Bacalhau à francesa

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Blogueira mãe e blogueira filha foram jantar na casa da filha mais velha, no sábado antes do Natal. A menina é sofisticada! Voltou do outro lado do mundo com ideias gastronômicas maravilhosas, baseadas nos pratos divinos que comeu em restaurantes bacanérrimos. Ela é bem espertinha, enquanto ficamos aqui publicando receitas fáceis e tradicionais, ela inventa novas receitas! Pois bem, vamos ao jantar!  Depois de nos servir aperitivos de inspiração franco oriental e brindarmos com um bom champagne, convidou-nos para sentar à mesa, posta com motivos natalinos. Sempre tudo muito clean e muito chique. Serviu-nos uma original entrada ítalo brasileira e depois nos trouxe um bacalhau empratado – cada um em um prato especialmente montado. Quando senti o aroma e provei a maravilha, disse: quero esta receita no blog! A danadinha, prevendo meu pedido, já tinha fotografado o preparo para o passo-a-passo! Restava apenas tirar a foto final. Enquanto nos deliciávamos com o bacalhau, ouvimos a história, bem divertida, de como e onde ela havia comido um peixe – pela apresentação e sabor – provavelmente feito de modo semelhante, em um restaurante francês muito sofisticado no Myanmar. Segue aqui a receita original: adaptada, fotografada e escrita por ela, em primeiríssima mão.

Bacalhau à francesa com cogumelos

Prepare as postas de bacalhau dessalgando-as com, pelo menos, 48 horas de antecedência, aferventando-as e retirando completamente ossos e pele. Veja como fazer em dica – bacalhau. Para cada posta, corte um pedacinho de bacon e uma cebola média. As cebolas serão cortadas conforme o uso que faremos delas: 1/4 bem picadinha e o restante em rodelas bem fininhas.

Limpe os cogumelos-de-paris e shitake (3 de cada para cada posta de bacalhau) com um guardanapo de papel e pique-os em cubinhos bem pequenos. Numa panela funda, deite o azeite e frite a cebola picadinha. Quando começar a dourar, acrescente primeiro o cogumelo-de-paris, que é mais durinho, e depois o shitake. Para temperar, coloque um pouco de molho shoyo, mas cuidado, é muito pouquinho ou vai estragar o bacalhau. Desligue o fogo quando verificar que os cogumelos estão macios.

O próximo passo é selar o bacalhau. Deite azeite em uma frigideira anti-aderente bem quente e grelhe de leve a posta apenas de um lado. Reserve.

Agora, prepare a cebola fatiada que restou. Passe-a no azeite quente até que fique dourada e quase macia. Lembre-se que irá terminar seu cozimento em outro momento. Reserve.

Em uma travessa refratária, disponha nessa ordem: 1/2 da cebola em fatias semi-pronta, 1/2 dos cogumelos que você já preparou e as postas de bacalhau com a parte selada para cima. Salpique os pedacinhos de bacon ao lado de cada posta. Regue com bastante azeite. Leve ao forno pré-aquecido, a uma temperatura de 200 graus, até verificar que tudo está macio. Cuidado para não deixar o bacalhau corar nem ressecar.

Enquanto o bacalhau cozinha, faça o molho de cebola. Doure o restante no azeite com um pouco de sal com alho e quando estiver bem macia, vá acrescentando água quente aos poucos, até que forme um caldo bem gostosinho. Bata no processador e depois coloque no fogo baixo, esperando o bacalhau. Neste momento, esquente aquele resto de cogumelos que você havia reservado na outra panela.

Retire o bacalhau do forno, separe as postas e reserve. Retire o bacon e despreze, ele já fez o seu papel.

Monte o prato rapidinho para nada esfriar:

Faça uma base com os cogumelos no meio do prato, como se fosse uma cama para o bacalhau: coloque por baixo o cogumelo que foi ao forno, e por cima aquele que ainda está inteiro e quentinho na panela. Coloque as postas por cima e disponha o caldo de cebolas em volta. Enfeite com um tomatinho cereja para dar cor.

Sirva acompanhado de um bom vinho, de preferência português.

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Farofa de banana

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Tem hora que um picadinho de carne, um churrasco, um franguinho ensopado ou assado ou até mesmo um peixe frito pede uma farofa como acompanhamento. Esta farofa de banana da terra é deliciosa, fácil e rápida de fazer e trata-se de uma excelente opção. Você pode fazê-la com outros tipos de banana, com abacaxi e também usar farinha de bijú de milho ao invés de farinha de mandioca. Pode também incrementá-la com cebola ralada, azeitonas verdes, salsinha e cebolinha. Porém, prefiro mesmo é a que segue a receita.

Farofa de banana da terra

Calcule, para cada 2 pessoas: 1 banana bem madura, 2 colheres de sopa de manteiga, 1/2 colher de café de sal com alho e 1 xícara de café mal cheia de farinha de mandioca.

Você vai precisar de 2 frigideiras – sem preguiça de lavá-las depois. Corte a banana e frite-a em uma frigideira, com 1 colher de manteiga, até que fique dourada. Enquanto a banana frita, na outra frigideira torre ligeiramente a farinha. Assim que ficar bege, afaste a farinha para as beiradas e coloque no meio da frigideira 1 colher de manteiga e o sal com alho, misturando estes dois. Em seguida, misture com toda a farinha, no fogo baixo, usando uma colher de pau. Assim que a mistura estiver homogênea, junte a banana frita e misture cuidadosamente.

Se for fazer a farofa com mais ingredientes, frite a cebola na manteiga e depois acrescente os verdes. Por último, acrescente a banana. Sirva quente.

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Filé à moda oriental

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Este é um prato bastante prático, pois você usa uma única panela, além de ser muito fácil e rápido de ser preparado. A melhor carne para se usar é o filé, mas pode ser outra carne de boi, como alcatra, ou até mesmo frango ou carne de porco. Pode ser servido acompanhado de arroz ou de alguma pasta tipo oriental, o conhecido miojo ou a pasta de arroz. Também, podemos internacionalizar:  vai bem com um spaghetti ou tagliatelli. Faça a sua escolha!

Iscas de carne com ervilhas, cogumelos e broto de feijão

Para 4 pessoas, vai precisar de 250 gr. de carne, 1 cebola grande, 15 vagens de ervilha de folha, 15 cogumelos de paris grandes, 2 xícaras de chá cheias de broto de feijão, 1/2 xícara de café de óleo, 2 colheres de sopa de molho de soja, 1 colher de sobremesa de mel e uma pitada de pimenta do reino.

Corte a carne de sua preferência em tiras ( clique aqui para ver como cortar o peito de frango ou aqui para ver como se corta um filé em tiras da maneira correta). Tempere com 1 colher de café cheia de sal com alho e deixe por meia hora. Enquanto isto, pique a cebola em rodelas, corte as ervilhas de folha ao meio e fatie os cogumelos. Se gostar de um toque amarguinho na comida, acrescente talos de almeirão (ao final do cozimento).

Tome uma panela funda e fina, de preferência uma WOK. Deite o óleo, deixe esquentar e doure a carne até que mude de cor. Empurre para as beiradas e coloque a cebola, deixando que amoleça. Misture a cebola com o filé e afaste-os, deixando o centro da panela livre para colocar as folhas de ervilha. Assim que começarem a fritar, jogue-as para cima da carne e ponha a metade dos cogumelos e, em seguida, o broto de feijão. Logo que começarem a amaciar, pingue o molho de soja ( shoyo) no centro da panela e nas beiradas, sem deixar que tinja as ervilhas. Misture tudo, mexendo com uma espátula (se for na wok) para não agarrar no fundo. Deixe que tudo amacie e então jogue por cima o restante dos cogumelos. Acrescente o mel e salpique a pimenta do reino. Misture. Prove se o tempero está do seu agrado. Deixe cozinhar no fogo fraco mais uns 5 minutos, no máximo, ou até que a carne esteja macia. Abafe até a hora de servir.

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Nhoque da Peppa

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Quem tem criança pequena em casa vai entender o apelido carinhoso que colocamos neste preparo de nhoque. Tudo agora é da Peppa, a porquinha simpática que faz o maior sucesso na TV. Minha netinha de 2 anos só quer saber da Peppa e ficou tão fascinada com o nhoque cor-de-rosa que a tia fez que rapou o prato e pediu mais! A criança que há na sua casa ( mesmo que seja você) vai adorar brincar de colocar a mão na massa, enrolar e cortar os nhoquinhos. Depois vai precisar da ajuda de um adulto para cozinhá-los. Vamos lá, diversão para a família inteira!

O que vai precisar: 1 beterraba, 3 batatas, 1 xícara de chá bem cheia de farinha de trigo, 1 ovo e 1 colher de café de sal. Um pouco mais de farinha e também de sal. Vejamos:

Cozinhe 1 beterraba dentro da água e bata-a no liquidificador – sem água- para fazer um creme grosso. Precisa dar 1 xícara de café cheia deste creme. Olhe na foto.

Cozinhe as 3 batatas até começarem a desmanchar, tire a pele e amasse-as até virarem um purê.

Ponha a farinha dentro de uma bacia de plástico junto com a batata amassada. Misture bem as duas e depois junte o creme de beterraba. Misture tudo. Faça um buraco no meio da massa e coloque o ovo – clara e gema- e o sal. Misture bem, com ajuda das mãos, até formar uma bola de massa toda igual e que não grude nas suas mãos. Se estiver grudando, vá juntando, aos pouquinhos, mais farinha.

Espalhe uma camada fina de farinha de trigo sobre a bancada limpa e seca da cozinha. Transforme, com a palma das mãos, a bola de massa em um rolo grosso. Corte este rolo em pedaço com 4 dedos de largura. Role estes pedaços sobre a bancada até conseguir rolos finos e certinhos, da largura de um dedo polegar de um adulto. Corte estes rolos em pedaços de 2 dedinhos de largura cada um.

Pegue um garfo e amasse um pouquinho cada nhoque. Estão prontos para serem cozidos!

