compre moída (chã, alcatra ou patinho). Peça para moer duas vezes. Faça um temperinho com sal, alho, pimenta do reino e páprica doce. Tempere a carne na proporção de 1 colher de café para cada 200 gr. de carne. Pique cebola e cheiro verde miudinho. Misture com a carne. Misture arroz e carne em partes iguais. Com a ajuda de uma colher, recheie as folhas do repolho com esta mistura.Comece colocando uma colherada sobre a folha, enrole com a folha aberta. No meio da folha, dobre as beiradas para dentro e continue enrolando até fechar.

Disponha , em uma panela grande, o repolho e a cebola picados em rodelas e salpique molho de tomate (resolvi usar molho para substituir a páprica, pois à maneira húngara é muito forte). Por cima, salpique sal e páprica. Coloque por cima os rolinhos bem arrumados.

Cubra com água fervente. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe que os rolinhos cozinharem até, que espetando um garfo, verificar que estão macios. Coloque os rolinhos em uma travessa com o repolho picado por baixo, os rolinhos no meio e mais repolho picado por cima. Sirva bem quente.

 Voltando à Hungria, o chucrute é considerado um dos pratos típicos mais importantes, ao lado do goulash. Durante séculos foi um dos pratos de sustentação da população. Será que os húngaros ficavam bem nutridos?

Considerando que o chucrute tem repolho, carne e arroz, podemos analisar suas propriedades tomando por base estes alimentos.

O repolho contem quantidades significativas de glutamina e polifenóis, o que contribui para que seja um alimento com propriedades anti-inflamatórias.

O arroz é rico em carboidratos e tem baixo teor de gordura. Excelente fonte de vitaminas do complexo B (B1, B2 e B3), contém minerais como fósforo, indicado para fortalecimento de ossos e nutrição cerebral e magnésio, que favorece a atividade muscular. Além disso, possui alta concentração de metionina, um aminoácido essencial, ou seja, aquele que o organismo humano não é capaz de sintetizar.

A carne bovina é o alimento que contém maior quantidade de ferro, micronutriente muito importante na prevenção ou combate da anemia perniciosa. Além disto, o ferro é fundamental na formação da hemoglobina, molécula indispensável no transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos. Além disso, os produtos de origem animal apresentam todas as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e as hidrossolúveis do complexo B. O mérito da carne bovina é a alta concentração e biodisponibilidade de vitaminas do complexo B, em especial a B12. A deficiência de B12 na alimentação apresenta como primeiros sintomas outro tipo de anemia, a anemia megaloblástica.

O Crucrute à moda húngara é também um alimento com baixo valor calórico

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa ou 3 rolinhos): 216

Quantidade de gramas por porção: 323 (cru)

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Repolho 3 folhas grandes Ver receita 150 24
Arroz semicozido 1 xícara de café 35 42
Carne 1 xícara de café Moída 60 120
Cebola ½ unidade Ver receita 78 30

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci.

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Bolo de carne

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Engraçado que bolo de carne não tem meio termo – ou se ama ou se detesta. Pois depende é da receita e do capricho para se fazer. Conheço quem detestava e com esta receita passou a achar uma delícia e fazer sempre. Tem dicas, claro! E ai vai o jeitinho de fazer para quem quiser experimentar uma variação de receita com carne moída que serve para lanches e refeições.

Bolo de carne moída

Primeira dica: compre um pedaço de carne ao invés de carne já moída, pois no açougue juntam o resto ruim de tudo quanto é tipo de carne e moem para vender. Se tiver cheia de nervo, não aceite. Peça para tirar os nervos e aquelas partes brancas duras. Importante: moer duas vezes! Tipo de carne? Prefiro, nesta ordem: alcatra, chã ou patinho. Também fica ótimo com carne de porco (combina mais com a 3a. opção de recheio) ou com uma mistura , em partes iguais, dos dois tipos de carne. Pode comprar 1 quilo ou mais, chegando em casa, divida e congele.

Segunda dica: usar farinha de rosca ao invés de farinha de trigo. A melhor é de baguete francesa já dura; é só ralar no ralo fino. Pode guardar em uma lata ou pote hermético. Se for usar a farinha guardada e tiver amolecido, é só dar uma torradinha na frigideira, pois para esta receita precisa estar bem crocante.

Terceira dica: usar molho de tomate caseiro. Envolver o bolo com molho depois de pronto é fundamental; neste molho, experimente misturar manjericão fresco picadinho.

Quarta dica: recheado fica muito mais gostoso. Experimente rechear com muçarela ou requeijão de copo e presunto fatiado (o da foto só tem queijo minas padrão sem lactose) 2a. opção: cenoura e bacon em tiras; 3a. opção: ovos cozidos e ameixas pretas. Use sua imaginação! Por exemplo, no bolo da foto coloquei molho bolognesa ao invés de um simples molho de tomate.

Bolo para 2 a 4 pessoas ( depende se for prato principal ou só um dos itens do lanche): 2 xícaras de chá cheias de carne moída (400 gr.), ½ xícara de farinha de rosca, 1 xícara de cebola bem batidinha, ¾ de xícara de salsinha e cebolinha picadas bem miudinho e 1 ovo inteiro. Para temperar: 1 colher de sobremesa de sal com alho e outra de molho inglês. Pode acrescentar um pouquinho de vinho, se quiser dar um gostinho especial.

Amasse, em uma bacia, todos os ingredientes juntos, misturando o ovo já misturado por último para dar liga. Abra como se fosse uma massa de pão sobre a bancada, com 1,5 cm de espessura. Coloque o recheio, faltando 2 dedos para as beiradas e feche. Amasse o rolo com as mãos de modo a ficar com a forma de um pão francês. Unte uma forma refratária com um fio de óleo, coloque o bolo no centro e leve para assar a 200 graus. Quando estiver corado, espete o palito. Se sair limpo é porque a carne já está cozida. Prepare o molho de tomates. Regue o bolo e volte para o forno, a conta de esquentar. Sirva acompanhado de pão ou batatas douradas.

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Canja de galinha

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Nas Minas Gerais de antigamente (e em muitas famílias, com a minha, até hoje) o primeiro cheiro de alimento que um bebê recém nascido sente, fora o leite da mãe, é o cheiro de canja de galinha. Pois reza a tradição que a mamãe precisa ficar bem alimentada após o parto e a canja é o alimento perfeito, por ser nutritiva e leve. Todo mundo sabe que cheiros a gente nunca esquece. Talvez seja por isto que tem tanta gente que adora uma canja. No hotel onde trabalhei por muitos anos, sabem qual o prato mais pedido à noite pelos hóspedes? Canja de galinha, disparado na frente dos outros! Então aqui vai a receita da minha família, a que é servida no hotel.

Canja de galinha

Para 4 pessoas: 1 peito de frango grande, 1 xícara de chá de cada um destes ingredientes: arroz cru, cenoura, cebola e tomate; mais óleo, sal e alho e cheiro verde picadinho.

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Pique o peito de frango em cubinhos e tempere com sal e alho. Pique os outros ingredientes em cubinhos menores.

 

Passe um fio de óleo na panela. Doure o frango e depois a cebola. Estando coradinhos, junte a cenoura e o tomate. Despeje água fervente até cobrir, baixe o fogo e deixe cozinhar até o frango ficar macio e o arroz cozido. Prove o sal. Finalize com salsinha e cebolinha picadinhas. Sirva acompanhada de torradinhas amanteigadas feitas com pão de forma cortado em quatro, formando triângulos.

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Arroz com suã

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Há muito tempo, havia uma amiga de uma amiga minha que vivia ameaçando de fazer arroz com suã. Só ameaçava; valorizava que só o dela era dos deuses e nunca convidava ninguém para comer o tal prato. Fazíamos parte de um mesmo grupo, no qual uma de nós preparava um jantar mensal e chamava as outras ( depois de um ano, quando chegou a vez dela, ela caiu fora!). Como rolava um pouco de competição entre nós duas, tipo quem cozinha melhor, eu não quis dizer que não sabia do que se tratava. Naquele tempo não tinha Google e fiquei na ignorância achando que deveria ser um trem de doido, como diz o mineiro, complicadíssimo e tal, de tanta propaganda que a mulher fazia. Tempos depois, descobri que suã era costelinha de porco! Ai, pensei: não precisa ninguém me passar receita, eu vou fazer. Ficou delicioso e aí está a minha receita:

Arroz com costelinha de porco

Primeiro de tudo é preciso conseguir uma costelinha de porco bem fornida de carnes. Lá no Mercado Central tem! Calcule 200 gr. por pessoa. No mais, óleo, cebola, arroz, cheiro verde e pimenta biquinho ou outra pimenta forte, se tiver coragem ou se algum antepassado seu é baiano.

