Beringela com pimentões para aperitivo

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Se você gosta de receber amigos em casa para tomar uma cerveja ou um whisky e, principalmente, se eles costumam chegar sem aviso, é prudente ter algum aperitivo pronto na geladeira. Esta conserva dura muito tempo em pote de vidro na geladeira – se você mante-lo bem fechado, tomar o cuidado de não contaminá-la com talher já usado ou voltar com porção já servida para dentro do pote. Esta receita é ótima para comer com pão, colocar no sanduíche ( se tiver alguma carne, melhor ainda) ou para incrementar a salada.

Conserva de beringela com pimentões e amêndoas

Considerando 1 beringela grande por base, separe: 1/3 de pimentão vermelho e a mesma quantidade do amarelo (grandes) e 1/2 cebola. Tempero:  3/4 xícara de café de azeite,  1/2 limão, 2 dentes de alho, 1 colherinha de café de açúcar, 4 folhas de louro, sal e pimenta calabresa a gosto. Por último, 20 amêndoas.

Pique a beringela, os pimentões e a cebola em quadrinhos. Pique o alho bem miudinho. Junte tudo, tempere com os outros ingredientes já misturados à parte.

Coloque em uma assadeira e leve ao forno a 200 graus até que o molho de azeite comece a borbulhar. Veja se a beringela e o pimentão estão bem macios. Retire do forno e deixe esfriar.

Torre as amêndoas em uma frigideira e misture.

Se for guardar para uso futuro, escolha um pote de vidro que tampe bem. Lave, enxugue, passe álcool. Deixe secar, coloque a conserva já fria. Conserve na geladeira.

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Ravióli de espinafre recheado com muçarela de búfala

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Entre as pastas recheadas que temos feito na oficina caseira do Sal&Alho, esta que minha filha fez para jantar com o marido é das mais bonitas e gostosas. Se você copiou a lista de pastas que selecionamos para as festas de fim de ano – clique aqui para acessar – junte mais essa à sua coleção de receitas de pastas especiais – pode até abrir uma lista de desejos para ir fazendo no correr do ano.

Ravióli de espinafre recheado com muçarela de búfala

Opção: junte pedaços de presunto parma à muçarela de búfala para o recheio

Preparo caseiro da pasta de espinafre:

Ingredientes para o preparo dos raviólis que dá para 4 a 6 pessoas: 200 gr farinha de trigo grano duro, 200 gr de farinha de trigo comum, 4 ovos, 1 colher de sopa cheia de azeite, 1 colher de chá de sal e 1/2 maço de espinafre. 

Coloque as folhas de espinafre em uma panela com um pouco de água já quente e deixe por 3 minutos em fogo baixo até que fiquem murchas e bem verdes. Retire-as com uma escumadeira para escorrer a água quente e mergulhe-as em uma bacia com gelo e um pouco de água gelada. Esprema bem o espinafre, entre as palmas das mãos, para retirar toda a água e bata no liquidificador com os ovos e o azeite.

Peneire as farinhas em uma tigela grande e misture-as até ficar homogêneo (se quiser pode usar apenas um tipo de farinha).

Junte a pasta de espinafre e ovos à farinha e misture com as mãos até formar uma massa uniforme. Depois dos produtos bem misturados é necessário passar para a bancada e amassar bastante. Aos poucos a farinha se incorpora completamente e a massa ficará mais lisa (veja a foto). Caso a massa ainda fique molhada e pegajosa é porque não se retirou suficientemente a água do espinafre. Se for o caso, acrescente mais farinha comum, aos poucos, somente o necessário para dar a consistência correta. Envolva a massa em plástico filme e deixe-a descansando por, pelo menos, 30 minutos.

Para rechear:

Separe o recheio: nesta receita escolhemos rechear com bolinhas de muçarela de búfala junto com quadradinhos de presunto parma. Abra a massa ( de preferência na máquina própria mas pode ser com o rolo tradicional) em formato de retângulos grandes e vá recheando imediatamente para não secar. Em um dos retângulos coloque o recheio na quantidade correta, aos pouquinhos, espaçando um montinho do outro.  Cubra com outro retângulo de massa e, com os dedos, pressione as laterais dos montinhos. Proceda assim até terminar tanto a massa como o recheio.

Passe o cortador para cortar a massa no formato quadrado tradicional de ravióli. Separe os quadradinhos e coloque-os sobre a bancada já esfarinhada. Quando terminar, aqueça água em uma panela grande. Estando a água bem quente, misture o sal (1 colher de sopa cheia basta) misture, espere a água ferver de novo e então vá cozinhando os raviólis aos poucos. Atenção, pois massa caseira cozinha rápido. Assim que os raviólis forem subindo e boiarem, estarão prontos.

Sirva os raviólis com o molho de sua preferência. Na foto, pode apreciá-los ao molho bechamel com alho poró. Para fazê-lo, siga a receita do molho branco ou bechamel, substituindo a cebola por um talo de alho poró picado. Depois de pronto, bata o creme no liquidificador e, se quiser, ao esquentá-lo para servir, junte um pouquinho de creme de leite fresco.

Também pode ser feito com o tradicional molho de tomate . Com o prato já servido, rale na hora queijo tipo parmesão ou grana padano sobre os raviólis.

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Boeuf Bourguignon do Paul Bocuse

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Paul Bocuse é certamente um dos mais conhecidos dentre os grandes chefs franceses de todos os tempos. Esta receita consta de um de seus livros e foi seguida à risca. Trata-se, portanto, de uma autêntica receita francesa, com todos os detalhes que fazem a diferença. O preparo é demorado mas vale a pena! Porém, se quiser uma receita mais prática, adaptada para o nosso dia-a-dia, clique aqui.

Boeuf Bourguignon

Ingredientes para uma porção que serve duas pessoas, conforme a receita original : 500gr de patinho ou de músculo, 6 gr de bacon, 6 cebolinhas baby ou chalotes, 1/3 cebola ralada, 30 gr de manteiga, 250 gr de cenoura, 1 colher de sopa de farinha de trigo*, 1 colher de sopa de molho de tomate concentrado, 500 ml de um bom vinho tinto (usamos um Cabernet Sauvignon francês), 1 dente de alho, 1 bouquet garni (1 ramo de tomilho, 4 folhas de louro, 4 ramos de salsa), sal e pimenta do reino.

Retire a carne da geladeira uma hora e meia antes de colocá-la para cozinhar, corte-a em cubos de 4 cm de lado, tempere com sal e pimenta do reino moída na hora. Deixe descansar. Corte o bacon em pedaços pequenos. Descasque as cebolinhas, deixando-as inteiras. Rale a cebola. Corte a cenoura em tiras de 5 cm (ou em pedaços menores caso queira que dissolva no molho final).

Numa panela, de preferência de ferro, derreta a manteiga, acrescente a cebola ralada e o bacon. Refogue por 2 ou 3 minutos, mexendo sempre. Em seguida, coloque a carne  e deixe corar de todos os lados. Acrescente a cenoura e refogue por 30 minutos (se for preciso, verta um pouquinho de água quente para aproveitar a borra da panela, mas sem molhar a carne). Retire a carne da panela e reserve-a em local que possa permanecer aquecida.

Coloque a farinha de trigo na panela de onde retirou a carne e misture bem. Quando ganhar cor, acrescente o molho de tomate concentrado, misture novamente e, por fim, dilua o molho com o vinho tinto, derramando-o aos poucos. Acrescente o alho amassado e continue mexendo. Espere que o álcool tenha evaporado por completo e então volte com a carne para a panela. Tampe e deixe cozinhar por duas horas e meia, em fogo brando.

Verifique o caldo de vez em quando e, se necessário, verta água quente, aos poucos, pelas beiradas, para que o molho não seque e a carne não fique ressecada. Retire do fogo quando verificar que a carne está tão macia a ponto de poder ser cortada com uma colher.

O acompanhamento tradicional é o purê de batatas. Pode variar com o purê de mandioquinha, ou o de batata doce ou ainda um purê usando a batata inglesa, a mandioquinha e a batata doce, em partes iguais.

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Canelone aos quatro queijos

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Durante os nove anos em que estive à frente do restaurante de um hotel de luxo em Belo Horizonte oferecíamos uma completa variedade de cardápios para eventos. Sempre procurava variar inovando as receitas, mas havia algumas que, se tirasse da oferta de cardápios, era reclamação na certa. Este canelone feito com massa fresca, recheado com quatro queijos, envolto em creme e gratinado era uma dessas. Uma opção muitíssimo apreciada que você pode experimentar é fazer a mesma receita porém usando salmão para o recheio.

Aqui passo a receita para uma porção pequena, que serve de 2 a 3 pessoas, mas você pode aumentá-la conforme quantas pessoas irá servir. Esta receita pode (e deve) ser feita de véspera, o que facilita bastante seus afazeres se for preparar um almoço ou jantar para muitas pessoas.

Canelone aos quatro queijos

Esta receita é para seis canelones, portanto irá usar seis folhas de massa para lasagna. Se quiser fazer a pasta em casa, como fizemos para esta receita, clique aqui para ver a receita completa.

Recheio: creme bechamel, 4 tipos de queijo e ervas frescas.

Ingredientes para o creme bechamel: 1 colher de sopa de manteiga, ½ cebola ralada (1 xícara de café), 1 colher de café de sal com alho, 1 xícara de chá de leite, 1 colher de sobremesa de amido de milho (ou farinha de trigo torrada), 1 xícara de café de creme de leite. Tempero: uma pitada de noz moscada e outra de pimenta do reino branca.

Os queijos: 300 gr. de queijo ralado grosso, sendo que escolhi de 4 tipos: gouda, estepe, provolone e ementhal (pode substituir por outros tipos) mais 1 colher de sopa de cebolinha finamente picada

Para fazer o creme bechamel derreta a manteiga e frite o sal com alho e a cebola, sem deixar corar. Acrescente o leite deixando um pouco na xícara para misturar com o amido de milho (ou farinha de trigo). Assim que o leite ferver, junte essa mistura e mexa bem até começar a borbulhar. Desligue, tempere a gosto e junte o creme de leite. Misture bem e reserve.