Encha uma panela de água e deixe ferver- esta parte precisa ser feita por um adulto. Jogue um punhado de sal. Assim que a água começar a ferver de novo, vá colocando, aos poucos e com a ajuda de uma escumadeira, uma porção de nhoques de cada vez. Primeiro os nhoques afundam e quando subirem para a superfície, retire-os. Repita até que todos os nhoques tenham “tomado banho” na água quente. À medida que for retirando os nhoques, coloque-os num escorredor de massa e depois, já secos, em um pirex.

Na hora que for servir, coloque um pouco de azeite em uma frigideira e passe os nhoques junto com sálvia picada. Acrescente sal, se precisar. Sirva quente, com bastante queijo ralado por cima.

Pode também fazer um molho branco, colocar os nhoques, salpicar queijo ralado por cima e levar ao forno. Uma delícia!

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O Tucunaré de Marabá

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A blogueira filha me ligou do mercado de Marabá dizendo que iria trazer um tucunaré de avião! Marabá, é uma cidade no estado do Pará, situada na confluência de dois dos grandes rios da Amazônia, o Tocantins e o Itacaiunase e é famosa pela sua culinária. Pensei: ai meu deus, deve ser um daqueles peixes enormes da Amazônia! Nem vai caber no meu freezer (que é pequeno). Ainda bem que, esta semana, ela chegou com um peixe pequeno, um filhote! Trouxe também um maço de jambú, a tal folha que anestesia a língua.

Esperamos a outra filha, a casada, vir à nossa casa no final de semana, para prepararmos o peixe para o almoço de domingo. No sábado, temperei o peixe com sal e limão e o deixei na salmoura, amarrado dentro de um plástico, deixando-o passar a noite na geladeira. Quando for temperar um peixe, coloque em um pratinho sal e suco de limão, na proporção de 1 limão tahiti para cada colher de chá de sal. Misture e vá passando a mão nesta mistura e no peixe, espalhando o tempero por igual, em uma fina camada. No caso de peixe inteiro, passe o tempero por fora e por dentro.

Lá pelo meio-dia, fomos as três para a cozinha. O que fazer? Nunca havíamos preparado um tucunaré! Poderia ser feito na grelha, mas aqui em casa só tem a da churrasqueira e não tenho costume de fazer peixe assim. Em panela, não cabia! Pois então, vai para o forno! Forramos uma assadeira com papel alumínio e colocamos o peixe. Achamos que ficaria sem graça. A filha viajante, que havia comido tucunaré em Marabá contou-nos que o haviam servido recheado com farofa de camarão defumado, mas não tínhamos camarão deste jeito em casa. Bem, pensamos em aproveitar a barriga do peixe aberta para colocar algo dentro dele. Não sabíamos se o peixe teria ou não a carne seca, então decidimos colocar cebolas como recheio, pois amaciam e ajudam a cozinhar. Cortamos cebolas baby em quatro e colocamos o que coube dentro do peixe. Pré aquecemos o forno a 200 graus e colocarmos o peixe para assar. Sem papel alumínio por cima, pois queríamos a pele tostada.

Tinha ainda o jambú. A filha caçula havia comido o peixe em Marabá com arroz de jambú. Olhei para as folhinhas e achei que poderia dar certo fazer igual arroz de brócolis. Lavamos as folhinhas e as coloquei com um pouquinho de água no fogo baixo. Assim que a água secou, apaguei o fogo e tampei a panela. Abafando folhas elas ficam macias e conservam o verde. Bati metade da quantidade de folhas no liquidificador com um pouco de água. Fui fazer o arroz e na primeira água já coloquei uma quantidade de folha batida suficiente para colorir o arroz. Quando o dito cujo estava quase pronto, misturei algumas folhas, para ficar bonito. Com parcimônia, pois se exagerasse na quantidade de jambú sabia que ficaríamos com a língua adormecida.

E a farofa? Tivemos a ideia de fazer uma farofa de bananas. A banana da terra é perfeita para farofa mas aqui em Belo Horizonte só é achada no Mercado Central. Não dava tempo de ir buscar! Decidimos fazer a farofa com banana prata mesmo e escolhemos as madurinhas. Para 3 bananas, torrei 1 xícara de chá de farinha de mandioca e quando começou a ficar rosada, acrescentei 2 colheres de sobremesa de manteiga, uma colherinha de café de sal e misturei. Apaguei o fogo. Cortei a banana em rodelas. Em uma frigideira, fritei-as com 2 colheres de manteiga e no final, para dourá-las, polvilhei açúcar. Então juntei a farinha. Joguei por cima 1 colher de chá de salsinha picadinha. Misturei com cuidado para não partir as rodelas de banana. E o peixe?

Quarenta minutos de forno, o tempo certo de preparar o arroz e a farofa e eis que o peixe estava bem macio e com a pele tostadinha, perfeito! Servimos o tucunaré recheado com a farofa de banana, o arroz de jambú enformado, as cebolas ao lado e enfeitamos com tomatinhos. Ficou simplesmente delicioso! A família aplaudiu!

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Torta de banana – 2 opções fáceis de fazer

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Torta de banana tem gosto de infância. Não há quem não conheça e goste desta sobremesa com jeito de Brasil, feita a partir do tradicionalíssimo doce de banana. Também não há cozinheira que não o faça, pois há sempre alguma banana madura precisando ser aproveitada. Pode-se fazer com banana prata, que é a mais comum no Sudeste, com a bananinha ouro, com a banana da terra, com a caturra…cada região do país tem a sua banana. Uma torta de banana geralmente tem 3 ou 4 camadas: uma de doce de banana, outra de creme de gemas e outra de suspiro ou merengue, tendo ainda a opção de acrescentar biscoito. Para quem nunca fez este doce tão popular, aqui vai a receita:

Doce de banana

Corte 6 bananas médias ( prata) em rodelas da espessura de 1 dedo. Reserve. Faça uma calda caramelada: coloque 3 colheres de sobremesa de açúcar cristal em uma frigideira. À parte, tenha água fervendo. Mexa o acúcar com uma colher de pau até formar uma calda grossa da cor de caramelo. Despeje a água quente aos poucos, aproximadamente 3 xícaras de chá de água. Continue mexendo até que a crosta que se formou dissolva por completo.Se precisar coloque mais água até conseguir o ponto de uma calda bem rala. Junte as bananas cortadas, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe que cozinhem até ficarem macias. Deixe o doce esfriar.

Creme de gemas para a torta

Para cada 6 bananas vai: 3 gemas ( guarde a clara), 3 colheres de chá rasas de açúcar, 1 colher de chá de manteiga, 1 1/2 xícara de chá de leite, 1 lata ou caixa de leite condensado,1 colher de chá cheia de amido de milho ou maizena, 3 gotas de baunilha. Bata as gemas, o açúcar, a manteiga, o leite e o leite condensado, no liquidificador. Pingue o extrato de baunilha. Leve ao fogo até começar a ferver. Dissolva a maizena  em 1 xícara de café de água e acrescente. Abaixe o fogo e mexa, com a colher de pau, até começar a fazer bolhas. O creme deve ter uma consistência média. Deixe esfriar.

1a. opção: Torta de banana com suspiro

Bata as 3 claras em neve na batedeira e junte 3 colheres de sobremesa de açúcar refinado ( ou o cristal batido no processador ou liquidificador). Continue batendo até dar ponto de suspiro, ou seja, se passar uma colher e retirá-la, o creme formará um “cabinho” vertical que se manterá sem cair para o lado. Monte a torta colocando a 1a. camada de doce de banana, a 2a. de creme de gemas e a última de suspiros. Faça os suspiros usando como medida uma colher de chá. Veja a foto. Leve ao forno pré aquecido a 80 graus só a conta do suspiro ficar rosado. Retire do forno e deixe a torta esfriar em algum canto protegido de corrente de ar. Depois de fria, leve à geladeira para resfriar.

2a. opção: Torta de banana com biscoito champagne

Esta opção não vai ao forno, portanto, é mais fácil de ser feita. Também é menos doce. Passe os biscoitos champagne no leite até que comecem a amolecer. Forre o fundo da travessa. Coloque o doce de banana e depois o creme de gemas. Bata as 3 claras em neve e junte apenas 1 colher de chá de açúcar. Torne a bater.  Junte uma caixa de creme de leite – sem soro – e misture com cuidado para obter uma mistura homogênea, sem deixar o volume diminuir. Finalize a torta com esta última camada e leve à geladeira por 4 horas antes de servir. Enfeite a torta com um fio de calda caramelada ou mel e farofa de amêndoas, nozes ou castanhas.

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Pato à Marraquesh

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Há várias maneiras de se preparar um pato. Quando se trata de receita que requer cozimento (como arroz de pato e cassoulet), faço uso da panela de pressão, pois não tenho paciência para ficar horas na frente do forno tomando conta de um pato. E, pato duro, ninguém suporta! Aprendi esta dica com um dos mais conhecidos – e premiados – chefs do Brasil, que já teve um restaurante famosíssimo na serra fluminense e hoje aprimora a arte de se comer bem no seu, não menos famoso, restaurante em uma sofisticada praia. Assim sendo, tenho permissão para cozinhar um pato na panela de pressão, ok?

Esta receita foi feita quando minha filha mais velha veio ajudar-me a preparar a última ceia de Reveillon. Decidimos inventar uma nova receita, baseada, é claro em nossa bagagem gastronômica. Com paladar apurado, ela gosta de comer bem, viaja pelo mundo afora com o marido – sempre curiosa em descobrir novos sabores – e sempre traz novidades para mim e a outra filha blogueira. Ela entra com novas ideias, na teoria, e eu entro com a experiência prática. No fim, sempre dá certo. Este dia estávamos inspiradas pelo espírito mágico que é a chegada de um novo ano. Inventamos o preparo na hora, ela ia dando as sugestões conforme o que lembrou de um prato com frango e maçãs que comeu em Sevilha, na Espanha, e eu fiquei ao lado dando palpite. A nova receita ficou simplesmente, “dos deuses!”

