Copa de lombo com abacaxi festivo

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Esta receita foi preparada para a Ceia de Natal mas pode muito bem ser feita em qualquer ocasião. Além disso, é perfeita para ser servida tanto quente quanto fria. O copa lombo é um corte do porco muito saboroso pois a carne é marmorizada e a gordura entremeada, quando assada, deixa a carne molhada e suculenta.

Ingredientes para o preparo da carne:  1,5 kg de copa lombo, 1 cebola roxa e 1 cenoura. Mais 1/3 talo de alho poró e 3 ramos de alecrim. Para temperar a carne: 1 colher de sopa de sal com alho, 1 colher de sobremesa de molho inglês, 1 colher de sopa de molho de soja, 2 colheres de sopa de vinho branco. 1 colher de sopa de salsinha picada, 1 colher de sopa de cebolinha picada e pimenta-do-reino moída na hora.

Ingredientes para o molho de abacaxi: 1 colher de sopa de manteiga (pode ser azeite), 1/2 cebola roxa e 1 dente de alho picadinhos. 1/3 de pimentão vermelho e 1/3 de pimentão amarelo (retire as sementes e as partes brancas) cortados bem miudinhos, 1 abacaxi descascado e cortado em cubinhos (retire o centro), 2 maçãs fuji sem casca e cortadas em cubinhos. 1/2 copo de vinho branco, 1/2 xícara  de açúcar mascavo, 1 limão siciliano, 1 colher de chá de gengibre, 1/2 colher de chá de curry. 3/4 de xícara de uva passa preta, 5 fatias de presunto parma.  Pimenta do reino branca a gosto.

Tempero da carne: na véspera, tempere a carne (de 12 a 24 hs antes do cozimento). Com um garfo espete a superfície da carne para que o tempero penetre e depois passe o sal com alho. Coloque a peça inteira dentro de um saco plástico e despeje estes temperos já misturados: molho inglês, molho de soja e vinho branco. Agora acrescente as ervas, espalhando-as. Triture sobre a carne um pouco de pimenta-do-reino. Feche o saco e verifique se o caldo está molhando toda a carne. Coloque o saco dentro de uma assadeira na geladeira. Vire-o de tempos em tempos para que a carne tempere por igual.

Preparo da carne: Passado o tempo suficiente para a carne pegar tempero, inicie o seu preparo, uma vez que leva cerca de 3 horas para assar. Preferencialmente, retire a carne da geladeira 2 horas antes para que não leve um choque térmico ao ir para o forno (isso endurece a carne!). Aqueça o forno a 180 graus. Retire o excesso de temperos e sele* a carne numa frigideira já quente com um fio de azeite. (* selar: dourar a carne no óleo bem quente). Assim que a carne estiver corada de todos os lados, coloque-a sobre uma assadeira com um pingo de azeite. Leve-a ao forno coberta com papel alumínio por 1 h30′.

Dica 1: depois que retirar a carne da frigideira onde a selou, aproveite a borra para fazer o caldo. No fogo baixo, despeje água quente e raspe o fundo com uma colher de pau para incorporar o caldo. Desligue e reserve, pois irá usá-lo para molhar a carne.

Dica 2: Enquanto a carne assa, faça o ‘mis en place’ para o molho de abacaxi: separe os ingredientes e pique-os, deixe-os prontos para o preparo.

Continuação após 1h 30’de forno: retire a assadeira do forno e coloque os cubos de cenoura e de cebola roxa nas laterais da carne. Despeje a metade do caldo que ficou na frigideira sobre ela e conte mais 1 hora de forno até o próximo passo (confira de vez em quando: se o caldo secar, acrescente água quente pelas beiradas).

Continuação após mais 1h de forno: lembra do alho poró? Está na hora de prepará-lo. Se fosse levado ao forno antes  já estaria torrado, então usamos um truque. Abra o forno, retire o papel alumínio e despeje o restante do caldo sobre a carne. Aproveite a panela suja para refogar o alho poró (fica com o gostinho do caldo). Esquente um fio de azeite e refogue o alho poró, já picado em rodelas finas, até dourar. Tire então a assadeira do forno e distribua o alho poró pelas laterais da carne (sobre a cebola e a cenoura que já estarão macias). Espalhe os ramos de alecrim. Volte com a carne para o forno e aumente a temperatura para 200 graus. Conte mais 1/2 hora e então desligue o forno. Volte a envolver a carne com o papel alumínio para que não resseque. 

Enquanto a carne está quase no final do cozimento…

Preparo de molho de abacaxi: fase 1- numa panela funda derreta a manteiga e doure a cebola e o alho. Acrescente o pimentão vermelho, o pimentão amarelo, o abacaxi e por último, as maçãs. Verta 1/2 copo de vinho branco, espere evaporar o álcool e acrescente o açúcar mascavo. Mexa bem e então misture o suco do limão siciliano já coado. Misture novamente, acrescente o gengibre e o curry e deixe que o molho cozinhe em fogo baixo, mexendo às vezes para não grudar no fundo da panela.

Fase 2: estando a maçã e o abacaxi cozidos, acrescente a uva passa; prove e acerte o tempero com sal e pimenta branca a gosto. Deixe apurando em fogo baixo até o caldo secar. Fase 3: pique o presunto parma e misture ao molho. Desligue imediatamente.

Um pouco antes de servir, retire a carne do forno para que resfrie, concentrando o caldo dentro dela.

Pronto! Agora é só fatiar a carne e montar o prato!

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Bacalhau a Vera Cruz

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Quem é de Belo Horizonte e frequentava restaurantes na década de 1980/90 deve se lembrar do Portugália, um pequeno restaurante com jeito de bistrô que funcionava em uma casa na Rua Donato da Fonseca, no Luxemburgo. Servia os mais fantásticos pratos da culinária portuguesa cuja proprietária os preparava pessoalmente para uma clientela seleta, sob reserva antecipada.  A especialidade da casa era o bacalhau, sem esquecer das deliciosas sobremesas. A casa abria para atender grupos de altos executivos no meio da semana e aos domingos, para as famílias. Fomos frequentadores assíduos e nos tornamos amigos da Lúcia, mineira casada com português.  Como a maioria dos chefs, ela nunca passava a receita (claro!) mas eu, sempre curiosa, observava bem o que comia e depois repetia em casa. Foi lá que “aprendi” algumas das excelentes receitas que já postei neste blog, como o Bacalhau a Lagareiro, que era a estrela da casa. Hoje lembrei-me desta receita de bacalhau que lhes passo em seguida, à qual dou o nome que constava do cardápio do Portugália. É muito fácil de fazer e deliciosa.

Bacalhau a Vera Cruz

Esta receita necessita ser feita com o lombo do bacalhau. Eu nunca compro bacalhau já dessalgado (daquele que vem na caixa) pois não tem sabor e quando você faz a receita sente o gosto só dos outros ingredientes – o do bacalhau some. Compre 1/2 banda de bacalhau ou o lombo salgado já semipronto para o preparo e veja em na Dica- Bacalhau como dessalgá-lo. Para 6 pessoas calcule de 900 a 1200 gr. de lombo de bacalhau. Separe os outros ingredientes: batatas, cebolas, tomates, alho e azeite.

Dessalgue o bacalhau e reserve. Cozinhe batatas grandes, ao dente, calculando que uma batata ao lado da outra (eliminando as pontas) dêem o mesmo comprimento do lombo. Calcule a mesma quantidade de tomate e de cebola, ou seja, tudo entra em partes iguais. Corte as batatas em fatias de 1 centímetro. Corte os tomates e as cebolas cruas também em fatias de 1 cm. Pré aqueça o forno na temperatura de 250 graus.

Tome uma travessa refratária – a mesma que irá servir à mesa – e deite azeite no fundo. Monte os ingredientes entremeados, como na foto. Pique o alho miudinho e salpique por cima. Salpique também pimenta-do-reino a gosto. Se o bacalhau não estiver muito salgado, espalhe – aqui e ali – umas pedrinhas de sal grosso. Obs: não ponha espeto de churrasco nem palito, apenas comprima as fatias de modo a se sustentarem. Cubra fartamente com azeite e leve ao forno coberto com papel alumínio por 20 minutos. Retire o alumínio e deixe corar.

Sirva acompanhado de arroz branco e de vinho verde português ou um branco seco.

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Peito de pato com tâmaras

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Esta receita que hoje apresentamos é a uma maneira diferente de se fazer o famoso magret de canard – em português, peito de pato. À francesa, na receita tradicional da maioria dos restaurantes, a carne é temperada com sal e pimenta do reino e selada ( frita) direto na frigideira já aquecida, no fogo alto.  Primeiro coloca-se o peito com a pele para baixo até corar (cerca de 7 minutos), vira-se e cora-se do outro lado (cerca de 4 minutos). Depois é só fatiá-lo e servir – sempre mal passado – com o molho ou acompanhamentos de sua preferência. Dica: para a carne não sangrar e perder o suco ao ser fatiada, assim que corar dos dois lados deixe-a descansando por 3 minutos enrolada em papel alumínio, dentro do forno pré aquecido a 100 graus para não esfriar. Depois pode fatiar que ela se manterá firme.

No entanto, em nossa casa, preferimos o sabor da carne de pato cozida e depois assada, seguindo um modo de fazer também à francesa, porém caseiro e centenário. Demora mais tempo para ser feita, mas acho que o resultado vale muito à pena – fica macia, suculenta e deliciosa!

Peito de pato acompanhado de tâmaras e purê de maçãs

Da mesma maneira que preparamos o pato para ser usado na tradicional receita de Cassoulet à moda de Carcassone (sul da França),  primeiro procedemos ao cozimento da carne no fogão à lenha ou na panela de pressão ( modernamente) com legumes, para se fazer um bom caldo e dar sabor à própria carne. Além do pato ( 2 a 4 peitos) , coloque na panela: 1 cenoura, 1 talo de alho poró, 3 talos de salsão, 1 cebola – tudo em pedaços grandes – e mais 3 dentes de alho inteiros e um ramo de bouquet garni ( ervas, como salsinha e cebolinha). Cubra com água, adicione 1 xícara de café de vinho tinto e deixe cozinhar por cerca de 30 minutos.

Retire o pato da panela com cuidado e reserve o caldo. Tome uma assadeira e disponha os peitos com a pele para baixo. Com uma concha, retire o caldo da panela trazendo junto um pouco da cebola e do alho poró desmanchados no caldo. Acrescente ao pato na assadeira. Coloque as tâmaras, já retirados os caroços. Leve ao forno, já aquecido a 220 graus, apenas para corar o pato, virando-o daí a cerca de 10 minutos para deixar a pele por cima. Assim que corar, retire-o do forno. A esta altura, o purê de maçãs já deve estar pronto.

Obs: coe e guarde o delicioso caldo do pato para outros usos, como um risotto ou uma sopa.

Purê de maçãs

Para ter uma boa consistência, o purê feito com maçãs – verdes ou vermelhas, a gosto – deve ter uma parte de batatas. Sempre calculo a quantidade de batatas como sendo a metade da quantidade de maçãs. Vamos às quantidades para 4 pessoas: 2 maçãs grandes e 3 a 4 batatinhas, 2 colheres de sobremesa de manteiga e 1 xícara de leite.

