Bacalhau a Gomes de Sá

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Revendo as mais de vinte receitas de bacalhau existentes neste blog, descobri que ainda não foi publicada a receita do famoso Bacalhau a Gomes de Sá. Mas quem foi esse gajo que deu seu nome à receita? Como não é nome de nenhum navegador ou herói nacional português, imaginei que quem inventou esse prato deu a ele seu próprio nome e/ou resolveu homenagear um amigo. Não deu outra! Na internet achei que José Luís Gomes de Sá (1851-1926), comerciante de bacalhau na cidade do Porto, criou a receita e a deu a seu amigo João, do Restaurante Lisboense, no Porto, onde se tornou conhecida.

Bacalhau a Gomes de Sá

Experimente, é fácil e rápido de se fazer (depois do bacalhau preparado). Veja os ingredientes para 2 pessoas: 200 a 300 gr. de bacalhau em lascas, 2 batatas inglesas grandes, 1 cebola branca grande, 1 xícara de café (ou de chá) cheia de pimentão amarelo e vermelho cortado em tiras finas, 1 a 2 dentes de alho bem picadinhos, 2 ovos cozidos e azeitonas pretas. Sal e pimenta do reino à gosto.

Preparo do bacalhau: dessalgue o peixe salgado trocando a água por 2 dias. Afervente-o ligeiramente, passe na água fria e retire pele, espinhas e aquelas partes brancas viscosas que deixam a carne com gosto ruim. Para essa receita, desfaça o lombo do bacalhau em lascas grandes e, se não for usá-lo todo, guarde-o no congelador, embrulhado em plástico, para uso futuro.

Cozinhe as batatas até conseguir enfiar um garfo até o meio. Retire a pele e parta-as em cubos grandes e regulares. Salpique sal. Aproveite a água para cozinhar os ovos até a casca trincar ( por 10 minutos). Enquanto isso, corte os pimentões e a cebola em fatias.Corte os ovos em pedaços grandes e salpique sal.

Deite uma boa quantidade de azeite na panela, o suficiente para preencher todo o fundo. Doure a cebola, junto com o alho e os pimentões. Junte o bacalhau, se necessário coloque mais azeite. Misture tudo, com delicadeza. Prove o sal e a pimenta.

Tome uma travessa e distribua essa mistura, as batatas, os ovos e as azeitonas, de modo que fiquem bem misturados. Use, de preferência, azeitonas portuguesas (aquelas miudinhas e bem pretinhas). Tome cuidado para não partir os ovos. Está pronto!

Pode ser servido com nacos de pão ou com arroz branco.

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Raviólis recheados com banana da terra

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Aprenda a fazer pasta caseira na forma de raviólis. Recheie-os com banana da terra, para variar do tradicional recheio de queijo ( ideal para os veganos e intolerantes). Ficam bonitos e originais se coloridos com suco de beterraba e deliciosos quando temperados com azeite e sálvia. No prato de hoje, o sabor contrasta à perfeição com o forte sabor de mostarda do molho da carne. Receita sofisticada para impressionar os amigos!

Raviólis de pasta fresca caseira recheados com banana da terra, ao molho de azeite e sálvia

Para o preparo de uma quantidade de massa (ou pasta) que serve 4 pessoas separe: 150 gr. de farinha de trigo de grano duro, 150 gr. de farinha de trigo comum, 1 beterraba pequena, 3 ovos, 1 colher de sopa de azeite e 1 colher de chá de sal.

Para o recheio: 3 bananas da terra, 1/2 cebola ralada, 1 colher de sopa de azeite, sal, pimenta branca e gengibre em pó a gosto.

Preparo da pasta:

Descasque a beterraba e corte-a em tiras. Bata no liquidificador com os ovos, até ficar um suco homogêneo.

Se tiver prática no preparo de pastas faça-a diretamente na bancada da cozinha, montando um “vulcãozinho”. (Caso contrário, prepare a massa da pasta em uma tigela, como na foto.

 

Peneire as farinhas, misture-as e disponha sobre a superfície de preparo. Faça um buraco no meio e despeje o suco de beterraba com ovos. Misture levemente com um garfo, adicione sal e azeite. Continue mexendo para incorporar a farinha ao líquido, aos poucos. Quando o garfo não for mais suficiente, ponha a mão na massa!

Misture bem até obter uma massa lisa e homogênea. Se estiver fazendo a pasta na tigela, em um determinado ponto será mais fácil virar a massa na bancada e usar a força das mãos para que a mistura incorpore toda a farinha e fique uniforme. Faça uma grande bola e envolva-a com filme plástico. Deixe-a descansar por, no mínimo, 30 minutos (máximo até uma hora). Se a temperatura do dia estiver muito quente, deixe a massa na geladeira. Porém não se esqueça de retirá-la dentro de meia hora, pois na geladeira perde a umidade e poderá ficar seca.

Aproveite o intervalo para preparar o recheio. Cozinhe a banana com casca até verificar que consegue perfurá-la facilmente com um garfo. Desligue o fogo, retire as bananas e despreze a água. Aproveite a mesma panela: aqueça-a em fogo baixo com um pouco de azeite e adicione a cebola ralada para dourar. Acrescente a banana (já amassada com garfo) e misture até que forme uma pasta. Tempere a gosto com sal, pimenta branca e gengibre. Apague o fogo e reserve (vale bater no processador se não tiver ralado a cebola ou amassado bem a banana).

Passado o tempo de repouso, é hora de abrir a massa. Reparta a bola de massa aos poucos, deixando o restante envolto em plástico filme para não ressecar. Na máquina, ou com um rolo usando a força dos braços, faça largas tiras para que possa cortar no formato desejado.

Se não tiver um cortador redondo, use um copo de vidro. Porcione as bolinhas de recheio e cubra com outro pedaço de massa e corte em círculos.

Dica: o segredo é ir cortando e recheando ao mesmo tempo para que a massa não resseque.
Vá colocando os raviólis na bancada e polvilhando com farinha. Quando terminar, aqueça um pouco de água em uma panela com uma colher de sal e leve-os para cozinhar. Subiu à superfície, está pronto!

Sirva com um molho de azeite e sálvia. Para prepará-lo basta aquecer o azeite e acrescentar as folhinhas de sálvia até que forme um molho aromatizado.

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Cogumelos com tofu

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Tofu é um alimento recomendado para quem tem intolerância ao leite e, consequentemente, aos queijos. Mas é tão sem graça… O jeito é criar receitas misturando-o a outros ingredientes que combinem. E cogumelo combina muito, ainda mais se juntar tomate seco. Ficou uma delícia para servir como entrada.

Cogumelos recheados com tofu e tomate seco

Compre cogumelos grandes, um pedaço de tofu e tomates secos em conserva de azeite.

Tempere o tofu com sal, pimenta, ervas e pedacinhos de pimentão vermelho ( ou amarelo) assado no azeite com ervas (opcional).

Corte os tomates secos em fatias finas bem pequenas. Misture ao tofu temperado, fazendo uma pasta.

Limpe os cogumelos e retire o talo (que é duro). Salteie-os em uma frigideira antiaderente, com um pouquinho de azeite e molho de soja misturados.

Recheie os cogumelos com a pasta de tofu e leve ao forno por 5 a 10 minutos, em uma assadeira untada com azeite.

Sirva quente, acompanhado de pão.

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Sopa creme Ha Long

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Voltando à gastronomia do Sudeste Asiático, cuja série com onze receitas regionais foi publicada aqui no blog nos meses de março e abril de 2017, hoje apresentamos uma receita de influência francesa. Considerando que a França dominou a região da Indochina entre 1887 e 1954, é notável a marca da cultura francesa nos sabores e fazeres culinários do Vietnã atual.

Esta sopa (foto principal) nos foi servida no jantar à bordo do barco Paradise Luxury, no passeio que fizemos na belíssima baía de Ha Long, no Mar da China, Vietnã do Norte.

Se for servir um jantar no inverno, esse prato faz bela figura como entrada.

Sopa creme de espinafre e baroa ( ou mandioquinha)

Na verdade esse prato é montado juntando-se dois cremes diferentes. Assim vamos ensinar como fazer as duas receitas separadamente e depois fornecer a dica de como montar o prato igual ao da foto. Esta receita serve 4 pessoas.

Creme de espinafre

 Ingredientes: 1 molho de espinafre, 1 colher de chá de manteiga, 1 colher de café de sal com alho, ¼ de cebola ralada,1 xícara de leite (se tanto), 1 colher de sopa de amido de milho (maizena) diluído em água. Uma pitada de pimenta do reino branca e outra de noz moscada.

Lave as folhas, sem os cabinhos, e esprema com as mãos o excesso de água. Coloque-as sobre uma tábua e bata com a faca, nos dois sentidos, a fim de triturá-las bem. Aqueça a manteiga, doure o sal com alho junto com a cebola picada. Vá juntando, aos poucos, o leite misturado com o amido de milho e mexendo com uma colher de pau, até obter um creme homogêneo e espesso, no ponto um pouco mais mole do que um purê. Acrescente a pasta de folhas cruas de espinafre e misture bem. Prove o sal e tempere. Retire e bata no liquidificador. Retorne com o creme para uma panela limpa. Antes de servir, junte um pouco de creme de leite sem soro, previamente levado à geladeira para ficar espesso.

Creme de baroa ou mandioquinha

Ingredientes: 2 a 3 baroas, 1 batata inglesa, 1 colher de chá de manteiga, 1 colher de café de sal com alho, ¼ de cebola ralada,1 xícara de leite (se tanto). Uma pitada de pimenta do reino branca e outra de noz moscada.

Descasque e corte em cubinhos a baroa e a batata (deve ficar 2/3 de baroa e 1/3 de batata). Aqueça a manteiga, doure o sal com alho junto com a cebola picada, acrescente a baroa e a batata. Vá pingando água quente até que cozinhem. Retire e bata no liquidificador, para obter um creme. Retorne para uma panela limpa e acrescente leite até obter um creme homogêneo e espesso, no ponto um pouco mais mole do que um purê. Prove o sal e tempere. Antes de servir, junte um pouco de creme de leite sem soro, previamente levado à geladeira para ficar espesso.

