Canjica para aquecer o inverno

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Aproveite o inverno e não deixe de comer canjica! Se neste ano as festas juninas foram prejudicadas (em vão!) pela Copa, faça a canjica em casa – não fique na vontade! Nesses dias friozinhos, preparar e servir uma canjica gostosa e quentinha é uma boa. Dica: cozinhe a canjica e guarde em partes no refrigerador pois assim você pode prepará-la rapidamente quando bater aquela vontade de comer nas tardes de fim de semana ou à noite. Ou, quem sabe, até no café da manhã, pois é um prato leve e que sustenta bastante.

Canjica com amendoim e côco

Esta é a canjica que gosto de preparar, bem temperadinha.

Considere 100 gr. de canjica por pessoa, ou seja, uma xícara de café do milho para canjica cru. Para 6 pessoas, irá precisar também de 1 xícara de chá de leite ( pode ser mais) e 1 xícara de café de leite condensado, ½ xícara de café de côco ralado e igual quantidade de amendoim torrado e moído. Para temperar: 1 colher de chá de canela, 6 cravos da índia e 1 colher de sopa de açúcar, se gostar de canjica bem doce (eu não ponho açúcar).

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Primeiro coloque a canjica de molho de um dia para o outro. Depois cozinhe na panela de pressão com 3 dedos de água acima do nível da canjica. O tempo de cozimento vai depender da canjica. Melhor deixar por uns 20 minutos e conferir.

Guarde a canjica cozida no refrigerador ou transfira a quantidade que vai fazer para a panela onde irá prepará-la, com a água do cozimento, que deve ter virado um caldo grosso, tipo papa.

Acrescente o leite e o leite condensado. Coloque côco ralado e amendoim conforme o seu gosto. Junte a canela e os cravos. Prove. Misture tudo e continue mexendo. Se precisar, coloque mais leite até o ponto que desejar, pois tem gente que gosta mais rala e outros, mais encorpada. Se for guardar a canjica pronta será necessário acrescentar leite ao esquentar novamente. Sirva bem quente.

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Torta waffle de chocolate

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Torta waffle de chocolate

Esta torta é simplesmente maravilhosa, além de muito fácil de fazer. A receita deve ser preparada de véspera e dá para 8 pessoas.

Veja o que precisa comprar: 1 pacote de waffle de chocolate com recheio branco, 1 caixa de Bis com cobertura de chocolate branco, 1 lata de creme de leite, 1 lata de leite condensado, 1 barra de chocolate meio- amargo de 400 gr. , 1 sachê de gelatina incolor e manteiga.

Vai precisar de uma forma daquelas que o fundo solta, com 18 cm de diâmetro.

Primeiro despedace bem o waffle e misture com 1 colher de sopa rasa de manteiga até formar uma massa. Forre o fundo da forma com esta massa. Reserve. Use ½ do sachê de gelatina ( ou 1 colher de chá cheia) e ½ xícara de café de água para fazer a gelatina. Coloque na geladeira. Bata no liquidificador o leite condensado todo, ¾ da lata de creme de leite e ¾ do pacote de Bis. Acrescente a gelatina já endurecida, fora do liquidificador, e misture bem. Despeje este creme na forma. Misture a barra de chocolate já picada com o restante do creme de leite e leve ao fogo baixo para derreter e incorporar um ao outro. Deixe esfriar um pouco e cubra o recheio que já está na forma. Despedace o restante do Bis e cubra a torta para enfeitar. Leve à geladeira e deixe de um dia para o outro.

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Salada de Frutas Cremosa

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Este ano o calor está custando a ir embora! Que delícia que o verão esse ano veio esticado. Então para refrescar e também recuperar das comilanças de Páscoa, nada melhor do que uma salada de frutas.

Para a salada que costumo preparar, escolho as frutas mais cremosas e suculentas, bem brasileiras. Portanto, nada de melão nem de pedaços de laranja. O que também diferencia esta salada é o suco que tem um toque especial que dá corpo e sabor à salada.

Pique as frutas que mais gostar em pedaços pequenos e de tamanho semelhante. As que escolhi foram: 1 banana, 1 mamão papaya, 1/2 manga, 1 maça, 2 pêras pequenas e 6 morangos. Desta vez não tinha em casa, mas às vezes coloco também lascas de ameixa, que vão muito bem.

