Sopa creme de ervilhas

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Alguns pratos fazem parte de nossa memória gustativa. Certamente acontece de toda vez que você saboreia algo, vem à sua lembrança o que comeu há muito tempo. Creme de ervilhas sempre me lembra quando estive em Nova York pela primeira vez. Eu tinha dezoito anos, fui para a casa de um tio ficar um mês, porém havia tanto o que fazer por lá que resolvi ficar três meses. Levei dinheiro só para um mês e não tinha direito a mais nem um tostão. Logo, como não abri mão da compra de ingressos para museus e shows, a parte sacrificada foi a alimentação. Na casa do meu tio eu só dormia, tinha que comer na rua. A grana era bem pouquinha. Corri Manhattan de cima a baixo e escolhi três coisas para comer, bem baratinhas: cachorro quente, batata e creme de ervilha, que custava 2 dólares o prato grande. Nevava todo dia, a temperatura variava entre -20 e -5  graus centígrados. No dia em que ficava roxa de frio e fome, escolhia o creme de ervilhas, que era o mais caro, mas sustentava bem. Depois de três meses comendo a mesma coisa, é claro que fiquei anos sem querer ver a tal sopa. Passado um bom tempo, fiz as pazes com a sopa e hoje a preparo sempre que quero uma sopa quentinha no final do dia e estou sem tempo de inventar coisas que tomam tempo. São três vantagens: rápida de fazer, sustenta e aquece!

Sopa creme de ervilhas

Ingredientes: 1 lata de ervilhas, ¼ de cebola, manteiga ou óleo, 1 xícara de café de molho branco caseiro já preparado e ½ xícara de café de creme de leite.

Escorra a ervilha e bata no liquidificador. Coloque na panela 1 colher de sobremesa de manteiga (ou 1 colher de chá de óleo), doure a cebola picada e um pouco de sal com alho. Junte a ervilha batida e o molho branco. Na hora de servir, junte o creme de leite a gosto. Sirva com torradinhas amanteigadas.

Fica muito bom com bacon picadinho e torrado jogado por cima.

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Isca de frango com gergelim ao molho agridoce

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Se quer impressionar seus convidados com algo sofisticado, sirva este aperitivo para acompanhar um espumante ou vinho rosé no fim de tarde ou antes do jantar. Rápido de fazer e custa pouco. É perfeito!

Para 4 pessoas: 2 filés de peito de frango, 1 colher rasa de sobremesa de sal com alho, 2 colheres de sopa de gergelim branco, a metade desta quantidade de gergelim preto (pode usar só do branco também), 2 colheres de sopa cheias de farinha de trigo.

Para o molho agridoce de nossa recente criação: 1 colher de chá de cada um destes ingredientes: geleia de fruta vermelha (framboesa, morango, cereja, amora – uma ou mais destas frutinhas), aceto balsâmico, vinagre de vinho tinto, mel; 1 colher de sobremesa de polpa amassada de tomate italiano pelati (de lata); 1 colher de café de gengibre fresco ralado; 1 colher de chá de maizena e ½ xícara de café de água fria.

 

Primeiro, limpe os peitos de frango e passe-os na água fervente. Corte cada um ao meio, do mesmo jeito que você corta um pão francês para sanduiche, abrindo-o ao meio no sentido do comprimento. Deite-os sobre uma tábua e corte as iscas com 1 cm de largura e de 4 a 6 cm. de comprimento, como você vê na foto. Tempere as iscas com o sal com alho e deixe descansar por 15 a 30 minutos.

 

Enquanto pega tempero, faça o molho. Junte a geleia, o aceto balsâmico, o vinagre de vinho tinto, o mel, o caldo de tomate e o gengibre. Misture tudo. Leve ao fogo brando em uma frigideira até desmanchar a geleia. Misture à parte a maizena com a água. Acrescente ao molho e misture sem parar com uma colher de pau até que o molho fique espelhado e no ponto de calda rala. Desligue e reserve.

 

Para o preparo das iscas: pegue um prato raso e espalhe a farinha de trigo; em outro prato, espalhe o gergelim. Passe as iscas de frango, uma a uma, primeiro na farinha de trigo e, em seguida, no gergelim. Veja nas fotos. Para facilitar, espirre com a ponta dos dedos um tico de água sobre o gergelim e misture: vai grudar na isca empanada com mais facilidade.

Ponha uma frigideira funda de tamanho médio no fogo alto e derrame óleo de milho ou girassol até completar 1 cm. de altura. Deixe esquentar. Coloque as iscas para fritar. Para saber se o óleo está na temperatura certa, quando colocar a isca na panela deve espumar. Coloque-as de modo a não encostarem umas nas outras. Enquanto fritam, mexa com uma escumadeira para não grudarem umas nas outras e corarem por igual. Para esta quantidade de iscas, deve fritar de 3 vezes. Entre uma fritura e outra, retire as casquinhas, limpando o óleo. Tire-as com a ajuda da escumadeira e coloque-as em uma peneira para escorrer o óleo. Agora coloque-as sobre um papel absorvente e deixe secarem bem.

 

Sirva as iscas quentes acompanhadas do molho também aquecido. Cada pessoa toma sua isca e molha no molho, à vontade.

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Creme de grão-de-bico à Provençal

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Esta receita é originária do sul da França. Provei-a pela primeira vez em um simpático bistrô na cidade histórica de Avignon. Fazia um friozinho gostoso , eu estava faminta e sonolenta após um dia de muitos passeios. Escolhi no cardápio uma sopa, pois é o ideal quando se quer comer logo e ir dormir. Fui surpreendida por um prato fumegante exalando um aroma delicioso e que valeu por um jantar completo. Perfeita, se acompanhada de um vinho Bordeaux. Como sempre, logo ao chegar em casa experimentei fazer. Acho que minha receita ficou bem parecida. Sopa de grão-de-bico à Provençal Esta receita é para 2 pessoas. Os ingredientes são: 100 gr. de grão-de-bico, 1 talo de alho poró pequeno, ¼ de maço de espinafre, 1 colher de sobremesa de ervas picadinhas ( pode ser salsinha, alecrim e manjericão para seguir a receita original), 1 folhinha de louro, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 colher de sopa de azeite e uma pitada de pimenta do reino. Vai precisar também de um pedaço de baguete,1 colher de chá de manteiga e 1 dente de alho.

Separe 100 gr. ou ¾ de xícara de chá de grão-de-bico cru e deixe de molho por 2 horas ou mais (se possível de véspera)  com a água cobrindo os grãos. Cozinhe na panela de pressão por 20 minutos ou até os grãos ficarem bem cozidos. Separe 1 colher de sopa dos grãos inteiros cozidos para enfeitar a sopa. Enquanto o grão-de-bico cozinha, lave e pique 1 alho poró em rodelas. Lave as folhas de espinafre de modo a dar 2 xícaras de chá cheias das folhas rasgadas. Ponha água para ferver em um caneco. Em uma panela, doure o sal com alho no azeite e junte o alho poró. Mexa. Assim que começar a dourar, despeje o grão-de-bico escorrido e junte as ervas e a folha de louro. Mexa para misturar tudo. Antes que comece a agarrar no fundo da panela, despeje água quente até cobrir tudo. Acrescente as folhas de espinafre e abafe (tampe a panela deixando uma fresta). Vigie o cozimento até as folhas de espinafre amaciarem – deve dar de 15 a 20 minutos. Retire a folha de louro e algumas folhas de espinafre, estas para decorar o prato. Deixe esfriar um pouco e bata no liquidificador. Volte para a panela e prove o tempero. Se o caldo estiver grosso, ponha mais água quente e deixe até ferver. Se estiver ralo, deixe cozinhar até engrossar. Corte a baguete ou um pãozinho francês em fatias. Passe um dente de alho nas fatias. Coloque uma raspinha de manteiga sobre cada fatia. Um pouco antes de servir, leve ao forno a 100 graus para dourar. Sirva o prato enfeitado com grãos inteiros de grão-de-bico, folhas de espinafre e as torradas amanteigadas. Por último, passe um fio de azeite virgem de oliva. Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Bolinho de bacalhau

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Para quem pensa que bolinho de bacalhau é quitute de português, está certo, até concordo, por causa de nossa herança cultural. Mas vá procurar bolinho de bacalhau para se comer em Lisboa! Da última vez que lá estive, em abril último, rodei a cidade, seca para comer um bolinho português e só fui acha-lo – depois de procurar em mais de dez lugares – em um bar restaurante fuleiro no Rocio – um bolinho quase só de batata e farinha de trigo. E pior, foi servido frio por dentro! Nem se compara com os bolinhos que se come em qualquer boteco de Belo Horizonte – quentinho, crocante, feito na hora, com verdadeiro gosto de bacalhau. Deliciosos! Pois valeu a experiência- com toda a propriedade agora vou chamar o bolinho de bacalhau de salgadinho mineiro, uai, com muita honra!

Bolinho de bacalhau 

Quando for fazer alguma receita de bacalhau – já temos várias no blog e tenho duas novas já prontas para publicar – guarde as pontas do peixe para o bolinho. Ou então, compre o bacalhau já desfiado – fica melhor ainda!

Uma xícara de chá cheia de bacalhau desfiado irá render 15 bolinhos. Vai usar: 2 batatas bem cozidas e descascadas, 1 cebola pequena bem picadinha, 1 xícara de café de cheiro verde picadinho, ¾ de xícara de café de farinha de trigo, 1 ovo inteiro e 1 colher de café de sal com alho.

