Capetown 1 – Table Thirteen

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Novamente no continente africano para mais um passeio gastronômico do Sal & Alho! Há pouco tempo, a blogueira filha provou e amou a original culinária de Gana, semelhante à nossa baiana. Agora viemos, blogueiras mãe e filha, à África do Sul – desta feita com sérias intenções de comer bem. De outra vez que cá estivemos, há dez anos, lembro-me de ter provado carne de animais tipo avestruz, cobra, crocodilo, tartaruga, búfalo, impala, rã e outras mais estranhas. Desta vez, já que certas experiências só se precisa fazer uma vez na vida, escolheremos pratos que possamos interpretar e adaptar as receitas para vocês.

Pela sua localização geográfica, entre os Oceanos Atlântico e Índico, este país, colonizado por holandeses e ingleses, sofre também a influência da culinária árabe, indiana e paquistanesa, além da cozinha original das tribos locais e a de outros povos imigrantes africanos, tais como os vizinhos moçambicanos de colonização portuguesa. Comida chinesa, japonesa, italiana e francesa se vê por toda parte neste mundo, então você pode imaginar a miscelânea da culinária deste país! Bem, comemos um pouco de tudo, sem desagravo aos nossos sensíveis e exigentes paladares e estômagos.

À parte da aventura de circularmos por toda parte guiando na mão inglesa, enfrentamos não só o trânsito do rush de fim de tarde nas grandes cidades e nas rodovias, como também as incertas e bucólicas estradinhas das vinícolas e as emocionantes trilhas de Safari na savana.

Selecionamos para você algumas de nossas melhores experiências gastronômicas: a partir de hoje, siga a nossa série sobre a África do Sul.

 

 

Capetown 1 – Table Thirteen

Chegamos esfomeadas, indo direto do aeroporto para a região de Green Point à procura de alguma coisa para comer. Por ser duas da tarde, seguimos nosso faro até um pequeno café ainda aberto mas já vazio, sem esperança de algo relevante. Porém, a cozinheira nos recebeu com um largo sorriso, oferecendo-se para complementar o já quase findo buffet de saladas com um frango ao molho feito na hora. Fomos surpreendidas por um prato leve e delicioso. Aqui vai a receita, passada diretamente pela cozinheira:

Peito de frango ao molho de champignons com molho de iogurte e cominho.

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Corte como um pão para sanduiche o peito de frango desossado, faça um bife grande, tempere. Enrole-o, amarre-o com um barbante e leve à panela para grelhar. Depois de corado, desamarre o barbante o corte o rolinho em rodelas. Você vai obter simpáticas rodelas de frango! (Veja como fazer na receita do Frango Recheado). Achou complicado? Esqueça disto e escolha como quer fazer o peito de frango, ou simplesmente, grelhe o peito e fatie-o atravessado. O importante é ter o frango grelhado em pedaços.

Agora o molho: aproveite a borra da fritura do frango (no óleo ou na manteiga). Adicione cebola ralada ou picada miudinho. Junte cogumelo-de-paris fresco cortado às lascas. Frite, despeje um pouco d’água quente para fazer o caldo ( veja receita básica do frango com molho de cogumelos). Tempere com cominho e pimenta do reino branca. Prove o sal. Deixe o caldo quase secar. Derrame um pouquinho de vinho branco e deixe evaporar o álcool. Junte o iogurte, misture e desligue. Esta receita, pela delicadeza do paladar, classificamos como sendo inspirada na culinária francesa, porém com tempero local.

Para acompanhar, escolhemos uma salada de lentilhas com pimentões e cheiro verde, uma deliciosa abóbora moranga (daquela pequenininha) cortada em fatias e grelhada e salada de rúcula. Ótimo almoço de estréia!

 

O Table Thirteen serve café da manhã, almoço executivo e ainda vende produtos de fabricação local, como deliciosos biscoitos tipo tarallo italiano e brownies.

Pimentões coloridos

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Já publicamos no blog Sal & Alho 20 saladas clássicas e 20 saladas light. Todas frias. Que tal variar e servir no inverno legumes quentes?

Para quem gosta de legumes para servir frios como entrada e quentes como acompanhamento de carnes, selecionamos algumas receitas diferentes criadas por nós, simples de fazer e deliciosas. Pimentões ficam muito mais gostosos e fáceis de digerir se forem levados ao forno, sempre com um pouco de azeite. Experimente recheá-los e colha elogios.

Pimentões recheados com berinjela

Escolha 1 pimentão amarelo e outro vermelho mais 1 berinjela pequena e ½ cebola, de preferência da roxa. Separe 1 colher de passas, ½ xícara de café de vinho ou suco de uva, azeite, sal com alho e cheiro verde. Se tiver pimentão verde em casa, pode incluir também.

Corte os pimentões ao meio e tire as sementes. Reserve a metade de cada um para rechear. A outra metade será picada.

Pique a berinjela como na foto. Coloque imediatamente na água para não escurecer. Pique os pimentões e a cebola também, em quadrinhos bem pequenos. Reserve. Coloque as passas de molho no suco (ou vinho). Pique salsinha, cebolinha e hortelã em partes iguais.

Numa frigideira, coloque 1 colher de sopa de azeite e uma pontinha de colher de café de sal com alho. Se gostar de alho, prefira o alho picadinho, no caso, 1 dente. Escorra bem a berinjela e frite ligeiramente junto com a cebola. Desligue, acrescente os cubinhos de pimentões e as passas escorridas. Salpique o cheiro verde. Corte a base dos pimentões sem fazer buraco, apenas para que fiquem de pé. Recheie-os. Leve ao forno a 180 graus por 10 minutos.

Quer esta receita impressa? Clique aqui para baixar o PDF e imprimí-lo.

Bahia do acarajé e da tapioca

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Chegamos ao aeroporto de Porto Seguro com fome, depois de um voo tranquilo e rápido desde Belo Horizonte, bem no horário do almoço.

Quem resiste a uma honesta barraquinha de comida baiana? Lá fomos nós dar início à comilança de cinco dias de férias na Bahia! Já comentei tudo sobre alguns dos restaurantes de Trancoso e demos as dicas das receitas, você já as viu?

Na barraca, tomamos uma água de côco fresquinha e doce e resolvemos pedir acarajé e tapioca. Não resisti e fotografei o preparo da tapioca recheada, com a baianinha super simpática e risonha me explicando o passo-a- passo, que mostro a  seguir:

Prepare a tapioca espalhando a farinha em uma frigideira rasa, no fogo baixo, apertando a massa com uma espátula  e torrando-a  ligeiramente dos dois lados. Depois, escolha o recheio e dobre-a  como um omelete.

 

Trancoso 4 – Restaurante O Cacau

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Um tempo atrás estive em Trancoso e elegi O Cacau como o melhor restaurante – em matéria de sabor. Pois fiz a maior propaganda da farofa de banana de lá e…que decepção! Numa bela terça feira de final de julho não tinha banana da terra na casa para fazer a farofa! Falta de banana em Trancoso garanto que não era, pois no nosso café da manhã na Pousada Estrela d’Água todo dia tinha banana da terra frita e deliciosa! Também o restaurante estava sem graça, silencioso, um tanto escuro e nós éramos os únicos clientes quando chegamos, às 9 da noite. Depois, outras duas mesas foram ocupadas, mas nada que justifique o garçon e a garçonete ficarem sem aparecer na nossa mesa. Baixa temporada realmente é um problema para os restaurantes manterem os ingredientes do cardápio na casa e funcionários trabalhando a contento. Alguns pratos do cardápio estavam em falta. Então resolvemos simplificar e pedir duas panelas de Bobó de camarão para 5 pessoas. Foi a conta, pois no cardápio vem escrito que o prato é para 2 pessoas.

Bobó de camarão

O caldo estava gostoso, chegado no leite de côco e no dendê. Porém o camarão estava sem gosto. Quando é assim é porque não foi temperado antes, o que considero essencial. Lição de hoje: se você for fazer qualquer prato com camarão, deixe-o no tempero com limão e sal meia hora antes ( o que em restaurante sem movimento não dá para fazer). Depois, frite bem o camarão ( no azeite ou na manteiga até ficar vermelhinho) antes de juntar os outros ingredientes. Assim o camarão “segura” seu próprio sabor, para só depois dar gosto ao molho. Confira no blog a nossa receita de Bobó de camarão. Siga as instruções e, tenho certeza, ficará bem mais gostoso do que comemos no restaurante. Veio acompanhado de arroz branco e farofa de dendê ( farinha de aipim com azeite de dendê)

Dica: se tiver oportunidade de ir à  Bahia ou ao Espírito Santo, compre uma panela de barro – a comida fica muito mais gostosa preparada nesta panela dá uma ótima apresentação, pois o molho vem fervendo para a mesa e conserva-se quente por mais tempo.

 

 

Trancoso 2 – Capim Santo

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A história do Restaurante e da Pousada Capim Santo começou no Quadrado de Trancoso com um casal e dois filhos que amavam natureza e gastronomia, há quase trinta anos. A filha foi estudar na Europa, formou-se no Cordon Bleu em Paris e, na volta, fundou o Capim Santo em São Paulo. Hoje é uma Chef famosa e faz um belo trabalho de ensino e divulgação da gastronomia saudável. Veja o site www.capimsanto.com.br, vale a pena.

O ambiente é o mais agradável do Quadrado. A Pousada e o Restaurante ficam no meio de um lindo jardim. Enquanto, em pleno inverno baiano – 3a. semana de julho – os outros restaurantes estavam vazios, o Capim Santo lotou a certa hora. Excelente atendimento e música ao vivo de muito bom gosto. É um lugar para encontrar amigos e estender a conversa até as luzes se apagarem. Lá a gente esquece da vida.