Como sempre, uma boa carne é feita assim: tempere com alguma antecedência ( prefiro de véspera) com sal e alho. Refogue no óleo quente até corar, misture cebola picadinha ou ralada, deixe corar. Eu gosto de flambar com cachaça – veja a dica. Como irá precisar de bastante caldo, acrescente água fervente, cobrindo a costelinha com folga. Deixe cozinhando no fogo baixo até obter um caldo bem espesso e saboroso.

Em outra panela, deite um pouco de óleo, frite o sal com alho e a cebola batidinha, acrescente o arroz e mexa até corar e desgrudar do fundo. Agora acrescente o caldo da costelinha até cobrir o arroz em 1 dedo. Quando o arroz começar a secar, ou seja, o nível da água já estiver abaixo do arroz, misture a costelinha. Deixe acabar de cozinhar. Para finalizar, misture salsinha e cebolinha picadinha miúda ( bastante) e pimenta biquinho. Se quiser dar cor e frescor, pique tomate e jogue por cima. Fácil demais, não é?

Agora sirva e coma sem exagero. Nunca mais irá se esquecer do sabor! Delícia dos deuses mesmo.

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Cardápio da Copa

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Verde e amarelo no cardápio

Durante a COPA, surpreenda seus amigos com pratos que irão inspirar a torcida pelo time brasileiro!

Que tal convidar a turma para um almoço antes do jogo? Aqui vão algumas opções de receitas que já foram publicadas no blog Sal & Alho. Escolha:

1 – Frango caipira com quiabo com purê de batatas

2 – Lombo de porco com couve e farofa de ovos

3 – Filé de peixe com arroz de brócolis e batatas douradas

4 – Bife acebolado com salada verde amarela de batatas fritas

A turma vem só na hora do jogo? Então prepare antes um prato único pois o Brasil vai ganhar e vai dar uma fome de leão! Mais opções:

5 – Risoto de aspargos

6 – Polenta com creme de espinafre 

7 – Tagliatelle com brócoli e creme de milho 

8 – Sopa creme de baroa e alho poró

 

 

 

Canapés de berinjela

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Meio chegada na comida árabe, esta receita de berinjela para passar em torradas é fácil de fazer e agrada a todo mundo. Ideal para servir como aperitivo, fazendo aquela horinha necessária antes de servir o que você preparou para os seus convidados.

Canapés de berinjela

Basta ½ berinjela, 3 dentes de alho, 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher de sobremesa de ervas frescas picadinhas. Para temperar: 1 colherinha de café de sal, 1 colher de sobremesa de mel. Pimenta do reino e ervas desidratadas, uma pitadinha de cada.

 

Fatie a berinjela no processador e coloque imediatamente de molho na água fria. Pique o alho em rodelinhas. Faça uma misturinha com o azeite, o alho, as ervas e os temperos e junte 2 colheres de água. Escorra bem a berinjela. Disponha em camadas em uma tigela refratária: 1/3 da mistura no fundo, depois ½ das fatias de berinjela, mais 1/3 da mistura, a outra metade da berinjela e cubra com o restante da mistura. Asse a 200 graus por meia hora. Coloque na vasilha que irá servir e deixe esfriar na geladeira. Serve bem de 4 a 6 pessoas.

Se quiser incrementar, pode colocar antes de ir ao forno e misturado: 1 cebola pequena fatiada e/ou passas hidratadas em um pouquinho de vinho ou suco de uva.

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Crème aux champignon

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Esta sopa cremosa de cogumelos é tão deliciosa que deixei o título em francês, em homenagem à sua origem. Na França costumam chamá-la de Crème à la Reine, ou seja, creme feito à moda da Rainha, de tão especial. Pronto, deu água na boca? Então aproveite a noite fria e experimente a receita, é bem fácil.

Creme de cogumelos

É indispensável que a base seja um bom caldo de carne feito em casa. Veja a receita em dica-caldo de carne caseiro. Coe 2 xícaras de caldo de carne e reserve.

Vai precisar ainda de 1 xícara de café de cogumelos secos (funghi sechi) e a mesma quantidade de cogumelos-de-paris em conserva, fatiados. Para finalizar, vai usar ½ xícara de café de creme de leite, se for fresco, perfeito!

Esta quantidade serve bem 2 pessoas.

Ferva em 1 litro de água (ou mais) os cogumelos secos até que fiquem macios. Bata-os no liquidificador com a quantidade da água do cozimento suficiente para obter 1 xícara de creme batido, mais para grosso.

Junte os cogumelos batidos ao caldo de carne reservado, tempere com 1 colher de sobremesa de molho inglês, prove, adicione uma pitada de pimenta do reino, prove, adicione o sal. Prove. Engrosse o caldo com 1 colher de chá de amido de milho ( maizena) misturado com água para dissolver. Mexa bem até ver que engrossou. Acrescente os cogumelos-de-paris fatiados. Por último, antes de servir, junte, ½ xícara de café de creme de leite até que o creme fique bem quente, sem deixar ferver.

Acompanhe com torradinhas amanteigadas.

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Maneco sem jaleco

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Este nome engraçado, que nos lembra o jaleco do jeca da festa junina é o nome que o jeca mineiro ou o capiau da roça, dá para o caldo de fubá com linguiça e couve. É a versão brasileira do caldo verde, feito em Portugal com batata, paio e couve. Como o fubá de milho rende muito, sai muito mais barato que a versão portuguesa e o milho dá sensação de saciedade. Bom para alimentar as famílias com muitos filhos, pois é um caldo forte e nutritivo. Em casa, ora fazemos um, ora outro, mas eu acho o caldo com fubá muito mais gostoso. Há variações do caldo de fubá, por exemplo, experimente trocar a linguiça por frango desfiado. Compro fubá de milho no mercado central, mas há boas marcas no supermercado. Prefira o que é bem amarelinho.

Caldo de fubá com linguiça e couve

Os ingredientes que vai usar são: 1 xícara de chá ou 100 gr. de fubá de milho, 1 linguiça calabresa, 2 folhas de couve, 1 colher de sobremesa de óleo, ½ cebola e 1 colherinha de sal com alho. Nessas quantidades, o caldo dá para 6 pessoas.

Se for fazer conta de calorias veja: 100 gr. de fubá= 350 calorias, 200 gr. de linguiça= 600 calorias, 2 folhas de couve=22 calorias, óleo= 50 calorias e cebola= 31 calorias. Total dividido por 6= 175 calorias. Viu? Não precisa ter medo de comer, 1 prato do caldo não engorda!

Primeiro cozinhe o fubá com 2 xícaras de água e ½ colherinha de sal. Logo que provar e ver que está com gosto de cozido, desligue e reserve. Se precisar coloque mais água até formar um caldo ralo. Lave e pique a linguiça em fatias finas e parta as fatias ao meio. Cozinhe ligeiramente. Reserve. Enrole a couve e fatie fininho. Reserve.

Em uma panela, frite a cebola no sal com alho, junte as fatias de linguiça e mexa para que fritem ligeiramente. Acrescente o caldo de fubá, prove o sal. Deixe cozinhar mais 10 minutos até o caldo adquirir consistência de sopa rala. Pouco antes de servir, tipo 5 minutos, junte a couve.Sirva bem quente.Se quiser, enfeite com cheiro verde picadinho.

P.S. : jantamos esta sopa em um destes dias mais frios e que delícia estava!

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Hambúrguer caseiro

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São deliciosos como opção para lanche e podem ser preparados com antecedência. Tanto podem servir de tira-gosto, se feitos pequenos, como recheio de sanduiche, se maiores. Também podem acompanhar saladas. Se quiser fazer e congelar, envolva cada um separadamente – já pronto mas ainda cru – em filtro PVC e feche dentro de uma vasilha com tampa hermética. Quando quiser comer, descongele no forno micro ondas e depois grelhe na frigideira.

Hambúrguer à minha moda

Você vai precisar de 2 xícaras de chá bem cheias de carne moída ( 500 gr.), ½ xícara de farinha de rosca, 1 xícara de cebola batidinha, ¾ de xícara de salsinha e cebolinha e 1 ovo inteiro. Para temperar: 1 colher de sobremesa de sal com alho e outra de molho inglês.

