Chucrute à moda húngara

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A maneira de se fazer o chucrute aqui na Hungria é bem diferente da moda alemã. Parece ( ou será igual?) com o charuto da culinária árabe. Os húngaros são os únicos povos da Europa Central com etnia diferente da germânica e da eslava. São descendentes de povos nômades da Ásia, talvez venha daí parte de suas tradições culinárias. Minha nova amiga Timea, nascida e criada em Budapeste, foi quem me explicou como fazer o chucrute, que é, depois do goulash, uma das receitas mais populares e apreciadas por aqui. Vou passar para vocês a receita dela, porém vou fazer em casa logo que voltar. Se necessário for, retorno e dou mais uns toques.

Chucrute à moda húngara

A receita é feita com arroz, carne, repolho, sal, páprica e pimenta do reino. Calcule 2 a 3, digamos, trouxinhas, para cada pessoa e para cada uma considere 1 folha grande de repolho , uma colher de sobremesa de arroz cru e a mesma quantidade de carne moída, também crua. O arroz é misturado com a carne e temperado com uma pitadinha de sal, outra de páprica e outra de pimenta do reino preta. Amassando com as mãos, faça um bolinho com estes ingredientes e coloque-o no centro da folha de repolho, também crua. Enrole com firmeza e depois dobre as laterais para dentro, apertando e moldando a trouxinha. Agora corte o restante do repolho em tiras finas, como se corta couve. Corte também cebolas brancas em fatias, pique e reserve a cebolinha verde.

A maneira certa é colocar as trouxinhas, com o repolho e a cebola picados por cima, acrescentando um pouco de água, a conta de cobri-las, em uma panela grande, de preferência de barro, como é o tradicional na Hungria, e deixar que cozinhe por 2 horas, pingando água quente, sempre que necessário, até que as trouxinhas fiquem macias e cozidas. No final, salpique mais um pouco da cebola branca fatiada e, por último, a cebolinha verde. Por minha conta, se você não tiver paciência de ficar tomando conta de panela por 2 longas horas, experimente cozinhar no forno.

Como o recheio fica avermelhado, perguntei se a receita levava molho de tomate. Originalmente não leva, a cor ferrugem é devido à páprica.

 

Tagliatelle com brócolis

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Aqui quem vos escreve é a bloqueira-filha, pois a blogueira-mãe cansou da nossa cozinha e saiu viajando por aí.  Logo logo ela deve dar notícias por aqui. Sabe aquela história de que quando os gatos saem os ratos fazem a festa. Pois é isto que faremos por aqui, sem a nossa supervisora.

Então vamos lá:

Tem dias que dá vontade de cuidar da gente e isto para nós significa, dentre outros, fazer a própria comida. Ter um jantarzinho pronto nos esperando na cozinha é um conforto indiscutível, mas preparar o próprio alimento também tem seu gostinho especial, como de quem toma as rédeas do próprio destino. Mas como esta vontade vem quase sempre sem nenhum planejamento e às vezes também com uma pontinha de preguiça, vamos à um prato bem simples, daqueles feitos com o que achamos na geladeira. Foi o que me ocorreu neste dia:

Tagliatelle ao brócolis e funghi

Você vai precisar de uma panela grande (ou aquela de pastas, com furinhos) um escorredor, uma frigideira grande, uma colher grande, uma faca pequena.

 

Separe os ingredientes: tagliatelle para um (dois a três rolos), brócolis, cogumelos frescos, azeite de oliva.

Coloque a água para ferver e, cozinhe o tagliatelle como de costume. Se o brócolis já estiver cozido, beleza. Se não, coloque em uma panela com um pouco de sal e água até cobrí-los e espere que fiquem macios.

Lave bem os cogumelos e corte-os em fatias finas ou como preferir. Jogue um fio de azeite na frigideira e despeje o cogumelo. Mexa-os com cuidado até que fiquem macios e escuros, soltando um pouco de água. Quando a água dos cogumelos começar a secar, acrescente os brócolis já cozidos e macios e mexa mais um pouco, de maneira que todos os sabores se misturem. Tempere com um pouco de sal e pimenta do reino a gosto. Se a pasta ainda não estiver pronta, desligue. Se você acertou no tempo, escorra a pasta e despeje-a sobre a frigideira, misturando tudo com muito cuidado para que os fios da pasta não se quebrem. Está pronto!

Aproveite e celebre com uma taça de vinho branco.

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Salpicão de frango

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Tem comida com gosto de infância, outras com sabor de adolescência, outras nos lembram pessoas, situações, viagens. Sim, elas fazem parte de nossa memória de vida, contam nossa história. Pense…o que gostava de comer quando era criança? Qual o primeiro prato que preparou? Lembra um que deu errado e que você jurou que não dava para o negócio de cozinhar? E aquele que por acaso ficou ótimo e todo mundo adorou? Pois este salpicão me lembra quando comecei, ainda criança, a ajudar minha mãe a preparar o almoço de domingo. Era o prato da moda! Com o frango e a batata já prontos eu fui capaz de preparar um dos primeiros pratos de que me lembro fazendo!

Salpicão de frango

Vamos ao preparo para 4 pessoas. Aproveite o frango já pronto, de preferência refogado ou assado, pois são as maneiras de preparo que fica mais saboroso. Desfie 1 ou 2 pedaços de frango. Faça a batata palha, usando 2 batatas pequenas. Vai precisar de ½ cenoura, 1/3 de lata de milho, 1 maçã pequena, salsinha, cebolinha, sal e maionese. Despele e rale a cenoura bem fina. Escorra o milho da lata. Corte a maçã em cubinhos. Pique cebolinha verde e salsinha. Agora misture 1 xícara de cada: frango e batata palha. Misture ½ xícara de cada: cenoura, maçã e milho. Misture 1 colher se sopa de cheiro verde e 1 a 2 colheres de maionese – misture aos poucos, a conta de ligar todos os ingredientes. Prove o sal. Sirva como prato frio, acompanhando salada de folhas.

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Pad Thai tailandês

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Quando você está viajando pelo exterior, principalmente se for pelo Sudeste Asiático, onde a comida é bizarra, se tem a sorte de descobrir algo comível, agradeça! Mas se descobre algo realmente bom de se comer, milagre! Em ocasiões diferentes, minhas duas filhas que participam deste blog, uma  responsável pelas fotos e produção visual e a outra por muitas das receitas sofisticadas e mais trabalhosas, estiveram na Tailândia e adoraram este prato típico. Da mesma forma que existe, por exemplo, o risotto (à base de arroz) na Itália e o mexido (à base de arroz) no Brasil, lá eles fazem esta comida com o básico – que é a pasta de arroz –  misturada com outros produtos comuns da alimentação local. O importante, como sempre, é o tempero e a maneira de fazer, de modo que é  essencial você ver um nativo fazendo a comida para aprender. Ok, não somos tailandesas, mas aprendemos a fazer com eles! Gostamos  tanto que sempre fazemos em casa. É um prato leve e que alimenta, bom para se comer no fim de noite.

Pad Thai

É importante comprar dois produtos importados para que a receita seja feita corretamente: a pasta de arroz (tipo talharim branco) e o tempero para pad thai que é à base de tamarindo e que já vem pronto. Os demais ingredientes são fáceis de achar: frango, carne de porco, camarão, broto de feijão, ovos, amendoim, cebola e temperos.

Fizemos a receita baseada em 1 pacote de pasta, que tem 200 gr. – deu para 6 pessoas comerem. Então anote o que precisa: 1 peito de frango, 200 gr. de lombo, 300 gr. de camarãozinho rosa, 3 ovos, 120 gr. de broto de feijão, ½ cebola, 1 dente de alho, 50 gr de amendoim torrado e moído, ½ vidro de molho para pad thai, 1 colherinha de café de coentro em pó, pimenta do reino, sal, salsinha e cebolinha.

Se tiver uma panela WOK, maravilha, se não tiver, desta vez pode fazer na panela normal, mas compre uma wok na primeira oportunidade porque é excelente!

Vamos começar: limpe e tempere o camarão com sal. Corte o lombo e o peito de frango em cubinhos de 2×2 cm e tempere com sal e alho. Triture o dente de alho e fatie a cebola fininha. Lave e escorra os brotos de feijão, pique a salsinha e a cebolinha. Esquente água em um caneco para fazer as carnes. Veja as instruções de cozimento da pasta no pacote e siga-as.

