Pudim Brigadeiro

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Este pudim é um aperfeiçoamento do brigadeiro, como se isto fosse possível!

Quem sabe fazer brigadeiro? Todo brasileiro acima de 5 anos de idade. Quem sabe a história de como surgiu o brigadeiro? Pois vou contar. No sul do Brasil existia um docinho feito com açúcar, leite, manteiga e chocolate que tinha o nome de negrinho. Em 1946, no Rio de Janeiro, uma turma de senhoras dos correligionários da campanha para presidente do Brigadeiro Eduardo Gomes, começou a fazer estes docinhos para vender nos comícios, a fim de arrecadar fundos para a campanha. Estas reuniões da UDN eram muito populares e as pessoas compravam o tal docinho do brigadeiro. Fez sucesso! Daí veio o nome. Em nossa casa, há muitos anos fazemos este pudim e não tenho a menor ideia de onde veio a receita.

Pudim Brigadeiro

Você vai usar: 2 latas ou caixas (790 gr.) de leite condensado, 1 xícara de chá de leite, 6 gemas, 3 colheres de sopa de chocolate em pó (aquele dos fradinhos, da Nestlé), 1 colher de sopa de mel e a mesma medida de manteiga. Para a cobertura vai precisar de um saquinho de chocolate granulado.

Primeiro pré aqueça o forno a 200 graus.

Bata as gemas – sem pele – no liquidificador (para tirar o cheiro de ovo) e em seguida acrescente o leite. Junte, aos poucos, os outros ingredientes. Se for usar outro chocolate que não o indicado, gradue a quantidade de chocolate pela cor do creme – deve obter uma cor média de chocolate.

Unte a forma de pudim (tamanho 28) com uma fina camada de óleo. Despeje o creme batido, de modo a sobrar um centímetro para completar a altura da forma. Tome uma forma alta e coloque água quente dentro, já dentro do forno para não se queimar! Coloque dentro desta a forma de pudim – é o que se chama de cozimento à banho maria. Leve ao forno a 200 graus para cozinhar por cerca de 45 minutos ou até verificar que o pudim corou por cima. Espete um palito, se este sair limpo, o pudim está assado. Leve-o à geladeira dentro da forma que assou por, no mínimo, 6 horas – de preferência faça o pudim de véspera.

Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo, para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Dê uma ligeira sacudida e puxe a forma para cima devagar. Salpique o chocolate granulado com a ponta dos dedos para que fique distribuído por igual por toda a superfície do pudim. Hum… verá como é delicioso!

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Almoço mineiro em Tiradentes

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No último final de semana fomos à cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, para a inauguração do Museu de Sant’Ana. É mais um presente que Minas ganha do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, criado e presidido por sua dinâmica e dedicada filha Ângela Gutierrez. Em 1998, Ouro Preto ganhou o Museu do Oratório; em 2005, Belo Horizonte recebeu o Museu de Artes e Ofícios. Neste último 19 de setembro foi a vez de vermos a antiga Cadeia de Tiradentes transformada no esplêndido museu dedicado às 291 imagens de Sant’Ana, descobertas e trazidas pela colecionadora de vários estados do Brasil e agora doadas por esta extraordinária mulher ao Patrimônio Histórico para constituir este museu.

Vá conhecer os dois outros museus (se ainda não foi) e o novíssimo Museu de Sant’Ana, pois têm obras belíssimas e são muito interessantes.

Porém este é um blog de gastronomia! Aqui compartilhamos os deliciosos pratos e doces da tradicional culinária mineira servidos no almoço de sábado, após nossa visita ao museu.

O conhecido chef Cantídio Lanna preparou para esta ocasião especial – vejam por ordem das fotos:

1- Cuscuz com açafrão, linguiça defumada e feijão roxinho, acompanhado de crespinho de couve;

2- Galinhada (nesta sou craque, passarei a receita em breve);

3 – Lombo de pirarucu (peixe grande encontrado nos rios da Amazônia) com ora-pro-nobis ( folha de uma trepadeira do mato muito comum no interior) e purê de banana da terra ( este estava divino, vou tentar repetir e passarei a receita);

4- Jarré de porco com angu (preparado de fubá com água) e mostarda (trata-se de uma folha de horta um pouco amarga muito apreciada no interior de Minas).

Vejam a maravilha dos doces mineiros – nome nas fotos:

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Doces cristalizados: laranja, mamão verde, abóbora moranga, abacaxi e figo

Estes doces merecerão receitas feitas uma a uma: com tempo iremos preparando e publicando. Minha avó, nascida em Ouro Preto, fazia muitíssimo bem todos eles e tive a chance e a sorte de aprender com ela.

Festival de inverno – Cremes e caldos

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O inverno termina hoje, dia 20 de setembro, no hemisfério Sul. Certamente devem ter apreciado os nossos caldos, sopas e cremes que passamos as receitas desde maio. Publicamos 20 receitas para que vocês curtissem o inverno jantando pratos leves, nutritivos, deliciosos, pouco calóricos e muito fáceis de fazer.

Como nosso blog já é acessado em mais de 70 países, sendo que boa parte deles fica no hemisfério Norte, é tempo dos brasileiros morando fora do nosso país e das pessoas de outras nacionalidades que nos acompanham diariamente – como nossos seguidores portugueses – se interessarem por pratos leves e quentes, agora que o tempo começa a esfriar acima do Equador.

Sempre que pintar um friozinho ou uma chuvinha, é tempo para fazer e provar algumas dessas receitas que com todo o carinho fizemos passo-a-passo para vocês seguirem e animarem de cozinhar. Aproveitem!

Clique nos nomes abaixo para ver as receitas com fotos. Se quiser imprimi-las para o seu album Sal & Alho, acesse cada receita e baixe o pdf.

Cremes com legumes

1 – Creme de tomate 29/12

2 – Caldo de baroa com alho poró 30/04

3 – Creme de palmito 15/05

4 – Creme de espinafre 22/06

5 – Creme de ervilhas 19/09

6 – Caldo de batata doce com alho poró 5/07

7 – Creme de aspargos 14/07

8 – Creme de couve-flor 23/08

obs.: Cremes levam leite e/ou creme de leite na receita. Os caldos não.

Receitas tradicionais da cozinha mineira

9 –  Caldo de Inhame (ou cará) com linguiça 9/05

10 – Caldo de feijão 18/05

11 – Vaca atolada ( mandioca e carne) 23/05

12 – Canjiquinha com costelinha 29/05

13 – Maneco sem jaleco ( fubá, couve, linguiça) ou Caldo verde português 5/06

14 – Canja de galinha 14/06

15 – Caldo de abóbora com carne seca 17/08

 

Receitas de inspiração francesa

16 – Sopa de cebola à francesa 2/06

17 – Crème aux champignons 10/06

18 – Creme de queijo servido na panhoca ou pão italiano 5/08

19- Creme de feijão branco com roquefort (ou gorgonzola) 12/08

20 – Sopa de grão-de-bico à Provençal 15/09

Sopa creme de ervilhas

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Alguns pratos fazem parte de nossa memória gustativa. Certamente acontece de toda vez que você saboreia algo, vem à sua lembrança o que comeu há muito tempo. Creme de ervilhas sempre me lembra quando estive em Nova York pela primeira vez. Eu tinha dezoito anos, fui para a casa de um tio ficar um mês, porém havia tanto o que fazer por lá que resolvi ficar três meses. Levei dinheiro só para um mês e não tinha direito a mais nem um tostão. Logo, como não abri mão da compra de ingressos para museus e shows, a parte sacrificada foi a alimentação. Na casa do meu tio eu só dormia, tinha que comer na rua. A grana era bem pouquinha. Corri Manhattan de cima a baixo e escolhi três coisas para comer, bem baratinhas: cachorro quente, batata e creme de ervilha, que custava 2 dólares o prato grande. Nevava todo dia, a temperatura variava entre -20 e -5  graus centígrados. No dia em que ficava roxa de frio e fome, escolhia o creme de ervilhas, que era o mais caro, mas sustentava bem. Depois de três meses comendo a mesma coisa, é claro que fiquei anos sem querer ver a tal sopa. Passado um bom tempo, fiz as pazes com a sopa e hoje a preparo sempre que quero uma sopa quentinha no final do dia e estou sem tempo de inventar coisas que tomam tempo. São três vantagens: rápida de fazer, sustenta e aquece!

Sopa creme de ervilhas

Ingredientes: 1 lata de ervilhas, ¼ de cebola, manteiga ou óleo, 1 xícara de café de molho branco caseiro já preparado e ½ xícara de café de creme de leite.

Escorra a ervilha e bata no liquidificador. Coloque na panela 1 colher de sobremesa de manteiga (ou 1 colher de chá de óleo), doure a cebola picada e um pouco de sal com alho. Junte a ervilha batida e o molho branco. Na hora de servir, junte o creme de leite a gosto. Sirva com torradinhas amanteigadas.

