Risoto ao açafrão

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Dos vários tipos de risoto que temos neste blog, este é o mais neutro para acompanhar carnes que tenham molhos de sabor marcante. O que lhe dá sabor é o caldo de legumes e o açafrão (ou cúrcuma) entra para dar a cor dourada.

Ingredientes para 4 pessoas ( como guarnição): 1/2 de cebola picada ou ralada, 1 xícara de chá cheia de arroz arbóreo, 1/3 de xícara de chá de vinho branco, 1 xícara de chá de caldo de legumes caseiro, 1 colher de sobremesa rasa de açafrão em pó ( ou de cúrcuma) e 1 colher de sobremesa de azeite ( ou manteiga). Se tiver o açafrão original, melhor ainda – use 1 colher de chá cheia dos pistilos. Se quiser, pode finalizar com 1 colher de sopa de manteiga e outra de parmesão ralado.

Preparo:  Aqueça o caldo de legumes já pronto e mais um pouco de água em um caneco à parte. Em uma panela funda, esquente um fio de azeite e doure a cebola (fogo médio). Acrescente o arroz e misture até verificar que se formou uma película transparente ao seu redor (é rápido). Verta o vinho branco e espere que o álcool evapore. Abaixe o fogo e vá acrescentando aos poucos o caldo de legumes (permanecendo o nível do caldo uns dois centímetros acima do arroz), mexendo de tanto em tanto. Se acabar o caldo, complete com água quente. Quando o arroz estiver ao dente, acrescente o açafrão misturado à última dose de água, mexendo até acabar de cozinhar (prove e veja se está macio). Cuidado com a quantidade de açafrão ou cúrcuma para o arroz não ficar escuro.

Se for o caso de adiar a finalização, coloque o açafrão misturado em 1/2 xícara de chá de água quente. Misture bem. Verifique que o arroz ainda esteja ao dente (um pouco duro) Mexa e desligue o fogo, tampando a panela.

 Dez minutos antes de servir, ligue novamente o fogo, se for o caso, acrescente um pouco mais de água quente e mexa até o ponto em que o arroz fique macio (mas não empapado). Se quiser, finalize com manteiga e parmesão ralado.

Obs: NUNCA coloque creme de leite em um risoto!

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Farofa de castanhas

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Farofa de castanhas e passas

Esta farofa, além de sofisticada e deliciosa, é perfeita para acompanhar carnes, especialmente as exóticas como cordeiro e javali. Vai muito bem com o tradicional pernil de porco brasileiro e também com o peru americano.

Como base pode ser usada a farinha feita com pão tipo baguete ou italiano ou então broa de fubá – dormidos e depois ralados. Mas a melhor opção é a panko japonesa pois fica mais delicada. Faça a sua opção.

Escolha as castanhas: do caju, do pará, nozes e, para dar um toque macio, castanha portuguesa já cozida, descascada e picada.

Coloque as passas em um recipiente com vinho ou suco de uva para hidratarem. Depois escorra.

Junte as castanhas e as passas em uma panela. Misture e salpique um pouco de açúcar mascavo. Mexa bem com uma colher de pau. Assim que o açúcar derreter junte a farinha – bem pouca, só para aglutinar as castanhas. Tempere e umedeça a farofa com um pouco do caldo do cozimento da carne. Sirva morna.

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Nota: esta receita foi inspirada em uma farofa inesquecível que comi no restaurante Província de Salerno, em Belo Horizonte ( foto principal).

 

Conserva e pasta de pimentões

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Quando os pimentões se apresentarem bem maduros e não estiver na sua programação utilizá-los, não deixe que se estraguem esquecidos na geladeira e se percam. Aproveite para fazer uma conserva com eles. Assim poderão ser utilizados a qualquer hora, em várias receitas e molhos quando quiser adicionar um gostinho especial. Também fica ótimo para comer com torradas. Outra boa ideia é fazer pasta de pimentão para servir com pão ou de ingrediente para molhos. Como no Brasil não temos pasta de ají, uso a pasta de pimentão mais temperada quando faço as receitas peruanas que requerem este tempero.

Conserva de pimentões

Corte os pimentões ( apenas os vermelhos e amarelos) em tiras finas, retirando a parte branca e as sementes. Pode deixar com a pele, que é parte que tem mais vitaminas. Escolha uma travessa refratária e passe uma fina camada de azeite. Disponha as fatias com a pele para baixo e salpique um pouco de alho picadinho bem miúdo e sal ( ou espalhe sal com alho).  Regue com azeite. Leve ao forno a 150 graus. Quando reparar que as fatias começam a fritar, retire do forno e vire-as. Volte ao forno até que fiquem bem macias. Cuidado para não escurecerem porque amargam. Limpe bem um pote de vidro com álcool , seque-o e coloque as fatias dentro. Tampe bem. Conserve na geladeira bem fechado. Duram até 15 dias. Dica: nunca retire a conserva do vidro com colher já usada e nunca devolva ao pote porção já retirada pois vai azedar.

Pasta de pimentões

Prefiro fazer a pasta só com pimentões vermelhos porque fica mais colorida e com sabor mais forte. Para fazer a pasta siga a receita da conserva, porém é importante usar o mínimo de azeite para a pasta ficar com boa consistência. Portanto, logo depois que assar as fatias de pimentão (que para a pasta podem ser cortadas mais grossas) escorra o excesso de azeite. Bata bastante em um processador até obter um creme homogêneo. Tempere a gosto com pimenta malagueta em pó e páprica doce ( para as receitas espanholas) ou picante ( para as receitas peruanas).  Sirva com pão ou como ingrediente de molhos.

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Ceviche tropical

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Todo mundo sabe que o ceviche mais famoso do mundo é da Cevicheria La Mar, em Lima, no Peru, de propriedade do não menos famoso Gastón Acurio. Veja aqui a receita. É delicioso, mas não tem jeito de fazer em casa porque não temos no Brasil nem o milho gigante, nem a camota (tipo de batata doce) nem o ají (pimenta) peruanos. Então a gente inventa! Resolvi fazer uma receita abrasileirada e ficou ótima! Experimente!

Ceviche tropical 

Veja os ingredientes: peixe ( escolhi peixe branco e salmão) e camarão médio. Para ficar colorido: cenoura baby, pimenta biquinho e coentro (pode ser salsinha). Para dar acidez, cebola roxa e para dar sabor e um toque brasileiro: abacaxi. Para a salmoura: limão tahiti e sal.

Corte os peixes (deixe ficarem quase congelados para facilitar o corte) em cubos pequenos de 1,5×1,5 cm. Limpe os camarões. Coloque-os juntos em uma travessa com suco de limão suficiente para cobri-los e tempere com um pouco de sal. Deixe na salmoura por uma hora ( máximo hora e meia até servir).

Retire a casca do abacaxi e corte rodelas de 1 cm para depois cortar os cubinhos, eliminando a parte dura do centro. Coloque-os para escorrer numa peneira e depois misture o caldo do abacaxi ao suco de limão da salmoura. Pique as cenourinhas bem miudinho. Corte as pimentas biquinho ao meio e retire as sementes. Pique bem o coentro e/ou a salsinha. Pique a cebola roxa em fatias finíssimas. Reserve.

Um pouco antes de servir, escorra o peixe e o camarão da salmoura e misture tudo delicadamente. Coloque e sirva em taças, de preferência daquelas de formato triangular a boca larga de servir marguerita ou de sorvete. Pode enfeitar com uma folhinha de salsa.

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Caldo de moranga com camarões

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É incrível a versatilidade deste caldo, ou creme, que pode ser feito com abóbora moranga, abóbora paulista ou abóbora japonesa (a denominação pode variar dependendo do lugar). Pode ser servido quente, no inverno, dentro da moranga ou em cumbucas ( para não esfriar) e também fica ótimo servido frio, em taças, no verão. Fica sofisticado e delicioso feito com camarões, especialmente se flambados, em uma versão afrancesada. À mineira, o caldo é feito apenas com abóbora e depois de pronto acrescenta-se carne seca desfiada e cebolinha verde. Experimente as variações sugeridas.

Caldo de moranga com camarões e outras variações

Ingredientes para 4 pessoas: 400 gr. de abóbora moranga, já sem a casca e o miolo entranhado com as sementes. Calcule de 4 a 8 camarões por pessoa, dependendo do tamanho. Mais: 3 colheres de óleo, manteiga ou azeite, 1 cebola grande picada, 1/3 de pimentão vermelho e a mesma quantidade de pimentão amarelo, também picados, 1 colher de chá de sal com alho. Temperos: sal, pimenta e especiarias a gosto e à escolha.

