Costela ao molho de vinho

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Esta receita pode ser preparada com costela de boi, de porco ou de cordeiro. É fácil de fazer e tem cara de culinária gourmet. Prepare-a para oferecer à família ou aos amigos e fará sucesso! A versão mais simples é com molho de vinho e um toque de alecrim. Pode acrescentar molho de tomate, para dar cor e suavizar o gosto da carne e, se preferir, faça a receita típica da África do Sul, à base de molho barbecue, como fizemos no nosso jantar africano servido às amigas.

Costela ao molho de vinho

Para esta receita irá precisar de um molho de carne caseiro (da mesma carne da costela – boi, porco ou cordeiro). Faça-o cozinhando na pressão por 40 minutos: aparas de carne, cenoura, aipo, cebola, alho, cheiro verde e 1 litro de água.

Corte as costelas porcionando 1 ou 2 ossos por pessoa, cortando bem no meio entre os ossos para deixar carne dos dois lados. Tempera com sal grosso 30 minutos antes do cozimento.

1o. cozimento: Coloque uma cama de cebola em rodelas na panela de pressão e disponha as costelas por cima, sem água. Feche e cozinhe por 30 minutos depois que começar a apitar. Retire a carne e reserve o caldo.

2o. cozimento: Em outra panela, doure a cebola e depois o alho em um pouquinho da gordura do primeiro cozimento. Escolha o vinho e despeje na panela, esperando o álcool evaporar (calcule 1 colher de sobremesa por porção). Coloque os pedaços da costela e vá acrescentando o caldo de carne aquecido até verificar que a carne está bem macia. Acrescente também, aos poucos, o caldo da costela para dar mais sabor – mas cuidado porque é bastante gorduroso. Deve cozinhar por cerca de 30 minutos. Confira o sal e acrescente pimenta do reino, se gostar.

Na versão mais simples, tempere com alecrim fresco pouco antes de servir. No prato da foto principal, servimos com nhoque de moranga.

Se for incrementar o molho, tire as costelas, acrescente o molho de tomates só para dar cor e depois volte com as costelas para a panela. Aqueça e sirva. 

Para fazer o molho típico da África do Sul:

Faça à parte um molho com 2 partes de molho de tomates e 1 parte de molho barbecue pronto, de boa qualidade. Tempere com mel, molho inglês e pimenta zimbro moída na hora.

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Veja como servir nas fotos abaixo: a primeira do Restaurante Karibu no píer de Capetown e a segunda da Reserva Tala, perto de Durban. Clique nos nomes grifados para ver nossa viagem gastronômica à África do Sul.

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Salada com lentilha e cogumelos

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Revendo as postagens da viagem gastronômica em agosto de 2014 à África do Sul ( procure pela data) resolvi fazer um jantar temático de culinária africana para as amigas. Foi um sucesso! Servimos chutney de beterraba, a salada da receita abaixo, costela ao molho barbecue ( a receita será postada em breve) e torta de banana, já que este país é o maior exportador de bananas do mundo e em todo restaurante que se vá servem essa torta (feita com banana caramelada, creme inglês com gemas e baunilha e cobertura de suspiro).

Salada com lentilhas, cogumelos com creme, abóbora e rúcula

Esta é uma ótima opção para vegetarianos: nutritiva, sustenta e é rápida de se fazer. Pode ser servida fria mas é melhor morna. Foi inspirada no prato que comemos no restaurante Table Thirteen, de Capetown.

Primeiro cozinha-se as lentilhas, deixando-as ficar ainda firmes. Corte cebola, pimentão amarelo e vermelho em cubinhos pequenos.

Cozinhe fatias de abóbora ( a que no Brasil chamam de paulista é bem semelhante à africana, adocicada).

Pique os champignons-de-paris (ou shitake) em fatias finas. Dissolva requeijão de barra em leite para fazer o creme, temperando-o com sal, pimenta do reino branca e noz moscada.

Lave as folhas de rúcula e corte uma fatia de tomate.

Um pouco antes de servir, passe a cebola e os pimentões na frigideira com azeite temperado com sal e alho. Junte as lentilhas e misture. Coloque na travessa que irá servir a salada. Na mesma frigideira, passe as fatias de abóbora e coloque-as ao lado da lentilha, sem misturar.

Esquente o molho de cogumelos.

Distribua no prato a rúcula, as fatias de tomate e de abóbora, as lentilhas e o creme de cogumelos.

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Patê de tofú

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Para quem tem intolerância alimentar a leite, comer tofu é bastante recomendável. Mesmo se não tiver este problema, varie do cream cheese, do requeijão e dos patês comuns de ricota, pois é sempre saudável inovar. Porém, quando se vê aquela massa cinzenta à venda no supermercado, fala verdade: dá vontade de comer? Pois inventamos um patê de tofú super gostoso e fácil de fazer. Experimente! Você pode servi-lo com pão ou torradas no café da manhã, como antepasto acompanhando saladas para os seus convidados antes do jantar ou até mesmo como recheio em uma lasanha ou ravioli!

Patê de tofú

 Compre 200 gr. de tofú orgânico. Separe: 3 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa ( ou menos) de açafrão em pó, 2 colheres de sobremesa de manjericão desidratado e sal marinho a gosto.

Em uma tigela, amasse o tofú com a ponta dos dedos até que se desfaça em pedaços pequenos. Acrescente o azeite e, com uma colher, misture bem. Junte o açafrão aos poucos e vá mexendo até a pasta ficar amarelinha. Adicione o manjericão e misture. Agora é só acertar o sal e está pronto!

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Caldo de feijão fradinho com costelinhas

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Pensando em uma versão mais suave do caldo de feijão ( roxinho ou preto) para se comer à noite, resolvi testar um caldo com feijão fradinho – aquele feijão clarinho que tem uma manchinha preta. Para ficar bem gostoso resolvi fazê-lo com costelinha de porco. Um inovação deliciosa! Faça-o em sua casa e tenho certeza que irá se tornar um dos caldos prediletos da família.

Caldo de feijão fradinho com costelinhas de porco

É importante comprar em um bom açougue as costelinhas de porco com bastante carne. Peça para cortá-las em pedaços pequenos, de no máximo 4 cm. Calcule 1 costelinha por pessoa. Considerando 500 gr. de feijão fradinho, vamos fazer uma receita para de 6 a 8 pessoas. Os outros ingredientes são: 3 colheres de óleo, 2 colheres de chá de sal com alho, 1 cebola média ralada, pimenta malagueta ou do reino à gosto. Para a guarnição: salsinha e cebolinha, bacon e pimenta biquinho.

De véspera (ou com 5 horas de antecedência): deixe o feijão de molho em água o suficiente para cobri-lo e ultrapassar 2 dedos. Tempere as costelinhas com sal com alho (1 colherinha de café) e pimenta do reino e deixe pegando tempero na geladeira.

Cozinhe o feijão deixando-o ainda um pouco duro. Não jogue fora a água do cozimento, que deve ser mantida uns 2 dedos acima do nível do feijão.

Coloque água para ferver à parte. Pique miudinho ou rale a cebola. Esquente o óleo e doure o sal com alho (1 colherinha de café) e a cebola. Junte as costelinhas (retire da geladeira bem antes) e frite-as até ficarem bem coradas. Quando começarem a agarrar no fundo da panela, comece a despejar a água quente aos poucos e pelas beiradas. Vá adicionando água até a carne começar a amaciar, completando então com o caldo que cozinhou o feijão (deve estar quente).

Bata a quarta parte do feijão no liquidificador para obter um creme. Junte o feijão e esse creme no caldo da costelinha. Mexa bem, se necessário complete com a água do cozimento do feijão ou com água quente. Prove o tempero. Pode juntar 2 a 3 folhas de louro que devem ser retiradas ao final. Acrescente pimenta a gosto. Deixe que o feijão e as costelinhas terminem de cozinhar. Ao final, retifique a quantidade de caldo e o tempero. Obs: se for fazer o caldo bem antes de servir deixe com caldo a mais porque seca ao esfriar)

Frite o bacon picadinho e seque com um guardanapo. Corte miudinho a salsinha e a cebolinha e separe a pimenta biquinho. Coloque cada um em um pratinho para serem servidos junto com o caldo de feijão.

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Cordeiro ao molho de vinho Tannat

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Minha filha mais velha adora cozinhar carnes e degustar vinhos. Casou com o marido perfeito, pois é um gaúcho que tem gosto pela boa mesa e sempre elogia suas experiências culinárias, além de saber como ninguém escolher o vinho certo para acompanhar cada prato. Sempre digo para minhas amigas e alunas de culinária: o incentivo do marido é sempre a mola propulsora de uma futura grande cozinheira, mesmo que de vez em quando ela erre alguma coisa…Paciência, maridos! Elogiem sempre e serão recompensados. Aliás, o melhor é sempre estarem os dois na cozinha juntos, exercitando a fundamental cumplicidade do casamento! A receita abaixo foi feita e escrita por ela, que com pouco tempo de casada já se tornou uma excelente cozinheira.

Cordeiro ao molho de vinho Tannat

Compre a carne e as ervas frescas de véspera: 2 peças de stinco de cordeiro, 1/2 maço de hortelã e 4 ramos de alecrim. Confira se tem em casa os demais ingredientes 2 folhas de louro desidratadas, 6 cravos (ou meia colher de chá de cravo em pó),1 xícara de café de vinho branco, 1 colher de sopa de manteiga, 4 colheres de azeite de oliva extravirgem, 2 xícaras de chá de vinho da uva tipo Tannat, 4 xícaras de caldo de carne caseiro (de preferência de cordeiro)*, sal e pimenta do reino a gosto. 

Confesso que não é sempre que encontro o Stinco preparado para a venda e então peço ao açougueiro para cortar a parte inferior do pernil de cordeiro. Ele não vai querer ficar com o restante com medo de não conseguir vender, mas é fácil convencê-lo se ficar com a parte restante também. Eu sempre faço isso e a deixo no freezer para uma próxima receita. Uma boa ideia é destrinchar essa parte, guardar a carne e usar o osso para fazer o caldo. Você pode usá-lo nessa receita.

Para fazer o caldo de carne coloque na pressão por 30 minutos: aproveitamento de carne com osso e gordura mais cenoura, aipo, cebola e alho. Depois coe.