 

Na hora de montar os pratos – que são servidos como se vê na foto acima – recorte um papel grosso na medida do prato, revista-o com papel alumínio e coloque-o na vertical dividindo o prato em duas partes iguais. Coloque os cremes, de um lado e do outro. Retire o papel vagarosamente e decore com creme de leite colocado dentro de um recipiente com bico (veja na primeira foto). Adorne com uma folhinha de espinafre.No prato servido no barco colocaram também um cogumelo.

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Arroz com grão-de-bico

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Inventei este arroz para servir junto com a paleta de cordeiro, pois lembrou-me as comidas do Marrocos. Ficou sensacional! Fácil e rápido de fazer, perfeito para ser servido como acompanhamento para carnes de caça, de cordeiro ou de porco, ou então, como uma refeição nutritiva para os veganos.

Arroz integral com cebola e grão-de-bico

Ingredientes para 2 pessoas: 1 ½ xícara de arroz integral já pronto, ¾ de xícara de grão-de-bico já cozido e escorrido, 1 cebola grande, 1 colher de sopa de azeite ou óleo, 1 colher de café de sal com alho. Pimenta do reino à gosto, se gostar.

Dica: deixe, de véspera, o grão-de-bico de molho na água. Escorra a água e coloque para cozinhar (pode ser na pressão, por 10 minutos) com uma boa quantidade de água nova. Para esta receita, deve ficar ao dente.

Corte a cebola em tiras finas e frite no azeite, mexendo com uma colher de pau, até que fique bem corada, de cor marrom claro, sem deixar queimar. Afaste a cebola para os cantos da panela, ponha mais um pouquinho de azeite e frite o sal com alho junto com o grão-de-bico. Junte o arroz já cozido, prove o tempero, junte sal e pimenta a gosto. Misture e está pronto!

Se gostar de paladar adocicado, junte uma colherinha de café de açúcar cristal à cebola quando estiver dourando-a.

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Paleta de cordeiro ao forno

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Preparar uma paleta de cordeiro ao forno é uma garantia de sucesso, pois a carne ficará macia e suculenta. Tem outras vantagens: não enfumaça a cozinha, você não fica cheirando a cordeiro e pode deixar pronto antes dos seus convidados chegarem. Assim pode ficar tranquilamente batendo papo com eles.

Tem um detalhe fundamental: deixar a carne marinando com antecedência.

Na foto, o cordeiro vem acompanhado de arroz com grão-de-bico, nossa próxima receita.

Paleta de cordeiro

Marinada

Ingredientes para uma paleta: 2 xícaras de vinho tinto, 1 cebola grande ralada, 1 colher de chá bem cheia de sal com alho bem triturado, ervas frescas. No caso, colhi da minha horta: salsinha, cebolinha, manjericão e hortelã, e ainda acrescentei tomilho desidratado e herbes de Provence. Pimenta do reino moída na hora à gosto.

Misture tudo e regue os dois lados da paleta. Coloque-a dentro de um saco de plástico junto com a marinada e deixe por 24 horas na geladeira. Vá virando de lado para pegar tempero uniformemente.

Pré-aqueça o forno a 280 graus. Escorra a marinada e limpe o excesso de ervas, pois se ficarem aderidas à carne ficarão pretas ao assar. Unte um tabuleiro com banha de porco ou óleo e coloque a paleta.

Abaixe a temperatura do forno para 250 graus, coloque a paleta para assar e vigie até que fique corada.

Retire do forno, vire para ver se corou igual dos dois lados. Abaixe a temperatura para 200 graus, cubra bem a carne com papel alumínio e volte ao forno. O total do cozimento deve dar em torno de 1h 30’.

Retire e verifique com um garfo se a carne está macia. Estando pronta, retire do forno e deixe-a embrulhada em papel alumínio, enrolada em pano de prato, até a hora de servir.

Se for servir muito tempo depois (e já estiver fria), volte ao forno a 150 graus ainda embrulhada no papel alumínio.

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Ragú de carne de javali

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A maioria das pessoas estranha quando se fala em carne de javali. Porém, hoje há uma tendência mundial a voltar a servir caças, pois a carne é muito mais saborosa. Carnes de caça costumam ser duras, por isso recomendamos que use esse tipo de carne, como a do javali, para preparar um ragú. Fica delicioso para acompanhar massas. Nesta receita usamos uma pasta (ou massa) fresca de nossa fabricação (clique aqui para ver nossa receita de massa fresca).

Pappardelle al sugo de cinghiale (nome em italiano)

Ingredientes (para 2 pessoas): 200 gr de pappardelle, 500 gr de carne de javali, 1 lata de tomates sem pele e sem semente (passe na peneira), 200 ml de caldo de legumes aquecido, um punhado de salsinha, sálvia e alecrim, 1 colher de chá de zimbro, 3 dentes de alho, 1/2 xícara de vinho tinto; sal e pimenta do reino à gosto, azeite.

Para a marinada:1 colher de sobremesa de salsinha picadinha, 1/2 xícara de chá de salsão picado, 1/2 xícara de chá de cenoura picada, 1 xícara de chá de cebola picada, 1 xícara de vinho tinto, sal e pimenta-do-reino à gosto.

Prepare a marinada colocando em um saco plástico a carne cortada em pedaços médios e o ingredientes citados acima. Obs.: não exagere no sal e na pimenta, pois ainda irá acertar o tempero na panela. Deixe o saco, bem fechado, na geladeira por 24 hs, virando de vez em quando para o líquido envolver toda a carne.

Retire a carne do saco, coe o líquido da marinada e reserve-o. Limpe e sele a carne em uma panela de ferro, já aquecida com um pouco de azeite. Retire a carne e reserve.

Na mesma panela, refogue os legumes até que a cebola fique translúcida. Acrescente o alho e as ervas. Despeje o vinho e aguarde até que o álcool evapore para adicionar os tomates. Acrescente o líquido da marinada e o caldo de legumes, mexendo até incorporar. Junte o zimbro e tempere a gosto com sal e pimenta-do-reino.

Retire o excesso de carne dos ossos e coloque tudo na panela (os ossos também).

Cozinhe por, no mínimo, 1h 30′ ou até verificar que os ossos se soltaram do restinho de carne que antes estava grudada neles.

Retire os pedaços de carne (desprezando os ossos) e, em uma vasilha de vidro. Processe o caldo com um mixer (ou use o liquidificador). Adicione a metade da carne para bater também e ficar bem moída.

Desfie a outra metade da carne e junte tudo novamente na panela de ferro. Deixe descansar, com o fogo desligado.

Agora é só cozinhar a massa e aquecer o ragú. Acrescente a massa já cozida à panela com o ragu, aos poucos, para que a massa incorpore todo o molho.

Sirva com queijo ralado, se gostar, de preferência pecorino.

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Conserva de tomatinhos

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Sabe quando os tomatinhos cereja que estão na sua geladeira começam a querer murchar e ficam com a casca ligeiramente enrugada? Não jogue fora! Aproveite para fazer uma conserva para dar um sabor especial à sua salada ou servir sobre pão torrado. É ótima para acompanhar qualquer massa cozida e passada no alho e óleo e para finalizar um risoto. Ou seja, mil e uma utilidades se você usar a sua imaginação! Aqui em casa sempre temos um potinho de conserva de tomatinhos na geladeira!

Conserva de tomatinhos cereja

Ligue o forno a 180 graus. Tome uma travessa refratária, forre o fundo com azeite e ervas finas desidratadas. Pode acrescentar pedacinhos de alho e até cebola em lascas finas, se gostar. Salpique sal. Misture os tomatinhos.

Leve ao forno até notar que os tomatinhos começam a explodir ou ficarem corados,como na foto. Eles irão ficar enrugadinhos.

Se quiser, salpique manjericão fresco, misture, leve ao forno por 1 minuto. Deixe esfriar e coloque os tomatinhos, com o molho, em um pote previamente limpo com álcool.

Se a conserva, na geladeira, ficar com uma borra de azeite no fundo do potinho, esquente-a no microondas antes de usar.

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Tortinha de bacalhau com caldo de feijão preto e patê de pimentão

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Bacalhau é um dos pratos favoritos e dos mais tradicionais servido no Domingo de Páscoa em Minas Gerais, costume herdado de nossos antepassados portugueses. Verifiquei quantas receitas de bacalhau existem neste blog: são dezoito! (veja links abaixo). Procurei por uma receita nova em meus livros portugueses – inclusive um com 100 receitas de bacalhau. Nenhuma novidade, as mesmas receitas de sempre, variando em torno dos mesmos ingredientes. Daí resolvi inventar algo novo. Pois não é que deu certo e o sabor ficou simplesmente divino? E ainda é bem fácil de fazer!

Tortinha de bacalhau com feijão preto e patê de pimentão

Faça a receita em três partes, separadamente, e só ao final disponha a tortinha, o caldo de feijão e o patê de pimentões nos pratos individuais a serem servidos. Se tem experiência em cozinha, faça tudo ao mesmo tempo.

 

Patê de pimentão vermelho

Ingredientes: 1 pimentão vermelho, 2 cebolas pequenas, 4 a 6 dentes de alho, 4 colheres de sopa de azeite.

Coloque em uma travessinha refratária o azeite, o pimentão cortado e o alho picado e leve ao forno a 180 graus até o pimentão amolecer. Junte a cebola cortada e volte ao forno até a cebola dourar. Retire, espere esfriar um pouco e bata no processador, sem o azeite, para obter um patê. Tempere com sal e páprica. Reserve. Guarde o azeite para servir com pão.

 

Caldo de feijão preto

Ingredientes para 4 pessoas: 2 xícaras de chá de feijão preto já cozido e bem macio, 2 xícaras da água do cozimento do feijão, 1 colher de sopa de óleo, 1 colher de chá cheia de sal com alho.

Esquente o óleo em uma panela e doure o sal com alho. Misture só os bagos do feijão escorridos e frite-os bem, mexendo por 5 minutos com uma colher de pau. Junte a água do cozimento já aquecida e misture. Espere esfriar um pouco e bata no liquidificador (acrescente água se necessário). Volte para a panela passando o caldo por uma peneira fina. Prove o sal, acrescente um pouquinho de molho de pimenta malagueta. Um pouco antes de servir, leve ao fogo e acabe de chegar no ponto de caldo.

