Damasco com gorgonzola

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Há paladares que se combinam maravilhosamente bem. Um trio perfeito: espumante bem gelado e damasco recheado com gorgonzola.

Ingredientes: 200 gr. de damasco, 150 gr. de queijo gorgonzola, leite, amido de milho, creme de leite (mantenha sempre uma caixinha na geladeira para o creme ter uma consistência firme quando for acrescentá-lo às receitas). Opcional: gergelim preto.

Escolha damascos claros e macios. Parta-os ao meio sem separar as duas metades, como se corta pão para sanduiche. Reserve.

Para a pasta de gorgonzola: amasse o queijo na temperatura natural com um garfinho. Leve-o ao fogo brando já misturado com ½ xícara de café de leite. Continue juntando leite aos pouquinhos, até formar um creme ralo (como sopa) e homogêneo. Misture 1 colher de chá de amido de milho (maizena) com ½ xícara de café de água fria e acrescente ao creme, mexendo sem parar com uma colher de pau até adquirir uma consistência de purê. Junte o creme de leite gelado na proporção de metade do creme de gorgonzola. Não deixe ferver. Prove o sal; acrescente, se quiser, uma pitadinha de pimenta do reino branca e outra de noz moscada. O ponto final da pasta deve ser firme o suficiente para recheio. Coloque a pasta na geladeira com 2 horas de antecedência. Perto da hora de servir, recheie os damascos.

Enfeite com gergelim preto torrado ligeiramente em uma frigideira.

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Lasagna de carne com molho bechamel

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Agora que já aprendeu a fazer pasta caseira para lasagna, como primeira receita experimente esta lasagna tradicional de carne e molho bechamel.

Faça um molho de carne moída, veja aqui como fazê-lo.

Para o molho bechamel, faça um molho branco ( clique para ver detalhes) fritando cebola batidinha e sal com alho na manteiga ou azeite. Assim que dourar, junte farinha de trigo já torrada à parte. Acrescente leite aos poucos até desmanchar a farinha e obter um molho liso e de boa consistência. Verifique o sal e adicione uma pitada de noz moscada. Se não ficar liso, pode bater no liquidificador ou passar na peneira. Chama-se molho bechamel quando se junta gemas de ovos ao molho branco. Para tal, espere o molho esfriar um pouco e misture a gema sem pele, na proporção de 1 gema para cada xícara de chá de molho. Misture bem e leve ao fogo até começar a ferver.

Montagem: Forre o fundo da travessa com um pouco do caldo do molho. Comece com uma camada de massa, sendo que uma lâmina não deve sobrepor-se à outra. É preciso um bom planejamento das peças, como um quebra-cabeças. Guarde as mais bonitas para a última camada e, se for preciso, corte os pedaços. Em seguida à primeira camada de pasta, coloque uma camada de molho de carne, depois uma camada do molho bechamel. Repita até encher a travessa, terminando com o molho bechamel. Finalize com uma camada de queijo ralado e, por ultimo, pulverize farinha de rosca bem fina e leve ao forno até formar uma cobertura crocante e dourada.

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Pasta caseira – Lasagna

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Coragem, você é capaz! Não se impressione achando que fazer uma pasta em casa é coisa de italiano e especialista, pois você pode fazê-la perfeitamente bem. Só tem um problema: é tão divertido e relaxante que vai ficar viciado! Tem outro porém: vai ter de ficar zen o tempo todo, claro, é para divertir e não para se estressar. O tempo de preparo é em torno de duas horas e meia. Colocar uma boa música de fundo e um cálice de vinho do lado torna tudo mais prazeroso. Outra ajuda boa é ter uma maquininha para abrir a pasta – a não ser que queira aproveitar para fazer musculação nos braços. Juro, é um excelente exercício. Não pense no trabalho que vai dar, concentre-se na recompensa pois hoje vai comer muito bem! Agora, mãos à obra. Siga as etapas pelas fotos.

Pasta caseira – corte para lasagna

A medida padrão é: para cada ovo,100 gr. de farinha de trigo. Para um pirex grande de uma receita pronta, que dá para 12 a 15 pessoas, vamos usar: 6 ovos e 600 gr. de farinha de trigo, mais 2 colheres de sopa de azeite e 2 colheres de chá de sal.

 

Limpe a superfície da bancada e coloque  a farinha de trigo pesada – 600 gr. Faça um monte como se fosse um vulcão e coloque os 6 ovos inteiros dentro da cavidade central. Com um garfo, bata ligeiramente os ovos, incorporando as gemas às claras, com cuidado para não romper as laterais do “vulcão”. Neste ponto, acrescente o azeite e o sal. Misture. Continue batendo com o garfo e aos poucos, com a outra mão, traga um pouco dessa farinha para o centro, misturando-a com os ovos, até formar uma massa homogênea. Quando a massa começar a tomar forma, largue o garfo e coloque as mãos na massa, literalmente. Faça uma bola com a massa e deixe-a descansando por cerca de uma hora, coberta com um pano.

Se tiver uma máquina de preparar massa, molde a massa em formato de bisnaga, com uma espessura que preencha a palma da mão. Com uma faca grande e afiada, corte-a, sobre a bancada, em pedaços de dois dedos de largura, como quem parte um pão. Deite cada pedaço e achate-os com a palma da mão, preparando-os para passar no cilindro. Se a massa não estiver seca, polvilhe-a com farinha de trigo antes de passá-la no cilindro. Isto é muito importante, pois se a massa estiver úmida, vai grudar na máquina e danificá-la. Agora chame um assistente, pois esta parte requer quatro mãos – duas para controlar a máquina e duas para controlar a massa. Comece pela medida mais larga da máquina. Insira a massa na parte de cima e recolha a massa espichada por baixo, com cuidado para mantê-la esticada. Para obter uma massa mais homogênea, dobre-a em três partes, no sentido do comprimento e passe-a novamente na mesma medida de cilindro, por três vezes. Atenção: a massa a ser inserida não deve ser mais larga do que a máquina, sobrando de um a dois dedos de cada lado. Prossiga diminuindo a espessura, repassando a massa uma vez em cada número, até obter uma massa fina e bem comprida. Reserve uma superfície grande e seca, polvilhada com farinha de trigo para descansar a massa. Ao repousá-la, polvilhe também um pouco de farinha por cima. Repita o mesmo procedimento com todos os pedaços. Ao terminar, recorte as fatias nas laterais, para um melhor acabamento. Observe a travessa em que vai montar e tente recortar suas grandes lâminas em pedaços que se encaixem na mesma.

Se não tiver a máquina, abra a massa com o bom e antigo rolo de massa, sempre com o cuidado de polvilhar a bancada e também o rolo sempre que necessário. Neste caso, o objetivo é obter lâminas de massa aproximadamente da mesma espessura. Corte em retângulos ou quadrados que se encaixem na sua travessa.

Para cozinhar as lâminas da massa: ponha água para esquentar em uma panela grande. Quando a água ferver, coloque 4 lâminas de cada vez e deixe por cerca de 3 minutos ou até que fiquem esbranquiçadas e se partam com o garfo. Durante o cozimento, mexa com um garfão para não agarrarem umas nas outras. Quando estiverem ao dente (oferecendo ligeira resistência ao corte), retire-as separadamente usando o garfão e disponha-as abertas sobre um pano de prato. Esta é a parte mais difícil: é importante abrí-las por completo, mesmo muito quentes, usando a ponta dos dedos, de pouco em pouco. Agora sua massa está pronta e você poderá usá-la imediatamente, tal como usa as compradas prontas.

Se, por acaso, achar que tem mais massa do que vai precisar, separe-as antes do cozimento, embrulhe bem com plástico filme e guarde por até três dias em ambiente seco ou até uma semana na geladeira.

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Pudim Brigadeiro

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Este pudim é um aperfeiçoamento do brigadeiro, como se isto fosse possível!

Quem sabe fazer brigadeiro? Todo brasileiro acima de 5 anos de idade. Quem sabe a história de como surgiu o brigadeiro? Pois vou contar. No sul do Brasil existia um docinho feito com açúcar, leite, manteiga e chocolate que tinha o nome de negrinho. Em 1946, no Rio de Janeiro, uma turma de senhoras dos correligionários da campanha para presidente do Brigadeiro Eduardo Gomes, começou a fazer estes docinhos para vender nos comícios, a fim de arrecadar fundos para a campanha. Estas reuniões da UDN eram muito populares e as pessoas compravam o tal docinho do brigadeiro. Fez sucesso! Daí veio o nome. Em nossa casa, há muitos anos fazemos este pudim e não tenho a menor ideia de onde veio a receita.

Pudim Brigadeiro

Você vai usar: 2 latas ou caixas (790 gr.) de leite condensado, 1 xícara de chá de leite, 6 gemas, 3 colheres de sopa de chocolate em pó (aquele dos fradinhos, da Nestlé), 1 colher de sopa de mel e a mesma medida de manteiga. Para a cobertura vai precisar de um saquinho de chocolate granulado.

Primeiro pré aqueça o forno a 200 graus.

Bata as gemas – sem pele – no liquidificador (para tirar o cheiro de ovo) e em seguida acrescente o leite. Junte, aos poucos, os outros ingredientes. Se for usar outro chocolate que não o indicado, gradue a quantidade de chocolate pela cor do creme – deve obter uma cor média de chocolate.

Unte a forma de pudim (tamanho 28) com uma fina camada de óleo. Despeje o creme batido, de modo a sobrar um centímetro para completar a altura da forma. Tome uma forma alta e coloque água quente dentro, já dentro do forno para não se queimar! Coloque dentro desta a forma de pudim – é o que se chama de cozimento à banho maria. Leve ao forno a 200 graus para cozinhar por cerca de 45 minutos ou até verificar que o pudim corou por cima. Espete um palito, se este sair limpo, o pudim está assado. Leve-o à geladeira dentro da forma que assou por, no mínimo, 6 horas – de preferência faça o pudim de véspera.

Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo, para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Dê uma ligeira sacudida e puxe a forma para cima devagar. Salpique o chocolate granulado com a ponta dos dedos para que fique distribuído por igual por toda a superfície do pudim. Hum… verá como é delicioso!

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Risotto negro de cogumelos

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Risotto é sempre uma carta na manga ou um ás na mão – expressões idiomáticas correntes no velho jargão de jogadores e que se tornaram ditos populares – pois é de preparo fácil e rápido e tanto serve como prato único, como primeiro prato (à moda italiana) ou até acompanhando carnes (à moda brasileira).