Misture os queijos ralados e a cebolinha picada ao creme bechamel. Coloque em uma tigela e leve à geladeira por 2 horas para que o recheio endureça. Assim fica mais fácil para rechear.

Cobertura:

Ingredientes para a cobertura: 1 colher de chá de manteiga, ½ colher de café de sal, 1 xícara de café de leite, 1 xícara de café de creme de leite. Por cima de tudo: 50 gr. de queijo parmesão ralado grosso (pode substituir por outro queijo)

Em outra panela, siga o mesmo procedimento do bechamel para fazer o creme da cobertura. Rale o queijo para a cobertura e deixe-o separado. Coloque-o na geladeira para ficar mais encorpado.

Para montar a travessa refratária com os canelones:

Coloque água para ferver em uma panela grande que caiba as folhas da lasagna sem dobrar. Assim que ferver, junte sal e deixe que ferva novamente. Coloque uma a uma as folhas de lasagna. Se for pasta fresca leva aproximadamente 8 minutos para ficar ao dente. Balance a panela umas três vezes para que uma folha não grude na outra. Retire-as com uma espátula larga e coloque-as sobre a bancada da pia (bem limpa e seca).

Divida o recheio em 6 partes iguais. Coloque cada parte do recheio sobre uma folha de lasagna e enrole-a como mostra a foto. Pincele o fundo e as laterais da travessa com o creme de cobertura. Disponha os rolinhos, sempre passando creme entre eles para que não grudem ao servir. Distribua o restante do creme sobre os rolinhos e cubra com o queijo ralado separado para a cobertura.

Para montar a travessa refratária com os canelones:

Coloque água para ferver em uma panela grande que caiba as folhas da lasagna sem dobrar. Assim que ferver, junte sal e deixe que ferva novamente. Coloque uma a uma as folhas de lasagna. Se for pasta fresca leva aproximadamente 8 minutos para ficar ao dente. Balance a panela umas três vezes para que uma folha não grude na outra. Retire-as com uma espátula larga e coloque-as sobre a bancada da pia (bem limpa e seca).

Divida o recheio em 6 partes iguais. Coloque cada parte do recheio sobre uma folha de lasagna e enrole-a como mostra a foto. Pincele o fundo e as laterais da travessa com o creme de cobertura. Disponha os rolinhos, sempre passando creme entre eles para que não grudem ao servir. Distribua o restante do creme sobre os rolinhos e cubra com o queijo ralado separado para a cobertura.

Pode fazer a lasagna de véspera ou algumas horas antes de servi-la. Neste caso, cubra com plástico filme e coloque na geladeira.

Cerca de 20 a 30 minutos antes de servir ligue o forno a 250 graus. Assim que estiver quente, baixe para 180 graus e ponha a lasagna para gratinar. Desligue logo que corar por cima e perceber o creme começando a ferver nas laterais. Sirva bem quente.

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Salmão com crosta de ervas

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Esta receita é perfeita para se fazer com salmão fresco, que tem um sabor mais ativo do que outros peixes. Pode também ser feita com truta salmonada ou surubi defumado. É um ótimo prato para um almoço de verão: leve, nutritivo e rápido de fazer.

Salmão com crosta de ervas

Para 2 pessoas compre um filé de peixe de 400 a 500 gr.

Para o tempero irá precisar de: 1 colher de chá de tomilho seco, 1 colher de chá de alecrim seco, 1 colher de chá de orégano seco, 1 colher de chá de páprica,  1/2 colher de chá de cominho em pó e 1/2 colher de chá de sal. Misture tudo e triture para quebrar o alecrim. Coloque esta mistura em um prato do tamanho do filé de salmão e espalhe as ervas. Reserve.

Tempere o salmão só com um pouquinho de sal e deixe descansando por 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200 graus.
Aqueça ligeiramente 1 colher de sopa de sobremesa de azeite em uma frigideira antiaderente. Passe o salmão apenas de um dos lados sobre a ervas que estão no prato de modo que fique coberta até as bordas. Sele o peixe na frigideira, começando com o lado com as ervas, por um minuto apenas, para não queimá-las. Sele do outro lado. Retire da frigideira e volte para o prato.

Despeje em uma assadeira antiaderente 1 colher de sobremesa de azeite, espalhe e acomode o peixe com o lado das ervas para cima. Leve ao forno para assar até que fique macio e comece a corar (cerca de 30 minutos).
Sirva com purê de banana da terra ou uma boa salada.

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Tortilla de batata

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Esta semana fechamos as aulas de culinária do ano com um cardápio de comida espanhola. Neste ano de 2016 escolhemos como tema dos nossos jantares a gastronomia internacional, ensinando a fazer pratos da comida típica de doze países. Em nosso jantar espanhol tivemos tapaspan com tomate com coberturas variadas), tortilla e papas bravas servidas com sangria. O prato principal foi a Paella valenciana e, como sobremesa, servimos a Torta Santiago. Nos próximos posts daremos as receitas das papas bravas e da torta.

Um dos pratos mais tradicionais da culinária espanhola é a tortilla ( diga tortilha) de batata. A melhor que já comi na Espanha foi em Calzadilla de la Cuenca, no Caminho de Santiago. A receita abaixo é a mais comum, feita com batata, cebola e ovos, mas pode ser feita incluindo como ingredientes cheiro verde ( salsinha e cebolinha) , ou embutidos (como linguiça e salames).

Tortilla de batata

Para 8 pessoas separe 6 batatas grandes, 3 cebolas grandes, 6 ovos, sal e pimenta do reino.

Cozinhe as batatas com a casca, deixando-as ainda um pouco duras. Despele-as e corte-as em fatias finas. Corte a cebola em fatias finas.

Tome uma frigideira antiaderente grande e comece passando as cebolas em um fio de azeite, a conta de amaciá-las, sem deixar corar. Tempere com um pouquinho de sal e pimenta. Retire da panela.

Bata as claras com um fuê até que espumem e vá juntando as gemas aos poucos. Tempere com sal e pimenta do reino.

Passe outro fio de azeite na mesma frigideira e espalhe. Coloque a primeira camada de batatas gastando 1/3 da quantidade. Salpique sal e pimenta.

Coloque a segunda camada de cebolas gastando 1/2 da quantidade. Despeje, espalhando pela panela toda, metade dos ovos batidos. Repita as camadas: 1/3 da batatas ( salpique sal e pimenta), a outra metade da cebola, o restante dos ovos. Cubra com a última parte das batatas, salpique sal e pimenta. Aperte e acomode para uniformizar.

Observe o cozimento dos ovos – quando estiver amarelo nas beiradas ( como omelete), abaixe o fogo e prepare-se para virar a tortilla.

Tampe a frigideira com uma forma redonda de pizza. Coloque por cima um pano de prato dobrado ( para não queimar). Agora firme bem a forma com uma mão espalmada e com a outra vire a frigideira de cabeça pra baixo. Levante e retire a frigideira com cuidado para não partir a tortilla. Recoloque a forma sobre o fogo baixo para que termine de cozinhar por baixo. Retire a tortilla da forma e passe-a para o prato que irá servir, escorregando-a devagar, com a ajuda de uma espátula. Sirva imediatamente.

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Asinhas ao molho agridoce do Restaurante Kion

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Quer saber porque a comida chifa é tão apreciada e popular no Peru? Pois conto a história. Os primeiros chineses que chegaram ao Peru, em 1849, espalharam-se pelas plantações costeiras, necessitadas de trabalhadores que vieram substituir os negros depois da libertação dos escravos. Ainda no século XIX vieram da China, principalmente da província de Guangdong, mais de cem mil trabalhadores. Terminadas a Guerra do Pacífico e a 2a. Guerra Mundial em 1945, a crescente urbanização e industrialização levou esses imigrantes e seus descendentes para Lima e outras cidades. A partir de 1950, o bairro chinês de Lima começa a crescer e na Capon Street surgem pequenos restaurantes familiares que serviam a chifa, comida tradicional das províncias chinesas de onde vieram a maioria dos imigrantes.

Hoje, dos 30 milhões de habitantes do Peru, mais de 500 mil são descendentes diretos desses imigrantes. E os restaurantes de comida chifa espalharam-se por todo o Peru, servindo uma comida chinesa feita com ingredientes e temperos bem típicos do Peru. Enquanto os chamados Chifas de Lima são, em sua grande maioria, restaurantes familiares bem simples, em Cuzco encontrei o Kion ( gengibre, em chinês) que também faz parte do grupo Cusco Restaurants. É frequentado principalmente por jovens, que gostam de um ambiente charmoso, descontraído, servindo comida boa por preço bom. E, para minha surpresa, o simpático e atencioso gerente da casa é filho de brasileira! Assim ficou ainda mais fácil saber tudo o que tem no cardápio! Veja o visual do restaurante:

E alguns do pratos pedidos:

Foto 1 – Chi Jay Kay – são iscas de coxa de frango empanadas, servidas com cogumelo e molho chi jau;

Foto 2- Kam Lu Wantan – frango com ervilha de folha, pimentão vermelho, cebola e batatas;

Foto 3 – Ti Pa Kay – iscas de coxa de frango desossado servidas com pêssegos, dois tipos de pinhas, ají amarela ( pimenta) e molho de tamarindo, acompanhado de trocitos de massa de pastel;

Foto 4- Talharim saltado com pedaços de frango, cebolinha, broto de feijão, cebola chinesa, pimentão vermelho e molho de gergelim Kion;

Foto 5- Chaufas – arroz salteado na wok com ovo, cebola chinesa, molho de gergelim Kion, molho de soja e lagostins;

Foto 6 – Três tipos de molhos que servem de entrada, acompanhando os trocitos:

  • Peruanito- ají (pimenta amarela), rocoto (pimentão), limo ( pimenta vermelha) e gengibre;
  • Pimenta da china ( wenyi)
  • Mistura de molhos de tamarindo com beterraba e membrillo ( marmelo).

Como pouco sei de comida chifa, vou tentar passar para vocês uma receita bem simples e rápida de fazer, baseada nos ingredientes que o gerente do Kion me revelou que o prato tem. Veja a seguir.

Alitas saúco kintou

São asinhas de frango banhadas no molho saúco kintou (molho barbecue com açúcar derretido, vinagre branco, sakê, molho inglês, amendoim. Cobertura: ajís (pimentos), saúco (mini passa com sabor semelhante à amora), gergelim branco e preto, cebolinha e gengibre.