Caso prefira, esse prato pode ser feito com a carne do pernil de cordeiro cortada em pedaços médios (calcule 600 gramas, sem o osso).

Agora vamos ao preparo. Passo 1: comece de véspera com a marinada da carne. Coloque num saco plástico grande e firme (ou numa travessa se tiver tempo para virar a carne de tempos em tempos): 1 cebola picada em pedaços grandes, a hortelã e a carne. Moa a pimenta do reino preta por cima e regue com o vinho branco. Feche o saco e deixe que toda a carne tenha contato com o líquido. Leve à geladeira por, no mínimo, 8 horas.

Passo 2: retire a marinada da geladeira e deixe que fique em temperatura ambiente. Abra o saco e adicione o sal suficiente para ser esfregado em toda a carne ( calcule o sal tendo por base uma colher de sobremesa por quilo). Pique a cebola em pedaços miúdos e aqueça o caldo de carne.

Passo 3: depois de 30 minutos da carne pegando sal, derrame azeite em uma panela já aquecida e sele a carne, dourando-a bem de todos os lados. Retire e reserve. Para fazer o molho: na mesma panela, acrescente a manteiga e doure a cebola picadinha. Quando começar a grudar no fundo, acrescente o caldo de carne quente e espere incorporar. Verta o vinho tinto aos poucos, esperando evaporar o álcool. Junte o cravo e as folhas de louro ao molho e volte com a carne. Posicione os ramos de alecrim de forma a ficarem submersos e em contato com a carne. Verifique se o caldo está quase cobrindo a carne, se não, junte água fervente. Reduza o fogo e espere a carne ficar macia. Teste com um garfo. Confira sempre o molho: se começar a secar, acrescente água quente pelas beiradas. O cozimento deve levar, no mínimo, duas horas. Quanto mais tempo, mais macia a carne, não se apresse.

Antes de servir, retire a carne da panela e engrosse o caldo, se necessário, com maisena pré- diluída em água).

Neste jantar (veja foto principal) servi a carne com um nhoque feito à parte e depois incorporado ao molho. Outras opções é servi-lo com um cuscuz de legumes ou então acompanhado de uma boa massa.

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Cuscuz doce

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Preparando um jantar marroquino com a intenção de fazer todos os pratos em casa, deparei-me com a dificuldade de servir doces típicos. Sempre me volta a lembrança dos divinos deliciosos maravilhosos doces ( veja os da foto abaixo, só pra vocês terem uma leve ideia) que comi em um lugar mágico no Marrocos e sei que jamais comerei algo semelhante. Estávamos atravessando o deserto a caminho de Marrakesh e paramos em uma antiga fortaleza onde nos serviram chá de hortelã e doces inesquecíveis, à base da mais fina farinha, mel e frutas secas locais. Sempre tento reproduzir as delícias que provo em viagens, mas fazer estes doces, pra mim que não tenho sangue árabe, é impossível! Bem, então vamos a uma receita bem fácil, rápida e gostosa que você também pode fazer.

Cuscuz doce

 Compre um pacote de couscous medio ( da Divella ou Ferrero são os melhores). O cuscuz é sêmola de grano duro em grãos do tamanho de ½ bago de arroz ou pouco menor. Separe 2 xícaras de café de cuscuz para esta receita, que dá para 6 a 8 pessoas.

Junte ao cuscuz dentro de uma tigela funda: 6 xícaras de café de leite fervendo, 2 colheres de sobremesa de manteiga, 2 colheres de sopa de mel. Misture. Tampe com papel alumínio e deixe descansar por 5 minutos.

Pique frutas secas à sua escolha: damascos, passas, figos, ameixas, amêndoas lascadas, cascas de laranja. Junte ao cuscuz, misture bem e deixe descansar por mais 5 minutos.

Enforme dentro de uma forma dessas com furo no meio. Antes, passe uma leve camada de manteiga para ficar mais fácil de desenformar. Aperte bem. Tampe e reserve.

Faça uma calda de açúcar queimado: coloque 4 colheres de sopa de açúcar cristal para dourar em uma frigideira. Esquente água à parte. Vá mexendo o açúcar no fogo baixo com uma colher de pau e assim que começar a tomar o tom dourado despeje cerca de 1 xícara de café de água fervente, com cuidado. Deixe a calda ferver até que a calda fique lisa e no ponto um pouco mais fino do que mel.

Escolha um prato grande, coloque-o sobre a forma destampada, pressione e vire os dois juntos para desenformar. Regue com a calda caramelada.

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Fettuccini verde com creme de ricota

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Depois que as duas blogueiras filhas estão equipadas com máquina e acessórios para fazer pasta (ou massa, como se denomina mais comumente no Brasil) em casa e craques na receita básica e no manuseio da pasta, cada fim de semana inventam uma receita diferente. E cada uma mais gostosa do que a outra! A de hoje é uma receita de pasta cortada ao comprido, de largura média – o tradicional fettuccini – feita com espinafre, o que a torna verde. O fettuccini é uma pasta que agrega o molho com facilidade e, por isto, ideal para ser feita com molhos brancos.

Fettuccini verde com creme de ricota

Para fazer uma quantidade de pasta (ou massa) para 5 a 6 pessoas, separe: 200 gr. de farinha de trigo grano duro, 200 gr. de farinha de trigo comum, 4 ovos, 1 colher de sopa cheia de azeite, 1 colher de chá de sal e 1/2 maço de espinafre.

Para o molho: 1 colher de sobremesa de manteiga, 1 colher de café de sal com alho, 1/2 cebola ralada, 1 colher de sopa de farinha de trigo, 1 xícara de chá de leite, e 2 colheres de sopa de ricota.

Comece lavando os ramos de espinafre e separando só as folhas. Leve-as a uma panela com um pouco de água já quente e deixe uns 3 minutos em fogo baixo até que fiquem murchas e bem verdes. Retire-as com uma escumadeira e mergulhe-as em uma bacia com gelo e um pouco de água gelada. Reserve.

Peneire as farinhas em uma tigela grande e misture-as bem (se quiser pode usar apenas um tipo). Reserve.

Esprema bem o espinafre para retirar o excesso de água e bata no liquidificador com os ovos, o azeite e o sal.

Junte a pasta de espinafre à farinha e mexa com as mãos até que forme uma massa uniforme. Ao final, será necessário passá-la para a bancada e amassar bastante. Não desanime, aos poucos a farinha vai se incorporando e a massa fica mais lisa (veja a foto). Obs.: caso a massa esteja ainda molhada e pegajosa é porque não foi retirado o líquido suficiente do espinafre. Mas não se desespere: vá acrescentando farinha de trigo comum, aos poucos, somente o necessário para conseguir a consistência correta.

Envolva a massa em plástico filme e deixe-a descansar por, pelo menos, 30 minutos.

Abra a massa e corte-a na máquina em formato de fettuccine (ou com a faca, como quiser). Deixe secar sobre um pano limpo enquanto prepara o molho. Se preferir faze-la com antecedência, guarde-a em um recipiente bem fechado por até 3 dias na geladeira, porém antes deixe secar bem para não grudar.

Para fazer o molho: em uma panela funda, esquente a manteiga em fogo baixo, doure ligeiramente a cebola e o sal com alho. Junte a farinha de trigo aos poucos, misture bem com uma espátula até formar uma massa lisa. Acrescente o leite morno. Depois que tiver formado um creme liso e homogêneo, junte a ricota. Acerte o sal. Se quiser, junte uma pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino branca. Desligue.

Enquanto faz o molho, esquente água em uma panela grande para cozinhar a massa. Assim que a água estiver bem quente misture o sal ( basta 1 colher de sopa cheia) e cozinhe a pasta aos poucos. Atenção, pois pasta caseira cozinha rápido. Para saber se está cozida corte um pedacinho com um garfo, se oferecer pouca resistência está no ponto. Escorra bem a água.

Passe rapidamente as tiras da pasta cozida para a panela do molho e mexa com um garfo para incorporá-las, tomando cuidado para não quebrar.

Agora é só servir! Sempre bem quente!

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Polvo com tomate

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Outro dia, conversando sobre culinária espanhola, uma senhora me disse que fazia um polvo com tomate ótimo. Pedi a receita e ela não quis me dar dizendo que dava muito trabalho porque o polvo levava 40 minutos para cozinhar na pressão.  Respondi que sempre faço polvo e para seu cozimento bastam de 5 a 10 minutos. A mulher disse que eu não deveria saber cozinhar! Pois para provar o que eu disse (quem sabe ela irá ler esta receita aqui? ) comprei um polvo fresco e resolvi fazer o tal polvo com tomate sem receita alguma.  Demorou exatos 8 minutos para cozinhar na água, mais 5 minutos para terminar de cozinhar no molho de tomate e ficou macio e delicioso!

Polvo com tomate 

Compre um polvo na peixaria que não esteja congelado. Se não achar, pode ser congelado mesmo e deixe que descongele naturalmente.

Prepare um bom molho de tomates usando 6 tomates italianos grandes e bem maduros, 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1 cebola, 3 dentes de alho, 1 colher de café mal cheia de sal com alho,1/2 colher de  café de páprica, 1 pitada de pimenta do reino e 1 colher de sobremesa de ervas finamente cortadas ( salsinha, cebolinha manjericão). Coloque água para esquentar em um caneco.

Corte os tomates em 4 e retire as sementes. Passe-os em água fervente para tirar a pele e amaciar. Amasse-os grosseiramente.Rale a cebola e pique as ervas. Esquente o azeite, doure a cebola e o sal com alho, misture e amasse os tomates com uma colher de pau ou espátula. Junte os temperos. Assim que começar a querer agarrar no fundo da panela, junte a água quente até cobrir com folga a massa de tomate. Abaixe o fogo e vigie o cozimento do molho. Retifique o tempero a seu gosto e vá pingando mais água quente até provar o molho e perceber que o gosto de tomate cru desapareceu. Reserve.