Primeiro descasque as batatas, corte-as em cubos e cozinhe-os em pouca água até ficarem macios. Enquanto a batata cozinha, corte as maçãs e junte-as às batatas já quase desmanchando. A água já deve estar secando, se não estiver, escorra-a. Junte a manteiga e dê uma ligeira fritada. Acrescente o leite até cobrir. Deixe cozinhar mais 3 minutos, desligue o forno e deixe esfriar um pouquinho. Bata tudo no liquidificador ou use o mixer. Volte para a panela mexendo com uma colher de pau ou espátula até dar consistência de purê, tempere com sal e uma pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Se gostar, ponha um cheirinho de canela.

Para servir individualmente, coloque no prato o peito do pato, uma colher do molho de alho poró e cebola que ficou na assadeira e sobreponha as tâmaras. Ao lado, arranje o purê de maçãs.

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Galeto afogado na cerveja

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Galeto é o nome que damos em português para o franguinho abatido com menos de um mês de vida. Esta receita pode ser feita também com um frango inteiro ou com partes do frango e ainda com outras aves de pequeno porte, como codornas – o que, hoje em dia, é muito difícil de se achar para comprar. Seu preparo é básico, fácil e simples, ideal para os iniciantes na cozinha. O segredo é assar o galeto ou frango na cerveja, de preferência uma bem forte, espessa e escura. Aqui neste preparo usamos uma cerveja belga bem tradicional – a Chimay rótulo azul, produzida na Abadia de Scourmont.

Galeto temperado com ervas, assado na cerveja e acompanhado de batatas e cebolas

Para 2 pessoas compre 1 galeto, 2 a 3 cebolas e 6 a 10 batatas baby, dependendo do tamanho. Escolha um cerveja de 330 ml e as ervas verdes frescas para tempero: salsinha, cebolinha, podendo acrescentar um pouquinho de sálvia ou de alecrim. Para o tempero, misture em 1/2 xícara de chá de água: 1 colher de chá de sal, 1 a 2 dentes de alho triturados e 2 colheres de sopa cheias das ervas picadinhas. Reserve outro tanto igual de ervas picadas para finalizar. Passe o galeto na água fervente para limpá-lo bem. Despeje o tempero dentro de um saco plástico e coloque o galeto dentro. Vire de um lado e outro até certificar-se que o galeto está todo envolto no tempero. Deixe dentro do saco por 1 hora ( se estiver fazendo calor coloque-o na geladeira).

Pré-aqueça o forno a 250 graus. Tome uma assadeira e coloque nela o frango com o tempero, escorrendo a água. Despeje toda a cerveja. Leve ao forno a 200 graus até que a cerveja reduza à metade e o frango comece a amaciar. Retire, vire o galeto do lado contrário ao que estava, coloque as batatas, salpique sal sobre elas, cubra com as rodelas de cebola e torne e colocar sal. Regue tudo com a cerveja e o restante das ervas e volte ao forno.

Vigie o assado até que tudo esteja macio e corado. O tempo total de cozimento pode variar de 20 a 30 minutos. Então já estará pronto para servir! Acompanhe com salada de rúcula, fica perfeito!

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Peixe fresco com cogumelos, tomates e alcaparras

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Sabe quando estamos com muito pouco tempo para cozinhar e além da vontade de querer saborear um prato bem gostoso ainda desejamos uma bela apresentação? Esta receita é perfeita! Aqui usamos bacalhau fresco, encontrado com facilidade nos supermercados de Bruxelas e do norte da Europa. Porém, você pode fazer a mesma receita com filé de peixe tipo robalo, linguado ou tilápia, peixes comuns no Brasil.

Bacalhau assado com cogumelos, alcaparras e tomates cereja

Para 2 pessoas, compre uma posta de bacalhau com 400 gr. Compre também cogumelos frescos tipo champignon de Paris, tomates cereja e alcaparras. Separe, por pessoa: de 3 a 4 cogumelos, 6 tomatinhos, 1 colher de sopa cheia de alcaparras, sal, limão, 1 colher de salsinha e cebolinha picadinhas e azeite. Tempere o peixe espalhando em sua superfície uma camada bem fina de sal. Se gostar, salpique gotas de limão. Deixe por 10 a 15 minutos.

Pode usar bacalhau seco, mas tem de estar bem dessalgado. Veja aqui dica de como prepara-lo. Neste caso, não use tempero.

Enquanto o peixe pega tempero, corte os cogumelos em fatias finas. Tome uma assadeira ou forma refratária. Espalhe uma fina camada de azeite no fundo, coloque a posta ou o filé de peixe no meio e os cogumelos em volta. Regue com o azeite. Leve ao forno a 180 graus por 15 minutos ou o suficiente para o peixe ficar macio.

Se estiver usando o bacalhau, retire-o da forma e desfolhe-o, retirando a cartilagem branca e os ossos, se ainda tiver. Volte com o bacalhau para a assadeira entremeando-o com os tomates e as ervas já misturadas ao azeite.

Se for filé de peixe, vire-o para o outro lado, deixe-o inteiro e coloque os tomatinhos por cima.

Espalhe as alcaparras por cima e salpique o azeite misturado com as ervas. Leve ao forno novamente, a conta de amaciar os tomates.

Sirva acompanhado de arroz branco ou arroz de brócolis, com  batatas douradas ou  suflê de espinafre. 

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Abóbora moranga com carne seca

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Um dos mais tradicionais pratos mineiros, muito servido no inverno, é o purê de abóbora moranga com carne seca. Eu gosto de servi-lo dentro da própria moranga – acho que dá um charme danado. A carne seca pode ser comprada lá no Mercado Central de Belo Horizonte ( ou no da sua cidade) e cozida na água com sal até ficar macia. Outro jeito bem prático é comprar a carne já cozida e desfiada – tem uma ótima, da marca Vapza que você encontra nos melhores supermercados.  Compre também a abóbora moranga no Mercado e peça ao feirante para abri-la, fazendo uma tampa na parte superior.

Abóbora moranga com carne seca

Escolha uma abóbora bonita, bem alaranjada, do tamanho proporcional ao número de pessoas as quais vai servir. Compre a carne seca e prepare-a cortando em tiras e cozinhando na água com sal. Ou então, compre-a pronta. Separe tomate, cebola, alho, salsinha e cebolinha. Se gostar, pode usar também pimentão vermelho, picado bem miúdo.

Para 6 pessoas vai gastar, além da abóbora moranga, 500 gr. de carne, 3 cebolas, 1 tomate, 2 dentes de alho, sal a gosto e pimenta. Gosto de acrescentar requeijão de copo ao purê de abóbora.

Faça a receita por partes:

1) Corte uma tampa na abóbora, retire com faca e colher todo o recheio, deite fora as sementes e as partes muito fibrosas. A abóbora ficará oca por dentro ,como uma panela. Coloque-a para assar no forno brando, dentro de uma forma de pizza alta para que ela não “esborrache”. Deixe-a cozida, mas ainda firme e dura. Reserve.

2) Faça um purê com a abóbora. Esquente água à parte. Rale de 1/2 a 1 cebola e frite-a no óleo. Acrescente o sal com alho e pasta de abóbora crua. Desmanche-a com uma colher de pau a acrescente água quente. Deixe que a massa cozinhe. Prove o tempero. Reserve.

3) Pique 1 tomate miudinho, 1 cebola e 1 dente de alho. Se quiser, 1/4 de pimentão vermelho. Frite a cebola e o sal com alho, acrescente o tomate, deixe fritar bem, junte a carne seca e deixe os temperos incorporarem. Reserve.

4) Pouco antes de servir, misture o requeijão de copo ao purê de abóbora até “quebrar” o adocicado. Junte a carne seca já refogada. Misture e prove o tempero. Se gosta de pimenta, a malagueta combina bastante. Coloque o recheio dentro da abóbora e leve-a ao forno até verificar que o recheio está quente. Salpique salsinha e cebolinha picadinhas. Sirva acompanhada de arroz branco e batata palha. Ou então, substitua-os por pão.

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Ciabatta – um pão bem simples de fazer

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Preguiça de ir à padaria? Vontade de comer um pão crocante e quentinho? Quer surpreender alguém? Pois acabou de achar o que fazer!

Veja se tem estes ingredientes – bem básicos – em casa: 500 gr. de farinha de trigo, 10 gr. de fermento biológico instantâneo seco, 10 gr. de sal, 40 ml. de azeite e 400 ml. de água.

Sei que está acostumado(a) com as facilidades deste blog cujas medidas são sempre dadas em xícaras e colheres. Sinto muito…para se fazer um pão corretamente é necessário pesar os ingredientes. Então, além da balança é preciso que se tenha também uma batedeira Arno Planetária com gancho de bater massa. Tudo ok? Vamos começar!

Coloque na batedeira a farinha de trigo. De um lado coloque o sal e do outro o fermento. No meio coloque o azeite. Despeje 300 ml de água e bata em velocidade baixa (entre 3 e 4).  Quando a massa estiver toda aglutinada, junte o restante 100 ml. da água e bata por mais 5 minutos. Pincele uma assadeira com óleo. Despeje a massa e espalhe com uma espátula. Tampe com um pano e deixe a massa crescendo por 2 a 3 horas – nunca passe de  4 horas.

Pré-aqueça o forno a 220 graus. Polvilhe farinha de trigo em 2 assadeiras. Limpe a bancada da pia e espalhe farinha de trigo. Despeje aí a massa, com cuidado, para que não perca o ar que acumulou. Corte a massa em 4 tiras de comprido e transfira cada pedaço para as assadeiras. Dica: passe farinha em suas mãos para a massa não grudar. Molde o pão apertando levemente a massa, com a ponta dos dedos, a fim de formar retângulos. Deixe descansar por 15 minutos. Asse por 30 minutos ou até o pão corar.

Esfarinhe farinha sobre o pão para dar um toque artesanal.

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Frango assado na cerveja de cereja

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Com a chegada da primavera, a seção de frutas e verduras do supermercado da Filial Bruxelas logo mudou de cara. Vi esses tomatinhos coloridos e não resisti! Eu já tinha ouvido falar de tomates verdes, ou dos famosos “tomates verdes fritos” mas amarelo eu nunca tinha visto. Andei perguntando por aí e parece que é uma especialidade belga. E então não perdi tempo e quis logo experimentar.

Provei o amarelo e o laranja – e que delícia! São bem docinhos e suaves, bem a cara do verão. Achei que o sabor suave com leve acidez ia combinar com a cerveja Kriek de cereja, que já usamos por aqui em outras receitas. Combinei também com o frango ao molho de mostarda, que também já passou por aqui, pois frango preparado no forno é o meu prato predileto quando tenho outros afazeres em casa – domésticos ou no computador – e quero deixar a comida no forno e (quase) esquecê-la.

Então vamos aos preparos, tudo bem simples e rápido.

Frango com tomatinhos assado na cerveja Kriek

Separe uma assadeira, tempere 4 peças de frango (2 coxas e 2 sobrecoxas) com 1 colher de sobremesa cheia de sal com alho e mais 1 colher de chá de mostarda. Reserve.

Enquanto o frango absorve o tempero, lave 1 xícara de café de tomatinhos (se não achar os coloridos, vá de tomate cereja mesmo) e descasque 2 ou 3 cebolas baby.

Depois de meia hora no tempero, coloque as peças de frango na assadeira e despeje a cerveja até cobrir o frango pela metade. Leve ao forno a 180 graus.

Quando o frango já estiver branco por fora – a meio cozimento – retire do forno, escorra o caldo da cerveja que sobrou e reserve-o para depois. Espalhe as cebolas e os tomatinhos ao redor e volte para o forno.