 

Simplesmente, misture todos os ingredientes. Faça os bolinhos tomando o conteúdo de uma colher de sobremesa cheia na palma da mão e fazendo uma bolinha; depois achate-a na forma como vê nas fotos.

Coloque uma boa quantidade de óleo para esquentar em uma frigideira. Assim que estiver quente, vá colocando os bolinhos, de modo que o óleo os cubra. Não ponha muitos de uma vez, precisa dar uma distância entre eles para não grudarem uns nos outros. Enquanto frita, vá virando-os com uma escumadeira para corarem todos os lados por igual. Assim que estiverem douradinhos, ponha-os para secar rapidamente sobre papel toalha. Sirva ainda bem quentes.

Para acompanhar uma cerveja ou cachaça mineira, não tem nada melhor!

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Creme de couve-flor

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À noite, com fome, você abriu a geladeira – quase tudo comprado na semana passada já havia acabado e só achou um pobre resto de couve-flor abandonado. Preguiça de sair para comer ou de esperar o delivery chegar. Veja se tem em casa: óleo (ou manteiga ou azeite), leite, cebola e sal com alho – coisas que nunca podem faltar! Tem? Ótimo, então é pra já uma sopinha fácil de fazer e muito gostosa! Hum…se ainda tiver um tico de farinha de trigo, um creme de leite ou requeijão de copo e uns temperinhos, um pedacinho de cenoura, um queijinho para ralar por cima…aí vai ficar melhor ainda!

Sopa creme de couve-flor

Pique a couve-flor e a cebola, na proporção de 1 xícara de chá cheia de couve-flor e ½ de cebola para 1 pessoa. Em uma frigideira, espalhe 1 colher de sopa farinha de trigo e mexa até começar a dourar. Desligue e reserve. Ponha um caneco com água para ferver ( cerca de 2 xícaras). Dentro desta água, coloque ¼ de cenoura já sem a pele para cozinhar.

Deite em uma panela um fio de óleo, ou uma colher de chá de manteiga ou azeite. Frite ½ colher de café rasa de sal com alho. Misture a farinha de trigo torrada. Junte a couve-flor e a cebola. Mexa bem até começar a dourar. Agora acrescente água quente até cobrir tudo. Baixe o fogo e deixe ferver até que a couve-flor amacie. Se precisar, acrescente água, mas pouca.

Bata no liquidificador e volte para a panela. Acrescente leite, ou creme de leite ou requeijão, à gosto, até obter uma consistência de caldo ( se colocar creme de leite, não deixe que o caldo ferva). Prove o tempero. Pode acrescentar pimenta do reino branca em pó e nóz moscada, só um tico de cada. Se gostar de curry e/ou gengibre, pode experimentar, mas sem exagero!

Pique a cenoura em cubinhos.

Sirva o caldo quente enfeitado com a cenourinha. Incremente com queijo ralado, minas padrão ou um parmesão suave.

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Durban 2 – Nino’s

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Turista que vai a Durban, cidade à beira mar do lado leste da África do Sul, tem de visitar o estádio Moses Mabhida, é ponto obrigatório. Além de ser uma bela construção (e olha que nós duas, as blogueiras do Sal & Alho, somos arquitetas e fomos a esta cidade para um congresso internacional de arquitetura) ainda tem no estádio um passeio sensacional para turistas. Pois devido à esta atração, o ano inteiro visita-se o lugar. Imagina que subimos em um bondinho até o topo do estádio e descemos em uma plataforma de onde se descortina o Oceano Índico, boa parte da cidade e o amplo parque esportivo em torno do estádio.

Demoramos mais do previsto no passeio e nos veio uma fome brutal. Não gosto de fast-food, tenho sempre a impressão que a comida pesa no estômago e engorda. Porém, numa terça feira às três da tarde só havia um único local aberto e a solução foi comer lá mesmo. Tivemos uma ótima surpresa, pois veio uma comida leve e deliciosa! Lição de hoje: nunca devemos ter pré-conceitos…

Almoço no Nino’s

Trata-se se uma cadeia de restaurantes que tem várias lojas no país. No cardápio encontra-se as tradicionais opções para café da manhã e refeições rápidas, tipo saladas, burguers e pastas. O que gostei é que oferece pratos completos com frango ou carne. Veja o que escolhi na foto do topo da página. Uma feliz combinação de peito de frango grelhado, molho hollandaise com aspargos, purê de abóbora, creme de espinafre,  fritas e uma saladinha básica. Todos estes já publicamos as receitas neste blog: basta clicar e achará cada uma delas. Só faltou:

Molho hollandaise

Este molho é feito à base de manteiga e gema de ovo. Derreta 1 colher de sopa de manteiga no microondas. Reserve. Junte em uma travessinha: 1 gema de ovo (sem a pele), 1 colherinha de café de suco de limão siciliano e 1 colher de sopa de água, sal e pimenta. Bata com o batedor de ovos. Leve esta mistura ao fogo baixo, continuando a mexer, por 2 minutos. Tire a panela do fogo. Misture a manteiga bem aos pouquinhos, sem parar de mexer, até o molho ficar bem cremoso. Mantenha o molho aquecido em banho maria até a hora de servir, mas , atenção, o molho não pode ferver senão talha. Na receita do Nino’s, aferventaram os aspargos e misturaram a este molho imediatamente antes de servir, uma delícia!

Viu? Se você estiver fazendo o dever de casa direitinho e preparando nossas receitas dia a dia, quando chegar a um restaurante como este poderá dizer: olha, gente! Sei fazer tudo o que está aqui no prato que escolhi!

 

Creme de feijão branco com gorgonzola

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O feijão branco e a fava são pouco valorizados e consumidos em Minas Gerais, talvez por falta de criatividade. Uma opção deliciosa é usar o feijão branco no Cassoulet de Pato (receita francesa) , outra é usar a fava na famosa Favada Asturiana (oba, lembrei desta receita espanhola, qualquer dia desses vamos fazê-la). Na culinária portuguesa é muito usado em saladas, uma boa dica é misturar os bagos de feijão branco, cozido e temperado, com bacalhau e cheiro verde. Para dar graça ao caldo de feijão branco é interessante acrescentar linguiça e bacon. Porém, hoje vamos a uma receita que tem um gostinho sofisticado:

Creme de feijão branco com gorgonzola

Para 4 pessoas, separe: 2 xícaras de chá de feijão branco, já cozido e sem caldo,1 xícara de café de cebola batidinha, 1 xícara de café de leite e outra de creme de leite, 1 colher de chá cheia de queijo gorgonzola ou roquefort. Para o tempero, irá usar: sal, alho, noz moscada e pimenta de reino branca.

O tempo de cozimento do feijão depende muito, se é novo, vai levar pouco tempo. Geralmente é suficiente cozinhar 10 minutos na panela de pressão (conte o tempo depois que começar a apitar). Enquanto o feijão cozinha, pique uma cebola pequena e prepare o creme de queijo: pique um pedaço de gorgonzola (ou roquefort) equivalente a uma colher de sopa bem cheia e amasse. Misture com o leite e leve ao fogo ou ao microondas para derreter.

Despeje uma colher de chá de óleo ou manteiga na panela, frite a cebola e o sal com alho até dourar. Acrescente os bagos do feijão, sem o caldo e frite-os. Reserve a terça parte do feijão cozido na panela e bata o restante no liquidificador junto com o creme de queijo. Volte com o creme batido para a panela e prove o tempero. Acrescentando uma pitadinha de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Deixe cozinhar mais alguns minutinhos. O ponto deve ser de creme grosso, se precisar ralear, uso o caldo do feijão e se precisar engrossar, deixe cozinhar mais, sempre mexendo com uma espátula de silicone ou colher de pau para não agarrar no fundo da panela. Um pouco antes de servir, junte 1 xícara de café de creme de leite, de preferência fresco (o creme de leite pode ser substituído por leite). Decore o creme já servido nos pratos ou cumbucas com pimenta rosa em grãos – além de ficar bonito dá um sabor especial.

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Abóbora moranga com carne seca

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Quando eu era menina as festas juninas eram em Junho. Começava a temporada de festança com as barraquinhas de Santo Antônio no dia 13, do santo padroeiro do colégio de mesmo nome no bairro dos Funcionários, hoje chamado de Savassi. Sucediam-se as festas nos colégios e clubes, com São João no dia 24 e fechando o mês com São Pedro no dia 29. Se eu começar a lembrar das histórias…escrevo esta folha e mais dez! Lembrei-me disto porque nunca faltavam nas barraquinhas os três caldos típicos mineiros: caldo de feijão, de mandioca e de abóbora. Hoje as festas se estenderam por julho afora mas não perderam suas características principais: quadrilha, fogueira, bandeirinhas e balões coloridos, barraquinhas de comidas típicas e de prendas. Ai, eu amo festa junina!

Vamos ao caldo que falta:

Caldo de abóbora com carne seca

Abóbora moranga rende bastante e nas festas juninas o caldo era infalível para que sua venda engordasse o cofrinho do santo. Ficava a ferver a noite toda nos imensos panelões das barraquinhas e era – ainda é – um dos pontos fortes de qualquer festa.

Em casa, se quiser sofisticar, pode apresentar o caldo dentro da própria moranga – é só pedir ao verdureiro para abrir uma tampa. Depois tire o recheio para fazer o caldo e coloque a abóbora no forno para amaciar. Por último, coloque o caldo pronto, esquente no forno e leve à mesa.