Separe uma parte do mamão (mais ou menos 1/4 de mamão papaya) e bata com 1 copo de suco de laranja. Se aumentar a quantidade das frutas, aumente também a quantidade de suco. Acrescente à mistura 1/2 pacote de gelatina em pó dissolvida (sem sabor ou de morango) em 1/2 copo de água morna.

Agora junte o suco às frutas e misture tudo. Gosto tanto desta salada que até dispenso a sobremesa de chocolate!

Tortas vienenses

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Viena é famosa pela qualidade de sua “pasticérie” e tudo começou, por mero acaso, no ano de 1832. Hóspedes importantes iriam jantar em um conhecido hotel e, justo neste dia, o chef de cozinha adoece e falta ao serviço. Seu jovem aprendiz, Franz Sacher ( pronuncia-se sárrah), prepara como sobremesa uma torta de chocolate de sua invenção, que foi muito elogiada. Passam, desde então, a ser fornecedores oficiais da Casa Real, inclusive da Imperatriz Elizabeth (a Sissi). A Torta Sacher torna-se famosa em todo o Império Austro-Húngaro. Vem gente de todo o mundo saboreá-la e hoje a torta é um importante produto de exportação da Áustria.

O segredo da receita da Torta Sacher, que é feita em 36 passos, é guardado a sete chaves. Só o mestre confeiteiro tem acesso à tal receita, que exige uma perfeita harmonia na mistura dos ingredientes e uma determinada temperatura e humidade do ambiente onde é preparada. Usualmente pede-se um café para depois da torta.

Outras tortas e sobremesas são servidas. Viena também é conhecida pela qualidade de seus chocolates.

O Café Sacher também serve pratos leves, como o Salmão marinado ao azeite balsâmico e ervas, que eu pedi e estava perfeito.DSCN0424

Torta de Limão

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Para seguir a feijoada que preparamos em um domingo desses (aguarde receita no blog) estava em busca de uma sobremesa leve, refrescante e que agradasse à todos. Foi então que lembrei que minha cunhada Lu havia me contado sobre a torta de limão que ela faz e é deliciosa. Nesta torta, temos a combinação perfeita do doce com um azedinho no fundo de seu recheio macio sobre uma massa fininha e leve.

A receita é tão simples que ela sabia de cabeça e já começou a recitar na mesma hora e eu corri para anotar. Agora que descobrimos que é tão simples, o perigo é querer fazer todo final de semana. Então vamos à

Torta de Limão da Lu

Você vai precisar de: um pacote de biscoito maizena, cerca de 200gr de manteiga, três latas de leite condensado, 5 limões, 4 claras de ovo, cerca de 1 xícara de açúcar refinado e raspas de limão. É melhor que os ingredientes estejam em temperatura ambiente: a manteiga fica mais fácil de misturar e as claras ficarão em neve perfeita! Além disto, uma forma de torta com aro removível (a minha tinha 26cm de diâmetro), batedeira, liquidificador e ralador.

Começe preparando a massa de biscoito, triturando os biscoitos maizena no liquidificador. Transfira para um vasilhame e misture a manteiga com os dedos aos poucos até formar uma massa compacta, mas que ainda esfarele. Guarde um pouco da manteiga e unte a forma. Reserve.

Bata na batedeira o leite condensado com o suco dos limões. Vá adicionando o limão aos poucos para testar o azedume perfeito. Está na hora de pré-aquecer o forno.

Agora espalhe a massa de biscoito na forma aos poucos, com muito capricho. Para a forma de 26cm a quantidade de massa foi exata para fazer uma massa super fina, mas que não quebre ao servir. Confesso que dá mesmo medo de não conseguir cobrir tudo, mas ajeita daqui, ajeita dali e no fim dá certo. A dica é colocar uma camada fina nas laterais até a altura desejada (de 4 a 6 cm). Depois, com o que sobrou espalhe sobre o fundo igualmente. Atenção: a tendência é acumular massa na junção na lateral com o fundo. Cuidado para que isto não aconteça, distribuindo os excessos igualmente. Depois despeje o recheio branco de leite condensado e reserve.

