Sopa de feijão branco bem nutritiva

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Aproveite o final do inverno para experimentar esta sopa gostosa além de muito rápida e fácil de fazer. Com feijão, legumes e frango ela sustenta bastante e vale por um jantar.

Para 2 pessoas, separe 1 xícara de chá cheia de feijão branco já cozido mas ainda bem firme, 1 xícara de chá de cogumelos de paris frescos já cortados e 1 xícara de chá de cubinhos de peito de frango já temperados com sal e alho (1 colher de café).Pique 1 cebola pequena de modo a dar 1/2 xícara de chá, corte em cubinhos a mesma quantidade de cenoura, mais salsinha e cebolinha que dêem 1 colher de sopa cheia.

Coloque água para ferver. Despeje 2 colheres de óleo numa outra panela e frite o frango até que comece a corar. Junte a cebola triturada, a cenoura e mais 1 colher de café de sal com alho. Frite-os até a cebola ficar translúcida. Junte o feijão, misture bem.  Acrescente a água quente até passar de 2 dedos a altura dos ingredientes. Junte o cogumelo. Diminua o fogo, tampe a panela deixando uma fresta e espere que o caldo reduza.

Prove o tempero e verifique se todos os ingredientes estão macios. Se necessário, acrescente mais água quente até o completo cozimento. Volte a provar o sal. Finalize com salsinha e cebolinha e sirva quente acompanhada de pão.

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Bacalhau do Alcimar

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Esta é uma receita que recebi de um amigo que adora cozinhar e o faz muito bem. É uma forma bem original de se preparar o bacalhau, pois leva ingredientes bem brasileiros, como batata doce e laranja. Preparamos com todo o carinho e o servimos como prato principal no almoço do último domingo. Nossos convidados adoraram e, claro, nós também. Como agradecimento ao Alcimar, colocamos o nome dele na receita.

Bacalhau com creme bechamel e purê de batata doce e laranja

Para preparar o bacalhau, clique aqui para ver as dicas. Para servir bem a 6 pessoas, calcule 200 gr. de bacalhau limpo por pessoa, ou seja, 1,2 kg. Para o cozimento do bacalhau: separe 1 xícara de café de azeite, 3 cebolas médias, de 1 a 2 dentes de alho e pimenta do reino. Para o creme bechamel: 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 2 colheres de sobremesa de manteiga, 2 colheres de sopa de cebola triturada, 1 colher de café de sal com alho, 2 xícaras de chá de leite, pimenta do reino branca e nós moscada. Para juntar ao creme: 1 xícara de café de alcaparras e ½ xícara de café de salsinha e cebolinha picadinhas. Para o purê: 500 gr. ( ou 2 unidades média/grande) de batata doce e 2 laranjas tipo pera carioca bem maduras. Por último, rale grosso queijo pecorino ou parmesão para obter 1 xícara de café cheia.

Após haver dessalgado o bacalhau, coloque as postas em uma panela com água fria e leve ao fogo até que a água ferva. Desligue. Assim que esfriar, escorra bem toda a água e retire os espinhos, os restinhos de pele e a gordura branca que fica entremeada. Com muito cuidado, desfaça as postas, entre os dedos, em lascas grossas sem deixar que se partam. Deixe-as a secar.

Descasque, pique e cozinhe a batata doce até ficar bem macia. Enquanto cozinha, prepare o bacalhau e o creme.

Corte as cebolas em rodelas finas e pique o alho bem miudinho. Deite metade do azeite em uma panela bem larga, deixe que esquente um pouco e frite as cebolas até ficarem translúcidas. Frite o alho. Afaste a cebola para o canto da panela, despeje o restante do azeite, disponha cuidadosamente as lascas do bacalhau, cubra com a cebola e deixe que frite ligeiramente, absorvendo o azeite. Misture com cuidado usando uma colher de pau ou espátula. Tempere com pimenta do reino. Prove o sal. Desligue e reserve.

Faça o creme bechamel. Deite a farinha de trigo em uma frigideira antiaderente e vá mexendo com uma espátula até sentir o cheiro de farinha torrada( cheirinho de padaria!). Cuidado para a farinha não ficar bege. Desligue e vire a farinha torrrada imediatamente em algum recipiente (se deixar na frigideira vai escurecer). Em outra frigideira, derreta a manteiga e frite a cebola e o sal com alho. Abaixe o fogo, junte a farinha já torrada e mexa com a espátula até formar uma massa lisa. Acrescente o leite, aumente o fogo e continue mexendo até obter um mingau liso e de boa consistência. Misture as alcaparras bem escorridas, a salsinha e a cebolinha picadinhas. Tempere com pimenta do reino e nós moscada. Prove o sal. Deixe amornar. Junte o creme ao bacalhau que já preparou, misturando de leve para não quebrar as postas. Deixe descansar para incorporar os sabores.

Assim que a batata doce cozinhar, escorra toda a água e amasse-a bem, ainda quente. Junte 1 xícara de café de suco de laranja e leve ao fogo até obter um purê liso e de boa consistência.

Ligue o forno a 180 graus. Ligue também o grelhador (ou grill) para gratinar o queijo. Tome uma tigela refratária e forre o fundo com todo o purê. Por cima disponha todo o bacalhau com creme. Cubra com o queijo ralado. Leve ao forno até verificar que o queijo quase derreteu.

Sirva bem quente.

Se gostar, pode acompanhar com arroz branco. E, importante! Não esqueça de servir um bom vinho!

Obs: se ama de paixão as azeitonas verdes e pretas, pode acrescentá-las ao creme (ou substituindo as alcaparras) cortadas em rodelas – mas em pouca quantidade.

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Bacalhau para um

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Está só em casa? Mora só, está temporariamente só… ou alguém que você esperava para jantar não vem mais?

Convivo diariamente com uma das duas primeiras hipóteses e às vezes, infelizmente, com a terceira. Porém, saber viver bem é aproveitar cada momento e, de preferência, dando a você mesmo(a) pequenos mimos que lhe deixem feliz! Comer bem é um deles e vou lhe mostrar aqui como pode ser fácil. Prepare um bonito prato, abra uma garrafa de um bom vinho e curta a sua noite! Aproveite a sua companhia!

Desde algumas receitas atrás dei um bom conselho: ter sempre no congelador aquele bacalhau que você comprou, dessalgou e deixou prontinho para consumo. Ou, se mora na Europa do Norte, pode ter bacalhau fresco à disposição.

 Bacalhau rápido para uma pessoa 

Corte pimentões vermelho e amarelo em tiras largas. Corte cebola em lascas grandes. Cozinhe 1 batata e corte-a em rodelas. Pique salsinha e cebolinha verde miudinhas e ainda 1 dente de alho pequeno.

Tome uma travessinha refratária e pincele-a com azeite. Coloque as postas de bacalhau ao fundo, depois as lascas de cebola e o alho picadinho. Salpique sal , pimenta do reino e ervas. Passe um fio de azeite. Coloque as batatas fatiadas e por cima, as fatias de pimentão. Torne a salpicar o sal, a pimenta e as ervas e outro fio de azeite.

Se gostar, pode acrescentar (junto com o pimentão) tomatinho cereja ou tomate italiano cortado em tiras e também azeitonas.

Leve ao forno pré-aquecido a 220 graus até perceber que os pimentões coraram.

Sirva quente ou frio.

Recomendo acompanhar com uma boa fatia de um pão bem especial. E não se esqueça do vinho…é indispensável!

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Sopa de feijão branco

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Nada como uma sopinha para esquentar o corpo em uma noite de chuva fria! O problema é que, na volta para casa fugindo da chuva, não compramos nada para o jantar. Estamos famintas e o estoque de legumes do supermercado já acabou. Bem, achei uma lata de feijão branco no armário. Na geladeira tem um restinho de linguicinha. Descobri também uma última cebola. Pois daqui a 10 minutos teremos uma sopa deliciosa!

Se acontecer a mesma coisa com você – chegar em casa com fome e achar que não tem nada para comer – não fique triste, tudo tem solução. Mantenha na despensa alimentos enlatados (milho, grão-de-bico, feijão branco, lentilha, tomate pelado) e na geladeira bacon e linguiça, que têm longo prazo de validade. Cebola e alho também duram bastante e – maior dica- tenha uma pequena horta em casa, nem que seja em um vasinho.

Sopa de feijão branco com linguiça

Vamos preparar a sopa logo:

Corte a cebola e frite-a no azeite ou na manteiga. À parte, afervente e linguicinha. Esquente água em um caneco. Junte a linguicinha – ou a linguiça picada em tronquinhos – à cebola e frite junto o sal com alho.

Acrescente o feijão branco – que já está cozido – e misture. Amasse um pouco do feijão com uma colher de pau, para engrossar o caldo que veio na lata. Despeje água fervente, a conta de formar o caldo de sopa ralo. Prove o tempero, salpique sal, se necessário e uma pitada de pimenta do reino. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar mais 5 minutos ou mais, para o caldo dar uma secada. Se tiver em casa ( temos sempre nos vasinhos que ficam na janela da cozinha) pique e jogue por cima um pouco de cebolinha verde. Está pronta!