Variações para acrescentar ao caldo depois de pronto:

– 1 xícara de café de leite de coco e raspas de gengibre, se quiser dar um toque baiano. Capriche na pimenta malagueta.

-1 xícara de café de creme de leite ou de requeijão de copo, se quiser um toque francês. Tempere com pimenta do reino branca e noz moscada.

– 1 colher de café (ou de chá) de curry, outra de açafrão e raspas de gengibre, se quiser um gostinho indiano.

– outro tempero ótimo: uma pitada de páprica doce.

Se for fazer a receita com camarões, o primeiro passo é temperá-los ( já limpos, claro) com antecedência de uma hora (antes de começar a fazer o caldo) com sal e limão. Depois de meia hora no tempero, coloque-os na peneira para escorrer a água. Obs.: se ficarem com água na hora de fritar, irão ficar borrachudos.

Cozinhe e pique a abóbora.

Escolha a panela onde vai fazer o caldo. Esquente 2 colheres de azeite e frite os camarões, já bem escorridos, até ficarem vermelhos. Se der água, retire-a e reserve (depois, acrescente-a de novo ao caldo cozido). Se for fazer a versão afrancesada, flambe-os com 1 concha rasa de conhaque aquecido. Retire os camarões e reserve-os.

Na mesma panela, acrescente mais azeite, frite a cebola, os pimentões picados e o sal com alho, nessa ordem. Raspe bem o fundo da panela até limpar a borra do camarão (se precisar, pingue água quente). Acrescente a abóbora já cozida, junte água quente (cerca de 2 xícaras), deixe fervendo, em fogo baixo, até que fique tudo bem cozido e abóbora tenha desmanchado. Deixe esfriar um pouquinho e bata no liquidificador até obter um caldo bem homogêneo.

Volte com a caldo para uma panela limpa, junte mais água quente se precisar ralear, tempere e acrescente os ingredientes que quiser* (veja as variações) Junte os camarões e deixe ferver para misturar o gosto. Volte a esquentar antes de servir.

* exceto creme de leite, que só deve ser misturado um pouco antes de servir.

Pão sem glúten com linhaça, chia e sementes

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Esta é uma excelente opção para quem quer consumir um produto saudável, sem glúten, rico em sementes nutritivas e excelente para o perfeito funcionamento do intestino. A receita é muito fácil de fazer. Eu costumo fazer duas receitas e, depois de frio, corto o pão em fatias (como pão de forma). Separo-o em quatro partes, distribuídas em sacos plásticos ou enroladas em plástico filme. Deixo uma parte para o lanche, outra na geladeira para usar em até quatro dias e as outras duas guardo no freezer, para uso futuro. Quando for comer, coloque as fatias na torradeira e terá o aroma e a crocância de um pão acabado de sair do forno!

Pão sem glúten com linhaça, chia e sementes

Separe todos os ingredientes. Ao fazer a receita, irá separá-los em 4 partes: o preparo do fermento, os secos, os líquidos e o que vai por cima, na decoração( opcional).

Preparo do fermento: 1 colher de chá de fermento biológico seco, 1 colher de sopa de açúcar demerara (pode ser mascavo), 1/2 xícara de água morna.

Secos: 1 xícara de chá de farinha mix* sem glúten (ou 1/2 xícara de farinha de arroz + 1/2 xícara de fécula de batata), 2 colheres de sopa de farinha de linhaça dourada, 1/2 colher de chá de goma xantana, 1/2 colher de chá de sal, 1  1/2 colher de chá de semente de chia, 1  1/2 colher de chá de semente de linhaça, 1 colher de chá de gergelim branco
1 colher de chá de semente de girassol.

Líquidos: 1 ovo + 1 clara (guarde a gema para pincelar ao final), 1 colher de chá de vinagre (de preferência de maçã), 1 colher de sopa de óleo vegetal.

Para decorar: 1 gema de ovo, sementes de linhaça e de abóbora.

Primeiro prepare o fermento: misture a água morna (tolerável ao toque – se estiver fria não ativa o fermento, se estiver quente pode matá-lo) com o açúcar até que se dissolva. Acrescente o fermento e espere que dê espuma.

Misture os ingredientes secos em uma tigela. Acrescente os líquidos. Por último, junte o preparo do fermento.

Unte uma forma pequena do tipo que se usa para bolo inglês. Se for fazer a receita dobrada, pode utilizar a forma tradicional do tipo para pão de forma. Despeje a massa e espere que cresça (cubra com um pano ou um plástico filme).

Pré-aqueça o forno a 180º.

Leve a forma ao forno e asse por 15 minutos (ou até que cresça bastante). Retire do forno e, rapidamente, pincele a gema de ovo para fixar as sementes, que irá colocar sobre o pão. Volte ao forno, espere terminar de assar (mais uns 10 minutos), cuidando para não queimar as sementes**.

Ao verificar que corou por cima, está pronto!

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*prefiro a da Amina ou da Beladri

**se preferir, decore desde o início com as sementes e leve ao forno, tampando a forma com uma assadeira, pelos primeiros 15 minutos. Depois, é só retirar a tampa e esperar terminar de assar. Sem este cuidado, as sementes ficarão torradas.

 

Bolo fofo de chocolate

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Nada melhor que um bolo de chocolate daqueles bem fofos! Que a gente tem que comer com garfinho, porque se comer na mão, despedaça. E para quem tem intolerância à glúten e à leite de vaca fica bem difícil comer um bolo assim, a não ser que você o faça! Mas nem dá trabalho, é bem fácil. Só precisa ter os ingredientes certos. Veja os que precisa nesta receita, compre-os e prepare-se para fazer um bolo delicioso! Só tem um problema: acaba em um instante!

Bolo fofo de chocolate sem glúten e sem leite de vaca

Ingredientes para um bolo que rende de 20 a 24 pedaços: 1 xícara de chá de farinha sem glúten, 1 xícara de chá de amido de milho (Maisena), 1 xícara de chá de açúcar refinado, ¾ de xícara de chá de cacau em pó ( aquele chocolate do fradinho), 1 xícara de café de leite de cabra em pó misturado com 1 xícara de chá de água ( ou então, 1 xícara de chá de leite de cabra ou de leite de arroz), ¾ de xícara de chá de óleo de coco ou de milho, 2 colheres de chá de fermento em pó ( tipo pó royal), 1 colher de sopa de mel e 3 ovos. Uma pitada de sal.

Pré-aqueça o forno a 180 graus.

Bata, na batedeira, somente as 3 claras em neve e reserve.

Bata, na batedeira, as 3 gemas junto com o açúcar, até esbranquiçar. Junte o óleo. Bata até ficar homogêneo. Acrescente, aos poucos as farinhas, o leite, o cacau em pó, o mel e uma pitadinha de sal. Bata bem, até obter uma massa lisa.

 

Por último, junte o fermento e misture-o à massa com uma colher grande ou espátula, sem usar a batedeira. Aos poucos, tomando cuidado para a clara em neve não murchar, misture-a com o creme do bolo até que fique uma massa uniforme.

 

Polvilhe uma assadeira média e alta com a farinha sem glúten. Despeje a massa do bolo e leve ao forno por cerca de 40 a 50 minutos ou até assar completamente. Faça o teste do palito, se sair limpo, o bolo está assado.

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Pãozinho de batata doce

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Nestas tardes frias de maio dá tanta vontade de tomar um chá quente e comer um pãozinho recém comprado na padaria! Mas para quem tem intolerância à leite e à glúten não é nada fácil, pois dá a maior tristeza quando passamos por uma padaria: não se acha um único pão que possamos comer! Não se aflija, aprenda a fazer este bolinho! Assim nem precisará ir à padaria e terá, feito por você, um pãozinho quentinho e delicioso à qualquer hora. E mais, se você ama comida fitness, este será um de seus pãezinhos prediletos!

Pãozinho de batata doce

Esta receita rende 24 pãezinhos no formato de pão-de-queijo.

Ingredientes: 1 ½ xícara de batata doce bem cozida e amassada, 1 ½ xícara de polvilho doce, 1 ½ xícara de polvilho azedo, 2 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa de biomassa de banana verde. Cúrcuma para dar cor e manjericão e sal para temperar.

Primeiro, pré-aqueça o forno a 200 graus.

Misture todos os ingredientes em uma tigela funda e vá acrescentando água, aos poucos, até formar uma pasta com consistência suficiente para enrolar.

