Involtini di zucchini

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Por favor, não chame esta receita de canelone de abobrinha perto de uma italiana. Em homenagem à uma das cozinhas que mais adoro, resolvi colocar o nome em italiano, mas é receita da minha casa que eu nem lembro se fui eu que inventei. De toda forma, a gente chama de canelone só porque é enrolada.

 Abobrinha enrolada com carne (pode ser feita com berinjela)

Prepare a carne de panela antecipadamente. Depois, vai precisar de 1 abobrinha grande, molho de tomate caseiro e pesto ( ou azeite e ervas frescas)

 

Desfie a carne cozida miúda e junte molho de tomate, de modo que fique bem molhadinha. Corte fatias finas da abobrinha de comprido, usando um cortador. A abobrinha permanece com casca e sementes. Coloque as fatias em uma panela, salpique um tiquinho de sal e abafe (tampe) só para amaciar e ficar mais fácil de enrolar.

Coloque uma colher de café cheia da carne com o molho dentro de cada fatia e enrole. Disponha os rolinhos em uma travessa refratária. Se tiver pesto* pronto passe sobre os rolinhos. Se não tiver, pique miudinho ervas verdes frescas tipo salsinha, cebolinha e manjericão e salpique sobre os rolinhos. Cubra com um fio de azeite e leve ao forno até ver que a abobrinha está cozida.

Se preferir fazer com berinjela, a receita é a mesma. Porém, não se esqueça que berinjela escurece depressa e depois não presta mais. Para que isto não aconteça, assim que cortar as fatias, mergulhe-as em água. Depois escorra e prossiga o preparo da receita.

* para fazer o pesto: pique as ervas bem miudinho, geralmente é feito com manjericão sozinho, ou com salsinha e cebolinha junto. Misture azeite. Coloque no banho maria ( é quando você coloca uma panela com água fervendo e outra dentro com o que quer fazer, no caso, o azeite com ervas) e deixe ferver em fogo brando por um bom tempo, ou seja, até que o azeite fique verde. Se quiser sofisticar, adicione pinhole (ou nozes/ ou castanha do pará) picado bem miúdo.

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Salada de Frutas Cremosa

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Este ano o calor está custando a ir embora! Que delícia que o verão esse ano veio esticado. Então para refrescar e também recuperar das comilanças de Páscoa, nada melhor do que uma salada de frutas.

Para a salada que costumo preparar, escolho as frutas mais cremosas e suculentas, bem brasileiras. Portanto, nada de melão nem de pedaços de laranja. O que também diferencia esta salada é o suco que tem um toque especial que dá corpo e sabor à salada.

Pique as frutas que mais gostar em pedaços pequenos e de tamanho semelhante. As que escolhi foram: 1 banana, 1 mamão papaya, 1/2 manga, 1 maça, 2 pêras pequenas e 6 morangos. Desta vez não tinha em casa, mas às vezes coloco também lascas de ameixa, que vão muito bem.

Separe uma parte do mamão (mais ou menos 1/4 de mamão papaya) e bata com 1 copo de suco de laranja. Se aumentar a quantidade das frutas, aumente também a quantidade de suco. Acrescente à mistura 1/2 pacote de gelatina em pó dissolvida (sem sabor ou de morango) em 1/2 copo de água morna.

Agora junte o suco às frutas e misture tudo. Gosto tanto desta salada que até dispenso a sobremesa de chocolate!

Torta de Limão

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Para seguir a feijoada que preparamos em um domingo desses (aguarde receita no blog) estava em busca de uma sobremesa leve, refrescante e que agradasse à todos. Foi então que lembrei que minha cunhada Lu havia me contado sobre a torta de limão que ela faz e é deliciosa. Nesta torta, temos a combinação perfeita do doce com um azedinho no fundo de seu recheio macio sobre uma massa fininha e leve.

A receita é tão simples que ela sabia de cabeça e já começou a recitar na mesma hora e eu corri para anotar. Agora que descobrimos que é tão simples, o perigo é querer fazer todo final de semana. Então vamos à

Torta de Limão da Lu

Você vai precisar de: um pacote de biscoito maizena, cerca de 200gr de manteiga, três latas de leite condensado, 5 limões, 4 claras de ovo, cerca de 1 xícara de açúcar refinado e raspas de limão. É melhor que os ingredientes estejam em temperatura ambiente: a manteiga fica mais fácil de misturar e as claras ficarão em neve perfeita! Além disto, uma forma de torta com aro removível (a minha tinha 26cm de diâmetro), batedeira, liquidificador e ralador.

