Laranjinha confitada

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Aprenda a confitar laranjinhas e dê um toque sofisticado ao seu chá da tarde, ao café servido após o almoço ou use essas delicadas delícias para incrementar a receita de panetone ou bolos. Se quiser dar um toque inusitado ao lombo ou pernil de porco sirva-as como acompanhamento. A mesma receita pode ser feita com limão ou lima.

Laranjinha confitada

Para 3 laranjas pera use 3/4 de xícara de açúcar cristal e a mesma quantidade de água. Primeiro misture o açúcar na água e leve ao fogo para fazer uma calda bem rala.

Corte a laranja em fatias finas e escorra. Coloque-as na calda para cozinhar até que a calda seque – vai ficar grossa e começar a escurecer. Neste ponto é importante tomar uma colher de pau e ir mexendo, no fogo baixo,  para que as fatias grudem a calda por igual até ficarem da cor dourada. Cuidado para não queimá-las!

Deixe secar e guarde em um pote com tampa hermética.

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Torta de mousse de chocolate

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Quer uma torta deliciosa e diferente? Prepare esta sobremesa para o seu próximo almoço de família ou jantar com os amigos. Parece complicada mas é simples e fácil de se fazer. Anime e terá uma recompensa sensacional! Tem mais: pode ser feita para alérgicos e intolerantes a glúten e leite de vaca!

Torta de mousse de chocolate  

Ingredientes para 6 pessoas: 160 gr de chocolate 70% cacau (ou sem leite), 100g de manteiga ou ghee, 4 ovos, 100 gr de açúcar refinado, 4 folhas de gelatina, 1/2 xícara de chá de leite (usamos leite de amêndoas), amêndoa em lascas e cerejas para decorar.

Derreta a manteiga (ou ghee) e o chocolate partido em pedacinhos em banho-maria, mexendo de vez em quando. Desligue o fogo quando estiver derretido e misture para que fique uniforme.

Coloque as folhas de gelatina em água fria durante 3 minutos (não mais, senão derrete!)

Despeje o leite numa panelinha para aquecer. Esprema as folhas de gelatina e junte-as ao leite. Mexa bem para que dissolva e desligue o fogo.

Ponha o açúcar numa tigela grande que possa ser acoplada na batedeira (se sua batedeira for portátil, escolha uma bem funda). Separe outra tigela para colocar as claras.

Quebre os ovos e separe as gemas das claras. As gemas vão ser misturadas ao açúcar e as claras na outra tigela à parte.

Bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Junte o chocolate aos poucos, mexendo bem até verificar que a mistura começou a descolar da tigela. Acrescente o leite (com a gelatina) e bata mais um pouco.

Bata as claras separadamente até o ponto de neve e junte-as ao chocolate aos poucos, mexendo devagar e com cuidado com uma espátula de silicone.

Antes de despejar a massa na forma, molhe seu interior com água fria. Isso vai ajudar a desenformar depois. Leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas.

Para desenformar, passe uma faca molhada em volta da parte interna da forma e mergulhe-a em água quente por apenas 1 segundo.

Vire sobre o prato e decore com as lascas de amêndoas e cerejas.

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Brigadeiro de colher

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Todos os brasileiros e brasileiras acima de cinco anos de idade sabem fazer o famoso e tradicional docinho de nome brigadeiro, que é uma bolinha de chocolate confeitada com chocolate granulado. Costuma ser a primeira receita que as crianças aprendem na cozinha. Não existe festa de aniversário de criança sem brigadeiro, pois se não tiver é só reclamação!

Antes de 1946, esse docinho era conhecido no Sul do Brasil como negrinho. Neste ano, uma turma de senhoras cariocas da UDN passou a fazer o doce e vender nos comícios do Brigadeiro Eduardo Gomes a fim de angariar fundos de sua campanha para presidente do Brasil, daí o nome.

Esta é uma versão da receita que minhas filhas fazem desde pequenas e que hoje oferecem às amigas quando estas vão à nossa casa para uma seção nostalgia da infância. A quantidade dá para dois adolescentes gulosos ou cinco adultos educados e se come às colheradas. Nota: é indispensável nos nossos aniversários em família.

Brigadeiro de colher com cobertura de pistache

Ingredientes: 1 lata (ou caixinha) de leite condensado, 2 colher de sopa de achocolatado da Nescau, 1 colher de sopa de manteiga com sal em temperatura ambiente e 1 gema sem pele.

Fora do fogo, verta, em uma panela funda, o leite condensado e acrescente os demais ingredientes. Misture bem até obter um creme homogêneo e leve ao fogo baixo.

Dica: o segredo é mexer sem parar, em sentido horário, de preferência com uma colher de pau. Assim poderá acompanhar a mudança gradual da consistência do creme para desligar o fogo no momento exato. Verá que, estando o creme mais espesso, ele começa a agarrar no fundo, formando bolhinhas quando se raspa a panela com a colher, mas ainda sem grudar. Este é o ponto! Veja a foto.

Espere esfriar – se conseguir – coloque em uma tigela e coma de colher. Se quiser sofisticar, acrescente uma cobertura, como pistaches ou mix de castanhas.

Confissão das milhas filhas: “depois de adultas, continuamos a fazer a receita mas agora comemos o doce acompanhado de um bom vinho tinto, de preferência Malbec.  Fica delicioso!!!”

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Salada de bacalhau com feijão fradinho

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Uma das receitas mais tradicionais de Portugal é esta salada que pode ser servida morna ou fria. O melhor feijão para ser feita é o fradinho – aquele que tem uma pintinha preta.  E deve-se fazer com as sobras do bacalhau, aqueles fiapos que retiramos das beiradas do lombo de bacalhau, que precisam estar bem dessalgadas.

Salada de bacalhau com feijão fradinho

Para 250 gr. de bacalhau, calcule a mesma quantidade de feijão. Pique bacon (se desejar), 1 dente de alho, 1/2 cebola branca pequena, salsinha e cebolinha verde. Separe o sal e o azeite. Misture o alho bem batido com o sal.

Primeiro dessalgue o bacalhau, que precisa ficar na água, no mínimo, por 24 horas. Durante este tempo, troque a água cinco vezes.

Cozinhe o feijão, que precisa ficar bem firme, ao dente.

Leve uma frigideira ao fogo e frite o bacon, se desejar incluí-lo. Retire. Acrescente azeite,  junte a cebola picadinha e espere amaciar. Acrescente o bacalhau e misture. Deixe que comece a fritar. Afaste-o para as beiradas, coloque mais azeite no centro da frigideira e frite o sal com alho e o feijão. Misture tudo, volte a juntar o bacon, se quiser.

Um pouco antes de servir, junte a cebolinha e a salsinha picadinhas e misture.

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Beringela com pimentões para aperitivo

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Se você gosta de receber amigos em casa para tomar uma cerveja ou um whisky e, principalmente, se eles costumam chegar sem aviso, é prudente ter algum aperitivo pronto na geladeira. Esta conserva dura muito tempo em pote de vidro na geladeira – se você mante-lo bem fechado, tomar o cuidado de não contaminá-la com talher já usado ou voltar com porção já servida para dentro do pote. Esta receita é ótima para comer com pão, colocar no sanduíche ( se tiver alguma carne, melhor ainda) ou para incrementar a salada.

Conserva de beringela com pimentões e amêndoas

Considerando 1 beringela grande por base, separe: 1/3 de pimentão vermelho e a mesma quantidade do amarelo (grandes) e 1/2 cebola. Tempero:  3/4 xícara de café de azeite,  1/2 limão, 2 dentes de alho, 1 colherinha de café de açúcar, 4 folhas de louro, sal e pimenta calabresa a gosto. Por último, 20 amêndoas.

Pique a beringela, os pimentões e a cebola em quadrinhos. Pique o alho bem miudinho. Junte tudo, tempere com os outros ingredientes já misturados à parte.

Coloque em uma assadeira e leve ao forno a 200 graus até que o molho de azeite comece a borbulhar. Veja se a beringela e o pimentão estão bem macios. Retire do forno e deixe esfriar.

Torre as amêndoas em uma frigideira e misture.

Se for guardar para uso futuro, escolha um pote de vidro que tampe bem. Lave, enxugue, passe álcool. Deixe secar, coloque a conserva já fria. Conserve na geladeira.

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Mel de figos

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Apesar de um pouco trabalhosa, esta receita é muito fácil de fazer e rende dois produtos deliciosos: 1) figo em pasta para canapés, para recheio de massa fresca e para uso em sobremesas; 2) mel de figo, que pode ser usado em várias receitas de massas, em doces e até para servir sobre torrada no café da manhã.