Pato à Marraquesh ( inventamos este nome)

Preparo do pato:

Para 8 pessoas ( considerando que este seja um dos pratos de um jantar) compre 8 partes de pato, de preferência, coxas. Separe: 2 talos de salsão, 1 cenoura, 1 cebola grande, 4 dentes de alho, 1 ramo de salsinha e cebolinha, 4 folhas de louro, 1 xícara de chá de vinho tinto, 4 colheres de sobremesa rasas de sal, pimenta do reino a gosto. Disponha as partes do pato organizadas no fundo da panela de pressão e coloque todos estes ingredientes, completando com água até que esta fique 3 dedos acima do nível das partes do pato. Cozinhe por 20 minutos, contados depois que a panela começar a apitar. Após este tempo, o pato deve ficar ainda um pouco duro. Retire da panela, com cuidado, as partes do pato. Coe e reserve o caldo, desprezando os legumes.

Tome uma assadeira, disponha as partes do pato com a parte mais gordurosa, com a pele, para baixo e regue-as com o caldo, deixando 1 dedo deste caldo na assadeira ( o nível de caldo deve cobrir o pato até a metade). Leve ao forno, pré-aquecido, a 180 graus, por cerca de 20 minutos. Fora do forno, retire a pele e o excesso de gordura e vire as partes do lado contrário. Deixe assar outros 20 minutos, ou até quando enfiar o garfo e verificar que está bem macio. Não deixe ficar corado, pois voltará ao forno.

Enquanto o pato assa, prepare a calda caramelada para a finalização: coloque em uma frigideira 2 colheres de sopa de açúcar cristal. Mexa com uma colher de pau até que forme um líquido espesso de cor caramelo. Despeje, aos poucos, cerca de 1 xícara de café de água fervente e continue mexendo, sem parar, até obter uma calda grossa e homogênea. Despeje o suco de 1 laranja e continue mexendo até o ponto de calda rala. Reserve.

Preparo do molho de maçãs:

Separe 3 maçãs grandes e suculentas, 4 colheres de sopa da açúcar, 1 colher de sopa de mel, um tico de canela e de cravo, 1 xícara de café de vinho branco.

Prepare outra calda, como a anterior, só com o açúcar e cerca de 2 conchas de água (sem a laranja). Quando estiver pronta, junte 2 conchas do caldo do pato que reservou. Misture bem. Desligue o fogo.

Descasque as maçãs e corte-as rapidamente (para não escurecerem,)em cubos médios. Junte ao caldo e volte ao fogo baixo, mexendo com cuidado.

Acrescente o mel, um tiquinho de canela e outro de cravo da índia em pó e o vinho branco seco (de preferência sauvignon blanc, que é menos doce). Deixe o álcool evaporar. Para engrossar o molho, dissolva 1 colher de sobremesa de amido de milho (maizena) em 1 xícara de café de água e junte ao caldo, mexendo até que as maçãs estejam macias e o caldo encorpado. Desligue e reserve.

Estando o pato bem macio e ligeiramente corado, retire-o do forno, conservando-o na assadeira. Coloque o molho de maçãs na assadeira, entremeado às partes do pato. Deixe que fiquem juntos por, pelo menos, meia hora, para que o molho pegue o sabor do pato e vice-versa. Pouco antes de servir, pincele as partes do pato com a calda caramelada. Volte ao forno apenas o suficiente para esquentar o molho e corar o pato.

Cuscuz com damasco e farofa de castanhas

Sendo a inspiração do pato um prato marroquino, escolhemos fazer esta receita. 

Para 8 pessoas separe 2 xícaras de chá cheias de cuscuz.

Coloque os grãos em um recipiente fundo e verta sobre eles 1 xícara de chá de água fria com um pouco de sal e 2 xícaras do caldo do pato que você reservou. Cubra o recipiente com um pano limpo e espere que os grãos absorvam o líquido. 

Pique os damascos secos em quatro. Separe nozes, castanhas do pará e passas brancas. Triture-as ou pique-as bem miudinho.

Verifique o cuscuz. Ele terá dobrado de tamanho e deve estar bem molhadinho. Leve-o a uma panela funda e mexa bem até esquentar e secar o excesso de caldo.

*Se sobrar caldo de pato, não jogue fora! Congele e use em outros pratos, como risotos e sopas!

Sirva o cuscuz enformado e, ao lado, o pato com o molho de maçãs.

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Bolo do Dia de Reis

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Nos países de cultura espanhola e portuguesa, como no Brasil, comemora-se o Dia de Reis em 6 de janeiro de cada ano. Na Espanha, as crianças não recebem presentes no dia de Natal. É costume colocarem seus sapatinhos na janela à espera que os Reis Magos lhe tragam presentes, como os deram ao Menino Jesus.  Ontem, comemoramos o Dia de Reis em família, como fazemos todos os anos, relembrando e passando aos mais novos as nossas tradições. O Bolo de Reis e a simpatia das romãs fazem parte da comemoração.

Quem sabe da história? Pois vou contá-la a quem não sabe, tal qual a conheço desde criança, transmitida há centenas de anos de uma geração a outra.

Há mais de dois mil anos, em diferentes partes do Oriente Médio, três reis sábios, que como magos eram também astrólogos, perceberam no céu uma estrela cadente de brilho espetacular. Estudaram o evento e chegaram à conclusão que a passagem deste cometa marcava um fato extraordinário: nasceria uma criança predestinada a guiar os homens.

Seguindo o caminho que indicava a estrela, o jovem Rei Gaspar, que teria cerca de 20 anos, partiu da Pérsia, às margens do Mar Cáspio, levando como oferenda, à criança que nasceria, o incenso, uma resina vegetal valiosíssima e usada, há milênios, para louvar os deuses e reis. O ato de louvar é sinal do mais elevado amor, respeito e consideração.

Pelo caminho, encontrou-se com o velho Rei Melquior, já com cerca de 70 anos. Havia partido de Ur da Caldéia, o berço da civilização, avisado pela mesma estrela. Este rei trazia ouro como oferenda, simbolizando seu desejo de trazer riqueza de espírito à criança que viria ao mundo.

Mais à frente, as duas caravanas encontraram-se com uma terceira, a do rei mouro Baltazar, que contaria 40 anos, vindo do Golfo Pérsico. Este rei trazia, como presente à criança, a mirra, uma planta medicinal de muito valor, que curava todos os males e era usada há milênios para embalsamar as múmias egípcias. Significava a esperança da vida eterna.

Os três reis magos prosseguiram viagem juntos, sempre guiados pela estrela. Chegando à Palestina, foram recebidos pelo Rei Herodes. Perguntaram ao rei onde havia nascido o menino mas este, assustado com a notícia, nada soube dizer. Desanimados, retiraram-se de Jerusalém mas eis que, ao anoitecer, a estrela volta a brilhar no firmamento, a indicar-lhes o caminho até Belém. Lá chegando, os reis encontraram, para sua grande surpresa, um bebezinho recém-nascido em uma manjedoura, tendo ao seu redor o pai, José, a mãe, Maria, alguns pastores e seus animais. Porém, apesar do nascimento humilde, não tiveram dificuldade em reconhecer o nascimento de um filho de Deus, pois a estrela brilhava intensamente sobre a choupana, iluminando a face do Menino Jesus. Depositaram então a seus pés, os presentes trazidos de muito longe: o incenso, o ouro e a mirra. Rememoramos este evento, a cada ano, fazendo uma oração aos Reis Magos e ao Menino Jesus.

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A romã é uma fruta originária do Oriente Médio e desde milênios considerada uma fruta sagrada, associada ao amor, à fertilidade e à riqueza e de conhecidos benefícios à saúde. Assim fazemos a simpatia da romã: toma-se nove sementes na palma da mão; três são jogadas para trás, deixando no passado e no esquecimento o desamor, a penúria e as doenças; três são mastigadas e engolidas, para estar em nosso íntimo o amor a Deus e ao próximo, a riqueza e a saúde; as três últimas são guardadas para conservar conosco a lembrança de fazermos sempre o bem e o melhor que possamos em todas as situações. Costumamos guardar as três sementes enroladas em uma nota de dinheiro. Todo ano, jogamos na terra as sementinhas secas do ano anterior e guardamos as novas no mesmo lugar, conservando esta tradição. Faço isto desde pequena e da vida não posso me queixar, muito pelo contrário, só tenho a agradecer!

Ao entardecer, ao surgir a primeira estrela no céu, rezamos diante das pequenas imagens do Reis Magos e fizemos, junto à família e amigos a simpatia da romã. Brindamos com um bom vinho e distribuímos entre nós as fatias do Bolo de Reis, preparado com muito carinho pela filha blogueira. Aqui segue a receita para vocês também comemorarem conosco as nossas tradições. Ainda é tempo!

Bolo de Reis

Separe 3 tigelas, uma forma de pizza de 30cm e as prendas*

Ingredientes: 5 xícaras de chá de farinha de trigo, 2 tabletes de fermento biológico fresco, 1 xícara de chá de açúcar (branco ou mascavo), 1/2 xícara de café de leite, 5 ovos, 3 colheres de sopa de vinho do Porto, 2 colheres de sopa de raspas de laranja, 1 xícara de café de azeite. Use essa mesma medida de xícara de café para: nozes picadas, amêndoas picadas e uvas passas pretas e finalmente 1 xícara de café de frutas cristalizadas. 

Na primeira tigela misture o fermento com 3 colheres do açúcar e amasse com uma colher até formar uma pasta. Junte o leite morno e 4 colheres de sopa da farinha de trigo. Cubra com plástico filme e deixe descansar em lugar aquecido ( perto do fogão, por exemplo) por 15 minutos. Enquanto isso, peneire 4 xícaras da farinha de trigo na segunda tigela tigela. Na terceira tigela, misture 4 ovos, o vinho e as raspas de laranja e bata rapidamente com um fouet (nome chique do batedor de claras). 

Depois de passados os 15 minutos, coloque a farinha peneirada, sobre uma superfície lisa e limpa, fazendo um montinho. Abra uma cavidade no meio, como um vulcão, e coloque 3/4 do azeite e o açúcar. Aos poucos, jogue a farinha das bordas para o meio e vá misturando tudo até ficar uma massa homogênea.  Junte então a mistura do fermento e depois acrescente a mistura de ovos, aos poucos. Sove bem a massa. Para sovar, deve esticar a massa, dobrar ao meio, esticar de novo com o punho ou os nós dos dedos, e dobrar novamente, repetidamente. É um ótimo exercício. Adicione as passas, nozes, amêndoas e metade das frutas cristalizadas, até ficar bem distribuído. Se a massa continuar grudando na mão, acrescente um pouco de farinha, aos poucos, até fa massa ficar sólida, mas ainda úmida. Volte com a massa para uma das tigelas, cubra com um pano limpo e deixe crescer por cerca de 1 hora e meia, até que dobre de tamanho.