Fica muito bom com bacon picadinho e torrado jogado por cima.

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Pudim de leite condensado

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Ai…só de pensar nesta delícia de sobremesa não há quem não fique com água na boca! Em Minas, este pudim é muito popular com o nome de Pudim de leite condensado. Em outros países é conhecido por Flan – como também em outros lugares do Brasil.

O leite condensado foi inventado na França em 1820 e tornou-se conhecido e muito usado, por sua praticidade, durante as duas grandes guerras. Existe no Brasil desde a década de 1870 mas só se tornou popular quando passou a ser fabricado pela Nestlé, na década de 1920, com o nome de Leite Moça.

É uma sobremesa muito fácil de fazer, veja só:

Pudim de leite condensado

Você irá precisar de uma forma daquelas que tem um furo no meio, de tamanho 28, com 19 cm. de diâmetro ( veja última foto abaixo). Precisará também de um tabuleiro alto que caiba esta forma dentro, sem sobrar muito espaço nas laterais – isto é porque o pudim é cozido no forno, dentro d’água, em um processo conhecido por banho-maria.

Os ingredientes são: 1 lata ou caixa de leite condensado, a mesma quantidade de leite e 4 ovos.

Antes de começar a fazer o pudim, prepare a calda de açúcar queimado. Esta leva 5 colheres cheias de açúcar cristal. Primeiro coloque um caneco com água para esquentar – cerca de 1 litro. Espere que a água comece a ferver. Tome então uma panela e coloque o açúcar dentro. Leve ao fogo médio. Com uma colher de pau, mexa o açúcar todo o tempo, sem parar, até que ele derreta por igual e tome a cor de mel. Agora, despeje parte da água quente pelas beiradas, aos poucos. Verá que vai crepitar e formar uma pasta tipo puxa-puxa. Com paciência, continue mexendo e juntando água quente aos poucos até formar uma calda rala, da cor de caramelo avermelhado. Desligue e reserve.

Para o pudim: bata os 4 ovos – clara e gema – no liquidificador até espumar. Junte o leite condensado e use a lata ou caixa para medir e colocar a mesma quantidade de leite. Bata bem até ficar um creme leve e espumante.

Tome a forma e passe a calda de açúcar queimado no fundo e laterais, deixando ao fundo uma camadinha de ½ centímetro. Agora entorne o creme dentro da forma. Precisa sobrar 1 cm. entre o creme batido e a borda da forma.

Ligue o forno a 280 graus. Espere 5 minutos. Ponha a forma dentro do tabuleiro e coloque-os na prateleira de baixo do forno – uns 10 cm. acima da chama. Com cuidado, encha o tabuleiro com água quente. Deixe o pudim cozinhar por 45 minutos. Vigie: quando corar por cima, enfie um garfo – se sair limpinho é porque o pudim já cozinhou – então pode tirar o pudim do forno. Espere esfriar e deixe-o dentro da geladeira por, no mínimo, 4 horas.

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Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Tire a forma devagar e terá um lindo pudim caramelado à sua frente. Resista, volte com ele para a geladeira até a hora de servir. Seja educada(o), não vá tirar um pedaço antes de servir à sua família e aos amigos. A não ser que sua gulodice seja tamanha que faça um pudim só para você!

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Molhos para saladas I

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Nossas 20 saladinhas lights e as demais saladas são acessadas diariamente, desde quando publicadas, por muitos de nossos seguidores – hoje mais de 70 mil pessoas em 68 diferentes países! As saladas são o nosso maior sucesso em termos de visualizações, sinal de total identificação de vocês com este blog, que tem como proposta apresentar e ensinar receitas simples de fazer para quem deseja se manter bastante saudável.

Para acompanhar saladas, hoje passamos para vocês seis dos molhos de nossa criação. São receitas pescadas na culinária internacional, adaptadas ao nosso paladar e reinventadas. Escolhemos molhos simples, com ingredientes que não podem faltar em sua casa.

Um boa opção é ter uma hortinha particular para seu uso diário – ervinhas plantadas no quintal de casa ou em vasinhos colocados na varanda ou até mesmo na janela da cozinha ou da área de serviço de seu apartamento. Assim terá temperinhos disponíveis a toda hora – o aroma e o sabor de uma erva fresca não se compara aos comprados no supermercado. São elas que dão graça e frescor às nossas saladas.

Todos os molhos a seguir apresentados são excelentes para temperar saladas de folhas. Experimente-os com os legumes e outros ingredientes indicados.

Molho Mostarda

Cozinhe um ovo por 15 minutos para obter uma gema dura. Amasse-a com um garfinho. Misture: 1 colher de sobremesa de mostarda, a mesma medida de azeite, a mesma medida de água. Tempere com 1 colher de café de molho inglês e uma pitada de pimenta do reino. Para acompanhar saladas com: batata, vagem, brócolis, couve-flor, ervilha de folha, ovos, kani, atum, queijos amarelos.

Molho Árabe

Pique miudinho: de 5 a 7 folhas de hortelã, metade de um dente de alho pequeno, o equivalente a 1 colher de chá de cebola baby roxa. Junte: 1 colher de sopa de coalhada, 1 colher de sobremesa de azeite de oliva e 10 gotas de limão. Misture tudo. Para acompanhar saladas com: tomate, pepino, cenoura, pimentões, abobrinha grelhada, rabanete, milho, alho-poró, grão-de-bico, kani, camarão, lula, queijo de cabra.

Molho de Alcaparras

Pique miudinho: 8 alcaparras, 2 pimentas biquinho e o equivalente a 1 colher de café rasa de cebola branca. Junte 1 colher de café de cenoura ralada e picadinha, 1 colher de chá de azeite e outra de vinagre de vinho branco. Para acompanhar saladas com: tomate, batata, cenoura, palmito, couve-flor, peixes brancos.

Molho Oriental

Doure em uma frigideira ½ colher de café de gergelim branco e a mesma quantidade de gergelim preto. Junte 1 colher de sobremesa de azeite de oliva, e 1 colher de café de cada um destes ingredientes: molho shoyo, mel e vinagre de vinho tinto. Misture tudo. Para acompanhar saladas com: tomate cereja, cogumelos, abobrinha grelhada, ervilha de folha, broto de feijão, alho-poró, baroa, chuchu, frango, kani, camarão, lula, atum.

Molho Tabasco

Misture: 1 colher de sopa de suco de laranja, 1 colher de chá de azeite de oliva, 1 colher de café de aceto balsamico. Tempere com uma pontinha de colher de café de pimenta tabasco. Para acompanhar saladas com: tomate, batata, cenoura, pimentões, vagem, brócolis, couve-flor, abobrinha grelhada, ervilha de folha, rabanete, milho, baroa, chuchu, frango, queijos.

Molho de Maracujá

Pique miudinho: o equivalente a 1 colher de café rasa de coentro ( pode ser salsinha e cebolinha verde). Acrescente: 1 colher de sopa de iogurte sem sabor, 1 colher de sobremesa de suco de maracujá doce, 1 colher de café de azeite de oliva e a mesma quantidade de vinagre de vinho branco. Para acompanhar saladas com: frutas cítricas, abacate, cenoura, palmito, aipo, couve-flor, milho, alho-poró, frango, camarão, lula.

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Bolinho de bacalhau

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Para quem pensa que bolinho de bacalhau é quitute de português, está certo, até concordo, por causa de nossa herança cultural. Mas vá procurar bolinho de bacalhau para se comer em Lisboa! Da última vez que lá estive, em abril último, rodei a cidade, seca para comer um bolinho português e só fui acha-lo – depois de procurar em mais de dez lugares – em um bar restaurante fuleiro no Rocio – um bolinho quase só de batata e farinha de trigo. E pior, foi servido frio por dentro! Nem se compara com os bolinhos que se come em qualquer boteco de Belo Horizonte – quentinho, crocante, feito na hora, com verdadeiro gosto de bacalhau. Deliciosos! Pois valeu a experiência- com toda a propriedade agora vou chamar o bolinho de bacalhau de salgadinho mineiro, uai, com muita honra!

Bolinho de bacalhau 

Quando for fazer alguma receita de bacalhau – já temos várias no blog e tenho duas novas já prontas para publicar – guarde as pontas do peixe para o bolinho. Ou então, compre o bacalhau já desfiado – fica melhor ainda!

Uma xícara de chá cheia de bacalhau desfiado irá render 15 bolinhos. Vai usar: 2 batatas bem cozidas e descascadas, 1 cebola pequena bem picadinha, 1 xícara de café de cheiro verde picadinho, ¾ de xícara de café de farinha de trigo, 1 ovo inteiro e 1 colher de café de sal com alho.

 

Simplesmente, misture todos os ingredientes. Faça os bolinhos tomando o conteúdo de uma colher de sobremesa cheia na palma da mão e fazendo uma bolinha; depois achate-a na forma como vê nas fotos.