Em uma panela grande, coloque bastante água com 1 colher de sobremesa de sal, 3 dentes de alho e 1 cebola. Deixe que a água ferva. Coloque o polvo na água de modo que o cubra inteiramente. Deixe que cozinhe, por no máximo 10 minutos ou até enfiar um garfo e verificar que ele entra na carne com facilidade. Retire o polvo da água e deixe esfriar o suficiente apenas para conseguir manejá-lo. Corte-o, com uma tesoura, em os pedaços de 2 cm de comprimento, inclusive a cabeça, que é parte melhor. Veja aqui como cortar. Despreze as pontinhas.

Misture o polvo e as ervas no molho de tomate e deixe acabar de cozinhar em fogo brando por mais 5 minutos ou até que fique bem macio. Não deixe o cozimento passar de 10 minutos pois o polvo passará de macio a borrachudo.

Como aperitivo, esta receita dá para até 4 pessoas, dependendo do tamanho do polvo.

Sirva com pão.

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Bacalhau com grão-de-bico

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A região da Galícia, ao norte de Portugal, faz parte da Espanha mas o idioma galego é muito semelhante ao português arcaico e os costumes e tradições, inclusive culinárias, são mais parecidos com os portugueses que com os espanhóis. Portanto, não é de se estranhar o quanto gostam de bacalhau por aquelas bandas. Quando lá estive no ano passado, lembro-me que vi servirem um bacalhau  com o molho de grão-de-bico e repolho, que é típico do cocido maragato, na Vinícola Palácio de Canedo, de Prada a Tope.

Pois então, para o jantar especial das três blogueiras, novamente reunidas na cozinha da mãe, sugeri às filhas experimentar fazer o bacalhau à galega. Elas estranharam a combinação mas, quando o prato foi servido à família, todos gostaram tanto que resolvemos incorporá-lo à nossa coleção de receitas com bacalhau!

Bacalhau com batatas, grão-de-bico, cebola e repolho

Para 4 pessoas prepare uma posta de bacalhau de 800 gr. Veja aqui como fazer.

Separe 1 xícara de grão-de-bico já cozido, 3 batatas, 2 cebolas, ¼ de repolho, ½ xícara de chá de azeite, 2 a 3 dentes de alho e sal.

Deixe de molho, de véspera, 1 xícara de café de grão-de-bico. No dia seguinte, cozinhe-o na pressão (troque a água) por 30 a 40 minutos ou até ficar bem macio. Escorra a água do cozimento e reserve. Cozinhe 3 batatas, despele-as e corte-as em fatias grossas. Pique finamente as cebolas e o repolho de modo a dar 3 xícaras de cada. Pique o alho bem miúdo.

Tome uma travessa refratária e forre o fundo com as batatas. Salpique uma finíssima camada de sal. Distribua por cima, de forma regular, as fatias de repolho e de cebola. Espalhe um pouquinho de sal regue com azeite. Ponha a posta de bacalhau no meio e cubra com o restante do repolho e da cebola. Espalhe o grão-de-bico nas laterais e salpique o alho. Cubra tudo com uma boa regada de azeite.

Vinte minutos antes de servir leve ao forno a 250 graus. Sirva acompanhado de arroz branco, se quiser.

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Mousse de queijo com calda de goiabada

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Com muita alegria e disposição para fazer um jantar especial, as três blogueiras – mãe e filhas -reuniram-se para comemorar o retorno da filha blogueira mais nova da filial do blog Sal&Alho na Bélgica. Apesar de conversarmos virtualmente o dia inteiro sobre culinária e outras coisas, estávamos com muita vontade de ficar bem juntinhas depois de sete meses sem nos encontrar pessoalmente. Em Minas Gerais tudo se comemora em volta de uma mesa e, na nossa família, uma das formas de demonstrar afeto é cozinhar para quem amamos. E para nosso encontro gastronômico ficar mais divertido, resolvemos inventar receitas inéditas! Como nós três somos intolerantes a leite de vaca, começamos pela sobremesa.

Mousse de queijo de cabra ( para intolerantes a leite de vaca) 

Para fazer uma mousse que dá para 8 pessoas vai precisar de: 1 xícara de açúcar refinado,1 xícara de leite de amêndoas (veja aqui como fazer), 3/4 xícara de creme de leite de arroz, 300 gr de queijo de cabra, 1 garrafa de 200 ml de leite de coco, 10 gr de gelatina incolor em folha.

Opção para quem não é intolerante: 1 xícara de açúcar refinado,1 xícara de leite, 3/4 xícara de creme de leite, 300 gr de queijo de cabra ou tipo minas padrão, 1 garrafa de 200 ml de leite de coco, 10 gr de gelatina incolor em folha.

Para o molho e decoração: 5 figos frescos e 100 gr. de goiabada.

Deixe a gelatina de molho em água na temperatura ambiente por 5 minutos. Enquanto isto, pique o queijo, coloque-o no copo do liquidificador e junte os demais ingredientes. Bata até ficar uniforme. Reserve.

Esprema as folhas de gelatina com a ponta dos dedos para retirar o excesso de água e, dentro de uma xícara, leve a gelatina espremida ao microondas por 15 segundos.
Ligue novamente o liquidificador e, em baixa velocidade, vá pingando aos poucos a gelatina derretida. Despeje o creme em uma forma de 20 cm. de diâmetro com furo no meio. Deixe-a na geladeira por no mínimo 8 horas coberta com filtro plástico.

Faça uma calda derretendo, em fogo baixo, a goiabada cortada em pedaços pequenos e misturada com um pouco de água até obter uma pasta lisa e fina. Reserve.

Para desenformar: coloque a forma em um recipiente com água quente por 2 segundos e em seguida, sobrepondo o prato de servir, vire o conjunto rapidamente. Deixe que a mousse solte da forma sozinha.

Decore a mousse com os figos cortados em quatro e entorne parte da calda de goiabada, como na foto. Aqueça o restante da calda para servir à parte.

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Aperitivos peruanos – causa rellena

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Margarita e Karen são as duas amigas peruanas da filha blogueira que estudam em Leuven, na Bélgica. Como têm pouco tempo para cozinhar, mas não querem deixar de comer os pratos típicos do Peru, sempre fazem umas comidinhas práticas e gostosas. Veja esta receita abaixo: é tão prática que serve tanto para preparar um sanduíche e levar na marmita para a escola ou trabalho quanto para servir como aperitivo.

Causa rellena ( rellena quer dizer recheada)

A massa da causa é feita com batatas, azeite, limão e temperos, portanto uma ótima opção para os intolerantes a glúten e a lactose.

Para cada causa rellena (que aqui estou chamando de sanduíche) use 2 batatas cozidas, despeladas e bem amassadas. Em uma xícara, faça um temperinho com 1 colher de sopa de azeite, gotas de limão, 1 pitada de sal com alho e pimenta fatiada bem fininha, a gosto. As peruanas usam um tipo de pimenta que parece com a mineira dedo de moça. Misture bem com a pasta de batatas. Molde a causa em uma forma refratária de modo a formar uma camada aplainada de 1,5 cm. Leve à geladeira. Depois que estiver firme, corte a massa de forma a ter um quadrado, do tamanho de uma fatia de pão de forma.

Prepare o recheio tradicional peruano: fatias finas de salmão defumado ( como carpaccio) , fatias de abacate e maionese. Recheie e sirva frio.

As estudantes peruanas inventaram uma variedade ótima da causa rellena e a servem como aperitivo tipo canapé para receber as amigas. Veja como fazer para ter cerca de 40 peças de canapés:

Separe 10 batatas médias, 1 colher de sopa de azeite, suco de 2 limões tipo tahiti, 3 dentes de alho bem amassados, 1 colher de chá rasa de sal e pimenta a gosto. Cozinhe, despele e amasse bem as batatas. Junte o azeite já misturado com os temperos. Misture bem e prove o tempero. Coloque a massa dentro de uma forma refratária e comprima bem, nivelando por cima. Leve à geladeira por 2 horas. Depois, estando a massa firme, para fazer os canapés corte losangos como na foto. Passe por cima dos canapés uma camada de maionese, coloque como top o salmão e o abacate e enfeite com uma folhinha de coentro.

Para variar você pode colocar outras coberturas, veja na foto.

Pouco depois que publicamos esta receita, tive oportunidade de ir ao Peru. Lá constatei que a causa é um dos pratos mais tradicionais do país. Pode ser feito de várias formas, como poderá ver em outra publicação de 8 de novembro. Acesse aqui e veja.

Se quiser a legítima receita da causa peruana clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Ceviche peruano

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Margarita e Karen são duas peruanas muito amáveis e alegres que estudam em Leuven, na Bélgica e gostam de cozinhar. A blogueira filha caçula estuda na mesma universidade e, é claro, conversa vai, conversa vem, descobriram que têm a mesma paixão pela gastronomia. Combinaram então que aprenderiam, umas com as outras, receitas típicas do Peru e do Brasil. Ah, como gostaríamos de estar lá para participar desses almoços internacionais! Para não ficarmos tristes elas nos prometeram que, se não podíamos compartir os pratos com elas lá na Bélgica, ao menos nos mandariam as receitas para cozinharmos em casa. E como tudo o que fazemos é para vocês também, aqui vai uma receita fácil e deliciosa. Experimente e sinta-se em nossa companhia!

Ceviche ( diga ceviche) de salmão ou peixe branco

 No Peru o mais comum é fazer a receita com peixe branco mas como na Bélgica o salmão é de excelente qualidade, vamos usá-lo.

Para 4 pessoas, considerando que é um prato de entrada, separe 300 gr. de salmão e corte-o em cubos.

Para a salmoura, bata no liquidificador: o suco de 10 limões, 1 talo grande de aipo ou salsão, 1/2 colherinha de café de gengibre fresco ralado e pimenta fresca à gosto. Mergulhe o salmão nesta salmoura.

Pique 1 cebola em fatias finas. Pique finamente o coentro de modo a dar uma colher de sopa.

Acrescente à salmoura e sirva frio. No Peru servem o cevice acompanhado de um tipo de batata doce de cor laranja salmão.