Depois da massa crescida, amasse-a mais pouco na bancada e separe-a em três partes iguais. Se ainda estiver grudando, unte as mãos e a bancada com um pouco de azeite. Faça um rolo de mais ou menos 30 cm de comprimento com cada uma das partes. Faça uma trança, trazendo uma parte ao centro de cada vez, alternadamente. Deixe o início solto, para que trance junto ao fim, formando um círculo. Ajeite e junte bem as pontas, formando uma coroa perfeita. 

* Agora é hora de inserir as prendas no interior da massa, tomando o cuidado de depois fechar bem, com os dedos. Na tradição portuguesa, coloca-se uma fava. Quem achá-la, sinal de sorte e será também a pessoa responsável  por fazer o bolo no ano seguinte. Ouvi falar também que pode-se colocar um anel, que indicará casamento, uma moeda, para trazer dinheiro, um dedal para não faltar trabalho. Só não se pode esquecer de contar aos convidados o que se pôs dentro do bolo, senão vai ter gente correndo para o dentista!

Por fim, distribua o restante das frutas cristalizadas sobre a massa, pressionando ligeiramente com os dedos para que não escapem. As frutas secas e coloridas representam as pedrarias das coroas dos Reis, portanto, capriche no visual! Bata o ovo restante e pincele-o sobre todo o bolo. Assim, ficará brilhante, com uma cor dourada! Transfira o bolo, com cuidado, para a forma de pizza, untada com o restante do azeite. 

Leve ao forno pré-aquecido por cerca de 40 minutos, ou até que esteja corado e assado por dentro. 

Sirva ainda morno.  Se quiser, faça como os espanhóis e enfeite-o com uma coroa de papel colorida!

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Pão árabe rápido de fazer

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Devem haver milhares de receitas de pães árabes. Esta é uma que sempre faço para comermos como aperitivo no domingo. Enquanto, na cozinha, converso com minha mãe e minha irmã, preparando o almoço, rapidamente faço os pães e os sirvo quentinhos. Uma delícia, que basta chegar à mesa para acabar em cinco minutos.

Aqui vai uma receita básica, que dá para 3 pães com diâmetro em torno de 17 cm. Dobre, triplique, conforme o número de pessoas.

Separe 3/4 de xícara de chá de farinha de trigo e reserve mais um pouco para polvilhar. Mais 1 colher de chá de açúcar, a mesma quantidade de fermento biológico em pó, 2 colheres de sobremesa de azeite, 2 colheres de sopa de água morna (ou mais um pouco de água até dar o ponto).

 

Coloque o fermento na água morna, misture e deixe descansar por 5 minutos. Misture os outros ingredientes em uma tigela de vidro: farinha, açúcar, sal e azeite. Por último, acrescente a água com fermento.  Comece a misturar com uma espátula, depois, ponha a mão na massa e aperte com vontade. Vá pingando água até conseguir o ponto certo da massa: deve ficar uniforme, sem esfarinhar, levemente úmida, mas sem grudar nas mãos. Se por acidente (acontece) colocar muita água, pode polvilhar mais farinha, mas cuidado para não exagerar na dose!

 

Faça uma bola com a massa e conserve-a na própria tigela esfarinhada. Cubra com um pano e deixe no lugar mais quentinho da casa para descansar por, no mínimo, 30 minutos, ou até que dobre de tamanho.

 

Volte lá e veja como o seu filho cresceu – eu morro de orgulho! Separe a massa em três partes, polvilhe uma superfície lisa e limpa com farinha de trigo e prepare o rolo de abrir massa. Antes de usá-lo, passe farinha em toda a sua superfície. Passe a bolinha de massa ligeiramente na farinha de todos os lados, abrindo de leve com a palma da mão. Depois comece a abrir com o rolo. Passe primeiro em um sentido, depois vire 90 graus e passe de novo. Continue assim para que ela fique sempre redonda, ou mais ou menos redonda, até que fique bem fininha, do tamanho da sua frigideira.

 

Aqueça a frigideira e, sem untar, coloque o pão. Quando formarem bolhas e começar a ficar corado do outro lado, vire. Quando estiver corado e crocante dos dois lados, pode retirar.

 

Sirva quentinho, acompanhado de homus, babaganush, berinjela, o que preferir. Seus convidados vão babar!

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Salada morna como entrada

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Para variar da linha de 20 saladas lights, das saladas consagradas internacionalmente e de outras que inventamos e todas já publicadas, criamos agora esta composição de legumes de visual bonito e paladar apurado.

Veja se tem em casa: beringela, tomatinho cereja, brócolis, cenoura, abobrinha e alho poró. Para temperar: azeite, sal, alho e alecrim.

As beringelinhas que encontrei no mercado são deliciosas e também se prestam perfeitamente para servir como aperitivo. Corte-as ao meio e coloque-as numa travessa refratária. Salpique alho picado, alecrim ( e/ ou outras ervas) e sal, regue com azeite. Leve ao forno até ver que as beringelas coraram e começam a encolher.

Faça o mesmo procedimento com os tomatinhos, mas separadamente, pois este ficam muito menos tempo no forno.

Enquanto estes dois preparos estiverem assando, cuide do brócolis: coloque os buquês em uma panela com o fundo coberto com água ( cerca de 1cm.). Tampe a panela. Assim que a água ferver, desligue e deixe os brócolis dentro da panela bem tampada por 5 minutos ou até que fiquem macios. Se quiser que fiquem mais gostosos, esquente um tico de azeite com bacon em uma frigideira, torre um pouquinho de sal com alho e salteie os buquês de brócolis já amaciados.

Rale a cenoura e a abobrinha no ralo grosso, em partes iguais. Pique em rodelas o talo de alho poró, na mesma proporção. Esquente um pouquinho de azeite na frigideira, coloque uma pontinha de colher de sal com alho, misture. Passe os legumes: primeiro o alho poró até murchar e querer começar a fritar, em seguida a cenoura, a conta de amolecer e então junte a abobrinha, misture, dê uma revirada e desligue.

Disponha os legumes em uma travessa e leve-os à mesa ainda quentes.

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Cozinha gourmet

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Entre as novidades que preparamos para você em 2015 está a nova seção Gourmet. Serão receitas da culinária internacional tradicional ou criadas por nós, que merecerem um destaque especial. Já preparamos a primeira receita de nossa criação para a ceia de Reveillon. Pato com maçãs. Ficou deliciosa! Aguardem a publicação.

Festa de criança

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Primeiro dia do ano! Vamos homenagear as crianças!

Quando estive, em novembro último, em um cruzeiro pelo Caribe, a tripulação preparou uma festa para as crianças no último dia da viagem. Navio sempre tem aqueles caras incríveis que fazem esculturas em gelo, em chocolate, enfeites maravilhosos confeccionados com frutas e legumes para decorar pratos e outras invenções. Desta vez, o japonês que preparou as esculturas feitas com frutas, superou minhas expectativas, não somente pelo bom gosto como também pela rapidez com que as fez.

Desde há um ano, sempre que vejo e como alguma coisa muito boa, reproduzo quando chego em casa, fotografo e escrevo o passo-a-passo para vocês. Desta vez, não me arrisquei – penso que ficaria um dia inteiro para fazer apenas uma destas lindas esculturas. Se você tiver muita habilidade, tente!

Veja as fotos:

O cavalo, com cara de melancia e crina de abacaxi.  Os olhos são de laranja, maçã e azeitona preta e os cílios de cravos da índia. A língua é o tampo de um tomate.

O palhaço, com cara de melão verde, nariz de tomatinho cereja, olhos de maçã e azeitona preta, linguinha de cenoura, orelhas de laranja e tomatinho. Chapéu de abacaxi.

Peixinhos nos corais do fundo do mar feitos com limão siciliano, barbatanas de cenoura e talo de alface e olhinhos de cravos da índia. Flores de tomate e folhas de alface recortadas.Algas de pepinos.

O coelho, comendo uma cenoura, com cara de melancia, nariz de laranja e tomatinho, olhos de cenoura, maçã e azeitona preta.

Arranjo de flores. Melancia, alface, cenoura, pimentões, laranjas e tomates.

O artista, confeccionando sua obra prima: “mil flores” feita com melancia.

Pão de queijo de Minas para o mundo

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Aprendi a fazer pão de queijo um pouco antes de ir morar fora do país, no intuito de levar um pouquinho de Minas comigo. Por lá, logo encontrei uma lojinha com produtos brasileiros onde eu achava o polvilho doce. Para o queijo, na falta do mineiro, adotei o queijo holandês tipo Gouda, que acrescentou um sabor maravilhoso ao nosso pão de queijo – que tornou-se um “mineirolandês”. 

Em pouco tempo, o pão de queijo que eu fazia tornou-se conhecido por todos os meus amigos e ainda pelos amigos dos amigos. A notícia correu sobre os “cheese balls” – como eram chamados, diante da incapacidade gringa de pronunciar o “ão” e o “eijo”. Comecei então a preparar e levar para todas as festas e piqueniques para os quais era convidada. Quando não os levava, era a maior decepção! 

Passo aqui a receita do pão de queijo mineiro, o tradicional, feito com o legítimo queijo minas. Para quem não mora em Minas Gerais, pode-se substituir parte do queijo, ou todo ele, por queijo parmesão, porém em menores quantidades, pois este tem sabor muito mais forte. 

A receita é fácil de memorizar: para 600 gr de polvilho doce, 300 ml de leite, 150 ml de óleo (metade da metade da metade). Além disso, 500 gr de queijo minas padrão ou 400 gr de parmesão, 3 ou 4 ovos, a depender do tamanho, e uma colher de sopa rasa de sal. 

Coloque o leite e o óleo em uma leiteira no fogo e deixe até ferver. Enquanto ferve, passe o queijo no ralo grosso e reserve. Misture o polvilho e o sal em uma bacia grande. Quando o leite levantar fervura, desligue. Despeje a mistura líquida ainda quente na mistura seca de polvilho, o que chamamos de “escaldar a massa”.  