Na wok, salteie o alho triturado com a cebola e o camarão. Reserve. Em outras duas panelas, frite o lombo e o frango separadamente em um pouco de óleo até corar. Vá pingando água quente até que  a carne fique macia, deixando que fique no fundo da panela um pouco do caldo. Reserve. Volte para a wok, empurre o camarão para a lateral e despeje os 3 ovos. Assim que ficar branco e amarelo mexa os ovos e misture com o camarão, o frango e o lombo. Acrescente o broto de feijão, a salsinha e a cebolinha, mexendo sempre. Junte o tempero de pad thai, o coentro, a pimenta do reino.  A esta altura a pasta de arroz já deve estar cozida e recém escorrida. Acrescente a pasta à wok e mexa tudo com um garfão, tomando cuidado para não partir os fios da pasta. Finalize distribuindo o amendoim  igualmente sobre o prato.

Obs: se não achar para comprar o molho para pad thai pronto , misture 1 colher de sopa de molho de tamarindo, a mesma quantidade de molho de peixe e 1 colher de açúcar.

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Camarão sofisticado e fácil de fazer

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Crevette à pomme d’or. Chic, não é? Há pratos que fazem parte de nossa memória afetiva, lembranças de momentos especiais. Imagine a cena: jantar romântico à luz de velas, com flores e um bom vinho, no restaurante alinhadérrimo do famoso hotel de Copacabana. O chef  preparando o pedido à nossa frente, fazendo a maior encenação. De repente, uma fogueira que quase põe fogo na mesa! Que susto! Talvez para impressionar, o chef havia flambado o camarão com um tanto a mais de whisky. Valeu, pois estava divino! Como sempre, reproduzi o preparo do prato em casa, que passou a ser mais um na coleção dos que amamos. Com o tempo a gente adapta e aprimora as receitas e agora passo para vocês como eu faço:

Camarão à pomme d’or ( traduzindo: maçã de ouro)

Vamos ao preparo para 4 pessoas. O principal: 800 gr. de camarão, 1 colher de sobremesa rasa de sal, ½ limão e 2 maçãs vermelhas. Para o molho: 2 colheres de sopa de azeite ou 1 de manteiga; 1 a 2 de tomates, 1 a 2 cebolas, 1/4 de pimentão vermelho e a mesma quantidade do amarelo e ainda salsinha e cebolinha. Para flambar: ½ xícara de café de whisky. Para finalizar: 1 xícara de chá de creme de leite fresco.

Limpe os camarões e tempere com sal e limão. Deixe de 15 minutos a ½ hora no tempero. Enquanto isto, pique o tomate, a cebola e os pimentões, de modo a dar 1 xícara de café cheia de cada. Pique a salsinha e a cebolinha para dar ½ xícara de café. Deixe as maçãs inteiras por enquanto.

Em uma frigideira, frite os camarões em 2 colheres de sopa de azeite ou 1 colher de manteiga. Assim que estiverem vermelhos, esquente à parte o whisky, colocado o líquido dentro de uma concha, diretamente sobre a chama. Vire a concha um pouquinho para que o whisky pegue fogo e verta-o imediatamente sobre os camarões. O processo de flambagem é delicado, tenha cuidado. Assim que o fogo apagar sozinho, retire os camarões e reserve-os.

Na mesma panela, pingue um pouco d’água de modo a fazer uma papa com a borra do camarão. Coloque mais um pouco de azeite ou manteiga e doure a cebola. Em seguida, junte os tomates e os pimentões. Acrescente a cebolinha e a salsinha. Se começar a secar antes de amolecer, pingue água quente. Quando tudo estiver cozido, bata no liquidificador para obter um caldo grosso. Coe o caldo e volte para outra panela. Descasque e corte as maçãs em cubos de 2×2 cm. Se você tiver o boleador próprio, faça bolinhas de maçã – o prato fica lindo! Coloque os pedaços ou as bolinhas de maçã para cozinhar imersas no caldo coado. Junte os camarões em seguida, deixando que maçã e camarão terminem de cozinhar juntos. Antes de servir, acrescente o creme de leite fresco, misture, verifique o sal e desligue antes que comece a ferver. Sirva com arroz branco.

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Frango assado bem original

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Esta é mais uma receita de frango assado que, como você já experimentou, dá muito menos trabalho, pois fica lá no forno cozinhando e você ganha tempo para fazer outras coisas. Porém, se não tiver um molho, fica ressecado. Pois não é que inventamos um molho e acompanhamento juntos, também feitos no forno? Muito prático!

Para assar, prefiro usar coxa e sobrecoxa, pois a carne é mais saborosa que a do peito, por estar perto do osso. Se for usar peito, deixe com o osso e corte em 3 ou 4 partes.

Frango assado  com batatas e cebolinhas baby

São duas preparações feitas em assadeiras diferentes, que você junta no final. Frango para 2 pessoas: 2 coxas (vem com a coxa e a sobrecoxa, que devem ser separadas), sal, alho, pimenta do reino moída, molho inglês.

Lave o frango e deixe de molho na água fervente por 5 minutos. Escorra e tempere. Deixe no tempero por 15 minutos, se estiver com tempo. Passe óleo no fundo de uma assadeira, coloque as partes do frango picadas e cubra com papel alumínio. Leva ao forno preaquecido a 280 graus  por 30 minutos. Quando fincar o garfo e a carne estiver macia, tire o papel alumínio e deixe corar.

Para as batatinhas e cebolinhas: separe as pequenininhas. Tire as cascas. Coloque-as em uma assadeira  de borda alta. Despeje 200 ml de Coca-cola  e uma colher de sobremesa de molho de soja. Salpique sal grosso, se tiver em casa. Misture tudo e coloque para assar com papel alumínio aproveitando o forno.

Quando as batatinhas estiverem macias, retire do forno. Assim que o frango estiver pronto, despeje as batatas, as cebolas e o resto do caldo sobre o frango e sirva.

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Lagarto frio, ótima opção para sanduiche

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Esta receita pode, e deve, ser preparada com antecedência e dura uma semana na geladeira em perfeito estado. É uma ótima opção de carne fria para o verão e como recheio de sanduiche vale por uma refeição. Também é bem fácil de fazer.

Lagarto

Além da carne, você vai precisar de sal, alho, temperos, vinho, azeite, vinagre, cheiro verde, cebola, tomate e azeitonas verdes.

Normalmente, você pode pedir no açougue ou comprar no supermercado a quantidade de lagarto que quiser, isto facilita bem.

Prepare uma porção para 6 pessoas, ou seja, considerando 200 gr. por pessoa, pois o lagarto encolhe, você pode comprar 1,2 kg de carne.

Para temperar, pique, soque e misture: 1 colher de sobremesa cheia de sal, 2 a 4 dentes de alho, 2 a 4 folhas de louro, 1 cebola cortada, 1 ramo de salsinha e cebolinha, 1 xícara de café de vinho e outra de azeite ou óleo, 1 colher de café de grãos de pimenta do reino. Fure a carne inteira com um garfo, espalhe com as mãos o tempero em todo o pedaço da carne e deixe-a dentro de um saco plástico na geladeira por uma noite.

Cozimento: coloque a carne e os temperos dentro de uma panela de pressão, cubra com água até ultrapassar 2 dedos a altura da carne e leve ao fogo por cerca de 40 minutos a 1 hora – vai depender da panela e do fogão. Também pode ser feita na panela normal, primeiro fritando a carne e depois pingando água de tanto em tanto. Quando espetar com o garfo e verificar que a carne está macia, deixe a panela aberta por mais uns 10 minutos para o caldo secar um pouco. Retire a carne e deixe esfriar. Reserve este caldo. Despois de fria, fatie a carne o mais fino que conseguir.

Molho tipo vinagrete

Coe o caldo que ficou na panela. Acrescente 1 xícara de café cheia de salsinha, cebolinha e manjericão (ou hortelã) picados miudinho. Pique 1 a 2 tomates bem miudinho, 1 cebola também bem miudinho. Corte a azeitona em fatias ou rodelas.  Misture tudo no caldo. Acrescente ½ xícara de café de azeite e a mesma quantidade – ou menos – de vinagre de vinho branco. Misture.

Escolha uma travessa e faça camadas alternadas da carne fatiada e do molho, terminando com o molho. Deixe na geladeira por  pelo menos, 4 horas antes de servir. Acompanha pão tipo baguete francesa.

Opcão – acrescente pimentão das 3 cores ao molho, picados bem miudinho.

Sal com Alho

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Mousse de goiabada

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Boa esta de misturar ingredientes de Minas Gerais com inspiração francesa. Dá certo demais! A última que inventamos – justo porque eu tinha esquecido de comprar a barra de chocolate – foi esta mousse. Já tinha iniciado a mousse quando…cadê o chocolate? Ixa…não tem nenhum. Procura um substituto! Qual o mineiro que não tem uma barra de goiabada em casa? Pois foi a dita cuja que foi parar na panela e deu nesta gostosura!

