Chutney de beterraba

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Quando estivemos na vinícola Vrede en Lust, na região norte de Capetown, na África do Sul, nos foi servido um delicioso aperitivo de beterraba semelhante a um chutney. Este tipo de preparação, proveniente da Índia, usa legumes ou frutas cozidos no açúcar (branco ou mascavo) e temperados para que se tornem uma conserva. Normalmente usa-se para temperar: sal, alho, cebola, vinagre, mel, gengibre, canela e ervas aromáticas. Como gostamos muito e achamos bem diferente, resolvemos reproduzir em casa. Reunimos o comitê oficial, ou seja, a mãe blogueira e as duas filhas e nos aventuramos na recriação da receita tendo, como orientação, nossa lembrança do visual e do paladar. Pois deu muito certo e vamos repetir sempre! É fácil de preparar e muito original para você oferecer aos seus convidados como aperitivo antes de um jantar.

Chutney de beterraba

Escolha uma beterraba bem firme e brilhante. Selecionamos para temperar: aceto balsâmico, vinagre de vinho tinto, mel, canela e gengibre fresco. Preferimos usar o açúcar branco (cristal)  ao invés do mascavo porque achamos que este último certamente escureceria a bela cor natural da beterraba.

Rale ou processe a beterraba para ficar como na foto. Coloque meio litro de água para esquentar. Tome uma frigideira e deite 2 colheres de sopa cheias de açúcar cristal. Mexa com uma colher de pau. Quando estiver da cor de mel, acrescente a água quente. Coloque a beterraba ralada para cozinhar até que a água quase seque. Mexa de vez em quando para cozinhar por igual.

Rale um pedacinho de gengibre de modo a dar 1 colher de sobremesa e acrescente à beterraba. Misture e coloque os temperos nesta ordem: 1 colher de sopa de aceto balsâmico, a mesma quantidade de vinagre de vinho tinto e a mesma quantidade de mel e ainda 1 colherinha de café rasa de sal.  Coloque um pauzinho de canela ou 1 pontinha de colher de café de canela em pó.  Misture bem prove se está do seu gosto. Deixe secar completamente, mexendo com a colher de pau até adquirir consistência de geleia. Sirva frio.

Para acompanhar, a filha blogueira fez um pão simplesmente fantástico!

Veja o que nos foi servido na vinícola:

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Observe que há também um chutney de manga. Para fazê-lo, proceda da mesma maneira, usando a manga madura cortada em cubos pequenos, cozinhando-a na calda de açúcar mascavo e temperando a gosto. Sofisticado e delicioso, não é? Para acompanhar, nos foi servido um excelente vinho Sauvignon Blanc da Vrede en Lust. Inesquecível!

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Torta de banana – 2 opções fáceis de fazer

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Torta de banana tem gosto de infância. Não há quem não conheça e goste desta sobremesa com jeito de Brasil, feita a partir do tradicionalíssimo doce de banana. Também não há cozinheira que não o faça, pois há sempre alguma banana madura precisando ser aproveitada. Pode-se fazer com banana prata, que é a mais comum no Sudeste, com a bananinha ouro, com a banana da terra, com a caturra…cada região do país tem a sua banana. Uma torta de banana geralmente tem 3 ou 4 camadas: uma de doce de banana, outra de creme de gemas e outra de suspiro ou merengue, tendo ainda a opção de acrescentar biscoito. Para quem nunca fez este doce tão popular, aqui vai a receita:

Doce de banana

Corte 6 bananas médias ( prata) em rodelas da espessura de 1 dedo. Reserve. Faça uma calda caramelada: coloque 3 colheres de sobremesa de açúcar cristal em uma frigideira. À parte, tenha água fervendo. Mexa o acúcar com uma colher de pau até formar uma calda grossa da cor de caramelo. Despeje a água quente aos poucos, aproximadamente 3 xícaras de chá de água. Continue mexendo até que a crosta que se formou dissolva por completo.Se precisar coloque mais água até conseguir o ponto de uma calda bem rala. Junte as bananas cortadas, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe que cozinhem até ficarem macias. Deixe o doce esfriar.

Creme de gemas para a torta

Para cada 6 bananas vai: 3 gemas ( guarde a clara), 3 colheres de chá rasas de açúcar, 1 colher de chá de manteiga, 1 1/2 xícara de chá de leite, 1 lata ou caixa de leite condensado,1 colher de chá cheia de amido de milho ou maizena, 3 gotas de baunilha. Bata as gemas, o açúcar, a manteiga, o leite e o leite condensado, no liquidificador. Pingue o extrato de baunilha. Leve ao fogo até começar a ferver. Dissolva a maizena  em 1 xícara de café de água e acrescente. Abaixe o fogo e mexa, com a colher de pau, até começar a fazer bolhas. O creme deve ter uma consistência média. Deixe esfriar.

1a. opção: Torta de banana com suspiro

Bata as 3 claras em neve na batedeira e junte 3 colheres de sobremesa de açúcar refinado ( ou o cristal batido no processador ou liquidificador). Continue batendo até dar ponto de suspiro, ou seja, se passar uma colher e retirá-la, o creme formará um “cabinho” vertical que se manterá sem cair para o lado. Monte a torta colocando a 1a. camada de doce de banana, a 2a. de creme de gemas e a última de suspiros. Faça os suspiros usando como medida uma colher de chá. Veja a foto. Leve ao forno pré aquecido a 80 graus só a conta do suspiro ficar rosado. Retire do forno e deixe a torta esfriar em algum canto protegido de corrente de ar. Depois de fria, leve à geladeira para resfriar.

2a. opção: Torta de banana com biscoito champagne

Esta opção não vai ao forno, portanto, é mais fácil de ser feita. Também é menos doce. Passe os biscoitos champagne no leite até que comecem a amolecer. Forre o fundo da travessa. Coloque o doce de banana e depois o creme de gemas. Bata as 3 claras em neve e junte apenas 1 colher de chá de açúcar. Torne a bater.  Junte uma caixa de creme de leite – sem soro – e misture com cuidado para obter uma mistura homogênea, sem deixar o volume diminuir. Finalize a torta com esta última camada e leve à geladeira por 4 horas antes de servir. Enfeite a torta com um fio de calda caramelada ou mel e farofa de amêndoas, nozes ou castanhas.

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Bolo do Dia de Reis

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Nos países de cultura espanhola e portuguesa, como no Brasil, comemora-se o Dia de Reis em 6 de janeiro de cada ano. Na Espanha, as crianças não recebem presentes no dia de Natal. É costume colocarem seus sapatinhos na janela à espera que os Reis Magos lhe tragam presentes, como os deram ao Menino Jesus.  Ontem, comemoramos o Dia de Reis em família, como fazemos todos os anos, relembrando e passando aos mais novos as nossas tradições. O Bolo de Reis e a simpatia das romãs fazem parte da comemoração.

Quem sabe da história? Pois vou contá-la a quem não sabe, tal qual a conheço desde criança, transmitida há centenas de anos de uma geração a outra.

Há mais de dois mil anos, em diferentes partes do Oriente Médio, três reis sábios, que como magos eram também astrólogos, perceberam no céu uma estrela cadente de brilho espetacular. Estudaram o evento e chegaram à conclusão que a passagem deste cometa marcava um fato extraordinário: nasceria uma criança predestinada a guiar os homens.

Seguindo o caminho que indicava a estrela, o jovem Rei Gaspar, que teria cerca de 20 anos, partiu da Pérsia, às margens do Mar Cáspio, levando como oferenda, à criança que nasceria, o incenso, uma resina vegetal valiosíssima e usada, há milênios, para louvar os deuses e reis. O ato de louvar é sinal do mais elevado amor, respeito e consideração.

Pelo caminho, encontrou-se com o velho Rei Melquior, já com cerca de 70 anos. Havia partido de Ur da Caldéia, o berço da civilização, avisado pela mesma estrela. Este rei trazia ouro como oferenda, simbolizando seu desejo de trazer riqueza de espírito à criança que viria ao mundo.

Mais à frente, as duas caravanas encontraram-se com uma terceira, a do rei mouro Baltazar, que contaria 40 anos, vindo do Golfo Pérsico. Este rei trazia, como presente à criança, a mirra, uma planta medicinal de muito valor, que curava todos os males e era usada há milênios para embalsamar as múmias egípcias. Significava a esperança da vida eterna.

Os três reis magos prosseguiram viagem juntos, sempre guiados pela estrela. Chegando à Palestina, foram recebidos pelo Rei Herodes. Perguntaram ao rei onde havia nascido o menino mas este, assustado com a notícia, nada soube dizer. Desanimados, retiraram-se de Jerusalém mas eis que, ao anoitecer, a estrela volta a brilhar no firmamento, a indicar-lhes o caminho até Belém. Lá chegando, os reis encontraram, para sua grande surpresa, um bebezinho recém-nascido em uma manjedoura, tendo ao seu redor o pai, José, a mãe, Maria, alguns pastores e seus animais. Porém, apesar do nascimento humilde, não tiveram dificuldade em reconhecer o nascimento de um filho de Deus, pois a estrela brilhava intensamente sobre a choupana, iluminando a face do Menino Jesus. Depositaram então a seus pés, os presentes trazidos de muito longe: o incenso, o ouro e a mirra. Rememoramos este evento, a cada ano, fazendo uma oração aos Reis Magos e ao Menino Jesus.

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A romã é uma fruta originária do Oriente Médio e desde milênios considerada uma fruta sagrada, associada ao amor, à fertilidade e à riqueza e de conhecidos benefícios à saúde. Assim fazemos a simpatia da romã: toma-se nove sementes na palma da mão; três são jogadas para trás, deixando no passado e no esquecimento o desamor, a penúria e as doenças; três são mastigadas e engolidas, para estar em nosso íntimo o amor a Deus e ao próximo, a riqueza e a saúde; as três últimas são guardadas para conservar conosco a lembrança de fazermos sempre o bem e o melhor que possamos em todas as situações. Costumamos guardar as três sementes enroladas em uma nota de dinheiro. Todo ano, jogamos na terra as sementinhas secas do ano anterior e guardamos as novas no mesmo lugar, conservando esta tradição. Faço isto desde pequena e da vida não posso me queixar, muito pelo contrário, só tenho a agradecer!

Ao entardecer, ao surgir a primeira estrela no céu, rezamos diante das pequenas imagens do Reis Magos e fizemos, junto à família e amigos a simpatia da romã. Brindamos com um bom vinho e distribuímos entre nós as fatias do Bolo de Reis, preparado com muito carinho pela filha blogueira. Aqui segue a receita para vocês também comemorarem conosco as nossas tradições. Ainda é tempo!

