Alberobello – frutos do mar

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Apaixonei-me por esta cidadezinha da província da Puglia, no extremo sul da Itália. Fica a uma hora ao sul de Bari – porto do mar Adriático – bem no início do “salto da bota” do território italiano. Pense em um lugar lindo, simpático e acolhedor e ainda totalmente diferente de tudo o que já se viu neste mundo – pois é lá! O pitoresco é que, além de ser uma cidade tombada pela Unesco por ter uma arquitetura única no mundo, conserva impecáveis as casinhas chamadas de “trullo” (uma só) ou “trulli ” ( plural) , cuja origem vem do século 15. A maioria delas ( embora reformadas) têm entre trezentos e seiscentos anos, imagine! São construções circulares com um teto piramidal feito com pedra calcária da região. Muitas ainda são casas particulares, mas há lojinhas de artesanato  e barzinhos.

Almocei em um restaurante lindo, destes de comida autoral, fantástica. Tentei tirar fotos do cardápio mas o gerente percebeu e colou em mim, que pena, daria tantas boas ideias para o blog…Assim, consegui apenas tirar uma foto do mural e do meu próprio prato.

 

Calamares da Costa Amalfitana

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Costa Amalfitana – este pedacinho encantador do mundo, na costa Mediterrânea ao sul da Itália, merece uma estada de pelo menos uma semana curtindo a bela paisagem – tanto do mar azul profundo quanto das encostas cobertas de parreirais, limoeiros, laranjeiras, tomateiros, figueiras nativas e muitas flores.

As cidadezinhas são alegres e aconchegantes, cheias de gente bonita, restaurantes, bares e lojinhas de artesanato.

A especialidade são os frutos do mar e os sorvetes- estes de todos os sabores e cores, divinos!

 

 

Limoncello de Capri

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Já contamos uma história sobre Capri neste blog quando postamos a receita da Salada Caprese. Agora estamos aqui para novas experiências gastronômicas, ao vivo e em cores – dizem ser a cor do mar em torno da ilha de Capri a mais linda do mundo. Frutos do mar é que não faltam e que sabor!  Porém, diante do delicioso perfume de flores e de limão siciliano que senti ao caminhar a pé pela bela encosta, escolhi para vocês outra receita, exclusiva do sul da Itália.

Para começar, em San Michele, na parte mais alta da ilha, tem uma loja linda que cheira a limão, chocolate e flores. Degustei o licor Limoncello geladinho, feito artesanalmente com o limão siciliano e ainda todas as delicias da loja. Vejam algumas fotos:

Receita do Limoncello 

Veja o tamanho dos limões sicilianos comparado com o cartão Sal & Alho com 5×5 cm.

ingredientes: 8 limões sicilianos, 1 quilo de açúcar e 1 litro de água.

Tire somente a casca dos limões e coloque-as em infusão em álcool 95% dentro de um recipiente hermeticamente fechado. Guarde um um lugar escuro e espere 3 semanas. Prepare uma calda colocando 1 quilo de açúcar dentro de 1 litro de água quente. Espere a calda esfriar e misture bem a infusão de álcool com a calda e deixe repousar por mais uma semana. Filtre e coloque em uma garrafa com rolha. Deve-se servir bastante gelado ( ponha no congelador tomando cuidado para não virar gelo).

Além dos produtos feitos com limão e laranja, como o Limoncello, chocolates, doces, geleias, perfumes, sachês, sabonetinhos etc, a ilha tem um artesanato lindíssimo, onde se sobressai a cerâmica como motivos de limões e flores.

 

Nápolis – Beringela à napolitana

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Começamos nossa viagem pelo sul da Itália seguindo de Roma para Nápolis. Atravessamos, por terra, extensas áreas de plantio de vinhedos e produtos agrícolas, sobretudo tomate, frutas e hortaliças. Nápolis toma para si a invenção da pizza e da famosa marguerita. Realmente, esta pizza foi apresentada pela primeira vez pelo pizzaiolo Rafaelle Esposito para homenagear a rainha Margherita di Savoia quando visitou a cidade em 1889. A pizza tem as cores da bandeira da Itália: o vermelho do pomodoro ( tomate), o branco da muzzarela di buffala e o verde do basilico (manjericão).

Como não sou pizzaiola, escolhi fazer outra receita napolitana que tive a felicidade de lá provar e que também leva as cores da bandeira da Itália.

Beringela à napolitana

Escolha uma beringela (ela é verde por dentro!), uma boa passata de tomate (o vermelho), um queijo que derreta bem ao forno ( o branco). Para o toque verde, escolha também algumas ervas. Vai precisar ainda de azeite, sal e alho.

Passe no ralo grosso o queijo ( escolhi o parmegiano embora seja originário do norte da Itália) e reserve. Faça um pesto misturando o azeite com alho picado, ervas ( escolhi salsinha, cebolinha e manjericão) e sal. Triture no socador. Reserve. Ligue o forno a 200 graus.

Corte a beringela – com a casca – em fatias finas.  Enquanto corta, vá colocando de molho na água para não escurecer. Quando terminar, escorra bem.

Tome uma travessa refratária e forre o fundo com azeite puro. Distribua as camadas: beringela, passata de tomate, queijo e pesto. Repita até terminarem os ingredientes. Leve ao forno a 180 graus até a beringela ficar macia.

Sirva como na Itália, acompanhada com pão e um bom vinho.

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Tiramisú – a sobremesa italiana por excelência

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De todas as sobremesas que comemos na Itália escolhi uma para fazer para vocês. Verdade que parece nome japonês mas o Tiramisú é uma das mais tradicionais sobremesas italianas – não há cardápio que não a tenha. Pois bem, por quatro vezes pedi esta interessante mistura que parece um de pavê com sorvete e de cada vez era feita de um jeito diferente! Pesquisei e achei duas receitas básicas: uma que leva mascarpone e outra feita com creme de leite e ricota. Como o marcarpone custa caro e é difícil de se achar no Brasil, resolvi experimentar a segunda opção. Fácil de fazer e ficou deliciosa!

Tiramisú

Para preparar uma quantidade que serve de 8 a 10 pessoas, separe: 1 caixa de biscoito champagne ( ou tipo inglês) que deve dar 200 gr. Meia ricota fresca (veja se dá 200 gr. ou 1 xícara de chá). 1 caixinha de creme de leite (que também deve dar uma xícara de chá). 1 xícara de chá de café preparado bem forte, 2 colheres de sopa de conhaque, 1/2 xícara de chá de açúcar, 6 ovos, 1 colher de sopa de essência de baunilha, 1 barra ou 200 gr. de chocolate meio-amargo.

Antes de começar, pré-aqueça o forno a 200 graus. Como os biscoitos precisam estar bem torradinhos, leve-os ao forno por 15 a 20 minutos. Tome uma travessa quadrada ou retangular tipo pirex, na qual irá servir a sobremesa e disponha a metade dos biscoitos já torrados no fundo, formando uma camada completa. Misture o café com o conhaque e, usando a metade do líquido, regue os biscoitos uniformemente.

Pique miudinho ou rale grosso o chocolate ( se estiver muito duro, derreta-o ligeiramente no micro-ondas e misture um pouquinho de creme de leite, formando um creme grosso).

Escolha uma tigela de fundo arredondado, coloque as 6 gemas e bata (com a pá da batedeira) até espumar. Junte o açúcar aos poucos e continue batendo com uma colher de pau até obter um creme claro e leve.

Bata a ricota e o creme de leite juntos no liquidificador. Junte este creme à mistura de gemas e açúcar, acrescente a baunilha. Não bata mais, simplesmente misture os ingredientes com a espátula, incorporando-os com movimentos de baixo para cima e de fora para dentro.

Bata as 6 claras em neve na batedeira. Misture-as ao creme, sem bater, delicadamente, fazendo movimentos com a espátula da mesma forma. Espalhe metade deste creme sobre os biscoitos que já estão na travessa. Sobre esta camada, coloque metade do chocolate. Disponha outra camada de biscoito, regue com a mistura de café e conhaque, espalhe o restante do creme e, por último, salpique o chocolate.

Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira por 4 horas.

Da próxima vez, farei a receita que leva mascarpone para verificar qual será a mais gostosa!

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Sanduíches italianos em Roma

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em RomaDeixando a cozinha de nossa filial em Bruxelas, hoje iniciamos novas postagens do Sal & Alho Viaja. Vamos passear por Roma, seguindo pelo sul da Itália, atravessando o mar Adriático, dando uma volta pela Croácia e Eslovênia e seguindo para o norte até chegarmos a Veneza!

Além de dar uma olhada geral nos cardápios para inspirar novas receitas, irei mostrar aqui no blog o que for vendo de diferente. Em Roma, por exemplo, perto da Piazza de Espanha, encantei-me com uma vitrine de sanduíches. Logo lembrei que temos postado poucas alternativas para lanches e almoços rápido na seção Marmita Business – MB- do blog. Pois hoje saldo a dívida!

