Pudim de chocolate com frutas secas

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Pudim de chocolate , assim como mousse, tem várias receitas. Esta é preparada com um ingredientes muito tradicional de nome Maria Mole. Lembro que, desde criança, eu já preparava sobremesas usando este pó da marca Dr. Oetker, que dá consistência às sobremesas como se fosse uma gelatina. Existe Maria Mole sem sabor, sabor côco e o de chocolate, que usei nesta receita.

Pudim de chocolate, nutella e côco com Maria Mole

Além de 1 pacote de Maria Mole sabor chocolate, separe: 1 caixa de leite condensado e outra de creme de leite, 1 garrafinha de leite de côco e 2 colheres de sopa cheias de Nutella com avelãs. Via precisar também de manteiga.

Dissolva a Maria Mole na água conforme as indicações contidas na caixinha. Misture, na batedeira ou no liquidificador, o leite condensado, o creme de leite, a Nutella, o leite de côco e a Maria Mole já preparada.

Tome uma forma de pudim e pincele-a com manteiga sem sal, de preferência.Despeje o creme e leve à geladeira por 6 horas.

 

Calda de chocolate com frutas secas

Para a calda separe: 1/2 xícara de chá de cada um desses ingredientes: achocolatado, açúcar e leite. Mais: 1 colher de sopa rasa de manteiga e 1 colher de mel. Misture tudo e leve ao fogo baixo até obter uma mistura homogênea e da consistência de calda. Separe o equivalente a 2 xícaras de chá com frutas secas picadas. Nesta receita usei damascos, figos, ameixas pretas, passas pretas e brancas, amêndoas e nozes. Junte a calda de chocolate às frutas secas e reserve.

Na hora de servir:

Para desenformar o pudim sem quebra-lo a dica é colocar a forma por segundos sobre uma panela de água fervendo (veja na foto acima). Mas atenção: não é para colocar a forma dentro da água, é só para esquenta-la um pouquinho, a conta do pudim desagarrar da forma. Tome um prato grande e raso, coloque sobre a forma e vire os dois juntos de cabeça para baixo. Na hora de servir, esquente e calda ligeiramente e vire-a sobre o pudim.

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Fondues em Monte Verde

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Monte Verde é um encantador vilarejo encravado nos altos da Serra da Mantiqueira ao Sul de Minas Gerais. Fica a seis horas de viagem de carro pela Rodovia Fernão Dias, partindo de Belo Horizonte e apenas a hora e meia de São Paulo. Sua rede hoteleira é excelente e conta com muitos restaurantes e lojas com maravilhosos produtos artesanais mineiros: doces, queijos, chocolates, biscoitos, embutidos e bebidas. Tudo delicioso!!! Também tem lojinhas com um lindo artesanato como bordados e cerâmica. Boa oportunidade para se comprar roupas de confecção mineira e ainda do Sul do Brasil , principalmente malharia e artigos de inverno. Importante: preços ótimos! Veja aqui o site da cidade de anime-se a passar um final de semana ou feriado por lá! Ficamos hospedadas no Hotel Saint Michel, onde servem um excelente fondue.

Fondue de queijo 

Os fondues de Monte Verde são famosos e deliciosos por uma simples razão: são feitos com os queijos do Sul de Minas, sabidamente de excelente qualidade. As fotos de fondue que ilustram este artigo são do folder do Hotel Saint Michel / Saint Fondue. Porém, é claro que não nos forneceram a receita. Porém, eu tenho uma receita excelente que faço em casa, a cada inverno, há mais de vinte anos. É a receita mais tradicional de fondue de queijo – não tem erro – quem faz fondue bem feito segue sempre esta receita.

Vamos começar pelo trio precioso de queijos: Gouda, Estepe e Gruyère. Porque vem escrito “tipo”? Porque o nome original só pode ser usado na França!

Receita do fondue

Ingredientes: 1 dente de alho, 950 gr. de queijo, sendo 400 gr. de estepe, 300 gr. de gruyère e 250 de gouda. Mais: 180 ml de vinho branco seco e 60 ml. de Kirsh ( aguardente de cereja) obs: se não achar para comprar deste aguardente, pode usar só vinho. Ainda: 1 colher de sobremesa de fécula de batata, 1/2 colher de chá de noz moscada e uma pitada de pimenta do reino branca.

Rale no ralo grosso os três queijos e misture-os. Reserve. Tome uma frigideira e passe o alho em seu interior. No fogo baixo, derreta os queijos misturados com o vinho e o aguardente. Tempere. Passe imediatamente os queijos fundidos para a panelinha especial para fondue onde for servi-lo e acenda o fogo do aparelho de fondue. Atenção: é fundamental saber regular a chama, pois o fondue deve permanecer quente mas, em hipótese nenhuma, pode começar a ferver estourando bolhas na superfície. Se começar a fazer isto, abaixe o fogo.

Tradicionalmente, o fondue da receita acima é servido com pedaços de pão francês tipo baguete, comprados na véspera e deixados dentro do saco de um dia para o outro.

No Saint Fondue serviram os fondues de queijo com sabores diferentes. Eu prefiro o tradicional mas você pode variar misturando, separadamente: ervas trituradas ( verde), molho de tomate bem concentrado (rosado) mais pedacinhos de tomate ou acrescentando na receita outros tipos de queijo, como provolone ou parmesão (não se esqueça de manter sempre a quantidade total de queijo em 950 gr). Também pode servir o fondue acompanhado de bolinhos, linguiça e outros tipos de pães. Se quiser sofisticar, sirva também chutneys ( veja aqui nossas receitas do de manga e o de beterraba), geleias de ameixa ou de jaboticaba, geleia de pimenta, molho agridoce, mel, etc.

Fondue de carne (o nome fondue é bastante inapropriado,mas é usual)

Para este fondue eu prefiro usar pedaços de filé mignon. Veja aqui a dica de como cortar o filé. No caso, você irá corta-lo em cubos de aproximadamente 3×3 cm – lembre-se que o filé reduz de tamanho ao ser frito e que o pedaço deve caber na boca sem precisar de ser partido. Também, se cortar muito pequeno ele vai cair do trinchante (garfinho de cabo longo) e perder-se na panela!

IMG_0486Como molhos, pode servir patês de ervas, de tomate seco, homus ( pasta de grão-de-bico), babaganush( pasta de beringela), geleias, vinagrete ( mistura de cebola, tomate, salsinha e cebolinha picadinhos bem miúdo mais azeite e vinagre), molho tártaro ( mistura de maionese com picles) e outros.

O filé é frito dentro de uma panelinha de fondue cheia pela metade com óleo de primeira qualidade ou azeite. Muito cuidado com a chama: se o fogo ficar alto e o óleo muito quente, na hora de colocar o filé dentro da panelinha pode espirrar óleo quente pra todo lado! Ao contrário, se o óleo ficar morno, o filé não frita, começa a dar água e o fondue vai por água abaixo. Se acontecer isto, não desanime: troque o óleo!

Fondue de chocolate

Ai, este é o coroamento da seção de fondue, então não abuse dos anteriores! Mas nunca deixe de degusta-lo. Se vai engordar? Sem problema, caminhe muito no dia seguinte – em Monte Verde já passeios maravilhosos subindo a serra no meio da mata!

IMG_0488Este fondue é muito simples: é só misturar 1 barra de chocolate de boa qualidade ( o que mais tem em Monte Verde) com 1 potinho de creme chantilly. Rale o chocolate, coloque-o na panelinha que for servir. Misture 2 a 3 colheres de chantilly – precisa estar bem cremoso, se não estiver, bate-o na batedeira até dar consistência. Leve ao fogo baixo para derreter e, se precisar, vá adicionando chantilly até o ponto de calda. Quando colocado sobre a chama há de se ter cuidado com o calor: a calda não pode ferver, pois fica muito grossa e vira um grude, também não pode esfriar.

Para passar na calda de chocolate: morangos, uvas, pedaços de maçã, de pera, de kiwi, de banana e de abacaxi. Biscoitos tipo waffle. Damascos e figos secos!

Indispensável servir-se os fondues acompanhados de um bom vinho- prefiro os Malbec, Pinot noir ou Bordeaux – que vão combinar com os três tipos de fondue.

Obs: O preparo dos fondues de queijo e de chocolate parecem fáceis – mas não são.  Se não animar de testar e se errar, tentar de novo até aprender, compre as misturas prontas nos melhores supermercados. Dica: saber regular o fogo é o grande segredo!

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Torta Sesimbra de laranja

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Aprendi a fazer esta receita com o Chef Nuno, nascido em Macau e criado em Portugal. Em 2002 o jovem chef veio do Hotel Alfa de Lisboa para comandar o festival de comida portuguesa que promovi no hotel onde trabalhava em Belo Horizonte. Foram dez dias de trocas de receitas, quando tive a oportunidade de aprender com um craque as manhas e artimanhas da culinária portuguesa. Dentre os diversos doces, como Papo de anjo, Aletria, Pudim à abade de Priscus, Ovos nevados, pasteis de nata e de Santa Clara, arroz doce, bom-bocados, tortas e pudins, teve um pelo qual confesso minha paixão – esta torta que na verdade é um rocambole feito com ovos, açúcar e laranja.

Torta Sesimbra de laranja

Passo aqui a receita original que serve a 12 pessoas em média. Se quiser, pode fazer meia receita, usando um tabuleiro menor. Separe 12 ovos, exatos 500 gr. de açúcar (tem mesmo de colocar no medidor tipo copo ou na balança), 1 colher de sopa de manteiga ( já amolecida e na temperatura natural) e 1 laranja (pode ser pera carioca, mas tem de estar bem suculenta e doce). Você vai precisar de um tabuleiro médio e de papel manteiga. Separe outra laranja para raspar a casca.

 

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Prepare o tabuleiro. Forre-o com um pedaço de papel manteiga de modo a cobrir fundo e laterais até a borda. Pincele o papel por dentro com manteiga. Reserve.

Raspe a casca de laranja para obter raspinhas bem finas. Reserve. Quebre os ovos e coloque-os um a um em uma travessa. Vire-os na batedeira e bata para misturar a clara com a gema. Vá acrescentando o açúcar de pouco em pouco e continue batendo em velocidade média (na Planetária da Arno bato na velocidade 4) até a mistura ficar amarelo bem clarinho. Junte a manteiga já derretida e na temperatura natural e bata até que misture completamente. Corte a laranja, esprema-a e coe o suco. Junte-o ao creme na batedeira e bata mais um pouquinho, para misturar bem. Verta o creme imediatamente dentro do tabuleiro e coloque para assar a 180 graus por aproximadamente 30 minutos.

Quando o creme dourar por cima e começar a ficar da cor de caramelo, deve estar cozido. Faça o teste do palito- se enfiá-lo na massa e sair limpo, está pronto!

Deixe esfriar. Forre a bancada com um pano branco limpo e salpique açúcar de confeiteiro. Vire a assadeira sobre o pano – coragem: de uma vez só.

Tire a assadeira e vá puxando o papel manteiga com cuidado para não arrancar pedaço da torta. Assim que terminar, com a ajuda do próprio papel, pois agarra nos dedos, enrole a massa tal qual um rocambole.