Para fazer o caldo, retire as sementes e corte a polpa da moranga em pedaços. Corte também cebola. Em uma panela, coloque um pouco de óleo e refogue a cebola e o sal com alho. Junte os pedaços de abóbora e acrescente água quente. Deixe cozinhar.

A esta altura, a carne seca (ou de sol) já deve estar preparada. Faça-a de véspera e deixe-a descansar no seu próprio caldo do cozimento. Veja a receita – igualzinho como se faz a carne cozida de panela.

Continuando, bata a abóbora já cozida com água no liquidificador e volte com o creme para a panela. Se precisar, acrescente água até o ponto de caldo. Deixe ferver. Pouco antes de servir, junte a carne seca desfiada e deixe cozinhar mais um pouco para entranhar o gosto. Prove o tempero, se quiser, acrescente pimenta. Na hora de servir, salpique cheiro verde picadinho.

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Capetown 2 – Penísula do Cabo

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Entre o passeio pela bem cuidada praia de Boulders Beach a ver milhares de pinguins ( ver foto acima) e o belíssimo por do sol enfrentando a ventania do extremo sul da África, no famoso farol do Cabo da Boa Esperança ( ver foto no final do texto), paramos para almoçar em um simpático restaurante típico da região de Saint Simon/ Saint James. Trata-se de uma ex-colônia da Marinha Britânica, rica em incríveis histórias de marinheiros dos séculos passados, desde os idos do século 17. Um típico sobrado branco com varanda, igualzinho àqueles velhinhos de beira-mar do sul da Inglaterra, oferecendo o tradicional fish and chips. Mais britânico, impossível. Pois bem, o cardápio oferecia ainda uma mescla de pratos internacionais com tempero local. Apostamos no peixe e no camarão frescos, pescas do dia, segundo o simpático rapaz que nos atendeu. As receitas que se seguem são a nossa interpretação do pratos que escolhemos.

Badejo sobre batatas com molho de alcaparras

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Um prato simples pode aparentar um certo requinte se servido com alguma arte. Vamos primeiro ao preparo do peixe e das batatas: tempere com sal e limão o filé de peixe – cerca de 150 a 200 gr. por pessoa. Reserve. Coloque as batatas baby para cozinhar com a pele, 4 pequenas por pessoa.

Prepare o molho tipo vinagrete: para cada pessoa, pique ¼ de tomate em cubinhos miúdos, junte uma colher de sopa de alcaparras picadas, ¼ de cebola picadinha, sal, limão, azeite e vinagre. Reserve. Cozinhe o brócolis no vapor. Prepare a maionese ou outro molho de sua preferência.

Cerca de quinze minutos antes de servir, grelhe ou asse o peixe, usando manteiga ou azeite. Quando mudar de cor e ficar branco e macio, antes de corar, jogue sobre o peixe um misturinha de cebola ralada, ervas aromáticas, sal e pimenta do reino branca. Tome a manteiga ou o azeite da panela ou assadeira e regue o peixe. Enquanto o peixe cora, use uma forma redonda para enformar as batatas já cozidas e salgadas (veja dica), apertando-as dentro do aro e depois virando-as diretamente no prato. Coloque o filé de peixe sobre a caminha de batatas e cubra-o com o molho que acabou de preparar junto com o peixe. Disponha no prato – veja a foto – o molho de maionese, o brócolis e o vinagrete de tomates e alcaparras.

Obs.: O peixe revelou-se de ótima consistência, o molho saboroso e as batatas sul-africanas são sempre uma boa pedida. O molho de maionese industrializado foi o ponto fraco. Aconselho substitui-lo por um simples fio de azeite de boa qualidade. Para incrementá-lo, soque ervas frescas, misture ao azeite, deixe ficar por algum tempo e depois coe.

Camarões com spaguetti ao molho de pimenta, côco e rúcula

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Tempere os camarões já limpos com sal e limão. Calcule de 150 a 200 gr. por pessoa. Deixe no tempero por quinze minutos. Lave as folhas da rúcula de deixe-as secarem. Corte as pimentas frescas – as que nos serviram parecem com a nossa malagueta porém são maiores e menos ardidas. Se preferir, substitua por pimentão vermelho.

Cozinhe o spaguetti – cerca de 50 gr. por pessoa (veja dica). Enquanto a pasta cozinha, derrame uma colher de sobremesa de azeite sobre na frigideira e frite os camarões até ficarem vermelhos. Retire os camarões da panela. Reserve.

Na borra que ficou, acrescente um fio de azeite ou um pouquinho de manteiga, uma colher de chá de cebola ralada e frite até dourar. Junte a mesma quantidade de molho de tomate caseiro ( por minha conta, na receita do restaurante não tinha nem cebola nem tomate no molho). Misture. Coloque ½ xícara de chá de água quente, raspe toda a borra até formar um caldo homogêneo. Acrescente as pimentas cortadas. Deixe que amaciem. Junte ½ xícara de chá de leite de côco (pode substituir por creme de leite ou uma mistura dos dois). Volte com os camarões. Misture. Deixe que o molho e os camarões cozinhem. Prove o sal. Desligue o fogo.

Escorra o spaguetti. Volte com o molho ao fogo, junte a pasta e as folhas de rúcula. Misture e sirva imediatamente.

Obs.: Para quem não está habituado a comida muito apimentada, há de se tomar cuidado ao pedir ou fazer um prato como este. Gostamos da mistura de leite de côco, porém acho melhor misturar também creme de leite fresco para suavizar o sabor do côco e dar uma consistência menos aguada ao molho.

Abaixo, foto do ponto mais ao sul da África, no Cabo da Boa Esperança, onde o Oceano Atlântico encontra o Oceano Índico

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Capetown 1 – Table Thirteen

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Novamente no continente africano para mais um passeio gastronômico do Sal & Alho! Há pouco tempo, a blogueira filha provou e amou a original culinária de Gana, semelhante à nossa baiana. Agora viemos, blogueiras mãe e filha, à África do Sul – desta feita com sérias intenções de comer bem. De outra vez que cá estivemos, há dez anos, lembro-me de ter provado carne de animais tipo avestruz, cobra, crocodilo, tartaruga, búfalo, impala, rã e outras mais estranhas. Desta vez, já que certas experiências só se precisa fazer uma vez na vida, escolheremos pratos que possamos interpretar e adaptar as receitas para vocês.

Pela sua localização geográfica, entre os Oceanos Atlântico e Índico, este país, colonizado por holandeses e ingleses, sofre também a influência da culinária árabe, indiana e paquistanesa, além da cozinha original das tribos locais e a de outros povos imigrantes africanos, tais como os vizinhos moçambicanos de colonização portuguesa. Comida chinesa, japonesa, italiana e francesa se vê por toda parte neste mundo, então você pode imaginar a miscelânea da culinária deste país! Bem, comemos um pouco de tudo, sem desagravo aos nossos sensíveis e exigentes paladares e estômagos.

À parte da aventura de circularmos por toda parte guiando na mão inglesa, enfrentamos não só o trânsito do rush de fim de tarde nas grandes cidades e nas rodovias, como também as incertas e bucólicas estradinhas das vinícolas e as emocionantes trilhas de Safari na savana.

Selecionamos para você algumas de nossas melhores experiências gastronômicas: a partir de hoje, siga a nossa série sobre a África do Sul.

 

 

Capetown 1 – Table Thirteen

Chegamos esfomeadas, indo direto do aeroporto para a região de Green Point à procura de alguma coisa para comer. Por ser duas da tarde, seguimos nosso faro até um pequeno café ainda aberto mas já vazio, sem esperança de algo relevante. Porém, a cozinheira nos recebeu com um largo sorriso, oferecendo-se para complementar o já quase findo buffet de saladas com um frango ao molho feito na hora. Fomos surpreendidas por um prato leve e delicioso. Aqui vai a receita, passada diretamente pela cozinheira:

Peito de frango ao molho de champignons com molho de iogurte e cominho.

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Corte como um pão para sanduiche o peito de frango desossado, faça um bife grande, tempere. Enrole-o, amarre-o com um barbante e leve à panela para grelhar. Depois de corado, desamarre o barbante o corte o rolinho em rodelas. Você vai obter simpáticas rodelas de frango! (Veja como fazer na receita do Frango Recheado). Achou complicado? Esqueça disto e escolha como quer fazer o peito de frango, ou simplesmente, grelhe o peito e fatie-o atravessado. O importante é ter o frango grelhado em pedaços.

Agora o molho: aproveite a borra da fritura do frango (no óleo ou na manteiga). Adicione cebola ralada ou picada miudinho. Junte cogumelo-de-paris fresco cortado às lascas. Frite, despeje um pouco d’água quente para fazer o caldo ( veja receita básica do frango com molho de cogumelos). Tempere com cominho e pimenta do reino branca. Prove o sal. Deixe o caldo quase secar. Derrame um pouquinho de vinho branco e deixe evaporar o álcool. Junte o iogurte, misture e desligue. Esta receita, pela delicadeza do paladar, classificamos como sendo inspirada na culinária francesa, porém com tempero local.

Para acompanhar, escolhemos uma salada de lentilhas com pimentões e cheiro verde, uma deliciosa abóbora moranga (daquela pequenininha) cortada em fatias e grelhada e salada de rúcula. Ótimo almoço de estréia!

 

O Table Thirteen serve café da manhã, almoço executivo e ainda vende produtos de fabricação local, como deliciosos biscoitos tipo tarallo italiano e brownies.