 

Tortinha de bacalhau

Ingredientes: 600 gr. de bacalhau desfiado ou em lascas já aferventado e bem escorrido, 4 batatas inglesas grandes, 4 cebolas médias, 4 dentes de alho, 4 colheres de sopa de azeite ou o que necessitar. 1 clara de ovo.

Corte as cebolas em lascas médias e regulares. Descasque as batatas cruas e corte-as no processador em fatias bem finas. Retire e, na tábua, corte as fatias para obter tiras finas (veja a foto). Pique o alho. Reserve.

Em uma panela larga, frite as cebolas e o alho no azeite. Junte a batata e misture até que fique translúcida. Prove se está ao dente. Acrescente o bacalhau, misture. Prove o sal, junte pimenta do reino em pó. Fora do fogo, acrescente uma clara de ovo crua e misture para dar liga.

Divida em quatro partes, enforme cada parte em uma forminha (de fundo removível com 10 cm. de diâmetro) forrada com filtro plástico. Aqueça uma frigideira antiaderente, retire a tortinha da forma e, cuidadosamente, sele-a de um e outro lado. Repita a operação para obter as quatro tortinhas. Enquanto vai fazendo, vá colocando-as em uma assadeira e conservando-as quentes no forno aquecido a 100 graus.

Enquanto isto, aqueça o caldo de feijão.

Transfira as tortinhas para os pratos, coloque em volta o caldo de feijão, finalize com o patê de pimentão e enfeite com verdinhos. Sirva imediatamente. Perfeitas para servir como prato de sustentação em coquetel ou como primeiro prato em um almoço ou jantar.

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Vermicelli com lombo agridoce

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Um dos pratos mais populares do Sudeste Asiático é constituído de uma base de pasta – pode ser a clássica pasta de arroz ou noodles de farinha de trigo – acrescido de algum tipo de carne – de boi, de porco, de frango ou frutos do mar como camarão, lulas ou vieiras – mais legumes (a cebola nunca falta) ou, excepcionalmente, alguma fruta que não desmanche quando acrescentada. Testei várias combinações e uma das que me agradou muito, pela praticidade, rapidez de ser feita e sabor agridoce, foi a receita que passo a seguir.

Vermicelli com lombo, coco, manga e molho de curry verde

Para esta receita, é melhor temperar e fritar a carne antes ou usar pernil e lombo de porco já preparados (assado ou de panela). Se quiser usar cebola caramelada previamente dá um saborzinho agridoce especial.

Para 2 pessoas: 100 gr. de carne picadinha (ou 1 xícara de chá quase cheia), 1 cebola, 1 colher de chá de óleo, 1 colher de chá de açúcar cristal, 1 colher de molho de tomate caseiro ou de polpa de tomate pelati, 1 colher de sobremesa de green curry*, pimenta a gosto, manga picada em cubos, raspas de coco seco. 100 gr. de vermicelli ( pasta de arroz tailandesa).

Pique metade da cebola em fatias finas e a outra metade em fatias grossas.

Tome uma wok ou panela de fundo largo. Deite a cebola picada fina e deixe-a secar, mexendo sempre com uma espátula. Polvilhe açúcar cristal para caramelizá-las. Retire da panela assim que dourarem. Reserve. Acrescente mais um pouquinho de óleo e doure a cebola cortada grossa. Junte o molho de tomates, o molho de curry verde e a pimenta, à gosto. Misture e prove o sal.

À parte, esquente 1 litro de água e logo que ferver, coloque o vermicelli e espalhe-o com um garfo para separar os fios. Conte dois minutos, retire e escorra.

Enquanto cozinha a pasta, acrescente a carne já pronta, a manga e o coco ao molho que está na wok. Misture para incorporar.  Na hora de servir, junte a pasta. Misture usando dois garfos. Tudo tem que ser feito ao mesmo temo e com rapidez para que os ingredientes não esfriem. Sirva imediatamente.

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Lagostins à tailandesa

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No restaurante que comemos no Asiatique – o centro de lazer com restaurantes e lojas para turistas em Bangkok – a versão original desde bonito prato (foto principal) tem lagostins, mexilhões, vieiras, muita pimenta vermelha bastante picante e um tipo de folha verde, servidos ao molho de ostras. O sabor é delicioso mas a pimenta é tão, mas tão forte que precisei beber a água de três cocos, um em seguida do outro, para conseguir voltar a respirar normalmente! Reproduzindo o prato em casa, substituí a tal pimenta vermelha (que nem tem no Brasil) por pimentão vermelho e por pimenta dedo-de-moça. Se quiser dar sabor mas sem arder, use a pimenta biquinho. Mas se gostar de pimenta, use a malagueta, a jalapeño ou a de sua preferência. Quanto à folha, usei  espinafre, pois é a mais parecida em sabor com a original tailandesa. Pode também ser feito com rúcula. Como não consegui nem mexilhões nem vieiras grandes ( moramos a 450 km do mar), usei lulas. Escolha os frutos do mar que preferir e faça a sua própria receita!

Lagostins e lulas ao molho de ostras – inspiração tailandesa

Ingredientes por pessoa: 150 gr. de lagostins limpos e 150 gr. de anéis de lula. Tempero da marinada: 1 colher de chá de molho de ostra*, suco de ½ limão tahiti, 1 colher de café de lemongrass em pó (capim limão)** e 1 colher de café de gengibre cru ralado. Para saltear: 1 colher de sopa de óleo de coco.

Ingredientes para o molho: ½ cebola fatiada, 1/3 de pimentão vermelho fatiado, 5 pimentas biquinho ou 3 pimentas dedo-de-moça in natura ou suavemente curtidas, 10 folhas de espinafre. Tempero do molho: a marinada em que temperou os lagostins e as lulas, 1 colher de café de gengibre ralado, 1 colher de sopa de molho de soja, ½ colher de café de sal, 1 colher de café de açúcar demerara ou cristal, 1 colher de chá de amido de milho dissolvido em um pouco d’água.

Primeiro prepare a marinada e deixe os lagostins limpos e as lulas limpas e cortadas em tiras grossas pegando tempero por 15 minutos.

Tome uma wok (ou uma panela larga), esquente e salteie os lagostins e as lulas. Tire da wok e reserve.

Na mesma panela, sem lavá-la, salteie bem a cebola e os pimentões já cortados, até ficarem corados. Acrescente o shoyo ( molho de soja) e o açúcar para caramelar. Misture até o açúcar dissolver completamente. Junte as pimentas picadas e os demais ingredientes do molho. Vá pingando água quente até formar um molho de boa consistência. Para dar o aspecto vidrado, engrosse-o com o amido misturado em um pouquinho de água fria. Junte os lagostins e a lula, verifique o cozimento e retifique o tempero do molho, se necessário.

Por último, pouco antes de servir, acrescente as folhas de espinafre, salpique água sobre elas, tampe e deixe amolecerem. Sirva imediatamente.

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Veja abaixo a foto desta receita. Ficou bem diferente do prato que comemos no Asiatique mas bastante semelhante a outros pratos que tivemos oportunidade de comer em várias cidades do Sudeste Asiático, onde esta receita (com pimentões) é bastante tradicional.

*o molho de ostras é encontrado nos bons supermercados ou mercearias de comida oriental.

** dispensável, se não encontrar.

Camarão tailandês no coco

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Em Bangkok, capital da Tailândia, há um interessante centro de lazer que tem o nome de Asiatique . Lá tem lojinhas com todo tipo de artesanato, selecionado e de muito bom gosto. Mas o melhor é a quantidade e variedade de restaurantes, além de uma feira com barraquinhas de comidas típicas. E tem até roda gigante! Pode-se chegar por terra mas o melhor mesmo é tomar um barco (ferry) do próprio parque em uma estação central próxima aos hotéis de luxo, construídos às margens do Rio Chao Phraya, que têm todos eles seus próprios cais e barcos. Assim, além de aproveitar o fim de tarde e a noite ( abre as cinco da tarde) nesse grande e variado centro gastronômico e de compras ainda se vai e volta desfrutando um agradabilíssimo passeio de barco. Ao por do sol é imperdível!

Foi lá que escolhi, entre variadas opções, este camarão servido no coco, bem típico da culinária tailandesa. Confesso que dentre todos os pratos que comi no Sudeste Asiático, e depois reproduzi em casa para passar a receita a vocês, este foi o mais difícil de descobrir os ingredientes originais* e o modo de fazer. Aliás, foi a única de todas as receitas já apresentadas (veja as nove receitas postadas aqui no mês de março) que precisei repetir. Mas valeu, ficou delicioso!

* É claro que eu trouxe a mala cheia dos temperos que só se encontram por lá!

Camarão no coco

Esta receita pode ser feita sem o coco, para servir no prato acompanhado de arroz branco, de preferência feito com água de coco e finalizado com um pouquinho de leite de coco. Afinal, não é nada fácil conseguir alguém para tirar o tampo do coco e, além disso, é preciso fazer essa difícil operação logo antes de servir, pois a polpa do coco do tipo que temos no Brasil escurece rápido. Se estiver cozinhando a dois, se um de vocês for o suficiente forte e ágil, sirva no coco pois fica lindo!

Veja os ingredientes para 2 pessoas: 400 gr. de camarão sem casca e limpo, 1 limão, 1 colher de chá de sal, 1 colher de sopa de óleo de coco. Para o molho: 1 cebola grande, 1 pedaço de repolho que depois de fatiado dê 1 xícara de chá cheia, 1/3 de pimentão vermelho e 1/3 de pimentão amarelo, 1 xícara de café ( 100ml) de leite de coco, 10 folhas grandes de rúcula, 4 talos de cebolinha verde. Tempero do molho: 1 colher de chá de curry em pó, 1 colher de chá de molho de ostra, 1 colher de chá de molho de peixe, suco coado de 1 limão, pimenta a gosto.

Limpe e tempere os camarões, deixando-os no tempero por 15 minutos. Enquanto isto, pique os legumes como na foto. Escorra os camarões. Reserve. Tome uma wok ou panela larga e frite os camarões no óleo de coco (use a metade) até ficarem vermelhos.

