León – Vamos de tapas?

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O ponto alto do caminho francês de Compostela, no que tange à história e cultura é, sem dúvida, a cidade de León, fundada no século I com o nome de Legio, tendo sido um acampamento militar fortificado para defender as minas de ouro da região. Cresceu em riqueza e importância estratégica tornando-se, na Idade Média, objeto de disputa entre os cristãos residentes e invasores visigodos e posteriormente, muçulmanos. Foi a rica capital do Reino de León e hoje é a maior cidade (136 mil habitantes) da Comunidade Autônoma de Castilla y León. Sede de destacadas universidades, é um bela e elegante cidade histórica, sempre alegre e movimentada, repleta de jovens e de turistas.

Se você pensa em estudar espanhol, León é uma excelente opção.  Para quem ama história e arquitetura, a cidade é uma festa para os olhos, com destaques para a belíssima catedral gótica, o imponente edifício do parador San Marcos (onde hospedamos) e a Casa de Botines – uma interessante obra da fase inicial de Gaudi. Eu, que sou arquiteta, apaixonei-me pela cidade, pois além de tudo, é um museu de estilos arquitetônicos a céu aberto, de muralhas romanas a igrejas românicas, góticas e renascentistas, de edifícios art-nouveau e art-decô a perfeitos exemplos de pós-guerra, anos 70 e pós-moderno e até um dos museus mais modernos do mundo – o Musac.

Como sempre, tenho a sorte de chegar nos lugares justamente em dia de festa. A Feira de San Froilán atrai gente de toda a região e há o setor judeu, o árabe, o de produtos artesanais – desde alimentos até roupas e semi-joias, a feira de flores, barracas vendendo todo tipo de comidas regionais, enfim, muita coisa interessante. Os bares e restaurantes, com mesas espalhadas nas ruas de todo o centro histórico, ficam lotadas de gente que “vai de tapas”: paga-se por uma bebida (muita cerveja mas também excelentes espumantes e vinhos; whisky e coquetéis)  e, como cortesia da casa, são servidos três tira-gostos. O costume é começar ao pôr do sol e seguir até a madrugada, indo de bar em bar para se provar de todos os tapas. Topamos a experiência e lá fomos nós. Só teve um problema: talvez devido à efervescência do lugar todas as fotos que tirei dos tapas saíram desfocadas, exceto a primeira (foto principal) e depois, no dia seguinte… bem, esqueci-me do que havia comido, embaralhei tudo! Desafio: vá lá em León, passe a noite de bar em bar, beba e coma de tudo e tente depois me contar!

Páscoa em Berlim

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Para encerrar o passeio do Sal & Alho pela Europa Central, fomos à grande feira que é montada todos os anos atrás da famosa Porta de Brandemburgo, em Berlim, no feriado de Páscoa, que lá vai de 6a. a 2a. feira, inclusive. Além de feira de comida e bebida, apresentaram este ano variados shows diários com artistas de 23 países diferentes.  No meio da ampla avenida ao centro do parque Tiergarten foi montado um imenso parque de diversões para crianças, com todos os brinquedos e barraquinhas que você possa imaginar. Haviam milhares de pessoas, a maioria famílias alemãs trazendo suas crianças e aproveitando o ensolarado feriado de temperatura amena.

Como não podia deixa de ser, o ponto alto são as tendas das cervejarias. Algumas até montam uma mini fábrica. Outra mania são os Bretzel gigantes servidos doces e salgados, com muitas variedades e formas. Tradição que não pode faltar são as castanhas carameladas vendidas em cartuchos coloridos. Para acompanhar a cerveja, tomada em canecas de até 1 litro, são oferecidos pães e preparados com carnes. Os principais são: boulettes ( hamburger) , knakauer ( salsicha branca), bratwurst ( pão com salsicha) e nakensteak ( steak) 

Hoje os turcos somam uma parcela considerável da população de Berlim. Com suas grandes famílias participavam da festa agregados em grandes mesas comunitárias. O que mais comem é um sanduiche de pão árabe grosso e gigante, recheado com salada de alface e tomate bem temperada e uma almôndega achatada. Para acompanhar, tomam o tradicional café turco, servido em copinhos de vidro.