Amasse, em uma bacia, todos os ingredientes juntos, misturando o ovo por último para dar liga. Forme as bolinhas na palma da mão, com a ajuda de uma colher de sopa cheia da carne misturada. Achate dando o formato de hambúrguer.

Tome uma frigideira antiaderente e passe uma linha de azeite ou óleo. Espalhe com uma espátula de modo a apenas untar a panela. Coloque de 2 a 4 hambúrguers de cada vez. Tampe a panela. Quando estiverem moreninhos por baixo, vire, torne a tampar a panela e espere que corem do outro lado. Se gostar de carne mais vermelha, deixe apenas que tomem a cor marrom, se gostar bem passado, deixe que fiquem mais escuros. Ponha-os sobre papel toalha para absorver qualquer excesso de gordura. Sirva, se gostar, com molho de tomate bem temperadinho, ketchup ou mostarda.

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Sopa de Cebola à francesa

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Foi em uma noite fria e chuvosa, em um pequeno restaurante em Bruxelas, famoso há mais de 150 anos por este prato, dentre outros, que eu provei esta sopa pela primeira vez. Nesta noite, pensei que teria sido o frio, a fome, o cansaço após um dia de muita andança, o ambiente agradável de uma cave iluminada à luz de velas, os efeitos de um bom vinho e a boa companhia que haviam aberto meus sentidos para apreciar de tal forma uma simples sopa. Depois, como sempre faço quando gosto de algo, procurei reproduzir o que havia comido. Busquei, em um antigo livro francês de receitas que foi de minha avó (e que guardo como um tesouro), a receita original. Fiz em casa e o resultado foi bem satisfatório. Isto faz mais de 30 anos e continuo preparando-a até hoje, incorporada ao cardápio de casa. Exceto pela qualidade do pão e do queijo que foram servidos neste restaurante belga, de resto, não tem porque ser diferente, pois seu preparo é bastante simples.

Sopa de cebola à francesa

O primeiro passo é preparar um bom caldo de carne em casa. Coloque para ferver por umas 2 horas em uma panela grande: aparas de carne (pelo menos 200 gr.), 1 cenoura, 2 talos de salsão ou aipo, 1 cebola, 2 dentes de alho, um ramo de cheiro verde.

Escolha 1 cebola grande por pessoa, descasque e fatie fino (no processador sai melhor). Doure a cebola, na manteiga ou no azeite, até que fique bem moreninha.Despeje o caldo de carne e deixe cozinhar por mais 10 minutos. A proporção é de, para cada cebola, 1 colher de chá de manteiga ou azeite e ¾ de xícara de caldo de carne.

Faça 4 torradinhas de pão tipo francês ou baguette por pessoa. Rale, grosso, o queijo de sua preferência. Na hora de servir, ponha a sopa bem quente no prato e sobre a sua superfície, coloque delicadamente as torradas, de modo a não afundar. Cubra com o queijo ralado e sirva imediatamente, enquanto o queijo derrete.

Esta sopa é muito saudável e tem poucas calorias. Na versão apresentada na foto e no quadro abaixo, não tem glúten nem lactose. Confira.

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 74 da sopa+ 96 do pão e do queijo=170

Quantidade de gramas ( por pessoa) = 144

A cebola possui quercetina, um potente flavonóide, que se destaca pelo seu poder de remover os radicais livres em situações de risco de dano celular. A remoção destes radicais demonstrou-se eficiente na redução de incidência de infartos do miocárdio e derrames cerebrais em pessoas da terceira idade. A quercetina ainda exerce papel anti-inflamatório e antitumoral, auxiliando no sistema de defesa do nosso organismo.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Cebola 1 grande Fatiada fina 100 39
Caldo de carne ¾ de xicara
Azeite 1 colher de chá 4 35
Pão sem glúten 1 fatia Cortado em 4 30 66
Queijo minas padrão Lacfree 1 colher de sopa Ralado grosso 10 30

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Cuscuz

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O cuscuz é um preparado de trigo em forma de granulado grosso que contem 100% de sêmola de grano duro. Pode ser usado como uma variante de arroz ou pasta, misturado com o que for de sua preferência. O mais tradicional é o cuscuz com frango e legumes, como este que hoje apresentamos. A vantagem é que seu preparo leva apenas 5 minutos! Usando ingredientes prontos ou pré preparados, em 10 minutos você tem uma refeição completa, leve e saborosa.

Quantidade de calorias por porção (4 pessoas): 670/4= 168 calorias por pessoa

Quantidade de gramas desta salada: 573/4=143 gr. por pessoa

A farinha de sêmola tem propriedades especiais de tal forma que, incorporada a uma dieta para tratamento de colesterol elevado, diminuiu efetivamente o colesterol LDL no sangue. Possui ainda cálcio, magnésio, sódio, potássio, silício, zinco e vitaminas A, B, K, D.

As ervilhas são classificadas como leguminosas e, por isso, são grãos ricos em proteínas e fibras solúveis, que auxiliam no controle do colesterol e da glicemia. Outra propriedade é que dão sensação de saciedade, podendo comer pouco e ficar satisfeito. São ainda fonte de cobre, ferro, zinco, potássio, vitamina B1, B2, C e K.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Cuscuz 1 xícara de chá 180 203
Frango com molho 1 xícara de chá desfiado 180 290
Cenoura 1 xícara de café cubinhos 80 24
Ervilha ½ xícara de café 40 30
Milho ½ xícara de café 40 40
Cogumelo ½ xícara de café fatiado 45 13
Azeite 1 colher de sopa 8 70

 

Coloque 1 copo de água para ferver com 1 colher de chá de sal. Despeje a água fervente em uma tigela grande refratária e junte 1 colher de azeite ou óleo de milho. Adicione, aos poucos, 1 xícara de chá ou 1 copo do cuscuz e vá mexendo, mexendo, até incorporar completamente a água ao cuscuz. Tampe e deixe descansar por 5 minutos.

Aqui consideramos o uso de frango desfiado já pronto, que você pode fazer seguindo a receitas publicadas. Veja em Dica- Frango desfiado pronto para mil receitas. Encha 1 xícara de chá do frango desfiado. Se tiver sido feito sem molho, junte 1 colher de sobremesa de molho de tomate caseiro.

Rale a pele e pique a cenoura em cubinhos. Leve ao fogo com um 1 xícara de água e deixe cozinhar até ficar ao dente. Escorra e salpique ervinhas secas e sal por cima. Separe 1 xícara de café cheia. Pique em fatias o cogumelo em conserva até completar ½ xícara de café. Separe ainda ½ xícara de ervilha de lata escorrida e a mesma quantidade de milho de lata escorrido. Junte todos estes ingredientes ao cuscuz na tigela e leve ao forno micro ondas para esquentar na hora de servir.

Você pode variar o cuscuz usando outros legumes e outras carnes, como pato ou cordeiro ou ainda camarão. Outra variação é usar quinoa ao invés de cuscuz, com a vantagem, para os alérgicos, que quinoa não tem glúten.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Canjiquinha com costelinha

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Desde o ano passado não provava desta delícia. Fiz ontem para o jantar e estava simplesmente divina, tive que me segurar para não mergulhar na panela e raspar até o último caldinho. Ainda bem que chegou uma amiga e levou um bocado para a família provar. Me salvou! Comi ali pelas 7 horas só um prato de sopa raso, mas me sustentou até pra mais de meia noite. Este caldo é uma da minhas mineirices prediletas. Tem cara de fazenda do interior, sabor de lembranças da infância, das festas juninas.

Canjiquinha com costelinha

A melhor canjiquinha é a fresquinha da roça, comprada no Mercado Central, no 2o. corredor paralelo à rua Curitiba, onde também se acha todo tipo de farinhas. Também comprei lá 1 linguiça calabresa bem cheirosa e 300 gr. de costelinha de porco bem gordinha de carnes. Canjiquinha rende muito, o volume dobra, então, se for fazer para 4 pessoas, 2 xícaras de chá são suficientes.Pique o equivalente a 1 xícara de café mal cheia de cebola e outro tanto igual de bacon. Reserve.

