Frango à Creole

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A culinária Creole é típica do estado da Louisiana, ao sul dos Estados Unidos. Trata-se de uma mistura das heranças francesa e africana dos imigrantes que vieram, no século 18, das colônias francesas de Antilhas, Martinica e Haiti. A base dos temperos é sempre o sal, o alho, a cebola, a páprica; ervas de origem européia como o tomilho e a sálvia, e as diversas pimentas locais, como a caiena, a verde e a jamaica. Como é uma região de pântanos e mangues, a alimentação é rica em peixes e mariscos; há ainda muitas receitas tradicionais com carne de porco e frango.

Dentre as muitas receitas da culinária creole, cajun e caribenha que tive a oportunidade de conhecer e provar no cruzeiro que fiz ao Caribe, em agosto de 2014, a bordo do Norwegian Gateway (do qual apresentei uma série de coquetéis) escolhi este preparo de frango para testar em casa – sem ter a receita, baseando-me na experiência visual, no aroma e no paladar. Ficou delicioso e fará, doravante, parte das receitas de minha casa. Confesso que o sabor ficou diferente, pois reduzi drasticamente as pimentas e especiarias, porém tornei-o mais palatável ao nosso gosto. Se quiser fazer a receita à legítima maneira creole, é só colocar muita pimenta caiena e abusar da páprica e do tomilho.

Frango à Creole

Esta receita foi feita para 4 pessoas, tomando, portanto, 8 partes de coxas, sobrecoxas e sobrepeitos de frango. Separe: 2 cebolas grandes, 2 tomates maduros e grandes, 1 lata de milho verde, a mesma quantidade de favas, 1/2 xícara de café de ketchup, a mesma quantidade de molho de tomate, 2 colheres de óleo. Na falta da sálvia, coloquei um ramo de salsinha. Prepare o tempero do frango: 1 colher de sobremesa rasa de sal, 3 dentes de alho triturados, 1 pitada de páprica, outra de tomilho em pó, outra de pimenta caiena. Misture estes temperos em 1/2 xícara de rum ou de vinho branco e espalhe uniformemente pelas partes do frango. Deixe descansar no tempero por meia hora. Antes de colocar o frango na panela, passe-o no ketchup.

Pique a cebola em gomos, primeiro em 4 e depois em 12 partes. Pique o tomate em 8 e depois cada parte ao meio (veja a foto). Bata metade do milho no liquidificador. Reserve.

Antes de começar o preparo do frango, coloque água para ferver a fim de fazer um caldo de legumes. Dentro da água, coloque 1 cenoura, 1 cebola e 1 talo de aipo picados.

Se quiser fazer a base do frango à legítima maneira creole, inicie fazendo o tradicional “roux”: coloque na panela 2 colheres de farinha de trigo e mexa com uma colher de pau até adquirir um tom bege. Junte 2 colheres de manteiga e misture bem. Nesta mistura, antes que escureça, passe as partes do frango. No entanto, é preciso prática para, logo de cara, não queimar a comida. Se preferir um jeito mais fácil de fazer, deite 2 colheres de óleo ao fundo da panela e frite o frango junto com metade da cebola. Assim que for fritando, vá pingando, pelas bordas da panela, o caldo de legumes até que este atinja a metade da altura do frango (veja a primeira foto acima). Acrescente o molho de tomate, o milho batido e as ervas. Misture. Prove o tempero. Acrescente sal, páprica e pimentas à gosto. Baixe o fogo, tampe a panela e deixe o frango cozinhar. À medida que for secando, vá completando com o caldo quente, de modo a manter o frango semi submerso.

 

Quando espetar o garfo e verificar que o frango já está quase macio, junte o restante da cebola e o tomate picados. Misture e deixe cozinhar mais um pouco. Ao final do cozimento, junte o milho e as favas. Misture e prove o tempero novamente.

Sirva quente, acompanhado de arroz branco.