Pimentões coloridos

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Já publicamos no blog Sal & Alho 20 saladas clássicas e 20 saladas light. Todas frias. Que tal variar e servir no inverno legumes quentes?

Para quem gosta de legumes para servir frios como entrada e quentes como acompanhamento de carnes, selecionamos algumas receitas diferentes criadas por nós, simples de fazer e deliciosas. Pimentões ficam muito mais gostosos e fáceis de digerir se forem levados ao forno, sempre com um pouco de azeite. Experimente recheá-los e colha elogios.

Pimentões recheados com berinjela

Escolha 1 pimentão amarelo e outro vermelho mais 1 berinjela pequena e ½ cebola, de preferência da roxa. Separe 1 colher de passas, ½ xícara de café de vinho ou suco de uva, azeite, sal com alho e cheiro verde. Se tiver pimentão verde em casa, pode incluir também.

Corte os pimentões ao meio e tire as sementes. Reserve a metade de cada um para rechear. A outra metade será picada.

Pique a berinjela como na foto. Coloque imediatamente na água para não escurecer. Pique os pimentões e a cebola também, em quadrinhos bem pequenos. Reserve. Coloque as passas de molho no suco (ou vinho). Pique salsinha, cebolinha e hortelã em partes iguais.

Numa frigideira, coloque 1 colher de sopa de azeite e uma pontinha de colher de café de sal com alho. Se gostar de alho, prefira o alho picadinho, no caso, 1 dente. Escorra bem a berinjela e frite ligeiramente junto com a cebola. Desligue, acrescente os cubinhos de pimentões e as passas escorridas. Salpique o cheiro verde. Corte a base dos pimentões sem fazer buraco, apenas para que fiquem de pé. Recheie-os. Leve ao forno a 180 graus por 10 minutos.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Frango recheado

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Se você se cansou do frango de sempre e hoje acordou com paciência para fazer um prato um pouquinho mais elaborado, aproveite para experimentar como valorizar um simples peito de frango. Dá até pra fazer um jantarzinho para os amigos gastando pouco e apresentando um prato bonito, com pinta de gourmet.

O recheio pode variar. Por exemplo, pode-se usar: ovo de codorna cozido, cenoura ligeiramente aferventada e cortada  em tiras, bacon cru, ameixa preta sem caroço, cogumelos fatiados, palmito, fatias de presunto, fatias de muçarela, etc. Gosto de usar sempre 3 variedades, de cores diferentes. Hoje abri a geladeira e achei tomate seco, abobrinha e queijo minas. Vamos ver como ficou:

Peito de frango recheado

Se ainda não tentou, está na hora de aprender a desdobrar um peito de frango para que possa recheá-lo. Limpe e coloque o peito de frango deitado sobre uma tábua de plástico. Faça o primeiro corte no peito deitado, pela frente, passando a faca na altura da primeira terça parte, da direita para a esquerda, sem deixar o corte ir até o fundo. Desdobre. Vire. Do lado contrário, faça outro corte no mesmo sentido, no meio da altura. Torne a desdobrar. Se achou difícil, escolha um peito de frango grande e simplesmente corte-o ao meio, como se corta pão francês para sanduíche. Bata o peito aberto com uma batedor de carne até obter um filé grande, liso e todo da mesma altura. Cuidado para não furar. Tempere com sal e alho e deixe por 15 minutos.

Recheie com o que quiser, observando os tamanhos compatíveis. O recheio deve ocupar o meio do bife, de modo que dê para dobrá-lo, fechando. Não coloque recheio até as pontas, para não sair fora na hora de fechar. Dobre um lado e depois o outro, feche nas pontas. Passe um barbante e amarre.Dobre as pontas para dentro e prenda com o barbante.

Doure o rolinho de um lado e outro, despeja água fervente pelas bordas e deixe cozinhar com pouco caldo até ficar macio. Deixe que sobre um pouco de caldo para regar a carne. Se preferir, leve ao forno a 180 graus, com papel laminado cobrindo, até ficar macio. Retire o laminado e deixe corar. Coloque um pouco de água fervente na assadeira para formar o caldo.

Corte e desenrole o barbante. Fatie o rolinho com cuidado para não arrebentar. Depois de fatiado, regue com o caldo do cozimento para não ficar seco.

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Trancoso 1- Sabor da Bahia

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Nosso blog Sal & Alho adora passear e experimentar novos sabores pelo mundo afora. Afinal, esta é a melhor maneira de ampliar nossos sentidos – ouvir a explicação da cada prato do cardápio, ver a apresentação dos que escolhemos, sentir o aroma que prenuncia a chegada da comida à mesa e – o melhor de tudo – nos deliciarmos com novos e instigantes sabores. Sempre que gosto de um prato procuro saber como é feito. Os restaurantes raramente contam seus segredos, no máximo, ficamos sabendo de parte dos ingredientes. Então adoro fazer o jogo de provar tudo e tentar descobrir a maneira como foi feito e adivinhar todos os ingredientes. De cara já percebo o que foi usado como tempero e, para quem domina as panelas, é fácil saber o modo de preparo. Raramente repito a receita em casa tal qual comi, pois meu paladar já seleciona a quantidade e variedade deles à medida que vou fazendo e provando.

Em Trancoso, no litoral sul da Bahia, onde ficamos por quatro noites, selecionamos um restaurante para cada jantar. Três já eram nossos conhecidos e são sempre os indicados pelos amigos. O quarto, escolhemos pelo faro e surpresa! Foi o melhor de todos. Lição: não vá na onda dos outros e pela fama para escolher onde comer. Se achegue e dê uma assuntada, como diz o baiano. Todo restaurante tem o cardápio na porta. Pergunte ao atendente sobre os pratos, se possível dê uma voltinha, espie a mesa e os pratos de quem está comendo, pergunte se está gostoso. O famoso Quadrado de Trancoso tem um ambiente descontraído e nos permite fazer isto. E o mais importante de tudo- a regra de ouro que meu pai me ensinou: desconfie de restaurantes vazios, prefira justamente o mais lotado, mesmo que tenha de esperar. O sacrifício valerá a pena.

Selecionamos cinco restaurantes no Quadrado e aqui vai a crítica, pela ordem do melhor para o pior:

Sabor da Bahia

Escolhemos dois pratos para três pessoas e tranquilamente dava para mais outra pessoa. Bastante farto. O garçon foi muito atencioso, a comida veio rápida e fumegante. Sabor: delicioso!!!! Ambiente bem simples, rústico, limpo, conforto razoável. Simplicidade com excelente qualidade de matéria prima e comida feita com capricho.

Badejo servido na folha de palmeira acompanhado de farinha no dendê, molho de camarão, pirão e arroz branco

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Vieram três filés altos de badejo da melhor qualidade. O peixe estava bem temperado – sinal que já estava na salmoura antes do pedido. Feito no forno, assado no ponto certo, regado com um molhinho de tomate e camarõezinhos. Não havia sofisticação na apresentação, pois não é esta a proposta da casa. Pirão verdadeiro, com gosto de peixe e da boa farinha de aipim da Bahia. O excelente molho de camarão não era um simples molho – poderia ter sido servido como um prato. Praticamente é a mesma coisa da nossa receita de molho de camarão, com a diferença que colocaram creme de leite, requeijão catupiry e um pouquinho de dendê.

Mix de peixe e camarão servido na abóbora moranga acompanhado de farofa de banana a e arroz branco

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O que veio dava para três pessoas comerem! Usaram um peixe que não identifiquei qual, mas estava bom. O camarão, ótimo. O molho levou dendê e leite de côco e estava delicioso! Usaram a abóbora só como recipiente, diferente da receita de Camarão na moranga deste blog. Se quiser fazer como o do Sabor da Bahia, despreze a polpa da abóbora, use peixe cortado em cubos e adicione um pouquinho de dendê e de leite de côco ao final do preparo. A farofa de banana estava divina, se quiser fazer, veja a nossa farofa comum e adicione as rodelas de banana da terra ligeiramente fritas ao final. Dispense o ovo.

Detalhe importante: melhor preço dentre os cinco restaurantes onde comemos e bastante farto. Pode pedir um prato para duas pessoas o que torna o preço excelente!

Amanhã e nos dias subsequentes publicaremos nossos comentários sobre os outros restaurantes.

Bacalhoada

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O gosto pelo bacalhau está no sangue, para quem é descendente de portugueses, como eu e certamente vocês, brasileiros e ainda os nossos seguidores de além mar, que já são muitos. Não só em Portugal, como também nos países de idioma português da África e outros tantos morando pelo mundo afora. Aprendi esta receita com minha mãe, que aprendeu com a minha avó, que aprendeu…lá se vão gerações!

Das receitas que faço com bacalhau, pode até não ser a menos trabalhosa, mas é aquela que provoca os maiores elogios quando a panela de barro chega à mesa. Por minha conta e risco, modifiquei a receita. Aprendi a faze-la colocando os ingredientes todos crus na panela. Observei que, para obter o bacalhau em lascas limpas eu precisava aferventá-lo antes. Uma vez pré-cozido e já macio, me restavam duas alternativas, já na panela do cozimento: 1)deixava os outros ingredientes semi crus para o bacalhau não passar do ponto, ou 2) esperava a batata e os outros ingredientes ficarem cozidos e aí o bacalhau já tinha cozido demais, já estava borrachudo. Mudei a receita e deu tudo certo – este é o meu segredo que conto para vocês!

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Bacalhoada tradicional na panela de barro

Veja em Dicas- Bacalhau como comprar e preparar o peixe para este prato. Ok, agora que o bacalhau já ficou de molho na água por 48 horas , já foi aferventado e limpo, pode começar.

