Salada de frutos de mar e terra

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Aproveite aquela oferta de camarãozinho rosa e escolha um kani de boa marca ( que tenha mesmo gosto de peixe ou caranguejo). Se puder ser camarão fresco com a casca, é muito mais gostoso! Escolha frutas cujo paladar combine, por exemplo, manga. Já pensou em colocar raspas de côco em sua salada? Pois com esta combina divinamente. Agora um vermelho para ficar bem bonita, se gosta de pimentão, perfeito, se não, substitua por tomatinho cereja. O que mais? Folhas, claro, porém escolha as de sabor suave, para não brigar com o camarão . Se colocar rúcula ou agrião vão esconder o sabor dos frutos do mar. Então já podemos começar:

Lave os  camarõezinhos com água corrente, tire cabeças, cascas e tripas, deixando só o rabinho. Afervente ligeiramente, se forem bem pequenos, nem precisa. Tempere com sal e limão. Corte os kanis.

Sabe como  tirar a noz de um côco maduro inteiro? Procure o orifício do caule e fure-o com uma faca. Escorra a água. Quebre o côco, jogando-o com força no chão (em uma superfície dura, tipo pedra rústica. Se precisar ir lá na calçada da rua, tudo bem, mas olhe se não tem ninguém vendo– podem sair por aí dizendo que você enlouqueceu de vez! Se perguntarem, aproveite e conte sobre este blog, diga que é seguidor(a) e faz tudo que sugerem). Partiu o côco em dois? Missão cumprida. Coloque as partes diretamente sobre a chama do fogão e deixe esquentar, assim a parte branca sairá inteira, facilmente. Passe no ralador de furo horizontal para tirar as lascas.

Corte a manga em lascas e o pimentão em tiras finas.

Molho: vai combinar algo leve e refrescante. Faça-o com 2 colheres de iogurte natural ou coalhada; corte miudinho e junte salsinha, cebolinha e o indispensável hortelã, para dar frescor. Tempere com sal e bastante limão.

Arme a salada em um prato, colocando os ingredientes sem misturar. Pincele com o molho e sirva fria.

Se quiser dar um tchan muito especial, sirva junto com sorvete de côco da Alessa, fica o máximo!

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Salada árabe

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Continuando na inspiração árabe, esta salada também é bem mediterrânea. Para o verão é ótima, pois pepino, hortelã e coalhada com limão nos dão uma imediata e deliciosa sensação de frescor.

Para 4 pessoas pode separar: 1 xícara de café de grão-de-bico, 1 tomate, ½ cebola,  de ½ a 1/3 de um pepino, azeitonas verdes.

Cozinhe o grão-de-bico na pressão por 10 a 15 minutos. Depois de cozido, tempere-o com sal e limão. Corte o tomate, a cebola e o pepino como quiser. Para o prato da foto, cortamos o tomate em cubos, a cebola em fatias bem finas e o pepino em quartos de rodelas finas.

Para o molho: ½ xícara de chá de coalhada, suco de ½ limão, folhinhas de hortelã picadinhas, 1 colherzinha de sal com alho.

Misture todos os ingredientes com o molho e leve para resfriar na geladeira um pouco antes de servir. Acompanhe com salada de folhas verdes.

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Salada de berinjela marroquina

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Só porque ficamos seduzidas pelas esfirras daquela famosa banca do mercado e decidimos levar algumas de tira-gosto para o almoço de domingo, baixou o espírito. Digo isto porque não temos nenhuma ascendência árabe, nunca nos ensinaram receitas desta culinária e, no entanto, amamos comida árabe! De vez em quando nos metemos a fazê-la. Bem, confabulamos e resolvemos que o menu do domingo seria: salada marroquina de entrada, salada árabe como primeiro prato e depois pernil de cordeiro assado com arroz com lentilhas. Pois não é que todo mundo adorou? Vamos lá:

Salada Marroquina

Nossa intenção era servi-la na mesa, porém, o primeiro que passou pela mesa da cozinha e viu o prato pronto, passou a mão e levou para a varanda. Quando vi, já estavam todos servindo-se da salada junto com pão árabe.

Usando 1 berinjela, ½ pimentão vermelho e ½ amarelo, 3 dentes de alho e um punhado de passas e nozes, dá para servir umas 10 pessoas. Rende, né?

Corte a berinjela: primeiro em fatias redondas de ½ cm, depois faça pilhas com 5 a 6 fatias e corte em um sentido e depois no sentido contrário – assim irá conseguir cortá-la com facilidade em cubinho pequenos e iguais. À medida que for cortando, coloque de molho na água para que não escureça. Agora corte os pimentões ao meio, tire as sementes, corte ao meio no sentido contrário. Coloque sobre a tábua e corte em tirinhas, depois junte as tirinhas e corte no sentido contrário, para que fique picado em cubinhos. Pique o alho miudinho. Escorra a berinjela, junte os pimentões, o alho e mais um punhado de passas brancas e pretas e também nozes. Misture tudo.

Tempero: em 1 xícara de chá com ¾ de azeite, acrescente 1 colher de café rasa de sal com alho,  1 colher de sobremesa de mel, gotas de molho inglês e pimenta do reino moída. Misture bem e despeje metade em uma travessa refratária. Coloque por cima a mistura da berinjela com os outros ingredientes e cubra com o restante do molho de azeite. Leve ao forno, entre 200 e 250 graus, por 20minutos. Espere esfriar para servir.

Perdoem-nos os descendentes de sírios, libaneses e marroquinos se esta receita foi, digamos, mais ou menos inventada por nós. Será com muita alegria que receberemos receitas da legítima comida árabe para fazermos passo-a-passo e publicar. Se alguém quiser nos dar aulas, é tudo o que procuramos faz tempo! Faça contato pelo Facebook!

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Salada Strelitzia

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Inspire-se na natureza exuberante do verão para compor saladas coloridas e refrescantes.  Aproveite os dias ensolarados para almoçar ao lado de um jardim, de preferência que tenha flores, como a bela strelitzia, com seu penacho de pétalas cor de laranja sobre o fundo das folhas verde escuras.

Salada Strelitzia

Escolha ervilhas de folha, cenouras baby, abobrinha e cogumelo-de-paris. Corte as pontas da ervilha, corte as cenourinhas em quatro, fatie em lâminas finas a abobrinha e os cogumelos. Afervente separado a ervilha, a cenoura e o champignon (cada processo leva uns 10 minutos no máximo). Grelhe as fatias de abobrinha diretamente em uma frigideira, sem óleo. Disponha os legumes em uma travessa.

Para o molho: 1 colher de azeite, outra de vinagre branco, gotas de aceto balsâmico e de limão, hortelã picadinha e sal. Salpique sobre o prato.

Para sofisticar e dar um sabor refrescante e delicioso, ouse! Sirva a salada com o sorvete de limão da Alessa Gelato & Caffè. Observe que seu sabor levemente adocicado  contrasta perfeitamente com os legumes e com o molho.

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Salada Beverly Hills

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Esta semana, nosso blog Sal & Alho foi convidado para uma degustação fantástica de sorvetes na Alessa Gelato & Caffè. Literalmente, um delicioso fim de tarde de verão com as amigas. Saímos de lá com a ideia de fazer algumas saladas que combinassem com sorvetes.

Para uma nova salada inventada, propomos um nome inventado. Melão, uvas, framboesa…lembram…a ensolarada Califórnia com seus pomares maravilhosos de perder de vista!

Vamos à escolha de folhas verde escuras, de sabor ligeiramente amargo: rúcula, agrião e espinafre. Para contrastar, frutas adocicadas que tem sabor intenso no verão: melão e uva rubi. Algo diferente, que dê sabor e corpo à salada: presunto de parma ou presunto tipo Sadia. Um toque crocante com amêndoas torradas e, fazendo as vezes de molho…surpresa!

Lave e corte os cabinhos das folhas. Disponha no fundo do prato.  Presunto: se for o parma, rasgue em tiras; se for presunto comum, corte em tirinhas finas e compridas. Pique o melão em cubos. Corte as uvas ao meio e retire os caroços. Distribua tudo sobre as folhas. Na frigideira aquecida, dê uma torradinha ligeira nas amêndoas (que já comprou em lascas). Salpique sobre a salada. Agora o toque final: sirva com aquele sorvete de framboesa cremoso, perfumado e delicioso que só a Alessa tem!

Sirva esta salada na varanda, no fim da tarde, acompanhada de um vinho branco frutado californiano – um Chardonnay. Um jazz suave ao fundo e…sucesso garantido!

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Salada niçoise

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Existem saladas em que os ingredientes combinam tanto e são tão gostosas e simples de fazer que passam de uma geração à outra e rodam o mundo. Com estas andanças é claro que sofrem variações, muitas vezes adaptações aos ingredientes locais ou ao gosto de cada um. Sou a favor de dar o nome de origem quando o prato conserva a maior parte dos ingredientes originais. Porém, tem gente que inventa tanto que vira outro prato e, pior, escreve o nome com grafia errada. Já vi muito em cardápios de restaurantes, o que, sinceramente, me deixa irritada. Quer inventar? Acho fantástico, mas invente um nome também! Um bom exemplo do que estamos falando é a

Salada Niçoise ( pronuncia-se nissôáze)

Os ingredientes tradicionais são: batata, ovo cozido, tomate, vagem e anchova. Há receitas com cebola, azeitona e alface. Molho à base de azeite, limão, mostarda. Já está de bom tamanho, não acha?