Aproveite a estação de figos deste final de ano para preparar maior quantidade desses produtos. A pasta pode ser congelada e o mel dura meses na geladeira.

Mel de figos

Esta receita foi feita com 16 figos grandes maduros. Lave-os bem e corte em quatro. Coloque em uma panela funda (de preferência de ferro ou com a base grossa). Junte água suficiente para cobri-los e leve ao fogo baixo por 3 horas ou até verificar que o caldo reduziu pela metade. Durante o cozimento, deixe a panela semi-destampada, mexendo às vezes e pressionando levemente, com uma colher de pau, os pedaços de figo.
Separe uma tigela grande e coloque sobre ela um pano limpo bem fino (ou daqueles usados para fazer queijo). Dica: inserir um coador entre o pano e a panela evita que o pano caia sobre o líquido.

Despeje a mistura de figos cozidos sobre o pano e deixe que o caldo escorra naturalmente. Sobrando só os figos, esprema-os com as costas de uma colher e extraia mais caldo.

Agora vem a parte mais trabalhosa porém necessária para tirar o resto do caldo de dentro dos figos. Junte as pontas do pano e fazendo uma bola vá pressionando-a com as mãos até que saia todo o líquido.

Volte com o caldo para a panela e deixe em fogo baixo até encorpar (vai se formar uma fina crosta por cima mas é só misturar bem e ela se incorpora). Mexa e vigie pata não agarrar no fundo da panela. Caso o figo não esteja doce o suficiente, acrescente um pouco de mel.

Se não for usá-los, porcione a pasta de figo que restou em um pote de plástico para poder congelar e armazene o mel em um pote para levar à geladeira.

Veja o rendimento ( potinhos de 250 gr.):

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Kinkan – compota, geleia ou chutney

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As kinkans apareceram no Brasil há poucos anos e são de origem oriental. Kinkan em japonês quer dizer “laranjinha de ouro”, porém a frutinha de cor amarelo dourada ou alaranjada não é uma verdadeira laranja, pertencente à espécie Citrus, pois pertence à outra espécie, a Fortunella. A mais comum é a Nagami, de forma oval e um tanto amarga, excelente para se fazer compota, geleia e chutney.

Compota

Lave as laranjinhas e deixe-as inteiras. Coloque-as para aferventar com uma quantidade de água suficiente para tampar a fruta. Assim que a água ferver, jogue a água fora e reinicie o processo por duas vezes. Escorra as frutas e reserve.

Faça uma calda dissolvendo açúcar cristal em água e deixando incorporar. A quantidade de calda deve ser o suficiente para cobrir as frutinhas e sobrar 3 dedos. Deixe que cozinhem no fogo brando até ficarem macias. Bem guardada em um ponto com tampa, conserva-se em geladeira por tempo indeterminado.

Sirva de sobremesa com queijo minas, requeijão, creme chantily ou sorvete.

 

Geleia 

Lave as laranjinhas, parta-as ao meio e retire o miolo. Bata no liquidificador ou processador para obter uma massa grossa, deixando ainda pequenos pedaços da fruta. Calcule a quantidade de açúcar que vai usar: a quarta parte do volume da massa, no mínimo. Derreta o açúcar em uma panela e assim que começar a dourar junte a massa da fruta. Adicione um pau de canela, cravos e estrela de anis inteiros (que serão retirados ao final). Outra opção é colocá-los dentro de um porta-temperos (veja foto). Deixe cozinhar em fogo médio. Quando começar a formar bolhas, mexa com uma colher de pau para não agarrar na panela, até dar ponto de geleia. Conservada em pote fechado dura muitos meses na geladeira. Dica: para que não azede, nunca retire a geleia do pote com colher usada e jamais devolva ao vidro geleia já servida.

Sirva para acompanhar torradas, como recheio ou cobertura de sobremesas, tortas e bolos.

 

Chutney 

Para fazer o chutney adicione à geleia, aos poucos, provando sempre: gengibre ralado, vinagre de maçã, aceto balsâmico, suco de pimenta malagueta e mel. Misture, volte ao fogo médio até o ponto que comece a soltar do fundo da panela. Desligue. Deixe esfriar.

Ótimo para servir de aperitivo com queijos de paladar forte, como parmesão e grana padano. Ideal para acompanhar carne de porco, como lombo, pernil ou joelho. Veja aqui a receita de joelho de porco acompanhado de chutney de kinkan e farofa de castanhas.

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Salmão com crosta de ervas

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Esta receita é perfeita para se fazer com salmão fresco, que tem um sabor mais ativo do que outros peixes. Pode também ser feita com truta salmonada ou surubi defumado. É um ótimo prato para um almoço de verão: leve, nutritivo e rápido de fazer.

Salmão com crosta de ervas

Para 2 pessoas compre um filé de peixe de 400 a 500 gr.

Para o tempero irá precisar de: 1 colher de chá de tomilho seco, 1 colher de chá de alecrim seco, 1 colher de chá de orégano seco, 1 colher de chá de páprica,  1/2 colher de chá de cominho em pó e 1/2 colher de chá de sal. Misture tudo e triture para quebrar o alecrim. Coloque esta mistura em um prato do tamanho do filé de salmão e espalhe as ervas. Reserve.

Tempere o salmão só com um pouquinho de sal e deixe descansando por 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Aqueça ligeiramente 1 colher de sopa de sobremesa de azeite em uma frigideira antiaderente. Passe o salmão apenas de um dos lados sobre a ervas que estão no prato de modo que fique coberta até as bordas. Sele o peixe na frigideira, começando com o lado com as ervas, por um minuto apenas, para não queimá-las. Sele do outro lado. Retire da frigideira e volte para o prato.

Despeje em uma assadeira antiaderente 1 colher de sobremesa de azeite, espalhe e acomode o peixe com o lado das ervas para cima. Leve ao forno para assar até que fique macio e comece a corar (cerca de 30 minutos).
Sirva com purê de banana da terra ou uma boa salada.

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Torta Santiago

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Esta torta de amêndoas é uma verdadeira instituição da região da Galícia, no Norte da Espanha. É como o queijo Minas para os mineiros e o champagne para uma determinada região da França, ou seja, tem uma denominação de origem protegida, desde 2006. A versão mais comum da história conta que esta torta, então com o nome de Torta Real, foi oferecida a D. Pedro de Portocarrero, em 1577, em sua visita à Universidade de Santiago de Compostela. A primeira receita, como a torta é conhecida hoje, data de 1838, escrita nos cadernos de Luis Bartolomé de Leybar.

Quando percorri à pé uma boa parte do famoso Caminho de Compostela – veja aqui todo o itinerário gastronômico – me prometi como prêmio que, chegando à cidade de Santiago de Compostela, a primeira coisa a fazer seria comer uma boa fatia de uma torta autêntica. Daí gostei tanto que aprendi a fazê-la.

Torta Santiago

 Procurei seguir a receita mais tradicional possível e ainda, conforme o costume, enfeitei a torta com a marca da Cruz de Santiago.

Esta receita não dá para fazer medindo os ingredientes em xícaras e colheres, como fornecemos as receitas aqui neste blog. Então, é preciso ter uma balança para pesar corretamente os ingredientes. A torta é composta por duas partes, uma massa de torta e uma cobertura que são assadas junto.

Para a massa da torta separe: 160 gr. de farinha de trigo, 90 gr. de manteiga, 1 ½ colher de sopa de açúcar refinado, 1 ovo, 1 colher de café de extrato de baunilha.

Misture tudo até obter uma massa homogênea, faça uma bolota e deixe na geladeira por 30 minutos. Unte com manteiga uma forma redonda baixa (que solte o fundo) e estenda a massa abrindo-a sobre a forma e deixando as beiradas altas, até a borda da forma, como na foto. Fure-a com um garfo para não subir e estourar enquanto assa. Reserve.

Para a cobertura separe: 3 ovos, 120 gr. de açúcar, 180 gr. de farinha de amêndoas ( separe à parte 2 colheres de sopa), 30 gr. de manteiga derretida e a casca ralada de 1 limão. Bata os ovos com o açúcar, acrescente a farinha de amêndoas e a manteiga. Misture, por último as casquinhas de limão. Despeje o creme sobre a massa enformada, espalhe e uniformize a altura. Polvilhe com o restante da farinha de amêndoas que separou. Leve ao forno a 200 graus até corar por cima e ficar bem assada ( faça o teste do palito para ver se sai limpo). Desenforme somente depois que estiver fria.