Começe preparando a massa de biscoito, triturando os biscoitos maizena no liquidificador. Transfira para um vasilhame e misture a manteiga com os dedos aos poucos até formar uma massa compacta, mas que ainda esfarele. Guarde um pouco da manteiga e unte a forma. Reserve.

Bata na batedeira o leite condensado com o suco dos limões. Vá adicionando o limão aos poucos para testar o azedume perfeito. Está na hora de pré-aquecer o forno.

Agora espalhe a massa de biscoito na forma aos poucos, com muito capricho. Para a forma de 26cm a quantidade de massa foi exata para fazer uma massa super fina, mas que não quebre ao servir. Confesso que dá mesmo medo de não conseguir cobrir tudo, mas ajeita daqui, ajeita dali e no fim dá certo. A dica é colocar uma camada fina nas laterais até a altura desejada (de 4 a 6 cm). Depois, com o que sobrou espalhe sobre o fundo igualmente. Atenção: a tendência é acumular massa na junção na lateral com o fundo. Cuidado para que isto não aconteça, distribuindo os excessos igualmente. Depois despeje o recheio branco de leite condensado e reserve.

Bata as claras em neve na batedeira, ou à mão se preferir. Só depois que a neve estiver formada, acrescente açúcar refinado aos poucos e com cuidado. Não coloque açucar demais senão as claras em neve ficam pesadas e caem. Sem perder tempo, usando uma colherinha, vá tirando o suspiro e colocando-o às colheradas sobre o recheio, decorando como mostra a foto. Rapidamente, raspe o limão por cima e coloque a torta no forno, já aquecido a 200°C. Deixe no forno só a conta de corar por cima, cerca de 20 minutos. 

Coloque a torta na geladeira e deixe para desenformar quando for servir. Dica da Lu: É melhor fazer de véspera porque no dia seguinte fica muito mais gostosa. Eu segui e não me arrependi. Difícil é esperar o dia seguinte para comer.

Mais uma dica da Lu: você pode substituir o suco de limão por suco de maracujá! Pode usar o suco concentrado tipo Maguari ou natural. Guarde as sementes e coloque por cima para enfeitar. Já estamos doidas pra testar!

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Batata ao murro

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Todo mundo acha este nome engraçado e pergunta o porquê. Coisa de português que é literal, ou seja, leva tudo ao pé da letra. Ora, pois, pois! Esta batata tem este nome porque leva um murro!

 Batata ao murro

Como a batata brasileira é ótima de textura e sabor porém é dura, pré cozinhe na panela de pressão até que fique no ponto de enfiar um garfo e estar cozida e firme (depende de cada panela e do fogo, normalmente seriam 10 minutos depois que a panela apita). Tire a batata da panela, deixe esfriar um pouco , enxugue e enrole em papel laminado. Leve ao forno quente por 10 minutos.

Retire e leve à mesa ainda embrulhada. Na hora de servir, dê um murro com o punho na batata. Abra o embrulho, retire-a de dentro, coloque no prato e regue com o molho de sua preferência.

Sugestão de molhos:

1 – manteiga ou azeite misturado com ervas frescas picadinhas. Pode ser salsinha e cebolinha, ou estas duas com alecrim, ou só alecrim.

2 –  bacon cortado bem miudinho e frito.

3 – molho branco misturado com algum queijo. A melhor combinação é com gorgonzola, depois com provolone ou queijo minas, ou outro queijo qualquer de massa amarela.

4 – ideal para acompanhar bacalhau, neste caso, regue com o caldo da receita do bacalhau.

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Espetinho de frango – comida de bar em casas

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Sábado é dia de cerveja gelada, ainda mais com este calor! Lá pro meio dia dá uma fome daquelas… Já reclamaram: e o almoço, cadê? Nem se sabe a que horas vai sair.  Hora de enrolar com algo fácil de preparar. Tem criança em casa? Elas adoram!

Espetinho de frango

Veja se tem: peito de frango desossado, cebola, tomate e pimentão. Óleo e sal com alho. Vai precisar também daquele espetinho de madeira que você compra no mercado ou supermercado (é bom já ter em casa).