Aqui estão diversas opções de sanduíches deliciosos ( provei e amei!) originais, naturais, com poucas calorias e bem fáceis de fazer.

Siga as fotos e as dicas de como fazer os sanduíches:

Sanduíches de atum

Para quem gosta de atum, compre atum ralado em conserva no azeite ou no óleo – em lata e de uma boa marca. Para fazer a pasta de atum, bata no liquidificador atum e ricota – sendo esta última na proporção de 1/3 da quantidade de atum e junte um pouco de água quente – a conta para facilitar de bater. Tempere com sal, limão, pimenta do reino branca e ervas. Acrescente um toque de maionese ( se quiser) e ketchup ( só um pouquinho, se gostar).

Para dar mais sabor, acrescente picles (foto 3). Você tanto pode comprar a conserva como fazê-la em casa. Pique miudinho cenoura aferventada, nabo, pepino, azeitonas preta e verde, pimentão – o que for de seu agrado. Faça uma mistura de azeite e vinagre temperada com sal e pimenta. Coloque tudo em um vidro. Tampe e leve à geladeira por 3 dias. Escorra antes de colocar no sanduíche.

Monte seu sanduíche à gosto, inspirando-se nas fotos!

Sanduíches de muçarela de búfala 

Eu adoro essa muçarela cremosa, me dá água na boca só de olhar. A opção 4 é como se fosse uma salada Caprese no pão, então tempere com azeite e manjericão. Na opção 5, com cogumelos, recomendo aferventá-los antes e temperá-los com um pouquinho de molho de soja. Para a opção 6 veja o preparo do espinafre: lave as folhas e coloque-as em uma panela com um pouquinho de água. Assim que a água ferver, desligue e tampe. Depois de 3 a 5 minutos, escorra bem a água, apertando as folhas com as mãos. Coloque-as sobre uma tábua e bata com uma faca até ficar miudinho. Deite azeite na panela, frite uma pontinha de sal com alho e passe rapidamente o espinafre. Aperte para sair o caldo e coloque-o no sanduíche às colheradas, entremeando a muçarela.

Sanduíche com frios 

Para um sanduíche que sustente por mais tempo, use frios como mortadela, presuntos e embutidos como copa ou salaminho. A opção 7 foi feita com pães feitos à base de  suco de cenoura ( laranja) e com espinafre( verde) e os outros com pão integral com grãos e pão ciabata. Varie também os queijos.

Sanduíches com frutos do mar

Experimente estas três opções que misturam frutos do mar – peixe branco ou kani ou camarão e picles misturado com creamcheese (pode substituir por maionese ou queijo cottage). Use folhas para dar frescura e crocância.

Invente!

Penne ao bechamel, alcachofras e presunto

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Continuando com a série das receitas feitas em nossa filial Bruxelas, nos supermercados europeus encontramos coração de alcachofra e presunto cru a ótimo preço. No Brasil, costumamos chamar este tipo de presunto de cru ou de presunto de Parma. Na verdade, não é cru – é salgado e passa pelo processo de cura, ou seja, fica dependurado secando ao ar livre por meses. Parma é só o proveniente desta cidade italiana. Há o similar espanhol, o famoso Pata negra e o francês, chamado por aqui de Bayonne.

Esta receita foi feita com penne sem glúten, ou seja, feito com farinha de arroz. Certamente ficará muito melhor se feita com o penne tradicional à base de farinha de trigo, pois o de arroz é seco e quebradiço.

Dica: Para cozinhar o penne à base de arroz, que é sem gosto, aconselho colocar bastante sal na água. Deixe que ferva e só então coloque a pasta. Assim que der para partir o penne com o garfo, retire e já escorra debaixo do jato de água fria, do contrário irá ficar mole e quebrar. Sempre sirva este tipo de pasta com um molho – à base de bechamel ou tomate, este bem consistente – que a envolva completamente, para que absorva o gosto do molho.

Penne ao molho bechamel com alcachofras e presunto tipo Parma

Para 2 pessoas calcule 2 pratos de sopa de penne, pois a pasta de arroz não aumenta de tamanho ao ser cozida. Faça o equivalente a 1 xícara de chá de molho bechamel, separe 2 corações de alcachofra e 6 tiras de presunto.

Para o molho bechamel: 1 colher de sopa de manteiga, meia cebola pequena ralada, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 colher de sobremesa cheia de farinha de trigo, 3/4 de xícara de chá de leite . Se preferir (fica mais gostoso), substitua metade do leite por creme de leite. Torre a farinha em separado sem deixar amorenar. Separe. Em outra panela, derreta a manteiga, frite ligeiramente a cebola e o sal com alho, sem deixar dourar. Junte a farinha torrada e misture bem com a colher de pau ou espátula até formar uma massa lisinha. Junte o leite, mexa bem para não encaroçar. Se acontecer isto, junte mais um pouco de leite, deixe ferver e depois passe numa peneira. Por último, já na hora de misturar com a pasta, junte o creme de leite e mexa, deixando esquentar sem ferver. Prove o sal, tempere com noz moscada e pimenta do reino branca. Está pronto!

Ponha a pasta para cozinhar, conforme explicado acima. Enquanto isto, termine o molho bechamel, corte as alcachofras em pedaços grandes e misture-as ao molho pronto. Desfie o presunto em pedaço médios.

Assim que a pasta escorrer, jogue-a na panela do molho e  dê uma revirada – cuidado para não quebrar o penne. Coloque a pasta com molho no prato que vai servir e entremeie o presunto.

Se quiser, salpique queijo tipo pecorinho ralado.

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Carbonade Flamande 

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O pais à noroeste da Europa hoje conhecido como Bélgica, é vizinho da França, da Alemanha e da Holanda.  Na antiguidade, foi habitado por povos celtas e germânicos – cuja tribo dos francos invadiu a região e a colonizou. É uma federação composta por três regiões políticas distintas – ao sul fica a Valônia ( habitada pelos belgas de língua francesa), ao norte a região de Flanders ( habitada pelos flamencos) e, inserida nesta última como um enclave bilingue, a terceira – a região metropolitana da capital  Bruxelas. Hoje a cidade conta com imigrantes de todo o mundo, tendo sido escolhida como sede da Comunidade Europeia. Composta por 19 comunas, tem uma população urbana de pouco mais de 1 milhão de habitantes, formando, junto com sua periferia, uma grande mancha urbana com cerca de 1,8 milhão de pessoas.

Naturalmente, sua gastronomia sofre profunda influência francesa e também algo da culinária alemã, não esquecendo a popularidade da culinária italiana e, mais recentemente, a influência do fast-food americano e das comidas típicas de seu vasto contingente de imigrantes, sobretudo marroquinos e paquistaneses. Pois neste caldeirão gastronômico, resolvemos pesquisar qual poderia ser eleito o prato típico do país. Tarefa difícil, mas nos chamou a atenção a frequencia com que um prato de nome Carbonade Flamande estava presente na maioria dos cardápios dos restaurantes de comida que poderia ser chamada de belga. Traduzindo, é uma preparação de carne de origem flamenca antigamente feita sobre carvão, ou seja, cozida. Pedi o prato em três restaurantes diferentes e em cada um foi apresentada de um jeito diferente. Recorri aos livros tradicionais de receitas e, enfim, cheguei ao que pode ser o mais perto possível da receita tradicional. Testamos com todo o empenho e carinho e, sem falsa modéstia, ficou muito mais gostoso que nos restaurantes. Aqui vai a receita:

Carbonade Flamande

Para 4 pessoas compre ou separe os seguintes ingredientes: 400 gr. de carne de boi para cozinhar (no Brasil, escolha patinho ou chã-de-dentro). Para temperar a carne:  1 colher de sobremesa rasa de sal com alho, 1 pitada de pimenta do reino e 2 a 3 folhas de louro. Para o cozimento da carne: 3 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa cheia de bacon picadinho, 1 a 2 cebolas, 1 a 2 cenouras, 2 colheres de sopa de molho de tomate (ou passata), 1 colher de sopa de mostarda Dijon em grão (já preparada), 1 colher de sobremesa de molho inglês, 1 garrafinha de 330 ml de cerveja artesanal loura de dupla fermentação – aqui na Bélgica eu usei a Leffe.

Corte a carne em cubos e tempere-a de véspera.

Em uma panela funda, deixe o azeite esquentar e frite a carne (no fogo alto) até ficar bem coradinha. À parte, ponha água para esquentar.

Junte o bacon e deixe fritar junto com a carne. Abaixe o fogo. Acrescente a cebola picada em fatias finas. Deixe dourar. Se precisar, para não queimar a cebola, pingue um pouquinho de água quente. Junte a cenoura cortada em juliana (lascas finas e regulares). Acrescente imediatamente água fervente, pelas laterais da panela – sem deixar cair sobre a carne – até a cobrir parcialmente. Tempere o caldo com o molho de tomate, a mostarda em grão, o molho inglês e a pimenta do reino. Prove o sal.