Acrescente cúrcuma (cuidado, é pouco!), manjericão desidratado e sal a gosto. Misture bem.

Molde as bolinhas com as mãos, calculando uma colher de sopa bem cheia para cada pãozinho. Disponha-as em uma assadeira grande, untada com um pingo de azeite. Leve ao forno. Retire após 30 minutos ou quando começar a dourar.

Dica: se quiser congelá-los para uso posterior, disponha-os separadamente sobre uma superfície plana (uma assadeira, por exemplo) e leve-os ao congelador por 3 horas. Depois é só colocá-los em saquinhos plásticos e voltar para o congelador.

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Cogumelos com tofu

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Tofu é um alimento recomendado para quem tem intolerância ao leite e, consequentemente, aos queijos. Mas é tão sem graça… O jeito é criar receitas misturando-o a outros ingredientes que combinem. E cogumelo combina muito, ainda mais se juntar tomate seco. Ficou uma delícia para servir como entrada.

Cogumelos recheados com tofu e tomate seco

Compre cogumelos grandes, um pedaço de tofu e tomates secos em conserva de azeite.

Tempere o tofu com sal, pimenta, ervas e pedacinhos de pimentão vermelho ( ou amarelo) assado no azeite com ervas (opcional).

Corte os tomates secos em fatias finas bem pequenas. Misture ao tofu temperado, fazendo uma pasta.

Limpe os cogumelos e retire o talo (que é duro). Salteie-os em uma frigideira antiaderente, com um pouquinho de azeite e molho de soja misturados.

Recheie os cogumelos com a pasta de tofu e leve ao forno por 5 a 10 minutos, em uma assadeira untada com azeite.

Sirva quente, acompanhado de pão.

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Sopa creme Ha Long

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Voltando à gastronomia do Sudeste Asiático, cuja série com onze receitas regionais foi publicada aqui no blog nos meses de março e abril de 2017, hoje apresentamos uma receita de influência francesa. Considerando que a França dominou a região da Indochina entre 1887 e 1954, é notável a marca da cultura francesa nos sabores e fazeres culinários do Vietnã atual.

Esta sopa (foto principal) nos foi servida no jantar à bordo do barco Paradise Luxury, no passeio que fizemos na belíssima baía de Ha Long, no Mar da China, Vietnã do Norte.

Se for servir um jantar no inverno, esse prato faz bela figura como entrada.

Sopa creme de espinafre e baroa ( ou mandioquinha)

Na verdade esse prato é montado juntando-se dois cremes diferentes. Assim vamos ensinar como fazer as duas receitas separadamente e depois fornecer a dica de como montar o prato igual ao da foto. Esta receita serve 4 pessoas.

Creme de espinafre

 Ingredientes: 1 molho de espinafre, 1 colher de chá de manteiga, 1 colher de café de sal com alho, ¼ de cebola ralada,1 xícara de leite (se tanto), 1 colher de sopa de amido de milho (maizena) diluído em água. Uma pitada de pimenta do reino branca e outra de noz moscada.

Lave as folhas, sem os cabinhos, e esprema com as mãos o excesso de água. Coloque-as sobre uma tábua e bata com a faca, nos dois sentidos, a fim de triturá-las bem. Aqueça a manteiga, doure o sal com alho junto com a cebola picada. Vá juntando, aos poucos, o leite misturado com o amido de milho e mexendo com uma colher de pau, até obter um creme homogêneo e espesso, no ponto um pouco mais mole do que um purê. Acrescente a pasta de folhas cruas de espinafre e misture bem. Prove o sal e tempere. Retire e bata no liquidificador. Retorne com o creme para uma panela limpa. Antes de servir, junte um pouco de creme de leite sem soro, previamente levado à geladeira para ficar espesso.

Creme de baroa ou mandioquinha

Ingredientes: 2 a 3 baroas, 1 batata inglesa, 1 colher de chá de manteiga, 1 colher de café de sal com alho, ¼ de cebola ralada,1 xícara de leite (se tanto). Uma pitada de pimenta do reino branca e outra de noz moscada.

Descasque e corte em cubinhos a baroa e a batata (deve ficar 2/3 de baroa e 1/3 de batata). Aqueça a manteiga, doure o sal com alho junto com a cebola picada, acrescente a baroa e a batata. Vá pingando água quente até que cozinhem. Retire e bata no liquidificador, para obter um creme. Retorne para uma panela limpa e acrescente leite até obter um creme homogêneo e espesso, no ponto um pouco mais mole do que um purê. Prove o sal e tempere. Antes de servir, junte um pouco de creme de leite sem soro, previamente levado à geladeira para ficar espesso.

 

Na hora de montar os pratos – que são servidos como se vê na foto acima – recorte um papel grosso na medida do prato, revista-o com papel alumínio e coloque-o na vertical dividindo o prato em duas partes iguais. Coloque os cremes, de um lado e do outro. Retire o papel vagarosamente e decore com creme de leite colocado dentro de um recipiente com bico (veja na primeira foto). Adorne com uma folhinha de espinafre.No prato servido no barco colocaram também um cogumelo.

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Arroz com grão-de-bico

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Inventei este arroz para servir junto com a paleta de cordeiro, pois lembrou-me as comidas do Marrocos. Ficou sensacional! Fácil e rápido de fazer, perfeito para ser servido como acompanhamento para carnes de caça, de cordeiro ou de porco, ou então, como uma refeição nutritiva para os veganos.

Arroz integral com cebola e grão-de-bico

Ingredientes para 2 pessoas: 1 ½ xícara de arroz integral já pronto, ¾ de xícara de grão-de-bico já cozido e escorrido, 1 cebola grande, 1 colher de sopa de azeite ou óleo, 1 colher de café de sal com alho. Pimenta do reino à gosto, se gostar.

Dica: deixe, de véspera, o grão-de-bico de molho na água. Escorra a água e coloque para cozinhar (pode ser na pressão, por 10 minutos) com uma boa quantidade de água nova. Para esta receita, deve ficar ao dente.

Corte a cebola em tiras finas e frite no azeite, mexendo com uma colher de pau, até que fique bem corada, de cor marrom claro, sem deixar queimar. Afaste a cebola para os cantos da panela, ponha mais um pouquinho de azeite e frite o sal com alho junto com o grão-de-bico. Junte o arroz já cozido, prove o tempero, junte sal e pimenta a gosto. Misture e está pronto!

Se gostar de paladar adocicado, junte uma colherinha de café de açúcar cristal à cebola quando estiver dourando-a.

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Paleta de cordeiro ao forno

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Preparar uma paleta de cordeiro ao forno é uma garantia de sucesso, pois a carne ficará macia e suculenta. Tem outras vantagens: não enfumaça a cozinha, você não fica cheirando a cordeiro e pode deixar pronto antes dos seus convidados chegarem. Assim pode ficar tranquilamente batendo papo com eles.

Tem um detalhe fundamental: deixar a carne marinando com antecedência.

Na foto, o cordeiro vem acompanhado de arroz com grão-de-bico, nossa próxima receita.

Paleta de cordeiro

Marinada

Ingredientes para uma paleta: 2 xícaras de vinho tinto, 1 cebola grande ralada, 1 colher de chá bem cheia de sal com alho bem triturado, ervas frescas. No caso, colhi da minha horta: salsinha, cebolinha, manjericão e hortelã, e ainda acrescentei tomilho desidratado e herbes de Provence. Pimenta do reino moída na hora à gosto.

Misture tudo e regue os dois lados da paleta. Coloque-a dentro de um saco de plástico junto com a marinada e deixe por 24 horas na geladeira. Vá virando de lado para pegar tempero uniformemente.

Pré-aqueça o forno a 280 graus. Escorra a marinada e limpe o excesso de ervas, pois se ficarem aderidas à carne ficarão pretas ao assar. Unte um tabuleiro com banha de porco ou óleo e coloque a paleta.

Abaixe a temperatura do forno para 250 graus, coloque a paleta para assar e vigie até que fique corada.

Retire do forno, vire para ver se corou igual dos dois lados. Abaixe a temperatura para 200 graus, cubra bem a carne com papel alumínio e volte ao forno. O total do cozimento deve dar em torno de 1h 30’.

Retire e verifique com um garfo se a carne está macia. Estando pronta, retire do forno e deixe-a embrulhada em papel alumínio, enrolada em pano de prato, até a hora de servir.

Se for servir muito tempo depois (e já estiver fria), volte ao forno a 150 graus ainda embrulhada no papel alumínio.