Bem, vamos ao cardápio. Variações em torno do capim santo? Tudo! Da entradinha à sobremesa. Os coquetéis são um destaque da casa. Tomamos a liberdade de divulgá-los para vocês. Achei as misturas um tanto estranhas, mas sou radical a ponto de tomar whisky puro, sem gelo, para não estragar o gosto da bebida original.

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Como a proposta da nossa viagem à praia era a de apreciar os frutos do mar, escolhemos:

Lagosta grelhada

Vieram três lagostas pequenas para uma pessoa, o que considero farto. Pedimos para trocar a salada por legumes. Esqueceram, se desculparam, perguntaram se queríamos trocar e nos trouxeram batata salteada. Vai a lição: eu que já comandei restaurante por quase dez anos, aconselho: não tente mudar o prato do cardápio, o cozinheiro foi treinado para fazer o que está no menu e se atrapalha quando saímos do habitual.

Não tem segredo apresentar bem este prato: 1- lagosta sempre tem que estar fresquíssima (esqueça a ideia de degustar uma boa lagosta em Minas) ; 2 – a melhor maneira de fazer é mesmo na grelha rústica de ferro, direto sobre o fogo; 3 – o melhor tempero – o que inclusive foi servido – é manteiga com ervas; prepare a misturinha e, à medida que for cozinhando, vá regando a lagosta, já aberta ao meio. Estava excelente! 4 – não deixe a lagosta passar do tempo de cozimento, fica borrachuda.

Badejo com cebola roxa caramelizada e purê de aipim

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Peixe fresco em praia é sempre a melhor pedida, pensei. Eu quero! O molho de cebola caramelizada que veio sobre o badejo estava ótimo. Porém, é bem doce e colocado sobre o peixe anulou o sabor do pobre coitado. Tentei separar, mas o peixe revelou-se insosso, sem tempero. O purê de aipim também estava sem tempero, mas misturado com a cebola ficou bom. Lição: peixe tem sabor delicado, não dá para servir com molho de sabor muito intenso, por melhor que seja. Apresentação bem cuidada, estilo gourmet, veja a foto e copie.

Detalhe que conta: preço justo – se comparado aos outros restaurantes do mesmo nível em  Trancoso. Os restaurantes do Quadrado e das melhores pousadas, apesar de simples e rústicos, nivelam-se em preço aos melhores restaurantes das grandes cidades do mundo.

Trancoso 1- Sabor da Bahia

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Nosso blog Sal & Alho adora passear e experimentar novos sabores pelo mundo afora. Afinal, esta é a melhor maneira de ampliar nossos sentidos – ouvir a explicação da cada prato do cardápio, ver a apresentação dos que escolhemos, sentir o aroma que prenuncia a chegada da comida à mesa e – o melhor de tudo – nos deliciarmos com novos e instigantes sabores. Sempre que gosto de um prato procuro saber como é feito. Os restaurantes raramente contam seus segredos, no máximo, ficamos sabendo de parte dos ingredientes. Então adoro fazer o jogo de provar tudo e tentar descobrir a maneira como foi feito e adivinhar todos os ingredientes. De cara já percebo o que foi usado como tempero e, para quem domina as panelas, é fácil saber o modo de preparo. Raramente repito a receita em casa tal qual comi, pois meu paladar já seleciona a quantidade e variedade deles à medida que vou fazendo e provando.

Em Trancoso, no litoral sul da Bahia, onde ficamos por quatro noites, selecionamos um restaurante para cada jantar. Três já eram nossos conhecidos e são sempre os indicados pelos amigos. O quarto, escolhemos pelo faro e surpresa! Foi o melhor de todos. Lição: não vá na onda dos outros e pela fama para escolher onde comer. Se achegue e dê uma assuntada, como diz o baiano. Todo restaurante tem o cardápio na porta. Pergunte ao atendente sobre os pratos, se possível dê uma voltinha, espie a mesa e os pratos de quem está comendo, pergunte se está gostoso. O famoso Quadrado de Trancoso tem um ambiente descontraído e nos permite fazer isto. E o mais importante de tudo- a regra de ouro que meu pai me ensinou: desconfie de restaurantes vazios, prefira justamente o mais lotado, mesmo que tenha de esperar. O sacrifício valerá a pena.

Selecionamos cinco restaurantes no Quadrado e aqui vai a crítica, pela ordem do melhor para o pior:

Sabor da Bahia

Escolhemos dois pratos para três pessoas e tranquilamente dava para mais outra pessoa. Bastante farto. O garçon foi muito atencioso, a comida veio rápida e fumegante. Sabor: delicioso!!!! Ambiente bem simples, rústico, limpo, conforto razoável. Simplicidade com excelente qualidade de matéria prima e comida feita com capricho.

Badejo servido na folha de palmeira acompanhado de farinha no dendê, molho de camarão, pirão e arroz branco

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Vieram três filés altos de badejo da melhor qualidade. O peixe estava bem temperado – sinal que já estava na salmoura antes do pedido. Feito no forno, assado no ponto certo, regado com um molhinho de tomate e camarõezinhos. Não havia sofisticação na apresentação, pois não é esta a proposta da casa. Pirão verdadeiro, com gosto de peixe e da boa farinha de aipim da Bahia. O excelente molho de camarão não era um simples molho – poderia ter sido servido como um prato. Praticamente é a mesma coisa da nossa receita de molho de camarão, com a diferença que colocaram creme de leite, requeijão catupiry e um pouquinho de dendê.

Mix de peixe e camarão servido na abóbora moranga acompanhado de farofa de banana a e arroz branco

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O que veio dava para três pessoas comerem! Usaram um peixe que não identifiquei qual, mas estava bom. O camarão, ótimo. O molho levou dendê e leite de côco e estava delicioso! Usaram a abóbora só como recipiente, diferente da receita de Camarão na moranga deste blog. Se quiser fazer como o do Sabor da Bahia, despreze a polpa da abóbora, use peixe cortado em cubos e adicione um pouquinho de dendê e de leite de côco ao final do preparo. A farofa de banana estava divina, se quiser fazer, veja a nossa farofa comum e adicione as rodelas de banana da terra ligeiramente fritas ao final. Dispense o ovo.

Detalhe importante: melhor preço dentre os cinco restaurantes onde comemos e bastante farto. Pode pedir um prato para duas pessoas o que torna o preço excelente!

Amanhã e nos dias subsequentes publicaremos nossos comentários sobre os outros restaurantes.

Bacalhoada

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O gosto pelo bacalhau está no sangue, para quem é descendente de portugueses, como eu e certamente vocês, brasileiros e ainda os nossos seguidores de além mar, que já são muitos. Não só em Portugal, como também nos países de idioma português da África e outros tantos morando pelo mundo afora. Aprendi esta receita com minha mãe, que aprendeu com a minha avó, que aprendeu…lá se vão gerações!

Das receitas que faço com bacalhau, pode até não ser a menos trabalhosa, mas é aquela que provoca os maiores elogios quando a panela de barro chega à mesa. Por minha conta e risco, modifiquei a receita. Aprendi a faze-la colocando os ingredientes todos crus na panela. Observei que, para obter o bacalhau em lascas limpas eu precisava aferventá-lo antes. Uma vez pré-cozido e já macio, me restavam duas alternativas, já na panela do cozimento: 1)deixava os outros ingredientes semi crus para o bacalhau não passar do ponto, ou 2) esperava a batata e os outros ingredientes ficarem cozidos e aí o bacalhau já tinha cozido demais, já estava borrachudo. Mudei a receita e deu tudo certo – este é o meu segredo que conto para vocês!

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Bacalhoada tradicional na panela de barro

Veja em Dicas- Bacalhau como comprar e preparar o peixe para este prato. Ok, agora que o bacalhau já ficou de molho na água por 48 horas , já foi aferventado e limpo, pode começar.

Um quilo de bacalhau dá para 6 pessoas. Escolha 6 batatas inglesas grandes, 6 tomates italianos grandes bem maduros, 3 cebolas grandes, ½ pimentão amarelo, ½ pimentão vermelho ( pode por do verde, também – eu acho indigesto), 4 dentes de alho, 6 colheres de sopa de azeite, 1 colher de sopa cheia de salsinha e outra de cebolinha e mais – dica: 2 a 3 folhas de couve.

Coloque as batatas na panela de pressão, com água cobrindo e depois que a panela apitar, deixe cozinhar por 10 minutos, nada mais. Deixe esfriar e retire a pele. Pique o tomate em cubinhos, a cebola e os pimentões em fatias, o alho fatiado miudinho e o cheiro verde bem miudinho.

Desmanche o filé de bacalhau em lascas, como mostra a foto.

Em uma panela, coloque o azeite, frite a cebola e o alho, junte os tomates e os pimentões. Frite e revire até começarem a amaciar.

Se você já tem uma boa panela de barro curtida, maravilha, se não tem , escolha uma panela larga.

Forre o fundo da panela com as folhas de couve – isto é a dica para as batatas não grudarem no fundo. À medida que for fatiando as batatas no sentido maior, vá colocando as fatias – finas! – na camada do fundo, lado a lado até completar. Por cima, coloque a terça parte do molho e salpique o cheiro verde. Disponha as lascas de metade do bacalhau, formando uma camada. Cubra o bacalhau com outra camada com a terça parte das batatas. Coloque a outra terça parte do molho sobre as batatas e o cheiro verde. Cubra com a última camada de bacalhau, depois as batatas e, por último, o restante do molho. Salpique o cheiro verde. Resumo: 3 camadas de batata, 3 de molho e 2 de bacalhau, nesta ordem: batata/molho/ bacalhau/batata/molho/bacalhau/ batata e molho.