Desenhe em uma folha de papel e recorte a Cruz de Santiago. Coloque-a sobre a torta e polvilhe com açúcar de confeiteiro. Retire o papel e está pronta!

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Alpaca com risoto de quinoa do Restaurante Limo

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Pense na melhor vista da Plaza de Armas de Cuzco. Agora pense em tê-la à sua frente, degustando sushis com um original toque peruano, à espera de um suculento bife da famosa carne de alpaca. Indo ao Peru, não esqueça de fazer uma reserva para jantar no Limo, um dos restaurantes do grupo Cusco Restaurants. Lá, além de drinks deliciosos à base de pisco, a proposta é servir peixes, aves e carnes em pratos de refinado sabor e bela apresentação. Confira as opções no cardápio ao fim do texto.

A carne de alpaca é macia e suculenta, o sabor é parecido com o de carne de boi, porém um pouco adocicado. Achei deliciosa, pena que só tem lá no Peru. Para quem não conhece, veja acima a foto de uma alpaca, o mais típico animal peruano, parente remoto dos camelos e dromedários. A lã de alpaca, delicada, macia e leve, é muito valorizada, pois com ela se tecem roupas e complementos  que aquecem sem o inconveniente do peso.

No prato da foto principal, a alpaca foi servida com um molho de saúco, um tipo de berry com sabor parecido com a amora, e um risoto de quinoa. Bem, já que não adianta dar a receita nem da carne nem do molho porque não temos os ingredientes no Brasil, vamos à receita do risoto de quinoa. Veja abaixo a nossa interpretação.

A quinoa, amplamente usada na região dos Andes, é um alimento de alto valor biológico, rica em fibras e que possui boas quantidades de cálcio, ferro, ácidos graxos ômega 3 e 6 e vitaminas do complexo B. Leia aqui sobre a quinoa.

Risoto de quinoa

Esta guarnição é excelente para acompanhar tanto peixe ou ave quanto qualquer tipo de carne. Para os vegetarianos pode ser o prato principal de uma refeição, pois é muito nutritiva, e pode servir de recheio para pimentão, tomate ou charuto de repolho.

Existem vários tipos de quinoa. As mais comuns, que se encontram à venda nos bons supermercados e nas lojas de produtos naturais, são a quinoa branca, a escura ( dourada, avermelhada ou marrom) ou um mix das duas, que foi a que usamos nesta receita.

Calcule 1 xícara de chá de grão de quinoa para cada 2 pessoas. Dica: como a quinoa não tem sabor, sempre a cozinho em um caldo de legumes feito em casa. Faça este caldo cozinhando, em bastante água, legumes como cenoura, aipo, cebola, alho e ervas frescas. Coe e use-o para cozinhar a quinoa, sempre no dobro da quantidade de quinoa em grão. A quinoa deve ficar ao dente, ainda um pouco dura.

Escolha os legumes: cenoura, abobrinha, cogumelos, alho poró e cebola ( ou os que gostar). Veja as quantidades na foto acima. Pique-os em cubinhos ou fatias finas.

Deite um fio de óleo ou azeite em uma frigideira, doure uma colherinha de café de sal com alho. Vá salteando os legumes, primeiro os mais duros, nesta ordem: cenoura, cebola, alho poró, abobrinha e cogumelos. Quando começarem a amaciar junte a quinoa pré-cozida – devem estar em quantidades iguais. Misture tudo, junte mais um pouquinho do caldo ( se estiver seco) e deixe cozinhar por mais 5 minutos ou a conta de ficar tudo bem cozidinho. Está pronto!

Já no prato, acrescente queijo ralado, se desejar.

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Veja o cardápio completo do Restaurante Limo e já escolha o que vai pedir quando estiver lá:

 

Truta assada do Pachapapa

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O Pachapapa é um dos restaurantes do grupo Cusco Restaurants  e fica a quatro quadras da Plaza de Armas, no Bairro de São Bráz, na parte alta da cidade histórica de Cuzco, no Peru. Tem uma proposta muito interessante, pois fica em um quintal onde nos sentimos como se estivéssemos na casa de parentes do interior. Uma delícia de lugar! A gente vê a comida sendo preparada à nossa frente e assada no forno de barro. As mesas ficam debaixo das árvores, no meio de um jardim misturado com horta. Há cestos com batatas, ajís e outros produtos típicos. O pessoal da casa é muito simpático e atencioso. Os pratos são feitos com alimentos muito frescos, o que lhes dá um belo colorido. Lá servem comidas típicas, italianas ( pizzas, calzones e massas) e mais peixes e carnes assadas, que podem vir com molhos deliciosos – densos, feitos com o suco da carne e temperos locais.  A salada, que acompanha a maioria dos pratos, é indispensável. Veja o cardápio no final deste post.

Aqui vamos dar a receita da truta assada, que acompanhei sendo feita no Pachapapa.

Truta assada com tomates

Compre uma truta como a da foto principal. Na minha cidade, Belo Horizonte, que fica a 450 km do mar, a mais parecida que achei foi a truta salmonada chilena. Mas você pode fazer esta receita com qualquer peixe, é super fácil.

Compre um peixe inteiro, peça ao peixeiro para limpar e abrir ao meio. Tempere com sal e limão (os peruanos adoram limão). Enquanto isto, corte tomates em fatias de 1 cm de espessura.

Se não tiver um forno de barro em casa, como o da foto acima, ligue o seu forno a 250 graus ( se tiver controle de temperatura, coloque forte em baixo e médio em cima). Pincele o fundo de uma assadeira com azeite, disponha as fatias de tomate e coloque o peixe aberto por cima, com a pele para baixo. Esta é uma dica ótima para o peixe não grudar na assadeira. Regue com um fio de azeite e leve ao forno até que as bordas comecem a bronzear. Está pronto!

Sirva com salada, purê de batatas ou risoto. No próximo post daremos a receita do risoto de quinoa que servimos junto com o peixe.

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Pimentão recheado do Inka Grill

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O Inka Grill, um dos mais conhecidos e frequentados restaurantes de Cuzco faz parte do grupo Cusco Restaurants.

Serve tanto carnes grelhadas como pratos típicos da culinária peruana e até pastas italianas. Sempre cheio (é bom fazer reserva), com um  ambiente descontraído e festivo, é o restaurante predileto de alegres turmas de jovens cusquenhos. Fica no centro histórico da cidade, do lado esquerdo da Plaza de Armas, bem ao lado da boate Mama África.

Como nesta noite passei no Inka Grill antes de ir a outro restaurante, pedi um aperitivo e um prato leve. Pois tomei um dos drinks mais deliciosos da temporada no Peru: pisco sour feito com morango, enquanto esperava o Rocoto ( tipo de pimentão vermelho menor e mais adocicado que o brasileiro) recheado com quinoa. Enquanto comia, olhava com inveja os pratos servidos em outras mesas – não resisti e pedi para fotografar. Vejam:

Aqui vai a receita que testei – e a família aprovou- baseada no Rocoto recheado do Inka:

Pimentão recheado com quinoa e legumes

Esta é uma livre interpretação da receita original, já que não temos no Brasil os ingredientes peruanos como rocoto, pasta de ají, saúco e o mesmo tipo de quinoa. Mas vale a pena testar nossa receita, porque ficou uma delícia!

Ingredientes para uma pessoa:  1 pimentão vermelho ( resolvemos experimentar com 1/2 pimentão vermelho e 1/2 amarelo), 1 colher de sopa cheia de cenoura aferventada e picada em cubinhos, a mesma quantidade de tomate em cubinhos, cebola e cheiro verde ( pode ser salsinha, cebolinha e coentro) picadinhos e 1 colher de café de sal com alho. Mais: 1/2 xícara de café de quinoa escura ou mista, 2 xícaras de chá de caldo de legumes caseiro, 1 colher de chá cheia de pasta de ají ( pimenta vermelha picante) Se não conseguir, pode substituir por uma colher de café de páprica picante. Para o molho: o original do Inka é feito com saúco, um tipo de berry parecido com passa preta mas com sabor semelhante à amora. Na falta de saúco, pode substituir por 100 gr. de concentrado de amora, framboesa ou frutas vermelhas;  1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto, 1 colher de sobremesa de aceto balsâmico e 1 colher de chá da pasta de ají picante.

Para fazer o molho, despeje o concentrado de suco em uma frigideira, junte o vinagre e o aceto e deixe que o cheiro evapore. Mexa para não agarrar no fundo até dar ponto de molho. Tempere com a pasta de  ají ( ou páprica picante).