Em Minas, por exemplo, é difícil e caro encontrar anchovas, então substituímos por atum, que pode ser aquele de lata mesmo. Prefiro não colocar azeitonas, por terem um sabor forte que “mata” os demais. Para quem não gosta de cebola crua, pode deixá-la de fora.

Salada para 2 pessoas: 1 batata, 6 vagens, 1 ovo, 1 tomate comum ou 6 tomatinhos cereja, ½ lata de atum. Cozinhe a batata (se for na pressão, conte 10 minutos depois que a panela apitar). Coloque a vagem e o ovo em um caneco com água e ferva por 10 minutos. Despele e corte a batata, depois de fria, em fatias grossas e depois em quatro. Salpique sal. Corte as pontinhas das vagens e corte-as em três. Corte o ovo cozido e já frio e descascado em quatro partes. Corte os tomates em quatro ( ou em oito) e tire as sementes. Forre o prato com folhas de alface picadas. Distribua a batata, a vagem, o tomate e o ovo, nesta ordem. Escorra o atum e entremeie. Agora, falta regar com o

Molho

Comece preparando, à parte, um molho básico de salada: 1 colher de azeite, a mesma quantidade de vinagre de vinho branco ou de maçã, alguma erva picadinha. Pense: o que combina? Pode ser cebolinha verde, salsinha ou coentro; sempre frescas e picadinhas bem miúdo. Mostarda combina com batata, não é? Então coloque uma colherzinha de café de mostarda amarela ou tipo Dijon. Gosta muito de pimenta? Uma leve poeira de pimenta do reino. Uma pitada de sal, gotas de limão, misture bem e está pronto! Regue a salada ou sirva o molho à parte.

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Festival de Saladas – 2a. parte

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2o. Festival de Saladas

Após o sucesso do 1o. Festival de Saladas em janeiro, a pedidos, publicamos  a segunda etapa de 12 a 19 de fevereiro. Confira!

Salada Niçoise

batata, ovo, tomate, vagem e atum

Salada Beverly Hills

rúcula, agrião, melão, uva rubi, presunto de parma, amêndoas

Salada Strelitzia

ervilha de folha, cenoura baby, abobrinha, cogumelo-de-paris, sorbet de limão

Salada Marroquina 

berinjela, pimentão vermelho e amarelo, passas, alho e azeite

Salada Árabe

grão de bico, tomate, cebola roxa, pepino, coalhada, hortelã e limão

 Salada Mar e Terra 

camarão, kani, côco, manga, alface americana, iogurte, sorbet de côco

Salada Piemonte

rúcula, queijo de cabra, peras e nozes

Ceviche

camarão, kani, salmão, tomate verde, cenoura, cebola roxa, limão, azeite, vinagre de champagne

Deliciosa tarde de verão na Alessa

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Dia destes, nossa querida amiga, proprietária da Alessa Gelato & Caffè, convidou o blog Sal & Alho para uma degustação de sorvetes!!!!

Foi um encontro de amigas, mães e filhas.  Além de termos provado sabores surpreendentes e absolutamente maravilhosos de sorvetes de diversos tipos, foi “aquela” aula sobre o preparo.  Um toque da razão do sucesso da Alessa: profunda paixão e dedicação dos sócios durante 7 anos, matéria prima de primeiríssima e um mestre sorveteiro italiano!

Saímos de lá com uma vontade danada de juntar as ideias. Chegamos em casa e logo preparamos algumas receitas de saladas com sorvete para este verão.  Ficaram deliciosas e claro, super refrescantes.  Estas saladas serão publicadas durante o 2o. Festival de Saladas, em fevereiro.

Agora…rã, rã… vamos matar todos vocês de inveja… só tem um jeito de não ficarem tão tristinhos… ir lá na Alessa muitas vezes!

Degustação de sorvetes da Alessa

Sorbets

São sorvetes feitos a base de frutas e água, sem leite. Para os sensíveis à lactose é um presente do céu! As frutas são compradas de fornecedores especiais e, mesmo assim, são selecionadas uma a uma, pois tem que estar no ponto certo de maturação.  Entre os diversos sabores, foram escolhidos: Limão, Framboesa e Manga com gengibre.

Frutas à base de creme

O leite para o preparo da base vem direto de um fazenda mineira especialmente escolhida, pois precisa ter um percentual de gordura maior que o leite comum.  Isto permite que não se acrescente nenhum tipo de gordura artificial, tipo hidrogenada. Além de conferir muito mais sabor, é mais saudável.  Assim, os sorvetes da Alessa se enquadram no padrão internacional Premium.  Algumas frutas ficam perfeitas nessa base cremosa.  Selecionados para provarmos: Côco, Banana e Amarena. Divinos!

Três cremes

Para aprendermos a distinguir os sabores, serviram os três tipos fundamentais, completamente diferentes: Creme, Baunilha e Iogurte.  Excelentes para acompanhar tortas e sobremesas.

Mineiros

Claro, não podia deixar de ser! Influência da sócia mineira. Acertou em cheio! Fantásticos: Mineirinho (queijo com doce de leite), Romeu e Julieta (goiabada com queijo minas) e Canela (aquele gostinho de leite queimado da roça!)

Italianos

Desta vez, ideias do mestre sorveteiro, que escolheu aqueles que mais adora de sua terra natal: Zabaione, Tiramisu e Mascarpone com frutas vermelhas. Cada um mais sensacional que o outro, sabores inusitados e preparo sofisticadíssimo!

Castanhas

São à base de creme, cada um feito com um processo diferente para guardar o sabor da castanha: o de Pistache, o de Nozes e o de Castanha do caju (este, feito com pequenas castanhas caramelizadas para permanecerem crocantes)

Doces de Leite

3 sabores maravilhosos à base de doce de leite, receita artesanal que mistura o doce de leite mineiro com o argentino.  O doce de leite clássico, o Alessa, que leva doce de leite mesclado, e o Pé de moleque.

 Chocolates

Esta rodada foi a preferida das apaixonadas pelo chocolate, e quem não é? Veio o sucesso da casa que é o Andrea, também o Azteca que é um Sorbet (agradeci de joelho poder me esbaldar de sorvete de chocolate sem lactose, uau!) e o Gianduia (indescritível, o mesmo sabor daquele chocolatinho de papel dourado do Piemonte na Itália)

Doces

A última rodada não foi de sorvetes, mas nem por isto menos deliciosa.  Provamos o doce de leite fabricado pela Alessa, e também dois sabores de Alfajor.

Sobremesa Alessa

Ao terminarmos, ninguém conseguiu chegar a um acordo sobre o seu próprio sorvete predileto; na verdade, saímos da mesmice de pedir sempre a mesma coisa para descobrirmos que nosso paladar se abre com prazer a novas descobertas!

O fato misterioso foi que degustamos uma tacinha de cada um destes sorvetes (epa, 24!) e ainda deu vontade de provar dos outros sabores expostos ali no cardápio da loja.  Aí então foi que eu, que detesto sabores muito doces, daqueles que fazem cosquinha no céu da boca, acreditei que os sorvetes da Alessa são mesmo fabricados com um tipo de açúcar especial, que por ter um sabor mais pronunciado pode ser usado em quantidade muito menor, tornando os sorvetes muito menos calóricos! Outra: também detesto coisa muito gelada, pois me dói o céu da boca; só que os sorvetes Alessa são naturalmente cremosos e consequentemente menos gelados, e também mais intensos pois não têm adição artificial de ar (isto mesmo, injetam ar nos sorvetes industrializados para apresentarem mais volume!). Maravilha, agora é que vou mesmo mergulhar de cabeça nos sorvetes! Não resistimos e levamos para casa caixas e caixas de sorvete, afinal, como contar de nossa aventura gastronômica sem levar nem um tiquinho para quem amamos? Falando nisto, posso dar uma paradinha aqui na nossa conversa pra ir ali na minha geladeira degustar meu sorvete predileto? Hum…te pago um lá na Alessa se adivinhar qual!

Padaria em Casa

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Me lembro que quando pequena, ao voltar da escola no fim de tarde, era sempre a hora de passar na padaria para comprar aquele pão de sal fresquinho. A cena era a mesma: fim do dia, já anoitecendo, o uniforme sujo, a mão também suja, mas eu não esperava nem chegar em casa e já devorava um pedaço de pão ali mesmo. Com a idade passei a comer menos pão, claro, pois não há metabolismo como o de criança. Mas nunca deixei de ser fã de um pão quentinho à mesa. Hoje o pão, mais elaborado do que pão francês, é degustado antes do almoço no final de semana acompanhado de patê, salada, em forma de bruschettas ou mesmo sozinho, como é o caso deste que já vem acompanhado.

Eu fazia uma ideia de que fazer pães era uma coisa um pouco incansável, coisa pra padeiro profissional lá no forno da padaria. Pois foi então que um belo dia estava passeando como quem nada quer na livraria e me deparei com o seguinte livro: “Pães 365”. Nem bem olhei o que havia dentro e já levei para o caixa animadíssima para começar a fazer meus próprios pães. E então experimentei aqui em casa e todos amam quando faço. Esse é um dos mais pedidos:

Enrolado de Pesto

Eu estava errada quando pensei que fazer pão em casa era impossível, mas realmente demanda paciência, ânimo e sobretudo força física. Eu gosto de amassar meus pães à mão.  Acho que assim tem-se um melhor controle do ponto. Fora que é uma delícia, malha o braço e alivia todas a tensões. Se você quiser usar aquela máquina de fazer pão para fazer este serviço por você, vai facilitar muito. Nessas máquinas, há a opção de só amassar o pão e crescer, sem assar. Se você também não gosta daquele formado quadrado que a máquina faz do pão, pode retirar depois do crescimento, dar a forma que desejar e assar em forno convencional.