Leve ao fogo baixo, com a panela tampada até verificar que a batata está no ponto, sem deixar que cozinhe demais para não partir ao servir. Logo que começar a ferver, prove o sal e acrescente mais, se necessário, aos poucos. Cuidado, bacalhoada salgada é terrível! A quantidade de azeite necessária será analisada durante o cozimento – não pode ficar seco nem formar uma camada de azeite sobre o molho. Leve o azeite à mesa para quem quiser colocar mais.

Sirva acompanhada de arroz branco.

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Creme de aspargos

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Se você estiver esperando uma pessoa para jantar e quiser encantá-la desde o primeiro momento, deixe para terminar este creme exatamente na hora que a pessoa estiver chegando. O aroma dos aspargos cozinhando enche o ambiente de uma aroma delicioso e convidativo. Aposto que seu convidado irá direto na cozinha olhar as panelas!

No hotel onde trabalhei por muitos anos era divertido. Um hóspede pedia creme de aspargos no serviço de quarto. Assim que os aspargos cozinhavam, o aroma saia pelo duto e subia pelos ares. Daí a pouco, o telefone tocava. Eram outros hóspedes perguntando o que estava sendo feito na cozinha porque queriam comer! Com o pão de queijo acontecia a mesma coisa. Experimente!

Sopa creme de aspargos

Uma bandejinha de aspargos normalmente tem 200 gr. (ou cerca de 12 talos) A metade desta quantidade já dá para 2 pessoas, se quiser um creme mais suave. Se quiser com mais sabor use as 200 gr. Separe ½ cebola e ½ xícara de café de creme de leite.

 

Lave e pique os aspargos e a cebola. Coloque 1 colher de manteiga (ou de óleo) na panela e frite ½ colherinha de sal com alho. Junte a cebola e os aspargos. Deixe fritar. Adicione cerca de ¾ de litro de água quente e deixe amaciar. Bata no liquidificador, passe na peneira e volte com o caldo para a panela.

Antes de servir, junte o creme de leite. Fácil, não é?

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Cassoulet

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A cidadezinha medieval de Carcassone, no sudeste da França, tem a fama de ser o lugar de origem deste prato tradicional da culinária francesa. Fui lá conferir e procurei o restaurante mais antigo da cidade – o põe antigo nisso – funciona ali desde antes do descobrimento do Brasil.

 

Realmente comi o melhor cassoulet da minha vida! Como sempre gosto de fazer, acompanhei no local e de perto o passo-a-passo do famoso prato. O cassoulet vem servido em uma cumbuca de cerâmica saída do forno de barro direto para a mesa.O sabor do feijão branco é delicioso, pois fica cremoso depois das horas que leva cozinhando em panela de ferro sobre brasa. Os outros ingredientes são a coxa de pato, que é feita em separado e depois colocada por cima antes da cumbuca ir ao forno e um tipo de embutido, parecido com nossa linguiça, por ser de lombo de porco. Este fica dias e dias pendurado sobre o fogão de lenha para defumar e depois é cortado em fatias e cozido junto com o feijão. Vamos então ao preparo desta iguaria seguindo de perto a receita original mas feito com a praticidade da cozinha atual.

Cassoulet de pato 

Quantidade de ingredientes para 4 pessoas: 2 xicaras de chá de feijão branco cru e 4 coxas de pato ( já preparadas – veja aqui como cozinhar o pato ), 1 xícara de café rasa de bacon picadinho, 1 cebola picadinha, sal e alho, pimenta do reino branca, louro em pó e mais 2 linguiças calabresas ( a mais semelhante ao embutido defumado da receita original). É fundamental que tenha guardado 2 xícaras do caldo do cozimento do pato.

De véspera, coloque o feijão branco de molho cobrindo com água dois dedos além do nível do feijão. No dia seguinte, cozinhe na panela de pressão com a água que ficou de molho ( deve ficar dois dedos acima do nível do feijão). O tempo de cozimento depende do feijão, normalmente, depois que a panela apita, deixo apenas 10 minutos. O bago deve ficar ainda um pouco duro e devem sobrar 2 xícaras do caldo do feijão cozido.

Enquanto isto, lave e pique a linguiça em fatias finas. Coloque para cozinhar, em separado, com ½ xícara de café de água e deixe que seque completamente. Reserve.

 

Em uma panela larga, frite bem o bacon em um pouco de óleo. Junte 1 colher de chá rasa de sal com alho e a cebola picada bem miudinha ou ralada. Assim que dourar, escorra os bagos do feijão, junte-os à fritura, mexendo com uma colher de pau, no mesmo sentido, até desgrudar do fundo.

Junte a linguiça ao feijão e em seguida, acrescente o caldo de feijão do cozimento. Misture e veja se está totalmente desgrudado do fundo da panela. Acrescente outras 2 xícaras do caldo do cozimento do pato. Misture bem, abaixe o fogo, tampe a panela e deixe que o feijão e a linguiça terminem de cozinhar juntos.

À parte, retire o excesso de gordura e pele das coxas de pato, conservando-as inteiras.

Quando o caldo estiver de boa consistência e o feijão já bem cozido, prove o tempero, acrescentando pimenta do reino branca, louro em pó e sal, se necessário.

Coloque as coxas de pato na panela por cima do feijão, pouco antes da hora de servir, a conta de esquentar junto. Sirva com cuidado, para as coxas não se desfazerem. Porém, se quiser servir à francesa, sirva as porções de feijão com linguiça em cumbucas de cerâmica, com uma coxa de pato em cada uma e leve ao forno só para esquentar.

Na França, o acompanhamento é apenas uma baguete bem crocante. O cassoulet pode ser servido com arroz branco à parte.

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Caldo de batata doce com alho poró

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Quem se lembra? Quando eu era criança, adorava doce de batata doce e ficava em volta de minha mãe na cozinha, a fazer o doce, repetindo sem parar: qual é o doce mais doce que o doce de batata doce? A gente tem que ser mãe bem novinha mesmo…como minha mãe tinha paciência com uma menininha tão repetitiva? Hoje ninguém mais faz este doce. Vou recuperar a receita. Prometo!

Agora batata doce está na moda e…aproveitando disto, com o legume sobrando na despensa, resolvi experimentar fazer um creme com esta batata para ver no que dava. Foi uma ótima surpresa! A batata doce tem uma consistência magnífica para purê ou creme e não precisa engrossar com farinha ou amido nem adicionar leite ou creme de leite. Excelente para os alérgicos a glúten e lactose ( como eu).

Caldo da batata doce com crespinho de alho poró

Para 2 pessoas basta um batata doce de bom tamanho, um talo de alho poró e meia cebola.

Descasque a batata e a cebola e corte em pedaços. Ponha água para ferver.

Refogue a batata em 1 colher de sopa de óleo. Junte o sal com alho e a cebola picada. Mexa bem até começar a fritar. Despeja água quente até cobrir a batata e deixe cozinhar. Quando espetar com um garfo e verificar que está macia, desligue e bata no liquidificador. Volte com o creme batido para a panela, verifique a espessura e o tempero. Reserve.

 

Pique o alho poró em fatias bem fininhas. Envolva em um pano de prato limpo para secar completamente. Coloque óleo para esquentar em uma panelinha, de modo que fique até a metade. Deixe que o óleo fique bem quente. Coloque o alho poró fatiado dentro de uma peneira de metal com alça. Frite no óleo, por imersão. Vá mexendo com um garfo para que frite por igual, sem deixar queimar. Quando estiver bem crocante, retire a peneira e despeja a fritura sobre papel absorvente. Tampe com outro papel e deixe secar. Salpique sal.

Sirva a sopa bem quente com o alho poró crespinho por cima.

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Risotto ai funghi

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Risotto ai funghi italiano legítimo nunca tem carne, é claro. Seria uma heresia! Nesta receita, abrasileiramos, virou risoto e misturamos carne cozida. Muito prático, pois assim, pode servir como prato único no jantar. Brasileiro, homem, se não tem carne na comida acha que o prato não sustenta. Se quiser ser tradicional, é só fazer o risoto sem a carne e servir a carne cozida separado, simples! Assim não ofendemos “i fratelli italiani, tutti buona gente!

Risoto de cogumelos com carne cozida

Para 2 pessoas vamos usar: 1 xícara de chá de arroz carnaroli ( pode se arroz comum), 1 xícara de café de cebola picadinha, 1 xícara de chá de cogumelo seco( funghi sechi), a mesma quantidade de cogumelo-de-paris in natura, 1 xícara de carne cozida já desfiada e 1 xícara de caldo de carne .

Primeiro faça a carne cozida de panela e desfie. Consideramos que já tenha também o caldo de carne com legumes pronto.

Em um caneco, coloque os cogumelos secos para ferver com uma xícara de chá de água. Assim que estiverem quase macios, junte os cogumelos frescos já fatiados. Deixe que acabem de cozinhar juntos. Retire os cogumelos e fatie as partes maiores do cogumelo seco. Reserve os cogumelos  e também o caldo do seu cozimento.

Coloque água para ferver. Em outra panela, doure a cebola picadinha e uma colherzinha de sal com alho em 2 colheres de sopa de azeite. Junte o arroz. Mexa. Acrescente o caldo da carne e o caldo do cogumelo. Abaixe o fogo. Continue mexendo o arroz. Junte os cogumelos e misture.