Coloque uma boa quantidade de óleo para esquentar em uma frigideira. Assim que estiver quente, vá colocando os bolinhos, de modo que o óleo os cubra. Não ponha muitos de uma vez, precisa dar uma distância entre eles para não grudarem uns nos outros. Enquanto frita, vá virando-os com uma escumadeira para corarem todos os lados por igual. Assim que estiverem douradinhos, ponha-os para secar rapidamente sobre papel toalha. Sirva ainda bem quentes.

Para acompanhar uma cerveja ou cachaça mineira, não tem nada melhor!

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Banana flambada

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Esta sobremesa, tão simples de fazer, onde se usa ingredientes tão comuns como açúcar e banana, tem uma aura especial de sofisticação. Por que será? Pelo delicioso sabor e o tchan! da flambagem com Cointreau! As pessoas associam fogo à romantismo e paixão! Então, aprenda a fazê-la e surpreenda o seu amor!

Banana flambada

Para 2 pessoas você vai precisar de 2 bananas prata grandes e bem maduras, 4 colheres de sopa cheias de açúcar cristal, ½ xícara de café de licor Cointreau e ainda 2 bolas de sorvete de creme ou outro mais sofisticado de sua preferência.

Primeiro prepare a calda de açúcar queimado. Coloque um caneco com água para esquentar – cerca de ½ litro. Espere que a água comece a ferver. Tome então uma frigideira baixa e larga e coloque o açúcar dentro. Leve ao fogo médio. Com uma colher de pau, mexa o açúcar todo o tempo, sem parar, até que ele derreta por igual e tome a cor de mel. Agora, despeje a água quente pelas beiradas, aos poucos. Verá que vai crepitar e formar uma pasta tipo puxa-puxa. Com paciência, continue mexendo e acrescentando água quente até formar uma calda rala, da cor de caramelo.

 

Descasque as bananas e coloque-as nesta calda. Deixe que as bananas cozinhem, virando-as de um lado para o outro. Para verificar se cozinharam, espete um garfo para testar.

Despeje o licor dentro de uma concha e leve-a ao fogo até começar a evaporar o líquido. Vire um pouquinho de modo que o fogo passe para dentro da concha e imediata e rapidamente entorne o conteúdo em chamas dentro da frigideira com as bananas. A calda deverá pegar fogo, que se apagará rapidamente. Tome cuidado ao fazer isto.

Sirva imediatamente, acompanhada do sorvete.

P. S. : a pedidos – se não tiver o licor Cointreau em casa, flambe com conhaque, cachaça, vodka ou whisky, nesta ordem de preferência. Não terá o mesmo sabor, mas é melhor do que não flambar…pois é aí que está a graça!

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Creme de couve-flor

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À noite, com fome, você abriu a geladeira – quase tudo comprado na semana passada já havia acabado e só achou um pobre resto de couve-flor abandonado. Preguiça de sair para comer ou de esperar o delivery chegar. Veja se tem em casa: óleo (ou manteiga ou azeite), leite, cebola e sal com alho – coisas que nunca podem faltar! Tem? Ótimo, então é pra já uma sopinha fácil de fazer e muito gostosa! Hum…se ainda tiver um tico de farinha de trigo, um creme de leite ou requeijão de copo e uns temperinhos, um pedacinho de cenoura, um queijinho para ralar por cima…aí vai ficar melhor ainda!

Sopa creme de couve-flor

Pique a couve-flor e a cebola, na proporção de 1 xícara de chá cheia de couve-flor e ½ de cebola para 1 pessoa. Em uma frigideira, espalhe 1 colher de sopa farinha de trigo e mexa até começar a dourar. Desligue e reserve. Ponha um caneco com água para ferver ( cerca de 2 xícaras). Dentro desta água, coloque ¼ de cenoura já sem a pele para cozinhar.

Deite em uma panela um fio de óleo, ou uma colher de chá de manteiga ou azeite. Frite ½ colher de café rasa de sal com alho. Misture a farinha de trigo torrada. Junte a couve-flor e a cebola. Mexa bem até começar a dourar. Agora acrescente água quente até cobrir tudo. Baixe o fogo e deixe ferver até que a couve-flor amacie. Se precisar, acrescente água, mas pouca.

Bata no liquidificador e volte para a panela. Acrescente leite, ou creme de leite ou requeijão, à gosto, até obter uma consistência de caldo ( se colocar creme de leite, não deixe que o caldo ferva). Prove o tempero. Pode acrescentar pimenta do reino branca em pó e nóz moscada, só um tico de cada. Se gostar de curry e/ou gengibre, pode experimentar, mas sem exagero!

Pique a cenoura em cubinhos.

Sirva o caldo quente enfeitado com a cenourinha. Incremente com queijo ralado, minas padrão ou um parmesão suave.

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Creme de feijão branco com gorgonzola

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O feijão branco e a fava são pouco valorizados e consumidos em Minas Gerais, talvez por falta de criatividade. Uma opção deliciosa é usar o feijão branco no Cassoulet de Pato (receita francesa) , outra é usar a fava na famosa Favada Asturiana (oba, lembrei desta receita espanhola, qualquer dia desses vamos fazê-la). Na culinária portuguesa é muito usado em saladas, uma boa dica é misturar os bagos de feijão branco, cozido e temperado, com bacalhau e cheiro verde. Para dar graça ao caldo de feijão branco é interessante acrescentar linguiça e bacon. Porém, hoje vamos a uma receita que tem um gostinho sofisticado:

Creme de feijão branco com gorgonzola

Para 4 pessoas, separe: 2 xícaras de chá de feijão branco, já cozido e sem caldo,1 xícara de café de cebola batidinha, 1 xícara de café de leite e outra de creme de leite, 1 colher de chá cheia de queijo gorgonzola ou roquefort. Para o tempero, irá usar: sal, alho, noz moscada e pimenta de reino branca.

O tempo de cozimento do feijão depende muito, se é novo, vai levar pouco tempo. Geralmente é suficiente cozinhar 10 minutos na panela de pressão (conte o tempo depois que começar a apitar). Enquanto o feijão cozinha, pique uma cebola pequena e prepare o creme de queijo: pique um pedaço de gorgonzola (ou roquefort) equivalente a uma colher de sopa bem cheia e amasse. Misture com o leite e leve ao fogo ou ao microondas para derreter.

Despeje uma colher de chá de óleo ou manteiga na panela, frite a cebola e o sal com alho até dourar. Acrescente os bagos do feijão, sem o caldo e frite-os. Reserve a terça parte do feijão cozido na panela e bata o restante no liquidificador junto com o creme de queijo. Volte com o creme batido para a panela e prove o tempero. Acrescentando uma pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Deixe cozinhar mais alguns minutinhos. O ponto deve ser de creme grosso, se precisar ralear, uso o caldo do feijão e se precisar engrossar, deixe cozinhar mais, sempre mexendo com uma espátula de silicone ou colher de pau para não agarrar no fundo da panela. Um pouco antes de servir, junte 1 xícara de café de creme de leite, de preferência fresco (o creme de leite pode ser substituído por leite). Decore o creme já servido nos pratos ou cumbucas com pimenta rosa em grãos – além de ficar bonito dá um sabor especial.

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Mousse de chocolate rápida

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Tenho colecionado durante a vida diversas receitas de mousses de chocolate, pois é uma sobremesa que a minha família adora.  A que passo hoje para vocês é a mais simples de fazer. Todas as vezes que a fazemos em casa, a travessa volta da mesa raspada até o último vestígio de chocolate. Veja como é simples:

Mousse de chocolate

A mousse fica muito mais gostosa se feita com chocolate em barra. Prefiro o meio-amargo da Nestlé – são 150 gr. que você irá gastar. Vai usar também: 1 lata de leite condensado (395 gr.),1 lata ou caixa de creme de leite (250gr.), 3 claras de ovos ( 4 claras se o ovo for pequeno) e 1/2 sachê de gelatina em pó incolor.

Primeiro misture o pó da gelatina com 1 colher de sopa de água e leve por 30 segundos ao microondas para derreter. Reserve. Corte 150 gr. da barra de chocolate e leve ao microondas em uma travessa de louça ou pirex por 1 minuto. Misture, veja se está todo derretido e reserve.  Rale o equivalente a 3/4 de xícara de café de chocolate para a cobertura. Reserve. Tome o recipiente maior da batedeira e coloque o leite condensado com o creme de leite.  Bata em baixa velocidade. Junte o chocolate, torne a bater. Em outro recipiente, bata as claras em neve. Junte as claras batidas à mistura de cremes e chocolate e misture devagar e de leve. Por último, junte a gelatina e misture bem, de leve. Coloque na travessa que irá servir. Por cima, espalhe o chocolate ralado. Leve à geladeira por aproximadamente 5 horas antes de servir.