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Galeto na cerveja

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Na minha cidade, Belo Horizonte, se você quiser comer um galeto, há duas opções: procura-se um restaurante de shopping (porém, há muitos anos não vejo galeto no menu) ou uma “televisão de cachorro” da padaria de bairro ( raramente tem e são, na verdade, frangos). Aqui nos supermercados europeus é fácil achar galetinhos tenros. Se em Minas há tantos avicultores, porque não vendem galetos? Não entendo…Bem, vou aproveitar que estou em Bruxelas e preparar um galetinho especial para o jantar!

Galeto na cerveja Kriek

A melhor forma de se temperar uma carne inteira é por imersão no tempero. Primeiro prepare o tempero. Vai precisar de vinagre branco e água em partes iguais – deve dar 1 xícara de chá, 2 colheres de sobremesa de azeite, 1 colherinha de café rasa de sal, 1 colher de sobremesa de ervas (salsinha e cebolinha), 1 dente de alho e 1 cebola pequena. Pique tudo miudinho e misture. Passe o galeto na água fervente e retire a pele, se houver. Fure-o todo com um grafo e coloque-o dentro de um saco plástico grosso. Despeje o tempero de modo a envolver toda a carne. Feche o saco bem apertado e ponha-o na geladeira marinando por cerca de 1 a 2 horas.

Corte 2 cebolas roxas em 8 partes cada (pode ser cebolinhas baby) e escolha batatinhas baby pequeninas. Se não tiver, corte batatas pequenas em cubos, mas sempre deixe-as com a casca.

Experimentei fazer esta receita com a famosa cerveja belga feita com cereja , que tem o nome de Kriek e é rosada. Foi um acerto e tanto! Se não tiver, faça com cerveja preta ou a comum mesmo.

Tome uma assadeira alta e coloque o galeto ao centro, as cebolas e batatas em volta e regue com uma garrafinha de cerveja ( 300 ml.). Coloque para assar no forno pré-aquecido a 200 graus. Quando o frango corar, retire a assadeira e vire-o. Volte ao forno e deixe corar do outro lado. Se o caldo secar, entorne água quente pelas bordas. Quando corar de novo, está pronto!

Se quiser apressar o cozimento e deixar o galeto ainda mais macio, cubra-o com laminado até ficar macio e depois retire-o para deixar o galeto corar.

Acompanhe com arroz, cuscuz ou um risotto simples.

Se estiver em Minas, faça uma farofa com manteiga, ovos e bijú de milho, hum… não há igual!

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Frango recheado rápido

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Diretamente de Bruxelas, nossa filial européia, vindo quentinho da cozinha da blogueira filha solteira:

Tem dias que, apesar de chegar em casa para jantar faminta e cansada, me bate uma vontade de inovar na cozinha! Porém, hoje não me preparei para fazer algo diferente e o supermercado já fechou. Além disso, tento manter a linha saudável nos dias de semana.

Abri a geladeira para ver o que tinha: um filé de peito de frango já cortado, tomates e queijo de cabra. Além disso, lentilha verde e cebola roxa.  O pezinho de manjericão que cultivo na cozinha sempre quebra meu galho! Então resolvi fazer um frango recheado, bem saudável e de preparo rápido!

O primeiro passo é temperar o peito de frango com 1/2  colher de café de sal com alho.

Em seguida, coloque a lentilha para cozinhar em água quente. Não precisa ser na pressão (é melhor que não seja), pois é preciso controlar o ponto do cozimento. A lentilha, quando passa do ponto, despedaça e não fica bonita. O tempo de cozimento depende do tipo de grão, mas geralmente é em torno de 20 minutos depois que a água já está quente. Para uma pessoa, 1/2 xícara de chá basta. Quando a lentilha estiver ao dente, escorra e reserve.

Corte 1/2 cebola roxa em fatias bem finas e reserve.

Depois de 20 minutos que temperou o frango, prepare-se para rechea-lo. Para cada filé de peito, separe 2 pequenas fatias de queijo de cabra e corte 1/4 de tomate em tiras finas . Lave algumas folhinhas de manjericão.  Separe uma colher de chá de bacon, já cortado em cubinhos. Comece recheando com o bacon, pois em contato com o frango vai dar um gostinho especial. Coloque os outros ingredientes bem no meio do filé: o queijo, depois o tomate e por cima, o manjericão. Feche dobrando as duas abas laterais em direção ao centro, usando palitos de madeira para fechar bem, inclusive as laterais.  Use folhas de manjericão para fechar as aberturas laterais.

Esquente o azeite em uma frigideira e coloque a trouxinha de frango para corar de todos os lados, ajustando a posição dos palitos quando necessário. Sele primeiro as partes mais largas e, quando a carne já estiver mais firme, as laterais abertas. Quando já estiver bem coradinho, despeje um pouco de água quente, derramando devagar pela lateral da frigideira e nunca sobre a carne. Tampe parcialmente a frigideira e deixe a trouxinha amaciar por alguns minutos.

Em uma panelinha à parte, refogue a cebola no azeite e depois acrescente as lentilhas, temperando com sal e pimenta a gosto.

Para a montagem do prato, faça uma ‘cama’ com as lentilhas e, por cima, disponha a trouxinha de frango, inteira ou cortada ao meio – como preferir.

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Purê de 3 batatas e a história da batata

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Batata para todos

Batata é uma unanimidade – hoje é o quarto alimento mais consumido no mundo. Originária dos Andes sul-americanos, foi levada à Europa pelos colonizadores espanhóis. Porém, você pode imaginar que a batata já foi tida como alimento impróprio e impuro? Só porque crescia debaixo da terra, os europeus achavam que só servia para ser dada aos porcos! Sabe como se tornou popular? Vou contar a história:

Na segunda metade do século 18, os pobres passavam fome na França enquanto os nobres viviam no maior luxo. Reza a lenda que nos idos dos anos 1770 o rei Luiz XV ficou sabendo que uma horda de famintos planejava invadir o Palácio de Versailles. Junto com seus ministros e assessores, decidiu dar um grande banquete nos jardins do palácio a fim de aplacar a ira dos famigerados. Marcou a data. A notícia se espalhou. Os cozinheiros vieram dizer que, diante da multidão que era esperada, não haveria trigo suficiente para fazer pães.

Antoine Parmentier, chef da cozinha do palácio e também agrônomo, há algum tempo defendia veementemente o uso da batata como alimento próprio ao consumo humano, mas ninguém lhe dava ouvidos. Surgia a oportunidade de vencer as resistências. Como tinha uma padaria-escola, ensinou aos cozinheiros do palácio a fazer pães e outras receitas com batata. No dia do grande banquete as pessoas se fartaram de comer e elogiaram os quitutes. Um detalhe: só contaram que o ingrediente básico das receitas havia sido a batata no dia seguinte da festa, quando a multidão já enchera a barriga de batata sem saber o que comia! Daí Parmentier obteve a permissão do rei para ensinar o cultivo da batata aos agricultores.

Nas muitas guerras que se seguiram à esta época foi a batata que salvou a população europeia da fome.

Quem me contou esta história, quando eu tinha doze anos, foi Mère Colombier, freira francesa de nascimento e minha professora de história no colégio.

Hoje vou passar a receita de um purê delicioso que se faz com três tipos de batata: a batata inglesa, a batata doce e a batata baroa, também conhecida por mandioquinha.

Purê de três batatas

Considere que a quantidade de batata inglesa deve ser igual à das outras duas batatas juntas. A receita é a mesma do purê de batata: cozinhe as batatas sem pele na água com sal até ficarem bem macias. Esprema ou amasse. Misture as três massas.

 

Em uma panela, esquente manteiga (1 colher de sobremesa rasa para cada batata), doure o sal com alho e a cebola triturada ou ralada ( ¼ de cebola pequena para cada batata). Acrescente a massa das batatas e misture bem com uma colher de pau.  Vá juntando leite quente aos poucos e mexendo até formar um mingau grosso e homogêneo. Continue mexendo em círculo até que o purê comece a pular e a desgrudar das laterais da panela.

Dica: se não for servir na hora que terminar de fazer, deixe o purê um pouco mais mole, pois ao esfriar ele endurece. Se na hora de servir o purê estiver duro, junte mais leite quente e volte a mexer até ficar no ponto outra vez.

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A famosa caipirinha

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A caipirinha é uma embaixadora especial do nosso país, pois leva a alegria de viver do brasileiro para todos os cantos do mundo. Está entre os 10 coquetéis mais conhecidos e entre os 5 mais consumidos no mundo!

Como todo brasileiro sabe, este tradicional coquetel tem como base o destilado de cana-de-açúcar que, praticamente, nasceu junto como Brasil: a cachaça. Os outros ingredientes são o açúcar de cana e aquele limão pequeno e bem verdinho – o limão tahiti.

A cachaça artesanal de Minas Gerais é considerada a melhor do país (e do mundo) e a região produtora mais famosa é a de Salinas.