Bata as claras em neve na batedeira, ou à mão se preferir. Só depois que a neve estiver formada, acrescente açúcar refinado aos poucos e com cuidado. Não coloque açucar demais senão as claras em neve ficam pesadas e caem. Sem perder tempo, usando uma colherinha, vá tirando o suspiro e colocando-o às colheradas sobre o recheio, decorando como mostra a foto. Rapidamente, raspe o limão por cima e coloque a torta no forno, já aquecido a 200°C. Deixe no forno só a conta de corar por cima, cerca de 20 minutos. 

Coloque a torta na geladeira e deixe para desenformar quando for servir. Dica da Lu: É melhor fazer de véspera porque no dia seguinte fica muito mais gostosa. Eu segui e não me arrependi. Difícil é esperar o dia seguinte para comer.

Mais uma dica da Lu: você pode substituir o suco de limão por suco de maracujá! Pode usar o suco concentrado tipo Maguari ou natural. Guarde as sementes e coloque por cima para enfeitar. Já estamos doidas pra testar!

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Mousse de goiabada

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Boa esta de misturar ingredientes de Minas Gerais com inspiração francesa. Dá certo demais! A última que inventamos – justo porque eu tinha esquecido de comprar a barra de chocolate – foi esta mousse. Já tinha iniciado a mousse quando…cadê o chocolate? Ixa…não tem nenhum. Procura um substituto! Qual o mineiro que não tem uma barra de goiabada em casa? Pois foi a dita cuja que foi parar na panela e deu nesta gostosura!

Mousse de goiabada

Antes de começar a receita, veja se tem: goiabada, claro; 1 sachê de gelatina em pó, 4 ovos, 1 lata de leite condensado e 1 de creme de leite.

Primeiro, se a goiabada for de barra, corte ¼ da barra e derreta, levando os pedaços com um pouco d’água ao fogo baixo. Se já for de goiabada de colher, faça o mesmo, só para ralear. Deve dar uma xícara de chá quase cheia de calda de goiabada em ponto mole.

Dissolva ½ sachezinho de gelatina em pó em 1 xícara de café de água e leve ao forno micro ondas por 30 segundos. Reserve. Bata 4 claras em neve, ou seja, até ficar uma espuma branca espessa. Misture a gelatina já fria às claras e reserve. Separado, misture o leite condensado com o creme de leite e a goiabada. Junte este creme, aos poucos, às claras batidas e misture tudo bem de leve. Coloque a mousse em uma travessa de vidro, a que vai servir. Leve à geladeira por cerca de 4 horas ou até verificar que endureceu.

Em tempo: se for o contrário, ou seja, não tem goiabada em casa mas tem uma barra de chocolate meio amargo de 170 gr. , aproveite e faça a famosa mousse de chocolate. Derreta o chocolate com um pouco de leite e no resto, a receita é a mesma!

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Deliciosa tarde de verão na Alessa

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Dia destes, nossa querida amiga, proprietária da Alessa Gelato & Caffè, convidou o blog Sal & Alho para uma degustação de sorvetes!!!!

Foi um encontro de amigas, mães e filhas.  Além de termos provado sabores surpreendentes e absolutamente maravilhosos de sorvetes de diversos tipos, foi “aquela” aula sobre o preparo.  Um toque da razão do sucesso da Alessa: profunda paixão e dedicação dos sócios durante 7 anos, matéria prima de primeiríssima e um mestre sorveteiro italiano!

Saímos de lá com uma vontade danada de juntar as ideias. Chegamos em casa e logo preparamos algumas receitas de saladas com sorvete para este verão.  Ficaram deliciosas e claro, super refrescantes.  Estas saladas serão publicadas durante o 2o. Festival de Saladas, em fevereiro.

Agora…rã, rã… vamos matar todos vocês de inveja… só tem um jeito de não ficarem tão tristinhos… ir lá na Alessa muitas vezes!