Se quiser sofisticar: faça uma calda rala de açúcar caramelado, acrescente um pouco de suco de laranja coado e deixe reduzir até dar novamente consistência de calda rala, junte um pouquinho de manteiga e flambe com licor Grand Marnier. Um pouco antes de servir, regue o rocambole. Salpique as raspas de laranja. Sirva acompanhada de uma bola de sorvete de creme ou de chocolate com pauzinho de canela espetado. Fica divina!

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Mousse cookies ‘n cream

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Mousse – palavra francesa que significa espuma – é uma das sobremesas mais fáceis de se fazer, pois é só misturar os ingredientes e por para gelar. Esta receita de hoje surgiu do improviso e fez tanto sucesso que se incorporou à nossa lista de sobremesas prediletas. Um dia resolvi fazer uma mousse de chocolate quando vi que faltava justamente a barra de chocolate. Como não tinha tempo de sair para comprar uma, fui procurar na gaveta da mesa do meu filho, onde sempre tinha algum chocolate.  Achei só uma barra de chocolate branco com cookies. Resolvi adaptar a receita e deu certo. Na verdade, as mousses mais simples que faço têm sempre uma base de leite condensado, creme de leite, claras e gelatina. Fora isto, você pode misturar outros ingredientes, como chocolates, nutela, pastas ou sucos de frutas. Experimente inventar uma!

Mousse cookies n’ cream

Este nome é o do chocolate branco com pedaço de cookies fabricado pela Hershey’s – veja a foto. Esta barra tem 130 gr. Você pode também usar outros tipos de chocolate, por exemplo, o chocolate branco e misturar pedacinhos de cookies ou de biscoito de chocolate. O chocolate ou a mistura deste com biscoitos não deve ultrapassar 150 gr. Anote os outros ingredientes: 1 caixa de leite condensado, 1 caixa de creme de leite, 3 claras de ovos, 12 gr. ou 1/2 pacotinho de gelatina em pó.

Parta a barra de chocolate em pedacinhos. Misture o leite condensado com o creme de leite. Junte tudo. Bata as 3 claras de ovos na batedeira ( na Planetária pode ser na velocidade 4.5). Enquanto isto, coloque o pó da gelatina em uma xícara e acrescente 2 colheres de sopa de água. Leve ao micro-ondas por 15 segundos para derreter. Junte este líquido às claras de ovos em neve, ainda na batedeira. Agora, retire da batedeira e misture os cremes, com a ajuda de uma espátula, fazendo leves movimentos de fora para dentro e de baixo para cima até que a espuma das claras fique homogênea. Leve para gelar por 4 horas, no mínimo.

Fica bonito e delicioso se você servir a mousse acompanhada de um coulis de frutas vermelhas.

Aprenda a enfeitar suas sobremesas com um fio de chocolate. Faça uma calda rala misturando 1 colher de sopa de achocolatado com 1 colher de sobremesa de açúcar refinado, 1 colher de chá de manteiga e 1/2 xícara de café de leite. Misture e leve ao fogo baixo para derreter e dar ponto de calda rala. Compre um destes tubos com bico (do tipo que coloca mostarda em carrinho de cachorro-quente). Despeje a calda dentro e use-a na quantidade que desejar. Faça um belo desenho! Veja a foto no topo da página.

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Pudim de claras

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Esta é mais uma das deliciosas receitas de sobremesa tradicional mineira cuja origem é portuguesa. Tem um detalhe interessante – diferente do Quindim, do Papo de anjo, dos Pastéis de Belém e de Santa Clara, dos Ovos moles e de tantas outras sobremesas feitas com gemas, este pudim é feito só com claras. Contam que em Portugal as freiras dos conventos engomavam com claras de ovos seus hábitos, as roupas dos padres e dos bispos e ainda as toalhas usadas nas liturgias da igreja. Como sobravam muitas gemas, inventaram muitos doces para aproveita-las. Só que um dia pode ser que não tinha mais roupa para engomar e resolveram usar as claras para fazer pudim! Tem outra peculiaridade interessante: para o pudim crescer é melhor que seja feito na semana da lua cheia! A receita é muito fácil mas tem de ser bem feita.

Pudim de claras

Para o pudim vai precisar de 10 claras e de 2 xícaras de chá cheias de açúcar refinado. Tem gente que junta às claras um tico de sal. Na minha receita particular eu gosto de misturar ao merengue as raspas de 1 limão tahiti para quebrar um pouco o sabor muito doce. Para a calda vai usar 1 xícara de chá de açúcar e 1/2 xícara de água fervente.

É necessária uma boa batedeira (eu uso a Planetária da Arno) ou um pulso muito forte! Bata na velocidade 5 as claras em neve, bem firmes. Baixe para a velocidade 3 e vá acrescentando o açúcar até obter um merengue denso e perfeito. Misture as raspas de limão com uma espátula, levemente.

Ligue o forno a 180 graus e esquente 1 litro de água para o cozimento do pudim no forno, no processo chamado de banho maria. Separe uma forma de número 22, daquelas de furo no meio e uma assadeira alta que caiba a forma.

Faça a calda de açúcar. Coloque o açúcar em uma panela e mexa sem parar com uma colher até que o açúcar derreta por igual e tome a cor de caramelo. Despeje a água quente (cerca de 1/2 xícara de chá) pelas beiradas, com cuidado, e deixe que incorpore ao açúcar até obter uma calda líquida e cristalina. Desligue. Imediatamente, tome a forma e deite a calda dentro dela, de modo a deixa-la forrada com uma camada de calda nas laterais e no fundo. Use um pincel grosso para espalhar bem. Despeje o merengue, bata nas laterais para a massa se acomodar e nivele. Coloque a forma na assadeira e esta no forno. Despeja a água quente na assadeira até 1 dedo abaixo da borda. Deixe assar por cerca de 25 minutos ou até ver que o pudim ficou levemente corado, de cor rosada. Retire do forno e coloque a forma sobre o fogão ou em uma superfície que não seja fria. Deixe esfriar. 

Coloque a forma na geladeira coberta por filtro plástico até pouco antes de servir. Então passe uma faca molhada (sem água escorrendo!) nas bordas externas e internas para soltar o pudim. Escolha um prato de bolo e coloque-o sobre a forma. Vire o conjunto. Se a calda ficar no fundo da forma, esquente-a ligeiramente e derrame-a sobre o pudim. Se não for servir imediatamente, volte para a geladeira.

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Pavê de maçãs

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Esta é uma sobremesa tão fácil de fazer que se tiver criança na sua casa deixe por conta dela (dependendo da idade, colabore cortando as maçãs e ficando por conta do forno). Este pavê é feito com maçãs mas estas podem ser substituidas por outros ingredientes – como por um creme feito com chocolate derretido (ou nutella) e creme de leite, ou um creme de ameixas, ou pêssegos em calda escorridos, ou côco ralado, ou geleia de morangos. Prefiro com maçãs ou com bananas cortadas em fatias finas pois com estes outros ingredientes fica muito doce.

Pavê de maçãs

Compre 1 pacote de biscoito champagne ou tipo inglês, 1 lata de doce de leite e de 3 a 4 maçãs. Se o doce de leite for muito pastoso ou muito doce, pode misturá-lo com leite e um pouquinho de maisena e levar ao fogo até começar a soltar da panela. O importante é que fique saboroso e com a consistência firme.

Coloque leite em um prato fundo e molhe os biscoitos lentamente de um lado e de outro ( não mais que 1 minuto). Forre o fundo de uma travessa refratária com os biscoitos amolecidos. Espalhe por cima metade do doce de leite. Agora descasque as maçãs. Vá cortando as fatias e espalhando-as por cima do doce. Coloque outra camada de biscoitos, outra de doce de leite e finalize com a camada de maçãs. Polvilhe açúcar e canela.

Ligue o forno a 180 graus e assim que estiver aquecido coloque a travessa na prateleira de cima ( se tiver grill, melhor ainda) a fim de corar as maçãs.

Depois que esfriar, coloque o pavê na geladeira até a hora de servir.

No inverno, é muito gostoso servi-lo ainda quente com sorvete de creme.

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Crème brûlée

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Todos os gourmets e chefs apresentam esta sobremesa como sendo o máximo da sofisticação. Então tem-se a ideia de que trata-se de uma receita muito complicada e difícil de fazer. Na verdade, não é. Porém, para que dê certo é necessário que seja feita com atenção e muito carinho. Aqui neste blog passamos as receitas certas e revelamos todos os segredinhos! Siga o passo-a-passo abaixo e tenho a certeza de que irá se surpreender!

Crème brûlée (ou creme queimado)

Esta receita rende 6 boas porções ou 8 porções educadas

Separe: 1 garrafinha de 500 ml de creme de leite fresco*, 1 fava grande de baunilha (ou 1 colher de sobremesa de essência de baunilha), 6 gemas de ovos vermelhos, 9 colheres de açúcar e 1 colher de sobremesa de mel. Reserve mais ½ xícara de açúcar para polvilhar o creme depois de pronto. É aconselhável que você tenha um mini-maçarico. Vai precisar também de 6 (ou 8) travessinhas refratárias (ramequins) e de uma assadeira alta.

*se não conseguir achar para comprar o creme de leite fresco pode substitui-lo por uma mistura de 2/3 de creme de leite de caixinha sem o soro bem misturado a 1/3 de leite integral, de modo a obter os mesmos 500 ml. Se for alérgico(a) a lactose pode substituir tanto o creme de leite como o leite pelos produtos NoLac da Itambé.

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Coloque 1 litro de água para ferver.

Separe as claras das gemas. Retire a pele das gemas. Há duas maneiras de fazer isto: 1- Fure-as uma a uma sobre uma peneira e deixe que escorra o líquido, ficando a pela na peneira; não esfregue a gema na peneira! 2- com a palma da mão direita para cima coloque a gema sobre os dedos e com o polegar e o anular da mão esquerda dê uma puxadinha de leve na parte de baixo da gema para fura-la. Firmando a parte de cima da gema com o polegar da mão direita, passe o anular da outra mão sobre a gema para que solte o líquido e deixe a pele entre os seus dedos.

Na batedeira em baixa velocidade ou dentro de um recipiente usando um fouet, bata bem as gemas com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Acrescente o mel aos pouquinhos e continue batendo até que misture completamente. Reserve.

Se comprou a fava de baunilha abra-a no sentido longitudinal e raspe com uma faquinha as sementinhas. Misture-as ao leite. Se for usar a essência, faça o mesmo.

Aqueça o creme de leite com a baunilha e deixe levantar fervura. Assim que começar a ferver nas bordas, desligue.

Misture o creme de leite quente com as gemas batidas com o açúcar com a ajuda do fouet, batendo ligeiramente para que entre ar até ficar com bolhas na superfície.

Verta o creme imediatamente nas travessinhas refratárias já colocadas dentro em uma assadeira funda. Distribua o creme por igual. Entorne a água quente na assadeira, de modo a ainda sobrar cerca de 2 cm. até a borda da mesma e que fique no nível da metade da altura das travessinhas. Reduza a temperatura do forno para 180 graus e leve a assadeira ao forno. Durante o cozimento no forno, se notar que a água da assadeira começou a ferver, despeje mais água morna, pois se esta água ferver, o creme pode talhar. Asse por aproximadamente 1 hora ( ou até 1:20, depende do forno) ou então até notar que o creme adquiriu um tom dourado. Retire do forno e deixe na temperatura ambiente até esfriar. Coloque as travessinhas na geladeira por, no mínimo, 3 horas ou até um pouco antes de servir.

