Pudim de chocolate com frutas secas

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Pudim de chocolate , assim como mousse, tem várias receitas. Esta é preparada com um ingredientes muito tradicional de nome Maria Mole. Lembro que, desde criança, eu já preparava sobremesas usando este pó da marca Dr. Oetker, que dá consistência às sobremesas como se fosse uma gelatina. Existe Maria Mole sem sabor, sabor côco e o de chocolate, que usei nesta receita.

Pudim de chocolate, nutella e côco com Maria Mole

Além de 1 pacote de Maria Mole sabor chocolate, separe: 1 caixa de leite condensado e outra de creme de leite, 1 garrafinha de leite de côco e 2 colheres de sopa cheias de Nutella com avelãs. Via precisar também de manteiga.

Dissolva a Maria Mole na água conforme as indicações contidas na caixinha. Misture, na batedeira ou no liquidificador, o leite condensado, o creme de leite, a Nutella, o leite de côco e a Maria Mole já preparada.

Tome uma forma de pudim e pincele-a com manteiga sem sal, de preferência.Despeje o creme e leve à geladeira por 6 horas.

 

Calda de chocolate com frutas secas

Para a calda separe: 1/2 xícara de chá de cada um desses ingredientes: achocolatado, açúcar e leite. Mais: 1 colher de sopa rasa de manteiga e 1 colher de mel. Misture tudo e leve ao fogo baixo até obter uma mistura homogênea e da consistência de calda. Separe o equivalente a 2 xícaras de chá com frutas secas picadas. Nesta receita usei damascos, figos, ameixas pretas, passas pretas e brancas, amêndoas e nozes. Junte a calda de chocolate às frutas secas e reserve.

Na hora de servir:

Para desenformar o pudim sem quebra-lo a dica é colocar a forma por segundos sobre uma panela de água fervendo (veja na foto acima). Mas atenção: não é para colocar a forma dentro da água, é só para esquenta-la um pouquinho, a conta do pudim desagarrar da forma. Tome um prato grande e raso, coloque sobre a forma e vire os dois juntos de cabeça para baixo. Na hora de servir, esquente e calda ligeiramente e vire-a sobre o pudim.

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Manjar de côco com calda de ameixa

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Quem já leu histórias do tempo do Brasil Colônia deve ter encontrado alguma descrição das sobremesas famosas nesta época.

Alguns ingredientes eram abundantes por aqui, como o açúcar, o leite, o côco, o milho e diversas frutas nativas. Desde o século 16, a economia brasileira tinha o açúcar como principal produto de exportação. O costume de se beber leite e usá-lo na preparação de alimentos veio com os portugueses colonizadores que importaram gado leiteiro para o Brasil. O côco veio das costas d’África, junto com os escravos. A palmeira ou coqueiro se aclimatou tão bem no país que em pouco tempo já fazia parte da paisagem de nossas praias como se nativo fosse.

Uma destas sobremesas, bem popular, era o manjar feito com leite e açúcar, posto a secar por horas, em tacho de cobre no fogão a lenha. Depois que encorpava, acrescentava-se o leite de côco e o amido de milho (nativo do Brasil) para engrossar. Como calda, fazia-se uma compota de ameixas, fruta muito comum no país.

Desde os anos 1950 o consumo de leite condensado popularizou-se, facilitando a nossa vida. Também tem-se o leite de côco já pronto, mas o manjar feito com o côco natural é muito mais gostoso. As ameixas também já são vendidas secas, basta colocá-las a cozinhar mais um pouquinho em uma calda de açúcar queimado.

Manjar de côco com calda de ameixas

Veja os ingredientes que vai usar: 1 lata de leite condensado, 2 latas de leite integral (use a mesma lata como medida), 1 xícara de chá de leite de côco natural* e 4 colheres de sopa cheias de amido de milho ( Maizena)

Bata tudo junto no liquidificador. Leve a mistura ao fogo médio, mexendo sempre com uma colher de pau até dar consistência de mingau grosso. Vai levar cerca de 20 minutos para cozinhar.

Escolha uma forma dessas de furo no meio e passe em seu interior um cubo de gelo. Escorra o excesso de água. Despeje o mingau, deixe esfriar e depois leve à geladeira por cerca de 4 horas.

