Guacamole, mole rosa e outras

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À direita e ao fundo da praça principal de Taxco, onde se eleva magnífica a Igreja de Santa Prisca, vê-se uma ruela subindo morro acima. Ali fica o Restaurante Hacienda. Foi lá que tive o prazer de degustar um molho especialíssimo, feito com água de rosas e que, por isto mesmo, tem a mesma cor das pedras rosadas da igreja, em homenagem à santa.

Mas vamos ao menu completo e às receitas, que me foram gentilmente explicadas pela filha da dona do restaurante.

Primeiro foram servidos tacos e guacamole. Em seguida, uma sopa especial. O prato principal foi frango com o tal molho rosa, que se diz “Mole rosa”. De sobremesa, um pudim tradicional, o “flan de elote” que é o nosso conhecido pudim de leite condensado, cuja receita já saiu neste blog.

 

Tacos

O preparo do taco é muito simples: em uma tigela, misture 2 xícaras de chá de farinha de trigo com 1 ½ xícara de água morna e um pouquinho de sal. Misture com os dedos até formar uma bola. Cubra com um pano de deixe descansar por 10 minutos. Faça bolinhas e abra-as com um rolo de pastel até ficarem bem finas. Retire as arestas de modo a formar um círculo perfeito. Coloque uma frigideira de ferro para esquentar e quando estiver bem quente passe o taco de um e outro lado. Dá para 8 tacos.

Guacamole

Este tradicional prato mexicano é servido como entrada. É muito saboroso e refrescante e excelente para se servir no verão, quando é tempo de abacate.

Para 1 abacate de tamanho médio você irá precisar de 2 tomates maduros, 1 cebola, 2 colheres de sopa de azeite, uma pimentinha dedo de moça, um raminho de coentro, sal e suco de um limão tahiti.

Corte o tomate em quatro, retire as sementes, corte as partes em cubinhos. Rale ou pique a cebola bem miudinho. Parta a pimenta, retire as sementes e corte-a em fatias finas. Pique o coentro miudinho. Retire a polpa do abacate da casca, amasse-o grosseiramente com um garfo deixando pedaços inteiros. Tempere-o com suco de limão e sal a gosto. Junte os outros ingredientes e coloque na geladeira até servir. Observação: como o abacate escurece com facilidade faça a receita pouco antes de servi-la.

Sopa de “hongos”

Esta, eu sinto muito, será difícil fazê-la fora do México. Provei a sopa e achei-a deliciosa. Fiquei analisando. Visualmente parecia que tinha cenoura e algo como abobrinha em fatias finíssimas, mas o gosto era totalmente diferente. Fiquei muito intrigada pois geralmente consigo descobrir os ingredientes. Percebi que havia algo parecido com os nossos cogumelos. Desisti de tentar adivinhar, resolvi perguntar. A dona da casa explicou-me que a sopa era feita somente com os “hongos” locais, que parecem cogumelos.

Mole rosa

O molho cobria um pedaço de frango cozido, mas vamos deixar este de lado e nos concentrar no molho. Este leva amêndoas, castanhas e nozes trituradas até virarem uma massa homogênea. Achei que o gosto de amêndoa prevaleceu. O molho tem uma consistência oleosa – segundo me foi dito, é o óleo natural da amêndoa. Daí mistura-se com a água de rosas – pétalas de rosa vermelha deixadas na água de um dia para o outro. Lembro-me que quando eu era criança tínhamos no jardim de casa uma roseira de grandes, aveludadas e profundamente vermelhas rosas. Meu sonho era fazer uma poção mágica de coloração rosa – nunca consegui. Assim sendo, ou as rosas mexicanas são mágicas ou se coloca um pouco de anilina na receita. Experimente – se conseguir uma água de rosas de cor rosa forte me escreva! À parte deste pormenor, o sabor do mole rosa é delicioso (eu rapei o prato).

Prendas

No Dia dos Mortos, como em uma comemoração popular festiva, servem-se como prendas alguns docinhos típicos, em cestinhas enfeitadas com papel colorido. Os docinhos quadradinhos são feitos com legumes e frutas, como abóbora, goiaba, figo e banana, que se põem a cozinhar, separadamente, em grandes tachos com muito açúcar até dar ponto de cortar; em seguida são passados em açúcar cristal. Outros, como as hóstias, são feitos à base de pasta de arroz e milho, adoçados e coloridos com anilina. Há um doce parecido com pé-de-moleque, porém feito com amêndoas. Estas são colocadas inteiras, sem pele, em uma calda grossa de açúcar. Mistura-se e coloca-se às colheradas sobre uma pedra fria até endurecerem e esfriarem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Férias no México I

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A tequila, os “mariachi” e os tacos são internacionalmente conhecidos como símbolos da cultura do México. O mexicano é alegre e hospitaleiro por natureza e adora festa com música, dança, comida farta e bebidas fortes. A gastronomia é rica e variada, apresentando uma culinária genuinamente diferente, baseada nos produtos locais, conforme a região do país.

Na Cidade do México estive em diversos restaurantes e aqui apresento o mais típico deles, onde participamos de uma alegre e coloridíssima festa com os românticos “mariachi” acompanhados de dançarinos em belas roupas típicas. Quem me conhece já sabe: não me fiz de rogada, ao primeiro convite pulei para o palco e dancei até o show terminar!

Restaurante Arroyo

Fundado em 1940 por Dom José Arroyo e Doña Maria Aguirre Arroyo, no mesmo endereço que hoje ocupa na Avenida Insurgentes, 500, este restaurante típico mexicano tornou-se uma autêntica lenda viva. Há mais de 70 anos a família tem cuidado pessoalmente de atender a freguesia com esmero e carinho e por lá já passou gente famosa de todo o mundo. A tradicional “barbacoa de borrego” ( para nós mineiros trata-se do conhecido torresmo) que fez a casa conhecida desde os primeiros anos, continua a ser feito à vista do visitante e servido com uma boa tequila. Senti-me em casa, como se comesse torresmo com cachaça no interior de Minas Gerais.

A comida típica do alto planalto mexicano oferece carnes de excelente qualidade, sendo mais comum as de porco, frango e cordeiro, seguida da de boi. Os molhos são à base de tomate,alho, cebola, muita (mas muita mesmo) pimenta e diversos ingredientes que são extraídos dos cactus, abundantes na região. Apresentando-me como a responsável por este já conhecido blog internacional, consegui uma atenção especial do chef do Restaurante Arroyo para me passar algumas receitas. Até ensaiei escrevê-las, mas logo desisti, pois as receitas são bastante elaboradas e tomam muito tempo para serem devidamente feitas e os ingredientes para os indispensáveis molhos são impossíveis de se encontrar fora no México. Quem quiser degustar a gastronomia mexicana tem que ir ao México – nada mal, pois amei o país. Recomendo!

“Chucho” Arroyo, o simpático e onipresente responsável pelo restaurante e neto dos fundadores, ampliou a infra-estrutura da casa que hoje conta com espaço suficiente para atender quase mil pessoas, sem perder a qualidade do atendimento e da comida. Além do excelente espetáculo de música e dança típicas, ainda há outras distrações para as famílias mexicanas e turistas: uma praça de Toros! Visite, vale a viagem!