Para fazer o recheio é preciso ter (ou fazer antes) um caldo de legumes caseiro, deixando cozinhar na água alguns legumes, como cenoura, aipo, cebola e alho. Pode colocar no caldo um pouquinho de açafrão ou cúrcuma para dar cor. Como a quinoa tem pouco sabor, fica muito mais gostosa ( e nutritiva) se cozida nesse caldo de legumes.

Cozinhe, portanto, a quinoa com a caldo de legumes colocando mais água quente, se necessário, até ficar ao dente. Tempere com a pasta de ají ( ou substitua por uma colherinha de páprica).

Em uma frigideira, passe em um pouco de azeite a cebola, o sal com alho, a cenoura e, por último, junte a cheiro verde. Acrescente à quinoa já cozida e misture bem. Prove o tempero. Junte sal se necessário.

Corte o pimentão ao meio, retire o miolo e recheie. Pincele, por fora, o pimentão com azeite. Forre o fundo de uma assadeira com azeite e coloque os pimentões. Leve ao forno até verificar que começam a querer dourar por fora. Retire do forno e sirva junto com o molho e uma saladinha de folhas. Na nossa versão, servimos com causa ( batata amassada e temperada) – veja aqui a receita da causa.

Veja como nossa receita ficou bonita!

Nossa receita

Nossa receita

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Cuzco e comidas típicas peruanas

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Quem vai a Lima apreciar a famosa gastronomia peruana não pode deixar de ir a Cuzco e ao Vale Sagrado dos Incas, de belas paisagens e encantadores resorts. Lá você vai conhecer o verdadeiro Peru: os antigos sítios arqueológicos, os índios descendentes do incas, seu artesanato, seus animais de criação e as comidas típicas. Fazer a viagem de trem através da mata e depois galgar os 400 degraus de subida para ver do alto a deslumbrante cidade inca de Machu-Pichu é uma das melhores experiências que podemos ter na vida!

Veja nas fotos a grande variedade dos produtos locais do Mercado de Pisac, no Vale Sagrado:

Cuzco é uma importante cidade histórica no que toca à história latino-americana de colonização espanhola e está muito bem conservada. Assistir ao por do sol que banha de dourado a Plaza de Armas, com suas duas imponentes catedrais barrocas e o casario colonial, é imperdível! Além da arte inca, das belíssimas pinturas cusquenhas e do lindo e variado ( e barato!) artesanato, a cidade oferece ao turista ótimos hotéis e pousadas e uma grande variedade de restaurantes. Dentre esses, escolhi alguns entre os sete do recomendado grupo Cusco Restaurants para conhecer e apreciar a genuína culinária peruana. Acompanhe as próximas postagens!

Hoje vamos ensinar com fazer um preparado com batatas de nome causa, que elegemos como o prato mais típico do Peru. É muito fácil de fazer e pode ser servido de diversas maneiras, como entrada ou como guarnição do prato principal. Veja as variedades que experimentamos nos restaurantes de Lima e de Cuzco:

Causa

Ingredientes para 4 pessoas: 4 batatas inglesas grandes, 1 colher de sopa de suco de limão coado, 1 colher de chá de azeite, 1 colher de café de sal com alho.

Asse ou cozinhe as batatas com pouca água. Despele ainda quentes e amasse bem. Tempere a gosto com limão e sal com alho. Junte o azeite (pouco). Misture bem.

Pincele um pouquinho de azeite no fundo e nas laterais de uma tigela refratária de fundo plano. Coloque a massa na tigela e nivele com a ajuda de uma colher.  Tampe com filtro plástico e deixe na geladeira por 2 horas.

Retire da geladeira. Forre uma superfície limpa com o plástico filme e vire a tigela de cabeça para baixo de modo que a massa desprenda inteira. Corte as peças de causa no formato e no tamanho que desejar. Monte sua causa como quiser – veja as sugestões nas fotos.

Para a causa limeña tradicional há várias opções de coberturas (tops):

  1. faça uma pasta misturando atum desfiado com maionese;
  2. faça outra pasta com abacate amassado temperado com sal e limão.
  3. opções de enfeite:  fatias finas de abacate e/ou cubinhos de azeitonas verde e preta e/ou pimentão e/ou ajís ( pode usar pimenta dedo-de-moça).

Passe as pastas por cima de cada peça de causa e decore a gosto. Sirva frio.

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Ceviche do La Mar – Peru

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A abertura do La Mar por Gastón Acurio, em 2005, foi um marco importante na história recente da culinária peruana. A ideia do restaurante nascera em 2002, quando Gastón empreendeu uma longa viagem ao interior do Peru e voltou com a ideia de dar destaque à qualidade dos ingredientes e ao pequeno produtor peruano. Sua intenção foi a de abrir não só uma cevicheria como valorizar a sustentabilidade e as boas práticas comerciais. Sonhou fazer do La Mar uma embaixada da cozinha peruana no mundo, tornando o “cebiche”( como se diz em Lima) um prato tão popular quanto a pizza e o sushi, incentivando a gastronomia peruana a se espalhar pelo mundo. O que vem acontecendo!

Na foto principal : o famoso cebiche do La Mar

O La Mar tem uma decoração alegre e descontraída, mais parece uma grande barraca de praia. Abre para almoço, não faz reserva e recebe, em sua maioria, executivos que tem pouco tempo para comer e querem uma refeição leve e saudável. Os garçons impressionam pela cordialidade e o serviço é rápido, de modo que a alta rotatividade torna o restaurante rentável. O que achei mais interessante é que, a cada dia, uma cooperativa de produtores é a responsável pelo fornecimento do pescado, tão fresco que não se passam mais de quatro horas entre o peixe sair do mar e ser servido!

Mas vamos ao que interessa: a receita do ceviche. Amei! Repeti em casa e ficou ótimo. Pena não ter camote ( tipo batata doce) e choclo ( milho graúdo), pois se tivesse ficaria muito melhor!

Ceviche peruano

O ceviche pode ser feito com peixe, camarão, polvo ou misturado. O mais tradicional é o de peixe branco – escolha entre badejo, linguado ou pescada, de preferência. Calcule de 50 a 80 gr. por pessoa.

Preparo: o filé de peixe ( limpo, sem pele nem ossinhos) precisa ser cortado em cubinhos e marinado por uma hora e meia ( não deixe passar) em uma mistura de suco de limão tahiti e sal marinho – muito limão pois o peixe precisa ficar imerso na mistura. Deixe em um recipiente de louça, na geladeira, tampado com um plástico filme.

Corte cebola roxa em fatias finíssimas.

Como tempero use coentro e ají ( na falta deste tipo de pimenta, use a dedo-de- moça, comum no Brasil). Corte-os bem miudinho.

Como fazer: tire o peixe da salmoura, escorra e separe o caldo que ficou – a este dão o nome de “leche de tigre”. Cada restaurante tem sua receita particular da salmoura, que pode levar outros temperos.

Na hora de servir, misture, em um bowl de aço inox, o peixe e a cebola e tempere com o leche de tigre, o coentro e a pimenta. Sirva imediatamente.

Para acompanhar: na receita do La Mar servem o ceviche junto com camote cozido e o choclo aferventado. Ambos levam apenas sal como tempero. Na falta destes, a opção é servir com a nossa batata doce roxa cozida ou então com chips de batata inglesa e mix de batata doce, à venda no Brasil.

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Salada com lentilha e cogumelos

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Revendo as postagens da viagem gastronômica em agosto de 2014 à África do Sul ( procure pela data) resolvi fazer um jantar temático de culinária africana para as amigas. Foi um sucesso! Servimos chutney de beterraba, a salada da receita abaixo, costela ao molho barbecue ( a receita será postada em breve) e torta de banana, já que este país é o maior exportador de bananas do mundo e em todo restaurante que se vá servem essa torta (feita com banana caramelada, creme inglês com gemas e baunilha e cobertura de suspiro).

Salada com lentilhas, cogumelos com creme, abóbora e rúcula

Esta é uma ótima opção para vegetarianos: nutritiva, sustenta e é rápida de se fazer. Pode ser servida fria mas é melhor morna. Foi inspirada no prato que comemos no restaurante Table Thirteen, de Capetown.

Primeiro cozinha-se as lentilhas, deixando-as ficar ainda firmes. Corte cebola, pimentão amarelo e vermelho em cubinhos pequenos.

Cozinhe fatias de abóbora ( a que no Brasil chamam de paulista é bem semelhante à africana, adocicada).

Pique os champignons-de-paris (ou shitake) em fatias finas. Dissolva requeijão de barra em leite para fazer o creme, temperando-o com sal, pimenta do reino branca e noz moscada.