Comece a misturar com uma colher de pau e, logo que a temperatura permitir, amasse com as mãos. Cozinheira de verdade não sente a mão queimar, mas se você é iniciante, muito cuidado! Quando esta massa estiver quase uniforme, acrescente o queijo ralado. Se estiver geladinho, vai ser um alívio para as mãos! Por último, acrescente os ovos, um a um e vá amassando. A quantidade de ovos vai depender do tamanho deles, por isso verifique o ponto. A massa deve estar homogênea e úmida, mas ainda bem sólida. É importante amassar bem com os dedos, mergulhando a mão aberta na massa e apertando como se tivesse apertando uma bola nas mãos. 

Se você tiver tempo e paciência, deixe a bacia com a mistura na geladeira descansando por cerca de duas horas (ou mais) para que fique mais fácil de enrolar. Depois faça as bolinhas do tamanho que desejar, pequenas para lanche ou grandes para sanduíches. Usando como medida uma colher de sopa cheia, a receita rende cerca de 50 pães de queijo pequenos.

Chegou a hora de assá-los. Disponha as bolinhas na assadeira, com o espaço de, no mínimo, 2 cm entre elas, pois irão crescer. Asse-os por cerca de 20 minutos, ou até que fiquem dourados, em forno pré-aquecido a 180 graus. 

Para congelar, disponha-os na assadeira com um espacinho entre eles e deixe-os no congelador até que endureçam. Depois que estiverem durinhos, pode colocá-los em sacos plásticos. Eu gosto de separar em porções de 10 ou 12, assim já fica um saco para cada lanche. Na hora de assar, deixe fora do congelador por 15 a 20 minutos enquanto o forno pré-aquece e então asse normalmente. Nada melhor do que ter pão de queijo caseiro sempre à mão para receber aquela visita de última hora!

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Rondelli aos quatro queijos

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Outro dia fiz um jantar para 45 convidados em minha casa. Eu queria fazer uma pasta com uma bela apresentação e que, além disto, agradasse (e sustentasse) aos possíveis vegetarianos como opção única de prato quente. Lembrei-me então dos cardápios de jantar que oferecíamos no hotel onde trabalhei por muitos anos e fui também responsável pela gastronomia. Escolhi fazer um rondelli de queijo ao molho bechamel. Quem não gosta?

Como decidi fazer tudo em casa, resolvi que compraria os pães e a pasta, pois estes são deveras trabalhosos. Comprei um pasta fresca de lasagna preparada artesanalmente por netos de italianos, de uma lojinha minha velha conhecida. Excelente, por sinal. Como queijos, escolhi o queijo minas da Serra da Canastra mais fresco que encontrei, queijo tipo gouda e parmesão. Comprei creme de leite fresco que vem na garrafinha ( 500 ml.), papel alumínio e os ingredientes para o molho bechamel. As ervas? Aa minha linda horta, claro!

Vamos aqui considerar o preparo deste rondelli para 12 a 15 pessoas ( para ser servido como primeiro prato) –  o que dá um pirex grande.

Comece preparando um bom molho bechamel. Para esta quantidade, separe: 1 xícara de café cheia de farinha de trigo, 1 colher de sopa de manteiga,1 cebola grande ralada, 2 xícaras de chá ou pouco menos de leite, sal, noz moscada e pimenta do reino branca. Em uma frigideira aberta, torre a farinha de trigo, mexendo sem parar com uma colher de pau ou espátula, até começar a ficar rosada. Abaixe o fogo, junte a manteiga e dissolva a farinha de trigo. Acrescente a cebola ralada, continue dissolvendo. Deixe a cebola começar a corar. Se precisar, coloque mais manteiga. Estando tudo bem homogêneo, acrescente o leite aos poucos e continue mexendo até formar um creme liso de boa consistência. Tempere. Se tiver encaroçado, use o mixer. O creme precisa ficar encorpado e bem temperado, pois será misturado – mais tarde – ao creme de leite fresco, que não tem tempero.

Prepare a massa com os queijos. Usei 1/2 queijo minas ( aproximadamente 550 gr.) e 300 gr. de queijo gouda. Passe-os no ralo grosso, dentro de um recipiente, na proporção de 2/3 de queijo minas para 1/3 de queijo gouda. Misture bem e acrescente as ervas frescas picadas bem miudinho. No caso, coloquei salsinha, cebolinha verde e um tiquinho de alecrim e de sálvia. Não precisa acrescentar tempero. Se quiser, acrescente outros queijos, como o gorgonzola, o queijo fundido ou a muçarela ou então faça a massa com os queijos que gostar.

Compre 500 gr. de pasta fresca, dessas que vem com uma folha de plástico separando cada lâmina de pasta. Conte uma lâmina da pasta por pessoa e corte pedaços de papel alumínio um pouco maiores no sentido da largura. Forre a bancada com um plástico, pois facilita para fazer os rolinhos. Enrole-os com a massa de queijo como recheio, como mostra a sequência de fotos, deixando 2 cm. sem queijo na parte superior para poder fechar, colando a extremidade da lâmina. Cada rolinho gasta aproximadamente 5 colheres de queijo. Enrole cada rolinho separadamente no papel alumínio e feche as pontas. Coloque-os numa forma e leve ao congelador por 2 horas. Retire, desenrole do papel alumínio e corte cada rolinho em 4 partes.

Misture o creme bechamel frio com o creme de leite fresco. Prove o tempero.

Separe um pirex ou travessa refratária grande – a que vai ser levada à mesa. Forre o fundo com a terça parte do creme misturado. Disponha os rolinhos como mostra a foto. Cubra com o restante do creme. Rale queijo parmesão por cima.

Cerca de 20 minutos antes de servir, leve o pirex ao forno a 250 graus para gratinar, ou seja, até ver que o creme está fervendo e o parmesão, ligeiramente corado.

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Aperitivos light – fácil e rápido

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Depois da comelança do Natal, você resolveu convidar alguns amigos para um aperitivo de fim de tarde. Todo mundo de consciência pesada! E este calor? Fazer o quê? Ora, vamos comemorar o final de ano com uma bebida gelada e alguns tira-gostos bem lights. Veja aqui algumas ideias:

Espetinho de tomate e beringela

Corte tomatinhos cereja ao meio ou tomate italiano em rodelas grossas e depois, cada rodela em quatro partes. Pique a beringela, com a casca, em cubos do mesmo tamanho. Tome um palito e entremeie estes ingredientes. Leve ao forno fraco por 10 a 15 minutos com um fio de azeite. Coloque em um pratinho, salpique sal a gosto e enfeite com folhinhas de manjericão. Sirva frio.

Enroladinho de abobrinha com cream cheese

Corte a abobrinha em lâminas, no sentido do comprimento. Pode usar um daqueles fatiadores de queijo. Passe-as rapidamente em uma frigideira com um pingo de azeite para grelhar. Deixe esfriarem. Se o creme estiver muito mole, encorpe-o acrescentando um pouco de queijo gorgonzola ou minas amassado. Tempere o creme com ervas. Coloque uma colherzinha do creme de queijo dentro de cada fatia de abobrinha já grelhada e enrole. Coloque um palito para fechar e amarre com um talinho de cebolinha verde. Leve à geladeira para endurecer antes de servir.

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Tempo de comemorar!

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Natal é tempo de fé, amor, fraternidade e esperança. Final de ano é tempo de rever o passado e planejar o futuro. Quando eu era criança achava que a vida era como um caderninho, que se podia rever e passar a limpo todos os anos. Eu me prometia, a cada início de ano, tornar-me uma pessoa melhor e fazia uma listinha do que mais queria. O que nunca faltava, nas primeiras linhas, era o desejo de dedicar mais tempo às amigas. Continuo assim e orgulho-me de ter passado aos meus filhos dois grandes valores: o prazer e a responsabilidade da amizade e o dever de tratar de maneira igual a todas as pessoas.

Quem tem o privilégio de ter amizades de infância sabe o valor que isto tem na vida da gente. Somos uma turma de mais de 30 colegas, hoje várias já vovós, que convivem desde o Jardim de Infância do Colégio Sacré-Coeur de Marie, no bairro da Serra, em Belo Horizonte. Amigo se cultiva dia a dia e podemos agora somar milhares de dias que compartilhamos nossas vidas. Hoje é mais fácil nos relacionarmos, são dezenas de mensagens que trocamos diariamente pelo Facebook e pelo WhatsApp. E, gente, que delícia que isto é!

Neste mês de dezembro, uma de nossas colegas gentilmente nos convidou para um encontro na casa dela. Com a vida corrida que temos, involuntariamente, nos afastamos de uma ou outra colega. Pois voltamos a nos encontrar, conseguindo reunir quase todas! Foi uma noite simplesmente sensacional. Obrigada, queridas amigas!

Aqui, compartilho com vocês um pouco desta noite maravilhosa. Sempre é tempo de rever e reunir amigos!

 

 

“Garotas do Sacreca”

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Aproveito a oportunidade para agradecer a amizade de todos os meus queridos amigos e amigas, incluindo a família toda e, sobretudo, meu filho e minhas filhas que são os meus melhores amigos. Amizades do coração que tenho somado e multiplicado pela vida inteira. Adoro vocês! Muita felicidade, amor, saúde e paz!

Faço diariamente este blog, com muito carinho, para todos vocês e os milhares e milhares de amigos ainda desconhecidos que hoje nos seguem em mais de 90 países!

 

Torta de chocolate para o Natal

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Ainda dá tempo para você fazer aquela torta de chocolate deliciosa para o dia de Natal. Se tem criança em casa, chame-as para a cozinha, pois é muito fácil de fazer. Só tem um detalhe importante: para ficar bem firme, esta torta precisa ir ao congelador por cerca de 4 horas e ficar mais outras 4 a 8 horas na geladeira antes de ser servida.

Vamos começar? Veja se tem os seguintes ingredientes: 1 pacote de 150 gr. de biscoito waffle de chocolate ou outro sabor, 1 1/2 caixa de biscoito Calipso ou similar*, 2 barras de chocolate de 150 gr. cada, uma de chocolate meio amargo ( se não tiver pode ser ao leite) e outra de chocolate branco,  2 caixinhas de creme de leite, 1 colher de sopa de manteiga e 1/2 xícara de chá de chocolate em pó ( tipo o do Fradinho da Nestlé). *Veja as variações abaixo para enriquecer sua receita.