Retire-os da panela, acrescente o restante do óleo e frite, tudo junto, a cebola, os pimentões e o repolho picados (o gosto do repolho vai desaparecer no final). Abaixe o fogo, despeje um pouco de água fervente, tampe a panela e deixe que amoleçam. Prepare, à parte, o tempero do molho, misturando bem os ingredientes. Junte o tempero, aos poucos. Prove até ficar do seu gosto, inclusive a pimenta. Desligue o fogo e passe o molho no processador, no modo pulsar, de modo que fique bem misturado, triturado em pedaços pequenos mas não deixe liquefazer – deve ficar um molho grosseiro (aí está o segredo).

Volte com o molho para a mesma panela, junte o leite de coco, retifique o tempero. Pouco antes de servir, junte o camarão, mexa, coloque as folhas de rúcula inteiras e a cebolinha verde picada por cima. Ligue o fogo no fraco, abafe a panela com uma tampa e deixe as folhas murcharem ligeiramente. Está pronto!

Enquanto faz esta última operação, retire o tampo do coco e escorra a água. Coloque imediatamente o molho com os camarões dentro do coco, enfeite com raspas de coco (de outro coco) , ponha uma orquídea do lado e surpreenda seu amor!

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Beef Khmer

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Para quem ainda não leu os textos de apresentação desta série sobre culinária do Sudeste Asiático, vale a pena voltar e conhecer um pouco sobre a cultura khmer. Clique aqui ( Tailândia) e aqui (Indochina) para conhecer algumas coisas interessantes. O centro da cultura Khmer foi Angkor, que hoje fica perto de Siem Reap, no Camboja.

Esta receita, que reproduzi em casa como todas as outras, foi a mais apreciada pela minha família, uma vez que brasileiro adora carne. Parece até uma receita conhecida, em matéria de ingredientes assemelha-se ao lomo saltado peruano, mas o toque de gengibre e os temperos asiáticos fazem toda a diferença. É interessante como a comida dessa parte do mundo, que sofreu influência indiana, chinesa e francesa usa boa parte dos ingredientes (carnes, frutos do mar, peixes, legumes, verduras e frutas) iguais aos nossos, porém é o tempero agridoce e picante que dá o toque oriental à sua fantástica culinária.

Filé preparado à moda khmer ( ou cambojana)

Veja na foto principal a receita que preparamos em casa e siga a receita:

Ingredientes para 10 pessoas: 1 kg. de carne do boi ( a melhor opção é o filé mignon, mas pode ser alcatra), 1 colher de chá de sal, 2 colheres de sopa de molho de ostra e a mesma quantidade de molho de peixe. ½ pimentão vermelho e ½ pimentão amarelo, 2 cebolas brancas e 1 cebola roxa, sal, açúcar e pimenta tipo chili desidratada. À parte: 4 dentes de alho e um pedaço de gengibre delgado medindo 10 cm. (30 a 50 gr.) . ½ xícara de café de óleo, de preferência óleo de coco.

Limpe e corte o filé ao meio no sentido longitudinal. Corte pequenos bifinhos, bem finos – da espessura de 70 mm. Tempere com a mistura já preparada de sal e molhos de ostra e de peixe. Deixe reservado por 30 minutos para pegar tempero.

Corte os pimentões e cebolas em fatias (veja na foto). Corte bem miúdo o alho e o gengibre. Reserve.

Em uma wok bem grande aqueça um fio de óleo e torre o alho e o gengibre. Retire-os da panela e use-a de novo, sem lavar, juntando mais um pouco de óleo, para fritar os filés. Vá fritando aos poucos, para não dar água, afastando os que já mudaram de cor para as laterais da panela e colocando os pedaços crus no fundo. Quando estiverem corados, retire-os e reserve-os em local protegido de vento. Na mesma wok, junte mais um pouquinho de óleo e passe os legumes, até ficarem macios. Por último, junte 1 colher de chá de açúcar aos legumes, deixe derreter, misture bem e tempere com sal e pimenta. Junte a carne e o alho com o gengibre. Misture tudo.

Uma boa opção para acompanhar esta carne é com macarrão tipo yakisoba. Esquente 1 ½ litros de água em uma panela alta. Jogue o macarrão ( 50 gr. por pessoa) e deixe cozinhar. Vigie o ponto – quando der para partir com a colher está bom. Escorra e jogue a água fora. Na mesma panela esquente 3 colheres de molho para yakisoba e passe o macarrão , misturando bem.

Sirva quente, em uma gamela ou travessa larga, colocando o macarrão por baixo e a carne por cima.

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Arroz frito

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No Sudeste Asiático é chamado de fried rice o arroz refogado (como no preparo à brasileira) que fica soltinho depois de pronto. É servido como prato independente e não como guarnição. Em países como a Tailândia, Laos, Camboja e Vietnã leva sempre temperos típicos, ovos e legumes.

O arroz branco, ou cozido no vapor – steamed rice – ao contrário, é apenas cozido em água, sem tempero algum e fica bem empapado, grudado e ao dente, em blocos. No Brasil, de brincadeira, quando alguém faz um arroz assim, que pra nós passou do ponto, dizemos que ainda não pode casar, pois nem arroz sabe fazer!

Arroz frito asiático

Para 2 pessoas, separe: 1 xícara de chá de arroz cru (sem lavar), 2 colheres de sopa de óleo, 1 colher de chá de sal com alho, 1 cenoura, 1 cebola, 1 colherinha de café de açafrão em pó ou cúrcuma, para dar cor. 2 ovos, 4 talos de cebolinha verde.

Despele e corte a cenoura em cubinhos bem pequenos. Corte a cebola à gosto. Pique a cebolinha. Deixe-os separados. Esquente 1 litro de água em um caneco.

Em outra panela, esquente o óleo, frite o sal com alho junto com o arroz. Junte a cebola e a cenoura. Misture bem e frite até começar a dar borra no fundo. Abaixe o fogo e despeje água fervente até cobrir o arroz (na altura de um dedo a mais que a superfície sólida). Imediatamente, misture o açafrão e mexa. Prove o tempero, retifique o sal se necessário, tampe a panela e deixe o arroz cozinhar. Se for preciso, junte mais água.

Assim que o arroz estiver cozido e um pouco antes de servi-lo, frite os ovos em uma frigideira e, ainda meio moles, junte-os ao arroz com a cebolinha picada. Misture e sirva imediatamente.

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Misture tudo e sirva quente

Misture tudo e sirva quente

Dica: se gostar, dê um toque indiano temperando também com uma pitada de curry, outra de cominho e ainda pimenta do reino ( coloque os temperos, aos poucos, na primeira água do cozimento). Nesse caso, pingue uma gotas de limão na água do arroz para tirar o gosto terroso desses temperos.

Salada de lulas marinadas

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Banhado a leste pelo Oceano Índico e a oeste pelo Oceano Pacífico, o Sudeste Asiático, onde estão a Tailândia, o Laos, o Camboja e o Vietnã, tem a forma de uma península. Tanto a Tailândia quanto o Vietnã têm longas extensões de costas e, naturalmente, a pesca de frutos do mar é muito farta.

Este tipo de salada é frequentemente servida como entrada. As verduras e os legumes podem variar, como também pode ser feita com camarões, polvo e/ou vieiras. O modo de preparar os frutos do mar é sempre o mesmo.

Lulas marinadas

Para marinar as lulas (ou peixe, camarões, polvo e vieiras) esprema bastante suco de limão e acrescente a mesma quantidade de vinagre. Salgue. A quantidade de líquido deve cobrir as tiras de lula. Deixe por meia hora. Escorra e use-as na salada.

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Outra forma de fazê-las é grelhando-as em uma chapa, depois de marinadas e bem escorridas. Nesse caso, para não ficarem muito secas, sirva-as com um molho agridoce, facilmente encontrado nos melhores supermercados. Veja a apresentação na primeira foto abaixo e ainda outros pratos com lulas:

Peixe à Hanói

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A gastronomia vietnamita é reconhecida mundialmente pela qualidade , sendo considerada a mais light da Ásia. O frescor e o colorido dos alimentos usados conferem aos pratos aroma, sabor e beleza inigualáveis.

O Vietnã é um país comprido e estreito, em forma de S, com toda a extensa costa leste ( 3.444 km) voltada para o Mar da China Meridional. Além disto seu território é todo entrecortado por rios, como o Vermelho que corta Hanói e o Mekong , que ao formar um vasto delta torna muito férteis as terras ao sul do país alagadas durante as cheias do rio. Com tanta água, não faltam peixes e mariscos e há muita fartura e variedade de verduras e legumes frescos vindos das hortas familiares de beira-rio. Os pratos preparados com peixe de rio ou de mar são muito populares e bastante apreciados.

Em Hanói, a capital situada ao norte do país – famosa por ter o trânsito mais louco do mundo – é grande a variedade tanto de restaurantes como de bares e barracas de comida na rua. Isto porque o vietnamita tem o hábito de almoçar na rua. Veja algumas cenas de rua:

Peixe com leite de coco e pimentões

Ingredientes para 4 pessoas: 200 a 250 gr. de filé de peixe ( quanto mais alto, melhor) por pessoa, 2 limões tahiti, 1 colher de chá de sal, 1 colher de sopa cheia de óleo de coco, 1 colher de chá de sal com alho, ½ cebola grande, ½ pimentão vermelho e a mesma quantidade de pimentão amarelo, 1 xícara de chá ( 200 ml.) de leite de coco, 1 maracujá doce ( ou 1 colher de sobremesa de suco concentrado da Maguary), 1 colher de sobremesa rasa de amido de milho dissolvido em ½ xícara de café de água, 1 colher de sopa de salsa e cebolinha picadinhos e 1 colher de sobremesa de coentro picadinho. Tempero do molho: 1 colher de chá de pasta de curry verde *(veja foto), 1 colher de chá de molho de ostra ou de peixe, pimenta à vontade (pode ser molho de pimenta malagueta).

Limpe, corte em postas individuais ( de 4 a 5 cm de largura) e tempere o peixe com 1 limão e sal. Deixe por 15 minutos. Pré-aqueça o forno a 250 graus. Ao colocar o peixe para assar em forma untada com azeite (no Vietnã usam óleo de coco, mas fica adocicado), baixe a temperatura para 200 graus.