Acompanhe o cozimento do arroz e, se precisar, vá acrescentando água quente aos poucos até o arroz ficar ao dente. Então junte a carne cozida desfiada, misture bem e deixe o arroz terminar de cozinhar. O ponto certo do risoto é quando o arroz começa a ficar macio e o caldo da metade da panela para cima já secou.

Se for do seu agrado, jogue um pouquinho de queijo pecorino ou parmesão por cima do risoto depois que servir o prato.

Dica: para servir enformado como na foto, coloque o risoto dentro de uma cumbuca, coloque o prato que vai servir por cima da cumbuca virado para baixo e depois vire para cima os dois juntos. Retire a cumbuca.

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Involtini di zucchini

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Por favor, não chame esta receita de canelone de abobrinha perto de uma italiana. Em homenagem à uma das cozinhas que mais adoro, resolvi colocar o nome em italiano, mas é receita da minha casa que eu nem lembro se fui eu que inventei. De toda forma, a gente chama de canelone só porque é enrolada.

 Abobrinha enrolada com carne (pode ser feita com berinjela)

Prepare a carne de panela antecipadamente. Depois, vai precisar de 1 abobrinha grande, molho de tomate caseiro e pesto ( ou azeite e ervas frescas)

 

Desfie a carne cozida miúda e junte molho de tomate, de modo que fique bem molhadinha. Corte fatias finas da abobrinha de comprido, usando um cortador. A abobrinha permanece com casca e sementes. Coloque as fatias em uma panela, salpique um tiquinho de sal e abafe (tampe) só para amaciar e ficar mais fácil de enrolar.

Coloque uma colher de café cheia da carne com o molho dentro de cada fatia e enrole. Disponha os rolinhos em uma travessa refratária. Se tiver pesto* pronto passe sobre os rolinhos. Se não tiver, pique miudinho ervas verdes frescas tipo salsinha, cebolinha e manjericão e salpique sobre os rolinhos. Cubra com um fio de azeite e leve ao forno até ver que a abobrinha está cozida.

Se preferir fazer com berinjela, a receita é a mesma. Porém, não se esqueça que berinjela escurece depressa e depois não presta mais. Para que isto não aconteça, assim que cortar as fatias, mergulhe-as em água. Depois escorra e prossiga o preparo da receita.

* para fazer o pesto: pique as ervas bem miudinho, geralmente é feito com manjericão sozinho, ou com salsinha e cebolinha junto. Misture azeite. Coloque no banho maria ( é quando você coloca uma panela com água fervendo e outra dentro com o que quer fazer, no caso, o azeite com ervas) e deixe ferver em fogo brando por um bom tempo, ou seja, até que o azeite fique verde. Se quiser sofisticar, adicione pinhole (ou nozes/ ou castanha do pará) picado bem miúdo.

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Creme de espinafre

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Além de ter uma linda cor, este creme é delicioso e sofisticado. Mesmo sendo leve, sustenta, pois é super nutritivo. Precisa de mais propaganda? Sou suspeita pois é uma das minhas sopas prediletas. Quando eu era criança, minha avó fazia para mim, dizia que queria me ver forte. Estes mimos a gente nunca esquece! Mesmo quem não gosta do espinafre cru na salada (o espinafre brasileiro é amargo, eu mesma detesto verdura amarga) vai amar este creme. Esta é a receita tal qual a minha avó fazia, minha mãe, eu e minhas filhas fazemos e minha neta vai aprender assim que alcançar o fogão, por enquanto ela é muito pequena!

Receita de vó de creme de espinafre

Ingredientes: espinafre, cebola, manteiga ou óleo, molho branco caseiro já preparado e creme de leite.

Escolha um maço de espinafre bem fresco e bem verdinho. Retire só as folhas, lave-as e escorra. Coloque as folhas em uma panela, no fogo brando, abafe (tampe a panela) e deixe que amoleçam. Retire e bata-as com um batedor tradicional de carne, sobre uma tábua, daquelas que tem um sulco nas beiradas, a fim de recolher todo o suco. Reserve.

Deite 1 colher de sobremesa de manteiga (ou 1 colher de chá de óleo) em uma panela e doure uma cebola picada e uma colherzinha de o sal com alho. Junte as folhas, refogue e depois complete com o caldo. Misture. Bata no liquidificador e volte para a panela. Junte o molho branco, em partes iguais.

Misture bem. Se estiver aguado, misture um pouco de amido de milho (maizena) com leite e engrosse, mexendo bem até ferver. Prove o tempero. Na hora de servir, junte creme de leite a gosto. Gosto do ponto que quebra o verde para mais claro mas não tira o sabor do espinafre. Sirva com torradinhas amanteigadas.

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Salada de cebola, tomate, pepino e hortelã – 11

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Salada 11

Cebola, tomate, pepino e hortelã

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 117

Quantidade de gramas desta salada: 252

A cebola possui quercetina, um potente flavonóide, que se destaca pelo poder de remover os radicais livres em situações de risco de dano celular. A remoção destes radicais demonstrou-se eficiente na diminuição de incidência de infartos do miocárdio e derrames cerebrais em pessoas da terceira idade. A quercetina ainda exerce papel anti-inflamatório e antitumoral, auxiliando no sistema de defesa do nosso organismo.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Cebola 1/2 Fatiada fina 80 31
Tomate maçã 1/2 Fatiado 65 10
Pepino 1/4 Fatiado fino 80 8
Azeite Veja preparo 2+6 17+51
Vinagre branco 1 col. sobremesa 4
Cheiro verde 1 col. de café Picadinho 2
Hortelã 5 folhas Picadinho 2
Coalhada 1 col. sobremesa 9 4

Primeiro faça a cebola marinada. O ideal é prepará-la de véspera. Se você gosta mesmo de cebola, pode fazer uma boa quantidade e guardar na geladeira em um vidro, destes que tem tampa hermética para conserva. Assim a terá pronta quando precisar. É ótima como aperitivo e para acompanhar carnes vermelhas. Para esta salada, fatie ½ cebola em rodelas bem finas (se for para maior quantidade fatie no processador, se tiver um). Pegue uma frigideira antiaderente e deite 1 colher de café de azeite para cada ½ cebola. Frite ligeiramente. Tome uma tigela e coloque a cebola. Misture à parte, para cada ½ cebola, 1 colher de sobremesa de azeite, outra de vinagre branco e 2 de água, cheiro verde picadinho, sal e açúcar. Coloque este molho sobre a cebola, misture e deixe descansar na geladeira, tapada com um filme pvc, de um dia para o outro.

Fatie o pepino com casca em rodelas finas. Fatie em rodelas o tomate maçã.

Para montar a salada, disponha as fatias de tomate e pepino intercaladas e salpique hortelã picadinha. Adorne as laterais com a cebola marinada.

Sirva acompanhada das folhas de sua preferência.

Nossa consultora: Nutricionista Letícia Menicucci.

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Chucrute à húngara

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Desde minha viagem a Budapeste (veja Sal & Alho viaja) fiquei devendo a receita do chucrute que comi e aprendi a fazer com a minha guia de turismo e amiga Timea, pessoa da maior simpatia e competência, nascida e criada em Budapeste. Mas neste blog, vocês já sabem, é diferente dos outros, pois aqui só publicamos o que nós mesmas escolhemos os ingredientes, fizemos, fotografamos, comemos, comentamos e escrevemos o passo-a-passo, nesta ordem. Ainda bem que tudo o que fizemos ficou uma delícia, está dando para publicar uma receita por dia desde o início do blog, em 26 de novembro, pois se assim não fosse, teríamos que repetir e vocês não teriam tantas receitas ( já são mais de 180!)

Timea me contou que quando era criança, nos anos negros da dominação comunista no seu país, havia extrema carência de gêneros alimentícios para a população. Comiam o que plantavam e o que conseguiam obter por meio de trocas. Repolho sempre foi um vegetal comum por aquelas bandas, arroz se conseguia um pouquinho, e quando se obtinha alguma carne, que por aqui neste imenso Brasil com o maior rebanho bovino do mundo chamamos de carne de terceira, era festa: fazia-se chucrute no domingo! Então vamos à receita, tal como ela me explicou e testamos. Na verdade, é um prato que se fazia na minha casa, com a diferença que, à húngara, tem muita, mas muita páprica mesmo. Aqui, diminuímos a quantidade deste tempero para adaptar a receita ao nosso paladar.

Chucrute à moda húngara

Para 2 pessoas: 6 folhas grandes de repolho, 1 cebola, 1 xicara de chá de arroz semicozido, a mesma quantidade de carne moída, 2 colheres de sopa de molho de tomate, sal e alho, pimenta e páprica doce.

Tome um repolho e desfolhe-o. Escolha 3 folhas grandes por pessoa. Lave e escorra. Leve ao fogo com pouquinha água só para amaciar a folha. Corte a parte dura e grossa do talo central. Corte com uma faca as beiradas das folhas para que fiquem retangulares. Pique em fatias finas estas sobras. Pique também, em rodelas, uma quantidade de cebola equivalente à metade do repolho cortado e misture. Moa a carne, ou compre moída (chã, alcatra ou patinho). Peça para moer duas vezes. Faça um temperinho com sal, alho, pimenta do reino e páprica doce. Tempere a carne na proporção de 1 colher de café para cada 200 gr. de carne. Pique cebola e cheiro verde miudinho. Misture com a carne. Misture arroz e carne em partes iguais. Com a ajuda de uma colher, recheie as folhas do repolho com esta mistura.Comece colocando uma colherada sobre a folha, enrole com a folha aberta. No meio da folha, dobre as beiradas para dentro e continue enrolando até fechar.