Há regrinhas básicas importantes, sendo a fundamental usar-se um bom caldo para ir cozinhando o arroz (sem lavar!) devagar, em fogo baixo e mexendo sempre com uma colher de pau ou espátula, sem nunca deixar o caldo secar completamente e sem tampar a panela. Outra é nunca usar creme de leite e usar queijo tipo pecorino ou parmesão, se quiser, apenas na finalização.

Risotto negro de cogumelos ao vinho

Na receita de hoje vamos variar usando dois tipos de arroz – o tradicional para risottos, que pode ser o arbóreo ou carnaroli, e o arroz negro. Escolhemos um bom caldo de pato (guardamos da receita do pato) e um vinho tinto, cebola roxa ao invés de branca e ainda o cogumelo Portobello (pode fazer a mesma receita com cogumelo-de-paris, cogumelo seco ou uma mistura deles).

Para 6 pessoas separe: 1 xícara de arroz branco e outra de arroz negro, 1 cebola roxa e 3 ou 4 cogumelos – estes dois ingredientes devem ser usados na mesma quantidade. Ainda vai precisar de ½ xícara de vinho tinto, 4 xícaras ou mais de caldo (de legumes, carne, frango ou pato – aqui escolhemos o último), 4 colheres de azeite e 1 colher de chá cheia de sal com alho.

Antes de começar o risoto, prepare o caldo (se não tiver um caldo pronto, coloque água para ferver com cenoura, aipo, alho poró, cebola, alho, ervas ou os restos de legumes e até mesmo de uma carne qualquer que tiver em casa junto com os legumes). O caldo deve dar em torno de 1 litro (4 xícaras de chá) e estar ralo, como se fosse uma água com sabor. Nunca ponha sal nem temperos no caldo.

Corte a cebola e o cogumelo como mostra a foto.

Em uma panela de tamanho médio, no fogo alto, deite a metade do azeite e frite a cebola e o sal com alho. Assim que o alho fritar, junte o arroz negro. Mexa bem até que fique soltinho. Abaixe o fogo. Junte um pouco do caldo, até um pouco acima do nível do arroz, e deixe cozinhar por 10 minutos (depende do arroz estar novo ou não), sempre mexendo com uma colher de pau para não agarrar no fundo.

Assim que o caldo quase secar, afaste o arroz negro para as beiradas da panela, derrame a outra metade do azeite ao centro, misture o arroz branco e o cogumelo. Frite tudo junto até que o cogumelo comece a amaciar. Coloque mais caldo, até o nível do arroz, e continue mexendo. Deixe que este caldo seque até ver que está no nível da metade do arroz. Despeje então o vinho e deixe que o cheiro de álcool evapore.

Continue acrescentando o caldo aos poucos e mexendo sempre até verificar que o arroz está ao dente, ou seja, ainda ligeiramente duro. antes que o último caldo seque, prove o sal. Então deixe o caldo secar, vigiando para o arroz não agarrar no fundo da panela.

Como este risoto já fica bem encorpado, acrescente queijo ralado apenas quando já estiver servido no prato individual, se a pessoa desejar.

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Almoço mineiro em Tiradentes

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No último final de semana fomos à cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, para a inauguração do Museu de Sant’Ana. É mais um presente que Minas ganha do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, criado e presidido por sua dinâmica e dedicada filha Ângela Gutierrez. Em 1998, Ouro Preto ganhou o Museu do Oratório; em 2005, Belo Horizonte recebeu o Museu de Artes e Ofícios. Neste último 19 de setembro foi a vez de vermos a antiga Cadeia de Tiradentes transformada no esplêndido museu dedicado às 291 imagens de Sant’Ana, descobertas e trazidas pela colecionadora de vários estados do Brasil e agora doadas por esta extraordinária mulher ao Patrimônio Histórico para constituir este museu.

Vá conhecer os dois outros museus (se ainda não foi) e o novíssimo Museu de Sant’Ana, pois têm obras belíssimas e são muito interessantes.

Porém este é um blog de gastronomia! Aqui compartilhamos os deliciosos pratos e doces da tradicional culinária mineira servidos no almoço de sábado, após nossa visita ao museu.

O conhecido chef Cantídio Lanna preparou para esta ocasião especial – vejam por ordem das fotos:

1- Cuscuz com açafrão, linguiça defumada e feijão roxinho, acompanhado de crespinho de couve;

2- Galinhada (nesta sou craque, passarei a receita em breve);

3 – Lombo de pirarucu (peixe grande encontrado nos rios da Amazônia) com ora-pro-nobis ( folha de uma trepadeira do mato muito comum no interior) e purê de banana da terra ( este estava divino, vou tentar repetir e passarei a receita);

4- Jarré de porco com angu (preparado de fubá com água) e mostarda (trata-se de uma folha de horta um pouco amarga muito apreciada no interior de Minas).

Vejam a maravilha dos doces mineiros – nome nas fotos:

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Doces cristalizados: laranja, mamão verde, abóbora moranga, abacaxi e figo

Estes doces merecerão receitas feitas uma a uma: com tempo iremos preparando e publicando. Minha avó, nascida em Ouro Preto, fazia muitíssimo bem todos eles e tive a chance e a sorte de aprender com ela.

Festival de inverno – Cremes e caldos

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O inverno termina hoje, dia 20 de setembro, no hemisfério Sul. Certamente devem ter apreciado os nossos caldos, sopas e cremes que passamos as receitas desde maio. Publicamos 20 receitas para que vocês curtissem o inverno jantando pratos leves, nutritivos, deliciosos, pouco calóricos e muito fáceis de fazer.

Como nosso blog já é acessado em mais de 70 países, sendo que boa parte deles fica no hemisfério Norte, é tempo dos brasileiros morando fora do nosso país e das pessoas de outras nacionalidades que nos acompanham diariamente – como nossos seguidores portugueses – se interessarem por pratos leves e quentes, agora que o tempo começa a esfriar acima do Equador.

Sempre que pintar um friozinho ou uma chuvinha, é tempo para fazer e provar algumas dessas receitas que com todo o carinho fizemos passo-a-passo para vocês seguirem e animarem de cozinhar. Aproveitem!

Clique nos nomes abaixo para ver as receitas com fotos. Se quiser imprimi-las para o seu album Sal & Alho, acesse cada receita e baixe o pdf.

Cremes com legumes

1 – Creme de tomate 29/12

2 – Caldo de baroa com alho poró 30/04

3 – Creme de palmito 15/05

4 – Creme de espinafre 22/06

5 – Creme de ervilhas 19/09

6 – Caldo de batata doce com alho poró 5/07

7 – Creme de aspargos 14/07

8 – Creme de couve-flor 23/08

obs.: Cremes levam leite e/ou creme de leite na receita. Os caldos não.

Receitas tradicionais da cozinha mineira

9 –  Caldo de Inhame (ou cará) com linguiça 9/05

10 – Caldo de feijão 18/05

11 – Vaca atolada ( mandioca e carne) 23/05

12 – Canjiquinha com costelinha 29/05

13 – Maneco sem jaleco ( fubá, couve, linguiça) ou Caldo verde português 5/06

14 – Canja de galinha 14/06

15 – Caldo de abóbora com carne seca 17/08

 

Receitas de inspiração francesa

16 – Sopa de cebola à francesa 2/06

17 – Crème aux champignons 10/06

18 – Creme de queijo servido na panhoca ou pão italiano 5/08

19- Creme de feijão branco com roquefort (ou gorgonzola) 12/08

20 – Sopa de grão-de-bico à Provençal 15/09

Sopa creme de ervilhas

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Alguns pratos fazem parte de nossa memória gustativa. Certamente acontece de toda vez que você saboreia algo, vem à sua lembrança o que comeu há muito tempo. Creme de ervilhas sempre me lembra quando estive em Nova York pela primeira vez. Eu tinha dezoito anos, fui para a casa de um tio ficar um mês, porém havia tanto o que fazer por lá que resolvi ficar três meses. Levei dinheiro só para um mês e não tinha direito a mais nem um tostão. Logo, como não abri mão da compra de ingressos para museus e shows, a parte sacrificada foi a alimentação. Na casa do meu tio eu só dormia, tinha que comer na rua. A grana era bem pouquinha. Corri Manhattan de cima a baixo e escolhi três coisas para comer, bem baratinhas: cachorro quente, batata e creme de ervilha, que custava 2 dólares o prato grande. Nevava todo dia, a temperatura variava entre -20 e -5  graus centígrados. No dia em que ficava roxa de frio e fome, escolhia o creme de ervilhas, que era o mais caro, mas sustentava bem. Depois de três meses comendo a mesma coisa, é claro que fiquei anos sem querer ver a tal sopa. Passado um bom tempo, fiz as pazes com a sopa e hoje a preparo sempre que quero uma sopa quentinha no final do dia e estou sem tempo de inventar coisas que tomam tempo. São três vantagens: rápida de fazer, sustenta e aquece!

Sopa creme de ervilhas

Ingredientes: 1 lata de ervilhas, ¼ de cebola, manteiga ou óleo, 1 xícara de café de molho branco caseiro já preparado e ½ xícara de café de creme de leite.

Escorra a ervilha e bata no liquidificador. Coloque na panela 1 colher de sobremesa de manteiga (ou 1 colher de chá de óleo), doure a cebola picada e um pouco de sal com alho. Junte a ervilha batida e o molho branco. Na hora de servir, junte o creme de leite a gosto. Sirva com torradinhas amanteigadas.

Fica muito bom com bacon picadinho e torrado jogado por cima.

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Isca de frango com gergelim ao molho agridoce

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Se quer impressionar seus convidados com algo sofisticado, sirva este aperitivo para acompanhar um espumante ou vinho rosé no fim de tarde ou antes do jantar. Rápido de fazer e custa pouco. É perfeito!

Para 4 pessoas: 2 filés de peito de frango, 1 colher rasa de sobremesa de sal com alho, 2 colheres de sopa de gergelim branco, a metade desta quantidade de gergelim preto (pode usar só do branco também), 2 colheres de sopa cheias de farinha de trigo.

Para o molho agridoce de nossa recente criação: 1 colher de chá de cada um destes ingredientes: geleia de fruta vermelha (framboesa, morango, cereja, amora – uma ou mais destas frutinhas), aceto balsâmico, vinagre de vinho tinto, mel; 1 colher de sobremesa de polpa amassada de tomate italiano pelati (de lata); 1 colher de café de gengibre fresco ralado; 1 colher de chá de maizena e ½ xícara de café de água fria.

 

Primeiro, limpe os peitos de frango e passe-os na água fervente. Corte cada um ao meio, do mesmo jeito que você corta um pão francês para sanduiche, abrindo-o ao meio no sentido do comprimento. Deite-os sobre uma tábua e corte as iscas com 1 cm de largura e de 4 a 6 cm. de comprimento, como você vê na foto. Tempere as iscas com o sal com alho e deixe descansar por 15 a 30 minutos.