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Conserva de tomatinhos

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Sabe quando os tomatinhos cereja que estão na sua geladeira começam a querer murchar e ficam com a casca ligeiramente enrugada? Não jogue fora! Aproveite para fazer uma conserva para dar um sabor especial à sua salada ou servir sobre pão torrado. É ótima para acompanhar qualquer massa cozida e passada no alho e óleo e para finalizar um risoto. Ou seja, mil e uma utilidades se você usar a sua imaginação! Aqui em casa sempre temos um potinho de conserva de tomatinhos na geladeira!

Conserva de tomatinhos cereja

Ligue o forno a 180 graus. Tome uma travessa refratária, forre o fundo com azeite e ervas finas desidratadas. Pode acrescentar pedacinhos de alho e até cebola em lascas finas, se gostar. Salpique sal. Misture os tomatinhos.

Leve ao forno até notar que os tomatinhos começam a explodir ou ficarem corados,como na foto. Eles irão ficar enrugadinhos.

Se quiser, salpique manjericão fresco, misture, leve ao forno por 1 minuto. Deixe esfriar e coloque os tomatinhos, com o molho, em um pote previamente limpo com álcool.

Se a conserva, na geladeira, ficar com uma borra de azeite no fundo do potinho, esquente-a no microondas antes de usar.

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Tortinha de bacalhau com caldo de feijão preto e patê de pimentão

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Bacalhau é um dos pratos favoritos e dos mais tradicionais servido no Domingo de Páscoa em Minas Gerais, costume herdado de nossos antepassados portugueses. Verifiquei quantas receitas de bacalhau existem neste blog: são dezoito! (veja links abaixo). Procurei por uma receita nova em meus livros portugueses – inclusive um com 100 receitas de bacalhau. Nenhuma novidade, as mesmas receitas de sempre, variando em torno dos mesmos ingredientes. Daí resolvi inventar algo novo. Pois não é que deu certo e o sabor ficou simplesmente divino? E ainda é bem fácil de fazer!

Tortinha de bacalhau com feijão preto e patê de pimentão

Faça a receita em três partes, separadamente, e só ao final disponha a tortinha, o caldo de feijão e o patê de pimentões nos pratos individuais a serem servidos. Se tem experiência em cozinha, faça tudo ao mesmo tempo.

 

Patê de pimentão vermelho

Ingredientes: 1 pimentão vermelho, 2 cebolas pequenas, 4 a 6 dentes de alho, 4 colheres de sopa de azeite.

Coloque em uma travessinha refratária o azeite, o pimentão cortado e o alho picado e leve ao forno a 180 graus até o pimentão amolecer. Junte a cebola cortada e volte ao forno até a cebola dourar. Retire, espere esfriar um pouco e bata no processador, sem o azeite, para obter um patê. Tempere com sal e páprica. Reserve. Guarde o azeite para servir com pão.

 

Caldo de feijão preto

Ingredientes para 4 pessoas: 2 xícaras de chá de feijão preto já cozido e bem macio, 2 xícaras da água do cozimento do feijão, 1 colher de sopa de óleo, 1 colher de chá cheia de sal com alho.

Esquente o óleo em uma panela e doure o sal com alho. Misture só os bagos do feijão escorridos e frite-os bem, mexendo por 5 minutos com uma colher de pau. Junte a água do cozimento já aquecida e misture. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador (acrescente água se necessário). Volte para a panela passando o caldo por uma peneira fina. Prove o sal, acrescente um pouquinho de molho de pimenta malagueta. Um pouco antes de servir, leve ao fogo e acabe de chegar no ponto de caldo.

 

Tortinha de bacalhau

Ingredientes: 600 gr. de bacalhau desfiado ou em lascas já aferventado e bem escorrido, 4 batatas inglesas grandes, 4 cebolas médias, 4 dentes de alho, 4 colheres de sopa de azeite ou o que necessitar. 1 clara de ovo.

Corte as cebolas em lascas médias e regulares. Descasque as batatas cruas e corte-as no processador em fatias bem finas. Retire e, na tábua, corte as fatias para obter tiras finas (veja a foto). Pique o alho. Reserve.

Em uma panela larga, frite as cebolas e o alho no azeite. Junte a batata e misture até que fique translúcida. Prove se está ao dente. Acrescente o bacalhau, misture. Prove o sal, junte pimenta do reino em pó. Fora do fogo, acrescente uma clara de ovo crua e misture para dar liga.

Divida em quatro partes, enforme cada parte em uma forminha (de fundo removível com 10 cm. de diâmetro) forrada com filtro plástico. Aqueça uma frigideira antiaderente, retire a tortinha da forma e, cuidadosamente, sele-a de um e outro lado. Repita a operação para obter as quatro tortinhas. Enquanto vai fazendo, vá colocando-as em uma assadeira e conservando-as quentes no forno aquecido a 100 graus.

Enquanto isto, aqueça o caldo de feijão.

Transfira as tortinhas para os pratos, coloque em volta o caldo de feijão, finalize com o patê de pimentão e enfeite com verdinhos. Sirva imediatamente. Perfeitas para servir como prato de sustentação em coquetel ou como primeiro prato em um almoço ou jantar.

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Vermicelli com lombo agridoce

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Um dos pratos mais populares do Sudeste Asiático é constituído de uma base de pasta – pode ser a clássica pasta de arroz ou noodles de farinha de trigo – acrescido de algum tipo de carne – de boi, de porco, de frango ou frutos do mar como camarão, lulas ou vieiras – mais legumes (a cebola nunca falta) ou, excepcionalmente, alguma fruta que não desmanche quando acrescentada. Testei várias combinações e uma das que me agradou muito, pela praticidade, rapidez de ser feita e sabor agridoce, foi a receita que passo a seguir.

Vermicelli com lombo, coco, manga e molho de curry verde

Para esta receita, é melhor temperar e fritar a carne antes ou usar pernil e lombo de porco já preparados (assado ou de panela). Se quiser usar cebola caramelada previamente dá um saborzinho agridoce especial.

Para 2 pessoas: 100 gr. de carne picadinha (ou 1 xícara de chá quase cheia), 1 cebola, 1 colher de chá de óleo, 1 colher de chá de açúcar cristal, 1 colher de molho de tomate caseiro ou de polpa de tomate pelati, 1 colher de sobremesa de green curry*, pimenta a gosto, manga picada em cubos, raspas de coco seco. 100 gr. de vermicelli ( pasta de arroz tailandesa).

Pique metade da cebola em fatias finas e a outra metade em fatias grossas.

Tome uma wok ou panela de fundo largo. Deite a cebola picada fina e deixe-a secar, mexendo sempre com uma espátula. Polvilhe açúcar cristal para caramelizá-las. Retire da panela assim que dourarem. Reserve. Acrescente mais um pouquinho de óleo e doure a cebola cortada grossa. Junte o molho de tomates, o molho de curry verde e a pimenta, à gosto. Misture e prove o sal.

À parte, esquente 1 litro de água e logo que ferver, coloque o vermicelli e espalhe-o com um garfo para separar os fios. Conte dois minutos, retire e escorra.

Enquanto cozinha a pasta, acrescente a carne já pronta, a manga e o coco ao molho que está na wok. Misture para incorporar.  Na hora de servir, junte a pasta. Misture usando dois garfos. Tudo tem que ser feito ao mesmo temo e com rapidez para que os ingredientes não esfriem. Sirva imediatamente.

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Lagostins à tailandesa

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No restaurante que comemos no Asiatique – o centro de lazer com restaurantes e lojas para turistas em Bangkok – a versão original desde bonito prato (foto principal) tem lagostins, mexilhões, vieiras, muita pimenta vermelha bastante picante e um tipo de folha verde, servidos ao molho de ostras. O sabor é delicioso mas a pimenta é tão, mas tão forte que precisei beber a água de três cocos, um em seguida do outro, para conseguir voltar a respirar normalmente! Reproduzindo o prato em casa, substituí a tal pimenta vermelha (que nem tem no Brasil) por pimentão vermelho e por pimenta dedo-de-moça. Se quiser dar sabor mas sem arder, use a pimenta biquinho. Mas se gostar de pimenta, use a malagueta, a jalapeño ou a de sua preferência. Quanto à folha, usei  espinafre, pois é a mais parecida em sabor com a original tailandesa. Pode também ser feito com rúcula. Como não consegui nem mexilhões nem vieiras grandes ( moramos a 450 km do mar), usei lulas. Escolha os frutos do mar que preferir e faça a sua própria receita!