Corte o maracujá e esprema todo o suco passando a polpa por uma peneira até ter as sementes limpas da polpa. Separe o suco para usar no molho. Passe as sementes em uma frigideira antiaderente até ficarem quase torradas ( veja na 3a. foto).

Corte os legumes como mostra a 2a. foto. Tome uma panela, aqueça o óleo de coco, doure o sal com alho e a cebola junto com os pimentões. Deixe amolecerem. Acrescente o leite de coco, o suco coado do maracujá, o suco coado de 1 limão e os temperos. Prove e retifique a seu gosto. Deixe o molho secar até obter um pouco de cremosidade ou então engrosse-o ligeiramente com o amido de milho dissolvido em água, se estiver com pressa.

Por último, já na hora de servir, junte ao molho a salsa e o coentro.

Disponha as postas do peixe assado no prato que irá servi-las e regue com o molho.

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Obs.: no Sudeste Asiático servem os pratos separadamente, mas como nós brasileiros não dispensamos um arrozinho, sugiro servir com arroz branco ou arroz frito.

* Obs.: se não achar para comprar o molho de curry verde tailandês original prepare a sua própria pasta, use 1 colher de chá para esta receita e guarde o restante na geladeira ( em um vidro bem tampado) para outras receitas. Bata no liquidificador 1 colher de café de cada um destes ingredientes: sal, açúcar, pimenta do reino branca em pó, cominho em pó, semente de coentro em pó, cúrcuma em pó, gengibre em pó ou ralado, raspa da casca de limão, molho de peixe. Mais: 1 pimenta verde picadinha (com cerca de 8 cm de comprimento), 1 a 2 dentes de alho, 1 colher de sobremesa de cebolinha verde e de capim limão picados, 1 colher de sobremesa de óleo de coco, 2 colheres de sopa de leite de coco. Água suficiente para conseguir obter uma pasta.

 

Arroz tailandês no abacaxi com camarões

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Imagine estar em um terraço às margens do Rio Chao Phraya em Bangkok, a cosmopolita capital da Tailândia, apreciando a vista dos barcos cortando as águas do rio resplandecendo ao sol. E aí o garçon coloca à sua frente este abacaxi tropical recheado de camarões e castanhas! Foi o presente que me dei no primeiro dia deste ano de 2017 além, é claro, de uma visita ao Palácio Imperial. Veja as fotos e aprecie a maravilha:

 

Agora traga um pedacinho da Tailândia para sua casa e prepare este agrado para as pessoas de quem você gosta.

Arroz tailandês no abacaxi com camarões e castanhas

Esta receita pode ser feita e servida em um prato comum mas fica muito mais interessante se for servida dentro do abacaxi.

Ingredientes para 8 pessoas: 4 abacaxis, 2 xícaras de chá de arroz, 2 colheres de sopa de óleo de coco (pode usar outro, mas este dá um aroma e um sabor inigualáveis), 1 colher de chá de sal com alho, a mesma quantidade de sal e de açúcar. Tempero: 1 colher de café de açafrão (ou cúrcuma) misturado a ½ litro de água. 1 colher de café de curry e 1 colher de chá de lemongrass em pó ( capim limão), 1 colher de café de suco de limão.

Calcule de 6 a 8 camarões por pessoa, dependendo do tamanho. Mais 200 gr. de castanha do cajú.

Limpe os camarões e tempere-os com sal e suco de ½ limão. Deixe por 15 minutos.

Escolha 4 abacaxis bem maduros e firmes e corte-os ao meio no sentido longitudinal. Com a ajuda de uma faca e de uma colher grande de arroz retire a polpa de modo a formar um barquinho. Retire o talo central e corte a polpa do abacaxi em cubinhos. Reserve.

Doure o arroz no óleo com o sal e o alho até ficar moreninho. Junte a água fervente com o açafrão e os temperos. Prove e retifique a gosto. Deixe o arroz cozinhar, juntando, se necessário, mais água, sempre quente, até ficar no ponto.

Enquanto isto, doure os cubinhos de abacaxi e acrescente o açúcar para caramelizar. Reserve.

Em outra panela, despeje um fio de óleo de coco e frite os camarões até ficarem vermelhos. Desligue e reserve.

Torre as castanhas em uma frigideira. Reserve.

Assim que o arroz estiver cozido, junte o abacaxi e os camarões já fritos. Pouco antes de servir, misture e finalize com a cebolinha verde. Preencha o miolo dos abacaxis com o arroz e cubra com as castanhas.

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Rolinho Primavera

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Desde muitos anos costumo comer Rolinho Primavera em restaurantes chineses, mas nunca os comi tão especialmente saborosos como aqueles que nos foram servidos a bordo do barco da Paradise na Baia de Halong, que faz parte do Mar da China Meridional, na costa norte do Vietnã. Para vocês terem uma ideia, a baia é considerada uma das sete maravilhas naturais do mundo e é realmente deslumbrante! Veja pelas fotos como a nossa estada de um dia na baia foi inesquecível.

Um detalhe muito importante foi que tivemos aula ao vivo de como preparar os rolinhos e ganhei até diploma! ( veja abaixo)

Rolinho primavera

Veja na foto principal os rolinhos feitos em casa com a receita a seguir:

Para 15 rolinhos, separe: 500 gr. de frango (pode ser carne de porco), 1 colher de chá rasa de sal com alho, 1 colher de chá de sal, 1 colher de café de pimenta chili desidratada. Recheio: 1 cenoura pequena (150 gr.), 1 cebola branca pequena (150 gr.), ¼ de cebola roxa (30 gr.), ½ xícara de café de talo de cebolinha verde, 8 cogumelos de paris frescos (30 gr.), 1 xícara de café de funghi sechi (15 gr.)3 ovos, 1 colher de café de sal e outra de açúcar, 50 gr. de macarrão de arroz tipo vermicelli ( bem fininha).

Obs.: a receita original consta 30 gr. de cebola, 30 gr. de cebola primavera e 30 gr. de shallot no lugar da cebola branca e da roxa.

15 folhas de pasta de arroz ( pode substituir por folha de massa para pastel se não conseguir achar a folha de arroz como a da foto. Advertência: não é a mesma receita e ficará grosseiro e pesado)

Se quiser servir com molho: 5 colheres de sopa de água, 1 colher de sopa de molho de peixe, 1 colher de café de suco de limão ou de lima. Temperar a gosto com molho de pimenta chili , alho picadinho, açúcar e ervas desidratadas.

Limpe o peito de frango e corte-o bem miudinho, como se fosse moído. Tempere com sal, alho e pimenta. Deixe 15 minutos no tempero enquanto pica os outros ingredientes.

Raspe a pele e passe a cenoura no ralo grosso. Pique bem miudinho as cebolas, a cebolinha e o cogumelo fresco. Coloque o funghi para hidratar em um caneco com pouca água e leve ao fogo até ficar macio. Escorra e pique miúdo. Deixe tudo separado. Reserve a água do cozimento do funghi, junte mais água e deixe ferver. Coloque um pouco de sal e despeje o vermicelli. Retire após 2 minutos, antes de amolecer. Escorra e reserve.

Tome uma panela tipo wok antiaderente e leve ao fogo com o frango e as cebolas. Assim que corarem, junte os cogumelos e a cenoura. Acrescente a cebolinha verde e o vermicelli. Misture o tempero aos ovos e espume-os com um fuê. Junte aos outros ingredientes na wok, misture bem. Assim que observar que o ovo começa a branquear, desligue. Deixe esfriar.

Separe as folhas de arroz. Tome uma bacia que caiba a folha sem dobrar e ponha 1 cm de água fria. Coloque apenas uma folha dentro d’água, virando de um lado e outro por segundos, verificando que fica maleável. Retire, escorra o excesso d’água e deite-a em uma superfície lisa e seca. Coloque 2 colheres de sopa do recheio dentro e enrole – observe a sequencia nas fotos. Repita a operação até ter todos os rolinhos prontos.

Aqueça óleo em uma panela funda de modo que o nível do óleo seja igual à metade da altura do rolinho ou pouco mais. Deixe esquentar o suficiente e vá fritando os rolinhos aos poucos, virando-os de um lado e outro até dourarem por igual. Retire e deixe secar sobre uma folha de papel absorvente. Coloque-os em um recipiente com tampa até ficarem todos prontos.

Sirva quente, com ou sem o molho, como aperitivo ou acompanhado de salada.

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Diploma conferido após aula a bordo do barco Paradise na baia de Halong:

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Veja algumas variedades servidas nos diversos restaurantes do Sudeste Asiático:

Sopa Indochina

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Iniciamos nossa série sobre culinária do Sudeste Asiático com esta receita de sopa porque é o prato mais tradicional de toda a região. Embora de influência chinesa, esta sopa – muito leve, saudável e nutritiva – tanto é oferecida em todos os bufês de café da manhã ( e outras refeições)dos hotéis quanto é a comida mais popular servida nas ruas e mercados. É comum ver-se nesses locais uma mulher diante de um caldeirão de sopa servindo-a aos passantes, que se assentam em banquinhos muito baixos para tomá-las como primeira refeição do dia. Eu, particularmente, encantei-me com a sopa porque além de deliciosa, parece leve mas sustenta. Além disso, por ter substituído, todas as manhãs, pão, bolo e outros alimentos tradicionais do café da manhã ocidental por esta sopa, depois de 25 dias entre Tailândia, Laos, Camboja , Vietnã e Singapura voltei com uma pele maravilhosa!

Sopa de frango com vermicelli e folhas verdes

Esta sopa tem como ingredientes fundamentais: partes de frango com osso e pele (a cartilagem tem colágeno) mas pode ser também carne de porco – estas para se fazer um bom caldo, vermicelli ( aquela pasta de arroz branca e bem fininha), folhas verdes e broto de feijão. Para temperar é usado: limão, sal, alho, capim limão em folha ou em pó, galanga ( da família de gengibre) em pó e pimenta (usam bastante pimenta bem picante)

 

Para 2 pessoas, separe 4 coxinhas da asinha e para temperá-las: 1 limão tahiti, 1 colher de chá de sal com alho, 1 pitada de galanga (gengibre em pó) e outra de lemongrass ( capim limão em pó). Mais: 100 gr de vermicelli ( pasta de arroz bem fininha), um punhado de broto de feijão, cebolinha verde, salsa e folhas verdes – das que existem no Brasil, sugiro rúcula, acelga e alface americana. Pode acrescentar cogumelos frescos, ficará muito mais gostosa! Indispensável: molho de pimenta vermelha.