Lave as folhas de rúcula e corte uma fatia de tomate.

Um pouco antes de servir, passe a cebola e os pimentões na frigideira com azeite temperado com sal e alho. Junte as lentilhas e misture. Coloque na travessa que irá servir a salada. Na mesma frigideira, passe as fatias de abóbora e coloque-as ao lado da lentilha, sem misturar.

Esquente o molho de cogumelos.

Distribua no prato a rúcula, as fatias de tomate e de abóbora, as lentilhas e o creme de cogumelos.

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Patê de tofú

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Para quem tem intolerância alimentar a leite, comer tofu é bastante recomendável. Mesmo se não tiver este problema, varie do cream cheese, do requeijão e dos patês comuns de ricota, pois é sempre saudável inovar. Porém, quando se vê aquela massa cinzenta à venda no supermercado, fala verdade: dá vontade de comer? Pois inventamos um patê de tofú super gostoso e fácil de fazer. Experimente! Você pode servi-lo com pão ou torradas no café da manhã, como antepasto acompanhando saladas para os seus convidados antes do jantar ou até mesmo como recheio em uma lasanha ou ravioli!

Patê de tofú

 Compre 200 gr. de tofú orgânico. Separe: 3 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa ( ou menos) de açafrão em pó, 2 colheres de sobremesa de manjericão desidratado e sal marinho a gosto.

Em uma tigela, amasse o tofú com a ponta dos dedos até que se desfaça em pedaços pequenos. Acrescente o azeite e, com uma colher, misture bem. Junte o açafrão aos poucos e vá mexendo até a pasta ficar amarelinha. Adicione o manjericão e misture. Agora é só acertar o sal e está pronto!

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Cuscuz doce

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Preparando um jantar marroquino com a intenção de fazer todos os pratos em casa, deparei-me com a dificuldade de servir doces típicos. Sempre me volta a lembrança dos divinos deliciosos maravilhosos doces ( veja os da foto abaixo, só pra vocês terem uma leve ideia) que comi em um lugar mágico no Marrocos e sei que jamais comerei algo semelhante. Estávamos atravessando o deserto a caminho de Marrakesh e paramos em uma antiga fortaleza onde nos serviram chá de hortelã e doces inesquecíveis, à base da mais fina farinha, mel e frutas secas locais. Sempre tento reproduzir as delícias que provo em viagens, mas fazer estes doces, pra mim que não tenho sangue árabe, é impossível! Bem, então vamos a uma receita bem fácil, rápida e gostosa que você também pode fazer.

Cuscuz doce

 Compre um pacote de couscous medio ( da Divella ou Ferrero são os melhores). O cuscuz é sêmola de grano duro em grãos do tamanho de ½ bago de arroz ou pouco menor. Separe 2 xícaras de café de cuscuz para esta receita, que dá para 6 a 8 pessoas.

Junte ao cuscuz dentro de uma tigela funda: 6 xícaras de café de leite fervendo, 2 colheres de sobremesa de manteiga, 2 colheres de sopa de mel. Misture. Tampe com papel alumínio e deixe descansar por 5 minutos.

Pique frutas secas à sua escolha: damascos, passas, figos, ameixas, amêndoas lascadas, cascas de laranja. Junte ao cuscuz, misture bem e deixe descansar por mais 5 minutos.

Enforme dentro de uma forma dessas com furo no meio. Antes, passe uma leve camada de manteiga para ficar mais fácil de desenformar. Aperte bem. Tampe e reserve.

Faça uma calda de açúcar queimado: coloque 4 colheres de sopa de açúcar cristal para dourar em uma frigideira. Esquente água à parte. Vá mexendo o açúcar no fogo baixo com uma colher de pau e assim que começar a tomar o tom dourado despeje cerca de 1 xícara de café de água fervente, com cuidado. Deixe a calda ferver até que a calda fique lisa e no ponto um pouco mais fino do que mel.

Escolha um prato grande, coloque-o sobre a forma destampada, pressione e vire os dois juntos para desenformar. Regue com a calda caramelada.

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Polvo com tomate

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Outro dia, conversando sobre culinária espanhola, uma senhora me disse que fazia um polvo com tomate ótimo. Pedi a receita e ela não quis me dar dizendo que dava muito trabalho porque o polvo levava 40 minutos para cozinhar na pressão.  Respondi que sempre faço polvo e para seu cozimento bastam de 5 a 10 minutos. A mulher disse que eu não deveria saber cozinhar! Pois para provar o que eu disse (quem sabe ela irá ler esta receita aqui? ) comprei um polvo fresco e resolvi fazer o tal polvo com tomate sem receita alguma.  Demorou exatos 8 minutos para cozinhar na água, mais 5 minutos para terminar de cozinhar no molho de tomate e ficou macio e delicioso!

Polvo com tomate 

Compre um polvo na peixaria que não esteja congelado. Se não achar, pode ser congelado mesmo e deixe que descongele naturalmente.

Prepare um bom molho de tomates usando 6 tomates italianos grandes e bem maduros, 2 colheres de sopa de azeite de oliva, 1 cebola, 3 dentes de alho, 1 colher de café mal cheia de sal com alho,1/2 colher de  café de páprica, 1 pitada de pimenta do reino e 1 colher de sobremesa de ervas finamente cortadas ( salsinha, cebolinha manjericão). Coloque água para esquentar em um caneco.

Corte os tomates em 4 e retire as sementes. Passe-os em água fervente para tirar a pele e amaciar. Amasse-os grosseiramente.Rale a cebola e pique as ervas. Esquente o azeite, doure a cebola e o sal com alho, misture e amasse os tomates com uma colher de pau ou espátula. Junte os temperos. Assim que começar a querer agarrar no fundo da panela, junte a água quente até cobrir com folga a massa de tomate. Abaixe o fogo e vigie o cozimento do molho. Retifique o tempero a seu gosto e vá pingando mais água quente até provar o molho e perceber que o gosto de tomate cru desapareceu. Reserve.

Em uma panela grande, coloque bastante água com 1 colher de sobremesa de sal, 3 dentes de alho e 1 cebola. Deixe que a água ferva. Coloque o polvo na água de modo que o cubra inteiramente. Deixe que cozinhe, por no máximo 10 minutos ou até enfiar um garfo e verificar que ele entra na carne com facilidade. Retire o polvo da água e deixe esfriar o suficiente apenas para conseguir manejá-lo. Corte-o, com uma tesoura, em os pedaços de 2 cm de comprimento, inclusive a cabeça, que é parte melhor. Veja aqui como cortar. Despreze as pontinhas.

Misture o polvo e as ervas no molho de tomate e deixe acabar de cozinhar em fogo brando por mais 5 minutos ou até que fique bem macio. Não deixe o cozimento passar de 10 minutos pois o polvo passará de macio a borrachudo.

Como aperitivo, esta receita dá para até 4 pessoas, dependendo do tamanho do polvo.

Sirva com pão.

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Mousse de queijo com calda de goiabada

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Com muita alegria e disposição para fazer um jantar especial, as três blogueiras – mãe e filhas -reuniram-se para comemorar o retorno da filha blogueira mais nova da filial do blog Sal&Alho na Bélgica. Apesar de conversarmos virtualmente o dia inteiro sobre culinária e outras coisas, estávamos com muita vontade de ficar bem juntinhas depois de sete meses sem nos encontrar pessoalmente. Em Minas Gerais tudo se comemora em volta de uma mesa e, na nossa família, uma das formas de demonstrar afeto é cozinhar para quem amamos. E para nosso encontro gastronômico ficar mais divertido, resolvemos inventar receitas inéditas! Como nós três somos intolerantes a leite de vaca, começamos pela sobremesa.

Mousse de queijo de cabra ( para intolerantes a leite de vaca) 

Para fazer uma mousse que dá para 8 pessoas vai precisar de: 1 xícara de açúcar refinado,1 xícara de leite de amêndoas (veja aqui como fazer), 3/4 xícara de creme de leite de arroz, 300 gr de queijo de cabra, 1 garrafa de 200 ml de leite de coco, 10 gr de gelatina incolor em folha.

Opção para quem não é intolerante: 1 xícara de açúcar refinado,1 xícara de leite, 3/4 xícara de creme de leite, 300 gr de queijo de cabra ou tipo minas padrão, 1 garrafa de 200 ml de leite de coco, 10 gr de gelatina incolor em folha.

Para o molho e decoração: 5 figos frescos e 100 gr. de goiabada.