Então vamos lá: mãos à massa! Prenda o cabelo, vista o avental e arregace as mangas.

Comece a preparar o pão cerca de 3 horas antes de servir. Separe: uma tigela grande, uma peneira fina, uma espátula, um copo medidor, 2 fôrmas de bolo inglês ou duas assadeiras.

Você vai precisar de: 700gr. de farinha de trigo, 2 colheres (chá) de sal, 1 colher (chá) de açucar, 2 colheres (chá) de fermento biológico instantâneo, – ou 1 colher de sopa cheia de fermendo biológico fresco, que você pode pedir o próprio da padaria – 50 ml de azeite, cerca de 400 ml de água morna, 6 colheres (sopa) de molho pesto, óleo para untar, mais farinha para polvilhar.

Peneire a farinha e o sal em uma tigela grande. Junte o açúcar e o fermento instantâneo e misture. Se for usar o fermento fresco, misture os ingredientes secos, depois abra um buraco no meio, dissolva o fermento fresco em parte da água (cerca de 100ml) e despeje. Depois adicione o azeite no buraco formado, depois a água e comece a misturar com a espátula.

Quando a mistura já estiver igualmente molhada, mas ainda sem consistência de massa, polvilhe uma superfície com farinha, despeje a massa sobre ela e comece a sovar. Amasse primeiro apertando com os dedos até ela se tornar uma só. Depois empurre com aquele osso entre mão e punho até esticar, dobre de volta na direção contrária e empurre de novo (veja video). Vá virando, dobrando, empurrando até obter uma massa lisa e elástica, normalmente por cerca de 15 a 20 minutos. Musculação pra que, não é mesmo?

Faça uma bola com a massa e volte com ela para a mesma tigela usada. Deve estar com farinha o suficiente para não grudar. Se não, unte. Cubra com um pano limpo e deixe em local aquecido e e sem vento até dobrar de tamanho, normalmente cerca de uma hora.

Volte e aprecie como o seu pão cresceu! Eu fico feliz como que fosse um filho! Agora sove a massa novamente, dessa vez só por alguns minutos. Divida a massa em duas partes. Agora abra cada porção com a ajuda de um rolo de massa. A dica é polvilhar tanto a bancada como o rolo com farinha, para não grudar. Abra em formato retangular, ou algo que se aproxime disso, de mais ou menos 30 x 20 cm (musculação parte 2). Espalhe o molho pesto regularmente sobre a massa, sem deixar que chegue nas bordas. Depois vá enrolando, como se fosse um rocambole, começando por uma ponta menor. Feche bem no final e nas pontas, pinçando a massa com os dedos de maneira a juntar as partes.

Ajuste o formato dos pães, se necessário, e coloque nas formas, ou sobre assadeiras, sempre untadas. Dica para untar: Pingue um pouco de óleo ou azeite e espalhe com um pincel. Depois jogue um pouco de farinha e vá sacudindo e batendo nas bordas até que a farinha se espalhe. Cubra e deixe crescer novamente até dobrar de tamanho, ou cerca de 30-40 minutos. Enquanto isso, ligue o forno para pré-aquecer a 220º C.

Antes de levar ao forno, faça cortes diagonais por cima dos pães, com cuidado para não cortar muito fundo, e polvilhe um pouco de farinha Asse os pães por 25-30 minutos ou até estarem dourados e crescidos.

Retire da forma e deixe esfriar. Fatie, de preferencia na frente de seus convidados para que sintam o cheiro inebriante e vejam a fumacinha que sai do pão. Afinal de contas, você precisa mostrar que foi realmente você quem fez!

enroladopesto 10

 

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Fettuccine ao molho de limão siciliano

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Quem é de Belo Horizonte sabe porque a presença da culinária italiana é tão marcante entre nós. Para quem não é daqui, vou contar:

No início do século passado, quando iniciou-se a construção da nova capital de Minas Gerais,  artífices especializados em construção civil vieram com suas famílias de vários lugares da Itália, sobretudo do Norte, para erigir a nova cidade. A maior parte foi morar no Bairro de Santa Efigênia. Hoje temos em BH excelentes pizzarias, cantinas e restaurantes de filhos e netos destes imigrantes. Em nossa casa, preparamos pratos de origem italiana, no mínimo, três vezes por semana. Para receitas à base de molho branco gosto de usar as pastas de corte longo e chato, tipo fettuccine, tagliatelle ou papardelle.

Tagliatelle ao molho de limão siciliano

Para o preparo da pasta, veja Dica- cozimentos de pastas.

Vai precisar de azeite ou manteiga, sal com alho, cebola ralada, farinha de trigo, leite, creme de leite fresco e limão, de preferência siciliano.

Faça um molho branco básico bem temperado e consistente, batendo-o no liquidificador, já pronto, para que fique bem lisinho. Quantidade: para um pacote de 500 gr., que dá para de 6 a 10 pessoas, dependendo se for servido como primeiro prato ou prato único, faça o equivalente a 2 xícaras de chá de molho.

Assim que a pasta estiver quase cozida – veja o tempo na embalagem –proceda à finalização do molho: esquente o molho branco até quase ferver em uma panela limpa, pingue suco de limão até que o gosto fique de seu agrado. Enquanto a pasta escorre, acrescente o creme de leite fresco ao molho branco até que adquira a textura de um creme fluido, como a de creme de leite batido. Prove o sal e acrescente pimenta rosa a gosto. Desligue antes que ferva.

Coloque a  pasta entremeada com o molho em uma travessa refratária e sirva bem quente. Se houver um descompasso entre o perfeito cozimento da massa (ao dente) e o preparo final do molho, leve ao forno para aquecer antes de servir.

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Peras a Belle Hélène

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O nome em francês ainda é mais poético

Poires à La Belle Hélène (pronuncia-se puar, com o r se elevando e se perdendo no ar).

Há anos preparo esta doce delicadeza, mas só agora, escrevendo para o blog, estava a pensar quem teria criado esta sobremesa com o nome de uma mulher. Hélène…teria sido a amante do confeiteiro? Nada disto! Pois não é que nos idos de 1864 estreou com muito sucesso em Paris a ópera “La Belle Hélène” , de Jacques Offenbach, inspirada na lenda da nossa conhecida Helena de Troia, tida como uma das mulheres mais belas da história. Já naquela época, a fina flor da sociedade parisiense saia do teatro e ia badalar nos restaurantes da moda. O chef Auguste Escoffier cria então esta receita com peras cozidas em calda de açúcar e servida com sorvete de baunilha e calda de chocolate. Fez tanto sucesso que hoje, passados exatos 150 anos, a receita sobreviveu a todos estes personagens.

Na versão que faço, uso aquelas pêras mais duras e pequeninas, conhecidas como portuguesas. Preparo uma calda rala de água com açúcar e, à medida que vou descascando as peras (deixo o cabinho), coloco-as para cozinhar na calda. Assim que começam a amolecer, rego a calda com vinho tinto e deixo que as peras fiquem cozidas (testo se o garfo penetra na pera). Deixo que as pêras esfriem na própria panela do cozimento para que a calda com vinho possa entranhar.

O sorvete ideal para acompanhar é aquele de baunilha da Alessa.

Para a calda de chocolate, aquela prática que todo mundo deve saber fazer: 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, 1 colher de sopa cheia de chocolate solúvel da Nestlé ( aquele dos fradinhos) + a mesma quantidade de açúcar, ou então 2 colheres de sopa cheias de Nescau ou Toddy e ½ a 1 xícara de café de leite. Derreta a manteiga e junte o chocolate e o açúcar (ou o Nescau). Misture, junte o leite até formar uma mistura bem homogênea e deixe ferver até o ponto de calda.

Sal com Alho

Sirva individualmente, em cada pratinho ou taça, uma pêra resfriada, uma bola de sorvete e regue com a calda quente. É de se comer de joelhos, lembrando que Páris pediu, de joelhos, que Helena fugisse com ele para Troia.

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Frango ao molho de laranja

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Tem hora que queremos dar uma variada naquele peito-de-frango-duro-do-regime-de-todo-dia que a gente não aguenta mais ver na frente. Por falta de ideia, lá vai o dito cujo pelado para a mesa de novo! Varie! Sempre tem uma laranja, um limão ou até um maracujá (ou o suco) por perto, não é? Então, o que está esperando? Dê uma roupa nova para o seu franguinho e apresente-o à mesa muito mais bonito! ( Veja Dica – montinho de arroz perfeito).

Peito de frango ao molho de laranja

Comece com aquele peito de frango que você já sabe fazer, das receitas anteriores. Relembrando: Precisa de uma frigideira anti-aderente, uma espátula (de silicone para não estragar o fundo da panela) e um garfo. Preparo: tire a pele e o excesso de pelanca do peito do frango. Esfregue o peito inteiro com água e vinagre e enxague em água corrente. Corte os filés com uma faca bem amolada, aproveitando a parte mais carnuda e tirando os bifes atravessados de forma que fiquem os maiores possíveis. Tempere com sal e alho. O ideal é deixar meia hora pra pegar bem o tempero. Torre, numa frigideira à parte, 1 colher de sopa de farinha de trigo até que fique bege (pode torrar maior quantidade e guardar já torrada). Cocção do filé de frango: coloque na frigideira uma colher de óleo. Frite os filés finos, em fogo médio, friccionando-o levemente contra o fundo da panela e virando-os, para que corem por igual. ( Se preferir filé mais alto, pode ser preciso baixar o fogo e colocar água quente aos pouquinhos até que a carne do frango cozinhe, mantendo a panela tampada. Espete o garfo para ter certeza que está macia). Retire os filés e reserve-os em um recipiente tampado.

