Purê de banana da terra

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Este purê é ideal para acompanhar qualquer tipo de carne – seja de boi, porco, cordeiro, frango ou peixe. O importante é ser feito com banana-da-terra bem madura; também é necessário que a banana cozinhe até quase desmanchar.

Até alguns anos atrás, este purê era considerado comida de roça, de gente simples. Há uns dez anos os chefs começaram a valorizar a culinária regional brasileira e assim este purê virou prato gourmet. Hoje pode ser degustado nos melhores restaurantes, em receitas assinadas por chefs famosos. Mas não tem mistério não! Como este blog conta tudo, aqui vamos ensinar como se faz.

Purê de banana-da-terra

Separe 3 bananas-da-terra grandes e bem maduras, 1 colher de sopa de açúcar mascavo, 1 colher de sopa de manteiga, sal e pimenta a gosto.

Cozinhe as bananas em panela de pressão por aproximadamente 40 minutos após pegar pressão.

Resfrie e descasque-as.

Em outra panela, derreta a manteiga, junte o açúcar*, misture e imediatamente acrescente as bananas. Mexa bem com uma colher de pau, em fogo médio, para que as bananas se desmanchem. Cozinhe, mexendo para não agarrar no fundo da panela, até secar o excesso de líquido que irá de formando. Acerte o ponto do sal e da pimenta (a gosto) para que o purê não fique completamente doce. Sirva quente.

Obs.: * a coloração do purê dependerá do quão madura está a banana. Caso esteja bastante madura, é normal o purê ficar mais escuro e mais doce. Neste caso, acrescente o açúcar aos poucos, para que possa dosar a quantidade.

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Almoço mineiro em Tiradentes

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No último final de semana fomos à cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, para a inauguração do Museu de Sant’Ana. É mais um presente que Minas ganha do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, criado e presidido por sua dinâmica e dedicada filha Ângela Gutierrez. Em 1998, Ouro Preto ganhou o Museu do Oratório; em 2005, Belo Horizonte recebeu o Museu de Artes e Ofícios. Neste último 19 de setembro foi a vez de vermos a antiga Cadeia de Tiradentes transformada no esplêndido museu dedicado às 291 imagens de Sant’Ana, descobertas e trazidas pela colecionadora de vários estados do Brasil e agora doadas por esta extraordinária mulher ao Patrimônio Histórico para constituir este museu.

Vá conhecer os dois outros museus (se ainda não foi) e o novíssimo Museu de Sant’Ana, pois têm obras belíssimas e são muito interessantes.

Porém este é um blog de gastronomia! Aqui compartilhamos os deliciosos pratos e doces da tradicional culinária mineira servidos no almoço de sábado, após nossa visita ao museu.

O conhecido chef Cantídio Lanna preparou para esta ocasião especial – vejam por ordem das fotos:

1- Cuscuz com açafrão, linguiça defumada e feijão roxinho, acompanhado de crespinho de couve;

2- Galinhada (nesta sou craque, passarei a receita em breve);

3 – Lombo de pirarucu (peixe grande encontrado nos rios da Amazônia) com ora-pro-nobis ( folha de uma trepadeira do mato muito comum no interior) e purê de banana da terra ( este estava divino, vou tentar repetir e passarei a receita);

4- Jarré de porco com angu (preparado de fubá com água) e mostarda (trata-se de uma folha de horta um pouco amarga muito apreciada no interior de Minas).

Vejam a maravilha dos doces mineiros – nome nas fotos:

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Doces cristalizados: laranja, mamão verde, abóbora moranga, abacaxi e figo

Estes doces merecerão receitas feitas uma a uma: com tempo iremos preparando e publicando. Minha avó, nascida em Ouro Preto, fazia muitíssimo bem todos eles e tive a chance e a sorte de aprender com ela.