No fogo baixo, com a panela semi tampada, deixe que o caldo seque até a metade do nível da carne. Neste ponto, a carne já deve estar quase cozida. Se não estiver, junte mais água fervente e deixe a carne amaciar. Acrescente então a cerveja e deixe que a carne acabe de cozinhar. Se precisar, junte mais água, sempre quente. Prove, retifique o tempero. Se já tiver desaparecido o gosto de cerveja e a carne estiver bem macia, está pronto!

Sirva com batatas cozidas com casca e temperadas com uma pitada de sal e pimenta do reino – uma por pessoa.

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Guacamole mexicano

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Desde que visitei o México em outubro de 2014 fiquei devendo a receita da guacamole para vocês. Tantas receitas novas todos os dias que acabei esquecendo! Pois visitando a seção de frutas exóticas na famosa feira de Midi em Bruxelas – onde se acha frutas do mundo inteiro – vimos uns pequenos abacates tão simpáticos que deu vontade de comer guacamole! Aqui vai a receita, veja como é fácil e rápido de se preparar:

Guacamole

Confira o que vai precisar de ingredientes para servir 4 pessoas: 1 abacate pequeno, 1 a 2 tomates, 1/4 de cebola branca, suco de 1/2 limão, 1 pimentinha malagueta, 1 pitada de sal com alho.

 

Pique o abacate em cubos médios e tempere imediatamente com o limão e o sal com alho (para não escurecer). Pique o tomate em quadrinhos e a cebola em fatias fininhas. Pique também a pimentinha. Junte o tomate ao abacate e adicione a pimenta à gosto. Prove o sal.

Sirva sobre torradas ou como salada.

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Bacalhau para um

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Está só em casa? Mora só, está temporariamente só… ou alguém que você esperava para jantar não vem mais?

Convivo diariamente com uma das duas primeiras hipóteses e às vezes, infelizmente, com a terceira. Porém, saber viver bem é aproveitar cada momento e, de preferência, dando a você mesmo(a) pequenos mimos que lhe deixem feliz! Comer bem é um deles e vou lhe mostrar aqui como pode ser fácil. Prepare um bonito prato, abra uma garrafa de um bom vinho e curta a sua noite! Aproveite a sua companhia!

Desde algumas receitas atrás dei um bom conselho: ter sempre no congelador aquele bacalhau que você comprou, dessalgou e deixou prontinho para consumo. Ou, se mora na Europa do Norte, pode ter bacalhau fresco à disposição.

 Bacalhau rápido para uma pessoa 

Corte pimentões vermelho e amarelo em tiras largas. Corte cebola em lascas grandes. Cozinhe 1 batata e corte-a em rodelas. Pique salsinha e cebolinha verde miudinhas e ainda 1 dente de alho pequeno.

Tome uma travessinha refratária e pincele-a com azeite. Coloque as postas de bacalhau ao fundo, depois as lascas de cebola e o alho picadinho. Salpique sal , pimenta do reino e ervas. Passe um fio de azeite. Coloque as batatas fatiadas e por cima, as fatias de pimentão. Torne a salpicar o sal, a pimenta e as ervas e outro fio de azeite.

Se gostar, pode acrescentar (junto com o pimentão) tomatinho cereja ou tomate italiano cortado em tiras e também azeitonas.

Leve ao forno pré-aquecido a 220 graus até perceber que os pimentões coraram.

Sirva quente ou frio.

Recomendo acompanhar com uma boa fatia de um pão bem especial. E não se esqueça do vinho…é indispensável!

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Sopa de feijão branco

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Nada como uma sopinha para esquentar o corpo em uma noite de chuva fria! O problema é que, na volta para casa fugindo da chuva, não compramos nada para o jantar. Estamos famintas e o estoque de legumes do supermercado já acabou. Bem, achei uma lata de feijão branco no armário. Na geladeira tem um restinho de linguicinha. Descobri também uma última cebola. Pois daqui a 10 minutos teremos uma sopa deliciosa!

Se acontecer a mesma coisa com você – chegar em casa com fome e achar que não tem nada para comer – não fique triste, tudo tem solução. Mantenha na despensa alimentos enlatados (milho, grão-de-bico, feijão branco, lentilha, tomate pelado) e na geladeira bacon e linguiça, que têm longo prazo de validade. Cebola e alho também duram bastante e – maior dica- tenha uma pequena horta em casa, nem que seja em um vasinho.

Sopa de feijão branco com linguiça

Vamos preparar a sopa logo:

Corte a cebola e frite-a no azeite ou na manteiga. À parte, afervente e linguicinha. Esquente água em um caneco. Junte a linguicinha – ou a linguiça picada em tronquinhos – à cebola e frite junto o sal com alho.

Acrescente o feijão branco – que já está cozido – e misture. Amasse um pouco do feijão com uma colher de pau, para engrossar o caldo que veio na lata. Despeje água fervente, a conta de formar o caldo de sopa ralo. Prove o tempero, salpique sal, se necessário e uma pitada de pimenta do reino. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar mais 5 minutos ou mais, para o caldo dar uma secada. Se tiver em casa ( temos sempre nos vasinhos que ficam na janela da cozinha) pique e jogue por cima um pouco de cebolinha verde. Está pronta!

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Vieiras sobre creme de espinafre

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Há receitas minimalistas por excelência, onde o menos é mais e não aceitam nada além de um simples e esplêndido dueto. É o caso das vieiras, que têm um sabor tão delicado que são sempre apresentadas em pratos sofisticados porém simples.

Nos restaurantes finos do Brasil, as vieiras costumam aparecer nos menus invariavelmente como as chiquérrimas, caríssimas e deliciosas “ Coquilles Saint Jacques”. Uma vez na vida, se gasta para comer-se bem uma única vieirazinha em uma conchinha, pois é bem assim que vem, perdida no meio de um enorme prato. Acostumada com esta triste realidade, tive um surto de alegria quando vi no supermercado aqui em Bruxelas um pacote de robustas vieiras por 6,79 euros! Ok, não são assim baratíssimas, mas hoje é o meu dia de comer vieiras! Três para cada uma!

A meu ver, vieiras combinariam divinamente com um creme de espinafre à base do bechamel. Faça esta receita e certamente irá me dar razão!

Vieiras sobre creme de espinafre

Além das vieiras, tenha um maço de espinafre e, para o creme bechamel, manteiga, cebola ralada, sal com alho, farinha de trigo, leite e 1 gema.

Passe as vieiras na água quente e tempere-as com sal e gotinhas de limão. Reserve.

O espinafre europeu tem as folhas tenras e sem nenhum amargo. Retire as folhas dos galhos, lave-as e coloque-as em uma panelinha com um pouco de água, quase a conta de cobri-las. Deixe que a água ferva e então desligue. Tampe a panela e deixe que as folhas amoleçam. Escorra a água toda e coloque o espinafre sobre uma tábua. Bata com a faca até picá-lo miudinho. Reserve.

Prepare um molho bechamel derretendo, em uma frigideira, 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, dourando ¼ de cebola ralada, 1 ponta de colher de sal com alho, misturando bem 1 colher de café de farinha de trigo e juntando leite, aos poucos, até dar ponto de creme. Tire do fogo, junte uma gema de ovo sem a pele, misture bem, volte ao fogo até começar a dar bolhas. Desligue.

Junte o espinafre batido ao creme e volte ao fogo para obter um creme homogêneo.

Ao mesmo tempo, deite 1 colher de manteiga em uma frigideira e deixe que as vieiras fritem ligeiramente, de um e outro lado, adquirindo a cor de vinho branco. Enquanto isto, espalhe o creme de espinafre no prato formando uma caminha. Retire as vieiras da frigideira e coloque-as cobre o creme de espinafre. Sirva imediatamente.

Acompanhe com um champagne brut!

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Galeto na cerveja

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Na minha cidade, Belo Horizonte, se você quiser comer um galeto, há duas opções: procura-se um restaurante de shopping (porém, há muitos anos não vejo galeto no menu) ou uma “televisão de cachorro” da padaria de bairro ( raramente tem e são, na verdade, frangos). Aqui nos supermercados europeus é fácil achar galetinhos tenros. Se em Minas há tantos avicultores, porque não vendem galetos? Não entendo…Bem, vou aproveitar que estou em Bruxelas e preparar um galetinho especial para o jantar!

Galeto na cerveja Kriek

A melhor forma de se temperar uma carne inteira é por imersão no tempero. Primeiro prepare o tempero. Vai precisar de vinagre branco e água em partes iguais – deve dar 1 xícara de chá, 2 colheres de sobremesa de azeite, 1 colherinha de café rasa de sal, 1 colher de sobremesa de ervas (salsinha e cebolinha), 1 dente de alho e 1 cebola pequena. Pique tudo miudinho e misture. Passe o galeto na água fervente e retire a pele, se houver. Fure-o todo com um grafo e coloque-o dentro de um saco plástico grosso. Despeje o tempero de modo a envolver toda a carne. Feche o saco bem apertado e ponha-o na geladeira marinando por cerca de 1 a 2 horas.