Um quilo de bacalhau dá para 6 pessoas. Escolha 6 batatas inglesas grandes, 6 tomates italianos grandes bem maduros, 3 cebolas grandes, ½ pimentão amarelo, ½ pimentão vermelho ( pode por do verde, também – eu acho indigesto), 4 dentes de alho, 6 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa cheia de salsinha e outra de cebolinha e mais – dica: 2 a 3 folhas de couve.

Coloque as batatas na panela de pressão, com água cobrindo e depois que a panela apitar, deixe cozinhar por 10 minutos, nada mais. Deixe esfriar e retire a pele. Pique o tomate em cubinhos, a cebola e os pimentões em fatias, o alho fatiado miudinho e o cheiro verde bem miudinho.

Desmanche o filé de bacalhau em lascas, como mostra a foto.

Em uma panela, coloque o azeite, frite a cebola e o alho, junte os tomates e os pimentões. Frite e revire até começarem a amaciar.

Se você já tem uma boa panela de barro curtida, maravilha, se não tem , escolha uma panela larga.

Forre o fundo da panela com as folhas de couve – isto é a dica para as batatas não grudarem no fundo. À medida que for fatiando as batatas no sentido maior, vá colocando as fatias – finas! – na camada do fundo, lado a lado até completar. Por cima, coloque a terça parte do molho e salpique o cheiro verde. Disponha as lascas de metade do bacalhau, formando uma camada. Cubra o bacalhau com outra camada com a terça parte das batatas. Coloque a outra terça parte do molho sobre as batatas e o cheiro verde. Cubra com a última camada de bacalhau, depois as batatas e, por último, o restante do molho. Salpique o cheiro verde. Resumo: 3 camadas de batata, 3 de molho e 2 de bacalhau, nesta ordem: batata/molho/ bacalhau/batata/molho/bacalhau/ batata e molho.

Leve ao fogo baixo, com a panela tampada até verificar que a batata está no ponto, sem deixar que cozinhe demais para não partir ao servir. Logo que começar a ferver, prove o sal e acrescente mais, se necessário, aos poucos. Cuidado, bacalhoada salgada é terrível! A quantidade de azeite necessária será analisada durante o cozimento – não pode ficar seco nem formar uma camada de azeite sobre o molho. Leve o azeite à mesa para quem quiser colocar mais.

Sirva acompanhada de arroz branco.

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Creme de aspargos

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Se você estiver esperando uma pessoa para jantar e quiser encantá-la desde o primeiro momento, deixe para terminar este creme exatamente na hora que a pessoa estiver chegando. O aroma dos aspargos cozinhando enche o ambiente de uma aroma delicioso e convidativo. Aposto que seu convidado irá direto na cozinha olhar as panelas!

No hotel onde trabalhei por muitos anos era divertido. Um hóspede pedia creme de aspargos no serviço de quarto. Assim que os aspargos cozinhavam, o aroma saia pelo duto e subia pelos ares. Daí a pouco, o telefone tocava. Eram outros hóspedes perguntando o que estava sendo feito na cozinha porque queriam comer! Com o pão de queijo acontecia a mesma coisa. Experimente!

Sopa creme de aspargos

Uma bandejinha de aspargos normalmente tem 200 gr. (ou cerca de 12 talos) A metade desta quantidade já dá para 2 pessoas, se quiser um creme mais suave. Se quiser com mais sabor use as 200 gr. Separe ½ cebola e ½ xícara de café de creme de leite.

 

Lave e pique os aspargos e a cebola. Coloque 1 colher de manteiga (ou de óleo) na panela e frite ½ colherinha de sal com alho. Junte a cebola e os aspargos. Deixe fritar. Adicione cerca de ¾ de litro de água quente e deixe amaciar. Bata no liquidificador, passe na peneira e volte com o caldo para a panela.

Antes de servir, junte o creme de leite. Fácil, não é?

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Caldo de batata doce com alho poró

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Quem se lembra? Quando eu era criança, adorava doce de batata doce e ficava em volta de minha mãe na cozinha, a fazer o doce, repetindo sem parar: qual é o doce mais doce que o doce de batata doce? A gente tem que ser mãe bem novinha mesmo…como minha mãe tinha paciência com uma menininha tão repetitiva? Hoje ninguém mais faz este doce. Vou recuperar a receita. Prometo!

Agora batata doce está na moda e…aproveitando disto, com o legume sobrando na despensa, resolvi experimentar fazer um creme com esta batata para ver no que dava. Foi uma ótima surpresa! A batata doce tem uma consistência magnífica para purê ou creme e não precisa engrossar com farinha ou amido nem adicionar leite ou creme de leite. Excelente para os alérgicos a glúten e lactose ( como eu).

Caldo da batata doce com crespinho de alho poró

Para 2 pessoas basta um batata doce de bom tamanho, um talo de alho poró e meia cebola.

Descasque a batata e a cebola e corte em pedaços. Ponha água para ferver.

Refogue a batata em 1 colher de sopa de óleo. Junte o sal com alho e a cebola picada. Mexa bem até começar a fritar. Despeja água quente até cobrir a batata e deixe cozinhar. Quando espetar com um garfo e verificar que está macia, desligue e bata no liquidificador. Volte com o creme batido para a panela, verifique a espessura e o tempero. Reserve.

 

Pique o alho poró em fatias bem fininhas. Envolva em um pano de prato limpo para secar completamente. Coloque óleo para esquentar em uma panelinha, de modo que fique até a metade. Deixe que o óleo fique bem quente. Coloque o alho poró fatiado dentro de uma peneira de metal com alça. Frite no óleo, por imersão. Vá mexendo com um garfo para que frite por igual, sem deixar queimar. Quando estiver bem crocante, retire a peneira e despeja a fritura sobre papel absorvente. Tampe com outro papel e deixe secar. Salpique sal.

Sirva a sopa bem quente com o alho poró crespinho por cima.

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Risotto ai funghi

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Risotto ai funghi italiano legítimo nunca tem carne, é claro. Seria uma heresia! Nesta receita, abrasileiramos, virou risoto e misturamos carne cozida. Muito prático, pois assim, pode servir como prato único no jantar. Brasileiro, homem, se não tem carne na comida acha que o prato não sustenta. Se quiser ser tradicional, é só fazer o risoto sem a carne e servir a carne cozida separado, simples! Assim não ofendemos “i fratelli italiani, tutti buona gente!

Risoto de cogumelos com carne cozida

Para 2 pessoas vamos usar: 1 xícara de chá de arroz carnaroli ( pode se arroz comum), 1 xícara de café de cebola picadinha, 1 xícara de chá de cogumelo seco( funghi sechi), a mesma quantidade de cogumelo-de-paris in natura, 1 xícara de carne cozida já desfiada e 1 xícara de caldo de carne .

Primeiro faça a carne cozida de panela e desfie. Consideramos que já tenha também o caldo de carne com legumes pronto.

Em um caneco, coloque os cogumelos secos para ferver com uma xícara de chá de água. Assim que estiverem quase macios, junte os cogumelos frescos já fatiados. Deixe que acabem de cozinhar juntos. Retire os cogumelos e fatie as partes maiores do cogumelo seco. Reserve os cogumelos  e também o caldo do seu cozimento.

Coloque água para ferver. Em outra panela, doure a cebola picadinha e uma colherzinha de sal com alho em 2 colheres de sopa de azeite. Junte o arroz. Mexa. Acrescente o caldo da carne e o caldo do cogumelo. Abaixe o fogo. Continue mexendo o arroz. Junte os cogumelos e misture.

Acompanhe o cozimento do arroz e, se precisar, vá acrescentando água quente aos poucos até o arroz ficar ao dente. Então junte a carne cozida desfiada, misture bem e deixe o arroz terminar de cozinhar. O ponto certo do risoto é quando o arroz começa a ficar macio e o caldo da metade da panela para cima já secou.

Se for do seu agrado, jogue um pouquinho de queijo pecorino ou parmesão por cima do risoto depois que servir o prato.

Dica: para servir enformado como na foto, coloque o risoto dentro de uma cumbuca, coloque o prato que vai servir por cima da cumbuca virado para baixo e depois vire para cima os dois juntos. Retire a cumbuca.

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Involtini di zucchini

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Por favor, não chame esta receita de canelone de abobrinha perto de uma italiana. Em homenagem à uma das cozinhas que mais adoro, resolvi colocar o nome em italiano, mas é receita da minha casa que eu nem lembro se fui eu que inventei. De toda forma, a gente chama de canelone só porque é enrolada.

 Abobrinha enrolada com carne (pode ser feita com berinjela)

Prepare a carne de panela antecipadamente. Depois, vai precisar de 1 abobrinha grande, molho de tomate caseiro e pesto ( ou azeite e ervas frescas)

 

Desfie a carne cozida miúda e junte molho de tomate, de modo que fique bem molhadinha. Corte fatias finas da abobrinha de comprido, usando um cortador. A abobrinha permanece com casca e sementes. Coloque as fatias em uma panela, salpique um tiquinho de sal e abafe (tampe) só para amaciar e ficar mais fácil de enrolar.

Coloque uma colher de café cheia da carne com o molho dentro de cada fatia e enrole. Disponha os rolinhos em uma travessa refratária. Se tiver pesto* pronto passe sobre os rolinhos. Se não tiver, pique miudinho ervas verdes frescas tipo salsinha, cebolinha e manjericão e salpique sobre os rolinhos. Cubra com um fio de azeite e leve ao forno até ver que a abobrinha está cozida.