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Abóbora moranga com carne seca

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Quando eu era menina as festas juninas eram em Junho. Começava a temporada de festança com as barraquinhas de Santo Antônio no dia 13, do santo padroeiro do colégio de mesmo nome no bairro dos Funcionários, hoje chamado de Savassi. Sucediam-se as festas nos colégios e clubes, com São João no dia 24 e fechando o mês com São Pedro no dia 29. Se eu começar a lembrar das histórias…escrevo esta folha e mais dez! Lembrei-me disto porque nunca faltavam nas barraquinhas os três caldos típicos mineiros: caldo de feijão, de mandioca e de abóbora. Hoje as festas se estenderam por julho afora mas não perderam suas características principais: quadrilha, fogueira, bandeirinhas e balões coloridos, barraquinhas de comidas típicas e de prendas. Ai, eu amo festa junina!

Vamos ao caldo que falta:

Caldo de abóbora com carne seca

Abóbora moranga rende bastante e nas festas juninas o caldo era infalível para que sua venda engordasse o cofrinho do santo. Ficava a ferver a noite toda nos imensos panelões das barraquinhas e era – ainda é – um dos pontos fortes de qualquer festa.

Em casa, se quiser sofisticar, pode apresentar o caldo dentro da própria moranga – é só pedir ao verdureiro para abrir uma tampa. Depois tire o recheio para fazer o caldo e coloque a abóbora no forno para amaciar. Por último, coloque o caldo pronto, esquente no forno e leve à mesa.

Para fazer o caldo, retire as sementes e corte a polpa da moranga em pedaços. Corte também cebola. Em uma panela, coloque um pouco de óleo e refogue a cebola e o sal com alho. Junte os pedaços de abóbora e acrescente água quente. Deixe cozinhar.

A esta altura, a carne seca (ou de sol) já deve estar preparada. Faça-a de véspera e deixe-a descansar no seu próprio caldo do cozimento. Veja a receita – igualzinho como se faz a carne cozida de panela.

Continuando, bata a abóbora já cozida com água no liquidificador e volte com o creme para a panela. Se precisar, acrescente água até o ponto de caldo. Deixe ferver. Pouco antes de servir, junte a carne seca desfiada e deixe cozinhar mais um pouco para entranhar o gosto. Prove o tempero, se quiser, acrescente pimenta. Na hora de servir, salpique cheiro verde picadinho.

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Frango recheado

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Se você se cansou do frango de sempre e hoje acordou com paciência para fazer um prato um pouquinho mais elaborado, aproveite para experimentar como valorizar um simples peito de frango. Dá até pra fazer um jantarzinho para os amigos gastando pouco e apresentando um prato bonito, com pinta de gourmet.

O recheio pode variar. Por exemplo, pode-se usar: ovo de codorna cozido, cenoura ligeiramente aferventada e cortada  em tiras, bacon cru, ameixa preta sem caroço, cogumelos fatiados, palmito, fatias de presunto, fatias de muçarela, etc. Gosto de usar sempre 3 variedades, de cores diferentes. Hoje abri a geladeira e achei tomate seco, abobrinha e queijo minas. Vamos ver como ficou:

Peito de frango recheado

Se ainda não tentou, está na hora de aprender a desdobrar um peito de frango para que possa recheá-lo. Limpe e coloque o peito de frango deitado sobre uma tábua de plástico. Faça o primeiro corte no peito deitado, pela frente, passando a faca na altura da primeira terça parte, da direita para a esquerda, sem deixar o corte ir até o fundo. Desdobre. Vire. Do lado contrário, faça outro corte no mesmo sentido, no meio da altura. Torne a desdobrar. Se achou difícil, escolha um peito de frango grande e simplesmente corte-o ao meio, como se corta pão francês para sanduíche. Bata o peito aberto com uma batedor de carne até obter um filé grande, liso e todo da mesma altura. Cuidado para não furar. Tempere com sal e alho e deixe por 15 minutos.

Recheie com o que quiser, observando os tamanhos compatíveis. O recheio deve ocupar o meio do bife, de modo que dê para dobrá-lo, fechando. Não coloque recheio até as pontas, para não sair fora na hora de fechar. Dobre um lado e depois o outro, feche nas pontas. Passe um barbante e amarre.Dobre as pontas para dentro e prenda com o barbante.

Doure o rolinho de um lado e outro, despeja água fervente pelas bordas e deixe cozinhar com pouco caldo até ficar macio. Deixe que sobre um pouco de caldo para regar a carne. Se preferir, leve ao forno a 180 graus, com papel laminado cobrindo, até ficar macio. Retire o laminado e deixe corar. Coloque um pouco de água fervente na assadeira para formar o caldo.

Corte e desenrole o barbante. Fatie o rolinho com cuidado para não arrebentar. Depois de fatiado, regue com o caldo do cozimento para não ficar seco.

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Trancoso 5 – El Gordo

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A pousada é das mais badaladas do quadrado de Trancoso e o bar e restaurante tem fama. Principalmente de ser bem caro o que é verdade mesmo, com força. Prefira ir almoçar ao invés de jantar pois tem vista para o mar, bem distante, é verdade, e dependendo da mesa que escolher não se enxerga o azul do mar, só o vasto céu. O bar é bonito, o restaurante é charmoso e o atendimento é bom, embora a gente ache que baiano está sempre sorrindo e ali não foi o caso. Atenderam-nos corretamente mas com cara de poucos amigos. Só tínhamos nós no restaurante, em pleno sábado de férias. A cachorrinha Sofia ficou nossa amiga e fez as honras da casa.

Escolhemos, como no restaurante que fomos na véspera, 2 pratos para 3 mulheres que comem pouco. Nos outros restaurantes sobrou comida mas neste faltou, um prato só dá mesmo para uma pessoa e aconselho a pedir couvert, entrada, sobremesa, tudo que tem direito para não sair com fome. Prepare o bolso, se fizer isto, vai dar mais de duzentos reais por pessoa, só de comida. Nem pedi coquetel, pois uma caipi basiquinha passava de quarenta reais. Escolhemos:

Camarão do El Gordo com leite de côco, dendê, curry, banana, etc, etc…

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Desconfie dos pratos com temperos e ingredientes demais. Os quatro camarõezinhos pequeninos chegaram afogados numa sopa gordurosa de tomates, pimentão, cebola, pepino anão?, chuchu? ( tinha tanta coisa que não consegui distinguir o que era) e os ingredientes do título. Será que tinha mais o quê? Bom, este não dá para tentar adivinhar a receita para passar para vocês. Os gostos se misturaram e se perderam. De todo jeito, não vale a pena.

Badejo do El Gordo com banana da terra frita

Este me deu raiva, até reclamei. Até que a provinha estava gostosa, mas , juro, a “posta” era um rabinho de peixe que não passava de 60 gramas, cru. Compare na foto com as 2 fatias de banana, que ainda era das raquíticas e cortada na diagonal para parecer maior. Em resposta à queixa me disseram que era a poção normalmente servida. Ô, vai ser miserável assim lá longe, com um marzão daquele lá embaixo era para faltar peixe???

Trancoso 4 – Restaurante O Cacau

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Um tempo atrás estive em Trancoso e elegi O Cacau como o melhor restaurante – em matéria de sabor. Pois fiz a maior propaganda da farofa de banana de lá e…que decepção! Numa bela terça feira de final de julho não tinha banana da terra na casa para fazer a farofa! Falta de banana em Trancoso garanto que não era, pois no nosso café da manhã na Pousada Estrela d’Água todo dia tinha banana da terra frita e deliciosa! Também o restaurante estava sem graça, silencioso, um tanto escuro e nós éramos os únicos clientes quando chegamos, às 9 da noite. Depois, outras duas mesas foram ocupadas, mas nada que justifique o garçon e a garçonete ficarem sem aparecer na nossa mesa. Baixa temporada realmente é um problema para os restaurantes manterem os ingredientes do cardápio na casa e funcionários trabalhando a contento. Alguns pratos do cardápio estavam em falta. Então resolvemos simplificar e pedir duas panelas de Bobó de camarão para 5 pessoas. Foi a conta, pois no cardápio vem escrito que o prato é para 2 pessoas.

Bobó de camarão

O caldo estava gostoso, chegado no leite de côco e no dendê. Porém o camarão estava sem gosto. Quando é assim é porque não foi temperado antes, o que considero essencial. Lição de hoje: se você for fazer qualquer prato com camarão, deixe-o no tempero com limão e sal meia hora antes ( o que em restaurante sem movimento não dá para fazer). Depois, frite bem o camarão ( no azeite ou na manteiga até ficar vermelhinho) antes de juntar os outros ingredientes. Assim o camarão “segura” seu próprio sabor, para só depois dar gosto ao molho. Confira no blog a nossa receita de Bobó de camarão. Siga as instruções e, tenho certeza, ficará bem mais gostoso do que comemos no restaurante. Veio acompanhado de arroz branco e farofa de dendê ( farinha de aipim com azeite de dendê)

Dica: se tiver oportunidade de ir à  Bahia ou ao Espírito Santo, compre uma panela de barro – a comida fica muito mais gostosa preparada nesta panela dá uma ótima apresentação, pois o molho vem fervendo para a mesa e conserva-se quente por mais tempo.