 

Enquanto pega tempero, faça o molho. Junte a geleia, o aceto balsâmico, o vinagre de vinho tinto, o mel, o caldo de tomate e o gengibre. Misture tudo. Leve ao fogo brando em uma frigideira até desmanchar a geleia. Misture à parte a maizena com a água. Acrescente ao molho e misture sem parar com uma colher de pau até que o molho fique espelhado e no ponto de calda rala. Desligue e reserve.

 

Para o preparo das iscas: pegue um prato raso e espalhe a farinha de trigo; em outro prato, espalhe o gergelim. Passe as iscas de frango, uma a uma, primeiro na farinha de trigo e, em seguida, no gergelim. Veja nas fotos. Para facilitar, espirre com a ponta dos dedos um tico de água sobre o gergelim e misture: vai grudar na isca empanada com mais facilidade.

Ponha uma frigideira funda de tamanho médio no fogo alto e derrame óleo de milho ou girassol até completar 1 cm. de altura. Deixe esquentar. Coloque as iscas para fritar. Para saber se o óleo está na temperatura certa, quando colocar a isca na panela deve espumar. Coloque-as de modo a não encostarem umas nas outras. Enquanto fritam, mexa com uma escumadeira para não grudarem umas nas outras e corarem por igual. Para esta quantidade de iscas, deve fritar de 3 vezes. Entre uma fritura e outra, retire as casquinhas, limpando o óleo. Tire-as com a ajuda da escumadeira e coloque-as em uma peneira para escorrer o óleo. Agora coloque-as sobre um papel absorvente e deixe secarem bem.

 

Sirva as iscas quentes acompanhadas do molho também aquecido. Cada pessoa toma sua isca e molha no molho, à vontade.

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Creme de grão-de-bico à Provençal

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Esta receita é originária do sul da França. Provei-a pela primeira vez em um simpático bistrô na cidade histórica de Avignon. Fazia um friozinho gostoso , eu estava faminta e sonolenta após um dia de muitos passeios. Escolhi no cardápio uma sopa, pois é o ideal quando se quer comer logo e ir dormir. Fui surpreendida por um prato fumegante exalando um aroma delicioso e que valeu por um jantar completo. Perfeita, se acompanhada de um vinho Bordeaux. Como sempre, logo ao chegar em casa experimentei fazer. Acho que minha receita ficou bem parecida. Sopa de grão-de-bico à Provençal Esta receita é para 2 pessoas. Os ingredientes são: 100 gr. de grão-de-bico, 1 talo de alho poró pequeno, ¼ de maço de espinafre, 1 colher de sobremesa de ervas picadinhas ( pode ser salsinha, alecrim e manjericão para seguir a receita original), 1 folhinha de louro, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 colher de sopa de azeite e uma pitada de pimenta do reino. Vai precisar também de um pedaço de baguete,1 colher de chá de manteiga e 1 dente de alho.

Separe 100 gr. ou ¾ de xícara de chá de grão-de-bico cru e deixe de molho por 2 horas ou mais (se possível de véspera)  com a água cobrindo os grãos. Cozinhe na panela de pressão por 20 minutos ou até os grãos ficarem bem cozidos. Separe 1 colher de sopa dos grãos inteiros cozidos para enfeitar a sopa. Enquanto o grão-de-bico cozinha, lave e pique 1 alho poró em rodelas. Lave as folhas de espinafre de modo a dar 2 xícaras de chá cheias das folhas rasgadas. Ponha água para ferver em um caneco. Em uma panela, doure o sal com alho no azeite e junte o alho poró. Mexa. Assim que começar a dourar, despeje o grão-de-bico escorrido e junte as ervas e a folha de louro. Mexa para misturar tudo. Antes que comece a agarrar no fundo da panela, despeje água quente até cobrir tudo. Acrescente as folhas de espinafre e abafe (tampe a panela deixando uma fresta). Vigie o cozimento até as folhas de espinafre amaciarem – deve dar de 15 a 20 minutos. Retire a folha de louro e algumas folhas de espinafre, estas para decorar o prato. Deixe esfriar um pouco e bata no liquidificador. Volte para a panela e prove o tempero. Se o caldo estiver grosso, ponha mais água quente e deixe até ferver. Se estiver ralo, deixe cozinhar até engrossar. Corte a baguete ou um pãozinho francês em fatias. Passe um dente de alho nas fatias. Coloque uma raspinha de manteiga sobre cada fatia. Um pouco antes de servir, leve ao forno a 100 graus para dourar. Sirva o prato enfeitado com grãos inteiros de grão-de-bico, folhas de espinafre e as torradas amanteigadas. Por último, passe um fio de azeite virgem de oliva. Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Pudim de leite condensado

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Ai…só de pensar nesta delícia de sobremesa não há quem não fique com água na boca! Em Minas, este pudim é muito popular com o nome de Pudim de leite condensado. Em outros países é conhecido por Flan – como também em outros lugares do Brasil.

O leite condensado foi inventado na França em 1820 e tornou-se conhecido e muito usado, por sua praticidade, durante as duas grandes guerras. Existe no Brasil desde a década de 1870 mas só se tornou popular quando passou a ser fabricado pela Nestlé, na década de 1920, com o nome de Leite Moça.

É uma sobremesa muito fácil de fazer, veja só:

Pudim de leite condensado

Você irá precisar de uma forma daquelas que tem um furo no meio, de tamanho 28, com 19 cm. de diâmetro ( veja última foto abaixo). Precisará também de um tabuleiro alto que caiba esta forma dentro, sem sobrar muito espaço nas laterais – isto é porque o pudim é cozido no forno, dentro d’água, em um processo conhecido por banho-maria.

Os ingredientes são: 1 lata ou caixa de leite condensado, a mesma quantidade de leite e 4 ovos.

Antes de começar a fazer o pudim, prepare a calda de açúcar queimado. Esta leva 5 colheres cheias de açúcar cristal. Primeiro coloque um caneco com água para esquentar – cerca de 1 litro. Espere que a água comece a ferver. Tome então uma panela e coloque o açúcar dentro. Leve ao fogo médio. Com uma colher de pau, mexa o açúcar todo o tempo, sem parar, até que ele derreta por igual e tome a cor de mel. Agora, despeje parte da água quente pelas beiradas, aos poucos. Verá que vai crepitar e formar uma pasta tipo puxa-puxa. Com paciência, continue mexendo e juntando água quente aos poucos até formar uma calda rala, da cor de caramelo avermelhado. Desligue e reserve.

Para o pudim: bata os 4 ovos – clara e gema – no liquidificador até espumar. Junte o leite condensado e use a lata ou caixa para medir e colocar a mesma quantidade de leite. Bata bem até ficar um creme leve e espumante.

Tome a forma e passe a calda de açúcar queimado no fundo e laterais, deixando ao fundo uma camadinha de ½ centímetro. Agora entorne o creme dentro da forma. Precisa sobrar 1 cm. entre o creme batido e a borda da forma.

Ligue o forno a 280 graus. Espere 5 minutos. Ponha a forma dentro do tabuleiro e coloque-os na prateleira de baixo do forno – uns 10 cm. acima da chama. Com cuidado, encha o tabuleiro com água quente. Deixe o pudim cozinhar por 45 minutos. Vigie: quando corar por cima, enfie um garfo – se sair limpinho é porque o pudim já cozinhou – então pode tirar o pudim do forno. Espere esfriar e deixe-o dentro da geladeira por, no mínimo, 4 horas.

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Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Tire a forma devagar e terá um lindo pudim caramelado à sua frente. Resista, volte com ele para a geladeira até a hora de servir. Seja educada(o), não vá tirar um pedaço antes de servir à sua família e aos amigos. A não ser que sua gulodice seja tamanha que faça um pudim só para você!

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Molhos para saladas I

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Nossas 20 saladinhas lights e as demais saladas são acessadas diariamente, desde quando publicadas, por muitos de nossos seguidores – hoje mais de 70 mil pessoas em 68 diferentes países! As saladas são o nosso maior sucesso em termos de visualizações, sinal de total identificação de vocês com este blog, que tem como proposta apresentar e ensinar receitas simples de fazer para quem deseja se manter bastante saudável.

Para acompanhar saladas, hoje passamos para vocês seis dos molhos de nossa criação. São receitas pescadas na culinária internacional, adaptadas ao nosso paladar e reinventadas. Escolhemos molhos simples, com ingredientes que não podem faltar em sua casa.

Um boa opção é ter uma hortinha particular para seu uso diário – ervinhas plantadas no quintal de casa ou em vasinhos colocados na varanda ou até mesmo na janela da cozinha ou da área de serviço de seu apartamento. Assim terá temperinhos disponíveis a toda hora – o aroma e o sabor de uma erva fresca não se compara aos comprados no supermercado. São elas que dão graça e frescor às nossas saladas.

Todos os molhos a seguir apresentados são excelentes para temperar saladas de folhas. Experimente-os com os legumes e outros ingredientes indicados.

Molho Mostarda

Cozinhe um ovo por 15 minutos para obter uma gema dura. Amasse-a com um garfinho. Misture: 1 colher de sobremesa de mostarda, a mesma medida de azeite, a mesma medida de água. Tempere com 1 colher de café de molho inglês e uma pitada de pimenta do reino. Para acompanhar saladas com: batata, vagem, brócolis, couve-flor, ervilha de folha, ovos, kani, atum, queijos amarelos.

Molho Árabe

Pique miudinho: de 5 a 7 folhas de hortelã, metade de um dente de alho pequeno, o equivalente a 1 colher de chá de cebola baby roxa. Junte: 1 colher de sopa de coalhada, 1 colher de sobremesa de azeite de oliva e 10 gotas de limão. Misture tudo. Para acompanhar saladas com: tomate, pepino, cenoura, pimentões, abobrinha grelhada, rabanete, milho, alho-poró, grão-de-bico, kani, camarão, lula, queijo de cabra.

Molho de Alcaparras

Pique miudinho: 8 alcaparras, 2 pimentas biquinho e o equivalente a 1 colher de café rasa de cebola branca. Junte 1 colher de café de cenoura ralada e picadinha, 1 colher de chá de azeite e outra de vinagre de vinho branco. Para acompanhar saladas com: tomate, batata, cenoura, palmito, couve-flor, peixes brancos.