Para o molho de laranja: no fogo médio, sobre a borra que ficou na panela, coloque 1 colher de sobremesa de manteiga (ou mais um pouco de óleo) e frite 1 colher de sobremesa cheia de cebola ralada. Despeje 1 xícara de chá de suco de laranja coado. Misture com a espátula, até o fundo da panela ficar limpo. Numa xícara (de café) pela metade com água, misture a farinha de trigo que torrou e junte, no fogo baixo, ao molho, misturando bem para engrossá-lo. Prove o sal. Volte com o frango para a panela e deixe por mais 5 minutos. Beleza, já está pronto para servir. Se quiser variar, ao invés de laranja, faça um molho de limão: acrescente 1 xícara de café de seu suco e, ao final, 1 colher de sobremesa de ervas picadinhas – salsinha e cebolinha ou hortelã. Para o molho de maracujá: acrescente a polpa de 1 maracujá ou então 1 xícara de suco; fica ótimo e bonito se acrescentar também 1 colher de café cheia de grãos de pimenta rosa. Viu ? Já tem mais três sabores diferentes para incrementar seu frango!

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Risotto ai frutti di mare

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Dia destes publicamos uma legítima Paella, saída diretamente de uma cozinha espanhola. Alguns dias atrás, a filha casada nos convidou para irmos à casa dela. Nos deparamos com uma bela surpresa: tudo preparado para iniciarmos um autêntico risotto italiano. A receita original saiu do Giallozafferano, mas foi traduzida e adaptada por ela, que já morou na Itália. Desta vez, a redação é dela:

Hoje vou fazer uma receita italiana para a minha família (6 pessoas). Já deixei separados 500 gr. de cada um destes ingredientes do mar – camarãozinho rosa, vôngole, lula e mexilhão (já sem a concha, e em separado, deixei alguns com a concha para enfeitar). Além de limpos ( veja Dica – Como limpar frutos do mar) e escorridos, já foram temperados com sal e limão. Mais: 2 xícaras de chá de arroz canaroli, 2 cebolas picadinhas, 1 cenoura,1/2 caule de aipo ou salsão, 1 xícara de chá de azeite, a mesma quantidade de vinho branco, 1 litro de caldo de peixe já preparado, 1 dente de alho, 1 raminho de salsinha, sal e pimenta do reino branca.

Agora vamos ao preparo! Bata o aipo e a cenoura e frite a mistura, com pouco azeite, junto com um dente de alho inteiro, retirando-o depois. Acrescente a lula já cortada em anéis. Quando mudar de cor, junte um pouquinho do vinho branco e deixe cozinhar até ficar macia. O caldo de peixe já deve estar fervendo em outra panela.

Preparo do risotto: em uma panela já aquecida com um pouco de azeite, frite a cebola picadinha no fogo baixo. Quando a cebola ficar transparente, junte o arroz canaroli e frite mais um pouco, acrescentando azeite, se necessário. Quando o arroz tiver mudado de cor, coloque o restante do vinho branco. Depois que o álcool evaporar, vá acrescentando aos poucos o caldo de peixe, mexendo sempre, até que o arroz esteja na metade do cozimento. Volte à panela da lula, acrescente os camarões, metade da salsinha picadinha e cozinhe por uns 5 minutos. Se necessário, acrescente mais caldo de peixe até que estejam ambos macios.

 

Despeje o conteúdo da panela com a lula e os camarões na panela do risotto e misture tudo. Acrescente agora o vôngole e os mexilhões. Mexa com cuidado, para não estragar os mexilhões. Nivele o arroz e os demais ingredientes. Prove o sal e acrescente pimenta a gosto. Torne a provar. Disponha os mexilhões com casca sobre o arroz para decorar. Deixe terminar o cozimento. Quando todos os frutos do mar estiverem no ponto, desligue o fogo e deixe o risotto descansar por 10 a 15 minutos. Decore com mais salsinha picadinha e está pronto para ser devorado!

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Dica – Como limpar frutos do mar

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Se você, como nós, não mora na beira da praia e tem que comprar frutos do mar congelados, basta deixá-los de molho na água para que descongelem. Se estiver com pressa, troque a água mais vezes. Aqueles que vem congelados nas bandeijinhas já podem vir limpos, mas é sempre bom conferir. Porém, se você tem a sorte de morar perto da praia e pode usar frutos do mar frescos, terá que limpá-los. Peça ao peixeiro para começar a limpeza e depois siga a nossa dica de como limpar os principais frutos do mar. Vamos lá, de um a um:

– Camarão: Se comprar o camarão com casca, retire primeiro a cabeça e depois a casca, podendo ou não deixar a cauda, dependendo da receita. Mesmo o camarão ensacado e congelado raramente vem todo limpo. Importante: a tripa ou veio escuro de um camarão é o seu trato intestinal que, se não for retirado, dará um sabor amargo, além de ser desagradável de mastigar (parece areia). Portanto, deve ser retirado do camarão cru antes de cozinhar. Com uma pequena faca afiada, faça um corte superficial ao longo do lombo do camarão para expor o veio intestinal. Retire-o com a ponta da faca, depois enxague o camarão debaixo de água fria corrente e ponha no escorredor para secar. Está pronto para ser temperado.

– Vôngole: Para limpar o vôngole, as conchas devem ser cobertas com água limpa e salgada (cerca de 2 litros de água com 2 colheres de sal para cada quilo de vôngole) e deixadas de molho por 10 a 15 minutos. Caso tenha vindo sem conchas, saiba que para tirá-las já foi passado na água quente. Então, deixe de molho na água com sal e depois escorra.

– Mexilhão: Com as costas de uma faca pequena, remova a crosta grossa que recobre toda a casca de marisco. Com o polegar apoiado na lâmina da faca, puxe as fibras (barba) do mexilhão e despreze-as. Lave-o em água corrente e esfregue com uma escova de cerdas finas para limpá-lo completamente. Coloque o mexilhão numa panela grande e cubra-o com água. Cozinhe, com a panela tampada, até as conchas abrirem (despreze aquelas que ficaram fechadas). Remova e despreze o restante das fibras e utilize as conchas abertas na receita. Para receita com mexilhão sem concha, retire-o puxando até que se solte por inteiro. Retire o anel que envolve a parte macia do marisco e descarte-o. Caso você já tenha comprado com a concha aberta, o passo acima já foi feito. Apenas confira se as fibras foram retiradas corretamente e deixe de molho por 15 minutos na água com sal.

– Lula: Quando compramos a lula limpa e já fatiada em anéis, basta colocá-la de molho na água com sal por 15 minutos. Caso você tenha comprado inteira, vire-a pelo avesso e retire as entranhas, limpando-a completamente por dentro. Depois, puxe a pele escura, deixando só a carne branca. Coloque de molho na água com sal e depois escorra.

Couve mineirinha

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Mineiro não passa sem couve. Não é de hoje que entendemos de boa alimentação. Pergunte a qualquer nutricionista (ou veja na internet) o valor nutritivo da couve. Levanta até defunto!

Couve é das poucas folhas que não se costuma comer crua, pois agradece uma passadinha na tachinha (é assim que mineiro chama a frigideira) com óleo, azeite ou manteiga mais sal e alho. Bom mesmo é fritar um cadinho de bacon antes de colocar a couve na panela, mas como diz o caipira: “Oia, bão pra saúde, moça, num é não, cê qui sabe, mais qui é danado di bão, ah, isso é”.

Depois das folhas lavadas e secas, tem a dica de como cortar a couve: tire os talos, empilhe as folhas, corte ao meio, faça um rolinho e corte em fatias – “a finura depende do gosto, uai”.

Aqueça o óleo, frite o sal com alho sem deixar escurecer e, em seguida, coloque a couve. Passe-a ligeiramente na tachinha, mexendo com a ajuda de um garfão – a conta de ver que as tiras de couve abaixaram e pegaram igualmente o óleo e o tempero. Retire do fogo e sirva quente.

Se estiver preparando outros pratos, a couve é sempre a última a ser passada.

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Farofa de ovos – o segredo

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Sabe aquela farofa maravilhosa que você come na churrascaria? Vou te contar como faze-la. Só que duvido que tenha a coragem de colocar a quantidade de manteiga (ou margarina) ou até mesmo a gordura que escorre da carne na grelha! O que dá sabor aos alimentos é sempre a gordura, seja manteiga, bacon ou a pura gordura animal mesmo. Pobre de nós, que hoje temos consciência do mal que a gordura faz para as nossas artérias. Seja lá como for, fica a seu critério como vai  preparar a farofa.

Vai precisar de farinha de mandioca e ovos. Se quiser caprichar, vá lá no mercado e compre farinha de mandioca artesanal, que pode ser branca ou amarela. Aproveite e compre aquele ovo caipira que tem a gema bem amarelinha.

Preparo: Quebre os ovos em uma travessa de fundo arredondado e misture ligeiramente as claras e as gemas com a ajuda de um batedor de ovos manual (ou dois garfos) fazendo movimentos circulares e amplos, para entrar ar na mistura. Coloque uma pitada de sal.