Deixe a gelatina de molho em água na temperatura ambiente por 5 minutos. Enquanto isto, pique o queijo, coloque-o no copo do liquidificador e junte os demais ingredientes. Bata até ficar uniforme. Reserve.

Esprema as folhas de gelatina com a ponta dos dedos para retirar o excesso de água e, dentro de uma xícara, leve a gelatina espremida ao microondas por 15 segundos.
Ligue novamente o liquidificador e, em baixa velocidade, vá pingando aos poucos a gelatina derretida. Despeje o creme em uma forma de 20 cm. de diâmetro com furo no meio. Deixe-a na geladeira por no mínimo 8 horas coberta com filtro plástico.

Faça uma calda derretendo, em fogo baixo, a goiabada cortada em pedaços pequenos e misturada com um pouco de água até obter uma pasta lisa e fina. Reserve.

Para desenformar: coloque a forma em um recipiente com água quente por 2 segundos e em seguida, sobrepondo o prato de servir, vire o conjunto rapidamente. Deixe que a mousse solte da forma sozinha.

Decore a mousse com os figos cortados em quatro e entorne parte da calda de goiabada, como na foto. Aqueça o restante da calda para servir à parte.

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Ceviche peruano

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Margarita e Karen são duas peruanas muito amáveis e alegres que estudam em Leuven, na Bélgica e gostam de cozinhar. A blogueira filha caçula estuda na mesma universidade e, é claro, conversa vai, conversa vem, descobriram que têm a mesma paixão pela gastronomia. Combinaram então que aprenderiam, umas com as outras, receitas típicas do Peru e do Brasil. Ah, como gostaríamos de estar lá para participar desses almoços internacionais! Para não ficarmos tristes elas nos prometeram que, se não podíamos compartir os pratos com elas lá na Bélgica, ao menos nos mandariam as receitas para cozinharmos em casa. E como tudo o que fazemos é para vocês também, aqui vai uma receita fácil e deliciosa. Experimente e sinta-se em nossa companhia!

Ceviche ( diga ceviche) de salmão ou peixe branco

 No Peru o mais comum é fazer a receita com peixe branco mas como na Bélgica o salmão é de excelente qualidade, vamos usá-lo.

Para 4 pessoas, considerando que é um prato de entrada, separe 300 gr. de salmão e corte-o em cubos.

Para a salmoura, bata no liquidificador: o suco de 10 limões, 1 talo grande de aipo ou salsão, 1/2 colherinha de café de gengibre fresco ralado e pimenta fresca à gosto. Mergulhe o salmão nesta salmoura.

Pique 1 cebola em fatias finas. Pique finamente o coentro de modo a dar uma colher de sopa.

Acrescente à salmoura e sirva frio. No Peru servem o cevice acompanhado de um tipo de batata doce de cor laranja salmão.

Pouco depois que publicamos esta receita, fui pessoalmente comer o ceviche mais famoso do mundo no Restaurante La Mar, em Lima no Peru. Veja o post aqui no blog. Portanto, a receita impressa será a do ceviche do La Mar , publicada em 26 de outubro.Clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Salada com romã e presunto cru

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Quase sempre abrimos a geladeira, selecionamos as verduras e legumes de nosso agrado e montamos a salada. Trabalhei por nove anos no restaurante de um hotel que servia buffet todos os dias para o almoço. A princípio, oferecíamos cerca de 20 variedades para que o cliente montasse sua própria salada. E como as pessoas que lá iam comer muitas das vezes eram as mesmas, reclamavam que todos os dias comiam a mesma salada. Mas eram elas que diariamente escolhiam os mesmos ingredientes! Passei então a montar saladas originais (com os ingredientes de sempre) e essas mesmas pessoas ficaram muito satisfeitas com a variedade. Conclusão: o importante é usar a imaginação para variar os pratos! Hoje sugerimos introduzir frutas e frios na salada. O resultado foi uma salada com paladar rico e frescor, deliciosa! Experimente esta e use sua criatividade para inventar novas saladas a cada dia.

Salada com rúcula, tomate, presunto cru e romã

Aqui vai uma dica genial para tirar com facilidade as sementes da romã:

Corte a romã em quatro partes e coloque dentro de um recipiente com água. Vire a casca ao contrário de modo a abrir a fruta para que as sementes soltem. Deixe dentro d’água para as sementes descerem e irem para o fundo e os pedaços de polpa branca boiarem. Retire e despreze a polpa, escorra a água e terá todas as sementes!

Para a salada: retire as sementes do tomate e corte-o em juliana (lascas finas). Lave e tire os cabinhos das folhas de rúcula, escorra. Monte a salada com as folhas de rúcula por baixo, o tomate entremeado, o presunto em forma de flor ao centro e espalhe as sementes de romã. Tempere a gosto, com azeite, sal e aceto balsâmico, se gostar.

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Vieiras na volta a Bruxelas

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Há um ano e meio, com a vinda da filha caçula para estudar na Bélgica, abrimos a filial europeia do blog Sal&Alho. Com pouco tempo para cozinhar mas preferindo sempre fazer sua própria comida, por preferir uma alimentação saudável, ela nos brindou, aqui no blog, com uma série de receitas. Todas deliciosas, nutritivas, fáceis e rápidas de fazer e sempre muito bem apresentadas, com o capricho de uma arquiteta que além do bom gosto estético é uma excelente fotógrafa. Ela tem sido a responsável pelas bonitos posts do Instagram (que também aparecem na foto da faixa verde do lado esquerdo da página do blog).

Durante este tempo aproveitamos as temporadas de férias juntas para experimentar a culinária de vários países (veja na seção Sal com alho Viaja). Neste mês a filha volta definitivamente para o Brasil. Para nos despedirmos desta temporada feliz e proveitosa aqui em Bruxelas resolvemos fazer juntas algumas comidinhas com os ingredientes que tanto gostamos e que aqui podem ser encontrados por preços muito convidativos.

Vieiras com aspargos

Este prato tanto pode servir de entrada, como para um brunch de domingo. A combinação de seus três elementos ficou perfeita! Muito fácil e rápido de fazer – levou apenas 10 minutos para ser feito!

Para 2 pessoas: 6 a 8 vieiras, 6 a 8 talos de aspargos verdes, 2 ovos, azeite, sal e limão.

Coloque 1 litro de água para ferver em uma chaleira. Comece passando as vieiras rapidamente em água fervente e temperando-as com gotas de limão e sal. Escolha uma panelinha com 15 a 18 cm. de diâmetro e encha-a de água quente pela metade e coloque em outra trempe ( para fazer os ovos pochés). Tome uma frigideira, passe um fio de azeite, espalhe e coloque as vieiras para dourarem de um lado e do outro. Retire-as, deixe-as entre dois pratos emborcados para mantê-las aquecidas. Na mesma frigideira, passe os aspargos.

 

Enquanto isto, faça os ovos poché. Quebre um ovo e coloque-o com cuidado em um bowl ou travessinha redonda, de modo à gema ficar no meio da clara. Tome um fuê ou 2 garfos e movimente a água da panelinha, mexendo rapidamente em círculo em uma só direção, a fim de formar um redemoinho. Imediatamente coloque o ovo, com cuidado, no centro do redemoinho e deixe que a clara vá cozinhando, ficando esbranquiçada. Retire o primeiro ovo quando a clara estiver branca e a gema começando a endurecer. Repita a operação com o segundo ovo.

Coloque as vieiras e os aspargos no prato em que serão servidos e por último, acrescente um ovo em cada prato, como na foto principal.

Sirva acompanhado de uma fatia de pão torrado.

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Borscht – a sopa de beterraba russa

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Esta sopa, proveniente da Ucrânia, tornou-se um dos pratos mais populares da Rússia, servida em todos os restaurantes que oferecem comida típica. Desde a primeira vez que a provei gostei tanto que repeti o pedido outras duas vezes em outros restaurantes. E logo que cheguei em casa testei a receita convidando as amigas para um jantar de culinária russa. Além de muito fácil de fazer, sustenta, é muito nutritiva e pouco calórica. Verifique, experimente e inclua no cardápio de sua casa.

Sopa Borscht ( ou Borsch) 

Para 4 pessoas: 2 beterrabas, 1 cenoura, 2 xícaras de chá cheias de repolho picado, 200 gr. de lagarto ( pode ser outra carne mas em 2 dos restaurantes que comi a sopa na Rússia esta foi a carne usada). Temperos: sal, pimenta do reino e páprica à gosto. Em um dos restaurantes tinha também cebola na sopa e em outro ( tipo bistrô) colocaram ameixa preta como diferencial.