Pouco depois que publicamos esta receita, fui pessoalmente comer o ceviche mais famoso do mundo no Restaurante La Mar, em Lima no Peru. Veja o post aqui no blog. Portanto, a receita impressa será a do ceviche do La Mar , publicada em 26 de outubro.Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Salada com romã e presunto cru

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Quase sempre abrimos a geladeira, selecionamos as verduras e legumes de nosso agrado e montamos a salada. Trabalhei por nove anos no restaurante de um hotel que servia buffet todos os dias para o almoço. A princípio, oferecíamos cerca de 20 variedades para que o cliente montasse sua própria salada. E como as pessoas que lá iam comer muitas das vezes eram as mesmas, reclamavam que todos os dias comiam a mesma salada. Mas eram elas que diariamente escolhiam os mesmos ingredientes! Passei então a montar saladas originais (com os ingredientes de sempre) e essas mesmas pessoas ficaram muito satisfeitas com a variedade. Conclusão: o importante é usar a imaginação para variar os pratos! Hoje sugerimos introduzir frutas e frios na salada. O resultado foi uma salada com paladar rico e frescor, deliciosa! Experimente esta e use sua criatividade para inventar novas saladas a cada dia.

Salada com rúcula, tomate, presunto cru e romã

Aqui vai uma dica genial para tirar com facilidade as sementes da romã:

Corte a romã em quatro partes e coloque dentro de um recipiente com água. Vire a casca ao contrário de modo a abrir a fruta para que as sementes soltem. Deixe dentro d’água para as sementes descerem e irem para o fundo e os pedaços de polpa branca boiarem. Retire e despreze a polpa, escorra a água e terá todas as sementes!

Para a salada: retire as sementes do tomate e corte-o em juliana (lascas finas). Lave e tire os cabinhos das folhas de rúcula, escorra. Monte a salada com as folhas de rúcula por baixo, o tomate entremeado, o presunto em forma de flor ao centro e espalhe as sementes de romã. Tempere a gosto, com azeite, sal e aceto balsâmico, se gostar.

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Vieiras na volta a Bruxelas

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Há um ano e meio, com a vinda da filha caçula para estudar na Bélgica, abrimos a filial europeia do blog Sal&Alho. Com pouco tempo para cozinhar mas preferindo sempre fazer sua própria comida, por preferir uma alimentação saudável, ela nos brindou, aqui no blog, com uma série de receitas. Todas deliciosas, nutritivas, fáceis e rápidas de fazer e sempre muito bem apresentadas, com o capricho de uma arquiteta que além do bom gosto estético é uma excelente fotógrafa. Ela tem sido a responsável pelas bonitos posts do Instagram (que também aparecem na foto da faixa verde do lado esquerdo da página do blog).

Durante este tempo aproveitamos as temporadas de férias juntas para experimentar a culinária de vários países (veja na seção Sal com alho Viaja). Neste mês a filha volta definitivamente para o Brasil. Para nos despedirmos desta temporada feliz e proveitosa aqui em Bruxelas resolvemos fazer juntas algumas comidinhas com os ingredientes que tanto gostamos e que aqui podem ser encontrados por preços muito convidativos.

Vieiras com aspargos

Este prato tanto pode servir de entrada, como para um brunch de domingo. A combinação de seus três elementos ficou perfeita! Muito fácil e rápido de fazer – levou apenas 10 minutos para ser feito!

Para 2 pessoas: 6 a 8 vieiras, 6 a 8 talos de aspargos verdes, 2 ovos, azeite, sal e limão.

Coloque 1 litro de água para ferver em uma chaleira. Comece passando as vieiras rapidamente em água fervente e temperando-as com gotas de limão e sal. Escolha uma panelinha com 15 a 18 cm. de diâmetro e encha-a de água quente pela metade e coloque em outra trempe ( para fazer os ovos pochés). Tome uma frigideira, passe um fio de azeite, espalhe e coloque as vieiras para dourarem de um lado e do outro. Retire-as, deixe-as entre dois pratos emborcados para mantê-las aquecidas. Na mesma frigideira, passe os aspargos.

 

Enquanto isto, faça os ovos poché. Quebre um ovo e coloque-o com cuidado em um bowl ou travessinha redonda, de modo à gema ficar no meio da clara. Tome um fuê ou 2 garfos e movimente a água da panelinha, mexendo rapidamente em círculo em uma só direção, a fim de formar um redemoinho. Imediatamente coloque o ovo, com cuidado, no centro do redemoinho e deixe que a clara vá cozinhando, ficando esbranquiçada. Retire o primeiro ovo quando a clara estiver branca e a gema começando a endurecer. Repita a operação com o segundo ovo.

Coloque as vieiras e os aspargos no prato em que serão servidos e por último, acrescente um ovo em cada prato, como na foto principal.

Sirva acompanhado de uma fatia de pão torrado.

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Borscht – a sopa de beterraba russa

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Esta sopa, proveniente da Ucrânia, tornou-se um dos pratos mais populares da Rússia, servida em todos os restaurantes que oferecem comida típica. Desde a primeira vez que a provei gostei tanto que repeti o pedido outras duas vezes em outros restaurantes. E logo que cheguei em casa testei a receita convidando as amigas para um jantar de culinária russa. Além de muito fácil de fazer, sustenta, é muito nutritiva e pouco calórica. Verifique, experimente e inclua no cardápio de sua casa.

Sopa Borscht ( ou Borsch) 

Para 4 pessoas: 2 beterrabas, 1 cenoura, 2 xícaras de chá cheias de repolho picado, 200 gr. de lagarto ( pode ser outra carne mas em 2 dos restaurantes que comi a sopa na Rússia esta foi a carne usada). Temperos: sal, pimenta do reino e páprica à gosto. Em um dos restaurantes tinha também cebola na sopa e em outro ( tipo bistrô) colocaram ameixa preta como diferencial.

Primeiro pique a carne em cubinhos e tempere. Como a beterraba brasileira é mais dura, convém pré cozinhá-la para amaciar um pouco ( se for na pressão cozinhe por 8 min.). Pique a cenoura em cubinhos e fatie o repolho em lascas finas. Esquente água à parte. O mais importante: guarde a água em que cozinhou as beterrabas.

Em uma panela funda, frite bem a carne, com o mínimo de óleo possível, até que fique marrom. Despeje um pouco de água fervente pelas beiradas e, com uma colher de pau, raspe a borra da carne para formar o primeiro caldo. Junte o caldo vermelho ( quente) em que cozinhou as beterrabas. Acrescente as beterrabas cortadas em cubinhos e depois a cenoura e, estando estas duas macias, junte o repolho. Verifique o nível do caldo, que deve tampar os ingredientes e ainda sobrar 2 cm (se precisar, junte a água fervente). Deixe que acabe de cozinhar e tempere. A sopa russa tem bastante páprica.

Sirva acompanhada de pão e de creme de leite gelado ( para que fique firme).

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Verifique como a sopa tem pouca caloria:

2 beterrabas                               600 gr.              114 calorias

1 cenoura                                     120 gr.                30 calorias

repolho                                        100 gr.                16 calorias

carne de boi ( lagarto)              200 gr.              340 calorias

total da sopa: 500 calorias ou 125 calorias por pessoa

A beterraba contém potássio, magnésio, ferro, vitaminas A, B6 e C, ácido fólico, carboidratos, proteínas, antioxidantes e fibras solúveis.

Veja abaixo as receitas originais do restaurante Mamanadache de São Petersburgo e do Restaurante My-My ( diga mumu) em Moscou.

 

Culinária russa em Moscou

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Um dos meus sonhos de viagem era conhecer a emblemática Praça Vermelha de Moscou. Sempre quando conhecemos um lugar por descrições literárias, fotos ou vídeos e chega o momento de estar lá ao vivo, a experiência não nos causa surpresa alguma ou até ficamos um pouco decepcionados. Porém, em Moscou, logo que caiu a noite e vislumbrei a praça iluminada, tendo de um lado o edifício do Gum todo iluminado, do outro a extensa muralha de tijolos vermelhos e as torres do Kremlin e ao fundo a magnífica Catedral de São Basílio, arrepiei dos pés à cabeça! Deslumbrante! A iluminação dos edifícios e monumentos da cidade é tão bonita que temos que visitá-los durante o dia e voltar à noite.

Há muito o que ver e visitar na praça e no centro histórico. Só o Kremlin, onde fica a sede do governo russo, com suas torres, igrejas e museus já nos toma um dia inteiro a ver maravilhas. Correr as estações de metrô para apreciar seus lindos mosaicos e sentir-se um moscovita é um passeio fascinante, começando pelo anel central e terminando o trajeto perto do rio Moscova e da Catedral do Cristo Salvador.

Moscou está toda em reformas, preparando-se para a Copa do Mundo 2018. Ao lado da Praça Vermelha ( vermelha tem o mesmo significado de bonita) há um imenso canteiro de obras onde constroem um parque de lazer com estruturas arquitetônicas ousadíssimas. Mesmo assim impressiona pela beleza das ruas, com imponentes edifícios de diferentes épocas. Sendo verão, a cidade está toda florida e engalanada em festa para os diversos festivais de rua. Prepare-se para visitar a cidade em 2018!

Agora vamos à culinária russa! Antes da refeição ou a qualquer hora o moscovita toma uma dose de vodka gelada com petiscos, como pãezinhos e torradas acompanhados de salmão defumado, arenque, caviar, cenoura e salsão crus, azeitonas, pepino em conserva e outros itens. Servem como opção de refeição ligeira um pastel assado recheado de carne, frango ou peixe (igualzinho às empanadas argentinas) e também blinis, panquecas e crepes com recheios variados, que podem ser salgados (salmão, queijo, frango) ou doces, recheados com mel ou com geleias de frutas. Muito populares são os shawarma, um enrolado de massa fina tipo wrap recheado com legumes frescos.

O primeiro prato é sempre sopa. A mais gostosa e conhecida é a Borscht ( próximo post). Há também a Solyanka ( sopa picante de peixes, cogumelos e pepino em conserva com creme de leite), a Kharcho (feita com carne de cordeiro) e muitas outras que sempre têm frango ou peixe e legumes e folhas como batata e repolho. Dentre as receitas tradicionais tem o Pelmeni ( tipo um cappelletti recheado com carne ou frango, servido com brodo ou com manteiga de ervas ou com molho de creme de leite).