Faça primeiro a costelinha. Tempere com sal e alho, deixe uns 15 minutos, depois frite no óleo até ficar bem corada e vá colocando água fervente pelas beiradas da panela até que a carne esteja quase cozida. Precisa sobrar 1 xícara de chá cheia de caldo. Enquanto isto, coloque a canjiquinha, com água cobrindo, em outra panela e deixe cozinhar. À parte, corte a linguiça em lâminas finas e coloque para dar uma fervura com água. Depois escorra e reserve.

Quando a canjiquinha estiver começando a ficar molinha, pegue outra panela, frite no óleo o bacon e depois a cebola e 1 colher de chá rasa de sal com alho. Frite também a linguiça. Agora, com uma escumadeira, acrescente toda a canjiquinha, retirando-a escorrida da água do cozimento e mexendo para refogá-la. Despeje a costelinha com o seu caldo nesta panela. Veja se o caldo está tampando a canjiquinha cerca de 1 dedo, se não estiver, complete com a água do cozimento ou água fervente. Deixe que acabe de cozinhar tudo junto. Prove o sal, acrescente caldo de pimenta malagueta. No final, deve ficar com caldo, mas não muito.

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Vaca atolada

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Se você ou sua família é do interior de Minas já ouviu falar na vaca atolada. Quando eu era pequena, e desde que me entendo por gente invento histórias para mim mesma para justificar tudo, ficava imaginando (juro que de verdade!) que uma pobre vaca tinha atolado no barro e ali morrido. O fazendeiro então, para não dar a situação por perdida, vende a vaca para o açougue e fica com a parte pior, a costela. Na volta para casa passa pela roça e pega uma mandioca bem boa, daquelas amarelinhas. Quando chega em casa, pra consolo da família que perdeu a vaquinha querida que dava leite para as crianças, faz um cozido com a mandioca e a costela e a família vai dormir feliz de barriga cheia. Como aqui na cidade é difícil conseguir costela de vaca, a gente faz o caldo de mandioca com carne de panela desfiada. Porém, se conseguir a tal costela, o sabor não tem comparação. Aqui vão as duas versões.

Vaca atolada da roça ou

Caldo de mandioca com carne de panela

Receita para 6 pessoas

Para a Vaca atolada você vai usar 1 kg de costela (peça para cortar) e, se for para o caldo, vai precisar de 300 gr. de carne tipo patinho, chã ou músculo. Tempere com sal e alho. Na panela de pressão, frite a costela ou a carne picada em cubos no óleo quente até corar. Junte ½ cebola ralada, frite mais, depois vá pingando água quente e deixando a água secar até a carne ficar bem corada. Deite água fervendo até cobrir a carne e ponha na pressão para cozinhar de 20 a 30 minutos ou até a carne ficar escura e desmanchando de tão cozida. Para ficar mais gostoso, coloque uma cenoura inteira e um raminho de salsinha e cebolinha para cozinhar junto e no final, retire e despreze. Tire a carne e reserve o caldo.

Enquanto isto, cozinhe os pedaços de 1 mandioca (300 gr.) em outra panela ( se tiver duas de pressão, vai mais rápido).

Estando com a costela ou a carne e a mandioca cozidas, tome uma das panelas, deite uma colher de óleo, frite ½ cebola batidinha, junte 1 colher de molho de tomate, frite a mandioca e acrescente aos poucos o caldo da carne. Se ficar muito temperado, dose com água fervendo ao invés de só o caldo. Misture, prove o tempero, acrescente sal e pimenta a gosto, se necessário.

Para a Vaca atolada, junte a costela e o prato está pronto.

Para o caldo, bata a mandioca com o caldo no liquidificador, volte para a panela e junte a carne cozida desfiada.

Na hora de servir, enfeite, se quiser, com cheiro verde picadinho.

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Suflê de alho poró

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Perto dos suflês do Taste Vin, restaurante de BH famoso por seus inigualáveis “souflets”, este suflezinho é um pobre coitado que nem merece este nome. Mas, fazer o quê ? Se o sabor e o aroma dos deliciosos suflês, que comi durante anos ficaram na memória? O jeito é me consolar com este, sem glúten e sem lactose, que posso comer à vontade.

Suflê de alho poró

Você vai precisar de 1 colher de sopa rasa de óleo (no lugar da manteiga), sal com alho, ½ xícara de chá alho poró fatiado fininho, ½ xícara de café de cebola fatiada, 3 ovos, 3 colheres de farinha mista sem glúten*, ½ xícara de leite zero lactose, noz moscada, pimenta do reino branca, 1 colher de café de fermento em pó. Separe a batedeira, uma espátula e uma travessa refratária.

Em uma panelinha, passe no óleo uma ponta de colher de café de sal com alho, a cebola e o alho poró. Assim que amolecerem, desligue e deixe esfriar. Coloque na batedeira estes ingredientes, a farinha, o leite e as gemas. Bata até obter uma massa lisa. Acrescente um tico de noz moscada e de pimenta do reino branca, se gostar. À parte, em outro recipiente, bata as claras em neve até que fiquem como uma espuma bem leve. Com uma espátula, junte as claras à mistura, bem de leve. Junte o fermento e misture, de leve, sem deixar que o volume diminua. Despeje a massa em uma travessa refratária que possa ir à mesa. Asse em forno pré-aquecido a 200 graus até que a massa suba e core por cima. Desligue, tire do forno e leve imediatamente à mesa.

* a melhor é o mix de farinha da Aminna que tem farinha de arroz, fécula de milho e de mandioca.

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Caldo de Feijão

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Tem coisa mais mineira do que caldo de feijão? Começou um friozinho, a gente já põe mais feijão pra cozinhar e logo à noitinha vem aquele cheirinho bom lá do fogão anunciando que o caldo está quase pronto! Não existe Festa Junina sem ele. Qualquer bar ou boteco que se preze serve um excelente caldo de feijão no fim da noite. A principal serventia é curar a ressaca da cachaça e também mata a fome com gosto, pro cara ir pra casa feliz e sossegado.

Caldo de feijão

O melhor feijão para o caldo é o jalo ou carioca, pois é mais macio e a casca some no cozimento. Além do feijão, vai precisar de óleo, sal com alho, cebola, bacon e cebolinha verde. Se nunca fez feijão na vida, veja primeiro a receita já publicada no blog em 28/11/2013.

Coloque o feijão de molho na água desde a véspera (cubra o feijão e deixe mais um dedo de água), para gastar menos gás e cozinhar mais rápido. Despeje o feijão e a água em que ficou de molho na panela e cozinhe na pressão. O tempo de cozimento vai depender do feijão. Deixe que os bagos cozinhem bem, mas sem arrebentar a casca. Preste atenção, pois é preciso que sobre caldo do cozimento do feijão. Se a água secou, despeje água fervente e deixe cozinhar mais, no fogo baixo, fora da pressão, para o caldo ficar encorpado.

Pique o bacon, a cebola, e a cebolinha. Em outra panela, deite um pouco de óleo e frite o bacon. Retire-o da panela com uma escumadeira, ponha para secar sobre papel absorvente e reserve. Doure o sal com alho e a cebola picadinha bem miúdo na gordura do bacon. Assim que corar, vá colocando na panela, com a ajuda da escumadeira, os bagos do feijão bem escorrido e mexendo o tempo todo com uma colher de pau. Mexa até que forme um purê. À parte, esquente o caldo do cozimento do feijão e vá despejando-o na panela aos poucos até que adquira a consistência de caldo. Se não estiver lisinho, pode bater o caldo no liquidificador para facilitar. Volte com o caldo para a panela; se ficar muito grosso, despeje mais caldo ou água fervente e continue mexendo até adquirir a consistência ideal de caldo. Se estiver ralo, deixe que o caldo seque , no fogo baixo, mexendo sempre. Agora tempere com molho de pimenta malagueta e um pouquinho de louro em pó. Verifique o sal. Se não for servir em seguida, deixe o caldo mais ralo, pois ao esfriar e esquentar de novo, engrossa bastante. Por favor, jamais coloque farinha de qualquer tipo no caldo de feijão!

Ao servir, coloque no prato, por cima do caldo, o bacon e a cebolinha verde. Há quem sirva o caldo de feijão acompanhado de linguiça de porco frita e torresmo.

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Creme de palmito

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Esta é a sopinha perfeita para quando você chega em casa à noite com fome, quer comer algo leve e que não leve mais de 10 minutos para ser feito.