Se preferir fazer com berinjela, a receita é a mesma. Porém, não se esqueça que berinjela escurece depressa e depois não presta mais. Para que isto não aconteça, assim que cortar as fatias, mergulhe-as em água. Depois escorra e prossiga o preparo da receita.

* para fazer o pesto: pique as ervas bem miudinho, geralmente é feito com manjericão sozinho, ou com salsinha e cebolinha junto. Misture azeite. Coloque no banho maria ( é quando você coloca uma panela com água fervendo e outra dentro com o que quer fazer, no caso, o azeite com ervas) e deixe ferver em fogo brando por um bom tempo, ou seja, até que o azeite fique verde. Se quiser sofisticar, adicione pinhole (ou nozes/ ou castanha do pará) picado bem miúdo.

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Creme de espinafre

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Além de ter uma linda cor, este creme é delicioso e sofisticado. Mesmo sendo leve, sustenta, pois é super nutritivo. Precisa de mais propaganda? Sou suspeita pois é uma das minhas sopas prediletas. Quando eu era criança, minha avó fazia para mim, dizia que queria me ver forte. Estes mimos a gente nunca esquece! Mesmo quem não gosta do espinafre cru na salada (o espinafre brasileiro é amargo, eu mesma detesto verdura amarga) vai amar este creme. Esta é a receita tal qual a minha avó fazia, minha mãe, eu e minhas filhas fazemos e minha neta vai aprender assim que alcançar o fogão, por enquanto ela é muito pequena!

Receita de vó de creme de espinafre

Ingredientes: espinafre, cebola, manteiga ou óleo, molho branco caseiro já preparado e creme de leite.

Escolha um maço de espinafre bem fresco e bem verdinho. Retire só as folhas, lave-as e escorra. Coloque as folhas em uma panela, no fogo brando, abafe (tampe a panela) e deixe que amoleçam. Retire e bata-as com um batedor tradicional de carne, sobre uma tábua, daquelas que tem um sulco nas beiradas, a fim de recolher todo o suco. Reserve.

Deite 1 colher de sobremesa de manteiga (ou 1 colher de chá de óleo) em uma panela e doure uma cebola picada e uma colherzinha de o sal com alho. Junte as folhas, refogue e depois complete com o caldo. Misture. Bata no liquidificador e volte para a panela. Junte o molho branco, em partes iguais.

Misture bem. Se estiver aguado, misture um pouco de amido de milho (maizena) com leite e engrosse, mexendo bem até ferver. Prove o tempero. Na hora de servir, junte creme de leite a gosto. Gosto do ponto que quebra o verde para mais claro mas não tira o sabor do espinafre. Sirva com torradinhas amanteigadas.

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Caçarola de ervilha com quinoa

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Dentro da linha leve e nutritiva dos que aderiram ao consumo de quinoa, hoje experimentamos fazer uma receitinha simples que apreciamos desde os tempos da casa da minha avó, só que adicionamos quinoa.

Quinoa com ervilha e ovo

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 330

Quantidade de gramas desta salada: 141

As ervilhas são classificadas como leguminosas e, por isso, são grãos ricos em proteínas e fibras solúveis, que auxiliam no controle do colesterol e da glicemia. Outra propriedade é que dão sensação de saciedade, podendo comer pouco e ficar satisfeito. São ainda fonte de cobre, ferro, zinco, potássio, vitamina B1, B2, C e K.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Vagem de ervilha 3 Corte em 3 partes 30 26
Ovo 1 60 88
Quinoa ½ xícara de café 45 165
Azeite 1 col sobremesa 6 51

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Cozinhe a quinoa com água, sal e azeite, na quantidade proporcional de água recomendada na embalagem. Afervente as vagens de ervilha e corte-as.Quando a quinoa estiver quase no ponto, misture a ervilha e mais um pouquinho de água, tampe a panela e espere que a água quase seque. Na hora de servir, quebre um ovo inteiro na panela da quinoa, salpique sal e tampe a panela. Assim que a clara ficar branca e a gema ao ponto, sirva imediatamente.

Combina com um franguinho refogado servido com purê de batata.

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Chucrute à húngara

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Desde minha viagem a Budapeste (veja Sal & Alho viaja) fiquei devendo a receita do chucrute que comi e aprendi a fazer com a minha guia de turismo e amiga Timea, pessoa da maior simpatia e competência, nascida e criada em Budapeste. Mas neste blog, vocês já sabem, é diferente dos outros, pois aqui só publicamos o que nós mesmas escolhemos os ingredientes, fizemos, fotografamos, comemos, comentamos e escrevemos o passo-a-passo, nesta ordem. Ainda bem que tudo o que fizemos ficou uma delícia, está dando para publicar uma receita por dia desde o início do blog, em 26 de novembro, pois se assim não fosse, teríamos que repetir e vocês não teriam tantas receitas ( já são mais de 180!)

Timea me contou que quando era criança, nos anos negros da dominação comunista no seu país, havia extrema carência de gêneros alimentícios para a população. Comiam o que plantavam e o que conseguiam obter por meio de trocas. Repolho sempre foi um vegetal comum por aquelas bandas, arroz se conseguia um pouquinho, e quando se obtinha alguma carne, que por aqui neste imenso Brasil com o maior rebanho bovino do mundo chamamos de carne de terceira, era festa: fazia-se chucrute no domingo! Então vamos à receita, tal como ela me explicou e testamos. Na verdade, é um prato que se fazia na minha casa, com a diferença que, à húngara, tem muita, mas muita páprica mesmo. Aqui, diminuímos a quantidade deste tempero para adaptar a receita ao nosso paladar.

Chucrute à moda húngara

Para 2 pessoas: 6 folhas grandes de repolho, 1 cebola, 1 xicara de chá de arroz semicozido, a mesma quantidade de carne moída, 2 colheres de sopa de molho de tomate, sal e alho, pimenta e páprica doce.

Tome um repolho e desfolhe-o. Escolha 3 folhas grandes por pessoa. Lave e escorra. Leve ao fogo com pouquinha água só para amaciar a folha. Corte a parte dura e grossa do talo central. Corte com uma faca as beiradas das folhas para que fiquem retangulares. Pique em fatias finas estas sobras. Pique também, em rodelas, uma quantidade de cebola equivalente à metade do repolho cortado e misture. Moa a carne, ou compre moída (chã, alcatra ou patinho). Peça para moer duas vezes. Faça um temperinho com sal, alho, pimenta do reino e páprica doce. Tempere a carne na proporção de 1 colher de café para cada 200 gr. de carne. Pique cebola e cheiro verde miudinho. Misture com a carne. Misture arroz e carne em partes iguais. Com a ajuda de uma colher, recheie as folhas do repolho com esta mistura.Comece colocando uma colherada sobre a folha, enrole com a folha aberta. No meio da folha, dobre as beiradas para dentro e continue enrolando até fechar.

Disponha , em uma panela grande, o repolho e a cebola picados em rodelas e salpique molho de tomate (resolvi usar molho para substituir a páprica, pois à maneira húngara é muito forte). Por cima, salpique sal e páprica. Coloque por cima os rolinhos bem arrumados.

Cubra com água fervente. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe que os rolinhos cozinharem até, que espetando um garfo, verificar que estão macios. Coloque os rolinhos em uma travessa com o repolho picado por baixo, os rolinhos no meio e mais repolho picado por cima. Sirva bem quente.

 Voltando à Hungria, o chucrute é considerado um dos pratos típicos mais importantes, ao lado do goulash. Durante séculos foi um dos pratos de sustentação da população. Será que os húngaros ficavam bem nutridos?

Considerando que o chucrute tem repolho, carne e arroz, podemos analisar suas propriedades tomando por base estes alimentos.

O repolho contem quantidades significativas de glutamina e polifenóis, o que contribui para que seja um alimento com propriedades anti-inflamatórias.

O arroz é rico em carboidratos e tem baixo teor de gordura. Excelente fonte de vitaminas do complexo B (B1, B2 e B3), contém minerais como fósforo, indicado para fortalecimento de ossos e nutrição cerebral e magnésio, que favorece a atividade muscular. Além disso, possui alta concentração de metionina, um aminoácido essencial, ou seja, aquele que o organismo humano não é capaz de sintetizar.

A carne bovina é o alimento que contém maior quantidade de ferro, micronutriente muito importante na prevenção ou combate da anemia perniciosa. Além disto, o ferro é fundamental na formação da hemoglobina, molécula indispensável no transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos. Além disso, os produtos de origem animal apresentam todas as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e as hidrossolúveis do complexo B. O mérito da carne bovina é a alta concentração e biodisponibilidade de vitaminas do complexo B, em especial a B12. A deficiência de B12 na alimentação apresenta como primeiros sintomas outro tipo de anemia, a anemia megaloblástica.

O Crucrute à moda húngara é também um alimento com baixo valor calórico

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa ou 3 rolinhos): 216

Quantidade de gramas por porção: 323 (cru)

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Repolho 3 folhas grandes Ver receita 150 24
Arroz semicozido 1 xícara de café 35 42
Carne 1 xícara de café Moída 60 120
Cebola ½ unidade Ver receita 78 30

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci.