Corte 2 cebolas roxas em 8 partes cada (pode ser cebolinhas baby) e escolha batatinhas baby pequeninas. Se não tiver, corte batatas pequenas em cubos, mas sempre deixe-as com a casca.

Experimentei fazer esta receita com a famosa cerveja belga feita com cereja , que tem o nome de Kriek e é rosada. Foi um acerto e tanto! Se não tiver, faça com cerveja preta ou a comum mesmo.

Tome uma assadeira alta e coloque o galeto ao centro, as cebolas e batatas em volta e regue com uma garrafinha de cerveja ( 300 ml.). Coloque para assar no forno pré-aquecido a 200 graus. Quando o frango corar, retire a assadeira e vire-o. Volte ao forno e deixe corar do outro lado. Se o caldo secar, entorne água quente pelas bordas. Quando corar de novo, está pronto!

Se quiser apressar o cozimento e deixar o galeto ainda mais macio, cubra-o com laminado até ficar macio e depois retire-o para deixar o galeto corar.

Acompanhe com arroz, cuscuz ou um risotto simples.

Se estiver em Minas, faça uma farofa com manteiga, ovos e bijú de milho, hum… não há igual!

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Tagliatelli ao pomodoro com camarões

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Esta receita é imbatível – muita gente a considera a melhor receita italiana que já comeu. Eu concordo. Amo de paixão! E tem uma vantagem: rápida e fácil de fazer.

Nesta versão, usei apenas camarões, mas pode-se fazer um tagliatelli ai frutti di mare fritando, junto com os camarões, lulas, lagostins, vôngoles, vieiras ou mexilhões (devidamente preparados). Escolha de 2 a 4 desses frutos do mar e faça esta mesma receita.

Dica: o tomate tipo italiano, maduro e firme, é fundamental, como também um suculento molho de tomates preparado em casa ou um bom pesto, como se acha aqui na Europa. Pode-se incrementar a receita com algum legume verde (um só) – para dar cor – como vagem, brócoli, abobrinha ou couve-de-bruxelas. Prefiro a vagem por ser mais firme.

Tagliatelli ao pomodoro com camarões

Notinha: por favor, pronuncie “talhiateli”, nada de “gli”- lembre-se de talharim!

Vamos à receita para 2 pessoas:

Considere 100 gr. de camarão rosinha limpo por pessoa. Separe ½ limão, sal, 2 a 4 tomates( dependendo do tamanho) picados em cubinhos, 1 cebola bem picadinha ou triturada, 1 dente de alho picadinho, 1 colher de sopa cheia de manteiga ou 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1 colher de sopa cheia de pesto ou 2 colheres de molho de tomates e 1 punhado de vagens cortadas em 3 partes.

Tempere o camarão limpo com sal e limão e deixe por 15 minutos a meia hora.Escorra. Frite o camarão na manteiga ou no azeite até ficar vermelho. Retire e reserve. Na mesma frigideira, doure a cebola e depois o alho. Junte o pesto ou molho de tomates, depois a vagem e por último, o tomate fresco. Mexa para não agarrar no fundo. Assim que a vagem e o tomate amaciarem, junte os camarões e deixe acabar de cozinhar. Nunca ponha água.

Enquanto faz o molho, ponha água com sal para ferver em um caneco alto e assim que estiver fervendo, coloque a pasta. Siga o tempo de cozimento recomendado ou faça o teste do garfo – se partir a pasta, está no ponto, ou seja, ao dente. Escorra a água e imediatamente misture a pasta ao molho. Sirva bem quente.

Recomenda-se ralar um bom parmesão ou grana padano por cima do prato já servido.

Perfeito com um bom vinho tinto italiano! E, depois, uma cama para dormir…

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Sopa de legumes com cogumelos

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Em qualquer bom supermercado na Bélgica ou na França acha-se, pelo menos, 6 tipos de cogumelos diferentes, como o cogumelo-de-paris (destes há vários tamanhos e tonalidades, desde o branco até o marrom escuro), o portobello em diferentes tamanhos, o shimeji, o shitake e os diferentes tipos de cogumelos do bosque.

Uma boa dica: cogumelos não devem ser lavados sob jato de água fria nem deixados de molho em água. Devem ser limpos com um papel macio e absorvente. Há também escovinhas macias próprias para limpá-los. Só lave-os se for prepará-los em seguida, desde que a receita exija que sejam aferventados.

Os cogumelos são muito versáteis, pois servem para se preparar um bom caldo, uma sopa cremosa, risottos, podem ser acrescentados a um molho bechamel para acompanhar pastas, são ótimos para recheio ( de tomate, por exemplo), enfim, são ingredientes para muitas receitas. Experimente acrescentá-lo a uma sopa de legumes e veja como acrescenta um sabor especial:

Caldo de carne com legumes e cogumelos-de-paris

Corte os cogumelos já limpos. Escolha os legumes que vai usar – no caldo de hoje, escolhi alho poró e cenoura. Limpe-os e corte-os em pedaços pequenos. Tome um pedaço de carne que sobrou de outro preparo* e corte-o em cubinhos.

Ponha água para ferver à parte. Coloque um pouquinho de azeite ou manteiga em uma frigideira e doure os cubinhos de carne. Assim que estiverem corados, junte os legumes e por último, o cogumelo. Mexa bem , deixe que fritem um pouquinho, tomando cuidado para não escurecerem. Abaixe o fogo e despeje a água quente até tapar os legumes e ainda sobrar 2 dedos. Tempere o caldo com sal, uma pitada de pimenta do reino e de molho inglês. Deixe cozinhar até todos os legumes estarem macios, no caso, a cenoura, que é a mais dura. Sirva quente, acompanhado de pão.

*Dica: quando for preparar alguma receita com carne de boi e sobrarem algumas pontas com gordura e nervos, não jogue fora – guarde-as para um bom caldo.

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Bacalhau assado em 15 minutos

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Aqui na Europa do Norte, o filé de bacalhau tipo Morua é encontrado fresco a ótimo preço. Pode ser preparado tanto grelhado na frigideira quanto assado no forno, porém exige cuidado no manuseio, pois se desfaz com facilidade. Para temperá-lo, basta espalhar sal em sua superfície e esperar 10 minutos.

Enquanto isto, lave, corte e afervente um punhado de brócolis. Descasque e cozinhe na água com sal algumas batatas baby, deixando-as ainda um pouco duras. Lave alguns tomatinhos cereja e deixe-os secando.

Espalhe 2 colheres de azeite no fundo de uma assadeira, coloque o filé de bacalhau no meio, disponha em volta as batatas e os tomatinhos. Leve ao forno a 200 graus até o bacalhau corar. Retire, distribua os buquês de brócolis e volte ao forno para esquentá-los.

Sirva com arroz branco aromatizado com ervas. Para prepará-lo desta maneira, pique as ervas e acrescente-as quando for colocar a segunda água do cozimento do arroz.

 Se você só encontra para comprar o bacalhau salgado:

Aproveite quando achá-lo a bom preço, como depois da Páscoa, dessalgue-o e guarde as postas no congelador para usar quando quiser.

Para dessalgar, deixe o peixe de molho na água fria por 48 horas, trocando a água 5 vezes por dia. Em seguida, corte as postas da parte mais alta – o filé do bacalhau – em pedaços de aproximadamente 6×6 cm. Coloque estas partes cortadas dentro de uma panela grande e deixe a água começar a ferver. Desligue, deixe esfriar e então retire, com cuidado para não estragar as postas, os ossos, a pele e as gorduras brancas. Use-o em seguida. Para guardar, embrulhe bem cada posta separadamente com plástico filme.

Se comprou meia banda ou o peixe inteiro e sobrou a parte fina, não coloque-a para ferver. Puxe a pele, e desfie a carne grosseiramente. Esta parte é a ideal para fazer receitas com bacalhau desfiado, como Bacalhau a Brás e bolinho de bacalhau. Se for guardar para uso futuro, coloque para secar e depois embale no filtro plástico.

Coloque os pacotinhos dentro de uma caixa plástica com boa vedação e guarde no congelador por meses.

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Risotto de alcachofras com linguicinha

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Adoro preparar um risotto porque é um prato rápido e simples de fazer.  Este foi preparado com alguns produtos comprados no supermercado de conveniência da esquina e usando uma única panela.

Gosto também de fazer risotto porque nos dá a oportunidade de criar, de inventar a cada dia uma receita nova. Tem só que seguir umas regrinhas básicas. Vejamos:

1- Use um bom arroz dos tipos que se vende para risottos, como carnaroli, arbório, etc. Nunca lave o arroz!