Lagostins e lulas ao molho de ostras – inspiração tailandesa

Ingredientes por pessoa: 150 gr. de lagostins limpos e 150 gr. de anéis de lula. Tempero da marinada: 1 colher de chá de molho de ostra*, suco de ½ limão tahiti, 1 colher de café de lemongrass em pó (capim limão)** e 1 colher de café de gengibre cru ralado. Para saltear: 1 colher de sopa de óleo de coco.

Ingredientes para o molho: ½ cebola fatiada, 1/3 de pimentão vermelho fatiado, 5 pimentas biquinho ou 3 pimentas dedo-de-moça in natura ou suavemente curtidas, 10 folhas de espinafre. Tempero do molho: a marinada em que temperou os lagostins e as lulas, 1 colher de café de gengibre ralado, 1 colher de sopa de molho de soja, ½ colher de café de sal, 1 colher de café de açúcar demerara ou cristal, 1 colher de chá de amido de milho dissolvido em um pouco d’água.

Primeiro prepare a marinada e deixe os lagostins limpos e as lulas limpas e cortadas em tiras grossas pegando tempero por 15 minutos.

Tome uma wok (ou uma panela larga), esquente e salteie os lagostins e as lulas. Tire da wok e reserve.

Na mesma panela, sem lavá-la, salteie bem a cebola e os pimentões já cortados, até ficarem corados. Acrescente o shoyo ( molho de soja) e o açúcar para caramelar. Misture até o açúcar dissolver completamente. Junte as pimentas picadas e os demais ingredientes do molho. Vá pingando água quente até formar um molho de boa consistência. Para dar o aspecto vidrado, engrosse-o com o amido misturado em um pouquinho de água fria. Junte os lagostins e a lula, verifique o cozimento e retifique o tempero do molho, se necessário.

Por último, pouco antes de servir, acrescente as folhas de espinafre, salpique água sobre elas, tampe e deixe amolecerem. Sirva imediatamente.

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Veja abaixo a foto desta receita. Ficou bem diferente do prato que comemos no Asiatique mas bastante semelhante a outros pratos que tivemos oportunidade de comer em várias cidades do Sudeste Asiático, onde esta receita (com pimentões) é bastante tradicional.

*o molho de ostras é encontrado nos bons supermercados ou mercearias de comida oriental.

** dispensável, se não encontrar.

Beef Khmer

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Para quem ainda não leu os textos de apresentação desta série sobre culinária do Sudeste Asiático, vale a pena voltar e conhecer um pouco sobre a cultura khmer. Clique aqui ( Tailândia) e aqui (Indochina) para conhecer algumas coisas interessantes. O centro da cultura Khmer foi Angkor, que hoje fica perto de Siem Reap, no Camboja.

Esta receita, que reproduzi em casa como todas as outras, foi a mais apreciada pela minha família, uma vez que brasileiro adora carne. Parece até uma receita conhecida, em matéria de ingredientes assemelha-se ao lomo saltado peruano, mas o toque de gengibre e os temperos asiáticos fazem toda a diferença. É interessante como a comida dessa parte do mundo, que sofreu influência indiana, chinesa e francesa usa boa parte dos ingredientes (carnes, frutos do mar, peixes, legumes, verduras e frutas) iguais aos nossos, porém é o tempero agridoce e picante que dá o toque oriental à sua fantástica culinária.

Filé preparado à moda khmer ( ou cambojana)

Veja na foto principal a receita que preparamos em casa e siga a receita:

Ingredientes para 10 pessoas: 1 kg. de carne do boi ( a melhor opção é o filé mignon, mas pode ser alcatra), 1 colher de chá de sal, 2 colheres de sopa de molho de ostra e a mesma quantidade de molho de peixe. ½ pimentão vermelho e ½ pimentão amarelo, 2 cebolas brancas e 1 cebola roxa, sal, açúcar e pimenta tipo chili desidratada. À parte: 4 dentes de alho e um pedaço de gengibre delgado medindo 10 cm. (30 a 50 gr.) . ½ xícara de café de óleo, de preferência óleo de coco.

Limpe e corte o filé ao meio no sentido longitudinal. Corte pequenos bifinhos, bem finos – da espessura de 70 mm. Tempere com a mistura já preparada de sal e molhos de ostra e de peixe. Deixe reservado por 30 minutos para pegar tempero.

Corte os pimentões e cebolas em fatias (veja na foto). Corte bem miúdo o alho e o gengibre. Reserve.

Em uma wok bem grande aqueça um fio de óleo e torre o alho e o gengibre. Retire-os da panela e use-a de novo, sem lavar, juntando mais um pouco de óleo, para fritar os filés. Vá fritando aos poucos, para não dar água, afastando os que já mudaram de cor para as laterais da panela e colocando os pedaços crus no fundo. Quando estiverem corados, retire-os e reserve-os em local protegido de vento. Na mesma wok, junte mais um pouquinho de óleo e passe os legumes, até ficarem macios. Por último, junte 1 colher de chá de açúcar aos legumes, deixe derreter, misture bem e tempere com sal e pimenta. Junte a carne e o alho com o gengibre. Misture tudo.

Uma boa opção para acompanhar esta carne é com macarrão tipo yakisoba. Esquente 1 ½ litros de água em uma panela alta. Jogue o macarrão ( 50 gr. por pessoa) e deixe cozinhar. Vigie o ponto – quando der para partir com a colher está bom. Escorra e jogue a água fora. Na mesma panela esquente 3 colheres de molho para yakisoba e passe o macarrão , misturando bem.

Sirva quente, em uma gamela ou travessa larga, colocando o macarrão por baixo e a carne por cima.

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Espetinhos

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Os espetinhos da foto são de Luang Prabang, capital do Laos, temperados com as especiarias de lá, o que lhes dá um sabor picante e ligeiramente adocicado.

Espetinhos são muito populares no Brasil. Já de muitos anos existiam bares como “Tudo no Espeto”, mas agora as Espeterias estão em voga – verdadeira febre – frequentada pelos jovens como alternativa aos cachorro-quentes, hamburguers e temakis. No Peru são muito tradicionais e por lá se chamam anticuchos. Recentemente, para minha surpresa, descobri em viagem recente à Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã que os espetinhos são, por lá, uma das comidas mais tradicionais vendidas nos mercados e feiras de rua, preparados na grelha, como todos, mas o que lhes dá colorido e sabor especiais são os temperos.

Espetinhos de frango

São os mais comuns e para temperá-los, use:

Para um peito de frango desossado: suco de ½ a 1 limão, 1 colher de café cheia de sal com alho, 1 pitada de lemongrass (capim limão em pó), 1 pitada de galanga (gengibre em pó), 1 colher de chá de molho de ostra ou de peixe, 1 pitada de açúcar. Misture tudo antes de passar no frango. Deixe pegar tempero pelo menos por 20 minutos.

Depois é só grelhar na brasa da churrasqueira ou frigideira para grelha no fogão.

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Como este post ficou curtinho, veja nas fotos abaixo algumas interessantes cenas de uma feira de rua muito popular e conhecida, em um vilarejo às margens do Rio Mekong, distante uma hora de barco de Luang Prabang, a capital do Laos, um pequeno país do Sudeste Asiático de gente simpática, risonha e acolhedora.

 

Arroz frito

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No Sudeste Asiático é chamado de fried rice o arroz refogado (como no preparo à brasileira) que fica soltinho depois de pronto. É servido como prato independente e não como guarnição. Em países como a Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã leva sempre temperos típicos, ovos e legumes.

O arroz branco, ou cozido no vapor – steamed rice – ao contrário, é apenas cozido em água, sem tempero algum e fica bem empapado, grudado e ao dente, em blocos. No Brasil, de brincadeira, quando alguém faz um arroz assim, que pra nós passou do ponto, dizemos que ainda não pode casar, pois nem arroz sabe fazer!

Arroz frito asiático

Para 2 pessoas, separe: 1 xícara de chá de arroz cru (sem lavar), 2 colheres de sopa de óleo, 1 colher de chá de sal com alho, 1 cenoura, 1 cebola, 1 colherinha de café de açafrão em pó ou cúrcuma, para dar cor. 2 ovos, 4 talos de cebolinha verde.

Despele e corte a cenoura em cubinhos bem pequenos. Corte a cebola à gosto. Pique a cebolinha. Deixe-os separados. Esquente 1 litro de água em um caneco.

Em outra panela, esquente o óleo, frite o sal com alho junto com o arroz. Junte a cebola e a cenoura. Misture bem e frite até começar a dar borra no fundo. Abaixe o fogo e despeje água fervente até cobrir o arroz (na altura de um dedo a mais que a superfície sólida). Imediatamente, misture o açafrão e mexa. Prove o tempero, retifique o sal se necessário, tampe a panela e deixe o arroz cozinhar. Se for preciso, junte mais água.