Disponha , em uma panela grande, o repolho e a cebola picados em rodelas e salpique molho de tomate (resolvi usar molho para substituir a páprica, pois à maneira húngara é muito forte). Por cima, salpique sal e páprica. Coloque por cima os rolinhos bem arrumados.

Cubra com água fervente. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe que os rolinhos cozinharem até, que espetando um garfo, verificar que estão macios. Coloque os rolinhos em uma travessa com o repolho picado por baixo, os rolinhos no meio e mais repolho picado por cima. Sirva bem quente.

 Voltando à Hungria, o chucrute é considerado um dos pratos típicos mais importantes, ao lado do goulash. Durante séculos foi um dos pratos de sustentação da população. Será que os húngaros ficavam bem nutridos?

Considerando que o chucrute tem repolho, carne e arroz, podemos analisar suas propriedades tomando por base estes alimentos.

O repolho contem quantidades significativas de glutamina e polifenóis, o que contribui para que seja um alimento com propriedades anti-inflamatórias.

O arroz é rico em carboidratos e tem baixo teor de gordura. Excelente fonte de vitaminas do complexo B (B1, B2 e B3), contém minerais como fósforo, indicado para fortalecimento de ossos e nutrição cerebral e magnésio, que favorece a atividade muscular. Além disso, possui alta concentração de metionina, um aminoácido essencial, ou seja, aquele que o organismo humano não é capaz de sintetizar.

A carne bovina é o alimento que contém maior quantidade de ferro, micronutriente muito importante na prevenção ou combate da anemia perniciosa. Além disto, o ferro é fundamental na formação da hemoglobina, molécula indispensável no transporte de oxigênio dos pulmões para os tecidos. Além disso, os produtos de origem animal apresentam todas as vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e as hidrossolúveis do complexo B. O mérito da carne bovina é a alta concentração e biodisponibilidade de vitaminas do complexo B, em especial a B12. A deficiência de B12 na alimentação apresenta como primeiros sintomas outro tipo de anemia, a anemia megaloblástica.

O Crucrute à moda húngara é também um alimento com baixo valor calórico

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa ou 3 rolinhos): 216

Quantidade de gramas por porção: 323 (cru)

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Repolho 3 folhas grandes Ver receita 150 24
Arroz semicozido 1 xícara de café 35 42
Carne 1 xícara de café Moída 60 120
Cebola ½ unidade Ver receita 78 30

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci.

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Canja de galinha

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Nas Minas Gerais de antigamente (e em muitas famílias, com a minha, até hoje) o primeiro cheiro de alimento que um bebê recém nascido sente, fora o leite da mãe, é o cheiro de canja de galinha. Pois reza a tradição que a mamãe precisa ficar bem alimentada após o parto e a canja é o alimento perfeito, por ser nutritiva e leve. Todo mundo sabe que cheiros a gente nunca esquece. Talvez seja por isto que tem tanta gente que adora uma canja. No hotel onde trabalhei por muitos anos, sabem qual o prato mais pedido à noite pelos hóspedes? Canja de galinha, disparado na frente dos outros! Então aqui vai a receita da minha família, a que é servida no hotel.

Canja de galinha

Para 4 pessoas: 1 peito de frango grande, 1 xícara de chá de cada um destes ingredientes: arroz cru, cenoura, cebola e tomate; mais óleo, sal e alho e cheiro verde picadinho.

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Pique o peito de frango em cubinhos e tempere com sal e alho. Pique os outros ingredientes em cubinhos menores.

 

Passe um fio de óleo na panela. Doure o frango e depois a cebola. Estando coradinhos, junte a cenoura e o tomate. Despeje água fervente até cobrir, baixe o fogo e deixe cozinhar até o frango ficar macio e o arroz cozido. Prove o sal. Finalize com salsinha e cebolinha picadinhas. Sirva acompanhada de torradinhas amanteigadas feitas com pão de forma cortado em quatro, formando triângulos.

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Hambúrguer caseiro

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São deliciosos como opção para lanche e podem ser preparados com antecedência. Tanto podem servir de tira-gosto, se feitos pequenos, como recheio de sanduiche, se maiores. Também podem acompanhar saladas. Se quiser fazer e congelar, envolva cada um separadamente – já pronto mas ainda cru – em filtro PVC e feche dentro de uma vasilha com tampa hermética. Quando quiser comer, descongele no forno micro ondas e depois grelhe na frigideira.

Hambúrguer à minha moda

Você vai precisar de 2 xícaras de chá bem cheias de carne moída ( 500 gr.), ½ xícara de farinha de rosca, 1 xícara de cebola batidinha, ¾ de xícara de salsinha e cebolinha e 1 ovo inteiro. Para temperar: 1 colher de sobremesa de sal com alho e outra de molho inglês.

Amasse, em uma bacia, todos os ingredientes juntos, misturando o ovo por último para dar liga. Forme as bolinhas na palma da mão, com a ajuda de uma colher de sopa cheia da carne misturada. Achate dando o formato de hambúrguer.

Tome uma frigideira antiaderente e passe uma linha de azeite ou óleo. Espalhe com uma espátula de modo a apenas untar a panela. Coloque de 2 a 4 hambúrguers de cada vez. Tampe a panela. Quando estiverem moreninhos por baixo, vire, torne a tampar a panela e espere que corem do outro lado. Se gostar de carne mais vermelha, deixe apenas que tomem a cor marrom, se gostar bem passado, deixe que fiquem mais escuros. Ponha-os sobre papel toalha para absorver qualquer excesso de gordura. Sirva, se gostar, com molho de tomate bem temperadinho, ketchup ou mostarda.

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Sopa de Cebola à francesa

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Foi em uma noite fria e chuvosa, em um pequeno restaurante em Bruxelas, famoso há mais de 150 anos por este prato, dentre outros, que eu provei esta sopa pela primeira vez. Nesta noite, pensei que teria sido o frio, a fome, o cansaço após um dia de muita andança, o ambiente agradável de uma cave iluminada à luz de velas, os efeitos de um bom vinho e a boa companhia que haviam aberto meus sentidos para apreciar de tal forma uma simples sopa. Depois, como sempre faço quando gosto de algo, procurei reproduzir o que havia comido. Busquei, em um antigo livro francês de receitas que foi de minha avó (e que guardo como um tesouro), a receita original. Fiz em casa e o resultado foi bem satisfatório. Isto faz mais de 30 anos e continuo preparando-a até hoje, incorporada ao cardápio de casa. Exceto pela qualidade do pão e do queijo que foram servidos neste restaurante belga, de resto, não tem porque ser diferente, pois seu preparo é bastante simples.

Sopa de cebola à francesa

O primeiro passo é preparar um bom caldo de carne em casa. Coloque para ferver por umas 2 horas em uma panela grande: aparas de carne (pelo menos 200 gr.), 1 cenoura, 2 talos de salsão ou aipo, 1 cebola, 2 dentes de alho, um ramo de cheiro verde.

Escolha 1 cebola grande por pessoa, descasque e fatie fino (no processador sai melhor). Doure a cebola, na manteiga ou no azeite, até que fique bem moreninha.Despeje o caldo de carne e deixe cozinhar por mais 10 minutos. A proporção é de, para cada cebola, 1 colher de chá de manteiga ou azeite e ¾ de xícara de caldo de carne.

Faça 4 torradinhas de pão tipo francês ou baguette por pessoa. Rale, grosso, o queijo de sua preferência. Na hora de servir, ponha a sopa bem quente no prato e sobre a sua superfície, coloque delicadamente as torradas, de modo a não afundar. Cubra com o queijo ralado e sirva imediatamente, enquanto o queijo derrete.

Esta sopa é muito saudável e tem poucas calorias. Na versão apresentada na foto e no quadro abaixo, não tem glúten nem lactose. Confira.

Quantidade de calorias por porção (1 pessoa): 74 da sopa+ 96 do pão e do queijo=170

Quantidade de gramas ( por pessoa) = 144

A cebola possui quercetina, um potente flavonóide, que se destaca pelo seu poder de remover os radicais livres em situações de risco de dano celular. A remoção destes radicais demonstrou-se eficiente na redução de incidência de infartos do miocárdio e derrames cerebrais em pessoas da terceira idade. A quercetina ainda exerce papel anti-inflamatório e antitumoral, auxiliando no sistema de defesa do nosso organismo.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Cebola 1 grande Fatiada fina 100 39
Caldo de carne ¾ de xicara
Azeite 1 colher de chá 4 35
Pão sem glúten 1 fatia Cortado em 4 30 66
Queijo minas padrão Lacfree 1 colher de sopa Ralado grosso 10 30

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Canjiquinha com costelinha

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Desde o ano passado não provava desta delícia. Fiz ontem para o jantar e estava simplesmente divina, tive que me segurar para não mergulhar na panela e raspar até o último caldinho. Ainda bem que chegou uma amiga e levou um bocado para a família provar. Me salvou! Comi ali pelas 7 horas só um prato de sopa raso, mas me sustentou até pra mais de meia noite. Este caldo é uma da minhas mineirices prediletas. Tem cara de fazenda do interior, sabor de lembranças da infância, das festas juninas.

Canjiquinha com costelinha

A melhor canjiquinha é a fresquinha da roça, comprada no Mercado Central, no 2o. corredor paralelo à rua Curitiba, onde também se acha todo tipo de farinhas. Também comprei lá 1 linguiça calabresa bem cheirosa e 300 gr. de costelinha de porco bem gordinha de carnes. Canjiquinha rende muito, o volume dobra, então, se for fazer para 4 pessoas, 2 xícaras de chá são suficientes.Pique o equivalente a 1 xícara de café mal cheia de cebola e outro tanto igual de bacon. Reserve.