Quando o frango estiver corado, os tomates enrugados e a cebola transparente, despeje o caldo reservado, volte para o forno e deixe até que reduza, sem deixar queimar!

Para servir, coloque o frango sobre purê de batatas ou purê de mandioquinha e os acompanhamentos nos espaços vazios. Com cuidado, retire o caldo que sobrou na assadeira com uma colher e despeje sobre tudo.

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Suflê de espinafre e parmesão

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Suflê é uma dessas delícias que todo mundo adora! Em Belo Horizonte, minha cidade, há um restaurante famoso – o Taste VIn – funcionando há mais de 30 anos, onde o prato de sustentação são os suflês. Come-se muito bem neste lugar, mas garanto que as pessoas vão lá porque sentem, de repente, um desejo incontrolável de comer os suflês da casa. Há de vários sabores e as receitas são guardadas a 7 chaves pelo chef Rodrigo, proprietário do restaurante. O meu suflê predileto é o de espinafre. Para mim, o segredo é o manejo do forno. O suflê que faço fica até com o sabor semelhante mas, para a minha eterna tristeza, sempre murcha quando sai do forno! Se você tem o segredo de conseguir tirá-lo do forno e levá-lo à mesa bem alto e fofo, por favor, nos escreva contando o segredo!

Suflê de espinafre e parmesão

A primeira coisa a fazer é ligar o forno a 250 graus.

Para 4 pessoas separe: 1 maço de espinafre de bom tamanho. Para o creme bechamel:  1 colher de sopa de manteiga, ½ xícara de café de cebola ralada, 1 colher de café de sal com alho, 3 colheres de sopa rasas de farinha de trigo, 1 ½ xícara de chá de leite. Ainda: 3 gemas, 6 claras em neve, 1 colher de chá de fermento e 1 colher de sopa de queijo parmesão ralado.

Cuide primeiro do espinafre: separe só as folhas, lave-as, escorra-as em uma peneira e aperte bem para tirar o excesso de água. Deixe escorrendo.

Prepare o molho bechamel. Torre a farinha em separado sem deixar amorenar. Separe. Em outra panela, derreta a manteiga, frite ligeiramente a cebola e o sal com alho, sem deixar dourar. Junte a farinha torrada e misture bem com a colher de pau ou espátula até formar uma massa lisinha. Junte o leite, mexa bem. Prove o sal, tempere com noz moscada e pimenta do reino branca. Retire o creme do fogo e bata à mão para esfriar. Junte as 3 gemas e continue batendo. Leve de volta ao fogo baixo até levantar fervura. Desligue e reserve.

Coloque o espinafre escorrido sobre uma tábua e bata-o com a faca até ficar picado bem miudinho. Junte-o ao creme fora do fogo. Prove o tempero.

Bata as claras em neve (ou seja, até que, virando o recipiente de cabeça para baixo, as claras nem se mexam). Junte, aos poucos, o creme com o espinafre e misture, fazendo movimentos leves de baixo para cima e de fora para dentro. Não demore para que as claras não percam volume. Salpique 1 colher de chá de fermento e o queijo parmesão e incorpore-os à massa, misturando de leve.

Coloque a massa rapidamente na travessa que vai ser levada à mesa e coloque no forno a 200 graus.

Assim que o suflê crescer, corar em cima e estiver a ponto de explodir, retire do forno e leve-o imediatamente à mesa, sem tampar.

Boa sorte!!!

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Suflês sem glúten e sem lactose!

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Há algum tempo, fiz algumas tentativas para adaptar o suflê tradicional – que sempre leva leite e queijo, além de farinha de trigo, em algumas receitas – para os alérgicos a lactose e a glúten, como eu. Pois afinal a receita deu certo e já a repeti muitas vezes, preparando suflês de cenoura, de chuchu, de abobrinha ou de alho poró. O preparo é rápido, o sabor é muito bom e, se sobrar, conserva-se na geladeira por muitos dias, sem alteração. Até frio é gostoso!

Suflê de cenoura

Para uma travessa refratária de tamanho médio, cuja quantidade serve de 4 a 6 pessoas, separe: 1 cenoura média, 1/2 cebola, 2 ovos, 1 xícara de café mal cheia de farinha especial*, 2 colheres de azeite, 1 colher de chá de sal com alho, 1 colher de café de fermento em pó, 1 pitada de pimenta do reino.

Despele e rale a cenoura ( ou a abobrinha ou o chuchu ou corte o alho poró em fatias finas). Pique a cebola miudinho. Tome uma frigideira, deite o azeite, doure a cebola e o sal com alho. Junte a cenoura, a pimenta e misture. Retire do fogo. Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Bata as 2 gemas. No mesmo recipiente, misture, com a espátula, a farinha e o fermento. Junte a cenoura passada no azeite. Misture e reserve.

À parte, bata as 2 claras em neve. Acrescente e misture tudo, levemente. Coloque em uma travessa refratária. Leve ao forno, já aquecido, na prateleira de cima, por cerca de 25 minutos ou até corar. Retire do forno e sirva em seguida.

* Use farinha mista de milho, arroz e mandioca. A FSG da Amina é muito boa.

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Salmão com risotto siciliano

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Havia algum tempo que eu andava afastada do salmão, sem nenhuma vontade de comer este peixe das águas frias do litoral do Pacífico, hoje de consumo tão popular no nosso país. Das últimas vezes que pedi salmão em restaurantes aqui no Brasil, o sabor não me agradou e já estava quase concordando com os argumentos de certas pessoas que detestam salmão. Mas resolvi ensinar a preparar salmão em uma das minhas aulas de culinária e aí o compromisso de fazê-lo bem feito ficou sério. Fui então ao Mercado Central e lá comprei um peixe inteiro bem bonito, com cara de fresco ( bem, na verdade, descongelado, pois moro em Belo Horizonte, a quilômetros de um mar ou rio de água fria). Na aula, preparei um Salmão à Belle Meunière ( para ver a receita neste blog clique aqui) com 2/3 do peixe.  As alunas adoraram! Guardei o restante para fazer no domingo para a família. Fiz um salmão assado ao mel e mostarda acompanhado de risotto ao limão siciliano. Ficou delicioso, merecendo ser colocado nesta seção Gourmet, embora o preparo seja bastante fácil. Mesmo que você não tenha muita experiência em cozinha, pode arriscar-se a prepará-lo para os seus convidados, pois estou certa de que fará sucesso!

Salmão crocante ao mel e mostarda

Preparo do peixe:

Compre, de véspera, um peixe inteiro e peça para limpá-lo bem, raspando a pele e cortando-o ao meio no sentido horizontal, retirando a espinha. Pode deixar a cabeça e a ponta do rabo na peixaria e levar para casa o peixe já aberto. Prepare, em uma bacia, uma salmoura, usando, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de sal, suco de 1/4 de limão siciliano, 1 colher de sobremesa de vinagre de vinho branco e 1 xícara de café de espumante rosé (pode ser vinho branco, se não tiver). Passe o peixe pelo lado da pele na salmoura e depois assente-o, pelo lado da carne, sobre a salmoura. Tampe a bacia com um plástico grosso e leve-o à geladeira de um dia para o outro.

Meia hora antes de servir o almoço ou jantar, ligue o forno a 250 graus. Unte uma assadeira com óleo e coloque o peixe com a pele para baixo. Leve ao forno até que o peixe fique corado ( dependendo do forno, pode levar de 20 a 30 minutos). Teste com um garfo se a carne está macia. Tire o peixe do forno e coloque-o tampado em um local fechado.

Preparo do molho:

Separe, para cada quilo de peixe, 1 colher de sobremesa de manteiga, a mesma quantidade de mel e uma colher de café de mostarda de Dijon em grãos. Quando o peixe dourar, tome uma frigideira e derreta a manteiga no fogo médio. Junte o mel e depois a mostarda. Misture bem e pincele sobre o peixe ainda quente. Volte ao forno por 3 minutos só para tostar.

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Risotto ao limão siciliano

Primeiro, antes de colocar o salmão no forno, prepare um bom caldo de legumes. Ponha para cozinhar em 1,5 lt. de água: 1 cenoura, 2 caules de aipo (ou salsão), 1 cebola, 1 cabeça de alho, 1 buquê de salsa e cebolinha, 1 xícara de café de repolho cortadinho. Deixe fervendo.

Assim que colocar o salmão no forno, inicie o preparo do arroz.

Para 6 pessoas você irá precisar de: 2 xícaras de chá de arroz carnaroli ou arbóreo, 1/2 xícara de café de azeite, 1 xícara de café de cebola ralada, 1 xícara de chá de espumante brut ( pode ser vinho branco), 1 limão siciliano, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa de sal, 100 gr. ou 1 xícara de café de queijo pecorino ralado grosso.

Passe o limão no ralador e reserve as raspinhas.

Tome uma panela média, coloque metade do azeite e frite a cebola até começar a dourar. Frite o sal com alho, acrescente o restante do azeite e depois o arroz. Mexa com uma colher de pau. Quando o arroz mudar de cor (fica translúcido), junte o espumante e deixe que o álcool evapore. A esta altura, coe o caldo de legumes. Acrescente-o ao arroz até cobri-lo. Abaixe o fogo. Mexa, de tanto em tanto, para que não agarre no fundo da panela e vá acrescentando o caldo quente até verificar que o arroz está começando a amolecer. Acrescente então o suco de 1 limão siciliano. Tempere com sal, um pouquinho de pimenta do reino branco e um tico de açafrão. Prove o tempero. Deixe que a água do arroz diminua até que os grãos fiquem de al dente para menos e comecem a formar uma pasta. Neste ponto, ainda com o arroz molhado, jogue o queijo e dê a última misturada.Desligue e tampe a panela. Se não for servir imediatamente, deixe o arroz ainda com algum caldo, que irá secar sozinho. Ao servir, salpique as raspinhas do limão.

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Torta de banana – 2 opções fáceis de fazer

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Torta de banana tem gosto de infância. Não há quem não conheça e goste desta sobremesa com jeito de Brasil, feita a partir do tradicionalíssimo doce de banana. Também não há cozinheira que não o faça, pois há sempre alguma banana madura precisando ser aproveitada. Pode-se fazer com banana prata, que é a mais comum no Sudeste, com a bananinha ouro, com a banana da terra, com a caturra…cada região do país tem a sua banana. Uma torta de banana geralmente tem 3 ou 4 camadas: uma de doce de banana, outra de creme de gemas e outra de suspiro ou merengue, tendo ainda a opção de acrescentar biscoito. Para quem nunca fez este doce tão popular, aqui vai a receita:

Doce de banana

Corte 6 bananas médias ( prata) em rodelas da espessura de 1 dedo. Reserve. Faça uma calda caramelada: coloque 3 colheres de sobremesa de açúcar cristal em uma frigideira. À parte, tenha água fervendo. Mexa o acúcar com uma colher de pau até formar uma calda grossa da cor de caramelo. Despeje a água quente aos poucos, aproximadamente 3 xícaras de chá de água. Continue mexendo até que a crosta que se formou dissolva por completo.Se precisar coloque mais água até conseguir o ponto de uma calda bem rala. Junte as bananas cortadas, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe que cozinhem até ficarem macias. Deixe o doce esfriar.