Mousse de goiabada

Antes de começar a receita, veja se tem: goiabada, claro; 1 sachê de gelatina em pó, 4 ovos, 1 lata de leite condensado e 1 de creme de leite.

Primeiro, se a goiabada for de barra, corte ¼ da barra e derreta, levando os pedaços com um pouco d’água ao fogo baixo. Se já for de goiabada de colher, faça o mesmo, só para ralear. Deve dar uma xícara de chá quase cheia de calda de goiabada em ponto mole.

Dissolva ½ sachezinho de gelatina em pó em 1 xícara de café de água e leve ao forno micro ondas por 30 segundos. Reserve. Bata 4 claras em neve, ou seja, até ficar uma espuma branca espessa. Misture a gelatina já fria às claras e reserve. Separado, misture o leite condensado com o creme de leite e a goiabada. Junte este creme, aos poucos, às claras batidas e misture tudo bem de leve. Coloque a mousse em uma travessa de vidro, a que vai servir. Leve à geladeira por cerca de 4 horas ou até verificar que endureceu.

Em tempo: se for o contrário, ou seja, não tem goiabada em casa mas tem uma barra de chocolate meio amargo de 170 gr. , aproveite e faça a famosa mousse de chocolate. Derreta o chocolate com um pouco de leite e no resto, a receita é a mesma!

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Purê de abóbora

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Bem mineirinho, perfeito para acompanhar uma carne cozida ou um frango assado. Se ainda colocar uma couve do lado, hum! A receita é a mesma do purê de batatas, que certamente você já fez. Vamos a ela:

Purê de abóbora moranga

Para 2 pessoas: um pedaço de abóbora, uma colher de sobremesa rasa de manteiga ou 2 colheres de óleo, ½ xícara de cebola bem raladinha, ½ xícara de leite.

Tire a casca da abóbora, corte-a em cubos pequenos e cozinhe bem, na água fervente. Pode por na pressão, conte uns dez minutos depois que a panela começar a apitar. Amasse a abóbora com um batedor de bife até que a massa fique lisinha. Aqueça ligeiramente a panela, coloque a manteiga ou o óleo, frite o sal com alho e a cebola sem deixar que core. Coloque a massa de abóbora e misture com a colher de pau até soltar da panela. Acrescente leite e misture até dar consistência de creme.

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Frango ao molho gorgonzola

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Então? Experimentou fazer o peito de frango grelhado ao molho de laranja?  Viu que delícia são os molhos de maracujá e de limão? Já tivemos notícia de gente que adorou e incorporou ao menu. Hoje vamos sugerir praticamente a mesma receita, porém com um molho diferente!

Peito de frango ao molho gorgonzola 

Vamos novamente ao preparo do peito de frango: comece com aquela receita que você já sabe fazer, publicada anteriormente. Relembrando:

Precisa de uma frigideira  anti-aderente, uma espátula  (de silicone para não estragar o fundo da panela) e um garfo.

Preparo: tire a pele e o excesso de pelanca do peito do frango. Esfregue o peito inteiro com água e vinagre e enxague em água corrente.  Corte os filés com uma faca bem amolada, aproveitando a parte mais carnuda e tirando os bifes atravessados de forma que fiquem os maiores possíveis. Tempere com sal e alho. O ideal é deixar meia hora pra pegar bem o tempero.

Torre, numa frigideira à parte, 1 colher de sopa de farinha de trigo até que fique bege (pode torrar maior quantidade e guardar já torrada).

Cocção do filé de frango: coloque na frigideira uma colher de óleo. Frite os filés finos, em fogo médio, friccionando-o levemente contra o fundo da panela e virando-os, para que corem por igual. ( Se preferir filé mais alto,  pode ser preciso baixar o fogo e colocar água quente aos pouquinhos até que a carne do frango cozinhe, mantendo a panela tampada. Espete o garfo para ter certeza que está macia). Retire os filés e reserve-os em um recipiente tampado.

Para o molho  gorgonzola: Misture uma pequena fatia de queijo gorgonzola com um pouco de leite, de modo a dar ½ xícara de café. Reserve. No fogo médio, sobre a borra que ficou na panela da fritura do frango, coloque 1 colher de sobremesa rasa de manteiga (ou mais um pouco de óleo) e frite 1 colher de sobremesa cheia de cebola ralada. Coloque um pouco de água quente e misture com a espátula, até o fundo da panela ficar limpo. Despeje então o creme feito com o queijo e o leite. Prove o sal.  Tempere, se quiser com um toque de pimenta do reino branca e noz moscada. Beleza, seu molho está pronto para colocar sobre o frango e servir.

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Escalope de filé

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Ao corte de filé médio, ideal para preparar e servir com molhos, dá-se o nome de escalope. Veja em Rosbife para todos os gostos e em Dicas de como preparar um filé como cortar o filé para escalope. Você pode prepará-lo com vários molhos. Um campeão é o clássico molho francês feito com mostarda de Dijon. Não há quem não goste.

Filé ao molho de mostarda

Além do filé (calcule de 150 a 200 gr. por pessoa) você vai precisar de ½ cebola e 1 colher de sobremesa de molho de mostarda. A melhor é a mostarda de Dijon em grãos. Na falta desta, pode usar aquele molho amarelo de mostarda que tem em qualquer supermercado.

Corte o filé em escalopes, normalmente se serve 3 escalopes por pessoa. Vamos ao preparo para 2 pessoas:

Tempero – 1 colher de sobremesa rasa de sal com alho triturado e uma pitada de pimenta do reino, dissolvidos em 1 xícara de café de vinho e água. Passe o tempero nos filés de um a um e deixe-os juntos no tempero por 15 minutos a ½ hora.

Cocção – Escolha uma panela grande para preparar a carne. Coloque água para ferver à parte. Despeje uma colher de óleo na panela colocada no fogo forte e deixe esquentar bem. Frite os bifes, já escorridos do tempero. Passe-os de um lado primeiro e depois do outro. Atenção: nunca esfregue-os na panela pois ficarão secos e sem sabor. Se gostar de carne mal passada, retire-os da panela assim que mudarem de cor. Se gostar de carne bem passada, deixe que fiquem bem morenos e depois vá pingando água quente, pelas beiradas da panela, até que os escalopes fiquem bem macios. 

Molho – Retire os  escalopes da panela antes que a borra do fundo fique preta. Acrescente 1 colher de manteiga ou azeite. Junte 1 colher de sobremesa de cebola ralada e deixe que comece a fritar. Agora acrescente uma colher de chá de farinha de trigo já torrada, espalhe e misture bem com a espátula até obter uma massa bem lisa. Acrescente água quente, tipo 1/2 xícara de chá. Misture e deixe ferver em fogo baixo. Junte a mostarda. Prove o caldo e acrescente sal e pimenta à gosto. Seu molho está pronto para servir sobre a carne.

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Kenga, que diabo é isto?

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Antigamente, no interior, lá pros lados da Bahia, quenga era nome de mulher de vida fácil (será?) que vivia na zona. Domingo era dia de folga das moças e cozinhavam um franguinho do quintal, preparado com quiabo e milho verde. Alguns moços solteiros apareciam para o almoço e tudo acabava em cantoria e festa. Porém, a receita é kenga com k. Será que tem a ver? Não importa, é um prato delicioso e, para quem já gosta de frango com quiabo, vai amar.

Kenga

Para 4 pessoas: 8 partes de frango, que podem ser de 4 coxas com contra-coxa, ou de 2 a 4 peitos de frango cortados e deixado com o osso, dependendo do tamanho – escolha sempre os menores. Se for fazer para mais gente, use dos dois cortes, ou até um frango inteiro. Separe 10 talos de quiabo ou 2 xícaras de chá bem cheias do quiabo já picado, 2 cebolas, 2 tomates maduros, 2 espigas de milho verde (ou uma lata de milho). Tempero: vinagre, sal, alho, cheiro verde, uma pimentinha, gotas de molho inglês e gotas de limão, se gostar. Calcule uma colher de café de tempero seco por pedaço de frango.

Separe uma panela larga, uma pequena e um caneco, uma colher de pau e um garfo.

Lave o frango com água fervente e tire a pele e o excesso de gordura. Passe o tempero nas partes do frango e deixe por ½ hora. Corte o quiabo e o tomate em quadrinhos e pique a cebola miudinha. Se for usar espiga de milho verde – que é muito melhor – corte os grãos rente ao sabugo. Bata metade do milho no liquidificador com um pouco d’água. Se for milho de lata,  bata com  a água da lata.