Assim que o arroz estiver cozido e um pouco antes de servi-lo, frite os ovos em uma frigideira e, ainda meio moles, junte-os ao arroz com a cebolinha picada. Misture e sirva imediatamente.

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Misture tudo e sirva quente

Misture tudo e sirva quente

Dica: se gostar, dê um toque indiano temperando também com uma pitada de curry, outra de cominho e ainda pimenta do reino ( coloque os temperos, aos poucos, na primeira água do cozimento). Nesse caso, pingue uma gotas de limão na água do arroz para tirar o gosto terroso desses temperos.

Salada de lulas marinadas

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Banhado a leste pelo Oceano Índico e a oeste pelo Oceano Pacífico, o Sudeste Asiático, onde estão a Tailândia, o Laos, o Camboja e o Vietnã, tem a forma de uma península. Tanto a Tailândia quanto o Vietnã têm longas extensões de costas e, naturalmente, a pesca de frutos do mar é muito farta.

Este tipo de salada é frequentemente servida como entrada. As verduras e os legumes podem variar, como também pode ser feita com camarões, polvo e/ou vieiras. O modo de preparar os frutos do mar é sempre o mesmo.

Lulas marinadas

Para marinar as lulas (ou peixe, camarões, polvo e vieiras) esprema bastante suco de limão e acrescente a mesma quantidade de vinagre. Salgue. A quantidade de líquido deve cobrir as tiras de lula. Deixe por meia hora. Escorra e use-as na salada.

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Outra forma de fazê-las é grelhando-as em uma chapa, depois de marinadas e bem escorridas. Nesse caso, para não ficarem muito secas, sirva-as com um molho agridoce, facilmente encontrado nos melhores supermercados. Veja a apresentação na primeira foto abaixo e ainda outros pratos com lulas:

Peixe à Hanói

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A gastronomia vietnamita é reconhecida mundialmente pela qualidade , sendo considerada a mais light da Ásia. O frescor e o colorido dos alimentos usados conferem aos pratos aroma, sabor e beleza inigualáveis.

O Vietnã é um país comprido e estreito, em forma de S, com toda a extensa costa leste ( 3.444 km) voltada para o Mar da China Meridional. Além disto seu território é todo entrecortado por rios, como o Vermelho que corta Hanói e o Mekong , que ao formar um vasto delta torna muito férteis as terras ao sul do país alagadas durante as cheias do rio. Com tanta água, não faltam peixes e mariscos e há muita fartura e variedade de verduras e legumes frescos vindos das hortas familiares de beira-rio. Os pratos preparados com peixe de rio ou de mar são muito populares e bastante apreciados.

Em Hanói, a capital situada ao norte do país – famosa por ter o trânsito mais louco do mundo – é grande a variedade tanto de restaurantes como de bares e barracas de comida na rua. Isto porque o vietnamita tem o hábito de almoçar na rua. Veja algumas cenas de rua:

Peixe com leite de coco e pimentões

Ingredientes para 4 pessoas: 200 a 250 gr. de filé de peixe ( quanto mais alto, melhor) por pessoa, 2 limões tahiti, 1 colher de chá de sal, 1 colher de sopa cheia de óleo de coco, 1 colher de chá de sal com alho, ½ cebola grande, ½ pimentão vermelho e a mesma quantidade de pimentão amarelo, 1 xícara de chá ( 200 ml.) de leite de coco, 1 maracujá doce ( ou 1 colher de sobremesa de suco concentrado da Maguary), 1 colher de sobremesa rasa de amido de milho dissolvido em ½ xícara de café de água, 1 colher de sopa de salsa e cebolinha picadinhos e 1 colher de sobremesa de coentro picadinho. Tempero do molho: 1 colher de chá de pasta de curry verde *(veja foto), 1 colher de chá de molho de ostra ou de peixe, pimenta à vontade (pode ser molho de pimenta malagueta).

Limpe, corte em postas individuais ( de 4 a 5 cm de largura) e tempere o peixe com 1 limão e sal. Deixe por 15 minutos. Pré-aqueça o forno a 250 graus. Ao colocar o peixe para assar em forma untada com azeite (no Vietnã usam óleo de coco, mas fica adocicado), baixe a temperatura para 200 graus.

Corte o maracujá e esprema todo o suco passando a polpa por uma peneira até ter as sementes limpas da polpa. Separe o suco para usar no molho. Passe as sementes em uma frigideira antiaderente até ficarem quase torradas ( veja na 3a. foto).

Corte os legumes como mostra a 2a. foto. Tome uma panela, aqueça o óleo de coco, doure o sal com alho e a cebola junto com os pimentões. Deixe amolecerem. Acrescente o leite de coco, o suco coado do maracujá, o suco coado de 1 limão e os temperos. Prove e retifique a seu gosto. Deixe o molho secar até obter um pouco de cremosidade ou então engrosse-o ligeiramente com o amido de milho dissolvido em água, se estiver com pressa.

Por último, já na hora de servir, junte ao molho a salsa e o coentro.

Disponha as postas do peixe assado no prato que irá servi-las e regue com o molho.

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Obs.: no Sudeste Asiático servem os pratos separadamente, mas como nós brasileiros não dispensamos um arrozinho, sugiro servir com arroz branco ou arroz frito.

* Obs.: se não achar para comprar o molho de curry verde tailandês original prepare a sua própria pasta, use 1 colher de chá para esta receita e guarde o restante na geladeira ( em um vidro bem tampado) para outras receitas. Bata no liquidificador 1 colher de café de cada um destes ingredientes: sal, açúcar, pimenta do reino branca em pó, cominho em pó, semente de coentro em pó, cúrcuma em pó, gengibre em pó ou ralado, raspa da casca de limão, molho de peixe. Mais: 1 pimenta verde picadinha (com cerca de 8 cm de comprimento), 1 a 2 dentes de alho, 1 colher de sobremesa de cebolinha verde e de capim limão picados, 1 colher de sobremesa de óleo de coco, 2 colheres de sopa de leite de coco. Água suficiente para conseguir obter uma pasta.

 

Arroz tailandês no abacaxi com camarões

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Imagine estar em um terraço às margens do Rio Chao Phraya em Bangkok, a cosmopolita capital da Tailândia, apreciando a vista dos barcos cortando as águas do rio resplandecendo ao sol. E aí o garçon coloca à sua frente este abacaxi tropical recheado de camarões e castanhas! Foi o presente que me dei no primeiro dia deste ano de 2017 além, é claro, de uma visita ao Palácio Imperial. Veja as fotos e aprecie a maravilha:

 

Agora traga um pedacinho da Tailândia para sua casa e prepare este agrado para as pessoas de quem você gosta.

Arroz tailandês no abacaxi com camarões e castanhas

Esta receita pode ser feita e servida em um prato comum mas fica muito mais interessante se for servida dentro do abacaxi.

Ingredientes para 8 pessoas: 4 abacaxis, 2 xícaras de chá de arroz, 2 colheres de sopa de óleo de coco (pode usar outro, mas este dá um aroma e um sabor inigualáveis), 1 colher de chá de sal com alho, a mesma quantidade de sal e de açúcar. Tempero: 1 colher de café de açafrão (ou cúrcuma) misturado a ½ litro de água. 1 colher de café de curry e 1 colher de chá de lemongrass em pó ( capim limão), 1 colher de café de suco de limão.

Calcule de 6 a 8 camarões por pessoa, dependendo do tamanho. Mais 200 gr. de castanha do cajú.

Limpe os camarões e tempere-os com sal e suco de ½ limão. Deixe por 15 minutos.

Escolha 4 abacaxis bem maduros e firmes e corte-os ao meio no sentido longitudinal. Com a ajuda de uma faca e de uma colher grande de arroz retire a polpa de modo a formar um barquinho. Retire o talo central e corte a polpa do abacaxi em cubinhos. Reserve.

Doure o arroz no óleo com o sal e o alho até ficar moreninho. Junte a água fervente com o açafrão e os temperos. Prove e retifique a gosto. Deixe o arroz cozinhar, juntando, se necessário, mais água, sempre quente, até ficar no ponto.

Enquanto isto, doure os cubinhos de abacaxi e acrescente o açúcar para caramelizar. Reserve.

Em outra panela, despeje um fio de óleo de coco e frite os camarões até ficarem vermelhos. Desligue e reserve.