Para o preparo da calda, tire o caroço de 15 ameixas pretas ( empurre o caroço para fora, sem cortar). Faça um calda rala de açúcar queimado e junte as ameixas, deixando que cozinhem mais um pouco.

Sabe fazer a calda de açúcar? Ponha água para esquentar em um caneco. Coloque em uma frigideira 5 colheres cheias de açúcar cristal e deixe que derreta, misturando sempre com uma colher de pau. Assim que ficar da cor de caramelo, abaixe o fogo e vá entornando a água quente devagar pelas bordas. Continue misturando até o açúcar derretido dissolver por completo e formar uma calda rala.

Dica- leite de côco caseiro

Compre um côco maduro, ou seja, já marrom e peludinho. Fure-o e retire a água. Quebre-o (eu acho mais fácil jogá-lo no piso de pedra, mesmo que seja da calçada!) Estando partido em dois ( ou mais) pedaços, coloque-os sobre a chama do fogão até chamuscar.Tire do fogo, deixe esfriar um pouco e com a ponta de uma faca solte a noz branca. Retire a pele marrom com uma faca. Corte o côco branco em fatias finas. Bata-as no liquidificador com água quente – o nível é a conta de cobrir o côco. Tome um pano de prato limpo e esterilizado – daquele tipo de pano de saco – e coloque o líquido dentro, como se fosse dentro de um saco. Esprema, ainda morno, sobre um caneco. Pronto! Você tem um leite de côco maravilhoso!

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Pudim Brigadeiro

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Este pudim é um aperfeiçoamento do brigadeiro, como se isto fosse possível!

Quem sabe fazer brigadeiro? Todo brasileiro acima de 5 anos de idade. Quem sabe a história de como surgiu o brigadeiro? Pois vou contar. No sul do Brasil existia um docinho feito com açúcar, leite, manteiga e chocolate que tinha o nome de negrinho. Em 1946, no Rio de Janeiro, uma turma de senhoras dos correligionários da campanha para presidente do Brigadeiro Eduardo Gomes, começou a fazer estes docinhos para vender nos comícios, a fim de arrecadar fundos para a campanha. Estas reuniões da UDN eram muito populares e as pessoas compravam o tal docinho do brigadeiro. Fez sucesso! Daí veio o nome. Em nossa casa, há muitos anos fazemos este pudim e não tenho a menor ideia de onde veio a receita.

Pudim Brigadeiro

Você vai usar: 2 latas ou caixas (790 gr.) de leite condensado, 1 xícara de chá de leite, 6 gemas, 3 colheres de sopa de chocolate em pó (aquele dos fradinhos, da Nestlé), 1 colher de sopa de mel e a mesma medida de manteiga. Para a cobertura vai precisar de um saquinho de chocolate granulado.

Primeiro pré aqueça o forno a 200 graus.

Bata as gemas – sem pele – no liquidificador (para tirar o cheiro de ovo) e em seguida acrescente o leite. Junte, aos poucos, os outros ingredientes. Se for usar outro chocolate que não o indicado, gradue a quantidade de chocolate pela cor do creme – deve obter uma cor média de chocolate.

Unte a forma de pudim (tamanho 28) com uma fina camada de óleo. Despeje o creme batido, de modo a sobrar um centímetro para completar a altura da forma. Tome uma forma alta e coloque água quente dentro, já dentro do forno para não se queimar! Coloque dentro desta a forma de pudim – é o que se chama de cozimento à banho maria. Leve ao forno a 200 graus para cozinhar por cerca de 45 minutos ou até verificar que o pudim corou por cima. Espete um palito, se este sair limpo, o pudim está assado. Leve-o à geladeira dentro da forma que assou por, no mínimo, 6 horas – de preferência faça o pudim de véspera.

Para desinformar, passe uma faca nas laterais e no meio da forma, em volta do furo, para descolar o pudim da forma. Coloque um prato uns 10 cm. maior que a forma por cima da mesma e vire tudo junto. Dê uma ligeira sacudida e puxe a forma para cima devagar. Salpique o chocolate granulado com a ponta dos dedos para que fique distribuído por igual por toda a superfície do pudim. Hum… verá como é delicioso!

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