Como prato principal servem peixes grelhados, como salmão e truta, com os molhos e guarnições tradicionais da culinária francesa. Há diversas opções de ensopados à base de molhos de tomate condimentados tendo como ingrediente principal cordeiro, carne de boi ou de caça.  O famoso Stroganoff ( com a mesmo) é feito com frango ou carne de boi em cubos servido com molho de creme de leite e cogumelos. Veja aqui a receita com frango e com carne. Outra receita tradicional é o Frango à Kiev ( peito de frango desossado recheado com presunto,queijo e molho branco, passado na farinha de rosca com ovo e frito – há outras opções de recheio). Atente para o detalhe que tudo é temperado com muita páprica. Com forte influência judaica e árabe, os kebabs (tipo espetinho) de frango, cordeiro e carne de boi são muito apreciados.

Na área turística há um grande número de restaurantes de comida italiana e japonesa além dos fast-foods americanos.

Além da tradicional vodka, as cervejas são muito populares. O Kvas é considerado a bebida nacional – trata-se de um fermentado de pão com água de baixo teor alcoólico, tomado bem gelado para acompanhar refeições ou como ingrediente para espessar molhos.

Como em boa parte do ano não há frutas frescas por causa do inverno rigoroso, os russos são especialistas em compotas, geleias e balas de goma feitas com diversos tipos de frutas, sobretudo as vermelhas, como morango, framboesa, amora e cereja e muitos tipos de berries.

 

 

 

 

A confeitaria KE Food Hall em São Petersburgo

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No início do século passado, Kupetz Eliseevs, um comerciante muito rico da cidade de São Petersburgo resolveu abrir uma loja na Avenida Nevsky, nos moldes das chiquérrimas confeitarias de Viena e Budapeste. Para projetá-la, contratou o famoso arquiteto Gavriil Baranovsky que criou um imponente edifício decorado no estilo – em moda na Europa na época – chamado de Art Nouveaux e caracterizado por formas da natureza ( observe os vitrais sobre a vitrine na fachada). No primeiro piso ficava a loja com todo o tipo de bebidas e produtos alimentícios finos, no segundo um teatro e no terceiro, um restaurante. Como não havia nada igual no país vinha gente de longe para conhecê-la e fazer compras e a empresa dos irmãos Eliseevs ganhou uma fábula de dinheiro. Quando veio a revolução bolchevique, em 1917, a empresa foi desapropriada e o governo assumiu seu controle até a metade dos anos 1990, funcionando com o nome de Gastronom no. 1. De lá para cá houve várias tentativas de compra do imóvel por empresas, mas a corte local decidiu que deveria continuar pertencendo ao governo para não ser descaracterizado. Tombado pela Unesco, passou a ser administrado por um grupo que aluga o imóvel do governo. Esta empresa restaurou a confeitaria no estilo original e a reabriu em março de 2012. Desde então recebe mais de 180 mil visitantes por mês. Se for à cidade, uma visita é absolutamente imperdível!

 

Pode-se comprar de tudo na loja, especializada em confeitaria e panificadora francesas. Destaque para os produtos russos regionais, como as famosas vodkas, vinhos finos, licores, caviar, peixes defumados, charcutaria e queijos, Há chocolates, caramelos e biscoitos das melhores marcas européias. Como souvenir, ninguém sai sem comprar asbonequinhas matrioskas – de madeira leve e clara pintadas à mão e que, à medida que se abre vão surgindo outras e mais outras filhinhas, umas dentro das outras!

Culinária russa e internacional em São Petersburgo

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As blogueiras mãe e filha caçula foram passar as férias na Rússia! Nas próximas postagens vamos conhecer um pouco sobre esta terra e sua culinária.

São Petersburgo é a cidade mais europeia da Rússia e a segunda em população, com 5 milhões de habitantes. Assim como, nos últimos anos, a cidade de Dubai surgiu do nada para ser um grande centro de negócios, planejada de forma espetacular com todo o luxo, São Petersburgo teve história semelhante.

O czar Pedro, o Grande, tomou dos suecos as terras na foz do rio Neva, na entrada do Golfo da Finlândia, um local muito estratégico, para construir uma magnífica cidade portuária. Chamou os melhores arquitetos europeus para planejar o traçado da cidade e seus belos palácios. Em 1703, a cidade foi inaugurada e logo depois tornou-se a capital do poderoso Império Russo. Deste tempo glorioso a metrópole, cujo centro histórico é tombado pela Unesco como Patrimônio Mundial, conserva a arquitetura clássica monumental e um acervo riquíssimo de arte no Museu Hermitage.

A cidade recebe o ano todo um número bastante elevado de turistas russos, chineses, europeus e de toda parte. Passeando por suas ruas lotadas de gente de todas as raças temos a impressão que é ali a tal Torre de Babel, onde se falavam todos os idiomas do mundo! Na avenida principal, a Nevsky, cujos 5 km. cortam todo o centro, há muitos bares, restaurantes e casas noturnas. Ali se acha, por exemplo, tanto o Macdonald, o Subway e Market Place quanto lojas tradicionais, como a belíssima confeitaria KE Food Hall ( próxima postagem).

A culinária regional é bastante influenciada pela europeia, sobretudo a do antigo Império Austro-húngaro. Quando Pedro o Grande importou o gosto e o refinamento europeu nas artes e na arquitetura, importou também a culinária.

Estando junto ao mar dá-se destaque aos peixes como salmão e truta; frango e cordeiro são muito populares e há restaurantes especializados em carnes de caça. O prato mais conhecido é o famoso strogonoff (na Av. Nevsky fica o palacete do conde Stroganoff – com a mesmo). Veja aqui a nossa receita, que comprovei ser realmente a tradicional russa. O clima frio incentiva o consumo de sopas, servidas como primeiro prato o ano inteiro e feitas à base de beterraba, repolho, batata, cogumelo e carne. Nota-se uma forte influência da comida judaica. As sobremesas variam em torno de tortas de influência vienense com muito chocolate, geleias de frutas e cremes. E, apesar do clima frio a maior parte do ano, o russo adora sorvete!

Procuramos um restaurante típico russo – o Mamanadache – para pesquisar as comidas locais e verificamos a total influência europeia. Veja abaixo uma seleção de pratos com o menu traduzido para o inglês – coisa raríssima! Aliás pouquíssimas pessoas falam outro idioma senão o russo nos restaurantes ou qualquer outro lugar ( exceto na recepção dos melhores hotéis). Imagine nossa dificuldade para nos fazer entender. O que valeu mesmo foi a linguagem universal da mímica.

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Tornedor ao molho de jaboticaba com risotto ao açafrão

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A filha mais velha blogueira adora receber amigos em casa para jantar. Como trabalha o dia todo e chega em casa tarde precisa cozinhar algo simples e fácil de fazer, que dê pouco trabalho porém de grande efeito. Afinal, por sempre receber os maiores elogios dos amigos, eles já vão esperando um jantar especial. E desta vez amaram o jantar! Vejam as duas receitas que ela fez:

Tornedor ao molho de jaboticaba

Para ficar mais fácil calcular a quantidade conforme o número de convidados, ela reduziu a receita tendo por base 2 pessoas. Assim é fácil multiplicar conforme o que irá precisar.

Ingredientes para 2 pessoas:
Para o tornedor: 1 miolo de filé mignon de aproximadamente 6 dedos de comprimento ( equivale a 400 a 500 gr), 1 colher de sopa de azeite, 2 folhas de louro, 1 colher de café de molho inglês (pode ser shoyo), 1 colher de sopa de vinho tinto, 1 colher de sobremesa de sal com alho, pimenta do reino a gosto.

Para o molho de jabuticaba: 1/2 xícara de vinho tinto, 1 colher de sopa de geleia de jabuticaba, 1 colher de chá de amido de milho dissolvido em ½ xícara de café de água.

Preparo: Corte o pedaço de filé ao meio (cada tornedor deve ter 3 dedos de comprimento). Molde cada tornedor para que tome a forma arredondada.
Misture o sal com alho com o molho inglês (ou shoyo), o vinho tinto e a pimenta do reino e tempere a carne. Deixe-a descansando por 30 minutos com uma folha de louro sobre cada peça. Enquanto isto, adiante o risotto.

Pré-aqueça o forno a 180 graus 20 minutos antes da hora que for servir o jantar.

Retire a folha de louro e o excesso de tempero da carne. Aqueça uma frigideira em fogo alto. Cubra a superfície com o azeite e coloque os filés (como na foto). Assim que selar de um lado e a carne mudar de cor até 1/3 de sua altura, vire e deixe corar do outro lado. Assim que corar, abaixe o fogo.

Neste ponto você decide se finaliza os pratos ou adia um pouco, seja porque seus convidados ainda não chegaram ou porque estão a comer as entradas.

Se estiver a dez minutos de servir, termine de grelhar a carne na frigideira conforme o ponto desejado ( verifique a mudança de cor na lateral da carne).

– Mal passada: deixe apenas que obtenha um tom marrom dourado, vire do outro lado até obter a mesma cor e retire do fogo;

– Ao ponto: espere que mude de cor – do rosa para marrom claro – e deixe dourar dos dois lados até obter um tom marrom bronzeado e comece a salpicar gotinhas de sangue por cima;

– Bem passada: doure de um lado e outro aguardando que fique em um tom marrom escuro.

Desligue o forno. Ponha a carne em uma assadeira e deixe-a no forno apenas para que permaneça quente até que finalize o molho e o risoto.

Se for demorar mais a servir, calcule o quanto vai grelhar a carne conforme o tempo que for demorar a servi-la e o ponto desejado (para mal passado, deixe o centro ainda vermelho, para ao ponto deixe que fique todo marrom claro, para bem passado aguarde até que salpique as gotinhas de sangue). Passe os pedaços para uma assadeira e deixe que terminem o cozimento no forno.

Preparo do molho: assim que tirar a carne da frigideira, inicie imediatamente o preparo do molho. Despeje um pouco de água quente e esfregue com uma espátula a borra deixada na fritura da carne até limpar a frigideira e obter um caldo na cor marrom dourado. Acrescente o vinho tinto e aguarde que o álcool evapore. Baixe o fogo e junte a geleia de jabuticaba, mexendo para incorporar no caldo. Se quiser engrossá-lo, acrescente um pouco de amido de milho previamente dissolvido em água. Mexa bem para que dissolva completamente e desligue o fogo quando o molho ficar espesso. Cuidado para não deixar secar o molho! Se terminá-lo antes da hora de servir e tiver que desligar o fogo, deixe-o menos espesso pois seca naturalmente.