2- Há de se obedecer a ordem de colocação dos ingredientes – primeiro os mais firmes, depois os mais moles, sendo que alguns, como carnes, merecem ser preparados ou semi-cozidos antes.

3- É preciso que se tenha um bom caldo de legumes (ou de carne) já preparado ou então, use legumes, como cebola, cenoura, alho poró e bouquet garni (amarrado com ervas frescas) na preparação.

4- Se for colocar vinho, lembre-se que o tinto colore o arroz. O vinho tem que ser colocado depois da primeira água secar e precisa deixar evaporar o álcool.

5- Finalize, se quiser, com queijo tipo grana padano, parmesão ou pecorino, mas nunca use- jamais- creme de leite (caso de assassinato ao risotto para qualquer italiano) .

Este risotto que escolhemos para o nosso jantar de hoje é um bom exemplo de como seguir estas regrinhas. Acompanhe o passo-a-passo.

Risotto de alcachofras com linguicinha

Separe: arroz para risotto (1 xícara de chá para 2 pessoas, se for prato único), ½ cenoura picada , ½ cebola grande picada , 2 corações de alcachofras grandes, 10 mini-linguiças tipo italianas, 1 colher de café de sal, 1 dente de alho (ou 1 ponta de colher de alho em pó), 1 colher de sopa de cebolinha verde picadinha, ½ a ¾ de xícara de café de azeite de oliva, 1 xícara de café de vinho tinto, 1 colher de sobremesa de pesto ou molho de tomate.

Cozinhe a linguiça à parte com um pouco de água e reserve. Coloque cerca de 1 litro de água para ferver.

Esquente metade do azeite em uma panela. Frite primeiro a cenoura, depois doure a cebola e frite o sal com alho. Junte o restante do azeite e o arroz. Mexa, com uma colher de pau, até que os bagos fiquem translúcidos. Abaixe o fogo e acrescente água fervendo até tampar o arroz. Misture o pesto de tomate e a cebolinha verde. Prove o tempero e acrescente, se for o caso, sal a gosto.

Deixe a panela aberta e vá mexendo o arroz, de vez em quando, só para não agarrar no fundo. Assim que esta água quase secar, junte o vinho, misture e deixe que o álcool evapore. Mexa e acrescente mais água, até quase cobrir o arroz. Junte as alcachofras e as linguicinhas ( que já devem estar cozidas). Vá acrescentando água quente aos poucos até que o arroz fique ao dente- ou seja, cozido mas com alguma resistência ao ser mastigado.

Se quiser, finalize com 2 colheres de sopa rasas de queijo, mexendo ligeiramente.

Sirva bem quente.

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Domingo em Bruxelas

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Um domingo ensolarado de temperatura amena e cheio de atrações para dar-me as boas vindas em Bruxelas!

Logo cedo fomos fazer as compras da semana na maior feira de Bruxelas, nos arredores da Gare de Midi. Para quem curte cozinhar, como eu e a filha blogueira que mora na cidade, a feira é quase obrigatória. Compramos verduras, legumes, frutas, pães e delícias como só lá se acha a bom preço e de excelente qualidade: azeitonas e frutas secas, peixes e frutos do mar, queijos e frios, temperos do mundo inteiro. Como é uma feira popular, também vende roupas e artigos de casa. Tratando-se de uma feira multicultural, há muita coisa interessante de se ver e ainda dá para se comer por lá comida típica europeia, asiática e africana. Vejam as fotos e reparem nos preços:

Aqui o Dia das Mães  – no segundo domingo de maio – coincide com a Festa de Iris, evento institucional promovido pelo governo regional de Bruxelas. Esta festa – que tem a flor de nome íris como seu símbolo – reúne diferentes atrações nas imediações do Palácio Real e do Parque de Bruxelas, no centro da cidade. Em formato de feira, com barracas vermelhas como as de circo, as tendas oferecem de comida e bebida típicas a novidades de artes, cultura e esporte.  No parque, atividades para todas as idades. Aproveitamos para tomar um café com biscoitos e nos divertir com os simpáticos membros do clube do bigode.

Logo adiante, a 50 metros da Praça do Palácio Real, fica o Museu de Arte Antiga e Moderna. Ali, até 28 de junho, pode-se ver uma belíssima exposição da arte onírica de Marc Chagall. Estava tão lotada que deixamos para visitá-la depois do almoço. Imperdível!

Como a região do Sablon fica bem próxima, fomos almoçar por lá. Tem brasseries e cervejarias interessantes e é, por excelência, o endereço das melhores patisseries e chocolateries da cidade.

O dia rendeu. No fim da tarde ainda deu tempo de visitar o Food Truck Festival – a famosa feira itinerante de comida de rua – para comemorar a vida tomando um vinho branco italiano e provando petiscos originais de várias nacionalidades.

Presente de Dia das Mães!

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Desde que meus filhos eram bem pequenos, no Dia das Mães – comemorado em boa parte do mundo no segundo domingo de maio – corriam cedo para me acordar. Sempre amei ter os três – um menino e duas meninas, com intervalo pequeno de idade entre eles, pulando em cima de mim com os presentinhos feitos por eles mesmos. Logo que foram aprendendo a desenhar e depois a escrever, passaram a dedicar-me lindos cartões.

O tempo passou, hoje são adultos, o rapaz já tem esposa e duas filhinhas. Agora são minhas netinhas a pular cedo na cama da mãe delas. A filha recém-casada, a “blogueira colaboradora casada” aguarda o momento adequado de ser mãe. A filha solteira, a  “blogueira da filial Bruxelas” está morando na Bélgica. Pensei…este ano ainda tenho a chance de ter um dia das mães com filhinha do lado! Então vim para Bruxelas passar este dia com ela.

Pois a menina correu para a cozinha e preparou este bolo maravilhoso e delicioso para mim! Assim que acordei, vejam bem que belo presente recebi: pão-de-ló de laranja com recheio e cobertura de chocolate e frutas vermelhas. E mais: feito especialmente para mim , com produtos sem glúten e sem lactose!

Como já ganhei pronto, pedi a receita e, voltando para casa no Brasil, farei passo-a-passo para vocês. Só não prometo ter as frutas vermelhas tão docinhas quanto as europeias!

 

Cogumelos Portobello recheados

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Sempre quando viajo para fora do Brasil, mesmo com pouco tempo disponível, vou a um supermercado. É ali que, observando, tento perceber a alma e a essência do povo, das pessoas comuns – gente de todo tipo – vivendo o seu dia-a-dia. Adoro passear ao longo das prateleiras analisando o que comem e consomem, vendo o que há de diferente do que temos no Brasil. Há tempos atrás existia uma diferença enorme, na oferta de produtos alimentícios, entre países de continentes e culturas diferentes. Hoje o mundo praticamente se uniformizou. Sempre cresço o olho quando vejo produtos que gosto com preço ótimos, mas, hospedada em hotéis, só posso comprar produtos prontos para consumo.

Agora, aqui em Bruxelas, com nossa cozinha à disposição, estou felicíssima! Podemos comprar a matéria prima e experimentar receitas! Entusiasmei logo no primeiro dia e enchi o carrinho de compras. Para minha surpresa paguei muito menos que o esperado! (Como o Brasil está caro!)

Na Bélgica, a oferta de cogumelos é vasta, há mais de dez tipos diferentes e o preço é muito mais em conta. Escolhi para hoje cogumelos Portobello, enormes! Tive a ideia de recheá-los e para isto comprei um belo maço de espinafre. O daqui tem as folhas menores e tenras, nada de amargo e até ligeiramente adocicadas. Para dar contraste de cor, escolhi um galho de tomatinhos bem vermelhos, parecendo mini caquis.

Lave 2 cogumelos (os que preparei têm cerca de 8 cm de diâmetro) e faça neles um orifício, onde irá colocar o creme de espinafre como recheio. Separe e lave as folhas de ½ maço de espinafre. Coloque-as em uma panelinha com um pouco de água, quase a conta de cobri-las. Deixe que a água ferva e então desligue. Tampe a panela e deixe que as folhas amoleçam. Escorra a água toda e coloque o espinafre sobre uma tábua. Bata com a faca até picá-lo miudinho.

Prepare um molho bechamel derretendo, em uma frigideira, 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, dourando ¼ de cebola ralada, 1 ponta de colher de sal com alho, misturando bem 1 colher de café de farinha de trigo e juntando leite, aos poucos, até dar ponto de creme. Tire do fogo, junte uma gema de ovo sem a pele, misture bem, volte ao fogo até começar a dar bolhas. Desligue.

Junte o espinafre ao creme e volte ao fogo para obter um creme homogêneo.

Recheie os cogumelos e leve-os ao forno, a 180 graus. Quando começarem a amaciar, coloque um tomatinho bem no meio e regue-os com um fio de azeite. Deixe que o tomate amoleça e sirva quente.