Torre as castanhas em uma frigideira. Reserve.

Assim que o arroz estiver cozido, junte o abacaxi e os camarões já fritos. Pouco antes de servir, misture e finalize com a cebolinha verde. Preencha o miolo dos abacaxis com o arroz e cubra com as castanhas.

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Sopa Indochina

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Iniciamos nossa série sobre culinária do Sudeste Asiático com esta receita de sopa porque é o prato mais tradicional de toda a região. Embora de influência chinesa, esta sopa – muito leve, saudável e nutritiva – tanto é oferecida em todos os bufês de café da manhã ( e outras refeições)dos hotéis quanto é a comida mais popular servida nas ruas e mercados. É comum ver-se nesses locais uma mulher diante de um caldeirão de sopa servindo-a aos passantes, que se assentam em banquinhos muito baixos para tomá-las como primeira refeição do dia. Eu, particularmente, encantei-me com a sopa porque além de deliciosa, parece leve mas sustenta. Além disso, por ter substituído, todas as manhãs, pão, bolo e outros alimentos tradicionais do café da manhã ocidental por esta sopa, depois de 25 dias entre Tailândia, Laos, Camboja , Vietnã e Singapura voltei com uma pele maravilhosa!

Sopa de frango com vermicelli e folhas verdes

Esta sopa tem como ingredientes fundamentais: partes de frango com osso e pele (a cartilagem tem colágeno) mas pode ser também carne de porco – estas para se fazer um bom caldo, vermicelli ( aquela pasta de arroz branca e bem fininha), folhas verdes e broto de feijão. Para temperar é usado: limão, sal, alho, capim limão em folha ou em pó, galanga ( da família de gengibre) em pó e pimenta (usam bastante pimenta bem picante)

 

Para 2 pessoas, separe 4 coxinhas da asinha e para temperá-las: 1 limão tahiti, 1 colher de chá de sal com alho, 1 pitada de galanga (gengibre em pó) e outra de lemongrass ( capim limão em pó). Mais: 100 gr de vermicelli ( pasta de arroz bem fininha), um punhado de broto de feijão, cebolinha verde, salsa e folhas verdes – das que existem no Brasil, sugiro rúcula, acelga e alface americana. Pode acrescentar cogumelos frescos, ficará muito mais gostosa! Indispensável: molho de pimenta vermelha.

Primeiro tempere as partes do frango e deixe por 15 minutos. Esquente 1,5 litros de água. Leve-as a uma panela com 1 colher de sobremesa de óleo já aquecido e frite-as. Estando douradas, entorne toda a água, tampe a panela e deixe cozinhando por ½ hora, em fogo brando, ou até a carne ficar bem macia.

Enquanto isto, corte os vegetais e afervente o cogumelo fatiado. Tudo junto deve dar dois pratos de sopa bem cheios.

Pouco antes de servir a sopa, acrescente ao caldo fervente o vermicelli, mexa com um garfo para soltar os fios e imediatamente junte o broto de feijão, o cogumelo e os verdes. Conte 2 minutos e a sopa estará pronta. Nunca deixe passar desse tempo, pois as folhas murcharão e perderão suas vitaminas.

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Veja a nossa sopa feita em casa:

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Bolo de fubá e erva-doce

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Quer coisa mais mineira do que um bolo de fubá? E com um toque de erva-doce? Lembra a infância! Minha avó nasceu em Ouro Preto, a antiga capital de Minas Gerais, belíssima cidade de arquitetura barroca que é uma de nossas quatro joias mineiras que ostentam o título de Patrimônio Mundial da Humanidade. Lembro-me que, quando criança, nossas visitas à Ouro Preto sempre incluíam café com quitutes nas casas das tias de minha avó, senhorinhas quase centenárias. E nunca faltava bolo de fubá, meu predileto. Esta receita não é a original – é uma receita contemporânea, muito saudável, fácil e rápida de fazer e modificada para as pessoas sensíveis ao glúten e à lactose (e a ovos). Fico devendo a receita original ouropretana (vou tentar recuperá-la com as tias).

Bolo de fubá e erva-doce

Providencie estes ingredientes ( e tenha-os em casa se é alérgico ou intolerante ao glúten e à lactose) :1 xícara de chá de mix de farinha sem glúten (ou 1/2 de farinha de arroz e 1/2 de fécula de batata), 1 xícara de chá de fubá, ½ xícara de chá de óleo vegetal

½ xícara de chá de açúcar demerara, 3 ovos *(ou 3 colheres de sopa de linhaça + 6 colheres de sopa de água), 1 colher de sobremesa de semente de erva-doce e 1 colher de sopa de fermento químico.

Inicie untando a forma (dessas de furo no meio) com um pingo de óleo (passe um guardanapo para uniformizar) e polvilhe com o mix de farinha. Bata para tirar o excesso. Aqueça o forno a 200 graus.

Misture todos os ingredientes* e despeje na forma, dando umas pancadinhas nas laterais da forma para uniformizar a massa. Passe as costas de uma colher para aplainar.  Leve ao forno por 30 minutos ou até corar. Não abra o forno antes de, ao menos, 20 minutos de cozimento.

*Obs: se for usar ovos, misture a gema com o óleo e o açúcar e bata as claras à parte. Acrescente, aos poucos, as duas misturas aos ingredientes secos.

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Pão de aveia sem glúten

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Hoje apresentamos a receita de um pão delicioso e muito fácil de fazer , especialmente feita para os intolerantes e alérgicos ao glúten e à lactose. Só tem um detalhe, aliás importante: a receita precisa ser seguida à risca, com os ingredientes exatamente como estão abaixo.

Pão de aveia sem glúten e sem lactose – rende 2 pães

Ingredientes: 3 xícaras de chá de água morna (tolerável ao toque), 1 colher de sopa de açúcar demerara, 20 gr. ou 2 sachês de fermento biológico seco.

Ingredientes secos: 1 xícara de chá de farinha de aveia sem glúten, 2 xícaras de chá de mix de farinha sem glúten ( que tenha farinha de arroz) ou a mesma quantidade de farinha de arroz, 1 xícara de chá de farinha de grão de bico, 1 colher de chá de goma xantana, 1 colher de chá de CMC e 1 colher de chá de sal.

Mais: 4 ovos (reserve um pouquinho para pincelar o pão no final), 2 colheres de sopa de óleo de coco, 1 colher de sopa de vinagre de maçã.

Separe 3 tigelas

Misture na 1a. tigela: o açúcar com a água morna até dissolver e acrescente o fermento. Aguarde borbulhar (cerca de 3 minutos).

Misture na 2a. tigela: todos os ingredientes secos

Misture na 3a. tigela: bata os ovos com dois garfos e acrescente o óleo de coco e o vinagre.

Unte uma forma de bolo inglês pequena.

Junte a mistura da fermentação ( 1a. tigela) com a mistura de ovos ( 3a. tigela) e, aos poucos, acrescente à mistura os ingredientes secos ( 2a. tigela), mexendo sempre. Se necessário, pingue água aos poucos até verificar que a massa está com a consistência adequada (não muito líquida mas o bastante para preencher bem a forma – veja a foto).

Despeje a mistura na forma untada e cubra com um pano semiúmido. Espere 20 minutos.

Pré-aqueça o forno.

Coloque para assar no forno a 250 graus por 20 minutos.

Retire e pincele com um pouco de ovo batido, se quiser. Asse o suficiente para dourar.

Espere esfriar para fatiar. Se quiser conservá-lo por até uma semana fora da geladeira, mantenha-o enrolado em filtro plástico e vá fatiando à medida do gasto.

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Conserva de alho

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A maioria de nós brasileiros do Sudeste, como descendentes de portugueses, italianos ou espanhóis amamos alho e não deixamos de cozinhar sem ele. Tanto que o nome deste blog é “Sal com alho”, por ser a base de nosso tempero. Outras culturas nunca deixam de usar alho em sua alimentação, como a árabe e a oriental, de onde se conclui que a maior parte dos habitantes do mundo ( talvez 80% já que os chineses adoram alho). E, para a nossa sorte, o alho é fundamental para se ter uma boa saúde. Ter uma conserva de alho sempre pronta na geladeira (como os italianos fazem) é um grande “quebra-galho” , tanto para se comer pura como aperitivo quanto para adicionar a assados e outros preparos. A receita abaixo, usando pimentas e outros temperos, é sofisticada e deliciosa.