Você vai precisar também de uma forma média daquelas que soltam o fundo. Se não tiver, forre uma forma comum com papel alumínio para ficar fácil de tirar da forma.

Despedace os biscoitos waffle dentro de uma bacia de plástico, usando um batedor de bife. Misture bem 1 colher de sopa rasa de manteiga e o chocolate em pó. Forre o fundo da forma com esta “farofa”.  Leve ao forno a 180 graus por 5 a 10 minutos – a conta de endurecer esta base.

Enquanto isto, pegue duas travessas e em cada uma coloque uma barra de chocolate – a de chocolate ao leite em uma e a de chocolate branco em outra, picadas. Leve-as separadamente ao micro-ondas por uns 3 a 5 minutos ou o tempo de derreter o chocolate. Atenção para não deixar o chocolate queimar. Retire e misture cada barra de chocolate derretida com a metade de cada caixa do creme de leite. Vá juntando mais creme, aos pouquinhos, até dar uma consistência firme. Normalmente, se usa 3/4 da quantidade do creme. Adicione umas gotinhas de baunilha somente ao chocolate branco para ficar mais gostoso.

Tire a forma do forno e deixe esfriar completamente. Distribua os biscoitos* com a face com o chocolate para fora, formando um círculo. Dentro deste círculo, coloque os dois cremes de chocolate – o marrom e o branco. Misture ligeiramente para ficar mesclado.

Ponha a forma no congelador por cerca de 4 horas ou até o creme ficar duro. Depois coloque na geladeira até a hora de servir ( pelo menos mais 4 horas). Desenforme imediatamente antes de servir, sendo que a base de biscoito fica por baixo. Se quiser, enfeite com biscoitos, amanditas, confeitos de chocolate, o que gostar!

Variações:

Outro modo de fazer esta torta é usar biscoito tipo Bis ou Kit-Kat para forrar a forma. Você pode também aumentar a quantidade da farofa, fazê-la sem misturar o chocolate em pó – se quiser que fique clara –  e forrar com esta farofa a lateral da forma. Quanto menos manteiga, mais firme a massa fica.

Se quiser incrementar a torta (fica muito mais gostosa e mais bonita!) prepare uma geléia de morango ou de frutas vermelhas para a cobertura. Faça-a assim: Lave as frutinhas e deixe-as secar. Forre o fundo de uma bacia de plástico (ou de uma travessa de louça) com açúcar cristal, coloque as frutas e depois espalhe o açúcar por cima. Deixe por 2 dias na geladeira, tampada com filtro de plástico. Depois deste tempo, as frutas soltam um caldo grosso. Leve ao fogo, em uma panela, até o ponto em que as frutas se desmancham em pedaços e a calda engrossa, ou seja, ponto de geléia rala ( depois de fria engrossa bem).

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Receitas de restaurantes famosos

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A partir de janeiro de 2015 o blog Sal & Alho irá visitar alguns dos bares e restaurantes mais conhecidos de Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde moramos.

Seremos recebidas pelo(a) Chef do estabelecimento, que irá cozinhar especialmente para nós! Vamos fotografar a receita por ele(a) escolhida e passá-la para vocês, passo-a-passo, como é o nosso estilo. Vocês irão também aprender a cozinhar com Chefs famosos!

Além disto, conheceremos um pouquinho da história de cada restaurante. Não temos dúvida de que é uma ideia deliciosa! Garanto que será mais um motivo para vocês continuarem nos seguindo. Aguardem!

 

 

Dica para mesa de Natal

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Veja como um guardanapo dobrado em formato de árvore de Natal faz toda a diferença em uma mesa de ceia! Acompanhe o passo-a-passo e monte sua mesa, é bem fácil:

1- Escolha um guardanapo grande de papel com motivo natalino* ou então verde ou vermelho e dobre-o em quatro partes. Observe: se um lado não for igual ao outro ( como nos guardanapos de cor lisa) junte dois guardanapos, com a face sem desenho para dentro.

2- Dobre a parte de cima ao meio;

3- Faça outra dobra no mesmo sentido, só que menor, deixando uma distância de 1,5 cm.

4 – Faça outra dobra do mesmo modo e, se o tamanho do guardanapo permitir, ainda uma 3a. dobra;

5 – Vire do outro lado;

6- Dobre da direita para a esquerda, de modo que o canto da parte de baixo da dobra fique no mesmo alinhamento da ponta do lado de cima;

7 – Dobre, do mesmo jeito, da esquerda para a direita, de modo a formar uma ponta na parte de baixo, no mesmo alinhamento da ponta de cima – ficará como uma pipa;

8 – Vire do outro lado;

9 – Pegue cada ponta, de cima para baixo, e dobre para dentro, de forma a ficar reto de um lado ao outro;

10 – O triângulo que sobrou em baixo é virado para trás, de modo a formar a base de apoio da arvorezinha; caso queira deixá-la de pé, é só abrir um pouco as duas partes das costas.

Pronto! Use a imaginação para enfeitá-la com laço, bolinhas ou o que quiser!

* Se não tiver guardanapo com motivo natalino, recorte papel de presente com os mesmos motivos – só que não servirá como guardanapo…No caso, coloque um guardanapo por baixo.

Gramado – Natal de Luz!

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Uma excelente opção de passeio em dezembro é ir a Gramado, pois neste mês a cidade se enfeita todinha para o Natal de Luz. Esta linda cidade da Serra Gaucha, colonizada por alemães e italianos, é como um pedacinho da Europa no Brasil. No entanto, tem diferenças, todas positivas: fala-se português; o clima é muito agradável e por isto a cidade das hortências permanece florida o ano inteiro; as ruas são mais limpas que as das cidades européias, as calçadas são bem cuidadas e ajardinadas; as pessoas são mais simpáticas e acolhedoras; os preços são acessíveis e se paga em real. Fiquei encantada!

 

Gramado e suas vizinhas, Canela e Nova Petrópolis, ficam pertinho de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul e no caminho para ir a Bento Gonçalves, a famosa terra do vinho. O passeio no trenzinho Maria Fumaça subindo a serra é muito divertido, pois há música, dança e degustação de vinhos. Tem muito lugar legal para se visitar, programas para todas as idades. Aproveite para tomar um delicioso chá de maçãs no Castelinho do Caracol. O passeio é também uma boa oportunidade para fazer compras nas vinícolas, nas fábricas de chocolate, nas malharias, nas fábricas de calçados e ainda na famosa Tramontina, onde se compra tudo para mesa e cozinha. Adivinha se eu adorei? Além de umas tantas panelas e apetrechos, comprei uma faca de chef e o robot gravou “Sal& Alho”.

 

Além das atrações habituais de Gramado e da região – como a excelente rede hoteleira, os restaurantes e ótimo comércio – a partir da segunda quinzena de novembro há grandes espetáculos e atrações imperdíveis. A cidade é toda decorada com motivos natalinos e à noite as luzes são acesas, proporcionando-nos momentos emocionantes.

 

Entre as inúmeras chocolaterias, encantei-me com a Lugano, não só pela qualidade do chocolate como pelo bom gosto das embalagens. Não resisti, voltei com uma caixa lotada de chocolate!

 

Entre tantos bons restaurantes escolhi para mostrar a vocês uma típica cantina italiana – a Il Piacere – por ser uma das mais tradicionais e acolhedoras. Há também muitas churrascarias, pizzarias e casas de fondue. Um conselho: aproveite para comer bem mas, para compensar, ande a pé o tempo todo. Tudo é perto e a cidade é quase toda plana.

Em breve passarei para vocês uma receita bem diferente que aprendi a fazer em Gramado. É um segredo passado de geração em geração que consegui descobrir! Aguardem!

Joaquina – As doceiras

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Amor e dedicação à arte de fazer doces por muitas gerações – eis uma bela história que merece ser contada!

Sinhá Joaquina foi uma nobre mocinha muito prendada, nascida em Portugal no início do século passado. Aos treze anos, o pai deu-a em casamento a um amigo, fato comum àquela época. Pouco tempo depois, Joaquina era a orgulhosa mãe de três crianças mas também a infeliz esposa de um homem muito mais velho do que ela e ainda infiel. Revoltou-se, não mais queria um marido mulherengo! O que ela fez? Fugiu! Veio para o Brasil com os filhos e estabeleceu-se no Vale do Paraíba. Valente a mocinha! Passado um tempo, começou a ter dificuldades financeiras mas, orgulhosa, não quis recorrer à família. Passou então a fazer doces e os filhos, já grandinhos, corriam a vizinhança vendendo-os. Todo mundo sabe que os doces portugueses são deliciosos e logo a doceira Joaquina tornou-se famosa. As filhas, as netas e as bisnetas continuaram a fazer as mesmas receitas deliciosas, passando os segredos de uma geração à outra. Hoje, duas de suas tetranetas, apaixonadas por doces, continuam a tradição familiar e têm um ateliê de doces maravilhosos no Bairro Belvedere, em Belo Horizonte. Merece uma visita!

O Natal já vem chegando. Passando em frente à loja não resisti e pedi às doceiras Vera e Regina se eu poderia dividir com vocês o prazer de ver doces natalinos tão lindos. Pois aqui estão! Só não posso compartilhar o imenso prazer que foi provar dos finíssimos e deliciosos docinhos feitos com chocolate belga e outros ingredientes especiais – isto vocês terão de fazer pessoalmente! E, não sejam egoístas, encomendem logo para dar de presente. O sucesso, eu garanto!

 

 

Joaquina – As doceiras

Av. Luiz Paulo Franco, 1065/ loja 7- Belvedere Mall – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil

telefone +55 31 3309 2070                                                         http://www.joaquinadoceiras.com.br

Teotihuacán

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Em meio a um extenso vale próximo à Cidade do México estamos certamente mais perto dos deuses. O dia, que começara frio e chuvoso, mostrou-se radiante sob o intenso sol do meio dia a fazer brilhar a cidade sagrada. Do alto das pirâmides uma atmosfera mágica nos envolve, impressionados que ficamos com os relatos de antigas civilizações pré-colombianas que ali festejaram a vida e a morte.