Degustação de sorvetes da Alessa

Sorbets

São sorvetes feitos a base de frutas e água, sem leite. Para os sensíveis à lactose é um presente do céu! As frutas são compradas de fornecedores especiais e, mesmo assim, são selecionadas uma a uma, pois tem que estar no ponto certo de maturação.  Entre os diversos sabores, foram escolhidos: Limão, Framboesa e Manga com gengibre.

Frutas à base de creme

O leite para o preparo da base vem direto de um fazenda mineira especialmente escolhida, pois precisa ter um percentual de gordura maior que o leite comum.  Isto permite que não se acrescente nenhum tipo de gordura artificial, tipo hidrogenada. Além de conferir muito mais sabor, é mais saudável.  Assim, os sorvetes da Alessa se enquadram no padrão internacional Premium.  Algumas frutas ficam perfeitas nessa base cremosa.  Selecionados para provarmos: Côco, Banana e Amarena. Divinos!

Três cremes

Para aprendermos a distinguir os sabores, serviram os três tipos fundamentais, completamente diferentes: Creme, Baunilha e Iogurte.  Excelentes para acompanhar tortas e sobremesas.

Mineiros

Claro, não podia deixar de ser! Influência da sócia mineira. Acertou em cheio! Fantásticos: Mineirinho (queijo com doce de leite), Romeu e Julieta (goiabada com queijo minas) e Canela (aquele gostinho de leite queimado da roça!)

Italianos

Desta vez, ideias do mestre sorveteiro, que escolheu aqueles que mais adora de sua terra natal: Zabaione, Tiramisu e Mascarpone com frutas vermelhas. Cada um mais sensacional que o outro, sabores inusitados e preparo sofisticadíssimo!

Castanhas

São à base de creme, cada um feito com um processo diferente para guardar o sabor da castanha: o de Pistache, o de Nozes e o de Castanha do caju (este, feito com pequenas castanhas caramelizadas para permanecerem crocantes)

Doces de Leite

3 sabores maravilhosos à base de doce de leite, receita artesanal que mistura o doce de leite mineiro com o argentino.  O doce de leite clássico, o Alessa, que leva doce de leite mesclado, e o Pé de moleque.

 Chocolates

Esta rodada foi a preferida das apaixonadas pelo chocolate, e quem não é? Veio o sucesso da casa que é o Andrea, também o Azteca que é um Sorbet (agradeci de joelho poder me esbaldar de sorvete de chocolate sem lactose, uau!) e o Gianduia (indescritível, o mesmo sabor daquele chocolatinho de papel dourado do Piemonte na Itália)

Doces

A última rodada não foi de sorvetes, mas nem por isto menos deliciosa.  Provamos o doce de leite fabricado pela Alessa, e também dois sabores de Alfajor.

Sobremesa Alessa

Ao terminarmos, ninguém conseguiu chegar a um acordo sobre o seu próprio sorvete predileto; na verdade, saímos da mesmice de pedir sempre a mesma coisa para descobrirmos que nosso paladar se abre com prazer a novas descobertas!

O fato misterioso foi que degustamos uma tacinha de cada um destes sorvetes (epa, 24!) e ainda deu vontade de provar dos outros sabores expostos ali no cardápio da loja.  Aí então foi que eu, que detesto sabores muito doces, daqueles que fazem cosquinha no céu da boca, acreditei que os sorvetes da Alessa são mesmo fabricados com um tipo de açúcar especial, que por ter um sabor mais pronunciado pode ser usado em quantidade muito menor, tornando os sorvetes muito menos calóricos! Outra: também detesto coisa muito gelada, pois me dói o céu da boca; só que os sorvetes Alessa são naturalmente cremosos e consequentemente menos gelados, e também mais intensos pois não têm adição artificial de ar (isto mesmo, injetam ar nos sorvetes industrializados para apresentarem mais volume!). Maravilha, agora é que vou mesmo mergulhar de cabeça nos sorvetes! Não resistimos e levamos para casa caixas e caixas de sorvete, afinal, como contar de nossa aventura gastronômica sem levar nem um tiquinho para quem amamos? Falando nisto, posso dar uma paradinha aqui na nossa conversa pra ir ali na minha geladeira degustar meu sorvete predileto? Hum…te pago um lá na Alessa se adivinhar qual!