Creme de gemas para a torta

Para cada 6 bananas vai: 3 gemas ( guarde a clara), 3 colheres de chá rasas de açúcar, 1 colher de chá de manteiga, 1 1/2 xícara de chá de leite, 1 lata ou caixa de leite condensado,1 colher de chá cheia de amido de milho ou maizena, 3 gotas de baunilha. Bata as gemas, o açúcar, a manteiga, o leite e o leite condensado, no liquidificador. Pingue o extrato de baunilha. Leve ao fogo até começar a ferver. Dissolva a maizena  em 1 xícara de café de água e acrescente. Abaixe o fogo e mexa, com a colher de pau, até começar a fazer bolhas. O creme deve ter uma consistência média. Deixe esfriar.

1a. opção: Torta de banana com suspiro

Bata as 3 claras em neve na batedeira e junte 3 colheres de sobremesa de açúcar refinado ( ou o cristal batido no processador ou liquidificador). Continue batendo até dar ponto de suspiro, ou seja, se passar uma colher e retirá-la, o creme formará um “cabinho” vertical que se manterá sem cair para o lado. Monte a torta colocando a 1a. camada de doce de banana, a 2a. de creme de gemas e a última de suspiros. Faça os suspiros usando como medida uma colher de chá. Veja a foto. Leve ao forno pré aquecido a 80 graus só a conta do suspiro ficar rosado. Retire do forno e deixe a torta esfriar em algum canto protegido de corrente de ar. Depois de fria, leve à geladeira para resfriar.

2a. opção: Torta de banana com biscoito champagne

Esta opção não vai ao forno, portanto, é mais fácil de ser feita. Também é menos doce. Passe os biscoitos champagne no leite até que comecem a amolecer. Forre o fundo da travessa. Coloque o doce de banana e depois o creme de gemas. Bata as 3 claras em neve e junte apenas 1 colher de chá de açúcar. Torne a bater.  Junte uma caixa de creme de leite – sem soro – e misture com cuidado para obter uma mistura homogênea, sem deixar o volume diminuir. Finalize a torta com esta última camada e leve à geladeira por 4 horas antes de servir. Enfeite a torta com um fio de calda caramelada ou mel e farofa de amêndoas, nozes ou castanhas.

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Pato à Marraquesh

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Há várias maneiras de se preparar um pato. Quando se trata de receita que requer cozimento (como arroz de pato e cassoulet), faço uso da panela de pressão, pois não tenho paciência para ficar horas na frente do forno tomando conta de um pato. E, pato duro, ninguém suporta! Aprendi esta dica com um dos mais conhecidos – e premiados – chefs do Brasil, que já teve um restaurante famosíssimo na serra fluminense e hoje aprimora a arte de se comer bem no seu, não menos famoso, restaurante em uma sofisticada praia. Assim sendo, tenho permissão para cozinhar um pato na panela de pressão, ok?

Esta receita foi feita quando minha filha mais velha veio ajudar-me a preparar a última ceia de Reveillon. Decidimos inventar uma nova receita, baseada, é claro em nossa bagagem gastronômica. Com paladar apurado, ela gosta de comer bem, viaja pelo mundo afora com o marido – sempre curiosa em descobrir novos sabores – e sempre traz novidades para mim e a outra filha blogueira. Ela entra com novas ideias, na teoria, e eu entro com a experiência prática. No fim, sempre dá certo. Este dia estávamos inspiradas pelo espírito mágico que é a chegada de um novo ano. Inventamos o preparo na hora, ela ia dando as sugestões conforme o que lembrou de um prato com frango e maçãs que comeu em Sevilha, na Espanha, e eu fiquei ao lado dando palpite. A nova receita ficou simplesmente, “dos deuses!”

Pato à Marraquesh ( inventamos este nome)

Preparo do pato:

Para 8 pessoas ( considerando que este seja um dos pratos de um jantar) compre 8 partes de pato, de preferência, coxas. Separe: 2 talos de salsão, 1 cenoura, 1 cebola grande, 4 dentes de alho, 1 ramo de salsinha e cebolinha, 4 folhas de louro, 1 xícara de chá de vinho tinto, 4 colheres de sobremesa rasas de sal, pimenta do reino a gosto. Disponha as partes do pato organizadas no fundo da panela de pressão e coloque todos estes ingredientes, completando com água até que esta fique 3 dedos acima do nível das partes do pato. Cozinhe por 20 minutos, contados depois que a panela começar a apitar. Após este tempo, o pato deve ficar ainda um pouco duro. Retire da panela, com cuidado, as partes do pato. Coe e reserve o caldo, desprezando os legumes.

Tome uma assadeira, disponha as partes do pato com a parte mais gordurosa, com a pele, para baixo e regue-as com o caldo, deixando 1 dedo deste caldo na assadeira ( o nível de caldo deve cobrir o pato até a metade). Leve ao forno, pré-aquecido, a 180 graus, por cerca de 20 minutos. Fora do forno, retire a pele e o excesso de gordura e vire as partes do lado contrário. Deixe assar outros 20 minutos, ou até quando enfiar o garfo e verificar que está bem macio. Não deixe ficar corado, pois voltará ao forno.

Enquanto o pato assa, prepare a calda caramelada para a finalização: coloque em uma frigideira 2 colheres de sopa de açúcar cristal. Mexa com uma colher de pau até que forme um líquido espesso de cor caramelo. Despeje, aos poucos, cerca de 1 xícara de café de água fervente e continue mexendo, sem parar, até obter uma calda grossa e homogênea. Despeje o suco de 1 laranja e continue mexendo até o ponto de calda rala. Reserve.

Preparo do molho de maçãs:

Separe 3 maçãs grandes e suculentas, 4 colheres de sopa da açúcar, 1 colher de sopa de mel, um tico de canela e de cravo, 1 xícara de café de vinho branco.

Prepare outra calda, como a anterior, só com o açúcar e cerca de 2 conchas de água (sem a laranja). Quando estiver pronta, junte 2 conchas do caldo do pato que reservou. Misture bem. Desligue o fogo.

Descasque as maçãs e corte-as rapidamente (para não escurecerem,)em cubos médios. Junte ao caldo e volte ao fogo baixo, mexendo com cuidado.

Acrescente o mel, um tiquinho de canela e outro de cravo da índia em pó e o vinho branco seco (de preferência sauvignon blanc, que é menos doce). Deixe o álcool evaporar. Para engrossar o molho, dissolva 1 colher de sobremesa de amido de milho (maizena) em 1 xícara de café de água e junte ao caldo, mexendo até que as maçãs estejam macias e o caldo encorpado. Desligue e reserve.

Estando o pato bem macio e ligeiramente corado, retire-o do forno, conservando-o na assadeira. Coloque o molho de maçãs na assadeira, entremeado às partes do pato. Deixe que fiquem juntos por, pelo menos, meia hora, para que o molho pegue o sabor do pato e vice-versa. Pouco antes de servir, pincele as partes do pato com a calda caramelada. Volte ao forno apenas o suficiente para esquentar o molho e corar o pato.

Cuscuz com damasco e farofa de castanhas

Sendo a inspiração do pato um prato marroquino, escolhemos fazer esta receita. 

Para 8 pessoas separe 2 xícaras de chá cheias de cuscuz.

Coloque os grãos em um recipiente fundo e verta sobre eles 1 xícara de chá de água fria com um pouco de sal e 2 xícaras do caldo do pato que você reservou. Cubra o recipiente com um pano limpo e espere que os grãos absorvam o líquido. 

Pique os damascos secos em quatro. Separe nozes, castanhas do pará e passas brancas. Triture-as ou pique-as bem miudinho.

Verifique o cuscuz. Ele terá dobrado de tamanho e deve estar bem molhadinho. Leve-o a uma panela funda e mexa bem até esquentar e secar o excesso de caldo.

*Se sobrar caldo de pato, não jogue fora! Congele e use em outros pratos, como risotos e sopas!

Sirva o cuscuz enformado e, ao lado, o pato com o molho de maçãs.

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Bolo do Dia de Reis

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Nos países de cultura espanhola e portuguesa, como no Brasil, comemora-se o Dia de Reis em 6 de janeiro de cada ano. Na Espanha, as crianças não recebem presentes no dia de Natal. É costume colocarem seus sapatinhos na janela à espera que os Reis Magos lhe tragam presentes, como os deram ao Menino Jesus.  Ontem, comemoramos o Dia de Reis em família, como fazemos todos os anos, relembrando e passando aos mais novos as nossas tradições. O Bolo de Reis e a simpatia das romãs fazem parte da comemoração.

Quem sabe da história? Pois vou contá-la a quem não sabe, tal qual a conheço desde criança, transmitida há centenas de anos de uma geração a outra.

Há mais de dois mil anos, em diferentes partes do Oriente Médio, três reis sábios, que como magos eram também astrólogos, perceberam no céu uma estrela cadente de brilho espetacular. Estudaram o evento e chegaram à conclusão que a passagem deste cometa marcava um fato extraordinário: nasceria uma criança predestinada a guiar os homens.

Seguindo o caminho que indicava a estrela, o jovem Rei Gaspar, que teria cerca de 20 anos, partiu da Pérsia, às margens do Mar Cáspio, levando como oferenda, à criança que nasceria, o incenso, uma resina vegetal valiosíssima e usada, há milênios, para louvar os deuses e reis. O ato de louvar é sinal do mais elevado amor, respeito e consideração.

Pelo caminho, encontrou-se com o velho Rei Melquior, já com cerca de 70 anos. Havia partido de Ur da Caldéia, o berço da civilização, avisado pela mesma estrela. Este rei trazia ouro como oferenda, simbolizando seu desejo de trazer riqueza de espírito à criança que viria ao mundo.

Mais à frente, as duas caravanas encontraram-se com uma terceira, a do rei mouro Baltazar, que contaria 40 anos, vindo do Golfo Pérsico. Este rei trazia, como presente à criança, a mirra, uma planta medicinal de muito valor, que curava todos os males e era usada há milênios para embalsamar as múmias egípcias. Significava a esperança da vida eterna.

Os três reis magos prosseguiram viagem juntos, sempre guiados pela estrela. Chegando à Palestina, foram recebidos pelo Rei Herodes. Perguntaram ao rei onde havia nascido o menino mas este, assustado com a notícia, nada soube dizer. Desanimados, retiraram-se de Jerusalém mas eis que, ao anoitecer, a estrela volta a brilhar no firmamento, a indicar-lhes o caminho até Belém. Lá chegando, os reis encontraram, para sua grande surpresa, um bebezinho recém-nascido em uma manjedoura, tendo ao seu redor o pai, José, a mãe, Maria, alguns pastores e seus animais. Porém, apesar do nascimento humilde, não tiveram dificuldade em reconhecer o nascimento de um filho de Deus, pois a estrela brilhava intensamente sobre a choupana, iluminando a face do Menino Jesus. Depositaram então a seus pés, os presentes trazidos de muito longe: o incenso, o ouro e a mirra. Rememoramos este evento, a cada ano, fazendo uma oração aos Reis Magos e ao Menino Jesus.

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A romã é uma fruta originária do Oriente Médio e desde milênios considerada uma fruta sagrada, associada ao amor, à fertilidade e à riqueza e de conhecidos benefícios à saúde. Assim fazemos a simpatia da romã: toma-se nove sementes na palma da mão; três são jogadas para trás, deixando no passado e no esquecimento o desamor, a penúria e as doenças; três são mastigadas e engolidas, para estar em nosso íntimo o amor a Deus e ao próximo, a riqueza e a saúde; as três últimas são guardadas para conservar conosco a lembrança de fazermos sempre o bem e o melhor que possamos em todas as situações. Costumamos guardar as três sementes enroladas em uma nota de dinheiro. Todo ano, jogamos na terra as sementinhas secas do ano anterior e guardamos as novas no mesmo lugar, conservando esta tradição. Faço isto desde pequena e da vida não posso me queixar, muito pelo contrário, só tenho a agradecer!