A cidade dos deuses é um dos vestígios mais significativos das antigas civilizações da América Central. O colossal conjunto arquitetônico, onde se destacam a Pirâmide do Sol , a Pirâmide da Lua e o Templo de Quetzalpápalotl é unido pela Calçada dos Mortos, que se estende por quase quatro quilômetros.

Ao fim das escaladas e da longa caminhada, foi-nos oferecido um almoço típico muito interessante. Recebidos por um grupo folclórico que interpretou ritos e danças típicas, deparamo-nos com uma mesa de refeição comemorativa do Dia dos Mortos. Fiquei tão envolvida com a dança, a música e a interessantíssima decoração do buffet que me esqueci de comer! Mas conto o que tinha de mais interessante: tacos com recheios diversos, todos guisados à base de vegetais – cactos e pimentas!

 

À parte, gostei o artesanato local e comprei presentes bem originais para a família toda. Vejam também as bebidas típicas da região- todas extraídas dos cactus – destilado e licor de agave e a famosa tequila.

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México II

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Alguns dias em nossas vidas tornam-se inesquecíveis – o dia em que conheci esta cidadezinha mexicana certamente foi um desses.

Imagine-se, sob uma chuvinha fina, subindo uma serra com densa vegetação verde no coração do México. De repente, após mais uma curva da sinuosa estrada, vislumbro, entre brumas, uma encosta íngreme derramando casinhas brancas por todos os lados. A primeira impressão é que estão prestes a se despencar e a cair no abismo. O precipício que se vê à esquerda é parte da cratera aberta pela antiga mina de prata. Continuamos devagar a subida. O céu se abre e o sol inunda a serra de luz dourada. Chegamos a Taxco!

Todas as casas morro acima se assemelham e se misturam – as de famílias outrora abastadas e as dos pobres mineradores. Todas as paredes são caiadas de branco. Todas as portas, as janelas, os gradis e as balaustradas das sacadas, sem exceção, são negras. Fora o branco e o preto só há mais uma outra cor nas fachadas das casas: a dos tijolos à vista, emoldurando os portais senhoriais.

Nas rústicas ruas de calçamento de pedra cinzenta os passantes nos olham com curiosidade, de rabo de olho. Vê-se que são gente desconfiada, desviam o olhar e o sorriso. Reparo nas feições: são morenos, de bonitos traços harmoniosos, olhos e cabelos negros brilhantes, faces rosadas, bocas carmim. Quase meio dia, as crianças saem das escolas vestidas com uniformes à moda dos anos 40. Incrível, parece que o mundo aqui parou no tempo.

Prossigo rua acima. As mercadorias nas portas das lojinhas me atraem a atenção. O artesanato textil é coloridíssimo, os finos artigos em prata me encantam. Frutas exóticas enchem o ar de um perfume forte e doce. Sinto um aroma intenso de flores e avanço para a praça principal. A imponente e belíssima fachada rosada da igreja de Santa Prisca me arrebata o fôlego. Depois de um tempo, perdida nos intrincados desenhos do barroco espanhol, abaixo a vista. Nos degraus da igreja, dezenas de mulheres e crianças vendem flores amarelas e alaranjadas – são os cravos de defunto. Passo os olhos ao redor: uma profusão de caveiras me salta aos olhos – são máscaras em manequins que, um ao lado de outro, parecem se abraçar e dar a volta na praça, em um jogo ao mesmo tempo macabro e divertido. Agora me lembro: hoje é dia 1 de novembro, quando se comemora o Dia dos Mortos – o feriado mais importante da cultura mexicana. Um enterro de verdade passa adiante, todos os que seguem a procissão choram e trazem nas mãos buquês de flores brancas. À passagem do féretro, todos se ajoelham, inconscientemente faço o mesmo gesto. O espírito da pequena cidade já tomou conta de mim.

Lembro-me de outra cidade colonial – minha querida Ouro Preto, em Minas Gerais, onde minha avó nasceu. As semelhanças são muitas – ambas centenárias, nascidas a partir da mineração febril de outros tempos, ambas encarapitadas em colinas; o mesmo profundo sentimento religioso, o mesmo povo fechado à primeira vista e amável e hospitaleiro quando reconhece um irmão de alma. Uma diferença: na cidade brasileira as portas e janelas são coloridas, verdes e azuis; aqui, têm o negrume da morte. Uma certeza: se eu fosse mexicana, em Taxco haveria de ter nascido!

Tão logo chegamos, nosso grupo foi recebido pelas autoridades locais e nos foi oferecido um coquetel – uma luxúria de cores e sabores locais. Em seguida, serviram-nos um delicioso almoço, que descrevo no próximo post.

Assim que terminei o almoço, separei-me do grupo – para ter maior agilidade – e percorri as ruelas e becos de Taxco até a exaustão. Não resisti e comprei algumas belas peças de prata – colares e brincos. Na verdade, eu quis comprar muito, muito mais, pois tudo o que vi me encantou. Fiquei tão maravilhada com Taxco que não resisti e, apesar deste ser um blog de culinária, fiz um documentário fotográfico que apresento a vocês. Observem a beleza do barroco colonial mexicano, a fisionomia das pessoas, o colorido artesanato e uma peculiaridade: Taxco é a capital mundial dos fuscas. Curtam as fotos!

 

MB* – A praticidade de uma carne fria

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Vira e mexe sai assunto de comida em qualquer lugar onde vamos, não é? Ainda mais comigo, que curto tanto este assunto de gastronomia que, quase diariamente, cozinho, fotografo e escrevo as receitas para este blog. Pois foi justamente falando de comida prática e fácil de fazer que uma colega de academia me passou esta receita de lagarto. Fiz no dia seguinte, amei e agora passo para vocês.

Basta ter um pedaço de lagarto, uma cenoura e um pedaço de bacon, uma lata de tomate italiano e uma latinha de cerveja preta. E sal. Só isto!

Faça furos na carne com uma faca de ponta fina. Corte a cenoura e o bacon em talos largos e enfie-os para dentro da carne. Passe uma fina camada de sal pela carne toda.

Pegue uma panela de pressão e coloque a carne. Despeje o conteúdo da latinha de tomate italiano e a cerveja preta. Tampe a panela e deixe-a no fogão por 45 minutos a 1 hora, dependendo do tamanho da carne. Tire a pressão com cuidado e verifique, com um garfão, se a carne está macia. Se não estiver, deixe terminar de cozinhar fora da pressão, no fogo baixo.

Retire a carne da panela e fatie-a. Tanto pode servir quente com o próprio molho do cozimento quanto pode guardá-la na geladeira para servir fria e como recheio de sanduíche.

* MB – Marmita Business é a nossa sigla para comidas práticas que você faz com antecedência para preparar sua refeição que será levada ao trabalho.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Guacamole, mole rosa e outras

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À direita e ao fundo da praça principal de Taxco, onde se eleva magnífica a Igreja de Santa Prisca, vê-se uma ruela subindo morro acima. Ali fica o Restaurante Hacienda. Foi lá que tive o prazer de degustar um molho especialíssimo, feito com água de rosas e que, por isto mesmo, tem a mesma cor das pedras rosadas da igreja, em homenagem à santa.

Mas vamos ao menu completo e às receitas, que me foram gentilmente explicadas pela filha da dona do restaurante.

Primeiro foram servidos tacos e guacamole. Em seguida, uma sopa especial. O prato principal foi frango com o tal molho rosa, que se diz “Mole rosa”. De sobremesa, um pudim tradicional, o “flan de elote” que é o nosso conhecido pudim de leite condensado, cuja receita já saiu neste blog.

 

Tacos

O preparo do taco é muito simples: em uma tigela, misture 2 xícaras de chá de farinha de trigo com 1 ½ xícara de água morna e um pouquinho de sal. Misture com os dedos até formar uma bola. Cubra com um pano de deixe descansar por 10 minutos. Faça bolinhas e abra-as com um rolo de pastel até ficarem bem finas. Retire as arestas de modo a formar um círculo perfeito. Coloque uma frigideira de ferro para esquentar e quando estiver bem quente passe o taco de um e outro lado. Dá para 8 tacos.

Guacamole

Este tradicional prato mexicano é servido como entrada. É muito saboroso e refrescante e excelente para se servir no verão, quando é tempo de abacate.

Para 1 abacate de tamanho médio você irá precisar de 2 tomates maduros, 1 cebola, 2 colheres de sopa de azeite, uma pimentinha dedo de moça, um raminho de coentro, sal e suco de um limão tahiti.

Corte o tomate em quatro, retire as sementes, corte as partes em cubinhos. Rale ou pique a cebola bem miudinho. Parta a pimenta, retire as sementes e corte-a em fatias finas. Pique o coentro miudinho. Retire a polpa do abacate da casca, amasse-o grosseiramente com um garfo deixando pedaços inteiros. Tempere-o com suco de limão e sal a gosto. Junte os outros ingredientes e coloque na geladeira até servir. Observação: como o abacate escurece com facilidade faça a receita pouco antes de servi-la.

Sopa de “hongos”

Esta, eu sinto muito, será difícil fazê-la fora do México. Provei a sopa e achei-a deliciosa. Fiquei analisando. Visualmente parecia que tinha cenoura e algo como abobrinha em fatias finíssimas, mas o gosto era totalmente diferente. Fiquei muito intrigada pois geralmente consigo descobrir os ingredientes. Percebi que havia algo parecido com os nossos cogumelos. Desisti de tentar adivinhar, resolvi perguntar. A dona da casa explicou-me que a sopa era feita somente com os “hongos” locais, que parecem cogumelos.

Mole rosa

O molho cobria um pedaço de frango cozido, mas vamos deixar este de lado e nos concentrar no molho. Este leva amêndoas, castanhas e nozes trituradas até virarem uma massa homogênea. Achei que o gosto de amêndoa prevaleceu. O molho tem uma consistência oleosa – segundo me foi dito, é o óleo natural da amêndoa. Daí mistura-se com a água de rosas – pétalas de rosa vermelha deixadas na água de um dia para o outro. Lembro-me que quando eu era criança tínhamos no jardim de casa uma roseira de grandes, aveludadas e profundamente vermelhas rosas. Meu sonho era fazer uma poção mágica de coloração rosa – nunca consegui. Assim sendo, ou as rosas mexicanas são mágicas ou se coloca um pouco de anilina na receita. Experimente – se conseguir uma água de rosas de cor rosa forte me escreva! À parte deste pormenor, o sabor do mole rosa é delicioso (eu rapei o prato).