Pode ser servido com torradas amanteigadas ou acompanhando uma carne.

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De volta a Bruxelas !

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Estou de volta a Bruxelas, onde o blog Sal & Alho tem, desde 21 de fevereiro último, sua filial européia. Neste dia, preparamos um prato típico belga – coelho ao molho de cerveja – para marcar a data. Hoje, vamos falar da cidade. E, nos próximos dias, voltamos às nossas receitas de inspiração européia, preparadas com ingredientes frescos na cozinha de nosso apartamento na linda capital da Bélgica, situado bem próximo ao Parque do Cinquentenário.

Quer saber qual a origem da cidade de 1,8 milhões de habitantes que hoje é a sede da União Européia? Por volta do ano 580, construiu-se uma capela dedicada a São Gaugérico em uma ilhota do rio Sena, no caminho fluvial entre as cidades de Gante e Bruges, na região de Flandres, a noroeste da Europa. A partir daí floresceu uma aldeia dedicada ao comércio, sobretudo de víveres para os viajantes. É interessante notar que a belíssima Grand Place (foto acima) – o primeiro lugar da cidade que o turista visita – foi construída sobre a antiga praça do Mercado. Fui dar uma volta e comecei a observar os nomes das ruas ao redor da praça: Rue du Marché aux Herbes (rua das ervas), Rue du Poivre (rua da pimenta), Rue du Marché aux Fromages ( rua do mercado de queijos), Rue au Beurre ( rua da manteiga),Rue du Marché aux Poulets ( rua do mercado dos frangos), Rue du Bouchers ( rua dos açougueiros), Rue des Harengs ( rua dos arengues – um tipo de peixe), Rue des Brasseurs ( rua dos cervejeiros) e por aí vai. Alguém conhece origem mais gastronômica para uma cidade?

E hoje, o que existe de comércio nestas mesmas ruas? Ah! De olhos fechados já se sabe – todo o centro histórico cheira a manteiga, mel e chocolate! As lojas de chocolate dominam – o chocolate belga é sabidamente o melhor do mundo. É de enlouquecer!

 

A cada cem metros vende-se waffle feito na hora com coberturas de chocolate, frutas vermelhas, castanhas e outras delícias.

A batata frita é uma instituição nacional, inclusive alegam que a invenção das famosas french fries é deles ! É servida em cartuchos de papel com diversos molhos à escolha. Os jovens adoram, vêm-se filas enormes mesmo debaixo de temperatura negativa.

 

E a cerveja? Sem dúvida é o produto mais consumido na Bélgica, famosa pela fabricação das melhores cervejas artesanais do mundo. Os primeiros fermentados de cevada – gueuze – eram fabricados por monges trapistas. Hoje continuam com a mesma receita, como uma das mais conhecidas – a Leffe – fabricada desde o ano de 1240! Outras famosas: Chimay, Duvel, Delirium, Mort Subite, La Choufe, Karmeliet, Grimbergen. Há louras, morenas e escuras, destiladas duas ou três vezes. Tem também cerveja fabricada com cereja, chamadas Kriek, que são rosadas e docinhas. Todas ótimas para temperar um prato e para beber enquanto cozinhamos, é claro!

Sal & Alho no Egito!

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Por causa de Nefertiti fui conhecer Tutankhamon. Lembram quando estive em Berlim em abril de 2014? Fui ao Neues Museum e desde que vi o busto da rainha Nefertiti apaixonei-me pela história do Egito Antigo. Aí veio a pergunta fundamental: ela seria a mãe do faraó menino? Depois de revirar livros e internet resolvi eu mesma ir lá conferir. Fui ao Museu do Cairo e conheci a jóia mais preciosa que o ser humano já produziu. E olha que arte é um assunto que curto e rodo mundo para ver. A máscara de Tutankhamon é lindíssima. Fiquei deslumbrada, apaixonada! Valeria a viagem, porém, mais curiosa ainda, tomei um barco e desci o Rio Nilo para percorrer todos os passos da história, visitando o Vale dos Reis, Karnak e Luxor. De Amarna, infelizmente, não sobrou nada. Interessados na história? Aguardem, escrevo um romance sobre o assunto.

Nos quatro dias que passei no barco, conversei com os guias e a tripulação para coletar dados e saber a opinião deles. Contei sobre o blog, achando que, mesmo se conseguissem acessa-lo, não entenderiam nada, pois só lêem árabe. Para minha surpresa, o pessoal da cozinha veio me pedir detalhes de alguns pratos. Espertos, pois pelas fotos descobriram como fazer! Ficamos amigos e então resolveram preparar, no último dia 10 de março, um jantar surpresa com comida típica egípcia em minha homenagem!

Hoje passo para vocês os pratos deste jantar. Algumas receitas já temos no blog e as outras irei fazendo aos poucos. Os ingredientes que usam são comuns na culinária brasileira, e, como tempero, usam sal, alho, ervas, cebola e pimentões, porém a comida não é tão temperada como o mexicana ou a oriental.

O barco

As entradas

Veja receitas no blog: homus (pasta de grão de bico), babaganush (pasta de beringela) e pão branco

Pães e mais entradas

Os pratos quentes

As sobremesas

Observe, na última foto, os simpáticos chefs!

Tudo delicioso! Deixo aqui o meu muito obrigada!!!!

Coelho belga para inaugurar filial européia

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O Blog Sal com Alho está se tornando internacional de verdade! Nada mais natural ter uma segunda sede para um blog que, hoje, é acessado em mais de 90 países e curtido por quase 150 mil pessoas. Além do nosso espaço gourmet em Belo Horizonte, no Brasil, de agora em diante teremos outra cozinha experimental na Europa, em Bruxelas, capital da Bélgica. A blogueira filha mudou-se para cá e será a nossa correspondente na Europa, experimentando e postando receitas da cozinha européia, notadamente a francesa – ponto fortíssimo aqui nesta terra onde os belgas adoram cozinhar – sempre com o perfil de receitas práticas e rápidas para 1 ou 2 pessoas. Como ela prefere levar sua refeição preparada em casa para a universidade, vamos ter muitas receitas para a nossa seção MB – Marmita Business.

No início do mês de fevereiro, as blogueiras mãe e filha estiveram juntas em Bruxelas, vivendo a experiência de morar em um flat ao lado do centro histórico da cidade. Aproveitamos para mostrar, aos que nos seguem, que é possível preparar deliciosos jantarzinhos em uma mini cozinha. Veja as receitas postadas entre 4 e 9 de fevereiro.

Logo depois, já bem instaladas em um apartamento com uma bela vista da cidade, resolvemos inaugurar nossa cozinha européia com uma receita típica belga, que comemos em um ótimo restaurante dia destes e que agora experimentamos, aprovamos com louvor e passamos para vocês.

Coelho belga ao molho de legumes e cerveja

Para 2 pessoas, compre 2 coxas de coelho. Separe: ½ alho poró, ½ cenoura já aferventada, 1 tomate fresco + 1 tomate pelado bem maduro (destes de lata italianos que vendem no Brasil) ou 3 colheres de molho de tomate concentrado, 1 dente de alho, sal, pimenta do reino, molho inglês, 2 colheres de sopa de azeite. Aqui na Bélgica usamos a cerveja Leffe brune para esta receita.

Tempere a carne do coelho com sal e pimenta do reino e deixe por 1 hora no tempero.Pique o alho poró, a cenoura, o tomate fresco e o alho. Esquente 1 colher de azeite na panela, doure o alho, o alho poró, a cenoura e o tomate. Em outra panela, esquente a outra colher de azeite e doure, de um e outro lado, as coxas de coelho até ficaram coradas.

Abaixe o fogo e acrescente ½ garrafinha de 330 ml de cerveja escura. Deixe o álcool evaporar. Junte o refogado de legumes e acrescente ½ xícara de café de água fervendo. Junte o tomate pelado ou o concentrado de tomate, misture até dissolver. Tempere com 1 colher de café de molho inglês e uma pitada de pimenta do reino. Prove o sal. Assim que ferver, tampe a panela e deixe cozinhar no fogo baixo até verificar que a carne está bem macia.

Se precisar, acrescente água fervendo, aos poucos. A carne de coelho leva um pouco mais de tempo que a de frango para cozinhar e fica rosada quando pronta.

Para acompanhar, escolhemos batatinhas baby e couve de bruxelas. Ambas devem ser aferventadas em separado e depois passadas no azeite com um pouco de sal e ervas aromáticas.

Valeu a experiência, pois o coelho ficou delicioso!

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Frango à Creole

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A culinária Creole é típica do estado da Louisiana, ao sul dos Estados Unidos. Trata-se de uma mistura das heranças francesa e africana dos imigrantes que vieram, no século 18, das colônias francesas de Antilhas, Martinica e Haiti. A base dos temperos é sempre o sal, o alho, a cebola, a páprica; ervas de origem européia como o tomilho e a sálvia, e as diversas pimentas locais, como a caiena, a verde e a jamaica. Como é uma região de pântanos e mangues, a alimentação é rica em peixes e mariscos; há ainda muitas receitas tradicionais com carne de porco e frango.