Separe duas frigideiras e aqueça uma delas. Coloque a quantidade de manteiga, óleo, azeite e banha de porco que quiser. Despeje a farinha de mandioca, misture e torre ligeiramente. É melhor começar com pouca manteiga (se for a escolhida) e ir juntando mais aos poucos, até verificar que a farinha ficou soltinha e brilhante. Coloque sal e prove.

Na outra frigideira, ao mesmo tempo, coloque a mesma manteiga (ou o que tiver escolhido) e frite os ovos batidos ligeiramente. Assim que começar a endurecer nas laterais e embaixo mas o meio ainda estiver líquido, corte grosseiramente com uma espátula e misture rapidamente e de leve, de modo que o ovo fique frito por igual. Cuidado para não deixar que endureça.

Agora jogue o ovo na farinha e misture ligeiramente, sacudindo a frigideira para não quebrar os pedaços. Sirva imediatamente.

Se quiser variar, acrescente cheiro verde e ainda outros ingredientes, como azeitonas, passas, cenoura ralada, carne seca desfiada. Já vi quem põe até batata palha, mas tem que ser bem miúda e bem sequinha.

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Bife de porco acebolado

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Tem dia que a gente passa em casa pra almoçar tão correndo que mal dá tempo de comer. Imagina ainda chegar em casa e não ter nada pronto! Filé de frango é rápido de preparar, mas todo dia cansa, né? Que tal variar para um bife de lombo? É uma carne magra e saudável e garanto que ficará bem alimentada e não terá fome antes da hora do jantar.

Bife de lombo acebolado

Tenha no congelador pedaços de lombo de porco já cortados, considerando 150 gr. de carne por pessoa. Descongele de véspera na geladeira ou com 2 a 4 horas de antecedência ao ar livre ou em  5 a 10 minutos no micro-ondas, depende do peso.

Preparo: Veja na foto como cortar o lombo para que fique um bife de bom tamanho: a dica é, na primeira fatia, não cortar até o final, só corte completamente na segunda fatia. Abra a fatia dupla e bata ligeiramente. Tempere com sal e alho dos dois lados. Se quiser, acrescente ao tempero pimenta do reino e molho inglês – uma pitada de cada. Tem gente que gosta de temperar carne com limão. Enquanto pega tempero, corte uma cebola em rodelas finas. Coloque óleo da frigideira – a conta de formar uma fina camada no fundo. Quando começar a chiar, ou sair uma fumacinha leve, coloque os bifes encostados ao fundo, sem deixar um por cima do outro.  Vigie quando estiver corado por baixo e aí vire os bifes para que corem do outro lado. Em seguida, cubra os bifes com a cebola. Pingue água fervente na frigideira, fora dos bifes e deixe fritar dos dois lados mais um pouquinho até formar um caldo. Ótimo, está no ponto de servir!

Para acompanhar nosso bife de hoje,  preparamos também couve e farofa de ovos, duas guarnições com combinam com carne de porco e que são de preparo rápido. Assim, você faz tudo ao mesmo tempo e em 15 minutos seu almoço está prontinho!

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Penne ao molho de camarão

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Sabendo usar aquele camarãozinho rosa que se compra por um precinho bem razoável, você terá um prato requintado, fora da mesmice e com um sabor delicioso. Aprenda a fazer este molho para servir com pasta. De todas as que já usei, a que melhor “pegou” o molho foi o penne rigate grano duro. Este prato tem uma presença tão marcante que é ideal para ser servido tipo fim de noite, para fechar uma rodada de boa bebida e bom papo entre amigos. Da próxima vez que convidar os amigos, surpreenda-os!

Penne ao molho de camarão

Já que vai ter mais gente para comer, vamos passar a receita para de 6 a 8 pessoas, usando um pacote de 500 gr. de penne rigate, de preferência, de grano duro, de uma boa marca. Para prepará-la,  não deixe de ver Dica – Cozimento de pasta .

Molho de camarão

Calcule cerca de 50 gr. de camarão por pessoa; para 6 pessoas seriam 300 gr. Para esta quantidade: suco de ½  limão, 1 colher de café rasa de sal, ½ xícara de café de azeite, 1 cebola pequena ralada, ¾ de xícara de café de vodka, ½ xícara de café de molho de tomate concentrado ( tipo o que vem na lata de pomodori pelati). Prepare, à parte, 1 xícara de chá de molho branco. Separe a mesma quantidade de creme de leite, de  preferência aquele fresco de garrafinha.

Separe uma panela e uma espátula. Vai precisar usar o liquidificador.

Preparo do molho:  limpe os camarões, escorra bem e tempere com o limão e o sal. Coloque a panela no fogo alto, despeje o azeite e frite os camarões até que fiquem bem vermelhos. Mexa com a espátula, de tanto em tanto, para que não agarrem. Flambe os camarões, ou seja: esquente a vodka dentro de uma concha grande diretamente sobre a chama do fogão. Assim que começar a soltar uma leve fumacinha, dê uma deitadinha bem rápida na concha para que pegue fogo no líquido e rapidamente jogue a vodka sobre os camarões. Não se assuste com o fogaréu, mantenha-se bem distante.  Assim que o fogo apagar, acrescente a cebola ralada e deixe fritar. Se estiver agarrando, coloque mais um tiquinho de azeite. Logo que a cebola dourar, junte o molho de tomates e em seguida, aos poucos, vá acrescentando ½ xícara de chá ou pouco mais de água quente. Raspe toda a borra da panela até formar um caldo. Prove o tempero, acrescente sal e pimenta se quiser – o caldo deve ficar bem temperado. Bata os camarões com o caldo no liquidificador. Acrescente, ainda no liquidificador, 1 xícara de molho branco – deve  dar a mesma quantidade do molho de camarão já batido. Volte com este molho para a panela e ferva, sempre mexendo, até que fique bem consistente. Na hora de servir, acrescente 1 xícara de creme de leite fresco e misture bem. Tire do fogo antes que ferva e jogue por cima da pasta já aquecida. Se houver um descompasso entre o perfeito cozimento da massa (ao dente) e o preparo final do molho, coloque pasta e molho misturados em uma travessa refratária e leve ao forno para aquecer antes de servir. Lembre-se que pasta deve ser servida sempre bem quente!

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Muffins de Banana com Chocolate

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Em intercâmbio na Nova Zelândia, todos os dias um cheiro delicioso percorria os corredores da casa, me acordando todas as manhãs. Era a ‘host mother’ que assava maravilhosos muffins todas as manhãs. Acordava já sonhando. Comia logo um no café da manhã, levava outro para o almoço e voltando pra casa à tarde ainda devorava mais um. Os quilos a mais na volta para casa foram bem justificados. Pois esta lembrança nunca me saiu da memória. Fecho os olhos e ainda posso distinguir os sabores: limão, blueberries, chocolate e, o meu favorito, muffins de banana com chocolate.

Retornando ao Brasil, passei alguns anos tendo os maravilhosos muffins da Ruth somente como uma doce lembrança do passado, ligada à todas as boas memórias daquele lugar tão distante.

Em casa, com mãe e irmã cozinheiras, não sobrava espaço para mim na cozinha, só sabia fazer mexido e omelete. E foi quando me deu na telha de começar a fazer muffins (o ramo dos doces e bolos ainda era uma área a ser explorada nesta casa) . Àquela época, a ‘iguaria’ ainda não estava bem difundida no país e era praticamente impossível encontrar um muffin dando sopa por aí. E eu ainda sonhava com aquelas manhãs perfumadas na Nova Zelândia.

E foi então que pesquisei na internet por receitas em inglês até que achei uma para testar. Comprei a forma adequada, traduzi, adaptei os ingredientes e comecei a experimentar receitas. Esta é a minha preferida, o imbatível…

Muffins de Banana com Chocolate

Separe a forma de muffins, unte-a com um pouco de óleo ou disponha forminhas de silicone ou de papel, se tiver. Separe duas tigelas, uma grande e uma menor, um garfo, uma espátula de silicone, um batetor de ovo e uma colher de servir sorvete.

Você vai precisar de 3 bananas maduras, 2 xícaras bem cheias (250 gr) de farinha de trigo com fermento (se usar farinha de trigo normal, acrescente 1 colher de sopa de fermento em pó instantâneo), 3/4 de xícara de açúcar mascavo, 2 ovos, 3/4 de xícara de óleo vegetal (ou 125 ml), 1 colher de sopa de essência de baunilha, 150 gr de gotas de chocolate meio-amargo ou chocolate em barra cortado em cubos pequenos e o suco de uma laranja pequena coado.

Antes de tudo, pré-aqueça o forno a 180ºC. Amasse as 3 bananas com um garfo e reserve.

Na tigela menor, bata os ovos junto com o óleo e a essência de baunilha com a ajuda do batedor de ovo.

Na maior, misture a farinha, o açúcar (e o fermento, se for o caso). Em seguida, acrescente a mistura líquida e depois as bananas. Mexa bem até obter uma mistura homogênea.

Depois, acrescente o chocolate e mexa até estarem bem distribuídos e por último jogue o suco de laranja aos poucos, provando até chegar ao sabor desejado.

Distribua na forma com a ajuda da colher de servir sorvete. A medida normalmente é de 1 colher bem cheia, ou uma quantidade que não chegue até o topo da forminha.

Asse por 20 a 30 minutos ou até que estejam dourados por fora e assados por dentro. Para verificar, espete um palito de madeira e confira se sairá seco. Só tome cuidado para não espetar um chocolate, que deverá estar derretendo.