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Risoto ao açafrão

Ingredientes: 1/4 de cebola picada ou ralada, 3/4 de xícara de chá de arroz arbóreo, 1/3 de xícara de chá de vinho branco, 1 xícara de chá de caldo de legumes caseiro, 1 colher de sobremesa de açafrão em pó e 1colher de sobremesa de azeite.

Preparo: enquanto a carne pega tempero, aqueça o caldo de legumes já pronto no micro ondas e mais um pouco de água em um caneco à parte. Em uma panela funda, esquente um fio de azeite e doure a cebola (fogo médio). Acrescente o arroz e misture até verificar que se formou uma película transparente ao seu redor (é rápido). Verta o vinho branco e espere que o álcool evapore. Abaixe o fogo e vá acrescentando aos poucos o caldo de legumes (permanecendo o nível do caldo uns dois centímetros acima do arroz), mexendo de tanto em tanto. Se acabar o caldo, complete com água quente. Quando o arroz estiver ao dente, acrescente o açafrão misturado à última dose de água, mexendo até acabar de cozinhar (prove e veja se está macio).

Se for o caso de adiar a finalização, coloque o açafrão misturado em um pouquinho de água, sem cobrir o arroz. Mexa e desligue o fogo, tampando a panela.

 Dez minutos antes de servir, ligue novamente o fogo se for o caso, acrescente um pouco mais de água quente e mexa até o ponto em que o arroz ficar macio (mas não empapado). Se quiser, finalize com uma boa colherada de manteiga e parmesão ralado.

Sirva o risoto e o tornedor junto com o molho – para arrepio dos italianos e deleite dos brasileiros!

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Caldo de batata com queijo cheddar

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Quando se trata de comida, sempre estou de orelha em pé escutando comentários de outras pessoas. Uma noite dessas, em um restaurante típico mineiro que serve caldos, na ausência de novidades (15 tipos e de todos já tem receita aqui no blog), perguntei às amigas se alguém conhecia algo diferente. Pois uma delas comentou que havia tomado um caldo de batatas com cheddar, receita americana. É claro que tratei de inventar algo semelhante na primeira oportunidade. Fiz à nossa moda mineira, ou seja, refogando os legumes, e ficou perfeito! Servi às amigas e todas adoraram!

Caldo de batata com queijo 

Para 6 pessoas separe: 6 batatas médias, 1 talo pequeno de alho poró ( ou 1 cebola grande), 200 gr. de queijo fundido tipo cheddar, ½ xícara de café (ou mais) de leite, 2 colheres de óleo e a quantidade suficiente de salsichão (o tamanho varia muito). Para temperar: 1 colher de café de sal com alho, 1 colher de café de sal, pitadas de pimenta do reino, noz moscada e curry. Na hora de servir juntei 1 xícara de chá mal cheia de queijo ralado grosso ( amarelos, como gruyère, ementhal e queijo do reino).

Descasque as batatas e corte-as em cubinhos. Coloque a metade para cozinhar na água com sal mas deixe-as ainda um pouco duras. Corte o alho poró em fatias finas. Derreta o queijo cheddar com leite no fogo e depois bata com o mixer até formar um creme consistente, leve e bem liso. Tire a pele do salsichão ( já vem pré-cozido) e corte-o em fatias finas.

Aqueça o óleo em uma panela média, doure o sal com alho, coloque os cubinhos de batata crua e o alho poró. Mexa bem até começar a agarrar na panela. Despeje somente a água do cozimento das batatas e deixe cozinhando até verificar que a batata está macia. Retire da panela e bata no liquidificador até obter um creme homogêneo da consistência de caldo ralo. Volte para a panela e acrescente os cubinhos que cozinhou à parte e o salsichão fatiado. Deixe terminar de cozinhar até o salsichão e a batata estarem no ponto. Não deixe a batata amolecer a ponto de desmanchar (fica ao dente). Junte o cheddar derretido e misture. Prove o sal e junte os outros temperos aos poucos. Prove se está do seu agrado.

Por último, quando for esquentar para servir, misture o queijo ralado. Sirva com bacon frito por cima e torradinhas.

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Petit Gateau

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Há alguns anos essa sobremesa é a queridinha dos cardápios brasileiros. Não tem quem não ame de paixão a deliciosa sobremesa! Vai bem tanto no inverno, pois o bolinho de chocolate é servido quente, quanto no verão, pois vem acompanhado de uma bola de sorvete! É fácil entender o porquê da predileção pois o que parece ser um bolinho de chocolate vira, na primeira colherada, uma calda quente dos deuses. E acompanhado de sorvete de creme então, que delícia!

A boa notícia que aqui lhe damos é que, se na sua casa mora pouca gente, fazendo a receita que rende 6 bolinhos você não precisa esperar ter visita em casa para ajudar a comê-los e nem precisa comer tudo de uma vez. É possível congelar e comer de um a um para essa delícia durar mais tempo. Pode até dividir um bolinho só com o seu amor, sabe como? Uma sobremesa e duas colheres! Congelando-os nas forminhas depois é só assar quando der vontade de comer mais um!

Petit Gateau

Ingredientes para 6 bolinhos: 150gr de chocolate meio amargo em barra, 150gr de manteiga extra sem sal (compre da Itambé em barra que vem com a medida impressa na embalagem), 3 gemas e mais 3 ovos, 80 gramas de açúcar refinado ( equivale a 6 colheres de sobremesa) e 54 gramas de farinha de trigo (5 colheres de sobremesa). Se for possível é preferível pesar, que assim não tem erro.

Parta a barra de chocolate e a manteiga em quadrinhos e derreta-as junto, em banho-maria, mexendo o tempo todo com a colher de pau. Reserve.

Numa tigela, misture bem as gemas, os ovos e o açúcar até conseguir formar um creme homogêneo. Incorpore aos poucos os outros ingredientes revezando ora a farinha, ora o chocolate derretido com a manteiga e mexendo sempre com a colher de pau para ficar um creme bem liso. Cubra a tigela com plástico filme e deixe gelar por 3 horas no mínimo.

Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte bem as forminhas com a mesma manteiga sem sal e polvilhe-as com farinha até que fiquem esbranquiçadas – como mostra a foto. Preencha cada uma delas com o creme gelado, nivelando a altura e deixando um espaço para que cresça sem entornar ao assar.

Leve para assar e fique de olho. Como o tempo de forno (5 a 10 minutos) é o mais importante e depende de cada forno então você deve acompanhar de perto para não passar do ponto exato. Caso contrário terá um bolinho uniforme e sem calda. Acenda o forno para ver os bolinhos assando mas nunca abra-o porque dissipa o calor.

Quando verificar que as beiradas estão firmes mas o centro ainda mole o bolinho estará no ponto certo. Se tiver bom olfato vai sentir que exatamente nesse ponto começa a cheirar. Tire imediatamente do forno e espere esfriar um pouco para desenformar.

Sirva com o sorvete de sua preferência. Na foto mostramos o tradicional sorvete de creme.

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Nhoque de mandioquinha salteado com ervas finas

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Mandioquinha, baroa ou cenoura amarela. São três nomes para o mesmo legume, ingrediente ideal para purês, caldos, cremes e até para variar o nhoque tradicional feito com batata. Aliás, fica muito mais gostoso e mais amarelinho. Essa receita é perfeita para acompanhar uma carne sem molho, mais seca, tipo churrasco.

Nhoque de mandioquinha salteado com ervas finas

Ingredientes para 2 pessoas: 3 mandioquinhas pequenas, 1 xícara de farinha de trigo (e um pouco mais para esfarinhar a bancada), 1 gema de ovo, 1 colher de café de sal, azeite e ervas finas.

Cozinhe as mandioquinhas até que fiquem macias o suficiente para amassar com garfo. O ideal é que sejam assadas no forno (para não dar água), mas se você estiver com pressa cozinhe-as na pressão com casca e depois raspe. Deixe-as descansar por alguns minutos para que esfriem e percam o excesso de água.

Enquanto isso, aqueça água em uma panela grande (3/4 da altura).

Misture em uma tigela as mandioquinhas já bem amassadas, a gema do ovo e o sal. Amasse com as mãos e vá acrescentando a farinha aos poucos, até formar uma massa uniforme que tenha consistência suficiente para enrolar.


Polvilhe a bancada com um pouco de farinha e divida a massa em duas bolotas. Tome cada uma delas e enrole até formar um rolo ( ou mais de um) com aproximadamente 2,5 cm de diâmetro. Agora é só cortá-lo em pedacinhos também de 2,5 cm. Faça as ranhuras características com ajuda de um garfo e vá colocando-os, aos poucos, na água quente para cozinhar. Conforme forem subindo à superfície, retire-os com uma escumadeira e reserve-os em uma vasilha untada com azeite. À medida que for acrescentando mais nhoques, vá acrescentando também mais azeite para não grudarem.

Assim que terminar, aproveite a mesma panela para a finalização. Jogue a água fora e deite um pouco de azeite. Leve ao fogo baixo e acrescente as ervas finas. Misture e junte os nhoques já banhados em azeite. Mexa um pouco, com cuidado, para que os nhoques fiquem totalmente envoltos pelo azeite e as ervas. Está pronto! Sirva imediatamente.

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Quinoa com trigo tipo risotto

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A quinoa é um grão originário dos Andes sul-americano e é um excelente alimento pois contém proteína, ferro e ômega 3 e 6. Por isto virou moda entre os que fazem questão de ter uma alimentação saudável. A filha casada foi fazer uma viagem enogastronômica pelas vinícolas chilenas e voltou cheia de novidades para experimentarmos e passarmos para vocês testadas e mostradas aqui no passo-a-passo, como sempre fazemos. Esta é muito fácil e uma boa alternativa para acompanhar carnes ou peixes. Experimente!

Quinoa com trigo tipo risotto

Esta versão é básica, ideal para servir com uma carne que já tenha molho (veja foto abaixo). A partir dessa receita você poderá acrescentar outros ingredientes e temperos. Tanto serve para comer quente como guarnição quanto para incrementar uma salada.