Faça primeiro a costelinha. Tempere com sal e alho, deixe uns 15 minutos, depois frite no óleo até ficar bem corada e vá colocando água fervente pelas beiradas da panela até que a carne esteja quase cozida. Precisa sobrar 1 xícara de chá cheia de caldo. Enquanto isto, coloque a canjiquinha, com água cobrindo, em outra panela e deixe cozinhar. À parte, corte a linguiça em lâminas finas e coloque para dar uma fervura com água. Depois escorra e reserve.

Quando a canjiquinha estiver começando a ficar molinha, pegue outra panela, frite no óleo o bacon e depois a cebola e 1 colher de chá rasa de sal com alho. Frite também a linguiça. Agora, com uma escumadeira, acrescente toda a canjiquinha, retirando-a escorrida da água do cozimento e mexendo para refogá-la. Despeje a costelinha com o seu caldo nesta panela. Veja se o caldo está tampando a canjiquinha cerca de 1 dedo, se não estiver, complete com a água do cozimento ou água fervente. Deixe que acabe de cozinhar tudo junto. Prove o sal, acrescente caldo de pimenta malagueta. No final, deve ficar com caldo, mas não muito.

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Canapés de berinjela

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Hoje apresentamos dois tipos diferentes de canapés, ambos com berinjela, para você fazer as duas variedades ou escolher a que mais gostar.

A berinjela tem a propriedade de reduzir o colesterol, especialmente o LDL (conhecido como colesterol ruim) e diminuir a ação das gorduras sobre o fígado. É um legume que contém vitamina B5 e sais minerais como cálcio, fósforo, ferro e ainda fibra solúvel. A niacina (vitamina B5) auxilia no funcionamento do sistema nervoso e do aparelho digestivo. Já os minerais cálcio, fósforo e ferro contribuem para a formação dos ossos e dentes, para a construção muscular e uma melhor coagulação sanguínea.

1 – Canapé de berinjela com pimentões

Quantidade de calorias por cada 4 canapés* ou 60 gr + 1 fatia de pão= 27+50= 77

Quantidade de gramas desta receita (sem o pão): 366

Rendimento: 24 canapés

* cada fatia de pão de forma dá para 4 canapés. O pão que usamos tem 50 calorias por fatia.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Berinjela 1 pequena Picada miudinho 200 38
Pimentão verde 1/3 médio Picado miudinho 30 6
Pimentão vermelho 1/3 médio Picado miudinho 35 8
Pimentão amarelo 1/3 médio Picado miudinho 35 10
Cebola ½ média Picada miudinho 50 20
Passa branca 10 Inteira 2 6
Passa preta 10 inteira 2 6
Suco de uva 1 col. sobremesa 2
Azeite 1 colher de sopa 8 70
Cheiro verde 1 col. sobremesa Picado miudinho 4

Pique a berinjela como na foto. Coloque imediatamente na água para não escurecer. Pique os pimentões e a cebola também, em quadrinhos bem pequenos. Reserve. Coloque as passas de molho no suco (ou vinho). Pique salsinha, cebolinha e hortelã em partes iguais. Numa frigideira, coloque 1 colher de sopa de azeite e uma pontinha de colher de café de sal com alho. Se gostar de alho, prefira o alho picadinho, no caso, 1 dente. Escorra bem a berinjela e frite ligeiramente junto com a cebola. Desligue, acrescente os pimentões e as passas escorridas. Salpique o cheiro verde e leve ao forno a 180 graus por 5 minutos.

 

 

 

2 – Canapé de berinjela com azeitonas

Quantidade de calorias por cada 4 canapés* ou 60gr+ 1 fatia de pão= 33+50 =83

Quantidade de gramas desta receita (sem o pão): 288

Rendimento: 20 canapés

* cada fatia de pão de forma dá para 4 canapés. O pão que usamos tem 50 calorias por fatia.

Ingredientes Quantidade Corte Gramas Calorias
Berinjela 1 pequena Picada miudinho 200 38
Azeitonas pretas 1 colher de sopa Lascas 10 14
Azeitonas verdes 1 colher de sopa Lascas 10 14
Cebola ½ média Picada miudinho 50 20
Alho 1 dente
Passa branca 10 Inteira 2 6
Passa preta 10 inteira 2 6
Suco de uva 1 col. sobremesa 2
Azeite 1 colher de sopa 8 70
Cheiro verde 1 col. sobremesa Picado miudinho 4

Proceda da mesma forma que da primeira receita, trocando os pimentões pelas azeitonas.

Nossa consultora: nutricionista Letícia Menicucci

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Caldo de baroa ou mandioquinha

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Há regiões do Brasil em que este legume que escolhemos para a nossa sopinha do jantar leva o nome de batata baroa ou simplesmente baroa. Em outras, é chamado de mandioquinha. Por muito tempo era apenas um ingrediente nutritivo de sopa de criança, mas hoje está na cozinha dos melhores chefs, no preparo de purês e cremes sofisticados. Como o purê feito só com a baroa costuma ficar liguento, gosto de misturá-la a outros ingredientes, o mais usual é a batata inglesa.

Certo dia, no hotel onde trabalhava, sendo a responsável pelo setor de gastronomia, precisei fazer um cardápio especial para um grupo de franceses. Queria fazer uma comida genuinamente brasileira, com ingredientes que ainda não conheciam, mas que, ao mesmo tempo, não fugisse do paladar ao qual estavam acostumados. Inventei então este creme. Na falta de palavra para traduzir baroa, coloquei “Crème au carotte jaune” ( creme de cenoura amarela). Fez um sucesso danado e permanece no cardápio internacional do hotel desde muitos anos.

Caldo de baroa com alho poró e cebola

O nome já diz os ingredientes. A proporção que uso é : 1/2 de baroa, 1/4 de alho poró e 1/4 de cebola. Temperos: sal com alho, pimenta do reino branca, noz moscada, cebolinha verde. Se gostar, uma pitadinha de nada de curry faz a diferença.

Deite óleo, manteiga ou azeite em uma panela e frite a cebola e o sal com alho. Junte o alho poró e a baroa. Frite bem, junte água fervente até cobrir os legumes, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar. Quando espetar o garfo na baroa e perceber que está macia, retire todo o conteúdo da panela e bata no liquidificador. Se o creme estiver muito grosso, junte um pouco de água e bata mais. Volte para a panela e tempere a gosto. Deixe ferver. O creme deve ficar com a consistência de um caldo grosso. Na hora de servir, junte creme de leite ( para a proporção de legumes que viu na foto, use 1 xícara de café) .Retire do forno antes que ferva. Sirva com cebolinha verde para colocar individualmente nos pratos. Acompanhe com torradas amanteigadas.

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Camarão na moranga

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Domingo é dia de receber a família e os amigos para o almoço. No sábado, o conselho familiar discute o cardápio e no domingo vou sempre ao mercado comprar o que falta. Às vezes, dependendo do que acho, tenho alguma ideia e passo WhatsApp com foto para as filhas perguntando opinião. Pois hoje mudamos o cardápio de feijoada para camarão! Ok, sei que tem muita gente esperando a receita da feijoada que prometi para quando o tempo refrescasse. Já esfriou um pouquinho mas reservei a feijoada para inaugurar uma nova seção do blog, a dos almoços ou jantares com  cardápio completo: aperitivos, entrada, prato principal com seus acompanhamentos e sobremesa. Aguardem, em breve vai começar! Vamos então à receita do que comemos no nosso almoço de hoje:

Camarão na moranga

Como sempre, passo a receita para 6 pessoas. Compre 1 abóbora moranga de tamanho de médio para grande e 1 kg de camarão. Vai precisar ainda de 2 a 3 tomates maduros, 2 cebolas, 1 pedaço de pimentão amarelo e a mesma quantidade de pimentão vermelho, 1 ramo de coentro, 3 talos de cebolinha verde, azeite ou manteiga, sal, alho, limão, pimenta malagueta e ainda 1/2 copo de requeijão.

Pré aqueça o forno a 180 graus. Coloque a moranga inteira sobre uma assadeira rasa com um pouquinho de água e deixe no forno por 45 minutos. Enquanto isto, limpe os camarões ( tire as tripas) e tempere com 1/2 limão e uma colher de sobremesa cheia de sal. Pique os tomates, as cebolas e os pimentões. Em uma panela, frite primeiro, no azeite ou na manteiga, os camarões escorridos até que fiquem vermelhos. Retire da panela e reserve. Coloque mais um pouco de azeite ou manteiga e frite primeiro a cebola picadinha, depois o sal com alho ( 1 colher de sobremesa cheia), acrescente os pimentões e por último os tomates. Frite tudo até começar a amolecer e então coloque 1 xícara de chá de água fervente, tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar. Acrescente sal e pimenta malagueta a gosto.

Retire a moranga do forno. Corte, com uma faca bem afiada e da lâmina comprida e fina, uma tampa com 8 cm de diâmetro. Pelo buraco, retire a polpa cavando por dentro com uma colher. Deixe a casca da moranga com 2 cm de espessura. Junte ao molho 3 a 4 colheres de sopa bem cheias da polpa da moranga sem as sementes. Misture, deixe cozinhar até formar uma sopa cremosa. Retire da panela e bata no liquidificador para obter um creme no ponto de purê mole.