 Creme de palmito

Tire do vidro de conserva 2 talos de palmito.Pique 1/2 cebola pequena. Em uma frigideira, frite uma pontinha de sal com alho batido e a cebola em 1 colher de café de manteiga ou azeite. Junte 1/2 xícara (de café) de leite* e misture. Bata no liquidificador com 1/2 xícara de café de água. Volte para uma panelinha limpa. Para aproveitar o resto que ficou no liquidificador coloque mais 1/2 xícara de água, Dê uma rodada e junte ao creme da panela. Misture, salpique noz moscada, pimenta do treino branca e sal. Misture 1/2 xícara (de café) de creme de leite*, mexa e prove o tempero. Na hora de servir, decore com cenoura cozida picadinha e um ramo de salsinha. Dá para 1 pessoa.

* para quem tem intolerância à lactose, use azeite, leite e creme de leite zero lactose.

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Creme de inhame com linguiça

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O inhame, ou cará (embora sejam um pouco diferentes), é um tubérculo comestível com o qual se pode fazer cremes, sopas, purês e bolos. Traz muitos benefícios para a saúde e ajuda no controle de peso, pois, ao ser ingerido, dá uma sensação de saciedade. Saiba mais em http://www.saude.pdw.com.br/2013/03/beneficios-do-inhame.html.

Hoje trazemos para você o creme de inhame feito com um toque mineiro. Para as noites mais frias, alimenta e é muito gostoso.

Creme de inhame com linguiça

Para 2 pessoas basta 1 inhame médio ou 2 pequenos, pois rende muito. Você vai usar ½ cebola, 1 ponta de colher de sal com alho, 1 colher de sopa de óleo, 1 palmo de linguiça de lombo fresca e temperada e ½ xícara de cheiro verde picadinho.

Descasque o inhame e pique em pedaços. Corte cebola, na medida de ¼ da quantidade de inhame. Ponha água para ferver à parte. Doure a cebola e o sal com alho no óleo, acrescente o inhame. Mexa. Assim que tiver mudado de cor e começar a secar, despeja água quente, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar até ficar macio.

Enquanto cozinha, coloque a linguiça inteira em um frigideira com pouca água e deixe que ferva. Espete a linguiça para ver se está cozida. Agora deixe a água secar ou escorra. Deite um pingo de óleo na frigideira e frite a linguiça de todos os lados. Assim que esfriar, corte-a com uma faquinha afiada ao comprido, para retirar a pele e os pedacinhos de lombo. Descarte as partes brancas, que são gordura pura. Reserve.

Desligue o fogo da panela com o inhame assim que estiver cozido, espere esfriar um pouquinho e bata no liquidificador. Volte com o creme para a panela, regule a espessura do creme, colocando mais água quente se estiver grosso ou deixando secar um pouquinho se estiver muito ralo. A consistência é de creme ralo, pois ao esfriar e depois esquentar para servir, vai engrossar. Prove o tempero; se gostar, acrescente pimenta do reino branca.

Pique a salsinha e a cebolinha verde miudinho e reserve.

Na hora de servir, coloque por cima do creme o cheiro verde e os pedacinhos da linguiça, como na foto.

Bife rolê!

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Finalizamos o cardápio de um mês inteiro, almoço e jantar para 20 dias e mais 8 pratos mais elaborados para os fins de semana. Já estamos preparando os pdfs e em breve publicaremos o cardápio da 4a. semana para fechar este ciclo. Tem também mais de 20 saladas para preceder os pratos do cardápio. Esta semana começamos com as sopas para enriquecer suas refeições. Também teremos a linha light e a seção para alérgicos e intolerantes a glúten e lactose. Um blog completo!

O único dia que repetimos uma receita foi na 4a. feira da 3a. semana, que fizemos repeteco do bife. Pois aqui vai uma variação que todo mundo adora e que é muito fácil de fazer.

Bife rolê

Compre carne para bife – filé ou miolo de alcatra são as melhores. Calcule de 150 a 200 gr. por pessoa. Tire os bifes no sentido vertical, sem atravessar o fio da carne. Veja em Dicas de como cortar carne. Bata os bifes e tempere com sal, alho, cebola batidinha e pimenta do reino a gosto. Corte uma cenoura em tiras compridas e a mesma quantidade de bacon, também em tirinhas. Pique tomate e cebola na mesma proporção. Pique também o cheiro verde para finalizar. Veja foto.

Dentro de cada bife coloque cenoura e bacon. Enrole e prenda com um palito. Deite um pouco de óleo em uma panela e deixe esquentar. Coloque água para ferver em um caneco. Quando o óleo já estiver aquecido, frite a cebola, o tomate e o que sobrar da cenoura e do bacon cortados. Junte os bifes enrolados e continue fritando até que a carne mude de cor e core.

Agora despeja água fervente, pelas beiradas, aos poucos. Não jogue sobre a carne, senão vai lavar o tempero. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar até que os bifes estejam macios. Deixe que o caldo seque até ficar um molho de boa consistência. Jogue salsinha e cebolinha verde picadinhas por cima e está pronto para servir. Fica ótimo com arroz , purê de batatas ou polenta para acompanhar.

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Caldo de baroa ou mandioquinha

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Há regiões do Brasil em que este legume que escolhemos para a nossa sopinha do jantar leva o nome de batata baroa ou simplesmente baroa. Em outras, é chamado de mandioquinha. Por muito tempo era apenas um ingrediente nutritivo de sopa de criança, mas hoje está na cozinha dos melhores chefs, no preparo de purês e cremes sofisticados. Como o purê feito só com a baroa costuma ficar liguento, gosto de misturá-la a outros ingredientes, o mais usual é a batata inglesa.

Certo dia, no hotel onde trabalhava, sendo a responsável pelo setor de gastronomia, precisei fazer um cardápio especial para um grupo de franceses. Queria fazer uma comida genuinamente brasileira, com ingredientes que ainda não conheciam, mas que, ao mesmo tempo, não fugisse do paladar ao qual estavam acostumados. Inventei então este creme. Na falta de palavra para traduzir baroa, coloquei “Crème au carotte jaune” ( creme de cenoura amarela). Fez um sucesso danado e permanece no cardápio internacional do hotel desde muitos anos.

Caldo de baroa com alho poró e cebola

O nome já diz os ingredientes. A proporção que uso é : 1/2 de baroa, 1/4 de alho poró e 1/4 de cebola. Temperos: sal com alho, pimenta do reino branca, noz moscada, cebolinha verde. Se gostar, uma pitadinha de nada de curry faz a diferença.

Deite óleo, manteiga ou azeite em uma panela e frite a cebola e o sal com alho. Junte o alho poró e a baroa. Frite bem, junte água fervente até cobrir os legumes, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar. Quando espetar o garfo na baroa e perceber que está macia, retire todo o conteúdo da panela e bata no liquidificador. Se o creme estiver muito grosso, junte um pouco de água e bata mais. Volte para a panela e tempere a gosto. Deixe ferver. O creme deve ficar com a consistência de um caldo grosso. Na hora de servir, junte creme de leite ( para a proporção de legumes que viu na foto, use 1 xícara de café) .Retire do forno antes que ferva. Sirva com cebolinha verde para colocar individualmente nos pratos. Acompanhe com torradas amanteigadas.

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Frango ao molho de cogumelos

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Sabe porque sempre temos peito de frango no almoço da segunda-feira? Praticidade. Você compra o peito de frango no supermercado já desossado e guarda no congelador. Se lembrar, tira na segunda antes de ir para o trabalho e deixa descongelando na geladeira. Se esquecer, descongela no microondas na hora que chegar, corta e tempera. Vai fazer outras coisas, depois grelha, faz um caldo gostoso e está pronto! Hoje sugerimos mais um destes molhos que se faz rapidamente com ingrediente que sempre tem na despensa. Um peito de frango com molho é muito mais gostoso, fica suculento, macio e a gente come com prazer.

Peito de frango ao molho de cogumelos

Limpe o peito de frango, passe na água fervente e depois corte na horizontal para tirar os bifes. Tempere com sal e alho e deixe pegar tempero por 15 minutos a uma hora.

Deite um fio de óleo na frigideira e grelhe os bifes até ficarem bem coradinhos. Retire e reserve. Rale 1/2 cebola pequena, coloque um pouquinho de manteiga ou azeite na mesma frigideira e doure a cebola, misturando com uma espátula para aderir toda a borra da fritura do frango. Torre, à parte, 1 colher de sobremesa rasa de farinha de trigo e depois misture na cebola, fazendo uma pasta. Despeje água fervente aos poucos até formar um caldo de boa consistência. Volte com os bifes para o caldo, acrescente os cogumelos-de-paris fatiados, misture, prove o sal, junte gotas de molho inglês e um tico de pimenta do reino e está pronto para servir.