Antes de servir, retire-as da geladeira e deixe que fiquem na temperatura ambiente. Polvilhe o creme com açúcar de confeiteiro. Agora chegou a hora de usar o maçarico**. Regule a chama e queime o açúcar. Sirva imediatamente.

**Se não tiver um maçarico ainda tem solução: pegue uma colher velha e esquente-a na chama do fogão. Coloque-a sobre o açúcar para queimá-lo. Repita a operação quantas vezes necessário, só que neste processo não dá as bolhinhas características do crème brûlée.

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Variação para uma noite muito especial:

Crème brûlée au coulis du fraises et Amarula ( tradução: Creme queimado com calda de morango e licor de Amarula)

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Obs: Amarula é uma frutinha nativa da África do Sul que os elefantes adoram comer. Deste país procede o famoso e delicioso licor cremoso de amarula.

Degustei esta divina maravilhosa variação do créme brûilée tradicional em um restaurante chiquérrimo em Capetown. Lógico que não me passaram a receita, mas, como sempre, chegando em casa resolvi repeti-la. Deu certo! Agora passo com exclusividade para vocês.

Vai precisar de: 1 caixinha de morangos, açúcar cristal, 100 gr. de chocolate meio-amargo, 1 colher a duas de creme de leite, 120 ml de licor Amarula (ou Bailey). Dois recipientes (tipo garrafinha de plástico) com tampa furada ( igual a estes de servir mostarda ou ket-chup que tem nos carrinhos de cachorro-quente).

De véspera, tome uma caixinha de morangos. Escolha 3 a 4 bem bonitos, lave-os deixando a folhinha e corte-os ao meio. Reserve. Faça a calda de morango com o restante da seguinte maneira: lave e pique os morangos. Coloque-os em uma travessa ou bacia de cozinha e envolva-os completamente com açúcar cristal. Deixe de um dia para o outro na geladeira, até “dar água”. Leve ao fogo baixo até formar uma calda. Deixe esfriar. O ponto é mais mole do que geleia.

Para decorar o prato: bata no liquidificador a quarta parte da calda de morangos. Deve ficar uma calda bem lisa e grossa. Coloque em uma das garrafinhas com tampa. Faça uma calda de chocolate também lisa e grossa: leve um pedaço de barra de chocolate meio-amargo ao micro-ondas por 5 minutos (cuidado para não deixar queimar) e misture um pouco de creme de leite – a conta de dar ponto de calda grossa. Coloque na outra garrafinha.

Faça uma calda de açúcar queimado: coloque água para ferver (1 xícara de chá). Em uma frigideira deite 3 colheres cheias de açúcar cristal, leve ao fogo e mexa com uma colher de pau até derreter completamente e formar uma calda marrom. Despeja a água fervente pelas beiradas. Abaixe o fogo e deixe que a crosta que se formou derreta completamente, formando uma calda rala. Continue mexendo até notar que a calda começou a engrossar. Deslique e deixe esfriar. Depois de fria deve dar ponto de fio, ou seja, se você colocar calda na colher e deixar que escorra, vai formar um fio fino e contínuo.

Depois do creme ter sido queimado com o maçarico e já estiver pronto para servir, deite o coulis de morangos delicadamente sobre a superfície, de modo a cobri-la totalmente com uma fina camada. Por cima, espalhe a calda de açúcar queimado de modo a cobrir toda a superfície. Espalhe açúcar e queime-a novamente com o maçarico. Leve à geladeira para que esta crosta endureça e forme uma fina película espelhada.

Monte a sobremesa: em um prato grande, faça um fio circular com a calda de morango e outro com a calda de chocolate. Coloque de um lado do prato um copinho com 2 centímetros (20 ml.) de Amarula e do outro lado coloque a travessinha com o creme. Decore com o morango cortado.

Sirva e instrua os convidados a quebrar a película espelhada e deitar o licor de Amarula sobre o creme. Delícia igual não há! Prepare-se para receber muitos elogios! E… parabéns! Pode considerar-se um gourmet!

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Cheesecake

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Nos anos 1970, esta torta de creme de ovos e queijo, com a base de biscoito e a cobertura de frutas vermelhas tornou-se a sobremesa da moda em Nova York. Fez tanto sucesso que logo incorporou-se à cultura gastronômica e tornou-se o símbolo da sobremesa típica americana. Hoje é encontrada nas cafeterias e restaurantes do mundo inteiro.

Desde que a marca de cream cheese Philadelphia começou a aparecer nos nossos supermercados, nós brasileiros passamos a conhecer e nos deliciar com esta sobremesa tão bonita quanto gostosa. Em Minas Gerais , terra da goiabada com queijo minas (chamamos esta combinação divina de Romeu & Julieta) , não poderia deixar de surgir a receita com cobertura de goiabada mole.

Aqui mostramos para vocês duas das versões – a americana tradicional com coulis de morangos ( pode ser de frutas vermelhas, se incluir framboesa, amoras e berries)  e a com o nosso jeitinho mineiro ( afinal, por aqui as frutinhas vermelhas são difíceis de se achar e muito caras). Veja abaixo o cheesecake com cobertura de goiabada:

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Cheesecake

Veja os ingredientes que irá precisar para fazer esta receita que dá para 8 pessoas.

Para a base: 160 gr. de biscoito maisena ( ¾ de uma pacote), 75 gr. ou 1 xícara de café de manteiga derretida, 1 colher de café de canela.

Para o creme: 600 gr. de cream cheese Philadelphia (2 potes), 1 xícara de chá de açúcar refinado, 1 colher de sopa de baunilha, 1 colher de sopa de creme de leite + 1 colher de sopa de leite, 1 colher de sopa de suco de limão (ou, se preferir, pode ser raspinhas de casca de limão) e 3 ovos.

Para a cobertura: a mais tradicional é o coulis de frutas vermelhas ( morango, amora, framboesa). Pode ser um couli de morango ou, na nossa versão mineira, goiabada mole (derreta a barra com água quente no fogo).

Inicie a receita preparando a base. Bata no processador o biscoito até obter uma farinha fina. Junte a manteiga já derretida no micro-ondas. Acrescente a canela e misture bem.

Escolha uma forma, destas que soltam o fundo, com diâmetro de 24 cm. Pincele manteiga derretida no fundo e nas laterais. Forre com a mistura de biscoito e nivele com uma colher. Limpe as bordas. Reserve.

Ligue o forno a 180 graus.

Para fazer o creme, comece colocando na batedeira o cream cheese e o açúçar. Bata em baixa velocidade até que fiquem completamente misturados. Junte a baunilha, o creme de leite e o leite e ainda o suco ou as raspas de limão. Volte a bater em baixa velocidade até misturar tudo. Agora junte as 3 gemas e bata até obter um creme homogêneo.

À parte, bata as 3 claras até ficarem brancas. Com a ajuda de uma espátula misture delicadamente as claras ao creme. Despeje sobre a base que já está na forma.

Baixe a temperatura do forno ao mínimo – deve ser 150o – e ponha para assar.

Vigie o cozimento que deve dar em torno de 30 minutos. Se começar a corar e ainda estiver mole, passe para a prateleira de cima do forno. Tire do forno e deixe esfriar. Coloque na geladeira por, no mínimo, 4 horas ( aconselho fazer de véspera).

A torta serve a 8 pessoas.

Para fazer um couli de frutas, lave-as, deixe escorrer e, dentro de uma travessa, envolva-as em açúcar cristal. Deixe de um dia para o outro na geladeira. No dia seguinte, leve ao fogo baixo e vá amassando as frutinhas até desmancharem. Quando a calda começar a ferver, desligue: deve estar no ponto de calda grossa – é esta a consistência do coulis. Deixe esfriar para colocar sobre a torta.

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Tiramisú – a sobremesa italiana por excelência

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De todas as sobremesas que comemos na Itália escolhi uma para fazer para vocês. Verdade que parece nome japonês mas o Tiramisú é uma das mais tradicionais sobremesas italianas – não há cardápio que não a tenha. Pois bem, por quatro vezes pedi esta interessante mistura que parece um de pavê com sorvete e de cada vez era feita de um jeito diferente! Pesquisei e achei duas receitas básicas: uma que leva mascarpone e outra feita com creme de leite e ricota. Como o marcarpone custa caro e é difícil de se achar no Brasil, resolvi experimentar a segunda opção. Fácil de fazer e ficou deliciosa!

Tiramisú

Para preparar uma quantidade que serve de 8 a 10 pessoas, separe: 1 caixa de biscoito champagne ( ou tipo inglês) que deve dar 200 gr. Meia ricota fresca (veja se dá 200 gr. ou 1 xícara de chá). 1 caixinha de creme de leite (que também deve dar uma xícara de chá). 1 xícara de chá de café preparado bem forte, 2 colheres de sopa de conhaque, 1/2 xícara de chá de açúcar, 6 ovos, 1 colher de sopa de essência de baunilha, 1 barra ou 200 gr. de chocolate meio-amargo.

Antes de começar, pré-aqueça o forno a 200 graus. Como os biscoitos precisam estar bem torradinhos, leve-os ao forno por 15 a 20 minutos. Tome uma travessa quadrada ou retangular tipo pirex, na qual irá servir a sobremesa e disponha a metade dos biscoitos já torrados no fundo, formando uma camada completa. Misture o café com o conhaque e, usando a metade do líquido, regue os biscoitos uniformemente.

Pique miudinho ou rale grosso o chocolate ( se estiver muito duro, derreta-o ligeiramente no micro-ondas e misture um pouquinho de creme de leite, formando um creme grosso).

Escolha uma tigela de fundo arredondado, coloque as 6 gemas e bata (com a pá da batedeira) até espumar. Junte o açúcar aos poucos e continue batendo com uma colher de pau até obter um creme claro e leve.

Bata a ricota e o creme de leite juntos no liquidificador. Junte este creme à mistura de gemas e açúcar, acrescente a baunilha. Não bata mais, simplesmente misture os ingredientes com a espátula, incorporando-os com movimentos de baixo para cima e de fora para dentro.

Bata as 6 claras em neve na batedeira. Misture-as ao creme, sem bater, delicadamente, fazendo movimentos com a espátula da mesma forma. Espalhe metade deste creme sobre os biscoitos que já estão na travessa. Sobre esta camada, coloque metade do chocolate. Disponha outra camada de biscoito, regue com a mistura de café e conhaque, espalhe o restante do creme e, por último, salpique o chocolate.

Cubra com um filtro plástico e leve à geladeira por 4 horas.

Da próxima vez, farei a receita que leva mascarpone para verificar qual será a mais gostosa!

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Manjar de côco com calda de ameixa

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Quem já leu histórias do tempo do Brasil Colônia deve ter encontrado alguma descrição das sobremesas famosas nesta época.

Alguns ingredientes eram abundantes por aqui, como o açúcar, o leite, o côco, o milho e diversas frutas nativas. Desde o século 16, a economia brasileira tinha o açúcar como principal produto de exportação. O costume de se beber leite e usá-lo na preparação de alimentos veio com os portugueses colonizadores que importaram gado leiteiro para o Brasil. O côco veio das costas d’África, junto com os escravos. A palmeira ou coqueiro se aclimatou tão bem no país que em pouco tempo já fazia parte da paisagem de nossas praias como se nativo fosse.