Bolo de Reis

Separe 3 tigelas, uma forma de pizza de 30cm e as prendas*

Ingredientes: 5 xícaras de chá de farinha de trigo, 2 tabletes de fermento biológico fresco, 1 xícara de chá de açúcar (branco ou mascavo), 1/2 xícara de café de leite, 5 ovos, 3 colheres de sopa de vinho do Porto, 2 colheres de sopa de raspas de laranja, 1 xícara de café de azeite. Use essa mesma medida de xícara de café para: nozes picadas, amêndoas picadas e uvas passas pretas e finalmente 1 xícara de café de frutas cristalizadas. 

Na primeira tigela misture o fermento com 3 colheres do açúcar e amasse com uma colher até formar uma pasta. Junte o leite morno e 4 colheres de sopa da farinha de trigo. Cubra com plástico filme e deixe descansar em lugar aquecido ( perto do fogão, por exemplo) por 15 minutos. Enquanto isso, peneire 4 xícaras da farinha de trigo na segunda tigela tigela. Na terceira tigela, misture 4 ovos, o vinho e as raspas de laranja e bata rapidamente com um fouet (nome chique do batedor de claras). 

Depois de passados os 15 minutos, coloque a farinha peneirada, sobre uma superfície lisa e limpa, fazendo um montinho. Abra uma cavidade no meio, como um vulcão, e coloque 3/4 do azeite e o açúcar. Aos poucos, jogue a farinha das bordas para o meio e vá misturando tudo até ficar uma massa homogênea.  Junte então a mistura do fermento e depois acrescente a mistura de ovos, aos poucos. Sove bem a massa. Para sovar, deve esticar a massa, dobrar ao meio, esticar de novo com o punho ou os nós dos dedos, e dobrar novamente, repetidamente. É um ótimo exercício. Adicione as passas, nozes, amêndoas e metade das frutas cristalizadas, até ficar bem distribuído. Se a massa continuar grudando na mão, acrescente um pouco de farinha, aos poucos, até fa massa ficar sólida, mas ainda úmida. Volte com a massa para uma das tigelas, cubra com um pano limpo e deixe crescer por cerca de 1 hora e meia, até que dobre de tamanho.

Depois da massa crescida, amasse-a mais pouco na bancada e separe-a em três partes iguais. Se ainda estiver grudando, unte as mãos e a bancada com um pouco de azeite. Faça um rolo de mais ou menos 30 cm de comprimento com cada uma das partes. Faça uma trança, trazendo uma parte ao centro de cada vez, alternadamente. Deixe o início solto, para que trance junto ao fim, formando um círculo. Ajeite e junte bem as pontas, formando uma coroa perfeita. 

* Agora é hora de inserir as prendas no interior da massa, tomando o cuidado de depois fechar bem, com os dedos. Na tradição portuguesa, coloca-se uma fava. Quem achá-la, sinal de sorte e será também a pessoa responsável  por fazer o bolo no ano seguinte. Ouvi falar também que pode-se colocar um anel, que indicará casamento, uma moeda, para trazer dinheiro, um dedal para não faltar trabalho. Só não se pode esquecer de contar aos convidados o que se pôs dentro do bolo, senão vai ter gente correndo para o dentista!

Por fim, distribua o restante das frutas cristalizadas sobre a massa, pressionando ligeiramente com os dedos para que não escapem. As frutas secas e coloridas representam as pedrarias das coroas dos Reis, portanto, capriche no visual! Bata o ovo restante e pincele-o sobre todo o bolo. Assim, ficará brilhante, com uma cor dourada! Transfira o bolo, com cuidado, para a forma de pizza, untada com o restante do azeite. 

Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 40 minutos, ou até que esteja corado e assado por dentro. 

Sirva ainda morno.  Se quiser, faça como os espanhóis e enfeite-o com uma coroa de papel colorida!

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Pão árabe rápido de fazer

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Devem haver milhares de receitas de pães árabes. Esta é uma que sempre faço para comermos como aperitivo no domingo. Enquanto, na cozinha, converso com minha mãe e minha irmã, preparando o almoço, rapidamente faço os pães e os sirvo quentinhos. Uma delícia, que basta chegar à mesa para acabar em cinco minutos.

Aqui vai uma receita básica, que dá para 3 pães com diâmetro em torno de 17 cm. Dobre, triplique, conforme o número de pessoas.

Separe 3/4 de xícara de chá de farinha de trigo e reserve mais um pouco para polvilhar. Mais 1 colher de chá de açúcar, a mesma quantidade de fermento biológico em pó, 2 colheres de sobremesa de azeite, 2 colheres de sopa de água morna (ou mais um pouco de água até dar o ponto).

 

Coloque o fermento na água morna, misture e deixe descansar por 5 minutos. Misture os outros ingredientes em uma tigela de vidro: farinha, açúcar, sal e azeite. Por último, acrescente a água com fermento.  Comece a misturar com uma espátula, depois, ponha a mão na massa e aperte com vontade. Vá pingando água até conseguir o ponto certo da massa: deve ficar uniforme, sem esfarinhar, levemente úmida, mas sem grudar nas mãos. Se por acidente (acontece) colocar muita água, pode polvilhar mais farinha, mas cuidado para não exagerar na dose!

 

Faça uma bola com a massa e conserve-a na própria tigela esfarinhada. Cubra com um pano e deixe no lugar mais quentinho da casa para descansar por, no mínimo, 30 minutos, ou até que dobre de tamanho.

 

Volte lá e veja como o seu filho cresceu – eu morro de orgulho! Separe a massa em três partes, polvilhe uma superfície lisa e limpa com farinha de trigo e prepare o rolo de abrir massa. Antes de usá-lo, passe farinha em toda a sua superfície. Passe a bolinha de massa ligeiramente na farinha de todos os lados, abrindo de leve com a palma da mão. Depois comece a abrir com o rolo. Passe primeiro em um sentido, depois vire 90 graus e passe de novo. Continue assim para que ela fique sempre redonda, ou mais ou menos redonda, até que fique bem fininha, do tamanho da sua frigideira.

 

Aqueça a frigideira e, sem untar, coloque o pão. Quando formarem bolhas e começar a ficar corado do outro lado, vire. Quando estiver corado e crocante dos dois lados, pode retirar.

 

Sirva quentinho, acompanhado de homus, babaganush, berinjela, o que preferir. Seus convidados vão babar!

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Salada morna como entrada

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Para variar da linha de 20 saladas lights, das saladas consagradas internacionalmente e de outras que inventamos e todas já publicadas, criamos agora esta composição de legumes de visual bonito e paladar apurado.

Veja se tem em casa: beringela, tomatinho cereja, brócolis, cenoura, abobrinha e alho poró. Para temperar: azeite, sal, alho e alecrim.

As beringelinhas que encontrei no mercado são deliciosas e também se prestam perfeitamente para servir como aperitivo. Corte-as ao meio e coloque-as numa travessa refratária. Salpique alho picado, alecrim ( e/ ou outras ervas) e sal, regue com azeite. Leve ao forno até ver que as beringelas coraram e começam a encolher.

Faça o mesmo procedimento com os tomatinhos, mas separadamente, pois este ficam muito menos tempo no forno.

Enquanto estes dois preparos estiverem assando, cuide do brócolis: coloque os buquês em uma panela com o fundo coberto com água ( cerca de 1cm.). Tampe a panela. Assim que a água ferver, desligue e deixe os brócolis dentro da panela bem tampada por 5 minutos ou até que fiquem macios. Se quiser que fiquem mais gostosos, esquente um tico de azeite com bacon em uma frigideira, torre um pouquinho de sal com alho e salteie os buquês de brócolis já amaciados.

Rale a cenoura e a abobrinha no ralo grosso, em partes iguais. Pique em rodelas o talo de alho poró, na mesma proporção. Esquente um pouquinho de azeite na frigideira, coloque uma pontinha de colher de sal com alho, misture. Passe os legumes: primeiro o alho poró até murchar e querer começar a fritar, em seguida a cenoura, a conta de amolecer e então junte a abobrinha, misture, dê uma revirada e desligue.

Disponha os legumes em uma travessa e leve-os à mesa ainda quentes.

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Pão de queijo de Minas para o mundo

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Aprendi a fazer pão de queijo um pouco antes de ir morar fora do país, no intuito de levar um pouquinho de Minas comigo. Por lá, logo encontrei uma lojinha com produtos brasileiros onde eu achava o polvilho doce. Para o queijo, na falta do mineiro, adotei o queijo holandês tipo Gouda, que acrescentou um sabor maravilhoso ao nosso pão de queijo – que tornou-se um “mineirolandês”. 

Em pouco tempo, o pão de queijo que eu fazia tornou-se conhecido por todos os meus amigos e ainda pelos amigos dos amigos. A notícia correu sobre os “cheese balls” – como eram chamados, diante da incapacidade gringa de pronunciar o “ão” e o “eijo”. Comecei então a preparar e levar para todas as festas e piqueniques para os quais era convidada. Quando não os levava, era a maior decepção! 

Passo aqui a receita do pão de queijo mineiro, o tradicional, feito com o legítimo queijo minas. Para quem não mora em Minas Gerais, pode-se substituir parte do queijo, ou todo ele, por queijo parmesão, porém em menores quantidades, pois este tem sabor muito mais forte. 

A receita é fácil de memorizar: para 600 gr de polvilho doce, 300 ml de leite, 150 ml de óleo (metade da metade da metade). Além disso, 500 gr de queijo minas padrão ou 400 gr de parmesão, 3 ou 4 ovos, a depender do tamanho, e uma colher de sopa rasa de sal. 

Coloque o leite e o óleo em uma leiteira no fogo e deixe até ferver. Enquanto ferve, passe o queijo no ralo grosso e reserve. Misture o polvilho e o sal em uma bacia grande. Quando o leite levantar fervura, desligue. Despeje a mistura líquida ainda quente na mistura seca de polvilho, o que chamamos de “escaldar a massa”.  

Comece a misturar com uma colher de pau e, logo que a temperatura permitir, amasse com as mãos. Cozinheira de verdade não sente a mão queimar, mas se você é iniciante, muito cuidado! Quando esta massa estiver quase uniforme, acrescente o queijo ralado. Se estiver geladinho, vai ser um alívio para as mãos! Por último, acrescente os ovos, um a um e vá amassando. A quantidade de ovos vai depender do tamanho deles, por isso verifique o ponto. A massa deve estar homogênea e úmida, mas ainda bem sólida. É importante amassar bem com os dedos, mergulhando a mão aberta na massa e apertando como se tivesse apertando uma bola nas mãos. 

Se você tiver tempo e paciência, deixe a bacia com a mistura na geladeira descansando por cerca de duas horas (ou mais) para que fique mais fácil de enrolar. Depois faça as bolinhas do tamanho que desejar, pequenas para lanche ou grandes para sanduíches. Usando como medida uma colher de sopa cheia, a receita rende cerca de 50 pães de queijo pequenos.