Coloque água para ferver em uma caneco. Na panela maior, esquente 4 colheres de óleo. Frite as partes do frango por igual, mexendo sempre. Retire o frango da panela, coloque um pouco mais de óleo ou manteiga e frite a cebola picadinha na borra do frango e depois frite a metade do tomate e os bagos de milho.

Despeje um pouquinho de água fervente e mexa com a colher de pau ou uma espátula até que a borra se incorpore à água formando o primeiro caldo. Acrescente o milho batido. Deixe ferver até formar um caldo homogêneo. Agora coloque o frango de volta na panela e acrescente mais água ( não jogue água em cima do frango),  numa quantidade que cubra os pedaços de frango pela metade. Baixe o fogo e tampe a panela.

Em outra panela, coloque óleo suficiente para fritar o quiabo ( 1 xícara de chá ou mais). Escorra numa peneira o quiabo já frito e coloque-o sobre guardanapo de papel para retirar o excesso de óleo. Quando o caldo já estiver reduzido pela metade, teste com um garfo se o frango já está cozido e macio. Acrescente o restante do tomate. Deixe ferver até que amoleçam. Junte então o quiabo e deixe cozinhar por mais 5 minutos.

Sirva quente acompanhada de arroz branco.

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Abobrinha verdinha de todo dia

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Não é à toa que abobrinha é um dos legumes mais consumidos pelos brasileiros. Tem gente que diz que não tem gosto de nada. É porque não sabe como prepará-la. Um jeito fácil e super saudável é este:

Abobrinha grelhada com molho de azeite e ervas

Lave, seque e corte a abobrinha em fatias finas. Coloque as fatias sobre a chapa da grelha de modo que não fiquem umas sobre as outras. Assim que corar por baixo (dá aquela marquinha marrom) vire do outro lado. Retire e deixe à parte.

Prepare o molho: azeite, um tico de vinagre de vinho branco e ervas picadinhas bem miúdo, que pode ser salsinha e cebolinha mais hortelã ou manjericão- um dos dois. Coloque sal a gosto. Tome a tigela que vai à mesa e entremeie camadas de abobrinha com o molho de azeite. Uma variação é acrescentar iogurte ou coalhada e suco de limão ao molho.

Você pode fazer a mesma receita com berinjelas. No entanto, a berinjela precisa ficar de molho na água com sal por uns minutos e depois secada antes de ir para a grelha. Caso contrário, ela escurece.

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Escondidinho

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Antes o escondidinho era chamado de comida de pobre. Para não dizer que servia apenas um purê de batata ou mandioca como prato principal, colocava-se um tantinho de carne escondidinha por baixo. Na hora de comer vinha um Oh! Que delícia, tem uma carninha escondida! E, com a surpresa, estava salva a refeição! Só que exatamente estes pratos simples, quando preparados com gosto e amor são deliciosos. Daí, os chefs inovadores resolveram servir uma cumbiquinha de escondidinho nas festas chiques de casamento. Pois não é que fazem o maior sucesso? Vai para você esta receita bem fácil, que para mim, é a melhor de todas:

Escondidinho de carne cozida com purê de duas batatas

Prepare com capricho aquela carne de panela da receita que já saiu neste blog, deixando um bom caldo, bem grossinho. Depois que esfriar, tire a carne e desfie em lascas pequenas. Volte com a carne desfiada para a panela e misture com o caldo.

Faça um purê de batatas, sendo que você vai fazê-lo usando ¾ de batata inglesa e ¼ de batata baroa.

Escolha uma travessa refratária e coloque uma camada de carne. Cubra com o purê. Se quiser, coloque uma camada fininha de queijo ralado por cima. Leve ao forno. Sirva quente.

Uai! Onde está a foto do preparo? Escondidinho, oras!

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Surubim com camarão

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O surubim é um peixe grande de água doce, dos mais populares do Brasil, sendo encontrado em todas as suas bacias hidrográficas. A carne é consistente e muito saborosa, merecendo um molho rico em sabor.  Com a posta do surubim, gosto de preparar moqueca, e como o filé,  prefiro de prepará-lo na brasa ou assado. Uma boa receita para o fim de semana ou mesmo o dia a dia, pela facilidade do preparo é esta:

Filé de surubim ao molho de camarões com côco

Calcule 200 gr. de filé por pessoa. Lave, seque e tempere com sal e limão. Ligue o forno a 200o C. Coloque os filés em uma assadeira untada com óleo, jogue um pouco de ervas desidratadas por cima e leve ao forno até corar, por cerca de 20 minutos a meia hora.

Molho para 4 pessoas:

Separe:  800 gr. de camarãozinho rosa, 1 tomate italiano grande bem maduro, 1 cebola, ¼ de pimentão vermelho e a mesma quantidade do amarelo, 1 xícara de café de molho de tomate, a mesma quantidade de leite de côco, 1 a 2 dentes de alho triturados,  ¾ de litro de caldo de peixe e ½ xícara de café de azeite.

Limpe os camarões e tempere-os com 1 colher de sobremesa rasa de sal e 1 limão. Pique miudinho todos os demais ingredientes. Em uma panela média, coloque o azeite e frite o camarão até que fique vermelho. Junte a cebola e o alho e deixe fritar até corar. Acrescente os tomates e os pimentões e frite bem, sem deixar agarrar. Prepare, em outra panela, o caldo de peixe e junte o molho de tomates. Assim que os ingredientes estiverem fritos, junte o caldo. Deixe ferver. Prove o sal e acrescente pimenta malagueta. Quando o molho já estiver de boa consistência, ajunte o leite de côco e deixe ferver em fogo baixo por mais 10 minutos.

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Retire o peixe do forno, disponha os filés em um a travessa e cubra-os com o molho de camarões. Acompanha arroz branco e ou purê de batatas.

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Carne de panela das antigas

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Fazer uma boa carne cozida é considerada coisa de chef experiente. Pode parecer difícil conseguir fazer no nosso fogão comum, com panela de alumínio comum, aquela carne cozida que fica de uma cor marrom arroxeada por dentro, que desmancha na boca, saborosíssima! Realmente, é simples de ser feita, mas precisa ter tempo e paciência. Agora, se você tem o privilégio de ter um fogão de lenha e uma panela de ferro, seria um sacrilégio dizer-me que não faz uma carne cozida deliciosa!

Carne de panela

Para fazer uma boa carne cozida é só você saber algumas coisinhas de cor. Tão fácil que, depois que a fizer pela primeira vez, nunca mais irá se esquecer. Existem algumas leis para fazer uma carne de panela que não podem ser esquecidas:

1- Carne precisa ser temperada com antecedência.

Quanto maior o pedaço, maior o tempo que precisa ficar no tempero. Se quer abreviar o tempo, corte a carne em pedaços menores.

2- A quantidade de tempero por quilo de carne de boi é uma colher de sobremesa de tempero sólido e 1 xícara de chá de tempero líquido.

Para o tempero sólido misture 2 cabeças de alho trituradas com sal, acrescente se quiser, pimenta do reino e louro em pó. Para o líquido coloque ½ xícara de água, ½ xícara de vinho tinto e 1 colher de café de molho inglês. Se quiser acrescente ainda 1 cebola picadinha, um raminho de salsa e cebolinha. Para um quilo de carne é preciso que fique pelo menos 2 horas no tempero.

3- A carne precisa ficar imersa no tempero. Coloque-a em uma bacia pequena ou então dentro de um saco plástico grosso e amarre. Se ficar pegando tempero só de um lado, na metade do tempo tem que virar a carne de lado.  Se for deixar no tempero por mais de 2 horas, coloque-a na geladeira.

5 – A carne só vai para a panela depois que você a escorre do tempero líquido e limpa o excesso de tempero sólido.

4- É absolutamente indispensável manter uma caneca com água quente do lado da panela que for fazer a carne, para ir regando-a de tanto em tanto.

5- Toda carne tem que ser frita antes de ser cozida, portanto, a primeira coisa a fazer é colocar um pouco de óleo na panela e fritar bem a carne. Só depois de frita é que você começa o processo de ir pingando água na carne, que só termina quando a carne estiver macia.

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6 – Carne odeia tomar banho. Quando for colocar água no cozimento da carne, despeje-a sempre pelas beiradas. Se despejar água sobre a carne você vai lavar o tempero! Carne também odeia ficar afogada, o nível da água nunca deve passar da metade do nível da carne.

7 – Para ficar macia, a carne precisa ser frita no fogo alto e cozida no fogo baixo.