Molho Oriental

Doure em uma frigideira ½ colher de café de gergelim branco e a mesma quantidade de gergelim preto. Junte 1 colher de sobremesa de azeite de oliva, e 1 colher de café de cada um destes ingredientes: molho shoyo, mel e vinagre de vinho tinto. Misture tudo. Para acompanhar saladas com: tomate cereja, cogumelos, abobrinha grelhada, ervilha de folha, broto de feijão, alho-poró, baroa, chuchu, frango, kani, camarão, lula, atum.

Molho Tabasco

Misture: 1 colher de sopa de suco de laranja, 1 colher de chá de azeite de oliva, 1 colher de café de aceto balsamico. Tempere com uma pontinha de colher de café de pimenta tabasco. Para acompanhar saladas com: tomate, batata, cenoura, pimentões, vagem, brócolis, couve-flor, abobrinha grelhada, ervilha de folha, rabanete, milho, baroa, chuchu, frango, queijos.

Molho de Maracujá

Pique miudinho: o equivalente a 1 colher de café rasa de coentro ( pode ser salsinha e cebolinha verde). Acrescente: 1 colher de sopa de iogurte sem sabor, 1 colher de sobremesa de suco de maracujá doce, 1 colher de café de azeite de oliva e a mesma quantidade de vinagre de vinho branco. Para acompanhar saladas com: frutas cítricas, abacate, cenoura, palmito, aipo, couve-flor, milho, alho-poró, frango, camarão, lula.

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Bolinho de bacalhau

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Para quem pensa que bolinho de bacalhau é quitute de português, está certo, até concordo, por causa de nossa herança cultural. Mas vá procurar bolinho de bacalhau para se comer em Lisboa! Da última vez que lá estive, em abril último, rodei a cidade, seca para comer um bolinho português e só fui acha-lo – depois de procurar em mais de dez lugares – em um bar restaurante fuleiro no Rocio – um bolinho quase só de batata e farinha de trigo. E pior, foi servido frio por dentro! Nem se compara com os bolinhos que se come em qualquer boteco de Belo Horizonte – quentinho, crocante, feito na hora, com verdadeiro gosto de bacalhau. Deliciosos! Pois valeu a experiência- com toda a propriedade agora vou chamar o bolinho de bacalhau de salgadinho mineiro, uai, com muita honra!

Bolinho de bacalhau 

Quando for fazer alguma receita de bacalhau – já temos várias no blog e tenho duas novas já prontas para publicar – guarde as pontas do peixe para o bolinho. Ou então, compre o bacalhau já desfiado – fica melhor ainda!

Uma xícara de chá cheia de bacalhau desfiado irá render 15 bolinhos. Vai usar: 2 batatas bem cozidas e descascadas, 1 cebola pequena bem picadinha, 1 xícara de café de cheiro verde picadinho, ¾ de xícara de café de farinha de trigo, 1 ovo inteiro e 1 colher de café de sal com alho.

 

Simplesmente, misture todos os ingredientes. Faça os bolinhos tomando o conteúdo de uma colher de sobremesa cheia na palma da mão e fazendo uma bolinha; depois achate-a na forma como vê nas fotos.

Coloque uma boa quantidade de óleo para esquentar em uma frigideira. Assim que estiver quente, vá colocando os bolinhos, de modo que o óleo os cubra. Não ponha muitos de uma vez, precisa dar uma distância entre eles para não grudarem uns nos outros. Enquanto frita, vá virando-os com uma escumadeira para corarem todos os lados por igual. Assim que estiverem douradinhos, ponha-os para secar rapidamente sobre papel toalha. Sirva ainda bem quentes.

Para acompanhar uma cerveja ou cachaça mineira, não tem nada melhor!

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Banana flambada

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Esta sobremesa, tão simples de fazer, onde se usa ingredientes tão comuns como açúcar e banana, tem uma aura especial de sofisticação. Por que será? Pelo delicioso sabor e o tchan! da flambagem com Cointreau! As pessoas associam fogo à romantismo e paixão! Então, aprenda a fazê-la e surpreenda o seu amor!

Banana flambada

Para 2 pessoas você vai precisar de 2 bananas prata grandes e bem maduras, 4 colheres de sopa cheias de açúcar cristal, ½ xícara de café de licor Cointreau e ainda 2 bolas de sorvete de creme ou outro mais sofisticado de sua preferência.

Primeiro prepare a calda de açúcar queimado. Coloque um caneco com água para esquentar – cerca de ½ litro. Espere que a água comece a ferver. Tome então uma frigideira baixa e larga e coloque o açúcar dentro. Leve ao fogo médio. Com uma colher de pau, mexa o açúcar todo o tempo, sem parar, até que ele derreta por igual e tome a cor de mel. Agora, despeje a água quente pelas beiradas, aos poucos. Verá que vai crepitar e formar uma pasta tipo puxa-puxa. Com paciência, continue mexendo e acrescentando água quente até formar uma calda rala, da cor de caramelo.

 

Descasque as bananas e coloque-as nesta calda. Deixe que as bananas cozinhem, virando-as de um lado para o outro. Para verificar se cozinharam, espete um garfo para testar.

Despeje o licor dentro de uma concha e leve-a ao fogo até começar a evaporar o líquido. Vire um pouquinho de modo que o fogo passe para dentro da concha e imediata e rapidamente entorne o conteúdo em chamas dentro da frigideira com as bananas. A calda deverá pegar fogo, que se apagará rapidamente. Tome cuidado ao fazer isto.

Sirva imediatamente, acompanhada do sorvete.

P. S. : a pedidos – se não tiver o licor Cointreau em casa, flambe com conhaque, cachaça, vodka ou whisky, nesta ordem de preferência. Não terá o mesmo sabor, mas é melhor do que não flambar…pois é aí que está a graça!

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Creme de couve-flor

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À noite, com fome, você abriu a geladeira – quase tudo comprado na semana passada já havia acabado e só achou um pobre resto de couve-flor abandonado. Preguiça de sair para comer ou de esperar o delivery chegar. Veja se tem em casa: óleo (ou manteiga ou azeite), leite, cebola e sal com alho – coisas que nunca podem faltar! Tem? Ótimo, então é pra já uma sopinha fácil de fazer e muito gostosa! Hum…se ainda tiver um tico de farinha de trigo, um creme de leite ou requeijão de copo e uns temperinhos, um pedacinho de cenoura, um queijinho para ralar por cima…aí vai ficar melhor ainda!

Sopa creme de couve-flor

Pique a couve-flor e a cebola, na proporção de 1 xícara de chá cheia de couve-flor e ½ de cebola para 1 pessoa. Em uma frigideira, espalhe 1 colher de sopa farinha de trigo e mexa até começar a dourar. Desligue e reserve. Ponha um caneco com água para ferver ( cerca de 2 xícaras). Dentro desta água, coloque ¼ de cenoura já sem a pele para cozinhar.

Deite em uma panela um fio de óleo, ou uma colher de chá de manteiga ou azeite. Frite ½ colher de café rasa de sal com alho. Misture a farinha de trigo torrada. Junte a couve-flor e a cebola. Mexa bem até começar a dourar. Agora acrescente água quente até cobrir tudo. Baixe o fogo e deixe ferver até que a couve-flor amacie. Se precisar, acrescente água, mas pouca.

Bata no liquidificador e volte para a panela. Acrescente leite, ou creme de leite ou requeijão, à gosto, até obter uma consistência de caldo ( se colocar creme de leite, não deixe que o caldo ferva). Prove o tempero. Pode acrescentar pimenta do reino branca em pó e nóz moscada, só um tico de cada. Se gostar de curry e/ou gengibre, pode experimentar, mas sem exagero!

Pique a cenoura em cubinhos.

Sirva o caldo quente enfeitado com a cenourinha. Incremente com queijo ralado, minas padrão ou um parmesão suave.

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Joburg – Bread Basket – comida rápida para almoço

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Joburg é o apelido carinhoso que os locais dão à Johannesburg, sua multicultural metrópole e maior cidade do país, fundada no tempo da caça ao ouro, na década de 1880, por dois Johannes, daí o seu nome.

Para variar nossa série sobre a África do Sul, vamos hoje mudar de foco. É claro que aproveitamos nossos últimos dias no país para repetir o que mais gostamos: frutos do mar, cordeiro e costeletas (veja as oito postagens anteriores). Também provamos o Galeto a Piri- Piri, um prato típico da cidade, de origem moçambicana. Trata-se de um galeto grelhado pintadinho de laranja – isto mesmo – vem com tanta pimenta piri-piri que quase esconde o frango! O sabor é bom, mas queima a boca toda, haja copo d’água!

Fomos passear no complexo de lojas e entretenimento Sandton City – Michelangelo, o melhor da cidade. Na véspera, havíamos jantado no local, em um dos restaurantes da Nelson Mandela Square, ótimo programa para a noite.

No meio das compras, deparamos com uma padaria, a Bread Basket, onde servem para o almoço refeições rápidas prontas e preparadas na hora. Como estávamos com pouco tempo e com fome, achamos ótima opção dar uma parada estratégica.Movimentadíssimo o lugar, um entra e sai de gente bonita comprando comida pronta, pães e produtos diversos e outras tantas almoçando.

Começamos a conversar sobre a dificuldade de se comer bem para quem trabalha e dispõe de pouco tempo para o almoço. Daí tivemos a ideia de pesquisar e criar refeições leves, nutritivas e fáceis de preparar em casa e levar para o trabalho. Vamos, portanto, criar uma nova linha no blog: Marmita Business!

Veja nas fotos abaixo alguns produtos da padaria Bread Basket:

Pavê de doce de leite

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Ao fazer esta sobremesa, lembrei-me de ter sido uma das primeiras receitas que aprendi, quando ainda precisava subir em um banquinho para alcançar a bancada da cozinha. Tive então a ideia de criar uma seção do blog Sal&Alho para crianças. Minha netinha tem apenas um ano e meio e já tem aulinha de culinária! Vamos lá, meninas e meninos, esta seção é para vocês!

Pavê de doce de leite

Nossa primeira receita será uma sobremesa feita com biscoito maizena e doce de leite. A primeira coisa a fazer é ver se tem em casa os ingredientes que precisa:

1 lata ou xícara de chá cheia de doce de leite

1 caixa (ou 1 xícara de chá cheia) de creme de leite

1 pacote de biscoito Maizena

1 copo de leite

Para o recheio: amendoim torrado e moído, castanha de caju ou do Pará picadinha – pode ser um ou outro ou os dois juntos e misturados.

Para a cobertura: 1 barra de chocolate pequena (se for fazer, mas não precisa)

Ingredientes

Ingredientes

Para fazer o pavê como mostra a foto, vai precisar de uma forma de 18 centímetros com fundo que solta. Se não tiver, use uma travessa tipo pirex de tamanho médio ( 18 a 20 cm.- veja foto). Para forrar a forma vai precisar de papel alumínio e para cobri-la precisará de filtro de plástico.