Chegou a hora de assá-los. Disponha as bolinhas na assadeira, com o espaço de, no mínimo, 2 cm entre elas, pois irão crescer. Asse-os por cerca de 20 minutos, ou até que fiquem dourados, em forno pré-aquecido a 180 graus. 

Para congelar, disponha-os na assadeira com um espacinho entre eles e deixe-os no congelador até que endureçam. Depois que estiverem durinhos, pode colocá-los em sacos plásticos. Eu gosto de separar em porções de 10 ou 12, assim já fica um saco para cada lanche. Na hora de assar, deixe fora do congelador por 15 a 20 minutos enquanto o forno pré-aquece e então asse normalmente. Nada melhor do que ter pão de queijo caseiro sempre à mão para receber aquela visita de última hora!

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Rondelli aos quatro queijos

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Outro dia fiz um jantar para 45 convidados em minha casa. Eu queria fazer uma pasta com uma bela apresentação e que, além disto, agradasse (e sustentasse) aos possíveis vegetarianos como opção única de prato quente. Lembrei-me então dos cardápios de jantar que oferecíamos no hotel onde trabalhei por muitos anos e fui também responsável pela gastronomia. Escolhi fazer um rondelli de queijo ao molho bechamel. Quem não gosta?

Como decidi fazer tudo em casa, resolvi que compraria os pães e a pasta, pois estes são deveras trabalhosos. Comprei um pasta fresca de lasagna preparada artesanalmente por netos de italianos, de uma lojinha minha velha conhecida. Excelente, por sinal. Como queijos, escolhi o queijo minas da Serra da Canastra mais fresco que encontrei, queijo tipo gouda e parmesão. Comprei creme de leite fresco que vem na garrafinha ( 500 ml.), papel alumínio e os ingredientes para o molho bechamel. As ervas? Aa minha linda horta, claro!

Vamos aqui considerar o preparo deste rondelli para 12 a 15 pessoas ( para ser servido como primeiro prato) –  o que dá um pirex grande.

Comece preparando um bom molho bechamel. Para esta quantidade, separe: 1 xícara de café cheia de farinha de trigo, 1 colher de sopa de manteiga,1 cebola grande ralada, 2 xícaras de chá ou pouco menos de leite, sal, noz moscada e pimenta do reino branca. Em uma frigideira aberta, torre a farinha de trigo, mexendo sem parar com uma colher de pau ou espátula, até começar a ficar rosada. Abaixe o fogo, junte a manteiga e dissolva a farinha de trigo. Acrescente a cebola ralada, continue dissolvendo. Deixe a cebola começar a corar. Se precisar, coloque mais manteiga. Estando tudo bem homogêneo, acrescente o leite aos poucos e continue mexendo até formar um creme liso de boa consistência. Tempere. Se tiver encaroçado, use o mixer. O creme precisa ficar encorpado e bem temperado, pois será misturado – mais tarde – ao creme de leite fresco, que não tem tempero.

Prepare a massa com os queijos. Usei 1/2 queijo minas ( aproximadamente 550 gr.) e 300 gr. de queijo gouda. Passe-os no ralo grosso, dentro de um recipiente, na proporção de 2/3 de queijo minas para 1/3 de queijo gouda. Misture bem e acrescente as ervas frescas picadas bem miudinho. No caso, coloquei salsinha, cebolinha verde e um tiquinho de alecrim e de sálvia. Não precisa acrescentar tempero. Se quiser, acrescente outros queijos, como o gorgonzola, o queijo fundido ou a muçarela ou então faça a massa com os queijos que gostar.

Compre 500 gr. de pasta fresca, dessas que vem com uma folha de plástico separando cada lâmina de pasta. Conte uma lâmina da pasta por pessoa e corte pedaços de papel alumínio um pouco maiores no sentido da largura. Forre a bancada com um plástico, pois facilita para fazer os rolinhos. Enrole-os com a massa de queijo como recheio, como mostra a sequência de fotos, deixando 2 cm. sem queijo na parte superior para poder fechar, colando a extremidade da lâmina. Cada rolinho gasta aproximadamente 5 colheres de queijo. Enrole cada rolinho separadamente no papel alumínio e feche as pontas. Coloque-os numa forma e leve ao congelador por 2 horas. Retire, desenrole do papel alumínio e corte cada rolinho em 4 partes.

Misture o creme bechamel frio com o creme de leite fresco. Prove o tempero.

Separe um pirex ou travessa refratária grande – a que vai ser levada à mesa. Forre o fundo com a terça parte do creme misturado. Disponha os rolinhos como mostra a foto. Cubra com o restante do creme. Rale queijo parmesão por cima.

Cerca de 20 minutos antes de servir, leve o pirex ao forno a 250 graus para gratinar, ou seja, até ver que o creme está fervendo e o parmesão, ligeiramente corado.

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Aperitivos light – fácil e rápido

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Depois da comelança do Natal, você resolveu convidar alguns amigos para um aperitivo de fim de tarde. Todo mundo de consciência pesada! E este calor? Fazer o quê? Ora, vamos comemorar o final de ano com uma bebida gelada e alguns tira-gostos bem lights. Veja aqui algumas ideias:

Espetinho de tomate e beringela

Corte tomatinhos cereja ao meio ou tomate italiano em rodelas grossas e depois, cada rodela em quatro partes. Pique a beringela, com a casca, em cubos do mesmo tamanho. Tome um palito e entremeie estes ingredientes. Leve ao forno fraco por 10 a 15 minutos com um fio de azeite. Coloque em um pratinho, salpique sal a gosto e enfeite com folhinhas de manjericão. Sirva frio.

Enroladinho de abobrinha com cream cheese

Corte a abobrinha em lâminas, no sentido do comprimento. Pode usar um daqueles fatiadores de queijo. Passe-as rapidamente em uma frigideira com um pingo de azeite para grelhar. Deixe esfriarem. Se o creme estiver muito mole, encorpe-o acrescentando um pouco de queijo gorgonzola ou minas amassado. Tempere o creme com ervas. Coloque uma colherzinha do creme de queijo dentro de cada fatia de abobrinha já grelhada e enrole. Coloque um palito para fechar e amarre com um talinho de cebolinha verde. Leve à geladeira para endurecer antes de servir.

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Torta de chocolate para o Natal

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Ainda dá tempo para você fazer aquela torta de chocolate deliciosa para o dia de Natal. Se tem criança em casa, chame-as para a cozinha, pois é muito fácil de fazer. Só tem um detalhe importante: para ficar bem firme, esta torta precisa ir ao congelador por cerca de 4 horas e ficar mais outras 4 a 8 horas na geladeira antes de ser servida.

Vamos começar? Veja se tem os seguintes ingredientes: 1 pacote de 150 gr. de biscoito waffle de chocolate ou outro sabor, 1 1/2 caixa de biscoito Calipso ou similar*, 2 barras de chocolate de 150 gr. cada, uma de chocolate meio amargo ( se não tiver pode ser ao leite) e outra de chocolate branco,  2 caixinhas de creme de leite, 1 colher de sopa de manteiga e 1/2 xícara de chá de chocolate em pó ( tipo o do Fradinho da Nestlé). *Veja as variações abaixo para enriquecer sua receita.

Você vai precisar também de uma forma média daquelas que soltam o fundo. Se não tiver, forre uma forma comum com papel alumínio para ficar fácil de tirar da forma.

Despedace os biscoitos waffle dentro de uma bacia de plástico, usando um batedor de bife. Misture bem 1 colher de sopa rasa de manteiga e o chocolate em pó. Forre o fundo da forma com esta “farofa”.  Leve ao forno a 180 graus por 5 a 10 minutos – a conta de endurecer esta base.

Enquanto isto, pegue duas travessas e em cada uma coloque uma barra de chocolate – a de chocolate ao leite em uma e a de chocolate branco em outra, picadas. Leve-as separadamente ao micro-ondas por uns 3 a 5 minutos ou o tempo de derreter o chocolate. Atenção para não deixar o chocolate queimar. Retire e misture cada barra de chocolate derretida com a metade de cada caixa do creme de leite. Vá juntando mais creme, aos pouquinhos, até dar uma consistência firme. Normalmente, se usa 3/4 da quantidade do creme. Adicione umas gotinhas de baunilha somente ao chocolate branco para ficar mais gostoso.

Tire a forma do forno e deixe esfriar completamente. Distribua os biscoitos* com a face com o chocolate para fora, formando um círculo. Dentro deste círculo, coloque os dois cremes de chocolate – o marrom e o branco. Misture ligeiramente para ficar mesclado.

Ponha a forma no congelador por cerca de 4 horas ou até o creme ficar duro. Depois coloque na geladeira até a hora de servir ( pelo menos mais 4 horas). Desenforme imediatamente antes de servir, sendo que a base de biscoito fica por baixo. Se quiser, enfeite com biscoitos, amanditas, confeitos de chocolate, o que gostar!

Variações:

Outro modo de fazer esta torta é usar biscoito tipo Bis ou Kit-Kat para forrar a forma. Você pode também aumentar a quantidade da farofa, fazê-la sem misturar o chocolate em pó – se quiser que fique clara –  e forrar com esta farofa a lateral da forma. Quanto menos manteiga, mais firme a massa fica.

Se quiser incrementar a torta (fica muito mais gostosa e mais bonita!) prepare uma geléia de morango ou de frutas vermelhas para a cobertura. Faça-a assim: Lave as frutinhas e deixe-as secar. Forre o fundo de uma bacia de plástico (ou de uma travessa de louça) com açúcar cristal, coloque as frutas e depois espalhe o açúcar por cima. Deixe por 2 dias na geladeira, tampada com filtro de plástico. Depois deste tempo, as frutas soltam um caldo grosso. Leve ao fogo, em uma panela, até o ponto em que as frutas se desmancham em pedaços e a calda engrossa, ou seja, ponto de geléia rala ( depois de fria engrossa bem).

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Joaquina – As doceiras

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Amor e dedicação à arte de fazer doces por muitas gerações – eis uma bela história que merece ser contada!

Sinhá Joaquina foi uma nobre mocinha muito prendada, nascida em Portugal no início do século passado. Aos treze anos, o pai deu-a em casamento a um amigo, fato comum àquela época. Pouco tempo depois, Joaquina era a orgulhosa mãe de três crianças mas também a infeliz esposa de um homem muito mais velho do que ela e ainda infiel. Revoltou-se, não mais queria um marido mulherengo! O que ela fez? Fugiu! Veio para o Brasil com os filhos e estabeleceu-se no Vale do Paraíba. Valente a mocinha! Passado um tempo, começou a ter dificuldades financeiras mas, orgulhosa, não quis recorrer à família. Passou então a fazer doces e os filhos, já grandinhos, corriam a vizinhança vendendo-os. Todo mundo sabe que os doces portugueses são deliciosos e logo a doceira Joaquina tornou-se famosa. As filhas, as netas e as bisnetas continuaram a fazer as mesmas receitas deliciosas, passando os segredos de uma geração à outra. Hoje, duas de suas tetranetas, apaixonadas por doces, continuam a tradição familiar e têm um ateliê de doces maravilhosos no Bairro Belvedere, em Belo Horizonte. Merece uma visita!