Primeiro passe as asinhas em água fervente e escorra. Tempere com sal (bem pouco) misturado com vinagre e molho inglês.

Esquente uma frigideira antiaderente para fritar as asinhas. Para fazer o molho, considere as quantidades de ingredientes dados abaixo para cada asinha.

Coloque na panela já aquecida: 1 colher de chá de açúcar mascavo, 1 colher de sopa de vinagre e outra de sakê (por asinha). Misture para formar um melado e vá passando as asinhas, de um lado e outro, até ficarem coradas. Adicione água fervente para formar um caldo, abaixe o fogo e deixe que as asinhas cozinhem até ficarem macias.

Tempere o caldo com 1 colher de chá de molho barbecue, 1 colher de chá de amendoim torrado e moído e a mesma quantidade de geleia de saúco ( é uma frutinha tipo berry com gosto semelhante à amora brasileira) – se não tiver pode colocar geleia de amora, de framboesa ou de frutas vermelhas. Lembre-se que estas quantidades são para cada asinha.

Acrescente gengibre fresco ralado e ají vermelho (pode ser pimenta dedo-de-moça picante). Vá colocando esses temperos aos poucos e provando. Por último, já na hora de servir, salpique cebolinha verde picada miudinho e gergelim torrado preto e branco.

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Veja o nosso prato feito em casa:

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Veja abaixo o cardápio:

 

Alpaca com risoto de quinoa do Restaurante Limo

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Pense na melhor vista da Plaza de Armas de Cuzco. Agora pense em tê-la à sua frente, degustando sushis com um original toque peruano, à espera de um suculento bife da famosa carne de alpaca. Indo ao Peru, não esqueça de fazer uma reserva para jantar no Limo, um dos restaurantes do grupo Cusco Restaurants. Lá, além de drinks deliciosos à base de pisco, a proposta é servir peixes, aves e carnes em pratos de refinado sabor e bela apresentação. Confira as opções no cardápio ao fim do texto.

A carne de alpaca é macia e suculenta, o sabor é parecido com o de carne de boi, porém um pouco adocicado. Achei deliciosa, pena que só tem lá no Peru. Para quem não conhece, veja acima a foto de uma alpaca, o mais típico animal peruano, parente remoto dos camelos e dromedários. A lã de alpaca, delicada, macia e leve, é muito valorizada, pois com ela se tecem roupas e complementos  que aquecem sem o inconveniente do peso.

No prato da foto principal, a alpaca foi servida com um molho de saúco, um tipo de berry com sabor parecido com a amora, e um risoto de quinoa. Bem, já que não adianta dar a receita nem da carne nem do molho porque não temos os ingredientes no Brasil, vamos à receita do risoto de quinoa. Veja abaixo a nossa interpretação.

A quinoa, amplamente usada na região dos Andes, é um alimento de alto valor biológico, rica em fibras e que possui boas quantidades de cálcio, ferro, ácidos graxos ômega 3 e 6 e vitaminas do complexo B. Leia aqui sobre a quinoa.

Risoto de quinoa

Esta guarnição é excelente para acompanhar tanto peixe ou ave quanto qualquer tipo de carne. Para os vegetarianos pode ser o prato principal de uma refeição, pois é muito nutritiva, e pode servir de recheio para pimentão, tomate ou charuto de repolho.

Existem vários tipos de quinoa. As mais comuns, que se encontram à venda nos bons supermercados e nas lojas de produtos naturais, são a quinoa branca, a escura ( dourada, avermelhada ou marrom) ou um mix das duas, que foi a que usamos nesta receita.

Calcule 1 xícara de chá de grão de quinoa para cada 2 pessoas. Dica: como a quinoa não tem sabor, sempre a cozinho em um caldo de legumes feito em casa. Faça este caldo cozinhando, em bastante água, legumes como cenoura, aipo, cebola, alho e ervas frescas. Coe e use-o para cozinhar a quinoa, sempre no dobro da quantidade de quinoa em grão. A quinoa deve ficar ao dente, ainda um pouco dura.

Escolha os legumes: cenoura, abobrinha, cogumelos, alho poró e cebola ( ou os que gostar). Veja as quantidades na foto acima. Pique-os em cubinhos ou fatias finas.

Deite um fio de óleo ou azeite em uma frigideira, doure uma colherinha de café de sal com alho. Vá salteando os legumes, primeiro os mais duros, nesta ordem: cenoura, cebola, alho poró, abobrinha e cogumelos. Quando começarem a amaciar junte a quinoa pré-cozida – devem estar em quantidades iguais. Misture tudo, junte mais um pouquinho do caldo ( se estiver seco) e deixe cozinhar por mais 5 minutos ou a conta de ficar tudo bem cozidinho. Está pronto!

Já no prato, acrescente queijo ralado, se desejar.

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Veja o cardápio completo do Restaurante Limo e já escolha o que vai pedir quando estiver lá:

 

Pimentão recheado do Inka Grill

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O Inka Grill, um dos mais conhecidos e frequentados restaurantes de Cuzco faz parte do grupo Cusco Restaurants.

Serve tanto carnes grelhadas como pratos típicos da culinária peruana e até pastas italianas. Sempre cheio (é bom fazer reserva), com um  ambiente descontraído e festivo, é o restaurante predileto de alegres turmas de jovens cusquenhos. Fica no centro histórico da cidade, do lado esquerdo da Plaza de Armas, bem ao lado da boate Mama África.

Como nesta noite passei no Inka Grill antes de ir a outro restaurante, pedi um aperitivo e um prato leve. Pois tomei um dos drinks mais deliciosos da temporada no Peru: pisco sour feito com morango, enquanto esperava o Rocoto ( tipo de pimentão vermelho menor e mais adocicado que o brasileiro) recheado com quinoa. Enquanto comia, olhava com inveja os pratos servidos em outras mesas – não resisti e pedi para fotografar. Vejam:

Aqui vai a receita que testei – e a família aprovou- baseada no Rocoto recheado do Inka:

Pimentão recheado com quinoa e legumes

Esta é uma livre interpretação da receita original, já que não temos no Brasil os ingredientes peruanos como rocoto, pasta de ají, saúco e o mesmo tipo de quinoa. Mas vale a pena testar nossa receita, porque ficou uma delícia!

Ingredientes para uma pessoa:  1 pimentão vermelho ( resolvemos experimentar com 1/2 pimentão vermelho e 1/2 amarelo), 1 colher de sopa cheia de cenoura aferventada e picada em cubinhos, a mesma quantidade de tomate em cubinhos, cebola e cheiro verde ( pode ser salsinha, cebolinha e coentro) picadinhos e 1 colher de café de sal com alho. Mais: 1/2 xícara de café de quinoa escura ou mista, 2 xícaras de chá de caldo de legumes caseiro, 1 colher de chá cheia de pasta de ají ( pimenta vermelha picante) Se não conseguir, pode substituir por uma colher de café de páprica picante. Para o molho: o original do Inka é feito com saúco, um tipo de berry parecido com passa preta mas com sabor semelhante à amora. Na falta de saúco, pode substituir por 100 gr. de concentrado de amora, framboesa ou frutas vermelhas;  1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto, 1 colher de sobremesa de aceto balsâmico e 1 colher de chá da pasta de ají picante.

Para fazer o molho, despeje o concentrado de suco em uma frigideira, junte o vinagre e o aceto e deixe que o cheiro evapore. Mexa para não agarrar no fundo até dar ponto de molho. Tempere com a pasta de  ají ( ou páprica picante).

Para fazer o recheio é preciso ter (ou fazer antes) um caldo de legumes caseiro, deixando cozinhar na água alguns legumes, como cenoura, aipo, cebola e alho. Pode colocar no caldo um pouquinho de açafrão ou cúrcuma para dar cor. Como a quinoa tem pouco sabor, fica muito mais gostosa ( e nutritiva) se cozida nesse caldo de legumes.

Cozinhe, portanto, a quinoa com a caldo de legumes colocando mais água quente, se necessário, até ficar ao dente. Tempere com a pasta de ají ( ou substitua por uma colherinha de páprica).

Em uma frigideira, passe em um pouco de azeite a cebola, o sal com alho, a cenoura e, por último, junte a cheiro verde. Acrescente à quinoa já cozida e misture bem. Prove o tempero. Junte sal se necessário.

Corte o pimentão ao meio, retire o miolo e recheie. Pincele, por fora, o pimentão com azeite. Forre o fundo de uma assadeira com azeite e coloque os pimentões. Leve ao forno até verificar que começam a querer dourar por fora. Retire do forno e sirva junto com o molho e uma saladinha de folhas. Na nossa versão, servimos com causa ( batata amassada e temperada) – veja aqui a receita da causa.

Veja como nossa receita ficou bonita!

Nossa receita

Nossa receita

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Lomo saltado do Restaurante Incanto – Cuzco

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Em nosso primeiro dia em Cuzco fomos dar uma volta na Plaza de Armas. Na hora do almoço, escolhendo dentre uma grande variedade de restaurantes, passamos em frente ao Incanto, que fica ao fundo da praça, do lado direito da Catedral. Um senhor italiano muito simpático estava à porta e nos convidou para entrar, como se fosse na casa dele. Ficamos tão honradas com o gentil convite e o restaurante era tão bonito, chique e aconchegante, que não tivemos dúvida! Este senhor nos explicou que o restaurante faz parte de um grupo com outros seis ( http://www.cuscorestaurants.com), cada um com uma proposta gastronômica diferente entre as variedades e influências da gastronomia peruana.  O Incanto oferece um cardápio de comida típica peruana, especialidades italianas e uma comida ítalo-peruana que agrada a todos. Como queríamos provar da comida do interior do Peru escolhemos o Cuy  ( porquinho da índia), cuja carne é deliciosa, e ainda o mais famoso dos pratos peruanos com carne – o Lomo Saltado (foto principal).

Como já sabem, assim que voltei para casa fui experimentar as novas receitas e – sem dúvida – o Lomo Saltado foi o mais apreciado pela minha família. Passo a receita testada e aprovada para vocês:

Lomo saltado

No idioma espanhol lomo é carne de boi tipo filé mignon (não confundir com lombo).