Uma destas sobremesas, bem popular, era o manjar feito com leite e açúcar, posto a secar por horas, em tacho de cobre no fogão a lenha. Depois que encorpava, acrescentava-se o leite de côco e o amido de milho (nativo do Brasil) para engrossar. Como calda, fazia-se uma compota de ameixas, fruta muito comum no país.

Desde os anos 1950 o consumo de leite condensado popularizou-se, facilitando a nossa vida. Também tem-se o leite de côco já pronto, mas o manjar feito com o côco natural é muito mais gostoso. As ameixas também já são vendidas secas, basta colocá-las a cozinhar mais um pouquinho em uma calda de açúcar queimado.

Manjar de côco com calda de ameixas

Veja os ingredientes que vai usar: 1 lata de leite condensado, 2 latas de leite integral (use a mesma lata como medida), 1 xícara de chá de leite de côco natural* e 4 colheres de sopa cheias de amido de milho ( Maizena)

Bata tudo junto no liquidificador. Leve a mistura ao fogo médio, mexendo sempre com uma colher de pau até dar consistência de mingau grosso. Vai levar cerca de 20 minutos para cozinhar.

Escolha uma forma dessas de furo no meio e passe em seu interior um cubo de gelo. Escorra o excesso de água. Despeje o mingau, deixe esfriar e depois leve à geladeira por cerca de 4 horas.

Para o preparo da calda, tire o caroço de 15 ameixas pretas ( empurre o caroço para fora, sem cortar). Faça um calda rala de açúcar queimado e junte as ameixas, deixando que cozinhem mais um pouco.

Sabe fazer a calda de açúcar? Ponha água para esquentar em um caneco. Coloque em uma frigideira 5 colheres cheias de açúcar cristal e deixe que derreta, misturando sempre com uma colher de pau. Assim que ficar da cor de caramelo, abaixe o fogo e vá entornando a água quente devagar pelas bordas. Continue misturando até o açúcar derretido dissolver por completo e formar uma calda rala.

Dica- leite de côco caseiro

Compre um côco maduro, ou seja, já marrom e peludinho. Fure-o e retire a água. Quebre-o (eu acho mais fácil jogá-lo no piso de pedra, mesmo que seja da calçada!) Estando partido em dois ( ou mais) pedaços, coloque-os sobre a chama do fogão até chamuscar.Tire do fogo, deixe esfriar um pouco e com a ponta de uma faca solte a noz branca. Retire a pele marrom com uma faca. Corte o côco branco em fatias finas. Bata-as no liquidificador com água quente – o nível é a conta de cobrir o côco. Tome um pano de prato limpo e esterilizado – daquele tipo de pano de saco – e coloque o líquido dentro, como se fosse dentro de um saco. Esprema, ainda morno, sobre um caneco. Pronto! Você tem um leite de côco maravilhoso!

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Ambrosia – o manjar dos deuses

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A palavra “ambrosia” significa divino e imortal. Segundo a mitologia grega, era o alimento dos deuses do Olimpo que os tornava imortais. Também teria poder de cura para o comum dos mortais que o provasse. Na tradição gastronômica portuguesa – e há séculos entre os doces tradicionais de Minas Gerais – é um doce feito com leite, açúcar e ovos. Era a sobremesa predileta de meu pai e aprendi a faze-la quando tive altura para alcançar um fogão.Existem várias versões, dependendo da quantidade de açúcar e ovos que se acrescenta o leite e do tempo de cozimento. Esta versão, como é feita na minha família há muitas gerações, é originária de descendentes de portugueses que se estabeleceram no oeste de Minas na segunda metade do século 18. Há muitos anos, quando eu costumava ir a uma fazendinha na roça, perto de Abaeté, cedinho pela manhã o vaqueiro já tirava o leite das vaquinhas, colhia os ovos no galinheiro e os deixava à beira do fogão de lenha para quando eu chegasse. Eu tomava um tacho de cobre e fazia o doce. Ficava realmente divino, encorpado, amarelinho e com um aroma delicioso. Que saudades eu tenho!

Hoje em dia, na falta do leite rico em gordura da roça, procure, nas melhores padarias, 2 litros de leite tipo A. Indispensável. Compre também ovos caipira. A receita original leva 3 ovos mas os ovos estão tão pequenos que já passei para 4. Vai precisar também de 5 colheres de sopa de açúcar cristal para adoçar.

Tome uma panela grande, com 28 a 30 cm de diâmetro e coloque o leite para secar. A dica para o leite não entornar é colocar dentro da panela um pires emborcado para baixo. Deixe ferver por cerca de uma hora e meia em fogo médio ou até o leite adquirir uma cor bege rosada clarinha. Coloque então as 5 colheres de açúcar e mexa com uma colher de pau. Deixe que volte a ferver. Bata os ovos, clara e gema juntas, com um batedor de ovos de arame, até que fique espumoso. Derrame leve e rapidamente sobre o leite, de modo a cobrir toda a superfície. Abaixe o fogo. Deixe a espuma de ovos cozinhar até que o leite comece a cobri-la. Com uma escumadeira, vá virando com carinho as partes que começam a submergir. Não deixe que o ovo endureça, assim que ficar amarelo clarinho, desligue. Deixe esfriar na panela e depois coloque em uma bonita travessa.
Sirva frio e,se gostar, polvilhado ligeiramente com canela.

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Ovos de Páscoa de colher

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Para esta Páscoa não poderíamos deixar de ensinar como fazer os tão falados “ovos” de colher. Estão na última moda! Para quem for fazer pela primeira vez, não desanime, damos várias dicas!

Minha filha se animou com a ideia e comprou um conjunto de formas. Cada forminha (veja foto) dá para 6 ovos abertos, de 150gr cada. Ela escolheu os sabores de recheio favoritos e fomos juntas para a cozinha prepará-los.

A receita a seguir dá para fazer 12 cascas de ovo – considerando cada casca uma metade de ovo.
– Para as cascas do “ovo”, coloque 400 gr. de chocolate em barra picado em uma travessa refratária e derreta-o em banho-maria. Escolhemos o chocolate tipo “blend”, que já se vende pronto e é uma mistura de chocolate ao leite e meio-amargo.


1a. dica- Para derreter chocolate em banho-maria nunca deixe o chocolate em contato com a água quente. Chocolate odeia água e odeia ser queimado também! Coloque a água para ferver numa panela grande e por cima da água coloque um daqueles silicones com furinhos de cozinhar legumes. Por cima deste, ponha a travessa de vidro refratária com o chocolate dentro. Assim também estará segura e não se queimará. (se não tiver paciência ponha a travessa com o chocolate picado no micro-ondas, por cerca de 1 minuto – cuidado para não deixar queimar).

2a. dica- Misture o chocolate enquanto derrete, para dar brilho

3a. dica – Quando o chocolate estiver derretido, coloque a travessa de vidro quente em cima de uma superfície fria (sua bancada de pia, por exemplo). Este choque térmico impedirá que o “ovo” derreta com facilidade depois de pronto.


– Agora é só seguir as instruções da forminha: ela é composta de duas partes sobrepostas, uma mais rígida e outra mais mole. Coloque o chocolate derretido ainda quente até pouco mais da metade da marquinha indicada (na forma mais rígida) e sobreponha com a outra, apertando o centro da cavidade levemente com um dos dedos, o suficiente para o chocolate subir pelas laterais. Vire o conjunto de forminhas de cabeça pra baixo e gentilmente passe os dedos pelas laterais para que o chocolate preencha o restante da cavidade. Coloque na geladeira nesta posição até ficar completamente endurecido (melhor se for de um dia para o outro).

Ingredientes:

Para o recheio de maracujá: ½ lata de leite condensado, 250 gr de chocolate branco, 2 colheres de sopa de creme de leite, 1 colher de sobremesa de farinha de trigo, 1/2 xícara de café de suco concentrado de maracujá da Maguary e 1 maracujá para a cobertura.

Para o recheio de pistache: ½ lata de leite condensado, 250gr de chocolate branco, 2 colheres de sopa de creme de leite, 1 colher de sobremesa de farinha de trigo, 1/2 xícara de café de farinha de pistache para o creme do recheio e a mesma quantidade de pistache picadinho para a cobertura.

4ª dica – Para a farinha de pistache, coloque os pistaches com casca na água e após algum tempo retire as cascas e seque-os. Despreze as cascas (tanto aquela durinha como a de cor marrom que envolve a semente) e pique em um processador até formar a farinha. Reserve outras inteiras para a decoração.

Prepare à parte, em uma xícara, uma mistura de creme de leite e farinha. Ela será essencial para dar a consistência do recheio. Para cada um deles, misture 2 colheres cheias de creme de leite e 1 rasa de farinha de trigo.

Para cada recheio: derreta o chocolate branco, no mesmo processo do banho-maria. Junte ao chocolate, o leite condensado. Leve ao fogo baixo em uma panelinha, mexendo o tempo todo com uma colher de pau. Quando começar a grudar na colher, junte a mistura de creme de leite com farinha. Acrescente o ingrediente que vai dar o sabor (nesta receita, o concentrado de maracujá ou a farinha de pistache). Continue mexendo até começar a desgrudar da panela. Desligue o fogo. Dica: é o mesmo ponto do tradicional doce de nome “brigadeiro”.

Retire a forma de “ovos” da geladeira. Com cuidado, retire a forma mais mole pelas laterais. Vire de cabeça pra baixo e aperte delicadamente a forma rígida para que o chocolate se solte. Agora é só rechear. Coloque o creme – de maracujá ou de pistache e leve à geladeira para esfriar.

Para decorar, separe os sabores. Para os de maracujá, esquente o miolo de um maracujá com um pouco do concentrado. Depois que esfriar, coloque sobre as metades de ovo recheadas. Para os de pistache, pique-os com a ponta da faca, grosseiramente, e distribua por cima dos mesmos.

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Maçãs caramelizadas

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Para quem gosta de um pernil ou um peru assado, um lombo de porco e outras carnes deste tipo, experimente fazer este acompanhamento com maçãs, de preparo simples, paladar sofisticado e belo visual. Pode ser feito com maçã ácida (verde) , mas eu prefiro prepará-lo com aquelas maçãzinhas pequenas e doces, como as que vêm do sul do Brasil.

Maçãs caramelizadas

Para 5 maçãs, separe 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1 a 2 pauzinhos de canela e 3 cravos da índia. Descasque as maçãs e corte-as em cubinhos. Borrife-as com água e limão para não escurecerem enquanto prepara a calda de açúcar queimado.

Coloque 1 litro de água para ferver. Deite o açúcar em uma outra panela aquecida e mexa com uma colher de pau até ficar da cor de mel. Despeje 1/4 da água fervente – com cautela e aos poucos para não se queimar. Abaixe o fogo e mexa até formar uma calda. Junte o cravo e a canela. Acrescente as maçãs picadas e deixe que cozinhem até ficarem translúcidas e douradas. À medida que a calda for secando, vá colocando mais água, sempre quente, aos poucos.

Cuidado para que as maçãs não cozinhem demais, para não virarem uma papa. Se quiser que fiquem mais doces e brilhantes, coloque um pouco de mel ao final do cozimento.

Para acompanhar carnes, sirva quente.