Volte para a panela, prove o sal e a pimenta. Junte os camarões e deixe que o creme fique bem quente. Desligue o fogo e acrescente o coentro e a cebolinha picados bem miúdo. Coloque o creme com os camarões dentro da moranga e acrescente o requeijão. Misture e leve ao forno à temperatura de 280 graus até ver que a moranga está fumegando. Sirva bem quente acompanhada de arroz branco.

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Frango macio e suculento

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Há certas receitas que fazemos um belo dia por mero acaso – ou com os ingredientes que achou na sua frente – e ficam tão deliciosas que se tornam prediletas. Quando é fácil de preparar então se torna perfeita! Esta só tem um defeito: como é de forno leva quase duas horas para ficar mesmo especial. Mas…qual o problema? Faça assim: tempere o frango de véspera ou na hora que for em casa almoçar e deixe na geladeira.  Quando chegar em casa ao fim da tarde é só colocar no forno. Aí você vai tomar um banho, ver Tv, cuidar da sua vida e… Oh! o frango já deve estar pronto!

Frango assado com mostarda e mel

Para 2 pessoas, compre 2 coxas. Veja se tem em casa: cebola, mostarda ( pode ser aquela amarela cremosa comum ou a tipo Dijon, que vem com os grãozinhos em uma pasta). Separe cada coxa em duas partes ( coxa e sobre-coxa) e passe na água fervente. Prepare um tempero com sal e alho, cebola batidinha e mostarda. Passe no frango e deixe no tempero por, no mínimo, meia hora. Pré- aqueça o forno a 180 graus. Vai precisar de um pedaço de papel alumínio. Pegue uma assadeira e unte o fundo com 2 fios de óleo. Coloque as coxas, tampe com o papel alumínio e leve ao forno por uma hora e meia a duas. Mantenha um caneco com água quente no fogão, pois caso notar que o frango está secando, não deixe! Pingue água quente. Se for fazer outras coisas, já ponha um pouco de água na assadeira assim que a carne mudar de cor. Quando o frango estiver corado e macio ( espete o garfão para verificar) , retire do forno. Esquente o mel no microondas para que ele fique bem líquido e misture com um pouco de mostarda – aí é melhor você misturar a mostarda Dijon. Espalhe a mistura sobre o frango, vire as peças do lado contrário ao que estava e volte para o forno, sem o papel alumínio, para terminar de corar.

Se quiser fazer um prato único, coloque na assadeira um ou dois destes ingredientes: batata crua cortada em quatro, cebola cortada em quatro ou cebola baby inteira ou tomate maduro cortado em quatro ( sendo que o tomate e a cebola você vai colocar só na última meia hora de cozimento e a batata desde o princípio).

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Lentilha o ano todo

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Para muitos, a lentilha remete ao Reveillón que, segundo a tradição nos traz boa sorte para o Ano Novo. Mas a lentilha pode e deve ser comida o ano todo, trazendo variedade ao nosso cardápio, além de vitaminas, mineirais e fibras (veja mais informações nutricionais no final do texto). Da mesma maneira como aqui no Brasil a base da refeição é o arroz e o feijão, no Oriente Médio a lentilha é o coringa na mesa. Um alimento barato e popular que, mais ainda do que o nosso feijão, pode ser preparada de mil e uma maneiras, uma para cada noite. Insha’Allah! (em árabe, significa ‘se Deus quiser’)

Então apresentamos a:

Lentilha ao pesto de hortelã com cebolas caramelizadas

Para 1/2 quilo de lentilhas (rende muitas porções) você vai precisar de uma cebola, um molho de hortelã, 1/2 xícara de chá de castanha de caju triturada ou pinoli, 1/2 xícara de chá de azeite, 100 gr de queijo pecorino ralado, 2 colheres de sopa de açúcar cristal, 1/2 xícara de café de vinho tinto e uma pitada de molho shoyo.

Separe: uma panela grande, uma colher grande, um pilão.

Comece cozinhando as lentilhas por cerca de 20 a 30 minutos ou até que estejam ‘al dente’. Para cada medida de lentilha, use o triplo de medida de água. Quando estiver cozida, desligue, escorra e reserve.

Agora vamos ao preparo do pesto. Usando um pilão de madeira ou de pedra amasse as folhas de hortelã junto ao azeite até que forme uma pasta. Acrescente as castanhas e bata mais. Por último, coloque o queijo, a gosto, e misture bem. Reserve.

Corte a cebola em fatias médias. Jogue um fio de azeite na panela e em seguida a cebola. Quando já estiver  macia e amarelada, afaste-as para as bordas da panela e coloque cerca de 2 colheres bem cheias de sopa de açúcar cristal no centro. Deixe que o açúcar fique marrom e comece a caramelizar e então misture tudo rapidamente. Despeje o vinho e espere que o álcool evapore (você vai sentir o cheiro do álcool evaporando). Tempere com molho shoyo, que já contém sal. Quando as cebolas já estiverem coradas, macias e saborosas, acrescente as lentilhas e misture tudo por 5 minutos. Desligue.

Na hora de servir, junte o pesto.

Segundo nossa nutricionista de plantão Letícia Menicucci, a lentilha tem as seguintes características:

– Fonte de vitaminas e minerais fundamentais para a saúde do organismo: ácido fólico, B6, magnésio, ferro e triptofano (aminoácido essencial).
– Rica em fibras solúveis que diminuem a absorção do colesterol dos alimentos;
– Contém carboidratos complexos que ajudam na diminuição do açúcar no sangue
– Baixa concentração de gordura, quase toda insaturada.
As vantagens da lentilha sobre o feijão são:
– Menos calórica;
– Possui maior quantidade de fibras;
– Possui maior quantidade de ferro.

 

Estamos preparando uma edição especial em parceria com nossa nutricionista, aguardem!

Comida de rua em Budapeste

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Tarde de sábado de céu azul e temperatura fresca em Budapeste, capital da Hungria. Oba! Feira de comida na rua, barraquinhas, comidas e bebidas típicas a ótimos preços, feitas no maior capricho e deliciosas. Por todo lado, gente bonita e alegre aproveitando o início de primavera e tomando cerveja em canecos enormes! Saí fotografando tudo a fim de mostrar para vocês. Vamos lá, de 3 em 3 fotos. Clique nas fotos para ver o texto de cada uma.

A primeira receita seria a do Goulash, que aqui se chama sopa de Goulash ( pronuncia-se goyash). Esta já saiu no blog. Tem diferenças: a sopa tem muito mais caldo, vem temperada com muita páprica e leva batatas e cenouras. Fazem assim para render mais, pois carne aqui é muito cara e este é um prato bem popular.

A carne de porco é vista em todo lugar, na brasa assam pernil e joelho de porco ( primeira foto) e na chapa fritam embutidos (quinta foto), que apresentam muitas variedades; alguns, tipo salaminho, são comidos crus.

O Pato ao molho de laranja (segunda foto) é delicioso. Este você já pode fazer com receitas que já demos. Veja dica de como cozinhar pato e confira a receita do frango ao molho de laranja. Depois que o pato estiver cozido, siga a mesma receita do frango.

Esta maneira de se fazer batata (que está na terceira foto) é muito boa para acompanhar carnes assadas na brasa. Parece com a Salada de batatas quentes, só que é feita na chapa, por partes. Em uma chapa fritam a cebola cortada em quatro. Na outra, fritam as batatas cortadas e no final jogam por cima bastante cebolinha verde picada. Misturam as cebolas e as batatas com a linguiça, que por sua vez, também já foi frita em outra chapa. Em algumas barracas vi colocarem tomates cortados em quatro sem as sementes, que são fritos junto com as cebolas depois que estas já começaram a corar. Temperam com sal, páprica (sempre doce) em pó e pimenta do reino negra também em pó.

Nas barraquinhas vendem ainda queijos de muitas qualidades e procedências; pães, bolos e biscoitões; uma grande variedade de geléias e de temperinhos com ervas, mel natural, chocolates e outros produtos artesanais, como sabonetes. Já estamos às vésperas da Páscoa: vi lindos ovos, tanto os de verdade pintados à mãos quanto os de chocolate. Difícil resistir!

Frango assado bem original

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Esta é mais uma receita de frango assado que, como você já experimentou, dá muito menos trabalho, pois fica lá no forno cozinhando e você ganha tempo para fazer outras coisas. Porém, se não tiver um molho, fica ressecado. Pois não é que inventamos um molho e acompanhamento juntos, também feitos no forno? Muito prático!

Para assar, prefiro usar coxa e sobrecoxa, pois a carne é mais saborosa que a do peito, por estar perto do osso. Se for usar peito, deixe com o osso e corte em 3 ou 4 partes.

Frango assado  com batatas e cebolinhas baby

São duas preparações feitas em assadeiras diferentes, que você junta no final. Frango para 2 pessoas: 2 coxas (vem com a coxa e a sobrecoxa, que devem ser separadas), sal, alho, pimenta do reino moída, molho inglês.

Lave o frango e deixe de molho na água fervente por 5 minutos. Escorra e tempere. Deixe no tempero por 15 minutos, se estiver com tempo. Passe óleo no fundo de uma assadeira, coloque as partes do frango picadas e cubra com papel alumínio. Leva ao forno preaquecido a 280 graus  por 30 minutos. Quando fincar o garfo e a carne estiver macia, tire o papel alumínio e deixe corar.

Para as batatinhas e cebolinhas: separe as pequenininhas. Tire as cascas. Coloque-as em uma assadeira  de borda alta. Despeje 200 ml de Coca-cola  e uma colher de sobremesa de molho de soja. Salpique sal grosso, se tiver em casa. Misture tudo e coloque para assar com papel alumínio aproveitando o forno.