8- Carne seca não dá para comer, portanto, quando a carne já estiver macia, coloque a última água e esfregue o fundo da panela com uma colher de pau para soltar o resto da borra da fritura. Deixe que sobre caldo suficiente para a carne ficar molhadinha.

9 – Para fazer um caldo suplementar, retire a carne da panela e frite cebola picadinha. Para um molho mais espesso, misture um pouco de farinha de trigo torrada e mexa até formar uma massa homogênea. Junte um pouco d’água e dissolva até dar um caldo de boa consistência. Se quiser, acrescente um pouco de vinho tinto – o mesmo que usou no tempero – e deixe ferver. Pode acrescente também um pouco de molho de tomate já pronto. Prove o sal e a pimenta. Se quiser um molho mais fino, passe na peneira ou bata no liquidificador.

10 – Para guardar a carne cozida para outras receitas, deixe-a sempre dentro de uma quantidade boa de seu próprio molho para que não resseque.

Obs.: em caso de desespero, ou total falta de paciência para o pinga-pinga d’água, você pode fazer uma carne cozida na pressão. De toda forma é preciso fritar a carne na própria panela de pressão antes de começar a cozinhá-la na dita pressão. Depois de bem frita, acrescente toda a salmoura do tempero e cubra a carne com água quente, deixando o nível da água de 2 a 3 dedos  acima do nível da carne. Depois que a carne estiver quase cozida, destampe e deixe que o caldo engrosse enquanto a carne termina de amaciar.

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Arroz com brócolis

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Acabou de fazer uma carne, peixe ou frango e está pensando qual o acompanhamento? Pois esta receita é boa para acompanhar tudo. Basta ter brócolis em casa, pois arroz, cebola e sal com alho sempre tem. Para os vegetarianos é um prato que basta por si só.

Arroz com brócolis

Cozinhe o arroz normalmente, deixando-o ainda um pouco duro. Enquanto isto, corte, lave e seque o brócolis. Numa panela à parte, doure o alho cortado em finas lâminas em um pouco de óleo e frite um pouquinho de cebola, batida miudinho ou ralada. Acrescente o brócolis e misture. Pingue água quente e sal. Abafe (tampe a panela) por uns 2 minutos e desligue. Em uma bacia, misture o arroz semipronto com o brócolis refogado. Volte com o arroz para o fogo, acrescente um pouco d’água quente e deixe que termine de cozinhar com a panela tampada.

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O feijão do tropeiro

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Duas preparações de feijão à mineira em seguida? Exato, pois são duas variações para acompanhar o lombo à mineira, que já está temperado e vai para o blog amanhã. Também fazem parte da mesma história!

Quando, no século 17, as Entradas e Bandeiras subiram as montanhas de Minas à procura de ouro, esmeraldas e diamantes, precisaram levar uma carga bem variada e pesada, que eram não só suas ferramentas de trabalho como barracas, cobertas, vestuário e mantimentos.  Quem fazia este serviço, comandando a tropa de escravos, conduzindo as mulas de carga e pequenos animais como galinhas e porcos eram os chamados tropeiros. Em geral, estes homens mestiços de confiança do patrão bandeirante eram quem conduzia e dava ordens à tropa.

Os primeiros bandeirantes exploravam o ouro de aluvião, ou seja, o que era coletado com bateias nas águas rasas de riachos. Assim que as pepitas de ouro começavam a escassear em um determinado ponto, os homens desmontavam  tudo e subiam rio acima, ou então procuravam outro veios. Desta forma, ficavam de 2 a 4 meses em um mesmo local. Assim que escolhiam onde montar novo acampamento, plantavam vegetais como feijão, couve, cebola, alho e ervas, que podiam ser colhidos em pouco tempo e também montavam o cercado para criar galinhas e porcos. A mandioca era nativa e fácil de secar e socar para virar farinha e ser guardada. Assim, tinham sempre à mão feijão, farinha e ovos. Quando um porco era abatido, comiam a carne, faziam linguiça com as tripas e miúdos e guardavam o que restava em latas com banha.  A comida de sustança da tropa no domingo, que além do feijão diário tinha direito aos restos da carne de porco consumida pelos patrões, era chamado de feijão do tropeiro. Hoje, é um prato tradicional preparado maravilhosamente nos restaurantes das cidades históricas de Minas Gerais. Você pode fazê-lo em casa!

Feijão tropeiro

O melhor feijão para este prato é o roxinho, por ter os bagos mais firmes. Vai precisar de bacon, cebola, linguiça e/ou pedaços de carne de porco, farinha de mandioca, ovos e ervas, como salsinha e cebolinha. Há quem misture ou adorne com couve e torresmo. Uma boa pimentinha é indispensável.

Para 4 pessoas separe ½ kg ou 2 xícaras de chá bem cheias de feijão. Coloque de molho na água de véspera para facilitar o cozimento. Atenção: cuidado para não cozinhar demais o feijão, os bagos precisam ficar ainda um pouco duros.

Corte o bacon ( 1 colher de sopa), a cebola ( 2 colheres de sopa), os pedaços de linguiça e de carne, do tamanho que caibam na boca sem precisar partir no prato. Pique a salsinha e a cebolinha. Separe 2 a 3 ovos.

Muita gente faz este feijão misturando tudo na panela, afirmo que não vai prestar, pois vira uma maçaroca.  É preciso que seja feito em 3 panelas. Na primeira panela, frite o bacon, a cebola e o sal com alho. Escorra bem o feijão do caldo e frite os bagos com cuidado para não parti-los. Misture então 1 a 2 colheres de farinha de mandioca. Se ficar seco, ponha um fio de azeite ou um pouco de manteiga. Na segunda panela, esquente ou frite a linguiça e/ou a carne de porco. Na terceira panela, frite os ovos, já misturados ligeiramente, no óleo ou na manteiga, salpique o sal e assim que endurecer, corte-o em pedaços grandes. Agora misture as carnes e depois os ovos ao feijão, com cuidado para não ficar pastoso. Prove o sal e a pimenta, acrescente o cheiro verde e sirva quente.  Acompanha couve e arroz.

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Tutu de feijão, tradição que veio dos escravos

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Sabem que tutu é uma palavra africana? Desde os tempos das primeiras incursões bandeirantes ao interior das minas gerais este prato era feito pelos escravos, que aproveitavam o caldo que ficava no fundo do panelão de cozimento do feijão e engrossava-o com farinha de mandioca. O feijão era um alimento fundamental na vida dos primeiros exploradores dos riachos cujas pedrinhas em seus leitos eram pepitas de ouro e das rudimentares minas de ouro e pedras preciosas. Além de ser de fácil cultivo e crescer com rapidez nas terras férteis de beira-rio, o feijão é rico em ferro, fortalecendo os braços necessários ao árduo trabalho nas bateias para recolher o ouro de aluvião. Depois que subiu de status e foi parar na mesa do senhor branco, o tutu ganhou outros ingredientes. Veja como é preparado desde os tempos coloniais.

Tutu de feijão

Além do feijão, são indispensáveis o sal com alho, a cebola, o bacon(antigamente chamava toucinho defumado, como ainda se fala no interior) e a farinha de mandioca  peneirada e uma boa pimenta malagueta. Pode-se servir junto ao tutu, já pronto: um bom molho de tomates, molho de cebola, ovos cozidos e couve.

Para 4 pessoas costuma ser  ½ kg de feijão ou 2 xícaras de chá bem cheias. Ponha o feijão de molho numa bacia desde a véspera, assim irá economizar tempo e gás. Cozinhe o feijão (pode ser na pressão) até que os bagos fiquem quase desmanchando. Deixe que o caldo do cozimento sobre até quase tapar o feijão.

Coloque uma panela no fogo com um pouco de óleo e frite 1 colher de sobremesa cheia de bacon picadinho. Antes que comece a secar, frite 2 colheres de sopa de cebola batidinha e logo em seguida frite junto 1 colher de café de sal com alho. Agora refogue os bagos, ou seja, tire, com uma escumadeira, os bagos sem o caldo da panela em que foi cozido e frite-os bem, mexendo com uma colher de pau até formar uma maçaroca. Desligue, deixe esfriar um pouco, junte o caldo em que cozinhou o feijão e bata tudo no liquidificador. Volte com a pasta grossa para a panela e mexa bem, com a indispensável colher de pau, até que comece a soltar das laterais da panela.  Só então você vai acrescentar 1 colher de sopa rasa de farinha de mandioca, aos poucos. Misture bem até que o tutu dê a consistência de um creme. Prove o sal e a pimenta. Atenção: o tutu tem que sair da panela ainda mole, porque depois que é servido, esfria e endurece.