Caipirinha – aqui vai a receita original:

Os ingredientes: 1 limão tahiti, 1 dose ( 50 ml) de cachaça artesanal branca e cristalina, 2 colheres de chá de açúcar cristal branco, 1/2 copo de cubos de gelo. Vai precisar de uma faca, um pilãozinho de madeira e uma coqueteleira.

Como fazer: corte o limão em 8 partes. Coloque metade no pilão com 1 colher do açúcar. Esprema bem. Complete com o restante do limão e do açúcar e torne a espremer. Transfira a mistura para a coqueteleira, junte a cachaça e os cubos de gelo. Mexa. Coloque a mistura em um copo de boca larga. Acrescente mais gelo, se o dia estiver muito quente!

No Brasil, toda vez que comemos feijoada servimos antes a caipirinha. Também vai bem com carne de porco, feijão tropeiro e bolinhos típicos. Veja aqui algumas sugestões de receitas genuinamente brasileiras. Clique para ver a receita e imprimi-la:

Feijoada brasileira

Lombo de porco à mineira

Lombinho flambado na cachaça

Carne de panela das antigas

Picadinho de filé

Iscas de frango com gergelim 

Camarão na moranga

Arroz com suã

Feijão tropeiro

Caldo de feijão 

Mexido

Bolinho de arroz

Bolinho de bacalhau

Bolinho de boteco

Bolinho de mandioca

 

 

 

Pesto de azeitonas pretas para saladas

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Varie do pesto de ervas – como o de manjericão – e sirva sua salada com este pesto de azeitonas, muito fácil de se fazer, delicioso e de bonito efeito.

Como se sabe, a azeitona preta é a fruta que fica no pé até amadurecer completamente, ao contrário da verde, colhida desta cor. Assim, naturalmente é mais adocicada, desde que muito bem curtida. As mais comercializadas no Brasil são as que vêm da Califórnia e do Chile. Há também as pretinhas miúdas portuguesas, muito saborosas. Para esta receita, eu prefiro a Azapa chilena, por ser mais carnuda.

Salada de tomate maçã com pesto de azeitonas pretas.

Prepare o pesto com muitas horas de antecedência ou de véspera. Retire o caroço das azeitonas pretas e passe-as no processador. Misture a pasta com azeite virgem de boa qualidade e deixe curtindo na geladeira.

Para a salada da foto, corte os tomates tipo maçã em fatias finas e regue-os fartamente com o pesto, um pouco antes de servir.

Desfiado de lombo com frutas secas

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Sabe quando sobra aquele lombo de porco ( clique aqui para ver a receita) que você fez na panela com todo o carinho? Pois não vá desprezá-lo e deixá-lo largado no fundo da geladeira. Transforme-o em um tira-gosto para comer com pão de queijo ou pão árabe delicioso! Uma dica importante: não jogue fora aquele caldo com borra que sobrou do cozimento da carne no fundo da panela. É com ele que você vai começar esta receita.

Desfiado de lombo com maçãs, ameixas e passas

Desfie a carne de lombo de porco. Pique ameixas secas e separe passas brancas e pretas, em uma proporção que, juntas, não passem de 1/5 da quantidade de carne. Prepare a receita de maçãs caramelizadas, na proporção, pronta, de 1/3 da quantidade de lombo.

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Veja como está a borra da carne: primeiro, enquanto fria, retire o excesso de gordura. Leve-a ao fogo, pingue água quente e raspe o fundo da panela para formar um caldo espesso. Retire as folhas de louro, pedacinhos de alho e cebola, se houverem, de modo a deixar o caldo limpo. Se precisar, coe. Assim que o caldo ferver, junte o lombo desfiado. Misture bem para incorporar todo o caldo. Retire da panela e deixe esfriar.

Coloque as passas para macerarem em um pouco de vinho. Depois que incharem, escorra o excesso de bebida e junte-as ao lombo com os pedacinhos de ameixa preta. Pode colocar também damasco picadinho. Ao final, quando for servir, junte as maçãs caramelizadas e misture-as com cuidado.

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Maçãs caramelizadas

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Para quem gosta de um pernil ou um peru assado, um lombo de porco e outras carnes deste tipo, experimente fazer este acompanhamento com maçãs, de preparo simples, paladar sofisticado e belo visual. Pode ser feito com maçã ácida (verde) , mas eu prefiro prepará-lo com aquelas maçãzinhas pequenas e doces, como as que vêm do sul do Brasil.

Maçãs caramelizadas

Para 5 maçãs, separe 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1 a 2 pauzinhos de canela e 3 cravos da índia. Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Borrife-as com água e limão para não escurecerem enquanto prepara a calda de açúcar queimado.

Coloque 1 litro de água para ferver. Deite o açúcar em uma outra panela aquecida e mexa com uma colher de pau até ficar da cor de mel. Despeje 1/4 da água fervente – com cautela e aos poucos para não se queimar. Abaixe o fogo e mexa até formar uma calda. Junte o cravo e a canela. Acrescente as maçãs picadas e deixe que cozinhem até ficarem translúcidas e douradas. À medida que a calda for secando, vá colocando mais água, sempre quente, aos poucos.

Cuidado para que as maçãs não cozinhem demais, para não virarem uma papa. Se quiser que fiquem mais doces e brilhantes, coloque um pouco de mel ao final do cozimento.

Para acompanhar carnes, sirva quente.

É também uma compota de fruta muito gostosa que dura dias na geladeira. Ótima para passar no pão ou no bolo. Experimente servi-la quente com sorvete, é delicioso!

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Aperitivo de linguicinha com cidra

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A comida de bar ou, como se diz em Minas, a comida de buteco, prima por ser aquele aperitivo ideal para petiscar enquanto se toma uma bebida gelada, como uma cerveja artesanal mineira, uma caipirinha caprichada ou até mesmo um whisky. Pois este aperitivo, ligeiramente adocicado,  vai perfeitamente bem com qualquer destas bebidas. Se seus amigos chegarem na sua casa de repente e cada um pedir uma bebida diferente, nem pense duas vezes, dê uma fugidinha ali na cozinha, prepare a linguicinha com cidra e surpreenda a todos com este tira-gosto delicioso. 

Para não ser pego de surpresa, tenha sempre em casa um pacote de 500 gr. de linguicinha e uma garrafa de cidra.

Tome uma panela e deite ao fundo um fio de óleo. Deixe esquentar e passe rapidamente a linguiça, em bolinhas ou cortada em tronquinhos de 1,5 cm. de largura. Acrescente a cidra e espere que o álcool evapore. Abaixe o fogo. Mexa de vez em quando e espere até que a calda seque. Está pronto! Sirva acompanhada de torradinhas amanteigadas.

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Saladas para acompanhar churrasco

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Não só para acompanhar carnes feitas na brasa ou carnes frias – em que vem a ser uma excelente combinação – como também para uma salada mais picante para variar o seu dia-a-dia, veja como fazer estas saladas que têm como destaque a cebola marinada. Primeiro veja como preparar cebola marinada.  Prepare o vinagrete. Para cada cebola grande a medida é:  uma colher de sobremesa de azeite, uma colher de chá de vinagre, uma colher de café de suco de limão, uma pitadinha de sal, 1/2 dente de alho inteiro, 1 colher de café de ervas (salsinha e cebolinha). Pode ter um pouquinho de alecrim e de sálvia e também de pimenta tipo biquinho, malagueta ou dedo-de-moça, se gostar ( cuidado, pouquinha). Misture tudo e reserve. Pique ou fatie as cebolas descascadas como quiser. Coloque o vinagrete em uma tigela de vidro ( ou pote com tampa) e junte as cebolas. O vinagrete deve ficar acima do nível das cebolas. Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira de um dia para o outro. Três preparos:

1- Pique cebolas brancas e roxas e misture-as ao vinagrete. Capriche nas ervas, como, por exemplo, no alecrim. Deixe por, no mínimo, 24 horas na geladeira antes de servir. Opção: eu prefiro dar uma amaciada nas cebolas junto com o alho no azeite antes de misturá-las ao vinagrete. Neste caso, não coloque azeite nem mais alho no vinagrete. 2- Cozinhe feijão branco ou favas até os bagos ficarem ao dente (cozidos mas bem firmes). Misture com o vinagrete, feito com azeite, vinagre, sal, alho, salsinha e cebolinha. Fica interessante se feito com coentro no lugar da salsinha. Nesta receita, pique miudinho a cebola roxa e junte azeitonas verdes picadas ao final. 3 – Faça o vinagrete com cebolinhas baby. Depois de pronto e curtido, já na hora de servir, misture-o com tomates cereja cortados e azeitonas pretas. Ideal para servir com carnes frias, tipo lagarto. 

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Caldo de frango com arroz e legumes

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De volta das compras em Bruxelas! Adquiri vários livros excelentes de receitas e alguns apetrechos para cozinhar. Aqui tem lojas incríveis de artigos lindos e práticos para mesa e cozinha. Facilmente a  gente se distrai e passa horas em cada loja!