Ao entardecer, ao surgir a primeira estrela no céu, rezamos diante das pequenas imagens do Reis Magos e fizemos, junto à família e amigos a simpatia da romã. Brindamos com um bom vinho e distribuímos entre nós as fatias do Bolo de Reis, preparado com muito carinho pela filha blogueira. Aqui segue a receita para vocês também comemorarem conosco as nossas tradições. Ainda é tempo!

Bolo de Reis

Separe 3 tigelas, uma forma de pizza de 30cm e as prendas*

Ingredientes: 5 xícaras de chá de farinha de trigo, 2 tabletes de fermento biológico fresco, 1 xícara de chá de açúcar (branco ou mascavo), 1/2 xícara de café de leite, 5 ovos, 3 colheres de sopa de vinho do Porto, 2 colheres de sopa de raspas de laranja, 1 xícara de café de azeite. Use essa mesma medida de xícara de café para: nozes picadas, amêndoas picadas e uvas passas pretas e finalmente 1 xícara de café de frutas cristalizadas. 

Na primeira tigela misture o fermento com 3 colheres do açúcar e amasse com uma colher até formar uma pasta. Junte o leite morno e 4 colheres de sopa da farinha de trigo. Cubra com plástico filme e deixe descansar em lugar aquecido ( perto do fogão, por exemplo) por 15 minutos. Enquanto isso, peneire 4 xícaras da farinha de trigo na segunda tigela tigela. Na terceira tigela, misture 4 ovos, o vinho e as raspas de laranja e bata rapidamente com um fouet (nome chique do batedor de claras). 

Depois de passados os 15 minutos, coloque a farinha peneirada, sobre uma superfície lisa e limpa, fazendo um montinho. Abra uma cavidade no meio, como um vulcão, e coloque 3/4 do azeite e o açúcar. Aos poucos, jogue a farinha das bordas para o meio e vá misturando tudo até ficar uma massa homogênea.  Junte então a mistura do fermento e depois acrescente a mistura de ovos, aos poucos. Sove bem a massa. Para sovar, deve esticar a massa, dobrar ao meio, esticar de novo com o punho ou os nós dos dedos, e dobrar novamente, repetidamente. É um ótimo exercício. Adicione as passas, nozes, amêndoas e metade das frutas cristalizadas, até ficar bem distribuído. Se a massa continuar grudando na mão, acrescente um pouco de farinha, aos poucos, até fa massa ficar sólida, mas ainda úmida. Volte com a massa para uma das tigelas, cubra com um pano limpo e deixe crescer por cerca de 1 hora e meia, até que dobre de tamanho.

Depois da massa crescida, amasse-a mais pouco na bancada e separe-a em três partes iguais. Se ainda estiver grudando, unte as mãos e a bancada com um pouco de azeite. Faça um rolo de mais ou menos 30 cm de comprimento com cada uma das partes. Faça uma trança, trazendo uma parte ao centro de cada vez, alternadamente. Deixe o início solto, para que trance junto ao fim, formando um círculo. Ajeite e junte bem as pontas, formando uma coroa perfeita. 

* Agora é hora de inserir as prendas no interior da massa, tomando o cuidado de depois fechar bem, com os dedos. Na tradição portuguesa, coloca-se uma fava. Quem achá-la, sinal de sorte e será também a pessoa responsável  por fazer o bolo no ano seguinte. Ouvi falar também que pode-se colocar um anel, que indicará casamento, uma moeda, para trazer dinheiro, um dedal para não faltar trabalho. Só não se pode esquecer de contar aos convidados o que se pôs dentro do bolo, senão vai ter gente correndo para o dentista!

Por fim, distribua o restante das frutas cristalizadas sobre a massa, pressionando ligeiramente com os dedos para que não escapem. As frutas secas e coloridas representam as pedrarias das coroas dos Reis, portanto, capriche no visual! Bata o ovo restante e pincele-o sobre todo o bolo. Assim, ficará brilhante, com uma cor dourada! Transfira o bolo, com cuidado, para a forma de pizza, untada com o restante do azeite. 

Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 40 minutos, ou até que esteja corado e assado por dentro. 

Sirva ainda morno.  Se quiser, faça como os espanhóis e enfeite-o com uma coroa de papel colorida!

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Pão de queijo de Minas para o mundo

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Aprendi a fazer pão de queijo um pouco antes de ir morar fora do país, no intuito de levar um pouquinho de Minas comigo. Por lá, logo encontrei uma lojinha com produtos brasileiros onde eu achava o polvilho doce. Para o queijo, na falta do mineiro, adotei o queijo holandês tipo Gouda, que acrescentou um sabor maravilhoso ao nosso pão de queijo – que tornou-se um “mineirolandês”. 

Em pouco tempo, o pão de queijo que eu fazia tornou-se conhecido por todos os meus amigos e ainda pelos amigos dos amigos. A notícia correu sobre os “cheese balls” – como eram chamados, diante da incapacidade gringa de pronunciar o “ão” e o “eijo”. Comecei então a preparar e levar para todas as festas e piqueniques para os quais era convidada. Quando não os levava, era a maior decepção! 

Passo aqui a receita do pão de queijo mineiro, o tradicional, feito com o legítimo queijo minas. Para quem não mora em Minas Gerais, pode-se substituir parte do queijo, ou todo ele, por queijo parmesão, porém em menores quantidades, pois este tem sabor muito mais forte. 

A receita é fácil de memorizar: para 600 gr de polvilho doce, 300 ml de leite, 150 ml de óleo (metade da metade da metade). Além disso, 500 gr de queijo minas padrão ou 400 gr de parmesão, 3 ou 4 ovos, a depender do tamanho, e uma colher de sopa rasa de sal. 

Coloque o leite e o óleo em uma leiteira no fogo e deixe até ferver. Enquanto ferve, passe o queijo no ralo grosso e reserve. Misture o polvilho e o sal em uma bacia grande. Quando o leite levantar fervura, desligue. Despeje a mistura líquida ainda quente na mistura seca de polvilho, o que chamamos de “escaldar a massa”.  

Comece a misturar com uma colher de pau e, logo que a temperatura permitir, amasse com as mãos. Cozinheira de verdade não sente a mão queimar, mas se você é iniciante, muito cuidado! Quando esta massa estiver quase uniforme, acrescente o queijo ralado. Se estiver geladinho, vai ser um alívio para as mãos! Por último, acrescente os ovos, um a um e vá amassando. A quantidade de ovos vai depender do tamanho deles, por isso verifique o ponto. A massa deve estar homogênea e úmida, mas ainda bem sólida. É importante amassar bem com os dedos, mergulhando a mão aberta na massa e apertando como se tivesse apertando uma bola nas mãos. 

Se você tiver tempo e paciência, deixe a bacia com a mistura na geladeira descansando por cerca de duas horas (ou mais) para que fique mais fácil de enrolar. Depois faça as bolinhas do tamanho que desejar, pequenas para lanche ou grandes para sanduíches. Usando como medida uma colher de sopa cheia, a receita rende cerca de 50 pães de queijo pequenos.

Chegou a hora de assá-los. Disponha as bolinhas na assadeira, com o espaço de, no mínimo, 2 cm entre elas, pois irão crescer. Asse-os por cerca de 20 minutos, ou até que fiquem dourados, em forno pré-aquecido a 180 graus. 

Para congelar, disponha-os na assadeira com um espacinho entre eles e deixe-os no congelador até que endureçam. Depois que estiverem durinhos, pode colocá-los em sacos plásticos. Eu gosto de separar em porções de 10 ou 12, assim já fica um saco para cada lanche. Na hora de assar, deixe fora do congelador por 15 a 20 minutos enquanto o forno pré-aquece e então asse normalmente. Nada melhor do que ter pão de queijo caseiro sempre à mão para receber aquela visita de última hora!

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Filé Wellington às avessas

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A receita original inglesa de Filé à Wellington é feita com a peça inteira de filé selado, depois envolto em pasta de cogumelos, fatias de presunto cru e massa folhada e assado. Se quiser fazer assim, veja a receita do filé embrulhado em massa folhada que já publicamos – é bem parecida. Porém, um belo dia, resolvi adaptar a receita original – pois não tinha massa folhada em casa – e eis que o filé ficou delicioso! Chamei-o de “às avessas” porque o cogumelo e o presunto passaram a ser recheio do filé ao invés de cobertura. Para inovar, incluí uma geléia de frutas vermelhas que havia terminado de fazer em casa. Veja como fazer:

Filé recheado com cogumelo, presunto e frutas vermelhas.

Verifique em Dica de como cortar carne a maneira de preparar o filé. Escolha a parte do meio de um filé de 2,2 a 2,5 kg ( cerca de 900 gr. a 1,2 kg) – deve dar para 6 pessoas. Observe os ingredientes que irá precisar: 2 xícaras de chá de cogumelo-de-paris fresco cortado em fatias finas, 1 xícara de chá de cebola picadinha, 1 xícara de geleia de frutas vermelhas e 6 fatias de presunto cozido ou 9 a 10 fatias de presunto cru, 1 xícara de café de vinho tinto e azeite. Temperos: sal, alho, molho inglês e pimenta do reino. Também será necessário o uso de um barbante.

Abra o filé da seguinte maneira: faça um corte de comprido – como se abrisse pão francês para um sanduiche, sem ir com o corte até o final – na primeira terça parte da carne, de cima para baixo. Vire a carne para o outro lado e faça outro corte igual na primeira terça parte de baixo. Cuidado para o corte não atravessar o filé. Pronto, abra e veja que tem um grande bife de filé. Com um batedor de carne, acerte a altura, de modo que esta manta de carne fique toda da mesma espessura. Faça um tempero com um pouco de vinho, sal, alho, molho inglês e pimenta do reino e espalhe ligeiramente pelos dois lados da manta. Reserve por 15 minutos ou mais.

Em uma panela, frite, em pouco azeite, metade da cebola. Assim que dourar, junte uma pontinha de colher de café de sal com alho. Junte 2/3 dos cogumelos e deixe fritar, mexendo sempre para não agarrar. Se precisar, acrescente aos poucos água fervendo, até verificar que os cogumelos estão bem macios. Prove o sal, acrescente uma pitadinha de pimenta do reino. Reserve.

 

Tome a manta de filé e disponha sobre ela as fatias de presunto. Por cima, espalhe a geleia e depois a pasta de cogumelos, bem no meio. Deixe as beiradas sem recheio. Dobre uma parte do filé e depois a outra, fechando as pontas. Enrole o barbante em volta do filé de modo que fique redondo e bem firme. Reserve a panela onde preparou a pasta de cogumelo.

Pré aqueça o forno a 250 graus. Coloque o filé em uma assadeira grande, sem dobrá-lo, untada com azeite. Quando o forno estiver quente, coloque o filé para assar. Deve demorar em torno de 40 minutos a uma hora. Na metade do tempo, vire-o, com cuidado. Não deixe que a assadeira fique escura, sinal que a carne está queimando. Se isto acontecer, coloque, aos poucos, água quente na assadeira. Quando o filé estive bem corado, teste com um garfo se está macio. Retire-o do forno. Passe o filé para a travessa onde será servido e guarde-o coberto ou em lugar fechado para não esfriar (não volte para o forno, senão a carne resseca).