Ingredientes para 2 pessoas: 300 a 400 gr. de filé mignon cortado em cubos ( também comi na versão com bife alto), sal e alho, pimenta a gosto. Para o molho: 1 cebola (pode ser branca ou roxa), 1 tomate, 2 colheres de sobremesa de molho de soja. Pode temperar com coentro e ají amarelo. Como não temos ají no Brasil pode trocar por pimenta dedo-de-moça. Na receita que fiz em casa usei a pasta de ají amarelo que trouxe do Peru.

Corte e tempere o filé mignon com uma hora de antecedência.

Corte a cebola e o tomate em fatias finas (veja foto). Leve-os ao fogo em uma frigideira antiaderente e salteie ( balance a frigideira sobre a chama forte pra frente e pra trás, movimentando-a em círculo). Dessa forma consegue-se dourar os alimentos sem amassá-los. Tempere com o molho de soja e misture. Se gostar, junte o coentro (pode ser cebolinha ou salsinha) e o ají amarelo (pode ser a pasta, ou pimenta dedo-de-moça ou pimentão vermelho ou amarelo picadinho – nesse caso salteie-o junto com a cebola e o tomate).

Enquanto isto prepare a carne. Coloque um pouco d’água para ferver à parte. Esquente bem um fio de óleo em uma frigideira antiaderente. Coloque a carne, sele os pedaços ou filés de um lado e depois do outro. Deixe que fiquem bem bronzeados, por igual. Retire a carne e mantenha-a em um lugar aquecido. Rapidamente, despeje um pouquinho de água fervente na frigideira e dissolva a borra da carne, formando um caldo. Volte com a carne, junte o molho, misture com cuidado e deixe que fique bem quente.

Sirva imediatamente, acompanhado de arroz branco e batatas, que podem ser fritas, assadas ou cozidas.

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Cuzco e comidas típicas peruanas

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Quem vai a Lima apreciar a famosa gastronomia peruana não pode deixar de ir a Cuzco e ao Vale Sagrado dos Incas, de belas paisagens e encantadores resorts. Lá você vai conhecer o verdadeiro Peru: os antigos sítios arqueológicos, os índios descendentes do incas, seu artesanato, seus animais de criação e as comidas típicas. Fazer a viagem de trem através da mata e depois galgar os 400 degraus de subida para ver do alto a deslumbrante cidade inca de Machu-Pichu é uma das melhores experiências que podemos ter na vida!

Veja nas fotos a grande variedade dos produtos locais do Mercado de Pisac, no Vale Sagrado:

Cuzco é uma importante cidade histórica no que toca à história latino-americana de colonização espanhola e está muito bem conservada. Assistir ao por do sol que banha de dourado a Plaza de Armas, com suas duas imponentes catedrais barrocas e o casario colonial, é imperdível! Além da arte inca, das belíssimas pinturas cusquenhas e do lindo e variado ( e barato!) artesanato, a cidade oferece ao turista ótimos hotéis e pousadas e uma grande variedade de restaurantes. Dentre esses, escolhi alguns entre os sete do recomendado grupo Cusco Restaurants para conhecer e apreciar a genuína culinária peruana. Acompanhe as próximas postagens!

Hoje vamos ensinar com fazer um preparado com batatas de nome causa, que elegemos como o prato mais típico do Peru. É muito fácil de fazer e pode ser servido de diversas maneiras, como entrada ou como guarnição do prato principal. Veja as variedades que experimentamos nos restaurantes de Lima e de Cuzco:

Causa

Ingredientes para 4 pessoas: 4 batatas inglesas grandes, 1 colher de sopa de suco de limão coado, 1 colher de chá de azeite, 1 colher de café de sal com alho.

Asse ou cozinhe as batatas com pouca água. Despele ainda quentes e amasse bem. Tempere a gosto com limão e sal com alho. Junte o azeite (pouco). Misture bem.

Pincele um pouquinho de azeite no fundo e nas laterais de uma tigela refratária de fundo plano. Coloque a massa na tigela e nivele com a ajuda de uma colher.  Tampe com filtro plástico e deixe na geladeira por 2 horas.

Retire da geladeira. Forre uma superfície limpa com o plástico filme e vire a tigela de cabeça para baixo de modo que a massa desprenda inteira. Corte as peças de causa no formato e no tamanho que desejar. Monte sua causa como quiser – veja as sugestões nas fotos.

Para a causa limeña tradicional há várias opções de coberturas (tops):

  1. faça uma pasta misturando atum desfiado com maionese;
  2. faça outra pasta com abacate amassado temperado com sal e limão.
  3. opções de enfeite:  fatias finas de abacate e/ou cubinhos de azeitonas verde e preta e/ou pimentão e/ou ajís ( pode usar pimenta dedo-de-moça).

Passe as pastas por cima de cada peça de causa e decore a gosto. Sirva frio.

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Ceviche do La Mar – Peru

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A abertura do La Mar por Gastón Acurio, em 2005, foi um marco importante na história recente da culinária peruana. A ideia do restaurante nascera em 2002, quando Gastón empreendeu uma longa viagem ao interior do Peru e voltou com a ideia de dar destaque à qualidade dos ingredientes e ao pequeno produtor peruano. Sua intenção foi a de abrir não só uma cevicheria como valorizar a sustentabilidade e as boas práticas comerciais. Sonhou fazer do La Mar uma embaixada da cozinha peruana no mundo, tornando o “cebiche”( como se diz em Lima) um prato tão popular quanto a pizza e o sushi, incentivando a gastronomia peruana a se espalhar pelo mundo. O que vem acontecendo!

Na foto principal : o famoso cebiche do La Mar

O La Mar tem uma decoração alegre e descontraída, mais parece uma grande barraca de praia. Abre para almoço, não faz reserva e recebe, em sua maioria, executivos que tem pouco tempo para comer e querem uma refeição leve e saudável. Os garçons impressionam pela cordialidade e o serviço é rápido, de modo que a alta rotatividade torna o restaurante rentável. O que achei mais interessante é que, a cada dia, uma cooperativa de produtores é a responsável pelo fornecimento do pescado, tão fresco que não se passam mais de quatro horas entre o peixe sair do mar e ser servido!

Mas vamos ao que interessa: a receita do ceviche. Amei! Repeti em casa e ficou ótimo. Pena não ter camote ( tipo batata doce) e choclo ( milho graúdo), pois se tivesse ficaria muito melhor!

Ceviche peruano

O ceviche pode ser feito com peixe, camarão, polvo ou misturado. O mais tradicional é o de peixe branco – escolha entre badejo, linguado ou pescada, de preferência. Calcule de 50 a 80 gr. por pessoa.

Preparo: o filé de peixe ( limpo, sem pele nem ossinhos) precisa ser cortado em cubinhos e marinado por uma hora e meia ( não deixe passar) em uma mistura de suco de limão tahiti e sal marinho – muito limão pois o peixe precisa ficar imerso na mistura. Deixe em um recipiente de louça, na geladeira, tampado com um plástico filme.

Corte cebola roxa em fatias finíssimas.

Como tempero use coentro e ají ( na falta deste tipo de pimenta, use a dedo-de- moça, comum no Brasil). Corte-os bem miudinho.

Como fazer: tire o peixe da salmoura, escorra e separe o caldo que ficou – a este dão o nome de “leche de tigre”. Cada restaurante tem sua receita particular da salmoura, que pode levar outros temperos.

Na hora de servir, misture, em um bowl de aço inox, o peixe e a cebola e tempere com o leche de tigre, o coentro e a pimenta. Sirva imediatamente.

Para acompanhar: na receita do La Mar servem o ceviche junto com camote cozido e o choclo aferventado. Ambos levam apenas sal como tempero. Na falta destes, a opção é servir com a nossa batata doce roxa cozida ou então com chips de batata inglesa e mix de batata doce, à venda no Brasil.

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Salada com lentilha e cogumelos

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Revendo as postagens da viagem gastronômica em agosto de 2014 à África do Sul ( procure pela data) resolvi fazer um jantar temático de culinária africana para as amigas. Foi um sucesso! Servimos chutney de beterraba, a salada da receita abaixo, costela ao molho barbecue ( a receita será postada em breve) e torta de banana, já que este país é o maior exportador de bananas do mundo e em todo restaurante que se vá servem essa torta (feita com banana caramelada, creme inglês com gemas e baunilha e cobertura de suspiro).

Salada com lentilhas, cogumelos com creme, abóbora e rúcula

Esta é uma ótima opção para vegetarianos: nutritiva, sustenta e é rápida de se fazer. Pode ser servida fria mas é melhor morna. Foi inspirada no prato que comemos no restaurante Table Thirteen, de Capetown.

Primeiro cozinha-se as lentilhas, deixando-as ficar ainda firmes. Corte cebola, pimentão amarelo e vermelho em cubinhos pequenos.

Cozinhe fatias de abóbora ( a que no Brasil chamam de paulista é bem semelhante à africana, adocicada).

Pique os champignons-de-paris (ou shitake) em fatias finas. Dissolva requeijão de barra em leite para fazer o creme, temperando-o com sal, pimenta do reino branca e noz moscada.

Lave as folhas de rúcula e corte uma fatia de tomate.

Um pouco antes de servir, passe a cebola e os pimentões na frigideira com azeite temperado com sal e alho. Junte as lentilhas e misture. Coloque na travessa que irá servir a salada. Na mesma frigideira, passe as fatias de abóbora e coloque-as ao lado da lentilha, sem misturar.

Esquente o molho de cogumelos.

Distribua no prato a rúcula, as fatias de tomate e de abóbora, as lentilhas e o creme de cogumelos.

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Patê de tofú

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Para quem tem intolerância alimentar a leite, comer tofu é bastante recomendável. Mesmo se não tiver este problema, varie do cream cheese, do requeijão e dos patês comuns de ricota, pois é sempre saudável inovar. Porém, quando se vê aquela massa cinzenta à venda no supermercado, fala verdade: dá vontade de comer? Pois inventamos um patê de tofú super gostoso e fácil de fazer. Experimente! Você pode servi-lo com pão ou torradas no café da manhã, como antepasto acompanhando saladas para os seus convidados antes do jantar ou até mesmo como recheio em uma lasanha ou ravioli!