 

 

Trancoso 3 – Uxua

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Este é um dos restaurantes do Quadrado que tem mesas rústicas na areia e música ao vivo. Diga-se de passagem que a música dentro do Quadrado estava confusa. Não discuto o tipo de música (popular, claro) nem a qualidade do cantor. O problema é que cada restaurante contrata o seu voz e violão e fica a disputa de quem coloca o som mais alto. Escuta-se de 3 a 4 músicas diferentes ao mesmo tempo!!! Evidente que aqui desconsiderei o conforto, pois trata-se de um blog de gastronomia e resolvi me ater, nestes comentários, apenas ao sabor e apresentação dos pratos. Escolhemos 2 pratos para 3 pessoas e foi o suficiente. O preço é dos mais baratos do pedaço. E o serviço, embora amador, conta com a simpatia natural do baiano.

Frutos do mar com arroz negro

Considero um prato sofisticado e embora a apresentação não tenha ajudado, de sabor estava excelente. Imagino que foi feito como um risoto, pois o arroz absorveu o gosto dos frutos do mar e estava macio e saboroso, embora de sabor predominante. Para sua sorte, já publicamos um risotto ai frutti di mare delicioso aqui no blog. Portanto, basta trocar o arroz carnaroli por arroz negro. No entanto, vai a dica: misture os dois tipos de arroz, a apresentação fica melhor e o gosto do arroz não briga com o dos frutos do mar. No caso do Uxua, serviram: lagosta, camarão e lulas, de excelente qualidade.

Badejo com crosta crocante e purê de abóbora

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O tempero do peixe estava ótimo e o fato de ser grelhado envolto na crosta deu um toque especial: crocante por fora e macio por dentro. Você pode variar a crosta no qual envolverá o peixe antes de leva-lo à frigideira para fritar. A básica é a que chamamos de empanar o peixe: passa-se o filé – já temperado – na farinha de trigo ou de rosca e depois frita-se, no fogo baixo, com um fio de azeite da melhor qualidade. Pode-se passar no ovo batido antes de passar na farinha – o que chamamos de milanesa. Para quem não tem prática, cuidado, vá treinando antes das visitas chegarem. Opções legais são as de misturar gergelim triturado à farinha de rosca. Ao invés de gergelim, tente triturar castanha do pará ou do caju, fica uma delícia. Está na moda misturar quinoa. Outra crosta ótima é de broa de fubá torradinha e triturada. Também tem a de biju de milho e pode ser também a de fubá puro. Experimente e invente! Oportunamente faremos alguma receita de peixe desta maneira, aguarde.

A gente se esquece do purê de abóbora, mas como é gostoso! Dê um descanso para o seu purê de batata de sempre e passe a fazer purê de baroa, de abóbora moranga, de inhame, de aipim…

Deram um colorido com rúcula no prato, o que deu muita graça e frescor.

Trancoso 2 – Capim Santo

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A história do Restaurante e da Pousada Capim Santo começou no Quadrado de Trancoso com um casal e dois filhos que amavam natureza e gastronomia, há quase trinta anos. A filha foi estudar na Europa, formou-se no Cordon Bleu em Paris e, na volta, fundou o Capim Santo em São Paulo. Hoje é uma Chef famosa e faz um belo trabalho de ensino e divulgação da gastronomia saudável. Veja o site www.capimsanto.com.br, vale a pena.

O ambiente é o mais agradável do Quadrado. A Pousada e o Restaurante ficam no meio de um lindo jardim. Enquanto, em pleno inverno baiano – 3a. semana de julho – os outros restaurantes estavam vazios, o Capim Santo lotou a certa hora. Excelente atendimento e música ao vivo de muito bom gosto. É um lugar para encontrar amigos e estender a conversa até as luzes se apagarem. Lá a gente esquece da vida.

Bem, vamos ao cardápio. Variações em torno do capim santo? Tudo! Da entradinha à sobremesa. Os coquetéis são um destaque da casa. Tomamos a liberdade de divulgá-los para vocês. Achei as misturas um tanto estranhas, mas sou radical a ponto de tomar whisky puro, sem gelo, para não estragar o gosto da bebida original.

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Como a proposta da nossa viagem à praia era a de apreciar os frutos do mar, escolhemos:

Lagosta grelhada

Vieram três lagostas pequenas para uma pessoa, o que considero farto. Pedimos para trocar a salada por legumes. Esqueceram, se desculparam, perguntaram se queríamos trocar e nos trouxeram batata salteada. Vai a lição: eu que já comandei restaurante por quase dez anos, aconselho: não tente mudar o prato do cardápio, o cozinheiro foi treinado para fazer o que está no menu e se atrapalha quando saímos do habitual.

Não tem segredo apresentar bem este prato: 1- lagosta sempre tem que estar fresquíssima (esqueça a ideia de degustar uma boa lagosta em Minas) ; 2 – a melhor maneira de fazer é mesmo na grelha rústica de ferro, direto sobre o fogo; 3 – o melhor tempero – o que inclusive foi servido – é manteiga com ervas; prepare a misturinha e, à medida que for cozinhando, vá regando a lagosta, já aberta ao meio. Estava excelente! 4 – não deixe a lagosta passar do tempo de cozimento, fica borrachuda.

Badejo com cebola roxa caramelizada e purê de aipim

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Peixe fresco em praia é sempre a melhor pedida, pensei. Eu quero! O molho de cebola caramelizada que veio sobre o badejo estava ótimo. Porém, é bem doce e colocado sobre o peixe anulou o sabor do pobre coitado. Tentei separar, mas o peixe revelou-se insosso, sem tempero. O purê de aipim também estava sem tempero, mas misturado com a cebola ficou bom. Lição: peixe tem sabor delicado, não dá para servir com molho de sabor muito intenso, por melhor que seja. Apresentação bem cuidada, estilo gourmet, veja a foto e copie.

Detalhe que conta: preço justo – se comparado aos outros restaurantes do mesmo nível em  Trancoso. Os restaurantes do Quadrado e das melhores pousadas, apesar de simples e rústicos, nivelam-se em preço aos melhores restaurantes das grandes cidades do mundo.

Trancoso 1- Sabor da Bahia

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Nosso blog Sal & Alho adora passear e experimentar novos sabores pelo mundo afora. Afinal, esta é a melhor maneira de ampliar nossos sentidos – ouvir a explicação da cada prato do cardápio, ver a apresentação dos que escolhemos, sentir o aroma que prenuncia a chegada da comida à mesa e – o melhor de tudo – nos deliciarmos com novos e instigantes sabores. Sempre que gosto de um prato procuro saber como é feito. Os restaurantes raramente contam seus segredos, no máximo, ficamos sabendo de parte dos ingredientes. Então adoro fazer o jogo de provar tudo e tentar descobrir a maneira como foi feito e adivinhar todos os ingredientes. De cara já percebo o que foi usado como tempero e, para quem domina as panelas, é fácil saber o modo de preparo. Raramente repito a receita em casa tal qual comi, pois meu paladar já seleciona a quantidade e variedade deles à medida que vou fazendo e provando.

Em Trancoso, no litoral sul da Bahia, onde ficamos por quatro noites, selecionamos um restaurante para cada jantar. Três já eram nossos conhecidos e são sempre os indicados pelos amigos. O quarto, escolhemos pelo faro e surpresa! Foi o melhor de todos. Lição: não vá na onda dos outros e pela fama para escolher onde comer. Se achegue e dê uma assuntada, como diz o baiano. Todo restaurante tem o cardápio na porta. Pergunte ao atendente sobre os pratos, se possível dê uma voltinha, espie a mesa e os pratos de quem está comendo, pergunte se está gostoso. O famoso Quadrado de Trancoso tem um ambiente descontraído e nos permite fazer isto. E o mais importante de tudo- a regra de ouro que meu pai me ensinou: desconfie de restaurantes vazios, prefira justamente o mais lotado, mesmo que tenha de esperar. O sacrifício valerá a pena.

Selecionamos cinco restaurantes no Quadrado e aqui vai a crítica, pela ordem do melhor para o pior:

Sabor da Bahia

Escolhemos dois pratos para três pessoas e tranquilamente dava para mais outra pessoa. Bastante farto. O garçon foi muito atencioso, a comida veio rápida e fumegante. Sabor: delicioso!!!! Ambiente bem simples, rústico, limpo, conforto razoável. Simplicidade com excelente qualidade de matéria prima e comida feita com capricho.