Recolha a borra que ficou na assadeira, se precisar, despeje um pouco de água quente para aproveitá-la por completo. Passe-a para a panela onde preparou a pasta de cogumelo. Frite a outra metade da cebola e o restante dos cogumelos. Assim que corarem, misture uma colher de chá de açúcar e mexa até que fiquem dourados. Abaixe o fogo, despeja o vinho e deixe que evapore o cheiro de álcool. Prove se os cogumelos estão macios, se não estiverem, vá pingando água quente até que amoleçam. Deixe o excesso de caldo secar. Prove o tempero: sal e pimenta do reino.

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Sirva o filé com este último molho de cogumelos quente por cima. Sugiro, como guarnição, batata cozida com a casca e arroz com brócolis.

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Tilápia com crosta de macadâmia

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A tilápia é um peixe de criatório que tem um preço bom e, bem feita, pode se tornar um prato bem gostoso. Já pensou em servir um prato sofisticado com tilápia? Vai fazer bonito gastando pouco!

Tilápia com crosta de macadâmia

Escolha de 6 a 8 peixes (dá para 4 a 6 pessoas) grandes e firmes, bem rosados. Vai usar sal, 1 limão, azeite, 50 gr. de macadâmia, 1 ovo e 2 torradas. Separe dois pirex para assar o peixe.

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Lave e tempere os peixes com sal e limão. Deixe-os por 15 minutos a meia hora no tempero. Pré-aqueça o forno a 220 graus. Disponha-os no pirex untado com pouco azeite e leve ao forno para assar. Verifique se está assado espetando um garfo. Se começar a dar água, aumente a temperatura do forno para 250 graus.

Passe no processador 1 xícara de café cheia de macadâmia. Rale 2 torradas de pão de forma e misture.

Quebre um ovo e misture a clara com a gema. Pincele os peixes assados e passe-os na farinha de macadâmia e pão. Ponha-os no pirex e volte ao forno para dourar a crosta.

Como acompanhamento, sugerimos fazer o arroz 7 grãos e servir com cenourinhas baby cozidas e passadas no azeite.

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Bacalhau com crosta de broa

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Minha filha casada voltou de Portugal com esta nova receita de bacalhau que comeu em um dos restaurantes famosos do país – o Buxa, que fica no Largo das Oliveiras, na encantadora cidade histórica de Guimarães. Quem já foi lá certamente encantou-se com esta cidadezinha com a qual a nossa Ouro Preto tanto se parece!

Tal qual a mãe, se saboreia um novo prato e aprova, passa para a segunda parte: observa o feitio e apura os sentidos para perceber sabores, aromas e formas. Pois minha filha registrou tudo e, tão logo chegou, veio testar a receita com a mãe e a irmã blogueiras. Por minha conta, contra a vontade dela que não queria mudar a receita original, coloquei um tomate só para dar cor no prato. Acertamos em cheio, mas também a receita é fácil. Experimente:

Bacalhau com crosta de broa

Para 2 pessoas, prepare 2 boas postas de bacalhau claras e altas. Clique aqui para ver em detalhes a maneira de preparar o bacalhau – dessalgar trocando água fria 3 a 4 vezes por dia por 48 horas, aferventar na água e retirar pele, gorduras e ossos com cuidado para não estragar a posta.

Compre 2 broas de fubá em uma boa padaria e deixe por 2 dias embrulhadas em papel de pão.

Separe 4 cebolas médias, 2 dentes de alho, 1 ovo e azeite. Para guarnição, escolha 1 tomate tipo italiano maduro. Corte as cebolas em quatro e pique o alho miudinho. Esfarele as broas de modo a obter uma farinha grossa.

Seque as postas de bacalhau. Derrame na frigideira 3 colheres de sopa de azeite. Frite ligeiramente as postas. Retire e deixe esfriar. Na mesma frigideira, passe ligeiramente a cebola e o alho, sem deixar dourar.

Pré aqueça o forno a 250 graus.

Misture a clara com a gema e pincele todos os lados das postas de bacalhau. Pouco ovo, é só para a crosta grudar. Passe as postas na farinha de broa. Tome uma travessa refratária que possa ir à mesa ( a não ser que vá servir empratado), unte com azeite e coloque uma camada de cebola no fundo. Coloque por cima as postas – no meio – e mais a cebola com o alho e o azeite nas laterais. Derrame mais 2 colheres de sopa de azeite. Acrescente mais farinha de broa. Leve ao forno a 220 graus para dourar a crosta (sem colocar papel alumínio). Aproveite o forno e coloque o tomate cortado em 4 para assar com azeite.

Sirva o bacalhau com as cebolas e o tomate assado. Uma boa pedida de guarnição é a batata ao murro.

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Canapé de alho poró com queijo brie

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Este canapé é ótimo para servir de entradinha acompanhando espumante, vinho ou whisky. A forminha ideal para o canapé é aquela de massa folhada que você compra pronta em pacotinhos – as da Arosa são excelentes. A receita a seguir é para 30 forminhas.

Você vai precisar de 1 talo de alho poró, 1 colher de sobremesa de azeite ou manteiga, 1 dente de alho pequeno socado com 1 colher de café de sal, 1 fatia de 100 gr. de queijo brie, ½ a 1 xícara de leite, 1 colher de sobremesa de farinha de trigo. Para a cobertura, 1 xícara de chá de queijo minas tipo canastra ralado.

Corte o queijo brie em lâminas finas. Em uma panelinha, torre a farinha de trigo, retire e guarde em uma xícara. Na mesma panela, no fogo fraco, despeje o leite e derreta o queijo. Junte a farinha e mexa até ferver. Acrescente mais leite, se necessário, até obter um creme bem liso da consistência de mingau. Reserve.

Em uma frigideira, doure o sal com alho na manteiga ou azeite e junte o alho poró. Mexa até que frite por igual. Junte o creme. Misture. Prove o tempero, pode acrescentar uma leve pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino. Verifique o ponto do creme: deve ter uma consistência média, fácil de colocar às colheradas nas forminhas.

Preencha as forminhas com a ajuda de uma colher de café, enchendo-as até ¾ do volume. Cubra com o queijo minas ralado.

Coloque as forminhas em um tabuleiro forrado com papel manteiga ou ligeiramente untado com óleo. Leve ao forno pré aquecido a 180 graus e asse até verificar que o queijo derreteu. Sirva quente.

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Torta de maçã Piemontesa

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Esta é a receita da torta de maçã tradicional da região do Piemonte, na Itália, que aprendi a fazer quando por lá estive, há dois anos. É fácil de fazer e bem leve. Ela é quase uma torta-bolo pois sua massa é preparada como um bolo e fica fofinha e leve. Na língua italiana não há a diferenciação entre os nomes torta e bolo, como temos aqui e como temos por exemplo em inglês ‘cake’ (para bolo) e ‘pie’ (para torta). Usando esta língua como meio-termo entre o português e o italiano, tentei então convencer os nativos de que existem as duas modalidades e são diferentes. O bolo tem uma massa fofinha e pode ser redondo, quadrado ou em formato de bolo inglês, retangular. E geralmente é formado por uma massa uniforme e única. A torta é (quase) obrigatoriamente redonda e usualmente tem duas ou três camadas: a base (de massa mais densa) o recheio cremoso, e por vezes uma cobertura. Como é o caso da torta de limão por exemplo. Mas não adianta e os italianos insistem: é tudo torta. Portanto, chamamos esta de….

Torta de maçã

Separe os ingredientes que irá precisar: 130 gr. de manteiga (veja na embalagem a medida), 190 gr. ou uma xícara de chá de açúcar, 3 ovos, 200 gr. ou 2 xícaras de chá da farinha de trigo, 3 colheres de sopa de leite morno, 2 colheres de chá de fermento. Escolha de 2 a 3 maçãs, dependendo do tamanho.

Vai precisar também de uma forma de bolo redonda daquelas de aro de abrir, com cerca de 24 cm. de diâmetro, de uma vasilha ( tipo bowl) de fundo arredondado para misturar a massa e uma espátula e/ou colher de pau.

Comece misturando, à mão, com a colher de pau, a manteiga (se estiver dura, amoleça-a no micro-ondas por 2 minutos) com o açúcar, depois junte os ovos inteiros, a farinha e o leite. Depois que a massa estiver lisinha, sem nenhum caroço, junte o fermento e bata com a espátula.

Pré aqueça o forno a 180 graus.

Descasque as maçãs e corte-as em pedaços ou fatias médias.

Unte a forma com um pouco de manteiga e despeje a massa. Nivele. Disponha por cima as maçãs, também conservando o mesmo nível. Deixe um espaço de dois dedos antes da borda sem maçã, pois a massa irá crescer e formar uma borda mais alta. Asse por cerca de 20 a 30 minutos ou até perceber que as maçãs douraram. Faça o teste do garfo ou palito – enfie na massa até em baixo, se sair limpo, a torta está assada. Importante: não abra o forno antes da torta corar.

Finalize pulverizando açúcar de confeiteiro e canela por cima.

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Bacalhau a lagareiro

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Lagareiro é o nome pelo qual é conhecido o mestre que fabrica o azeite no lagar – uma espécie de prensa onde se tritura a azeitona para obter-se uma massa grossa que, após um processo de apuração, transforma-se no azeite extra-virgem. A receita leva este nome porque o azeite é seu principal ingrediente -quanto melhor a qualidade do azeite, melhor o sabor da receita. Experimente, além de ser a receita mais fácil de bacalhau que conheço ainda é, como se diz, “dos deuses”!

O bacalhau deve ser usado em posta. Como já ensinamos nas dicas de como escolher e preparar o bacalhau, escolha um lombo de bacalhau alto e claro. Estando salgado, lave bem e coloque de molho em água fria por 48 horas, trocando a água a cada 6 a 8 horas. Afervente para tornar mais fácil retirar a pele, a eventual gordura branca e os ossos. Em Portugal, se faz com a pele e a gordura mas já sei que brasileiro detesta o gosto da pela e da gordura – que chamamos de rançoso. Calcule uma boa posta por pessoa, em torno de 150 a 200 gr.

Para cada posta, pique em fatias finas 2 cebolas grandes e 1 cabeça de alho.

Escolha uma travessa na qual, de preferência, vá servir o peixe. Forre o fundo com uma camada de cebola, coloque as postas por cima. Distribua os pedacinhos de alho sobre o bacalhau. Cubra com cebola. Regue com azeite extra-virgem de boa qualidade até o nível da metade da posta de bacalhau. Pré aqueça o forno a 220 graus e estando quente, asse o bacalhau.

Dica: para o bacalhau adquirir um tom dourado, logo que assar pincele-o com gema de ovo e volte ao forno para dourar.

Sugiro servir acompanhado de batatas ao murro que, uma vez abertas, são regadas com o caldo de azeite do cozimento do bacalhau. Divino e perfumado!

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Pudim de leite condensado

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Ai…só de pensar nesta delícia de sobremesa não há quem não fique com água na boca! Em Minas, este pudim é muito popular com o nome de Pudim de leite condensado. Em outros países é conhecido por Flan – como também em outros lugares do Brasil.

O leite condensado foi inventado na França em 1820 e tornou-se conhecido e muito usado, por sua praticidade, durante as duas grandes guerras. Existe no Brasil desde a década de 1870 mas só se tornou popular quando passou a ser fabricado pela Nestlé, na década de 1920, com o nome de Leite Moça.