Nada melhor do que uma sopa bem quentinha quando se chega da rua tiritando de frio, apesar das várias camadas de roupa debaixo de um casaco pesado, botas, cachecol, tapa orelha e gorro de pele. Para ter mais consistência e matar a fome, decidi fazer um caldo encorpado com frango, arroz e aquele aspargos peruano maravilhoso que sobrou de ontem. Vamos lá, coragem, uma sopa assim dá pouco trabalho e é de rápido preparo. Pelo menos não preciso enfrentar este frio abaixo de zero grau para comer na rua.

Caldo de frango com arroz e aspargos

Saudade da canja de galinha de casa! Dá para fazer algo parecido com o que compramos no supermercado da esquina e já temos aqui no flat. Basta uma panelinha e uma trempe de fogão. Siga a receita se quiser, como nós, comer uma deliciosa sopinha.

Separe, para 2 pessoas, cerca de 200 gr. de peito de frango desossado, 1 xícara de chá de arroz, 4 talos de aspargos, 1 tomate, 1/2 cebola, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de café de molho inglês, 1/2 xícara de café de vinho branco, 2 colheres de azeite (ou manteiga), 1 colher de sopa de pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino) ou então 1 colher de sopa de molho de tomates, ervas aromáticas ou salsinha e cebolinha picadinhas.

Corte o frango em cubinhos. Prepare o tempero misturando o vinho branco, o sal com alho e o molho inglês. Coloque o frango neste molho e deixe, ao menos, por quinze minutos. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Escorra bem o frango e frite-o no azeite ou na manteiga até mudar de cor e corar. Acrescente a cebola, deixe dourar e depois junte o tomate e os aspargos. Misture e junte o arroz cru. Despeje a água fervente até tapar tudo e ainda sobrar 2 dedos. Misture o pesto ou o molho de tomate e as ervas. Prove o tempero.

Deixe cozinhar no fogo baixo até verificar que tudo está macio. Se precisar, vá acrescentando água, sempre quente, até o completo cozimento.

Ficou delicioso, só senti falta de não ter posto meia cenoura picadinha. Daria mais cor e mais sabor. Experimente!

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Provincia di Salerno 2

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Hoje vou mostrar – e fazer inveja a vocês – os pratos deliciosos do buffet de aniversário de Remo Peluso, proprietário e chef do conhecido restaurante Provincia di Salerno. Neste dia especial, o chef Peluso prepara receitas tradicionais de sua família, bem diferentes do cardápio do restaurante, algumas destas muito requisitadas nos banquetes de festas que o restaurante prepara sob encomenda.

O restaurante, cujo cardápio* é inspirado na típica cozinha da região do Ciliento, onde estão Sicili e Pisciotta, terras de origem da família Peluso, tem um variado e convidativo menu à la carte. Porém, no dia da festa, é impossível servir a mais de cem pessoas ao mesmo tempo! Diga-se, é uma festa para os nossos olhos e paladar apreciar a beleza e a delícia do buffet, ornamentado com frutas, legumes e flores. Vejam as fotos, cada uma tem sua própria legenda. Clique na foto para ampliá-la.

 

Buffet de frios, saladas e tortas

 

Buffet de pratos quentes

 

Algumas das sobremesas

Faltaram as tortas de chocolate e de nozes. Distrai-me conversando e, quando vi, já haviam comido a metade! Depois consigo as receitas e vamos fazê-las para vocês!

 

O cardápio especial da festa:

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* Quer conhecer o cardápio do restaurante Provincia di Salerno? Clique aqui.

Farofa de banana

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Tem hora que um picadinho de carne, um churrasco, um franguinho ensopado ou assado ou até mesmo um peixe frito pede uma farofa como acompanhamento. Esta farofa de banana da terra é deliciosa, fácil e rápida de fazer e trata-se de uma excelente opção. Você pode fazê-la com outros tipos de banana, com abacaxi e também usar farinha de bijú de milho ao invés de farinha de mandioca. Pode também incrementá-la com cebola ralada, azeitonas verdes, salsinha e cebolinha. Porém, prefiro mesmo é a que segue a receita.

Farofa de banana da terra

Calcule, para cada 2 pessoas: 1 banana bem madura, 2 colheres de sopa de manteiga, 1/2 colher de café de sal com alho e 1 xícara de café mal cheia de farinha de mandioca.

Você vai precisar de 2 frigideiras – sem preguiça de lavá-las depois. Corte a banana e frite-a em uma frigideira, com 1 colher de manteiga, até que fique dourada. Enquanto a banana frita, na outra frigideira torre ligeiramente a farinha. Assim que ficar bege, afaste a farinha para as beiradas e coloque no meio da frigideira 1 colher de manteiga e o sal com alho, misturando estes dois. Em seguida, misture com toda a farinha, no fogo baixo, usando uma colher de pau. Assim que a mistura estiver homogênea, junte a banana frita e misture cuidadosamente.

Se for fazer a farofa com mais ingredientes, frite a cebola na manteiga e depois acrescente os verdes. Por último, acrescente a banana. Sirva quente.

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O Tucunaré de Marabá

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A blogueira filha me ligou do mercado de Marabá dizendo que iria trazer um tucunaré de avião! Marabá, é uma cidade no estado do Pará, situada na confluência de dois dos grandes rios da Amazônia, o Tocantins e o Itacaiunase e é famosa pela sua culinária. Pensei: ai meu deus, deve ser um daqueles peixes enormes da Amazônia! Nem vai caber no meu freezer (que é pequeno). Ainda bem que, esta semana, ela chegou com um peixe pequeno, um filhote! Trouxe também um maço de jambú, a tal folha que anestesia a língua.

Esperamos a outra filha, a casada, vir à nossa casa no final de semana, para prepararmos o peixe para o almoço de domingo. No sábado, temperei o peixe com sal e limão e o deixei na salmoura, amarrado dentro de um plástico, deixando-o passar a noite na geladeira. Quando for temperar um peixe, coloque em um pratinho sal e suco de limão, na proporção de 1 limão tahiti para cada colher de chá de sal. Misture e vá passando a mão nesta mistura e no peixe, espalhando o tempero por igual, em uma fina camada. No caso de peixe inteiro, passe o tempero por fora e por dentro.

Lá pelo meio-dia, fomos as três para a cozinha. O que fazer? Nunca havíamos preparado um tucunaré! Poderia ser feito na grelha, mas aqui em casa só tem a da churrasqueira e não tenho costume de fazer peixe assim. Em panela, não cabia! Pois então, vai para o forno! Forramos uma assadeira com papel alumínio e colocamos o peixe. Achamos que ficaria sem graça. A filha viajante, que havia comido tucunaré em Marabá contou-nos que o haviam servido recheado com farofa de camarão defumado, mas não tínhamos camarão deste jeito em casa. Bem, pensamos em aproveitar a barriga do peixe aberta para colocar algo dentro dele. Não sabíamos se o peixe teria ou não a carne seca, então decidimos colocar cebolas como recheio, pois amaciam e ajudam a cozinhar. Cortamos cebolas baby em quatro e colocamos o que coube dentro do peixe. Pré aquecemos o forno a 200 graus e colocarmos o peixe para assar. Sem papel alumínio por cima, pois queríamos a pele tostada.

Tinha ainda o jambú. A filha caçula havia comido o peixe em Marabá com arroz de jambú. Olhei para as folhinhas e achei que poderia dar certo fazer igual arroz de brócolis. Lavamos as folhinhas e as coloquei com um pouquinho de água no fogo baixo. Assim que a água secou, apaguei o fogo e tampei a panela. Abafando folhas elas ficam macias e conservam o verde. Bati metade da quantidade de folhas no liquidificador com um pouco de água. Fui fazer o arroz e na primeira água já coloquei uma quantidade de folha batida suficiente para colorir o arroz. Quando o dito cujo estava quase pronto, misturei algumas folhas, para ficar bonito. Com parcimônia, pois se exagerasse na quantidade de jambú sabia que ficaríamos com a língua adormecida.

E a farofa? Tivemos a ideia de fazer uma farofa de bananas. A banana da terra é perfeita para farofa mas aqui em Belo Horizonte só é achada no Mercado Central. Não dava tempo de ir buscar! Decidimos fazer a farofa com banana prata mesmo e escolhemos as madurinhas. Para 3 bananas, torrei 1 xícara de chá de farinha de mandioca e quando começou a ficar rosada, acrescentei 2 colheres de sobremesa de manteiga, uma colherinha de café de sal e misturei. Apaguei o fogo. Cortei a banana em rodelas. Em uma frigideira, fritei-as com 2 colheres de manteiga e no final, para dourá-las, polvilhei açúcar. Então juntei a farinha. Joguei por cima 1 colher de chá de salsinha picadinha. Misturei com cuidado para não partir as rodelas de banana. E o peixe?

Quarenta minutos de forno, o tempo certo de preparar o arroz e a farofa e eis que o peixe estava bem macio e com a pele tostadinha, perfeito! Servimos o tucunaré recheado com a farofa de banana, o arroz de jambú enformado, as cebolas ao lado e enfeitamos com tomatinhos. Ficou simplesmente delicioso! A família aplaudiu!