Badejo servido na folha de palmeira acompanhado de farinha no dendê, molho de camarão, pirão e arroz branco

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Vieram três filés altos de badejo da melhor qualidade. O peixe estava bem temperado – sinal que já estava na salmoura antes do pedido. Feito no forno, assado no ponto certo, regado com um molhinho de tomate e camarõezinhos. Não havia sofisticação na apresentação, pois não é esta a proposta da casa. Pirão verdadeiro, com gosto de peixe e da boa farinha de aipim da Bahia. O excelente molho de camarão não era um simples molho – poderia ter sido servido como um prato. Praticamente é a mesma coisa da nossa receita de molho de camarão, com a diferença que colocaram creme de leite, requeijão catupiry e um pouquinho de dendê.

Mix de peixe e camarão servido na abóbora moranga acompanhado de farofa de banana a e arroz branco

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O que veio dava para três pessoas comerem! Usaram um peixe que não identifiquei qual, mas estava bom. O camarão, ótimo. O molho levou dendê e leite de côco e estava delicioso! Usaram a abóbora só como recipiente, diferente da receita de Camarão na moranga deste blog. Se quiser fazer como o do Sabor da Bahia, despreze a polpa da abóbora, use peixe cortado em cubos e adicione um pouquinho de dendê e de leite de côco ao final do preparo. A farofa de banana estava divina, se quiser fazer, veja a nossa farofa comum e adicione as rodelas de banana da terra ligeiramente fritas ao final. Dispense o ovo.

Detalhe importante: melhor preço dentre os cinco restaurantes onde comemos e bastante farto. Pode pedir um prato para duas pessoas o que torna o preço excelente!

Amanhã e nos dias subsequentes publicaremos nossos comentários sobre os outros restaurantes.

Bacalhoada

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O gosto pelo bacalhau está no sangue, para quem é descendente de portugueses, como eu e certamente vocês, brasileiros e ainda os nossos seguidores de além mar, que já são muitos. Não só em Portugal, como também nos países de idioma português da África e outros tantos morando pelo mundo afora. Aprendi esta receita com minha mãe, que aprendeu com a minha avó, que aprendeu…lá se vão gerações!

Das receitas que faço com bacalhau, pode até não ser a menos trabalhosa, mas é aquela que provoca os maiores elogios quando a panela de barro chega à mesa. Por minha conta e risco, modifiquei a receita. Aprendi a faze-la colocando os ingredientes todos crus na panela. Observei que, para obter o bacalhau em lascas limpas eu precisava aferventá-lo antes. Uma vez pré-cozido e já macio, me restavam duas alternativas, já na panela do cozimento: 1)deixava os outros ingredientes semi crus para o bacalhau não passar do ponto, ou 2) esperava a batata e os outros ingredientes ficarem cozidos e aí o bacalhau já tinha cozido demais, já estava borrachudo. Mudei a receita e deu tudo certo – este é o meu segredo que conto para vocês!

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Bacalhoada tradicional na panela de barro

Veja em Dicas- Bacalhau como comprar e preparar o peixe para este prato. Ok, agora que o bacalhau já ficou de molho na água por 48 horas , já foi aferventado e limpo, pode começar.

Um quilo de bacalhau dá para 6 pessoas. Escolha 6 batatas inglesas grandes, 6 tomates italianos grandes bem maduros, 3 cebolas grandes, ½ pimentão amarelo, ½ pimentão vermelho ( pode por do verde, também – eu acho indigesto), 4 dentes de alho, 6 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa cheia de salsinha e outra de cebolinha e mais – dica: 2 a 3 folhas de couve.

Coloque as batatas na panela de pressão, com água cobrindo e depois que a panela apitar, deixe cozinhar por 10 minutos, nada mais. Deixe esfriar e retire a pele. Pique o tomate em cubinhos, a cebola e os pimentões em fatias, o alho fatiado miudinho e o cheiro verde bem miudinho.

Desmanche o filé de bacalhau em lascas, como mostra a foto.

Em uma panela, coloque o azeite, frite a cebola e o alho, junte os tomates e os pimentões. Frite e revire até começarem a amaciar.

Se você já tem uma boa panela de barro curtida, maravilha, se não tem , escolha uma panela larga.

Forre o fundo da panela com as folhas de couve – isto é a dica para as batatas não grudarem no fundo. À medida que for fatiando as batatas no sentido maior, vá colocando as fatias – finas! – na camada do fundo, lado a lado até completar. Por cima, coloque a terça parte do molho e salpique o cheiro verde. Disponha as lascas de metade do bacalhau, formando uma camada. Cubra o bacalhau com outra camada com a terça parte das batatas. Coloque a outra terça parte do molho sobre as batatas e o cheiro verde. Cubra com a última camada de bacalhau, depois as batatas e, por último, o restante do molho. Salpique o cheiro verde. Resumo: 3 camadas de batata, 3 de molho e 2 de bacalhau, nesta ordem: batata/molho/ bacalhau/batata/molho/bacalhau/ batata e molho.

Leve ao fogo baixo, com a panela tampada até verificar que a batata está no ponto, sem deixar que cozinhe demais para não partir ao servir. Logo que começar a ferver, prove o sal e acrescente mais, se necessário, aos poucos. Cuidado, bacalhoada salgada é terrível! A quantidade de azeite necessária será analisada durante o cozimento – não pode ficar seco nem formar uma camada de azeite sobre o molho. Leve o azeite à mesa para quem quiser colocar mais.

Sirva acompanhada de arroz branco.

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Caldo de batata doce com alho poró

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Quem se lembra? Quando eu era criança, adorava doce de batata doce e ficava em volta de minha mãe na cozinha, a fazer o doce, repetindo sem parar: qual é o doce mais doce que o doce de batata doce? A gente tem que ser mãe bem novinha mesmo…como minha mãe tinha paciência com uma menininha tão repetitiva? Hoje ninguém mais faz este doce. Vou recuperar a receita. Prometo!

Agora batata doce está na moda e…aproveitando disto, com o legume sobrando na despensa, resolvi experimentar fazer um creme com esta batata para ver no que dava. Foi uma ótima surpresa! A batata doce tem uma consistência magnífica para purê ou creme e não precisa engrossar com farinha ou amido nem adicionar leite ou creme de leite. Excelente para os alérgicos a glúten e lactose ( como eu).

Caldo da batata doce com crespinho de alho poró

Para 2 pessoas basta um batata doce de bom tamanho, um talo de alho poró e meia cebola.

Descasque a batata e a cebola e corte em pedaços. Ponha água para ferver.

Refogue a batata em 1 colher de sopa de óleo. Junte o sal com alho e a cebola picada. Mexa bem até começar a fritar. Despeja água quente até cobrir a batata e deixe cozinhar. Quando espetar com um garfo e verificar que está macia, desligue e bata no liquidificador. Volte com o creme batido para a panela, verifique a espessura e o tempero. Reserve.

 

Pique o alho poró em fatias bem fininhas. Envolva em um pano de prato limpo para secar completamente. Coloque óleo para esquentar em uma panelinha, de modo que fique até a metade. Deixe que o óleo fique bem quente. Coloque o alho poró fatiado dentro de uma peneira de metal com alça. Frite no óleo, por imersão. Vá mexendo com um garfo para que frite por igual, sem deixar queimar. Quando estiver bem crocante, retire a peneira e despeja a fritura sobre papel absorvente. Tampe com outro papel e deixe secar. Salpique sal.

Sirva a sopa bem quente com o alho poró crespinho por cima.

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Involtini di zucchini

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Por favor, não chame esta receita de canelone de abobrinha perto de uma italiana. Em homenagem à uma das cozinhas que mais adoro, resolvi colocar o nome em italiano, mas é receita da minha casa que eu nem lembro se fui eu que inventei. De toda forma, a gente chama de canelone só porque é enrolada.

 Abobrinha enrolada com carne (pode ser feita com berinjela)

Prepare a carne de panela antecipadamente. Depois, vai precisar de 1 abobrinha grande, molho de tomate caseiro e pesto ( ou azeite e ervas frescas)

 

Desfie a carne cozida miúda e junte molho de tomate, de modo que fique bem molhadinha. Corte fatias finas da abobrinha de comprido, usando um cortador. A abobrinha permanece com casca e sementes. Coloque as fatias em uma panela, salpique um tiquinho de sal e abafe (tampe) só para amaciar e ficar mais fácil de enrolar.

Coloque uma colher de café cheia da carne com o molho dentro de cada fatia e enrole. Disponha os rolinhos em uma travessa refratária. Se tiver pesto* pronto passe sobre os rolinhos. Se não tiver, pique miudinho ervas verdes frescas tipo salsinha, cebolinha e manjericão e salpique sobre os rolinhos. Cubra com um fio de azeite e leve ao forno até ver que a abobrinha está cozida.