Ao retirar do forno, deixe esfriar sobre uma grelha ou descanso por cerca de 15 minutos.

Sugiro levar para um lanche ou piquenique com os amigos. Garanto que irá causar grande efeito e agradar à todos!

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Paella Valenciana, quer conhecer o sabor da Espanha?

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Já eram mais de três da tarde;  nós dois com uma fome danada mas querendo aproveitar ao máximo o sol na praia em Torremolinos, cidade turística na região da Andaluzia. Lembra daquela ondinha que a gente vê desenhada  na revista em quadrinhos que identificamos como um odor inebriante e irresistível de comida deliciosa? Pois foi esta mesmo que vi, como uma miragem na areia quente. Apurei o olfato, senti um cheiro delicioso de mar e temperos afrodisíacos e segui o rastro. Fui dar em uma casinha branca na beira da praia, com mesinhas  dispostas em um tablado e uma placa de madeira pintada  escrito “Camara”. Verifiquei nas mesas lotadas: todos os turistas comiam um arroz  dourado com frutos do mar. O pedido demorava demais a chegar e então fui até a cozinha. Identifiquei-me como brasileira e  implorei para ficar ali aprendendo a  fazer o prato. Desta forma, já faz mais de vinte anos, fui apresentada a este prato típico do sul da Espanha. De lá para cá, tornou-se um dos favoritos da minha família. Faço-o com certa frequência no verão e passo o segredo para vocês:

Paella Valenciana ( da região de Valença)

Sal com Alho

A panela própria é a paelleira, uma frigideira esmaltada, bem larga e baixa. Veja o que tem em casa de mais parecido. Vai precisar de um caneco para ferver água e de uma colher de pau.

Para 4 pessoas, compre de 300 a 400 gr. de peixe de mar e a mesma quantidade de cada um destes mariscos: lula, camarão, mexilhão e vieiras.  O total deve dar aproximadamente 1,2 kg. Separe 2 xícaras de chá de arroz comum.

Ingredientes

Ingredientes

Para o molho: 1 xícara de café de azeite, ½ cebola e ½ tomate maduro picadinhos,  8 tirinhas de pimentão vermelho e 8 do amarelo; uma colher de sopa de molho de tomate,  1 xícara de café de vinho branco; sal, colorau, açafrão e pimenta calabresa.  Se quiser caprichar, compre 4 camarões gigantes inteiros e 4 mexilhões com a concha e reserve para o final. Escolha um bom vinho branco e ponha para gelar.

Limpe os mariscos. Corte o filé ou posta de peixe sem osso em cubos de  3 cm de lado.  Lave, escorra bem e tempere tudo com uma colher de sobremesa rasa de sal e ½ limão. Coloque água para ferver. Na paelleira ou frigideira, no fogo alto, coloque ½ xícara de café de azeite, frite a cebola até começar a dourar, junte o tomate, depois os camarões. Assim que avermelharem , coloque a lula e  logo que esta ficar branquinha, junte o mexilhão e deixe que  mude de cor.  Acrescente o peixe, os pimentões e o molho de tomates. Misture com cuidado e deixe fritar. Assim que o caldo começar a secar, junte o vinho e deixe que evapore. Agora, afaste tudo para as bordas, coloque a outra metade do azeite no meio da panela e despeje o arroz. Mexa só ali no meio e depois misture tudo. Arrume a panela para que fique tudo nivelado e aí despeje água quente até cobrir o arroz e mais 1 centímetro. Abaixe o fogo. Tire um pouco do caldo, dissolva o açafrão e o colorau. Junte ao caldo da panela, misture, prove o sal, acrescente mais se precisar e coloque a pimenta com cuidado.  Prove para verificar se está bem temperadinho.  Decore como os camarões e mexilhões especiais. Vá adicionando água quente aos poucos até que o arroz cozinhe. Cada vez que adicionar água, mexa de leve com a colher de pau e desagarre o fundo. O ponto do arroz é “ao dente” (ligeiramente duro) e a paella deve fica molhadinha. Se precisar servir mais tarde, deixe mais caldo, pois vai secando à medida que esfria.

 

Obs: a pronúncia espanhola é “paelha”.

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Espinafre em três opções

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Cansou de comer carne sempre acompanhada de batatas? Pois um creme de espinafre é uma excelente variação, que tanto pode ser servido ao lado das batatas como pode ser apresentado como guarnição única. Se batido, vira uma sopa maravilhosa. Outra: faça tomates recheados! Hoje então temos 3 receitas. A vantagem é que, além de saboroso e nutritivo, este creme é bem rápido e fácil de fazer.

Creme de espinafre como guarnição

Para 2 pessoas faça o equivalente a 1 xícara de chá de molho branco. Lave e separe as folhas de um maço de espinafre. Afervente por 5 minutos, escorra e bata as folhas sobre uma tábua. Junte ao molho branco, misture e sirva quente.

Sopa creme de espinafre

Siga a receita anterior. Misture o molho branco com o espinafre no liquidificador. Volte para a panela e assim que começar a ferver acrescente 1 xícara de café de creme de leite. Misture e desligue o forno antes que ferva de novo. Sirva quente, acompanhada de torradinhas amanteigadas.

Tomates recheados

Tome 2 tomates bem maduros, abra um buraco com 3 cm de diâmetro na parte de cima e por aí retire todo o miolo. Recheie com o creme de espinafre, sendo que este precisa estar bem consistente. Se não estiver, misture um pouco de leite com maizena, junte ao creme na panela e misture, no fogo brando, até engrossar.

Cubra o buraco com queijo parmesão ralado misturado com farinha de pão (pão dormido ralado bem fino). Leve os tomates ao forno, em uma travessa refratária untada com óleo, até verificar que estão assados.

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Conchiglione recheado – sofisticado e fácil de fazer

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Quando quiser apresentar uma bela “pasta”, como se diz na Itália, use o conchiglione ( pronuncia-se conquilhone e se traduz por concha grande).  Este tipo de pasta é  fácil de manusear para  colocar o recheio, que pode ser de algum tipo de carne ou de queijo. Também é necessário um molho para colocar por baixo e por cima da pasta em uma travessa refratária, que pode ser molho branco ou molho de tomates ou uma mescla dos dois, em partes iguais.  Você pode usar recheio de carne, preparando um delicioso ragu ou, então, faça um creme espesso de queijos, juntando um ou mais tipos de queijo e levando-os ao fogo, misturado com um molho branco. Hoje vamos aprender a fazer um…

Conchiglione recheado com ragu de pernil de cordeiro

Como um pacote de pasta tem 500 gr. vamos considerar uma receita para 6 pessoas, se for prato único ou para 10 pessoas, se for servido como primeiro prato.

Faça o ragu com a carne já preparada do pernil de cordeiro para o recheio e à parte, um molho de tomates bem consistente.

Cozinhe a massa ( veja Dica – cozimento de massa) pelo tempo indicado na embalagem. Escorra, passe no jato de água fria e deixe esfriar.

Tome uma  travessa refratária ou um pirex de vidro temperado. Forre todo o fundo com uma camada do molho.  Pegue uma colher de chá para rechear e, à medida que for recheando as conchas, coloque-as na travessa. Depois que estiver completa, preencha os buracos e cubra com o restante do molho. Se quiser, espalhe queijo ralado tipo parmesão ou pecorino por cima. Leve ao forno até verificar que o molho está fervendo.

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Berinjela parmegiana – aproveite sobras

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Também conhecida por lasagna de berinjela, embora não tenha pasta na receita. É um  prato barato, fácil e delicioso que pode servir como lanche da tarde até para os mais esfomeados, porque sustenta!

Use berinjela, sobra de carne moída, ou de outra carne que você possa desfiar, misturada com molho de tomate e o resto daquela muçarela  precisando de usar.

Ingredientes

Ingredientes

A berinjela é cortada em fatias bem finas no sentido do comprimento e, logo em seguida, colocada para aferventar com água e sal numa panela larga até ficar macia. Em seguida, escorra a água.

Dica: faça um rolinho com as fatias de muçarela e rale grosso, pois assim o queijo espalha melhor.

Escolha uma travessa que possa ir ao forno e unte o fundo com azeite. Agora monte as camadas:  a primeira de berinjela, outra da carne com molho de tomates e outra de queijo. Repita, sendo que a camada de cima deve ser de queijo ralado. Um pouco antes de servir, leve ao forno até que o queijo derreta.

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Ravioli ao creme de aspargos com camarões

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Dizem os entendidos que o fundamental da boa culinária é o uso de ingredientes de boa qualidade. Acrescento que precisam ser bem combinados. Quando acertamos em alguma combinação, a gente nem acredita que antes estes ingredientes andaram por aí, perdidos um dos outros. É o caso que conto a seguir, de um pacote de massa fresca, no caso um ravioli de muçarela, um maço de aspargos e alguns camarões que um dia se encontraram, por mero acaso, na mesma prateleira da nossa geladeira.

Ravioli de muçarela, molho de aspargos verdes e camarões flambados

Compre uma bandeja de ravioli recheado com muçarela comum ou de búfala. Já vem pré-cozido e se tiver umas 20 peças, dá para 4 pessoas. Faça o molho branco com aspargos. Siga a receita do molho branco, porém, este molho vai virar um molho de aspargos: afervente de 2 a 3 aspargos por pessoa (não deixe que amoleçam) e depois bata no liquidificador a metade deles, justo a metade de baixo de cada haste. Junte o caldo de aspargos ao molho branco, misture e deixe ferver. Agora junte a outra metade dos aspargos, cortados em tronquinhos de 3 a 3 cme deixe ferver mais um pouco, se precisar, raleie o molho com leite. Acrescente creme de leite, cerca de 1/4 da quantidade de molho. Prove o sal, junte pimenta do reino branco e nós moscada, se gostar. Misture e desligue o fogo antes do creme tornar a ferver.