Conserva de alho

Separe estes ingredientes: 4 cabeças de alho descascados, 1 colher de chá de sal, 1 colher de chá de açúcar demerara (ou cristal), 3 folhas de louro, 10 grãos de pimenta-do-reino, 5 grãos de pimenta rosa, 3 grãos de pimenta zimbro, 3 hastes de cravo, 350 ml de vinho branco seco e 350ml de vinagre de maçã (esta quantidade equivale a 1 e 1/2 xícara de chá)

Misture todos os ingredientes em uma panelinha, com exceção do alho, e leve ao fogo, mexendo para dissolver o sal e o açúcar. Deixe ferver.

Acrescente o alho e espere ferver novamente. Quando ferver, conte dois minutos e está pronto.

Coloque o preparado em um vidro de conserva previamente bem limpo com álcool, feche bem e guarde na geladeira. Espere pelo menos 2 dias para saborear. É ótima para acompanhar pão de qualquer tipo.

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Patê light de couve-flor

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Há dias que queremos variar de geleia, requeijão ou manteiga no pão e saborear algo diferente. Pode também acontecer de chegarem visitas e não ter nada diferente para servir. Nesses casos e em outros mais, lembre-se dessa receitinha de uma pasta deliciosa e simples de fazer. Além disso, é light!

Patê de couve-flor

Ingredientes: use aquela couve-flor que está esquecida lá na gaveta da geladeira, azeite ou manteiga, ¼ de cebola, sal com alho e pimenta do reino. Mais ½ copo de requeijão e ¼ de garrafinha de leite de coco ( 50 ml.) Pimenta rosa e folhinhas de hortelã.

Corte um pedaço da couve-flor (de 1/4 a 1/6 dependendo do tamanho), retire as folhas, lave e cozinhe os buquezinhos no vapor para não perderem o sabor. Use uma peneira sobre água fervente para tal. Quando estiverem macios coloque-os no liquidificador.

Na mesma panela (sem a água), doure a cebola picadinha e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Despeje no liquidificador. Acrescente 1/2 pote de requeijão light (ou creme de arroz para quem é intolerante a leite) e 50ml de leite de coco. Bata até ficar cremosa. Caso a pasta fique um pouco grossa, acrescente mais leite do coco, aos poucos (mais 50 ml no máximo).

Volte com a mistura para a panela e, em fogo baixo, acrescente algumas bolinhas de pimenta rosa. Misture bem. Se quiser engrossar ligeiramente, junte amido de milho dissolvido à parte com o mínimo possível de água. Despeje no creme e misture até obter uma consistência bem lisa. Deixe esfriar.

Decore o patê com bolinhas de pimenta rosa e pesto de hortelã.

Sirva com palitinhos de cenoura crua (que atendem pelo nome muito chique de “cruditée”) acompanhados de um pão italiano bem bonito e gostoso!

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Bolo de Reis para intolerantes

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Uma das razões de pessoas do mundo inteiro gostarem tanto deste blog é porque estamos sempre inventando novas receitas para quem tem problemas de intolerância ou alergia à glúten e à lactose, ou pior, às proteínas do leite – o que é o meu caso.

Por isto, compreendo perfeitamente a vontade dessas pessoas de comer muitas coisas gostosas que para nós se tornaram alimentos proibidos. Só que, como não me conformo de ver o que não posso comer e ficar só na vontade, sempre consigo fazer substituições e ter a grata surpresa de preparar e degustar alimentos deliciosos! Nessa experiência conto com a grande ajuda de minhas filhas, sempre me surpreendendo com ótimas receitas que experimentam e me trazem de presente. Esta receita foi feita pela minha filha mais velha como presente de Dia dos Reis para mim.

Bolo de frutas secas sem glúten e sem lactose

Ingredientes para um bolo pequeno (para um bolo maior, dobre a receita): 1 xícara de chá de mix de farinha sem glúten (use a marca Beladri ou 1/2 farinha de arroz e 1/2 fécula de batata), 1 xícara de café de açúcar mascavo peneirado, 1 colher de chá de canela,1 xícara de café de óleo vegetal, 2 ovos. Frutas secas: 1 xícara de café de passas pretas e outra de passas brancas, a mesma quantidade de amêndoas descascadas e laminadas, 5 damascos secos picadinhos, 1 colher de sopa de fermento químico, água bastante para dar liga (2 colheres de sopa, dependendo do tamanho dos ovos) e 1 colher de sobremesa de açúcar demerara.

Inicie o preparo untando uma forma de bolo pequena com um filete de óleo (passe um guardanapo para tirar o excesso e uniformizar) e farinha polvilhada. Reserve.

Aqueça o forno a 200 graus.

Misture a farinha, o açúcar mascavo e a canela. Acrescente o óleo e os ovos e mexa até ficar uniforme. Adicione 3/4 das passas, amêndoas e damascos. Reserve o restante.

Depois que tiver misturado tudo, veja o quanto adicionar de água – a massa deve ficar nem muito líquida, nem muito espessa. Adicione o fermento e misture bem, delicadamente.

Pingue um pouco de óleo (usamos o óleo de coco) no fundo da forma já untada e polvilhada. Polvilhe com o açúcar demerara para fazer uma finíssima camada. Distribua no fundo da forma as passas, amêndoas e damascos restantes (veja a foto).

Despeje a massa do bolo na forma e dê umas pancadinhas leves para nivelar (ou faça isso com as costas de uma colher).

Leve ao forno por 30 minutos ou até verificar que o bolo está corado e assado. ( faça o teste do palito e veja se sai limpo).

Obs: não abra o forno antes de, pelo menos, 20 minutos de cozimento.

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Laranjinha confitada

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Aprenda a confitar laranjinhas e dê um toque sofisticado ao seu chá da tarde, ao café servido após o almoço ou use essas delicadas delícias para incrementar a receita de panetone ou bolos. Se quiser dar um toque inusitado ao lombo ou pernil de porco sirva-as como acompanhamento. A mesma receita pode ser feita com limão ou lima.

Laranjinha confitada

Para 3 laranjas pera use 3/4 de xícara de açúcar cristal e a mesma quantidade de água. Primeiro misture o açúcar na água e leve ao fogo para fazer uma calda bem rala.

Corte a laranja em fatias finas e escorra. Coloque-as na calda para cozinhar até que a calda seque – vai ficar grossa e começar a escurecer. Neste ponto é importante tomar uma colher de pau e ir mexendo, no fogo baixo,  para que as fatias grudem a calda por igual até ficarem da cor dourada. Cuidado para não queimá-las!

Deixe secar e guarde em um pote com tampa hermética.

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Torta de mousse de chocolate

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Quer uma torta deliciosa e diferente? Prepare esta sobremesa para o seu próximo almoço de família ou jantar com os amigos. Parece complicada mas é simples e fácil de se fazer. Anime e terá uma recompensa sensacional! Tem mais: pode ser feita para alérgicos e intolerantes a glúten e leite de vaca!

Torta de mousse de chocolate  

Ingredientes para 6 pessoas: 160 gr de chocolate 70% cacau (ou sem leite), 100g de manteiga ou ghee, 4 ovos, 100 gr de açúcar refinado, 4 folhas de gelatina, 1/2 xícara de chá de leite (usamos leite de amêndoas), amêndoa em lascas e cerejas para decorar.

Derreta a manteiga (ou ghee) e o chocolate partido em pedacinhos em banho-maria, mexendo de vez em quando. Desligue o fogo quando estiver derretido e misture para que fique uniforme.

Coloque as folhas de gelatina em água fria durante 3 minutos (não mais, senão derrete!)

Despeje o leite numa panelinha para aquecer. Esprema as folhas de gelatina e junte-as ao leite. Mexa bem para que dissolva e desligue o fogo.

Ponha o açúcar numa tigela grande que possa ser acoplada na batedeira (se sua batedeira for portátil, escolha uma bem funda). Separe outra tigela para colocar as claras.

Quebre os ovos e separe as gemas das claras. As gemas vão ser misturadas ao açúcar e as claras na outra tigela à parte.

Bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Junte o chocolate aos poucos, mexendo bem até verificar que a mistura começou a descolar da tigela. Acrescente o leite (com a gelatina) e bata mais um pouco.

Bata as claras separadamente até o ponto de neve e junte-as ao chocolate aos poucos, mexendo devagar e com cuidado com uma espátula de silicone.

Antes de despejar a massa na forma, molhe seu interior com água fria. Isso vai ajudar a desenformar depois. Leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas.

Para desenformar, passe uma faca molhada em volta da parte interna da forma e mergulhe-a em água quente por apenas 1 segundo.

Vire sobre o prato e decore com as lascas de amêndoas e cerejas.

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