O Natal já vem chegando. Passando em frente à loja não resisti e pedi às doceiras Vera e Regina se eu poderia dividir com vocês o prazer de ver doces natalinos tão lindos. Pois aqui estão! Só não posso compartilhar o imenso prazer que foi provar dos finíssimos e deliciosos docinhos feitos com chocolate belga e outros ingredientes especiais – isto vocês terão de fazer pessoalmente! E, não sejam egoístas, encomendem logo para dar de presente. O sucesso, eu garanto!

 

 

Joaquina – As doceiras

Av. Luiz Paulo Franco, 1065/ loja 7- Belvedere Mall – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil

telefone +55 31 3309 2070                                                         http://www.joaquinadoceiras.com.br

MB* – A praticidade de uma carne fria

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Vira e mexe sai assunto de comida em qualquer lugar onde vamos, não é? Ainda mais comigo, que curto tanto este assunto de gastronomia que, quase diariamente, cozinho, fotografo e escrevo as receitas para este blog. Pois foi justamente falando de comida prática e fácil de fazer que uma colega de academia me passou esta receita de lagarto. Fiz no dia seguinte, amei e agora passo para vocês.

Basta ter um pedaço de lagarto, uma cenoura e um pedaço de bacon, uma lata de tomate italiano e uma latinha de cerveja preta. E sal. Só isto!

Faça furos na carne com uma faca de ponta fina. Corte a cenoura e o bacon em talos largos e enfie-os para dentro da carne. Passe uma fina camada de sal pela carne toda.

Pegue uma panela de pressão e coloque a carne. Despeje o conteúdo da latinha de tomate italiano e a cerveja preta. Tampe a panela e deixe-a no fogão por 45 minutos a 1 hora, dependendo do tamanho da carne. Tire a pressão com cuidado e verifique, com um garfão, se a carne está macia. Se não estiver, deixe terminar de cozinhar fora da pressão, no fogo baixo.

Retire a carne da panela e fatie-a. Tanto pode servir quente com o próprio molho do cozimento quanto pode guardá-la na geladeira para servir fria e como recheio de sanduíche.

* MB – Marmita Business é a nossa sigla para comidas práticas que você faz com antecedência para preparar sua refeição que será levada ao trabalho.

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Mousse de limão, com afeto

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Com açúcar e com afeto, fiz seu doce predileto…”- quem se lembra dessa música? Pois foi com esta velha canção bailando na minha cabeça que preparei para alguém especial esta suave sobremesa, muito fácil de fazer e perfeita para o verão. Sempre tenha em casa leite condensado e creme de leite. Ovos e limão também sempre tem lá na porta da geladeira, verifique. Então junte tudo e vamos começar. Além disto, você vai precisar também de um pacotinho de gelatina em pó.

Coloque em uma xícara de café metade do pó de um pacotinho de gelatina de 15 gr, complete com uma colher de sopa de água e deixe por 5 minutos para hidratar. Em seguida, leve esta misturinha ao forno micro-ondas por 15 segundos, ou a conta de começar a querer ferver. Reserve. Bata no liquidificador 1 lata (ou caixinha) de leite condensado e 1 lata (ou caixinha) de creme de leite junto com o suco de 3 limões. Reserve. Bata, à parte, 3 claras até o ponto de neve bem durinha.

Raspe a casca de 1 limão. Reserve. Junte o creme batido no liquidificador com as claras em neve e mexa levemente (no sentido de baixo para cima e vice-versa) com a ajuda de uma espátula, sem ficar rodando o creme na tigela. Junte a gelatina dissolvida e a metade das raspas de limão, incorporando tudo delicadamente.

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Despeje a mousse em uma compoteira e leve-a para a geladeira. Quando já estiver consistente, espalhe o restante das raspas de limão para enfeitar.

Filé Wellington às avessas

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A receita original inglesa de Filé à Wellington é feita com a peça inteira de filé selado, depois envolto em pasta de cogumelos, fatias de presunto cru e massa folhada e assado. Se quiser fazer assim, veja a receita do filé embrulhado em massa folhada que já publicamos – é bem parecida. Porém, um belo dia, resolvi adaptar a receita original – pois não tinha massa folhada em casa – e eis que o filé ficou delicioso! Chamei-o de “às avessas” porque o cogumelo e o presunto passaram a ser recheio do filé ao invés de cobertura. Para inovar, incluí uma geléia de frutas vermelhas que havia terminado de fazer em casa. Veja como fazer:

Filé recheado com cogumelo, presunto e frutas vermelhas.

Verifique em Dica de como cortar carne a maneira de preparar o filé. Escolha a parte do meio de um filé de 2,2 a 2,5 kg ( cerca de 900 gr. a 1,2 kg) – deve dar para 6 pessoas. Observe os ingredientes que irá precisar: 2 xícaras de chá de cogumelo-de-paris fresco cortado em fatias finas, 1 xícara de chá de cebola picadinha, 1 xícara de geleia de frutas vermelhas e 6 fatias de presunto cozido ou 9 a 10 fatias de presunto cru, 1 xícara de café de vinho tinto e azeite. Temperos: sal, alho, molho inglês e pimenta do reino. Também será necessário o uso de um barbante.

Abra o filé da seguinte maneira: faça um corte de comprido – como se abrisse pão francês para um sanduiche, sem ir com o corte até o final – na primeira terça parte da carne, de cima para baixo. Vire a carne para o outro lado e faça outro corte igual na primeira terça parte de baixo. Cuidado para o corte não atravessar o filé. Pronto, abra e veja que tem um grande bife de filé. Com um batedor de carne, acerte a altura, de modo que esta manta de carne fique toda da mesma espessura. Faça um tempero com um pouco de vinho, sal, alho, molho inglês e pimenta do reino e espalhe ligeiramente pelos dois lados da manta. Reserve por 15 minutos ou mais.

Em uma panela, frite, em pouco azeite, metade da cebola. Assim que dourar, junte uma pontinha de colher de café de sal com alho. Junte 2/3 dos cogumelos e deixe fritar, mexendo sempre para não agarrar. Se precisar, acrescente aos poucos água fervendo, até verificar que os cogumelos estão bem macios. Prove o sal, acrescente uma pitadinha de pimenta do reino. Reserve.

 

Tome a manta de filé e disponha sobre ela as fatias de presunto. Por cima, espalhe a geleia e depois a pasta de cogumelos, bem no meio. Deixe as beiradas sem recheio. Dobre uma parte do filé e depois a outra, fechando as pontas. Enrole o barbante em volta do filé de modo que fique redondo e bem firme. Reserve a panela onde preparou a pasta de cogumelo.

Pré aqueça o forno a 250 graus. Coloque o filé em uma assadeira grande, sem dobrá-lo, untada com azeite. Quando o forno estiver quente, coloque o filé para assar. Deve demorar em torno de 40 minutos a uma hora. Na metade do tempo, vire-o, com cuidado. Não deixe que a assadeira fique escura, sinal que a carne está queimando. Se isto acontecer, coloque, aos poucos, água quente na assadeira. Quando o filé estive bem corado, teste com um garfo se está macio. Retire-o do forno. Passe o filé para a travessa onde será servido e guarde-o coberto ou em lugar fechado para não esfriar (não volte para o forno, senão a carne resseca).

Recolha a borra que ficou na assadeira, se precisar, despeje um pouco de água quente para aproveitá-la por completo. Passe-a para a panela onde preparou a pasta de cogumelo. Frite a outra metade da cebola e o restante dos cogumelos. Assim que corarem, misture uma colher de chá de açúcar e mexa até que fiquem dourados. Abaixe o fogo, despeja o vinho e deixe que evapore o cheiro de álcool. Prove se os cogumelos estão macios, se não estiverem, vá pingando água quente até que amoleçam. Deixe o excesso de caldo secar. Prove o tempero: sal e pimenta do reino.

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Sirva o filé com este último molho de cogumelos quente por cima. Sugiro, como guarnição, batata cozida com a casca e arroz com brócolis.

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Tilápia com crosta de macadâmia

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A tilápia é um peixe de criatório que tem um preço bom e, bem feita, pode se tornar um prato bem gostoso. Já pensou em servir um prato sofisticado com tilápia? Vai fazer bonito gastando pouco!

Tilápia com crosta de macadâmia

Escolha de 6 a 8 peixes (dá para 4 a 6 pessoas) grandes e firmes, bem rosados. Vai usar sal, 1 limão, azeite, 50 gr. de macadâmia, 1 ovo e 2 torradas. Separe dois pirex para assar o peixe.

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Lave e tempere os peixes com sal e limão. Deixe-os por 15 minutos a meia hora no tempero. Pré-aqueça o forno a 220 graus. Disponha-os no pirex untado com pouco azeite e leve ao forno para assar. Verifique se está assado espetando um garfo. Se começar a dar água, aumente a temperatura do forno para 250 graus.

Passe no processador 1 xícara de café cheia de macadâmia. Rale 2 torradas de pão de forma e misture.

Quebre um ovo e misture a clara com a gema. Pincele os peixes assados e passe-os na farinha de macadâmia e pão. Ponha-os no pirex e volte ao forno para dourar a crosta.

Como acompanhamento, sugerimos fazer o arroz 7 grãos e servir com cenourinhas baby cozidas e passadas no azeite.

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Rocambole colorido

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A consagrada combinação de muçarela, tomate seco e rúcula se faz presente neste vistoso aperitivo, fácil de fazer e de bom rendimento. O toque especial é dado pelo creme hollandaise, perfeito para realçar o sabor e dar um toque de cor e brilho.

Procure nas boas lojas de alimentação, tipo delikatessen, o queijo muçarela vendido em manta. Separe 2 mantas para esta receita. Escolha 2 molhos de rúcula com as folhas bem bonitas. Compre 200 gr. de tomate seco. Para o molho irá precisar de manteiga, 2 gemas de ovos e 1 limão siciliano. Estas quantidades são para 2 rolos.

Comece pelo creme hollandaise. Esta é uma maneira adaptada do original, mais fácil e prática de fazer. Derreta 2 colheres de sopa de manteiga no microondas. Reserve. Junte em uma travessinha: 2 gemas de ovos (sem a pele), 1 colher de chá de suco de limão siciliano e 2 colheres de sopa de água, mais sal e pimenta a gosto. Bata com o batedor de ovos, fazendo um 8. Leve esta mistura ao fogo baixo, continuando a mexer, da mesma forma, por 2 minutos. Tire a panela do fogo. Misture a manteiga bem aos pouquinhos, sem parar de mexer, até ficar bem cremoso.