Se preferir fazer com berinjela, a receita é a mesma. Porém, não se esqueça que berinjela escurece depressa e depois não presta mais. Para que isto não aconteça, assim que cortar as fatias, mergulhe-as em água. Depois escorra e prossiga o preparo da receita.

* para fazer o pesto: pique as ervas bem miudinho, geralmente é feito com manjericão sozinho, ou com salsinha e cebolinha junto. Misture azeite. Coloque no banho maria ( é quando você coloca uma panela com água fervendo e outra dentro com o que quer fazer, no caso, o azeite com ervas) e deixe ferver em fogo brando por um bom tempo, ou seja, até que o azeite fique verde. Se quiser sofisticar, adicione pinhole (ou nozes/ ou castanha do pará) picado bem miúdo.

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Creme de espinafre

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Além de ter uma linda cor, este creme é delicioso e sofisticado. Mesmo sendo leve, sustenta, pois é super nutritivo. Precisa de mais propaganda? Sou suspeita pois é uma das minhas sopas prediletas. Quando eu era criança, minha avó fazia para mim, dizia que queria me ver forte. Estes mimos a gente nunca esquece! Mesmo quem não gosta do espinafre cru na salada (o espinafre brasileiro é amargo, eu mesma detesto verdura amarga) vai amar este creme. Esta é a receita tal qual a minha avó fazia, minha mãe, eu e minhas filhas fazemos e minha neta vai aprender assim que alcançar o fogão, por enquanto ela é muito pequena!

Receita de vó de creme de espinafre

Ingredientes: espinafre, cebola, manteiga ou óleo, molho branco caseiro já preparado e creme de leite.

Escolha um maço de espinafre bem fresco e bem verdinho. Retire só as folhas, lave-as e escorra. Coloque as folhas em uma panela, no fogo brando, abafe (tampe a panela) e deixe que amoleçam. Retire e bata-as com um batedor tradicional de carne, sobre uma tábua, daquelas que tem um sulco nas beiradas, a fim de recolher todo o suco. Reserve.

Deite 1 colher de sobremesa de manteiga (ou 1 colher de chá de óleo) em uma panela e doure uma cebola picada e uma colherzinha de o sal com alho. Junte as folhas, refogue e depois complete com o caldo. Misture. Bata no liquidificador e volte para a panela. Junte o molho branco, em partes iguais.

Misture bem. Se estiver aguado, misture um pouco de amido de milho (maizena) com leite e engrosse, mexendo bem até ferver. Prove o tempero. Na hora de servir, junte creme de leite a gosto. Gosto do ponto que quebra o verde para mais claro mas não tira o sabor do espinafre. Sirva com torradinhas amanteigadas.

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Bolo de banana passo-a-passo

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A banana é um dos ingredientes mais nutritivos e gostosos para se preparar um bolo delicioso, com a vantagem que a gente sempre tem em casa. Esta receita tanto pode feita para quem não tem restrições alimentares como para os alérgicos e intolerantes a glúten e/ou lactose. Ë só uma questão de escolher o tipo da farinha e do leite.

Bolo de banana

Verifique se tem os seguintes ingredientes: 2 xícaras de chá de farinha de trigo ( ou mix de farinha sem glúten*), 1 xícara de chá de açúcar cristal, ½ xícara de chá de óleo, 3 ovos, 4 bananas prata médias, 1 maçã ( opcional), 1 xícara de chá de leite ( pode ser zero lactose), 1 colher de sobremesa de fermento em pó, 1 pitada de sal e canela.

Coloque sobre a bancada: liquidificador, batedeira, espátula e forma de assar bolo. Pré aqueça o forno a 250 graus.

Inicie sempre um bolo separando as claras das gemas, pois as claras entram batidas só no final, para dar leveza ao bolo. Bata no liquidificador: gemas, óleo, as bananas e a maçã (opcional, só para a massa ficar mais fofa, no caso de colocar o mix de farinha), o leite, o sal e o açúcar.

Coloque o creme batido na batedeira e junte a farinha. Bata em maior velocidade para obter uma massa homogênea e depois bata em velocidade menor mais um pouquinho até a massa ficar perfeita.

Bata em separado as claras em neve. Atenção, pois as pás da batedeira precisam estar limpas. Junte sem demora e com carinho, as claras à massa, usando uma espátula ou colher e, por último, misture de leve o fermento.

Salpique farinha na assadeira e despeje a massa. Se quiser, enfeite com rodelas de banana e salpique canela. Baixe a temperatura do forno para 200 graus. Asse o bolo por uns 30 minutos. Assim que sentir o aroma delicioso de banana assada, veja se já corou. Então desligue, retire o bolo do forno imediatamente e cubra a assadeira com um pano. Só corte o bolo em quadros quando estiver quase frio, caso contrário, pode quebrar-se.

 

* o melhor substituto da farinha de trigo para bolos é o mix de farinha da Aminna que leva farinha de arroz e féculas de milho e de mandioca.

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Canja de galinha

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Nas Minas Gerais de antigamente (e em muitas famílias, com a minha, até hoje) o primeiro cheiro de alimento que um bebê recém nascido sente, fora o leite da mãe, é o cheiro de canja de galinha. Pois reza a tradição que a mamãe precisa ficar bem alimentada após o parto e a canja é o alimento perfeito, por ser nutritiva e leve. Todo mundo sabe que cheiros a gente nunca esquece. Talvez seja por isto que tem tanta gente que adora uma canja. No hotel onde trabalhei por muitos anos, sabem qual o prato mais pedido à noite pelos hóspedes? Canja de galinha, disparado na frente dos outros! Então aqui vai a receita da minha família, a que é servida no hotel.

Canja de galinha

Para 4 pessoas: 1 peito de frango grande, 1 xícara de chá de cada um destes ingredientes: arroz cru, cenoura, cebola e tomate; mais óleo, sal e alho e cheiro verde picadinho.

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Pique o peito de frango em cubinhos e tempere com sal e alho. Pique os outros ingredientes em cubinhos menores.

 

Passe um fio de óleo na panela. Doure o frango e depois a cebola. Estando coradinhos, junte a cenoura e o tomate. Despeje água fervente até cobrir, baixe o fogo e deixe cozinhar até o frango ficar macio e o arroz cozido. Prove o sal. Finalize com salsinha e cebolinha picadinhas. Sirva acompanhada de torradinhas amanteigadas feitas com pão de forma cortado em quatro, formando triângulos.

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Arroz com suã

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Há muito tempo, havia uma amiga de uma amiga minha que vivia ameaçando de fazer arroz com suã. Só ameaçava; valorizava que só o dela era dos deuses e nunca convidava ninguém para comer o tal prato. Fazíamos parte de um mesmo grupo, no qual uma de nós preparava um jantar mensal e chamava as outras ( depois de um ano, quando chegou a vez dela, ela caiu fora!). Como rolava um pouco de competição entre nós duas, tipo quem cozinha melhor, eu não quis dizer que não sabia do que se tratava. Naquele tempo não tinha Google e fiquei na ignorância achando que deveria ser um trem de doido, como diz o mineiro, complicadíssimo e tal, de tanta propaganda que a mulher fazia. Tempos depois, descobri que suã era costelinha de porco! Ai, pensei: não precisa ninguém me passar receita, eu vou fazer. Ficou delicioso e aí está a minha receita:

Arroz com costelinha de porco

Primeiro de tudo é preciso conseguir uma costelinha de porco bem fornida de carnes. Lá no Mercado Central tem! Calcule 200 gr. por pessoa. No mais, óleo, cebola, arroz, cheiro verde e pimenta biquinho ou outra pimenta forte, se tiver coragem ou se algum antepassado seu é baiano.

Como sempre, uma boa carne é feita assim: tempere com alguma antecedência ( prefiro de véspera) com sal e alho. Refogue no óleo quente até corar, misture cebola picadinha ou ralada, deixe corar. Eu gosto de flambar com cachaça – veja a dica. Como irá precisar de bastante caldo, acrescente água fervente, cobrindo a costelinha com folga. Deixe cozinhando no fogo baixo até obter um caldo bem espesso e saboroso.

Em outra panela, deite um pouco de óleo, frite o sal com alho e a cebola batidinha, acrescente o arroz e mexa até corar e desgrudar do fundo. Agora acrescente o caldo da costelinha até cobrir o arroz em 1 dedo. Quando o arroz começar a secar, ou seja, o nível da água já estiver abaixo do arroz, misture a costelinha. Deixe acabar de cozinhar. Para finalizar, misture salsinha e cebolinha picadinha miúda ( bastante) e pimenta biquinho. Se quiser dar cor e frescor, pique tomate e jogue por cima. Fácil demais, não é?

Agora sirva e coma sem exagero. Nunca mais irá se esquecer do sabor! Delícia dos deuses mesmo.