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Canja de galinha

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Nas Minas Gerais de antigamente (e em muitas famílias, com a minha, até hoje) o primeiro cheiro de alimento que um bebê recém nascido sente, fora o leite da mãe, é o cheiro de canja de galinha. Pois reza a tradição que a mamãe precisa ficar bem alimentada após o parto e a canja é o alimento perfeito, por ser nutritiva e leve. Todo mundo sabe que cheiros a gente nunca esquece. Talvez seja por isto que tem tanta gente que adora uma canja. No hotel onde trabalhei por muitos anos, sabem qual o prato mais pedido à noite pelos hóspedes? Canja de galinha, disparado na frente dos outros! Então aqui vai a receita da minha família, a que é servida no hotel.

Canja de galinha

Para 4 pessoas: 1 peito de frango grande, 1 xícara de chá de cada um destes ingredientes: arroz cru, cenoura, cebola e tomate; mais óleo, sal e alho e cheiro verde picadinho.

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Pique o peito de frango em cubinhos e tempere com sal e alho. Pique os outros ingredientes em cubinhos menores.

 

Passe um fio de óleo na panela. Doure o frango e depois a cebola. Estando coradinhos, junte a cenoura e o tomate. Despeje água fervente até cobrir, baixe o fogo e deixe cozinhar até o frango ficar macio e o arroz cozido. Prove o sal. Finalize com salsinha e cebolinha picadinhas. Sirva acompanhada de torradinhas amanteigadas feitas com pão de forma cortado em quatro, formando triângulos.

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Arroz com suã

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Há muito tempo, havia uma amiga de uma amiga minha que vivia ameaçando de fazer arroz com suã. Só ameaçava; valorizava que só o dela era dos deuses e nunca convidava ninguém para comer o tal prato. Fazíamos parte de um mesmo grupo, no qual uma de nós preparava um jantar mensal e chamava as outras ( depois de um ano, quando chegou a vez dela, ela caiu fora!). Como rolava um pouco de competição entre nós duas, tipo quem cozinha melhor, eu não quis dizer que não sabia do que se tratava. Naquele tempo não tinha Google e fiquei na ignorância achando que deveria ser um trem de doido, como diz o mineiro, complicadíssimo e tal, de tanta propaganda que a mulher fazia. Tempos depois, descobri que suã era costelinha de porco! Ai, pensei: não precisa ninguém me passar receita, eu vou fazer. Ficou delicioso e aí está a minha receita:

Arroz com costelinha de porco

Primeiro de tudo é preciso conseguir uma costelinha de porco bem fornida de carnes. Lá no Mercado Central tem! Calcule 200 gr. por pessoa. No mais, óleo, cebola, arroz, cheiro verde e pimenta biquinho ou outra pimenta forte, se tiver coragem ou se algum antepassado seu é baiano.

Como sempre, uma boa carne é feita assim: tempere com alguma antecedência ( prefiro de véspera) com sal e alho. Refogue no óleo quente até corar, misture cebola picadinha ou ralada, deixe corar. Eu gosto de flambar com cachaça – veja a dica. Como irá precisar de bastante caldo, acrescente água fervente, cobrindo a costelinha com folga. Deixe cozinhando no fogo baixo até obter um caldo bem espesso e saboroso.

Em outra panela, deite um pouco de óleo, frite o sal com alho e a cebola batidinha, acrescente o arroz e mexa até corar e desgrudar do fundo. Agora acrescente o caldo da costelinha até cobrir o arroz em 1 dedo. Quando o arroz começar a secar, ou seja, o nível da água já estiver abaixo do arroz, misture a costelinha. Deixe acabar de cozinhar. Para finalizar, misture salsinha e cebolinha picadinha miúda ( bastante) e pimenta biquinho. Se quiser dar cor e frescor, pique tomate e jogue por cima. Fácil demais, não é?

Agora sirva e coma sem exagero. Nunca mais irá se esquecer do sabor! Delícia dos deuses mesmo.

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Canapés de berinjela

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Meio chegada na comida árabe, esta receita de berinjela para passar em torradas é fácil de fazer e agrada a todo mundo. Ideal para servir como aperitivo, fazendo aquela horinha necessária antes de servir o que você preparou para os seus convidados.

Canapés de berinjela

Basta ½ berinjela, 3 dentes de alho, 2 colheres de sopa de azeite e 1 colher de sobremesa de ervas frescas picadinhas. Para temperar: 1 colherinha de café de sal, 1 colher de sobremesa de mel. Pimenta do reino e ervas desidratadas, uma pitadinha de cada.

 

Fatie a berinjela no processador e coloque imediatamente de molho na água fria. Pique o alho em rodelinhas. Faça uma misturinha com o azeite, o alho, as ervas e os temperos e junte 2 colheres de água. Escorra bem a berinjela. Disponha em camadas em uma tigela refratária: 1/3 da mistura no fundo, depois ½ das fatias de berinjela, mais 1/3 da mistura, a outra metade da berinjela e cubra com o restante da mistura. Asse a 200 graus por meia hora. Coloque na vasilha que irá servir e deixe esfriar na geladeira. Serve bem de 4 a 6 pessoas.

Se quiser incrementar, pode colocar antes de ir ao forno e misturado: 1 cebola pequena fatiada e/ou passas hidratadas em um pouquinho de vinho ou suco de uva.

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Maneco sem jaleco

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Este nome engraçado, que nos lembra o jaleco do jeca da festa junina é o nome que o jeca mineiro ou o capiau da roça, dá para o caldo de fubá com linguiça e couve. É a versão brasileira do caldo verde, feito em Portugal com batata, paio e couve. Como o fubá de milho rende muito, sai muito mais barato que a versão portuguesa e o milho dá sensação de saciedade. Bom para alimentar as famílias com muitos filhos, pois é um caldo forte e nutritivo. Em casa, ora fazemos um, ora outro, mas eu acho o caldo com fubá muito mais gostoso. Há variações do caldo de fubá, por exemplo, experimente trocar a linguiça por frango desfiado. Compro fubá de milho no mercado central, mas há boas marcas no supermercado. Prefira o que é bem amarelinho.

Caldo de fubá com linguiça e couve

Os ingredientes que vai usar são: 1 xícara de chá ou 100 gr. de fubá de milho, 1 linguiça calabresa, 2 folhas de couve, 1 colher de sobremesa de óleo, ½ cebola e 1 colherinha de sal com alho. Nessas quantidades, o caldo dá para 6 pessoas.

Se for fazer conta de calorias veja: 100 gr. de fubá= 350 calorias, 200 gr. de linguiça= 600 calorias, 2 folhas de couve=22 calorias, óleo= 50 calorias e cebola= 31 calorias. Total dividido por 6= 175 calorias. Viu? Não precisa ter medo de comer, 1 prato do caldo não engorda!

Primeiro cozinhe o fubá com 2 xícaras de água e ½ colherinha de sal. Logo que provar e ver que está com gosto de cozido, desligue e reserve. Se precisar coloque mais água até formar um caldo ralo. Lave e pique a linguiça em fatias finas e parta as fatias ao meio. Cozinhe ligeiramente. Reserve. Enrole a couve e fatie fininho. Reserve.

Em uma panela, frite a cebola no sal com alho, junte as fatias de linguiça e mexa para que fritem ligeiramente. Acrescente o caldo de fubá, prove o sal. Deixe cozinhar mais 10 minutos até o caldo adquirir consistência de sopa rala. Pouco antes de servir, tipo 5 minutos, junte a couve.Sirva bem quente.Se quiser, enfeite com cheiro verde picadinho.

P.S. : jantamos esta sopa em um destes dias mais frios e que delícia estava!

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Hambúrguer caseiro

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São deliciosos como opção para lanche e podem ser preparados com antecedência. Tanto podem servir de tira-gosto, se feitos pequenos, como recheio de sanduiche, se maiores. Também podem acompanhar saladas. Se quiser fazer e congelar, envolva cada um separadamente – já pronto mas ainda cru – em filtro PVC e feche dentro de uma vasilha com tampa hermética. Quando quiser comer, descongele no forno micro ondas e depois grelhe na frigideira.

Hambúrguer à minha moda

Você vai precisar de 2 xícaras de chá bem cheias de carne moída ( 500 gr.), ½ xícara de farinha de rosca, 1 xícara de cebola batidinha, ¾ de xícara de salsinha e cebolinha e 1 ovo inteiro. Para temperar: 1 colher de sobremesa de sal com alho e outra de molho inglês.

Amasse, em uma bacia, todos os ingredientes juntos, misturando o ovo por último para dar liga. Forme as bolinhas na palma da mão, com a ajuda de uma colher de sopa cheia da carne misturada. Achate dando o formato de hambúrguer.

Tome uma frigideira antiaderente e passe uma linha de azeite ou óleo. Espalhe com uma espátula de modo a apenas untar a panela. Coloque de 2 a 4 hambúrguers de cada vez. Tampe a panela. Quando estiverem moreninhos por baixo, vire, torne a tampar a panela e espere que corem do outro lado. Se gostar de carne mais vermelha, deixe apenas que tomem a cor marrom, se gostar bem passado, deixe que fiquem mais escuros. Ponha-os sobre papel toalha para absorver qualquer excesso de gordura. Sirva, se gostar, com molho de tomate bem temperadinho, ketchup ou mostarda.