Quando as batatinhas estiverem macias, retire do forno. Assim que o frango estiver pronto, despeje as batatas, as cebolas e o resto do caldo sobre o frango e sirva.

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Lagarto frio, ótima opção para sanduiche

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Esta receita pode, e deve, ser preparada com antecedência e dura uma semana na geladeira em perfeito estado. É uma ótima opção de carne fria para o verão e como recheio de sanduiche vale por uma refeição. Também é bem fácil de fazer.

Lagarto

Além da carne, você vai precisar de sal, alho, temperos, vinho, azeite, vinagre, cheiro verde, cebola, tomate e azeitonas verdes.

Normalmente, você pode pedir no açougue ou comprar no supermercado a quantidade de lagarto que quiser, isto facilita bem.

Prepare uma porção para 6 pessoas, ou seja, considerando 200 gr. por pessoa, pois o lagarto encolhe, você pode comprar 1,2 kg de carne.

Para temperar, pique, soque e misture: 1 colher de sobremesa cheia de sal, 2 a 4 dentes de alho, 2 a 4 folhas de louro, 1 cebola cortada, 1 ramo de salsinha e cebolinha, 1 xícara de café de vinho e outra de azeite ou óleo, 1 colher de café de grãos de pimenta do reino. Fure a carne inteira com um garfo, espalhe com as mãos o tempero em todo o pedaço da carne e deixe-a dentro de um saco plástico na geladeira por uma noite.

Cozimento: coloque a carne e os temperos dentro de uma panela de pressão, cubra com água até ultrapassar 2 dedos a altura da carne e leve ao fogo por cerca de 40 minutos a 1 hora – vai depender da panela e do fogão. Também pode ser feita na panela normal, primeiro fritando a carne e depois pingando água de tanto em tanto. Quando espetar com o garfo e verificar que a carne está macia, deixe a panela aberta por mais uns 10 minutos para o caldo secar um pouco. Retire a carne e deixe esfriar. Reserve este caldo. Despois de fria, fatie a carne o mais fino que conseguir.

Molho tipo vinagrete

Coe o caldo que ficou na panela. Acrescente 1 xícara de café cheia de salsinha, cebolinha e manjericão (ou hortelã) picados miudinho. Pique 1 a 2 tomates bem miudinho, 1 cebola também bem miudinho. Corte a azeitona em fatias ou rodelas.  Misture tudo no caldo. Acrescente ½ xícara de café de azeite e a mesma quantidade – ou menos – de vinagre de vinho branco. Misture.

Escolha uma travessa e faça camadas alternadas da carne fatiada e do molho, terminando com o molho. Deixe na geladeira por  pelo menos, 4 horas antes de servir. Acompanha pão tipo baguete francesa.

Opcão – acrescente pimentão das 3 cores ao molho, picados bem miudinho.

Sal com Alho

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Bacalhau fresco – experimente!

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Para nós, brasileiros e portugueses, falou-se em bacalhau já sabemos que se trata do peixe seco e salgado. Esta tradição de salgar o peixe originário dos mares gelados do Norte, sobretudo da Escandinávia, passa de milenar. Como na época da pesca havia muita fartura de peixe fresco e o sal e o sol nas costas de Portugal eram certeiros e quase de graça, lá despejavam toneladas de peixe para secar e salgar, a fim de serem comercializados posteriormente, durante todo o ano. Havia – e há – peixes de vários tipos, mas ficaram conhecidos sob o nome genérico de bacalhau. Por muitos anos, até recentemente, peixe seco era comida de pobre. Na nossa geração, o bacalhau chegou a tal valor que tornou-se prato de luxo, preparado no Natal e na Páscoa. Quanto a isto, eu, que amo bacalhau, acho que nasci na época errada!

Dia destes, uma amiga de minha filha ganhou um bacalhau fresco e não sabia o que fazer. Como já tínhamos o blog, pediu-nos uma receita. Sabe o que fizemos? Oferecemo-nos para preparar o peixe! Foi uma noite muito agradável, pois fora o papo na cozinha, todo mundo comeu, adorou e ainda levaram para casa! Vai aí a receita para prepararem junto com os seus amigos.

Bacalhau fresco ao creme de três batatas

Calcule de 200 a 250 gr. de bacalhau por pessoa. Para 1 quilo de peixe separe para o molho: 3 pimentões, um de cada cor: vermelho, verde e amarelo; 3 cebolas pequenas (se forem da roxa, melhor), azeitonas verdes e pretas sem caroço e fatiadas, a gosto.  1 colher de molho de tomates bem encorpado,  1 xícara de café de vinho tinto. Para o creme: 1 a 2 batatas inglesas, a mesma quantidade de baroa e a mesma quantidade de batata doce.

Preparo do bacalhau: lave e seque o peixe, fatie-o em postas grandes, se der, de uns 6 por 6 cm. Tempere apenas com sal. Reserve.

Preparo do molho: corte os pimentões e as cebolas em fatias bem finas. Despeje um fio de azeite sobre uma frigideira e frite tudo. Assim que estiverem fritos, misture o molho de tomates. Coloque sal e gotas de molho inglês e prove. Despeje o vinho e deixe ferver por 5 minutos. Acrescente as azeitonas. Retire do fogo e reserve.

Preparo do purê: cozinhe as batatas na panela de pressão até ficarem bem macias (deve contar 15 minutos depois que começar a apitar). Retire as peles e amasse-as com um garfo até formarem um creme liso e homogêneo. Em uma panela, despeje  3 colheres de azeite e passe a mistura de batatas, mexendo bem, com uma colher de pau, sempre no mesmo sentido, até que comece a soltar das laterais. Junte aos poucos 1 xícara de leite e continue mexendo até dar ponto de purê. Tempere com sal e pimenta do reino branca. Misture bem. Retire do fogo e reserve.

Deite o bacalhau sobre o purê

Deite o bacalhau sobre o purê

Cocção: Escolha uma travessa refratária que vá caber tudo. Coloque todo o purê no fundo da travessa. Disponha sobre o purê as postas do bacalhau (que ainda está cru).  Leve ao forno pré-aquecido a 250o. Assim que o bacalhau ficar branco, retire do forno e cubra com o molho. Volte para o forno até certificar-se que está tudo quente.

Sirva com arroz branco à parte.

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Purê de abóbora

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Bem mineirinho, perfeito para acompanhar uma carne cozida ou um frango assado. Se ainda colocar uma couve do lado, hum! A receita é a mesma do purê de batatas, que certamente você já fez. Vamos a ela:

Purê de abóbora moranga

Para 2 pessoas: um pedaço de abóbora, uma colher de sobremesa rasa de manteiga ou 2 colheres de óleo, ½ xícara de cebola bem raladinha, ½ xícara de leite.

Tire a casca da abóbora, corte-a em cubos pequenos e cozinhe bem, na água fervente. Pode por na pressão, conte uns dez minutos depois que a panela começar a apitar. Amasse a abóbora com um batedor de bife até que a massa fique lisinha. Aqueça ligeiramente a panela, coloque a manteiga ou o óleo, frite o sal com alho e a cebola sem deixar que core. Coloque a massa de abóbora e misture com a colher de pau até soltar da panela. Acrescente leite e misture até dar consistência de creme.

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Frango ao molho gorgonzola

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Então? Experimentou fazer o peito de frango grelhado ao molho de laranja?  Viu que delícia são os molhos de maracujá e de limão? Já tivemos notícia de gente que adorou e incorporou ao menu. Hoje vamos sugerir praticamente a mesma receita, porém com um molho diferente!

Peito de frango ao molho gorgonzola 

Vamos novamente ao preparo do peito de frango: comece com aquela receita que você já sabe fazer, publicada anteriormente. Relembrando:

Precisa de uma frigideira  anti-aderente, uma espátula  (de silicone para não estragar o fundo da panela) e um garfo.

Preparo: tire a pele e o excesso de pelanca do peito do frango. Esfregue o peito inteiro com água e vinagre e enxague em água corrente.  Corte os filés com uma faca bem amolada, aproveitando a parte mais carnuda e tirando os bifes atravessados de forma que fiquem os maiores possíveis. Tempere com sal e alho. O ideal é deixar meia hora pra pegar bem o tempero.

Torre, numa frigideira à parte, 1 colher de sopa de farinha de trigo até que fique bege (pode torrar maior quantidade e guardar já torrada).

Cocção do filé de frango: coloque na frigideira uma colher de óleo. Frite os filés finos, em fogo médio, friccionando-o levemente contra o fundo da panela e virando-os, para que corem por igual. ( Se preferir filé mais alto,  pode ser preciso baixar o fogo e colocar água quente aos pouquinhos até que a carne do frango cozinhe, mantendo a panela tampada. Espete o garfo para ter certeza que está macia). Retire os filés e reserve-os em um recipiente tampado.

Para o molho  gorgonzola: Misture uma pequena fatia de queijo gorgonzola com um pouco de leite, de modo a dar ½ xícara de café. Reserve. No fogo médio, sobre a borra que ficou na panela da fritura do frango, coloque 1 colher de sobremesa rasa de manteiga (ou mais um pouco de óleo) e frite 1 colher de sobremesa cheia de cebola ralada. Coloque um pouco de água quente e misture com a espátula, até o fundo da panela ficar limpo. Despeje então o creme feito com o queijo e o leite. Prove o sal.  Tempere, se quiser com um toque de pimenta do reino branca e noz moscada. Beleza, seu molho está pronto para colocar sobre o frango e servir.

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