Antes de começar, peça a um adulto para colocar a lata de leite condensado para cozinhar na panela de pressão (clique aqui para ver a dica). Diga para colocar a lata em pé no fundo da panela e cubrir com água, de modo a sobrar três dedos de água acima da tampa da lata. A panela é fechada e se leva ao fogo. Quando a panela começar a apitar, conta-se 15 minutos. Peça para tirar da pressão e deixar que a lata fique completamente fria para um adulto abri-la.

Se achar complicado, pode usar a mesma medida ( 1 xícara de chá bem cheia) de doce de leite pastoso comprado pronto.

Para fazer o pavê:

1- Misture o doce de leite com o creme de leite usando uma colher de pau ( ou o mixer- só um pouquinho, a conta de misturar). Antes de misturar o creme de leite todo, separe 2 colheres de sopa cheias de creme para a cobertura, se for faze-la.

2 – Coloque o leite em um prato fundo. Passe os biscoitos de um a um no leite para amaciá-los, à medida que precisar deles para fazer a camada de biscoitos.

3- Se quiser rechear, coloque o amendoim com castanha em um prato.

4 – Cubra a forma (ou travessa) por dentro com o papel alumínio.

5 – Comece a montar as camadas com o biscoito. Depois espalhe a quarta parte do doce de leite sobre a camada de biscoito. Se for colocar recheio, espalhe a quarta parte sobre o doce de leite. Faça tudo de novo, biscoito, doce de leite e recheio. Repita e torne a repetir, formando as 4 camadas. A última camada (5a.) é só de biscoito.

6 – Cubra a forma com filtro de plástico e leve ao congelador por, no mínimo, duas horas. Obs: é melhor fazer de véspera.

7 – Preparo da cobertura: coloque o chocolate em uma travessa de louça e leve ao micro-ondas por 1 minuto ou menos, a conta de derreter ( melhor colocar por 30 segundos e conferir, se precisar ponha por mais 15s. e depois, se ainda não estiver molinho – teste com a colher – deixe mais um pouquinho. Retire o chocolate derretido e misture com as 2 colheres de creme de leite separadas. Coloque o creme na geladeira.

8 – Duas horas antes de servir retire a forma do congelador e coloque na geladeira.

9 – Um pouco antes de servir, tire o plástico e desenforme: coloque um prato em cima da forma e vire de modo que a forma fique por cima. Puxe a forma para cima e retire o papel alumínio.

10 – Cubra o pavê com a cobertura de chocolate e espalhe-a com um garfo. Salpique o amendoim com castanhas. Volte com a sobremesa para a geladeira e deixe até a hora de servir.

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Durban 2 – Nino’s

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Turista que vai a Durban, cidade à beira mar do lado leste da África do Sul, tem de visitar o estádio Moses Mabhida, é ponto obrigatório. Além de ser uma bela construção (e olha que nós duas, as blogueiras do Sal & Alho, somos arquitetas e fomos a esta cidade para um congresso internacional de arquitetura) ainda tem no estádio um passeio sensacional para turistas. Pois devido à esta atração, o ano inteiro visita-se o lugar. Imagina que subimos em um bondinho até o topo do estádio e descemos em uma plataforma de onde se descortina o Oceano Índico, boa parte da cidade e o amplo parque esportivo em torno do estádio.

Demoramos mais do previsto no passeio e nos veio uma fome brutal. Não gosto de fast-food, tenho sempre a impressão que a comida pesa no estômago e engorda. Porém, numa terça feira às três da tarde só havia um único local aberto e a solução foi comer lá mesmo. Tivemos uma ótima surpresa, pois veio uma comida leve e deliciosa! Lição de hoje: nunca devemos ter pré-conceitos…

Almoço no Nino’s

Trata-se se uma cadeia de restaurantes que tem várias lojas no país. No cardápio encontra-se as tradicionais opções para café da manhã e refeições rápidas, tipo saladas, burguers e pastas. O que gostei é que oferece pratos completos com frango ou carne. Veja o que escolhi na foto do topo da página. Uma feliz combinação de peito de frango grelhado, molho hollandaise com aspargos, purê de abóbora, creme de espinafre,  fritas e uma saladinha básica. Todos estes já publicamos as receitas neste blog: basta clicar e achará cada uma delas. Só faltou:

Molho hollandaise

Este molho é feito à base de manteiga e gema de ovo. Derreta 1 colher de sopa de manteiga no microondas. Reserve. Junte em uma travessinha: 1 gema de ovo (sem a pele), 1 colherinha de café de suco de limão siciliano e 1 colher de sopa de água, sal e pimenta. Bata com o batedor de ovos. Leve esta mistura ao fogo baixo, continuando a mexer, por 2 minutos. Tire a panela do fogo. Misture a manteiga bem aos pouquinhos, sem parar de mexer, até o molho ficar bem cremoso. Mantenha o molho aquecido em banho maria até a hora de servir, mas , atenção, o molho não pode ferver senão talha. Na receita do Nino’s, aferventaram os aspargos e misturaram a este molho imediatamente antes de servir, uma delícia!

Viu? Se você estiver fazendo o dever de casa direitinho e preparando nossas receitas dia a dia, quando chegar a um restaurante como este poderá dizer: olha, gente! Sei fazer tudo o que está aqui no prato que escolhi!

 

Creme de feijão branco com gorgonzola

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O feijão branco e a fava são pouco valorizados e consumidos em Minas Gerais, talvez por falta de criatividade. Uma opção deliciosa é usar o feijão branco no Cassoulet de Pato (receita francesa) , outra é usar a fava na famosa Favada Asturiana (oba, lembrei desta receita espanhola, qualquer dia desses vamos fazê-la). Na culinária portuguesa é muito usado em saladas, uma boa dica é misturar os bagos de feijão branco, cozido e temperado, com bacalhau e cheiro verde. Para dar graça ao caldo de feijão branco é interessante acrescentar linguiça e bacon. Porém, hoje vamos a uma receita que tem um gostinho sofisticado:

Creme de feijão branco com gorgonzola

Para 4 pessoas, separe: 2 xícaras de chá de feijão branco, já cozido e sem caldo,1 xícara de café de cebola batidinha, 1 xícara de café de leite e outra de creme de leite, 1 colher de chá cheia de queijo gorgonzola ou roquefort. Para o tempero, irá usar: sal, alho, noz moscada e pimenta de reino branca.

O tempo de cozimento do feijão depende muito, se é novo, vai levar pouco tempo. Geralmente é suficiente cozinhar 10 minutos na panela de pressão (conte o tempo depois que começar a apitar). Enquanto o feijão cozinha, pique uma cebola pequena e prepare o creme de queijo: pique um pedaço de gorgonzola (ou roquefort) equivalente a uma colher de sopa bem cheia e amasse. Misture com o leite e leve ao fogo ou ao microondas para derreter.

Despeje uma colher de chá de óleo ou manteiga na panela, frite a cebola e o sal com alho até dourar. Acrescente os bagos do feijão, sem o caldo e frite-os. Reserve a terça parte do feijão cozido na panela e bata o restante no liquidificador junto com o creme de queijo. Volte com o creme batido para a panela e prove o tempero. Acrescentando uma pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Deixe cozinhar mais alguns minutinhos. O ponto deve ser de creme grosso, se precisar ralear, uso o caldo do feijão e se precisar engrossar, deixe cozinhar mais, sempre mexendo com uma espátula de silicone ou colher de pau para não agarrar no fundo da panela. Um pouco antes de servir, junte 1 xícara de café de creme de leite, de preferência fresco (o creme de leite pode ser substituído por leite). Decore o creme já servido nos pratos ou cumbucas com pimenta rosa em grãos – além de ficar bonito dá um sabor especial.

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Durban 1 – Cargo Hold com tubarões

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Imagine-se jantando no porão de um velho galeão tendo à sua volta imensos tubarões! Pois isto é possível em Durban. No extremo sul das praias da cidade, próximo ao centro, em uma ponta de terra entre a praia e o porto, fica um interessante ponto turístico com diversas atrações, como o uShaka Marine World, um parque temático dedicado às maravilhas marítimas, lojas e restaurantes. É um lugar muito agradável de se passear a qualquer hora do dia, inclusive à noite, pois é bastante seguro. Entre as diversos opções gastronômicas escolhemos o restaurante que fica dentro do antigo barco, não somente por ser pitoresco jantar na companhia de tubarões, arraias e outros peixes incríveis como já sabíamos que a comida era bem feita, farta e oferecida a um bom preço. Pelo cardápio constatamos que a especialidade da casa é mesmo os frutos do mar, que oferecem em diversas combinações. Confira:

 

Frutos do mar grelhados

Meu olho cresceu quando vi o prato de lagostas, camarões, mexilhões e mariscos que serviram aos nossos amigos que já estavam na mesa do restaurante Cargo Hold quando chegamos. Sorte nossa encontrá-los ali, pois a fila de espera era grande. Gentilmente dividiram conosco este primeiro super farto prato bonito e aromático e depois dividimos com eles o que pedimos em seguida. Assim comemos, fizemos um intervalo e comemos de novo! Foi uma ótima experiência, pois enquanto esperávamos calmamente o recomeço, degustamos um excelente Sauvignon Blanc, evidentemente sul-africano e nos serviram (sem cobra nada!) deliciosos petiscos com sabor de mar.

 

Gulosa? Sim, confesso que sou. Aprecio tanto cozinhar como também comer bem. Porém mantenho o mesmo peso ideal a vida toda. O segredo é um só: mesmo que tenha vontade de devorar algo delicioso, mantenha o controle: coma sempre pouco! A gente acostuma…

Safari no Tala Reserve

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Durban é uma bela cidade turística da África do Sul, com um movimentado porto e quilômetros de excelentes praias à beira do Oceano Índico. Tendo ótima estrutura viária, hoteleira, esportiva e de lazer, o ano inteiro sedia eventos de todo tipo. É vizinha ao Vale das Mil Montanhas e do território PheZulu, onde tivemos um contato próximo com os zulus, suas tradições e artesanato. Ao lado de Durban ficam algumas das conhecidas reservas que fazem parte dos Parques Nacionais, onde tivemos oportunidade de ver, no seu habitat natural – e de bem pertinho – leões, hipopótamos, rinocerontes, zebras, girafas, impalas, búfalos, avestruzes, macacos, crocodilos e muitos outros.

Escolhemos visitar o Tala Private Game Reserve, a menos de 45 minutos do centro de Durban. Além da facilidade para se ver os animais à solta em uma imensa área de natureza preservada, o restaurante e os chalés para hospedagem são de um bom gosto arquitetônico e decorativo de impressionar pelo perfeito entrosamento com a natureza e o belíssimo trabalho artesanal.