Primeiro tempere as partes do frango e deixe por 15 minutos. Esquente 1,5 litros de água. Leve-as a uma panela com 1 colher de sobremesa de óleo já aquecido e frite-as. Estando douradas, entorne toda a água, tampe a panela e deixe cozinhando por ½ hora, em fogo brando, ou até a carne ficar bem macia.

Enquanto isto, corte os vegetais e afervente o cogumelo fatiado. Tudo junto deve dar dois pratos de sopa bem cheios.

Pouco antes de servir a sopa, acrescente ao caldo fervente o vermicelli, mexa com um garfo para soltar os fios e imediatamente junte o broto de feijão, o cogumelo e os verdes. Conte 2 minutos e a sopa estará pronta. Nunca deixe passar desse tempo, pois as folhas murcharão e perderão suas vitaminas.

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Veja a nossa sopa feita em casa:

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Bolo de fubá e erva-doce

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Quer coisa mais mineira do que um bolo de fubá? E com um toque de erva-doce? Lembra a infância! Minha avó nasceu em Ouro Preto, a antiga capital de Minas Gerais, belíssima cidade de arquitetura barroca que é uma de nossas quatro joias mineiras que ostentam o título de Patrimônio Mundial da Humanidade. Lembro-me que, quando criança, nossas visitas à Ouro Preto sempre incluíam café com quitutes nas casas das tias de minha avó, senhorinhas quase centenárias. E nunca faltava bolo de fubá, meu predileto. Esta receita não é a original – é uma receita contemporânea, muito saudável, fácil e rápida de fazer e modificada para as pessoas sensíveis ao glúten e à lactose (e a ovos). Fico devendo a receita original ouropretana (vou tentar recuperá-la com as tias).

Bolo de fubá e erva-doce

Providencie estes ingredientes ( e tenha-os em casa se é alérgico ou intolerante ao glúten e à lactose) :1 xícara de chá de mix de farinha sem glúten (ou 1/2 de farinha de arroz e 1/2 de fécula de batata), 1 xícara de chá de fubá, ½ xícara de chá de óleo vegetal

½ xícara de chá de açúcar demerara, 3 ovos *(ou 3 colheres de sopa de linhaça + 6 colheres de sopa de água), 1 colher de sobremesa de semente de erva-doce e 1 colher de sopa de fermento químico.

Inicie untando a forma (dessas de furo no meio) com um pingo de óleo (passe um guardanapo para uniformizar) e polvilhe com o mix de farinha. Bata para tirar o excesso. Aqueça o forno a 200 graus.

Misture todos os ingredientes* e despeje na forma, dando umas pancadinhas nas laterais da forma para uniformizar a massa. Passe as costas de uma colher para aplainar.  Leve ao forno por 30 minutos ou até corar. Não abra o forno antes de, ao menos, 20 minutos de cozimento.

*Obs: se for usar ovos, misture a gema com o óleo e o açúcar e bata as claras à parte. Acrescente, aos poucos, as duas misturas aos ingredientes secos.

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Conserva de alho

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A maioria de nós brasileiros do Sudeste, como descendentes de portugueses, italianos ou espanhóis amamos alho e não deixamos de cozinhar sem ele. Tanto que o nome deste blog é “Sal com alho”, por ser a base de nosso tempero. Outras culturas nunca deixam de usar alho em sua alimentação, como a árabe e a oriental, de onde se conclui que a maior parte dos habitantes do mundo ( talvez 80% já que os chineses adoram alho). E, para a nossa sorte, o alho é fundamental para se ter uma boa saúde. Ter uma conserva de alho sempre pronta na geladeira (como os italianos fazem) é um grande “quebra-galho” , tanto para se comer pura como aperitivo quanto para adicionar a assados e outros preparos. A receita abaixo, usando pimentas e outros temperos, é sofisticada e deliciosa.

Conserva de alho

Separe estes ingredientes: 4 cabeças de alho descascados, 1 colher de chá de sal, 1 colher de chá de açúcar demerara (ou cristal), 3 folhas de louro, 10 grãos de pimenta-do-reino, 5 grãos de pimenta rosa, 3 grãos de pimenta zimbro, 3 hastes de cravo, 350 ml de vinho branco seco e 350ml de vinagre de maçã (esta quantidade equivale a 1 e 1/2 xícara de chá)

Misture todos os ingredientes em uma panelinha, com exceção do alho, e leve ao fogo, mexendo para dissolver o sal e o açúcar. Deixe ferver.

Acrescente o alho e espere ferver novamente. Quando ferver, conte dois minutos e está pronto.

Coloque o preparado em um vidro de conserva previamente bem limpo com álcool, feche bem e guarde na geladeira. Espere pelo menos 2 dias para saborear. É ótima para acompanhar pão de qualquer tipo.

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Patê light de couve-flor

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Há dias que queremos variar de geleia, requeijão ou manteiga no pão e saborear algo diferente. Pode também acontecer de chegarem visitas e não ter nada diferente para servir. Nesses casos e em outros mais, lembre-se dessa receitinha de uma pasta deliciosa e simples de fazer. Além disso, é light!

Patê de couve-flor

Ingredientes: use aquela couve-flor que está esquecida lá na gaveta da geladeira, azeite ou manteiga, ¼ de cebola, sal com alho e pimenta do reino. Mais ½ copo de requeijão e ¼ de garrafinha de leite de coco ( 50 ml.) Pimenta rosa e folhinhas de hortelã.

Corte um pedaço da couve-flor (de 1/4 a 1/6 dependendo do tamanho), retire as folhas, lave e cozinhe os buquezinhos no vapor para não perderem o sabor. Use uma peneira sobre água fervente para tal. Quando estiverem macios coloque-os no liquidificador.

Na mesma panela (sem a água), doure a cebola picadinha e tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Despeje no liquidificador. Acrescente 1/2 pote de requeijão light (ou creme de arroz para quem é intolerante a leite) e 50ml de leite de coco. Bata até ficar cremosa. Caso a pasta fique um pouco grossa, acrescente mais leite do coco, aos poucos (mais 50 ml no máximo).

Volte com a mistura para a panela e, em fogo baixo, acrescente algumas bolinhas de pimenta rosa. Misture bem. Se quiser engrossar ligeiramente, junte amido de milho dissolvido à parte com o mínimo possível de água. Despeje no creme e misture até obter uma consistência bem lisa. Deixe esfriar.

Decore o patê com bolinhas de pimenta rosa e pesto de hortelã.

Sirva com palitinhos de cenoura crua (que atendem pelo nome muito chique de “cruditée”) acompanhados de um pão italiano bem bonito e gostoso!

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Risoto de frutos do mar

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Risotto (grafia italiana) é de origem italiana, Paella (diz-se paelha) de origem espanhola e Mexido…bem, é claro que vou dizer que é de Minas Gerais! Os três são feitos tendo o arroz por base, misturado com o que tiver à mão ou o que der vontade de comer, como carnes e similares e também legumes e ovos. Recentemente descobri a versão asiática  (de influência chinesa) – o Arroz Frito. Originalmente eram comida de feirantes ou de gente pobre, feitos com sobras. Hoje são servidos nos melhores restaurantes, feitos com ingredientes finos.

O risotto costuma ser feito com manteiga ou azeite, a paella sempre com azeite e o mexido com gordura de porco, bacon e/ou manteiga. O arroz varia conforme a região, sendo que no risotto costuma-se usar os italianos, como o carnaroli ou o arbóreo. O risotto e a paella são feitos a partir do arroz cru, enquanto que no mexido usam-se ingredientes que já estão cozidos, logo, nos dois primeiros é preciso adicionar-se um caldo (ou água quente), o que não acontece com o mexido, que é mais seco.

O risoto (grafia brasileira) da receita de hoje é um dos mais pedidos em restaurantes por ser o predileto de quase todas as pessoas que gostam de frutos do mar. Dá um pouco de trabalho para preparar os frutos do mar para um risoto completo, mas é bem fácil de ser feito se já tiver os ingredientes limpos e picados (compre um kit para paella*).

*com frutos do mar frescos é muito, mas muito melhor!

Risoto de frutos do mar

O ideal é preparar antes um caldo com as carcaças de peixe e camarões juntando-se ainda cenoura, aipo, alho e cebola, pois o risoto ficará muito mais saboroso. Se não tiver como fazê-lo, use caldo em tablete.

Os frutos do mar: calcule cerca de 300 a 400 gr. de frutos do mar limpos por pessoa, podendo ser: peixe, camarão, lula, polvo, vieiras e mexilhões – ou então conte por unidades ou partes.

Pré-preparo: Do peixe será aproveitado apenas o filé e cortado em cubos médios. O camarão precisa ser bem limpo, inclusive retirando-se aquele fio preto que fica nas costas, usando-se uma faquinha. A lula precisa ser limpa e cortada em fatias. Ao polvo deve ser dado um choque térmico colocando-o em água fervendo e retirando-o tão logo se enrole, para tornar mais fácil seu corte em tronquinhos. As vieiras e os mexilhões devem ser retirados das conchas e lavados em água fria.  Reserve alguns camarões grandes com a cabeça e a casca e também alguns mexilhões dentro das conchas para colocar por cima do risoto se for servi-lo em uma travessa.

Outros ingredientes – calcule para cada 4 pessoas: 1 xícara de chá de arroz cru, 1 xícara de café cheia de cebola bem picadinha, 1 xícara de café de molho de tomate caseiro, 1 colher de sopa de pimentão vermelho picado miudinho, 1 colher de chá de sal com alho. Use 1 litro de caldo de peixe e/ou camarão ( feito em casa ou em tablete). Azeite a gosto.

Tempere tudo com limão e sal ( pouco!). Depois de meia hora, escorra bem.

Preparo: Tome uma panela grande, derrame e espalhe azeite de modo a cobrir o fundo com uma fina camada. Frite os camarões até ficarem rosados. Junte o polvo e as lulas e deixe que fritem, sem corar. Agora junte os mexilhões e as vieiras e mexa com cuidado ( com colher de pau) para não parti-los. Por último, junte o peixe, misture levemente e não mexa mais.