Fica bem mais fácil trabalhar com os tomates secos para recheio se você picá-los e levá-los ao fogo médio com um pouco de água, a fim de formar uma pasta.

Lave os molhos de rúcula e retire as folhinhas. Reserve.

Abra a manta de queijo. Espalhe a pasta de tomate seco. Distribua as folhinhas de rúcula de maneira contínua e uniforme. Regue com o molho hollandaise. Agora enrole bem apertado e passe um barbante em volta do rolo, apertando para tomar a forma circular. Leve à geladeira de véspera. Um pouco antes de servir, retire o barbante e corte em fatias de 1 cm. de espessura. Conserve em geladeira até a hora de servir.

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Bolinho de boteco

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O boteco é uma instituição mineira. Como mineiro não tem praia, a gente se encontra no boteco da esquina (boteco é um bar pequeno, mas tão pequeno, que as mesas e cadeiras ficam na calçada) ou vai até um bar mais adiante para encontrar os amigos. No boteco, a gente bebe cerveja ou caipirinha e não come, petisca. Pra começar sua cozinha é minúscula, tem de fazer comidinhas rápidas e práticas. Se comer um prato cheio, junto com bebida, “empanzina” como diz o mineiro do interior, dá logo sono e se quer ir pra casa. Então se pede um torresminho aqui, uma linguicinha, ali. Logo mais se pede um pastel e um bolinho. E vai-se tarde e noite afora jogando conversa fora…

Esta receita é a típica de comida de bar ou buteco, como diz o mineiro:

Bolinho de mandioca com carne

Escolha uma mandioca da massa amarela, pois são as melhores. Descasque e cozinhe até ficar desmanchando de macia. Amasse um tanto que dê para completar 2 xícaras de chá cheias. Veja os outros ingredientes para o bolinho: 1 ovo, ½ xícara de chá de cheiro verde (salsinha e cebolinha) picadinho, a mesma quantidade de cebola batidinha, 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 1 colherinha de café de sal com alho e o mesmo tanto de fermento em pó. Misture tudo para fazer a massa do bolinho. Prove se está bom de tempero. Uma pimentinha é bom.

O recheio tradicional é carne seca ou carne cozida de panela. Desfie a carne bem miudinho.

Para cada bolinho, coloque na palma da mão 1 colher de sobremesa da massa e faça uma bolinha. Amasse-a e coloque no meio 1 colher de café do recheio. Feche com cuidado para não sobrar recheio para fora e dê a forma que vê na foto.

Para fritar, coloque óleo até a metade de uma panela funda. Quando estiver quente, coloque o primeiro bolinho, se espumar é porque está no ponto. Pode colocar uma quantidade de bolinhos de modo a não encostar um no outro. Frite os bolinhos de um lado e depois de outro, sempre mexendo com um garfo. Assim que estiverem coradinhos, retire-os um a um com uma escumadeira e ponha para escorrer numa peneira. Daí passe para secar no papel absorvente.

Sirva quente, acompanhado de azeite ou de um bom molho de tomate, bem espesso e apimentado.

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Homus

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Homus 

Esta é a famosa pasta de grão-de-bico da culinária árabe, que é servida com o pão árabe. Pronuncia-se “Rumes”, com o r arranhando a garganta, como rr. Ideal para aperitivo, como entrada ou para lanche.

Para servir 8 pessoas, você vai precisar de 200 gr. de grão-de-bico cru, pasta de gergelim*, limão, sal com alho e pimenta síria.

O pacote de grão-de-bico vem com 500 gr, então retire 2/5 do pacote. Coloque os grãos de molho de véspera para que cozinhem mais depressa. Para cozinhar na panela de pressão, despeje os grãos na panela e cubra-os com água fria. Depois que a panela começar a apitar, conte o tempo: deve cozinhar cerca de 30 minutos ou até que os grãos estejam desmanchando de tão macios. Escorra os grãos, jogando fora a água do cozimento. Se não tem costume de usar panela de pressão, veja a dica aqui.

Bata no liquidificador o grão-de-bico ainda quente com 2 colheres de sopa de pasta de gergelim*, um pouco de água fria filtrada – o suficiente para que consiga bater os grãos até formar uma pasta da consistência de patê. Tempere a gosto com o suco de 1 limão e 1 colherinha de café rasa de sal e um tico de pimenta síria.

* a pasta de gergelim mais comum de encontrar-se à venda é a Tahine da tradicional marca Istambul, vendida em uma lata amarela e verde. É um produto muito rico em proteínas. Dica: pode ser guardado na geladeira para uso futuro, dentro da própria lata e envolto com filtro plástico.

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Linguicinha ao vinho

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Este é um aperitivo delicioso, bom para acompanhar vinho. É bem fácil de fazer.

Compre a linguicinha especial para aperitivo. Lave e fure cada uma fazendo um pequeno corte com uma faquinha. Coloque-as no micro-ondas para assar por 5 minutos ( atenção: se você não furar a linguiça ela estoura!)

Veja como fazer o molho: misture 1 xícara de café de aceto balsâmico com a mesma quantidade de vinho tinto. Leve ao fogo baixo em uma panelinha. Deixe evaporar o álcool e então misture 1 colher de sobremesa de maisena, previamente diluída em um pouco de água. Cozinhe em fogo baixo por uns 2 minutos e junte a linguiça, cozinhando por mais 5 minutos. Sirva imediatamente, pois à medida que esfria o caldo pode engrossar.

Acompanhe com pão francês ou baguette, natural ou ligeiramente torrado.

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Quindim

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A receita desta delícia rara que leva o nome de quindim perde-se no tempo, de tão antiga – talvez tenha cerca de quinhentos anos. Em Portugal tem um doce quase igual que se chama brisa-de-Liz, só que é feito com amêndoa. No Brasil, é feito com côco, trazido originalmente das costas d’África como lastro nos navios negreiros; por aqui as palmeiras e coqueiros se esparramaram como se fossem nativas. Daí se conclui que o quindim é uma adaptação brasileira do doce português, certamente com origem no Brasil Colonial. Lembro-me de referências aos “quindins de iaiá” nos romances de Machado de Assis e outros de seu tempo.

A receita que aqui vai é a da minha família, que me foi passada pela minha tia, perita na arte do quindim e de tortas deliciosas – ainda pego estas receitas com ela!

Quindim

Você vai precisar usar 20 forminhas de alumínio de tamanho médio se quiser fazer o docinho tradicional. Outra opção é fazer o quindão, usando aquela forma de bolo que tem um furo no meio.

Separe: 1 ovo inteiro mais 6 gemas. Tire a pele das gemas uma a uma, beliscando-as e puxando a pele para cima, deixando escorrer o líquido entre os dedos. Passe as gemas em uma peneira fina.

Vai usar: 1 colher de sopa rasa de manteiga, 1 xícara de chá de açucar refinado e igual quantidade de côco ralado. Se não quiser tomar o trabalho de esquentar o côco no fogo, quebrá-lo, retirar a noz e ralar, compre côco ralado congelado. Não presta fazer quindim com côco ralado seco de pacote.

Tome a batedeira e misture o ovo com as gemas. Acrescente o açúcar, depois a manteiga e o côco ralado. Unte as forminhas com pouca manteiga e polvilhe-as com açúcar. Misture novamente o creme e encha as forminhas até ¾ da altura. Deixe descansando até verificar que o côco subiu.

Pré aqueça o forno a 180 graus. Esquente água em um caneco. Coloque as forminhas em um tabuleiro grande e alto e coloque-o na prateleira do forno. Preencha o tabuleiro com água até a altura da metade das forminhas, no máximo.

Vigie o cozimento para não deixar corar. Teste se já estão cozidos enfiando um palito – se sair limpo, está pronto!

Coloque na geladeira, desenforme e sirva frio.

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Bacalhau com crosta de broa

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Minha filha casada voltou de Portugal com esta nova receita de bacalhau que comeu em um dos restaurantes famosos do país – o Buxa, que fica no Largo das Oliveiras, na encantadora cidade histórica de Guimarães. Quem já foi lá certamente encantou-se com esta cidadezinha com a qual a nossa Ouro Preto tanto se parece!

Tal qual a mãe, se saboreia um novo prato e aprova, passa para a segunda parte: observa o feitio e apura os sentidos para perceber sabores, aromas e formas. Pois minha filha registrou tudo e, tão logo chegou, veio testar a receita com a mãe e a irmã blogueiras. Por minha conta, contra a vontade dela que não queria mudar a receita original, coloquei um tomate só para dar cor no prato. Acertamos em cheio, mas também a receita é fácil. Experimente:

Bacalhau com crosta de broa

Para 2 pessoas, prepare 2 boas postas de bacalhau claras e altas. Clique aqui para ver em detalhes a maneira de preparar o bacalhau – dessalgar trocando água fria 3 a 4 vezes por dia por 48 horas, aferventar na água e retirar pele, gorduras e ossos com cuidado para não estragar a posta.

Compre 2 broas de fubá em uma boa padaria e deixe por 2 dias embrulhadas em papel de pão.

Separe 4 cebolas médias, 2 dentes de alho, 1 ovo e azeite. Para guarnição, escolha 1 tomate tipo italiano maduro. Corte as cebolas em quatro e pique o alho miudinho. Esfarele as broas de modo a obter uma farinha grossa.

Seque as postas de bacalhau. Derrame na frigideira 3 colheres de sopa de azeite. Frite ligeiramente as postas. Retire e deixe esfriar. Na mesma frigideira, passe ligeiramente a cebola e o alho, sem deixar dourar.

Pré aqueça o forno a 250 graus.

Misture a clara com a gema e pincele todos os lados das postas de bacalhau. Pouco ovo, é só para a crosta grudar. Passe as postas na farinha de broa. Tome uma travessa refratária que possa ir à mesa ( a não ser que vá servir empratado), unte com azeite e coloque uma camada de cebola no fundo. Coloque por cima as postas – no meio – e mais a cebola com o alho e o azeite nas laterais. Derrame mais 2 colheres de sopa de azeite. Acrescente mais farinha de broa. Leve ao forno a 220 graus para dourar a crosta (sem colocar papel alumínio). Aproveite o forno e coloque o tomate cortado em 4 para assar com azeite.

Sirva o bacalhau com as cebolas e o tomate assado. Uma boa pedida de guarnição é a batata ao murro.

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Tabule

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O tabule é uma receita da culinária árabe muito apreciada, pois é uma salada leve e refrescante encorpada com trigo, perfeita para servir como entrada ou refeição ligeira. Os vegetarianos adoram! A proporção da mistura dos ingredientes é o ponto fundamental. E a grande dica é servir junto com alface romana bem fresquinha.

A receita seguinte é para 8 pessoas.