Patê de tofú

 Compre 200 gr. de tofú orgânico. Separe: 3 colheres de sopa de azeite, 2 colheres de sopa ( ou menos) de açafrão em pó, 2 colheres de sobremesa de manjericão desidratado e sal marinho a gosto.

Em uma tigela, amasse o tofú com a ponta dos dedos até que se desfaça em pedaços pequenos. Acrescente o azeite e, com uma colher, misture bem. Junte o açafrão aos poucos e vá mexendo até a pasta ficar amarelinha. Adicione o manjericão e misture. Agora é só acertar o sal e está pronto!

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Caldo de feijão fradinho com costelinhas

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Pensando em uma versão mais suave do caldo de feijão ( roxinho ou preto) para se comer à noite, resolvi testar um caldo com feijão fradinho – aquele feijão clarinho que tem uma manchinha preta. Para ficar bem gostoso resolvi fazê-lo com costelinha de porco. Um inovação deliciosa! Faça-o em sua casa e tenho certeza que irá se tornar um dos caldos prediletos da família.

Caldo de feijão fradinho com costelinhas de porco

É importante comprar em um bom açougue as costelinhas de porco com bastante carne. Peça para cortá-las em pedaços pequenos, de no máximo 4 cm. Calcule 1 costelinha por pessoa. Considerando 500 gr. de feijão fradinho, vamos fazer uma receita para de 6 a 8 pessoas. Os outros ingredientes são: 3 colheres de óleo, 2 colheres de chá de sal com alho, 1 cebola média ralada, pimenta malagueta ou do reino à gosto. Para a guarnição: salsinha e cebolinha, bacon e pimenta biquinho.

De véspera (ou com 5 horas de antecedência): deixe o feijão de molho em água o suficiente para cobri-lo e ultrapassar 2 dedos. Tempere as costelinhas com sal com alho (1 colherinha de café) e pimenta do reino e deixe pegando tempero na geladeira.

Cozinhe o feijão deixando-o ainda um pouco duro. Não jogue fora a água do cozimento, que deve ser mantida uns 2 dedos acima do nível do feijão.

Coloque água para ferver à parte. Pique miudinho ou rale a cebola. Esquente o óleo e doure o sal com alho (1 colherinha de café) e a cebola. Junte as costelinhas (retire da geladeira bem antes) e frite-as até ficarem bem coradas. Quando começarem a agarrar no fundo da panela, comece a despejar a água quente aos poucos e pelas beiradas. Vá adicionando água até a carne começar a amaciar, completando então com o caldo que cozinhou o feijão (deve estar quente).

Bata a quarta parte do feijão no liquidificador para obter um creme. Junte o feijão e esse creme no caldo da costelinha. Mexa bem, se necessário complete com a água do cozimento do feijão ou com água quente. Prove o tempero. Pode juntar 2 a 3 folhas de louro que devem ser retiradas ao final. Acrescente pimenta a gosto. Deixe que o feijão e as costelinhas terminem de cozinhar. Ao final, retifique a quantidade de caldo e o tempero. Obs: se for fazer o caldo bem antes de servir deixe com caldo a mais porque seca ao esfriar)

Frite o bacon picadinho e seque com um guardanapo. Corte miudinho a salsinha e a cebolinha e separe a pimenta biquinho. Coloque cada um em um pratinho para serem servidos junto com o caldo de feijão.

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Aperitivos peruanos – causa rellena

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Margarita e Karen são as duas amigas peruanas da filha blogueira que estudam em Leuven, na Bélgica. Como têm pouco tempo para cozinhar, mas não querem deixar de comer os pratos típicos do Peru, sempre fazem umas comidinhas práticas e gostosas. Veja esta receita abaixo: é tão prática que serve tanto para preparar um sanduíche e levar na marmita para a escola ou trabalho quanto para servir como aperitivo.

Causa rellena ( rellena quer dizer recheada)

A massa da causa é feita com batatas, azeite, limão e temperos, portanto uma ótima opção para os intolerantes a glúten e a lactose.

Para cada causa rellena (que aqui estou chamando de sanduíche) use 2 batatas cozidas, despeladas e bem amassadas. Em uma xícara, faça um temperinho com 1 colher de sopa de azeite, gotas de limão, 1 pitada de sal com alho e pimenta fatiada bem fininha, a gosto. As peruanas usam um tipo de pimenta que parece com a mineira dedo de moça. Misture bem com a pasta de batatas. Molde a causa em uma forma refratária de modo a formar uma camada aplainada de 1,5 cm. Leve à geladeira. Depois que estiver firme, corte a massa de forma a ter um quadrado, do tamanho de uma fatia de pão de forma.

Prepare o recheio tradicional peruano: fatias finas de salmão defumado ( como carpaccio) , fatias de abacate e maionese. Recheie e sirva frio.

As estudantes peruanas inventaram uma variedade ótima da causa rellena e a servem como aperitivo tipo canapé para receber as amigas. Veja como fazer para ter cerca de 40 peças de canapés:

Separe 10 batatas médias, 1 colher de sopa de azeite, suco de 2 limões tipo tahiti, 3 dentes de alho bem amassados, 1 colher de chá rasa de sal e pimenta a gosto. Cozinhe, despele e amasse bem as batatas. Junte o azeite já misturado com os temperos. Misture bem e prove o tempero. Coloque a massa dentro de uma forma refratária e comprima bem, nivelando por cima. Leve à geladeira por 2 horas. Depois, estando a massa firme, para fazer os canapés corte losangos como na foto. Passe por cima dos canapés uma camada de maionese, coloque como top o salmão e o abacate e enfeite com uma folhinha de coentro.

Para variar você pode colocar outras coberturas, veja na foto.

Pouco depois que publicamos esta receita, tive oportunidade de ir ao Peru. Lá constatei que a causa é um dos pratos mais tradicionais do país. Pode ser feito de várias formas, como poderá ver em outra publicação de 8 de novembro. Acesse aqui e veja.

Se quiser a legítima receita da causa peruana clique aqui para baixar o PDF e imprimi-lo.

Salada com romã e presunto cru

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Quase sempre abrimos a geladeira, selecionamos as verduras e legumes de nosso agrado e montamos a salada. Trabalhei por nove anos no restaurante de um hotel que servia buffet todos os dias para o almoço. A princípio, oferecíamos cerca de 20 variedades para que o cliente montasse sua própria salada. E como as pessoas que lá iam comer muitas das vezes eram as mesmas, reclamavam que todos os dias comiam a mesma salada. Mas eram elas que diariamente escolhiam os mesmos ingredientes! Passei então a montar saladas originais (com os ingredientes de sempre) e essas mesmas pessoas ficaram muito satisfeitas com a variedade. Conclusão: o importante é usar a imaginação para variar os pratos! Hoje sugerimos introduzir frutas e frios na salada. O resultado foi uma salada com paladar rico e frescor, deliciosa! Experimente esta e use sua criatividade para inventar novas saladas a cada dia.

Salada com rúcula, tomate, presunto cru e romã

Aqui vai uma dica genial para tirar com facilidade as sementes da romã:

Corte a romã em quatro partes e coloque dentro de um recipiente com água. Vire a casca ao contrário de modo a abrir a fruta para que as sementes soltem. Deixe dentro d’água para as sementes descerem e irem para o fundo e os pedaços de polpa branca boiarem. Retire e despreze a polpa, escorra a água e terá todas as sementes!

Para a salada: retire as sementes do tomate e corte-o em juliana (lascas finas). Lave e tire os cabinhos das folhas de rúcula, escorra. Monte a salada com as folhas de rúcula por baixo, o tomate entremeado, o presunto em forma de flor ao centro e espalhe as sementes de romã. Tempere a gosto, com azeite, sal e aceto balsâmico, se gostar.

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Borscht – a sopa de beterraba russa

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Esta sopa, proveniente da Ucrânia, tornou-se um dos pratos mais populares da Rússia, servida em todos os restaurantes que oferecem comida típica. Desde a primeira vez que a provei gostei tanto que repeti o pedido outras duas vezes em outros restaurantes. E logo que cheguei em casa testei a receita convidando as amigas para um jantar de culinária russa. Além de muito fácil de fazer, sustenta, é muito nutritiva e pouco calórica. Verifique, experimente e inclua no cardápio de sua casa.

Sopa Borscht ( ou Borsch) 

Para 4 pessoas: 2 beterrabas, 1 cenoura, 2 xícaras de chá cheias de repolho picado, 200 gr. de lagarto ( pode ser outra carne mas em 2 dos restaurantes que comi a sopa na Rússia esta foi a carne usada). Temperos: sal, pimenta do reino e páprica à gosto. Em um dos restaurantes tinha também cebola na sopa e em outro ( tipo bistrô) colocaram ameixa preta como diferencial.

Primeiro pique a carne em cubinhos e tempere. Como a beterraba brasileira é mais dura, convém pré cozinhá-la para amaciar um pouco ( se for na pressão cozinhe por 8 min.). Pique a cenoura em cubinhos e fatie o repolho em lascas finas. Esquente água à parte. O mais importante: guarde a água em que cozinhou as beterrabas.

Em uma panela funda, frite bem a carne, com o mínimo de óleo possível, até que fique marrom. Despeje um pouco de água fervente pelas beiradas e, com uma colher de pau, raspe a borra da carne para formar o primeiro caldo. Junte o caldo vermelho ( quente) em que cozinhou as beterrabas. Acrescente as beterrabas cortadas em cubinhos e depois a cenoura e, estando estas duas macias, junte o repolho. Verifique o nível do caldo, que deve tampar os ingredientes e ainda sobrar 2 cm (se precisar, junte a água fervente). Deixe que acabe de cozinhar e tempere. A sopa russa tem bastante páprica.

Sirva acompanhada de pão e de creme de leite gelado ( para que fique firme).

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Verifique como a sopa tem pouca caloria:

2 beterrabas                               600 gr.              114 calorias

1 cenoura                                     120 gr.                30 calorias

repolho                                        100 gr.                16 calorias

carne de boi ( lagarto)              200 gr.              340 calorias

total da sopa: 500 calorias ou 125 calorias por pessoa

A beterraba contém potássio, magnésio, ferro, vitaminas A, B6 e C, ácido fólico, carboidratos, proteínas, antioxidantes e fibras solúveis.