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Salada de rúcula com manga – 8

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Salada 8 

Salada de rúcula com manga

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 71 (com o molho)

 

Quantidade de gramas desta salada: 118 (com o molho)

A manga, quando madura, é riquíssima em vitamina A, que nos protege contra infecções e degeneração na visão, como a cegueira noturna. Possui também vitaminas C e E que exercem ação antioxidante, sendo também favorável ao bom funcionamento do nosso sistema de defesa contra as infecções. Porém, a grande quantidade de açúcar que a fruta possui a caracteriza como um alimento que se deve consumir com moderação, para não ingerir quantidades excessivas de açúcar.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Manga ½ banda Lascas 100 51
Rúcula 5 folhas Sem os cabinhos 8 1
Iogurte 1 colher de café 4 2
Vinagre 1 colher de café 2
Azeite 1 colher de café 2 17
Cheiro verde 1 colher de café
Limão Raspas

Quando for cortar uma manga em lascas ou cubos, coloque-a com antecedência na geladeira. Estando mais firme, facilita o corte; na temperatura natural ela irá se desfazer. Corte a metade de um lado do caroço, deve dar uma lasca de 100 gr. Descasque e corte-a em lascas menores. Escolha 5 folhas de rúcula e retire os cabinhos. Arranje a rúcula e a manga no prato. Para o molho, junte iogurte, azeite, vinagre, salsinha e cebolinha (se tiver hortelã ou manjericão, melhor ainda) e gotas de limão, nas quantidades indicadas na tabela. Misture tudo.

 Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Maneco sem jaleco

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Este nome engraçado, que nos lembra o jaleco do jeca da festa junina é o nome que o jeca mineiro ou o capiau da roça, dá para o caldo de fubá com linguiça e couve. É a versão brasileira do caldo verde, feito em Portugal com batata, paio e couve. Como o fubá de milho rende muito, sai muito mais barato que a versão portuguesa e o milho dá sensação de saciedade. Bom para alimentar as famílias com muitos filhos, pois é um caldo forte e nutritivo. Em casa, ora fazemos um, ora outro, mas eu acho o caldo com fubá muito mais gostoso. Há variações do caldo de fubá, por exemplo, experimente trocar a linguiça por frango desfiado. Compro fubá de milho no mercado central, mas há boas marcas no supermercado. Prefira o que é bem amarelinho.

Caldo de fubá com linguiça e couve

Os ingredientes que vai usar são: 1 xícara de chá ou 100 gr. de fubá de milho, 1 linguiça calabresa, 2 folhas de couve, 1 colher de sobremesa de óleo, ½ cebola e 1 colherinha de sal com alho. Nessas quantidades, o caldo dá para 6 pessoas.

Se for fazer conta de calorias veja: 100 gr. de fubá= 350 calorias, 200 gr. de linguiça= 600 calorias, 2 folhas de couve=22 calorias, óleo= 50 calorias e cebola= 31 calorias. Total dividido por 6= 175 calorias. Viu? Não precisa ter medo de comer, 1 prato do caldo não engorda!

Primeiro cozinhe o fubá com 2 xícaras de água e ½ colherinha de sal. Logo que provar e ver que está com gosto de cozido, desligue e reserve. Se precisar coloque mais água até formar um caldo ralo. Lave e pique a linguiça em fatias finas e parta as fatias ao meio. Cozinhe ligeiramente. Reserve. Enrole a couve e fatie fininho. Reserve.

Em uma panela, frite a cebola no sal com alho, junte as fatias de linguiça e mexa para que fritem ligeiramente. Acrescente o caldo de fubá, prove o sal. Deixe cozinhar mais 10 minutos até o caldo adquirir consistência de sopa rala. Pouco antes de servir, tipo 5 minutos, junte a couve.Sirva bem quente.Se quiser, enfeite com cheiro verde picadinho.

P.S. : jantamos esta sopa em um destes dias mais frios e que delícia estava!

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Hambúrguer caseiro

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São deliciosos como opção para lanche e podem ser preparados com antecedência. Tanto podem servir de tira-gosto, se feitos pequenos, como recheio de sanduiche, se maiores. Também podem acompanhar saladas. Se quiser fazer e congelar, envolva cada um separadamente – já pronto mas ainda cru – em filtro PVC e feche dentro de uma vasilha com tampa hermética. Quando quiser comer, descongele no forno micro ondas e depois grelhe na frigideira.

Hambúrguer à minha moda

Você vai precisar de 2 xícaras de chá bem cheias de carne moída ( 500 gr.), ½ xícara de farinha de rosca, 1 xícara de cebola batidinha, ¾ de xícara de salsinha e cebolinha e 1 ovo inteiro. Para temperar: 1 colher de sobremesa de sal com alho e outra de molho inglês.

Amasse, em uma bacia, todos os ingredientes juntos, misturando o ovo por último para dar liga. Forme as bolinhas na palma da mão, com a ajuda de uma colher de sopa cheia da carne misturada. Achate dando o formato de hambúrguer.

Tome uma frigideira antiaderente e passe uma linha de azeite ou óleo. Espalhe com uma espátula de modo a apenas untar a panela. Coloque de 2 a 4 hambúrguers de cada vez. Tampe a panela. Quando estiverem moreninhos por baixo, vire, torne a tampar a panela e espere que corem do outro lado. Se gostar de carne mais vermelha, deixe apenas que tomem a cor marrom, se gostar bem passado, deixe que fiquem mais escuros. Ponha-os sobre papel toalha para absorver qualquer excesso de gordura. Sirva, se gostar, com molho de tomate bem temperadinho, ketchup ou mostarda.

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Salada de vagem, cogumelos, tomate e ovo – 7

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Salada 7

Vagem, cogumelos, tomate e ovo

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa):136

Quantidade de gramas desta salada: 205

A vagem possui quantidades significativas das vitaminasA, do complexo B e da C e ainda dos minerais cálcio e fósforo, que ajudam na formação de dentes e ossos. Também possui celulose, que melhora as funções intestinais. É importante fonte de ácido fólico, sendo seu consumo muito importante para as gestantes e na formação do bebê.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Vagem 3 vagens Fatiado diagonal 35 9
Cogumelos 3 unidades fatiado 41 12
Tomate 1/2 Fatiado em gomos 65 10
Ovo 1 unidade Cortado em 4 de comprido 60 88
Azeite 1 colher de café 2 17
Aceto balsâmico 1 colher de café 2

* Obs: são considerados alimentos de tamanho médio

Comece fatiando os cogumelos e as vagens. Como os dois precisam ser ligeiramente cozidos, aproveite o mesmo caneco onde for colocar os cogumelos para aferventar e ponha por cima uma peneira de metal com as vagens para aproveitar o vapor. Veja a foto. Assim a vagem conserva-se verdinha, sem necessidade de acrescentar produtos químicos. Coloque também o ovo para cozinhar na água do cogumelo. Em menos de 10 minutos os três estarão prontos. No mesmo caneco, retire a água e deite 1 colher de café de azeite e outra de aceto balsâmico. Passe os cogumelos, tempere com uma pitadinha de sal e outra de açúcar. Reserve.

Espere o ovo esfriar para descascá-lo e cortá-lo em 4 partes, ao comprido. Salpique uma pitadinha de sal sobre as gemas. Corte um tomate tipo paulista ao meio, retire o miolo e corte uma metade em 8 tiras de comprido. Monte a salada como na foto. Sirva com as folhas de sua preferência.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Salada de salsão, maçã verde, tomate e milho – 6

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Salada 6

Salsão, maçã verde, tomate e milho

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 105

Quantidade de gramas desta salada: 343

O salsão ou aipo é rico em vitamina C, que fortalece o sistema imunológico e reduz os sintomas do resfriado e da gripe. É também fonte da vitamina A, essencial para uma boa visão e necessária para a manutenção saudável das membranas, das mucosas e da pele. É excelente fornecedor de minerais como potássio, sódio, cálcio, manganês e magnésio. O potássio, por sua vez, é um importante componente das células e fluidos do corpo; sua ingestão ajuda a controlar a pressão arterial.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Salsão 2 talos finos Em palitos 200 38
Maçã verde ½ pequena Em quadrinhos 70 43
Tomate cereja 3 unidades médio Em rodelas 58 9
Milho 1 colher de sopa cheia 15 15

Esta é uma salada leve que proporciona frescor ao paladar. Escolha 2 talos de salsão finos e de tamanho médio e pique-os em palitos finos. Corte ½ maçã verde, com a casca, em cubinhos. Corte os tomatinhos em rodelas. Junte 1 colher de sopa cheia de milho (de lata) escorrido. Misture tudo. Como a maçã escurece depressa, esta salada dever ser preparada na hora de servir.

Se quiser acrescentar um molho, servido à parte, faça o seguinte: misture 1 colher de café de iogurte ou coalhada com a mesma quantidade de maionese. Pique miudinho uma pimenta biquinho, salpique um nadinha de sal e de açúcar. Este molho tem 6 calorias.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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