O primeiro passo é colocar o trigo para kibe de molho em água fria por 1 hora. Para 1 xícara de café de trigo coloque 3 xícaras de água. Para esta quantidade de trigo – que depois de hidratado deve dar 1 xícara de chá quase cheia – você vai usar 3 tomates tipo italiano bem maduros, 2 cebolas grandes, 2 maços de salsinha, 1 de cebolinha e outro de hortelã.

Enquanto o trigo está de molho, corte o tomate em quatro, retire o miolo e as sementes, torne a cortar cada parte em quadrinhos bem pequenos (clique aqui para ver dica de como cortar o tomate). Pique a cebola bem miudinha no processador. Deve dar 2 xícaras de chá de cada. Pique a salsinha, a cebolinha e a hortelã o mais miudinho que conseguir. Verifique se completa 1 xícara de chá da salsinha picada, a mesma quantidade da cebolinha e 1 xícara de café de hortelã.

Esprema o trigo com as mãos par tirar o excesso de água. Misture o trigo com os demais ingredientes já picados. Salpique um pouquinho de pimenta síria e um tantinho de sal. Tempere com limão e azeite. Prove o tempero.

Para servir o tabule à maneira libanesa, coloque 1 colher de sobremesa do tabule pronto no meio de uma folha de alface, deite um fio de azeite e enrole como uma trouxinha.

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Canapé de alho poró com queijo brie

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Este canapé é ótimo para servir de entradinha acompanhando espumante, vinho ou whisky. A forminha ideal para o canapé é aquela de massa folhada que você compra pronta em pacotinhos – as da Arosa são excelentes. A receita a seguir é para 30 forminhas.

Você vai precisar de 1 talo de alho poró, 1 colher de sobremesa de azeite ou manteiga, 1 dente de alho pequeno socado com 1 colher de café de sal, 1 fatia de 100 gr. de queijo brie, ½ a 1 xícara de leite, 1 colher de sobremesa de farinha de trigo. Para a cobertura, 1 xícara de chá de queijo minas tipo canastra ralado.

Corte o queijo brie em lâminas finas. Em uma panelinha, torre a farinha de trigo, retire e guarde em uma xícara. Na mesma panela, no fogo fraco, despeje o leite e derreta o queijo. Junte a farinha e mexa até ferver. Acrescente mais leite, se necessário, até obter um creme bem liso da consistência de mingau. Reserve.

Em uma frigideira, doure o sal com alho na manteiga ou azeite e junte o alho poró. Mexa até que frite por igual. Junte o creme. Misture. Prove o tempero, pode acrescentar uma leve pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino. Verifique o ponto do creme: deve ter uma consistência média, fácil de colocar às colheradas nas forminhas.

Preencha as forminhas com a ajuda de uma colher de café, enchendo-as até ¾ do volume. Cubra com o queijo minas ralado.

Coloque as forminhas em um tabuleiro forrado com papel manteiga ou ligeiramente untado com óleo. Leve ao forno pré aquecido a 180 graus e asse até verificar que o queijo derreteu. Sirva quente.

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Lasagna com ragu de cordeiro e pesto de hortelã

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Esta é uma receita muito especial criada pelas minhas filhas. A mamãe fica toda orgulhosa de ver como elas estão se desenvolvendo na cozinha desde que iniciamos este blog. Também temos influenciado muitas amigas e muita gente pelo mundo inteiro. O blog já gerou o nosso álbum Sal & Alho – que virou mania de colecionar receitas – e até o nosso curso de culinária que está o maior sucesso!

A filha caçula blogueira faz uma pasta caseira fantástica, que já publicamos no dia 27/09. A filha casada faz um ragu de carne maravilhoso que publicamos no último 23/10. Pois a filha casada teve a feliz ideia de juntar tudo e inventou esta receita. Fomos as três juntas para a cozinha prepará-la. Ficou divina!

Lasagna com ragu de cordeiro e pesto de hortelã

A receita é feita em quatro partes: o preparo da pasta, o preparo do ragu, o preparo do pesto e a montagem e cozimento da lasagna.

Veja os ingredientes por parte.

Parte I – Preparo da pasta caseira de lasagna:

A medida padrão é: para cada ovo,100 gr. de farinha de trigo. Para um pirex grande de uma receita pronta, que dá para 12 a 15 pessoas, vamos usar: 6 ovos e 600 gr. de farinha de trigo, mais 2 colheres de sopa de azeite e 2 colheres de chá de sal.

Limpe a superfície da bancada e coloque  a farinha de trigo pesada – 600 gr. Faça um monte como se fosse um vulcão e coloque os 6 ovos inteiros dentro da cavidade central. Com um garfo, bata ligeiramente os ovos, incorporando as gemas às claras, com cuidado para não romper as laterais do “vulcão”. Neste ponto, acrescente o azeite e o sal. Misture. Continue batendo com o garfo e aos poucos, com a outra mão, traga um pouco dessa farinha para o centro, misturando-a com os ovos, até formar uma massa homogênea. Quando a massa começar a tomar forma, largue o garfo e coloque as mãos na massa, literalmente. Faça uma bola com a massa e deixe-a descansando por cerca de uma hora, coberta com um pano.

Se tiver uma máquina de preparar massa, molde a massa em formato de bisnaga, com uma espessura que preencha a palma da mão. Com uma faca grande e afiada, corte-a, sobre a bancada, em pedaços de dois dedos de largura, como quem parte um pão. Deite cada pedaço e achate-os com a palma da mão, preparando-os para passar no cilindro. Se a massa não estiver seca, polvilhe-a com farinha de trigo antes de passá-la no cilindro. Isto é muito importante, pois se a massa estiver úmida, vai grudar na máquina e danificá-la. Agora chame um assistente, pois esta parte requer quatro mãos – duas para controlar a máquina e duas para controlar a massa. Comece pela medida mais larga da máquina. Insira a massa na parte de cima e recolha a massa espichada por baixo, com cuidado para mantê-la esticada. Para obter uma massa mais homogênea, dobre-a em três partes, no sentido do comprimento e passe-a novamente na mesma medida de cilindro, por três vezes. Atenção: a massa a ser inserida não deve ser mais larga do que a máquina, sobrando de um a dois dedos de cada lado. Prossiga diminuindo a espessura, repassando a massa uma vez em cada número, até obter uma massa fina e bem comprida. Reserve uma superfície grande e seca, polvilhada com farinha de trigo para descansar a massa. Ao repousá-la, polvilhe também um pouco de farinha por cima. Repita o mesmo procedimento com todos os pedaços. Ao terminar, recorte as fatias nas laterais, para um melhor acabamento. Observe a travessa em que vai montar e tente recortar suas grandes lâminas em pedaços que se encaixem na mesma.

Se não tiver a máquina, abra a massa com o bom e antigo rolo de massa, sempre com o cuidado de polvilhar a bancada e também o rolo sempre que necessário. Neste caso, o objetivo é obter lâminas de massa aproximadamente da mesma espessura. Corte em retângulos ou quadrados que se encaixem na sua travessa.

Para cozinhar as lâminas da massa: ponha água para esquentar em uma panela grande. Quando a água ferver, coloque 4 lâminas de cada vez e deixe por cerca de 3 minutos ou até que fiquem esbranquiçadas e se partam com o garfo. Durante o cozimento, mexa com um garfão para não agarrarem umas nas outras. Quando estiverem ao dente (oferecendo ligeira resistência ao corte), retire-as separadamente usando o garfão e disponha-as abertas sobre um pano de prato. Esta é a parte mais difícil: é importante abrí-las por completo, mesmo muito quentes, usando a ponta dos dedos, de pouco em pouco. Agora sua massa está pronta e você poderá usá-la imediatamente, tal como usa as compradas prontas.

Se quiser ver mais fotos do preparo da pasta veja a receita publicada no dia 27 de setembro.

 

Parte II – Preparo do ragu de cordeiro

Para o recheio desta lasagna de hoje, considere: 1,5 kg. de pernil de cordeiro desossado, já temperado, cortado em cubos. Separe: 1 colher de sopa de azeite, ½ xícara de chá de bacon picadinho,1 cebola, 2 cenouras, 2 dentes de alho,1/2 xícara de chá de vinho tinto, 2 latas de pomodori pelati (ou 6 tomates sem semente picadinhos) , 2 xícaras de chá de caldo de carne (400 ml) e um bouquet garni. 
Sal, a gosto. Vai precisar de uma panela grande com tampa e uma colher de pau.

Frite o bacon no azeite. Assim que começar a soltar a gordura, acrescente os cubos de carne e frite-os até corar. Tire a carne da panela e reserve. À parte, cozinhe as cenouras até começarem a amolecer.

Na mesma panela, frite bem a cebola picadinha, o alho e a cenoura picadinha. Quando começar a agarrar, junte o vinho, misture e deixe evaporar. Acrescente um pouco do caldo de carne previamente aquecido e raspe o fundo com uma colher de pau para formar o primeiro caldo. Deixe reduzir e junte os tomates da lata (ou os tomates picadinhos) e aí volte com a carne para a panela. Junte o caldo de carne quente e o bouquet garni. Prove o sal e tampe a panela. Deixe cozinhar no fogo baixo por, pelo menos, 2 horas. Se, ao final do cozimento, a carne não estiver desmanchando, termine de desfiá-la e misture-a novamente ao molho. Deixe em fogo baixo ainda por uns 20 minutos para que a carne desfiada fique bem incorporada ao molho. Não se esqueça de retirar o bouquet garni e os dentes de alho, se ainda estiverem inteiros.

Se quiser ver mais fotos do ragu veja a receita publicada dia 23 de outubro.

 

Parte III – Preparo do pesto de hortelã

Você vai precisar de: 1 molho de hortelã, 30 gramas de queijo pecorino, 8 pinolis, sal com alho e azeite. Junte tudo e soque com o pilão até que as folhas fiquem bem miudinhas e o azeite verdinho. Misture tudo e verifique o sal.

 

Parte IV – Montagem da lasagna e cozimento

Além da pasta, do ragu e do pesto, você vai usar 10 fatias de muçarela, para uma camada de queijo.

Escolha uma travessa tipo pirex de tamanho médio. Unte o fundo da travessa com um pouco do molho (sem a carne). Disponha as camadas: 1a. lasagna cortada de modo a preencher toda a superfície, sem sobrepor; 2a. 1/3 do ragu; 3a. lasagna; 4a 1/3 do ragu, 5a. lasagna, 6a. o restante do ragu, 7a. lasagna, 8a. muçarela, 9a. pesto.

Pré aqueça o forno a 200 graus. Leve a pirex ao forno para assar até verificar que o queijo derreteu e o molho já está quase borbulhando. Retire e sirva bem quente.

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Para a receita da Parte I, a pasta caseira para lasagna, clique aqui.