Veja abaixo as receitas originais do restaurante Mamanadache de São Petersburgo e do Restaurante My-My ( diga mumu) em Moscou.

 

Tornedor ao molho de jaboticaba com risotto ao açafrão

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A filha mais velha blogueira adora receber amigos em casa para jantar. Como trabalha o dia todo e chega em casa tarde precisa cozinhar algo simples e fácil de fazer, que dê pouco trabalho porém de grande efeito. Afinal, por sempre receber os maiores elogios dos amigos, eles já vão esperando um jantar especial. E desta vez amaram o jantar! Vejam as duas receitas que ela fez:

Tornedor ao molho de jaboticaba

Para ficar mais fácil calcular a quantidade conforme o número de convidados, ela reduziu a receita tendo por base 2 pessoas. Assim é fácil multiplicar conforme o que irá precisar.

Ingredientes para 2 pessoas:
Para o tornedor: 1 miolo de filé mignon de aproximadamente 6 dedos de comprimento ( equivale a 400 a 500 gr), 1 colher de sopa de azeite, 2 folhas de louro, 1 colher de café de molho inglês (pode ser shoyo), 1 colher de sopa de vinho tinto, 1 colher de sobremesa de sal com alho, pimenta do reino a gosto.

Para o molho de jabuticaba: 1/2 xícara de vinho tinto, 1 colher de sopa de geleia de jabuticaba, 1 colher de chá de amido de milho dissolvido em ½ xícara de café de água.

Preparo: Corte o pedaço de filé ao meio (cada tornedor deve ter 3 dedos de comprimento). Molde cada tornedor para que tome a forma arredondada.
Misture o sal com alho com o molho inglês (ou shoyo), o vinho tinto e a pimenta do reino e tempere a carne. Deixe-a descansando por 30 minutos com uma folha de louro sobre cada peça. Enquanto isto, adiante o risotto.

Pré-aqueça o forno a 180 graus 20 minutos antes da hora que for servir o jantar.

Retire a folha de louro e o excesso de tempero da carne. Aqueça uma frigideira em fogo alto. Cubra a superfície com o azeite e coloque os filés (como na foto). Assim que selar de um lado e a carne mudar de cor até 1/3 de sua altura, vire e deixe corar do outro lado. Assim que corar, abaixe o fogo.

Neste ponto você decide se finaliza os pratos ou adia um pouco, seja porque seus convidados ainda não chegaram ou porque estão a comer as entradas.

Se estiver a dez minutos de servir, termine de grelhar a carne na frigideira conforme o ponto desejado ( verifique a mudança de cor na lateral da carne).

– Mal passada: deixe apenas que obtenha um tom marrom dourado, vire do outro lado até obter a mesma cor e retire do fogo;

– Ao ponto: espere que mude de cor – do rosa para marrom claro – e deixe dourar dos dois lados até obter um tom marrom bronzeado e comece a salpicar gotinhas de sangue por cima;

– Bem passada: doure de um lado e outro aguardando que fique em um tom marrom escuro.

Desligue o forno. Ponha a carne em uma assadeira e deixe-a no forno apenas para que permaneça quente até que finalize o molho e o risoto.

Se for demorar mais a servir, calcule o quanto vai grelhar a carne conforme o tempo que for demorar a servi-la e o ponto desejado (para mal passado, deixe o centro ainda vermelho, para ao ponto deixe que fique todo marrom claro, para bem passado aguarde até que salpique as gotinhas de sangue). Passe os pedaços para uma assadeira e deixe que terminem o cozimento no forno.

Preparo do molho: assim que tirar a carne da frigideira, inicie imediatamente o preparo do molho. Despeje um pouco de água quente e esfregue com uma espátula a borra deixada na fritura da carne até limpar a frigideira e obter um caldo na cor marrom dourado. Acrescente o vinho tinto e aguarde que o álcool evapore. Baixe o fogo e junte a geleia de jabuticaba, mexendo para incorporar no caldo. Se quiser engrossá-lo, acrescente um pouco de amido de milho previamente dissolvido em água. Mexa bem para que dissolva completamente e desligue o fogo quando o molho ficar espesso. Cuidado para não deixar secar o molho! Se terminá-lo antes da hora de servir e tiver que desligar o fogo, deixe-o menos espesso pois seca naturalmente.

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Risoto ao açafrão

Ingredientes: 1/4 de cebola picada ou ralada, 3/4 de xícara de chá de arroz arbóreo, 1/3 de xícara de chá de vinho branco, 1 xícara de chá de caldo de legumes caseiro, 1 colher de sobremesa de açafrão em pó e 1colher de sobremesa de azeite.

Preparo: enquanto a carne pega tempero, aqueça o caldo de legumes já pronto no micro ondas e mais um pouco de água em um caneco à parte. Em uma panela funda, esquente um fio de azeite e doure a cebola (fogo médio). Acrescente o arroz e misture até verificar que se formou uma película transparente ao seu redor (é rápido). Verta o vinho branco e espere que o álcool evapore. Abaixe o fogo e vá acrescentando aos poucos o caldo de legumes (permanecendo o nível do caldo uns dois centímetros acima do arroz), mexendo de tanto em tanto. Se acabar o caldo, complete com água quente. Quando o arroz estiver ao dente, acrescente o açafrão misturado à última dose de água, mexendo até acabar de cozinhar (prove e veja se está macio).

Se for o caso de adiar a finalização, coloque o açafrão misturado em um pouquinho de água, sem cobrir o arroz. Mexa e desligue o fogo, tampando a panela.

 Dez minutos antes de servir, ligue novamente o fogo se for o caso, acrescente um pouco mais de água quente e mexa até o ponto em que o arroz ficar macio (mas não empapado). Se quiser, finalize com uma boa colherada de manteiga e parmesão ralado.

Sirva o risoto e o tornedor junto com o molho – para arrepio dos italianos e deleite dos brasileiros!

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Nhoque de mandioquinha salteado com ervas finas

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Mandioquinha, baroa ou cenoura amarela. São três nomes para o mesmo legume, ingrediente ideal para purês, caldos, cremes e até para variar o nhoque tradicional feito com batata. Aliás, fica muito mais gostoso e mais amarelinho. Essa receita é perfeita para acompanhar uma carne sem molho, mais seca, tipo churrasco.

Nhoque de mandioquinha salteado com ervas finas

Ingredientes para 2 pessoas: 3 mandioquinhas pequenas, 1 xícara de farinha de trigo (e um pouco mais para esfarinhar a bancada), 1 gema de ovo, 1 colher de café de sal, azeite e ervas finas.

Cozinhe as mandioquinhas até que fiquem macias o suficiente para amassar com garfo. O ideal é que sejam assadas no forno (para não dar água), mas se você estiver com pressa cozinhe-as na pressão com casca e depois raspe. Deixe-as descansar por alguns minutos para que esfriem e percam o excesso de água.

Enquanto isso, aqueça água em uma panela grande (3/4 da altura).

Misture em uma tigela as mandioquinhas já bem amassadas, a gema do ovo e o sal. Amasse com as mãos e vá acrescentando a farinha aos poucos, até formar uma massa uniforme que tenha consistência suficiente para enrolar.


Polvilhe a bancada com um pouco de farinha e divida a massa em duas bolotas. Tome cada uma delas e enrole até formar um rolo ( ou mais de um) com aproximadamente 2,5 cm de diâmetro. Agora é só cortá-lo em pedacinhos também de 2,5 cm. Faça as ranhuras características com ajuda de um garfo e vá colocando-os, aos poucos, na água quente para cozinhar. Conforme forem subindo à superfície, retire-os com uma escumadeira e reserve-os em uma vasilha untada com azeite. À medida que for acrescentando mais nhoques, vá acrescentando também mais azeite para não grudarem.

Assim que terminar, aproveite a mesma panela para a finalização. Jogue a água fora e deite um pouco de azeite. Leve ao fogo baixo e acrescente as ervas finas. Misture e junte os nhoques já banhados em azeite. Mexa um pouco, com cuidado, para que os nhoques fiquem totalmente envoltos pelo azeite e as ervas. Está pronto! Sirva imediatamente.

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Quinoa com trigo tipo risotto

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A quinoa é um grão originário dos Andes sul-americano e é um excelente alimento pois contém proteína, ferro e ômega 3 e 6. Por isto virou moda entre os que fazem questão de ter uma alimentação saudável. A filha casada foi fazer uma viagem enogastronômica pelas vinícolas chilenas e voltou cheia de novidades para experimentarmos e passarmos para vocês testadas e mostradas aqui no passo-a-passo, como sempre fazemos. Esta é muito fácil e uma boa alternativa para acompanhar carnes ou peixes. Experimente!

Quinoa com trigo tipo risotto

Esta versão é básica, ideal para servir com uma carne que já tenha molho (veja foto abaixo). A partir dessa receita você poderá acrescentar outros ingredientes e temperos. Tanto serve para comer quente como guarnição quanto para incrementar uma salada.

Ingredientes para 4 pessoas:1 xícara de chá de quinoa branca, 1 xícara de chá de trigo em grãos, 1/4 de cebola e 1 colher de sopa de azeite.

Aqueça ½ litro de água à parte. Em outra panela, doure no azeite a cebola picadinha ou ralada. Abaixe o fogo e acrescente a quinoa, mexa só um pouco e cubra com água quente.  Acrescente o trigo e cubra com mais água quente (não muita, o suficiente para cobrir). Prove e tempere com sal e outro tempero que desejar. Deixe cozinhar em fogo baixo, misturando de vez em quando para não agarrar no fundo. Quando a água secar estará pronto.

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Na foto principal acompanha ossobuco com molho de tomates. Na foto abaixo a receita básica.

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Jiló caramelado

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Outro dia comprei um quilo de jiló. Fiz uma receita de jiló recheado mas sobraram muitos jilós. Aí resolvi inventar algo diferente. No Sul do Brasil as churrascarias costumam servir frutas e legumes caramelados como acompanhamento de carnes. Em Gramado, eu comi laranja, abóbora e batata doce carameladas e achei ótimo. Então resolvi testar com jiló. E não é que ficou uma maravilha? Perfeito como guarnição de pernil ou joelho de porco! E também pode ser servido como sobremesa.