Dentre as muitas receitas da culinária creole, cajun e caribenha que tive a oportunidade de conhecer e provar no cruzeiro que fiz ao Caribe, em agosto de 2014, a bordo do Norwegian Gateway (do qual apresentei uma série de coquetéis) escolhi este preparo de frango para testar em casa – sem ter a receita, baseando-me na experiência visual, no aroma e no paladar. Ficou delicioso e fará, doravante, parte das receitas de minha casa. Confesso que o sabor ficou diferente, pois reduzi drasticamente as pimentas e especiarias, porém tornei-o mais palatável ao nosso gosto. Se quiser fazer a receita à legítima maneira creole, é só colocar muita pimenta caiena e abusar da páprica e do tomilho.

Frango à Creole

Esta receita foi feita para 4 pessoas, tomando, portanto, 8 partes de coxas, sobrecoxas e sobrepeitos de frango. Separe: 2 cebolas grandes, 2 tomates maduros e grandes, 1 lata de milho verde, a mesma quantidade de favas, 1/2 xícara de café de ketchup, a mesma quantidade de molho de tomate, 2 colheres de óleo. Na falta da sálvia, coloquei um ramo de salsinha. Prepare o tempero do frango: 1 colher de sobremesa rasa de sal, 3 dentes de alho triturados, 1 pitada de páprica, outra de tomilho em pó, outra de pimenta caiena. Misture estes temperos em 1/2 xícara de rum ou de vinho branco e espalhe uniformemente pelas partes do frango. Deixe descansar no tempero por meia hora. Antes de colocar o frango na panela, passe-o no ketchup.

Pique a cebola em gomos, primeiro em 4 e depois em 12 partes. Pique o tomate em 8 e depois cada parte ao meio (veja a foto). Bata metade do milho no liquidificador. Reserve.

Antes de começar o preparo do frango, coloque água para ferver a fim de fazer um caldo de legumes. Dentro da água, coloque 1 cenoura, 1 cebola e 1 talo de aipo picados.

Se quiser fazer a base do frango à legítima maneira creole, inicie fazendo o tradicional “roux”: coloque na panela 2 colheres de farinha de trigo e mexa com uma colher de pau até adquirir um tom bege. Junte 2 colheres de manteiga e misture bem. Nesta mistura, antes que escureça, passe as partes do frango. No entanto, é preciso prática para, logo de cara, não queimar a comida. Se preferir um jeito mais fácil de fazer, deite 2 colheres de óleo ao fundo da panela e frite o frango junto com metade da cebola. Assim que for fritando, vá pingando, pelas bordas da panela, o caldo de legumes até que este atinja a metade da altura do frango (veja a primeira foto acima). Acrescente o molho de tomate, o milho batido e as ervas. Misture. Prove o tempero. Acrescente sal, páprica e pimentas à gosto. Baixe o fogo, tampe a panela e deixe o frango cozinhar. À medida que for secando, vá completando com o caldo quente, de modo a manter o frango semi submerso.

 

Quando espetar o garfo e verificar que o frango já está quase macio, junte o restante da cebola e o tomate picados. Misture e deixe cozinhar mais um pouco. Ao final do cozimento, junte o milho e as favas. Misture e prove o tempero novamente.

Sirva quente, acompanhado de arroz branco.

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Minestrone – a sopa internacional

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Uma das sopas mais comuns da cultura ocidental é o caldo de carne com legumes, feito com frango, carne de boi ou embutido de porco e uma seleção de legumes frescos. Na Itália é um prato tradicional muito popular, conhecido como minestrone. Aqui na Europa, a maior parte dos restaurantes oferece no cardápio um caldo deste tipo, como primeiro prato, tanto no almoço quanto no jantar, geralmente com o nome de “sopa do dia”. Na brasserie onde almoçamos em Leuven, tomei uma deliciosa sopa de tomate com legumes e linguiça branca. Na volta a Bruxelas, comprei os ingredientes e repeti a receita na mini-cozinha do flat onde estamos hospedadas. A única diferença é que usei, no lugar da linguiça, um mini salami ( igual ao salaminho italiano só que bem pequeno)- na verdade, com a troca ficou melhor!

Minestrone

Para 2 pessoas separe 4 tomates maduros, 1/2 cebola, 1/2 talo de alho poró, 1/2 cenoura já despelada e aferventada, azeite, molho inglês, sal e ervas ( usei cebolinha). Passe os legumes separadamente no processador ( aqui, sem recursos, tive que picar tudo na ponta da faca). À parte, ferva 1 litro de água.

Em uma panela, esquente 2 colheres de sopa de azeite e frite, nesta ordem: primeiro a cebola e o alho poró, o mini salami ( ou linguiça calabresa ou a carne de sua preferência), a cenoura, os tomates e as ervas. Mexa até formar um purê e querer agarrar no fundo da panela. Despeje a água quente e abaixe a chama. Salgue e tempere com o molho inglês. Prove o tempero. Tampe a panela e deixe cozinhar até que tudo esteja macio. Sirva acompanhado de pão quentinho.

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Frango ao molho rosado com maçãs

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O desafio continua aqui em Bruxelas. Lá fora a sensação térmica é de menos 10 graus, acabamos de voltar da rua, são sete da noite e nem penso em sair. O frigobar já está quase vazio e temos feito nossos jantarzinhos com pouco mais de meia dúzia de variedade de ingredientes. Compramos maçãs, mas com este frio só se tem vontade de comer comida quente – estão esquecidas, coitadas. Tenho uma caixinha de creme de leite (sem lactose) e uma porção de frango, arroz e cebola. Ainda tem cogumelos-de-paris. Preciso inventar o cardápio de hoje usando o que temos.

Frango ao molho rosado com maçãs

Veja o que dispomos para 2 pessoas: 200 gr. de frango cortado em cubos, vinho, sal, alho e molho inglês para temperá-lo. Azeite, pesto de tomate ( pasta de tomate com pecorino e ervas), creme de leite. Cogumelos e cebola. Arroz. Uma maçã.

Prepare o tempero do frango com 1/2 colher de café de sal com alho, 1 colher de chá de molho inglês, 2 colheres de vinho. Salpique pimenta do reino branca. Coloque o frango cortado em cubos dentro do tempero e deixe por meia hora.

Escorra e frite o frango em 2 colheres de sopa de azeite. Deixe ficar bem coradinho. Despeje água fervendo até quase tapar o frango, reduza a chama e deixe cozinhar até ficar macio. Deve sobrar cerca de 2 a 3 colheres de sopa do caldo. Junte o pesto ( ou molho concentrado) de tomate, misture, junte o creme de leite até a quantidade necessária para envolver o frango em um molho consistente. Acrescente os cubinhos de maçã( acabada de ser descascada e picada). Deixe cozinhar mais um pouquinho e desligue. A maçã deve ficar crocante.

Enquanto preparava o frango, fiz um arroz e um salteado de cogumelos.

Salteado de cogumelos-de-paris

Pique os cogumelos e a cebola em fatias. Calcule de 4 a 6 cogumelos por pessoa (depois de cozido o cogumelo se reduz à metade do volume). Corte 1/2 cebola pequena por pessoa. Deite 1 colher de sopa de azeite na panela, frite a cebola e depois os cogumelos. Junte um pouco menos de 1/2 xícara de café de água fervendo, tempere com sal e pimenta do reino.  Deixe cozinhar até o caldo secar.

Sirva o frango com o arroz e, ao lado, o cogumelo acebolado.

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Caldo de frango com arroz e legumes

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De volta das compras em Bruxelas! Adquiri vários livros excelentes de receitas e alguns apetrechos para cozinhar. Aqui tem lojas incríveis de artigos lindos e práticos para mesa e cozinha. Facilmente a  gente se distrai e passa horas em cada loja!

Nada melhor do que uma sopa bem quentinha quando se chega da rua tiritando de frio, apesar das várias camadas de roupa debaixo de um casaco pesado, botas, cachecol, tapa orelha e gorro de pele. Para ter mais consistência e matar a fome, decidi fazer um caldo encorpado com frango, arroz e aquele aspargos peruano maravilhoso que sobrou de ontem. Vamos lá, coragem, uma sopa assim dá pouco trabalho e é de rápido preparo. Pelo menos não preciso enfrentar este frio abaixo de zero grau para comer na rua.

Caldo de frango com arroz e aspargos

Saudade da canja de galinha de casa! Dá para fazer algo parecido com o que compramos no supermercado da esquina e já temos aqui no flat. Basta uma panelinha e uma trempe de fogão. Siga a receita se quiser, como nós, comer uma deliciosa sopinha.