Ingredientes para 4 pessoas:1 xícara de chá de quinoa branca, 1 xícara de chá de trigo em grãos, 1/4 de cebola e 1 colher de sopa de azeite.

Aqueça ½ litro de água à parte. Em outra panela, doure no azeite a cebola picadinha ou ralada. Abaixe o fogo e acrescente a quinoa, mexa só um pouco e cubra com água quente.  Acrescente o trigo e cubra com mais água quente (não muita, o suficiente para cobrir). Prove e tempere com sal e outro tempero que desejar. Deixe cozinhar em fogo baixo, misturando de vez em quando para não agarrar no fundo. Quando a água secar estará pronto.

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Na foto principal acompanha ossobuco com molho de tomates. Na foto abaixo a receita básica.

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Jiló caramelado

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Outro dia comprei um quilo de jiló. Fiz uma receita de jiló recheado mas sobraram muitos jilós. Aí resolvi inventar algo diferente. No Sul do Brasil as churrascarias costumam servir frutas e legumes caramelados como acompanhamento de carnes. Em Gramado, eu comi laranja, abóbora e batata doce carameladas e achei ótimo. Então resolvi testar com jiló. E não é que ficou uma maravilha? Perfeito como guarnição de pernil ou joelho de porco! E também pode ser servido como sobremesa.

Jiló caramelado

Lave e enxugue os jilós. Corte-os em quatro no sentido do comprimento. Para cada 3 a 4 jilós vai precisar de 1/2 xícara de açúcar cristal e do suco de 1/2 limão pequeno para a calda.

Para preparar a calda: Coloque água para esquentar. Derreta o açúcar no fogo até ficar da cor de caramelo claro. Junte água fervente aos poucos e pelas beiradas até conseguir uma calda rala e homogênea. Misture o suco do limão.

Coloque os jilós cortados em quatro dentro da calda e deixe até que fiquem macios. Se a calda engrossar antes dos jilós ficarem no ponto, acrescente água quente aos pouquinhos. Só Isso! Fácil demais, não é?

Experimente fazer a mesma receita com laranja com casca cortada em quatro ou lascas de abóbora moranga sem o caroço. Dica: os pedaços devem ficar imersos na calda para o cozimento. Vá virando de pouco em pouco para cozinhar por igual.

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Arroz de polvo ao vinho

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Muita gente deixa de fazer e comer receitas com polvo porque algum dia comeu por aí um polvo borrachudo ou melando e ficou com má impressão. Sabendo prepará-lo – e é tão simples! – o polvo pode ser uma nova opção no seu cardápio, servido como aperitivo, por exemplo, Polvo à galega, ou como um dos ingredientes de uma Paella. Esta receita de hoje é uma variação do tradicional arroz de polvo português, feito com vinho tinto e enfeitado com petit pois. Para quem não sabe, petit pois ( diga peti puá) ou traduzindo, bolinha, é como os franceses chamam a ervilha em grão.

Dica para qualquer receita com polvo: congele o polvo já cortado para que quebre as fibras. Retire do congelador e deixe que perca o excesso de gelo. Ferva água até o ponto de ebulição. Coloque sal e dentes de alho inteiros. Mergulhe o polvo ainda gelado, deixe exatos 5 minutos e retire. Está pronto para qualquer preparo!

Arroz de polvo ao vinho com petit pois

Para 2 pessoas: 500 gr. de polvo, 1 xícara de chá de arroz, ½ cebola roxa, 1 xícara de chá de petit pois ( ou ervilhas), 1 xícara de café de vinho tinto, 2 dentes de alho, 1 colher de chá de sal, 2 colheres de azeite e 1 colher de café cheia de sal com alho.

Prepare o polvo conforme a dica acima, temperando a água com 1 dente de alho e 1 colher de chá rasa de sal. Deixe a água que aferventou o polvo no fogo baixo. Em seguida, com o polvo ainda quente, corte-o em pedaços de 2 cm. com uma tesoura. Reserve.

Pique a cebola em gomos. Escorra a ervilha. Esquente ½ litro de água à parte.

Tome uma panela média e esquente o azeite. Frite o sal com alho, o arroz e a cebola, tudo junto. Abaixe o fogo. Derrame o vinho e espere o aroma exalar. Despeje a água do polvo até cobrir o arroz. Prove o sal. Misture, tampe a panela e deixe cozinhando. Assim que a água baixar e aparecer o arroz, junte o polvo e misture. Prove, se o caldo estiver com gosto forte de polvo, acrescente água pura, do contrário, adicione a água do polvo. Se gostar, salpique pimenta do reino à gosto. Continue adicionando água quente até o ponto de cozimento do arroz desejado, mas nunca deixe o arroz amolecer. Um pouco antes de servir, adicione as ervilhas, misture e sirva quente.

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Caldo de fubá com frango e milho verde

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Para quem é do interior de Minas Gerais este caldo tem sabor de infância. Toda fazenda tem uns franguinhos ciscando no quintal e um milharal, nem que seja só pra alimentá-los. Início de inverno é tempo de milho verde e época de preparar as comidas típicas de festa junina (e julhina, porque são tantas festas que não cabem no calendário de Junho).  Além do curau, ou mingau doce de milho verde, experimente fazer esse caldo. A receita é fácil e simples.

Caldo de fubá com frango e milho verde

Para 4 pessoas basta 1 peito de frango ( ou qualquer parte do frango com carne), 2 colheres de óleo de milho, 1/2 cebola, 2 colheres de café de sal com alho, 1/2 xícara de chá de fubá, 1 espiga de milho verde (ou 1 lata de milho escorrido) e 1/2 xícara de chá de salsinha e cebolinha picadinhas.

Passe a carne do frango em água fervente, pique em cubinhos e tempere com 1 colher de café de sal com alho. Deixe pegando tempero de 15 a 30 minutos. Enquanto isto, tome a espiga de milho e passe a faca para retirar os bagos de milho do sabugo. Pique a cebola e o cheiro verde. Ponha 1 litro de água para ferver.

Esquente o óleo e frite o frango. Assim que mudar de cor, junte a cebola e o sal com alho. Quando o frango estiver bem corado, junte um pouquinho de água quente e raspe a borra do fundo da panela com uma colher de pau. Acrescente e misture o milho verde.

À parte, misture bem o fubá com 1 xícara de chá de água quente. Junte ao frango  e vá mexendo e acrescentando água quente até formar um caldo ralo e homogêneo. Prove o tempero. Pode acrescentar, se gostar, uma pitada de pimenta do reino e outra de cominho. Se quiser o caldo mais colorido pode acrescentar 1 colher de sopa de molho de tomate. Deixe o caldo engrossar até a consistência desejada. Na hora de servir, ponha por cima a salsinha e a cebolinha picadinhas.

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Rosas recheadas – pasta caseira colorida com beterraba e recheada com queijo

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Esta receita além de deliciosa tem uma linda e original apresentação. Surpreenda seu amor preparando-a para uma noite especial! Se nunca fez pasta em casa chegou o momento de experimentar. Porém há dois problemas: vai ficar com mania de fazer pasta em casa e nunca mais vai achar uma pasta industrializada suficientemente boa!

Rosas recheadas – pasta caseira colorida com beterraba e recheada com queijo

Para o preparo de uma quantidade de pasta que serve 4 pessoas separe: 150 gr. farinha de trigo de grano duro, 150 gr. de farinha de trigo comum, 3 ovos, 1 beterraba pequena, 1 colher de sopa de azeite e 1 colher de chá de sal.

Sugerimos rechear com queijo. Separe 500 gr. de queijo muçarela, 1/2 cebola ralada, 1 colher de sopa de azeite, sal, pimenta-do-reino e noz-moscada a gosto. Pode variar com o recheio que quiser.

Preparo da pasta:

Primeiro descasque a beterraba e corte-a em tiras pequenas e finas. Bata no liquidificador com os ovos até ficar um suco homogêneo.

Se tiver prática no preparo de pastas faça-a diretamente na bancada da cozinha montando o “vulcãozinho” como ensinamos da primeira vez. Clique aqui para lembrar o modo de fazer. Caso contrário, prepare a massa da pasta em uma tigela, como na foto.

Peneire as farinhas (para evitar que se surpreenda com alguma pedrinha), misture-as e disponha sobre a superfície de preparo. Faça um buraco no meio e despeje o suco de beterraba com ovos. Misture-os levemente com um garfo e adicione sal e azeite. Continue mexendo para incorporar a farinha ao líquido, aos poucos. Quando o garfo não for mais suficiente, ponha mão na massa!

Misture bem até obter uma massa lisa e homogênea. Se estiver fazendo a pasta na tigela, em um determinado ponto será mais fácil virar a massa na bancada e usar a força das mãos para que a mistura incorpore toda a farinha e fique uniforme. Faça uma grande bola e envolva-a com papel filme. Deixe-a descansar por, no mínimo, 30 minutos (máximo até uma hora). Se a temperatura do dia estiver muito quente, deixe a massa na geladeira. Porém não se esqueça de retirá-la dentro de meia hora, pois na geladeira perde a umidade e poderá ficar seca.

Aproveite o intervalo para preparar o recheio, que deve ficar tão gostoso como se fosse ser comido puro. Aqueça a panela (fogo baixo) com um pouco de azeite e adicione a cebola ralada para dourar. Acrescente o queijo (também já ralado) e misture até que derreta. Tempere a gosto com sal, pimenta-do-reino e noz moscada. Apague o fogo e reserve.

Passado o tempo de repouso, é hora de abrir a massa. Reparta a bola de massa aos poucos, deixando o restante envolto em plástico filme para não ressecar. Na máquina, ou com um rolo usando a força dos braços, faça largas tiras para que possa cortar no formato desejado.

Se não tiver um cortador redondo, use um copo de vidro. Com a ponta da faca, corte os círculos de massa. Com as aparas que sobraram, refaça uma bola e abra novamente para repetir o processo.

O segredo é ir cortando e recheando ao mesmo tempo para que a massa não resseque. Com o círculo na palma da mão, adicione um pouco de recheio no centro e dobre ao meio como uma meia-lua. Dobre novamente para juntar as pontas e aperte-as para que se grudem.

Vá colocando na bancada e polvilhando com farinha. Quando terminar, aqueça um pouco de água em uma panela e leve as rosinhas para cozinhar. Subiu à superfície, está pronto!