Boeuf Bourguignon

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Receita tradicional da culinária francesa, este preparo de carne cozida permanece, desde o final do século 19, como um clássico da gastronomia. De humilde origem campestre, o prato tornou-se chique e famoso depois de descrito pelo grande mestre da arte gastronômica Auguste Escoffier e, mais tarde, pela famosa senhora americana Julia Child que morou na França e foi precursora no ensino e divulgação da gastronomia francesa tradicional. Quem viu o filme Julia & Julie com Meryl Streep no papel de Julia? Indispensável para quem ama gastronomia.

Originário da região da Borgonha, é um cozido de carne que, se for feito da maneira tradicional, leva horas entre fogão e forno: a carne é frita no bacon, passada na farinha, refogada com cenoura e cebola, coberta com vinho, caldo de carne, massa de tomate e temperos e levada ao forno baixo por horas, depois se junta a cebola e os cogumelos e finaliza. Hoje em dia já compramos carne muito macia e tais técnicas não são mais necessárias. Vamos então à maneira prática de fazer a receita:

Boeuf Bourguignon

Para 4 pessoas, compre de 600 a 800 gr. de carne de boi. Eu prefiro chã de dentro, alcatra ou patinho. Um vinho da Borgonha ou similar é indispensável. Para cozinhar junto com a carne: 10 a 12 batatinhas baby ou 4 batatas médias (não faz parte da receita tradicional mas ficam uma delícia cozidas no caldo da carne), 1 a 2 cenouras, 4 cebolas baby cortadas ao meio e 1/2 cebola picadinha, 1 tomate tipo italiano bem maduro picadinho. Na França usam-se cogumelos, acrescidos já no final do cozimento.  Você vai usar 1 copo de vinho tinto – um pouco vai para temperar a carne e o restante vai para a panela. Para finalizar, corte salsinha e cebolinha até encher 1 xícara de café.

 

Limpe bem e corte a carne em cubos de 3 cm. de lado. Tempere, com antecedência, com uma mistura de vinho tinto, cebola ralada, sal com alho (1 colher de sobremesa) e molho inglês (1 colher de café). O melhor é temperar de véspera e deixar a carne na geladeira.

Corte os outros ingredientes como mostra a foto. Ponha 5 xícaras de água para ferver em um caneco. Dê uma pré cozida na cenoura nesta água, deixando-a ainda dura. Retire a cenoura e reserve.

Tome uma panela e frite a carne no fogo alto, na gordura do bacon frito ou no óleo, até que fique bem corada, deixando uma borra escura no fundo da panela. Acrescente água quente – aos poucos – até a altura de quase cobrir a carne. Deixe este primeiro caldo reduzir. Acrescente o vinho e espere que o álcool evapore. Despeje um pouquinho de água quente pelas beiradas e, com uma colher de pau, raspe o fundo da panela até que toda a borra fique incorporada, formando um caldo escuro. Junte a cebola e o tomate picadinhos. Se começarem a queimar, coloque mais um pouquinho de óleo. Mexa bem até que comecem a amolecer. Acrescente a batata e a cenoura, misture e espere dar uma fritada. Junte as cebolas cortadas em quatro. Salpique um pouco de sal e de pimenta do reino. Se gostar, uma pitada de tomilho. Junte 2 folhas de louro. Abaixe o fogo. Adicione água quente até cobrir tudo. Prove o tempero. Mantenha a água aquecida e vá pingando água quente até o completo cozimento, tanto da carne, que fica no ponto de partir de colher, como dos legumes, que ficam cozidos mas firmes.

Se quiser apressar o cozimento, já inicie a fritura da carne na panela de pressão e, estando tudo frito e misturado, despeje água quente até um dedo acima de todos os ingredientes. Tampe a panela e espere assoviar. Conte 30 minutos e tire da pressão. Se a carne ainda não estiver macia, baixe o fogo e deixe que termine de cozinhar sem pressão, com a panela semi tampada.

Obs: há quem passe os cubos de carne na farinha de trigo antes de fritá-los para dar mais consistência ao caldo. Eu prefiro não fazê-lo.

Na hora de servir, salpique o cheiro verde, um detalhe bem brasileiro.

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Babaganush

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O babaganush é aquela pasta de beringela deliciosa da culinária árabe que é degustada com o pão árabe. Ideal para servir como aperitivo ou para um lanche. Pronuncia-se “babarranush”.

Segredinho especial que passamos para você: como obter aquele gostinho de berinjela defumada que faz toda a diferença! A escolha e o preparo da berinjela são muito importantes. Prefira berinjelas pequenas e gordinhas. Defumar não é nenhum mistério – você poderá fazer este processo no seu próprio fogão a gás.

Para uma porção que serve 8 pessoas: 3 berinjelas pequenas, pasta de gergelim, pimenta síria, 1 a 2 dentes de alho, 2 limões tahiti e sal.

O segredinho: asse as 3 berinjelas direto da trempe do fogão até sentir uma delicioso aroma de berinjela defumada se espalhando por toda a cozinha. Durante o cozimento, vire-as, com cuidado para não se queimar, de modo que assem por igual. Deixe que esfriem e retire com cuidado a casca das berinjelas tirando toda a pele, com os dedos, sob o jato de água corrente.

Coloque no liquidificador os ingredientes na ordem a seguir e bata-os na função pulsar (ou seja, bater para picar mas sem deixar liquefazer): 1 dente de alho, 2 colheres de sopa de pasta de gergelim*, suco de 2 limões, 1 colherinha de café rasa de sal , um tico de pimenta síria e as berinjelas. Coloque a pasta batida em uma travessa, deite um fio de azeite caprichado e enfeite com folhinhas de ervas.

* a pasta de gergelim mais comum de encontrar-se à venda é a Tahine da tradicional marca Istambul, vendida em uma lata amarela e verde. É um produto muito rico em proteínas. Dica: pode ser guardado na geladeira para uso futuro, dentro da própria lata e envolto com filtro plástico.

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O legítimo Ragu

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O ragu tradicional, de receita italiana, é feito à base de carne cozida e legumes. Os italianos dizem que deixam a carne cozinhar por um dia inteiro. Exagero à parte, é mesmo necessário que a carne cozinhe até ficar super macia e escura. Dizem que um ragu feito bem lentamente, na panela de ferro, no fogão à lenha é de se comer de joelhos. Como ninguém aqui quer fazer penitência, vamos ao legítimo ragu italiano preparado na panela e no fogão tradicionais.

Ragu de carne à moda italiana

Para 6 pessoas considere:1,5 kg de carne sem osso, cortada em cubos (a carne deve ser mais dura, tipo alcatra ou coxão mole). A carne pode ser de boi, de cordeiro ou de porco.

Separe: 1 colher de sopa de azeite, ½ xícara de chá de bacon picadinho,1 cebola, 2 cenouras,1 colher de sobremesa de sal com alho,1/2 xícara de café de vinho tinto, 6 tomates sem semente picadinhos (ou 2 latas de pomodori pelati), 2 xícaras de chá de caldo de carne (400 ml) e um bouquet garni. 
Sal, a gosto.

Vai precisar de uma panela grande com tampa e uma colher de pau.

Frite o bacon no azeite. Assim que começar a soltar a gordura, acrescente os cubos de carne e frite-os até corar. Tire a carne da panela e reserve.

À parte, cozinhe as cenouras até começarem a amolecer.

Na mesma panela, frite bem a cebola picadinha, o sal com alho e a cenoura picadinha. Quando começar a agarrar, junte o vinho, misture e deixe evaporar. Acrescente um pouco do caldo de carne previamente aquecido e raspe o fundo com uma colher de pau para formar o primeiro caldo. Deixe reduzir e aí volte com a carne para a panela. Junte o molho de tomates (ou os tomates da lata), o caldo de carne quente e o bouquet garni. Prove o sal e tampe a panela. Deixe cozinhar no fogo baixo por, pelo menos, 2 horas. Se, ao final do cozimento, a carne não estiver desmanchando, termine de desfiá-la e misture-a novamente ao molho. Deixe em fogo baixo ainda por uns 20 minutos para que a carne desfiada fique bem incorporada ao molho.

Se fizer de véspera fica muito mais gostoso – deixe passar a noite na geladeira.

Dica: Se não tiver todo esse tempo disponível para fazer o ragu da forma tradicional, apresse o processo na panela de pressão. Comece a fritura nesta panela desde o início e após acrescentar a carne e o caldo feche a panela. Após 40 minutos, retire a pressão e veja o ponto da carne. Desfie-a e volte com a carne e o molho para a panela sem pressão para terminar o cozimento (sem a tampa) por mais uns 30 minutos.

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Batata – aperitivo ou salada MB

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Batata é sempre fácil de preparar e tem uma infinidade de receitas, inclusive você poderá inventá-las! Se, de repente, seus amigos chegarem na sua casa sem avisar e você quiser aprontar um aperitivo rapidinho, veja se tem batatas na despensa e corra à cozinha para preparar uma dessas receitas.

Batata com ervas

Tanto é ótima para acompanhar uma cerveja como para colocar na Marmita Business e levar para o trabalho junto com uma saladinha de folhas. Basta ter em casa ou comprar batatinhas baby ou batatas comuns, azeite e ervas.

Cozinhe as batatas com casca. As pequenininhas ( ou maiores cortadas em cubos) colocadas para cozinhar na pressão ficam prontas em 10 minutos. Pegue uma dessas embalagens de supermercado redondas com tampa ( veja foto) e coloque as batatas cortadas dentro. Regue com um pouco de azeite e as ervas que tiver: pode ser ervas secas tipo aromáticas ou salsinha e cebolinha, ou manjericão ou alecrim, picados miudinho – o que for do seu agrado. Salpique uma poeirinha de sal. Se quiser, acrescente pimenta do reino ou calabresa ( cuidado!) Se for fazer uma conserva para guardar na geladeira e servir até uma semana depois, pode acrescentar vinagre de vinho branco. Tampe a embalagem e balance bem até misturar tudo. Sirva fria.

Batata com cebola e ervas

Proceda da mesma forma da receita anterior para fazer a batata. Estando esta pronta, pique as cebolinhas em quatro e frite ou asse-as com pouco azeite e um tiquinho de sal. Depois junte-as às batatas.

Batata com linguiça calabresa e cebola

Neste aperitivo, excelente para acompanhar cerveja, chopp, caipirinha ou whisky, junte à receita anterior uma linguiça defumada tipo calabresa para incrementar. Para isto, corte a linguiça e coloque para aferventar em uma frigideira até a água secar. Junte um pouquinho de azeite e salteie ( frite de todos os lados por igual – sabe como? Levante a frigideira do fogo e faça repetidos movimentos para a frente em circular, de baixo para cima). Coloque a linguiça para escorrer a gordura em uma peneira e depois transfira para o papel toalha para ficar bem sequinha. Junte à batata e à cebola. Veja o prato pronto na foto do topo da página.

Ideal também para acompanhar churrasco.