É uma sobremesa muito fácil de fazer, veja só:

Pudim de leite condensado

Você irá precisar de uma forma daquelas que tem um furo no meio, de tamanho 28, com 19 cm. de diâmetro ( veja última foto abaixo). Precisará também de um tabuleiro alto que caiba esta forma dentro, sem sobrar muito espaço nas laterais – isto é porque o pudim é cozido no forno, dentro d’água, em um processo conhecido por banho-maria.

Os ingredientes são: 1 lata ou caixa de leite condensado, a mesma quantidade de leite e 4 ovos.

Antes de começar a fazer o pudim, prepare a calda de açúcar queimado. Esta leva 5 colheres cheias de açúcar cristal. Primeiro coloque um caneco com água para esquentar – cerca de 1 litro. Espere que a água comece a ferver. Tome então uma panela e coloque o açúcar dentro. Leve ao fogo médio. Com uma colher de pau, mexa o açúcar todo o tempo, sem parar, até que ele derreta por igual e tome a cor de mel. Agora, despeje parte da água quente pelas beiradas, aos poucos. Verá que vai crepitar e formar uma pasta tipo puxa-puxa. Com paciência, continue mexendo e juntando água quente aos poucos até formar uma calda rala, da cor de caramelo avermelhado. Desligue e reserve.

Para o pudim: bata os 4 ovos – clara e gema – no liquidificador até espumar. Junte o leite condensado e use a lata ou caixa para medir e colocar a mesma quantidade de leite. Bata bem até ficar um creme leve e espumante.

Tome a forma e passe a calda de açúcar queimado no fundo e laterais, deixando ao fundo uma camadinha de ½ centímetro. Agora entorne o creme dentro da forma. Precisa sobrar 1 cm. entre o creme batido e a borda da forma.

Ligue o forno a 280 graus. Espere 5 minutos. Ponha a forma dentro do tabuleiro e coloque-os na prateleira de baixo do forno – uns 10 cm. acima da chama. Com cuidado, encha o tabuleiro com água quente. Deixe o pudim cozinhar por 45 minutos. Vigie: quando corar por cima, enfie um garfo – se sair limpinho é porque o pudim já cozinhou – então pode tirar o pudim do forno. Espere esfriar e deixe-o dentro da geladeira por, no mínimo, 4 horas.

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Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Tire a forma devagar e terá um lindo pudim caramelado à sua frente. Resista, volte com ele para a geladeira até a hora de servir. Seja educada(o), não vá tirar um pedaço antes de servir à sua família e aos amigos. A não ser que sua gulodice seja tamanha que faça um pudim só para você!

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Frango recheado

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Se você se cansou do frango de sempre e hoje acordou com paciência para fazer um prato um pouquinho mais elaborado, aproveite para experimentar como valorizar um simples peito de frango. Dá até pra fazer um jantarzinho para os amigos gastando pouco e apresentando um prato bonito, com pinta de gourmet.

O recheio pode variar. Por exemplo, pode-se usar: ovo de codorna cozido, cenoura ligeiramente aferventada e cortada  em tiras, bacon cru, ameixa preta sem caroço, cogumelos fatiados, palmito, fatias de presunto, fatias de muçarela, etc. Gosto de usar sempre 3 variedades, de cores diferentes. Hoje abri a geladeira e achei tomate seco, abobrinha e queijo minas. Vamos ver como ficou:

Peito de frango recheado

Se ainda não tentou, está na hora de aprender a desdobrar um peito de frango para que possa recheá-lo. Limpe e coloque o peito de frango deitado sobre uma tábua de plástico. Faça o primeiro corte no peito deitado, pela frente, passando a faca na altura da primeira terça parte, da direita para a esquerda, sem deixar o corte ir até o fundo. Desdobre. Vire. Do lado contrário, faça outro corte no mesmo sentido, no meio da altura. Torne a desdobrar. Se achou difícil, escolha um peito de frango grande e simplesmente corte-o ao meio, como se corta pão francês para sanduíche. Bata o peito aberto com uma batedor de carne até obter um filé grande, liso e todo da mesma altura. Cuidado para não furar. Tempere com sal e alho e deixe por 15 minutos.

Recheie com o que quiser, observando os tamanhos compatíveis. O recheio deve ocupar o meio do bife, de modo que dê para dobrá-lo, fechando. Não coloque recheio até as pontas, para não sair fora na hora de fechar. Dobre um lado e depois o outro, feche nas pontas. Passe um barbante e amarre.Dobre as pontas para dentro e prenda com o barbante.

Doure o rolinho de um lado e outro, despeja água fervente pelas bordas e deixe cozinhar com pouco caldo até ficar macio. Deixe que sobre um pouco de caldo para regar a carne. Se preferir, leve ao forno a 180 graus, com papel laminado cobrindo, até ficar macio. Retire o laminado e deixe corar. Coloque um pouco de água fervente na assadeira para formar o caldo.

Corte e desenrole o barbante. Fatie o rolinho com cuidado para não arrebentar. Depois de fatiado, regue com o caldo do cozimento para não ficar seco.

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Frango macio e suculento

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Há certas receitas que fazemos um belo dia por mero acaso – ou com os ingredientes que achou na sua frente – e ficam tão deliciosas que se tornam prediletas. Quando é fácil de preparar então se torna perfeita! Esta só tem um defeito: como é de forno leva quase duas horas para ficar mesmo especial. Mas…qual o problema? Faça assim: tempere o frango de véspera ou na hora que for em casa almoçar e deixe na geladeira.  Quando chegar em casa ao fim da tarde é só colocar no forno. Aí você vai tomar um banho, ver Tv, cuidar da sua vida e… Oh! o frango já deve estar pronto!

Frango assado com mostarda e mel

Para 2 pessoas, compre 2 coxas. Veja se tem em casa: cebola, mostarda ( pode ser aquela amarela cremosa comum ou a tipo Dijon, que vem com os grãozinhos em uma pasta). Separe cada coxa em duas partes ( coxa e sobre-coxa) e passe na água fervente. Prepare um tempero com sal e alho, cebola batidinha e mostarda. Passe no frango e deixe no tempero por, no mínimo, meia hora. Pré- aqueça o forno a 180 graus. Vai precisar de um pedaço de papel alumínio. Pegue uma assadeira e unte o fundo com 2 fios de óleo. Coloque as coxas, tampe com o papel alumínio e leve ao forno por uma hora e meia a duas. Mantenha um caneco com água quente no fogão, pois caso notar que o frango está secando, não deixe! Pingue água quente. Se for fazer outras coisas, já ponha um pouco de água na assadeira assim que a carne mudar de cor. Quando o frango estiver corado e macio ( espete o garfão para verificar) , retire do forno. Esquente o mel no microondas para que ele fique bem líquido e misture com um pouco de mostarda – aí é melhor você misturar a mostarda Dijon. Espalhe a mistura sobre o frango, vire as peças do lado contrário ao que estava e volte para o forno, sem o papel alumínio, para terminar de corar.

Se quiser fazer um prato único, coloque na assadeira um ou dois destes ingredientes: batata crua cortada em quatro, cebola cortada em quatro ou cebola baby inteira ou tomate maduro cortado em quatro ( sendo que o tomate e a cebola você vai colocar só na última meia hora de cozimento e a batata desde o princípio).

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Torta de Limão

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Para seguir a feijoada que preparamos em um domingo desses (aguarde receita no blog) estava em busca de uma sobremesa leve, refrescante e que agradasse à todos. Foi então que lembrei que minha cunhada Lu havia me contado sobre a torta de limão que ela faz e é deliciosa. Nesta torta, temos a combinação perfeita do doce com um azedinho no fundo de seu recheio macio sobre uma massa fininha e leve.

A receita é tão simples que ela sabia de cabeça e já começou a recitar na mesma hora e eu corri para anotar. Agora que descobrimos que é tão simples, o perigo é querer fazer todo final de semana. Então vamos à

Torta de Limão da Lu

Você vai precisar de: um pacote de biscoito maizena, cerca de 200gr de manteiga, três latas de leite condensado, 5 limões, 4 claras de ovo, cerca de 1 xícara de açúcar refinado e raspas de limão. É melhor que os ingredientes estejam em temperatura ambiente: a manteiga fica mais fácil de misturar e as claras ficarão em neve perfeita! Além disto, uma forma de torta com aro removível (a minha tinha 26cm de diâmetro), batedeira, liquidificador e ralador.

Começe preparando a massa de biscoito, triturando os biscoitos maizena no liquidificador. Transfira para um vasilhame e misture a manteiga com os dedos aos poucos até formar uma massa compacta, mas que ainda esfarele. Guarde um pouco da manteiga e unte a forma. Reserve.

Bata na batedeira o leite condensado com o suco dos limões. Vá adicionando o limão aos poucos para testar o azedume perfeito. Está na hora de pré-aquecer o forno.

Agora espalhe a massa de biscoito na forma aos poucos, com muito capricho. Para a forma de 26cm a quantidade de massa foi exata para fazer uma massa super fina, mas que não quebre ao servir. Confesso que dá mesmo medo de não conseguir cobrir tudo, mas ajeita daqui, ajeita dali e no fim dá certo. A dica é colocar uma camada fina nas laterais até a altura desejada (de 4 a 6 cm). Depois, com o que sobrou espalhe sobre o fundo igualmente. Atenção: a tendência é acumular massa na junção na lateral com o fundo. Cuidado para que isto não aconteça, distribuindo os excessos igualmente. Depois despeje o recheio branco de leite condensado e reserve.

Bata as claras em neve na batedeira, ou à mão se preferir. Só depois que a neve estiver formada, acrescente açúcar refinado aos poucos e com cuidado. Não coloque açucar demais senão as claras em neve ficam pesadas e caem. Sem perder tempo, usando uma colherinha, vá tirando o suspiro e colocando-o às colheradas sobre o recheio, decorando como mostra a foto. Rapidamente, raspe o limão por cima e coloque a torta no forno, já aquecido a 200°C. Deixe no forno só a conta de corar por cima, cerca de 20 minutos. 

Coloque a torta na geladeira e deixe para desenformar quando for servir. Dica da Lu: É melhor fazer de véspera porque no dia seguinte fica muito mais gostosa. Eu segui e não me arrependi. Difícil é esperar o dia seguinte para comer.

Mais uma dica da Lu: você pode substituir o suco de limão por suco de maracujá! Pode usar o suco concentrado tipo Maguari ou natural. Guarde as sementes e coloque por cima para enfeitar. Já estamos doidas pra testar!

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Frango assado rápido e fácil

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Já publicamos várias receitas de frango, tanto as do tipo filé grelhado como as do tipo refogado ou feito na panela. Faltam receitas de frango feito no forno. Estas são bem mais práticas, pois você coloca para assar, marca o tempo e vai fazer outras coisas. Volta e eis que o frango está prontinho!

Para assar, prefiro usar coxa e sobrecoxa, pois a carne é mais saborosa que a do peito, por estar perto do osso. Se for usar peito, deixe com o osso e corte em 3 ou 4 partes. Há várias receitas de frango assado, uma de nossas prediletas é esta:

Frango assado na cerveja

Para 2 pessoas: 2 coxas (vem com a coxa e a sobrecoxa, que devem ser separadas), 4 fatias de bacon, 1 garrafa pequena de cerveja preta – uso a Caracu; tempero: sal, alho, pimenta do reino moída, molho inglês.