Antes de sairmos numa 4×4 com um bem informado e simpático guia, encomendamos o nosso almoço. Às três da tarde, uma deliciosa refeição nos aguardava. Veja o que comemos:

Costeleta de cordeiro com fritas

As costeletas de cordeiro servidas na África do Sul tem bem mais carne e menos gordura do que as que se comem no nosso país. No prato que escolhi (ver foto no topo da página) a costeleta veio envolvida em um suculento molho barbecue de sabor apimentado, com tudo o que se come na África. Comi com as mãos, como a muito tempo não fazia. Uma experiência deliciosa!

Cordeiro cozido com molho barbecue, menta e beterraba

Difícil interpretar o molho que veio sobre os cubos de cordeiro cozido pois os temperos que usam na típica culinária sul-africana são bem diferentes dos nossos. Parece-me ter sido feito da seguinte maneira: aproveitou-se a borra do cozimento da carne para fritar a cebola roxa cortada em fatias finas. Juntou-se açúcar mascavo para caramelizá-la. Um molho barbecue básico foi acrescentado e finalizou-se com folhas de menta fresca picadas bem miudinho. Na decoração do prato usaram rodelas de pepino em conserva.

Capetown 5 – Vinícolas

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Vale a pena ficar mais um dia em Capetown só para visitar as vinícolas. Se estiver com pouco tempo, há uma pequena região ao sul da Table Montain distante apenas vinte a trinta minutos de Waterfront. Se for passear no Cabo da Boa Esperança, saia da cidade por volta das onze horas, tome a direção de Constantia e escolha uma das vinícolas que servem almoço. Depois da refeição, prossiga o passeio, dá tempo de ir ao Cabo ver o por do sol e retornar à cidade.

Como já havíamos previsto um dia inteiro dedicado à degustação de vinhos, saímos cedo, tomamos a N1 para o noroeste e, pouco antes de chegar a Paarl, dobramos à direita na R45, tendo como objetivo ir até Franschhoek. Esta é uma graciosa cidadezinha de origem francesa, fundada pelos huguenotes obrigados a deixar a França em 1685 por causa da perseguição religiosa. Ali fundaram uma comunidade que veio a produzir os primeiros vinhos do sul da África. Hoje é um famoso reduto de eno-gastronomia de influência francesa, com lojinhas, pequenos hotéis, cafés e restaurantes charmosíssimos. A região tem uma rota de vinhos bem organizada que conta com mais de cinquenta vinícolas.

Felizmente fomos com uma lista de vinícolas indicadas pela filha casada que lá esteve no ano passado com o marido gaúcho, apreciador de bons vinhos, com bastante tempo para conhecerem a região. Visitamos quatro vinícolas, e escolhemos duas delas para apresentarmos a vocês.

Vrede en Lust

Logo à entrada há um bar restaurante. Pelo horário, ainda cedo para o almoço, pedimos uma tábua de frios para acompanhar a degustação dos vinhos da casa. Além de ser uma vinícola famosa, ainda produzem um pão maravilhoso na padaria ao lado do restaurante. Veio uma cesta de pães recém assados e uma tábua cujo destaque foi a excelente qualidade do presunto cru. Três tops: manteiga da fábrica ao lado, um chutney de figos com pinoles e outro de beterrabas. Para se fazer um chutney prepara-se uma calda de vinagre de vinho tinto ou branco e açúcar mascavo, temperada com gengibre e outras especiarias, como cravo e canela, por exemplo. Então mistura-se a fruta cortada em lasquinhas ou ralada e deixa-se apurar (secar a calda) até o ponto de geleia. Como ambos tinham o paladar bem suave, percebi que na receita não tinha cebola, alho e pimenta, como levam os chutneys indianos. Vamos tentar reproduzir a receita e repassar para vocês. Repare nos figos, como os nossos, misturados ao presunto e à copa (semelhante ao nosso salaminho).

Tábua de frios

Tábua de frios

 

Delaire – Graff Estate

 

Chegamos à esta chiquérrima vinícola ao final da tarde e ficamos a ver o magnífico por do sol até escurecer por completo. Da sede fazem parte: o salão de degustação, dois restaurantes – o Indochine especializado em culinária asiática e o Delaire Graff, um bistro-chic – a adega de vinhos especiais e ainda um spa e área de hospedagem com apenas dez exclusivíssimos lodges. Ambientes do mais fino gosto e sofisticação. A vista para o vale e as montanhas é deslumbrante. Tanto nos ambientes internos quanto nos externos pode-se apreciar obras de arte singulares. Amei tudo!

Pelas fotos vocês podem ter uma ligeira ideia do lugar. Para lua-de-mel é perfeito! Acesse www.delaire.co.za e me dê razão.

Mousse de chocolate rápida

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Tenho colecionado durante a vida diversas receitas de mousses de chocolate, pois é uma sobremesa que a minha família adora.  A que passo hoje para vocês é a mais simples de fazer. Todas as vezes que a fazemos em casa, a travessa volta da mesa raspada até o último vestígio de chocolate. Veja como é simples:

Mousse de chocolate

A mousse fica muito mais gostosa se feita com chocolate em barra. Prefiro o meio-amargo da Nestlé – são 150 gr. que você irá gastar. Vai usar também: 1 lata de leite condensado (395 gr.),1 lata ou caixa de creme de leite (250gr.), 3 claras de ovos ( 4 claras se o ovo for pequeno) e 1/2 sachê de gelatina em pó incolor.

Primeiro misture o pó da gelatina com 1 colher de sopa de água e leve por 30 segundos ao microondas para derreter. Reserve. Corte 150 gr. da barra de chocolate e leve ao microondas em uma travessa de louça ou pirex por 1 minuto. Misture, veja se está todo derretido e reserve.  Rale o equivalente a 3/4 de xícara de café de chocolate para a cobertura. Reserve. Tome o recipiente maior da batedeira e coloque o leite condensado com o creme de leite.  Bata em baixa velocidade. Junte o chocolate, torne a bater. Em outro recipiente, bata as claras em neve. Junte as claras batidas à mistura de cremes e chocolate e misture devagar e de leve. Por último, junte a gelatina e misture bem, de leve. Coloque na travessa que irá servir. Por cima, espalhe o chocolate ralado. Leve à geladeira por aproximadamente 5 horas antes de servir.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Capetown 4 – V&A shopping – Willoughby&Co.

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Retornamos ao Victoria & Albert Waterfront, desta vez ao shopping, para umas comprinhas, afinal…duas mulheres juntas, já viu, né? Quem resiste? Era a terceira vez que passávamos , em horários diferentes, pelo largo corredor que dá acesso à saída 9 para o estacionamento e notamos, mais uma vez, haver uma fila imensa para entrar no espaço fechado, cheio de mesas no meio deste corredor, em frente a uma mercearia – a Willoughby & Co. Bom sinal, pensei. A comida deve ser boa e barata. O ambiente estava animado, gente de todas as idades, conversando em vários idiomas. Espiamos dentro da mercearia, estava lotado, avaliei que haviam mais de cem pessoas às 18 horas. Voltamos às 20 horas, haviam só dez pessoas na fila. Ofereceram-nos uma taça de vinho e logo tomamos lugar numa das mesas coletivas da parte interna. Um tanto barulhenta, mas achei bom porque ficava entre as duas cozinhas – a japonesa e a de frutos do mar. Do nosso assento, pudemos acompanhar o intenso movimento dos sushimen japoneses de um lado e de três funcionários do outro lado, usando os tais chapéus de chef: um africano altíssimo de pele tão escura que chegava a ser azul, um branquelo de cabelo ruivo, também bem alto e uma moça oriental bem baixinha. Riam o tempo todo, enquanto conversavam e coordenavam com eficiência uma equipe de cozinheiros na cozinha adjacente e soltavam os pedidos para os garçons. Artistas.

 

O cardápio oferecia desde variedades surreais de comida japonêsa até todo tipo de frutos do mar e ainda carnes tradicionais e caças. Fui dar uma volta para ver o que as pessoas estavam comendo( sempre faço isto, despistadamente). A maioria delas, degustava sushis, sashimis, tempuras e yakisobas muito originais e lindos, veja alguns nas fotos abaixo:

A mercearia vende peixe fresco, que você escolhe e preparam na hora. O peixe é empanado e grelhado, vem com um molho de manteiga com ervas, acompanhado de batatas douradas. É preparado e vem direto à mesa em uma caçarola, servido individualmente – uma panela só para você! É o verdadeiro charme do restaurante!

 

Quase pedi o peixe do dia- Kinglip – mas não resisti a uma bacia de frutos do mar que vi passando. Perguntei o que era. Paella! ( veja foto do topo da página). Pedimos uma para duas pessoas- dava para quatro. Foi com muito, muito pesar, que fui obrigada a largar parte dos mariscos para trás. Fui ao balcão da cozinha ver como a preparavam. Diferente da Paella Valenciana que faço em casa e que já publicamos, lá fazem um arroz com açafrão que colocam no fundo da bacia. Por cima, colocam os frutos do mar. São feitos na grelha – uma enorme chapa de fogão industrial. À medida do cozimento, regam com azeite de ervas. Este você pode fazer misturando o azeite com ervas secas aromáticas.

À parte, ainda havia opções de sobremesa irresistíveis, ainda mais quando você as vê no prato do vizinho. Como desde criança acho que no estômago temos dois departamentos separados, um para salgados, outro para doces, atacamos as sobremesas. Já testamos a receita do bolo de chocolate vermelho (Red Velvet) e vamos fazê-lo para o blog qualquer dia desses. Quanto ao brownie, vamos pesquisar receitas, testá-las e escolher a melhor para o blog. Aguardem!

Uma boa surpresa nos esperava ao final: o preço precinho, a terça parte do que pagaríamos no litoral do Brasil. Indicamos!!!

Peixe à cambojana

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Desde gerações passadas, nossa família adora sair pelo mundo conhecendo novas culturas. Hoje o mundo está ficando todo igual, entramos em um shopping, são as mesmas lojas, as mesmas marcas. De repente, achamos que estamos ali ao lado da nossa casa. Porém, há traços marcantes em cada cultura dos quais cada povo se orgulha e defende a unhas e dentes. O mais visível e ainda possível de tocar, cheirar e provar, é a culinária. Uma experiência gastronômica em outras terras é sempre gratificante e enriquecedora.