Peras a Belle Hélène

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O nome em francês ainda é mais poético

Poires à La Belle Hélène (pronuncia-se puar, com o r se elevando e se perdendo no ar).

Há anos preparo esta doce delicadeza, mas só agora, escrevendo para o blog, estava a pensar quem teria criado esta sobremesa com o nome de uma mulher. Hélène…teria sido a amante do confeiteiro? Nada disto! Pois não é que nos idos de 1864 estreou com muito sucesso em Paris a ópera “La Belle Hélène” , de Jacques Offenbach, inspirada na lenda da nossa conhecida Helena de Troia, tida como uma das mulheres mais belas da história. Já naquela época, a fina flor da sociedade parisiense saia do teatro e ia badalar nos restaurantes da moda. O chef Auguste Escoffier cria então esta receita com peras cozidas em calda de açúcar e servida com sorvete de baunilha e calda de chocolate. Fez tanto sucesso que hoje, passados exatos 150 anos, a receita sobreviveu a todos estes personagens.

Na versão que faço, uso aquelas pêras mais duras e pequeninas, conhecidas como portuguesas. Preparo uma calda rala de água com açúcar e, à medida que vou descascando as peras (deixo o cabinho), coloco-as para cozinhar na calda. Assim que começam a amolecer, rego a calda com vinho tinto e deixo que as peras fiquem cozidas (testo se o garfo penetra na pera). Deixo que as pêras esfriem na própria panela do cozimento para que a calda com vinho possa entranhar.

O sorvete ideal para acompanhar é aquele de baunilha da Alessa.

Para a calda de chocolate, aquela prática que todo mundo deve saber fazer: 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, 1 colher de sopa cheia de chocolate solúvel da Nestlé ( aquele dos fradinhos) + a mesma quantidade de açúcar, ou então 2 colheres de sopa cheias de Nescau ou Toddy e ½ a 1 xícara de café de leite. Derreta a manteiga e junte o chocolate e o açúcar (ou o Nescau). Misture, junte o leite até formar uma mistura bem homogênea e deixe ferver até o ponto de calda.

Sal com Alho

Sirva individualmente, em cada pratinho ou taça, uma pêra resfriada, uma bola de sorvete e regue com a calda quente. É de se comer de joelhos, lembrando que Páris pediu, de joelhos, que Helena fugisse com ele para Troia.

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Descobrimos um dos segredinhos da Alessa!

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Depois de tanto trabalho para preparar a ceia de Natal e da inevitável comilança nas festas, pensamos que nossos amigos gostariam de uma sobremesa leve e que não desse trabalho para fazer. Pensamos então em…sorvete! Hum…mas teria que ser um sorvete muito especial…já sei! Na Alessa tem!

Fomos as duas para a Alessa, uma sorveteria gourmet – na verdade é muito mais que uma sorveteria! – que fica em Belo Horizonte, na esquina de rua São Paulo com rua Tomé de Souza, no sofisticado bairro de Lourdes. Além das muitas opções de sorvetes incríveis, ainda havia várias tortinhas com a cara melhor do mundo na vitrine. Mas, não vamos perder o foco, saboreamos o cardápio com os olhos e decidimos pelo Granada.

Dali a dois minutos vieram as taças: uma calda vermelha fumegando e ao lado, um sorvete de creme com pequenas castanhas de caju caramelizadas. O rapaz colocou o sorvete na taça com a calda e der-re-teu…hum, delícia, delícia! Brincando de detetives, resolvemos adivinhar a receita! Vimos logo que a calda era um coulis de frutas vermelhas, mas o sorvete…bem, o sabor era  muito diferente dos sorvetes de creme que tem por aí. Pedimos ajuda.

Primeiro ponto: os sorvetes da Alessa são feitos a partir do leite integral especial que vem de uma fazenda mineira, toda a gordura é natural! Nada de leite comum espessado com gordura hidrogenada e outros espessantes artificiais. Os produtos da casa são 100% naturais. Ficamos sabendo também que as castanhas  recebem uma caramelização especial finíssima antes de serem misturadas ao sorvete. Segundo ponto: tudo feito com alta tecnologia sob a batuta de um mestre sorveteiro italiano residente na casa! Conclusão: impossível fazer em casa um sorvete como os de lá!  Tudo bem, é possível fazer o coulis: a receita que já sabemos e que passamos para vocês aqui e…o segredinho da Alessa: acrescentar uma pitadinha de pimenta do reino para realçar o sabor adocicado. O melhor de tudo é que, pelo nosso interesse, recebemos um convite para uma degustação de sorvetes em janeiro e sairá tudo no blog! Aguardem!