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Sopa de Cebola à francesa

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Foi em uma noite fria e chuvosa, em um pequeno restaurante em Bruxelas, famoso há mais de 150 anos por este prato, dentre outros, que eu provei esta sopa pela primeira vez. Nesta noite, pensei que teria sido o frio, a fome, o cansaço após um dia de muita andança, o ambiente agradável de uma cave iluminada à luz de velas, os efeitos de um bom vinho e a boa companhia que haviam aberto meus sentidos para apreciar de tal forma uma simples sopa. Depois, como sempre faço quando gosto de algo, procurei reproduzir o que havia comido. Busquei, em um antigo livro francês de receitas que foi de minha avó (e que guardo como um tesouro), a receita original. Fiz em casa e o resultado foi bem satisfatório. Isto faz mais de 30 anos e continuo preparando-a até hoje, incorporada ao cardápio de casa. Exceto pela qualidade do pão e do queijo que foram servidos neste restaurante belga, de resto, não tem porque ser diferente, pois seu preparo é bastante simples.

Sopa de cebola à francesa

O primeiro passo é preparar um bom caldo de carne em casa. Coloque para ferver por umas 2 horas em uma panela grande: aparas de carne (pelo menos 200 gr.), 1 cenoura, 2 talos de salsão ou aipo, 1 cebola, 2 dentes de alho, um ramo de cheiro verde.

Escolha 1 cebola grande por pessoa, descasque e fatie fino (no processador sai melhor). Doure a cebola, na manteiga ou no azeite, até que fique bem moreninha.Despeje o caldo de carne e deixe cozinhar por mais 10 minutos. A proporção é de, para cada cebola, 1 colher de chá de manteiga ou azeite e ¾ de xícara de caldo de carne.

Faça 4 torradinhas de pão tipo francês ou baguette por pessoa. Rale, grosso, o queijo de sua preferência. Na hora de servir, ponha a sopa bem quente no prato e sobre a sua superfície, coloque delicadamente as torradas, de modo a não afundar. Cubra com o queijo ralado e sirva imediatamente, enquanto o queijo derrete.

Esta sopa é muito saudável e tem poucas calorias. Na versão apresentada na foto e no quadro abaixo, não tem glúten nem lactose. Confira.

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 74 da sopa+ 96 do pão e do queijo=170

Quantidade de gramas ( por pessoa) = 144

A cebola possui quercetina, um potente flavonóide, que se destaca pelo seu poder de remover os radicais livres em situações de risco de dano celular. A remoção destes radicais demonstrou-se eficiente na redução de incidência de infartos do miocárdio e derrames cerebrais em pessoas da terceira idade. A quercetina ainda exerce papel anti-inflamatório e antitumoral, auxiliando no sistema de defesa do nosso organismo.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Cebola 1 grande Fatiada fina 100 39
Caldo de carne ¾ de xicara
Azeite 1 colher de chá 4 35
Pão sem glúten 1 fatia Cortado em 4 30 66
Queijo minas padrão Lacfree 1 colher de sopa Ralado grosso 10 30

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Salada de salsão, maçã verde, tomate e milho – 6

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Salada 6

Salsão, maçã verde, tomate e milho

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 105

Quantidade de gramas desta salada: 343

O salsão ou aipo é rico em vitamina C, que fortalece o sistema imunológico e reduz os sintomas do resfriado e da gripe. É também fonte da vitamina A, essencial para uma boa visão e necessária para a manutenção saudável das membranas, das mucosas e da pele. É excelente fornecedor de minerais como potássio, sódio, cálcio, manganês e magnésio. O potássio, por sua vez, é um importante componente das células e fluidos do corpo; sua ingestão ajuda a controlar a pressão arterial.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Salsão 2 talos finos Em palitos 200 38
Maçã verde ½ pequena Em quadrinhos 70 43
Tomate cereja 3 unidades médio Em rodelas 58 9
Milho 1 colher de sopa cheia 15 15

Esta é uma salada leve que proporciona frescor ao paladar. Escolha 2 talos de salsão finos e de tamanho médio e pique-os em palitos finos. Corte ½ maçã verde, com a casca, em cubinhos. Corte os tomatinhos em rodelas. Junte 1 colher de sopa cheia de milho (de lata) escorrido. Misture tudo. Como a maçã escurece depressa, esta salada dever ser preparada na hora de servir.

Se quiser acrescentar um molho, servido à parte, faça o seguinte: misture 1 colher de café de iogurte ou coalhada com a mesma quantidade de maionese. Pique miudinho uma pimenta biquinho, salpique um nadinha de sal e de açúcar. Este molho tem 6 calorias.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Cuscuz

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O cuscuz é um preparado de trigo em forma de granulado grosso que contem 100% de sêmola de grano duro. Pode ser usado como uma variante de arroz ou pasta, misturado com o que for de sua preferência. O mais tradicional é o cuscuz com frango e legumes, como este que hoje apresentamos. A vantagem é que seu preparo leva apenas 5 minutos! Usando ingredientes prontos ou pré preparados, em 10 minutos você tem uma refeição completa, leve e saborosa.

Quantidade de calorias por porção (4 pessoas): 670/4= 168 calorias por pessoa

Quantidade de gramas desta salada: 573/4=143 gr. por pessoa

A farinha de sêmola tem propriedades especiais de tal forma que, incorporada a uma dieta para tratamento de colesterol elevado, diminuiu efetivamente o colesterol LDL no sangue. Possui ainda cálcio, magnésio, sódio, potássio, silício, zinco e vitaminas A, B, K, D.

As ervilhas são classificadas como leguminosas e, por isso, são grãos ricos em proteínas e fibras solúveis, que auxiliam no controle do colesterol e da glicemia. Outra propriedade é que dão sensação de saciedade, podendo comer pouco e ficar satisfeito. São ainda fonte de cobre, ferro, zinco, potássio, vitamina B1, B2, C e K.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Cuscuz 1 xícara de chá 180 203
Frango com molho 1 xícara de chá desfiado 180 290
Cenoura 1 xícara de café cubinhos 80 24
Ervilha ½ xícara de café 40 30
Milho ½ xícara de café 40 40
Cogumelo ½ xícara de café fatiado 45 13
Azeite 1 colher de sopa 8 70

 

Coloque 1 copo de água para ferver com 1 colher de chá de sal. Despeje a água fervente em uma tigela grande refratária e junte 1 colher de azeite ou óleo de milho. Adicione, aos poucos, 1 xícara de chá ou 1 copo do cuscuz e vá mexendo, mexendo, até incorporar completamente a água ao cuscuz. Tampe e deixe descansar por 5 minutos.

Aqui consideramos o uso de frango desfiado já pronto, que você pode fazer seguindo a receitas publicadas. Veja em Dica- Frango desfiado pronto para mil receitas. Encha 1 xícara de chá do frango desfiado. Se tiver sido feito sem molho, junte 1 colher de sobremesa de molho de tomate caseiro.

Rale a pele e pique a cenoura em cubinhos. Leve ao fogo com um 1 xícara de água e deixe cozinhar até ficar ao dente. Escorra e salpique ervinhas secas e sal por cima. Separe 1 xícara de café cheia. Pique em fatias o cogumelo em conserva até completar ½ xícara de café. Separe ainda ½ xícara de ervilha de lata escorrida e a mesma quantidade de milho de lata escorrido. Junte todos estes ingredientes ao cuscuz na tigela e leve ao forno micro ondas para esquentar na hora de servir.

Você pode variar o cuscuz usando outros legumes e outras carnes, como pato ou cordeiro ou ainda camarão. Outra variação é usar quinoa ao invés de cuscuz, com a vantagem, para os alérgicos, que quinoa não tem glúten.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Canjiquinha com costelinha

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Desde o ano passado não provava desta delícia. Fiz ontem para o jantar e estava simplesmente divina, tive que me segurar para não mergulhar na panela e raspar até o último caldinho. Ainda bem que chegou uma amiga e levou um bocado para a família provar. Me salvou! Comi ali pelas 7 horas só um prato de sopa raso, mas me sustentou até pra mais de meia noite. Este caldo é uma da minhas mineirices prediletas. Tem cara de fazenda do interior, sabor de lembranças da infância, das festas juninas.

Canjiquinha com costelinha

A melhor canjiquinha é a fresquinha da roça, comprada no Mercado Central, no 2o. corredor paralelo à rua Curitiba, onde também se acha todo tipo de farinhas. Também comprei lá 1 linguiça calabresa bem cheirosa e 300 gr. de costelinha de porco bem gordinha de carnes. Canjiquinha rende muito, o volume dobra, então, se for fazer para 4 pessoas, 2 xícaras de chá são suficientes.Pique o equivalente a 1 xícara de café mal cheia de cebola e outro tanto igual de bacon. Reserve.

Faça primeiro a costelinha. Tempere com sal e alho, deixe uns 15 minutos, depois frite no óleo até ficar bem corada e vá colocando água fervente pelas beiradas da panela até que a carne esteja quase cozida. Precisa sobrar 1 xícara de chá cheia de caldo. Enquanto isto, coloque a canjiquinha, com água cobrindo, em outra panela e deixe cozinhar. À parte, corte a linguiça em lâminas finas e coloque para dar uma fervura com água. Depois escorra e reserve.

Quando a canjiquinha estiver começando a ficar molinha, pegue outra panela, frite no óleo o bacon e depois a cebola e 1 colher de chá rasa de sal com alho. Frite também a linguiça. Agora, com uma escumadeira, acrescente toda a canjiquinha, retirando-a escorrida da água do cozimento e mexendo para refogá-la. Despeje a costelinha com o seu caldo nesta panela. Veja se o caldo está tampando a canjiquinha cerca de 1 dedo, se não estiver, complete com a água do cozimento ou água fervente. Deixe que acabe de cozinhar tudo junto. Prove o sal, acrescente caldo de pimenta malagueta. No final, deve ficar com caldo, mas não muito.

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