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Salada morna como entrada

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Para variar da linha de 20 saladas lights, das saladas consagradas internacionalmente e de outras que inventamos e todas já publicadas, criamos agora esta composição de legumes de visual bonito e paladar apurado.

Veja se tem em casa: beringela, tomatinho cereja, brócolis, cenoura, abobrinha e alho poró. Para temperar: azeite, sal, alho e alecrim.

As beringelinhas que encontrei no mercado são deliciosas e também se prestam perfeitamente para servir como aperitivo. Corte-as ao meio e coloque-as numa travessa refratária. Salpique alho picado, alecrim ( e/ ou outras ervas) e sal, regue com azeite. Leve ao forno até ver que as beringelas coraram e começam a encolher.

Faça o mesmo procedimento com os tomatinhos, mas separadamente, pois este ficam muito menos tempo no forno.

Enquanto estes dois preparos estiverem assando, cuide do brócolis: coloque os buquês em uma panela com o fundo coberto com água ( cerca de 1cm.). Tampe a panela. Assim que a água ferver, desligue e deixe os brócolis dentro da panela bem tampada por 5 minutos ou até que fiquem macios. Se quiser que fiquem mais gostosos, esquente um tico de azeite com bacon em uma frigideira, torre um pouquinho de sal com alho e salteie os buquês de brócolis já amaciados.

Rale a cenoura e a abobrinha no ralo grosso, em partes iguais. Pique em rodelas o talo de alho poró, na mesma proporção. Esquente um pouquinho de azeite na frigideira, coloque uma pontinha de colher de sal com alho, misture. Passe os legumes: primeiro o alho poró até murchar e querer começar a fritar, em seguida a cenoura, a conta de amolecer e então junte a abobrinha, misture, dê uma revirada e desligue.

Disponha os legumes em uma travessa e leve-os à mesa ainda quentes.

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Pão de queijo de Minas para o mundo

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Aprendi a fazer pão de queijo um pouco antes de ir morar fora do país, no intuito de levar um pouquinho de Minas comigo. Por lá, logo encontrei uma lojinha com produtos brasileiros onde eu achava o polvilho doce. Para o queijo, na falta do mineiro, adotei o queijo holandês tipo Gouda, que acrescentou um sabor maravilhoso ao nosso pão de queijo – que tornou-se um “mineirolandês”. 

Em pouco tempo, o pão de queijo que eu fazia tornou-se conhecido por todos os meus amigos e ainda pelos amigos dos amigos. A notícia correu sobre os “cheese balls” – como eram chamados, diante da incapacidade gringa de pronunciar o “ão” e o “eijo”. Comecei então a preparar e levar para todas as festas e piqueniques para os quais era convidada. Quando não os levava, era a maior decepção! 

Passo aqui a receita do pão de queijo mineiro, o tradicional, feito com o legítimo queijo minas. Para quem não mora em Minas Gerais, pode-se substituir parte do queijo, ou todo ele, por queijo parmesão, porém em menores quantidades, pois este tem sabor muito mais forte. 

A receita é fácil de memorizar: para 600 gr de polvilho doce, 300 ml de leite, 150 ml de óleo (metade da metade da metade). Além disso, 500 gr de queijo minas padrão ou 400 gr de parmesão, 3 ou 4 ovos, a depender do tamanho, e uma colher de sopa rasa de sal. 

Coloque o leite e o óleo em uma leiteira no fogo e deixe até ferver. Enquanto ferve, passe o queijo no ralo grosso e reserve. Misture o polvilho e o sal em uma bacia grande. Quando o leite levantar fervura, desligue. Despeje a mistura líquida ainda quente na mistura seca de polvilho, o que chamamos de “escaldar a massa”.  

Comece a misturar com uma colher de pau e, logo que a temperatura permitir, amasse com as mãos. Cozinheira de verdade não sente a mão queimar, mas se você é iniciante, muito cuidado! Quando esta massa estiver quase uniforme, acrescente o queijo ralado. Se estiver geladinho, vai ser um alívio para as mãos! Por último, acrescente os ovos, um a um e vá amassando. A quantidade de ovos vai depender do tamanho deles, por isso verifique o ponto. A massa deve estar homogênea e úmida, mas ainda bem sólida. É importante amassar bem com os dedos, mergulhando a mão aberta na massa e apertando como se tivesse apertando uma bola nas mãos. 

Se você tiver tempo e paciência, deixe a bacia com a mistura na geladeira descansando por cerca de duas horas (ou mais) para que fique mais fácil de enrolar. Depois faça as bolinhas do tamanho que desejar, pequenas para lanche ou grandes para sanduíches. Usando como medida uma colher de sopa cheia, a receita rende cerca de 50 pães de queijo pequenos.

Chegou a hora de assá-los. Disponha as bolinhas na assadeira, com o espaço de, no mínimo, 2 cm entre elas, pois irão crescer. Asse-os por cerca de 20 minutos, ou até que fiquem dourados, em forno pré-aquecido a 180 graus. 

Para congelar, disponha-os na assadeira com um espacinho entre eles e deixe-os no congelador até que endureçam. Depois que estiverem durinhos, pode colocá-los em sacos plásticos. Eu gosto de separar em porções de 10 ou 12, assim já fica um saco para cada lanche. Na hora de assar, deixe fora do congelador por 15 a 20 minutos enquanto o forno pré-aquece e então asse normalmente. Nada melhor do que ter pão de queijo caseiro sempre à mão para receber aquela visita de última hora!

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MB* – A praticidade de uma carne fria

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Vira e mexe sai assunto de comida em qualquer lugar onde vamos, não é? Ainda mais comigo, que curto tanto este assunto de gastronomia que, quase diariamente, cozinho, fotografo e escrevo as receitas para este blog. Pois foi justamente falando de comida prática e fácil de fazer que uma colega de academia me passou esta receita de lagarto. Fiz no dia seguinte, amei e agora passo para vocês.

Basta ter um pedaço de lagarto, uma cenoura e um pedaço de bacon, uma lata de tomate italiano e uma latinha de cerveja preta. E sal. Só isto!

Faça furos na carne com uma faca de ponta fina. Corte a cenoura e o bacon em talos largos e enfie-os para dentro da carne. Passe uma fina camada de sal pela carne toda.

Pegue uma panela de pressão e coloque a carne. Despeje o conteúdo da latinha de tomate italiano e a cerveja preta. Tampe a panela e deixe-a no fogão por 45 minutos a 1 hora, dependendo do tamanho da carne. Tire a pressão com cuidado e verifique, com um garfão, se a carne está macia. Se não estiver, deixe terminar de cozinhar fora da pressão, no fogo baixo.

Retire a carne da panela e fatie-a. Tanto pode servir quente com o próprio molho do cozimento quanto pode guardá-la na geladeira para servir fria e como recheio de sanduíche.

* MB – Marmita Business é a nossa sigla para comidas práticas que você faz com antecedência para preparar sua refeição que será levada ao trabalho.

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Tilápia com crosta de macadâmia

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A tilápia é um peixe de criatório que tem um preço bom e, bem feita, pode se tornar um prato bem gostoso. Já pensou em servir um prato sofisticado com tilápia? Vai fazer bonito gastando pouco!

Tilápia com crosta de macadâmia

Escolha de 6 a 8 peixes (dá para 4 a 6 pessoas) grandes e firmes, bem rosados. Vai usar sal, 1 limão, azeite, 50 gr. de macadâmia, 1 ovo e 2 torradas. Separe dois pirex para assar o peixe.

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Lave e tempere os peixes com sal e limão. Deixe-os por 15 minutos a meia hora no tempero. Pré-aqueça o forno a 220 graus. Disponha-os no pirex untado com pouco azeite e leve ao forno para assar. Verifique se está assado espetando um garfo. Se começar a dar água, aumente a temperatura do forno para 250 graus.

Passe no processador 1 xícara de café cheia de macadâmia. Rale 2 torradas de pão de forma e misture.

Quebre um ovo e misture a clara com a gema. Pincele os peixes assados e passe-os na farinha de macadâmia e pão. Ponha-os no pirex e volte ao forno para dourar a crosta.

Como acompanhamento, sugerimos fazer o arroz 7 grãos e servir com cenourinhas baby cozidas e passadas no azeite.

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Bolinho de boteco

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O boteco é uma instituição mineira. Como mineiro não tem praia, a gente se encontra no boteco da esquina (boteco é um bar pequeno, mas tão pequeno, que as mesas e cadeiras ficam na calçada) ou vai até um bar mais adiante para encontrar os amigos. No boteco, a gente bebe cerveja ou caipirinha e não come, petisca. Pra começar sua cozinha é minúscula, tem de fazer comidinhas rápidas e práticas. Se comer um prato cheio, junto com bebida, “empanzina” como diz o mineiro do interior, dá logo sono e se quer ir pra casa. Então se pede um torresminho aqui, uma linguicinha, ali. Logo mais se pede um pastel e um bolinho. E vai-se tarde e noite afora jogando conversa fora…

Esta receita é a típica de comida de bar ou buteco, como diz o mineiro:

Bolinho de mandioca com carne

Escolha uma mandioca da massa amarela, pois são as melhores. Descasque e cozinhe até ficar desmanchando de macia. Amasse um tanto que dê para completar 2 xícaras de chá cheias. Veja os outros ingredientes para o bolinho: 1 ovo, ½ xícara de chá de cheiro verde (salsinha e cebolinha) picadinho, a mesma quantidade de cebola batidinha, 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 1 colherinha de café de sal com alho e o mesmo tanto de fermento em pó. Misture tudo para fazer a massa do bolinho. Prove se está bom de tempero. Uma pimentinha é bom.