Forre o fundo de uma travessa refratária com o molho. Disponha uma camada dos raviólis, torne a cobrir com o molho de aspargos e repita até terminar a camada de cima com o molho.

Se quiser sofisticar, limpe e tempere os camarões. Depois de 15 a 30 minutos, proceda à fritura, no fogo forte, dos camarões, na manteiga ou no azeite. Agora veja como flambar os camarões. Pronto, pode colocá-los sobre a última camada de molho e levar a travessa ao forno um pouco antes de servir.

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Coq au vin – um toque francês

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Para esta receita, o frango pode ser inteiro, como na receita tradicional francesa ou então, o corte do frango pode ser o de sua escolha, usualmente, peito ou coxa e sobrecoxa; de preferência, com osso, sem pele e com alguma gordura (quanto mais amarelinha, melhor). Qualquer receita feita com o corte de frango com osso e alguma gordura fica mais saborosa, pois, no cozimento, o osso dá sabor à carne e a gordura deixa a carne tenra. Se só tiver peito desossado, pode usar,  cortando-o em cubos maiores ( porém, sem osso, a carne tende a ficar seca e borrachuda).Hoje, vamos eleger a coxa e sobrecoxa.

Separe um recipiente para deixar o frango no tempero, uma caneco para ferver água, uma panela comum com tampa e uma colher grande.

Para a receita: 4 partes de frango, considerando 2 pedaços por pessoa; óleo, sal com alho, ½ xícara de cebola picadinha, 2 colheres de sopa cheias de bacon picadinho, ½ xícara de chá de vinho tinto e uma colher de sobremesa de farinha de trigo.

Tire a pele do frango e o excesso de gordura. Coloque água morna e um pouco de vinagre em um recipiente e passe o frango no líquido. Retire, enxágue e escorra. Tempere com sal e alho, a conta de espalhar uma fina camada em volta de toda a carne. Deixe no tempero por ½  hora ou mais. Enquanto isto, pique a cebola e o bacon. Torre a farinha de trigo até que fique bege por igual.

No fogo forte, aqueça um fio de óleo em uma panela e frite o bacon. Assim que estiver começando a pipocar, coloque os pedaços do frango. Frite de todos os lados e em seguida, coloque a cebola picada. Continue dourando até que a borra do fundo comece a secar. Aí coloque o vinho. Começando a secar de novo, despeje água fervente na panela, fora do frango, até cobrir metade do frango. Baixe o fogo e tampe a panela. Continue pingando água quente até que o frango fique macio – deve levar uns 20 minutos no cozimento (para esta quantidade de frango). Não deixe que o caldo seque; ao contrário, deve permanecer pelo menos cerca de um dedo de caldo no fundo da panela.Quando espetar um garfo e verificar que o frango já está macio, coloque uma parte do caldo numa xícara até a metade e dissolva uma colher de sobremesa mal cheia da farinha de trigo já torrada. Junte ao caldo da panela. Misture bem até que o caldo comece a ferver. Seu delicioso coqauvin está pronto!

Sirva com purê de batatas ou mandioquinha (também chamada de baroa) e/ou arroz.  Para o purê de mandioquinha, siga a receita do purê de batata porém, substitua 1/3 da batata pela mandioquinha. Servindo empratado, dê um toque de frescor com ameixa ( ou outra fruta vermelha) e aromatize com um raminho de hortelã. 

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Moqueca – baiana ou capixaba?

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Que nos corrijam os nativos das praias da Bahia e do Espírito Santo: a moqueca baiana tem dendê e leite de côco e a capixaba tem só leite de côco, ou não? E peixada. É a mesma coisa? Pra nós, peixada é a feita com peixe de rio.

Bem, na nossa casa a gente faz moqueca sem dendê e com leite de côco.

Moqueca pode ser de peixe ou de camarão. Ou dos dois, misturada. Pode ser também de lagosta e de siri.  A primeira vez que  provei moqueca foi em Salvador, eu tinha 16 anos e me apaixonei perdidamente pela culinária baiana. A moqueca baiana ganhou fama com Gabriela, a do Cravo e Canela, preparando, lascivamente, uma moqueca no filme homônimo.

Moqueca de peixe com camarões

Não tem segredo, é muito fácil de fazer. Também não tem medida, é no olho mesmo.  Hoje vamos fazer moqueca com robalo, que é um peixe de mar de excelente qualidade junto com camarões – é a nossa preferida. Feliz de quem tem uma panela de barro curtida, que é o meu caso, comprada há anos no Mercado Modelo de Salvador. Empresto, mas só se for pra cozinhar na minha casa mesmo.

Só para ter ideia de quantidade: para 6 pessoas compre 1,5 kg de peixe e 1 kg de camarão descascado. Peça ao peixeiro para limpar e cortar o peixe em postas.

Vai precisar de aproximadamente 1kg de tomate  bem maduro, 2 cebolas grandes;  metade de cada pimentão, se quiser colocar do verde, do vermelho e do amarelo para deixar a moqueca colorida,  3 a 4 dentes de alho e um raminho de coentro. Uma garrafinha de leite de côco é o suficiente para dar um leve sabor especial, sem deixar gosto de côco.  Um bom azeite de oliva é fundamental (deve usar, no máximo, uma xícara de chá).  É recomendável fazer a moqueca com duas horas de antecedência da hora que for servir, pois se deixar descansar por, pelo menos, uma hora, o sabor fica muito melhor, pois o peixe pega o gosto do caldo.

Limpe os camarões, tirando casca e tripa. Tempere o peixe e os camarões com sal e limão. Enquanto pega tempero, corte os tomates em cubos e fatie as cebolas, o alho e os pimentões. Pique o coentro, vai precisar de 3 colheres de sobremesa cheias.

Se tiver uma panela bem grande, ótimo, porque é bom fazer a moqueca em uma só camada, para que cozinhe por igual e ainda evita que parta as postas na hora de servir. Se só tiver panela média, paciência, vai ter que usar mais de uma.

Agora forre o fundo da panela com azeite, depois faça uma “caminha” com  a metade dos tomates, cebola, alho, pimentões e coentro. Coloque as postas do peixe e por cima os camarões. Cubra com o restante dos ingredientes e torne a regar com o azeite. Tampe a panela e deixe no fogo forte até que dê caldo, então despeje o leite de côco e balance a panela. Abaixe o fogo e vigie até perceber que o peixe está branquinho e macio. Nunca ponha água, nem precisa. Prove o tempero. Retire um bocado de caldo com uma xícara e neste caldo coloque pimenta e mais sal, se precisar. Torne a balançar a panela, para o tempero misturar.  Se mexer, corre o risco de partir as postas. Se  tiver deixado a moqueca descansando, esquente na hora de servir. Acompanha arroz branco.

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Frango com quiabo caipira

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Mineiro ama, de paixão. Faz parte do cardápio dos restaurantes típicos do interior e, não pense que de locais simples – está lá no menu dos restaurantes mais famosos de Tiradentes e de Ouro Preto. Ai de quem o tirar do cardápio: terá reclamação  imediata.  É esta o tipo de tradição que nunca poderemos perder. Preocupa-nos a nova geração do peito-de-frango-de-supermercado que o tira da embalagem já temperado, grelha e acha gostoso.

Tem muita gente que não sabe fazer um franguinho de panela refogado, como dizemos. É um pouquinho demorado para fazer, tipo meia hora, mas é bem fácil.

Frango com quiabo

Para 2 pessoas: 4 partes de frango, que podem ser de 2 coxas com contra-coxa, ou de 1 ou 2 peitos de frango, dependendo do tamanho – escolha sempre os menores. Se for fazer para mais gente, use dos dois cortes, ou até um frango inteiro. Quiabo, de 5 a 7 talos ou uma xícara de chá bem cheia do quiabo já picado e uma cebola. Tempero: vinagre, sal, alho, cheiro verde, uma pimentinha, gotas de molho inglês e gotas de limão, se gostar. Calcule uma colher de café de tempero seco por pedaço de frango.

Separe uma panela larga, uma pequena e um caneco, uma colher de pau e um garfo.

Lave o frango com água fervente e tire a pele e o excesso de gordura. Passe o tempero nas partes do frango e deixe por ½ hora.

Lave o quiabo inteiro e seque-o bem antes de fritar, para não “babar”. Corte o quiabo em pedaços de 1 a 1,5 cm e pique a cebola.

Coloque água para ferver em uma caneco. Na panela maior, esquente 2 colheres de óleo. Frite as partes do frango por igual, mexendo sempre. Retire o frango da panela, coloque um pouco mais de óleo ou manteiga e frite a cebola picadinha bem miúdo na borra do frango. Despeje um pouquinho de água fervente e mexa com a colher de pau ou uma espátula até que a borra se incorpore à água formando o primeiro caldo. Agora coloque o frango de volta na panela e acrescente mais água (não jogue água em cima do frango),  numa quantidade que cubra os pedaços de frango pela metade. Baixe o fogo e tampe a panela. Em outra panela, coloque óleo suficiente para fritar o quiabo (1 xícara de chá ou mais). Escorra numa peneira o quiabo já frito e coloque sobre guardanapo de papel para retirar o excesso de óleo. Quando o caldo já estiver reduzido pela metade, teste com um garfo se o frango já está cozido e macio. Acrescente o quiabo e deixe cozinhar por mais 5 minutos.