Para acompanhar, frite cebola fatiada à parte, na gordura do bacon ou na que ficou na panela da carne de porco que sobrou de outra preparação. Cozinhe os ovos em ponto de gema dura e fatie. Esquente o molho de tomates caseiro.

Prepare o prato em que irá servir o tutu: primeiro coloque o tutu, depois uma camada fina do molho de tomates, depois as cebolas e por último, as fatias de ovo cozido. Sirva com couve e arroz.

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Bolinho de arroz

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Quer coisa mais mineira do que um bolinho de arroz quentinho e crocante? Perfeito para acompanhar uma cerveja ou uma caipirinha, vai bem no almoço e no lanche da tarde. Só tem um detalhe: é uma delicia feito na hora, se guardar, pode até comer depois, mas perde a graça.

Bolinho de arroz

Basta ter 2 xícaras de chá de arroz ( que pode até ser aquele que está há dias na geladeira) e mais 1 ovo, óleo para fritura e temperos.

Bata no liquidificador 1 xícara de chá de arroz com 1 ovo, salsinha e cebolinha verde, sal e alho, pimenta do reino e um pouquinho d’água. Fora do liquidificador, em uma bacia de cozinha, junte esta massa batida com a outra xícara de arroz e misture bem.

Coloque óleo para esquentar em uma panela média, mais ou menos uns 2 dedos. Quando o óleo estiver quente, faça os bolinhos um a um, usando uma colher de sopa. Despeje-os no óleo, um a um, podendo colocar 6 bolinhos para fritar de cada vez. Vire-os de um lado e outro com uma escumadeira, para que fritem por igual até ficarem corados. Retire e deixe que sequem o excesso de óleo sobre um papel toalha. Sirva quente.

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Risotto de pato – Quem disse que o pato tem carne dura

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Pode até ser, mas isto é conversa de quem não sabe como lidar com o bicho. Certamente você já escutou histórias de quem foi comer pato no restaurante chiquérrimo fulano de tal e ao espetar a coxa do pato no prato a dita cuja pulou lá do outro lado da mesa e mais, que chamaram o cozinheiro para dizer que o nome do prato deveria ser Pato Voador. Brincadeira à parte, vamos passar o truque fácil de preparar o pato (veja Dica- como cozinhar pato) e ensinar a fazer um prato simples e delicioso, com a vantagem que pode ser servido como prato único, tipo almoço das cinco da tarde de domingo de preguiça.

Risotto de pato

Tire as coxas da panela do cozimento, deixe esfriar e, com a ajuda de uma faquinha, tire a pele e o excesso de gordura. Desfie a carne em pedaços grandes, separando-a do osso e reserve.

Coe o caldo do cozimento e aproveite-o para pré-cozinhar os outros ingredientes que quiser colocar no risoto. Pode ser, como na receita que preparamos hoje, cebolinhas cortadas em quatro, cenourinhas baby ( dá um sabor levemente adocicado) cortadas  ao meio ou em quatro e cogumelos-de-paris frescos em fatias grossas. Pode também substituir a cebolinha por alho poró cortado em fatias de 1,5 cm e a cenoura baby por cenoura comum ou batatinhas. Se preferir , pode fazer o risoto usando ervilhas. Use apenas 2 ou 3 ingredientes além do pato, caso contrário, vai parecer uma salada. Não pique nada muito pequeno pois depois some no meio do risoto e empapa o arroz. Assim que estes ingredientes estiverem ao dente, retire-os do caldo e escorra. Reserve.

Faça o arroz como de costume, com a diferença que irá colocar um pouco mais de óleo ou azeite do que o normal para fritar o arroz e também vai usar, no lugar da água, apenas  o caldo do cozimento do pato, que precisa estar aquecido. Vá colocando o caldo no arroz para que cozinhe e quando estiver começando a amolecer, coloque o pato desfiado e os ingredientes pré-cozidos, misture tudo com delicadeza e  acrescente caldo aos poucos até o completo cozimento do arroz. Tampe a panela e deixe que o risoto descanse por uns 15 minutos. Se quiser fazer com antecedência, deixe o arroz com um pouco de caldo, que irá secar enquanto esquenta.

Dica – guarde em um pote no congelador o caldo que sobrar pois é ótimo para fazer qualquer outro risoto, mesmo sem o pato.

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Dica – como cozinhar pato

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O pato é uma ave parecida com o frango porém a carne é muito mais dura. Por isto, nem tente cozinhá-la como faz com um frango, pode ir logo preparando a panela de pressão.

Para a carne ficar gostosa e macia é preciso que você coloque alguns ingredientes junto com o pato dentro da panela do cozimento. Veja a listinha:

Para 4 coxas de pato, separe:  1 cebola inteira, 1 cenoura inteira, de ½ a 1 talo de alho poró, 4 dentes de alho, 1 raminho de cebolinha, de salsinha e de hortelã, 1 colher de sopa de sal, pimenta do reino a gosto, 4 folhas de louro e mais 1 xícara de café de vinho tinto. Não precisa colocar óleo ou similar porque o pato já vem com muita gordura, também não coloque vinagre pois já está colocando o vinho.

Primeiro você vai lavar a carne do pato e deixar que cozinhe em água fervente por 5 minutos, só isto. Jogue esta água fora e escorra as partes do pato. Depois junte tudo na panela de pressão e complete com água limpa até alcançar entre ½ e ¾ da altura da panela, deixando as coxas mergulhadas. Coloque no fogo e, depois que a panela começar a apitar, marque 50 minutos para o cozimento ( depende do fogão). Depois disto, abra a panela de pressão da maneira certa. Se a carne ainda estiver dura, cozinhe mais um pouco.

Tire as partes do pato com cuidado da panela, deixe que esfriem e depois cuide da sua receita. Não jogue o caldo fora. Aproveite-o na sua receita, se for o caso e, sobrando, guarde o caldo bem coado em um pote na geladeira ou congelador pois é muito útil para enriquecer qualquer risoto ou sopa.

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Peixe assado com maracujá

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Ter filé de peixe guardado no congelador é muito prático. Primeiro: descongela rapidinho, é só deixar na água corrente por pouco tempo. Segundo: fácil de fazer no forno e, já assado, acrescentar um molho bem gostoso. Este é dos mais fáceis de fazer, tem um sabor diferente e ainda é bem light. Experimente esta receita, dá para fazer um almoço ou jantar em meia hora:

Badejo ao molho de maracujá e pimenta rosa

O peixe pode ser badejo ou qualquer outro, como linguado, robalo, salmão, pescada, etc. Seque bem os filés e tempere com sal e suco de limão (se for salmão, use só sal).  Escorra o tempero depois de 15 minutos e coloque os filés dispostos em uma assadeira ou travessa refratária untada com azeite. Nunca ponha um filé por cima de outro. Leve ao forno, já aquecido a 200/250o. até que a carne fique branca e comece a dourar.

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Para o molho: Considerando quantidade para 4 pessoas leva 1 xícara de chá de suco de maracujá doce extraído da própria fruta,  a mesma quantidade de caldo de peixe já temperado*, ½ xícara de chá de vinho branco, a mesma quantidade de creme de leite, de preferência fresco, 1 colher de maizena, 1 colher de pimenta rosa.

Em uma panela junte o suco, o caldo e o vinho. Deixe ferver. Acrescente a maizena misturada, fora do fogo, com parte do caldo. Mexa bem até engrossar. Acrescente a pimenta rosa (aquela de bolinhas igual a pimenta do reino), prove o tempero, junte o creme de leite , misture e desligue antes que ferva novamente.

*Para o caldo de peixe: peça na peixaria cabeça e ossos de peixe acabado de limpar. Em casa, passe tudo na água quente e coloque para ferver em uma panela. Acrescente cheiro verde, sal, pimenta a gosto e por último, um pouco de molho de tomate para que o caldo fique com uma cor bonita.

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Strogonoff de carne – o famoso

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No final da década de 1960, Belo Horizonte ainda contava com poucos restaurantes ( hoje são 18,6 mil  estabelecimentos de alimentação fora do lar! ). Diferente de hoje, quando tudo acontece na rua, aniversários e outra datas importantes eram comemorados em casa. Em alguma data especial, quando se convidava gente fina para um jantar alinhado, o chique era servir strogonoff de filé. Conta a lenda que foi inventado por um russo, o Conde Stragonoff, que criou a receita original  à base de picadinho de carne com creme de natas e tomates.