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Frango macio e suculento

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Há certas receitas que fazemos um belo dia por mero acaso – ou com os ingredientes que achou na sua frente – e ficam tão deliciosas que se tornam prediletas. Quando é fácil de preparar então se torna perfeita! Esta só tem um defeito: como é de forno leva quase duas horas para ficar mesmo especial. Mas…qual o problema? Faça assim: tempere o frango de véspera ou na hora que for em casa almoçar e deixe na geladeira.  Quando chegar em casa ao fim da tarde é só colocar no forno. Aí você vai tomar um banho, ver Tv, cuidar da sua vida e… Oh! o frango já deve estar pronto!

Frango assado com mostarda e mel

Para 2 pessoas, compre 2 coxas. Veja se tem em casa: cebola, mostarda ( pode ser aquela amarela cremosa comum ou a tipo Dijon, que vem com os grãozinhos em uma pasta). Separe cada coxa em duas partes ( coxa e sobre-coxa) e passe na água fervente. Prepare um tempero com sal e alho, cebola batidinha e mostarda. Passe no frango e deixe no tempero por, no mínimo, meia hora. Pré- aqueça o forno a 180 graus. Vai precisar de um pedaço de papel alumínio. Pegue uma assadeira e unte o fundo com 2 fios de óleo. Coloque as coxas, tampe com o papel alumínio e leve ao forno por uma hora e meia a duas. Mantenha um caneco com água quente no fogão, pois caso notar que o frango está secando, não deixe! Pingue água quente. Se for fazer outras coisas, já ponha um pouco de água na assadeira assim que a carne mudar de cor. Quando o frango estiver corado e macio ( espete o garfão para verificar) , retire do forno. Esquente o mel no microondas para que ele fique bem líquido e misture com um pouco de mostarda – aí é melhor você misturar a mostarda Dijon. Espalhe a mistura sobre o frango, vire as peças do lado contrário ao que estava e volte para o forno, sem o papel alumínio, para terminar de corar.

Se quiser fazer um prato único, coloque na assadeira um ou dois destes ingredientes: batata crua cortada em quatro, cebola cortada em quatro ou cebola baby inteira ou tomate maduro cortado em quatro ( sendo que o tomate e a cebola você vai colocar só na última meia hora de cozimento e a batata desde o princípio).

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Bife à parmegiana

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No Brasil, instituiu-se que “parmegiana” significa algum alimento que foi empanado, ou seja, passado no ovo e depois na farinha de pão ou de trigo torrada. Esta receita era feita em minha casa desde quando eu era menina e a maior parte de vocês deve conhecê-la.

No hotel onde trabalhei por 9 anos, fui, entre outras funções, Gerente de Alimentos e Bebidas, ou seja, a chefe do Chef, entre 2002 e 2011. Quando comecei nesta função eu já cozinhava quase de tudo, mas dentro do que se pode chamar de comida caseira – exatamente a que estamos passando as receitas para vocês desde que o blog começou, com algumas exceções. Desde que me iniciei nesta função, precisei ser autodidata porque não tinha tempo para fazer um curso especial de culinária para restaurante, se é que existe um. Então comprei muitos livros, nacionais e importados, e me dispus a estudar e experimentar e adaptar o que achava bom. A consequencia foi que montei um cardápio bem sofisticado para servir aos hóspedes, tanto nos eventos em que se serviam coquetéis e jantares, quanto no cardápio à la carte e até no buffet, que chegou a servir uma média de 200 pessoas por dia no almoço. Os cardápios precisavam ser mudados a cada seis meses e, passados alguns anos, eu não tinha mais o que inventar. Pois um dia resolvi começar a fazer as receitas caseiras da minha infância e coloquei este bife à parmegiana no cardápio do buffet. O Chef ( bem metido) ficou indignado como eu poderia colocar uma comida tão caseira no cardápio! Pois foi o maior sucesso! A ponto de clientes habituais sempre perguntarem que dia teria de novo aquele bife tão gostoso. Tornou-se então um dos pratos preferidos dos nossos clientes homens ( não sei porquê).

Bife à parmegiana

Para 2 pessoas considere 300 a 400 gr. de carne para bife ( filé ou miolo de alcatra), separe 4 fatias de presunto e 4 de queijo muçarela, 3/4 de xícara de molho de tomate e 1/2 xícara de farinha de pão torrado e 1 ovo. Corte os bifes com 1 cm. de espessura e bata-os ligeiramente. Tempere com sal e alho e deixe por 15 minutos.

Quebre um ovo, misture a clara com a gema, passe os bifes rapidamente no ovo e depois na farinha. Aqueça a frigideira e passe os bifes de um lado e outro, sem esfregar até que corem. Tome uma travessa refratária, passe um pouco de molho no fundo e assente os filés empanados. Cubra com outra camada de molho de tomates. Distribua as fatias de presento e depois da muçarela. Espalhe por cima a terceira camada de molho.

Pré-aqueça o forno a 180 graus e leve ao forno a conta do queijo derreter. Sirva, individualmente, sobre uma camada de arroz misturado com molho de tomate ou de purê de batata.

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Lentilha o ano todo

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Para muitos, a lentilha remete ao Reveillón que, segundo a tradição nos traz boa sorte para o Ano Novo. Mas a lentilha pode e deve ser comida o ano todo, trazendo variedade ao nosso cardápio, além de vitaminas, mineirais e fibras (veja mais informações nutricionais no final do texto). Da mesma maneira como aqui no Brasil a base da refeição é o arroz e o feijão, no Oriente Médio a lentilha é o coringa na mesa. Um alimento barato e popular que, mais ainda do que o nosso feijão, pode ser preparada de mil e uma maneiras, uma para cada noite. Insha’Allah! (em árabe, significa ‘se Deus quiser’)

Então apresentamos a:

Lentilha ao pesto de hortelã com cebolas caramelizadas

Para 1/2 quilo de lentilhas (rende muitas porções) você vai precisar de uma cebola, um molho de hortelã, 1/2 xícara de chá de castanha de caju triturada ou pinoli, 1/2 xícara de chá de azeite, 100 gr de queijo pecorino ralado, 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1/2 xícara de café de vinho tinto e uma pitada de molho shoyo.

Separe: uma panela grande, uma colher grande, um pilão.

Comece cozinhando as lentilhas por cerca de 20 a 30 minutos ou até que estejam ‘al dente’. Para cada medida de lentilha, use o triplo de medida de água. Quando estiver cozida, desligue, escorra e reserve.

Agora vamos ao preparo do pesto. Usando um pilão de madeira ou de pedra amasse as folhas de hortelã junto ao azeite até que forme uma pasta. Acrescente as castanhas e bata mais. Por último, coloque o queijo, a gosto, e misture bem. Reserve.

Corte a cebola em fatias médias. Jogue um fio de azeite na panela e em seguida a cebola. Quando já estiver  macia e amarelada, afaste-as para as bordas da panela e coloque cerca de 2 colheres bem cheias de sopa de açúcar cristal no centro. Deixe que o açúcar fique marrom e comece a caramelizar e então misture tudo rapidamente. Despeje o vinho e espere que o álcool evapore (você vai sentir o cheiro do álcool evaporando). Tempere com molho shoyo, que já contém sal. Quando as cebolas já estiverem coradas, macias e saborosas, acrescente as lentilhas e misture tudo por 5 minutos. Desligue.

Na hora de servir, junte o pesto.

Segundo nossa nutricionista de plantão Letícia Menicucci, a lentilha tem as seguintes características:

– Fonte de vitaminas e minerais fundamentais para a saúde do organismo: ácido fólico, B6, magnésio, ferro e triptofano (aminoácido essencial).
– Rica em fibras solúveis que diminuem a absorção do colesterol dos alimentos;
– Contém carboidratos complexos que ajudam na diminuição do açúcar no sangue
– Baixa concentração de gordura, quase toda insaturada.
As vantagens da lentilha sobre o feijão são:
– Menos calórica;
– Possui maior quantidade de fibras;
– Possui maior quantidade de ferro.

 

Estamos preparando uma edição especial em parceria com nossa nutricionista, aguardem!