Passe o peito do frango na água fervente e tire o excesso de gordura. Corte em cubos grandes ( 3×3 cm) e tempere com sal e alho. Se quiser mais temperadinho, acrescente pimenta do reino em pó ou molho inglês. Corte os tomates em quatro e depois em oito, no sentido contrário e tire as sementes, de modo a obter cubos do tamanho do corte do frango. Pique a cebola também em quatro e depois cada parte ao meio. Corte o pimentão em quadrados de 2×2 cm. Se quiser, pode colocar bacon, cortando as fatias em quatro.

Agora já pode montar os espetinhos, colocando entre cada dois cubos de frango, um de cada: tomate, pimentão e cebola (mais o bacon). Coloque os espetinhos em uma travessa refratária ou assadeira untada com óleo e leve ao forno a 250o . Cubra com papel alumínio até o frango amaciar, depois retire-o e deixe corar.

Sal com Alho

Se não tiver espetinho em casa, disponha o frango entremeado com os outros ingredientes e leve ao forno assim mesmo. Neste caso, pode acrescentar cubos de batata. Pode até regar com a cerveja. Com água na boca é que você não vai ficar!

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Peras a Belle Hélène

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O nome em francês ainda é mais poético

Poires à La Belle Hélène (pronuncia-se puar, com o r se elevando e se perdendo no ar).

Há anos preparo esta doce delicadeza, mas só agora, escrevendo para o blog, estava a pensar quem teria criado esta sobremesa com o nome de uma mulher. Hélène…teria sido a amante do confeiteiro? Nada disto! Pois não é que nos idos de 1864 estreou com muito sucesso em Paris a ópera “La Belle Hélène” , de Jacques Offenbach, inspirada na lenda da nossa conhecida Helena de Troia, tida como uma das mulheres mais belas da história. Já naquela época, a fina flor da sociedade parisiense saia do teatro e ia badalar nos restaurantes da moda. O chef Auguste Escoffier cria então esta receita com peras cozidas em calda de açúcar e servida com sorvete de baunilha e calda de chocolate. Fez tanto sucesso que hoje, passados exatos 150 anos, a receita sobreviveu a todos estes personagens.

Na versão que faço, uso aquelas pêras mais duras e pequeninas, conhecidas como portuguesas. Preparo uma calda rala de água com açúcar e, à medida que vou descascando as peras (deixo o cabinho), coloco-as para cozinhar na calda. Assim que começam a amolecer, rego a calda com vinho tinto e deixo que as peras fiquem cozidas (testo se o garfo penetra na pera). Deixo que as pêras esfriem na própria panela do cozimento para que a calda com vinho possa entranhar.

O sorvete ideal para acompanhar é aquele de baunilha da Alessa.

Para a calda de chocolate, aquela prática que todo mundo deve saber fazer: 1 colher de sobremesa rasa de manteiga, 1 colher de sopa cheia de chocolate solúvel da Nestlé ( aquele dos fradinhos) + a mesma quantidade de açúcar, ou então 2 colheres de sopa cheias de Nescau ou Toddy e ½ a 1 xícara de café de leite. Derreta a manteiga e junte o chocolate e o açúcar (ou o Nescau). Misture, junte o leite até formar uma mistura bem homogênea e deixe ferver até o ponto de calda.

Sal com Alho

Sirva individualmente, em cada pratinho ou taça, uma pêra resfriada, uma bola de sorvete e regue com a calda quente. É de se comer de joelhos, lembrando que Páris pediu, de joelhos, que Helena fugisse com ele para Troia.

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Salada Caprese – o par perfeito

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Nascidos um para o outro: o tomate e a muçarela. Reza a lenda que, no Monte Solaro, na ilha de Capri, no sul da Itália, vivia uma cabra que tinha a mania de comer tomates e manjericão da horta de uma cantina. Como a cabra dava muito leite, a dona da cantina fazia queijo muçarela com o excedente do leite. Um dia, sem ter o que servir a um viajante que chegou de repente, buscou um tomate e um raminho de manjericão na horta. Cortou o tomate e a muçarela em fatias e com o manjericão picado, azeite e um pouquinho de sal marinho fez um pesto (molho). O cliente disse que nunca tinha comido uma salada tão fresca e tão deliciosa! Daí, batizou a salada de Caprese e fez a maior propaganda. Por causa desta salada, a cantina  tornou-se um restaurante famoso.