Pouca gente sabia prepará-lo tão bem como era servido no saudoso Chez Bastião, durante muito tempo o mais tradicional bar e restaurante da cidade, inaugurado em 1965, onde o strogonoff se tornou o prato mais tradicional do cardápio. No final da década de 1970, quando eu já tinha idade suficiente para frequentar um restaurante à noite, o Chez passou a ser o meu local favorito, só por causa do strogonoff. Por mais que eu pedisse, nunca deram a menor dica da receita; pois não sosseguei enquanto não preparei o prato tal e qual era lá servido. Então aqui vai a receita, que não é a original nem do Conde nem do Chez mas, com certeza, passa bem perto.

Strogonoff de filé

Na verdade esta receita pode ser feita com qualquer carne de boi, mas a receita do Chez Bastião era com filé de primeira qualidade. O segredo – preste atenção que isto é essencial – é cortar a carne da maneira certa. Veja Dica- como cortar um filé.

Considere 200 gr. de filé por pessoa, logo, um filé médio de 2 quilos dá para 10 pessoas. Aqui vamos considerar que você já aproveitou a parte do meio do filé para fazer outras receitas, como medalhão ou rosbife e que deixou as pontas para fazer o strogonoff. Vamos considerar então uma receita para 4 pessoas. Além da carne vai precisar de 1 cebola, 2 colheres de sopa de molho de tomates, 1 colher de sobremesa de ketchup, ½ xícara de café de vodka e 1 xícara de café de creme de leite.

Corte a carne em bifes de 1 cm, depois torne a cortar os bifes em tiras no sentido contrário. Faça uma mistura de sal e alho triturado, gotas de molho inglês, uma pitada de páprica doce, outra de pimenta do reino e folhas de louro. Acrescente um pouquinho de água para fazer uma salmoura. Coloque a carne no tempero por 15 minutos a ½ hora.  Rale a cebola e reserve.

Coloque uma colher de sopa de óleo na panela e deixe que fique bem quente. Escorra a carne do tempero e coloque para fritar. Revire de um lado e outro até que fique corada. Ponha água para esquentar em um caneco à parte. Agora flambe a carne: esquente a vodka em uma concha sobre a trempe do fogão e assim que pegar fogo na bebida, deite-a sobre a carne. Cuidado, pois a chama pode ficar alta. Assim que o fogo apagar sozinho, coloque mais um pouquinho de óleo e frite a cebola no meio da panela, tomando cuidado para que a borra da carne não fique preta. Junte o molho de tomates e misture para que frite também. Acrescente devagar a água quente pela beiradas da panela, a conta de quase cobrir a carne, raspando bem, com uma colher de pau, o fundo e as beiradas para que toda a borra se incorpore ao caldo. Abaixe o fogo e espere que a carne fique bem macia. Ao final do cozimento, o caldo deve ficar a conta de quase cobrir a carne. Acrescente o ketchup e prove o tempero. Se o cozimento tiver sido feito corretamente, não precisa engrossar o caldo com farinha de trigo, mas se ficar ralo, tire um pouco do caldo, misture à parte com uma colher de sobremesa rasa de farinha de trigo já torrada e volte com a mistura para a panela. Misture bem até começar a ferver. Na hora de servir, acrescente o creme de leite e misture. Assim que começar a ferver, desligue. Está pronto!

Sirva com arroz branco e batatas douradas.

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Tortilla de batatas espanhola

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Tortilla (pronuncia-se tortilha) é uma guarnição muito popular na Espanha. É preparada de muitas formas, conforme região ou receitas de família.  Aprendi a fazer a tortilla do norte da Espanha com um chef de Oviedo, uma cidade antiga, linda e pitoresca que fica no Principado das Astúrias. A região tem uma culinária famosa e tradicional com pratos deliciosos como a Favada e a Calderada, cujas receitas vamos publicar mais para a entrada do inverno. É também a região da sidra e de queijos, salames e embutidos de sabor forte.

Tortilha de batatas

Você vai precisar de batatas, cebolas e ovos para o preparo da tortilha básica.

Há duas maneiras de fazê-la: na frigideira e no forno. O espanhol tem uma frigideira especial que já vem com as formas circulares côncavas para fazer quatro tortilhas de uma só vez (parecida com estas de fritar ovos separados) Como aqui não temos este tipo de panela, vamos fazer no forno mesmo.  Veja então se tem uma assadeira antiaderente funda e pequena.

Para 2 pessoas separe 2 batatas, 4 ovos e 1 cebola.  Cozinhe as batatas na água com sal, ao dente, ou seja, é preciso que fiquem ainda um pouco duras para que, ao partir, não se quebrem. Despele e reserve. Bata as claras com as gemas e coloque uma pitada de sal. Corte a cebola em fatias finas. Passe um pouco de azeite no fundo da assadeira.

Agora vamos colocar os ingredientes dentro da assadeira formando camadas. À medida que for cortando a primeira batata, em fatias com espessura de ½ cm. , vá colocando-as lado a lado de modo a formar uma camada. Salpique pimenta do reino, se gostar. Cubra a camada de fatias de batata com a cebola fatiada. Espalhe os ovos batidos por cima. Cubra com outra camada de batata e passe o azeite. Salpique a pimenta. Se for fazer a tortilha para mais pessoas, repita as camadas, de modo que a primeira e a última sejam sempre de batatas.

Leve ao forno pré-aquecido a 200/250o por 15 minutos ou o tempo suficiente para as batatas corarem. Retire a assadeira do forno. Para desenformar em tortilhas circulares: com um anel de metal de circunferência de 8 a 10 cm. * faça orifícios na  tortilha que preparou na assadeira. Coloque uma tábua de cortar sobre a assadeira e vire-a emborcada para baixo. Separe com a faca os excedentes fora dos círculos e transfira as tortilhas para o prato que irá servir. É uma ótima preparação para colocar carne por cima.

Se não estiver a fim de tomar trabalho, faça a tortilha em uma travessa refratária, leve ao forno e sirva na própria travessa. Afinal, o gosto não vai mudar…

Variações da tortilha:

1- Acrescente cheiro verde aos ovos.

2- Acrescente uma camada de bacon cortado bem miúdo e já frito.

3- Cozinhe e frite uma boa linguiça de lombo ( ou de frango). Abra-a cortando ao comprido. Retire os pedacinhos de carne e acrescente uma camada deles à tortilha.

4- acrescente uma camada de cenoura ralada. Pode colocar também outros legumes firmes, como vagem cortadinha.

* Faça seu aro de metal aproveitando uma lata de sardinha dessas redondas e baixas. Puxe a tampa do lado de cima como recomendado na embalagem. Abra o fundo da lata com um abridor de latas. Martele as beiradas para que não corte os dedos ao usá-la mas, mesmo assim, tome cuidado!

Sal com AlhoQuer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

 

Jantar sofisticado com ingredientes simples

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De repente você convidou amigos para um jantarzinho em sua casa. Vem muita gente e você quer gastar pouco. Ideias, please! Temos várias aqui no blog mas escolhemos esta pois além de tudo pode ser preparada  com antecedência.

Trata-se de juntar polenta, que você compra pronta e só mistura água e sal e de mais alguma carne desfiada com um bom molho. A escolhida da vez foi a receita de Coq au vin, já publicada. Outras que ficam divinas: polenta com cordeiro, que também já demos a receita ou pato ( receita sairá publicada em 13/03)

Polenta com frango desfiado ao vinho

Para a polenta: pela qualidade da farinha de milho optamos por comprar um preparado para Polenta bergamasca (italiana, da Nicoli). Rende bastante. Aqui vai uma tradução resumida de como fazê-la:

Calcule 50 gr. por pessoa. Para cada 100 gr. da farinha são 400 ml de água, ou seja, 2 xícaras de chá. Coloque a água em uma panela grande, acrescente sal ( prove) e quando estiver morna, despeje a farinha. Cozinhe por 30 a 40 minutos, mexendo sempre, devagar, na mesma direção.  O ponto é quando a polenta começa a desgrudar da lateral da panela. Se for fazer de véspera, interrompa o cozimento 10 minutos antes, guarde na geladeira e deixe para terminar na hora de servir. Gosto de temperá-la com pimenta do reino, louro em pó e um pouquinho de tomilho.

Para a cobertura: faça as coxas de frango como na receita do Coq au vin. Calcule 1 coxa inteira (coxa e contra-coxa) por pessoa. Deixe cozinhar bastante, até ver que a carne já está soltando dos ossos. Retire da panela, deixe esfriar. Com dois garfos, separe a carne dos ossos, pele e cartilagens. Reserve a carne desfiada em lascas grandes e volte com o restante (ossos,etc) para a panela. Acrescente água quente e um pouco de molho de tomate e deixe ferver até que forme um caldo grosso. Prove e acrescente tempero, como sal e pimenta do reino, se precisar. Coe este caldo e junte ao frango desfiado. Está pronto para servir ou guardar para o dia seguinte.