É também uma compota de fruta muito gostosa que dura dias na geladeira. Ótima para passar no pão ou no bolo. Experimente servi-la quente com sorvete, é delicioso!

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Mousse de manga

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Nada melhor para os dias quentes de verão do que uma mousse leve e refrescante. Aproveite as frutas da temporada para fazer mousses e suflês de sobremesa. Se for fruta que tenha suco e que você corta às lascas – como manga, pêssego, damasco, ameixa, goiaba, morango – você pode usar a polpa da fruta madura batida com o mínimo de água possível e levada ao fogo com açúcar, a gosto, para fazer um creme da consistência de uma calda grossa.  Se for fruta como limão, laranja ou maracujá, use o suco da fruta natural e dobre a quantidade de gelatina. Como ontem haviam 2 mangas Palmer madurinhas no cesto de frutas pedindo atenção, resolvi fazer esta mousse de manga, que serve de exemplo para você fazer a mousse com a  fruta de sua preferência. A receita é tão fácil que uma criança poderá fazê-la. Veja também a receita da mousse de limão já publicada.

Mousse de manga

Você vai precisar de uma xícara de chá do creme feito com a fruta, a mesma quantidade de creme de leite e a mesma quantidade de leite condensado. Para esta medida, vai usar de 3 a 4 ovos e 1/2 pacotinho, ou 10 a 15 gr.,  de gelatina em pó incolor.

Bata o suco de 2 mangas no processador com o mínimo de água possível. Leve ao fogo até formar um creme da consistência de uma geleia mole. Adoce a gosto.

Bata este creme com o leite condensado e o creme de leite sem soro. Reserve.

Coloque o pó de gelatina dentro de uma xícara de café com 1 colher de sopa de água e deixe descansar por 5 minutos, levando depois ao micro-ondas por cerca de 15 segundos para aquecer. Bata as claras em neve e misture a gelatina. Junte, com delicadeza, o creme batido até obter uma mistura homogênea. Coloque na travessa que for servir e leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas. Sirva fria.

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Os deliciosos suflês de frutas

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O primeiro suflê doce que inventamos foi o suflê de goiaba. Para nós, imbatível, é verdade, talvez porque mineiro é louco por goiabada. Depois experimentamos fazer a mesma receita variando, ao invés de calda de goiabada, com damasco seco, manga, pêssego em compota ou suco de maracujá.  Para os três primeiros, é necessário fazer uma geleia com os pedaços da fruta seca, fresca ou em compota, sem a calda. A geleia se faz simplesmente cozinhando a fruta com água até o ponto de calda grossa.  Adicione açúcar a gosto. Para o suflê de maracujá, faça-o com o caldo natural da fruta reduzido (com açúcar se quiser) ao ponto de calda grossa. Todos estes suflês são muito fáceis de fazer e deliciosos, servidos quentes com os sorvetes apropriados: creme, flocos ou chocolate. Vamos mostrar como fizemos o suflê com damasco.

Suflê de damasco com sorvete crocante

Preparo do sorvete

Compre um sorvete de creme ou de flocos, sendo 1 bola por pessoa.  Deixe que quase derreta. Enquanto isto, prepare o pralinê. Para cada pessoa, calcule uma colher rasa de acúcar cristal. Coloque água para ferver. Deite o açúcar em uma outra panela e mexa sem parar, com uma colher de pau, até que fique da cor de caramelo. Junte, com cuidado porque espirra, a água quente – aproximadamente 1 xícara de café para cada colher de açúcar. Continue mexendo até formar uma calda grossa da cor de chocolate. Unte a pedra da bancada com manteiga e despeje a calda. Espere esfriar e, com a ponta da faca, corte-a em pedacinhos. Coloque-os dentro de um pano de prato e quebre-os, com um batedor de bife, até que fiquem como grãos de areia. Junte ao sorvete quase derretido, misture bem e volta ao congelador para que endureça.

Preparo do suflê

Separe 6 a 8 damascos secos e 1 ovo grande para cada 2 pessoas. Pique os damascos e coloque-os para cozinhar em uma panela com água quente (ao nível de cobri-los, mais 2 dedos de água) até que fiquem bem macios. Prove, se achar sem graça, junte açúcar a gosto. Bata-os em um processador para que forme uma calda grossa, do exato ponto que, se você colocar em uma colher e virar, a calda vai cair formando um fio grosso e contínuo. Reserve.

Ligue o forno a 180 graus. Bata as claras em neve até que fiquem bem duras. Aos poucos, vá juntando a calda de damasco, com a batedeira em velocidade bem baixa, até misturar tudo. Distribua nas tigelinhas – pelo meio –  e leve para assar até que a pontinha de cima do suflê fique corada. Desligue e retire imediatamente.

Sirva o suflê acabado de sair do forno com o sorvete gelado.

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Torta de banana – 2 opções fáceis de fazer

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Torta de banana tem gosto de infância. Não há quem não conheça e goste desta sobremesa com jeito de Brasil, feita a partir do tradicionalíssimo doce de banana. Também não há cozinheira que não o faça, pois há sempre alguma banana madura precisando ser aproveitada. Pode-se fazer com banana prata, que é a mais comum no Sudeste, com a bananinha ouro, com a banana da terra, com a caturra…cada região do país tem a sua banana. Uma torta de banana geralmente tem 3 ou 4 camadas: uma de doce de banana, outra de creme de gemas e outra de suspiro ou merengue, tendo ainda a opção de acrescentar biscoito. Para quem nunca fez este doce tão popular, aqui vai a receita:

Doce de banana

Corte 6 bananas médias ( prata) em rodelas da espessura de 1 dedo. Reserve. Faça uma calda caramelada: coloque 3 colheres de sobremesa de açúcar cristal em uma frigideira. À parte, tenha água fervendo. Mexa o acúcar com uma colher de pau até formar uma calda grossa da cor de caramelo. Despeje a água quente aos poucos, aproximadamente 3 xícaras de chá de água. Continue mexendo até que a crosta que se formou dissolva por completo.Se precisar coloque mais água até conseguir o ponto de uma calda bem rala. Junte as bananas cortadas, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe que cozinhem até ficarem macias. Deixe o doce esfriar.

Creme de gemas para a torta

Para cada 6 bananas vai: 3 gemas ( guarde a clara), 3 colheres de chá rasas de açúcar, 1 colher de chá de manteiga, 1 1/2 xícara de chá de leite, 1 lata ou caixa de leite condensado,1 colher de chá cheia de amido de milho ou maizena, 3 gotas de baunilha. Bata as gemas, o açúcar, a manteiga, o leite e o leite condensado, no liquidificador. Pingue o extrato de baunilha. Leve ao fogo até começar a ferver. Dissolva a maizena  em 1 xícara de café de água e acrescente. Abaixe o fogo e mexa, com a colher de pau, até começar a fazer bolhas. O creme deve ter uma consistência média. Deixe esfriar.

1a. opção: Torta de banana com suspiro

Bata as 3 claras em neve na batedeira e junte 3 colheres de sobremesa de açúcar refinado ( ou o cristal batido no processador ou liquidificador). Continue batendo até dar ponto de suspiro, ou seja, se passar uma colher e retirá-la, o creme formará um “cabinho” vertical que se manterá sem cair para o lado. Monte a torta colocando a 1a. camada de doce de banana, a 2a. de creme de gemas e a última de suspiros. Faça os suspiros usando como medida uma colher de chá. Veja a foto. Leve ao forno pré aquecido a 80 graus só a conta do suspiro ficar rosado. Retire do forno e deixe a torta esfriar em algum canto protegido de corrente de ar. Depois de fria, leve à geladeira para resfriar.

2a. opção: Torta de banana com biscoito champagne

Esta opção não vai ao forno, portanto, é mais fácil de ser feita. Também é menos doce. Passe os biscoitos champagne no leite até que comecem a amolecer. Forre o fundo da travessa. Coloque o doce de banana e depois o creme de gemas. Bata as 3 claras em neve e junte apenas 1 colher de chá de açúcar. Torne a bater.  Junte uma caixa de creme de leite – sem soro – e misture com cuidado para obter uma mistura homogênea, sem deixar o volume diminuir. Finalize a torta com esta última camada e leve à geladeira por 4 horas antes de servir. Enfeite a torta com um fio de calda caramelada ou mel e farofa de amêndoas, nozes ou castanhas.

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Torta de chocolate para o Natal

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Ainda dá tempo para você fazer aquela torta de chocolate deliciosa para o dia de Natal. Se tem criança em casa, chame-as para a cozinha, pois é muito fácil de fazer. Só tem um detalhe importante: para ficar bem firme, esta torta precisa ir ao congelador por cerca de 4 horas e ficar mais outras 4 a 8 horas na geladeira antes de ser servida.

Vamos começar? Veja se tem os seguintes ingredientes: 1 pacote de 150 gr. de biscoito waffle de chocolate ou outro sabor, 1 1/2 caixa de biscoito Calipso ou similar*, 2 barras de chocolate de 150 gr. cada, uma de chocolate meio amargo ( se não tiver pode ser ao leite) e outra de chocolate branco,  2 caixinhas de creme de leite, 1 colher de sopa de manteiga e 1/2 xícara de chá de chocolate em pó ( tipo o do Fradinho da Nestlé). *Veja as variações abaixo para enriquecer sua receita.

Você vai precisar também de uma forma média daquelas que soltam o fundo. Se não tiver, forre uma forma comum com papel alumínio para ficar fácil de tirar da forma.

Despedace os biscoitos waffle dentro de uma bacia de plástico, usando um batedor de bife. Misture bem 1 colher de sopa rasa de manteiga e o chocolate em pó. Forre o fundo da forma com esta “farofa”.  Leve ao forno a 180 graus por 5 a 10 minutos – a conta de endurecer esta base.

Enquanto isto, pegue duas travessas e em cada uma coloque uma barra de chocolate – a de chocolate ao leite em uma e a de chocolate branco em outra, picadas. Leve-as separadamente ao micro-ondas por uns 3 a 5 minutos ou o tempo de derreter o chocolate. Atenção para não deixar o chocolate queimar. Retire e misture cada barra de chocolate derretida com a metade de cada caixa do creme de leite. Vá juntando mais creme, aos pouquinhos, até dar uma consistência firme. Normalmente, se usa 3/4 da quantidade do creme. Adicione umas gotinhas de baunilha somente ao chocolate branco para ficar mais gostoso.

Tire a forma do forno e deixe esfriar completamente. Distribua os biscoitos* com a face com o chocolate para fora, formando um círculo. Dentro deste círculo, coloque os dois cremes de chocolate – o marrom e o branco. Misture ligeiramente para ficar mesclado.

Ponha a forma no congelador por cerca de 4 horas ou até o creme ficar duro. Depois coloque na geladeira até a hora de servir ( pelo menos mais 4 horas). Desenforme imediatamente antes de servir, sendo que a base de biscoito fica por baixo. Se quiser, enfeite com biscoitos, amanditas, confeitos de chocolate, o que gostar!

Variações:

Outro modo de fazer esta torta é usar biscoito tipo Bis ou Kit-Kat para forrar a forma. Você pode também aumentar a quantidade da farofa, fazê-la sem misturar o chocolate em pó – se quiser que fique clara –  e forrar com esta farofa a lateral da forma. Quanto menos manteiga, mais firme a massa fica.