Lave o frango e deixe de molho na água fervente por 5 minutos. Escorra e tempere. Deixe no tempero por 15 minutos, se estiver com tempo. Antes de colocar no forno, enrole cada pedaço em 1 fatia de bacon e prenda com palitos, de modo que fiquem mais da metade para fora, para facilitar a retirada depois do frango assado.

Unte o fundo da travessa refratária com um pouco de óleo, ajeite as partes do frango e despeje a cerveja. Deve cobrir o frango e metade da travessa. Aqueça o forno a 250o. Cubra a travessa com papel alumínio e coloque para assar por 15 a 20 minutos –  vai depender de cada forno. Quando fincar o garfo e a carne estiver macia, tire o papel alumínio e deixe corar, sem que o caldo seque por completo.

Pode tirar ou não o bacon antes de levar à mesa.

Sirva acompanhado de arroz ou batata.

Uma boa opção de acompanhamento é a batata ao murro.

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Ravioli ao creme de aspargos com camarões

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Dizem os entendidos que o fundamental da boa culinária é o uso de ingredientes de boa qualidade. Acrescento que precisam ser bem combinados. Quando acertamos em alguma combinação, a gente nem acredita que antes estes ingredientes andaram por aí, perdidos um dos outros. É o caso que conto a seguir, de um pacote de massa fresca, no caso um ravioli de muçarela, um maço de aspargos e alguns camarões que um dia se encontraram, por mero acaso, na mesma prateleira da nossa geladeira.

Ravioli de muçarela, molho de aspargos verdes e camarões flambados

Compre uma bandeja de ravioli recheado com muçarela comum ou de búfala. Já vem pré-cozido e se tiver umas 20 peças, dá para 4 pessoas. Faça o molho branco com aspargos. Siga a receita do molho branco, porém, este molho vai virar um molho de aspargos: afervente de 2 a 3 aspargos por pessoa (não deixe que amoleçam) e depois bata no liquidificador a metade deles, justo a metade de baixo de cada haste. Junte o caldo de aspargos ao molho branco, misture e deixe ferver. Agora junte a outra metade dos aspargos, cortados em tronquinhos de 3 a 3 cme deixe ferver mais um pouco, se precisar, raleie o molho com leite. Acrescente creme de leite, cerca de 1/4 da quantidade de molho. Prove o sal, junte pimenta do reino branco e nós moscada, se gostar. Misture e desligue o fogo antes do creme tornar a ferver.

Forre o fundo de uma travessa refratária com o molho. Disponha uma camada dos raviólis, torne a cobrir com o molho de aspargos e repita até terminar a camada de cima com o molho.

Se quiser sofisticar, limpe e tempere os camarões. Depois de 15 a 30 minutos, proceda à fritura, no fogo forte, dos camarões, na manteiga ou no azeite. Agora veja como flambar os camarões. Pronto, pode colocá-los sobre a última camada de molho e levar a travessa ao forno um pouco antes de servir.

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Dica – Filé de peixe – grelhar, fritar ou assar?

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1- Se você tiver uma grelha, de churrasqueira ou elétrica, pode colocar o filé direto sobre a mesma. Assim que um lado corar, vire e core do outro lado.

2- Peixe é muito delicado para colocar sobre aquelas chapas de ferro que você põe sobre a trempe do fogão. Mesmo se untar com óleo costuma queimar.

3- Se quiser fritar o peixe numa frigideira, primeiro você tem que passar os dois lados do filé na farinha de trigo ou de pão para que o peixe não desmanche na fritura. Frite no óleo ou azeite e se, quiser, coloque manteiga só no final.

4 – Para assar, esquente o forno a 180 graus. Coloque o peixe na travessa refratária que vai servir, pois se colocar em uma assadeira o filé pode partir ao ser transportado para outro recipiente.  Passe azeite no fundo formando uma camada fina. Assente o peixe no meio da travessa e leve ao forno. O tempo de cozimento é de aproximadamente 20 minutos. Se o filé for alto, ou quiser apressar o cozimento, cubra com um papel alumínio; se começar a dar água, retire o papel alumínio e deixe corar ligeiramente.

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Bacalhau com natas

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Véspera de Natal é aquela correria mas você quer fazer um prato especial para a ceia ou o almoço do dia 25. Pois, vamos ser práticos, pode fazer esta receita com alguma antecedência, guardar na geladeira e na hora é só colocar no forno!

Esta receita é tradicional no Natal em Portugal e tem este nome porque lá eles chamam creme de leite fresco de “natas”. Como pode ser feita para o número de pessoas que desejar, aqui vamos dar a quantidade de ingredientes e fazer a receita para apenas 2 pessoas e você multiplica pela quantidade que quiser.

Bacalhau com natas

O cálculo da quantidade de bacalhau para um prato como este é de uma posta de 300 gr.  para 2 pessoas. Mais: 2 batatas médias, 2 cebolas, 1 xícara de café mal cheia de azeite, 1 xícara de café de molho branco e a mesma quantidade de creme de leite fresco.

Separe uma panela, um escorredor, uma faca de lâmina estreita e afiada e uma espátula. Panela de pressão para cozinhar as batatas. Uma travessa refratária, que vai ao forno e depois à mesa.

Coloque as  batatas para cozinhar na pressão por 15 minutos (conte depois que a panela chiar). Enquanto isto, coloque a posta de bacalhau já dessalgado ( veja Dica – Bacalhau) numa panela com água até que esta comece a ferver. Desligue, escorra, deixe que o bacalhau esfrie. Retire a pele, limpe bem qualquer vestígio de gosma branca, retire os ossos e espinhas. Separe em lascas grandes.

Corte as cebolas em fatias finas. Aqueça o azeite na panela e doure as cebolas até que fiquem amareladas e macias. Para isto, mexa o tempo todo com uma espátula em fogo baixo. Não coloque água. Acrescente um pouquinho de sal e prove se ficou ligeiramente salgada.

Verifique se as batatas estão cozidas, sem estarem moles. Tire a pele e reserve. Misture o molho branco pronto com o creme de leite fresco e tempere com sal, pimenta do reino branca e nós moscada, de modo que fique bem temperadinho.

Coloque a travessa refratária na sua frente. Agora vamos às camadas:

1a. camada: corte 1 batata, já fria, em fatias finas e, à medida que for cortando, disponha-as em uma camada única no fundo da travessa.

2a. camada: coloque metade da cebola.

3a. camada: disponha todas as lascas de bacalhau formando uma camada grossa.

4a. camada: despeje metade do creme.

5a. camada: coloque a outra metade da cebola.

6a. camada: disponha uma camada de fatias finas da outra batata.

7a. camada:  cubra com a outra metade do creme.

Obs: se o bacalhau ainda estiver salgado, elimine o sal dos outros ingredientes.

Tanto você pode levar ao forno para corar as batatas e servir imediatamente como pode preparar de véspera, deixar sem assar e guardar na geladeira até 1 hora antes de ir ao forno. Prefiro fazer de véspera, pois assim o sabor dos ingredientes se misturam.

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Bolo Quádruplo de Chocolate

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Já que sábado é o dia oficial de sair da dieta, se jogue de cabeça. Eu tenho a seguinte teoria: se for para sair da linha, é bom que valha a pena. Pois este bolo vale.

Na nossa cozinha, não existe receita exata nem sagrada. A gente sempre pega uma coisinha aqui, outra ali, adapta, reinventa e faz do nosso jeitinho. Pois essa eu peguei da Nigella, quem mais entende de gordices. (receita original em inglês aqui). Segue a minha versão traduzida.

Bolo Quádruplo de Chocolate

Sal com Alho

O nome já indica que a dose de chocolate é quádrupla: chocolate em pó, gotas de chocolate (como para cookies), calda de chocolate e lascas de chocolate. Preparados?

Antes de tudo retire a manteiga, o ovo e o creme de leite da geladeira. Depois, ligue o forno à 170ºC e posicione a grelha no meio. Prepare uma forma de bolo inglês (26cm x 10cm 6x cm) forrando com o papel manteiga. Dica: posicione a forma sobre o papel e certifique-se que, de cada lado, sobrem bordas que sejam maiores do que a profundidade da forma. Corte o papel paralelamente ao rolo e depois, uma diagonal em cada ponta, até alcançar a forma. Coloque o centro do papel no centro da forma e ajeite as bordas na lateral, como se estivesse embrulhando um presente.

Separe também uma batedeira e uma espátula de silicone.

Dose os ingredientes com cuidado: 200gr de farinha de trigo (ou duas xícaras bem cheias), 280gr de açúcar refinado (ou duas xícaras cheias), 50gr de chocolate em pó (verifique na embalagem a relação de dose x peso, o que eu uso equivale a 5 colheres de sopa), 175gr de manteiga sem sal (use a manteiga em barra, assim você poderá conferir o peso na embalagem), 2 ovos grandes, 1 colher de sopa de extrato de baunilha, 80ml de creme de leite (uma xícara de café bem cheia), 125ml (pouco mais de meio copo) de água fervendo, 1 colher de chá de fermento em pó instantâneo, 175gr de gotas de chocolate. Normalmente essas gotas são difíceis de se encontrar em supermercados comuns. Se preferir, compre uma barra de chocolate culinário e corte em pedaços pequenos utilizando uma tábua para cortar e repique com uma faca bem grande.

Para a calda: uma colher de sopa de chocolate em pó, 125ml de água (pouco mais de meio copo), 100gr de açúcar  refinado (uma xícara cheia) e 25 gr de chocolate meio-amargo.

Coloque na batedeira os seguintes ingredientes: farinha de trigo, açúcar, chocolate em pó, manteiga, ovos, extrato de baunilha e creme de leite. Bata até obter uma mistura macia e cremosa. Desligue a batedeira, ajeite as bordas com uma espátula de borracha e mexa um pouco, certificando-se de que a mistura está homogênea também no fundo. Ligue a batedeira de novo e vá adicionando a água fervente aos poucos, com muito cuidado para não espirrar. Olha lá, se as espátulas da máquina não estiverem totalmente imersas na mistura quando você ligá-la, depois vai ter que tirar chocolate até do teto.

Desligue, adicione o fermento e mexa com cuidado. Depois adicione as gotas ou pedaços de chocolate e continue mexendo usando a espátula de silicone. Despeje a mistura na forma e coloque no forno, por aproximadamente uma hora. Você saberá que está pronto quando fizer uma rachadura no meio e, ao inserir um palito de dente ele sairá limpo. Como é um bolo bem molhado e suculento, não se assuste se o palito sair molhado de chocolate.

Um pouco antes do bolo ficar pronto, digamos depois de uns 45 minutos, coloque os ingredientes da calda em uma panelinha e deixe ferver por 5 minutos. A calda deve reduzir , ficar bem escura até o açúcar começar a dar borbollha. Desligue.

Retire o bolo do forno, coloque sobre um descanso e em seguida espete aqui e ali com o palito de chocolate. Derrame a calda por cima e deixe que o bolo a absorva devagar. Huummmm. Resista à lamber a calda antes da hora.

Espere que esfrie antes de tirar da forma. Retire com cuidado, removendo o papel manteiga. Se começar a despedaçar, não se desespere, com certeza estará bem molhadinho e saboroso. Pegue a barra de chocolate que sobrou, segure sobre o bolo e tire lascas com a ajuda de um ralador grosso.

Se desejar, transfira para um prato de porcelana e retorne ao forno por 5 minutos antes de servir. Um bolo quente com sorvete é dos deuses.

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