Montagem:  o serviço é empratado, ou seja, os pratos são servidos já prontos, como é chic para um jantar bistrô ou gourmet.

Coloque a polenta no meio do prato – cerca de 2 conchas  grandes por pessoa. Espalhe formando um círculo de 15 cm de diâmetro e 1,5 cm de altura. Pode usar um destes potinhos de plástico descartáveis de supermercado para facilitar. Limpe o que ficou fora do círculo com a ponta de um guardanapo de papel.

Se quiser que a polenta fique firme, em forma de círculo (como na foto acima) , coloque na geladeira, ainda com a forma redonda por cerca de 30 minutos. Antes de servir, leve ao forno.

Disponha o frango desfiado, bem quente, por cima da polenta. Enfeite com um raminho de salsa e uma flor, de preferência, comestível. Sirva imediatamente.

Quer sofisticar mais?

Outra excelente opção, de paladar mais forte, é fazer um pernil de cordeiro e deixar que cozinhe até a carne ficar bem macia.  Reduza o caldo que ficou na panela até que fique consistente. Prove o tempero. Desfie a carne e junte-a com o caldo coado.

Aguarde a receita de como fazer um pato (dia 13/03) e proceda do mesmo modo da sugestão acima. Fica diferente e  deliciosa!

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Lombinho na cachaça

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Esta é a cara de comida de bar. E de bar lá do Mercado Central. Tem pratos que se adivinha pelo cheiro que vem da cozinha antes da comida chegar na mesa. Inebriantes, que escancaram seu apetite. Bom demais pra rebater uma cerveja gelada, prato que homem adora e que fazem com prazer. Aposte com seus amigos: quem acertar o que você está cozinhando não paga a próxima rodada. Vamos lá, dá um tempo na cerveja e vai pra cozinha.

Tiras de lombo flambadas na cachaça

Corte o lombo em filés de 1 cm e depois corte cada filé em tirinhas compridas. Tempere com limão, sal com alho e uma boa pimentinha, pode ser daquela caribenha ou a tal da malagueta, arretada!  Corte as cebolas em quatro e depois corte cada quarto ao meio. Pique cebolinha verde, separe a pimenta biquinho e o mais importante – aquela cachacinha mineira que você gosta de tomar um trago.

Coloque uma água para ferver em um caneco.  Tome uma frigideira e ponha no fogo com um pouco de óleo. Assim que estiver bem quente, jogue o lombo e revire até fritar. Quando começar a formar uma borra nas beiradas, passe ao ponto importante: flambar a carne. Aqueça uma concha com cachaça direto na trempe do fogão. Deixe esquentar até que, virando um pouquinho, o líquido pegue fogo. Passe o líquido depressa para a frigideira e deixe a carne pegar a chama até apagar sozinha. Agora frite a cebola. Assim que corar, despeje a água quente até quase cobrir a carne. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar até secar a água. Teste com o garfo se já está macia. Acrescente a cebolinha verde picadinha, a pimenta biquinho para enfeitar e sirva quente.  Certamente receberá elogios!

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Bobó de camarão da Bahia

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Nome africano este: bobó. Não descobri a etimologia da palavra, mas é algo como um caldo ralo de inhame ou aipim. No tempo dos escravos era feito com camarão seco, usando dendê, pimenta e temperos verdes.  Hoje, esta receita de origem baiana até parece uma iguaria sofisticada, de tão badalada que é. Anime-se a prepará-la, pois é deliciosa, você vai fazer bonito e é bem fácil!

Bobó de camarão

A receita usual é com aipim ou mandioca (como é conhecida na porção central e sudeste de Minas) e camarão fresco.

Para 2 pessoas: 200 gr. de camarão, 300 gr. de mandioca,1/2  xícara de café de óleo ou azeite, 1 xícara de café de cebola picadinha, a mesma quantidade de tomate maduro picado, pimentão, cheiro verde (salsinha, cebolinha e coentro). Para temperar: sal, alho, limão e pimenta malagueta.  Se quiser fazer o bobó à moda baiana, vai misturar uma colherinha de dendê ao óleo ou azeite do preparo e ao final do cozimento do molho de mandioca irá juntar ½ garrafinha de leite de côco.

Vai precisar de 2 frigideiras e um caneco para preparar o caldo. À parte e antes de preparar o bobó, cozinhe a mandioca cortada em cubos na água com sal.

Se comprar camarão fresco e inteiro, tire a casca e a cabeça, lave bem e coloque em 1 litro de água para ferver junto com ½ cebola, 1 dente de alho e um raminho de coentro, a fim de preparar um caldo. Depois de 15 minutos de fervura, coe. Na falta do caldo de camarão, use água mesmo.

Limpe os camarões, retirando as tripas, lave e deixe escorrer bem. Tempere com sal e limão. Enquanto isto, pique a cebola, o tomate e os temperos verdes.

Coloque as 2 frigideiras sobre o fogão. Em uma irá fritar os camarões no azeite até que fiquem vermelhos. Junte então 1/3 da cebola picadinha e deixe  fritar mais; se necessário acrescente um pouquinho do caldo até que fiquem ao dente.

Na outra frigideira frite o sal com alho e a cebola, depois o tomate. Junte a mandioca já cozida. Acrescente os pimentões e metade do cheiro verde. Quando começar a agarrar na panela, cubra com o caldo e deixe cozinhar. Quando formar um caldo grosso, junte, se quiser, o leite de côco. Mexa bem, prove o tempero, junte a pimenta, prove de novo. Deixe esfriar e depois bata no liquidificador. Volte com o creme batido para a panela e junte os camarões, misture bem, deixe ferver e, por último, junte o restante do cheiro verde.

Sirva quente, com arroz branco.

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Canapé de cogumelos

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Feriado, fim de uma tarde gostosa de verão, um espumante bem gelado na taça. O que fazer como tira-gosto? Aqui no Brasil dizemos tira-gosto. Não gosto deste termo…tirar o gosto de que? Como se fosse algo ruim…seria tipo uma bebida amarga para se ver livre do gosto? Em francês se usa um termo melhor – amuse-bouche ( diga amîse-buche)– ou seja, agrado à boca, ao paladar.

Aí, sim, temos várias ideias deliciosas para agradar o seu paladar. Já publicamos a receita de brusquetta. Vejamos para hoje…

Canapé de cogumelos

Use aquele cogumelo-de-paris que você compra fresco (embalado na bandejinha de isopor) nos melhores supermercados. Lave e pique miudinho. Pique cebola branca na medida da metade da quantidade do cogumelo. Para ½  bandeja de cogumelos, 2 cebolas devem ser o suficiente.

Frite a cebola com bem pouco azeite. Quando a cebola começar a dourar, afaste-a para a beirada da panela e ponha açúcar cristal no centro, podem ser 2 colheres de sopa. Deixe que derreta até ficar marrom e então misture tudo. Abaixe o fogo e junte o cogumelo e 1 colher de sobremesa de mel. Tampe a panela para deixar que cozinhe (amoleça) sem precisar colocar água. Tempere com gotas de shoyo e de molho inglês. Coloque uma colherinha de café rasa de sal e prove o tempero.  Pode servir tanto quente como frio. Sirva sobre torradas, de preferência feitas com baguette tipo francesa.

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Dica – faça croutons em casa

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Croutons são aqueles quadradinhos de pão torrado que tem na receita de Salada Caesar e que você pode servir  acompanhando caldos, sopas, cremes, saladas, ovos mexidos e omeletes. Já viu como custa caro uma caixinha de croutons? Pois faça-os em casa, muito melhor e mais barato.

Escolha um pão de forma básico, tipo branco. Torre ligeiramente, no forno a 150o  as fatias de pão para que fiquem mais fáceis de cortar sem partir. Corte-as em tiras, no sentido do comprimento e depois no sentido contrário, para obter os quadrinhos. O crouton básico está pronto, no caso da sua salada já ter um molho de sabor ativo, como é o caso da Caesar.

Querendo um crouton especial para colocar sobre uma sopa creme, por exemplo, tempere-os: pique erva fresca, tipo cheiro verde, bem miúdo ou escolha alguma desidratada. Coloque manteiga ou azeite na frigideira, espalhe a erva picadinha e jogue os quadrinhos de pão. Balance a panela  ou misture de leve com uma espátula de modo que todos os croutons peguem tempero e dourem por igual. Use bem pouca manteiga ou azeite, para não encharcar. Depois de  dourados na panela, coloque-os sobre um papel toalha para secarem.

Se você guardar os croutons em uma lata forrada com papel alumínio, você os terá crocantes por um bom tempo.

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