Sirva quente acompanhado de arroz branco e purê de batata.

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Rosbife para todos os gostos

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Em casa onde come muita gente e a mamãe quer agradar a todos, é difícil servir um filé que vá desde “boi berrando” até muito bem passado. Pois consegui esta façanha! Veja como preparar um rosbife na hora ou até adiantado de véspera que deixa a todos satisfeitos.

Veja Dica – como preparar o filé mignon. Um filé médio, já preparado para rosbife, pesará entre 1,5 e 1,8 kg e vai dar para 6 a 10 pessoas, se cada um comer em  torno de 200 gr.

Tempero – prepare-o em uma xícara: coloque 1 colher de sobremesa bem cheia de sal, 2 a 4 dentes de alho bem triturados, um pouco de pimenta do reino moída, uma colher de café de molho inglês e complete até a borda com vinho tinto. Pode acrescentar folhas de louro. Tome um saco plástico grosso e coloque dentro dele o filé e o tempero. Deixe que o tempero envolva toda a carne, feche o saco e guarde-o na geladeira por um tempo que pode ir de 1:30 a 24 horas.

Primeira cocção (fritura ou selagem) – Escolha uma panela grande, de alumínio grosso, para preparar a carne. Despeje 2 colheres de óleo na panela colocada no fogo forte e deixe esquentar bem. Sele a carne, ou seja: com um garfão, coloque a carne deitada na panela e deixe-a quieta, até observar que estão brotando umas gotinhas do lado de cima da carne e que, na lateral, metade dela já mudou de cor, ficando marrom clara.  Está na hora de virar, com ajuda do garfão. Deixe a carne quieta, sem mexer nem esfregar. Quando a lateral da carne estiver toda da mesma cor, significa que já está corada do lado de baixo. Então vire-a de um lado e depois do outro para que possa corar toda por igual. Deixe corar bem, tomando cuidado para que a carne não queime, ou seja, fique muito escura. Se gostar de carne mal passada, já está perfeita, pode retirar da panela, fatiar e servir.

Dica 1-  Para um rosbife rosado por dentro com as bordas bem passadas:  antes de selar a carne, ponha água para ferver em um caneco à parte. Assim que a carne estiver toda corada, despeje cerca de ½ xícara de água quente, aos poucos, na lateral da panela (não jogue água diretamente sobre a carne, senão irá lavar o tempero e endurecer a carne), abaixe o fogo e tampe a panela – a carne vai cozinhar. Assim que a água secar, retire o filé da panela, fatie e sirva. Obs.: rosbife bem passado: quanto mais tempo a carne ficar na panela, e para isto precisará continuar colocando água, mais cozida ficará por dentro, até perder o rosado e ficar toda marrom – mas neste caso, perderá também o sabor.

 

Dica 2 –  para ter a carne em vários graus de cozimento, ou seja, desde mal até bem passada, faça o seguinte: retire a carne inteira da panela logo após a fritura, sem ter colocado água. Deixe que esfrie um pouco e fatie os bifes, finos. Verá que a carne está bem rosinha por dentro, quase crua. Separe uma parte para quem gosta da carne deste jeito. Coloque óleo em uma nova frigideira e retorne com os bifes para repassá-los no óleo quente até o ponto desejado.

Para o molho: coloque água para ferver à parte e volte com a própria panela que fritou a carne inteira (da primeira vez) para o fogo.  Despeje nela a água quente, cerca de ½ xícara, bem aos poucos e raspe a borra do fundo com uma espátula até que tenha se incorporado à água e formado um caldo grosso. Deixe ferver e junte à carne.

 

Dica 3- para fazer um molho básico suculento com o caldo da própria carne: assim que tirar a carne inteira da panela acrescente à borra da carne que fritou 1 colher cheia de manteiga (ou azeite). Junte 1 colher de sopa de cebola ralada e deixe começar a fritar. Agora acrescente 1 colher de sobremesa de farinha de trigo já torrada, espalhe e misture bem com a espátula até obter uma massa bem lisa. Acrescente também 1 ou 2 colheres de molho de tomate. Se quiser um molho ao vinho, acrescente ½ xícara de vinho tinto ou tipo madeira,  deixe que o álcool evapore e então coloque água quente, aos poucos, até obter a quantidade suficiente de molho para regar a carne. Se não quiser usar vinho, coloque só água quente. Prove e acrescente sal e pimenta à gosto. Deixe o molho ferver até que adquira uma boa consistência. Se ficar grosseiro, passe-o na peneira e volte com o molho para uma panela limpa; assim que estiver fervendo, junte a carne, esquentando-os juntos antes de servir.

Para variar o molho você pode, por exemplo, fazer um rosbife ao molho de pimenta do reino verde ( o  famoso “poivre vert”) ou ao molho de zimbro. Pode também, ao invés de pimenta, acrescentar mostarda amarela (1 colher de sobremesa) ou tipo Dijon (1 colher de café) ou então, queijo gorgonzola ( já derretido no leite, acrescentando, neste caso, creme de leite ao final)

Na receita de hoje resolvemos inovar e fazer um molho agridoce. Ficou delicioso! Se quiser experimentar aí vai a dica: misture cereja ( aquela de vidro, ao marasquino) ou frutas vermelhas e também mais um pouco de molho de tomate ao molho básico. Use  vinho do Porto ( ou Bacardi Black).

 

Se quiser adiantar o rosbife de véspera, tire a carne inteira já selada e corada da panela, fatie em bifes finos e guarde na geladeira. Faça o molho básico (deixe mais líquido) com a borra que sobrou e guarde separado. Na hora de servir, esquente bem o molho básico e passe os bifes no ponto desejado. Retirando os bifes, prossiga a receita acima para fazer o molho que desejar.

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Festival de Saladas – 1a. parte

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Na 1a. parte do Festival de Saladas publicamos 12 receitas, algumas famosas e outras que criamos para vocês. Para facilitar a escolha da próxima salada que você fará, aí vai uma listinha com seus nomes e os principais ingredientes. É só clicar que você achará a receita aqui no blog e poderá imprimí-la. Repasse para seus amigos!

Salada Caesar

alface americana, croutons, bacon, frango desfiado, queijo ralado e molho caesar

Salada Caprese

tomate, muçarela de búfala e pesto de manjericão

Salada Grega

tomate, pepino, cebola roxa, queijo feta, azeitona preta e hortelã

Salada Portuguesa

batata, ovo, azeitona preta e cheiro verde

Salada Vegie

alho poró, cenoura, arroz integral e gergelim

Salada de Endívias com gorgonzola

alface roxa, endívias, queijo gorgonzola, nozes e romãs

Salada Havaiana

abacaxi, queijo prato, presunto, milho, passa branca  e molho supremo

Salada Tropical

manga, palmito, brócolis, molho de iogurte com manga; opcional camarões

Salada Mexicana

abacate, tomate, pimentão amarelo, pimenta, molho tabasco e nachos

Salada de frango

alfaces, frango, palmito, tomate seco, muçarela de búfala e molho de hortelã

Salada Alemã de batatas

batata, cebola, salaminho, bacon e molho de mostarda

Salada Waldorf

aipo (ou salsão), maçã verde, nozes e molho supremo

Continuaremos com o Festival de Saladas no mês de fevereiro.

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Salada Waldorf

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Cortando o aipo para a salada de hoje, lembrei-me do hotel que deu origem ao seu nome, o famosíssimo Waldorf Astória de Nova York (vale a pena uma viagem pela sua história na internet).  Década de 1970; eu, uma adolescente de férias na cidade. Meu tio, médico do, não menos famoso, Maia Hospital de NY havia sido convidado para uma festa de gala no hotel. Lá fui eu, acompanhando o casal, curiosíssima para conhecer por dentro um dos mais famosos hotéis do mundo. A cena se passa como um filme diante dos meus olhos: um grande salão, maravilhoso! Ao centro, sobre uma mesa redonda, uma cascata dourada de três níveis. Homens de smoking e mulheres de vestidos longos de alto luxo, com taças altas de cristal, vinham servir-se de um coquetel de nome Manhattan que jorrava na cascata. Nas laterais, em dois grandes buffets, me lembro que fiquei impressionada com grandes cones de papel prateado com fileiras de alto a baixo de camarões gigantes e bolinhas de melão,  tal qual uma árvore de Natal. Por ser menor de idade, teoricamente eu não poderia consumir bebida alcoólica, mas achei a cascata tão fascinante que furtivamente me servi à vontade. Claro que logo fiquei tonta. Foi o meu primeiro porre, destes que a gente nunca mais se esquece.

Salada Waldorf

Para a tradicional e chiquérrima salada, corte aipo (salsão) e maçã verde em partes iguais – para um pé de aipo, 2 maçãs. Adicione nozes picadas. Para envolver estes ingredientes, uso o molho supremo: 1 xícara de café de creme de leite, a mesma quantidade de maionese; 1 colher de sopa de vinagre de maçã, a mesma quantidade de azeite; pitadas de açúcar e de sal, gotas de suco de limão, uma poeira de pimenta do reino branca. Misture tudo e sirva fria.

Se quiser, acrescente passas brancas já hidratadas no vinho branco ou espumante. É uma salada refrescante e crocante, perfeita para acompanhar camarões flambados e peixes grelhados.

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