O recheio tradicional é carne seca ou carne cozida de panela. Desfie a carne bem miudinho.

Para cada bolinho, coloque na palma da mão 1 colher de sobremesa da massa e faça uma bolinha. Amasse-a e coloque no meio 1 colher de café do recheio. Feche com cuidado para não sobrar recheio para fora e dê a forma que vê na foto.

Para fritar, coloque óleo até a metade de uma panela funda. Quando estiver quente, coloque o primeiro bolinho, se espumar é porque está no ponto. Pode colocar uma quantidade de bolinhos de modo a não encostar um no outro. Frite os bolinhos de um lado e depois de outro, sempre mexendo com um garfo. Assim que estiverem coradinhos, retire-os um a um com uma escumadeira e ponha para escorrer numa peneira. Daí passe para secar no papel absorvente.

Sirva quente, acompanhado de azeite ou de um bom molho de tomate, bem espesso e apimentado.

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Linguicinha ao vinho

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Este é um aperitivo delicioso, bom para acompanhar vinho. É bem fácil de fazer.

Compre a linguicinha especial para aperitivo. Lave e fure cada uma fazendo um pequeno corte com uma faquinha. Coloque-as no micro-ondas para assar por 5 minutos ( atenção: se você não furar a linguiça ela estoura!)

Veja como fazer o molho: misture 1 xícara de café de aceto balsâmico com a mesma quantidade de vinho tinto. Leve ao fogo baixo em uma panelinha. Deixe evaporar o álcool e então misture 1 colher de sobremesa de maisena, previamente diluída em um pouco de água. Cozinhe em fogo baixo por uns 2 minutos e junte a linguiça, cozinhando por mais 5 minutos. Sirva imediatamente, pois à medida que esfria o caldo pode engrossar.

Acompanhe com pão francês ou baguette, natural ou ligeiramente torrado.

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Quindim

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A receita desta delícia rara que leva o nome de quindim perde-se no tempo, de tão antiga – talvez tenha cerca de quinhentos anos. Em Portugal tem um doce quase igual que se chama brisa-de-Liz, só que é feito com amêndoa. No Brasil, é feito com côco, trazido originalmente das costas d’África como lastro nos navios negreiros; por aqui as palmeiras e coqueiros se esparramaram como se fossem nativas. Daí se conclui que o quindim é uma adaptação brasileira do doce português, certamente com origem no Brasil Colonial. Lembro-me de referências aos “quindins de iaiá” nos romances de Machado de Assis e outros de seu tempo.

A receita que aqui vai é a da minha família, que me foi passada pela minha tia, perita na arte do quindim e de tortas deliciosas – ainda pego estas receitas com ela!

Quindim

Você vai precisar usar 20 forminhas de alumínio de tamanho médio se quiser fazer o docinho tradicional. Outra opção é fazer o quindão, usando aquela forma de bolo que tem um furo no meio.

Separe: 1 ovo inteiro mais 6 gemas. Tire a pele das gemas uma a uma, beliscando-as e puxando a pele para cima, deixando escorrer o líquido entre os dedos. Passe as gemas em uma peneira fina.

Vai usar: 1 colher de sopa rasa de manteiga, 1 xícara de chá de açucar refinado e igual quantidade de côco ralado. Se não quiser tomar o trabalho de esquentar o côco no fogo, quebrá-lo, retirar a noz e ralar, compre côco ralado congelado. Não presta fazer quindim com côco ralado seco de pacote.

Tome a batedeira e misture o ovo com as gemas. Acrescente o açúcar, depois a manteiga e o côco ralado. Unte as forminhas com pouca manteiga e polvilhe-as com açúcar. Misture novamente o creme e encha as forminhas até ¾ da altura. Deixe descansando até verificar que o côco subiu.

Pré aqueça o forno a 180 graus. Esquente água em um caneco. Coloque as forminhas em um tabuleiro grande e alto e coloque-o na prateleira do forno. Preencha o tabuleiro com água até a altura da metade das forminhas, no máximo.

Vigie o cozimento para não deixar corar. Teste se já estão cozidos enfiando um palito – se sair limpo, está pronto!

Coloque na geladeira, desenforme e sirva frio.

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Canapé de alho poró com queijo brie

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Este canapé é ótimo para servir de entradinha acompanhando espumante, vinho ou whisky. A forminha ideal para o canapé é aquela de massa folhada que você compra pronta em pacotinhos – as da Arosa são excelentes. A receita a seguir é para 30 forminhas.

Você vai precisar de 1 talo de alho poró, 1 colher de sobremesa de azeite ou manteiga, 1 dente de alho pequeno socado com 1 colher de café de sal, 1 fatia de 100 gr. de queijo brie, ½ a 1 xícara de leite, 1 colher de sobremesa de farinha de trigo. Para a cobertura, 1 xícara de chá de queijo minas tipo canastra ralado.

Corte o queijo brie em lâminas finas. Em uma panelinha, torre a farinha de trigo, retire e guarde em uma xícara. Na mesma panela, no fogo fraco, despeje o leite e derreta o queijo. Junte a farinha e mexa até ferver. Acrescente mais leite, se necessário, até obter um creme bem liso da consistência de mingau. Reserve.

Em uma frigideira, doure o sal com alho na manteiga ou azeite e junte o alho poró. Mexa até que frite por igual. Junte o creme. Misture. Prove o tempero, pode acrescentar uma leve pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino. Verifique o ponto do creme: deve ter uma consistência média, fácil de colocar às colheradas nas forminhas.

Preencha as forminhas com a ajuda de uma colher de café, enchendo-as até ¾ do volume. Cubra com o queijo minas ralado.

Coloque as forminhas em um tabuleiro forrado com papel manteiga ou ligeiramente untado com óleo. Leve ao forno pré aquecido a 180 graus e asse até verificar que o queijo derreteu. Sirva quente.

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Batata – aperitivo ou salada MB

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Batata é sempre fácil de preparar e tem uma infinidade de receitas, inclusive você poderá inventá-las! Se, de repente, seus amigos chegarem na sua casa sem avisar e você quiser aprontar um aperitivo rapidinho, veja se tem batatas na despensa e corra à cozinha para preparar uma dessas receitas.

Batata com ervas

Tanto é ótima para acompanhar uma cerveja como para colocar na Marmita Business e levar para o trabalho junto com uma saladinha de folhas. Basta ter em casa ou comprar batatinhas baby ou batatas comuns, azeite e ervas.

Cozinhe as batatas com casca. As pequenininhas ( ou maiores cortadas em cubos) colocadas para cozinhar na pressão ficam prontas em 10 minutos. Pegue uma dessas embalagens de supermercado redondas com tampa ( veja foto) e coloque as batatas cortadas dentro. Regue com um pouco de azeite e as ervas que tiver: pode ser ervas secas tipo aromáticas ou salsinha e cebolinha, ou manjericão ou alecrim, picados miudinho – o que for do seu agrado. Salpique uma poeirinha de sal. Se quiser, acrescente pimenta do reino ou calabresa ( cuidado!) Se for fazer uma conserva para guardar na geladeira e servir até uma semana depois, pode acrescentar vinagre de vinho branco. Tampe a embalagem e balance bem até misturar tudo. Sirva fria.

Batata com cebola e ervas

Proceda da mesma forma da receita anterior para fazer a batata. Estando esta pronta, pique as cebolinhas em quatro e frite ou asse-as com pouco azeite e um tiquinho de sal. Depois junte-as às batatas.

Batata com linguiça calabresa e cebola

Neste aperitivo, excelente para acompanhar cerveja, chopp, caipirinha ou whisky, junte à receita anterior uma linguiça defumada tipo calabresa para incrementar. Para isto, corte a linguiça e coloque para aferventar em uma frigideira até a água secar. Junte um pouquinho de azeite e salteie ( frite de todos os lados por igual – sabe como? Levante a frigideira do fogo e faça repetidos movimentos para a frente em circular, de baixo para cima). Coloque a linguiça para escorrer a gordura em uma peneira e depois transfira para o papel toalha para ficar bem sequinha. Junte à batata e à cebola. Veja o prato pronto na foto do topo da página.

Ideal também para acompanhar churrasco.

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Strogonoff é russo?

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Diz a lenda que a receita deste tradicional prato de carne foi criada pelo cozinheiro do Conde Stragonoff ( isto mesmo, com a) nobre de importante família de São Petersburgo, na Rússia, ainda no final do século 19. A receita original russa é feita com cubos de carne envoltos em farinha de trigo, fritos na manteiga e dourados com cebola, temperado com mostarda e cozido com caldo de legumes, servido acompanhado de batatas. Na versão francesa, leva champignons e no Brasil, onde se tornou muito popular desde a década de 1960, tomou rumos diversos, existindo hoje versões de estrogonofe de frango e de camarões.