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Strogonoff de carne – o famoso

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No final da década de 1960, Belo Horizonte ainda contava com poucos restaurantes ( hoje são 18,6 mil  estabelecimentos de alimentação fora do lar! ). Diferente de hoje, quando tudo acontece na rua, aniversários e outra datas importantes eram comemorados em casa. Em alguma data especial, quando se convidava gente fina para um jantar alinhado, o chique era servir strogonoff de filé. Conta a lenda que foi inventado por um russo, o Conde Stragonoff, que criou a receita original  à base de picadinho de carne com creme de natas e tomates.

Pouca gente sabia prepará-lo tão bem como era servido no saudoso Chez Bastião, durante muito tempo o mais tradicional bar e restaurante da cidade, inaugurado em 1965, onde o strogonoff se tornou o prato mais tradicional do cardápio. No final da década de 1970, quando eu já tinha idade suficiente para frequentar um restaurante à noite, o Chez passou a ser o meu local favorito, só por causa do strogonoff. Por mais que eu pedisse, nunca deram a menor dica da receita; pois não sosseguei enquanto não preparei o prato tal e qual era lá servido. Então aqui vai a receita, que não é a original nem do Conde nem do Chez mas, com certeza, passa bem perto.

Strogonoff de filé

Na verdade esta receita pode ser feita com qualquer carne de boi, mas a receita do Chez Bastião era com filé de primeira qualidade. O segredo – preste atenção que isto é essencial – é cortar a carne da maneira certa. Veja Dica- como cortar um filé.

Considere 200 gr. de filé por pessoa, logo, um filé médio de 2 quilos dá para 10 pessoas. Aqui vamos considerar que você já aproveitou a parte do meio do filé para fazer outras receitas, como medalhão ou rosbife e que deixou as pontas para fazer o strogonoff. Vamos considerar então uma receita para 4 pessoas. Além da carne vai precisar de 1 cebola, 2 colheres de sopa de molho de tomates, 1 colher de sobremesa de ketchup, ½ xícara de café de vodka e 1 xícara de café de creme de leite.

Corte a carne em bifes de 1 cm, depois torne a cortar os bifes em tiras no sentido contrário. Faça uma mistura de sal e alho triturado, gotas de molho inglês, uma pitada de páprica doce, outra de pimenta do reino e folhas de louro. Acrescente um pouquinho de água para fazer uma salmoura. Coloque a carne no tempero por 15 minutos a ½ hora.  Rale a cebola e reserve.

Coloque uma colher de sopa de óleo na panela e deixe que fique bem quente. Escorra a carne do tempero e coloque para fritar. Revire de um lado e outro até que fique corada. Ponha água para esquentar em um caneco à parte. Agora flambe a carne: esquente a vodka em uma concha sobre a trempe do fogão e assim que pegar fogo na bebida, deite-a sobre a carne. Cuidado, pois a chama pode ficar alta. Assim que o fogo apagar sozinho, coloque mais um pouquinho de óleo e frite a cebola no meio da panela, tomando cuidado para que a borra da carne não fique preta. Junte o molho de tomates e misture para que frite também. Acrescente devagar a água quente pela beiradas da panela, a conta de quase cobrir a carne, raspando bem, com uma colher de pau, o fundo e as beiradas para que toda a borra se incorpore ao caldo. Abaixe o fogo e espere que a carne fique bem macia. Ao final do cozimento, o caldo deve ficar a conta de quase cobrir a carne. Acrescente o ketchup e prove o tempero. Se o cozimento tiver sido feito corretamente, não precisa engrossar o caldo com farinha de trigo, mas se ficar ralo, tire um pouco do caldo, misture à parte com uma colher de sobremesa rasa de farinha de trigo já torrada e volte com a mistura para a panela. Misture bem até começar a ferver. Na hora de servir, acrescente o creme de leite e misture. Assim que começar a ferver, desligue. Está pronto!

Sirva com arroz branco e batatas douradas.

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