Jiló caramelado

Lave e enxugue os jilós. Corte-os em quatro no sentido do comprimento. Para cada 3 a 4 jilós vai precisar de 1/2 xícara de açúcar cristal e do suco de 1/2 limão pequeno para a calda.

Para preparar a calda: Coloque água para esquentar. Derreta o açúcar no fogo até ficar da cor de caramelo claro. Junte água fervente aos poucos e pelas beiradas até conseguir uma calda rala e homogênea. Misture o suco do limão.

Coloque os jilós cortados em quatro dentro da calda e deixe até que fiquem macios. Se a calda engrossar antes dos jilós ficarem no ponto, acrescente água quente aos pouquinhos. Só Isso! Fácil demais, não é?

Experimente fazer a mesma receita com laranja com casca cortada em quatro ou lascas de abóbora moranga sem o caroço. Dica: os pedaços devem ficar imersos na calda para o cozimento. Vá virando de pouco em pouco para cozinhar por igual.

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Arroz de polvo ao vinho

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Muita gente deixa de fazer e comer receitas com polvo porque algum dia comeu por aí um polvo borrachudo ou melando e ficou com má impressão. Sabendo prepará-lo – e é tão simples! – o polvo pode ser uma nova opção no seu cardápio, servido como aperitivo, por exemplo, Polvo à galega, ou como um dos ingredientes de uma Paella. Esta receita de hoje é uma variação do tradicional arroz de polvo português, feito com vinho tinto e enfeitado com petit pois. Para quem não sabe, petit pois ( diga peti puá) ou traduzindo, bolinha, é como os franceses chamam a ervilha em grão.

Dica para qualquer receita com polvo: congele o polvo já cortado para que quebre as fibras. Retire do congelador e deixe que perca o excesso de gelo. Ferva água até o ponto de ebulição. Coloque sal e dentes de alho inteiros. Mergulhe o polvo ainda gelado, deixe exatos 5 minutos e retire. Está pronto para qualquer preparo!

Arroz de polvo ao vinho com petit pois

Para 2 pessoas: 500 gr. de polvo, 1 xícara de chá de arroz, ½ cebola roxa, 1 xícara de chá de petit pois ( ou ervilhas), 1 xícara de café de vinho tinto, 2 dentes de alho, 1 colher de chá de sal, 2 colheres de azeite e 1 colher de café cheia de sal com alho.

Prepare o polvo conforme a dica acima, temperando a água com 1 dente de alho e 1 colher de chá rasa de sal. Deixe a água que aferventou o polvo no fogo baixo. Em seguida, com o polvo ainda quente, corte-o em pedaços de 2 cm. com uma tesoura. Reserve.

Pique a cebola em gomos. Escorra a ervilha. Esquente ½ litro de água à parte.

Tome uma panela média e esquente o azeite. Frite o sal com alho, o arroz e a cebola, tudo junto. Abaixe o fogo. Derrame o vinho e espere o aroma exalar. Despeje a água do polvo até cobrir o arroz. Prove o sal. Misture, tampe a panela e deixe cozinhando. Assim que a água baixar e aparecer o arroz, junte o polvo e misture. Prove, se o caldo estiver com gosto forte de polvo, acrescente água pura, do contrário, adicione a água do polvo. Se gostar, salpique pimenta do reino à gosto. Continue adicionando água quente até o ponto de cozimento do arroz desejado, mas nunca deixe o arroz amolecer. Um pouco antes de servir, adicione as ervilhas, misture e sirva quente.

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Caldo de fubá com frango e milho verde

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Para quem é do interior de Minas Gerais este caldo tem sabor de infância. Toda fazenda tem uns franguinhos ciscando no quintal e um milharal, nem que seja só pra alimentá-los. Início de inverno é tempo de milho verde e época de preparar as comidas típicas de festa junina (e julhina, porque são tantas festas que não cabem no calendário de Junho).  Além do curau, ou mingau doce de milho verde, experimente fazer esse caldo. A receita é fácil e simples.

Caldo de fubá com frango e milho verde

Para 4 pessoas basta 1 peito de frango ( ou qualquer parte do frango com carne), 2 colheres de óleo de milho, 1/2 cebola, 2 colheres de café de sal com alho, 1/2 xícara de chá de fubá, 1 espiga de milho verde (ou 1 lata de milho escorrido) e 1/2 xícara de chá de salsinha e cebolinha picadinhas.

Passe a carne do frango em água fervente, pique em cubinhos e tempere com 1 colher de café de sal com alho. Deixe pegando tempero de 15 a 30 minutos. Enquanto isto, tome a espiga de milho e passe a faca para retirar os bagos de milho do sabugo. Pique a cebola e o cheiro verde. Ponha 1 litro de água para ferver.

Esquente o óleo e frite o frango. Assim que mudar de cor, junte a cebola e o sal com alho. Quando o frango estiver bem corado, junte um pouquinho de água quente e raspe a borra do fundo da panela com uma colher de pau. Acrescente e misture o milho verde.

À parte, misture bem o fubá com 1 xícara de chá de água quente. Junte ao frango  e vá mexendo e acrescentando água quente até formar um caldo ralo e homogêneo. Prove o tempero. Pode acrescentar, se gostar, uma pitada de pimenta do reino e outra de cominho. Se quiser o caldo mais colorido pode acrescentar 1 colher de sopa de molho de tomate. Deixe o caldo engrossar até a consistência desejada. Na hora de servir, ponha por cima a salsinha e a cebolinha picadinhas.

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Bolo de coco e acerola

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Todo sábado faço um bolo para o café da manhã. Para permitir-me algumas extravagâncias no final de semana, prefiro fazê-lo sem glúten, sem lactose e sem ovos. Assim começo o dia com uma refeição bastante saudável e deixo os excessos para mais tarde. Aproveito ainda o que sobra do bolo para montar algum lanche da semana*.

Neste dia surpreendi-me com a falta de ingredientes disponíveis – não tinha nenhuma fruta, cenoura, farinha sem glúten ou fubá. Só achei umas lasquinhas de coco natural congeladas.
Sempre tenho alguma polpa de fruta congelada (para disfarçar o gosto do suco verde, confesso) e então resolvi arriscar e inventar uma receita nova. Não é que ficou uma delícia?

Bolo de coco e acerola – sem glúten, sem lactose e sem ovos

Ingredientes: 2 xícaras de chá de farinha de arroz, 3/4 de xícara de chá de açúcar demerara ( ou cristal), 3/4 de xícara de chá de óleo de coco (ou outro de sua preferência), 3 colheres de sopa de farinha de linhaça + 6 colheres de sopa de água, 1 polpa congelada de acerola, raspas de coco natural ralado, 1 colher de sopa de fermento.

Aqueça a polpa no microondas para descongelar. Pique o coco retirando a casca. Em uma tigela tipo bowl junte a farinha e o açúcar. Acrescente  o óleo, a polpa e a mistura de água e linhaça. Misture tudo e veja a consistência: deve ser líquida mas levemente pastosa. Se precisar, adicione água aos poucos até o ponto certo (não deixe que fique aguada).

Junte o coco picado e, por último, o fermento. Misture bem para a massa ficar uniforme.

Unte a forma de bolo antes de despejar a massa. Leve ao forno por 30 minutos a 200 graus ou até que fique levemente corado. Pode fazer o teste do palito, mas retire a forma do forno com cuidado para não se queimar e espete-o no meio do bolo. Se sair limpo é porque está pronto. Espere esfriar para desenformar.

* Receita da filha blogueira casada que leva marmita feita em casa para o trabalho todos os dias.

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Involtini di muzzarela

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Esta receita é daquelas bem fáceis e práticas de se preparar quando for receber amigos em casa. Impressione-os com o sabor delicioso e a bela apresentação. E o melhor é ser uma ótima opção para quem não tem tempo para preparações elaboradas e ainda corre o risco de chegar em casa junto com os convidados.

Compre com antecedência no supermercado e guarde na geladeira: 1 manta de muçarela de búfala (se não encontrar, compre muçarela em fatias finas), 1 potinho de tomate seco com azeite e 1 molho de manjericão fresco (ou menor quantidade se encontrar na bandejinha).

O preparo leva, no máximo, 5 minutos.

Lave as folhinhas do manjericão e deixe-as secando. Bata o tomate seco no liquidificador ou no mini processador. Não deixe que vire líquido, deve batê-lo o suficiente para tornar-se uma pasta com pequenos pedaços.

Abra a manta de muçarela e com uma colher espalhe a pasta de tomate seco de maneira a cobri-la parcialmente (veja a foto). Em seguida, coloque as folhinhas de manjericão.

Corte a manta da espessura desejada e enrole delicadamente.

Para a decoração, espalhe o próprio azeite colorido de tomate que sair pelas beiradas e coloque um pedacinho de tomate seco por cima. Disponha folhinhas de manjericão para enfeitar e está pronto!

Fusilli com carne e molho de legumes

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Sabe quando no domingo à noite bate aquela preguiça de sair pra comer fora? O recurso é dar uma voltinha e ver o que tem à mão na geladeira e na despensa. Não encontrou nada pronto? Não desanime!

Você acha que não sabe cozinhar ou tem medo de enfrentar um fogão? Coragem! Hoje é o dia! A culinária tem princípios muito elementares, é só conhecer os básicos e o resto fica por conta de sua imaginação. Comece preparando uma pasta com um molho bem gostoso. Se tiver uma carne pronta, use-a. Se não, também fica ótimo só com legumes.

Sempre tem alguma carne pronta que sobrou da semana, no caso achei uma carne de panela cozida, das que duram dias e dias na geladeira. Se não conhece a receita dessa carne tão gostosa e prática – pois serve para várias preparações de última hora – clique aqui.

Achei na gaveta de legumes: pimentão vermelho e verde, cebola, tomate, abobrinha e ainda cebolinha verde. Se não tiver esses legumes pode usar, por exemplo, cenoura e berinjela. O importante é variar na cor e no sabor – no caso tenho ingredientes das cores amarela, vermelha e verde. Para temperar: sal com alho e pimenta do reino. Vai precisar de azeite ou óleo para fritar os legumes.