Na década de 1970, o bar e restaurante Chez Bastião, em Belo Horizonte, servia – e continuou servindo por mais de 30 anos – um estrogonofe de carne famoso, que era o carro-chefe da casa. Aos domingos, sempre almoçávamos lá e como, a vida inteira, eu tive mania de tentar copiar em casa o que comia de bom em restaurantes, fiz de tudo para conseguir a receita. Sempre foi um segredo guardado a sete chaves mas tanto fiz que consegui reproduzir este prato tão bem quanto o estrogonofe do tempo áureo do Chez. Aqui então vai a minha receita:

Estrogonofe de carne

Um filé de tamanho médio dá para fazer a receita para 8 pessoas. Para temperar: sal e alho, pimenta do reino, páprica e molho inglês. Vai usar 1 cebola grande ralada, 1 ½ xícara de chá de um bom molho de tomates, 1 colher de sopa de ketchup e 1 caixa de creme de leite.

Limpe e corte o filé, perpendicular ao fio da carne, em bifinhos de 1 cm. Deite os bifinhos e corte-o em tiras também de 1 cm. O corte certo é fundamental para a carne ficar macia. Veja aqui dica de como cortar um filé. Para cerca de 1,5 kg. de carne, prepare uma colher de sopa cheia de uma mistura de 3 dentes de alho e sal. Misture o sal com alho à carne, salpique um pouco de pimenta do reino e outro de páprica e deixe por meia hora.

Tome uma panela grande e larga, coloque no fogo forte e deite uma colher de sobremesa de óleo. Assim que o óleo estiver bem quente, vá colocando as tiras de filé aos poucos, sempre mexendo com uma colher de pau para que dourem por igual, sem dar água e sem agarrar na panela. Se começar a dar água, divida a quantidade de carne ao meio, doure uma parte, separe, doure a outra e volte com tudo para a panela ao final, mexendo até verificar que a carne está toda corada – de cor marrom – por igual.

Neste ponto, prepare-se para flambar a carne: à parte, esquente meia concha grande de vodka, whisky ou conhaque sobre a trempe do fogão até começar a evaporar. Incline a concha ligeiramente para que o líquido pegue fogo e verta-o rapidamente sobre a carne. Verá que sobe uma labareda de fogo de um palmo de altura – portanto tome cuidado para não ter nada perto para queimar – muito menos você. Deixe que o fogo se apague sozinho.

 

À parte, coloque água para ferver.

Acrescente a cebola ralada sobre o filé e doure-a, junto ao filé, até ficar marrom. Junte então todo o molho de tomate. Aconselho usar 1 lata do italiano – pomodori pelati – mas é indispensável passá-lo antes em uma peneira fina para tirar as sementes. Junte o ketchup ao molho antes de misturá-lo à carne. Misture bem. Despeja água quente aos poucos – pelas beiradas, sem lavar a carne! – até que o molho quase cubra a carne. Abaixe o fogo. Deixe ferver e prove o tempero. Acrescente 1 colher de café de molho inglês, sal, pimenta do reino e páprica a gosto. Prove – deve estar bem temperadinho. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por mais 15 a 20 minutos ou até a carne ficar bem macia. Por último, já quase na hora de servir, junte uma caixa de creme de leite, colocado previamente na geladeira para ficar mais consistente.

Se for colocar cogumelos, use os cogumelos-de-paris em conserva fatiados ou então, use os frescos, desde que já aferventados e cortados em fatias finas. Os cogumelos são colocados imediatamente antes do creme de leite.

Tradicionalmente, serve-se com arroz branco (para aproveitar melhor o molho) e batatas coradas. Gosto de usar as batatinhas baby: cozinho-as com a casca, depois despe-lo. Na hora de servir, douro-as na manteiga e acrescento ervas frescas- salsinha e cebolinha picadinhas ou então alecrim.

 

Nao vejo necessidade nenhuma de se colocar farinha de trigo (tem muita gente com mania de colocar farinha – glúten! – em tudo). Mas , se quiser, coloque 1 colher de sobremesa rasa de farinha de trigo já torrada junto com a cebola. Mas, atenção, o molho ficará espesso e sem brilho.

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Bolinho de espinafre

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Mineiro adora um bolinho. Para servi-los como aperitivo, acompanhando cerveja ou caipirinha, faça-os pequenos e em forma de bolinha. Como guarnição, combina com bife de lombo, carne de panela, frango e por aí vai. Para esta finalidade, pode também moldá-los maiores e alongados, como na foto. É muito fácil de fazer, veja a receita.

Bolinhos de espinafre

Vai usar um molho de espinafre, 1 ovo, 1 xícara de farinha de trigo, sal e alho. Para a fritura, usará 3 xícaras de óleo, que será reaproveitado. Vai precisar de 1 bacia pequena de cozinha, 1 batedor, 1 tábua, 1 panela média, 1 escumadeira, 1 peneira de metal e papel toalha.

Retire as folhas de espinafre dos galhinhos e lave-as. Coloque-as em uma panela e leve-as ao fogo com 2 colheres de sopa de água. Tampe a panela e espere que a água evapore, tendo cuidado para a água não secar completamente, pois não pode deixar as folhas escurecerem. Retire as folhas da panela e, sobre uma tábua, bata-as com um batedor até formarem uma pasta homogênea.

Em uma bacia ou travessa redonda, misture a farinha de trigo com o ovo, tempere com 2 dentes de alho amassados com 1 colherinha de café de sal. Junte o espinafre batido e misture bem. Acrescente 1 colher de café de fermento em pó.

Misture tudo e prove o sal. Faça os bolinhos com a medida de uma colher de sobremesa, se for fazer bolinhas para aperitivo ou 1 colher de sopa, se for preparar bolinhos alongados para guarnição. Coloque a colherada de massa na palma da mão e molde-os um a um. Dica: se tiver as mãos quentes e a massa começar a grudar, mantenha uma xícara com gelo a seu lado e vá passando-o nas mãos.

Esquente 3 xícaras de óleo em uma panela funda. Assim que o óleo estiver quente, teste com o primeiro bolinho. Se espumar é porque o ponto do óleo está certo. Coloque os bolinhos para fritar de modo que um não encoste no outro. Assim que corarem por baixo, vire-os. Quando corarem por igual retire-os com a escumadeira e coloque-os na peneira para escorrer. Em seguida, coloque-os sobre o papel toalha, com outra folha por cima até ficarem bem sequinhos.

Sirva-os bem quentinhos.

Para variar, coloque dentro de cada bolinho um quadrinho de queijo minas, fica delicioso!

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Abobrinha com carne

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Comentando os aspectos da vida diária com nossas amigas, verificamos que cresce a cada dia o número de pessoas que decidiu abandonar fast-food e procurar uma alimentação mais saudável. Muitas delas não têm facilidade para conseguir um restaurante para almoçar perto do trabalho com uma comida de boa qualidade e preço razoável. Acabam comendo uma comida pesada, feita com muito óleo barato, muito sal e conservantes – o que, definitivamente, faz muito mal à saúde. Basta ver a pele do rosto de quem come na rua todo dia, com constantes problemas de acne. Posto o problema, tivemos juntas a brilhante ideia de desenvolver uma linha de refeições leves, saudáveis, fáceis de fazer em casa na véspera- ou em um dia da semana escolhido para cozinhar – que resistam bem a alguns dias de geladeira e que fiquem perfeitas – como recém-feitas – quando voltam à temperatura natural ou são aquecidas em forninho elétrico ou micro-ondas. Um desafio! Mas topamos!  Como esta nova seção do blog Sal & Alho destina-se ao público executivo, escolhemos o sugestivo nome de Marmita Business ou MB

Vamos à nossa primeira receita MB, que como as demais que publicaremos, foi testada e aprovada.

Rolinho de abobrinha recheado com carne cozida

Esta receita é de inspiração italiana. Como todas as outras da linha Marmita Business, foi feita em um dia e comida no dia seguinte no almoço. Se você tiver um forninho ou micro-ondas em seu trabalho, pode esquentar que fica ótima. Testamos também comer os rolinhos frios. Aprovado das duas maneiras!

A carne cozida pode ser preparada em maior quantidade e guardada na geladeira por até 5 dias ou então deixada congelada para uso futuro. Para fazer de 3 a 4 porções de carne, compre 400 gr. de alcatra, patinho ou chã-de-dentro. Misture à parte o seguinte tempero: 1 colher de chá de sal com alho, 1/2 colher de café de molho inglês, 2 colheres de sopa de vinho tinto (ou água) e 1/2 cebola branca pequena. Passe este tempero na carne e deixe-a descansando por 1/2 hora. Para o cozimento da carne: esquente em um caneco 4 xícaras de chá de água. Coloque a carne no fundo de uma panela de pressão( veja como usar) com 1 colher de óleo. Frite bem, até mudar de cor e corar. Despeje então a água fervente e tampe a panela. Depois que começar a apitar conte 45 minutos. Espere a pressão acabar e a tampa cair. A carne deve estar bastante macia. Retire-a da panela. Sobre uma tábua, desfie-a em pedaços usando dois garfos.  A carne está pronta para várias receitas!