Se quiser incrementar a torta (fica muito mais gostosa e mais bonita!) prepare uma geléia de morango ou de frutas vermelhas para a cobertura. Faça-a assim: Lave as frutinhas e deixe-as secar. Forre o fundo de uma bacia de plástico (ou de uma travessa de louça) com açúcar cristal, coloque as frutas e depois espalhe o açúcar por cima. Deixe por 2 dias na geladeira, tampada com filtro de plástico. Depois deste tempo, as frutas soltam um caldo grosso. Leve ao fogo, em uma panela, até o ponto em que as frutas se desmancham em pedaços e a calda engrossa, ou seja, ponto de geléia rala ( depois de fria engrossa bem).

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Joaquina – As doceiras

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Amor e dedicação à arte de fazer doces por muitas gerações – eis uma bela história que merece ser contada!

Sinhá Joaquina foi uma nobre mocinha muito prendada, nascida em Portugal no início do século passado. Aos treze anos, o pai deu-a em casamento a um amigo, fato comum àquela época. Pouco tempo depois, Joaquina era a orgulhosa mãe de três crianças mas também a infeliz esposa de um homem muito mais velho do que ela e ainda infiel. Revoltou-se, não mais queria um marido mulherengo! O que ela fez? Fugiu! Veio para o Brasil com os filhos e estabeleceu-se no Vale do Paraíba. Valente a mocinha! Passado um tempo, começou a ter dificuldades financeiras mas, orgulhosa, não quis recorrer à família. Passou então a fazer doces e os filhos, já grandinhos, corriam a vizinhança vendendo-os. Todo mundo sabe que os doces portugueses são deliciosos e logo a doceira Joaquina tornou-se famosa. As filhas, as netas e as bisnetas continuaram a fazer as mesmas receitas deliciosas, passando os segredos de uma geração à outra. Hoje, duas de suas tetranetas, apaixonadas por doces, continuam a tradição familiar e têm um ateliê de doces maravilhosos no Bairro Belvedere, em Belo Horizonte. Merece uma visita!

O Natal já vem chegando. Passando em frente à loja não resisti e pedi às doceiras Vera e Regina se eu poderia dividir com vocês o prazer de ver doces natalinos tão lindos. Pois aqui estão! Só não posso compartilhar o imenso prazer que foi provar dos finíssimos e deliciosos docinhos feitos com chocolate belga e outros ingredientes especiais – isto vocês terão de fazer pessoalmente! E, não sejam egoístas, encomendem logo para dar de presente. O sucesso, eu garanto!

 

 

Joaquina – As doceiras

Av. Luiz Paulo Franco, 1065/ loja 7- Belvedere Mall – Belo Horizonte – Minas Gerais – Brasil

telefone +55 31 3309 2070                                                         http://www.joaquinadoceiras.com.br

Mousse de limão, com afeto

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Com açúcar e com afeto, fiz seu doce predileto…”- quem se lembra dessa música? Pois foi com esta velha canção bailando na minha cabeça que preparei para alguém especial esta suave sobremesa, muito fácil de fazer e perfeita para o verão. Sempre tenha em casa leite condensado e creme de leite. Ovos e limão também sempre tem lá na porta da geladeira, verifique. Então junte tudo e vamos começar. Além disto, você vai precisar também de um pacotinho de gelatina em pó.

Coloque em uma xícara de café metade do pó de um pacotinho de gelatina de 15 gr, complete com uma colher de sopa de água e deixe por 5 minutos para hidratar. Em seguida, leve esta misturinha ao forno micro-ondas por 15 segundos, ou a conta de começar a querer ferver. Reserve. Bata no liquidificador 1 lata (ou caixinha) de leite condensado e 1 lata (ou caixinha) de creme de leite junto com o suco de 3 limões. Reserve. Bata, à parte, 3 claras até o ponto de neve bem durinha.

Raspe a casca de 1 limão. Reserve. Junte o creme batido no liquidificador com as claras em neve e mexa levemente (no sentido de baixo para cima e vice-versa) com a ajuda de uma espátula, sem ficar rodando o creme na tigela. Junte a gelatina dissolvida e a metade das raspas de limão, incorporando tudo delicadamente.

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Despeje a mousse em uma compoteira e leve-a para a geladeira. Quando já estiver consistente, espalhe o restante das raspas de limão para enfeitar.

Quindim

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A receita desta delícia rara que leva o nome de quindim perde-se no tempo, de tão antiga – talvez tenha cerca de quinhentos anos. Em Portugal tem um doce quase igual que se chama brisa-de-Liz, só que é feito com amêndoa. No Brasil, é feito com côco, trazido originalmente das costas d’África como lastro nos navios negreiros; por aqui as palmeiras e coqueiros se esparramaram como se fossem nativas. Daí se conclui que o quindim é uma adaptação brasileira do doce português, certamente com origem no Brasil Colonial. Lembro-me de referências aos “quindins de iaiá” nos romances de Machado de Assis e outros de seu tempo.

A receita que aqui vai é a da minha família, que me foi passada pela minha tia, perita na arte do quindim e de tortas deliciosas – ainda pego estas receitas com ela!

Quindim

Você vai precisar usar 20 forminhas de alumínio de tamanho médio se quiser fazer o docinho tradicional. Outra opção é fazer o quindão, usando aquela forma de bolo que tem um furo no meio.

Separe: 1 ovo inteiro mais 6 gemas. Tire a pele das gemas uma a uma, beliscando-as e puxando a pele para cima, deixando escorrer o líquido entre os dedos. Passe as gemas em uma peneira fina.

Vai usar: 1 colher de sopa rasa de manteiga, 1 xícara de chá de açucar refinado e igual quantidade de côco ralado. Se não quiser tomar o trabalho de esquentar o côco no fogo, quebrá-lo, retirar a noz e ralar, compre côco ralado congelado. Não presta fazer quindim com côco ralado seco de pacote.

Tome a batedeira e misture o ovo com as gemas. Acrescente o açúcar, depois a manteiga e o côco ralado. Unte as forminhas com pouca manteiga e polvilhe-as com açúcar. Misture novamente o creme e encha as forminhas até ¾ da altura. Deixe descansando até verificar que o côco subiu.

Pré aqueça o forno a 180 graus. Esquente água em um caneco. Coloque as forminhas em um tabuleiro grande e alto e coloque-o na prateleira do forno. Preencha o tabuleiro com água até a altura da metade das forminhas, no máximo.

Vigie o cozimento para não deixar corar. Teste se já estão cozidos enfiando um palito – se sair limpo, está pronto!

Coloque na geladeira, desenforme e sirva frio.

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Torta de maçã Piemontesa

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Esta é a receita da torta de maçã tradicional da região do Piemonte, na Itália, que aprendi a fazer quando por lá estive, há dois anos. É fácil de fazer e bem leve. Ela é quase uma torta-bolo pois sua massa é preparada como um bolo e fica fofinha e leve. Na língua italiana não há a diferenciação entre os nomes torta e bolo, como temos aqui e como temos por exemplo em inglês ‘cake’ (para bolo) e ‘pie’ (para torta). Usando esta língua como meio-termo entre o português e o italiano, tentei então convencer os nativos de que existem as duas modalidades e são diferentes. O bolo tem uma massa fofinha e pode ser redondo, quadrado ou em formato de bolo inglês, retangular. E geralmente é formado por uma massa uniforme e única. A torta é (quase) obrigatoriamente redonda e usualmente tem duas ou três camadas: a base (de massa mais densa) o recheio cremoso, e por vezes uma cobertura. Como é o caso da torta de limão por exemplo. Mas não adianta e os italianos insistem: é tudo torta. Portanto, chamamos esta de….

Torta de maçã

Separe os ingredientes que irá precisar: 130 gr. de manteiga (veja na embalagem a medida), 190 gr. ou uma xícara de chá de açúcar, 3 ovos, 200 gr. ou 2 xícaras de chá da farinha de trigo, 3 colheres de sopa de leite morno, 2 colheres de chá de fermento. Escolha de 2 a 3 maçãs, dependendo do tamanho.

Vai precisar também de uma forma de bolo redonda daquelas de aro de abrir, com cerca de 24 cm. de diâmetro, de uma vasilha ( tipo bowl) de fundo arredondado para misturar a massa e uma espátula e/ou colher de pau.

Comece misturando, à mão, com a colher de pau, a manteiga (se estiver dura, amoleça-a no micro-ondas por 2 minutos) com o açúcar, depois junte os ovos inteiros, a farinha e o leite. Depois que a massa estiver lisinha, sem nenhum caroço, junte o fermento e bata com a espátula.

Pré aqueça o forno a 180 graus.

Descasque as maçãs e corte-as em pedaços ou fatias médias.

Unte a forma com um pouco de manteiga e despeje a massa. Nivele. Disponha por cima as maçãs, também conservando o mesmo nível. Deixe um espaço de dois dedos antes da borda sem maçã, pois a massa irá crescer e formar uma borda mais alta. Asse por cerca de 20 a 30 minutos ou até perceber que as maçãs douraram. Faça o teste do garfo ou palito – enfie na massa até em baixo, se sair limpo, a torta está assada. Importante: não abra o forno antes da torta corar.

Finalize pulverizando açúcar de confeiteiro e canela por cima.

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Gelatina tricolor com abacaxi

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Em 1931, Belo Horizonte recebeu a visita do então Príncipe de Gales Edward 7o. e de seu irmão George 6o. que viria, anos depois, tornar-se Rei da Inglaterra. Foram recebido com uma memorável festa no tradicional Automóvel Clube de Belo Horizonte, quando um de seus salões foi batizado com o nome de Salão Príncipe de Gales. Tem este nome até hoje!

Quando eu era criança minha avó preparava para as festas especiais de família uma sobremesa batizada de Gelatina Príncipe de Gales. Ela dizia que fora a sobremesa inventada e servida para os príncipes na tal festa que marcou época na cidade. Eu achava o máximo uma sobremesa de príncipes e sempre pedia que a fizesse no meu aniversário. Vovó a servia em tacinhas de cristal tcheco(o modelo é como estas de marguerita) numa bandeja de prata coberta com paninho de croché branco engomado. Na tacinha, embaixo ficava a camada de gelatina vermelha com abacaxi, no meio a espuma cor de rosa e por cima o creme amarelo. Colocava ainda, como cobertura, uma ameixa preta com um pouquinho de sua calda. Tinha um sabor suave, era doce e geladinha. Como eu achava chique!

Desde muitos anos faço esta sobremesa para os dias de muito calor, como hoje, que também é Dia das Crianças! Porém, coloco-a em uma taça grande. Entre as duas versões, escolha a que preferir!

Gelatina Príncipe de Gales

Primeiro faça a gelatina de abacaxi, depois o creme de gemas e por último, o merengue de claras com açúcar.

A ordem de se colocar na taça é: primeiro a gelatina semi endurecida, depois o merengue – que vai ser misturado com a gelatina. Por último, o creme de gemas.

1) Para a gelatina vai precisar de 1 abacaxi maduro e 1 pacotinho de 12 gr. de gelatina em pó.