Pique os legumes em quadrinhos ou em fatias finas e em partes iguais. Todos juntos devem dar 1 xícara de chá bem cheia por pessoa. Pique também a carne em pedaços que dê para colocar na boca sem precisar de partir no prato. Calcule a quantidade por pessoa.

Escolha o tipo de pasta (fusilli, penne, tagliatelli, etc) Para calcular quanto vai precisar por pessoa despeje a pasta crua em um prato de sopa e veja a quantidade de acordo com o tamanho da fome. Veja as instruções de cozimento e coloque uma boa quantidade de água para ferver.

Se for intolerante a glúten compre nas lojas especializadas pasta feita à base de milho ou de arroz, como a da foto.

Tome uma frigideira e leve-a ao fogo com azeite espalhado no fundo (1 colher de sobremesa por pessoa). Primeiro doure a cebola e os pimentões ( ou os legumes mais duros, como a cenoura). Em seguida, frite o sal com alho, calculando ½ colher de café por pessoa. Agora junte os legumes mais moles, como o tomate fresco e a abobrinha. Assim que amolecerem, acrescente a carne e o molho da carne. Se a carne estiver seca, junte molho de tomate e água fervendo, aos poucos. Tempere com um pouquinho de molho inglês. Misture tudo e deixe ferver, a conta de incorporar os sabores. Prove o tempero, acrescente um tiquinho de pimenta do reino, se gostar e sal, se necessário.

Enquanto prepara o molho, cozinhe a pasta em água fervente com sal, no tempo adequado. Escorra bem e misture-a imediatamente ao molho quente, na própria frigideira. Desligue imediatamente. Veja como ficou bonito e que delícia! Sirva bem quente. Salpique parmesão ou grana padano ralado, se for do seu agrado.

Um prato assim pede um vinho tinto, de preferência um Chianti!

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Canapés de queijo

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Esta receita é tão fácil de fazer que foi a primeira que aprendi com minha mãe quando tinha quatro ou cinco anos de idade. Quando as pessoas saiam mais de casa para visitar a família e os amigos sempre chegava alguém em nossa casa sem avisar e a gente corria pra cozinha a fim de preparar algo rápido e bem gostoso para agradar ao visitante. Hoje as pessoas ficam em casa conversando pelas redes sociais. Pois perdem o prazer do encontro para comer e beber junto, rolando conversa à toa noite afora. Este convívio é bom demais! Hoje vou receber amigos em casa e lembrei-me destes canapés de queijo. Guarde a receita de memória para oferecer aos seus amigos na próxima visita.

Canapés de queijo

Use o pão dormido que tiver em casa – pode ser pãozinho francês, baguete ou pão de forma. Corte-o em fatias. Mineiro sempre tem queijo minas em casa e também manteiga, ovo, sal e pimenta do reino. Mas pode ser outro queijo qualquer ou uma mistura de queijo minas com os que tiver em casa sobrando.

Para um prato de queijo ralado grosso misture 1 ovo inteiro e 2 colheres de sopa de manteiga de leite já derretida. Amasse bem e tempere com sal e pimenta do reino. Para enfeitar o canapé use a imaginação: podem ser quadrinhos de bacon, de tomate, de damasco, de pimentão, de presunto ou pode ser também uma rodelinha de azeitona – use o que tiver na geladeira e que seja do seu gosto.

Passe a massa de queijo sobre as fatias de pão, distribua os enfeites e leve ao forno quente até o queijo derreter. Sirva quente.

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Manjar de coco com calda de manga

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No Brasil a receita tradicional do creme feito com leite, açúcar e coco e engrossado com amido de milho tem o nome de manjar. Em países de idioma inglês este tipo de creme, sem o coco, é chamado de pudding, que veio do francês boudin, de onde originou-se o nome português pudim. O manjar de coco faz parte de cadernos de receitas brasileiras desde os tempos do Brasil Colônia e é muito popular na Bahia e em Minas Gerais. Esta receita de manjar com calda de manga pode ser encontrada nas regiões tropicais da América onde há fartura tanto de coco como de manga e de milho. A combinação das duas frutas nesta sobremesa é o que se pode chamar de manjar dos deuses! Experimente, é muito fácil de fazer.

Manjar de coco com calda de manga

A receita tradicional é feita com leite, açúcar, leite de coco natural e amido de milho. Mas se existem leite condensado e leite de coco industrializados não vamos complicar a vida. Então separe: 1 lata ou caixinha de 395 ml. de leite condensado, 1 garrafinha de 200 ml. de leite de coco, 2 xícaras de chá de leite, 1 xícara de chá cheia de amido de milho e raspas* de 1 côco maduro ( 1 xícara de chá cheia é suficiente) . Obs:  se quiser que fique da consistência de creme para servir em taça como na foto, use a metade do amido de milho, ou seja, 1 xícara de café cheia.

Se fora intolerante a leite use produtos sem lactose.

Misture primeiro o leite com o amido de milho (Maizena) e junte o leite condensado e o leite de coco. Leve ao fogo até dar ponto (começa a estourar bolhas e a soltar da panela). Por último misture 1 xícara de chá de raspas de coco.

Tome uma forma média de pudim ( diâmetro de 25 cm.) daquelas que tem um furo no meio. Passe uma finíssima camada de óleo para untar a forma. Despeje o creme e leve à geladeira até endurecer (por 4 horas). Se for fazer o manjar para servir em taças coloque o creme em uma travessa para gelar e depois de gelado passe para as taças.

Para desenformar: passe uma faca molhada nas bordas externa e interna da forma para soltar o manjar. Coloque um prato grande bem colado sobre a forma e vire para baixo rapidamente.

Calda de manga

Corte os pedaços de uma manga madura e faça um suco grosso com a ajuda do mixer. Leve uma frigideira ao fogo com 2 colheres de sobremesa de açúcar cristal. Assim que o açúcar derreter e ficar da cor de mel, despeje, com cuidado, 1 xícara de café de água fervente. Deixe que forme uma calda rala e junte o suco da manga. Mexa com uma colher de pau até dar ponto de calda.

*Dica: para quebrar o coco maduro ( depois que furou e tirou a água) deixe-o direto sobre o fogo da trempe do fogão até os pelinhos queimarem. Depois parta o coco ao meio jogando-o no chão de pedra ( se for de cerâmica ou mármore pode partir o piso)  ou dando uma boa martelada. Tire a noz do coco – sem deixar partir – com uma colher e retire a pele marrom com uma faquinha. Passe pedaços grandes do coco no ralo que tem frisos horizontais de 4 a 5 cm de comprimento para obter as raspas (como se vê na foto).

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Tortéi de abóbora moranga ao molho cremoso de tomate seco

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Tortéi é o nome popular pelo qual é conhecido, no Sul do Brasil, este preparo de massa fresca em forma de pastel. Recheado de moranga e com molho de tomate é uma receita italiana muito tradicional que se costumava servir no almoço de domingo nas antigas colônias de descendentes de italianos. Na região central da Itália o tortéi é Tortelli e seus derivados são o Tortellini, quando menor e Tortelloni, se de tamanho maior. Também é conhecido pelo nome de Capellaci. A receita mais tradicional é esta com recheio de abóbora, que na Itália se chama zucca, então a esta receita os italianos dão o nome de

Tortelli di Zucca ai pomodori secchi 

Para servir de 4 a 6 pessoas estas são as quantidades para o preparo da massa: 200 gr farinha de trigo grano duro, 200 gr de farinha de trigo comum, 4 ovos, 1 colher de sopa cheia de azeite e 1 colher de chá de sal. Obs: a medida é considerando a farinha já peneirada.

Ingredientes para o recheio: 1/2 moranga cozida e macia em pedaços, 1/2 cebola média picada, 1/2 colher de chá de canela, 1 colher de sopa de queijo ralado ( pode ser queijo minas), sal e pimenta a gosto.

Ingredientes para o molho: 1 colher de sopa cheia de manteiga, 1 dente de alho picado, 1/4 de cebola picada, 250 gr de creme de leite fresco e 50 gr de tomate seco.

Prepare a massa fresca misturando os ingredientes até formar uma mistura homogênea. Deixe a massa descansar por, no mínimo, 30 minutos antes de abri-la. Para uma explicação mais detalhada, com fotos, clique aqui.

Enquanto a massa descansa, prepare o recheio e o molho:
Amasse a moranga com um garfo e pique a cebola bem miudinha. Aqueça a panela no fogo e, em um pouco de azeite, doure a cebola. Nesse ponto, adicione a moranga amassada e misture. Acrescente o queijo ralado e deixe que derreta enquanto se mistura aos demais ingredientes, mexendo sempre com a colher de pau. Ao final, acrescente a canela, misture para que se incorpore e tempere a gosto.

Em outra panela, doure a cebola, acrescente o alho e depois o tomate seco (sem o azeite que vem na embalagem).  Adicione o creme de leite fresco, misturando até começar a ferver. Retire e bata no liquidificador (ou com um mixer, na própria panela), até que se torne um molho consistente e homogêneo. Volte com o molho pronto para a panela e tempere a gosto com sal e pimenta.

Após aberta a massa, utilize um cortador para cortá-la em vários círculos. Se não tiver use como forma a boca de um copo e termine de cortar com a faca, dando o formato desejado. A dica é abrir a massa aos poucos, cortando e recheando logo em seguida para que ela não fique seca. Do contrário, não conseguirá fazer com que feche e segure o recheio na hora de cozinhar. Use uma colher de chá para colocar o recheio, em pequenas bolinhas, dentro dos círculos de massa. Feche com a mão, pressionando as laterais. Aperte bem para que grude as bordas e proteja o recheio na hora do cozimento.

Aqueça uma boa quantidade de água em uma panela grande, adicione sal após a fervura e abaixe o fogo. Vá colocando os torteís na medida em que fiquem prontos. Retire-os com uma escumadeira. Quando voltarem à superfície, já estarão cozidos!

Acomode-os na forma refratária que for levar à mesa e finalize com o molho pronto.

Sirva como primeiro prato (na Itália sempre a pasta é o primeiro prato). À brasileira, permite-se servir com uma carne à parte, como fizemos com um belo bife de chorizo ( na foto principal).

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