Sirva com um molho de manteiga e sálvia . Para prepará-lo basta derreter a manteiga e acrescentar as folhinhas de sálvia até que forme um molho aromatizado.

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Bolo de coco e acerola

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Todo sábado faço um bolo para o café da manhã. Para permitir-me algumas extravagâncias no final de semana, prefiro fazê-lo sem glúten, sem lactose e sem ovos. Assim começo o dia com uma refeição bastante saudável e deixo os excessos para mais tarde. Aproveito ainda o que sobra do bolo para montar algum lanche da semana*.

Neste dia surpreendi-me com a falta de ingredientes disponíveis – não tinha nenhuma fruta, cenoura, farinha sem glúten ou fubá. Só achei umas lasquinhas de coco natural congeladas.
Sempre tenho alguma polpa de fruta congelada (para disfarçar o gosto do suco verde, confesso) e então resolvi arriscar e inventar uma receita nova. Não é que ficou uma delícia?

Bolo de coco e acerola – sem glúten, sem lactose e sem ovos

Ingredientes: 2 xícaras de chá de farinha de arroz, 3/4 de xícara de chá de açúcar demerara ( ou cristal), 3/4 de xícara de chá de óleo de coco (ou outro de sua preferência), 3 colheres de sopa de farinha de linhaça + 6 colheres de sopa de água, 1 polpa congelada de acerola, raspas de coco natural ralado, 1 colher de sopa de fermento.

Aqueça a polpa no microondas para descongelar. Pique o coco retirando a casca. Em uma tigela tipo bowl junte a farinha e o açúcar. Acrescente  o óleo, a polpa e a mistura de água e linhaça. Misture tudo e veja a consistência: deve ser líquida mas levemente pastosa. Se precisar, adicione água aos poucos até o ponto certo (não deixe que fique aguada).

Junte o coco picado e, por último, o fermento. Misture bem para a massa ficar uniforme.

Unte a forma de bolo antes de despejar a massa. Leve ao forno por 30 minutos a 200 graus ou até que fique levemente corado. Pode fazer o teste do palito, mas retire a forma do forno com cuidado para não se queimar e espete-o no meio do bolo. Se sair limpo é porque está pronto. Espere esfriar para desenformar.

* Receita da filha blogueira casada que leva marmita feita em casa para o trabalho todos os dias.

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Filé em iscas com cogumelos e tomatinhos

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Saber fazer um molho suculento tendo como base o filé cortado em iscas é fundamental para quem se aventura na cozinha como principiante ou mesmo para quem já se considera experiente. Este molho básico pode ser incrementado com ingredientes como cogumelos, creme de leite, queijo gorgonzola, pimenta zimbro e outros. Tanto é ótimo para servir como aperitivo acompanhado de pão, quanto para comer com uma pasta ou guarnecido de arroz e batatas. Veja nesta receita a técnica de como prepará-lo e use sua imaginação para variar seu cardápio!

Filé em iscas no molho de cogumelos e tomatinhos servido com pasta de arroz

O corte: o mais importante é saber cortar o filé corretamente para que fique bem macio. Considere de 150 a 250 gr. de filé por pessoa, dependendo se for servir outros pratos ou se este será o prato único. Tome uma peça de filé inteira (ou parte) e corte fatias paralelas de 1 cm. de espessura. Atenção: sem atravessar – nunca corte o filé na diagonal! Deite cada fatia e, no sentido maior, corte-as em filetes finos e compridos.

Tempere a carne usando uma mistura de sal com alho e pimenta do reino ( ½ colher de café rasa para cada 200 gr. de carne). Deixe descansar por 15 a 30 minutos.

Obs.: Se for usar o filé para outro molho que não seja este da receita, siga as instruções abaixo ignorando o acréscimo do cogumelo e dos tomates e substituindo-os (ou não) pelo ingrediente escolhido.

Para 4 pessoas considere 800 gr. de filé, 12 champignon-de-paris médios e 16 tomatinhos.

Enquanto a carne pega tempero, lave e corte os cogumelos em fatias finas. Lave e corte os tomatinhos ao meio, retirando as sementes. Coloque ½ litro de água para esquentar e afervente nela os cogumelos até amaciarem (5 minutos). Retire-os, escorra-os bem numa peneira e mantenha o caldo do cozimento no fogo baixo.

Tome uma frigideira larga antiaderente e aqueça nela 2 colheres de sopa de óleo até ficar bem quente. Distribua as iscas de filé e deixe que mudem de cor. Vire-as do outro lado para corar por igual. Certamente vai dar caldo. Retire esse caldo e guarde-o em uma travessa. Espere até que as iscas fiquem bem coradas e sequinhas. Nesse ponto volte com caldo que retirou, ainda quente. Terminado esse, vá acrescentado a água na qual cozinhou os cogumelos (ou água quente, se não usou cogumelos) derramando-a aos poucos, pelas beiradas, sem jogar água diretamente na carne. A quantidade de caldo deve ficar na altura da metade da carne quando o filé já estiver bem macio.

Acrescente os cogumelos e misture. Prove o tempero e junte sal e pimenta se necessário. Pode também juntar uma colher de chá de molho inglês, se quiser servi-lo mais temperado como aperitivo. Se quiser dar um toque oriental coloque a mesma quantidade de molho de soja (só se não for misturar creme de leite ou queijo)

Dica: para o molho ficar encorpado, retire ½ xícara de café do caldo e acrescente 1 colher de sobremesa de amido de milho. Misture bem dentro da xícara. Afaste o filé para as beiradas de modo a juntar o caldo no centro da panela. Acrescente a mistura e mexa sem parar até dissolver e engrossar. Misture com o restante do molho.

Querendo acrescentar os tomates, coloque-os ao final, um pouco antes de servir, para que não desmanchem. Se quiser trocar o tomate por creme de leite ou um creme feito com gorgonzola e leite é neste momento que irá juntar, neste caso, torne a provar o tempero.

Aqueça uma boa quantidade de água para cozinhar a pasta. Se for usar pasta de arroz ( tipo Bifum japones) lembre-se que cozinha muito rápido, quase a conta de colocá-la na água fervente e retirá-la para o escorredor.

Misture rapidamente o molho na pasta e sirva bem quente.

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Caril de frango à tailandesa ou Kaeng Kai

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Caril é o nome genérico que se dá às receitas em que se usa um tempero muito popular no Sudeste Asiático que tem o nome de curry – que em português é traduzido por caril. Kaeng é curry ou caril, no idioma tailandês e kai é frango ou galinha. A base da receita é o frango temperado com caril mas tem alguns ingredientes obrigatórios como leite de coco, molho de peixe, pasta picante de caril verde e pimenta. Vale a pena tentar fazê-la porque é uma das sopas mais gostosas que já comi na vida.

Nota: nos supermercados gourmet costuma-se achar uma pasta industrializada de nome Green curry cooking sauce que tem o leite de coco e o molho de peixe misturados com a tal pasta picante de caril verde. Se não achar essa pasta, pode tentar fazê-la usando estes ingredientes: pimenta verde, cebolinha, capim limão, sal, alho, galanga (parece gengibre), casca de em limão kaffir (se não achar pode ser tahiti), cominho em pó, semente de coentro, cúrcuma, óleo de palma, açúcar e molho de peixe. Se não conseguir achar todos esses temperos, faça com os que tiver. Todos os ingredientes devem ser triturados e depois passados em uma peneira

Caril de frango

Tendo o peito de frango e um pacote do tempero (green curry cooking sauce) fica muito fácil fazer a sopa. Para uma quantidade que dá para 8 a 10 pessoas precisará de: 2 peitos de frango cortados em cubinhos, 2 a 3 batatas ou 2 xícaras de chá de cubinhos de batata, 1 xícara de café de pimentão vermelho cortado em cubinhos bem pequenos e a mesma quantidade de pimentão amarelo, 1 alho poró picado em rodelas, 10 cogumelos de paris grandes ou 2 xícaras de chá cheias dos cogumelos cortados em fatias finas, 2 xícaras de chá cheias de broto de feijão, 3 colheres de sopa de óleo de coco (ou de milho) e 1 colher de café de sal com alho. Tempero: além da pasta de caril verde pode acrescentar, se quiser a sopa muito temperada, pimenta malagueta e gengibre.

Quanto à quantidade de tempero, este é ao gosto do freguês. Na Tailândia, a comida é tão apimentada que parece que vai sair fogo da boca enquanto se come e é preciso ir bebendo água para que saia só fumaça. Então aconselho ir colocando o tempero na sopa bem aos poucos e só depois que estiver feita à brasileira, ou seja, só com sal e alho.

Tempere o frango com sal, alho e um pouquinho de caril em pó ( ½ colherinha de café). Corte os vegetais conforme recomendado ( veja foto). Ponha para ferver 1 ½ litros de água.

Em uma panela grande, esquente o óleo e doure o frango. Junte o sal com alho, os pimentões e a batata. Mexa e deixe fritar. Antes que o óleo escureça despeje um pouco de água quente e deixe esta primeira água quase secar. Acrescente o alho poró e os cogumelos. Misture e deixe corar um pouquinho. Despeje água quente até cobrir os vegetais. Junte o broto de feijão. Mexa e prove o caldo. Agora vá colocando a pasta de caril verde misturada com o leite de coco e o molho de peixe do pacote do green curry cooking sauce de pouco em pouco, ou seja, misture uma colher de sopa, prove, depois outra e torne a provar. Acerte o tempero de acordo com o seu paladar. Se gostar de comida muito apimentada, acrescente molho de pimenta ou pimenta malagueta triturada em um pouco de óleo. Torne a provar e retifique o sal, se necessário. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar até que a batata e o broto de feijão fiquem ao dente (cozidos mas firmes) e o frango e os demais vegetais estejam macios.

Sirva em seguida e bem quente. Harmonize com um vinho Shiraz.

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JANTAR À TAILANDESA

Convide seus amigos para um jantar à tailandesa agora que já tem as receitas do menu completo:

Entrada: Kaeng Kai ou Caril de frango

Prato principal: Pad Thai ou Pasta de arroz com carnes e legumes.

Sobremesa: Sangkhyaa Fak Thong ou Doce de coco na abóbora