Para esta receita, considerando 4 rolinhos para 1 pessoa, separe para o recheio 1 xícara de chá cheia da carne cozida e desfiada. Junte 1 colher de sopa cheia de molho de tomate e 1 colher de café de ervas ( salsinha e cebolinha frescas picadinhas ou erva aromática desidratada). Misture e reserve para rechear as fatias de abobrinha.

Corte fatias finas da abobrinha de comprido, usando um cortador. A abobrinha permanece com casca e sementes. Coloque as fatias em uma panela, salpique um pouquinho de sal e abafe (tampe) por 1 a 2 minutos, só para amaciar e ficar mais fácil de enrolar.

Coloque uma colher de chá cheia do recheio dentro de cada fatia e enrole. Disponha os rolinhos em uma travessa refratária. Cubra com um pouco de molho de tomate e um fio de azeite e leve ao forno até ver que a abobrinha está cozida ( fica translúcida)

Se preferir fazer com berinjela, a receita é a mesma. Porém, não se esqueça que berinjela escurece depressa e depois não presta mais. Para que isto não aconteça, assim que cortar as fatias, mergulhe-as em água. Depois escorra e prossiga o preparo da receita.

Quer esta receita impressa? Já foi publicada anteriormente com o nome de Involtini de zucchini. Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Feijoada magra

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Como todos sabem, a feijoada é o prato típico brasileiro mais consumido nos estados do Sudeste. Presença indispensável no bufê dos restaurantes de comida a quilo nas sextas-feiras e servida no cardápio dos restaurantes tradicionais no sábado, é também inspiração e razão para muitos almoços e festas, tanto familiares como de comemorações sociais.

Até mesmo a nova geração saudável, que tem como credo uma dieta restrita em calorias, não deixa de escapulir, uma vez ou outra, e se esbaldar numa boa feijoada. É o caso de minha família, que durante a semana toda praticamente só se alimenta seguindo uma dieta light. Mas à feijoada da mamãe no domingo ninguém resiste. Só tem um detalhe: cedo estão na cozinha para conferir se estou mesmo tirando a gordura das carnes! Diz-se que á a gordura que dá sabor. Desafio! Experimente esta receita de feijoada – menos calórica é impossível de ser feita – e prove o seu delicioso sabor! Tem mais: é de fácil digestão e não dá aquele sono e sede habituais de quando se ingere comidas pesadas.

Para 6 pessoas pode-se calcular 60 gr. de feijão preto por pessoa x 6= total 360 gr. Escolhi apenas os ingredientes de nossa preferência: 400 gr. de lombo defumado, 300 gr. de costeleta defumada, 200 gr. de paio e 200 gr. de linguiça tipo calabresa. Para o preparo da feijoada vai precisar de 50 gr. de bacon, 1 colher de sobremesa de óleo, 1 colher de sobremesa rasa de sal com alho ( ou 3 dentes de alho e uma colher de chá de sal), 1 cebola média, 3 folhas de louro e pimenta malagueta. Para a finalização, 1 colher de sopa cheia de salsinha e cebolinha picadas. Importante: inicie o preparo da feijoada pelo menos três horas antes do horário que pretende servi-la.

O feijão: comece colocando, de véspera, o feijão preto, catado e lavado, de molho em uma quantidade de água que o cubra por 2 dedos. No dia seguinte, verá que os bagos dobraram de tamanho pois absorveram toda a água. Assim gastará muito menos tempo para cozinhá-los. Despeje o feijão na panela de pressão e coloque água fria até cobri-lo por 2 dedos. Ponha do fogo forte. O tempo de cozimento dependerá do tempo de colheita do feijão e do calor do fogo. Normalmente, depois que a panela começa a apitar marque 10 minutos e desligue. O ponto certo do feijão cozido é quase duro, oferecendo um pouco de resistência ao ser mordido.

As carnes: enquanto o feijão cozinha, corte, sem dó, as gorduras brancas e amarelas do lombo e da costela, rapando ainda com a faca para tirar toda a gordura externa. Corte as costelas entre os ossos e o lombo em cubos de 3 cm. de lado. Corte o paio em fatias de um pouco menos de 1 cm. e a linguiça em tronquinhos de 3 cm. Lave tudo com água quente, escorra e ponha para ferver em uma panela grande, cobrindo as carnes com água quente. Como o lombo leva muito mais tempo para cozinhar, coloque-o em uma panela separada. Afervente o paio, a linguiça e a costela por 15 minutos e o lombo por 30 minutos. Escorra a água e coloque tudo em uma travessa. Leve ao micro-ondas por 12 minutos – assim irá secar toda a gordura excedente.

 

Os temperos: enquanto as carnes fritam no micro-ondas, fatie o bacon em lâminas finas. Pique a cebola no processador para ficar tão fina quanto um purê. Bata o alho e acrescente o sal. Pique a salsinha e a cebolinha e reserve.Prepare também o vinagrete, cortando bem miudinho: 1 tomate tipo italiano maduro, 1 cebola média, salsinha e cebolinha que dê 1 colher de sopa cheia. Misture 1 colher de sobremesa de azeite e o dobro de vinagre. Não coloque sal e tempere com pimenta à gosto.Se tem na família a turma da pimenta, separe um pouco do vinagrete e coloque mais pimenta, de preferência, da malagueta picadinha.

A feijoada: Muita gente faz o feijão e as carnes separadas. Para mim, o bom da feijoada é o gostinho especial do caldo de feijão cozido junto com as carnes. Escolha uma panela grande e grossa, de preferência de ferro, para fazer a feijoada. Melhor que seja bem apresentável para poder ir direto à mesa, assim as carnes não se partem na passagem de panela para travessa.

Deite 1 colher de sobremesa de óleo na panela e coloque as lâminas de bacon para fritarem até quase torrarem. Retire-as. Na gordura que ficou na panela, frite o sal com alho e depois a cebola até amorenar. Acrescente 1/3 dos bagos de feijão cozido sem o caldo. Mexa com uma colher de pau até fritar. Amasse os bagos de modo a formar um purê grosso. Agora acrescente todo o caldo e os restante dos bagos que ficaram na panela de pressão e junte as 3 folhas de louro. Mexa bem. Coloque água para ferver em um caneco à parte e mantenha-a aquecida, para ir adicionando aos poucos à panela do feijão com as carnes.

Teste com um garfo todas as carnes. Se estiverem no mesmo ponto de cozimento, coloque todas no caldo do feijão; se alguma ( ou mais de uma) estiver mais dura, coloque-a primeiro e quando ficar no mesmo ponto das outras, junte todas na panela do feijão. Misture e prove o sal. Tampe a panela e deixe cozinhar em fogo médio. Vigie todo o tempo a quantidade de caldo – deve sempre tampar completamente as carnes e ainda sobrar cerca de 1 dedo. A pimenta deve ser dissolvida em um pouco de feijão à parte e este caldo apimentado deverá ser acrescentado aos poucos, já no final do cozimento. Prove se o tempero está perfeito, nunca coloque muito sal ou pimenta. Quando as carnes e os bagos de feijão estiverem macios, a ponto de cortar com um garfo, tire as folhas de louro. A feijoada está pronta, com cerca de 1 cm de caldo sobrando acima das carnes e do feijão. Normalmente, para esta quantidade, a feijoada deverá ter ficado cozinhando por cerca de duas horas. Eu sempre deixo a feijoada descansar por mais de meia a uma hora, pois é neste tempo que o gosto do feijão e das carnes se misturam.

Os acompanhamentos: enquanto a feijoada cozinha, faça o arroz branco. Corte a laranja – 1 pequena por pessoa – como mostram as fotos.

Ponha na geladeira a laranja e o vinagrete.

Perto da hora de servir, esquente o arroz, confira se a feijoada já está fervendo e então termine a couve e a farofa.

A couve: corte a couve como mostram as fotos. Coloque na panela uma colher de sopa de óleo ( se quiser que fique mais saborosa, aproveite o bacon já usado e deixe terminar de fritar em 1 colher de chá de óleo, azeite ou manteiga e depois retire o bacon). Quando estiver quente, jogue a couve e misture-a até que reduza o volume e brilhe. Desligue e sirva imediatamente.

 

A farofa: coloque 1 colher de sopa cheia para esquentar na panela. Acrescente 1 colher de sopa cheia de cebola processada ( fina igual a um purê). Doure 1 colherinha de sal com alho. Despeje 2 xícaras de chá bem cheias de farinha de mandioca. Misture bem e deixe começar a torrar, então desligue e sirva imediatamente.

Na hora de ira à mesa, espalhe a salsinha e a cebolinha sobre a feijoada. Coloque na mesa o arroz, a couve, a farofa, a laranja e o vinagrete.

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A feijoada é sempre precedida e até mesmo servida acompanhada de caipirinha.

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