A filha casada chegou do Camboja trazendo novidades, presentes, fotos e…ingredientes! Queria repetir para nós, mãe e irmã blogueiras – e, por tabela, para o nosso público – um prato típico que lá provou e adorou. Fomos jantar na casa dela e passamos uma noite muito agradável. Compartilhar o ato de cozinhar com as filhas é uma experiência inigualável.

Compartilhamos nosso jantar com vocês, prepare-o em casa para a sua família e amigos e receberá muitos elogios. 

Amok fish cambojano

Trata-se de um peixe de água doce que é temperado com uma mistura à qual dão o mesmo nome do peixe: Amok. É uma receita Khmer, ou seja, tradicional do antigo reino que ali existiu antes do Camboja de hoje. Por aqui, o peixe mais semelhante e fácil de encontrar é o surubim. Considere 150 gr. por pessoa e compre um bom filé já limpo. A receita seguinte é para 4 pessoas.

Tem um detalhe importante: o peixe é cozido à vapor dentro de uma forminha feita com folha de bananeira. Providencie, então, uma folha grande e larga – mesmo que seja para dar uma voltinha na estrada mais próxima e apanhar uma no mato. Lave muito bem a folha. Coloque-a sobre a bancada e com a ajuda de um prato de sopa emborcado para baixo como molde e uma faca de ponta fina, recorte no mínimo 8 discos – veja na primeira foto acima o disco cortado sobre o prato. Depois passe os discos de folha de bananeira ligeiramente na água quente para perderem a rigidez, a fim de dobrarem-se com facilidade. Para fazer as forminhas, acompanhe as fotos acima: dobre de 2 a 2, cada disco em um sentido da fibra da folha – isto é , observe as fibras, se um disco ficar com as fibras na horizontal o outro fica sobreposto com as fibras na vertical. Dobre ligeiramente, sem vincar, em três partes, com as bordas para cima. De cada lado, faça uma dobrinha e depois outra e outra, como pacote de presente. Prenda com um palito. Está pronta a “canoinha” para cozinhar o peixe. Providencie uma panela larga e uma peneira para colocar as canoinhas que serão cozidas no vapor ( banho-maria).

Para o molho do peixe, separe: 1 xícara de leite de côco, 1 colher de sopa bem cheia de açúcar mascavo, 2 ovos, 1 dente de alho bem socado, 1 colher de café de sal e os temperos especiais – 1 colher de sopa de molho de peixe ( encontra-se em mercearias orientais) e 1 colher de sopa do tempero de nome Amok Powder.

Bata primeiro os ovos, só para misturar as claras com as gemas e depois junte todos os demais ingredientes, sendo o último o leite de côco. Misture bem.

Corte o peixe em cubos de 3×3 cm. e tempere-o com o molho. Deixe descansando por quinze minutos. Divida o peixe em quatro partes e encha as canoinhas.

Coloque-as para cozinhar no vapor. Primeiro coloque no fogo alto, assim que a água ferver, deixe o fogo no mínimo. Deve cozinhar por aproximadamente 45 minutos. Após 30 minutos, confira o cozimento. Antes de tirar as canoinhas da panela, verifique, com um palito, se o peixe está macio.

Para acompanhar, o usual no Camboja é arroz branco cozido na água com sal. Porém, a filha é sofisticada e cozinhou, na água com sal, um arroz 7 grãos. Deixou 2 colheres de passas pretas hidratarem em ½ xícara de vinho branco e, ao final do cozimento, juntou ao arroz. Ficou delicioso! Para servir, desenforme-o usando um recipiente redondo (veja dica).

Meu genro escolheu um perfeito Sauvignon Blanc sul-africano para acompanhar o peixe. Caiu super bem!

Se quiser tentar preparar o Amok Powder em casa, os ingredientes são estes:

Talo de capim limão moído(ou capim santo), folhas de kaffir ( folha de limão Kaffir – pode ser desidratada), páprica, cúrcuma, galangal (da família do gengibre) e gengibre chinês. Tente achar em lojas de produtos alimentícios orientais. Possivelmente os nomes estarão em inglês: lemon grass, kaffir leaves, paprica, galangal, curcuma e finger root. A apresentação final é um pozinho fino marrom claro, da cor de cominho, menos amarelado que o curry.

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Capetown 3 – Karibu South Africa Dining

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Para quem mora em Belo Horizonte como nós, uma cidade mundialmente famosa pela quantidade de bares e restaurantes – mais de 16 mil estabelecimentos para 2,4 milhões de habitantes – estranha que aqui na África do Sul não existam bares ( como os nossos) e os restaurantes se acham restritos à área turística. Isto se deve ao fato dos nativos não terem o hábito de se alimentarem fora de casa. Tanto que só se vê nos restaurantes turistas e um ou outro grupo de executivos recebendo convidados estrangeiros.

Em Capetown, os restaurantes estão concentrados na área do antigo cais do porto, onde um cartaz de propaganda no Victoria & Albert Waterfront anuncia uma ampla área de alimentação onde se pode escolher o que comer entre 80 diferentes tipos de comida, que vai de fast-food a restaurantes de luxo apresentando a gastronomia de dezenas de países. Depois de percorrer mais de trinta restaurantes lendo os cardápios expostos na porta, escolhemos o que avaliamos ser o melhor – o Karibu South Africa Dining – tanto pela luxuosa decoração como pelo fluxo de pessoas – era o único praticamente lotado enquanto muitos outros estavam às moscas. Tomamos assento e logo chegou um coral de vozes masculinas que nos ofereceu um belo espetáculo. Passamos a analisar o cardápio. O restaurante oferece uma boa variedade de pratos típicos da África do Sul, como caças, cordeiro e frutos do mar. Escolhemos cordeiro da região de Karoo, especialidade da casa, em duas variações recomendadas.

Costeleta de cordeiro ao molho Karibu com batata salteada

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O famoso molho da casa do qual guardam segredo é um molho tipo barbecue, denso e temperado, feito na base de tomate com gosto de ketchup e, ao que me pareceu, temperado com ervas aromáticas, como hortelã e alecrim e um tanto caramelado. Vamos tentar reproduzi-lo em casa, quem sabe chegamos perto?

A costeleta, assada provavelmente por muitas horas, pois estava tenra, veio envolta no molho Karibu. Achei uma boa ideia servir a batata junto e ao mesmo tempo, à parte, pois caso contrário ficaria suja com o molho. A batata, cujo preparo chamam de wedge é impossível de ser reproduzida em casa, pois precisa de equipamento de uso industrial. Faça-a como a batata salteada que já publicamos, porém sem cheiro verde. Para arrematar, uma grossa fatia de tomate grelhado e um maço de salsa laçada com talos de cebolinha. Bela apresentação. Sabor? Delicioso!

Cordeiro ao molho secreto com arroz de açafrão

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Neste prato de cubos de cordeiro assado o grande lance é também o molho. No cardápio só diz que trata-se de um molho secreto que vem sendo preparado a gerações. Impossível de descobrir-se o que leva, quando muito, percebemos que o sabor a destacar-se é o do tamarindo e da pimenta zimbro. Simplesmente divino! O arroz deve ter sido preparado colocando-se um pouco de açafrão, curry e cominho na água do cozimento e finalizado com passas. Acompanhamento perfeito para cordeiro e carnes adocicadas.

V&A Crème Brûlée ( veja foto de destaque no topo da página)

De comer de joelhos! O creme veio com uma crosta de morangos e berries caramelizada. Ao lado, um copinho com Amarula, o famoso licor sul-africano. Aí quebra-se a crosta e vai-se derramando o licor aos pouquinhos. Hum… se um dia eu me tornar chef de verdade esta sobremesa será o meu cartão de visitas!

Abóbora moranga com carne seca

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Quando eu era menina as festas juninas eram em Junho. Começava a temporada de festança com as barraquinhas de Santo Antônio no dia 13, do santo padroeiro do colégio de mesmo nome no bairro dos Funcionários, hoje chamado de Savassi. Sucediam-se as festas nos colégios e clubes, com São João no dia 24 e fechando o mês com São Pedro no dia 29. Se eu começar a lembrar das histórias…escrevo esta folha e mais dez! Lembrei-me disto porque nunca faltavam nas barraquinhas os três caldos típicos mineiros: caldo de feijão, de mandioca e de abóbora. Hoje as festas se estenderam por julho afora mas não perderam suas características principais: quadrilha, fogueira, bandeirinhas e balões coloridos, barraquinhas de comidas típicas e de prendas. Ai, eu amo festa junina!

Vamos ao caldo que falta:

Caldo de abóbora com carne seca

Abóbora moranga rende bastante e nas festas juninas o caldo era infalível para que sua venda engordasse o cofrinho do santo. Ficava a ferver a noite toda nos imensos panelões das barraquinhas e era – ainda é – um dos pontos fortes de qualquer festa.

Em casa, se quiser sofisticar, pode apresentar o caldo dentro da própria moranga – é só pedir ao verdureiro para abrir uma tampa. Depois tire o recheio para fazer o caldo e coloque a abóbora no forno para amaciar. Por último, coloque o caldo pronto, esquente no forno e leve à mesa.

Para fazer o caldo, retire as sementes e corte a polpa da moranga em pedaços. Corte também cebola. Em uma panela, coloque um pouco de óleo e refogue a cebola e o sal com alho. Junte os pedaços de abóbora e acrescente água quente. Deixe cozinhar.

A esta altura, a carne seca (ou de sol) já deve estar preparada. Faça-a de véspera e deixe-a descansar no seu próprio caldo do cozimento. Veja a receita – igualzinho como se faz a carne cozida de panela.

Continuando, bata a abóbora já cozida com água no liquidificador e volte com o creme para a panela. Se precisar, acrescente água até o ponto de caldo. Deixe ferver. Pouco antes de servir, junte a carne seca desfiada e deixe cozinhar mais um pouco para entranhar o gosto. Prove o tempero, se quiser, acrescente pimenta. Na hora de servir, salpique cheiro verde picadinho.

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Capetown 2 – Penísula do Cabo

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Entre o passeio pela bem cuidada praia de Boulders Beach a ver milhares de pinguins ( ver foto acima) e o belíssimo por do sol enfrentando a ventania do extremo sul da África, no famoso farol do Cabo da Boa Esperança ( ver foto no final do texto), paramos para almoçar em um simpático restaurante típico da região de Saint Simon/ Saint James. Trata-se de uma ex-colônia da Marinha Britânica, rica em incríveis histórias de marinheiros dos séculos passados, desde os idos do século 17. Um típico sobrado branco com varanda, igualzinho àqueles velhinhos de beira-mar do sul da Inglaterra, oferecendo o tradicional fish and chips. Mais britânico, impossível. Pois bem, o cardápio oferecia ainda uma mescla de pratos internacionais com tempero local. Apostamos no peixe e no camarão frescos, pescas do dia, segundo o simpático rapaz que nos atendeu. As receitas que se seguem são a nossa interpretação do pratos que escolhemos.