Coulis de frutas vermelhas

Escolha frutas vermelhas firmes e bem maduras, como morangos pequenos, amoras, framboesas e cerejas. Lave, tire os cabinhos e deixe secar bem. Coloque-as em uma vasilha de vidro ou louça e polvilhe com açúcar cristal. Dê uma revirada e polvilhe de novo até que as frutinhas fiquem envolvidas no açúcar. Retire o excesso de açúcar que porventura ficar no fundo. Deixe na geladeira, absorvendo o açúcar por 12 horas.

Vire as frutas e o caldo em uma panela e leve ao fogo baixo. Pegue um batedor e macere as frutas até que fiquem em pedacinhos. Não coloque água. Salpique um tico de pimenta do reino em pó ( truque da Alessa). Assim que começar a ferver, pode desligar. Guarde na geladeira em um pote fechado (pode guardar por bastante tempo, desde que bem acondicionada). Esquente antes de servir.

O coulis é ideal para acompanhar sorvetes, sobremesas com chocolate, tortas e bolos. Fica sofisticado e delicioso!

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Rabanadas deliciosas da nossa infância

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Acredita que esta receita tem mais de quatrocentos anos? Ora, pois, pois! Faz parte da tradição portuguesa de Natal e também das festividades natalinas de outras terras, como Espanha e México.

Agora que você vai saber fazer esta receita rápida e deliciosa, que aproveita pão dormido e outros ingredientes básicos que sempre temos em casa, estreie na manhã do dia 25 de dezembro mas…pode continuar fazendo o ano inteiro!

 Separe quatro pratos fundos, uma frigideira baixa e larga e uma espátula.

Vai precisar de pão dormido, leite, açúcar, canela, ovo, manteiga e papel para retirar o excesso de gordura.

Corte o pão de trigo comum – pãozinho de sal ou francês – em fatias de 1 cm; pode cortar atravessado para as fatias ficarem maiores.

Para uma porção de 6 a 8 fatias:

Em cada um dos pratos coloque: 1o. – uma xícara de leite, 2o. – um ovo inteiro batido, 3o. – uma colher de sopa de açúcar refinado (pode ser meia a meia com açúcar mascavo) e uma colher de café de canela , 4a. – papel toalha.

Esquente a frigideira com uma colher de sopa de manteiga. Passe cada fatia de pão dos dois lados, primeiro, ligeiramente no leite só para umidecer, depois rapidamente no ovo batido, tirando o excesso com os dedos. Disponha na frigideira de modo a ficar uma ao lado da outra. Deixe fritar até dourar o lado de baixo, vire com a espátula e deixe corar do outro lado. Retire e passe para o  papel toalha. Vire de um e do outro lado e imediatamente passe na mistura de açúcar com canela.  Frite em conjunto de seis a oito fatias ( ou o que couber na frigideira em uma única camada). Entre uma e outra fritada, retire a panela do fogo para esfriar um pouquinho e renove a manteiga.

O segredo é fazer bem rápido para que consiga levar à mesa todas quentes. Bom demais para comer com café!

 Quando meus filhos eram pequenos eu fazia com eles uma linha de produção: uma no leite, outra no ovo,  eu na frigideira e o mais velho no papel e no açúcar.  Era uma diversão e tanto! Lembranças gostosas que não esqueceremos nunca!

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Bolo Quádruplo de Chocolate

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Já que sábado é o dia oficial de sair da dieta, se jogue de cabeça. Eu tenho a seguinte teoria: se for para sair da linha, é bom que valha a pena. Pois este bolo vale.

Na nossa cozinha, não existe receita exata nem sagrada. A gente sempre pega uma coisinha aqui, outra ali, adapta, reinventa e faz do nosso jeitinho. Pois essa eu peguei da Nigella, quem mais entende de gordices. (receita original em inglês aqui). Segue a minha versão traduzida.