Primeiro pique a carne em cubinhos e tempere. Como a beterraba brasileira é mais dura, convém pré cozinhá-la para amaciar um pouco ( se for na pressão cozinhe por 8 min.). Pique a cenoura em cubinhos e fatie o repolho em lascas finas. Esquente água à parte. O mais importante: guarde a água em que cozinhou as beterrabas.

Em uma panela funda, frite bem a carne, com o mínimo de óleo possível, até que fique marrom. Despeje um pouco de água fervente pelas beiradas e, com uma colher de pau, raspe a borra da carne para formar o primeiro caldo. Junte o caldo vermelho ( quente) em que cozinhou as beterrabas. Acrescente as beterrabas cortadas em cubinhos e depois a cenoura e, estando estas duas macias, junte o repolho. Verifique o nível do caldo, que deve tampar os ingredientes e ainda sobrar 2 cm (se precisar, junte a água fervente). Deixe que acabe de cozinhar e tempere. A sopa russa tem bastante páprica.

Sirva acompanhada de pão e de creme de leite gelado ( para que fique firme).

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Verifique como a sopa tem pouca caloria:

2 beterrabas                               600 gr.              114 calorias

1 cenoura                                     120 gr.                30 calorias

repolho                                        100 gr.                16 calorias

carne de boi ( lagarto)              200 gr.              340 calorias

total da sopa: 500 calorias ou 125 calorias por pessoa

A beterraba contém potássio, magnésio, ferro, vitaminas A, B6 e C, ácido fólico, carboidratos, proteínas, antioxidantes e fibras solúveis.

Veja abaixo as receitas originais do restaurante Mamanadache de São Petersburgo e do Restaurante My-My ( diga mumu) em Moscou.

 

Petit Gateau

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Há alguns anos essa sobremesa é a queridinha dos cardápios brasileiros. Não tem quem não ame de paixão a deliciosa sobremesa! Vai bem tanto no inverno, pois o bolinho de chocolate é servido quente, quanto no verão, pois vem acompanhado de uma bola de sorvete! É fácil entender o porquê da predileção pois o que parece ser um bolinho de chocolate vira, na primeira colherada, uma calda quente dos deuses. E acompanhado de sorvete de creme então, que delícia!

A boa notícia que aqui lhe damos é que, se na sua casa mora pouca gente, fazendo a receita que rende 6 bolinhos você não precisa esperar ter visita em casa para ajudar a comê-los e nem precisa comer tudo de uma vez. É possível congelar e comer de um a um para essa delícia durar mais tempo. Pode até dividir um bolinho só com o seu amor, sabe como? Uma sobremesa e duas colheres! Congelando-os nas forminhas depois é só assar quando der vontade de comer mais um!

Petit Gateau

Ingredientes para 6 bolinhos: 150gr de chocolate meio amargo em barra, 150gr de manteiga extra sem sal (compre da Itambé em barra que vem com a medida impressa na embalagem), 3 gemas e mais 3 ovos, 80 gramas de açúcar refinado ( equivale a 6 colheres de sobremesa) e 54 gramas de farinha de trigo (5 colheres de sobremesa). Se for possível é preferível pesar, que assim não tem erro.

Parta a barra de chocolate e a manteiga em quadrinhos e derreta-as junto, em banho-maria, mexendo o tempo todo com a colher de pau. Reserve.

Numa tigela, misture bem as gemas, os ovos e o açúcar até conseguir formar um creme homogêneo. Incorpore aos poucos os outros ingredientes revezando ora a farinha, ora o chocolate derretido com a manteiga e mexendo sempre com a colher de pau para ficar um creme bem liso. Cubra a tigela com plástico filme e deixe gelar por 3 horas no mínimo.

Pré-aqueça o forno a 180 graus. Unte bem as forminhas com a mesma manteiga sem sal e polvilhe-as com farinha até que fiquem esbranquiçadas – como mostra a foto. Preencha cada uma delas com o creme gelado, nivelando a altura e deixando um espaço para que cresça sem entornar ao assar.

Leve para assar e fique de olho. Como o tempo de forno (5 a 10 minutos) é o mais importante e depende de cada forno então você deve acompanhar de perto para não passar do ponto exato. Caso contrário terá um bolinho uniforme e sem calda. Acenda o forno para ver os bolinhos assando mas nunca abra-o porque dissipa o calor.

Quando verificar que as beiradas estão firmes mas o centro ainda mole o bolinho estará no ponto certo. Se tiver bom olfato vai sentir que exatamente nesse ponto começa a cheirar. Tire imediatamente do forno e espere esfriar um pouco para desenformar.

Sirva com o sorvete de sua preferência. Na foto mostramos o tradicional sorvete de creme.

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Quinoa com trigo tipo risotto

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A quinoa é um grão originário dos Andes sul-americano e é um excelente alimento pois contém proteína, ferro e ômega 3 e 6. Por isto virou moda entre os que fazem questão de ter uma alimentação saudável. A filha casada foi fazer uma viagem enogastronômica pelas vinícolas chilenas e voltou cheia de novidades para experimentarmos e passarmos para vocês testadas e mostradas aqui no passo-a-passo, como sempre fazemos. Esta é muito fácil e uma boa alternativa para acompanhar carnes ou peixes. Experimente!

Quinoa com trigo tipo risotto

Esta versão é básica, ideal para servir com uma carne que já tenha molho (veja foto abaixo). A partir dessa receita você poderá acrescentar outros ingredientes e temperos. Tanto serve para comer quente como guarnição quanto para incrementar uma salada.

Ingredientes para 4 pessoas:1 xícara de chá de quinoa branca, 1 xícara de chá de trigo em grãos, 1/4 de cebola e 1 colher de sopa de azeite.

Aqueça ½ litro de água à parte. Em outra panela, doure no azeite a cebola picadinha ou ralada. Abaixe o fogo e acrescente a quinoa, mexa só um pouco e cubra com água quente.  Acrescente o trigo e cubra com mais água quente (não muita, o suficiente para cobrir). Prove e tempere com sal e outro tempero que desejar. Deixe cozinhar em fogo baixo, misturando de vez em quando para não agarrar no fundo. Quando a água secar estará pronto.

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Na foto principal acompanha ossobuco com molho de tomates. Na foto abaixo a receita básica.

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Bolo de coco e acerola

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Todo sábado faço um bolo para o café da manhã. Para permitir-me algumas extravagâncias no final de semana, prefiro fazê-lo sem glúten, sem lactose e sem ovos. Assim começo o dia com uma refeição bastante saudável e deixo os excessos para mais tarde. Aproveito ainda o que sobra do bolo para montar algum lanche da semana*.

Neste dia surpreendi-me com a falta de ingredientes disponíveis – não tinha nenhuma fruta, cenoura, farinha sem glúten ou fubá. Só achei umas lasquinhas de coco natural congeladas.
Sempre tenho alguma polpa de fruta congelada (para disfarçar o gosto do suco verde, confesso) e então resolvi arriscar e inventar uma receita nova. Não é que ficou uma delícia?

Bolo de coco e acerola – sem glúten, sem lactose e sem ovos

Ingredientes: 2 xícaras de chá de farinha de arroz, 3/4 de xícara de chá de açúcar demerara ( ou cristal), 3/4 de xícara de chá de óleo de coco (ou outro de sua preferência), 3 colheres de sopa de farinha de linhaça + 6 colheres de sopa de água, 1 polpa congelada de acerola, raspas de coco natural ralado, 1 colher de sopa de fermento.

Aqueça a polpa no microondas para descongelar. Pique o coco retirando a casca. Em uma tigela tipo bowl junte a farinha e o açúcar. Acrescente  o óleo, a polpa e a mistura de água e linhaça. Misture tudo e veja a consistência: deve ser líquida mas levemente pastosa. Se precisar, adicione água aos poucos até o ponto certo (não deixe que fique aguada).

Junte o coco picado e, por último, o fermento. Misture bem para a massa ficar uniforme.

Unte a forma de bolo antes de despejar a massa. Leve ao forno por 30 minutos a 200 graus ou até que fique levemente corado. Pode fazer o teste do palito, mas retire a forma do forno com cuidado para não se queimar e espete-o no meio do bolo. Se sair limpo é porque está pronto. Espere esfriar para desenformar.

* Receita da filha blogueira casada que leva marmita feita em casa para o trabalho todos os dias.