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Kibe

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Kibe é hoje uma das delícias da culinária árabe mais consumidas nos bares e casas de lanche de Belo Horizonte. Herança da imigração sírio libanesa, com certeza! Lembro-me de quando era criança e ia com minha mãe ao centro da cidade. Se eu ficasse boazinha, sem sair correndo sozinha pela rua, ela me levava para comer kibe na Rua dos Caetés. Sempre quis aprender a fazer comida árabe, porém só agora, por causa do blog, achei uma amiga, libanesa de pai e mãe e exímia cozinheira, que se dispôs a me ensinar. Depois de pronto, juro, nunca comi um kibe tão bom na minha vida! Passo a receita em primeira mão:

Kibe cru

Deixe de lado a cisma de não comer carne crua. Você come carpaccio, não é? E, afinal, a carne, seja crua ou cozida, é o mesmíssimo alimento. Abra-se a novas experiências gustativas. Não custa nada provar. Você mesmo irá fazer a receita, sabe bem da procedência da carne e cuidou pessoalmente de sua preservação e preparo. Experimente e irá adorar!

A porção por pessoa é de 100 gr. de carne e 50 gr. de trigo. Peça ao seu amigo açougueiro para moer 2 vezes o miolo de uma carne de boi que tem o nome de patinho. Pese 1 quilo da carne moída. Vai precisar também de 500 gr. de trigo para kibe e 1 maço de hortelã picadinha.

 

Ponha o trigo de molho na água fria por 1 hora. A proporção é de 1 parte de trigo para 3 de água. Escorra o excesso de água e esprema o trigo com as mãos. Misture-o com a carne moída. Dica: molhe suas mãos em água gelada para poder misturar bem a massa; desta forma não grudará nos dedos e facilitará seu serviço. Tempere com 1 colher de chá de sal com alho e a mesma quantidade de pimenta síria. Misture bem. Se você tiver um moedor de carne ou um processador, passe nele esta massa para obter uma pasta fina, pois ficará muito melhor. Veja na foto do topo como servir: deite um fio de azeite por cima da pasta e enfeite o prato com hortelã, que dá um indispensável sabor refrescante. Servido como aperitivo ou entrada, a receita dá para 10 pessoas.

Kibe assado 

Para preparar esta apreciada e famosa receita árabe você vai seguir o mesmo procedimento da receita do kibe cru, com a diferença de que a hortelã será misturada à pasta de trigo e carne. Além dos ingredientes acima citados, vai precisar também de mais ½ quilo da mesma carne moída, 1 cebola pequena, sal com alho e pimenta síria. Enquanto prepara a pasta de carne, trigo e hortelã, pré aqueça o forno, ligado em 200 graus. Reserve a pasta pronta.

Em uma panela, coloque um fio de óleo, doure 1 colher de café de sal com alho e 1 cebola média picadinha. Junte a carne moída. Misture. Continue mexendo até a carne mudar de cor. Assim que corar, desligue. Prove o sal e tempere com um 1 colher de chá de pimenta síria. Reserve.

Tome uma assadeira grande e funda. Unte o fundo e as laterais com um pouco de azeite. Coloque metade da massa de kibe cru. Espalhe bem com os dedos para formar uma camada toda da mesma altura. Por cima, coloque toda a carne moída que preparou na panela. Espalhe igualmente. Cubra com o restante do kibe cru. Espalhe por toda a superfície de forma igual. Passe a faca, cortando em quadrados ou losangos. Leve ao forno por cerca de 1 hora ou até verificar que a carne está corada por cima. Na hora de servir, regue com azeite. Esta receita serve 15 pessoas.

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Strogonoff é russo?

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Diz a lenda que a receita deste tradicional prato de carne foi criada pelo cozinheiro do Conde Stragonoff ( isto mesmo, com a) nobre de importante família de São Petersburgo, na Rússia, ainda no final do século 19. A receita original russa é feita com cubos de carne envoltos em farinha de trigo, fritos na manteiga e dourados com cebola, temperado com mostarda e cozido com caldo de legumes, servido acompanhado de batatas. Na versão francesa, leva champignons e no Brasil, onde se tornou muito popular desde a década de 1960, tomou rumos diversos, existindo hoje versões de estrogonofe de frango e de camarões.

Na década de 1970, o bar e restaurante Chez Bastião, em Belo Horizonte, servia – e continuou servindo por mais de 30 anos – um estrogonofe de carne famoso, que era o carro-chefe da casa. Aos domingos, sempre almoçávamos lá e como, a vida inteira, eu tive mania de tentar copiar em casa o que comia de bom em restaurantes, fiz de tudo para conseguir a receita. Sempre foi um segredo guardado a sete chaves mas tanto fiz que consegui reproduzir este prato tão bem quanto o estrogonofe do tempo áureo do Chez. Aqui então vai a minha receita:

Estrogonofe de carne

Um filé de tamanho médio dá para fazer a receita para 8 pessoas. Para temperar: sal e alho, pimenta do reino, páprica e molho inglês. Vai usar 1 cebola grande ralada, 1 ½ xícara de chá de um bom molho de tomates, 1 colher de sopa de ketchup e 1 caixa de creme de leite.

Limpe e corte o filé, perpendicular ao fio da carne, em bifinhos de 1 cm. Deite os bifinhos e corte-o em tiras também de 1 cm. O corte certo é fundamental para a carne ficar macia. Veja aqui dica de como cortar um filé. Para cerca de 1,5 kg. de carne, prepare uma colher de sopa cheia de uma mistura de 3 dentes de alho e sal. Misture o sal com alho à carne, salpique um pouco de pimenta do reino e outro de páprica e deixe por meia hora.

Tome uma panela grande e larga, coloque no fogo forte e deite uma colher de sobremesa de óleo. Assim que o óleo estiver bem quente, vá colocando as tiras de filé aos poucos, sempre mexendo com uma colher de pau para que dourem por igual, sem dar água e sem agarrar na panela. Se começar a dar água, divida a quantidade de carne ao meio, doure uma parte, separe, doure a outra e volte com tudo para a panela ao final, mexendo até verificar que a carne está toda corada – de cor marrom – por igual.

Neste ponto, prepare-se para flambar a carne: à parte, esquente meia concha grande de vodka, whisky ou conhaque sobre a trempe do fogão até começar a evaporar. Incline a concha ligeiramente para que o líquido pegue fogo e verta-o rapidamente sobre a carne. Verá que sobe uma labareda de fogo de um palmo de altura – portanto tome cuidado para não ter nada perto para queimar – muito menos você. Deixe que o fogo se apague sozinho.

 

À parte, coloque água para ferver.

Acrescente a cebola ralada sobre o filé e doure-a, junto ao filé, até ficar marrom. Junte então todo o molho de tomate. Aconselho usar 1 lata do italiano – pomodori pelati – mas é indispensável passá-lo antes em uma peneira fina para tirar as sementes. Junte o ketchup ao molho antes de misturá-lo à carne. Misture bem. Despeja água quente aos poucos – pelas beiradas, sem lavar a carne! – até que o molho quase cubra a carne. Abaixe o fogo. Deixe ferver e prove o tempero. Acrescente 1 colher de café de molho inglês, sal, pimenta do reino e páprica a gosto. Prove – deve estar bem temperadinho. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por mais 15 a 20 minutos ou até a carne ficar bem macia. Por último, já quase na hora de servir, junte uma caixa de creme de leite, colocado previamente na geladeira para ficar mais consistente.

Se for colocar cogumelos, use os cogumelos-de-paris em conserva fatiados ou então, use os frescos, desde que já aferventados e cortados em fatias finas. Os cogumelos são colocados imediatamente antes do creme de leite.

Tradicionalmente, serve-se com arroz branco (para aproveitar melhor o molho) e batatas coradas. Gosto de usar as batatinhas baby: cozinho-as com a casca, depois despe-lo. Na hora de servir, douro-as na manteiga e acrescento ervas frescas- salsinha e cebolinha picadinhas ou então alecrim.

 

Nao vejo necessidade nenhuma de se colocar farinha de trigo (tem muita gente com mania de colocar farinha – glúten! – em tudo). Mas , se quiser, coloque 1 colher de sobremesa rasa de farinha de trigo já torrada junto com a cebola. Mas, atenção, o molho ficará espesso e sem brilho.

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Torta de maçã Piemontesa

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Esta é a receita da torta de maçã tradicional da região do Piemonte, na Itália, que aprendi a fazer quando por lá estive, há dois anos. É fácil de fazer e bem leve. Ela é quase uma torta-bolo pois sua massa é preparada como um bolo e fica fofinha e leve. Na língua italiana não há a diferenciação entre os nomes torta e bolo, como temos aqui e como temos por exemplo em inglês ‘cake’ (para bolo) e ‘pie’ (para torta). Usando esta língua como meio-termo entre o português e o italiano, tentei então convencer os nativos de que existem as duas modalidades e são diferentes. O bolo tem uma massa fofinha e pode ser redondo, quadrado ou em formato de bolo inglês, retangular. E geralmente é formado por uma massa uniforme e única. A torta é (quase) obrigatoriamente redonda e usualmente tem duas ou três camadas: a base (de massa mais densa) o recheio cremoso, e por vezes uma cobertura. Como é o caso da torta de limão por exemplo. Mas não adianta e os italianos insistem: é tudo torta. Portanto, chamamos esta de….

Torta de maçã

Separe os ingredientes que irá precisar: 130 gr. de manteiga (veja na embalagem a medida), 190 gr. ou uma xícara de chá de açúcar, 3 ovos, 200 gr. ou 2 xícaras de chá da farinha de trigo, 3 colheres de sopa de leite morno, 2 colheres de chá de fermento. Escolha de 2 a 3 maçãs, dependendo do tamanho.

Vai precisar também de uma forma de bolo redonda daquelas de aro de abrir, com cerca de 24 cm. de diâmetro, de uma vasilha ( tipo bowl) de fundo arredondado para misturar a massa e uma espátula e/ou colher de pau.

Comece misturando, à mão, com a colher de pau, a manteiga (se estiver dura, amoleça-a no micro-ondas por 2 minutos) com o açúcar, depois junte os ovos inteiros, a farinha e o leite. Depois que a massa estiver lisinha, sem nenhum caroço, junte o fermento e bata com a espátula.

Pré aqueça o forno a 180 graus.

Descasque as maçãs e corte-as em pedaços ou fatias médias.

Unte a forma com um pouco de manteiga e despeje a massa. Nivele. Disponha por cima as maçãs, também conservando o mesmo nível. Deixe um espaço de dois dedos antes da borda sem maçã, pois a massa irá crescer e formar uma borda mais alta. Asse por cerca de 20 a 30 minutos ou até perceber que as maçãs douraram. Faça o teste do garfo ou palito – enfie na massa até em baixo, se sair limpo, a torta está assada. Importante: não abra o forno antes da torta corar.

Finalize pulverizando açúcar de confeiteiro e canela por cima.

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