Descasque e corte o abacaxi em rodelas de 1 cm. Em uma panela coloque 3 xícaras de água e 1 xícara de café de acuçar. Misture, deixe começar a ferver e coloque as fatias de abacaxi. Assim que amolecerem, retire, escorra-as em uma peneira e pique em cubinhos, retirando o miolo. Guarde a calda, deixando que esfrie. Faça a gelatina como recomendado na embalagem. Ao invés de usar água, use a calda de abacaxi. Misture a gelatina, ainda em restado líquido, com o abacaxi cortado em cubinhos e coloque para gelar.

2) Para o creme vai usar: 1 lata de leite condensado, 1 lata de leite, 4 gemas e 1 colher de sobremesa rasa de amido de milho (maizena) dissolvido em 1/3 de xícara de café de água fria.

Misture tudo, passe na peneira e leve ao fogo em uma panelinha, mexendo todo o tempo para não formar crosta no fundo. Assim que começar a soltar da lateral da panela, desligue. Se ficar empelotado, torne a passar em uma peneira limpa. Deixe esfriar fora da geladeira.

Tão logo perceba que a gelatina começou a endurecer (uma hora de geladeira ou pouco mais) está na hora de continuar o preparo.

3) Bata as 4 claras na batedeira ( velocidade 4 em 5)até ficarem como neve. Adicione, aos poucos, 4 colheres rasas de açucar refinado, continuando a bater.

4) Tome uma tigela grande – a que vai servir a sobremesa – e misture, bem de leve, a gelatina de abacaxi com as claras batidas com açucar. Se for fazer em tacinhas, coloque a gelatina, já misturada, até metade da altura.

5) Se for apresentar a sobremesa na tigela grande, coloque por cima, bem devagar, o creme amarelo – que irá afundar em parte, formando um creme mesclado.

6) Se for servir em tacinhas, assim que colocar a gelatina misturada com as claras, coloque as tacinhas na geladeira até que a gelatina endureça por completo. Só então colocará o creme amarelo por cima, pois assim ele não afundará e sua sobremesa mostrará três camadas distintas.

7) Se quiser seguir a receita original, coloque as ameixas secas para ferver com um pouco de água a fim de soltarem o caroço. Vai formar uma calda, desligue antes que engrosse. Tire o caroço e parta cada ameixa em duas. Depois que o creme amarelo também gelar, já na hora próxima de servir, coloque uma metade de ameixa no meio de cada tacinha e regue com uma colherinha de café de calda.

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Pavlova

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Na Rússia existe uma companhia de balé muito famosa de nome Bolshoi. Foi fundada em 1776 e tem um teatro maravilhoso na cidade de Moscou, onde são encenadas óperas e espetáculos de balé. A primeira escola do balé Bolshoi fora da Rússia foi aberta em 1998 na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina, no Brasil, considerada a capital da dança clássica em nosso país.

A bailarina mais famosa do Bolshoi se chamava Anna Pavlova e esta sobremesa foi criada em homenagem a ela. Austrália e Nova Zelândia disputam a sua criação mas hoje é uma sobremesa conhecida em todo o mundo e feita de várias maneiras.

A receita mais tradicional é um merengue – ou suspiro – baixo e largo, do tamanho de um prato, recheado com chantilly e morangos. O merengue é preparado batendo-se claras de ovos até ficarem bem duras e adicionando-se açúcar até o ponto de se fazer uma bolinha firme na palma da mão. Pode adicionar umas gotinhas de limão. Depois se leva ao forno a 180o para assar, tomando cuidado para não corar. O chantilly é um creme de leite batido até ficar bem fofinho, ao qual também se adiciona açúcar.

Em nossa casa fazemos esta sobremesa de maneira tão fácil que até criança pode fazer sozinha!

Veja o que vai precisar:

– 1 saco de suspiros – acha-se para comprar em loja ou banca de mercado que vende biscoito;

– 1 embalagem de morangos maduros com aproximadamente 12 a 15 morangos;

– 200 gr. de chantilly ( se não achar pode substituir por creme de leite batido com açúcar).

 

Escolha uma travessa de vidro transparente.

Lave e corte os morangos do mesmo tamanho dos suspiros.

Para montar: coloque uma camada de morangos, outra de suspiros, cubra com o chantilly. Repita até acabar com os ingredientes.

Ponha na geladeira e sirva de 3 a 5 horas depois que tiver terminado de fazer, pois assim os ingredientes se misturam e produzem um caldinho delicioso.

 

Dica: se quiser fazer uma sobremesa individual com menos açúcar pode substituir o chantilly por iogurte natural e montar com morango e suspiros em uma taça.

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Pudim Brigadeiro

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Este pudim é um aperfeiçoamento do brigadeiro, como se isto fosse possível!

Quem sabe fazer brigadeiro? Todo brasileiro acima de 5 anos de idade. Quem sabe a história de como surgiu o brigadeiro? Pois vou contar. No sul do Brasil existia um docinho feito com açúcar, leite, manteiga e chocolate que tinha o nome de negrinho. Em 1946, no Rio de Janeiro, uma turma de senhoras dos correligionários da campanha para presidente do Brigadeiro Eduardo Gomes, começou a fazer estes docinhos para vender nos comícios, a fim de arrecadar fundos para a campanha. Estas reuniões da UDN eram muito populares e as pessoas compravam o tal docinho do brigadeiro. Fez sucesso! Daí veio o nome. Em nossa casa, há muitos anos fazemos este pudim e não tenho a menor ideia de onde veio a receita.

Pudim Brigadeiro

Você vai usar: 2 latas ou caixas (790 gr.) de leite condensado, 1 xícara de chá de leite, 6 gemas, 3 colheres de sopa de chocolate em pó (aquele dos fradinhos, da Nestlé), 1 colher de sopa de mel e a mesma medida de manteiga. Para a cobertura vai precisar de um saquinho de chocolate granulado.

Primeiro pré aqueça o forno a 200 graus.

Bata as gemas – sem pele – no liquidificador (para tirar o cheiro de ovo) e em seguida acrescente o leite. Junte, aos poucos, os outros ingredientes. Se for usar outro chocolate que não o indicado, gradue a quantidade de chocolate pela cor do creme – deve obter uma cor média de chocolate.

Unte a forma de pudim (tamanho 28) com uma fina camada de óleo. Despeje o creme batido, de modo a sobrar um centímetro para completar a altura da forma. Tome uma forma alta e coloque água quente dentro, já dentro do forno para não se queimar! Coloque dentro desta a forma de pudim – é o que se chama de cozimento à banho maria. Leve ao forno a 200 graus para cozinhar por cerca de 45 minutos ou até verificar que o pudim corou por cima. Espete um palito, se este sair limpo, o pudim está assado. Leve-o à geladeira dentro da forma que assou por, no mínimo, 6 horas – de preferência faça o pudim de véspera.

Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo, para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Dê uma ligeira sacudida e puxe a forma para cima devagar. Salpique o chocolate granulado com a ponta dos dedos para que fique distribuído por igual por toda a superfície do pudim. Hum… verá como é delicioso!

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Pudim de leite condensado

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Ai…só de pensar nesta delícia de sobremesa não há quem não fique com água na boca! Em Minas, este pudim é muito popular com o nome de Pudim de leite condensado. Em outros países é conhecido por Flan – como também em outros lugares do Brasil.

O leite condensado foi inventado na França em 1820 e tornou-se conhecido e muito usado, por sua praticidade, durante as duas grandes guerras. Existe no Brasil desde a década de 1870 mas só se tornou popular quando passou a ser fabricado pela Nestlé, na década de 1920, com o nome de Leite Moça.

É uma sobremesa muito fácil de fazer, veja só:

Pudim de leite condensado

Você irá precisar de uma forma daquelas que tem um furo no meio, de tamanho 28, com 19 cm. de diâmetro ( veja última foto abaixo). Precisará também de um tabuleiro alto que caiba esta forma dentro, sem sobrar muito espaço nas laterais – isto é porque o pudim é cozido no forno, dentro d’água, em um processo conhecido por banho-maria.

Os ingredientes são: 1 lata ou caixa de leite condensado, a mesma quantidade de leite e 4 ovos.

Antes de começar a fazer o pudim, prepare a calda de açúcar queimado. Esta leva 5 colheres cheias de açúcar cristal. Primeiro coloque um caneco com água para esquentar – cerca de 1 litro. Espere que a água comece a ferver. Tome então uma panela e coloque o açúcar dentro. Leve ao fogo médio. Com uma colher de pau, mexa o açúcar todo o tempo, sem parar, até que ele derreta por igual e tome a cor de mel. Agora, despeje parte da água quente pelas beiradas, aos poucos. Verá que vai crepitar e formar uma pasta tipo puxa-puxa. Com paciência, continue mexendo e juntando água quente aos poucos até formar uma calda rala, da cor de caramelo avermelhado. Desligue e reserve.

Para o pudim: bata os 4 ovos – clara e gema – no liquidificador até espumar. Junte o leite condensado e use a lata ou caixa para medir e colocar a mesma quantidade de leite. Bata bem até ficar um creme leve e espumante.

Tome a forma e passe a calda de açúcar queimado no fundo e laterais, deixando ao fundo uma camadinha de ½ centímetro. Agora entorne o creme dentro da forma. Precisa sobrar 1 cm. entre o creme batido e a borda da forma.

Ligue o forno a 280 graus. Espere 5 minutos. Ponha a forma dentro do tabuleiro e coloque-os na prateleira de baixo do forno – uns 10 cm. acima da chama. Com cuidado, encha o tabuleiro com água quente. Deixe o pudim cozinhar por 45 minutos. Vigie: quando corar por cima, enfie um garfo – se sair limpinho é porque o pudim já cozinhou – então pode tirar o pudim do forno. Espere esfriar e deixe-o dentro da geladeira por, no mínimo, 4 horas.

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Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Tire a forma devagar e terá um lindo pudim caramelado à sua frente. Resista, volte com ele para a geladeira até a hora de servir. Seja educada(o), não vá tirar um pedaço antes de servir à sua família e aos amigos. A não ser que sua gulodice seja tamanha que faça um pudim só para você!

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Banana flambada

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Esta sobremesa, tão simples de fazer, onde se usa ingredientes tão comuns como açúcar e banana, tem uma aura especial de sofisticação. Por que será? Pelo delicioso sabor e o tchan! da flambagem com Cointreau! As pessoas associam fogo à romantismo e paixão! Então, aprenda a fazê-la e surpreenda o seu amor!

Banana flambada

Para 2 pessoas você vai precisar de 2 bananas prata grandes e bem maduras, 4 colheres de sopa cheias de açúcar cristal, ½ xícara de café de licor Cointreau e ainda 2 bolas de sorvete de creme ou outro mais sofisticado de sua preferência.

Primeiro prepare a calda de açúcar queimado. Coloque um caneco com água para esquentar – cerca de ½ litro. Espere que a água comece a ferver. Tome então uma frigideira baixa e larga e coloque o açúcar dentro. Leve ao fogo médio. Com uma colher de pau, mexa o açúcar todo o tempo, sem parar, até que ele derreta por igual e tome a cor de mel. Agora, despeje a água quente pelas beiradas, aos poucos. Verá que vai crepitar e formar uma pasta tipo puxa-puxa. Com paciência, continue mexendo e acrescentando água quente até formar uma calda rala, da cor de caramelo.

 

Descasque as bananas e coloque-as nesta calda. Deixe que as bananas cozinhem, virando-as de um lado para o outro. Para verificar se cozinharam, espete um garfo para testar.