Separe, para 2 pessoas, cerca de 200 gr. de peito de frango desossado, 1 xícara de chá de arroz, 4 talos de aspargos, 1 tomate, 1/2 cebola, 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de café de molho inglês, 1/2 xícara de café de vinho branco, 2 colheres de azeite (ou manteiga), 1 colher de sopa de pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino) ou então 1 colher de sopa de molho de tomates, ervas aromáticas ou salsinha e cebolinha picadinhas.

Corte o frango em cubinhos. Prepare o tempero misturando o vinho branco, o sal com alho e o molho inglês. Coloque o frango neste molho e deixe, ao menos, por quinze minutos. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Escorra bem o frango e frite-o no azeite ou na manteiga até mudar de cor e corar. Acrescente a cebola, deixe dourar e depois junte o tomate e os aspargos. Misture e junte o arroz cru. Despeje a água fervente até tapar tudo e ainda sobrar 2 dedos. Misture o pesto ou o molho de tomate e as ervas. Prove o tempero.

Deixe cozinhar no fogo baixo até verificar que tudo está macio. Se precisar, vá acrescentando água, sempre quente, até o completo cozimento.

Ficou delicioso, só senti falta de não ter posto meia cenoura picadinha. Daria mais cor e mais sabor. Experimente!

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Risotto de camarão com aspasgos

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Chegamos ao flat onde estamos hospedadas cansadas de tanto passear pelo centro histórico de Bruxelas. Pensávamos, mãe e filha blogueiras, em descansar um pouco antes de sair para jantar. Porém o ambiente estava tão aconchegante e quentinho que decidimos ficar. Lá fora a sensação térmica é de -6 graus! Melhor ficar por aqui e fazer nosso jantarzinho. Temos no frigobar um pacote de camarão fresco, um molho de aspargos peruano, o riso arbóreo que abrimos ontem e os temperos que compramos. Decidi fazer outro risotto e uma saladinha.

Risotto de camarão com aspargos verdes

Veja os ingredientes para 2 pessoas: 300 gr. de camarão fresco e limpo ( compramos já sem tripa!), limão e sal, 4 talos de aspargos, 1 cebola pequena, 2 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa de pesto de tomate, 1 xícara de chá de riso arbóreo.

Tempere o camarão com sal e limão. Corte os talos de aspargos e pique a cebola. À parte, coloque 1 litro de água para ferver. Deite o azeite na panela, em temperatura alta (ou fogo forte) e deixe ficar quente. Escorra bem e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire e reserve. Na borra que ficou na panela, frite a cebola e depois o arroz. Junte os aspargos, frite mais um pouquinho e despeje a água fervendo até tapar o arroz. Abaixe a temperatura, mexa bem até desgrudar a borra do fundo da panela. Acrescente o pesto de tomate ( tomate, ervas e pecorino), sal a gosto e prove o tempero. Deixe o risotto cozinhar em baixa temperatura (ou no fogo baixo). Vá acrescentando água quente à medida do necessário, até que o arroz fique ao dente.

Ao final, junte os camarões. Misture com cuidado, deixe o caldo quase secar e está pronto! Obs.: Quando se termina um risotto, precisa restar um pouco de caldo grosso no fundo da panela, que será naturalmente absorvido pelo arroz até que o prato seja servido.

Enquanto o risotto cozinhava, aproveitei e fiz uma saladinha com tomate, ervilhas de folha (coloquei previamente para dar uma ligeira amolecida com um pouquinho de água), azeite e salpiquei sal e castanha do pará brasileira ( aqui tem nos melhores supermercados) picadinha para dar uma crocância.

Em meia hora fizemos nosso jantarzinho! E ficou delicioso!

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Peixe com risotto rápido

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Aqui estamos, em Bruxelas, hospedadas em um flat que dispõe de uma mini cozinha: um fogão vitrocerâmico com 2 bocas, 1 micro-ondas, 1 frigobar e 1 bancada com pia. No armário há três panelas, pratos e talheres. Suficientes para se preparar um jantar? Sim, claro, pois lá fora a neve cai de leve e a temperatura está em torno de zero grau! Como já prevíamos o mau tempo, demos uma passada rápida no supermercado e fizemos algumas comprinhas básicas de suprimentos, uma vez que ficaremos uma semana na cidade. O que temos no frigobar? Compramos alguns alimentos que foram de nosso agrado à primeira vista, sem pensar previamente em qualquer cardápio. Coloquei em cima da bancada o que tinha: 1 filé de bacalhau norueguês fresco, 1 bandeja de ervilhas de folha do Kênia, 1 pacote de tâmaras da Algéria, 1 bandeja de champignons-de-paris frescos, 1 pacote de riso arbóreo italiano, tomates, cebola, sal, alho em pó e azeite italiano. Desafio: transformar estes ingredientes em um jantar! Veja o que preparei:

Filé de bacalhau fresco e tomate recheado com cogumelos e tâmaras acompanhado de risotto de ervilhas de folha

Comece salgando o filé de bacalhau.

Tomate recheado: Para 2 pessoas, separe 2 tomates tipo caqui, 6 cogumelos, 4 tâmaras e 1/2 cebola roxa. Corte uma tampa nos tomates e retire o miolo com uma colherzinha. Reserve. Pique os cogumelos, as tâmaras e a cebola. Coloque os cogumelos em uma panelinha com um pouquinho de água e deixe ferver. Junte a cebola e espere a água secar. Coloque uma pitada de sal e outra de alho em pó. Se tiver um vinho sobrando, acrescente 1 colher de sopa e deixe que evapore. Coloque uma colher de sobremesa de azeite, deixe fritar, junte as tâmaras. Prove o tempero. Assim que o azeite começar a secar, está pronto. Recheie os tomates e reserve.

Risotto: Calcule 1 xícara de café de arroz para risotto por pessoa. Esquente água à parte. Corte um punhado de ervilhas de folha. Deite 1 colher de sopa de azeite na panela, deixe esquentar. Junte o arroz e 1/2 de uma cebola picada bem miudinha. Mexa até o arroz ficar transparente. Adicione a água fervente até tapar o arroz. Junte as ervilhas picadas, sal e alho. Prove o caldo. Obs.: como achei que estava sem graça, adicionei 1 colher de chá de  bouquet garni Coeur de Bouillon que havia comprado e 1 colher de sobremesa de suco de limão siciliano. Provei o caldo, ficou ótimo! Deixe o arroz cozinhando e vá adicionando água à medida do necessário até ficar ao dente.

Bacalhau: deite azeite na frigideira e coloque as postas. Frite de um lado e depois do outro.

Enquanto isto, coloque os tomates por 2 minutos ou pouco mais no micro-ondas.

Aproveite o azeite da frigideira e coloque algumas ervilhas de folha para fritar.

Se tiver queijo pecorino ou parmesão ralado, adiciono ao risotto quando estiver começando a querer agarrar na panela. Mexa ligeiramente e desligue.

Monte os pratos com um tomate recheado, uma posta de bacalhau, uma porção de risotto e algumas ervilhas de folha.

Acompanhe com um bom vinho tinto.

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Festa de criança

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Primeiro dia do ano! Vamos homenagear as crianças!

Quando estive, em novembro último, em um cruzeiro pelo Caribe, a tripulação preparou uma festa para as crianças no último dia da viagem. Navio sempre tem aqueles caras incríveis que fazem esculturas em gelo, em chocolate, enfeites maravilhosos confeccionados com frutas e legumes para decorar pratos e outras invenções. Desta vez, o japonês que preparou as esculturas feitas com frutas, superou minhas expectativas, não somente pelo bom gosto como também pela rapidez com que as fez.

Desde há um ano, sempre que vejo e como alguma coisa muito boa, reproduzo quando chego em casa, fotografo e escrevo o passo-a-passo para vocês. Desta vez, não me arrisquei – penso que ficaria um dia inteiro para fazer apenas uma destas lindas esculturas. Se você tiver muita habilidade, tente!

Veja as fotos:

O cavalo, com cara de melancia e crina de abacaxi.  Os olhos são de laranja, maçã e azeitona preta e os cílios de cravos da índia. A língua é o tampo de um tomate.

O palhaço, com cara de melão verde, nariz de tomatinho cereja, olhos de maçã e azeitona preta, linguinha de cenoura, orelhas de laranja e tomatinho. Chapéu de abacaxi.

Peixinhos nos corais do fundo do mar feitos com limão siciliano, barbatanas de cenoura e talo de alface e olhinhos de cravos da índia. Flores de tomate e folhas de alface recortadas.Algas de pepinos.

O coelho, comendo uma cenoura, com cara de melancia, nariz de laranja e tomatinho, olhos de cenoura, maçã e azeitona preta.

Arranjo de flores. Melancia, alface, cenoura, pimentões, laranjas e tomates.

O artista, confeccionando sua obra prima: “mil flores” feita com melancia.