Chucrute à moda húngara

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A maneira de se fazer o chucrute aqui na Hungria é bem diferente da moda alemã. Parece ( ou será igual?) com o charuto da culinária árabe. Os húngaros são os únicos povos da Europa Central com etnia diferente da germânica e da eslava. São descendentes de povos nômades da Ásia, talvez venha daí parte de suas tradições culinárias. Minha nova amiga Timea, nascida e criada em Budapeste, foi quem me explicou como fazer o chucrute, que é, depois do goulash, uma das receitas mais populares e apreciadas por aqui. Vou passar para vocês a receita dela, porém vou fazer em casa logo que voltar. Se necessário for, retorno e dou mais uns toques.

Chucrute à moda húngara

A receita é feita com arroz, carne, repolho, sal, páprica e pimenta do reino. Calcule 2 a 3, digamos, trouxinhas, para cada pessoa e para cada uma considere 1 folha grande de repolho , uma colher de sobremesa de arroz cru e a mesma quantidade de carne moída, também crua. O arroz é misturado com a carne e temperado com uma pitadinha de sal, outra de páprica e outra de pimenta do reino preta. Amassando com as mãos, faça um bolinho com estes ingredientes e coloque-o no centro da folha de repolho, também crua. Enrole com firmeza e depois dobre as laterais para dentro, apertando e moldando a trouxinha. Agora corte o restante do repolho em tiras finas, como se corta couve. Corte também cebolas brancas em fatias, pique e reserve a cebolinha verde.

A maneira certa é colocar as trouxinhas, com o repolho e a cebola picados por cima, acrescentando um pouco de água, a conta de cobri-las, em uma panela grande, de preferência de barro, como é o tradicional na Hungria, e deixar que cozinhe por 2 horas, pingando água quente, sempre que necessário, até que as trouxinhas fiquem macias e cozidas. No final, salpique mais um pouco da cebola branca fatiada e, por último, a cebolinha verde. Por minha conta, se você não tiver paciência de ficar tomando conta de panela por 2 longas horas, experimente cozinhar no forno.

Como o recheio fica avermelhado, perguntei se a receita levava molho de tomate. Originalmente não leva, a cor ferrugem é devido à páprica.

 

Torta Pasqualina

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Quem já foi à Italia ou mesmo à restaurantes italianos já percebeu que eles gostam de comer em várias etapas. Cada coisa tem a sua hora de vir. Nós brasileiros que gostamos de comer tudo ao mesmo tempo ficamos loucos ao ver esses cardápios com tudo muito bem dividido: Antipasti, Primo Piatto, Secondo Piatto, Contorni….. e por aí vai (em português Antepasto, Primeiro Prato, Segundo Prato, Acompanhamentos). Nessa, passam horas e horas na mesa sem a menor culpa ou pressa. As refeições são mais extensas e completas nos finais de semana ou quando se vai à um restaurante chique em ocasiões especiais. Mas no dia-a-dia em família não deixam de ter pelo menos duas etapas, nem que a primeira seja risotto e a segunda seja apenas presunto! Normalmente é assim: os antepastos variam conforme a estação sendo alguns clássicos o salame, o presunto e os legumes bem preparados. De primeiro prato temos sempre arroz (os risottos), gnocchi, pastas. Na segunda etapa vem as carnes acompanhadas de legumes e salada. O pão acompanha desde o antepasto, com uma pausa para as massas, ficando ali em cima da toalha de mesa, compartilhado por todos, sem prato, esfarelando tudo. Já se imaginou com 10 kg a mais nessa rotina? Pois os italianos cuidam de balancear tudo muito bem. O segredo é não exagerar nas quantidades, comendo um pouquinho de cada. Ah, e não vamos esquecer que depois de tudo isso ainda tem o doce e o café, que é bem curto e bem forte, pra arrematar de jeito. Outra mania interessante dos italianos, que não os deixam engordar é o tal do “due passi”. A expressão, que significa “dois passos”, quer dizer, literalmente, ir dar um passeio, dois passinhos só pra ajudar na digestão.

Pois vamos à receita de hoje que roubei de uma mamma bem tradicional. É uma torta de legumes, servida como Antepasto e normalmente preparada na Páscoa. Bem colorida, ela celebra a chegada da primavera no hemisfério norte e é tradicionalmente feita para levar ao Picnic, podendo ser comida fria.

Torta Pasqualina da Mamma

Esta versão foi ligeiramente alterada por mim, você também pode usar os legumes que quiser. Vai precisar de: um rolo de massa folhada (não vamos usá-lo inteiro), 250gr de queijo ricota, 2 ovos. Os legumes que usei foram: espinafre, brócolis, abobrinha, berinjela, pimentões vermelho e amarelo e tomatinhos cereja.

 

 

Antes de tudo você vai precisar de pré-preparar alguns legumes. Corte os pimentões pela metade, retire as sementes e coloque em uma travessa untada com azeite. Joque mais um pouco por cima e leve ao forno por cerca de 20 minutos ou até que a pele comece a enrugar. Retire do forno e, depois de frios, retire a pele com os dedos delicadamente. Sem a pele, os pimentões ficam mais doces e macios. Cozinhe os brócolis em água quente com sal até ficarem macios. Refogue o espinafre com um fio de azeite até que amoleçam. Quanto à abobrinha e à berinjela, tempere com sal e grelhe, regando um pouco de azeite ao terminar.

Agora vamos à montagem. Coloque a massa folhada sobre a forma untada, ajeitando no fundo e nas bordas e corte o excesso nas bordas. Atenção, deixe um pouco de folga pois ela irá diminuir no forno. A dica da Mamma é: para que a massa não estufe no forno, com a subida do ar quente, faça furinhos com garfos e espalhe bagos de feijão, para fazer peso. Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 5 minutos apenas. Enquanto isso, bata a ricota com os ovos, fazendo um creme.

 

Retire os bagos de feijão e guarde para as próximas tortas. Coloque primeiro o espinafre, depois o brócolis. Despeje o creme de ricota e, por cima, enfeite com os outros legumes. Corte os tomatinhos ao meio e distribua-os com os demais legumes. Faça um desenho bem bonito e leve ao forno por cerca de 20 minutos a 180 graus. Sirva quente ou fria que também é uma delícia!

Essa foi a versão da Mamma:

IMG_20130727_200817.194Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

 

Tagliatelle com brócolis

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Aqui quem vos escreve é a bloqueira-filha, pois a blogueira-mãe cansou da nossa cozinha e saiu viajando por aí.  Logo logo ela deve dar notícias por aqui. Sabe aquela história de que quando os gatos saem os ratos fazem a festa. Pois é isto que faremos por aqui, sem a nossa supervisora.

Então vamos lá:

Tem dias que dá vontade de cuidar da gente e isto para nós significa, dentre outros, fazer a própria comida. Ter um jantarzinho pronto nos esperando na cozinha é um conforto indiscutível, mas preparar o próprio alimento também tem seu gostinho especial, como de quem toma as rédeas do próprio destino. Mas como esta vontade vem quase sempre sem nenhum planejamento e às vezes também com uma pontinha de preguiça, vamos à um prato bem simples, daqueles feitos com o que achamos na geladeira. Foi o que me ocorreu neste dia:

Tagliatelle ao brócolis e funghi

Você vai precisar de uma panela grande (ou aquela de pastas, com furinhos) um escorredor, uma frigideira grande, uma colher grande, uma faca pequena.

 

Separe os ingredientes: tagliatelle para um (dois a três rolos), brócolis, cogumelos frescos, azeite de oliva.

Coloque a água para ferver e, cozinhe o tagliatelle como de costume. Se o brócolis já estiver cozido, beleza. Se não, coloque em uma panela com um pouco de sal e água até cobrí-los e espere que fiquem macios.

Lave bem os cogumelos e corte-os em fatias finas ou como preferir. Jogue um fio de azeite na frigideira e despeje o cogumelo. Mexa-os com cuidado até que fiquem macios e escuros, soltando um pouco de água. Quando a água dos cogumelos começar a secar, acrescente os brócolis já cozidos e macios e mexa mais um pouco, de maneira que todos os sabores se misturem. Tempere com um pouco de sal e pimenta do reino a gosto. Se a pasta ainda não estiver pronta, desligue. Se você acertou no tempo, escorra a pasta e despeje-a sobre a frigideira, misturando tudo com muito cuidado para que os fios da pasta não se quebrem. Está pronto!