Gosto de fazer esta salada com tomate maçã  cortado bem fino e muçarela de búfala – que é a que temos fresca no Brasil – cortada em fatias. Misturo manjericão fresco picadinho com azeite e um pouco de sal e coloco sobre os tomates e a muçarela já dispostos no prato. Pode acompanhar com salada de folhas.

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Rabanadas deliciosas da nossa infância

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Acredita que esta receita tem mais de quatrocentos anos? Ora, pois, pois! Faz parte da tradição portuguesa de Natal e também das festividades natalinas de outras terras, como Espanha e México.

Agora que você vai saber fazer esta receita rápida e deliciosa, que aproveita pão dormido e outros ingredientes básicos que sempre temos em casa, estreie na manhã do dia 25 de dezembro mas…pode continuar fazendo o ano inteiro!

 Separe quatro pratos fundos, uma frigideira baixa e larga e uma espátula.

Vai precisar de pão dormido, leite, açúcar, canela, ovo, manteiga e papel para retirar o excesso de gordura.

Corte o pão de trigo comum – pãozinho de sal ou francês – em fatias de 1 cm; pode cortar atravessado para as fatias ficarem maiores.

Para uma porção de 6 a 8 fatias:

Em cada um dos pratos coloque: 1o. – uma xícara de leite, 2o. – um ovo inteiro batido, 3o. – uma colher de sopa de açúcar refinado (pode ser meia a meia com açúcar mascavo) e uma colher de café de canela , 4a. – papel toalha.

Esquente a frigideira com uma colher de sopa de manteiga. Passe cada fatia de pão dos dois lados, primeiro, ligeiramente no leite só para umidecer, depois rapidamente no ovo batido, tirando o excesso com os dedos. Disponha na frigideira de modo a ficar uma ao lado da outra. Deixe fritar até dourar o lado de baixo, vire com a espátula e deixe corar do outro lado. Retire e passe para o  papel toalha. Vire de um e do outro lado e imediatamente passe na mistura de açúcar com canela.  Frite em conjunto de seis a oito fatias ( ou o que couber na frigideira em uma única camada). Entre uma e outra fritada, retire a panela do fogo para esfriar um pouquinho e renove a manteiga.

O segredo é fazer bem rápido para que consiga levar à mesa todas quentes. Bom demais para comer com café!

 Quando meus filhos eram pequenos eu fazia com eles uma linha de produção: uma no leite, outra no ovo,  eu na frigideira e o mais velho no papel e no açúcar.  Era uma diversão e tanto! Lembranças gostosas que não esqueceremos nunca!

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Bruschetta al pomodoro

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Sal com Alho

Aprendi com amigos na Itália a fazer este canapé que prima pela simplicidade, tanto na receita como no sabor genuíno. Com os italianos tenho aprendido que não precisa complicar nem usar muitos ingredientes para se fazer uma boa comida – o importante é que os ingredientes sejam excelentes.

Sempre temos em casa uma baguete ( pão de sal de formato fino e comprido) dormida (chamamos assim quando foi comprada no dia anterior e passou a noite “dormindo”), azeite, sal e alho. O melhor tomate para a brusquetta é o italiano, aquele em formato de ovo, bem vermelho e maduro. O manjericão você pode colher da sua hortinha, é muito fácil de cultivar até em um vasinho na janela.

Corte o pão em fatias de 1 a 1,5 cm de espessura. Um dica para as fatias de pão ficarem maiores é cortar a baguete na transversal. Se o pão ainda estiver macio, leve as fatias ao forno para que fiquem mais firmes, sem deixar corar.  Enquanto isto, corte os tomates em cubinhos pequenos e pique as folhinhas do manjericão. Numa frigideira, passe um fio de azeite, dê uma mexida rápida nos tomates, acrescente o sal e o manjericão; dê uma revirada e assim que os tomates ameaçarem se desfazer já está pronto. Se os tomates estiverem bem firmes e bem vermelhos, nem precisa ir ao fogo. Tire o pão do forno, disponha as fatias no prato que vai servir. Esfregue um dente de alho sobre cada fatia de pão. Em seguida, com uma colherzinha, coloque os tomates, ainda quentes, sobre as fatias de pão. Simples assim! Sirva  imediatamente. Se quiser deixar pré-preparado, é só dar uma esquentadinha no forno antes de servir.

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