Afaste tudo para os cantos, acrescente mais azeite e frite a cebola, o sal com alho e o pimentão. Misture com cuidado. Repita a operação ao juntar o arroz, deixando que frite até ver que perdeu a cor branca. Se começar a agarrar no fundo, vá pingando o caldo.

Acrescente o caldo até cobrir tudo. Junte o molho de tomate e misture, sentindo que não há nada agarrado no fundo da panela. Prove o caldo. Se gostar, acrescente temperos, como açafrão (ou cúrcuma), pimenta e louro. Misture de novo. Vigie o cozimento acrescentando água fervente se necessário, até que o arroz esteja no ponto – não pode ficar duro nem empapado.

Se for servir em travessa, ou na própria panela, assim que colocar a ultima água no arroz disponha por cima de tudo os camarões e os mexilhões para decorar.

Há quem sirva o risoto com queijo parmesão ralado por cima. Fica a gosto!

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Laranjinha confitada

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Aprenda a confitar laranjinhas e dê um toque sofisticado ao seu chá da tarde, ao café servido após o almoço ou use essas delicadas delícias para incrementar a receita de panetone ou bolos. Se quiser dar um toque inusitado ao lombo ou pernil de porco sirva-as como acompanhamento. A mesma receita pode ser feita com limão ou lima.

Laranjinha confitada

Para 3 laranjas pera use 3/4 de xícara de açúcar cristal e a mesma quantidade de água. Primeiro misture o açúcar na água e leve ao fogo para fazer uma calda bem rala.

Corte a laranja em fatias finas e escorra. Coloque-as na calda para cozinhar até que a calda seque – vai ficar grossa e começar a escurecer. Neste ponto é importante tomar uma colher de pau e ir mexendo, no fogo baixo,  para que as fatias grudem a calda por igual até ficarem da cor dourada. Cuidado para não queimá-las!

Deixe secar e guarde em um pote com tampa hermética.

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Cordeiro assado

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Continuando o assunto da última postagem – sobre as maneiras de se preparar um cordeiro – aqui vai a nossa receita de família mineira de como fazer um cordeiro assado. É uma receita excelente para ocasiões festivas, como Ceia de Natal, Reveillon, almoço de Páscoa e acontecimentos familiares, quando planejamos o cardápio com antecedência e nos dedicamos ao preparo das comidas. Nada de complicado, só é preciso ter tempo. O segredo da carne macia está na marinada e no tempo de forno.

Cordeiro Assado

Considerando um pernil de 1,5 kg ( aumente proporcionalmente a quantidade de ingredientes se a peça for maior):

Ingredientes para a marinada: 1 cebola média cortada em cubos grandes, 1 molho de hortelã,
400 ml de vinho branco, 2 colheres de sopa de sal com alho (faça uma pastinha), 1 colher de sopa cheia de geleia de jabuticaba.

Para depois de marinar: sal grosso a gosto, 400 ml de caldo de carne caseiro e ramos de alecrim para decorar.

Tempere a peça com pelo menos 24 horas de antecedência. Faça furos na carne com um garfo, espalhe a pasta de sal com alho e a geleia de jabuticaba sobre ela. Coloque dentro de um saco plástico e junte também a cebola em cubos e o hortelã picado, espalhando embaixo e em cima da carne. Feche bem o saco, coloque numa assadeira e deixe na geladeira, virando a carne a cada 6 horas, em média.

Passadas as 24 horas (ou mais) e cerca de 3 horas antes de servir a carne (veja observação abaixo), retire a carne do saco, cubra-a com sal grosso a gosto e deixe por 30 minutos.

Pré aqueça o forno por 10 minutos. Retire o excesso de sal e transfira a carne para uma assadeira untada com um fio de azeite. Por cima, jogue a marinada, cuidando para que as cebolas fiquem nas laterais e o molho de hortelã por cima da carne. Cubra com o papel alumínio e leve ao forno.

Após 1 hora, retire a assadeira do forno, com cuidado. Descarte o papel alumínio e as folhas de hortelã e volte com a peça para o forno.

Esquente o caldo de carne caseiro (se for de cordeiro, melhor ainda). Mantenha-o aquecido para molhar a carne de 30 em 30 minutos.

A peça levará mais, no mínimo, 1h30′ no forno, então cuide dela nesse período: vire a carne na metade do tempo e não deixe que resseque. Ao final, ela estará corada e macia o suficiente para enfiar um garfão com facilidade.

Transfira para um prato grande e bem bonito e decore com ramos de alecrim.

Obs: Calcule, no mínimo, 1 hora de forno para cada quilo de carne. Se seu forno for fraco, aumente a temperatura para 200 graus. Porém se tiver tempo disponível e quiser aquela carne que desmancha, reduza a temperatura para 140 graus e espere por volta de 6 horas para degustá-lo. Não saia de perto, assim você poderá controlar o cozimento e não deixar que a carne fique seca. Garanto que valerá a pena!

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Costelinhas de cordeiro ao molho de mostarda

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Hoje pela manhã, na rádio CBN, o Sardenberg perguntou ao Rusty Marcellini, em seu programa sobre gastronomia, qual era a sua maneira predileta de comer um cordeiro. Rusty respondeu com um fato curioso que, apesar de conhecido pela maioria, ainda confunde muita gente. A carne de cordeiro é a carne avermelhada e macia do bicho jovem que vem a ser o filhote do carneiro com a ovelha. No Rio Grande do Sul, terra onde há tradição de se comer churrasco de cordeiro, nos bons restaurantes servem o cordeiro mamão, que é o animal novinho, que foi abatido antes de ser desmamado e por isto tem a carne bem macia. Não é pra confundir com carne de cabrito, que é o filho do bode com a cabra. Como o cabrito é normalmente criado em solo montanhoso, sua carne é mais escura e mais dura – e o sabor é bem diferente da carne do cordeiro. Quanto ao preparo, Rusty explicou que quando tem tempo gosta de preparar pernil ou paleta, que podem ser ao forno ou cozidos na panela – os dois preparos levam tempo e são mais indicados para um jantar, acompanhados de um vinho encorpado. Quando tem pressa, no almoço por exemplo, Rusty prefere preparar uma costelinha ou o lombo do cordeiro, que são as partes mais macias. Pede um vinho leve.

Assim, procurei na minha reserva de receitas não publicadas e achei um preparo de costelinha de cordeiro muito rápido e fácil de fazer. Esta receita ainda foi feita em Bruxelas, quando minha filha lá morava.

Costelinhas de cordeiro ao molho de mostarda

Compre as costelinhas já cortadas como mostra a foto. Tempere-as com molho de mostarda ( se quiser fazer em casa veja a receita aqui), sal e pimenta do reino. Deixe por 15 minutos.

Esquente um fio de óleo ou azeite em uma frigideira antiaderente. Doure as costelinhas de um lado. Quando notar que começam a sair umas gotículas de sangue, vire  e deixe corar do outro lado. Retire do fogo e sirva imediatamente. Veja na última foto o ponto da carne: deve ficar bem vermelha por dentro, mal passada.

Como acompanhamento sugerimos nhoque de mandioquinha salteado ao molho de tomate com manjericão fresco. Para colorir o prato, enfeite-o com vagens bem verdinhas.

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Ossobuco ao Carmenère

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Quer fazer um jantar diferente e sofisticado e que vai custar muito pouco? O ossobuco, uma carne muito saborosa porque está perto do osso, é servida nos melhores restaurantes do mundo! É considerada uma receita gourmet porque é cheia de minúcias- que você precisa seguir para ter um resultado além das expectativas. Aqui está a receita passo-a-passo, não há nenhuma dificuldade para fazê-la, só precisa de tempo – mas quem vai trabalhar é o fogo!

Ossobuco ao molho de vinho Carmenère

Ingredientes para 4 pessoas: 4 peças de ossobuco, 1 cenoura pequena,1 cebola,1/3 de talo de alho poró, 2 xícaras de caldo de carne caseiro,2 xícaras de vinho tinto Carmenère,1 colher de sopa de geleia de Carmenère (opcional), 1 colher de sopa de farinha de trigo (ou de arroz), 2 folhas de louro e 2 dentes de alho (opcional), sal e pimenta do reino a gosto.

Deixe a carne à temperatura ambiente e tempere com sal e pimenta do reino. Aguarde, ao menos, 30 minutos. Enquanto isso, leve um caneco com água ao fogo. Corte em pedacinhos a cebola e o alho poró, rale a cenoura. Aqueça o forno a 180 graus.

Espalhe a farinha sobre as peças de carne (dos dois lados) e coloque-as em um prato. Leve uma panela funda, de preferência de ferro, ao fogo alto e espere que fique bem quente. Coloque manteiga ou azeite e doure as peças de ossobuco dos dois lados. Retire, disponha-as em uma assadeira e deixe-as no forno para se manterem aquecidas.

Retiradas as peças de carne, mantenha a panela no fogo para dourar a cebola, acrescentando azeite, se necessário. Quando estiverem amolecidas, junte a cenoura e o alho poró. Misture. Pingue um pouco de água quente se preciso, até ficarem macias. Abaixe o fogo e, afastando os legumes para as beiradas, coloque o vinho tinto. Espere que o álcool evapore (cheire e saberá). Nesse ponto, acrescente a geleia de carmenère* e misture. Logo após, junte o caldo de carne e um pouco d’ água quente para formar um bom caldo.

Retorne com as peças de ossobuco para a panela, deixando-as submersas no caldo. Se preciso, junte um pouco mais de água quente, pelas beiradas, mas não muito, para não ficar aguado. Coloque papel alumínio sobre a panela e tampe-a. Caso a sua panela possa ir ao forno, diminua a temperatura até os 150 graus e deixe cozinhando por 2:30 horas. Caso contrário, deixe no fogo mais baixo que conseguir e vigie o cozimento de tempos em tempos : se é necessário pingar mais água para o molho não secar. O tempo de cozimento será o mesmo.