Aproveite e celebre com uma taça de vinho branco.

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Goulash húngaro

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No fundo, a culinária de diferentes países cada vez se torna mais semelhante, por uma razão óbvia- comemos carnes de animais que domesticamos, verduras, legumes e frutas que variam conforme o solo e o clima mas que hoje encontramos em locais muito distantes de sua origem, inclusive à nossa disposição no supermercado da esquina. O melhor exemplo que lembro é o da batata, originária do Peru, mas que até o final do século 18 era pouco conhecida e consumida no resto do mundo. Esta receita, de nome e origem húngara, é uma carne cozida em molho de tomate e pimentão. Fica deliciosa se feita como deve ser – com os ingredientes certos e com tempo e paciência para deixar a carne bem cozida.

Goulash

Para 2 pessoas compre 300 a 400 gr. de carne para cozinhar, que pode ser patinho, chã ou miolo de alcatra. Limpe e corte em cubos de 3×3 cm. Para temperá-la vai precisar de sal com alho, cebola batidinha e páprica. Este último é o tempero que dá sabor ao prato, pode usar ½ colherinha de café rasa para esta quantidade de carne. Se tiver vinho tinto aberto, pode por também. Misture o tempero (1 colher de café cheia é suficiente) e passe na carne. Reserve por ½ hora.

É importante ter 1 litro de caldo de carne já pronto, se não tiver, prepare-o com as aparas de carne.

Corte 1 tomate maduro sem as sementes em cubos, 1 cebola branca em quatro e ½ pimentão vermelho em tiras largas de 3×2 cm, de modo a obter ½ xícara de chá de cada. Separe um raminho de salsinha e 2 talos de cebolinha verde.

Para cozinhar mais rápido, use a panela de pressão. Na própria panela, bem aquecida, doure bem a carne em um pouco de óleo até que fique preta. Isto mesmo, preta. Acrescente o caldo de carne de modo que cubra a carne completamente. Coloque na pressão e deixe cozinhar até ficar macia. O tempo de cozimento vai depender do fogão e o tipo de carne, mas pode considerar em torno de 40 minutos a uma hora. Estando a carne já macia, coloque a cebola, o tomate, o pimentão e o cheiro verde. Agora deixe cozinhar fora da pressão, até que a carne fique desmanchando de tão macia. Não deixe que o caldo seque, vá pingando água quente até que fique pronto. Deixe com bastante caldo, como se fosse uma sopa de carne. Prove o sal e acrescente pimenta do reino, se gostar. Tradicionalmente é acompanhado por pão tipo francês.

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Salpicão de frango

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Tem comida com gosto de infância, outras com sabor de adolescência, outras nos lembram pessoas, situações, viagens. Sim, elas fazem parte de nossa memória de vida, contam nossa história. Pense…o que gostava de comer quando era criança? Qual o primeiro prato que preparou? Lembra um que deu errado e que você jurou que não dava para o negócio de cozinhar? E aquele que por acaso ficou ótimo e todo mundo adorou? Pois este salpicão me lembra quando comecei, ainda criança, a ajudar minha mãe a preparar o almoço de domingo. Era o prato da moda! Com o frango e a batata já prontos eu fui capaz de preparar um dos primeiros pratos de que me lembro fazendo!

Salpicão de frango

Vamos ao preparo para 4 pessoas. Aproveite o frango já pronto, de preferência refogado ou assado, pois são as maneiras de preparo que fica mais saboroso. Desfie 1 ou 2 pedaços de frango. Faça a batata palha, usando 2 batatas pequenas. Vai precisar de ½ cenoura, 1/3 de lata de milho, 1 maçã pequena, salsinha, cebolinha, sal e maionese. Despele e rale a cenoura bem fina. Escorra o milho da lata. Corte a maçã em cubinhos. Pique cebolinha verde e salsinha. Agora misture 1 xícara de cada: frango e batata palha. Misture ½ xícara de cada: cenoura, maçã e milho. Misture 1 colher se sopa de cheiro verde e 1 a 2 colheres de maionese – misture aos poucos, a conta de ligar todos os ingredientes. Prove o sal. Sirva como prato frio, acompanhando salada de folhas.

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Escalope de filé

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Ao corte de filé médio, ideal para preparar e servir com molhos, dá-se o nome de escalope. Veja em Rosbife para todos os gostos e em Dicas- Preparo e cortes de filé mignon como cortar o filé para escalope. Você pode prepará-lo com vários molhos. Um campeão é o clássico molho francês feito com vinho e cogumelos. Não há quem não goste.

Filé ao molho de cogumelos

Além do filé (calcule de 150 a 200 gr. por pessoa) você vai precisar de ½ cebola e 1 xícara de café de cogumelos-de-paris fatiados.

Corte o filé em escalopes, normalmente se serve 3 escalopes por pessoa. Vamos ao preparo para 2 pessoas:

Tempero – 1 colher de sobremesa rasa de sal com alho triturado e uma pitada de pimenta do reino, dissolvidos em 1 xícara de café de vinho e água. Passe o tempero nos filés de um a um e deixe-os juntos no tempero por 15 minutos a ½ hora.

Cocção – Escolha uma panela grande para preparar a carne. Coloque água para ferver à parte. Despeje uma colher de óleo na panela colocada no fogo forte e deixe esquentar bem. Frite os bifes, já escorridos do tempero. Passe-os de um lado primeiro e depois do outro. Atenção: nunca esfregue-os na panela pois ficarão secos e sem sabor. Se gostar de carne mal passada, retire-os da panela assim que mudarem de cor. Se gostar de carne bem passada, deixe que fiquem bem morenos e depois vá pingando água quente, pelas beiradas da panela, até que os escalopes fiquem bem macios.

Molho – Retire os  escalopes da panela antes que a borra do fundo fique preta. Acrescente 1 colher cheia de manteiga ou azeite. Junte 1 colher de sobremesa de cebola ralada e deixe que comece a fritar. Agora acrescente uma colher de chá de farinha de trigo já torrada, espalhe e misture bem com a espátula até obter uma massa bem lisa. Obs.: Se quiser um molho ao vinho, acrescente ½ xícara de café de vinho tinto ou tipo madeira, deixe que o álcool evapore e então coloque água quente, aos poucos, até obter a quantidade suficiente de molho para regar a carne. Se não quiser usar vinho, coloque só água quente. Prove o caldo e acrescente sal e pimenta à gosto. Assim que o caldo estiver pronto, liso e de boa consistência, acrescente os cogumelos fatiados e deixe ferver por 5 minutos em fogo baixo. Seu molho está pronto para servir sobre a carne.

Sugestão: faça bonito servindo o  Escalope ao molho de cogumelos sobre a tortilha de batatas

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Frango assado bem original

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Esta é mais uma receita de frango assado que, como você já experimentou, dá muito menos trabalho, pois fica lá no forno cozinhando e você ganha tempo para fazer outras coisas. Porém, se não tiver um molho, fica ressecado. Pois não é que inventamos um molho e acompanhamento juntos, também feitos no forno? Muito prático!

Para assar, prefiro usar coxa e sobrecoxa, pois a carne é mais saborosa que a do peito, por estar perto do osso. Se for usar peito, deixe com o osso e corte em 3 ou 4 partes.

Frango assado  com batatas e cebolinhas baby

São duas preparações feitas em assadeiras diferentes, que você junta no final. Frango para 2 pessoas: 2 coxas (vem com a coxa e a sobrecoxa, que devem ser separadas), sal, alho, pimenta do reino moída, molho inglês.

Lave o frango e deixe de molho na água fervente por 5 minutos. Escorra e tempere. Deixe no tempero por 15 minutos, se estiver com tempo. Passe óleo no fundo de uma assadeira, coloque as partes do frango picadas e cubra com papel alumínio. Leva ao forno preaquecido a 280 graus  por 30 minutos. Quando fincar o garfo e a carne estiver macia, tire o papel alumínio e deixe corar.

Para as batatinhas e cebolinhas: separe as pequenininhas. Tire as cascas. Coloque-as em uma assadeira  de borda alta. Despeje 200 ml de Coca-cola  e uma colher de sobremesa de molho de soja. Salpique sal grosso, se tiver em casa. Misture tudo e coloque para assar com papel alumínio aproveitando o forno.

Quando as batatinhas estiverem macias, retire do forno. Assim que o frango estiver pronto, despeje as batatas, as cebolas e o resto do caldo sobre o frango e sirva.

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