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Doce de coco na abóbora à tailandesa

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Esta é uma das receitas mais conhecidas e apreciadas na Tailândia. Seu nome original é Sangkhyaa Fak Thong e é feita com a abóbora conhecida no Brasil como abóbora japonesa, justamente por ser de origem do Sudeste Asiático. O doce de coco também pode ser servido na própria casca do coco, mas na versão com a abóbora fica mais bonito, com a vantagem da abóbora ser comestível. Como esta receita leva 1 hora para assar e deve ficar na geladeira por, no mínimo, 4 horas, aconselho que seja feita com antecedência ou mesmo de véspera.

Doce de coco na abóbora

A receita pode ser feita com a polpa natural do coco, mas para facilitar usei o leite de coco e o coco ralado desidratado industrializados. Caso queira fazê-la com o coco natural, veja aqui a dica de como prepará-lo para a receita.

Vamos aos ingredientes: 1 abóbora japonesa pequena ( veja foto abaixo), 6 ovos (de preferência caipira*), 1 ½ xícara de açúcar refinado**, 200 ml de leite de coco e 1 xícara de chá de coco ralado.

Vai precisar de uma travessa refratária, de uma assadeira grande de borda alta e de uma outra forma de alumínio ou silicone redonda, que caiba a abóbora.

Primeiro ligue o forno a 250 graus e esquente 1 litro de água.

Bata na batedeira em velocidade média (na Planetária pode ser 4) os ovos (clara e gema junto) até formar uma espuma cremosa. Adicione o açúcar aos poucos, sempre batendo, até formar um creme consistente. Desligue, acrescente o leite de coco e volte a bater, em baixa velocidade, só a conta de misturá-lo. Coloque o creme imediatamente dentro de uma travessa refratária baixa. Tome a assadeira e despeje dentro a água quente até o nível d’água dar uma altura de aproximadamente 2cm. Coloque, lado a lado, a travessa e a forma redonda com a abóbora dentro ( veja foto). Com cuidado, leve-os ao forno para assar por volta de 1 hora nesse processo chamado de banho-maria.

Quando o creme de coco começar a corar por cima, espete um garfo para testar se está cozido. Se o garfo sair limpo, está pronto. Retire a assadeira do forno e deixe a abóbora esfriando. Misture o coco ralado no creme e deixe esfriar.

Com uma faca, corte e retire uma tampa ( diâmetro de 8cm) da abóbora. Com uma colher de sopa, cave e retire as sementes da abóbora até que veja as laterais lisas e firmes. Obs: pode-se abrir a tampa e retirar as sementes com a abóbora crua, só que corre o risco dela ficar muito mole ao assar e desmoronar no processo.

Coloque o doce dentro da abóbora até completar. Tampe e leve à geladeira por, no mínimo, 4 horas.

Na hora de servir, corte com uma faca longa e bem afiada as fatias de abóbora com o recheio do creme de coco (veja a foto principal).

* para o recheio ficar mais amarelo

** a receita original leva 2 xícaras de açúcar.

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Foto: Wikipedia

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Pé-de-moleque

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O pé-de-moleque é um dos doces mais tradicionais do Brasil e muito popular em Minas Gerais e no Nordeste. Sua origem remonta à influência árabe na Península Ibérica. Em Portugal é conhecido como nogat e no sul da Espanha como turrón, porém na Europa a receita era feita com mel de abelhas. A partir da introdução do plantio de cana-de-açúcar no Brasil Colônia, o doce passou a ser feito com o melaço da cana, que deixado endurecer é conhecido como rapadura. Sabe porque tem este nome? Nos tempos do Brasil colonial, as cidades mais ricas, como Ouro Preto e Paraty, eram calçadas com pedras redondas e uma mistura de argamassa à base de areia de rio. A este tipo de calçamento rude deram o nome popular de calçada pé-de-moleque, pois as pedras eram assentadas por moleques (garotos adolescentes) que usavam os pés para ajeitá-las no lugar.

Nas festas juninas mineiras e nordestinas, quando se comemora com grandes festas os dias de Santo Antônio (13/06) e de São João (24/06) este docinho não pode faltar. Hoje vamos dar a receita do pé-de-moleque original, que também tem o nome de “quebra-queixo” e ainda sugerir algumas variações.

Pé-de-moleque original

Para 8 doces separe 350 gr. de amendoim inteiro sem casca e 350 gr. de rapadura, ou seja, 1 1/2 xícara de chá cheia de cada um, considerando a rapadura já quebrada em pedacinhos.

Torre o amendoim em uma panela, virando de um lado para outro para que fique corado por igual. Enquanto isto, derreta a rapadura com água em outra panela, com a água no nível certo de cobrir os pedaços. Assim que a calda de rapadura estiver começando a fazer bolhas, junte o amendoim e continue batendo, sem parar e com energia, com uma colher de pau, até que o doce comece a soltar das beiradas. Retire a panela do fogo e coloque-a em uma bacia grande com água e continue batendo energicamente o doce até que a massa fique esbranquiçada. Já está no ponto de ser retirado da panela às colheradas.

Limpe bem uma bancada fria, ou uma assadeira, e passe um pouco de óleo ou manteiga na superfície. Coloque as colheradas do doce, como na foto. Deixe esfriar bem antes de retirá-los.

Nesta receita original o doce fica bem puxento. Se preferir fazê-lo sem puxa e mais macio, substitua a água por leite – este é o modo mais comum do doce ser encontrado à venda e o jeito preferido dos mineiros.

Há variações da receita – pode-se usar leite condensado ao invés de leite ( fica muito doce e enjoativo) ou pode-se usar leite de coco para quem tem intolerância à leite- nesse caso fica puxento por causa da gordura do leite de coco.

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Veja abaixo o pé-de-moleque feito com leite e cortado em tamanho menor para a Festa de São João:

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Involtini di muzzarela

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Esta receita é daquelas bem fáceis e práticas de se preparar quando for receber amigos em casa. Impressione-os com o sabor delicioso e a bela apresentação. E o melhor é ser uma ótima opção para quem não tem tempo para preparações elaboradas e ainda corre o risco de chegar em casa junto com os convidados.

Compre com antecedência no supermercado e guarde na geladeira: 1 manta de muçarela de búfala (se não encontrar, compre muçarela em fatias finas), 1 potinho de tomate seco com azeite e 1 molho de manjericão fresco (ou menor quantidade se encontrar na bandejinha).

O preparo leva, no máximo, 5 minutos.

Lave as folhinhas do manjericão e deixe-as secando. Bata o tomate seco no liquidificador ou no mini processador. Não deixe que vire líquido, deve batê-lo o suficiente para tornar-se uma pasta com pequenos pedaços.

Abra a manta de muçarela e com uma colher espalhe a pasta de tomate seco de maneira a cobri-la parcialmente (veja a foto). Em seguida, coloque as folhinhas de manjericão.

Corte a manta da espessura desejada e enrole delicadamente.

Para a decoração, espalhe o próprio azeite colorido de tomate que sair pelas beiradas e coloque um pedacinho de tomate seco por cima. Disponha folhinhas de manjericão para enfeitar e está pronto!

Canapés de queijo

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Esta receita é tão fácil de fazer que foi a primeira que aprendi com minha mãe quando tinha quatro ou cinco anos de idade. Quando as pessoas saiam mais de casa para visitar a família e os amigos sempre chegava alguém em nossa casa sem avisar e a gente corria pra cozinha a fim de preparar algo rápido e bem gostoso para agradar ao visitante. Hoje as pessoas ficam em casa conversando pelas redes sociais. Pois perdem o prazer do encontro para comer e beber junto, rolando conversa à toa noite afora. Este convívio é bom demais! Hoje vou receber amigos em casa e lembrei-me destes canapés de queijo. Guarde a receita de memória para oferecer aos seus amigos na próxima visita.

Canapés de queijo

Use o pão dormido que tiver em casa – pode ser pãozinho francês, baguete ou pão de forma. Corte-o em fatias. Mineiro sempre tem queijo minas em casa e também manteiga, ovo, sal e pimenta do reino. Mas pode ser outro queijo qualquer ou uma mistura de queijo minas com os que tiver em casa sobrando.

Para um prato de queijo ralado grosso misture 1 ovo inteiro e 2 colheres de sopa de manteiga de leite já derretida. Amasse bem e tempere com sal e pimenta do reino. Para enfeitar o canapé use a imaginação: podem ser quadrinhos de bacon, de tomate, de damasco, de pimentão, de presunto ou pode ser também uma rodelinha de azeitona – use o que tiver na geladeira e que seja do seu gosto.

Passe a massa de queijo sobre as fatias de pão, distribua os enfeites e leve ao forno quente até o queijo derreter. Sirva quente.

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