Despeje o licor dentro de uma concha e leve-a ao fogo até começar a evaporar o líquido. Vire um pouquinho de modo que o fogo passe para dentro da concha e imediata e rapidamente entorne o conteúdo em chamas dentro da frigideira com as bananas. A calda deverá pegar fogo, que se apagará rapidamente. Tome cuidado ao fazer isto.

Sirva imediatamente, acompanhada do sorvete.

P. S. : a pedidos – se não tiver o licor Cointreau em casa, flambe com conhaque, cachaça, vodka ou whisky, nesta ordem de preferência. Não terá o mesmo sabor, mas é melhor do que não flambar…pois é aí que está a graça!

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Pavê de doce de leite

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Ao fazer esta sobremesa, lembrei-me de ter sido uma das primeiras receitas que aprendi, quando ainda precisava subir em um banquinho para alcançar a bancada da cozinha. Tive então a ideia de criar uma seção do blog Sal&Alho para crianças. Minha netinha tem apenas um ano e meio e já tem aulinha de culinária! Vamos lá, meninas e meninos, esta seção é para vocês!

Pavê de doce de leite

Nossa primeira receita será uma sobremesa feita com biscoito maizena e doce de leite. A primeira coisa a fazer é ver se tem em casa os ingredientes que precisa:

1 lata ou xícara de chá cheia de doce de leite

1 caixa (ou 1 xícara de chá cheia) de creme de leite

1 pacote de biscoito Maizena

1 copo de leite

Para o recheio: amendoim torrado e moído, castanha de caju ou do Pará picadinha – pode ser um ou outro ou os dois juntos e misturados.

Para a cobertura: 1 barra de chocolate pequena (se for fazer, mas não precisa)

Ingredientes

Ingredientes

Para fazer o pavê como mostra a foto, vai precisar de uma forma de 18 centímetros com fundo que solta. Se não tiver, use uma travessa tipo pirex de tamanho médio ( 18 a 20 cm.- veja foto). Para forrar a forma vai precisar de papel alumínio e para cobri-la precisará de filtro de plástico.

Antes de começar, peça a um adulto para colocar a lata de leite condensado para cozinhar na panela de pressão (clique aqui para ver a dica). Diga para colocar a lata em pé no fundo da panela e cubrir com água, de modo a sobrar três dedos de água acima da tampa da lata. A panela é fechada e se leva ao fogo. Quando a panela começar a apitar, conta-se 15 minutos. Peça para tirar da pressão e deixar que a lata fique completamente fria para um adulto abri-la.

Se achar complicado, pode usar a mesma medida ( 1 xícara de chá bem cheia) de doce de leite pastoso comprado pronto.

Para fazer o pavê:

1- Misture o doce de leite com o creme de leite usando uma colher de pau ( ou o mixer- só um pouquinho, a conta de misturar). Antes de misturar o creme de leite todo, separe 2 colheres de sopa cheias de creme para a cobertura, se for faze-la.

2 – Coloque o leite em um prato fundo. Passe os biscoitos de um a um no leite para amaciá-los, à medida que precisar deles para fazer a camada de biscoitos.

3- Se quiser rechear, coloque o amendoim com castanha em um prato.

4 – Cubra a forma (ou travessa) por dentro com o papel alumínio.

5 – Comece a montar as camadas com o biscoito. Depois espalhe a quarta parte do doce de leite sobre a camada de biscoito. Se for colocar recheio, espalhe a quarta parte sobre o doce de leite. Faça tudo de novo, biscoito, doce de leite e recheio. Repita e torne a repetir, formando as 4 camadas. A última camada (5a.) é só de biscoito.

6 – Cubra a forma com filtro de plástico e leve ao congelador por, no mínimo, duas horas. Obs: é melhor fazer de véspera.

7 – Preparo da cobertura: coloque o chocolate em uma travessa de louça e leve ao micro-ondas por 1 minuto ou menos, a conta de derreter ( melhor colocar por 30 segundos e conferir, se precisar ponha por mais 15s. e depois, se ainda não estiver molinho – teste com a colher – deixe mais um pouquinho. Retire o chocolate derretido e misture com as 2 colheres de creme de leite separadas. Coloque o creme na geladeira.

8 – Duas horas antes de servir retire a forma do congelador e coloque na geladeira.

9 – Um pouco antes de servir, tire o plástico e desenforme: coloque um prato em cima da forma e vire de modo que a forma fique por cima. Puxe a forma para cima e retire o papel alumínio.

10 – Cubra o pavê com a cobertura de chocolate e espalhe-a com um garfo. Salpique o amendoim com castanhas. Volte com a sobremesa para a geladeira e deixe até a hora de servir.

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Mousse de chocolate rápida

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Tenho colecionado durante a vida diversas receitas de mousses de chocolate, pois é uma sobremesa que a minha família adora.  A que passo hoje para vocês é a mais simples de fazer. Todas as vezes que a fazemos em casa, a travessa volta da mesa raspada até o último vestígio de chocolate. Veja como é simples:

Mousse de chocolate

A mousse fica muito mais gostosa se feita com chocolate em barra. Prefiro o meio-amargo da Nestlé – são 150 gr. que você irá gastar. Vai usar também: 1 lata de leite condensado (395 gr.),1 lata ou caixa de creme de leite (250gr.), 3 claras de ovos ( 4 claras se o ovo for pequeno) e 1/2 sachê de gelatina em pó incolor.

Primeiro misture o pó da gelatina com 1 colher de sopa de água e leve por 30 segundos ao microondas para derreter. Reserve. Corte 150 gr. da barra de chocolate e leve ao microondas em uma travessa de louça ou pirex por 1 minuto. Misture, veja se está todo derretido e reserve.  Rale o equivalente a 3/4 de xícara de café de chocolate para a cobertura. Reserve. Tome o recipiente maior da batedeira e coloque o leite condensado com o creme de leite.  Bata em baixa velocidade. Junte o chocolate, torne a bater. Em outro recipiente, bata as claras em neve. Junte as claras batidas à mistura de cremes e chocolate e misture devagar e de leve. Por último, junte a gelatina e misture bem, de leve. Coloque na travessa que irá servir. Por cima, espalhe o chocolate ralado. Leve à geladeira por aproximadamente 5 horas antes de servir.

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Palha italiana x salaminho de chocolate.

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Existem sobremesas com sabor de infância, como brigadeiro, pé de moleque, cajuzinho, cocada, olho de sogra. A gente cresce, passa a frequentar restaurantes e confeitarias sofisticadas na nossa terra e pelo mundo afora. Descobre novos sabores, deslumbra-se com tortas famosas, como, por exemplo, a Torta Sacher de Viena, a preferida de Sissi, a imperatriz. Porém a nossa memória gustativa fala mais alto. Basta chegar em casa e ver um prato de palha italiana que vem um ahhh! incontrolável. Tente resistir, você saliva sem querer. Tente prometer-se que só vai comer depois do almoço de domingo. Perda de tempo, o doce não lhe sai da cabeça.

Dê uma trégua ao seu regime, vá agora lá na cozinha. Em 10 minutos você prepara esta delícia chamada de palha italiana e tenho certeza que passará um dia mais feliz!

Já fiquei curiosa por causa do nome palha italiana. Visitando o Piemonte, ao norte da Itália, descobri na cidade de Alba, um doce maravilhoso – salame di cioccolato – bem parecido como o nosso, o que justifica a origem do nome. Se quiser saber a receita original, achei-a no site da Giallo Zafferano

Em Portugal também existe algo parecido. Chama-se salaminho, porém é feito com amêndoas. É praticamente a mesma base, mas troca-se o biscoito pela amêndoa sem casca e triturada (ou sem palha, como dizem por lá) e faz-se um rolinho igual a salaminho. Coloca-se para esfriar na geladeira, enrolado em papel alumínio, e depois corta-se em fatias. Tal como o brigadeiro, que já se chamou negrinho, a palha italiana surgiu há mais de um século no sul do Brasil, provavelmente nas comunidades mistas de italianos do norte da Itália e portugueses dos Açores. Certamente, desta mescla de culturas, nasceram esta e muitas outras delícias da legítima culinária brasileira.

Palha italiana 

Separe 1 lata ou caixa de leite condensado ( 250 gr.) , 2 colheres de sopa de chocolate Nestlé do fradinho ou Nescau ( ou melhor: ½ xícara de café de chocolate meio-amargo ralado), 1 colher de sopa de manteiga, 1 colher de sopa de creme de leite e 1 pacote de biscoito maizena ( 200 gr.). Eu prefiro usar o biscoito Divertidos.

Misture bem o leite condensado, a manteiga e o chocolate. Leve ao fogo baixo para cozinhar. Misture com colher de pau, continuamente, até começar a soltar da panela. Cuidado para não empelotar e não agarrar no fundo. Misture o creme de leite para dar uma consistência macia. Pique os biscoitos. Misture. Coloque a massa ainda quente sobre uma bancada limpa ou tabuleiro, formando uma camada de 1 cm de espessura. Deixe esfriar. Salpique açúcar refinado. Corte em losangos ou, como dizem os italianos “mal tagliatti”, ou seja, mal cortado, como os da foto acima.

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Suflê de goiabada com sorvete de queijo

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Sabe aquela receitinha fácil que você resolve fazer de repente e sempre é o maior sucesso? Exatamente esta! Ai, só de ver as fotos e começar a escrever já me deu vontade de largar o computador e ir para a cozinha fazê-la de novo!  Pois a que fizemos da última vez acabou num piscar de olhos. Tá bom, tá bom, não vou prometer e te largar aí na vontade. Primeiro escrevo, depois  faço mais. Olha que bobagem é a receita:

Suflê de goiabada

Recomendo usar travessinhas redondas de louça branca com 10 cm de boca e 6 cm de altura, que você compra nessas lojas que vendem louça branca comum. A receita leva apenas clara de ovo batida em neve e goiabada mole. Primeiro, pré aqueça o forno a 220 graus.

Para obter a goiabada no ponto certo é só levar a goiabada ao fogo com água e deixar derreter até o ponto em que você a coloca na colher e ela cai como um fio grosso. Para mim, a melhor goiabada que tem (industrializada) é a Zélia.

As claras devem ser batidas na batedeira em ¾ da velocidade até ficarem bem consistentes. Separe 1 colher de sopa cheia da calda de goiabada para cada clara de ovo. Esta quantidade dá para 2 pessoas, se considerar a porção da vasilha indicada. Assim que as claras estiverem batidas no ponto certo, vá adicionando a calda aos poucos e misturando levemente com a ajuda de uma espátula. Se for fazer em maior quantidade, continue batendo as claras com a calda de goiabada na batedeira, porém em baixa velocidade. Coloque as vasilhas dentro de um tabuleiro, enche-as até ¾ do volume. Diminua o forno para 180 graus e asse até que o suflê cresça e comece a corar. Sirva imediatamente.

Para acompanhar:

1a. opção: sorvete de queijo

Compre sorvete de nata ou de queijo. Rale queijo minas padrão bem fresquinho no ralo grosso. Deixe o sorvete derreter e misture o queijo ralado, na proporção de 2 partes de sorvete para 1 parte de queijo. Volte para o congelador e deixe que endureça de novo. Sirva ao lado do suflê, como na foto acima.

2a. opção : requeijão de copo

Se não teve tempo para fazer o sorvete de queijo.

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