Badejo sobre batatas com molho de alcaparras

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Um prato simples pode aparentar um certo requinte se servido com alguma arte. Vamos primeiro ao preparo do peixe e das batatas: tempere com sal e limão o filé de peixe – cerca de 150 a 200 gr. por pessoa. Reserve. Coloque as batatas baby para cozinhar com a pele, 4 pequenas por pessoa.

Prepare o molho tipo vinagrete: para cada pessoa, pique ¼ de tomate em cubinhos miúdos, junte uma colher de sopa de alcaparras picadas, ¼ de cebola picadinha, sal, limão, azeite e vinagre. Reserve. Cozinhe o brócolis no vapor. Prepare a maionese ou outro molho de sua preferência.

Cerca de quinze minutos antes de servir, grelhe ou asse o peixe, usando manteiga ou azeite. Quando mudar de cor e ficar branco e macio, antes de corar, jogue sobre o peixe um misturinha de cebola ralada, ervas aromáticas, sal e pimenta do reino branca. Tome a manteiga ou o azeite da panela ou assadeira e regue o peixe. Enquanto o peixe cora, use uma forma redonda para enformar as batatas já cozidas e salgadas (veja dica), apertando-as dentro do aro e depois virando-as diretamente no prato. Coloque o filé de peixe sobre a caminha de batatas e cubra-o com o molho que acabou de preparar junto com o peixe. Disponha no prato – veja a foto – o molho de maionese, o brócolis e o vinagrete de tomates e alcaparras.

Obs.: O peixe revelou-se de ótima consistência, o molho saboroso e as batatas sul-africanas são sempre uma boa pedida. O molho de maionese industrializado foi o ponto fraco. Aconselho substitui-lo por um simples fio de azeite de boa qualidade. Para incrementá-lo, soque ervas frescas, misture ao azeite, deixe ficar por algum tempo e depois coe.

Camarões com spaguetti ao molho de pimenta, côco e rúcula

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Tempere os camarões já limpos com sal e limão. Calcule de 150 a 200 gr. por pessoa. Deixe no tempero por quinze minutos. Lave as folhas da rúcula de deixe-as secarem. Corte as pimentas frescas – as que nos serviram parecem com a nossa malagueta porém são maiores e menos ardidas. Se preferir, substitua por pimentão vermelho.

Cozinhe o spaguetti – cerca de 50 gr. por pessoa (veja dica). Enquanto a pasta cozinha, derrame uma colher de sobremesa de azeite sobre na frigideira e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire os camarões da panela. Reserve.

Na borra que ficou, acrescente um fio de azeite ou um pouquinho de manteiga, uma colher de chá de cebola ralada e frite até dourar. Junte a mesma quantidade de molho de tomate caseiro ( por minha conta, na receita do restaurante não tinha nem cebola nem tomate no molho). Misture. Coloque ½ xícara de chá de água quente, raspe toda a borra até formar um caldo homogêneo. Acrescente as pimentas cortadas. Deixe que amaciem. Junte ½ xícara de chá de leite de côco (pode substituir por creme de leite ou uma mistura dos dois). Volte com os camarões. Misture. Deixe que o molho e os camarões cozinhem. Prove o sal. Desligue o fogo.

Escorra o spaguetti. Volte com o molho ao fogo, junte a pasta e as folhas de rúcula. Misture e sirva imediatamente.

Obs.: Para quem não está habituado a comida muito apimentada, há de se tomar cuidado ao pedir ou fazer um prato como este. Gostamos da mistura de leite de côco, porém acho melhor misturar também creme de leite fresco para suavizar o sabor do côco e dar uma consistência menos aguada ao molho.

Abaixo, foto do ponto mais ao sul da África, no Cabo da Boa Esperança, onde o Oceano Atlântico encontra o Oceano Índico

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Capetown 1 – Table Thirteen

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Novamente no continente africano para mais um passeio gastronômico do Sal & Alho! Há pouco tempo, a blogueira filha provou e amou a original culinária de Gana, semelhante à nossa baiana. Agora viemos, blogueiras mãe e filha, à África do Sul – desta feita com sérias intenções de comer bem. De outra vez que cá estivemos, há dez anos, lembro-me de ter provado carne de animais tipo avestruz, cobra, crocodilo, tartaruga, búfalo, impala, rã e outras mais estranhas. Desta vez, já que certas experiências só se precisa fazer uma vez na vida, escolheremos pratos que possamos interpretar e adaptar as receitas para vocês.

Pela sua localização geográfica, entre os Oceanos Atlântico e Índico, este país, colonizado por holandeses e ingleses, sofre também a influência da culinária árabe, indiana e paquistanesa, além da cozinha original das tribos locais e a de outros povos imigrantes africanos, tais como os vizinhos moçambicanos de colonização portuguesa. Comida chinesa, japonesa, italiana e francesa se vê por toda parte neste mundo, então você pode imaginar a miscelânea da culinária deste país! Bem, comemos um pouco de tudo, sem desagravo aos nossos sensíveis e exigentes paladares e estômagos.

À parte da aventura de circularmos por toda parte guiando na mão inglesa, enfrentamos não só o trânsito do rush de fim de tarde nas grandes cidades e nas rodovias, como também as incertas e bucólicas estradinhas das vinícolas e as emocionantes trilhas de Safari na savana.

Selecionamos para você algumas de nossas melhores experiências gastronômicas: a partir de hoje, siga a nossa série sobre a África do Sul.

 

 

Capetown 1 – Table Thirteen

Chegamos esfomeadas, indo direto do aeroporto para a região de Green Point à procura de alguma coisa para comer. Por ser duas da tarde, seguimos nosso faro até um pequeno café ainda aberto mas já vazio, sem esperança de algo relevante. Porém, a cozinheira nos recebeu com um largo sorriso, oferecendo-se para complementar o já quase findo buffet de saladas com um frango ao molho feito na hora. Fomos surpreendidas por um prato leve e delicioso. Aqui vai a receita, passada diretamente pela cozinheira:

Peito de frango ao molho de champignons com molho de iogurte e cominho.

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Corte como um pão para sanduiche o peito de frango desossado, faça um bife grande, tempere. Enrole-o, amarre-o com um barbante e leve à panela para grelhar. Depois de corado, desamarre o barbante o corte o rolinho em rodelas. Você vai obter simpáticas rodelas de frango! (Veja como fazer na receita do Frango Recheado). Achou complicado? Esqueça disto e escolha como quer fazer o peito de frango, ou simplesmente, grelhe o peito e fatie-o atravessado. O importante é ter o frango grelhado em pedaços.

Agora o molho: aproveite a borra da fritura do frango (no óleo ou na manteiga). Adicione cebola ralada ou picada miudinho. Junte cogumelo-de-paris fresco cortado às lascas. Frite, despeje um pouco d’água quente para fazer o caldo ( veja receita básica do frango com molho de cogumelos). Tempere com cominho e pimenta do reino branca. Prove o sal. Deixe o caldo quase secar. Derrame um pouquinho de vinho branco e deixe evaporar o álcool. Junte o iogurte, misture e desligue. Esta receita, pela delicadeza do paladar, classificamos como sendo inspirada na culinária francesa, porém com tempero local.

Para acompanhar, escolhemos uma salada de lentilhas com pimentões e cheiro verde, uma deliciosa abóbora moranga (daquela pequenininha) cortada em fatias e grelhada e salada de rúcula. Ótimo almoço de estréia!

 

O Table Thirteen serve café da manhã, almoço executivo e ainda vende produtos de fabricação local, como deliciosos biscoitos tipo tarallo italiano e brownies.

Palha italiana x salaminho de chocolate.

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Existem sobremesas com sabor de infância, como brigadeiro, pé de moleque, cajuzinho, cocada, olho de sogra. A gente cresce, passa a frequentar restaurantes e confeitarias sofisticadas na nossa terra e pelo mundo afora. Descobre novos sabores, deslumbra-se com tortas famosas, como, por exemplo, a Torta Sacher de Viena, a preferida de Sissi, a imperatriz. Porém a nossa memória gustativa fala mais alto. Basta chegar em casa e ver um prato de palha italiana que vem um ahhh! incontrolável. Tente resistir, você saliva sem querer. Tente prometer-se que só vai comer depois do almoço de domingo. Perda de tempo, o doce não lhe sai da cabeça.

Dê uma trégua ao seu regime, vá agora lá na cozinha. Em 10 minutos você prepara esta delícia chamada de palha italiana e tenho certeza que passará um dia mais feliz!

Já fiquei curiosa por causa do nome palha italiana. Visitando o Piemonte, ao norte da Itália, descobri na cidade de Alba, um doce maravilhoso – salame di cioccolato – bem parecido como o nosso, o que justifica a origem do nome. Se quiser saber a receita original, achei-a no site da Giallo Zafferano

Em Portugal também existe algo parecido. Chama-se salaminho, porém é feito com amêndoas. É praticamente a mesma base, mas troca-se o biscoito pela amêndoa sem casca e triturada (ou sem palha, como dizem por lá) e faz-se um rolinho igual a salaminho. Coloca-se para esfriar na geladeira, enrolado em papel alumínio, e depois corta-se em fatias. Tal como o brigadeiro, que já se chamou negrinho, a palha italiana surgiu há mais de um século no sul do Brasil, provavelmente nas comunidades mistas de italianos do norte da Itália e portugueses dos Açores. Certamente, desta mescla de culturas, nasceram esta e muitas outras delícias da legítima culinária brasileira.

Palha italiana 

Separe 1 lata ou caixa de leite condensado ( 250 gr.) , 2 colheres de sopa de chocolate Nestlé do fradinho ou Nescau ( ou melhor: ½ xícara de café de chocolate meio-amargo ralado), 1 colher de sopa de manteiga, 1 colher de sopa de creme de leite e 1 pacote de biscoito maizena ( 200 gr.). Eu prefiro usar o biscoito Divertidos.

Misture bem o leite condensado, a manteiga e o chocolate. Leve ao fogo baixo para cozinhar. Misture com colher de pau, continuamente, até começar a soltar da panela. Cuidado para não empelotar e não agarrar no fundo. Misture o creme de leite para dar uma consistência macia. Pique os biscoitos. Misture. Coloque a massa ainda quente sobre uma bancada limpa ou tabuleiro, formando uma camada de 1 cm de espessura. Deixe esfriar. Salpique açúcar refinado. Corte em losangos ou, como dizem os italianos “mal tagliatti”, ou seja, mal cortado, como os da foto acima.

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