Bolo Quádruplo de Chocolate

Sal com Alho

O nome já indica que a dose de chocolate é quádrupla: chocolate em pó, gotas de chocolate (como para cookies), calda de chocolate e lascas de chocolate. Preparados?

Antes de tudo retire a manteiga, o ovo e o creme de leite da geladeira. Depois, ligue o forno à 170ºC e posicione a grelha no meio. Prepare uma forma de bolo inglês (26cm x 10cm 6x cm) forrando com o papel manteiga. Dica: posicione a forma sobre o papel e certifique-se que, de cada lado, sobrem bordas que sejam maiores do que a profundidade da forma. Corte o papel paralelamente ao rolo e depois, uma diagonal em cada ponta, até alcançar a forma. Coloque o centro do papel no centro da forma e ajeite as bordas na lateral, como se estivesse embrulhando um presente.

Separe também uma batedeira e uma espátula de silicone.

Dose os ingredientes com cuidado: 200gr de farinha de trigo (ou duas xícaras bem cheias), 280gr de açúcar refinado (ou duas xícaras cheias), 50gr de chocolate em pó (verifique na embalagem a relação de dose x peso, o que eu uso equivale a 5 colheres de sopa), 175gr de manteiga sem sal (use a manteiga em barra, assim você poderá conferir o peso na embalagem), 2 ovos grandes, 1 colher de sopa de extrato de baunilha, 80ml de creme de leite (uma xícara de café bem cheia), 125ml (pouco mais de meio copo) de água fervendo, 1 colher de chá de fermento em pó instantâneo, 175gr de gotas de chocolate. Normalmente essas gotas são difíceis de se encontrar em supermercados comuns. Se preferir, compre uma barra de chocolate culinário e corte em pedaços pequenos utilizando uma tábua para cortar e repique com uma faca bem grande.

Para a calda: uma colher de sopa de chocolate em pó, 125ml de água (pouco mais de meio copo), 100gr de açúcar  refinado (uma xícara cheia) e 25 gr de chocolate meio-amargo.

Coloque na batedeira os seguintes ingredientes: farinha de trigo, açúcar, chocolate em pó, manteiga, ovos, extrato de baunilha e creme de leite. Bata até obter uma mistura macia e cremosa. Desligue a batedeira, ajeite as bordas com uma espátula de borracha e mexa um pouco, certificando-se de que a mistura está homogênea também no fundo. Ligue a batedeira de novo e vá adicionando a água fervente aos poucos, com muito cuidado para não espirrar. Olha lá, se as espátulas da máquina não estiverem totalmente imersas na mistura quando você ligá-la, depois vai ter que tirar chocolate até do teto.

Desligue, adicione o fermento e mexa com cuidado. Depois adicione as gotas ou pedaços de chocolate e continue mexendo usando a espátula de silicone. Despeje a mistura na forma e coloque no forno, por aproximadamente uma hora. Você saberá que está pronto quando fizer uma rachadura no meio e, ao inserir um palito de dente ele sairá limpo. Como é um bolo bem molhado e suculento, não se assuste se o palito sair molhado de chocolate.

Um pouco antes do bolo ficar pronto, digamos depois de uns 45 minutos, coloque os ingredientes da calda em uma panelinha e deixe ferver por 5 minutos. A calda deve reduzir , ficar bem escura até o açúcar começar a dar borbollha. Desligue.

Retire o bolo do forno, coloque sobre um descanso e em seguida espete aqui e ali com o palito de chocolate. Derrame a calda por cima e deixe que o bolo a absorva devagar. Huummmm. Resista à lamber a calda antes da hora.

Espere que esfrie antes de tirar da forma. Retire com cuidado, removendo o papel manteiga. Se começar a despedaçar, não se desespere, com certeza estará bem molhadinho e saboroso. Pegue a barra de chocolate que sobrou, segure sobre o bolo e tire lascas com a ajuda de um ralador grosso.

Se desejar, transfira para um prato de porcelana e retorne ao forno por 5 minutos antes de servir. Um bolo quente com sorvete é dos deuses.

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