Prendas

No Dia dos Mortos, como em uma comemoração popular festiva, servem-se como prendas alguns docinhos típicos, em cestinhas enfeitadas com papel colorido. Os docinhos quadradinhos são feitos com legumes e frutas, como abóbora, goiaba, figo e banana, que se põem a cozinhar, separadamente, em grandes tachos com muito açúcar até dar ponto de cortar; em seguida são passados em açúcar cristal. Outros, como as hóstias, são feitos à base de pasta de arroz e milho, adoçados e coloridos com anilina. Há um doce parecido com pé-de-moleque, porém feito com amêndoas. Estas são colocadas inteiras, sem pele, em uma calda grossa de açúcar. Mistura-se e coloca-se às colheradas sobre uma pedra fria até endurecerem e esfriarem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mousse de limão, com afeto

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Com açúcar e com afeto, fiz seu doce predileto…”- quem se lembra dessa música? Pois foi com esta velha canção bailando na minha cabeça que preparei para alguém especial esta suave sobremesa, muito fácil de fazer e perfeita para o verão. Sempre tenha em casa leite condensado e creme de leite. Ovos e limão também sempre tem lá na porta da geladeira, verifique. Então junte tudo e vamos começar. Além disto, você vai precisar também de um pacotinho de gelatina em pó.

Coloque em uma xícara de café metade do pó de um pacotinho de gelatina de 15 gr, complete com uma colher de sopa de água e deixe por 5 minutos para hidratar. Em seguida, leve esta misturinha ao forno micro-ondas por 15 segundos, ou a conta de começar a querer ferver. Reserve. Bata no liquidificador 1 lata (ou caixinha) de leite condensado e 1 lata (ou caixinha) de creme de leite junto com o suco de 3 limões. Reserve. Bata, à parte, 3 claras até o ponto de neve bem durinha.

Raspe a casca de 1 limão. Reserve. Junte o creme batido no liquidificador com as claras em neve e mexa levemente (no sentido de baixo para cima e vice-versa) com a ajuda de uma espátula, sem ficar rodando o creme na tigela. Junte a gelatina dissolvida e a metade das raspas de limão, incorporando tudo delicadamente.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Despeje a mousse em uma compoteira e leve-a para a geladeira. Quando já estiver consistente, espalhe o restante das raspas de limão para enfeitar.

Férias no México I

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A tequila, os “mariachi” e os tacos são internacionalmente conhecidos como símbolos da cultura do México. O mexicano é alegre e hospitaleiro por natureza e adora festa com música, dança, comida farta e bebidas fortes. A gastronomia é rica e variada, apresentando uma culinária genuinamente diferente, baseada nos produtos locais, conforme a região do país.

Na Cidade do México estive em diversos restaurantes e aqui apresento o mais típico deles, onde participamos de uma alegre e coloridíssima festa com os românticos “mariachi” acompanhados de dançarinos em belas roupas típicas. Quem me conhece já sabe: não me fiz de rogada, ao primeiro convite pulei para o palco e dancei até o show terminar!

Restaurante Arroyo

Fundado em 1940 por Dom José Arroyo e Doña Maria Aguirre Arroyo, no mesmo endereço que hoje ocupa na Avenida Insurgentes, 500, este restaurante típico mexicano tornou-se uma autêntica lenda viva. Há mais de 70 anos a família tem cuidado pessoalmente de atender a freguesia com esmero e carinho e por lá já passou gente famosa de todo o mundo. A tradicional “barbacoa de borrego” ( para nós mineiros trata-se do conhecido torresmo) que fez a casa conhecida desde os primeiros anos, continua a ser feito à vista do visitante e servido com uma boa tequila. Senti-me em casa, como se comesse torresmo com cachaça no interior de Minas Gerais.

A comida típica do alto planalto mexicano oferece carnes de excelente qualidade, sendo mais comum as de porco, frango e cordeiro, seguida da de boi. Os molhos são à base de tomate,alho, cebola, muita (mas muita mesmo) pimenta e diversos ingredientes que são extraídos dos cactus, abundantes na região. Apresentando-me como a responsável por este já conhecido blog internacional, consegui uma atenção especial do chef do Restaurante Arroyo para me passar algumas receitas. Até ensaiei escrevê-las, mas logo desisti, pois as receitas são bastante elaboradas e tomam muito tempo para serem devidamente feitas e os ingredientes para os indispensáveis molhos são impossíveis de se encontrar fora no México. Quem quiser degustar a gastronomia mexicana tem que ir ao México – nada mal, pois amei o país. Recomendo!

“Chucho” Arroyo, o simpático e onipresente responsável pelo restaurante e neto dos fundadores, ampliou a infra-estrutura da casa que hoje conta com espaço suficiente para atender quase mil pessoas, sem perder a qualidade do atendimento e da comida. Além do excelente espetáculo de música e dança típicas, ainda há outras distrações para as famílias mexicanas e turistas: uma praça de Toros! Visite, vale a viagem!

Feliz Aniversário!

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Hoje, 26 de Novembro de 2014 o nosso blog completa 1 aninho! Há exatamente um ano atrás inventamos esta brincadeira e em apenas uma tarde criamos um nome, uma logo e ajeitamos o layout do blog. Além disso corremos pra cozinha para fritar um ovo, que foi a nossa primeira receita. Lembram? Depois disso a brincadeira foi ficando séria e desde então já publicamos mais de 275 receitas (está ficando difícil fazer essa conta), tivemos mais de 45 mil acessos de 90 países (até agora)!!!

Além disso, comemoramos também que nossa fan page no Facebook já tem mais de 100 mil seguidores! Isto é mesmo incrível para o nosso primeiro ano e não poderíamos estar mais felizes! Além de influenciar muitas pessoas a se aventurarem na cozinha, o blog também já tem um filhinho que é o nosso curso de culinária para iniciantes que já seguem para o curso intermediário no próximo ano.

Isso tudo só nos dá mais combustível para pesquisar e arregaçar as mangas na cozinha para trazer muitas novas receitas para nossos queridos leitores! Continuem nos acompanhando!

Vamos re-lembrar fazendo um ranking dos nossos posts mais vizualizados:

1. Dica do montinho de arroz.

2.Frango Recheado.

3.Palha Italiana

4.Empadão de Frango da Vovó

5.Lombo de Porco à Mineira

6.Purê de Batatas

7.Pão de Frigideira

8.Comida Gostosa sem Glúten e sem Lactose

9.Salada light 1 – 19 calorias

10. Frango ao vinho com polenta.

 

Caribe – coquetéis II

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Tudo pelo blog! Quanto esforço! Continuo a bordo do Norwegian Gateway em um cruzeiro de 7 dias pelo Caribe Leste, com a proposta de tomar dois coquetéis por dia, testá-los e escrever a receita dos melhores para vocês.  Com a assessoria dos simpáticos garçons indonésios – com os quais já fiz amizade – escolho um drink antes do almoço tomando sol na beira da piscina com vista para o azul do Mar do Caribe e  outro à noite, no bar ou na boate, ao som de reggae, jazz…e outras variedades musicais dançantes. Vamos aos coquetéis testados e aprovados que lhes envio hoje. Para variar, escolhi um coquetel com gim e outro com vodka.

Sapphire

Sapphire Peach Collins

O gim, cuja origem vem do século 17 nos Países Baixos, é uma bebida destilada de forte teor alcoólico feita a partir de cereais e de zimbro. Ao líquido que sai do alambique é adicionada água destilada e aromatizantes frutais, como cássia, laranja, amêndoa, lírio ou álamo.

O Bombay Sapphire Gin usado neste coquetel é um gim do tipo London Dry, bem seco. Há muitos anos, apaixonei-me pela cor azul cristalina desta bebida e comprei uma garrafa. Era tão linda que passei anos guardando-a intacta no bar. A verdade é que não achei graça nenhuma na bebida, pois é tão forte que parece álcool puro – ou seja – achei melhor deixar a linda garrafa decorando o bar. Neste drink o gim é suavizado com suco de pêssego, o que lhe dá a cor azul piscina. A receita leva também um licor especial de flores maduras.

Prepare o coquetel batendo uma medida de suco concentrado de pêssego na coqueteleira com uma colher de café de suco de limão. Junte uma dose do licor Saint Germain Elderflower. Derrame a mistura em um copo alto de boca larga e adicione a dose de Bombay Sapphire. Dois ou três cubos de gelo, uma misturadinha de leve e o coquetel está pronto, apresentando um tom de azul maravilhoso – repare na foto! Ao fundo, a excelente banda de reggae jamaicana Groove International.

O nome Collins só pode ser uma homenagem à famosa avenida de Miami Beach.

305 Cosmo

305 Cosmo

Como o drink leva vodka, a intenção deve ter sido a de homenagear a espaçonave de mesmo nome da oitava missão à Lua do projeto russo Kocmoc, lançada em 1969. Mas a tal nave não conseguiu entrar na órbita lunar e reentrou na atmosfera terrestre dois dias após seu lançamento. A cor vermelha, é claro, lembra a cor da bandeira russa. A vodka usada foi a Voli Lemon.

Uma bebida típica da região do Caribe é o licor Curaçao. O Triple Sec é uma variedade aromatizada com a casca seca de laranjas doces e amargas.

Bata na coqueteleira 1 dose de suco de cranberrie ( aquela frutinha vermelha americana) e 1 colher de café de suco de limão. Junte uma dose de Triple Sec e outra de vodka. Despeje em um cálice como os de servir marguerita – já com o sal na borda. Enfeite com uma rodela da casca de limão siciliano.

Ao fundo, na boate que apresenta finalistas do Grammy Awards, a cantora Shannon McNally, que encantou a plateia cantando velhas canções dos estados sulinos dos EUA.

Cosmo Recipe