Após este tempo, veja se a carne pode ser partida com uma colher. A esta altura é possível que algum osso tenha se soltado. Retire as peças de carne com cuidado e coloque-as na mesma assadeira, conservando-a no forno desligado para não esfriar.

Coe o molho que sobrou e, desprezando o bagaço dos legumes, volte com o caldo restante para a panela. Aumente o fogo e engrosse o caldo (misture um pouco de amido de milho diluído em água ou farinha de trigo pré tostada, como preferir).Volte com a carne para a panela e já pode servir!

Fica delicioso com quase tudo: arroz, batatas, nhoque, massa, risoto… Na foto principal: massa caseira com recheio de peras caramelizadas e roquefort.
* para fazer a geleia leve uma panelinha ao fogo com o vinho e um pouco de açúcar e vá misturando com uma colher de pau até o ponto de geleia.

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Lasanha de frango

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Lasanha vem do italiano lasagna. É um dos pratos mais queridos dos brasileiros ( número 1 de venda de comida pronta da Sadia). É a pasta mais fácil de se fazer pois, se feita na máquina, basta passar no rolo quatro vezes até obter uma textura fina e depois cortar na diagonal em retângulos. Veja aqui a receita de como fazê-la em casa. Se não tiver máquina, use um rolo e aproveite para exercitar os músculos dos bíceps. Se achar trabalhoso, compre massa fresca, de preferência. Esta receita também pode ser feita com carne de boi – moída ( clique aqui) ou desfiada – e também com ragu de cordeiro (veja aqui a receita).

Lasanha de frango com muçarela

Primeiro faça o frango: passe as partes do frango com osso na água fervente, seque, tempere com sal e alho com antecedência de uma hora, frite no óleo até corar, vá pingando água quente até que fique macio, espere esfriar e desfie. Veja aqui a receita. Faça também um molho de tomates caseiro bem suculento (ou compre um de boa marca). O ideal para se obter um molho de frango para recheio de lasanha ou empadão é o seguinte: faça o frango com osso, depois que retirar a carne, volte com os ossos para uma panela onde já fritou, no óleo quente, cebola ralada e sal com alho. Acrescente o molho de tomates caseiro e o caldo do cozimento do frango, deixe cozinhar por 10 minutos. Coe o caldo e junte ao frango já desfiado.

Disponha lado a lado: o molho de frango desfiado, as fatias de muçarela e as fatias de massa de lasanha. Tome uma forma refratária, pincele uma fina camada de azeite  no fundo e nas laterais, assente a primeira camada de lasanha. Cubra com as fatias de queijo e depois uma camada do molho de frango. Repita uma ou duas vezes, conforme a quantidade. Termine com uma fatia de lasanha e salpique queijo ralado.

Há quem goste de entremear molho branco ou bechamel. Veja aqui a receita. Acho que fica um tanto enjoativo colocá-lo nas camadas mas é bom para pincelar a última camada de lasanha, para que não resseque quando levada ao forno.

Leve ao forno pré-aquecido na temperatura de 200 graus até verificar que a lasanha começa a borbulhar e está corada por cima. Sirva bem quente.

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Tortinha de carne irlandesa

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Em Dublin, capital da Irlanda, tem um lugar muito especial de nome Café en Seine*. Além de ser um dos bares mais famosos do mundo – que o torna um lugar super top e muito concorrido – tem uma decoração Art Nouveau riquíssima e um astral maravilhoso, ainda mais que é um templo do jazz e do whisky. Como sou louca por jazz e whisky é a minha bebida predileta, eu juro que pensei seriamente em pedir um emprego e ficar por lá.

UK - Ireland

UK – Ireland

Também foi em Dublin que visitamos a cervejaria Guiness e a destilaria Jameson (que passou a ser meu whisky predileto). Além de bebidas e coquetéis sensacionais, o bar oferece comidinhas muito especiais e uma das famosas receitas da casa é a tortinha de carne ( veja na foto principal que tirei lá no café), servida em porções individuais em tigelas de louça branca tipo bowl. Desde quando de lá voltei, a receita da torta incorporou-se, para sempre, ao cardápio de minha casa.

 

Torta de carne à moda do Café en Seine

A receita abaixo parece longa, mas é porque vai tudo muito explicadinho, para quem é inexperiente na cozinha. Para quem já sabe fazer a massa de torta ( chamada em Minas Gerais de massa podre) e também o picadinho de carne, a receita é muito simples.

Ingredientes para cada 4 pessoas:

Para a massa: 6 xícaras de farinha de trigo, 2 xícaras mal cheias de banha (gordura vegetal hidrogenada, aquela que vende em barra) e 3 gemas.

Para o picadinho de carne: 300 gr. de carne, 1 colherinha de café de sal com alho, 1 colher de chá de molho inglês, 1 pitada de pimenta do reino preta, 1 cebola ralada, 2 colheres de sobremesa de óleo, 1 xícara de chá de molho de tomate caseiro bem espesso. Se for seguir a receita original use 1 xícara de café de bacon picadinho.

Para o molho: 1 colher de sopa de manteiga, 1 colher de café de sal com alho, 1 cebola grande picadinha, 1 xícara de chá de leite, 1 colher de sobremesa cheia de amido de milho.

Recheio: 1 a 2 batatas inglesas e 1 cenoura picadinhas, 8 a 12 cogumelos ( prefiro o shitake).

Preparo da massa:

Considere para esta receita bowls ( travessas redondas) de louça branca com 12 cm. de diâmetro e 6 cm. de altura por dentro. Se não as tiver, a torta pode ser feita em uma tigela refratária de tamanho médio, com 4 a 5 cm de profundidade.

Primeiro limpe a bancada e coloque a farinha. Junte aos poucos a banha e vá trabalhando a massa com a ponta dos dedos até fazer como se fosse uma farinha grossa. Estando bem misturado, faça um montinho, abra um buraco no meio e junte as gemas de ovo. Sove até dar a consistência de massa de abrir. Se estiver esfarelando, junte um tiquinho de água morna. Se ficar muito mole, coloque mais farinha. Faça duas bolas com a massa, tendo 1/3 e 2/3 da massa cada bola. Para ficar mais fácil de abrir, guarde-as na geladeira envoltas em filtro plástico por 3 a 4 horas.

Forre a bancada com um pedaço de filtro plástico que dê para abrir a massa em cima. Tome a bola maior e passe o rolo até obter uma extensão que dê para fazer 4 círculos do tamanho de um prato raso, ou seja, suficiente para forrar o fundo e as laterais da tigela. Corte contornando o diâmetro do prato. Com a outra bola de massa faça os outros círculos menores para as 4 coberturas, estes, um pouco maiores do que a boca da travessa. Cubra os círculos com outros pedaços de filtro plástico. Reserve.

 

Preparo do picadinho de carne:

Corte a carne em cubinhos pequenos e tempere com sal, alho, molho inglês e pimenta do reino. Deixe descansando meia hora. Enquanto isto vá adiantando as outras coisas.

Prepare um molho de tomates espesso, sem tempero ( veja aqui a receita do nosso molho de tomates caseiro).

Esquente ½ litro d’água em um caneco. Em uma frigideira, frite o bacon (se for usá-lo) no óleo e em seguida a carne, até ficar corada. Junte a cebola, frite até dourar e depois acrescente o molho de tomates. Vá pingando água quente pelas beiradas até a carne ficar bem macia. Retifique o tempero. Reserve.

 

Preparo do recheio:

Cozinhe os legumes ao dente e corte-os em cubinhos pequenos. Reserve.

Corte os cogumelos e reserve.

Preparo do molho para o recheio:

Deite a manteiga em uma frigideira, acrescente os cogumelos e deixe que comecem a corar. Junte 1 xícara de café de água quente e espere que amaciem. Tempere com um pouquinho de molho inglês e pimenta do reino. Junte a cebola, o sal com alho e deixe dourar. Acrescente metade do leite e misture. Dissolva o amido de milho no restante do leite, junte e misture bem. Junte os legumes e misture.

Por último, junte o picadinho de carne com tomates. Reserve.

Preparo das tortinhas no forno:

Pré-aqueça o forno a 200 graus. Tome cada bowl e forre-o com o círculo maior (tire o plástico de baixo), deixando que sobrem as beiradas para fora (tire o plástico de cima). Preencha com o recheio (espere esfriar). Cubra com o círculo menor, aperte as beiradas com a ponta dos dedos e corte o excesso de massa. Torne a apertar bem. Faça com uma faquinha uma pequena cruz no centro da torta para que a cobertura não suba e arrebente no forno. Com as sobras da massa, faça tirinhas para enfeitar. Para ficar brilhante, pincele a cobertura com uma mistura de gema de ovo com um pouquinho de água.

Abaixe o forno para 180 graus e coloque os bowls no forno para assar a massa, dentro de uma assadeira grande. Quando a cobertura estiver corada, estarão prontas!

* não deixe de ver: http://cafeenseine.ie/galleries/

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Salada de bacalhau com feijão fradinho

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Uma das receitas mais tradicionais de Portugal é esta salada que pode ser servida morna ou fria. O melhor feijão para ser feita é o fradinho – aquele que tem uma pintinha preta.  E deve-se fazer com as sobras do bacalhau, aqueles fiapos que retiramos das beiradas do lombo de bacalhau, que precisam estar bem dessalgadas.

Salada de bacalhau com feijão fradinho

Para 250 gr. de bacalhau, calcule a mesma quantidade de feijão. Pique bacon (se desejar), 1 dente de alho, 1/2 cebola branca pequena, salsinha e cebolinha verde. Separe o sal e o azeite. Misture o alho bem batido com o sal.

Primeiro dessalgue o bacalhau, que precisa ficar na água, no mínimo, por 24 horas. Durante este tempo, troque a água cinco vezes.

Cozinhe o feijão, que precisa ficar bem firme, ao dente.

Leve uma frigideira ao fogo e frite o bacon, se desejar incluí-lo. Retire. Acrescente azeite,  junte a cebola picadinha e espere amaciar. Acrescente o bacalhau e misture. Deixe que comece a fritar. Afaste-o para as beiradas, coloque mais azeite no centro da frigideira e frite o sal com alho e o feijão. Misture tudo, volte a juntar o bacon, se quiser.

Um pouco antes de servir, junte a cebolinha e a salsinha picadinhas e misture.

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